ESPECIALISTAS AVALIAM QUE ABSTENÇÃO EXPÕE SINAIS DE DESCRENÇA POLÍTICA

  • por
Compartilhe esse post

A ausência de quase 489 mil eleitores nas urnas do Rio Grande do Norte no primeiro turno das Eleições 2026 expõe um desafio que vai além dos números: a relação entre população, instituições e participação política. Para especialistas ouvidos pelo Diário do RN, a abstenção eleitoral é resultado de uma combinação de fatores que envolvem desde a percepção de confiança no sistema democrático até dificuldades práticas enfrentadas por parte do eleitorado.

Dados da totalização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que, dos 2.656.207 eleitores aptos a votar no estado, 488.493 não compareceram às seções eleitorais, representando 18,39% do eleitorado potiguar. O comparecimento foi de 2.167.714 eleitores, equivalente a 81,61%.

Para o cientista político e professor titular de Teorias Sociológicas do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), José Antônio Spinelli Lindozo, parte da abstenção integra a dinâmica das democracias liberais, mas índices mais elevados podem refletir um sentimento de afastamento da população em relação às instituições.

“Em nossas democracias liberais, isso não é apenas típico do Brasil, da América Latina ou do Terceiro Mundo, é próprio das democracias liberais. Há um certo nível de abstinência que o próprio sistema absorve, quer dizer, é uma abstinência que não deslegitima o sistema”, explicou.

Segundo Spinelli, a abstenção registrada no primeiro turno de 2026 pode ter sido influenciada por um cenário de desgaste político e descrença institucional.

“A nossa abstinência recente nessa última eleição, agora de 4 de outubro, foi relativamente alta.

Isso talvez tenha sido estimulado por essas crises que vêm aí, por exemplo, do caso do Vorcaro a questão do envolvimento do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional nesses episódios”, avaliou.

O professor afirma que, diante de crises e conflitos envolvendo instituições, parte da população pode desenvolver a percepção de que a participação eleitoral não é capaz de produzir mudanças.

“Isso gera, por parte da população, de certas camadas da população, um certo sentimento de descrença, de que não vale a pena participar, porque o sistema não muda. Então, isso gera um certo sentimento de descrença nas instituições”, afirmou.

Além da relação de confiança com a política, a abstenção também está ligada às condições concretas que dificultam a participação eleitoral, segundo o professor adjunto do Departamento de Ciências Sociais da UFRN e comentarista político Daniel Gonçalves de Menezes.

Para ele, o percentual registrado no Rio Grande do Norte permanece dentro de um patamar historicamente observado nos pleitos eleitorais.

“É uma abstenção que fica historicamente estabelecida num patamar que é recorrente nos pleitos eleitorais. Não é uma abstenção elevada se a gente comparar com os anos anteriores, com as eleições anteriores”, analisou.

Daniel destaca que fatores do cotidiano, como trabalho aos domingos, mudanças de cidade e dificuldades de deslocamento, interferem diretamente na decisão de comparecer às urnas.

“O que faz com que o eleitor vote são questões cotidianas mesmo. A gente tem especificidades com relação ao fato de que algumas pessoas hoje trabalham no domingo, e há elementos relacionados à mudança de cidade, e aí o voto se torna mais complexo para que a pessoa chegue até a urna”, explicou.

Segundo o professor, a ausência eleitoral também está relacionada a desigualdades sociais e não deve ser interpretada como falta de consciência política.

“Isso não tem a ver com politização maior ou menor. Tem relação com as dificuldades de classe, locomoção, trabalhar aos domingos, impossibilidade de ficar na fila. O elemento é mais socioeconômico do que propriamente moral ou intelectual”, destacou.

Segundo turno pode aumentar participação
Na avaliação de Spinelli, a tendência é que a abstenção diminua no segundo turno, devido ao maior envolvimento das campanhas e à percepção dos eleitores sobre a importância da escolha.

“Eu acredito que no segundo turno os partidos, sobretudo os partidos que estão concorrendo à Presidência da República, vão se empenhar muito mais, porque é a última chance. Então vai haver um empenho maior, uma tentativa de envolver mais certos segmentos da população e estimular a participação”, afirmou.

O professor também avalia que temas diretamente ligados à vida cotidiana podem estimular a volta de eleitores que não participaram da primeira votação.

“Questões relativas ao custo de vida, relativas à saúde pública, à educação, à segurança. Esses temas todos que envolvem a vida, o dia a dia das pessoas. Então a minha percepção nesse momento é que essa abstinência vai se reduzir. Sem deixar de existir, a abstinência vai se reduzir”, concluiu.


Compartilhe esse post

CÂMARA DE NATAL TERÁ MUDANÇAS APÓS ELEIÇÃO DE VEREADORES PARA NOVOS CARGOS

  • por
Compartilhe esse post

A Câmara Municipal de Natal terá uma nova composição a partir da próxima legislatura após o resultado das eleições de 2026. Seis vereadores titulares deixaram a Casa para assumir cargos no Senado, na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa, abrindo espaço para suplentes e alterando a configuração das bancadas no Palácio Padre Miguelinho.

Entre os eleitos estão Samanda Alves (PT), que seguirá para o Senado; Nina Souza (PL) e Thabatta Pimenta (PV), eleitas deputadas federais; e Robson Carvalho (União Brasil), Daniel Valença (PT) e Camila Araújo (PL), eleitos deputados estaduais.

As mudanças também terão impacto na representação feminina. Com a saída de Camila, Thabatta, Nina e Samanda, a Câmara passará a ter apenas três mulheres entre os titulares: Brisa Bracchi (PT), Ane Lagartixa (PL) e Júlia Arruda (PCdoB), que assumirá a vaga de Daniel Valença pela Federação PT/PCdoB/PV.

Entre os novos nomes está Robério Paulino (PSOL), que voltará à Câmara para ocupar a cadeira de Thabatta Pimenta. Em entrevista ao Diário do RN, ele afirmou que pretende aproveitar o retorno para ampliar a atuação que teve no primeiro mandato.

“Eu vou voltar, quero dizer que vou tentar fazer um mandato muito superior ao que foi meu primeiro mandato, com muita garra, com muito ânimo, em defesa primeiro da educação, mas atacando outros problemas urbanos, como o transporte, tentar melhorar o transporte de ônibus, ônibus novos e com ar-condicionado, que eu sempre lutei”, afirmou.

Robério também pretende retomar pautas ligadas à educação e ao meio ambiente. Entre as prioridades citadas está a ampliação do ensino em tempo integral e a arborização da cidade.

“Eu vou lutar muito para que Natal tenha 100% das escolas em tempo integral. E, também, no meio ambiente, o plantio de algumas dezenas de milhares de árvores na cidade. Natal está muito mal arborizada. Então, eu vou batalhar para que Natal se arborize muito rapidamente. Eu vou plantar aí, pelo menos, 50 mil novas árvores na cidade nesse restante de tempo”, declarou.

Sobre a saída de Thabatta da Câmara Municipal e chegada à Câmara Federal, Robério avaliou que a experiência em Brasília poderá ampliar a atuação política da vereadora e destacou a possível parceria com Erika Hilton em pautas relacionadas aos direitos humanos.

“Acho que a Thabatta vai ajudar muito e acho que ela vai aprender muito. A Thabatta é uma pessoa ainda de pouca experiência política nesse jogo nacional e, junto com a Erika Hilton, ela vai ter um crescimento muito grande. Ela vai crescer muito politicamente”, afirmou.

Camila projeta atuação estadual
Entre os vereadores que deixam a Câmara está Camila Araújo (PL), eleita para a Assembleia Legislativa. Ao Diário do RN, ela afirmou que pretende levar para o âmbito estadual pautas que marcaram sua atuação no Legislativo natalense.

“Quero levar para todo o Estado o trabalho que construímos em Natal, especialmente na defesa da família, das crianças e adolescentes e na saúde. Recebi essa missão dos potiguares e vou trabalhar muito para honrar cada voto”, afirmou.

Camila também destacou o significado de ser eleita para a Assembleia.

“É uma alegria e uma responsabilidade enorme ser a primeira mulher evangélica a conquistar uma cadeira na AL. Vou defender os valores cristãos e ser uma voz para os evangélicos, mas trabalhando por todos os potiguares”, declarou.

A vereadora eleita também já sinalizou que pretende continuar atuando politicamente durante o segundo turno presidencial. “Minha eleição terminou, mas a nossa missão ainda não. Agora vamos trabalhar para eleger Flávio Bolsonaro presidente do Brasil”, afirmou.

Sobre a disputa estadual entre Cadu de Lula e Allyson Bezerra, Camila informou que não pretende tomar posição pelo PT e aguarda uma definição do partido antes de anunciar seu posicionamento oficial.

Novo mapa político da Casa
A mudança na composição também ocorre em um momento de reorganização do comando da Câmara. O atual presidente, Eriko Jácome (PSDB), não conseguiu se eleger para a Assembleia Legislativa e, com isso, ficou fora da disputa pela presidência da Casa para o próximo biênio. Aldo Clemente (PP) foi eleito para comandar o Legislativo municipal no biênio 2027-2028.

Além de Robério, devem assumir as cadeiras deixadas pelos eleitos Felipe Alves, Chagas Catarino, Albert Dickson, Júlia Arruda e Carlos Silvestre, conforme a ordem de suplência e a composição partidária resultante da eleição municipal de 2024.

A nova composição será formalizada com a saída dos vereadores eleitos para outros cargos e a convocação dos suplentes. A mudança renova parte da Câmara de Natal e traz o retorno de nomes que já passaram pela Casa e apenas um novo integrante.


Compartilhe esse post

CADU REBATE ALLYSON E CITA PRISÃO DE ALIADO COM DINHEIRO E CORRUPÇÃO

  • por
Compartilhe esse post

Cadu de Lula (PT) reagiu às declarações de Allyson Bezerra (União Brasil) após o primeiro turno e rebateu a acusação de uso da máquina pública para chegar ao segundo turno. O petista citou a prisão em flagrante do ex-prefeito de Baraúna Aldivon Simão do Nascimento, com dinheiro e material de campanha, caso que levou a uma representação do então candidato ao Governo Álvaro Dias contra Allyson e Hermano Morais no TRE-RN.

“Ontem, vendo os vídeos do discurso do meu adversário, ele dizendo que nós usamos a máquina para chegar ao segundo turno. Ele sempre fala das práticas que ele mesmo comete, dizendo que são os outros”, afirmou Cadu.

Na sequência, o candidato relacionou diretamente o episódio de Baraúna à disputa eleitoral.

“Foram apoiadores dele que foram pegos com dinheiro e bottons da campanha dele, não foram nossos. Ele é suspeito de corrupção, não nós. Ele é suspeito de comprar voto, não nós. É assim que a gente vai vencer as eleições, juntos com o presidente Lula”, declarou.

A referência é ao flagrante ocorrido no domingo (4), em Baraúna, quando Aldivon foi detido com cédulas de R$ 20 e R$ 50 presas a materiais de campanha. Segundo a representação apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte, foram identificados pelo menos 14 conjuntos, totalizando R$ 430, além de santinhos da chapa de Allyson e Hermano e materiais com o número 44. A ação pede a cassação do registro ou diploma dos dois candidatos.

O TRE-RN recebeu a representação e determinou diligências para aprofundar a apuração. O recebimento do processo, porém, não representa condenação nem confirma, neste momento, a participação de Allyson ou Hermano no episódio.

Outro episódio envolve pedido de votos em Mossoró

Além do caso de Baraúna, outro episódio envolvendo integrante do grupo político de Allyson havia sido noticiado pelo Diário do RN durante a campanha. Em setembro, o prefeito de Mossoró, Marcos Medeiros, apareceu em vídeo pedindo votos para Allyson e para Cinthia de Allyson durante uma reunião com moradores da comunidade rural Puxa-Boi.

“A gente está andando aqui para pedir voto para o nosso governador. Pedindo voto para Allyson, para a nossa deputada estadual, Cinthia de Allyson. A gente precisa reunir o máximo possível de votos para apoiar o candidato”, afirmou o prefeito na ocasião.

A reunião havia sido realizada para tratar de reivindicações dos moradores relacionadas principalmente ao abastecimento de água e à falta de atendimento regular de saúde na comunidade. Durante o encontro, Marcos apresentou uma proposta de transporte de moradores para atendimento médico e odontológico em outra localidade e, no mesmo contexto, pediu apoio eleitoral.

O episódio passou a integrar o conjunto de questionamentos feitos pela oposição sobre a utilização da estrutura pública e a atuação de aliados de Allyson durante a campanha.

A resposta de Cadu ocorre no início de uma nova etapa da disputa. Os dois terminaram o primeiro turno praticamente empatados, com Allyson em primeiro, com 36,75% dos votos, e Cadu com 36,28%. A diferença de apenas 0,47 ponto percentual deixa o segundo turno aberto e coloca acusações, alianças e episódios da campanha anterior novamente no centro do debate.

Nos bastidores, a tendência é que os dois candidatos ampliem, nesta nova fase, a discussão sobre suas propostas e também sobre os fatos que marcaram a campanha. Cadu já sinalizou que pretende manter a associação com o presidente Lula como um dos eixos de sua candidatura, enquanto Allyson deverá sustentar o discurso de mudança utilizado no primeiro turno.


Compartilhe esse post

DATAVERO ANTECIPA DISPUTA APERTADA E SE APROXIMA DO RESULTADO DAS URNAS

  • por
Compartilhe esse post

A comparação entre as últimas pesquisas eleitorais e o resultado das urnas no Rio Grande do Norte colocou o Instituto DataVero em destaque na eleição de 2026. Entre oito levantamentos analisados na reta final da disputa pelo Governo, a pesquisa DataVero/Diário do RN apresentou o menor erro médio em relação ao resultado oficial. Também foi a única, entre as comparadas, a mostrar Allyson Bezerra e Cadu de Lula nas duas primeiras posições e próximos um do outro.

Com 100% das urnas apuradas, Allyson terminou o primeiro turno com 36,94% dos votos válidos, enquanto Cadu chegou a 36,16%. Álvaro Dias ficou com 26,71%. A diferença entre os dois primeiros foi de apenas 0,78 ponto.

Divulgada em 2 de outubro, dois dias antes da votação, a DataVero apontou, no cenário estimulado com apoios, Allyson com 35,82%, Cadu com 32,46% e Álvaro com 20,54%.

Levantamentos de outros institutos no mesmo período também indicavam Allyson na primeira posição, mas colocavam Cadu entre 19,90% e 25,36%, distante dos 36,16% alcançados nas urnas.

Para o diretor do Instituto DataVero, Bosco Afonso, o desempenho reflete um trabalho que vai além da coleta das intenções de voto e envolve acompanhamento permanente dos dados.

“Esse resultado foi muito importante porque mostra a seriedade com que o DataVero trabalha, buscando fazer a coisa com muito rigor, acompanhando de perto a legislação, com uma equipe bem treinada. Mostra que estamos no caminho certo, com profissionais competentes que dão o melhor de si”, afirma.

DataVero captou aproximação entre Allyson e Cadu
Um dos principais diferenciais do levantamento foi identificar a aproximação entre os dois candidatos que avançariam ao segundo turno. Na última pesquisa, a diferença entre Allyson e Cadu era de 3,36 pontos, enquanto os demais levantamentos comparados mostravam distâncias maiores.

Na comparação direta com as urnas, Allyson ficou apenas 1,12 ponto acima do percentual registrado pela DataVero. Cadu terminou 3,70 pontos acima da pesquisa, enquanto Álvaro ficou 6,17 pontos acima.

O desempenho em relação a Cadu chama atenção. Enquanto a DataVero ficou a 3,70 pontos do resultado do petista, os demais levantamentos analisados registraram diferenças superiores a 10 pontos. Em alguns deles, Cadu aparecia distante das duas primeiras posições.

Bosco explica que a aproximação já vinha sendo identificada na sequência das pesquisas realizadas durante a campanha.

“Nas curvas de evolução, nos acompanhamentos e nos cruzamentos, a gente percebe que não é só uma pesquisa. É todo um levantamento de dados para extrair o sentimento do eleitor norte-rio-grandense. Cadu vinha crescendo gradativamente, Allyson tinha chegado ao seu platô e Álvaro vinha caindo”, relata.

As urnas confirmaram uma disputa concentrada entre Allyson e Cadu. Foram 733.809 votos para o candidato do União Brasil e 718.300 para o petista, pouco mais de 15 mil votos de diferença.

Menor erro médio entre oito levantamentos
A análise calculou o erro médio a partir da diferença entre os percentuais das pesquisas e os resultados das urnas para os três principais candidatos. A DataVero registrou 3,7 pontos, o menor entre os oito levantamentos comparados. O segundo menor erro médio foi de 5,7 pontos, enquanto os demais ficaram entre 7 e 9,2 pontos.

Quando a comparação considera proporcionalmente apenas Allyson, Cadu e Álvaro, a DataVero também mantém a menor diferença em relação às urnas. Nesse cálculo, o erro médio cai para 2,4 pontos, contra 6,4 pontos do segundo levantamento mais próximo. Nos demais, varia entre 6,7 e 9,3 pontos.

A última pesquisa da DataVero foi realizada nos dias 30 de setembro, 1º e 2 de outubro, já na reta final da campanha. Para Bosco Afonso, a proximidade da coleta com a votação permitiu captar o movimento do eleitorado. “Faltando 48 horas para a eleição, conseguimos identificar esse sentimento que as urnas mostraram. O Instituto se aproximou muito do resultado final, e isso foi muito importante para a gente”, conclui.

Dados da pesquisa
A pesquisa DataVero/Diário do RN ouviu 1.500 eleitores em 50 municípios, teve margem de erro de 2,53%, nível de confiança de 95% e registro RN-05240/2026.


Compartilhe esse post

CORONEL AZEVEDO É REELEITO E CONFIRMA LIDERANÇA APONTADA PELO DATAVERO

  • por
Compartilhe esse post

O deputado estadual Coronel Azevedo (PL) foi reeleito neste domingo (4) para mais um mandato na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Com 105.403 votos, o parlamentar terminou a eleição como o candidato mais votado para a ALRN, confirmando a tendência apontada pela última pesquisa DataVero, realizada em parceria com o Diário do RN e divulgada na sexta-feira (2).

Dos atuais deputados, José Dias, Vivaldo Costa, Dr. Bernardo e Hermano não tentavam a renovação dos mandatos. Entre os 20 candidatos à reeleição, tiveram êxito o atual presidente da Casa, Ezequiel Ferreira, Kleber Rodrigues, Francisco do PT, Isolda Dantas, Divaneide Basílio, Neilton Diógenes, Dr. Kerginaldo, Nelter Queiroz, Tomba Farias, Cristiane Dantas, Gustavo Carvalho, Eudiane Macedo, Ivanilson, Luis Eduardo e Adjuto Dias, além do Coronel Azevedo, campeão de votos.

Ficaram de fora: Galeno Torquato, Taveira Junior, Terezinha Maia e Ubaldo Fernandes
Os novatos são: Robson Carvalho, Julio Cesar, Kaline de dr. Bernardo, Cinthia de Allyson, Dr Gustavo Soares, Daniel Valença, Bibiano e Camila Araújo.


Compartilhe esse post

NATÁLIA É REELEITA COM MAIS DE 200 MIL VOTOS. ROBINSON FICA FORA POR 32 VOTOS

  • por
Compartilhe esse post

A deputada federal Natália Bonavides (PT) foi reeleita neste domingo (4) para mais um mandato na Câmara dos Deputados. A parlamentar recebeu mais de 215.509 mil votos no Rio Grande do Norte e garantiu a permanência em Brasília pelos próximos quatro anos.

O resultado amplia o desempenho eleitoral de Natália em comparação com as duas eleições anteriores. Em 2022, quando conquistou o segundo mandato como deputada federal, a petista recebeu 157.565 votos. Já em 2018, quando foi eleita pela primeira vez para a Câmara, obteve 112.998 votos.

Na disputa deste domingo (4), Nina Souza (PL) terminou como a segunda candidata mais votada para a Câmara Federal no Estado, com 185.248 votos. Na sequência aparecem Benes Leocádio (União Brasil), Sargento Gonçalves (PL), General Girão (PL), Dr. Bernardo (PV), João Maia (PP) e Thabatta Pimenta (PV).

Dos atuais membros da bancada potiguar, não conseguiram a reeleição Fernando Mineiro (PT), Carla Dickson (PL) e Robinson Faria (PP). Este último perdeu a vaga por uma diferença de apenas 32 votos para seu companheiro de partido João Maia.


Compartilhe esse post

SAMANDA VIRA SOBRE ZENAIDE MAIA E GARANTE SEGUNDA VAGA PARA O SENADO

  • por
Compartilhe esse post

A disputa pelas duas vagas do Rio Grande do Norte no Senado foi marcada por uma virada durante a apuração e terminou com uma diferença mínima entre Samanda de Lula (PT), Zenaide Maia (PSD) e Coronel Hélio (PL). Samanda chegou a aparecer atrás de Zenaide nas primeiras parciais, mas passou a adversária por volta dos 50% das urnas apuradas e sustentou a segunda colocação até a consolidação do resultado.

A ultrapassagem mudou o cenário de uma disputa que vinha sendo acompanhada voto a voto. Ao final, Samanda terminou com 17,63%, Zenaide com 17,47% e Coronel Hélio com 17,20%. A diferença entre os três foi de menos de meio ponto percentual. Styvenson Valentim (Podemos) confirmou a liderança, com 29,25%.

O resultado confirmou uma tendência que já vinha aparecendo na reta final da campanha. Na última pesquisa DataVero/Diário do RN, os três candidatos apareciam tecnicamente próximos na disputa pela segunda vaga, com diferenças que mantinham o resultado em aberto. A pesquisa apontava Styvenson isolado na liderança e uma disputa acirrada entre Samanda, Zenaide e Coronel Hélio.

A apuração levou esse cenário para as urnas. Styvenson confirmou a primeira colocação, enquanto Samanda conseguiu superar Zenaide durante a contagem e terminou com uma vantagem de 0,16 ponto percentual sobre a candidata do PSD.

O desempenho de Coronel Hélio também foi um dos fatos que marcaram a eleição para o Senado.

O candidato do PL chegou ao fim da apuração com 17,20%, apenas 0,43 ponto percentual atrás de Samanda e 0,27 ponto de Zenaide. O resultado colocou os três praticamente na mesma faixa de votação e transformou a disputa pela segunda vaga em uma das mais apertadas da eleição potiguar.

Virada durante a apuração
A mudança de posição entre Samanda e Zenaide ocorreu ainda durante a totalização. Nas primeiras parciais, Zenaide aparecia à frente da petista. Conforme as urnas do interior e da Região Metropolitana foram sendo incorporadas ao resultado, Samanda reduziu a diferença até assumir a segunda colocação.

A partir daí, a disputa se manteve aberta. Em determinados momentos, a diferença entre as candidatas voltou a diminuir, mas Samanda conseguiu preservar a vantagem até o resultado final.

A petista chegou à reta final apoiada pelo presidente Lula e pela governadora Fátima Bezerra, enquanto Zenaide buscou consolidar a própria trajetória no Senado e Coronel Hélio apostou na força do campo bolsonarista. A presença dos três em uma faixa tão próxima de votação mostrou que a segunda vaga foi definida em uma disputa muito mais equilibrada do que a liderança de Styvenson.

O resultado também dá peso à estratégia adotada por Samanda durante a campanha. A petista intensificou o corpo a corpo pelo Estado, buscou ampliar a identificação com Lula e trabalhou para transformar a associação ao presidente em votos para a disputa proporcional.

Ao final, Styvenson ficou com a primeira vaga, com 29,25%, enquanto Samanda garantiu a segunda, com 17,63%, após a virada durante a apuração. Zenaide, com 17,47%, e Coronel Hélio, com 17,20%, terminaram logo atrás, separados por poucos milhares de votos.


Compartilhe esse post

DR. BERNARDO E KALINE SÃO ELEITOS E AMPLIAM LISTA DE CASAIS NA POLÍTICA DO RN

  • por
Compartilhe esse post

As eleições deste domingo (4) elegeram mais um casal para ocupar espaços simultâneos na política do Rio Grande do Norte. Dr. Bernardo (PV) foi eleito deputado federal, enquanto sua esposa, Kaline de Dr. Bernardo (PV), conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado.

Com atuação política na região do Baixo Oeste potiguar, o casal construiu uma base eleitoral conjunta e, a partir de 2027, passará a representar o estado em Brasília e no Legislativo estadual.

A eleição de Dr. Bernardo e Kaline amplia uma lista de casais que dividiram protagonismo político no Rio Grande do Norte ao longo dos anos.

Entre os exemplos está o casal Albert Dickson e Carla Dickson. Médicos, os dois construíram trajetória política com atuação em Natal e no cenário estadual. Albert foi vereador, presidente da Câmara Municipal e deputado estadual, enquanto Carla exerceu mandato de vereadora e deputada federal.

Na capital potiguar, Nina Souza e Paulinho Freire também se consolidaram como uma das principais parcerias políticas. Paulinho acumulou mandatos como vereador, deputado estadual e deputado federal antes de ser eleito prefeito de Natal. Nina segue com atuação na Câmara Municipal.

Outro casal de destaque na história política potiguar foi formado por Wilma de Faria e Lavoisier Maia, que governaram o Rio Grande do Norte em períodos diferentes e ocuparam cargos de relevância no Executivo e no Legislativo.


Compartilhe esse post

ALLYSON E CADU PROJETAM CONFRONTO NO 2º TURNO APÓS EMPATE NAS URNAS

  • por
Compartilhe esse post

Cadu de Lula (PT) e Allyson Bezerra (União Brasil) encerraram o primeiro turno praticamente empatados e já projetam uma nova disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. Allyson terminou a apuração com 36,94% dos votos, enquanto Cadu alcançou 36,16%, diferença de menos de meio ponto percentual. Com a definição das duas candidaturas, os dois passaram a direcionar os discursos para a construção do segundo turno, que terá novas alianças e uma disputa mais direta sobre os projetos para o Estado.

Após o resultado, Cadu destacou o crescimento da candidatura na reta final e afirmou que pretende ampliar o diálogo político para a segunda etapa. O petista também citou a governadora Fátima Bezerra e outros aliados e sinalizou que buscará incorporar novos apoios.

“Nos últimos dias, a campanha pegou força. A gente terminou empatado, porque o povo, cada vez mais, está se conectando com o nosso projeto. Está encontrando verdade, está encontrando brilho no olho, está encontrando compromisso. E eu tenho certeza que, no segundo turno, isso vai florescer ainda mais no povo do Rio Grande do Norte. A gente vai ganhar essa eleição. Eu tenho convicção disso”, afirmou.

Cadu disse que pretende trabalhar para ampliar o grupo que sustentou sua candidatura no primeiro turno e buscar novas conversas políticas antes da votação decisiva.

“Eu vou trabalhar muito nesse time todo, porque eu conto demais com a governadora, com Natália, com a Divaneide, com o Mineiro, com todo o nosso time, os parlamentares que foram reeleitos agora e eleitos na nossa coligação. A gente vai ampliar também, a gente vai conversar com todo mundo, porque é uma decisão muito importante para o nosso Estado”, declarou.

O petista afirmou ainda que pretende apresentar a segunda etapa da eleição como uma escolha entre diferentes concepções de atuação política.

“Eu quero fazer esse debate com a sociedade. O Rio Grande do Norte não pode entrar numa aventura, voltar a um tempo de aventura, de ilusão. A gente precisa fazer esse plebiscito entre quem tem compromisso com o nosso Estado, quem usa a política para mudar a vida do povo ou quem usa a política para melhorar a sua própria vida”, disse.

Allyson aposta na mudança
Do outro lado, Allyson afirmou que o resultado do primeiro turno representa, na avaliação dele, uma manifestação do eleitorado por mudança. O candidato destacou que pretende utilizar os próximos dias para apresentar de forma mais detalhada as propostas que pretende levar ao Governo.

“Mais de 60% do Rio Grande do Norte disse que quer mudar. Mais de 60% do Estado disse que não aceita a forma que o Estado vai ser administrado. Então, essa resposta que o Estado deu hoje foi muito clara. Essa resposta está nas ruas agora”, afirmou.

Allyson disse que a segunda etapa permitirá uma comparação direta entre os dois projetos que chegaram à disputa final.

“O que nós vamos fazer agora, de forma muito clara, é apresentar as propostas com mais clareza.

Agora, o Rio Grande do Norte vai poder preparar dois projetos: um projeto de continuidade, continuando da forma que está, e outro projeto de mudança, que eu defendo, que nós defendemos”, declarou.

Allyson agradeceu aos eleitores e destacou o desempenho obtido em sua primeira disputa majoritária estadual, ressaltando que chegou ao segundo turno sem a mesma estrutura dos adversários.

“Eu estou muito feliz porque a minha primeira campanha estadual majoritária foi tudo muito novo. Uma campanha sem as estruturas que nós enfrentamos. Não é fácil. Não é simples. Então a gente teve muito amor e muitos amigos espalhados em todo o Rio Grande do Norte para vencer essas eleições”, afirmou.

Com a diferença de apenas 0,47 ponto percentual entre os dois candidatos, o segundo turno parte de um cenário de equilíbrio. Cadu chega à nova etapa com o apoio do grupo liderado por Fátima e Lula e deverá buscar ampliar essa frente. Allyson, por sua vez, pretende transformar a defesa da mudança em eixo central da campanha e ampliar o arco de apoios construído no primeiro turno.

Álvaro Dias (PL), que terminou a disputa em terceiro lugar, com 26,71%, não havia se pronunciado até o fechamento desta edição. O posicionamento do ex-prefeito será acompanhado pelos dois grupos diante da possibilidade de novas alianças para o segundo turno.


Compartilhe esse post

DE AZARÃO A PROTAGONISTA, A VIRADA DE CADU DE LULA NO PRIMEIRO TURNO NO RN

  • por
Compartilhe esse post

Cadu de Lula (PT) transformou uma candidatura que começou desacreditada em uma das principais forças da eleição para o Governo do Rio Grande do Norte. O petista terminou o primeiro turno com 36,16% dos votos, em segundo lugar, e vai disputar o segundo turno contra Allyson Bezerra (União Brasil), que ficou com 36,94%. Álvaro Dias (PL), que durante boa parte da campanha apareceu como um dos nomes mais fortes, terminou em terceiro, com 26,71%.

A virada de Cadu foi construída ao longo de meses e começou muito distante do cenário que terminou por colocá-lo na disputa direta pelo Governo. Em outubro de 2025, quando ainda era pouco conhecido do eleitorado e sua candidatura sequer ocupava o centro das articulações políticas, Cadu aparecia com pouco mais de 4% das intenções de voto.

O nome surgiu para ocupar um espaço que, até então, não estava destinado a ele. A campanha começou enfrentando desconfiança dentro e fora do grupo político, mas o candidato passou a ampliar a presença nas ruas, intensificou o corpo a corpo e transformou a associação com o presidente Lula e a governadora Fátima Bezerra em uma das principais marcas de sua candidatura.

O crescimento foi acompanhado pelas pesquisas DataVero/Diário do RN. Em agosto, Cadu já aparecia acima dos 20%, depois de partir de um patamar de 4,11%. Na rodada de 28 de agosto, chegou a 23,21%. Em setembro, alcançou 28,28% e ultrapassou Álvaro Dias, assumindo pela primeira vez a segunda colocação no levantamento.

Na última rodada da DataVero/Diário do RN antes da votação, divulgada na sexta-feira, o cenário já apontava para uma disputa apertada entre Cadu e Allyson. Considerando os principais apoios políticos, o petista apareceu com 32,46%, contra 35,82% de Allyson. A diferença de 3,36 pontos estava dentro da margem de erro de 2,53 pontos, configurando empate técnico.

A virada nas urnas
A transformação das pesquisas em resultado eleitoral consolidou Cadu como um dos protagonistas da noite deste domingo. Logo nas primeiras parciais, o petista apareceu entre os dois primeiros colocados. Com pouco mais de 3% das urnas totalizadas, chegou a assumir a liderança da apuração e permaneceu na frente durante boa parte da contagem.

Allyson conseguiu abrir uma pequena vantagem ao longo da apuração, mas a distância permaneceu estreita. Próximo dos 90% das urnas apuradas, os dois candidatos continuavam praticamente empatados, confirmando nas urnas o cenário de proximidade que já havia aparecido na última pesquisa DataVero.

O resultado também alterou a expectativa existente dentro do grupo de Allyson. Havia, nos bastidores da campanha, a perspectiva de uma vitória ainda no primeiro turno, sustentada pela liderança mantida durante boa parte da corrida e pela estrutura política reunida em torno do candidato. As urnas, porém, mostraram outra realidade: a eleição ficou aberta e o candidato do União Brasil terá de enfrentar Cadu em uma nova disputa.

Para chegar ao segundo turno, Cadu contou com a participação direta de Fátima e com sucessivas manifestações de apoio de Lula. O presidente veio ao Rio Grande do Norte e gravou diversos materiais pedindo votos para o candidato e reforçando a associação que marcou a campanha.

A trajetória também foi marcada pela expansão territorial. Cadu intensificou agendas pelo interior, ampliou o corpo a corpo na Região Metropolitana e passou a ocupar cada vez mais espaço nos debates e na propaganda eleitoral.

O que começou como uma candidatura destinada a preencher um espaço dentro do grupo governista terminou como uma das duas forças que decidirão a sucessão de Fátima Bezerra. De pouco mais de 4% nas primeiras sondagens ao empate no primeiro turno, Cadu chega à segunda etapa como o principal exemplo de virada da eleição potiguar.


Compartilhe esse post

LULA CONFIRMA NÚMEROS DO DATAVERO E VENCE NO RN COM MAIS DE 59% DOS VOTOS

  • por
Compartilhe esse post

residente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou o favoritismo no Rio Grande do Norte e venceu a disputa presidencial no Estado neste domingo (4). Do início ao fim da apuração, o petista manteve a liderança sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), encerrando a votação com 59,75% dos votos válidos, enquanto o candidato do PL obteve 34,77%

O resultado consolida o desempenho de Lula no eleitorado potiguar e confirma o cenário apontado pelas pesquisas divulgadas durante a campanha. Na última rodada do Instituto DataVero, realizada em parceria com o Diário do RN e publicada na última sexta-feira (2), o presidente aparecia com 61,52% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registrava 26,34%.

Ao longo da apuração realizada pela Justiça Eleitoral, Lula permaneceu na primeira colocação em todas as atualizações dos boletins, sem ser ultrapassado em nenhum momento da totalização dos votos.

Com o resultado, o Rio Grande do Norte mantém o histórico recente de preferência pelo Partido dos Trabalhadores nas eleições presidenciais. Além da disputa pela Presidência da República, os eleitores potiguares escolheram governador, dois senadores, deputados federais e deputados estaduais.

Resultado no RN
Lula (PT): 59,75% — 1.237.963 votos
Flávio Bolsonaro (PL): 34,77% — 720.495 votos
Escritor Augusto Cury (Avante): 2,77%
Renan Santos (Missão): 1,70%
Ronaldo Caiado (PSD): 0,79%.
O resultado estadual, no entanto, não define a eleição presidencial. A escolha do presidente da República depende da totalização nacional dos votos válidos divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Eleição segue para o segundo turno no Brasil
A eleição presidencial será definida apenas no segundo turno no Brasil. Até o final do domingo, Flávio Bolsonaro somava 47,03%, enquanto o presidente Lula ficou com 45,16%.

O 2º turno das Eleições 2026 está programado para ocorrer no domingo (25) de outubro.


Compartilhe esse post

COMÉRCIO DEVE MOVIMENTAR MAIS R$ 300 MILHÕES NO DIA DAS CRIANÇAS NO RN

  • por
Compartilhe esse post

O Dia das Crianças deve movimentar R$ 322,87 milhões no Rio Grande do Norte em 2026, segundo projeção do Instituto Fecomércio RN (IFC). O montante representa crescimento nominal de 9,2% e, com os descontos da inflação, é de cerca de 4,8%. A estimativa considera o potencial de consumo com presentes e passeios ou comemorações relacionadas à data.

Nas três cidades pesquisadas diretamente pelo Instituto, Natal, Mossoró e, pela primeira vez, Parnamirim, a movimentação potencial soma R$ 194,59 milhões. Na capital, a projeção alcança R$ 125,88 milhões, alta nominal de 9,3% e real de 4,9% sobre 2025. Mossoró deve movimentar R$ 35,55 milhões, crescimento nominal de 8,7% e real de 4,3%. Já Parnamirim estreia no levantamento com expectativa de R$ 33,17 milhões.

O presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, destacou que “os números reforçam a expectativa de maior circulação de pessoas, movimentando o comércio e os serviços durante a data e contribuindo para a economia do estado. Ao mesmo tempo, o Dia das Crianças preserva seu caráter simbólico, como uma celebração que reúne as famílias e fortalece os momentos de convivência”.

Intenção de compras atinge recorde em Natal e Mossoró
Um dos motivos que impulsiona o crescimento da movimentação econômica durante a data é o aumento dos consumidores que pretendem presentear filhos, sobrinhos e entes na faixa etária infantil. Em Natal, a intenção avançou de 69,8% para 72,7%, um crescimento de 2,9% entre os anos, representando o maior índice da série histórica, iniciada em 2022. Já em Mossoró, o índice passou de 57,8% para 60,5%, também o maior da série.

A análise técnica do IFC aponta que a expansão da movimentação econômica está sendo sustentada principalmente pela entrada de mais compradores no mercado. Em Natal e Mossoró, cerca de 85% do ganho real estimado com presentes decorre do aumento da intenção de compra, e não de uma expansão expressiva do gasto real individual.

O gasto médio com presentes deve chegar a R$ 165,31 em Natal, alta nominal de 5% sobre 2025.

Em Mossoró, a média prevista é de R$ 150,36, também cerca de 5% superior ao ano passado, enquanto Parnamirim registra R$ 154,12. Descontada a inflação, o crescimento do tíquete médio de Natal e Mossoró fica próximo de 0,7%.

Ao mesmo tempo, os consumidores planejam comprar mais unidades. O número médio de presentes chegou a 2,14 em Natal e 2,30 em Mossoró, recordes nas duas séries históricas. Em Parnamirim, a média é de 2,18 itens.

Promoções orientam escolha, enquanto brinquedos lideram
Os brinquedos permanecem como principal opção para o Dia das Crianças nas três cidades. Eles aparecem em 59% das intenções de compra em Natal, 54,8% em Mossoró e 54,3% em Parnamirim. O vestuário também ocupa posição relevante, especialmente em Mossoró e Parnamirim, enquanto os jogos educativos ganharam espaço no mercado mossoroense, passando de 4,9% para 12,8% das intenções.

O preço continua decisivo. Ofertas e promoções são o principal fator para a escolha dos presentes nas três praças: representam 58,8% das respostas em Natal, 63% em Mossoró e 66,6% em Parnamirim.

Passeios também ampliam potencial de consumo
Além dos presentes, os passeios e comemorações ajudam a movimentar o setor de Serviços. O gasto médio previsto para essas atividades chegou a R$ 191,48 em Natal, R$ 170,21 em Mossoró e R$ 173,65 em Parnamirim. Em termos reais, o gasto com passeios cresceu 1,7% na capital e 2,8% em Mossoró na comparação com 2025.

A Pesquisa de Intenções de Compras para o Dia das Crianças 2026 ouviu 1.618 consumidores, sendo 611 em Natal, 506 em Mossoró e 501 em Parnamirim, entre os dias 3 e 12 de setembro. O levantamento possui nível de confiança de 95% e margem de erro aproximada de quatro pontos percentuais.


Compartilhe esse post

OS CAMINHOS DE ALLYSON, CADU DE LULA E ÁLVARO NA DISPUTA PELO GOVERNO DO RN

  • por
Compartilhe esse post

A disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte chega aos últimos dias antes do primeiro turno com três candidaturas que nasceram de circunstâncias políticas bastante diferentes. Allyson Bezerra (União Brasil) construiu seu projeto a partir da força eleitoral acumulada em Mossoró; Álvaro Dias (PL) entrou na corrida após a desistência de Rogério Marinho; e Cadu Xavier (PT) tornou-se a alternativa governista em meio à ruptura com o vice-governador Walter Alves (MDB).

As trajetórias também foram diferentes durante a campanha. Allyson precisou administrar o impacto da Operação Mederi, Álvaro enfrentou o distanciamento de Rogério, enquanto Cadu buscou superar o baixo conhecimento inicial e terminou a campanha em um patamar superior ao registrado no começo da corrida eleitoral.

Allyson: de Mossoró para a disputa estadual
A candidatura de Allyson começou a ser construída muito antes de 2026. Em 2020, ainda deputado estadual, ele derrotou Rosalba Ciarlini na disputa pela Prefeitura de Mossoró. Quatro anos depois, foi reeleito com 113.121 votos, equivalentes a 78,02% dos votos válidos, consolidando uma base eleitoral que o projetou para a disputa estadual.

A avaliação de sua administração também alcançou índices superiores a 80% em levantamentos realizados no município. Com esse capital político, Allyson passou de uma liderança do Oeste a pré-candidato competitivo ao Governo.

Ao longo de 2026, manteve-se entre os primeiros colocados nas pesquisas, mas enfrentou seu momento mais delicado com as repercussões da Operação Mederi, investigação da Polícia Federal sobre suspeitas envolvendo contratos de fornecimento de medicamentos. O candidato negou as irregularidades.

Na reta final, passou a concentrar ataques dos adversários, mas continuou aparecendo numericamente à frente nos levantamentos recentes. Sua campanha buscou preservar a identidade estadual e municipal construída a partir de Mossoró, sem se vincular de forma central à polarização presidencial.

Álvaro: uma candidatura que nasceu da desistência de Rogério
Álvaro Dias percorreu caminho diferente. O projeto do PL para o Governo inicialmente tinha Rogério Marinho como candidato. Em janeiro, porém, o senador desistiu da disputa para assumir a coordenação nacional da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.

A saída abriu espaço para Álvaro. Então no Republicanos, o ex-prefeito de Natal deixou a legenda e ingressou no PL para assumir o projeto eleitoral do grupo.

O apoio de Rogério foi determinante na origem da candidatura, mas a relação ganhou outro contorno durante a campanha. Com o senador dedicado à eleição presidencial, Álvaro enfrentou um período de menor participação de seu principal articulador estadual justamente quando precisava ampliar sua presença no interior.

Na reta final, a candidatura buscou reforço diretamente no palanque nacional. Flávio Bolsonaro gravou mensagens de apoio e esteve em Natal, onde participou de mobilizações ao lado de Álvaro e pediu votos para o candidato do PL. A estratégia passou a explorar de maneira mais direta a identificação com o eleitorado bolsonarista.

Cadu: de desconhecido à segunda colocação
Cadu Xavier chegou à disputa em meio a uma reorganização do grupo governista. O desenho inicial previa que Fátima Bezerra deixasse o Governo para disputar o Senado e que Walter Alves assumisse o Executivo. O vice-governador, porém, decidiu não assumir o cargo e rompeu politicamente com o grupo petista. Fátima permaneceu no Governo, e Cadu, então secretário estadual da Fazenda, tornou-se o nome do PT para a sucessão.

O principal desafio era o baixo conhecimento eleitoral. Em levantamento DataVero/Diário do RN de outubro de 2025, Cadu aparecia com 4,11%. Durante a campanha, o PT passou a apresentá-lo como “Cadu de Lula”, associando diretamente sua candidatura ao presidente da República e à governadora.

A campanha também conviveu com uma participação menos destacada de Natália Bonavides em Natal, justamente onde a deputada havia chegado ao segundo turno da eleição municipal de 2024. Em contrapartida, Cadu contou com participação direta de Fátima e com o apoio público de Lula, que sempre apareceu como líder na corrida presidencial em todas as pesquisas.

Essa associação acompanhou seu crescimento nas pesquisas. Na rodada DataVero/Diário do RN de 10 de setembro, Cadu alcançou 28,28% no cenário com apoios, contra 4,11% no levantamento de outubro de 2025. Na mesma rodada, Allyson registrou 35,18% e Álvaro, 23,11%.

Assim, os três chegam aos últimos dias por caminhos distintos: Allyson tentando preservar a posição construída desde Mossoró diante do desgaste provocado pelas investigações; Álvaro apostando na vinculação com Flávio Bolsonaro para reforçar a mobilização; e Cadu buscando transformar o crescimento registrado ao longo da campanha em votos importantes na reta final.


Compartilhe esse post

CADU RECEBE ADESÃO DE ROBÉRIO: “DÁ MAIS FORÇA AINDA PARA A GENTE VENCER”

  • por
Compartilhe esse post

A candidatura de Cadu de Lula (PT) ganhou o apoio do PSOL na reta final da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. O partido decidiu retirar Robério Paulino da corrida pelo Governo e apoiar o candidato petista a quatro dias do primeiro turno, marcado para este domingo (4). A decisão foi tomada pelo Diretório Estadual do PSOL na noite desta quarta-feira (30) e anunciada nesta quinta-feira (1º).

Em entrevista ao Diário do RN, Cadu classificou a adesão como um reforço para sua candidatura e destacou a aproximação com o palanque nacional de Lula.

“Muito importante a decisão do PSOL, aderir à nossa candidatura, que dá mais força ainda para a gente vencer essas eleições. A gente tem muita convicção de que já nesse primeiro turno a gente vai ter um resultado muito, muito, muito importante”, afirmou.

Cadu também destacou o simbolismo da nova composição na reta final e o fortalecimento do palanque de Lula.

“Tem também um simbolismo muito grande, porque a gente reproduz aqui no Rio Grande do Norte o mesmo palanque que vai reeleger o presidente Lula. Nessa reta final a gente está indo de casa em casa, em Natal, ao Seridó, fomos a Macau para a gente confirmar a nossa participação no segundo turno e, a partir daí, fazer uma virada histórica para a gente manter o Rio Grande do Norte no rumo certo”, declarou.

Robério explica decisão
Ao Diário do RN, Robério afirmou que a retirada foi uma decisão difícil e que o PSOL levou em consideração principalmente o cenário nacional. Segundo ele, o objetivo foi evitar que a disputa estadual contribuísse para a formação de um palanque de Flávio Bolsonaro no Rio Grande do Norte.

“Foi uma decisão muito difícil. Nós estamos levando em conta, antes do Rio Grande do Norte, o gravíssimo quadro nacional”, afirmou.

Robério explicou que, na avaliação do partido, a disputa pela segunda colocação poderia ser definida por uma diferença pequena e que os votos do PSOL poderiam ter peso nesse resultado.

“Nós estamos vendo que há praticamente um empate no segundo lugar aqui no Rio Grande do Norte entre Cadu de Lula e Álvaro Dias. A ida de Álvaro Dias para um segundo turno, com a diferença muito pequena, que pode ser inclusive a nossa votação, pode fazer essa pequena diferença, significa dar um palanque aqui no Rio Grande do Norte para Flávio Bolsonaro”, declarou.

O ex-candidato afirmou que a proposta de retirada partiu dele e foi levada ao diretório estadual.

“Eu fui o primeiro a propor essa retirada, e o Diretório Estadual convocou a reunião de emergência por minha solicitação e aceitou a minha proposta, e da minha corrente política, de retirar em função não do nosso interesse”, disse.

Robério também afirmou que a decisão foi tomada diante do que considera estar em jogo no cenário nacional.

“O interesse pessoal tem que ser subordinado aos interesses do país, dos trabalhadores, da população, da democracia do país. Então, nós tomamos essa decisão com muita tristeza. Não ficamos felizes com isso, mas é necessário”, afirmou.

Com a decisão, o PSOL retira as candidaturas de Robério ao Governo e de Lenny Grilo à vice-governadoria. A mudança, porém, não alcança a disputa para o Senado. Sandro Pimentel e Sônia Godeiro serão mantidos como candidatos do partido.


Compartilhe esse post

DATAVERO E DIÁRIO DO RN DIVULGAM ÚLTIMA PESQUISA ANTES DO 1º TURNO

  • por
Compartilhe esse post

O Portal Diário do RN divulga na noite desta sexta-feira (2) a quarta e última rodada da pesquisa DataVero/Diário do RN antes do primeiro turno das Eleições 2026. O levantamento vai apresentar o retrato mais recente das intenções de voto para governador, senador, deputado federal e deputado estadual no Rio Grande do Norte, a apenas dois dias da abertura das urnas.

A pesquisa está sendo realizada nos dias 30 de setembro, 1º e 2 de outubro, com 1.500 entrevistas distribuídas por 50 municípios de todas as regiões do Estado. A margem de erro é de 2,53%, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-07844/2026 e RN-05240/2026.

Mais do que apresentar uma fotografia da reta final, a nova rodada completa uma série de quatro levantamentos realizados pelo Instituto DataVero em parceria com o Diário do RN durante o período eleitoral. A sequência permite acompanhar, pesquisa após pesquisa, a evolução das intenções de voto e as variações registradas pelas candidaturas ao longo da campanha.

Quarta rodada fecha série eleitoral
A divulgação desta sexta-feira ganha relevância justamente por encerrar esse acompanhamento às vésperas do primeiro turno. Com a comparação entre as quatro rodadas, será possível observar numericamente quais candidaturas apresentaram crescimento, queda ou estabilidade ao longo do período pesquisado, sempre levando em consideração a margem de erro de cada levantamento.

Na disputa pelo Governo do Estado, a nova pesquisa mostrará o cenário encontrado pelo DataVero nos últimos dias de campanha. Além dos percentuais atuais, a série histórica permitirá visualizar como as intenções de voto se movimentaram durante o período eleitoral.

Para o Senado, a pesquisa também traz um retrato importante de uma eleição com duas vagas disponíveis neste ano. Em 2026, o eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes para senador, já que serão renovados dois terços das 81 cadeiras da Casa.

O levantamento também medirá as preferências para deputado federal e deputado estadual. No Rio Grande do Norte, o eleitorado participa da escolha dos representantes do Estado na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa. A pesquisa permitirá observar como as citações estão distribuídas entre os candidatos e o tamanho da parcela que ainda não indica espontaneamente um nome para esses cargos.

A abrangência territorial é outro ponto da rodada. As 1.500 entrevistas alcançam 50 municípios e contemplam todas as regiões do Rio Grande do Norte, compondo a amostra utilizada pelo instituto para medir as preferências do eleitorado potiguar neste momento final da campanha.

O primeiro turno acontece neste domingo, 4 de outubro. A pesquisa divulgada na sexta-feira retratará as respostas coletadas entre 30 de setembro e 2 de outubro e, como todo levantamento eleitoral, representa uma fotografia das preferências declaradas no período das entrevistas, e não uma previsão do resultado das urnas.


Compartilhe esse post

ELEIÇÃO PARA O SENADO TERÁ DOIS VOTOS E PODE CONFUNDIR ELEITOR NA URNA EM 2026

  • por
Compartilhe esse post

Nas eleições de 2026, cada eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes para o Senado Federal. Apesar da regra valer sempre que são renovadas duas das três cadeiras de cada estado, o procedimento ainda é desconhecido por parte do eleitorado e costuma provocar um elevado número de votos brancos e nulos para o cargo.

Para ampliar a informação sobre o tema, o Instituto Update lançou a campanha “Voto pro Senado”, iniciativa cívica e apartidária que busca explicar como funciona a votação e reduzir o chamado abandono do voto para senador.

Em 2026, estarão em disputa 54 das 81 cadeiras do Senado, o equivalente a dois terços da Casa.

Cada estado e o Distrito Federal elegem dois senadores, que cumprirão mandato de oito anos.

Segundo a diretora de Estratégia do Instituto Update, Dany Fioravanti, a campanha surgiu após a constatação de que milhões de brasileiros deixam de exercer plenamente o direito ao voto por falta de informação.

“A gente percebeu que precisava levar essa informação para a população, de que esse ano a gente tem dois votos para o Senado, que esses votos não podem ser repetidos. A gente precisa escolher duas pessoas diferentes e chegar na urna sabendo como funciona a votação”, afirmou.

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que, em 2018, última eleição em que duas vagas ao Senado estavam em disputa, foram registrados 63,3 milhões de votos brancos e nulos para o cargo. Em 2022, quando cada eleitor escolheu apenas um senador, esse número caiu para 23 milhões.

Repetir o número anula o segundo voto
A campanha destaca que o eleitor deve escolher dois candidatos diferentes ao Senado. Caso repita o número do mesmo candidato nas duas votações, apenas o primeiro voto será considerado válido.

“São dois votos para o Senado, para pessoas, candidaturas diferentes. Se a gente repete o número, esse segundo voto é anulado”, explicou Dany Fioravanti.

Entre os erros mais frequentes apontados pela campanha estão deixar de registrar o segundo voto, votar em branco por não ter uma segunda opção definida ou repetir o número do primeiro candidato. A orientação é que o eleitor leve uma “colinha” com os números dos candidatos, já que o uso do celular é proibido na cabine de votação.

Senado influencia decisões nacionais
Além de aprovar leis junto com a Câmara dos Deputados, o Senado exerce funções exclusivas, como analisar indicações para o Supremo Tribunal Federal (STF), Banco Central, Procuradoria-Geral da República e embaixadas, além de julgar autoridades em processos de impeachment.

Para a diretora do Instituto Update, o eleitor deve dar atenção ao cargo devido ao impacto das decisões tomadas pelos senadores.

“O Senado tem uma influência muito grande nas decisões que impactam a nossa vida, como segurança pública, saúde, transporte e economia. Além disso, exerce a função de fiscalizar o Poder Executivo e analisar indicações para cargos importantes”, afirmou.

A campanha “Voto pro Senado” está sendo divulgada nas redes sociais, em rádio, mídia exterior e no site oficial da iniciativa, com o objetivo de reforçar que, nas eleições deste ano, cada eleitor deve escolher dois candidatos diferentes para o Senado Federal.

O Instituto Update é uma organização sem fins lucrativos que atua como uma plataforma de inovação e imaginação política no Sul Global.


Compartilhe esse post

BULLYING DEIXA MARCAS QUE PODEM ACOMPANHAR CRIANÇAS POR TODA A VIDA

  • por
Compartilhe esse post

O bullying e o cyberbullying deixaram de ser tratados apenas como “brincadeira de criança” para ocupar espaço entre os principais desafios enfrentados por famílias, escolas e profissionais de saúde. Além dos impactos emocionais que podem acompanhar crianças e adolescentes por muitos anos, a intimidação sistemática passou a contar com previsão específica no Código Penal e exige uma atuação conjunta de pais, educadores, profissionais de saúde e do sistema de Justiça.

O debate ganha força em meio ao crescimento das notificações. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública registrou 5.226 ocorrências de bullying e cyberbullying envolvendo crianças e adolescentes em 2025, contra 3.161 no ano anterior, alta de 67,3%.

Na esfera estadual, em 24 de outubro de 2025, o Governo do RN instituiu a Lei Nº 12.486/2025, que trata de notificação compulsória de casos de bullying e cyberbullying cometidos contra menores em instituições de ensino, abrangendo episódios ocorridos tanto no ambiente presencial quanto no digital. Pela nova norma, a direção da escola deve comunicar obrigatoriamente o Conselho Tutelar em até 24 horas após a confirmação da intimidação sistemática, informando dados de identificação do possível autor e da vítima com base nos critérios do artigo 146-A do Código Penal. Após receber o relato, cabe ao Conselho Tutelar encaminhar o caso às autoridades competentes com apoio no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), enquanto as escolas ficam autorizadas a afixar cartazes e comunicados em áreas de uso comum para conscientizar e incentivar a comunidade escolar a denunciar tais práticas.

Para o médico psiquiatra Adriano Araújo, entretanto, esse aumento não significa necessariamente que a violência tenha crescido na mesma proporção. Na avaliação do especialista, a criminalização do bullying e do cyberbullying pela Lei nº 14.811/2024, que inclui os crimes de bullying e cyberbullying no Código Penal, contribuiu para ampliar o reconhecimento das situações de violência e estimular as denúncias.

“Minha leitura é que esse crescimento provavelmente reflete, em grande medida, maior reconhecimento, conscientização e registro. E é possível que os números continuem aumentando nos próximos anos justamente porque estamos aprendendo a identificar melhor algo que durante décadas foi naturalizado como ‘brincadeira de criança’”, afirmou Adriano Araújo.

Muito além de uma brincadeira. Situação pode provocar sofrimento emocional
Segundo o psiquiatra, a principal diferença entre uma brincadeira e o bullying está no sofrimento provocado à vítima.

“Existe uma diferença fundamental: em uma brincadeira, todos deveriam estar se divertindo. Se uma criança se diverte enquanto a outra sente medo, vergonha, humilhação ou sofrimento, precisamos parar de chamar aquilo de brincadeira”, explicou Adriano Araújo.

O especialista ressalta que infância e adolescência representam fases decisivas para a construção da autoestima e da identidade. Quando uma criança é submetida repetidamente a humilhações, esses episódios podem alterar a forma como ela passa a enxergar a si mesma.

“Quando uma criança ou adolescente é sistematicamente humilhado justamente nessa fase, aquelas agressões podem começar a fazer parte da maneira como ele se percebe. Ele deixa apenas de ouvir ‘você é feio’, ‘você é estranho’ ou ‘ninguém gosta de você’ e pode começar a pensar: ‘eu sou assim’”, afirmou.

Embora o bullying possa ocorrer em diferentes ambientes, o cyberbullying ampliou significativamente o alcance das agressões.

“O cyberbullying é a extensão dessa violência para os ambientes digitais. Pode ocorrer por redes sociais, aplicativos de mensagens, grupos, jogos on-line, publicação ou compartilhamento de fotografias e vídeos, montagens, criação de perfis falsos e diversas outras formas de exposição ou perseguição”, explicou Adriano Araújo.

Segundo ele, a principal diferença está na impossibilidade de a vítima encontrar um espaço de proteção.

“Antigamente, uma criança que sofria bullying na escola podia encontrar algum refúgio ao chegar em casa. Hoje, muitas vezes, o agressor vai junto no bolso. A agressão chega pelo celular ao quarto, à mesa do jantar e até à madrugada”, destacou.

Essa exposição contínua pode provocar ansiedade, alterações do sono, isolamento social, queda no rendimento escolar e até quadros de depressão.

“A vítima pode começar a viver em estado permanente de alerta. Uma notificação deixa de ser apenas uma notificação. Pode ser uma nova mensagem, uma nova postagem, alguém compartilhando uma fotografia ou fazendo um comentário”, alertou o psiquiatra.

Na prática clínica, Adriano Araújo afirma que muitos pacientes não chegam ao consultório relatando diretamente que sofrem bullying.

“Muitas vezes ele chega por ansiedade, sintomas depressivos, alterações do sono, queda no rendimento escolar, isolamento, recusa em ir à escola ou perda de autoestima. Quando começamos a compreender melhor o contexto, aparecem episódios de humilhação, exclusão de grupos, comentários sobre aparência, exposição de fotografias ou perseguição no ambiente digital”, comentou.

O psiquiatra alerta que o bullying pode funcionar como fator de risco para transtornos mentais e destaca a associação com automutilação e comportamento suicida.

“Existe uma consequência que precisamos levar muito a sério: a associação com automutilação, ideação suicida e comportamento suicida”, afirmou.

Lei prevê punição para bullying e cyberbullying
Além das consequências para a saúde mental, o bullying passou a ter consequências jurídicas.

O advogado criminalista Jackson Ribeiro explica que a legislação diferencia o bullying presencial do cyberbullying, que recebe tratamento mais rigoroso devido ao potencial de disseminação das agressões.

“Bullying é a intimidação sistemática: agressão física ou psicológica, feita de propósito e de forma repetida, sem motivo aparente, por uma pessoa ou por um grupo, para humilhar, amedrontar ou excluir alguém. O cyberbullying é a mesma conduta levada para o ambiente digital”, esclareceu Jackson Ribeiro.

Segundo ele, enquanto o bullying presencial prevê pena de multa, quando não houver crime mais grave, o cyberbullying pode resultar em reclusão de dois a quatro anos, além de multa.

“É uma diferença grande, e ela é intencional: o legislador entendeu que o dano causado no ambiente virtual é mais amplo e mais duradouro”, afirmou.

Jackson Ribeiro ressalta ainda que adolescentes menores de 18 anos não respondem criminalmente como adultos, mas podem cumprir medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente.

Já na esfera civil, os pais podem responder pelos danos causados pelos filhos menores.

“Os pais podem ser condenados a pagar indenização por danos morais e materiais à vítima. A escola, pública ou particular, também pode ser responsabilizada quando o bullying acontece sob a guarda dela”, explicou o advogado.

O especialista alerta ainda que compartilhar ou republicar conteúdos ofensivos também pode gerar responsabilização.

“Quem compartilha ou republica conteúdo ofensivo ajuda a espalhar o dano e pode responder junto, tanto criminalmente quanto no dever de indenizar. O recado é simples: na internet, quem espalha também agride”, destacou Jackson Ribeiro.

Combate depende de prevenção e acolhimento
Para Adriano Araújo, o enfrentamento ao bullying depende de uma mudança de comportamento de toda a sociedade. O psiquiatra orienta que pais e educadores estejam atentos às mudanças de comportamento de crianças e adolescentes e acolham os relatos sem minimizar o sofrimento.

“Às vezes, nossa reação é dizer ‘não ligue’, ‘isso passa’, ‘você precisa aprender a se defender’. Para um adulto, determinado comentário pode parecer pequeno. Para um adolescente que está construindo sua identidade e tentando encontrar seu lugar no grupo, aquilo pode assumir uma dimensão completamente diferente”, afirmou.

O especialista também deixou um recado aos adolescentes.

“Pedir ajuda não é fraqueza e denunciar não é exagero. Ninguém precisa suportar violência para provar que é forte”, concluiu Adriano Araújo.


Compartilhe esse post

QUEM É OSÉAS MONTHALGGAN, QUE APARECE NO VÍDEO DA PROPINA DE ALLYSON

  • por
Compartilhe esse post

Durante a campanha eleitoral de 2026, o nome do empresário Oséas Monthalggan, vem sendo levado aos debates pelo então candidato Álvaro Dias, que questiona o ex-prefeito Allyson Bezerra sobre quem é o empresário e qual era sua relação com a gestão municipal. As provocações ocorreram enquanto a Dismed Distribuidora de Medicamentos, da qual Oséas é sócio-administrador, acumulava milhões de reais em contratos com a Prefeitura de Mossoró. Naquele momento, o nome ainda era pouco conhecido do público. Hoje, Oséas aparece nas investigações da Operação Mederi, da Polícia Federal, em gravações nas quais são mencionados percentuais atribuídos a Allyson Bezerra e sua ex-assessora Fátima Dantas.

O empresário Oséas Monthalggan Fernandes Costa passou a ocupar posição central no cenário eleitoral de 2026. O nome dele aparece nas investigações da Operação Mederi, da Polícia Federal, em gravações ambientais nas quais ele detalha uma suposta divisão de valores envolvendo contratos de medicamentos em Mossoró e menciona percentuais atribuídos a Allyson Bezerra e sua ex-assessora Maria de Fátima Dantas dos Santos.

Antes de aparecer nas gravações analisadas pela PF, Oséas já tinha sido alvo de uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa envolvendo a Drogaria Mais Saúde Sociedade Empresária Ltda. O processo tramitou na Vara Única da Comarca de Santana do Matos e teve como autor o Ministério Público do Rio Grande do Norte. Figuram como réus Oséas, Roberta Ferreira Praxedes Costa, Mônica Maria Damasceno e a empresa.

O caso terminou com um Acordo de Não Persecução Civil firmado entre o Ministério Público e os envolvidos. A Justiça homologou o acordo, que estabeleceu, entre outras condições, o ressarcimento do dano e o pagamento de multa civil. A homologação judicial ocorreu em dezembro de 2023, com determinação para cumprimento das obrigações pactuadas. A partir da Operação Mederi, a Polícia Federal passou a analisar a atuação de Oséas dentro do grupo empresarial ligado à distribuição de medicamentos. Segundo o relatório policial, ele é sócio da Dismed Distribuidora de Medicamentos Ltda e aparece como um dos principais integrantes do núcleo investigado. A PF também registrou que a empresa mantinha relação comercial com diversos municípios potiguares.

Trecho de documento do MPRN, após acordo de “Não percecursão cível” em favor de Oséas Monthalggan – Foto: Reprodução

No caso de Mossoró, a investigação passou a olhar os contratos firmados entre a Dismed e a Prefeitura durante a gestão do prefeito Allyson Bezerra. Dados Dde despesas públicas do município apontam que a empresa acumulou R$ 17.035.297,10 em valores empenhados. Desse montante, R$ 14.218.661,89 foram liquidados e R$ 13.616.217,29 foram pagos pelos cofres públicos municipais.

Os pagamentos envolvem principalmente áreas ligadas à saúde pública, mas também registros em diferentes unidades administrativas da Prefeitura de Mossoró, incluindo Fundo Municipal de Saúde, Fundo Municipal de Assistência Social e outras secretarias municipais.

A “matemática de Mossoró”

Imagens da Operação Mederi mostram o empresário na sede da Dismed – Foto: Reprodução

O ponto mais sensível da investigação está em uma gravação ambiental feita pela Polícia Federal dentro da sede da Dismed. No diálogo entre Oséas e o também sócio José Moabe Zacarias Soares, o empresário apresenta uma conta que chama de “matemática de Mossoró”.

Segundo a transcrição da PF, Oséas fala sobre uma ordem de compra de R$ 400 mil e afirma que, após os cálculos, “dos cento e trinta nós temos que pagar cem mil a Allyson e a Fátima”, mencionando “dez por cento de Fátima e quinze por cento de Allysson”.

Em outro trecho analisado pelos investigadores, a PF registra que Oséas teria explicado anteriormente uma divisão de percentuais, falando em 15% como “a parte do homem” e 10% como “a parte disso aí”. Segundo o relatório policial, somente depois das conversas posteriores teria sido possível associar os percentuais aos nomes mencionados pelos interlocutores.

A Polícia Federal afirma no relatório que considera “muito provável” que a referência ao nome “Allyson” corresponda ao prefeito de Mossoró, Allyson Leandro Bezerra Silva.

Crescimento empresarial
O relatório da PF também destaca a evolução da Dismed após a entrada de Oséas no quadro societário. Segundo o documento, ele passou a integrar a empresa em fevereiro de 2021. A investigação registra que o faturamento da empresa cresceu no período analisado, chegando a mais de R$ 11 milhões em 2023.

Oséas também tem trajetória política. A PF registra que ele exerceu mandato de vereador entre 2017 e 2020 e disputou a Prefeitura de Upanema nas eleições de 2024.

Além dos contratos e das gravações, a investigação analisou movimentações financeiras relacionadas às empresas. O relatório cita saques em espécie e operações consideradas suspeitas pelos investigadores, incluindo retiradas associadas ao núcleo empresarial comandado por Oséas.


Compartilhe esse post

FÁTIMA APOSTA EM CADU NO 2º TURNOE REFORÇA PESO DE LULA NA RETA FINAL

  • por
Compartilhe esse post

A governadora Fátima Bezerra (PT) entra nos últimos dias da campanha intensificando a participação nas agendas de Cadu de Lula (PT) e confiante na presença do candidato no segundo turno da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. Em entrevista ao Diário do RN, Fátima afirmou que a mobilização foi ampliada nesta reta final e apostou na força eleitoral do presidente Lula como um fator que pode impulsionar a candidatura petista no Estado.

“Tenho participado ativamente da campanha, estamos muito mobilizados, entusiasmados e confiantes nesta reta final. A eleição aqui no Rio Grande do Norte será definida em dois turnos.

Cadu de Lula estará no segundo turno e sairemos vitoriosos”, afirmou a governadora.

Segundo Fátima, a reta final será marcada pela intensificação da presença nas ruas e pela mobilização do grupo político ligado ao presidente. Para ela, a associação entre Cadu e Lula pode ampliar o desempenho do candidato petista entre os eleitores potiguares.

“Vale lembrar que Lula será eleito, e isso deve ampliar a votação aqui no Estado e beneficiar ainda mais a eleição de Cadu”, declarou.

A estratégia de aproximar as duas candidaturas também tem sido reforçada pelo próprio presidente. Em um vídeo recente, Lula voltou a pedir votos para o candidato petista e destacou a vinculação entre os dois projetos eleitorais.

“Para governador, vote Cadu de Lula. Quem vota Lula, presidente treze, vota Cadu, governador treze”, afirmou o presidente.

Não é a primeira vez nesta campanha que Lula grava material de apoio a Cadu no Rio Grande do Norte. O presidente já havia participado de vídeos e agendas ao lado do candidato, reforçando a estratégia da campanha de associar o voto estadual ao projeto nacional do PT.

A confiança da governadora acompanha o crescimento apresentado por Cadu ao longo da pré-campanha e da campanha. O petista saiu de um patamar de 4,11% das intenções de voto em outubro de 2025 para assumir a segunda colocação na rodada mais recente da DataVero/Diário do RN.

De 4,11% à segunda colocação
Em outubro do ano passado, quando o cenário eleitoral ainda reunia outros nomes, Cadu aparecia com 4,11%. Na primeira pesquisa DataVero/Diário do RN após o início oficial da campanha, divulgada em 14 de agosto, já alcançava 22,66%.

O crescimento ocorreu justamente em um período no qual a campanha passou a explorar de forma mais intensa a associação com Lula e Fátima. O próprio nome eleitoral “Cadu de Lula” passou a reforçar essa vinculação, enquanto a governadora ampliou sua participação nas agendas pelo Estado.

Na rodada seguinte da DataVero/Diário do RN, divulgada em 28 de agosto, Cadu chegou a 23,21%.

O salto mais significativo veio no levantamento de setembro: com 28,28%, ultrapassou Álvaro Dias (PL), que registrou 23,11%, e assumiu a segunda colocação. Allyson Bezerra (União Brasil) aparecia na liderança, com 35,18%.

Entre outubro de 2025 e setembro deste ano, portanto, Cadu saiu de 4,11% para 28,28%, crescimento de mais de 24 pontos percentuais. A evolução também mudou a configuração da disputa, com o petista passando da condição de candidato ainda pouco conhecido do eleitorado para a segunda posição no levantamento mais recente do instituto.

É sobre esse avanço que Fátima sustenta a confiança para os últimos dias. A governadora avalia que a mobilização em torno de Lula pode produzir reflexos adicionais na eleição estadual e ampliar o espaço de Cadu entre os eleitores que apoiam o presidente, levando o petista ao segundo turno da disputa.


Compartilhe esse post

ÁLVARO INTENSIFICA AGENDA ENTRE NATAL E MOSSORÓ NA RETA FINAL DA CAMPANHA

  • por
Compartilhe esse post

Na reta final da campanha, Álvaro Dias (PL) intensificou nesta quarta-feira (30) a agenda política entre Natal e Mossoró, em uma mobilização voltada a reforçar a estrutura do grupo e ampliar a presença do candidato nos dois principais polos eleitorais do Estado. Na capital, o candidato ao Governo percorreu bairros da Zona Oeste ao lado do prefeito Paulinho Freire (União Brasil), da vice-prefeita Joana Guerra (PL) e de vereadores aliados.

A agenda passou por bairros como Bom Pastor, Cidade da Esperança e Dix-Sept Rosado, com caminhadas e contato direto com eleitores. A presença de integrantes do grupo político que sustenta a candidatura buscou dar corpo à mobilização nos últimos dias antes da votação.

Enquanto Álvaro concentrava esforços em Natal, o candidato a vice-governador, Babá Pereira (PL), participava de uma motocarreata em Mossoró. A movimentação no Oeste também recebeu reforço político de Flávio Bolsonaro e do senador Rogério Marinho, que divulgaram um vídeo convocando apoiadores para a “Motocarreata da Liberdade”, marcada para a tarde desta quarta-feira.

“Você do Rio Grande do Norte, Flávio Bolsonaro aqui, quero agradecer a todos vocês, organizando essas motocarreatas, paredão pelas ruas do Rio Grande do Norte, até mesmo sem a minha presença. Então fico muito feliz de ver esse movimento no Rio Grande do Norte, que está acontecendo também, graças a Deus, em todo o Brasil”, afirmou Flávio.

Na sequência, Rogério Marinho reforçou o chamado para a mobilização em Mossoró.

“O Rio Grande do Norte e o Nordeste do Brasil acordou e está fazendo a sua parte. Alegria está contagiando todo o Estado do Rio Grande do Norte. Dezenas de carreatas, motocarreatas, motossíatas, adesivaços espontaneamente estão acontecendo por todo o Estado”, declarou.

A concentração da “Motocarreata da Liberdade”, segundo os organizadores, teve início às 16h22, na Avenida Rio Branco, principal via da cidade, seguida de percurso por bairros e avenidas de Mossoró.

Motocarreata em Mosssoró se concentrou na Avenida Rio Branco, principal via da cidade – Foto: Reprodução

Reforço na reta final
A mobilização ocorre em um momento em que Álvaro tenta recuperar espaço na disputa pelo Governo. Na pesquisa mais recente DataVero/Diário do RN, divulgada em 10 de setembro, o candidato registrou 23,11% no cenário em que os principais apoios políticos foram apresentados aos eleitores. Cadu de Lula (PT) apareceu com 28,28% e Allyson Bezerra (União Brasil), com 35,18%.

O levantamento mostrou uma disputa mais acirrada pela segunda colocação. Na rodada anterior do mesmo instituto, Álvaro tinha 25,85%, enquanto Cadu aparecia com 23,21%. No cenário com os apoios, porém, o petista avançou para 28,28%, enquanto Álvaro recuou para 23,11%.

A ofensiva dos últimos dias combina agendas próprias do candidato com a presença de prefeitos, vereadores e lideranças do PL, além da mobilização vinculada à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Em Natal, Álvaro buscou ampliar a presença no eleitorado da capital. Em Mossoró, o grupo apostou na estrutura política local e na mobilização de apoiadores.

A concentração de atividades nas duas cidades ocorre justamente na última semana antes da votação, quando a campanha tenta transformar a estrutura política reunida em torno de Álvaro em mobilização eleitoral e captação de resultados.


Compartilhe esse post