PRODUTORA TRANSFORMA HERANÇA FAMILIAR EM REFERÊNCIA NO QUEIJO ARTESANAL NO RN

  • por
Compartilhe esse post

uanto muitos jovens deixam o campo em busca de oportunidades nas cidades, a trajetória de Micarla Fernandes seguiu o caminho inverso. Nascida e criada na zona rural de São Pedro, no Agreste potiguar, ela se formou em Pedagogia, morou em Natal por alguns anos, mas decidiu retornar às origens. Hoje, é referência na produção de queijos artesanais no Rio Grande do Norte e conquistou reconhecimento nacional com o queijo maturado no café, premiado no maior concurso de queijos artesanais do país.

À frente da Fazenda Lima, Micarla encontrou no campo não apenas qualidade de vida, mas também uma forma de empreender valorizando a tradição familiar.

“Eu nasci e me criei no interior. Meus pais eram caseiros de fazendas e eu sempre vivi na zona rural. Quando casei e fui morar em Natal, essa ligação com o campo nunca deixou de existir. O que mais me motivou a voltar foi exatamente estar no lugar que eu amo e construir minha família perto das minhas raízes”, afirmou.

Ela conta que o retorno também representou uma reconexão com a história construída pelo pai, João da Silva, e pelo esposo, Rassio Henrique, que a incentivou a investir na produção de queijos.

Embora tenha crescido em uma família ligada à produção de leite, Micarla revela que não imaginava seguir esse caminho.

A produção de queijos surgiu inicialmente como uma alternativa para aumentar a renda da família, proposta apresentada pelo marido. No começo, ela resistiu à ideia, mas acabou descobrindo uma nova vocação.

“Hoje percebo que estou dando continuidade à tradição que herdei do meu pai. Ao mesmo tempo, consigo agregar valor ao leite e mostrar que é possível transformar uma atividade tão difícil quanto a pecuária leiteira em um negócio sustentável”, explicou.

Queijo maturado no café nasceu em evento do Sebrae

Foto: Reprodução

O produto que hoje se tornou símbolo da Fazenda Lima surgiu de maneira inesperada.
Durante um evento promovido pelo Sebrae voltado à cafeicultura, Micarla participava como expositora apresentando os queijos maturados que já produzia. Foi naquele momento que teve a ideia de unir duas cadeias produtivas do Rio Grande do Norte.

“Quando participei do evento, pensei em desenvolver um queijo com café. Mas eu não queria utilizar qualquer café. Foi quando conheci o Café Jaçanã, produzido aqui no Rio Grande do Norte, e começamos essa parceria”, contou.

O desenvolvimento do produto levou cerca de um ano.
“Passei um ano fazendo testes até chegar ao resultado que tenho hoje. Foi uma oportunidade que surgiu naquele evento e acabou dando origem ao Potiguar, o nosso queijo maturado no café”, disse.

Mais do que produzir, Micarla acredita que é preciso ensinar o consumidor a conhecer um tipo de queijo ainda pouco difundido no Nordeste.

Ao longo do ano, ela participa de feiras e faz questão de conduzir pessoalmente as degustações.

“É um produto diferente da cultura que temos aqui, que é o queijo coalho e o queijo manteiga.

Então faço um trabalho de apresentação, conto o processo de produção e conduzo a degustação para que as pessoas entendam o que estão consumindo”, explicou.

Segundo ela, a resistência diminuiu nos últimos anos.

“Hoje percebo que os consumidores já conhecem mais esse tipo de queijo. Quando a pessoa prova pela primeira vez, estranha um pouco, mas logo fica encantada com o sabor. É um trabalho de construção e de informação”, comentou.

Na Fazenda Lima, a inovação convive com receitas preservadas há gerações.

Enquanto investe em queijos maturados de diferentes estilos — como o maturado de 60 dias, o de seis meses, o queijo ao vinho e o queijo maturado no café —, Micarla mantém inalterada a receita da manteiga da terra aprendida com o pai. “Quando as pessoas provam a nossa manteiga da terra, muitas dizem que voltaram à infância. Elas lembram da casa da avó, da fazenda, do pai ou da mãe. É muito comum ver pessoas se emocionando porque o sabor desperta essa memória afetiva”, relatou.

Para ela, conservar a tradição é justamente permitir que ela dialogue com a inovação.

“A Fazenda Lima tem essa preocupação de preservar a tradição e, ao mesmo tempo, agregar valor por meio da inovação. O artesanal dá identidade ao produto e expressa o nosso território”, destacou.

Primeira mulher com queijaria artesanal registrada no RN
Micarla também abriu espaço para outras mulheres dentro da cadeia produtiva do queijo artesanal potiguar.

Ela é a primeira mulher do Rio Grande do Norte a possuir uma queijaria artesanal registrada em seu próprio nome.

Apesar dos avanços, acredita que ainda há desafios para que o trabalho feminino receba o devido reconhecimento.

“Na grande maioria das propriedades, quem beneficia o leite e faz o queijo é a mulher. Mas, historicamente, o reconhecimento sempre ficou com os homens. Ainda existem muitas barreiras para serem vencidas”, afirmou.

Segundo ela, conciliar os papéis de empresária, mãe, esposa e produtora rural exige equilíbrio diário.

“Não é fácil estar à frente do negócio, produzir, comercializar e administrar tudo ao mesmo tempo. A mulher ainda precisa conquistar mais visibilidade dentro desse segmento”, ressaltou.

Em julho deste ano, a Fazenda Lima conquistou reconhecimento nacional durante o 9º Prêmio Queijo Brasil, realizado em Blumenau (SC), considerado o maior concurso de queijos artesanais do país.

A queijaria integrou a comitiva organizada pelo Sebrae-RN e levou ao evento produtos desenvolvidos a partir da identidade do território potiguar.

Novidades para a Festa do Boi 2026
Na 64ª Festa do Boi, a Fazenda Lima apresentará uma nova identidade visual e os queijos ganharão nomes próprios, reforçando a ligação com o Rio Grande do Norte.

Segundo Micarla, a mudança também reflete o aperfeiçoamento técnico conquistado após sua formação como Mestre Queijeira em Minas Gerais.

“Os nossos queijos não são apenas um alimento. Eles proporcionam uma experiência. No sabor, no aroma e na textura, expressam o clima, o ambiente, a alimentação das vacas e a mão de quem produz. Cada queijo conta a história do nosso território”, explicou.

Além dos queijos maturados, o público encontrará no estande manteiga da terra, ricota e queijo coalho artesanal.

Para os jovens que ainda têm dúvidas entre permanecer na cidade ou voltar às origens, Micarla deixa um conselho baseado na própria experiência.

“Volte para o lugar que proporciona bem-estar e qualidade de vida. Com responsabilidade, conhecimento e visão, é possível gerar renda e prosperar”, concluiu.


Compartilhe esse post

PROJETO TRANSFORMA CICATRIZES EM AUTOESTIMA PARA MULHERES

  • por
Compartilhe esse post

Vencer o câncer de mama nem sempre significa o fim da jornada. Depois da cirurgia, da quimioterapia e da reconstrução da mama, muitas mulheres ainda convivem com uma marca que vai além da cicatriz física: a ausência da aréola. Foi justamente para ajudar essas pacientes a encerrarem esse ciclo que a enfermeira oncologista e esteticista Aline Costa criou um projeto de reconstrução gratuita de aréolas hiper-realistas.

A iniciativa nasceu de uma experiência pessoal. Quando tinha apenas 12 anos, Aline viu a mãe, Maria Ludeni, receber o diagnóstico de câncer de mama. Durante mais de uma década, acompanhou de perto os tratamentos, as cirurgias e as mudanças provocadas pela doença.

“Eu ainda era uma menina, mas acompanhei de perto uma doença que mudou a nossa família. Vi minha mãe atravessar tratamentos, cirurgias, medos e recomeços. Durante muitos anos também vi as marcas que ficaram no corpo dela”, relembrou.

Segundo Aline, mesmo após vencer o câncer, a mãe nunca conseguiu enxergar a própria mama como completamente reconstruída.

“Ela viveu 12 anos depois do diagnóstico. Durante esse tempo, algo no olhar dela diante do espelho chamava minha atenção. A mama remetia a uma mama adoecida, mutilada, porque não existia mais o detalhe da aréola. Talvez para algumas pessoas isso parecesse apenas um detalhe.

Mas, para ela, não era”, contou.

Foto: Reprodução

Saudade que se transformou em propósito
A mãe de Aline faleceu 12 anos após o diagnóstico. Com o tempo, a dor deu lugar a um propósito.

A enfermeira especializou-se em oncologia e, mais tarde, encontrou na dermopigmentação paramédica uma forma de oferecer a outras mulheres aquilo que sua mãe nunca teve.

“Comecei a estudar reconstrução areolar, micropigmentação paramédica, realismo tridimensional, colorimetria e anatomia com um único objetivo: fazer por outras mulheres aquilo que eu não pude fazer por Mainha. Devolver a feminilidade perdida”, afirmou.

“Cada aréola reconstruída carrega uma história. Quero que esse projeto seja sobre mulheres que passaram por uma doença, por uma cirurgia, por uma transformação corporal e que agora possam olhar novamente para o próprio corpo e enxergar não apenas a cicatriz do que viveram, mas também a beleza do que reconstruíram”, disse.

Embora a procura aumente durante a campanha Outubro Rosa, Aline faz questão de manter o projeto ativo o ano inteiro.

Ela desenvolve o trabalho com recursos próprios e reserva espaço permanente na agenda para atender mulheres mastectomizadas.

“Elas têm prioridade na minha agenda e não existe limite de vagas ou um mês específico. Comigo, o ano todo é cor-de-rosa”, explicou.

Antes da micropigmentação, a profissional realiza um estudo individual para definir posição, formato e tonalidade da aréola.

O procedimento utiliza pigmentos específicos, máquina de tatuagem e técnicas de desenho tridimensional, que reproduzem efeitos de luz e sombra para criar uma aparência natural.

“Como normalmente é um tecido mais fragilizado, divido o procedimento em duas ou três sessões, com intervalo de 30 dias entre elas”, explicou.

Por segurança, nem todas as pacientes podem realizar o procedimento imediatamente.

“Elas precisam ter o aval positivo dos oncologistas. Por mais que seja um procedimento minimamente invasivo, pode gerar algum risco. Tudo é feito com muita cautela. O fato de eu ser enfermeira oncologista me dá respaldo para orientar cada caso”, esclareceu.

“A sensação de cura vem depois da reconstrução”
Ao longo dos atendimentos, Aline percebeu que a reconstrução da aréola representa, para muitas mulheres, o verdadeiro encerramento do tratamento.

“Eu sinto que a real sensação de cura vem após a reconstrução. Antes elas veem uma mama mutilada, sem o detalhe da aréola. Isso remete a uma mama doente. Quando eu reconstruo, sinto que elas colocam, de fato, um ponto final no pesadelo”, afirmou.

Ela conta que já ouviu inúmeras histórias de superação e também relatos de abandono após o câncer de mama. Entre todas, uma permanece especialmente viva na memória.

Uma filha procurou Aline para presentear a mãe com o procedimento, sem que ela soubesse.

Depois da reconstrução, as duas decidiram fazer uma surpresa ao marido da paciente, que estava viajando.

“No dia seguinte, a filha me ligou para contar que, assim que chegaram em casa, a mãe abriu a porta, tirou a blusa e o sutiã e fez uma chamada de vídeo para o marido mostrar o resultado. Os três choraram juntos”, lembrou.

Para Aline, aquele momento mostrou que o procedimento vai além da reconstrução física.

“Acredito que esse procedimento não muda apenas a vida de uma mulher. Ele consegue melhorar tudo o que está ao redor dela. Uma mulher com a autoestima elevada é capaz de muitas coisas”, destacou.

Legado também inspira projeto de lei
O legado de Maria Ludeni também inspira uma proposta legislativa. Um projeto de lei protocolado no Senado Federal leva seu nome e busca ampliar os direitos das mulheres mastectomizadas.

A proposta prevê que o Sistema Único de Saúde (SUS) passe a garantir o acesso à reconstrução areolar para pacientes submetidas à mastectomia.

Para Aline, a iniciativa representa uma forma de manter viva a história da mãe e permitir que outras mulheres tenham oportunidades que ela não teve.

“Minha mãe não teve essa oportunidade. Mas a história dela pode ajudar outras mulheres a terem. Esse projeto é a forma que encontrei de transformar saudade em propósito. E propósito em cuidado”, concluiu.


Compartilhe esse post

“FARSANTE” E “PÉSSIMO GESTOR”: ATAQUES INVIABILIZAM APOIO DE ÁLVARO A ALLYSON

  • por
Compartilhe esse post

A decisão de Álvaro Dias (PL) no segundo turno vai além de escolher entre Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu de Lula (PT). Para o candidato que terminou a primeira etapa da disputa com mais de 530 mil votos, uma eventual aproximação com Allyson significaria também ter de explicar ao eleitor as duras críticas que fez ao adversário durante a campanha. Depois de questionar sua gestão, cobrar explicações sobre investigações e chamá-lo publicamente de “farsante” e “embusteiro”, transformar o adversário em aliado exigiria de Álvaro uma justificativa política para a mudança de posição.

O peso dessa decisão aumentou com o resultado apertado das urnas. Allyson chegou ao segundo turno com 733.809 votos, 36,94% dos válidos, contra 718.300 votos, 36,16%, de Cadu. Álvaro terminou em terceiro, com 530.580 votos, ou 26,71%, tornando-se uma liderança disputada nesta nova etapa da eleição.

Os votos conquistados por Álvaro, naturalmente, não são automaticamente transferidos para quem receber seu apoio. Mas o posicionamento do candidato e de seu grupo político passou a ter relevância na construção dos palanques para o segundo turno.

É justamente aí que está o dilema. Durante a campanha, Álvaro não tratou Allyson apenas como um adversário eleitoral. Fez do então prefeito de Mossoró alvo de alguns dos ataques mais duros da disputa pelo Governo do Estado.

Em debate promovido pelo Grupo Dial, Álvaro chamou Allyson de “farsante” e “embusteiro”. Na mesma ocasião, cobrou do adversário explicações relacionadas à Operação Mederi, investigação da Polícia Federal que alcançou contratos de medicamentos da Prefeitura de Mossoró. “Agora explique a Operação Mederi. Explique, candidato”, disparou.

A investigação também foi explorada por Álvaro em uma peça de campanha divulgada nas redes sociais. Ao comparar sua trajetória política com a de Allyson, o candidato do PL afirmou: “Nesses 38 anos de vida pública, diferente de alguns, eu nunca acordei com a Polícia Federal na minha porta”. A declaração fazia referência à operação da PF que teve entre seus desdobramentos o cumprimento de medidas relacionadas ao então prefeito de Mossoró.

O ataque foi além. Na mesma ofensiva política, a campanha de Álvaro questionou o discurso de renovação apresentado por Allyson e encerrou a provocação com a pergunta: “Allyson é mudança ou é bronca?”. A estratégia reforçava a tentativa de associar o adversário às investigações e confrontar a imagem de novidade política defendida por ele.

Em outro debate, desta vez na Band RN, Álvaro voltou a explorar o assunto e questionou Allyson sobre celulares apreendidos durante a investigação. No confronto, também usou expressões relacionadas aos “segredos” do adversário, ampliando o embate entre os dois candidatos.

As críticas chegaram ainda diretamente à capacidade administrativa de Allyson. Mesmo depois do primeiro turno, Álvaro voltou a questionar a gestão realizada em Mossoró e declarou considerar o adversário um “péssimo gestor”, ao defender que o PL adotasse uma posição de neutralidade no segundo turno.

A declaração torna uma eventual aproximação ainda mais delicada. Já não se trata apenas de relativizar palavras ditas no calor dos debates. Álvaro manteve críticas a Allyson mesmo depois de encerrada a primeira etapa da eleição, quando o cenário do segundo turno já estava definido.

É nesse cenário que a neutralidade aparece como uma alternativa defendida por Álvaro. A escolha, porém, envolve também as articulações nacionais e estaduais do PL e o papel que o partido pretende desempenhar na reta final da eleição.

A decisão de Álvaro terá de medir não apenas alianças e interesses partidários, mas também o peso das palavras que dirigiu aos dois adversários. No caso de Allyson, elas foram especialmente duras. Se decidir apoiá-lo, o desafio será explicar como aquele que durante a campanha foi apresentado como “farsante”, “embusteiro” e “péssimo gestor” passou, poucas semanas depois, a reunir condições para receber seu apoio político.


Compartilhe esse post

PREFEITO E EX-PREFEITO DE NOVA CRUZ, QUE APOIARAM ÁLVARO NO PRIMEIRO TURNO, ANUNCIAM ADESÃO A CADU NO 2º TURNO

  • por
Compartilhe esse post

Cadu de Lula começou a semana buscando ampliar a base de apoio nos municípios potiguares e, no início da noite desta quarta-feira anunciou a adesão de duas importantes lideranças da região Agreste ao projeto governista.

O atual prefeito de Nova Cruz, Joquinha Nogueira, e o ex-prefeito Flávio de Beroi estiveram no palanque de Álvaro Dias no primeiro turno das eleições e já fecharam o segundo turno com Cadu, que logo fez o anunciou em suas redes sociais. “A semana começou muito bem por aqui, com muito diálogo pensando no futuro do nosso Rio Grande do Norte.

Que alegria receber @flaviodeberoi e @joquinhanogueira, ex-prefeito e atual prefeito de Nova Cruz”.
No primeiro turno, dos 27.945 eleitores aptos a votar no município, 31,84% escolheram Allyson Bezerra. 30,49% optaram por Cadu de Lula. Enquanto isso, apoiado pelas lideranças locais, Álvaro Dias teve 37,56%. São exatos 7.505 votos a serem disputados por Cadu e Allyson para o segundo turno.


Compartilhe esse post

ALLYSON ABANDONA ZENAIDE MAIA EM MOSSORÓ E TRAIÇÃO PROVOCA DERROTA

  • por
Compartilhe esse post

A derrota de Zenaide Maia (PSD) na disputa pelo Senado teve em Mossoró um de seus principais pontos de atenção. No principal reduto eleitoral de Allyson Bezerra (União Brasil), a senadora terminou apenas na quarta colocação, com 41.437 votos, equivalentes a 16,12%, enquanto o candidato ao Governo apoiado pelo mesmo grupo alcançou 82.286 votos, ou 56,15%.

A diferença entre os dois passou de 40 mil votos. O resultado chama atenção porque Zenaide e Allyson estiveram no mesmo palanque no primeiro turno e havia expectativa de que a estrutura eleitoral do grupo do candidato ao Governo também pudesse contribuir para uma votação mais expressiva da senadora em Mossoró.

O desempenho local ganha ainda mais peso diante do resultado estadual. Zenaide terminou a eleição com menos de seis mil votos de diferença para Samanda de Lula (PT), que conquistou a segunda vaga ao Senado. A votação obtida em Mossoró, portanto, aparece como um dos fatores que ajudaram a derrota da senadora que concorria à reeleição.

Os números também expõem um contraste que pode ser interpretado como sinal de abandono político. Em 2022, quando Allyson ainda estava na metade de seu primeiro mandato, Rogério Marinho recebeu 47.089 votos em Mossoró, equivalentes a 41,20%, contando com forte mobilização do grupo político local. Quatro anos depois, Zenaide, que estava no mesmo campo de Allyson não recebeu o mesmo apoio. A diferença sugere que a estrutura que impulsionou Rogério não foi colocada à disposição de Zenaide com a mesma intensidade, deixando a senadora com uma votação muito aquém da força eleitoral demonstrada pelo próprio grupo na cidade.

Outro sinal dessa falta de mobilização apareceu no material de campanha. Santinhos do vereador John Kenneth (União Brasil), candidato a deputado federal e um dos aliados mais próximos de Allyson, circularam em Mossoró sem o número de Zenaide. Outros aliados também foram vistos em materiais eleitorais sem indicação de voto para a senadora.

Porta aberta para Zenaide
Com o segundo turno definido, Zenaide passou a ser alvo de uma nova disputa política. Em entrevista à Rádio Universitária, na noite desta terça-feira (6), Samanda de Lula afirmou que a senadora seria bem-vinda ao palanque de Cadu de Lula (PT) e defendeu que ela tivesse liberdade para pedir votos para Lula e para o candidato petista ao Governo.

“Sem dúvida. O presidente Lula precisa, inclusive, não só mais do voto dela, mas que ela tenha um palanque de liberdade para ela pedir voto para o presidente Lula, inclusive para Cadu. Vamos lembrar que o que foi prometido para ela não foi entregue em Mossoró”, afirmou Samanda.

A senadora eleita também citou investimentos destinados por Zenaide ao município, especialmente na área da saúde, como um dos motivos para que ela pudesse se afastar do grupo de Allyson no segundo turno.

“É muito simbólico o que ela fez com as UBS. Foram oito UBS, se eu não me engano. Então, ela tem razão e motivos para agora se sentir mais livre. Para não só votar no Lula, mas para pedir voto para o Lula”, declarou.

Samanda também relacionou a escolha de Zenaide ao cenário nacional e à disputa pelo Governo do Estado.

“Ela também sabe da importância de a gente ter no Rio Grande do Norte um governo federal com um governo do Estado alinhado”, disse.

O Diário do RN procurou a senadora Zenaide para obter um posicionamento oficial sobre o segundo turno, mas não recebeu resposta até o fechamento desta edição.


Compartilhe esse post

GRUPO DE ÁLVARO DIAS E BABÁ DEFENDE NEUTRALIDADE NO SEGUNDO TURNO NO RN

  • por
Compartilhe esse post

O grupo político de Álvaro Dias (PL) caminha para adotar uma posição de neutralidade no segundo turno da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. Em entrevista ao jornalista Saulo Vale, Álvaro afirmou que, pessoalmente, defende que o grupo não apoie nenhum dos dois candidatos, Cadu de Lula (PT) ou Allyson Bezerra (União Brasil), mas que seguirá a decisão coletiva das lideranças que integram o bloco.

“Defendo uma posição de neutralidade por não concordar com a candidatura de Allyson. Na minha avaliação, foi um péssimo gestor. Destruiu o Nogueirão, deixou 300 famílias na comunidade Belo Monte sem casas e há bairros esquecidos pela gestão, com ruas esburacadas. Quanto ao PT de Cadu, não há como apoiar, porque temos ideias diametralmente opostas”, afirmou Álvaro ao jornalista.

A posição também foi confirmada por Babá Pereira (PL), candidato a vice-governador na chapa de Álvaro. Em entrevista ao Diário do RN, ele afirmou que a prioridade do grupo, nesta segunda etapa, será a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, enquanto a disputa estadual deverá ficar sem apoio formal.

“Tenho conversado com o senador Rogério, com o nosso candidato Álvaro Dias, com o Paulinho Freire, com o Coronel Hélio, com o senador Styvenson e o nosso foco agora nesse segundo turno será a campanha de Flávio Bolsonaro. Então, o nosso sentimento é que [para o Governo] seja de neutralidade nessa eleição”, afirmou Babá.

Segundo ele, uma reunião deve ocorrer neste fim de semana para definir coletivamente a posição do grupo. Devem participar das conversas Álvaro, Rogério Marinho, Paulinho Freire, Styvenson Valentim, Coronel Hélio e o próprio Babá.

“Vamos sentar, nesse final de semana agora, com o senador Rogério, com o Paulinho, com o Styvenson, também com o Álvaro e com o próprio Coronel Hélio, para a gente tomar essa posição juntos”, explicou.

Grupo concentra forças em Flávio
Embora a prioridade do grupo seja a campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, a posição, no entanto, não significa que todos os aliados necessariamente permanecerão neutros. Babá reconheceu que lideranças municipais poderão tomar decisões próprias de acordo com a realidade de cada cidade.

“Tenho conversado muito com alguns prefeitos, tenho me ligado com lideranças e cada um vai tomar posição. Poucos, acredito, continuam na neutralidade. Alguns vão tomar decisões de acordo com a realidade local”, afirmou.

Cadu e Allyson procuram aliados
Babá também revelou que tanto Allyson quanto Cadu fizeram contato com ele após o resultado do primeiro turno. Segundo ele, as conversas foram cordiais, mas não houve negociação sobre eventual apoio.

“Tanto Allyson quanto Cadu ligaram para mim. Foi uma conversa cordial e, claro, expus meu posicionamento. Eu sou uma pessoa de partido, de grupo, eu não tomaria uma decisão isolada e o nosso objetivo agora é a campanha de Flávio Bolsonaro”, reforçou.

Ao ser questionado se apoiaria a neutralidade caso a decisão dependesse exclusivamente dele, Babá respondeu que sim, desde que nenhum dos candidatos ao Governo esteja condicionado a um eventual apoio a Flávio.

A posição do grupo de Álvaro representa um novo desafio para os dois candidatos que avançaram ao segundo turno. Com a disputa estadual praticamente empatada no primeiro turno, Cadu e Allyson iniciaram a busca por novos apoios, especialmente entre lideranças que ficaram fora da segunda etapa.

Álvaro terminou o primeiro turno em terceiro lugar, com 26,71% dos votos válidos, e não avançou à disputa pelo Governo. Agora, seu grupo concentra a atuação na eleição presidencial, deixando em aberto a possibilidade de que prefeitos e lideranças locais façam escolhas próprias no segundo turno estadual.


Compartilhe esse post

HÁ 10 ANOS, INSTITUTO BONITAS OFERECE ACOLHIMENTO PARA MULHERES COM CÂNCERPARA MULHERES COM CÂNCER

  • por
Compartilhe esse post

dez anos, um gesto de cuidado deu origem a uma rede de acolhimento que hoje oferece apoio gratuito a mulheres com câncer e seus familiares no Rio Grande do Norte. Criado a partir de uma experiência pessoal da advogada Adilza Holanda, o Instituto Bonitas se consolidou como referência no atendimento humanizado, reunindo assistência psicológica, social, fisioterapêutica e ações voltadas à autoestima e à qualidade de vida.

A história da instituição ganha ainda mais significado durante o Outubro Rosa 2026, campanha anual de conscientização voltada à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao tratamento do câncer de mama e do colo do útero. Além de alertar sobre a importância dos exames preventivos e do acompanhamento médico, a campanha também reforça a necessidade de oferecer suporte emocional e social às pacientes durante todas as etapas do tratamento.

Segundo Adilza Holanda, o Instituto Bonitas nasceu em 2015 após ela acompanhar a cunhada durante o tratamento oncológico e perceber que muitas mulheres precisavam de muito mais do que assistência médica.

“Eu acompanhava minha cunhada durante o tratamento contra o câncer e, naquele ambiente, percebi o quanto muitas mulheres precisavam não apenas de atendimento, mas de acolhimento, informação e apoio para enfrentar as dificuldades do tratamento. Começamos com um grupo de WhatsApp, que foi crescendo e se transformou em uma rede de apoio. Com o tempo, essa iniciativa ganhou estrutura e se tornou o Instituto Bonitas. Hoje, dez anos depois, seguimos com a mesma essência: acolher pessoas com câncer e seus familiares, oferecendo apoio e mostrando que ninguém precisa passar por esse processo sozinho”, contou.

Os atendimentos são gratuitos e adaptados às necessidades de cada assistida. Além do acompanhamento psicológico, da assistência social e da fisioterapia, o Instituto promove atividades voltadas ao fortalecimento da autoestima, da convivência e da reconstrução da qualidade de vida.

“Nosso objetivo é olhar para a pessoa além do diagnóstico, entendendo suas necessidades e oferecendo uma rede de apoio para que ela se sinta cuidada e não precise enfrentar esse processo sozinha”, afirmou.

Para Adilza, o cuidado integral faz diferença no enfrentamento da doença. Ela destaca que o tratamento oncológico precisa ir além dos procedimentos médicos.

“O câncer não afeta apenas o corpo. O diagnóstico e o tratamento mexem com a autoestima, as emoções, a rotina, a família e muitas vezes com a própria capacidade de seguir a vida. O tratamento médico é fundamental, mas o apoio emocional, psicológico e social também faz parte desse cuidado. Quando a pessoa se sente acolhida, ouvida e amparada, ela consegue atravessar esse processo com mais segurança, dignidade e esperança”, destacou.

Música para acolher e transformar vidas
Entre os projetos desenvolvidos pelo Instituto está o Acordes que Curam, iniciativa que utiliza a música como instrumento de inclusão, convivência e fortalecimento emocional. As aulas de violão são oferecidas às assistidas e já formaram a primeira turma da instituição.
Um dos diferenciais do projeto é que a professora também faz parte da história do Bonitas.

Curada do câncer, ela hoje atua como voluntária e ensina outras mulheres que enfrentam a doença.

“A música tem um papel muito especial porque ajuda a trazer leveza para um momento que muitas vezes é marcado pelo medo e pela insegurança. O projeto nasceu para mostrar que, mesmo durante o tratamento, existem espaço para aprender, criar, sorrir e descobrir novas possibilidades. Hoje já temos a primeira turma formada, que recebeu seus diplomas, e nossa professora é uma assistida que venceu o câncer e voltou como voluntária para ajudar outras mulheres”, comentou.
Em 2026, o Instituto Bonitas celebra uma década de atuação. Para a fundadora, a data representa a consolidação de uma missão construída diariamente por meio do acolhimento e da solidariedade.
“Completar 10 anos de Instituto Bonitas significa olhar para trás e perceber que uma iniciativa que nasceu de um gesto de cuidado se transformou em uma missão de vida. São 10 anos acolhendo vidas, transformando histórias e aprendendo, todos os dias, que cuidar de alguém vai muito além de tratar uma doença. É estar presente, ouvir, estender a mão e devolver esperança.

Para mim, esses 10 anos representam perseverança, compromisso e, acima de tudo, a certeza de que vale a pena fazer o bem. E essa missão continua: seguir acolhendo, fortalecendo e mostrando que ninguém precisa enfrentar o câncer sozinho”, disse.

Além de ampliar o debate sobre a prevenção e o diagnóstico precoce, o Outubro Rosa também evidencia iniciativas que ajudam pacientes a enfrentar o tratamento com mais dignidade. No Rio Grande do Norte, o Instituto Bonitas se tornou um exemplo de que informação, acolhimento e cuidado caminham juntos e podem transformar a experiência de quem convive com o câncer e de toda a família.


Compartilhe esse post

FIM DA 6×1: 51% DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS NÃO VEEM IMPACTOS NEGATIVOS

  • por
Compartilhe esse post

O Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que debate o fim da escala 6×1 está de volta ao Plenário do Senado após o primeiro turno das eleições 2026. A PEC 221/2019 será discutida esta semana e poderá ser votada em primeiro turno na semana que vem, segundo informou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, à Agência Senado, nesta terça-feira (07).

Ainda segundo a Agência, Alcolumbre também informou que vai “cumprir integralmente o rito constitucional”, ou seja, em tese a PEC será debatida em cinco sessões no Plenário antes de ser votada em primeiro turno, estando as três primeiras previstas para esta semana; e por mais três sessões antes de ser votada em segundo turno.

“Cada senador e cada senadora desta legislatura terá o livre arbítrio de votar com seu coração, com sua consciência e com a sua convicção se acha razoável nós diminuirmos a escala de trabalho de quase 40 milhões de brasileiros que vivem na escala 6×1 há décadas, e se acha razoável o trabalhador brasileiro ter condição de ter mais um dia na sua vida de descanso, para ficar com a família e para descansar” afirmou o presidente do Senado.

O tema é polêmico e divide opiniões não só no meio político, mas também entre trabalhadores e empresários. A 12ª edição da Pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae e divulgada no mês de abril, aponta que mais da metade dos donos de micro e pequenas empresas e dos microempreendedores individuais (MEI) avalia que o fim da escala de trabalho 6×1 não deve provocar impactos em seus negócios.

Segundo o levantamento, 51% dos empreendedores afirmaram que a mudança não deve afetar suas empresas. O percentual representa um crescimento em relação à pesquisa anterior, realizada em 2024, quando 47% dos entrevistados tinham essa percepção.

O estudo também mostra uma redução entre os empresários que enxergam possíveis efeitos negativos com o fim da escala. Em 2024, 32% avaliavam que a medida poderia prejudicar seus negócios. Em 2026, esse número caiu para 27%. Já a parcela que acredita em impactos positivos aumentou de 9% para 11%.

A pesquisa aponta ainda que 87% dos empreendedores afirmam estar informados sobre a proposta de alteração da jornada de trabalho. Entre os segmentos, a Economia Criativa aparece com a maior percepção de impacto positivo, com 24%, seguida por Logística e Transporte (17%) e Indústria Alimentícia (16%).

Em entrevistas, o presidente nacional do Sebrae, Décio Lima, já declarou que o fim da 6×1 elimina um atraso histórico, devolve dignidade ao trabalhador e traz vigor para a economia nacional.

“Esse modelo precisa urgentemente ser estabelecido como um marco regulatório no Brasil para que nós possamos induzir uma economia humanizada que valorize o povo brasileiro e que permita que a gente esteja em sintonia com aquilo que é importante, que são os modelos hoje dos países de primeiro mundo que já há muito tempo tratam essa condição como fundamental, inclusive, para aumentar o próprio processo produtivo”, afirmou.

A mudança é vista como uma modernização do mercado de trabalho, embora destaque a necessidade de regras de transição para proteger os pequenos negócios. “Não é uma preocupação para micro e pequena empresa, até porque nós teremos processos de transição. Mas 73% do povo brasileiro quer o fim da escala 6×1”, pontuou em declaração recente o presidente nacional do Sebrae.

“Precisamos encontrar formas de produzir mais e melhor durante o tempo de trabalho”

“É preciso cautela do empreendedor e olhar para a operação de cada empresa, reorganizar horários, avaliar a produtividade, investir em tecnologia” – Foto: Reprodução

O diretor superintendente do Sebrae-RN, Zeca Melo, destaca a necessidade de planejamento e reorganização das empresas para o fim da 6×1. Apesar da avaliação positiva entre parte dos empreendedores, o Sebrae destaca que a mudança exige uma transição planejada, especialmente para setores que dependem de funcionamento contínuo, como comércio, alimentação, turismo e serviços.

Para Zeca Melo, a adaptação dos pequenos negócios dependerá de planejamento e reorganização das atividades. Segundo ele, empresas com estruturas mais enxutas precisarão avaliar seus processos antes de implementar mudanças.

“A mudança da escala de trabalho exige planejamento, sobretudo dos pequenos negócios, que trabalham com estruturas mais enxutas. Não é simplesmente trocar uma escala por outra. É preciso cautela do empreendedor e olhar para a operação de cada empresa, reorganizar horários, avaliar a produtividade, investir em tecnologia e, quando necessário, redimensionar as equipes”, afirmou.

Atualmente, o Rio Grande do Norte possui 266.226 micro e pequenos negócios, sendo 205.371 empresas optantes pelo Simples Nacional, segundo dados do Sebrae-RN até julho de 2026. O segmento representa uma parcela significativa da economia estadual e responde por cerca de 58,11% dos empregos gerados no Estado.

Zeca Melo ressaltou que a previsibilidade será um dos principais pontos para que os empreendedores consigam se preparar para uma eventual mudança na legislação.

“Também é importante que essa transição seja construída com previsibilidade. O pequeno empresário precisa saber com antecedência quais serão as novas regras para poder fazer as contas e se preparar. Ao mesmo tempo, é uma oportunidade para buscar soluções que aumentem a produtividade e permitam que a empresa mantenha sua competitividade sem comprometer o emprego”, explicou.

De acordo com o diretor superintendente do Sebrae-RN, os segmentos que mantêm funcionamento prolongado, incluindo finais de semana e feriados, devem enfrentar os maiores desafios caso a redução da jornada seja aprovada.

“Os maiores desafios estarão, naturalmente, nas atividades que funcionam por mais horas, inclusive aos fins de semana e feriados. É o caso do comércio, alimentação, bares e restaurantes, turismo, hotelaria, shopping centers e alguns segmentos de serviços. São atividades que dependem de uma operação contínua e, portanto, terão de reorganizar suas equipes para manter o atendimento”, disse.

Para o representante do Sebrae, a discussão também precisa considerar o aumento da produtividade dentro das empresas. Ele defende que tecnologia, qualificação profissional e melhoria dos processos podem ajudar os negócios a enfrentar o novo cenário.

“Mas eu vejo essa discussão não apenas pelo lado do custo. É preciso pensar também em produtividade. Se vamos trabalhar com jornadas diferentes, precisamos encontrar formas de produzir mais e melhor durante o tempo de trabalho. Tecnologia, qualificação profissional, organização dos processos e gestão serão cada vez mais importantes para os pequenos negócios”, destacou.


Compartilhe esse post

COM APOIO DE PREFEITOS, ALLYSON PERDEEM PARNAMIRIM, CAICÓ E CEARÁ-MIRIM

  • por
Compartilhe esse post

O resultado das urnas nas principais cidades do RN mostra que o candidato do União liderou em redutos de aliados como Mossoró, Macaíba e São Gonçalo, mas apoio de gestores não foi suficiente para colocá-lo em primeiro em outros locais.

O apoio de prefeitos considerados importantes cabos eleitorais não foi suficiente para colocar Allyson Bezerra (União) na liderança em todas as cidades onde contou com a estrutura política dos gestores municipais. O resultado das urnas mostra derrotas em Parnamirim, Caicó e Ceará-Mirim, apesar do apoio declarado dos prefeitos desses municípios.

O caso de maior peso eleitoral é Parnamirim. A prefeita Nilda Cruz apoiou Allyson, mas quem terminou na primeira colocação foi Álvaro Dias (PL). Álvaro recebeu 43.023 votos, equivalentes a 38,76%, enquanto Allyson ficou com 36.937, ou 33,28%. A diferença foi de 6.086 votos. Cadu de Lula (PT) apareceu em terceiro, com 30.650 votos (27,61%).

Em Caicó, o resultado foi ainda mais adverso para o candidato do União. Apoiado pelo prefeito Judas Tadeu, Allyson terminou apenas na terceira colocação. Foram 9.666 votos, ou 27,71%.

Álvaro liderou com 13.734 votos (39,38%), seguido por Cadu, que obteve 11.419 (32,74%). A distância entre Álvaro e Allyson chegou a 4.068 votos.

Ceará-Mirim também escapou do candidato apoiado pelo prefeito. Antônio Henrique estava com Allyson, que recebeu 18.077 votos (41,26%). Cadu, entretanto, alcançou 18.365 (41,92%) e terminou na frente por apenas 288 votos. Álvaro ficou com 7.278 votos (16,61%).

Em outros redutos, o cenário foi diferente. Em São Gonçalo do Amarante, Allyson contou com o apoio do prefeito Jaime Calado e liderou com 26.783 votos (45,01%). Álvaro teve 16.537 (27,79%) e Cadu, 16.045 (26,96%). A vantagem de Allyson sobre o segundo colocado ultrapassou 10 mil votos.

Em Macaíba, com o apoio do prefeito Emídio Júnior, Allyson passou da metade dos votos considerados no levantamento. Foram 20.666 votos, correspondentes a 50,33%. Cadu ficou com 12.138 (29,56%) e Álvaro com 8.179 (19,92%).

Mossoró apresentou a maior votação proporcional de Allyson entre as cidades analisadas. No município administrado pelo prefeito Marcos Medeiros, aliado do candidato, Allyson alcançou 82.286 votos, ou 56,15%. Cadu registrou 44.202 (30,16%) e Álvaro, 19.759 (13,48%).

O desempenho dos aliados de Álvaro também permite comparação. Em Natal, com o apoio do prefeito Paulinho Freire, Álvaro terminou na primeira colocação, somando 165.210 votos (39,69%). Cadu recebeu 147.509 (35,43%) e Allyson ficou com 101.941 (24,49%). A vantagem de Álvaro sobre Cadu foi de 17.701 votos.

Em Extremoz, onde a prefeita Jussara Sales apoiou Álvaro, o candidato do PL também liderou.

Foram 11.430 votos (38,25%), contra 9.960 (33,33%) de Allyson e 8.416 (28,16%) de Cadu.

O recorte das oito cidades mostra, assim, resultados distintos para a capacidade dos grupos municipais de transferir apoio eleitoral. Allyson liderou em Mossoró, Macaíba e São Gonçalo do Amarante, onde tinha prefeitos aliados, mas não conseguiu repetir o desempenho em Parnamirim, Caicó e Ceará-Mirim. Em Caicó, além de não vencer, terminou em terceiro. Já Álvaro confirmou a liderança em Natal e Extremoz, dois municípios onde contou com o apoio dos respectivos prefeitos.


Compartilhe esse post

LULA VEM AO RN PARA AMPLIAR VOTAÇÃO DE CADU E VENCER NO SEGUNDO TURNO

  • por
Compartilhe esse post

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará no Rio Grande do Norte neste sábado (10) para reforçar a campanha de Cadu de Lula (PT) no segundo turno da disputa pelo Governo do Estado. A agenda está prevista para acontecer a partir das 14h, na Praça do Panatis, na Zona Norte de Natal, e deverá incluir uma passagem do presidente em veículo aberto pelas ruas da região.

A confirmação da visita ocorreu após uma reunião realizada em Brasília entre Lula, Cadu, a governadora Fátima Bezerra, a senadora eleita Samanda de Lula (PT) e Rafael Motta (PDT). O encontro marcou o início da articulação para a segunda etapa da disputa e reforçou a estratégia petista de ampliar a presença de Lula na campanha estadual.

Após a reunião, Cadu publicou um vídeo ao lado de Fátima, Samanda e Rafael e afirmou que a orientação recebida do presidente será transformar a presença de Lula no Estado em mobilização eleitoral.

“Acabamos de nos reunir com o presidente Lula. Missão dada, governadora: ampliar a votação do presidente Lula no Rio Grande do Norte. Vamos ampliar a sua votação e vamos fazer uma campanha para me eleger governador do Rio Grande do Norte”, afirmou Cadu.

A vinda do presidente ocorre poucos dias depois de Cadu terminar o primeiro turno apenas 0,47 ponto percentual atrás de Allyson Bezerra (União Brasil), que alcançou 36,75% dos votos contra 36,28% do petista. A proximidade entre os dois resultados abriu uma disputa equilibrada para o segundo turno.

No primeiro turno, Lula foi o mais votado no RN, com 59,75% (1.237.963 votos), contra 34,77% (720.493 votos) de Flávio Bolsonaro. Esse resultado já havia sido antecipado pela última rodada da DataVero/Diário do RN, divulgada em 2 de outubro, que apontava vantagem semelhante do presidente no Estado.

Cadu venceu em 74 municípios
No primeiro turno, Cadu terminou à frente em 74 dos 167 municípios potiguares. Allyson venceu em 66 cidades. O resultado mostra uma distribuição territorial da votação que deixou o segundo turno aberto e amplia a importância das articulações municipais para a nova etapa da campanha.

A estratégia de Cadu para os próximos dias passa pela manutenção da mobilização já construída e pela ampliação dos apoios. Nesta terça-feira (6), depois de retornar de Brasília, o candidato recebeu lideranças que decidiram aderir e reforçar apoio à candidatura.

Entre os novos aliados estão o ex-prefeito de Alto do Rodrigues, Nixon Baracho, e o prefeito de Serra Negra do Norte, Acácio, que apoiaram Álvaro Dias (PL) no primeiro turno e agora chegam para reforçar a campanha de Cadu no segundo turno.

Também nesta terça-feira, Cadu recebeu o prefeito de Canguaretama, Leandro Varela, que já integrava o grupo e reafirmou o compromisso com a candidatura petista na nova etapa da disputa.

Lula como principal cabo eleitoral

Lula foi o mais votado no RN, com 59,75%, contra 34,77% de Flávio Bolsonaro.Cenáro antecipado pela pesquisa DataVero divulgada em 2 de outubro – Foto: Reprodução

A participação do presidente ganha peso na campanha de Cadu pelo papel que Lula desempenhou durante o primeiro turno. O petista chegou à disputa com pouco mais de 4% nas primeiras pesquisas e cresceu ao longo da campanha, passando a ocupar a segunda colocação nos levantamentos DataVero/Diário do RN.

A associação com Lula esteve entre os principais eixos da estratégia eleitoral. O presidente já esteve no Rio Grande do Norte em agosto, quando participou de agenda política no Estado, e também gravou vídeos de apoio a Cadu, reforçando a ligação entre as duas candidaturas e pedindo votos para o petista.

Na reta final do primeiro turno, Lula voltou a gravar material para Cadu: “Para governador, vote Cadu de Lula. Quem vota Lula, presidente treze, vota Cadu, governador treze”, disse.

Agora, uma nova visita do presidente amplia esse movimento. A campanha pretende transformar o apoio nacional em mobilização local justamente em uma disputa que começa com uma diferença inferior a meio ponto percentual entre os dois candidatos.

A visita de Lula ao Rio Grande do Norte será o primeiro grande ato da campanha de Cadu no segundo turno e deverá marcar o tom da nova etapa da disputa, com o candidato petista buscando ampliar a votação obtida no primeiro turno e conquistar novos apoios municipais.


Compartilhe esse post

VOTOS QUE NÃO GARANTIRAM VAGAS: ELEIÇÃO EXPÕE PESO DO QUOCIENTE ELEITORAL NO RN

  • por
Compartilhe esse post

A eleição de 2026 para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte produziu um contraste entre votação individual e conquista de uma vaga. Enquanto alguns candidatos chegaram às urnas com votações expressivas e terminaram eleitos, outros obtiveram mais votos do que candidatos que conseguiram entrar, mas ficaram fora por causa da distribuição das vagas pelo sistema proporcional.

Na disputa para deputado federal, Natália Bonavides (PT) foi a candidata mais votada do Estado, com 215.509 votos. No outro extremo, Karine da Vila (Mobiliza) teve apenas 25 votos e terminou entre os candidatos com menor votação.

O caso mais emblemático, porém, envolve Robinson Faria (PP). O ex-governador recebeu 123.008 votos, mais de 30 mil acima da votação de Thabatta Pimenta (PV), que foi a última candidata eleita, com 92.743 votos. Mesmo assim, Robinson terminou como suplente.

Robinson ficou a apenas 32 votos de superar a votação do último candidato de sua composição partidária, João Maia, diferença que acabou sendo decisiva na distribuição da vaga. O resultado deixou o ex-governador fora da Câmara mesmo com uma votação individual superior à de uma candidata eleita.

A diferença mostra que a votação individual não é suficiente para garantir uma vaga na Câmara.

Pelo sistema proporcional, os votos também são considerados na composição das bancadas e federações, e as vagas são distribuídas de acordo com o desempenho coletivo das legendas.

Outro nome que terminou como suplente apesar de uma votação elevada foi Cabo Deyvison (PL), que recebeu 100.795 votos. A votação também superou a de Thabatta, mas não foi suficiente para garantir uma vaga.

Assembleia tem cenário semelhante
Na disputa pela Assembleia Legislativa, o fenômeno se repetiu de maneira ainda mais evidente.

Coronel Azevedo (PL) foi o candidato mais votado, com 105.403 votos, enquanto Daniel Santos (PRD) teve apenas oito votos, ficando entre os menos votados.

A última candidata a conquistar uma vaga foi Camila Araújo (PL), com 31.438 votos. A votação dela, entretanto, ficou abaixo da de pelo menos quatro candidatos que terminaram como suplentes.

Galeno Torquato (União Brasil) recebeu 46.129 votos; Eriko Jácome (PSDB), 45.883; Ubaldo Fernandes (PV), 44.748; e Walter Alves (MDB), 44.217. Todos tiveram votações individuais superiores às de Camila, mas não conseguiram transformar o desempenho nas urnas em uma vaga.

O resultado evidencia, mais uma vez, que o sistema proporcional produz situações em que candidatos individualmente mais votados podem ficar fora, enquanto outros, com menos votos, conseguem entrar graças ao desempenho de seus partidos na distribuição das vagas.

No caso da Assembleia, a diferença entre Camila e os quatro suplentes é significativa. Galeno, por exemplo, teve quase 15 mil votos a mais que a última eleita. Eriko ficou mais de 14 mil votos à frente, enquanto Ubaldo e Walter também superaram a votação da candidata do PL por mais de 12 mil votos.

A eleição deixa, portanto, dois recortes distintos. Natália Bonavides e Coronel Azevedo demonstraram força individual ao liderar as votações para deputado federal e estadual. Já os casos de Robinson Faria, Cabo Deyvison, Galeno Torquato, Eriko Jácome, Ubaldo Fernandes e Walter Alves mostram que, no sistema proporcional, uma votação expressiva não garante, isoladamente, a conquista de uma vaga.

É nesse ponto que o sistema proporcional faz a diferença. Parte das vagas é definida pelo desempenho dos partidos e federações no quociente partidário, enquanto as restantes são distribuídas pelas chamadas sobras, por média. Thabatta e Camila, por exemplo, foram eleitas por média. Por isso, as candidatas conquistaram vagas mesmo com menos votos que concorrentes de outras legendas, que acabaram suplentes.

O desempenho das legendas, federações e a distribuição das vagas pelas regras do quociente eleitoral e das médias podem, portanto, ser determinantes para transformar votos individuais em representação parlamentar.


Compartilhe esse post

ESPECIALISTAS AVALIAM QUE ABSTENÇÃO EXPÕE SINAIS DE DESCRENÇA POLÍTICA

  • por
Compartilhe esse post

A ausência de quase 489 mil eleitores nas urnas do Rio Grande do Norte no primeiro turno das Eleições 2026 expõe um desafio que vai além dos números: a relação entre população, instituições e participação política. Para especialistas ouvidos pelo Diário do RN, a abstenção eleitoral é resultado de uma combinação de fatores que envolvem desde a percepção de confiança no sistema democrático até dificuldades práticas enfrentadas por parte do eleitorado.

Dados da totalização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que, dos 2.656.207 eleitores aptos a votar no estado, 488.493 não compareceram às seções eleitorais, representando 18,39% do eleitorado potiguar. O comparecimento foi de 2.167.714 eleitores, equivalente a 81,61%.

Para o cientista político e professor titular de Teorias Sociológicas do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), José Antônio Spinelli Lindozo, parte da abstenção integra a dinâmica das democracias liberais, mas índices mais elevados podem refletir um sentimento de afastamento da população em relação às instituições.

“Em nossas democracias liberais, isso não é apenas típico do Brasil, da América Latina ou do Terceiro Mundo, é próprio das democracias liberais. Há um certo nível de abstinência que o próprio sistema absorve, quer dizer, é uma abstinência que não deslegitima o sistema”, explicou.

Segundo Spinelli, a abstenção registrada no primeiro turno de 2026 pode ter sido influenciada por um cenário de desgaste político e descrença institucional.

“A nossa abstinência recente nessa última eleição, agora de 4 de outubro, foi relativamente alta.

Isso talvez tenha sido estimulado por essas crises que vêm aí, por exemplo, do caso do Vorcaro a questão do envolvimento do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional nesses episódios”, avaliou.

O professor afirma que, diante de crises e conflitos envolvendo instituições, parte da população pode desenvolver a percepção de que a participação eleitoral não é capaz de produzir mudanças.

“Isso gera, por parte da população, de certas camadas da população, um certo sentimento de descrença, de que não vale a pena participar, porque o sistema não muda. Então, isso gera um certo sentimento de descrença nas instituições”, afirmou.

Além da relação de confiança com a política, a abstenção também está ligada às condições concretas que dificultam a participação eleitoral, segundo o professor adjunto do Departamento de Ciências Sociais da UFRN e comentarista político Daniel Gonçalves de Menezes.

Para ele, o percentual registrado no Rio Grande do Norte permanece dentro de um patamar historicamente observado nos pleitos eleitorais.

“É uma abstenção que fica historicamente estabelecida num patamar que é recorrente nos pleitos eleitorais. Não é uma abstenção elevada se a gente comparar com os anos anteriores, com as eleições anteriores”, analisou.

Daniel destaca que fatores do cotidiano, como trabalho aos domingos, mudanças de cidade e dificuldades de deslocamento, interferem diretamente na decisão de comparecer às urnas.

“O que faz com que o eleitor vote são questões cotidianas mesmo. A gente tem especificidades com relação ao fato de que algumas pessoas hoje trabalham no domingo, e há elementos relacionados à mudança de cidade, e aí o voto se torna mais complexo para que a pessoa chegue até a urna”, explicou.

Segundo o professor, a ausência eleitoral também está relacionada a desigualdades sociais e não deve ser interpretada como falta de consciência política.

“Isso não tem a ver com politização maior ou menor. Tem relação com as dificuldades de classe, locomoção, trabalhar aos domingos, impossibilidade de ficar na fila. O elemento é mais socioeconômico do que propriamente moral ou intelectual”, destacou.

Segundo turno pode aumentar participação
Na avaliação de Spinelli, a tendência é que a abstenção diminua no segundo turno, devido ao maior envolvimento das campanhas e à percepção dos eleitores sobre a importância da escolha.

“Eu acredito que no segundo turno os partidos, sobretudo os partidos que estão concorrendo à Presidência da República, vão se empenhar muito mais, porque é a última chance. Então vai haver um empenho maior, uma tentativa de envolver mais certos segmentos da população e estimular a participação”, afirmou.

O professor também avalia que temas diretamente ligados à vida cotidiana podem estimular a volta de eleitores que não participaram da primeira votação.

“Questões relativas ao custo de vida, relativas à saúde pública, à educação, à segurança. Esses temas todos que envolvem a vida, o dia a dia das pessoas. Então a minha percepção nesse momento é que essa abstinência vai se reduzir. Sem deixar de existir, a abstinência vai se reduzir”, concluiu.


Compartilhe esse post

CÂMARA DE NATAL TERÁ MUDANÇAS APÓS ELEIÇÃO DE VEREADORES PARA NOVOS CARGOS

  • por
Compartilhe esse post

A Câmara Municipal de Natal terá uma nova composição a partir da próxima legislatura após o resultado das eleições de 2026. Seis vereadores titulares deixaram a Casa para assumir cargos no Senado, na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa, abrindo espaço para suplentes e alterando a configuração das bancadas no Palácio Padre Miguelinho.

Entre os eleitos estão Samanda Alves (PT), que seguirá para o Senado; Nina Souza (PL) e Thabatta Pimenta (PV), eleitas deputadas federais; e Robson Carvalho (União Brasil), Daniel Valença (PT) e Camila Araújo (PL), eleitos deputados estaduais.

As mudanças também terão impacto na representação feminina. Com a saída de Camila, Thabatta, Nina e Samanda, a Câmara passará a ter apenas três mulheres entre os titulares: Brisa Bracchi (PT), Ane Lagartixa (PL) e Júlia Arruda (PCdoB), que assumirá a vaga de Daniel Valença pela Federação PT/PCdoB/PV.

Entre os novos nomes está Robério Paulino (PSOL), que voltará à Câmara para ocupar a cadeira de Thabatta Pimenta. Em entrevista ao Diário do RN, ele afirmou que pretende aproveitar o retorno para ampliar a atuação que teve no primeiro mandato.

“Eu vou voltar, quero dizer que vou tentar fazer um mandato muito superior ao que foi meu primeiro mandato, com muita garra, com muito ânimo, em defesa primeiro da educação, mas atacando outros problemas urbanos, como o transporte, tentar melhorar o transporte de ônibus, ônibus novos e com ar-condicionado, que eu sempre lutei”, afirmou.

Robério também pretende retomar pautas ligadas à educação e ao meio ambiente. Entre as prioridades citadas está a ampliação do ensino em tempo integral e a arborização da cidade.

“Eu vou lutar muito para que Natal tenha 100% das escolas em tempo integral. E, também, no meio ambiente, o plantio de algumas dezenas de milhares de árvores na cidade. Natal está muito mal arborizada. Então, eu vou batalhar para que Natal se arborize muito rapidamente. Eu vou plantar aí, pelo menos, 50 mil novas árvores na cidade nesse restante de tempo”, declarou.

Sobre a saída de Thabatta da Câmara Municipal e chegada à Câmara Federal, Robério avaliou que a experiência em Brasília poderá ampliar a atuação política da vereadora e destacou a possível parceria com Erika Hilton em pautas relacionadas aos direitos humanos.

“Acho que a Thabatta vai ajudar muito e acho que ela vai aprender muito. A Thabatta é uma pessoa ainda de pouca experiência política nesse jogo nacional e, junto com a Erika Hilton, ela vai ter um crescimento muito grande. Ela vai crescer muito politicamente”, afirmou.

Camila projeta atuação estadual
Entre os vereadores que deixam a Câmara está Camila Araújo (PL), eleita para a Assembleia Legislativa. Ao Diário do RN, ela afirmou que pretende levar para o âmbito estadual pautas que marcaram sua atuação no Legislativo natalense.

“Quero levar para todo o Estado o trabalho que construímos em Natal, especialmente na defesa da família, das crianças e adolescentes e na saúde. Recebi essa missão dos potiguares e vou trabalhar muito para honrar cada voto”, afirmou.

Camila também destacou o significado de ser eleita para a Assembleia.

“É uma alegria e uma responsabilidade enorme ser a primeira mulher evangélica a conquistar uma cadeira na AL. Vou defender os valores cristãos e ser uma voz para os evangélicos, mas trabalhando por todos os potiguares”, declarou.

A vereadora eleita também já sinalizou que pretende continuar atuando politicamente durante o segundo turno presidencial. “Minha eleição terminou, mas a nossa missão ainda não. Agora vamos trabalhar para eleger Flávio Bolsonaro presidente do Brasil”, afirmou.

Sobre a disputa estadual entre Cadu de Lula e Allyson Bezerra, Camila informou que não pretende tomar posição pelo PT e aguarda uma definição do partido antes de anunciar seu posicionamento oficial.

Novo mapa político da Casa
A mudança na composição também ocorre em um momento de reorganização do comando da Câmara. O atual presidente, Eriko Jácome (PSDB), não conseguiu se eleger para a Assembleia Legislativa e, com isso, ficou fora da disputa pela presidência da Casa para o próximo biênio. Aldo Clemente (PP) foi eleito para comandar o Legislativo municipal no biênio 2027-2028.

Além de Robério, devem assumir as cadeiras deixadas pelos eleitos Felipe Alves, Chagas Catarino, Albert Dickson, Júlia Arruda e Carlos Silvestre, conforme a ordem de suplência e a composição partidária resultante da eleição municipal de 2024.

A nova composição será formalizada com a saída dos vereadores eleitos para outros cargos e a convocação dos suplentes. A mudança renova parte da Câmara de Natal e traz o retorno de nomes que já passaram pela Casa e apenas um novo integrante.


Compartilhe esse post

CADU REBATE ALLYSON E CITA PRISÃO DE ALIADO COM DINHEIRO E CORRUPÇÃO

  • por
Compartilhe esse post

Cadu de Lula (PT) reagiu às declarações de Allyson Bezerra (União Brasil) após o primeiro turno e rebateu a acusação de uso da máquina pública para chegar ao segundo turno. O petista citou a prisão em flagrante do ex-prefeito de Baraúna Aldivon Simão do Nascimento, com dinheiro e material de campanha, caso que levou a uma representação do então candidato ao Governo Álvaro Dias contra Allyson e Hermano Morais no TRE-RN.

“Ontem, vendo os vídeos do discurso do meu adversário, ele dizendo que nós usamos a máquina para chegar ao segundo turno. Ele sempre fala das práticas que ele mesmo comete, dizendo que são os outros”, afirmou Cadu.

Na sequência, o candidato relacionou diretamente o episódio de Baraúna à disputa eleitoral.

“Foram apoiadores dele que foram pegos com dinheiro e bottons da campanha dele, não foram nossos. Ele é suspeito de corrupção, não nós. Ele é suspeito de comprar voto, não nós. É assim que a gente vai vencer as eleições, juntos com o presidente Lula”, declarou.

A referência é ao flagrante ocorrido no domingo (4), em Baraúna, quando Aldivon foi detido com cédulas de R$ 20 e R$ 50 presas a materiais de campanha. Segundo a representação apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte, foram identificados pelo menos 14 conjuntos, totalizando R$ 430, além de santinhos da chapa de Allyson e Hermano e materiais com o número 44. A ação pede a cassação do registro ou diploma dos dois candidatos.

O TRE-RN recebeu a representação e determinou diligências para aprofundar a apuração. O recebimento do processo, porém, não representa condenação nem confirma, neste momento, a participação de Allyson ou Hermano no episódio.

Outro episódio envolve pedido de votos em Mossoró

Além do caso de Baraúna, outro episódio envolvendo integrante do grupo político de Allyson havia sido noticiado pelo Diário do RN durante a campanha. Em setembro, o prefeito de Mossoró, Marcos Medeiros, apareceu em vídeo pedindo votos para Allyson e para Cinthia de Allyson durante uma reunião com moradores da comunidade rural Puxa-Boi.

“A gente está andando aqui para pedir voto para o nosso governador. Pedindo voto para Allyson, para a nossa deputada estadual, Cinthia de Allyson. A gente precisa reunir o máximo possível de votos para apoiar o candidato”, afirmou o prefeito na ocasião.

A reunião havia sido realizada para tratar de reivindicações dos moradores relacionadas principalmente ao abastecimento de água e à falta de atendimento regular de saúde na comunidade. Durante o encontro, Marcos apresentou uma proposta de transporte de moradores para atendimento médico e odontológico em outra localidade e, no mesmo contexto, pediu apoio eleitoral.

O episódio passou a integrar o conjunto de questionamentos feitos pela oposição sobre a utilização da estrutura pública e a atuação de aliados de Allyson durante a campanha.

A resposta de Cadu ocorre no início de uma nova etapa da disputa. Os dois terminaram o primeiro turno praticamente empatados, com Allyson em primeiro, com 36,75% dos votos, e Cadu com 36,28%. A diferença de apenas 0,47 ponto percentual deixa o segundo turno aberto e coloca acusações, alianças e episódios da campanha anterior novamente no centro do debate.

Nos bastidores, a tendência é que os dois candidatos ampliem, nesta nova fase, a discussão sobre suas propostas e também sobre os fatos que marcaram a campanha. Cadu já sinalizou que pretende manter a associação com o presidente Lula como um dos eixos de sua candidatura, enquanto Allyson deverá sustentar o discurso de mudança utilizado no primeiro turno.


Compartilhe esse post

DATAVERO ANTECIPA DISPUTA APERTADA E SE APROXIMA DO RESULTADO DAS URNAS

  • por
Compartilhe esse post

A comparação entre as últimas pesquisas eleitorais e o resultado das urnas no Rio Grande do Norte colocou o Instituto DataVero em destaque na eleição de 2026. Entre oito levantamentos analisados na reta final da disputa pelo Governo, a pesquisa DataVero/Diário do RN apresentou o menor erro médio em relação ao resultado oficial. Também foi a única, entre as comparadas, a mostrar Allyson Bezerra e Cadu de Lula nas duas primeiras posições e próximos um do outro.

Com 100% das urnas apuradas, Allyson terminou o primeiro turno com 36,94% dos votos válidos, enquanto Cadu chegou a 36,16%. Álvaro Dias ficou com 26,71%. A diferença entre os dois primeiros foi de apenas 0,78 ponto.

Divulgada em 2 de outubro, dois dias antes da votação, a DataVero apontou, no cenário estimulado com apoios, Allyson com 35,82%, Cadu com 32,46% e Álvaro com 20,54%.

Levantamentos de outros institutos no mesmo período também indicavam Allyson na primeira posição, mas colocavam Cadu entre 19,90% e 25,36%, distante dos 36,16% alcançados nas urnas.

Para o diretor do Instituto DataVero, Bosco Afonso, o desempenho reflete um trabalho que vai além da coleta das intenções de voto e envolve acompanhamento permanente dos dados.

“Esse resultado foi muito importante porque mostra a seriedade com que o DataVero trabalha, buscando fazer a coisa com muito rigor, acompanhando de perto a legislação, com uma equipe bem treinada. Mostra que estamos no caminho certo, com profissionais competentes que dão o melhor de si”, afirma.

DataVero captou aproximação entre Allyson e Cadu
Um dos principais diferenciais do levantamento foi identificar a aproximação entre os dois candidatos que avançariam ao segundo turno. Na última pesquisa, a diferença entre Allyson e Cadu era de 3,36 pontos, enquanto os demais levantamentos comparados mostravam distâncias maiores.

Na comparação direta com as urnas, Allyson ficou apenas 1,12 ponto acima do percentual registrado pela DataVero. Cadu terminou 3,70 pontos acima da pesquisa, enquanto Álvaro ficou 6,17 pontos acima.

O desempenho em relação a Cadu chama atenção. Enquanto a DataVero ficou a 3,70 pontos do resultado do petista, os demais levantamentos analisados registraram diferenças superiores a 10 pontos. Em alguns deles, Cadu aparecia distante das duas primeiras posições.

Bosco explica que a aproximação já vinha sendo identificada na sequência das pesquisas realizadas durante a campanha.

“Nas curvas de evolução, nos acompanhamentos e nos cruzamentos, a gente percebe que não é só uma pesquisa. É todo um levantamento de dados para extrair o sentimento do eleitor norte-rio-grandense. Cadu vinha crescendo gradativamente, Allyson tinha chegado ao seu platô e Álvaro vinha caindo”, relata.

As urnas confirmaram uma disputa concentrada entre Allyson e Cadu. Foram 733.809 votos para o candidato do União Brasil e 718.300 para o petista, pouco mais de 15 mil votos de diferença.

Menor erro médio entre oito levantamentos
A análise calculou o erro médio a partir da diferença entre os percentuais das pesquisas e os resultados das urnas para os três principais candidatos. A DataVero registrou 3,7 pontos, o menor entre os oito levantamentos comparados. O segundo menor erro médio foi de 5,7 pontos, enquanto os demais ficaram entre 7 e 9,2 pontos.

Quando a comparação considera proporcionalmente apenas Allyson, Cadu e Álvaro, a DataVero também mantém a menor diferença em relação às urnas. Nesse cálculo, o erro médio cai para 2,4 pontos, contra 6,4 pontos do segundo levantamento mais próximo. Nos demais, varia entre 6,7 e 9,3 pontos.

A última pesquisa da DataVero foi realizada nos dias 30 de setembro, 1º e 2 de outubro, já na reta final da campanha. Para Bosco Afonso, a proximidade da coleta com a votação permitiu captar o movimento do eleitorado. “Faltando 48 horas para a eleição, conseguimos identificar esse sentimento que as urnas mostraram. O Instituto se aproximou muito do resultado final, e isso foi muito importante para a gente”, conclui.

Dados da pesquisa
A pesquisa DataVero/Diário do RN ouviu 1.500 eleitores em 50 municípios, teve margem de erro de 2,53%, nível de confiança de 95% e registro RN-05240/2026.


Compartilhe esse post

CORONEL AZEVEDO É REELEITO E CONFIRMA LIDERANÇA APONTADA PELO DATAVERO

  • por
Compartilhe esse post

O deputado estadual Coronel Azevedo (PL) foi reeleito neste domingo (4) para mais um mandato na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Com 105.403 votos, o parlamentar terminou a eleição como o candidato mais votado para a ALRN, confirmando a tendência apontada pela última pesquisa DataVero, realizada em parceria com o Diário do RN e divulgada na sexta-feira (2).

Dos atuais deputados, José Dias, Vivaldo Costa, Dr. Bernardo e Hermano não tentavam a renovação dos mandatos. Entre os 20 candidatos à reeleição, tiveram êxito o atual presidente da Casa, Ezequiel Ferreira, Kleber Rodrigues, Francisco do PT, Isolda Dantas, Divaneide Basílio, Neilton Diógenes, Dr. Kerginaldo, Nelter Queiroz, Tomba Farias, Cristiane Dantas, Gustavo Carvalho, Eudiane Macedo, Ivanilson, Luis Eduardo e Adjuto Dias, além do Coronel Azevedo, campeão de votos.

Ficaram de fora: Galeno Torquato, Taveira Junior, Terezinha Maia e Ubaldo Fernandes
Os novatos são: Robson Carvalho, Julio Cesar, Kaline de dr. Bernardo, Cinthia de Allyson, Dr Gustavo Soares, Daniel Valença, Bibiano e Camila Araújo.


Compartilhe esse post

NATÁLIA É REELEITA COM MAIS DE 200 MIL VOTOS. ROBINSON FICA FORA POR 32 VOTOS

  • por
Compartilhe esse post

A deputada federal Natália Bonavides (PT) foi reeleita neste domingo (4) para mais um mandato na Câmara dos Deputados. A parlamentar recebeu mais de 215.509 mil votos no Rio Grande do Norte e garantiu a permanência em Brasília pelos próximos quatro anos.

O resultado amplia o desempenho eleitoral de Natália em comparação com as duas eleições anteriores. Em 2022, quando conquistou o segundo mandato como deputada federal, a petista recebeu 157.565 votos. Já em 2018, quando foi eleita pela primeira vez para a Câmara, obteve 112.998 votos.

Na disputa deste domingo (4), Nina Souza (PL) terminou como a segunda candidata mais votada para a Câmara Federal no Estado, com 185.248 votos. Na sequência aparecem Benes Leocádio (União Brasil), Sargento Gonçalves (PL), General Girão (PL), Dr. Bernardo (PV), João Maia (PP) e Thabatta Pimenta (PV).

Dos atuais membros da bancada potiguar, não conseguiram a reeleição Fernando Mineiro (PT), Carla Dickson (PL) e Robinson Faria (PP). Este último perdeu a vaga por uma diferença de apenas 32 votos para seu companheiro de partido João Maia.


Compartilhe esse post

SAMANDA VIRA SOBRE ZENAIDE MAIA E GARANTE SEGUNDA VAGA PARA O SENADO

  • por
Compartilhe esse post

A disputa pelas duas vagas do Rio Grande do Norte no Senado foi marcada por uma virada durante a apuração e terminou com uma diferença mínima entre Samanda de Lula (PT), Zenaide Maia (PSD) e Coronel Hélio (PL). Samanda chegou a aparecer atrás de Zenaide nas primeiras parciais, mas passou a adversária por volta dos 50% das urnas apuradas e sustentou a segunda colocação até a consolidação do resultado.

A ultrapassagem mudou o cenário de uma disputa que vinha sendo acompanhada voto a voto. Ao final, Samanda terminou com 17,63%, Zenaide com 17,47% e Coronel Hélio com 17,20%. A diferença entre os três foi de menos de meio ponto percentual. Styvenson Valentim (Podemos) confirmou a liderança, com 29,25%.

O resultado confirmou uma tendência que já vinha aparecendo na reta final da campanha. Na última pesquisa DataVero/Diário do RN, os três candidatos apareciam tecnicamente próximos na disputa pela segunda vaga, com diferenças que mantinham o resultado em aberto. A pesquisa apontava Styvenson isolado na liderança e uma disputa acirrada entre Samanda, Zenaide e Coronel Hélio.

A apuração levou esse cenário para as urnas. Styvenson confirmou a primeira colocação, enquanto Samanda conseguiu superar Zenaide durante a contagem e terminou com uma vantagem de 0,16 ponto percentual sobre a candidata do PSD.

O desempenho de Coronel Hélio também foi um dos fatos que marcaram a eleição para o Senado.

O candidato do PL chegou ao fim da apuração com 17,20%, apenas 0,43 ponto percentual atrás de Samanda e 0,27 ponto de Zenaide. O resultado colocou os três praticamente na mesma faixa de votação e transformou a disputa pela segunda vaga em uma das mais apertadas da eleição potiguar.

Virada durante a apuração
A mudança de posição entre Samanda e Zenaide ocorreu ainda durante a totalização. Nas primeiras parciais, Zenaide aparecia à frente da petista. Conforme as urnas do interior e da Região Metropolitana foram sendo incorporadas ao resultado, Samanda reduziu a diferença até assumir a segunda colocação.

A partir daí, a disputa se manteve aberta. Em determinados momentos, a diferença entre as candidatas voltou a diminuir, mas Samanda conseguiu preservar a vantagem até o resultado final.

A petista chegou à reta final apoiada pelo presidente Lula e pela governadora Fátima Bezerra, enquanto Zenaide buscou consolidar a própria trajetória no Senado e Coronel Hélio apostou na força do campo bolsonarista. A presença dos três em uma faixa tão próxima de votação mostrou que a segunda vaga foi definida em uma disputa muito mais equilibrada do que a liderança de Styvenson.

O resultado também dá peso à estratégia adotada por Samanda durante a campanha. A petista intensificou o corpo a corpo pelo Estado, buscou ampliar a identificação com Lula e trabalhou para transformar a associação ao presidente em votos para a disputa proporcional.

Ao final, Styvenson ficou com a primeira vaga, com 29,25%, enquanto Samanda garantiu a segunda, com 17,63%, após a virada durante a apuração. Zenaide, com 17,47%, e Coronel Hélio, com 17,20%, terminaram logo atrás, separados por poucos milhares de votos.


Compartilhe esse post

DR. BERNARDO E KALINE SÃO ELEITOS E AMPLIAM LISTA DE CASAIS NA POLÍTICA DO RN

  • por
Compartilhe esse post

As eleições deste domingo (4) elegeram mais um casal para ocupar espaços simultâneos na política do Rio Grande do Norte. Dr. Bernardo (PV) foi eleito deputado federal, enquanto sua esposa, Kaline de Dr. Bernardo (PV), conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado.

Com atuação política na região do Baixo Oeste potiguar, o casal construiu uma base eleitoral conjunta e, a partir de 2027, passará a representar o estado em Brasília e no Legislativo estadual.

A eleição de Dr. Bernardo e Kaline amplia uma lista de casais que dividiram protagonismo político no Rio Grande do Norte ao longo dos anos.

Entre os exemplos está o casal Albert Dickson e Carla Dickson. Médicos, os dois construíram trajetória política com atuação em Natal e no cenário estadual. Albert foi vereador, presidente da Câmara Municipal e deputado estadual, enquanto Carla exerceu mandato de vereadora e deputada federal.

Na capital potiguar, Nina Souza e Paulinho Freire também se consolidaram como uma das principais parcerias políticas. Paulinho acumulou mandatos como vereador, deputado estadual e deputado federal antes de ser eleito prefeito de Natal. Nina segue com atuação na Câmara Municipal.

Outro casal de destaque na história política potiguar foi formado por Wilma de Faria e Lavoisier Maia, que governaram o Rio Grande do Norte em períodos diferentes e ocuparam cargos de relevância no Executivo e no Legislativo.


Compartilhe esse post

ALLYSON E CADU PROJETAM CONFRONTO NO 2º TURNO APÓS EMPATE NAS URNAS

  • por
Compartilhe esse post

Cadu de Lula (PT) e Allyson Bezerra (União Brasil) encerraram o primeiro turno praticamente empatados e já projetam uma nova disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. Allyson terminou a apuração com 36,94% dos votos, enquanto Cadu alcançou 36,16%, diferença de menos de meio ponto percentual. Com a definição das duas candidaturas, os dois passaram a direcionar os discursos para a construção do segundo turno, que terá novas alianças e uma disputa mais direta sobre os projetos para o Estado.

Após o resultado, Cadu destacou o crescimento da candidatura na reta final e afirmou que pretende ampliar o diálogo político para a segunda etapa. O petista também citou a governadora Fátima Bezerra e outros aliados e sinalizou que buscará incorporar novos apoios.

“Nos últimos dias, a campanha pegou força. A gente terminou empatado, porque o povo, cada vez mais, está se conectando com o nosso projeto. Está encontrando verdade, está encontrando brilho no olho, está encontrando compromisso. E eu tenho certeza que, no segundo turno, isso vai florescer ainda mais no povo do Rio Grande do Norte. A gente vai ganhar essa eleição. Eu tenho convicção disso”, afirmou.

Cadu disse que pretende trabalhar para ampliar o grupo que sustentou sua candidatura no primeiro turno e buscar novas conversas políticas antes da votação decisiva.

“Eu vou trabalhar muito nesse time todo, porque eu conto demais com a governadora, com Natália, com a Divaneide, com o Mineiro, com todo o nosso time, os parlamentares que foram reeleitos agora e eleitos na nossa coligação. A gente vai ampliar também, a gente vai conversar com todo mundo, porque é uma decisão muito importante para o nosso Estado”, declarou.

O petista afirmou ainda que pretende apresentar a segunda etapa da eleição como uma escolha entre diferentes concepções de atuação política.

“Eu quero fazer esse debate com a sociedade. O Rio Grande do Norte não pode entrar numa aventura, voltar a um tempo de aventura, de ilusão. A gente precisa fazer esse plebiscito entre quem tem compromisso com o nosso Estado, quem usa a política para mudar a vida do povo ou quem usa a política para melhorar a sua própria vida”, disse.

Allyson aposta na mudança
Do outro lado, Allyson afirmou que o resultado do primeiro turno representa, na avaliação dele, uma manifestação do eleitorado por mudança. O candidato destacou que pretende utilizar os próximos dias para apresentar de forma mais detalhada as propostas que pretende levar ao Governo.

“Mais de 60% do Rio Grande do Norte disse que quer mudar. Mais de 60% do Estado disse que não aceita a forma que o Estado vai ser administrado. Então, essa resposta que o Estado deu hoje foi muito clara. Essa resposta está nas ruas agora”, afirmou.

Allyson disse que a segunda etapa permitirá uma comparação direta entre os dois projetos que chegaram à disputa final.

“O que nós vamos fazer agora, de forma muito clara, é apresentar as propostas com mais clareza.

Agora, o Rio Grande do Norte vai poder preparar dois projetos: um projeto de continuidade, continuando da forma que está, e outro projeto de mudança, que eu defendo, que nós defendemos”, declarou.

Allyson agradeceu aos eleitores e destacou o desempenho obtido em sua primeira disputa majoritária estadual, ressaltando que chegou ao segundo turno sem a mesma estrutura dos adversários.

“Eu estou muito feliz porque a minha primeira campanha estadual majoritária foi tudo muito novo. Uma campanha sem as estruturas que nós enfrentamos. Não é fácil. Não é simples. Então a gente teve muito amor e muitos amigos espalhados em todo o Rio Grande do Norte para vencer essas eleições”, afirmou.

Com a diferença de apenas 0,47 ponto percentual entre os dois candidatos, o segundo turno parte de um cenário de equilíbrio. Cadu chega à nova etapa com o apoio do grupo liderado por Fátima e Lula e deverá buscar ampliar essa frente. Allyson, por sua vez, pretende transformar a defesa da mudança em eixo central da campanha e ampliar o arco de apoios construído no primeiro turno.

Álvaro Dias (PL), que terminou a disputa em terceiro lugar, com 26,71%, não havia se pronunciado até o fechamento desta edição. O posicionamento do ex-prefeito será acompanhado pelos dois grupos diante da possibilidade de novas alianças para o segundo turno.


Compartilhe esse post