Coletor recebe celulares, computadores, televisores e eletrodomésticos sem uso. Equipamentos com mais de 30 quilos podem ser recolhidos gratuitamente nas residências.
A população da Zona Norte de Natal já conta com um ponto de coleta de lixo eletrônico instalado na área de convivência do Complexo Cultural da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), no Campus de Natal. O espaço recebe equipamentos eletroeletrônicos sem uso, que serão encaminhados para destinação ambientalmente adequada. O serviço é aberto à comunidade.
“A ação amplia as possibilidades de descarte de resíduos eletrônicos na Zona Norte e fortalece a atuação da universidade na promoção da sustentabilidade e da educação ambiental”, explicou a professora Maria Helena de Freitas, coordenadora do projeto de extensão Reciclar e Inovar, do Departamento de Ciência e Tecnologia da Uern Natal.
No ponto de coleta, podem ser entregues celulares, tablets, notebooks, computadores, televisores, rádios, caixas de som, videogames e pequenos eletrodomésticos, como micro-ondas e liquidificadores. Os equipamentos podem estar quebrados ou sem funcionar, desde que estejam inteiros, sem desmontagem ou retirada de componentes. Não são aceitos pilhas e baterias soltas, lâmpadas e equipamentos desmontados ou incompletos.
Coleta gratuita de eletrodomésticos de grande porte Para equipamentos com mais de 30 quilos, como geladeiras, fogões e máquinas de lavar, a população pode solicitar a coleta domiciliar gratuita, realizada por uma empresa recicladora parceira da iniciativa. Dessa forma, não é necessário transportar os eletrodomésticos até o campus. O agendamento pode ser feito pelo site da “Circulare” (https://circulare.com.br/como-descartar-eletronicos/), mediante o preenchimento de um formulário com dados pessoais, endereço e identificação do equipamento a ser recolhido. Informações também podem ser obtidas pelo EcoZap Natal Reciclagem, no telefone (84) 98715-3574.
Participação em competição nacional Com o ponto de coleta, a Uern Natal participa da Copa do Descarte de Eletrônicos Circulare 2026, competição nacional que mobiliza instituições de ensino para incentivar a coleta e a destinação adequada de resíduos eletroeletrônicos.
Até o dia 30 de outubro, os equipamentos entregues no ponto de coleta serão contabilizados na pontuação da universidade. A competição considera o peso dos materiais arrecadados, e os eletrodomésticos com mais de 30 quilos, recolhidos diretamente nas residências, valem pontos em dobro. Para que a coleta domiciliar seja contabilizada para a Uern, é necessário informar o nome da universidade no campo “Cupom de Indicação” do formulário de solicitação.
Embora a competição termine em 30 de outubro, o ponto de coleta permanecerá instalado no Complexo Cultural da Uern Natal, permitindo que a comunidade continue descartando seus equipamentos eletrônicos de maneira adequada.
mudanças na vida de muitos adolescentes, que enfrentam a expectativa de ingressar no Ensino Superior e iniciar uma nova etapa da formação. Nesse período, a pressão por bons resultados e as incertezas sobre o futuro podem intensificar os desafios emocionais.
De acordo com a última Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada pelo IBGE, 44,2% dos estudantes brasileiros em idade de preparação para o exame, dos 16 aos 17 anos, afirmaram se sentirem irritados, nervosos ou mal humorados na maioria das vezes ou sempre.
Para Helington Costa, coordenador do curso de Psicologia da Estácio, a expectativa em torno do exame reúne sonhos e receios sobre o futuro. A possibilidade de ingressar na universidade pode envolver mudanças de cidade, afastamento do ciclo social e a escolha de uma profissão ainda na adolescência. “Isso é muita coisa para decidir e imaginar. Em doses pequenas, essa expectativa motiva. Em excesso, vira angústia, insônia, irritação, dor de barriga, desânimo e até medo de decepcionar a família”, afirma.
Além disso, lidar com essa mudança de vida na adolescência pode tornar esse período ainda mais desafiador. A pressão por bons resultados, as longas horas de estudo e a redução do tempo de descanso se somam às expectativas da família e à comparação com outros candidatos.
“O cérebro do adolescente ainda está em amadurecimento. O córtex pré-frontal, responsável por controlar impulsos e lidar com a pressão, só termina de se formar por volta dos 25 anos. Já a parte que processa emoções como medo e ansiedade é bastante ativa nessa idade. Ou seja, o adolescente sente muito e ainda está aprendendo a lidar com o que sente”, explica.
A ansiedade excessiva também pode comprometer o desempenho durante o exame, dificultando a concentração e a recuperação de informações já aprendidas. “Quando a ansiedade é muito alta, o corpo entende que está em perigo e libera hormônios do estresse, como o cortisol e a adrenalina. Esses hormônios preparam o corpo para fugir ou brigar, não para raciocinar. O resultado é o famoso ‘branco’, quando o estudante sabe o conteúdo, mas não consegue acessá-lo na hora”, explica.
Estratégias para controlar a ansiedade Uma boa noite de sono é fundamental para a preparação e pode fazer a diferença no desempenho durante o Enem. De acordo Helington Costa, neuropsicólogo, é durante o descanso que o cérebro organiza e consolida as informações aprendidas. “Quem passa a madrugada estudando e dorme pouco pode prejudicar a própria memória”, alerta.
Além do descanso, o especialista recomenda algumas medidas para reduzir a ansiedade e chegar mais preparado ao exame:
Priorize as revisões: na reta final, concentre-se nos conteúdos que já conhece, em vez de tentar aprender tudo novamente;
Cuide da alimentação e da hidratação: mantenha refeições equilibradas, beba água e evite o consumo excessivo de cafeína e energéticos;
Faça pausas: caminhe, alongue-se ou reserve um tempo ao ar livre para aliviar a tensão;
Organize-se com antecedência: separe os documentos, o material permitido para a prova, o lanche e confira o trajeto até o local do exame;
Evite comparações: afaste-se de conversas e publicações nas redes sociais que aumentem a insegurança em relação à preparação de outros candidatos;
Compartilhe seus sentimentos: conversar com alguém de confiança pode ajudar a aliviar a tensão e lidar melhor com as preocupações. Outra estratégia é praticar exercícios de respiração para controlar o nervosismo. “Inspire pelo nariz contando até quatro, segure por dois segundos e solte o ar pela boca contando até seis. Repita por alguns minutos”, orienta o neuropsicólogo. O apoio da família também é importante nesse período. Para o especialista, acolher o estudante é mais importante do que aumentar a cobrança por resultados. Demonstrar confiança e reconhecer o esforço dedicado à preparação são atitudes que ajudam a reduzir a pressão. Frases como “estou orgulhoso do seu esforço” podem transmitir segurança e mostrar ao jovem que ele não precisa enfrentar esse momento sozinho.
Enem Action Para os estudantes que desejam aprimorar a revisão de conteúdo às vésperas do exame, o Enem Action é uma plataforma gratuita e online de preparação para o Enem, com acesso disponível 24 horas por dia. Pelo segundo ano consecutivo, a iniciativa também oferece uma ferramenta para intensificar a preparação para a redação, com correção através da IA. O recurso pode ser acessado pelo site corrigea.enemaction.com.br.
Desde 2015, a plataforma reúne conteúdos e recursos de apoio aos estudantes, além de promover ações em escolas públicas e privadas. A iniciativa é realizada em parceria com o Instituto de Educação Médica (IDOMED) e as instituições de ensino superior Ibmec, Wyden e Estácio. O Enem Action também disponibiliza conteúdos gratuitos para estudantes e educadores em suas redes sociais, como Instagram, X, TikTok, YouTube e Telegram. Para acessar os recursos, basta entrar no site enemaction.com.br.
O Rio Grande do Norte encerrou o segundo turno das Eleições 2026 com redução da abstenção, eleição definida para governador e presidente e apenas 14 ocorrências de crimes eleitorais registradas durante todo o domingo (25). O balanço foi apresentado pela Justiça Eleitoral e pelas forças de segurança responsáveis pela operação no Estado.
Dos 2.659.867 eleitores aptos a votar, 2.232.823 compareceram às urnas, enquanto 427.044 deixaram de votar, o que representa 16,06% de abstenção.
O índice foi menor que o registrado no primeiro turno. Na ocasião, dos 2.656.207 eleitores aptos, 488.493 não compareceram às seções eleitorais, correspondente a 18,39% do eleitorado. O comparecimento havia sido de 2.167.714 votantes.
Cadu e Lula eleitos No Rio Grande do Norte, o segundo turno definiu a eleição do novo governador e confirmou a ampla preferência do eleitorado potiguar pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na disputa pelo Governo do Estado, Carlos Eduardo Xavier, o Cadu de Lula (PT), foi eleito com 50,75% dos votos válidos, derrotando o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União), que recebeu 49,25%.
Já na eleição presidencial, Lula venceu o segundo turno no Estado com 1.412.681 votos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) obteve 736.851 votos, consolidando no Rio Grande do Norte uma vantagem superior à registrada nacionalmente.
No cenário nacional, Lula foi reeleito presidente da República com 51,76% dos votos válidos, contra 48,24% de Flávio Bolsonaro.
Justiça Eleitoral destaca democracia Ao encerrar a sessão plenária de totalização dos votos, a presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), desembargadora Martha Danyelle, agradeceu o trabalho desenvolvido por magistrados, servidores, colaboradores, mesários e pelas equipes do Disque Eleições.
“Há momentos na vida de uma nação em que o trabalho de milhares de pessoas se transforma em algo muito maior do que o cumprimento de um dever. Transforma-se em compromisso com a história, em demonstração de cidadania, em esperança coletiva e, sobretudo, em expressão viva da democracia”, afirmou.
Ao concluir o pronunciamento, a presidente do TER-RN reforçou a importância do respeito ao resultado das urnas.
“Que o respeito prevaleça sobre a intolerância. Que o diálogo se imponha à hostilidade. Que a consciência democrática seja sempre maior do que qualquer divergência”, declarou.
Segundo a desembargadora, independentemente do resultado da eleição, a liberdade de escolha é o principal patrimônio da democracia brasileira.
RN registrou 14 ocorrências de crimes eleitorais: “Normalidade”
Segundo a TRANSPASSE, 19.068 passageiros utilizaram o benefício para se deslocar entre municípios potiguares – Foto: Reprodução
O secretário de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social, coronel Araújo, avaliou que o planejamento executado pelas forças de segurança alcançou o objetivo previsto para o segundo turno.
“Nós consideramos dentro da normalidade. O planejamento feito pelas instituições de segurança pública foi executado conforme planejado. E no território do Rio Grande do Norte, nós não tivemos nenhuma ocorrência de maior potencial ofensivo”, afirmou.
De acordo com o balanço da operação integrada de segurança, foram registradas 14 ocorrências de crimes eleitorais em 12 municípios potiguares. Natal concentrou dois casos, enquanto Arês, Caraúbas, Luís Gomes, Macaíba, Martins, Monte Alegre, Mossoró, Parazinho, Parelhas, Parnamirim, Senador Elói de Souza e Várzea tiveram uma ocorrência cada.
Entre os crimes registrados, a maior incidência foi de propaganda eleitoral irregular, com quatro casos. Também foram contabilizadas duas ocorrências de boca de urna, duas de desordem, duas de desobediência, além de um caso de compra de votos, um de violação do sigilo do voto, um de transporte irregular de eleitores e um de descumprimento da legislação eleitoral, conforme dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp CAD).
O caso de maior gravidade foi registrado em Mossoró, onde uma pessoa foi conduzida à delegacia suspeita de compra de votos, portando aproximadamente R$ 3,4 mil em espécie e dois aparelhos celulares.
As demais ocorrências envolveram apreensão de material de propaganda, condução de suspeitos às delegacias e infrações relacionadas ao dia da votação.
Apesar dos registros, as forças de segurança avaliaram que o segundo turno transcorreu de forma tranquila, sem episódios de violência de maior potencial ofensivo, permitindo a conclusão do processo eleitoral dentro da normalidade no Rio Grande do Norte.
Transporte gratuito leva mais de 19 mil eleitores entre municípios O transporte rodoviário intermunicipal gratuito para eleitores transcorreu sem intercorrências durante o segundo turno das Eleições 2026 no Rio Grande do Norte. Segundo a TRANSPASSE, associação que representa as empresas do setor, 19.068 passageiros utilizaram o benefício para se deslocar entre municípios potiguares no fim de semana da votação.
Para atender ao aumento da demanda, as empresas realizaram 148 viagens regulares e disponibilizaram 68 viagens extras. De acordo com a entidade, não houve registro de problemas relacionados ao transporte gratuito em nenhuma região do Estado.
O número de passageiros foi significativamente superior ao registrado no primeiro turno, quando 4.280 eleitores utilizaram o serviço de gratuidade nas linhas intermunicipais.
Segundo o diretor de Comunicação da TRANSPASSE, Wellington Oliveira, a operação ocorreu dentro do planejamento elaborado para o segundo turno.
“Foi um final de semana de bastante movimento, especialmente no domingo, mas dentro daquilo que estava previsto pelas empresas. Tivemos uma operação tranquila, com as viagens acontecendo normalmente e reforço da oferta nos horários de maior procura. O mais importante é que conseguimos transportar milhares de eleitores e não tivemos qualquer ocorrência relacionada ao transporte gratuito em todo o Estado”, afirmou.
Para Wellington, o aumento expressivo da demanda reforça o êxito da operação.
“Quando falamos de quase 20 mil passageiros transportados, estamos falando de uma operação que envolve planejamento, veículos, motoristas, horários e uma demanda muito maior do que aquela observada no primeiro turno. O fato de chegarmos ao fim da votação sem uma problemática registrada em relação ao transporte no Rio Grande do Norte mostra que houve organização e que as empresas conseguiram cumprir seu papel”, concluiu.
A eleição de Cadu de Lula (PT) ao Governo do Rio Grande do Norte também marcou uma conquista inédita para o Estado e para Mossoró. Larissa Rosado (PSB) tornou-se a primeira mulher eleita vice-governadora e a primeira mossoroense a conquistar o cargo, encerrando uma sequência de candidaturas de políticos ligados ao município que não haviam chegado à vitória.
Em entrevista ao Diário do RN, Larissa comemorou a vitória da chapa e destacou a satisfação de ter sido escolhida por Cadu para compor a candidatura. Ela lembrou que a campanha começou ainda com uma votação pequena nas pesquisas, mas ganhou força ao longo da disputa.
“Nossa campanha começou ali com três pontos, quando Cadu estava iniciando a sua caminhada, e juntamos os nossos nomes, o nosso trabalho, a campanha foi ganhando volume, e ganhamos a eleição”, afirmou.
A vitória teve significado especial para Larissa também pelo aspecto histórico. A eleição rompeu o tabu de representantes de Mossoró que haviam disputado a vice-governadoria sem conseguir chegar ao cargo. Entre os nomes ligados ao município que anteriormente concorreram estavam Rosalba Ciarlini, Laíre Rosado, Carlos Augusto Rosado, Tião Couto e Kadu Ciarlini.
Durante a campanha, segundo Larissa, o histórico chegou a virar motivo de brincadeiras sobre a possibilidade de mais uma candidatura mossoroense terminar sem vitória. “Muitas pessoas ainda queriam fazer uma brincadeira de que os vices de Mossoró não davam sorte, vamos dizer assim. A chapa não poderia ser vencedora, porque todos os mossoroenses que foram candidatos à vice não tiveram sucesso”, relatou.
A eleição, para ela, serviu justamente para romper essa expectativa. “Eu, particularmente, fico muito feliz de ser a primeira mulher vice-governadora do Estado do Rio Grande do Norte, primeira mulher a ocupar esse cargo”, declarou.
Escolha de Cadu e trabalho conjunto Larissa também ressaltou que a composição da chapa foi construída a partir de uma decisão de Cadu de ter uma mulher como vice. Segundo ela, o candidato defendia não apenas a presença feminina na chapa, mas uma parceria efetiva durante a administração estadual.
“Cadu sempre fez questão de, em respeito à equidade, à igualdade de gênero, ter uma mulher como vice”, afirmou.
Para Larissa, a relação entre governador e vice deverá ser baseada em diálogo e trabalho conjunto, respeitando as atribuições de cada cargo. “A gente sempre dialogou sobre isso, colocando de que poderíamos fazer uma boa dupla, em defesa do Rio Grande do Norte, no trabalho do dia a dia do governo do Estado”, disse.
A futura vice-governadora afirmou que pretende participar ativamente da administração, sem confundir as funções institucionais. “Obviamente, eu preciso respeitar os limites de um cargo de vice, Cadu será o governador. Então nós vamos, no nosso dia a dia, de acordo com as demandas que forem surgindo, o trabalho que forem surgindo, dando ritmo a esse trabalho, a essa parceria”, explicou.
Uma vitória construída durante a campanha A chapa chegou ao segundo turno depois de uma disputa apertada no primeiro turno. Cadu havia terminado a primeira etapa em segundo lugar, com 718.300 votos, atrás de Allyson Bezerra, que recebeu 733.809. No segundo turno, Cadu e Larissa alcançaram 1.073.024 votos, contra 1.040.399 da chapa adversária, uma diferença de 32.625 votos.
Para Larissa, a vitória também representa a superação de uma expectativa que acompanhou a campanha desde seu início. A candidatura começou com baixo percentual nas pesquisas, mas ganhou espaço à medida que os dois nomes passaram a percorrer o Estado juntos.
Ao celebrar o resultado, Larissa associou a conquista à força da chapa e à participação dos eleitores. “Nós agradecemos ao povo do Rio Grande do Norte pela eleição, pela confirmação do nome de Cadu e Larissa”, afirmou.
A vice-governadora eleita assume o cargo com a perspectiva de manter a atuação política que construiu em Mossoró e ampliar esse trabalho para todo o Estado. Para ela, a eleição não representa apenas uma conquista pessoal, mas também a abertura de um novo espaço para uma mulher e para uma representante da segunda maior cidade potiguar no Executivo estadual.
Com a vitória de Cadu de Lula (PT) para o Governo do Rio Grande do Norte, a governadora Fátima Bezerra (PT) encerra um ciclo político iniciado ainda no primeiro turno com a ampliação das bancadas do partido, a eleição de Samanda de Lula para o Senado e, agora, a conquista do Executivo estadual. Em entrevista ao Diário do RN, Fátima celebrou a vitória, agradeceu aos aliados e atribuiu o resultado à mobilização popular.
“Hoje, meu coração transborda de gratidão e esperança. Agradeço ao povo do Rio Grande do Norte e a cada pessoa que caminhou conosco, foi às ruas, dialogou, mobilizou e acreditou nesse projeto. Minha gratidão também aos prefeitos e prefeitas, às lideranças políticas, aos parlamentares, aos vereadores e vereadoras e a toda a militância que se somou a essa luta”, afirmou.
Para Fátima, o resultado representa uma construção coletiva. “Esta vitória é fruto de um esforço coletivo, da união de muitas mãos e da fé em um Rio Grande do Norte e um Brasil mais justos, humanos e solidários. Agradeço a cada potiguar que confiou em Cadu e a cada brasileira e brasileiro que renovou sua esperança em Lula. Foi a força do povo que nos trouxe até aqui!”, declarou.
A governadora também destacou a sequência de resultados obtidos pelo grupo político.
“Concluímos uma trajetória extraordinária, iniciada no primeiro turno, com a ampliação das nossas bancadas estadual e federal e a conquista da vaga para o Senado, e agora coroada pelas vitórias de Cadu e Lula. O Rio Grande do Norte está fazendo história!”, afirmou.
A vitória de Cadu também estabeleceu um marco na trajetória política de Fátima: ela se tornou a primeira governadora do Rio Grande do Norte a eleger o próprio sucessor. O resultado amplia o peso político da governadora no encerramento do mandato e consolida a transição para um nome escolhido dentro do grupo que comandou o Estado nos últimos anos.
Cadu atribui vitória à governadora A relação entre Fátima e Cadu ganhou um significado especial após a apuração. Emocionado, o governador eleito fez questão de dedicar a vitória à governadora, respondendo às críticas de que teria se afastado dela durante a campanha.
“Eu estou muito feliz, muito feliz, e mais feliz ainda, porque muita gente disse que eu larguei a mão da senhora, e eu nunca larguei, e a gente chegou aqui junto, viu? Obrigado. Essa vitória é da senhora também”, afirmou Cadu.
Fátima, por sua vez, destacou a trajetória do sucessor e afirmou ter confiança na capacidade de Cadu para conduzir o Estado.
“Cadu foi um gigante nessa caminhada. Mostrou sua força, revelou sua capacidade e se apresentou ao povo potiguar como um candidato muito preparado, com trajetória, compromisso e sensibilidade para compreender os desafios do nosso estado”, afirmou.
A governadora associou a nova gestão à continuidade de um projeto voltado à geração de empregos, melhoria da renda e fortalecimento das políticas sociais. “Tenho plena convicção de que, pela sua história e pelo seu perfil, saberá corresponder, com honestidade e dedicação, às expectativas e aos sonhos do povo do Rio Grande do Norte”, declarou.
Fátima encerrou a entrevista ao Diário do RN projetando a parceria entre os governos estadual e federal. “Assim como Lula, Cadu representa a esperança de um futuro com mais dignidade, desenvolvimento e qualidade de vida. Seguiremos trabalhando de mãos dadas, com coragem, fé e compromisso com quem mais precisa, para transformar os sonhos que nos uniram em conquistas para o povo potiguar e brasileiro.”
“A esperança venceu porque nunca deixamos de acreditar. Sigamos juntos, com fé, coragem e esperança!”, concluiu.
Uma vitória construída com desafios A chegada de Cadu ao Governo do Estado também representa um desfecho positivo para uma trajetória política marcada por obstáculos enfrentados por Fátima durante o último ano. Em janeiro, o então vice-governador Walter Alves (MDB) comunicou que não assumiria o Governo do Estado e alegou dificuldades fiscais, rompendo a composição política que havia sido construída para a sucessão.
Fátima também enfrentou índices elevados de reprovação ao longo da gestão, em alguns momentos superiores a 60%, além da necessidade de reorganizar a estratégia eleitoral após decidir permanecer no cargo até o fim do mandato.
Com a permanência no governo, Fátima não pôde disputar uma vaga no Senado e o PT lançou Samanda Alves, a Samanda de Lula, sua antiga assessora e atual vereadora de Natal, para a disputa. Samanda acabou eleita senadora com 17,6% dos votos válidos.
No Governo, o grupo também apostou em um nome inicialmente pouco conhecido do eleitorado: Cadu Xavier, então secretário estadual da Fazenda, que passou a se apresentar eleitoralmente como Cadu de Lula. O candidato iniciou a caminhada com baixa intenção de voto, cresceu durante a campanha, chegou ao segundo turno e terminou eleito com 50,77% dos votos válidos.
O resultado completou a estratégia política construída pelo grupo ao longo de 2026 e permitiu a Fátima entregar o governo ao sucessor escolhido pelo PT, mantendo a aliança com Lula e ampliando a presença do partido nas principais instituições políticas do Estado.
A senadora eleita Samanda de Lula (PT) atribui à governadora Fátima Bezerra (PT) papel central no resultado eleitoral que levou Cadu de Lula ao Governo do Rio Grande do Norte, Lula à Presidência e ela própria ao Senado. Em entrevista ao Diário do RN após a confirmação dos resultados, Samanda afirmou que a governadora foi a principal liderança política da campanha no Estado e destacou a sequência de resultados obtidos pelo grupo petista.
“Fátima é a nossa grande líder. Nosso time era um time liderado nacionalmente pelo presidente Lula e aqui no Estado pela professora Fátima Bezerra. A vitória é de Fátima, a vitória é do povo do Rio Grande do Norte, a vitória é de Samanda, de Cadu, mas a vitória, principalmente, foi liderada pela professora e governadora Fátima Bezerra”, afirmou.
A senadora eleita interpreta a vitória de Lula como uma resposta do eleitorado à experiência dos últimos anos e à comparação entre os projetos políticos apresentados durante a campanha.
“É uma resposta de que o povo não quer voltar ao passado, que o povo entende o que significou o governo do presidente Lula, do PT, para a classe trabalhadora em especial, mas para todo o país, para todas as classes que compõem o povo brasileiro”, declarou.
Samanda também destacou o caráter popular que atribui à campanha. “Foi uma campanha muito popular, com muita emoção, com muita coragem, muita verdade. Foi o povo que reelegeu o presidente Lula nessa vitória histórica”, afirmou.
Ao avaliar o resultado, Samanda destacou justamente a quebra de um histórico eleitoral. “Desde que começou a existir a reeleição, um governador não havia elegido o seu sucessor, e Fátima elege seu sucessor e elege também uma senadora. Então, foram vários paradigmas quebrados, e quebrados pelo povo, com muita ousadia, com muita coragem”, afirmou.
A nova senadora também ressaltou que a vitória foi construída apesar das limitações financeiras enfrentadas pela campanha. “Uma campanha com dificuldades financeiras, mas uma campanha que teve um gostinho de vitória muito especial, porque teve uma participação popular muito forte”, disse.
Agora, com Lula reeleito, Cadu eleito governador e Samanda eleita para o Senado, ela afirma que o grupo terá uma nova etapa pela frente: transformar os compromissos eleitorais em ações.
“Agora a gente tem a tarefa de cumprir tudo aquilo que a gente dialogou, que a gente construiu na campanha, os compromissos que foram assumidos”, declarou.
Samanda encerrou destacando que o mandato será voltado a todo o Estado, independentemente do resultado eleitoral de cada município ou eleitor.
“Agora a gente tem um time que vai trabalhar por todo o Rio Grande do Norte, por quem votou na gente, por quem não votou. O nosso compromisso sempre foi, junto com os prefeitos e vereadores, trabalhar por todo o Rio Grande do Norte”, concluiu.
Parceria de décadas Natural de Mossoró, Samanda Alves de Freitas nasceu em 1980. Filha de uma professora da rede estadual e de um comerciante, ela costuma associar sua trajetória à experiência familiar com a educação e à busca por oportunidades por meio do ensino.
Formada em Engenharia da Computação, iniciou a militância política ainda no período em que cursava o ensino técnico no então Cefet, atual IFRN. A participação em mobilizações estudantis em defesa da educação pública aproximou Samanda do movimento estudantil e marcou o início de sua atuação política.
A ligação com Fátima Bezerra começou no início dos anos 2000. Samanda participou da campanha de Fátima para a Câmara dos Deputados em 2002 e, depois, passou a trabalhar em seu mandato. Ao longo de cerca de duas décadas, acompanhou a trajetória da petista na Câmara e no Senado, construindo uma relação política e profissional.
Nesse período, também ocupou funções na administração pública estadual, como secretária-adjunta do Gabinete Civil e subsecretária do Trabalho, Emprego e Renda. No Governo Federal, durante a gestão Dilma Rousseff, atuou no Conselho Nacional de Combate à Discriminação LGBT e na coordenação nacional de políticas LGBT.
A primeira disputa eleitoral de Samanda ocorreu em 2022, quando concorreu à Câmara dos Deputados. Dois anos depois, foi eleita vereadora de Natal com 5.189 votos. Na Câmara, passou a atuar em pautas relacionadas à classe trabalhadora, direitos sociais, mulheres, educação e geração de emprego e renda.
Atualmente, além de vereadora de Natal, Samanda preside o diretório estadual do PT. Em 2026, foi escolhida para disputar o Senado e acabou eleita com 635.924 votos, correspondentes a 17,6% dos votos válidos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito no domingo (25) para seu quarto mandato à frente da Presidência da República e entrou para a história como o primeiro presidente brasileiro eleito quatro vezes pelo voto direto. A vitória também marca um feito inédito nas eleições do país: pela primeira vez, um candidato que terminou o primeiro turno atrás do adversário conseguiu vencer a disputa no segundo turno.
Aos 80 anos, Lula reverteu a vantagem inicial do senador Flávio Bolsonaro (PL) e venceu uma das eleições presidenciais mais acirradas desde a redemocratização. Com a apuração concluída, o petista terminou com 51,78% dos votos válidos, o equivalente a 64.255.124 votos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro, que recebeu 59.825.576 votos. A diferença entre os dois candidatos foi de 59.825.576 votos.
A virada ocorreu durante a apuração do segundo turno, quando Lula ultrapassou o adversário e passou a liderar a disputa nacional. Até então, Flávio Bolsonaro havia encerrado o primeiro turno à frente, mas o petista conseguiu reverter o cenário com o avanço da contagem dos votos.
Lula iniciou a apuração na noite do domingo à frente do candidato do PL, sendo ultrapassado em seguida. Com 48,42% das seções apuradas, Lula havia reassumido a liderança com 50,03% dos votos válidos (29.863.964 votos), contra 49,97% de Flávio Bolsonaro (29.822.911 votos), uma diferença de 41.053 votos. O presidente seguiu na liderança até a totalização da apuração.
Por volta das 21h, o Tribunal Superior Eleitoral confirmou que Luís Inácio Lula da Silva havia sido reeleito presidente.
O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 registrou uma taxa de abstenção de 19,21% (ou cerca de 19,11% a 19,2%, segundo dados consolidados do TSE), o que corresponde a aproximadamente 30,4 milhões de eleitores ausentes. Trata-se do menor percentual de abstenção em um segundo turno de eleição presidencial no Brasil desde 2006, quando a taxa foi de 18,99%.
Lula discursa após vitória histórica: “Ganhamos junto com o povo brasileiro”
Passava das 22h quando o presidente Lula iniciou o primeiro discurso após a reeleição. A fala começou com um agradecimento ao vice-presidente Geraldo Alckimin: “Nós ganhamos essa parada junto com o povo brasileiro”, disse.
“O senhor, pela segunda vez, salvou a democracia brasileira! Brasileira! E conte conosco! Conte conosco com humildade e senso de responsabilidade para trabalharmos juntos e estarmos à altura da confiança do povo brasileiro! Parabéns, Presidente Lula!”, afirmou Geraldo Alckimin.
Ao longo do pronunciamento, o presidente fez questão de enfatizar o apoio que recebeu da juventude brasileira e aos idosos que foram às urnas para votar.
“Eu queria agradecer ao povo brasileiro a generosidade que eles têm comigo há muito tempo. E nesse segundo turno, agradecer a generosidade da juventude brasileira que foi para a rua. Foi para a rua para defender a democracia. Quero agradecer às pessoas idosas. Eu vi muitas cenas hoje de pessoas sendo carregadas pelos seus netos para ir votar”, falou.
Lula afirmou ainda que a eleição foi marcada por uma disputa contra o que chamou de “intromissão vinda de fora para dentro” por meio das plataformas digitais. O presidente eleito defendeu a criação de regras para o ambiente digital e afirmou que crimes cometidos na internet devem receber o mesmo tratamento dado aos crimes praticados no mundo real.
“Foi uma eleição em que a gente teve que vencer a intromissão vinda de fora para dentro, através de plataformas digitais. E nós vamos ter que regulá-las. Não é possível que a gente não tenha consciência que o crime no mundo digital tem que ser tratado igual o crime na vida real”, afirmou Lula.
O presidente também declarou que pretende alterar a forma de condução do governo e ampliar a participação popular nas decisões políticas.
“Nós vamos mudar o jeito de governar este país. Vamos fazer o povo participar mais das decisões”, declarou.
Um feito histórico na democracia brasileira Com a vitória, Lula amplia uma trajetória inédita na política nacional. Ele governou o país entre 2003 e 2010, retornou ao Palácio do Planalto em 2023 após vencer Jair Bolsonaro nas eleições de 2022 e, agora, conquistou um novo mandato para o período iniciado em 2027.
Em 2022, Lula já havia se tornado o primeiro presidente da República eleito três vezes pelo voto direto. Agora, passa a ser também o primeiro a alcançar quatro mandatos presidenciais conquistados nas urnas.
Durante a campanha, o petista afirmou que este será seu último mandato à frente do governo federal.
RN confirmou vantagem apontada pela DataVero No Rio Grande do Norte, Lula confirmou o cenário indicado pelas pesquisas eleitorais realizadas durante o segundo turno. O presidente manteve ampla vantagem sobre Flávio Bolsonaro no Estado, onde historicamente possui uma das maiores votações proporcionais do país.
A última pesquisa DataVero/Diário do RN, divulgada antes da votação, apontava a vitória do petista no Estado. No levantamento de votos válidos, Lula aparecia com 67,8%, contra 32,2% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de 35,6 pontos percentuais.
No cenário estimulado, considerando todos os entrevistados, Lula registrava 65,92% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparecia com 31,31%. Outros 1,73% declararam voto branco ou nulo e 1,04% não souberam ou preferiram não responder.
A pesquisa DataVero foi registrada sob o número BR-02009/2026. O levantamento foi realizado entre os dias 22 e 24 de outubro de 2026, com 1.500 eleitores residentes em municípios do Rio Grande do Norte. A margem de erro era de 2,53 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
A posse presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva e a subida da rampa do Palácio do Planalto ocorrerão em 5 de janeiro de 2027.
Cadu de Lula (PT) é o novo governador do Rio Grande do Norte. O petista venceu Allyson Bezerra (União Brasil) no segundo turno realizado neste domingo (25) e encerrou uma campanha marcada por crescimento eleitoral, mobilização política e uma disputa acirrada até a reta final.
Com a apuração concluída, Cadu recebeu 1.073.024 votos, equivalentes a 50,77% dos votos válidos, contra 1.040.399 votos de Allyson, que somou 49,23%. A diferença foi de 32.625 votos, ou 1,54 ponto percentual.
A vitória consolida uma trajetória de crescimento que levou Cadu de uma posição inicialmente distante dos primeiros colocados ao segundo turno e, depois, à conquista do Governo do Estado.
No primeiro turno, Allyson havia terminado à frente, com 36,94%, enquanto Cadu alcançou 36,16%, em uma diferença de 15.509 votos.
Após a confirmação do resultado, Cadu afirmou ao Diário do RN que recebe a vitória com gratidão e consciência da responsabilidade que terá a partir de agora. O governador eleito destacou a dimensão da votação e afirmou que pretende transformar o apoio recebido em compromisso de governo.
“Eu estou muito grato aos mais de um milhão de potiguares que votaram em mim e ciente do tamanho da minha responsabilidade, para junto com o presidente Lula a gente realizar todas as propostas que foram feitas”, afirmou.
Cadu também prometeu acompanhar de perto a execução das propostas apresentadas durante a campanha e priorizar as parcelas da população que mais dependem da atuação do poder público.
“E a gente vai acompanhar isso muito de perto, a gente vai fazer um grande governo, principalmente para quem mais precisa do Estado, para quem mais precisa do nosso Estado”, declarou.
Em sua primeira manifestação ao Diário do RN após a vitória, Cadu procurou ampliar o discurso para além da divisão eleitoral. O petista afirmou que pretende assumir o governo com uma postura de conciliação e reconheceu que o resultado das urnas impõe a responsabilidade de governar para todo o Rio Grande do Norte.
“Vou honrar esses mais de um milhão de votos e vou governar para quem votou e para quem não votou em mim. Isso é bom, é conciliação”, afirmou.
A eleição também terminou com a confirmação de uma parceria política que Cadu considera estratégica para o próximo governo: a relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para o governador eleito, a reeleição de Lula amplia as condições para colocar em prática as propostas apresentadas durante a campanha.
“É importante que Lula também tenha sido eleito, porque, junto com o presidente Lula, a gente vai poder fazer tudo aquilo que a gente propôs para o Rio Grande do Norte”, afirmou.
De menos de 5% à vitória A campanha de Cadu foi marcada por uma trajetória de crescimento ao longo do processo eleitoral. No início das articulações, o petista aparecia com menos de 5% das intenções de voto, mas avançou à medida que a campanha ganhou corpo e passou a disputar espaço entre os principais candidatos.
No primeiro turno, Cadu terminou em segundo lugar, com 36,16% dos votos, atrás de Allyson, que alcançou 36,94%. A diferença foi de 15.509 votos, levando os dois candidatos ao segundo turno e abrindo uma nova etapa da disputa, marcada por novas alianças, adesões políticas e intensa mobilização nas diferentes regiões do Estado.
Nas três semanas seguintes, Cadu ampliou seu arco de apoios e passou a receber adesões de prefeitos, vereadores, deputados estaduais e lideranças políticas. Entre os movimentos de maior peso esteve a adesão do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), que levou consigo os demais integrantes da bancada tucana.
A campanha também ganhou reforço com a mobilização de lideranças ligadas ao governo Fátima Bezerra e ao presidente Lula, enquanto Cadu intensificou a agenda pelo interior e na Grande Natal. Na reta final, atos como a mobilização em Mossoró e a caravana pelo Seridó foram apresentados pela campanha como demonstrações de força eleitoral.
No segundo turno, o petista conseguiu virar a vantagem inicial e terminou a apuração com 1.073.024 votos, correspondentes a 50,77% dos válidos. Allyson somou 1.040.399 votos, e a diferença final chegou a 32.625 votos.
Allyson parabeniza governador eleito Após a divulgação do resultado, Allyson Bezerra também procurou Cadu. O candidato do União Brasil ligou para parabenizá-lo pela vitória e desejou que ele realizasse um grande mandato.
A ligação encerrou uma disputa marcada pela forte mobilização dos dois grupos políticos e por uma campanha acirrada até a apuração dos últimos votos. Com o resultado definido, o desafio passa a ser transformar a vitória eleitoral em governo e colocar em prática as propostas apresentadas durante a campanha.
O Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte (MPT-RN) recebeu, até aqui, 20 denúncias de assédio eleitoral durante o pleito de 2026. O número representa uma redução em relação às eleições anteriores, quando foram registradas 73 denúncias em 2022 e 104 em 2024.
Em todo o país, o órgão contabiliza 1.320 denúncias neste ano.
Para o procurador-chefe do MPT-RN, Gleydson Gadelha, a diminuição está diretamente ligada ao trabalho preventivo realizado antes do período eleitoral e à integração entre instituições responsáveis pela fiscalização.
“Este ano, além da intensificação de campanhas informativas, o MPT investiu em parcerias com outros órgãos, como o Supremo Tribunal Federal, o Conselho Nacional de Justiça, o Tribunal Superior Eleitoral, o Tribunal Superior do Trabalho e diversas outras instituições. Como reflexo dessa preparação antecipada e atuação conjunta, houve uma diminuição numérica na incidência desse tipo de assédio e um avanço qualitativo na atuação”, explicou Gadelha.
Segundo o procurador, o combate ao assédio eleitoral passou a contar com atuação integrada entre o Ministério Público do Trabalho, Justiça Eleitoral, Ministério Público Eleitoral, Tribunal Regional Eleitoral e outras instituições.
“O Ministério Público do Trabalho, no Rio Grande do Norte, tem intensificado nessa última eleição as parcerias com vários outros órgãos do Estado, como TRE, Justiça Eleitoral e Ministério Público Eleitoral, para discutir o tema assédio eleitoral. Esse tema já faz parte da nossa atuação tradicionalmente, mas a cada eleição nós aprendemos aspectos novos dessa questão”, afirmou.
O procurador esclarece que o assédio eleitoral ocorre quando empregadores ou gestores utilizam a relação de trabalho para influenciar ou constranger a escolha política de trabalhadores e servidores.
“A prática do assédio eleitoral ainda é uma recorrência no Brasil e aqui no Estado do Rio Grande do Norte também. Temos vários casos e se caracteriza principalmente pela coação do direito de escolha em quem votar, porque votar é um direito da própria pessoa, é um dado sensível, é secreto. Quem quiser abrir mão desse segredo faz porque quer, não pode ser obrigado por nenhuma estrutura, nenhum empregador”, explicou Gadelha.
A nota técnica expedida pelo MPT-RN antes das eleições detalha que são proibidas condutas como ameaçar trabalhadores com demissão, exoneração, perda de função ou alteração de jornada por causa da escolha política; oferecer vantagens em troca de votos; exigir que empregados revelem em quem votaram; obrigar o uso de símbolos partidários; ou utilizar reuniões e canais internos para pressionar funcionários a apoiar candidatos.
Investigações atingem órgãos públicos e empresa privada
Durante o primeiro turno, o MPT-RN instaurou investigações e expediu recomendações para coibir práticas de assédio eleitoral em diferentes ambientes de trabalho.
Uma das apurações envolve a Secretaria de Estado da Administração (SEAD), após denúncia anônima sobre possível assédio eleitoral no órgão. A recomendação determina que sejam garantidos aos servidores e demais trabalhadores a liberdade de orientação política e o sigilo do voto, proibindo ameaças, perseguições, uso de canais corporativos para pressionar servidores e monitoramento de redes sociais.
Outra investigação foi aberta contra o Município de Natal e a Secretaria Municipal de Saúde, após denúncia de suposta utilização da Unidade Mista de Cidade Satélite como comitê político e de abordagens a pacientes com promessas de pagamento em troca de votos.
O Ministério Público do Trabalho também expediu recomendação contra uma pizzaria de Natal após receber denúncia acompanhada de vídeo divulgado em rede social apontando possível prática de assédio eleitoral contra funcionários. Entre as determinações estão a proibição de constrangimentos políticos, de propaganda eleitoral no ambiente de trabalho e a garantia da liberdade de voto dos empregados.
Em Mossoró, o MPT-RN expediu recomendação ao município após relato de que servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) teriam sido pressionados a apoiar determinado candidato para manter seus empregos. A Prefeitura apresentou posteriormente documentos demonstrando medidas adotadas para cumprir as orientações do Ministério Público.
O MPT-RN manterá plantão presencial em Natal e Mossoró durante o segundo turno das eleições, no sábado (24) e no domingo (25), para receber denúncias de assédio eleitoral e adotar providências imediatas. “O Ministério Público do Trabalho estará nessa eleição permanentemente atento a essa questão. Qualquer situação nesse sentido pode nos procurar na nossa sede, como também pelo site do Ministério Público do Trabalho”, afirmou Gleydson Gadelha.
As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo portal do Ministério Público do Trabalho ou presencialmente nas unidades do órgão durante o plantão eleitoral.
Às vésperas do segundo turno, o deputado federal eleito Dr. Bernardo (PV) voltou a reafirmar publicamente seu apoio à candidatura de Cadu de Lula (PT) ao Governo do Rio Grande do Norte.
Em uma mensagem dirigida a vereadores, vice-prefeitos e lideranças que integram sua base política, ele destacou que mantém o posicionamento adotado desde o início da campanha e pediu mobilização em torno do número 13 para a votação deste domingo (25).
“Eu quero deixar bem claro que eu tenho uma posição muito clara em relação ao segundo turno, que é o meu apoio à candidatura de Cadu. Cadu é o nosso candidato a governador”, afirmou.
Dr. Bernardo lembrou que declarou apoio ao petista ainda quando a candidatura era vista com desconfiança por parte do cenário político. Segundo ele, a decisão de abraçar o projeto desde aquele momento reforça sua disposição de permanecer ao lado de Cadu na etapa decisiva da eleição.
“Eu abracei a candidatura de Cadu quando as pessoas não acreditavam nela”, disse.
O parlamentar eleito aproveitou a manifestação para destacar a presença de sua base política na eleição proporcional. Dr. Bernardo recebeu 130.835 votos no primeiro turno e foi eleito deputado federal pelo PV, integrando a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, sendo o segundo deputado mais votado da Federação.
Ao falar diretamente com vereadores e lideranças municipais, ele também ressaltou a dimensão da votação que recebeu. “O Rio Grande do Norte tem 1.455 vereadores. De cada seis vereadores no Rio Grande do Norte, um votou em mim”, afirmou.
Confiança na vitória que vem desde o primeiro turno
A declaração atual retoma uma posição que Dr. Bernardo já havia manifestado antes da definição do segundo turno. Em setembro, ainda durante a campanha, o então candidato a deputado federal afirmou ao Diário do RN que não acreditava em uma vitória de Allyson Bezerra no primeiro turno e apostava no crescimento de Cadu na reta final.
Na ocasião, Bernardo afirmou que via “um crescimento gigante” de Cadu e considerava que a evolução do petista poderia alterar a configuração da disputa estadual. O resultado do primeiro turno levou justamente Cadu e Allyson ao segundo turno, separados por 15.509 votos.
Agora, com a eleição definida entre os dois candidatos, o deputado eleito reforça a estratégia de mobilizar sua base para a votação de domingo. “Eu quero pedir a você vereador, a você pequena liderança, a você vice-prefeito, que faça como eu. No dia 25 que se aproxima, vote 13. Vote Cadu para governador do Rio Grande do Norte”, afirmou.
Dr. Bernardo também relacionou o apoio ao petista à expectativa de ampliar sua atuação política a partir do próximo mandato federal. “Porque dessa forma, o meu mandato federal vai poder ajudar mais ainda ao Rio Grande do Norte. Conto com vocês”, declarou.
A manifestação ocorre na reta final da campanha, quando Cadu e Allyson intensificam a mobilização de suas bases em busca dos votos para o segundo turno. Para Dr. Bernardo, a orientação aos aliados é manter o apoio já declarado e transformar a articulação política construída durante a campanha em mobilização eleitoral até domingo.
A disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte chega ao último fim de semana antes da votação marcada para domingo com os dois candidatos confiantes no resultado das urnas. Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu de Lula (PT) encerram a campanha após uma sequência de mobilizações pelo estado e apostam na força dos atos realizados na reta final para conquistar os votos que ainda estão em disputa.
Cadu vê acolhimento e projeta vitória Cadu de Lula também chega ao encerramento da campanha com uma avaliação positiva das últimas mobilizações. O candidato destacou a caravana realizada no Seridó na noite desta quarta-feira (21), último grande ato no interior do estado, e afirmou ter encontrado receptividade entre os eleitores durante o percurso.
“Foi uma avaliação muito positiva. A gente ontem teve o último ato no interior do estado. Fizemos uma grande caravana no Seridó, onde chegamos e encontramos um grande acolhimento à nossa campanha”, afirmou.
Segundo Cadu, a mobilização reforçou sua expectativa para a votação de domingo. O petista também vinculou o desempenho de sua candidatura no estado à disputa presidencial e à campanha pela reeleição do presidente Lula.
“O potiguar tá muito esperançoso de que nós teremos uma grande votação do presidente Lula, que vai ajudar a reelegê-lo no domingo”, declarou.
Cadu afirmou ainda acreditar que o eleitor potiguar dará nas urnas uma resposta favorável ao projeto que representa. Para ele, a escolha no segundo turno envolve também a definição sobre os rumos do Estado.
“O povo já deu o recado, vai dar o recado nas urnas e o Estado não vai voltar para as mãos daqueles que destruíram o nosso Estado, vestindo uma roupa nova, um personagem novo”, afirmou.
Na reta final, o candidato reforçou a defesa de uma gestão baseada em trabalho, honestidade e atenção às demandas da população.
“O Rio Grande do Norte vai seguir no rumo certo, com um projeto que tem compromisso com honestidade, com trabalho, com a vida real das pessoas, as necessidades da vida do povo do Rio Grande do Norte”, declarou.
Cadu encerrou sua avaliação projetando um resultado positivo para as duas candidaturas que apoia no domingo. “É uma expectativa muito positiva. Domingo é dia de vitória de Cadu Governador do Rio Grande do Norte e de Lula presidente do Brasil”, concluiu.
Allyson aposta em campanha próxima do povo Allyson Bezerra avalia que chega aos últimos dias da eleição fortalecido pela campanha realizada nas ruas e pela aproximação com os eleitores. Em mensagem ao Diário do RN, o candidato destacou o contato direto com a população e afirmou estar preparado para transformar as demandas apresentadas durante a campanha em ações de governo.
“Chegamos à reta final com confiança e ainda mais coragem e vontade de trabalhar. Fizemos uma campanha perto do povo, ouvindo as dificuldades e apresentando propostas concretas para mudar o Rio Grande do Norte”, afirmou.
O candidato do União Brasil também fez um chamado aos eleitores para a votação de domingo. Na avaliação dele, a reta final representa o momento de consolidar o trabalho realizado durante o segundo turno e transformar a mobilização de campanha em votos. “Agora é seguir pedindo a cada pessoa para votar no 44 domingo”, declarou.
Allyson afirmou ainda que se considera preparado para assumir o Governo do Estado e associou sua expectativa para o resultado à possibilidade de transformar a mobilização eleitoral em ações concretas na administração estadual. “Estou preparado para transformar a esperança do povo em trabalho e resultados”, afirmou.
O Instituto DataVero, em parceria com o Diário do RN, divulga neste sábado (24) a última pesquisa de intenção de voto antes do segundo turno das eleições de 2026. O levantamento apresentará os números da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte, entre Cadu de Lula (PT) e Allyson Bezerra (União Brasil), e da corrida à Presidência da República, entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
A pesquisa está sendo realizada entre os dias 22 e 24 de outubro, com 1.500 eleitores entrevistados em 50 municípios potiguares. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 18 de outubro, sob os números RN-00914/2026 e BR-02009/2026.
O estudo apresentará o cenário estimulado das duas disputas, modalidade em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados. Os resultados permitirão conhecer as intenções de voto dos eleitores potiguares na reta final da campanha, às vésperas da votação que definirá os próximos ocupantes do Governo do Estado e da Presidência da República.
No Rio Grande do Norte, a expectativa gira em torno do confronto entre Cadu e Allyson, que chegaram ao segundo turno após uma disputa apertada nas urnas. Na primeira votação, Allyson obteve 36,94% dos votos válidos, enquanto Cadu alcançou 36,16%, uma diferença de apenas 0,78 ponto percentual, equivalente a 15.509 votos.
Na primeira pesquisa DataVero/Diário do RN realizada após o primeiro turno, divulgada em 16 de outubro, Cadu apareceu numericamente à frente, com 50,53% dos votos válidos, contra 49,47% de Allyson. A diferença de 1,06 ponto percentual configurou empate técnico, considerando a margem de erro de 2,53 pontos percentuais daquele levantamento.
Agora, a nova rodada permitirá observar se o equilíbrio identificado anteriormente permanece ou se houve alterações nas preferências declaradas pelos eleitores durante os últimos dias de campanha.
Na disputa pela Presidência da República, o novo levantamento também mostrará o comportamento do eleitorado potiguar na reta final do segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Na pesquisa anterior do Instituto DataVero, realizada em parceria com o Diário do RN e divulgada em 16 de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apareceu com 65,26% dos votos válidos no Rio Grande do Norte, contra 34,74% do senador Flávio Bolsonaro.
A vantagem do petista foi de 30,52 pontos percentuais. Os números que serão divulgados neste sábado permitirão avaliar se essa diferença foi mantida, ampliada ou reduzida nos últimos dias de campanha.
DataVero foi o mais próximo do resultado das urnas A divulgação ocorre após o desempenho do Instituto DataVero na reta final do primeiro turno.
Entre oito pesquisas comparadas com o resultado oficial da eleição para governador, o levantamento DataVero/Diário do RN foi o que mais se aproximou do resultado das urnas entre Allyson Bezerra e Cadu de Lula.
Publicada em 2 de outubro, a última pesquisa do instituto antes da votação apontou Allyson com 35,82%, Cadu com 32,46% e Álvaro Dias (PL) com 20,54%, no cenário estimulado com apoios políticos.
Na comparação com o resultado oficial, o DataVero apresentou o menor erro médio absoluto entre os oito levantamentos analisados, de 3,7 pontos percentuais, contra 5,7 pontos do segundo instituto mais próximo.
A música autoral produzida no Rio Grande do Norte vive um momento de transformação, impulsionado pelas novas possibilidades digitais, mas ainda enfrenta desafios relacionados à valorização cultural, formação profissional e acesso a espaços de circulação. Esse cenário será discutido durante a III Semana Cultural da Música Potiguar, que acontece de 27 a 30 de outubro, na Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (EMUFRN).
Promovido pela Rede Potiguar de Música (RPM), o evento reúne artistas, produtores, profissionais e integrantes da cadeia produtiva musical do estado em uma programação com palestras, minicursos, encontros e apresentações voltadas à criação, produção, circulação e valorização da música potiguar.
Para Pollyana Guimarães, produtora cultural e integrante do Caninga Selos Musicais, o momento atual abre novas possibilidades para artistas independentes, mas também revela dificuldades na sustentabilidade da carreira musical.
“Estamos vivendo uma época de algumas facilidades digitais, que permitem que os compositores e intérpretes consigam chegar num lugar de divulgação do trabalho bem mais amplo do que há alguns anos atrás, quando a gente não tinha plataformas de streaming e era muito difícil conseguir uma gravadora”, comentou Pollyana.
Segundo ela, apesar das novas ferramentas, ainda existe a necessidade de fortalecer o consumo da produção local. “O que falta para o potiguar é o orgulho de consumir o som potiguar, a própria cultura, e a gente acaba muito preso numa bolha. Os próprios músicos consomem suas músicas e a gente quer que toda a comunidade escute, toda a comunidade valorize, como acontece nos estados vizinhos”, explicou.
Entre os principais desafios apontados pela produtora está a valorização dos artistas potiguares em grandes eventos e a criação de condições para que a música autoral consiga alcançar novos públicos.
“Primeiro desafio, acho que essa barreira cultural do potiguar ter orgulho e querer ouvir, querer conhecer os artistas daqui”, afirmou Pollyana.
Ela também destacou a necessidade de ampliar políticas e projetos voltados para gravação, divulgação e circulação da produção musical. “Falta suporte financeiro e logístico para desenvolver um mercado com pessoas mais capazes, mais antenadas, usando os recursos que se tem para usar”, comentou.
A presença nas plataformas digitais também será tema da programação da Semana Cultural. Para Pollyana, estar em serviços de streaming é importante para participar do mercado atual, mas não representa, sozinho, uma garantia de reconhecimento ou retorno financeiro.
“É uma ilusão pensar que estar numa plataforma de streaming vai resolver a carreira ou vai tornar aquele músico reconhecido ou muito menos vai gerar alguma renda”, explicou.
De acordo com a produtora, o desenvolvimento de uma carreira musical depende de planejamento, produção e estratégias além da publicação de uma música na internet.
“Não é só colocar no streaming, é todo um pensamento de carreira em volta disso, de planejamento artístico, de visão para tentar envolver a música num produto que as pessoas queiram consumir”, esclareceu.
A proposta da III Semana Cultural é justamente ampliar o acesso à informação e contribuir para a profissionalização do mercado musical potiguar. A programação formativa inclui o CriProCó Musical (Criação, Produção e Comunicação Musical), com palestras e minicursos sobre distribuição digital, direitos autorais, produção de vinhetas e criação artística.
O projeto é uma iniciativa da Rede Potiguar de Música, com apoio do Caninga Selos Musicais, projeto de extensão da Escola de Música da UFRN, e do Comitê de Cultura do Ministério da Cultura no Rio Grande do Norte.
“A semana é uma ideia da Rede Potiguar de Música e, a partir dessa ideia, a Escola de Música deu o suporte de somar junto e, através da existência do nosso selo, que se chama Caninga Selos, resolvemos promover a semana cultural com essa parceria”, explicou Pollyana.
Programação reúne palestras, oficinas e apresentação musical A programação começa na terça-feira (27), às 14h, com o bate-papo “Panorama da Música Potiguar: Educação, Acervo e Memória”, com Esso Alencar, da RPM. Na quarta-feira (28), serão realizadas as palestras “Distribuição e Lançamento Digital”, com Polly Guimarães, e “Direito Autoral na Era Digital”, com Giselle Luz, gerente regional do ECAD Nordeste.
Na quinta-feira (29), acontecem os minicursos “Vinhetas Sonoras para Rádio, TV e Publicidade”, com Ciro Pedroza, e “Criação e Produção Artística”, conduzido por Polly Guimarães. O encerramento será na sexta-feira (30), às 17h, com o Caninga Jams – Música no Estacionamento, reunindo músicos da Rede Potiguar de Música e participantes do evento.
Para Pollyana, incentivar a música autoral significa preservar a identidade cultural do estado.
“A música autoral diz muito sobre a cultura local, sobre como as pessoas compartilham o mesmo clima, as mesmas influências, as mesmas paisagens. É muito importante que a gente tenha esse registro e essa valorização do próprio trabalho musical que é cultura local”, afirmou.
As inscrições para participar da Semana Cultural serão abertas no dia 22 de outubro e seguem até o primeiro dia do evento. A participação é gratuita e os participantes recebem certificado.
ciais se consolidaram como um dos principais espaços do debate político no Brasil. Ao mesmo tempo em que ampliaram a participação de diferentes vozes, também abriram espaço para discursos de ódio, ataques pessoais e campanhas de cancelamento direcionadas a quem manifesta opiniões públicas.
O jornalista, produtor de eventos, colunista social e criativo Chrystian de Saboya tem sentido esse cenário de forma mais intensa nos últimos meses, à medida que passou a publicar com maior frequência reflexões sobre política, democracia e justiça social.
Em uma das postagens em sua conta pessoal na rede social Instagram, intitulada “As Asas da Dignidade”, Saboya declara que não é filiado ao PT nem se considera comunista, mas explica que apoia pautas ligadas ao combate à desigualdade social, à defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), das instituições democráticas e dos programas sociais.
A publicação provocou reações imediatas. Entre elas, comentários de seguidores informando que deixariam de acompanhá-lo por discordarem de seu posicionamento político. Em alguns casos, Saboya respondeu de forma irônica às críticas.
Ao Diário do RN, Saboya comentou que a intensificação dos ataques coincidiu com o período em que passou a se posicionar mais frequentemente sobre política. Usuários da rede social também deixaram de segui-lo após as postagens com conteúdos políticos.
“Eu sou muito bem resolvido na minha vida. Nunca estive ao lado dos cafonas. Desde muito menino eu sempre preferi defender aqueles que menos têm. São para essas pessoas que o meu abraço é mais necessário”, afirmou.
Segundo ele, as mensagens ofensivas não alteram sua postura.
“Todas essas mensagens não afetam o meu campo magnético. Primeiro porque eu me divirto, segundo porque a resposta está sempre na ponta da língua e terceiro porque eu não dou credibilidade à gente oca, medíocre, estúpida”, comentou.
“Você fica horroroso de vermelho” A repercussão das publicações políticas de Chrystian de Saboya se reflete diariamente na caixa de comentários de suas redes sociais. Entre manifestações de apoio, também aparecem críticas, ofensas e anúncios de que seguidores deixarão de acompanhar seu perfil.
Uma das mensagens dizia: “Estou deixando de seguir você porque você fica horroroso de vermelho. Um homem tão bonito e inteligente fazer fotos no meio de uma ‘mundissa’ é uma vergonha”, escreveu uma seguidora.
Em tom irônico, Chrystian respondeu: “Bom dia! Sobre deixar de me seguir, você faz muito bem. Eu só queria entender por que vocês, 22, escrevem sempre tão errado; mas entendo: quem não lê, se transforma nisso. Sobre ser bonito e inteligente eu não posso dizer o mesmo com você. Aliás, se não for pedir muito, troque a sua foto do perfil. Eu olhei de relance e pensei que era um hipopótamo com febre amarela. Mais um erro de português: mundiça é com Ç. Vá pra baixa de égua”, respondeu.
Em outra publicação, uma seguidora comentou: “Que pena! Eu não sigo petista…”, escreveu.
Na sequência, outro seguidor saiu em defesa de Saboya.
“Tô com pena de você. Perdeu a oportunidade de seguir alguém decente e evoluído”, comentou.
Saboya diz que o apoio recebido de outros seguidores acaba superando os ataques.
“Outro fator muito importante que chancela esse meu comportamento são as mensagens profundamente carinhosas e respeitosas que eu recebo. A maldade não deve se antepor à alegria, à decência, àqueles que têm a alma limpa, o caráter às claras”, afirmou.
O produtor de eventos também destaca que nunca escondeu suas convicções.
“Eu sempre deixei a minha vida muito clara para as pessoas. Eu não sou de meias verdades, eu não sou de meias vontades, eu não preciso me esconder por esse ou por aquele motivo. Cada um luta com as armas que tem: as minhas são embasadas na verdade, na justiça social, no sonho de um mundo melhor para todos nós”, disse.
Além das críticas, Saboya relata que também recebeu ameaças em decorrência de suas manifestações políticas.
Questionado se precisou procurar as autoridades, respondeu que sim.
“Já chegaram ameaças, sim. Mas como essa gente, além de cafona, é muito covarde, eu exponho, exijo respeito, presto queixa. Todos correm. Quem não tem argumentos, não tem asas”, afirmou.
Na avaliação do jornalista, o crescimento dos discursos de ódio evidencia a necessidade de estabelecer limites para o ambiente digital.
“Mesmo que a extrema direita não queira limites, porque limites são caminhos que eles não identificam como grandeza, se faz necessária, urgentemente, a regulamentação das redes sociais.
As pessoas precisam entender que respeito é um caminho inerente ao ser humano”, defendeu.
Mensagens de apoio destacam importância do posicionamento de Saboya
Apesar das críticas, Saboya afirma que também recebeu manifestações de solidariedade e reconhecimento.
Uma seguidora relatou que acompanha seu trabalho e destacou a importância do posicionamento público do jornalista.
“Constatei algo muito interessante nos últimos tempos: você é o único profissional que trabalha com luxo no Rio Grande do Norte que está ao lado da classe trabalhadora, da justiça social e da democracia. Não vejo ninguém com a sua coragem, o seu posicionamento e as suas verdades”, escreveu.
Na mesma mensagem, ela contou que enfrenta depressão desde a perda de dois filhos para a Covid-19 e afirmou que as publicações do jornalista têm contribuído para seu bem-estar.
“O seu Instagram me faz bem, me faz sorrir e me faz uma pessoa melhor. Receba o meu abraço cheio de gratidão”, declarou.
Outro depoimento veio do professor Phillipe Castro, que enviou um áudio agradecendo o posicionamento político de Saboya.
“Hoje a neutralidade não é mais possível. Hoje a gente tem que descer do muro e dar a cara a tapa, e é isso que você vem fazendo. Muito obrigado por fazer esse trabalho e por se comprometer”, afirmou.
Para Saboya, essas demonstrações reforçam que vale a pena manter o espaço aberto para o diálogo, mesmo diante das críticas.
“Talvez essa seja a melhor herança e a mais importante que eu possa deixar para os meus filhos”, concluiu.
da escala 6×1 abriu uma discussão sobre os efeitos da mudança nas contas das prefeituras do Rio Grande do Norte. Enquanto a Confederação Nacional de Municípios (CNM) e a Federação dos Municípios do Estado (Femurn) alertam para um possível aumento expressivo das despesas com contratações diretas e terceirizadas, prefeitos começam a questionar se as estimativas refletem a realidade do serviço público municipal.
Em entrevista ao Diário do RN, o prefeito de Pedra Grande, Pedro Henrique (PSDB), afirmou que considera prematuro atribuir aos municípios um impacto financeiro de centenas de milhões de reais. Para ele, a maior parte das prefeituras já trabalha com jornadas diferentes da escala 6×1 e diversas categorias possuem cargas horárias próprias previstas em lei.
“Eu acho que está muito cedo para se fazer essa análise ainda. Porque até então o que a gente sabe é que a grande maioria dos municípios, se não todos, já trabalham num sistema de escala 5×2”, afirmou.
Pedro Henrique citou como exemplo profissionais que já possuem jornadas inferiores às 40 horas semanais. “A enfermagem tem a carga horária de 30 horas. Professores, mesma coisa, são 30 horas semanais. E os expedientes no serviço público são de segunda a sexta-feira”, pontuou.
Segundo o prefeito, mesmo os serviços municipais que funcionam aos fins de semana, principalmente unidades de saúde, urgência, emergência e hospitais, já utilizam escalas que não ultrapassam a jornada máxima prevista.
“Então, não estou enxergando, até mesmo com a contratação terceirizada, onde seria esse impacto”, declarou.
Para Pedro Henrique, é necessário aguardar dados mais precisos antes de dimensionar o efeito da mudança. “Eu estou discordando, a princípio, sem dados, mas, a olho nu, a gente não consegue enxergar qual é o prejuízo causado aos municípios com o fim da escala 6×1”, afirmou.
O prefeito também considerou elevado o valor projetado para o Rio Grande do Norte. “Não estou desmentindo a Femurn e a CNM, mas estou discordando a princípio porque não enxergo esse prejuízo aos municípios, nem para os servidores contratados de forma direta e nem também com os servidores contratados via terceirizado”, disse.
Pedro Henrique também defendeu cautela para que o debate não seja contaminado por interesses políticos. “Eu acho que é preciso ter cautela para que a gente não venha cair numa ‘casca de banana’ e que a nossa instituição preserve sempre as pautas municipalistas, sem interesses políticos nem partidários. É isso que eu sempre discuti, que eu sempre pautei”, declarou.
Estimativa de R$ 811 milhões A posição do prefeito ocorre diante de um alerta das entidades municipalistas. A CNM estima que a redução da jornada represente um custo adicional de R$ 6,6 bilhões por ano para os municípios brasileiros. Desse total, R$ 1,49 bilhão estaria relacionado a contratações diretas e R$ 5,14 bilhões ao aumento dos custos com trabalhadores terceirizados.
No Rio Grande do Norte, a Femurn trabalha inicialmente com uma estimativa de R$ 811 milhões anuais. Segundo o presidente da entidade, José Augusto Rêgo, prefeito de Portalegre, entre 80% e 90% desse impacto estaria relacionado às terceirizações, enquanto o restante corresponderia às contratações diretas.
José Augusto ressalta, porém, que o número ainda é preliminar. A área técnica da federação está realizando um levantamento junto às prefeituras para chegar a uma estimativa específica do Estado.
“Vamos ter um aumento das despesas com pessoal, principalmente em relação aos terceirizados, que em sua maioria são ligados a serviços essenciais como, por exemplo, saúde, vigilância, educação e manutenção”, afirmou.
A pesquisa utilizada pela CNM identificou 59 municípios potiguares com contratos de prestação de serviços terceirizados, sendo que 23 informaram possuir mais de 100 postos ativos.
O Diário do RN procurou a Femurn para obter mais detalhes sobre a estimativa dos impactos, mas foi informado de que a Federação mantém, por enquanto, o posicionamento já divulgado e que o levantamento técnico sobre o impacto nos municípios potiguares ainda está em andamento.
O que muda para os trabalhadores A mudança foi estabelecida pela Emenda Constitucional 141/2026, que reduziu a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas e passou a assegurar dois dias de descanso por semana, preferencialmente um deles aos domingos, sem redução salarial.
A nova regra alcança trabalhadores da iniciativa privada e também servidores públicos estatutários, observadas as regras constitucionais e de transição.
Pedro Henrique, contudo, defende que o impacto tende a ser maior sobre as empresas privadas. “Até porque o alcance maior do fim da escala 6×1 são para os trabalhadores CLT, de empresas privadas”, concluiu.
Portalegre aumenta despesa com pessoal antes do fim da escala 6×1
José Augusto Rego, prefeito de Portalegre, é o atual presidente da Federação dos Municípios do RN – Foto: Reprodução
O posicionamento da Femurn sobre o impacto do fim da escala 6×1 ganha outra dimensão quando confrontado com as despesas da Prefeitura de Portalegre, administrada pelo presidente da entidade, José Augusto Rêgo.
Dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) mostram que a despesa bruta com pessoal passou de R$ 25,88 milhões em 2024 para R$ 28,84 milhões em 2025, um aumento de R$ 2,96 milhões, equivalente a 11,44% em um ano.
Portalegre, no Alto Oeste potiguar, tinha 7.661 habitantes no Censo 2022. O crescimento da despesa ocorreu antes da alteração da jornada de trabalho que pôs fim à escala 6×1 e, portanto, não tem relação com os custos projetados para a nova regra.
O dado ajuda a colocar em perspectiva o alerta da própria Femurn, que estima em R$ 811 milhões o impacto anual do fim da escala 6×1 nas contas dos municípios potiguares. A entidade aponta principalmente o aumento dos custos com terceirizações e contratações para a manutenção dos serviços públicos.
Na Prefeitura comandada por José Augusto, entretanto, a despesa com pessoal já havia crescido 11,44% entre 2024 e 2025, antes mesmo da mudança na jornada. A comparação não permite atribuir o aumento a uma causa específica, mas mostra que a pressão sobre as despesas municipais já estava presente antes dos efeitos financeiros previstos pela nova legislação.
O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União Brasil), recebeu R$ 98.123,71 da Assembleia Legislativa em junho de 2023, aproximadamente dois anos e meio depois de renunciar ao mandato de deputado estadual para assumir a Prefeitura de Mossoró. Na época dos pagamentos, Allyson já estava no terceiro ano à frente da administração municipal. Os valores constam nos registros oficiais do Portal da Transparência do Legislativo estadual, que detalham a execução financeira das duas despesas, desde a emissão dos empenhos até a efetiva transferência dos recursos.
As transferências ocorreram no mesmo dia, 23 de junho de 2023, e tiveram como beneficiário Allyson Leandro Bezerra Silva. O primeiro pagamento foi de R$ 61.722,98, vinculado ao empenho nº 0110105282023. O segundo, de R$ 36.400,73, corresponde ao empenho nº 0110105272023.
Juntos, os valores somaram R$ 98.123,71, quantia recebida pelo então prefeito de Mossoró quando já não integrava a Assembleia Legislativa e exercia uma função pública diferente daquela que ocupava até dezembro de 2020.
Os registros financeiros mostram que as duas despesas foram empenhadas em 19 de junho de 2023. Quatro dias depois, em 23 de junho, os valores foram liquidados e efetivamente pagos. No caso do empenho nº 0110105282023, as três etapas envolveram R$ 61.722,98. Já o empenho nº 0110105272023 correspondeu a R$ 36.400,73, igualmente liquidados e pagos no dia 23. Não houve diferença entre os valores identificados nos empenhos e aqueles efetivamente transferidos ao beneficiário.
A sequência das movimentações financeiras revela que os dois empenhos foram emitidos em uma segunda-feira, enquanto as liquidações e os pagamentos ocorreram na sexta-feira da mesma semana. Dessa forma, em um intervalo de quatro dias corridos, os R$ 98.123,71 passaram pelas etapas de execução da despesa pública e foram integralmente pagos ao ex-parlamentar. Toda a movimentação ocorreu no exercício financeiro de 2023, quando Allyson já administrava a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte.
A trajetória política do atual candidato ao Governo do Estado ajuda a dimensionar o intervalo entre sua saída da Assembleia e o recebimento dos recursos. Eleito deputado estadual em outubro de 2018, Allyson assumiu uma cadeira no Legislativo potiguar em fevereiro de 2019, para um mandato que deveria se estender até o início de 2023. Entretanto, em 2020, disputou a Prefeitura de Mossoró, venceu a eleição municipal e decidiu deixar antecipadamente o Parlamento estadual.
A renúncia ao mandato de deputado ocorreu em dezembro de 2020, antes da conclusão do período de quatro anos para o qual havia sido eleito. Em janeiro de 2021, Allyson assumiu a Prefeitura de Mossoró, iniciando sua gestão no Executivo municipal. A partir daquele momento, deixou de exercer as atribuições de deputado estadual e passou a responder pela administração do município.
O intervalo entre o encerramento antecipado do mandato e a transferência dos valores é um dos principais aspectos revelados pela documentação. Allyson deixou a Assembleia em dezembro de 2020, assumiu a Prefeitura em janeiro de 2021 e recebeu os R$ 98.123,71 somente em junho de 2023. Os registros permitem identificar o beneficiário, os valores individuais, os números dos empenhos e as datas em que cada etapa da execução financeira foi realizada.
Outro aspecto é que os dois pagamentos foram efetuados simultaneamente. Embora vinculados a empenhos distintos, ambos tiveram a mesma data de emissão, liquidação e pagamento. Os R$ 61.722,98 e os R$ 36.400,73 foram registrados separadamente na contabilidade do Legislativo, mas acabaram transferidos ao ex-deputado no mesmo dia.
A documentação também permite estabelecer uma cronologia precisa da movimentação dos recursos. Em 19 de junho de 2023, a Assembleia registrou os dois empenhos. Em 23 de junho, foram concluídas as liquidações e efetuados os pagamentos correspondentes. Naquela data, Allyson já exercia o cargo de prefeito de Mossoró e estava afastado das atividades parlamentares aproximadamente 30 meses depois de renunciar ao mandato de deputado.
Na reta final do segundo turno, a governadora Fátima Bezerra (PT) avalia que a campanha de Cadu de Lula (PT) chega aos últimos dias marcada pela mobilização popular, pela presença da militância e pela defesa de um projeto de continuidade. Em entrevista ao Diário do RN, ela destacou a participação nas ruas, especialmente em Mossoró, e o envolvimento de jovens e estudantes na campanha.
“Estamos fazendo uma campanha histórica. Uma campanha marcada pela força do povo, pela alegria das ruas e pela esperança de quem acredita que o Rio Grande do Norte e o Brasil podem continuar avançando”, afirmou.
Fátima citou como exemplo a mobilização realizada em Mossoró, nesta terça-feira (20), especialmente a descida do Alto de São Manoel. O ato, que reuniu militantes e apoiadores da candidatura de Cadu, foi descrito pela governadora como uma demonstração de entusiasmo e adesão à campanha nesta fase decisiva da eleição.
“A tradicional descida do Alto de São Manoel, em Mossoró, foi uma das maiores mobilizações populares de que já participei. Uma verdadeira explosão de alegria, energia e confiança, que fortalece nossa caminhada nesta reta final”, declarou.
governadora também destacou a participação de jovens, estudantes e militantes nas atividades políticas. Para Fátima, a presença desses grupos representa não apenas mobilização eleitoral, mas também uma manifestação em defesa dos valores democráticos e da perspectiva de futuro que a chapa afirma defender.
“A juventude, os estudantes e a militância têm dado uma demonstração extraordinária de compromisso com a democracia e com um futuro melhor para o nosso povo”, disse.
Mobilização até o último minuto Ao tratar da disputa estadual e nacional, Fátima afirmou que considera o segundo turno uma escolha decisiva e voltou a associar as duas candidaturas que defende: Cadu de Lula ao Governo do Estado e Lula à Presidência da República. Na avaliação da governadora, os últimos dias da campanha serão fundamentais para consolidar a mensagem apresentada aos eleitores.
“Esta é uma escolha decisiva. Não vamos permitir que o bolsonarismo ameace o nosso sonho de viver em um país livre, democrático, soberano, justo e fraterno”, afirmou.
A governadora transformou os últimos dias da campanha em um chamado à mobilização permanente, defendendo a presença da militância nas ruas, nos bairros, nas cidades e também nas redes sociais até o encerramento da votação.
“E agora, mais do que nunca, a palavra de ordem é vigilância e mobilização permanente”, afirmou.
Fátima reforçou que cada iniciativa pode contribuir para a reta final da disputa. “Não podemos baixar a guarda. Cada conversa e cada gesto de participação são importantes nesta reta final”, acrescentou.
A governadora encerrou a manifestação reafirmando a defesa do projeto político apresentado pela chapa e associando a candidatura de Cadu à continuidade de políticas de desenvolvimento, inclusão social e justiça.
“Vamos seguir com determinação, defendendo nosso projeto de desenvolvimento, inclusão social e justiça, para que o Rio Grande do Norte e o Brasil continuem avançando com Cadu de Lula governador e Lula presidente”, afirmou.
Ao resumir a mensagem para os últimos dias de campanha, Fátima reforçou: “A esperança vence! Até o último minuto, é mobilização, vigilância e compromisso com a democracia!”, concluiu.
No estúdio da fotógrafa Ana Galvão, o câncer deixa de ocupar o centro da história por algumas horas. Entre luzes, sorrisos e conversas, mulheres que já enfrentaram a doença encontraram um espaço para enxergar além do diagnóstico. A fotografia passa a registrar não apenas um momento, mas um reencontro com a autoestima, a feminilidade e as próprias lembranças.
A iniciativa nasceu há cerca de nove anos como um projeto social. Ana decidiu oferecer ensaios fotográficos gratuitos para mulheres em tratamento contra o câncer, com o objetivo de presenteá-las com imagens capazes de resgatar a forma como se viam. Desde então, a fotógrafa passou a desenvolver outras ações solidárias, sempre utilizando a fotografia como ferramenta de transformação.
“O ensaio fotográfico, na minha opinião, serve como um trabalho que mexe com as memórias afetivas das pessoas. O que eu percebo é que durante o ensaio fotográfico elas esquecem completamente a dor do que estão vivendo, do diagnóstico. A gente reforça a beleza, reforça a autoestima delas e não tem nenhum momento durante o ensaio fotográfico que elas citem sobre o diagnóstico e sobre o que elas estão vivendo. Então eu percebo que é uma entrega tão grande em relação à autoestima que o diagnóstico passa despercebido”, explicou Ana Galvão.
Ao longo dos anos, a fotógrafa acumulou histórias que marcaram sua trajetória profissional e pessoal. Muitas mulheres chegam ao estúdio sem nunca terem vivido a experiência de um ensaio fotográfico.
“As histórias mais lindas que eu tenho desses ensaios são mulheres que nunca tinham feito um ensaio fotográfico. Muitas delas nunca tinham se maquiado, nunca tinham se arrumado pelo corre-corre da vida, às vezes por fatores até financeiros. Algumas relatam para mim: ‘Era o sonho da minha vida fazer um ensaio fotográfico e eu nunca pude’. Elas se deslumbram até em ver o ambiente e isso me emociona muito”, comentou.
Entre tantas lembranças, uma permanece especialmente viva em sua memória. Era uma senhora que chegou ao estúdio tímida, dizendo que nunca havia se sentido bonita e que, naquele momento da doença, não fazia sentido posar para fotografias.
“Ela dizia que era velha, feia e estava com câncer. A gente começou a brincar, ela foi se soltando e, no fim, fez uma foto de blazer, sem sutiã, mostrando a pele, rindo, olhando para cima, com um sorriso largo. Inclusive, essa fotografia foi para uma exposição. Foi uma das coisas mais marcantes que eu vivi”, afirmou.
Outra história emocionante envolveu uma paciente que perdeu o marido enquanto ambos enfrentavam o câncer. Durante o ensaio, Ana entregou uma flor à mulher e pediu que ela a mantivesse erguida em algumas fotografias. Somente ao final revelou o significado daquele gesto.
“Na minha cabeça, a flor significava o marido dela. O sorriso, o toque na flor e esse gesto para o alto eram como se ela estivesse oferecendo aquela flor para ele. Quando expliquei isso, ela caiu em lágrimas, eu também me emocionei. Eu procuro fazer os ensaios com essas pílulas de amor sentimentais, porque é isso que marca”, disse a fotógrafa.
Apesar da carga emocional das histórias, Ana admite que nem sempre é fácil manter o equilíbrio diante de tantos relatos.
“Já me emocionei várias vezes durante os ensaios. Me emociono quando elas contam sobre as famílias, principalmente quando são mães de crianças pequenas. Como também sou mãe, isso mexe muito comigo. Fico imaginando essas crianças sem suas mães. Essa é uma das maiores dificuldades que tenho de fotografar”, relatou.
Para que cada mulher se sinta confortável, a fotógrafa também adapta o ambiente do estúdio. Ela utiliza uma iluminação mais simples, evita excesso de equipamentos e mostra as imagens na televisão durante o próprio ensaio, permitindo que as pacientes acompanhem o resultado em tempo real.
“Você percebe nitidamente, durante a sessão, a construção da autoestima e da autoconfiança dessas mulheres. Se o ensaio durar uma hora, as melhores fotografias normalmente acontecem depois dos 40 minutos”, explicou Ana.
Ao apresentar as primeiras imagens, ela costuma repetir uma frase que se tornou sua marca registrada: “Você também é aquele mulherão”.
“A fotografia, para mim, é um objeto de transformação das mulheres. Quando elas chegam aqui e se veem bonitas, elas entendem que também podem ser aquele mulherão que admiram nas revistas ou nas redes sociais. Ver essas mulheres esquecerem as dores e se transformarem durante o ensaio não tem preço. A fotografia foi um objeto transformador na minha vida e eu tento deixar um pouco dessa transformação na vida de cada pessoa que passa pelo meu estúdio”, concluiu Ana Galvão.
tiva de que a produção brasileira de camarão cultivado alcance 240 mil toneladas em 2026 vêm ganhando destaque diante do momento de expansão vivido pela carcinicultura nacional. Esse cenário será evidenciado durante a 22ª Feira Nacional do Camarão (FENACAM’26), que será realizada de 17 a 20 de novembro, no Centro de Convenções de Natal, reunindo produtores, pesquisadores, empresas, fornecedores, compradores e representantes do poder público para discutir inovação, tecnologia e oportunidades de negócios na aquicultura.
Com mais de 100 empresas expositoras, 200 estandes e 8 mil metros quadrados de área, a feira concentra uma programação técnica composta pelo XXII Simpósio Internacional de Carcinicultura, XIX Simpósio Internacional de Aquicultura e pelas XXII Sessões Técnicas e Científicas de Carcinicultura e Aquicultura. Ao todo, participam 48 palestrantes, sendo 20 internacionais, além da apresentação de aproximadamente 240 trabalhos técnico-científicos.
Segundo o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC), Itamar Rocha, o crescimento da produção nacional é sustentado principalmente pelo aumento do consumo interno.
“Na verdade, o continuado crescimento da produção brasileira de camarão marinho cultivado vem se amparando no apetite do mercado interno, que, de forma inesperada, vem crescendo de 0,4 quilo per capita em 2016 para 1,1 quilo per capita em 2025, inclusive com preços competitivos em relação aos praticados pelo mercado internacional”, explicou.
Para o dirigente, a demanda do mercado brasileiro tem dado sustentação ao avanço da atividade e garantido competitividade ao produto nacional.
RN aposta na interiorização para retomar liderança
RN continua ocupando posição estratégica na carcinicultura brasileira. Foram 43 mil toneladas em 2025 – Foto: Reprodução
Embora tenha perdido a liderança nacional para o Ceará, o Rio Grande do Norte continua ocupando posição estratégica na carcinicultura brasileira. Em 2025, o Estado produziu 43 mil toneladas de camarão cultivado, enquanto o Ceará alcançou 125 mil toneladas.
Na avaliação de Itamar Rocha, a nova legislação que incentiva a interiorização da atividade poderá recolocar o Estado na liderança nacional.
“Embora o RN tenha perdido sua condição de liderança nacional na produção de camarão cultivado para o Ceará, a carcinicultura potiguar, que ocupa o segundo lugar da produção de camarão cultivado do Brasil, com a Nova Lei da Interiorização da Carcinicultura Potiguar, detém destacadas condições de abundantes recursos hídricos, de águas de uso insignificante, estuários e recursos marinhos, associados a uma razoável rede de infraestrutura básica e energias renováveis, para competir pelo retorno dessa liderança”, afirmou.
Segundo ele, a expansão para o interior do Estado também amplia as oportunidades para pequenos e médios produtores.
“Sem dúvida alguma, notadamente pelo fato de que a interiorização da carcinicultura irá afastar a atividade do litoral e seu entorno, favorecendo centenas de propriedades no interior do Estado, atraídas pelos benefícios da atividade, que não depende de chuvas e não tem ciclos de produção definidos”, comentou.
Tecnologia e conhecimento prometem movimentar a FENACAM
Apesar da expansão, a carcinicultura brasileira ainda tem dificuldades para ampliar o mercado internacional – Foto: Reprodução
Além da feira de negócios, a FENACAM promove uma programação voltada à atualização técnica de produtores, pesquisadores e profissionais do setor. Para Itamar Rocha, a troca de conhecimento é uma das principais contribuições do evento.
“O principal papel e contribuição da FENACAM’26 será, sem dúvida, a atração e disseminação dos avanços tecnológicos nacionais e mundiais, tanto para o camarão quanto para os peixes e moluscos cultivados”, afirmou.
Segundo ele, a presença de especialistas brasileiros e estrangeiros fortalece a difusão de novas tecnologias e práticas para toda a cadeia produtiva.
Entre as estratégias discutidas durante a feira está a ampliação do processamento do camarão brasileiro. O objetivo é reduzir a comercialização do produto fresco e ampliar a oferta de produtos industrializados, aumentando o tempo de conservação e permitindo alcançar novos mercados consumidores.
“A FENACAM’26, no tocante à comercialização de camarão, tem como objetivo prioritário incentivar a redução da relação de 75% de camarão fresco e 25% de camarão processado para uma divisão de 50% e 50%, visando o aumento da vida de prateleira e da interiorização do consumo”, explicou.
Segundo o presidente da ABCC, cerca de 5.250 municípios brasileiros, com população inferior a 100 mil habitantes, ainda não são atendidos regularmente por produtos frescos, o que representa um mercado com grande potencial de crescimento.
Apesar da expansão da produção, a carcinicultura brasileira ainda encontra dificuldades para ampliar sua participação no mercado internacional.
“Sem dúvida alguma, o principal obstáculo é a falta de apoio financeiro para o custeio operacional e de indústrias habilitadas para processar e exportar o camarão cultivado do Brasil”, esclareceu.
Mesmo assim, Itamar Rocha destaca que o produto brasileiro possui reconhecimento internacional pela qualidade.
“O quesito qualidade do camarão cultivado, que envolve desde as boas práticas de manejo, o respeito ao meio ambiente e ao bem-estar dos trabalhadores e dos camarões despescados, sempre foi uma preocupação e prioridade da ABCC”, afirmou.
Segundo ele, o diferencial competitivo do Brasil está na produção de camarões de pequeno e médio porte.
“O diferencial do camarão cultivado do Brasil será, sem dúvida, o camarão pequeno e médio, exatamente para atender a base consumidora mundial de camarão. É nesse segmento que o camarão cultivado do Brasil é altamente competitivo”, concluiu.
A candidata a vice-governadora na chapa de Cadu de Lula (PT), Larissa Rosado (PSB), voltou a criticar a administração de Allyson Bezerra (União Brasil) e afirmou que a população de Mossoró, sua principal base política, já não se deixa convencer apenas pelo discurso apresentado pelo prefeito nas redes sociais. Em entrevista ao Diário do RN, ela relacionou a votação do candidato no primeiro turno à percepção dos moradores sobre problemas enfrentados no cotidiano da cidade.
“Com certeza a população de Mossoró já entendeu quem é Allyson, já sabe da farsa que ele apresenta nas redes sociais, mesmo porque essas pessoas vivem o dia a dia de Mossoró”, afirmou.
A avaliação não é nova. Ao longo da gestão de Allyson, Larissa já havia feito críticas à administração municipal, especialmente em relação aos serviços públicos e às condições oferecidas à população. Agora, diante da disputa pelo Governo do Estado, ela afirma que esses problemas passaram a pesar também na avaliação eleitoral do ex-prefeito.
“Falta de medicamentos, consultórios odontológicos foram lacrados, buracos nas ruas. Então, acredito que a votação dele reflete esse sentimento das pessoas que estão acordando de quem realmente ele é”, declarou.
Para Larissa, a percepção negativa também alcança os servidores municipais. Ela citou as denúncias sobre profissionais que teriam salário-base inferior ao salário mínimo e classificou a situação como “um total absurdo”.
“Pelo que a gente acompanha no dia a dia dos servidores, é uma gestão que tem massacrado e não tem respeitado os direitos dos servidores públicos municipais”, afirmou.
“Se esse é o comportamento, certamente se reproduz” A crítica de Larissa ganha dimensão estadual por ela integrar a chapa que disputa o Governo. Na avaliação da candidata, a experiência dos servidores de Mossoró deve servir de alerta ao funcionalismo estadual diante da possibilidade de Allyson assumir o Executivo potiguar.
“Eu acredito que, se o servidor público estadual conversar com o servidor público municipal de Mossoró, vai ficar muito espantado e vai ter receio de que ele seja eleito”, disse.
Segundo ela, o problema não estaria apenas na ausência de atendimento às reivindicações da categoria, mas na própria relação estabelecida pela gestão com os servidores.
“Com certeza, foi uma gestão em Mossoró que não respeitou e cuidou, ou muito menos ouviu o servidor público municipal”, afirmou.
Larissa considera que esse padrão poderia ultrapassar os limites do município. “Se esse é o comportamento dele, certamente se reproduz”, pontuou.
A candidata também atribui aos problemas acumulados na cidade parte da diferença entre a imagem política de Allyson e a percepção dos moradores. Para ela, quem vive diariamente as dificuldades de saúde, infraestrutura e atendimento público tem uma avaliação diferente daquela apresentada nas redes sociais.
“Então, acredito que a votação dele reflete esse sentimento das pessoas que estão acordando de quem realmente ele é”, reforçou.
Após o resultado do primeiro turno, que levou Allyson Bezerra e Cadu de Lula ao segundo turno, com 733.809 e 718.300 votos, respectivamente, Larissa segue na disputa ao lado do candidato petista. Com sua principal base política em Mossoró, a candidata a vice-governadora mantém atuação estratégica na campanha nesta etapa decisiva da eleição.