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PRESIDENTE DA CÂMARA, ERIKO JÁCOME, PERDE A LINHA DURANTE EVENTO POLÍTICO

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Um gesto do presidente da Câmara Municipal de Natal e candidato a deputado estadual Eriko Jácome (PSDB) durante uma carreata na Zona Norte da capital provocou repercussão política neste domingo (30). Em meio à passagem do ato, o vereador foi flagrado mostrando os dedos do meio em direção a militantes ligados à candidatura de Renan Santos (Missão) à Presidência da República.

Eriko participava de uma movimentação de campanha acompanhado por lideranças políticas, entre elas o prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), e Babá Pereira (PL), candidato a vice-governador na chapa de Álvaro Dias (PL). Durante o percurso, o presidente da Câmara fez o gesto enquanto passava pelo grupo de apoiadores do candidato presidencial.

As imagens circularam nas redes sociais e dividiram opiniões sobre o comportamento do parlamentar. Enquanto alguns internautas criticaram o gesto, outros saíram em defesa de Eriko.

“Misericórdia, coisa feia, ainda quer ser candidato, que tristeza”, escreveu uma internauta. Outro comentário pediu uma “limpeza no Congresso”.

Também houve manifestações de apoio. “Tamo junto, meu deputado. Tem meu respeito e meu apoio”, afirmou um seguidor. Em outra publicação, um internauta defendeu o presidente da Câmara: “Eriko Jácome é um homem de bem e nada vai apagar o caráter dele, isso só mostra que ele é um ser humano normal igual a todos”.

Eriko disputa uma vaga na Assembleia Legislativa e aparece entre os nomes competitivos na corrida proporcional deste ano. A candidatura pelo PSDB representa uma tentativa de levar para o Legislativo estadual a base política construída ao longo dos mandatos na Câmara Municipal, atualmente presidida por ele.

Apesar da repercussão e das diferentes reações provocadas pelo episódio, Eriko não havia divulgado, até o fechamento desta edição, posicionamento público para explicar o gesto ou as circunstâncias em que ocorreu.

Campanha de Renan
A mobilização registrada na Zona Norte reunia apoiadores do Missão, partido pelo qual Renan Santos disputa a Presidência da República. Coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL), o candidato tem ganhado espaço no debate eleitoral e, nos últimos dias, também passou a enfrentar questionamentos na Justiça Eleitoral relacionados à condução de sua campanha.

O episódio mais recente ocorreu neste fim de semana. Em decisão assinada no domingo (30) e divulgada nesta segunda-feira (31), o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), adotou medidas cautelares contra a campanha de Renan após identificar irregularidades na comunicação à Justiça Eleitoral dos perfis utilizados para propaganda nas redes sociais.

Entre as medidas, Toffoli determinou a suspensão da propaganda eleitoral em ambiente digital, dos repasses e gastos com recursos do Fundo Eleitoral e da participação do candidato em debates de rádio, televisão, podcasts e outros meios de comunicação. A decisão é cautelar e não representa, até o momento, o indeferimento do registro da candidatura.

O questionamento envolve os perfis informados pela campanha à Justiça Eleitoral. O pedido de registro de Renan foi apresentado em 7 de agosto, mas outros 16 perfis em redes sociais foram comunicados ao TSE somente no dia 19, 12 dias depois, por meio de uma petição para complementar as informações apresentadas inicialmente.

Diante disso, o ministro concedeu prazo de 24 horas para que o partido informe quando cada um desses perfis começou a ser utilizado para propaganda eleitoral e esclareça se existem outras contas usadas pela campanha. O descumprimento da determinação poderá ter reflexos na análise do pedido de registro.

A decisão se soma a outros episódios de repercussão envolvendo Renan na corrida presidencial.

Conhecido pela atuação à frente do MBL e pelo tom de enfrentamento, o candidato tem protagonizado embates e declarações que repercutem nas redes sociais.


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