A declaração do senador Styvenson Valentim (Podemos) de que parlamentares fracionariam emendas para receber percentuais de 10% a 15% não provocou, até agora, reação pública da maior parte da bancada federal do Rio Grande do Norte. Diante da gravidade da afirmação, o Diário do RN procurou os representantes potiguares no Senado e na Câmara dos Deputados, mas apenas Fernando Mineiro (PT) se pronunciou sobre o caso.
A declaração foi dada durante sabatina da Inter TV Cabugi, na quarta-feira (16), quando Styvenson defendia sua forma de destinar emendas parlamentares. Ao comparar sua atuação com a de outros políticos, afirmou: “Eles preferem dividir as emendas todinho, partir as emendas, pedir 10%, 15% e ninguém vê nada”. O senador não apresentou provas nem identificou a quais parlamentares se referia.
Procurado pelo Diário do RN, Mineiro afirmou que Styvenson deveria revelar os nomes caso tenha conhecimento de parlamentares envolvidos em irregularidades na destinação das emendas.
“Ele prestaria um grande serviço à transparência se revelasse os nomes de parlamentares que praticam este tipo de crime. Pode ser uma das fontes de recursos usados para a compra de votos que tanto se comenta”, afirmou o deputado.
A manifestação coloca sobre Styvenson a cobrança para que esclareça quem seriam os políticos mencionados em sua declaração. O senador não restringiu a acusação à existência de irregularidades na aplicação das emendas: relacionou diretamente o fracionamento dos recursos à cobrança de percentuais, sem apontar casos específicos ou apresentar documentos que sustentassem a afirmação.
Silêncio entre os parlamentares Além de Mineiro, o Diário do RN procurou os demais integrantes da bancada potiguar para que comentassem a declaração. Até o fechamento desta edição, não houve manifestação dos outros parlamentares consultados.
A representação do Rio Grande do Norte no Congresso é formada por 11 parlamentares. No Senado, além de Styvenson, estão Rogério Marinho (PL) e Zenaide Maia (PSD). Na Câmara, integram a bancada Carla Dickson (PL), General Girão (PL), Sargento Gonçalves (PL), Robinson Faria (PP), João Maia (PP), Benes Leocádio (União Brasil), Fernando Mineiro (PT) e Natália Bonavides (PT).
A ausência de respostas ganha relevância porque a acusação foi feita por um integrante da própria bancada federal, justamente ao comparar a maneira como administra suas emendas com a atuação de outros parlamentares.
A declaração também não foi um episódio isolado de comparação com outros políticos. Em suas redes sociais, Styvenson já desafiou representantes do Estado a apresentarem resultados semelhantes aos que atribui às emendas de seu mandato. Na sabatina, porém, avançou para uma acusação mais grave ao associar a divisão dos recursos à cobrança de percentuais.
Sem a apresentação de nomes ou provas, permanece sem esclarecimento a quem Styvenson se referia ao falar em cobrança de 10% a 15%. Mineiro, único integrante da bancada a responder ao Diário do RN, defende justamente que o senador torne pública essa informação.
Quatro anos depois de o Rio Grande do Norte definir a eleição para governador ainda no primeiro turno, os potiguares voltaram às urnas duas vezes em 2014. A disputa colocou frente a frente, na etapa decisiva, Robinson Faria (PSD) e Henrique Eduardo Alves (PMDB) e terminou com uma virada em relação ao resultado da primeira votação. Henrique saiu na frente em 5 de outubro, mas Robinson ampliou sua votação nas três semanas seguintes e venceu o segundo turno, realizado no dia 26.
A eleição representava uma mudança de cenário depois da vitória de Rosalba Ciarlini (DEM) em 2010. Naquele ano, a então senadora havia conquistado 52,46% dos votos e encerrado a disputa no primeiro turno. Em 2014, nenhum dos candidatos conseguiu ultrapassar a metade dos votos válidos na primeira votação, fazendo o Estado voltar a ter uma eleição em dois turnos para o Governo.
Robinson chegava à disputa depois de uma longa trajetória na política estadual. Eleito deputado estadual pela primeira vez em 1986, acumulou seis mandatos consecutivos e presidiu a Assembleia Legislativa durante sete anos. Em 2010, deixou o Legislativo para integrar, como vice, a chapa de Rosalba Ciarlini. Os dois, no entanto, romperam politicamente durante o mandato, e Robinson chegou à eleição seguinte como candidato ao Governo pelo PSD.
Do outro lado estava Henrique Alves, uma das figuras mais experientes da política potiguar.
Deputado federal desde 1971, ele estava no 11º mandato consecutivo e presidia a Câmara dos Deputados quando decidiu disputar pela primeira vez o Governo do Rio Grande do Norte.
As duas candidaturas também reuniram alianças distintas. Robinson tinha como vice o então deputado estadual Fábio Dantas (PCdoB) e liderava a coligação Liderados pelo Povo, formada por PSD, PCdoB, PT, PP, PTC, PEN, PRTB, PPL e PTdoB. Henrique tinha como vice João Maia (PR) e encabeçava a União pela Mudança, uma ampla composição que reunia 18 partidos.
Henrique sai na frente No primeiro turno, realizado em 5 de outubro, Henrique Eduardo Alves confirmou a primeira colocação, mas não conseguiu alcançar votos suficientes para encerrar a disputa. O candidato do PMDB recebeu 702.196 votos, equivalentes a 47,34% dos válidos. Robinson apareceu em segundo lugar, com 623.614 votos, ou 42,04%. A diferença entre os dois era de 78.582 votos.
Robério Paulino (PSOL) terminou em terceiro lugar e teve uma votação expressiva diante da polarização entre os dois primeiros: foram 129.616 votos, correspondentes a 8,74%. Simone Dutra (PSTU) recebeu 14.549 votos (0,98%) e Araken Farias (PSL), 13.396 (0,90%).
O resultado levou o Rio Grande do Norte novamente a uma segunda votação. Era a segunda vez que uma eleição para governador no Estado chegava ao segundo turno. A primeira havia ocorrido oito anos antes, em 2006, quando Wilma de Faria derrotou Garibaldi Alves Filho. Em 2010, Rosalba havia interrompido a sequência ao vencer diretamente no primeiro turno.
Desta vez, Henrique entrava na etapa decisiva com a vantagem conquistada nas urnas, enquanto Robinson precisava não apenas incorporar parte dos votos dos demais candidatos, mas também superar a diferença aberta pelo adversário.
A virada no segundo turno As três semanas seguintes mudaram o resultado da eleição. Se no primeiro turno Henrique havia terminado com quase 79 mil votos de vantagem, no segundo Robinson passou à frente e ampliou significativamente sua votação.
Robinson saltou de 623.614 para 877.268 votos, conquistando 253.654 votos a mais entre uma votação e outra. Henrique também cresceu, mas em proporção menor: passou de 702.196 para 734.801, um acréscimo de 32.605 votos.
Com isso, Robinson foi eleito governador com 54,42% dos votos válidos, contra 45,58% de Henrique. A diferença final chegou a 142.467 votos a favor do candidato do PSD. O resultado oficial confirmou a vitória de Robinson na noite de 26 de outubro.
A mudança também apareceu no mapa eleitoral. No segundo turno, Robinson venceu em 101 dos 167 municípios do Rio Grande do Norte, enquanto Henrique ficou à frente em 66.
A vitória levou Robinson ao Governo quatro anos depois de ter sido eleito vice-governador. Fábio Dantas, que havia conquistado seu primeiro mandato de deputado estadual em 2010, tornou-se vice-governador.
Fátima vence Wilma para o Senado A eleição de 2014 também reservou uma disputa de peso para a única vaga disponível no Senado.
De um lado estava a então deputada federal Fátima Bezerra (PT); do outro, a ex-governadora Wilma de Faria (PSB), que tentava chegar ao Senado quatro anos depois de ter sido derrotada na mesma disputa.
Fátima venceu com 808.055 votos, equivalentes a 54,84%. Wilma recebeu 636.896 votos, ou 43,23%. No recorte municipal, Fátima ficou à frente em 115 cidades e Wilma em 52.
A vitória representou uma nova etapa na trajetória de Fátima, que havia sido deputada estadual por dois mandatos e exercia o terceiro mandato consecutivo de deputada federal. Antes disso, também havia disputado a Prefeitura de Natal em 2004 e 2008.
Câmara e Assembleia Para a Câmara dos Deputados, Walter Alves (PMDB) foi o candidato mais votado, com 191.064 votos. Rafael Motta (PROS) apareceu em seguida, com 176.239, e Fábio Faria (PSD), filho de Robinson, recebeu 166.427. Também foram eleitos Zenaide Maia, Felipe Maia, Rogério Marinho, Antônio Jácome e Beto Rosado.
Na Assembleia Legislativa, Ricardo Motta (PROS) liderou a votação, com 80.249 votos. Entre os 24 eleitos estavam ainda Dison Lisboa, Galeno Torquato, Hermano Morais, Kelps Lima, Gustavo Carvalho, Ezequiel Ferreira, Getúlio Rêgo, Nelter Queiroz, Tomba Farias, Fernando Mineiro, George Soares e José Dias.
Cinco estudantes do curso técnico em Química do Instituto Estadual de Educação Profissional, Tecnologia e Inovação do Rio Grande do Norte (IERN) foram selecionadas para participar do World Food Forum (WFF), promovido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. O grupo apresentará uma pesquisa voltada à recuperação de solos degradados da Caatinga por meio do uso de biomassa produzida por microalgas.
As alunas integram o projeto Ka’atinga, que nasceu dentro da escola pública e ganhou reconhecimento internacional ao ser escolhido para integrar um dos principais fóruns mundiais sobre alimentação, agricultura e sustentabilidade.
Segundo Ana Júlia Câmara Brum, uma das integrantes da equipe, o convite para participar do evento surpreendeu todas as estudantes.
“Na verdade, nós começamos o projeto no intuito de enviá-lo para uma competição. Nesse processo, conversamos com uma colega nossa, Carolina Damasio (NextGen), que estudou o nosso projeto e nos ajudou a enviá-lo para a FAO. Quando Carol nos contou a notícia de que nós tínhamos sido reconhecidas pela FAO e que fomos convidadas para estar presentes no WFF, todo mundo ficou muito feliz. Ficamos desacreditadas que alunas do ensino médio público foram reconhecidas pela própria ONU. Nós sabíamos que era uma experiência ímpar e nunca tinha passado pelas nossas cabeças esse resultado”, comentou.
Para a estudante, representar o Rio Grande do Norte em um evento internacional vai além da apresentação da pesquisa científica.
“Levar essa pesquisa para o WFF, para mim, representaria ressignificar o que é ser estudante de escola pública. Mais do que isso, o único grupo de estudantes do ensino médio no WFF 2026 ser completamente formado por alunas mulheres norte-rio-grandenses reafirma nosso protagonismo científico e a luta pela justiça social, além de inspirar outras estudantes de rede pública, mulheres, nordestinas e norte-rio-grandenses”, destacou.
O projeto surgiu a partir de um problema ambiental presente no semiárido: a degradação dos solos da Caatinga. A pesquisa estuda o potencial da biomassa produzida por microalgas como biofertilizante para recuperar áreas afetadas pelo processo de desertificação.
Ana Júlia explica que o método utiliza a microalga Scenedesmus, capaz de capturar dióxido de carbono durante seu desenvolvimento.
“De forma simples, nossa pesquisa propõe o uso da biomassa produzida por microalgas como biofertilizante para auxiliar na recuperação de solos da Caatinga afetados pela desertificação. A microalga Scenedesmus é capaz de capturar o dióxido de carbono e ser utilizada para outras finalidades após isso. Quando alimentadas adequadamente e cultivadas em um meio nutritivo, as microalgas produzem uma biomassa rica em nutrientes e matéria orgânica, podendo ser aplicadas ao solo e melhorar a qualidade dele”, esclareceu.
Além do potencial ambiental, a pesquisa reúne conhecimentos de química, biotecnologia e sustentabilidade desenvolvidos por estudantes da rede pública estadual.
Campanha busca recursos para apresentar projeto na Itália
Apesar da seleção para o World Food Forum, o grupo ainda precisa arrecadar recursos para viabilizar a viagem à Itália.
A campanha tem como meta reunir R$ 65 mil, valor destinado ao custeio das passagens aéreas, hospedagem e alimentação durante o evento.
“Nossa campanha para arrecadação de recursos tem como objetivo o financiamento da viagem, custear os valores das passagens, hospedagem e alimentação. Estamos com uma meta de R$ 65 mil para que possamos nos deslocar com segurança, lembrando que não possuímos recursos próprios para a viagem”, explicou Ana Júlia.
Além das doações por PIX, as estudantes buscam apoio de empresas e instituições interessadas em incentivar a pesquisa científica.
“O QR Code do nosso Pix está disponível na nossa conta no Instagram (@teamkaatinga), junto com os dados do projeto. Fora isso, estamos em busca de empresas e parceiros que possam e tenham interesse de colaborar com a temática e incentivar a ciência”, disse.
Participam do projeto as estudantes Ana Júlia Câmara Brum, Maria Clara Galdino e França, Maria Vitória Hora Tavares, Helena Marillac e Ana Terra Duarte.
As doações podem ser feitas por meio da chave PIX josangelah@gmail.com, em nome de Josangela Bezerra da Silva.
Caso a meta para a viagem não seja alcançada, os recursos arrecadados serão destinados ao fomento das atividades de pesquisa do projeto, garantindo a continuidade dos estudos desenvolvidos pelas estudantes do IERN.
riam seus interesses eleitorais tem sido recorrente no pleito 2026 e volta ao Judiciário.
Desta vez, a Coligação Esperança e Trabalho, que sustenta a candidatura do ex-prefeito de Mossoró ao Governo do Estado, tenta obter do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) uma decisão que interfere diretamente na apresentação editorial de uma publicação.
Allyson quer obrigar o Diário do RN a acrescentar informações de acordo com seu interesse, além de pedir a retirada da publicação caso a alteração não seja realizada e estabelecer obrigações para futuras divulgações de pesquisas eleitorais.
A ação não coloca em xeque, em nenhum momento, os números da pesquisa DataVero, mas questiona o formato editorial da publicação, desconsiderando que a primeira página de um jornal não reproduz integralmente suas reportagens. Manchetes e chamadas selecionam e hierarquizam fatos, enquanto contexto, metodologia, explicações e demais informações são desenvolvidos nas páginas internas, não cabendo intervenções na diagramação ou na linha editorial quando os dados divulgados são verídicos e a fonte oficial é transparente, conforme, detalhado na reportagem.
Esse modelo é utilizado pelos principais veículos de comunicação do país. Na cobertura da pesquisa Quaest divulgada nesta semana, por exemplo, vários veículos de comunicação de alcance nacional, noticiaram que Flávio Bolsonaro havia ultrapassado Lula na disputa presidencial, sem mencionar que se tratava de um cenário de segundo turno. Isso ocorreu nas manchetes, prerrogativa editorial dos veículos, mas as matérias detalhavam o conteúdo com os cenários pesquisados pelo instituto.
Essa foi a linha adotada, por exemplo, pelo portal Metrópoles que noticiou: “Quaest: Flávio tem 42% e aparece numericamente à frente de Lula, com 40%”. Na sequência, o subtítulo detalha: “Mesmo com empate técnico, o resultado sinaliza oscilação favorável ao senador. Na pesquisa anterior, Flávio e Lula tinham 41%”; a informação de que este seria um recorte de intenções de voto para um eventual segundo turno só foi detalhada no conteúdo da matéria. Trata-se de escolha editorial válida uma vez que o conteúdo é verídico independente da forma como é apresentado.
O destaque editorial de um recorte não significa que uma pesquisa se limite àquele resultado; outros cenários e informações são apresentados no desenvolvimento da cobertura. O detalhamento ocorre no conteúdo das matérias e gráficos apresentados.
É justamente a escolha editorial do veículo que está no centro da nova ofensiva judicial da coligação de Allyson contra o Diário do RN. A representação questiona a edição de 10 de setembro, cuja primeira página trouxe a manchete “Cadu cresce, ultrapassa Álvaro e encosta em Allyson”. Os percentuais destacados eram de 35,18% para Allyson, 28,28% para Cadu Xavier (PT) e 23,11% para Álvaro Dias (PL), correspondentes ao cenário em que os três candidatos eram apresentados aos entrevistados juntamente com seus apoiadores políticos.
A coligação de Allyson sustenta que a capa e sua reprodução no Instagram deveriam informar que aqueles percentuais pertenciam ao cenário com apoios e apresentar outras informações da pesquisa. O ponto central do confronto, entretanto, está no fato de que a própria representação reconhece que essas explicações existiam na reportagem completa e não houve nenhum questionamento a respeito da seriedade da pesquisa ou dúvidas quanto aos seus resultados.
A peça registra que a matéria publicada pelo Diário do RN explicava que a DataVero havia testado “dois cenários estimulados”: um associando os três principais candidatos aos respectivos apoiadores e outro apresentando apenas os nomes dos concorrentes. Reconhece ainda que o texto identificava o cenário com apoios como “Cenário 2” e apresentava a pergunta submetida aos entrevistados.
Também estavam na reportagem, segundo a própria ação, os registros RN-08285/2026 e BR-00919/2026, o universo de 1.500 entrevistas, o período de campo entre 6 e 8 de setembro, a margem de erro de 2,53 pontos percentuais e o nível de confiança de 95%; tudo como determina a lei eleitoral.
Mesmo diante dessas informações no conteúdo completo, a coligação pretende que a Justiça determine como o jornal deve conduzir a publicação. Entre os pedidos está uma ordem, sob pena de multa diária, para que seja acrescentado esclarecimento “com o mesmo destaque”, informando a origem dos percentuais utilizados (que é o próprio Instituto DataVero citado acima da manchete) e apresentando também outro cenário citado na reportagem.
A coligação pede a remoção da publicação, caso a retificação pretendida não seja feita. E a pretensão não termina no conteúdo já divulgado. Estabelece censura prévia e definição editorial antecipada ao solicitar também que os representados sejam obrigados a se abster de novas publicações, “em qualquer suporte”, de resultados de pesquisas sem as informações previstas na legislação e sem indicação do quesito utilizado quando houver mais de um cenário. Vale destacar, tais requisitos foram cumpridos na reportagem uma vez que o veículo não está obrigado a esse detalhamento na manchete de capa.
Caberá à Justiça Eleitoral decidir se houve irregularidade e se os pedidos formulados são compatíveis com a legislação. O debate provocado pela ação, entretanto, alcança uma questão mais ampla sobre a liberdade de imprensa: até onde uma candidatura pode recorrer ao Judiciário para questionar conteúdos que considera desfavoráveis, mesmo que sejam conteúdos inequivocamente verdadeiros, e até onde pode alcançar a autonomia de uma redação para selecionar, hierarquizar e apresentar uma notícia.
Quando esteve do outro lado, Allyson chamou ação judicial de “censura”
Publicação de 10 de setembro com números do cenário 2 da pesquisa – Foto: Reprodução
O uso da Justiça para tentar limitar uma publicação já foi criticado pelo próprio Allyson Bezerra (União Brasil). Em julho, quando foi alvo da Representação nº 0600279-62.2026.6.20.0000, que pedia a retirada de seu perfil de campanha do Instagram por irregularidade, o candidato reagiu publicamente e classificou a iniciativa como uma tentativa de censura. “Estão querendo me calar”, afirmou. Em outro momento, disse que queriam “me amordaçar” e classificou a medida como “totalmente arbitrária”.
Dois meses depois, Allyson aparece do outro lado desse debate. Na Representação nº 0600844-26.2026.6.20.0000, é a Coligação Esperança e Trabalho, que sustenta sua candidatura ao Governo do RN, que recorre à Justiça contra o Diário do RN e pede intervenção sobre uma publicação jornalística, mesmo reconhecendo que o material é verdadeiro.
O contraste está entre o discurso e a prática política de sua coligação. Quando uma ação judicial pretendia retirar sua comunicação das redes sociais, Allyson tratou a iniciativa como tentativa de silenciamento. Agora, sua própria coligação busca uma decisão judicial para obrigar um jornal a alterar uma publicação e, caso a determinação pretendida não seja cumprida, pede que o conteúdo seja retirado.
Os processos tratam de situações juridicamente distintas, mas colocam Allyson em posições opostas diante do mesmo instrumento: quando a Justiça foi acionada para restringir sua própria comunicação, ele denunciou “censura”; quando sua coligação se sentiu prejudicada por uma publicação jornalística, foi à Justiça para pedir sua modificação ou retirada.
senador Styvenson Valentim (Podemos) sugeriu que outros parlamentares fracionam emendas para receber propinas de 10% a 15% dos recursos destinados. A declaração foi dada durante sabatina da Inter TV Cabugi, na manhã desta quarta-feira (16), quando o candidato à reeleição defendia a forma como direciona suas emendas e criticava a atuação de colegas. O senador não apresentou provas nem identificou os parlamentares aos quais se referia.
Styvenson afirmou que prefere concentrar recursos em ações específicas, em vez de pulverizar os valores entre diferentes destinações. Ao ser questionado sobre porque outros parlamentares do estado não adotariam a mesma estratégia, respondeu: “Ah, porque eles preferem fazer outros usos da emenda. Eles preferem dividir as emendas todinho, partir as emendas, pedir 10%, 15% e ninguém vê nada”, disse.
A afirmação associa diretamente a divisão das emendas à cobrança de propina. Durante a sabatina, porém, Styvenson não citou casos concretos ou documentos que sustentassem a acusação contra os parlamentares do Rio Grande do Norte.
Atualmente, a bancada potiguar no Senado também é composta por Rogério Marinho (PL) e Zenaide Maia (PSD). Na Câmara dos Deputados, integram a representação do estado Carla Dickson (PL), General Girão (PL), Sargento Gonçalves (PL), Robinson Faria (PP), João Maia (PP), Benes Leocádio (União Brasil), Fernando Mineiro (PT) e Natália Bonavides (PT).
Esta não é a primeira vez que o senador critica colegas da bancada potiguar em relação à destinação de recursos para ações no Estado.
Em vídeo publicado recentemente nas redes sociais, Styvenson desafiou os colegas do Rio Grande do Norte a apresentarem um volume de obras e ações semelhante ao que atribui ao próprio mandato. “Mostra aí quem é o político do Estado do Rio Grande do Norte que tem obras como essa, mostra. Vamos, aparece. Se você me mostrar quem é o político, eu me calo agora”, desafiou.
Styvenson despreza bolsonarismo de Coronel Hélio: “Cara, exclui isso aí”
Hélio contruiu imagem política no RN atrelando seu nome ao do grupo do ex-presidente Jair Bolsonaro – Foto: Reprodução
A aliança de Styvenson Valentim (Podemos) com Coronel Hélio (PL), candidato à segunda vaga ao Senado na mesma coligação, também ganhou espaço durante a sabatina. Ao defender o aliado, Styvenson minimizou o peso de sua identificação com o bolsonarismo e pediu que o eleitor considere sua possível atuação no Senado.
“O Coronel Hélio é o Styvenson de 2018. Não tem histórico político”, comparou. Em seguida, acrescentou: “É um cara de um bom coração. Quem conhecer ele, vota certeza”.
Ao mencionar a vinculação política de Hélio, Styvenson foi direto: “Ah, mas ele é bolsonarista.
Cara, exclui isso aí. Pensa o que o cara pode fazer pelo Estado. Pensa o que o cara pode fazer com as emendas parlamentares”.
Em entrevista ao Diário do RN, Coronel Hélio tratou a identificação de forma diferente e afirmou não considerar o termo uma ofensa política ou ideológica. “De jeito nenhum. Até porque Bolsonaro é um conceito. Bolsonaro representa uma ideia, valores, costumes e princípios que são inegociáveis. Então, para mim, é até uma honra ser chamado bolsonarista”, afirmou.
Hélio também interpretou a fala de Styvenson pelo aspecto da atuação no Senado e disse que a eleição dos dois poderia ampliar o trabalho. “O Coronel Hélio tem um lado bem definido, sendo da direita, realmente bolsonarista, da direita potiguar, poderá, junto com ele, somar forças. Se tem um senador fazendo muito, dois podem fazer muito mais”, declarou.
Styvenson afirma que em campanha vale tudo, até chamar mulher de ‘catrevagem’
Durante agenda em Currais Novos, em 2024, Styvenson chamou chapa composta por Milena de “catrevagem” – Foto: Reprodução
Styvenson também foi questionado sobre declarações feitas durante a campanha municipal de 2024, quando chamou de “catrevagem” o grupo político do qual fazia parte Milena Galvão, hoje sua segunda suplente na disputa pelo Senado. O senador negou ter tido desentendimento pessoal com Milena e atribuiu a declaração ao ambiente eleitoral.
“Ali foi campanha. Campanha vale”, declarou. Questionado sobre as consequências de declarações feitas por uma pessoa pública, insistiu que o episódio estava superado. “Eu pedi desculpa, pedi desculpa. E não passou, não?”, respondeu.
Styvenson classificou o caso como “águas passadas” e citou a atual aliança com Milena como sinal de que a divergência ficou para trás. “É muita coisa para você estar trazendo agora essa água parada, que faz tempo que já passou. E hoje Milena está lá comigo”, afirmou.
O candidato a deputado federal Dr. Bernardo (PV) não acredita em uma definição da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte no primeiro turno e aposta no crescimento de Cadu de Lula (PT) como elemento capaz de mexer na configuração da corrida estadual na reta final da campanha.
Em entrevista ao Diário do RN, ele descartou uma vitória de Allyson Bezerra (União Brasil) já no dia 4 de outubro e apontou trajetórias diferentes entre Cadu e Álvaro Dias (PL).
“Eu não vejo como Allyson ganhar a eleição no primeiro turno. Eu digo Allyson porque ele é o que está mais bem posicionado nas pesquisas”, afirmou. Para Dr. Bernardo, o momento da campanha favorece Cadu, que, segundo ele, conseguiu acelerar justamente quando a disputa entra na fase decisiva.
“Vejo um crescimento gigante de Cadu. Ele está numa crescente. E ele está numa crescente num momento muito bom da campanha. Você conseguir crescer agora é muito importante”, avaliou.
Aliado do candidato petista ao Governo, Dr. Bernardo afirmou que tem participado de caravanas e eventos da campanha e atribuiu parte do desempenho de Cadu ao aumento do conhecimento do eleitorado sobre o candidato. Na avaliação dele, a baixa exposição pública era um dos principais obstáculos enfrentados pelo petista no início da disputa.
“Quem conhece o Cadu acaba gostando. Ele é um candidato que tem uma empatia, um carisma muito grande. Ele tem conquistado muitas pessoas por onde passa. Porque o grande problema de Cadu era exatamente esse: as pessoas não conhecê-lo”, disse.
Ao comparar Cadu e Álvaro na reta final, Dr. Bernardo afirmou enxergar movimentos opostos.
Para ele, enquanto Cadu cresce entre os indecisos, Álvaro não consegue avançar. “Cadu está em uma crescente e Álvaro é exatamente o contrário. Não conseguiu crescer ou, no máximo, estabilizou”, afirmou. Diante desse cenário, considera certo um segundo turno entre Allyson e Cadu.
“Quatro é ilusão” Na disputa proporcional, Dr. Bernardo também fez projeções sobre o desempenho da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB. Candidato pelo PV, ele considera praticamente consolidada a possibilidade de o grupo conquistar três das oito cadeiras do Rio Grande do Norte na Câmara dos Deputados, mas rejeita a tese de uma quarta vaga.
“A nossa nominata deve fazer três. Eu estou aí na luta para ser segundo ou terceiro da nominata e sobreviver. Não é fácil, mas estou na luta”, declarou.
Mais adiante, reforçou a avaliação: “Eu considero quase que certeza fazer três. Eu acho que, das nominatas, inclusive, a mais votada vai ser a da nossa Federação. Eu acho que a gente consegue tirar mais votos do que o PL. Embora não tenha chance de fazer quatro. Eu acho que essa questão de quatro é ilusão”.
Apesar de reconhecer uma disputa interna pelas vagas, Dr. Bernardo evita tratar os demais nomes da Federação como adversários. Ao falar especificamente sobre Thabatta Pimenta, também candidata pelo PV, destacou que o sistema proporcional faz com que o desempenho coletivo seja decisivo para a eleição dos integrantes da chapa.
“Eu não trato os meus companheiros de nominata como adversários. Nós somos parceiros. Afinal, eu dependo dela e ela depende de mim. A gente, sem os outros, não consegue fazer os três”, afirmou.
Campanha ganha capilaridade Dr. Bernardo avalia que sua campanha ganhou dimensão estadual depois de começar mais concentrada no Oeste, região onde construiu sua trajetória política. Segundo ele, a candidatura avançou pelo Seridó, Potengi, Trairi, Região Central, Vale do Açu, Mato Grande e Agreste, além de ampliar a presença em Natal.
“A gente começou a campanha inicialmente pequena, mas felizmente conseguiu crescer. Está com uma capilaridade gigante em todas as regiões do Estado”, afirmou.
Segundo o candidato, esse crescimento está ligado ao trabalho nos municípios e à relação construída com lideranças locais. “É um voto de trabalho, de estar dia a dia nos municípios, uma relação política com as lideranças”, resumiu.
O Rio Grande do Norte busca ampliar sua participação no desenvolvimento da inteligência artificial (IA) por meio de iniciativas que aproximam governo, universidades, empresas e instituições do Sistema S. As ações envolvem capacitação profissional, automação de serviços públicos, pesquisas e desenvolvimento de soluções voltadas a problemas específicos do estado.
Para Alberto Castro, líder do CIIA e criador do método IA45, especialista em inteligência artificial aplicada a negócios, o desafio é fazer com que empresas e instituições deixem de apenas utilizar ferramentas de IA e passem a incorporá-las aos próprios modelos de trabalho.
“As pessoas falam que estão usando, mas a gente tem visto muitas empresas que remontaram a forma de trabalhar, remodelaram o modelo de negócio. Acho que essa é a grande oportunidade desse debate”, afirmou.
Regulação e uso responsável da inteligência artificial A expansão da tecnologia também coloca em discussão a necessidade de regulamentação. Para Castro, as regras precisam equilibrar inovação e segurança, sem impedir o desenvolvimento da tecnologia.
“A regulação tem que ser com muito equilíbrio, porque não pode nem privar de não ter utilização, mas também deixar totalmente aberta, porque muito aberta acaba gerando muito risco”, disse.
Entre os riscos, ele cita o uso da inteligência artificial para golpes e disseminação de notícias falsas. Na avaliação do especialista, o debate precisa envolver diferentes setores da sociedade.
No Governo do Estado, a discussão também passa pela proteção de dados. Segundo Emília Casanova, secretária da Junta da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (SEDEC), a pasta trabalha na capacitação de servidores para utilização da IA e na definição de critérios para o uso de informações governamentais.
“A gente precisa pensar em toda a questão de LGPD, que são dados sensíveis, dados do governo que a gente não pode colocar em qualquer inteligência artificial”, explicou.
A secretaria também estuda a automatização de processos, como a concessão de benefícios, que atualmente exige grande volume de conferências manuais.
Outra iniciativa da SEDEC é o DEC, assistente de inteligência artificial desenvolvido para disponibilizar informações econômicas do estado. A ferramenta poderá responder perguntas sobre temas como geração de energia eólica e balança comercial, além de comparar dados de diferentes períodos.
“Ele tem esse subsídio, ele tem essa inteligência para poder analisar os dados e poder dizer para a gente qual foi essa alteração”, explicou Emília.
A secretária afirma que o sistema passa por treinamento contínuo para melhorar a qualidade das respostas. A ferramenta está temporariamente indisponível em razão da suspensão do site da secretaria durante o período eleitoral, mas deverá voltar a funcionar posteriormente.
Universidade desenvolve soluções para problemas locais Na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o Metrópole IA, Núcleo de Pesquisa em Inteligência Artificial do Instituto Metrópole Digital (IMD), trabalha para aproximar pesquisa e setor produtivo.
Segundo Daniel Sabino, vice-coordenador do núcleo, desenvolver tecnologia local é estratégico porque permite criar soluções considerando as características e os dados do próprio estado.
“Quase toda a tecnologia que usamos vem pronta de fora e não foi pensada para a nossa realidade. Se a pesquisa é local, os dados também são, e a solução tende a servir melhor”, explicou.
O Metrópole IA concentra projetos em áreas como saúde, indústria, negócios, setor público, cidades inteligentes, cibersegurança e educação.
Entre as aplicações estão sistemas para identificar pontos de alagamento em Natal a partir de câmeras e dados pluviométricos, ferramentas de apoio à saúde pública, análise de dados para fiscalização e investigação e soluções para segurança viária e mobilidade.
O núcleo também desenvolve projetos voltados à produtividade da indústria e do comércio, com agentes de IA aplicados a sistemas empresariais e automação de processos.
O Metrópole IA funciona em prédio próprio inaugurado em julho de 2026. A estrutura possui laboratórios de pesquisa e desenvolvimento, salas de reunião, espaço de ideação e auditório.
De acordo com Sabino, cerca de 70 pesquisadores foram credenciados no ciclo de 2026. A infraestrutura física recebeu aproximadamente R$ 5,5 milhões em investimentos, além da contratação de dez novos docentes.
O núcleo também possui integração com a estrutura de supercomputação da UFRN, utilizada em pesquisas que demandam alto poder computacional.
A aproximação com empresas é outro eixo da iniciativa. Segundo Sabino, aproximadamente metade dos projetos desenvolvidos atualmente envolve empresas, principalmente de Natal.
Capacitação, negócios e a disputa por novos investimentos Para Alberto Castro, a formação de profissionais é uma das principais condições para que o estado consiga aproveitar as oportunidades criadas pela IA. Ele destaca uma unidade móvel do Sistema FIERN que leva capacitações gratuitas sobre inteligência artificial aos municípios potiguares.
Segundo o especialista, a iniciativa pretende atender mais de 170 municípios e já passou por mais de 15 cidades.
“A única forma das pessoas melhorarem os seus trabalhos, sua organização, é ter conhecimento.
A capacitação é a primeira parte, a primeira camada que a gente tem que dar atenção”, afirmou.
A iniciativa também é vista pelo Governo do Estado como uma ferramenta para ampliar a competitividade de micro e pequenos empreendedores.
“Esses parceiros são essenciais”, afirmou Emília, ao destacar a atuação conjunta entre Estado, FIERN, SENAI e Sebrae.
O avanço tecnológico também é relacionado pelo governo à possibilidade de atrair novos empreendimentos para o estado, como data centers. Emília afirma que a instalação dessas estruturas poderia ajudar a enfrentar o problema do curtailment, caracterizado pelo corte da geração de energia.
“Além de resolver um problema que existe, a gente também quer trazer desenvolvimento econômico”, afirmou.
Na avaliação da secretária, a atração de empresas poderia gerar empregos, impostos e receitas de licenciamento, aumentando a capacidade do estado de investir em ciência, tecnologia e inovação.
Para Daniel Sabino, o objetivo de longo prazo é fazer com que o RN deixe de ser apenas consumidor de tecnologia e passe a desenvolver soluções próprias.
“O RN não será apenas um estado que consome IA. Será um estado que produz IA, forma quem a desenvolve e atrai empresas por causa disso”, projetou.
A consolidação desse cenário, porém, dependerá da continuidade dos investimentos, da formação de profissionais e da integração entre universidades, governo e setor produtivo.
Com apenas 4 anos, Sophie Souza deu uma demonstração de empatia que emociona pela simplicidade do gesto. Vaidosa e apaixonada pelos longos cabelos, ela decidiu renunciar aos fios para ajudar crianças que enfrentam o tratamento contra o câncer. A iniciativa aconteceu justamente em setembro, mês dedicado à conscientização sobre o diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil, conhecido como Setembro Dourado.
A decisão partiu da própria menina, depois de conhecer uma campanha de arrecadação de cabelos para a confecção de perucas. Em casa, a escolha surpreendeu os pais.
“A gente não incentivou Sophie. Eu e principalmente o pai não queríamos que ela cortasse o cabelo. Amamos cabelo grande. Ela falou que queria cortar, mas eu esperei uns meses para ver se ela mudava de ideia. Como ela não mudou, deixamos que ela cortasse”, disse a mãe, Daniela Souza.
Acostumada a usar diferentes penteados para ir à escola e passear com a família, Sophie sempre demonstrou carinho pelos cabelos. Por isso, Daniela acreditava que a filha poderia desistir da ideia.
“Eu tinha medo de que ela se arrependesse e ficasse triste. Mas ela ficou muito feliz e amou o corte. Eu pensei só na estética, pois ela amava o cabelo e não queria cortar de jeito nenhum. E muito rápido mudou de ideia”, afirmou.
Para Sophie, entretanto, a decisão tinha um significado maior do que apenas mudar o visual.
“Eu queria doar o meu cabelo para uma menininha que não tem cabelo porque ela tem uma doença”, disse.
Mesmo depois de a mãe explicar que ela não poderia mais usar os coques de que tanto gostava, a pequena manteve a decisão.
“Minha amiga vai ter o meu cabelo e vai poder fazer o penteado. Quando eu tiver 5 anos meu cabelo vai crescer e eu vou fazer outro penteado”, respondeu com tranquilidade.
Medalha celebra pequenos grandes gestos Depois de perceber que a filha realmente queria fazer a doação, a família procurou um salão especializado em cortes infantis que também incentiva campanhas solidárias.
Segundo a proprietária do espaço, Larissa Borges, cada criança que doa os cabelos recebe uma medalha em reconhecimento ao gesto.
“O salão tem cinco anos e, há quatro anos, eu criei uma medalha bem linda, que tem uma frase: ‘Sua juba tem mais força do que você imagina!’. Lá tudo brinca com essa questão da juba porque o nosso mascote é um leãozinho. É um incentivo para essa doação de cabelo, para as crianças perceberem que estão fazendo algo muito legal. É tanto que merece honra, merece homenagem, merece uma entrega de uma medalha especial. E elas ficam super felizes. Sophie foi uma delas”, explicou.
A campanha acontece durante todo o ano. As famílias podem agendar o corte normalmente, sem necessidade de esperar uma data específica.
“A gente vai juntando esses cabelos ao longo do ano, não existe uma data específica para recebermos. As crianças agendam normalmente um corte, uma transformação. Existe essa informação sobre a medalha, a partir de tantos centímetros, e é uma forma de incentivar o corte”, detalhou.
Somente em 2025, o salão reuniu 40 doações de cabelo destinadas à confecção de perucas.
Os cabelos arrecadados são destinados à Casa Rosa RN, instituição responsável pela confecção de perucas emprestadas gratuitamente a pacientes em tratamento contra o câncer e pessoas com alopecia.
Mais do que estética, uma ferramenta para enfrentar desafios do tratamento
“Eu queria doar o meu cabelo para uma menininha que não tem” – Foto: Reprodução
Segundo a psicóloga da Casa Durval Paiva, que acolhe crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer infantojuvenil, Gilvania Guedes, a perda dos cabelos representa um dos momentos mais delicados para crianças e adolescentes diagnosticados com câncer, porque torna o adoecimento visível e modifica profundamente a forma como eles enxergam a própria imagem.
“A gente parte da compreensão de que, no início do tratamento, existe toda uma reorganização da família, porque tudo se transforma desde o momento da notícia da doença. Tanto para crianças quanto para adolescentes e para a família, todo mundo é impactado pelo adoecimento”, explicou.
A psicóloga ressalta que a queda dos cabelos costuma marcar uma mudança importante na percepção que o paciente tem de si mesmo.
“A doença passa a ficar muito explícita a partir do momento em que a criança perde o cabelo.
Para elas isso é muito forte e muito potente, porque evidencia o que está acontecendo”, afirmou.
Entre os adolescentes, segundo Gilvania, o impacto costuma ser ainda maior devido ao processo de construção da identidade.
“Na adolescência, a identidade ainda está sendo construída. Quando o adoecimento acontece junto com a perda do cabelo e a mudança da aparência, essa fase se torna ainda mais complexa emocionalmente”, destacou.
Por isso, recursos como perucas e lenços fazem parte do cuidado psicológico oferecido aos pacientes.
“A gente utiliza estratégias para minimizar esse sofrimento. Ele não deixa de existir, mas pode ser amenizado. Além do atendimento psicológico, usamos ferramentas como a peruca e o lenço para ajudar crianças e adolescentes a enfrentarem principalmente o início do tratamento”, pontuou.
Como doar A Casa Rosa mantém uma campanha permanente de doação de cabelos para a confecção de perucas destinadas a mulheres em tratamento oncológico e pessoas com alopécia. A instituição aceita fios naturais, inclusive com química, como tintura e alisamento. Para doar, o cabelo deve estar limpo, completamente seco e preso em um rabo de cavalo antes do corte.
Quem doar mechas com mais de 30 centímetros pode participar do Corte Solidário, que oferece corte gratuito na sede da Casa Rosa ou em salões parceiros, mediante agendamento. Desde 2012, a instituição também realiza o empréstimo e a manutenção gratuitos de perucas de cabelo natural, além de oferecer acolhimento durante o tratamento. As doações podem ser entregues na sede da Casa Rosa, na Avenida Rui Barbosa, 327.
Na reta final da campanha pela reeleição, o deputado estadual Francisco do PT aposta no crescimento de sua candidatura, na força da Federação para manter e até ampliar a bancada na Assembleia Legislativa e no avanço de Cadu de Lula (PT) na disputa pelo Governo. Em entrevista ao Diário do RN, o parlamentar afirmou que tem percorrido todas as regiões do Estado e encontrado boa receptividade tanto à sua candidatura quanto à chapa majoritária.
“Tem sido uma campanha muito boa, de muita receptividade por parte das pessoas, por onde a gente anda”, afirmou Francisco, Parte dessa caminhada, segundo ele, é feita em dobradinha com Odon Júnior (PT), ex-prefeito de Currais Novos e candidato a deputado federal. “Estamos numa parceria muito forte com o candidato a deputado federal Odon Júnior”, destacou.
O deputado também demonstra confiança no desempenho da nominata para a Assembleia Legislativa. Atualmente com seis cadeiras, a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PcdoB), segundo ele, tem condições de preservar esse espaço e pode chegar à eleição disputando uma ampliação da bancada.
“Eu acho que nós temos grandes possibilidades de, no mínimo, manter essas seis vagas, mas acredito muito que, dependendo do trabalho que for feito até o dia da eleição, nós poderemos, inclusive, pensar na possibilidade real de ampliar essas vagas na Assembleia Legislativa”, projetou.
Cadu cresce no interior A avaliação otimista de Francisco também se estende à disputa pelo Governo. Presente em diferentes caravanas da chapa majoritária, o deputado afirma ter percebido um crescimento na aceitação de Cadu de Lula, especialmente no interior, mas também nas agendas realizadas em Natal.
“Tenho me impressionado muito positivamente com a receptividade das pessoas. Sinto que as pessoas, especialmente pelo interior do Estado, mas aqui em Natal também, tenho visto muita receptividade”, afirmou.
Para Francisco, parte desse movimento está relacionada à associação de Cadu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com a governadora Fátima Bezerra (PT). Na avaliação do deputado, o eleitor começa a identificar no candidato a possibilidade de continuidade do projeto político conduzido pelos dois governos.
“Percebo que as pessoas estão com muita vontade de votar no presidente Lula para renovar o seu mandato de presidente e consigo perceber que, dessa mesma forma, essas pessoas estão entendendo cada vez mais que aqui no Rio Grande do Norte Cadu representa esse projeto do presidente Lula”, disse.
Francisco também aponta a continuidade da atual gestão estadual como um dos argumentos da candidatura petista. Para ele, Cadu reúne condições de dar sequência às ações desenvolvidas durante os dois mandatos de Fátima Bezerra.
“Cadu é o candidato mais preparado para dar sequência e fazer avançar ainda mais o nosso Estado mediante, inclusive, o legado que a professora Fátima Bezerra tem deixado para o nosso povo”, declarou.
Confiança no segundo turno O deputado considera que o crescimento registrado pelas pesquisas e a receptividade encontrada nas ruas colocam Cadu em condições de chegar ao segundo turno.
“Eu credito muito, seja pelo resultado das pesquisas, seja pelo que tenho visto nas ruas do nosso Estado, por onde tenho acompanhado”, afirmou.
Francisco diz que essa percepção não se limita aos eventos da chapa majoritária. “Não só quando estou com o Cadu nas atividades da majoritária, mas também nas atividades que tenho feito na condição de deputado estadual, tenho visto muita receptividade ao nome de Cadu”, concluiu.
A pré-campanha de Allyson Bezerra ao Governo do Rio Grande do Norte ganhou novos desdobramentos na Justiça Eleitoral em setembro de 2026. Decisões do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) colocaram sob análise a atuação de perfis de apoio ao candidato nas redes sociais e uma publicação considerada propaganda eleitoral antecipada.
O principal ponto de uma das decisões está relacionado à identificação de um e-mail institucional ligado à estrutura pública de Mossoró e a elementos que, segundo a Justiça Eleitoral, são indicativos da possível participação de agente público.
E-MAIL INSTITUCIONAL ENTRA NA APURAÇÃO No procedimento de produção antecipada de provas, diligências realizadas para identificar os responsáveis por cinco perfis do Instagram levaram a Justiça Eleitoral a registrar “elementos indicativos da participação de agente público e da utilização de email institucional de órgão público”.
As diligências contaram com informações fornecidas pela Meta, responsável pelo Instagram, para identificar responsáveis, dados cadastrais e possíveis conexões entre as contas.
Entre os registros analisados aparece o endereço secom@prefeiturademossoro.com.br, associado à Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Mossoró, relacionado ao perfil @allysonarrochado. A decisão também registra possíveis conexões envolvendo profissionais de comunicação ligados ao beneficiário das publicações, a estrutura oficial de comunicação da Prefeitura de Mossoró e dirigente partidário que ocupava cargo comissionado.
A CRONOLOGIA DO E-MAIL E DO PERFIL Um dos pontos que merece atenção na documentação é a sequência das datas.
Segundo os dados analisados no procedimento, o endereço institucional aparece associado ao cadastro em 22 de dezembro de 2019.
Já o perfil @allysonarrochado teria sido criado em 19 de setembro de 2020.
Allyson Bezerra assumiu a Prefeitura de Mossoró somente em janeiro de 2021.
A cronologia é relevante para a análise do caso. A existência do endereço eletrônico em registro anterior ao início da gestão de Allyson não permite, isoladamente, afirmar quem utilizou o e-mail, quem tinha acesso à conta ou com qual finalidade o endereço foi associado ao perfil.
A defesa de Allyson contestou a existência de vínculo direto entre ele e os cinco perfis e afirmou que os e-mails, telefones e endereços de IP identificados nas contas não pertencem ao político.
O QUE A DECISÃO REGISTRA A decisão não condena Allyson Bezerra pela utilização de e-mail institucional e não estabelece definitivamente que os cinco perfis sejam falsos ou que seus administradores tenham cometido ilícito eleitoral.
O procedimento teve finalidade probatória, com o objetivo de reunir e preservar informações capazes de esclarecer a autoria e as conexões existentes entre as contas.
Por isso, o registro de “elementos indicativos” não equivale a uma conclusão definitiva de responsabilidade.
Após as diligências, os elementos reunidos deverão ser encaminhados à Procuradoria Regional Eleitoral antes do arquivamento do procedimento.
A partir daí, caberá ao Ministério Público Eleitoral analisar os dados e avaliar se existem fundamentos para novas providências.
A MULTA DE R$ 10 MIL Em processo diferente, a Representação nº 0600279-62.2026.6.20.0000 foi julgada pelo TRE-RN em 19 de agosto de 2026.
Na decisão, o Tribunal acolheu parcialmente a representação e aplicou multa de R$ 10 mil a Allyson Bezerra por propaganda eleitoral antecipada.
O processo envolveu uma publicação em rede social com a expressão “#O povo quer Allysson Governador”.
Para o TRE-RN, a mensagem ultrapassou os limites da pré-campanha e caracterizou pedido explícito de voto.
Allyson recorreu da decisão e contestou, entre outros pontos, a interpretação de que a expressão representaria pedido explícito de voto. O Partido Novo também apresentou recurso.
Quase quatro em cada dez eleitores do Rio Grande do Norte ainda não sabem que poderão escolher dois candidatos ao Senado nas eleições deste ano. Segundo pesquisa DataVero, divulgada recentemente, 37,38% dos entrevistados afirmaram desconhecer a possibilidade de votar duas vezes para o cargo. A maioria, 61,99%, disse saber da regra, enquanto 0,63% não soube ou não respondeu.
O dado ganha relevância diante do tamanho da disputa. No Rio Grande do Norte, 14 candidatos concorrem às duas vagas disponíveis para o Senado. Cada eleitor terá direito a dois votos, necessariamente em candidatos diferentes, e serão eleitos os dois nomes que obtiverem as maiores votações no Estado. A eleição para senador segue o sistema majoritário.
Por que o eleitor votará duas vezes? A explicação está no modelo de renovação do Senado Federal. A Casa possui 81 senadores, três para cada estado e para o Distrito Federal, com mandatos de oito anos. Diferentemente de outros cargos eletivos, porém, as 81 cadeiras não são colocadas em disputa simultaneamente.
A renovação ocorre de forma alternada a cada quatro anos: em uma eleição, um terço das vagas é renovado; na seguinte, dois terços. Em 2022, cada estado elegeu apenas um senador. Em 2026, serão renovadas 54 das 81 cadeiras, fazendo com que cada unidade da Federação escolha dois representantes.
Por isso, o eleitor encontrará duas telas para senador na urna eletrônica, uma para cada escolha.
O desconhecimento da regra por 37,38% dos entrevistados pode fazer com que parte do eleitorado chegue ao dia da eleição sem ter definido um segundo candidato. A pesquisa, no entanto, não permite afirmar que esse desconhecimento necessariamente resultará em erro, voto branco ou nulo.
Os próprios números da DataVero mostram maior indefinição justamente na segunda escolha.
Quando questionados sobre o segundo voto para senador, 30,53% não souberam ou não responderam e 19,30% apontaram nenhum candidato, branco ou nulo. Juntos, representam 49,83% dos entrevistados sem indicar um nome.
No primeiro voto, esse percentual é menor: 15,83% não sabem ou não responderam e 11,34% indicaram nenhum candidato, branco ou nulo, somando 27,17%. Embora não seja possível estabelecer uma relação direta de causa e efeito entre os dois dados, a diferença mostra que a segunda escolha permanece menos definida.
O papel do Senado Os senadores representam os estados e o Distrito Federal no Congresso Nacional. Além de participar da elaboração e votação de leis e da fiscalização do Poder Executivo, o Senado possui atribuições específicas previstas na Constituição.
Entre elas estão a análise de indicações de autoridades, como ministros de tribunais superiores, procurador-geral da República e dirigentes do Banco Central, além do julgamento de autoridades em processos de impeachment nos casos previstos constitucionalmente.
Dados da Pesquisa A pesquisa DataVero ouviu 1.500 eleitores nos dias 6, 7 e 8 de setembro. A margem de erro é de 2,53%, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado sob os números BR-00919/2026 e RN-08285/2026.
transformações da sociedade. A instituição, fundada pelo economista José Maria Barreto de Figueiredo, consolidou-se ao longo das décadas com atuação na educação básica e no ensino superior.
Hoje, a condução desse legado está nas mãos da reitora do UNIFACEX e diretora pedagógica do Colégio Facex, Candysse Figueiredo e de Oswaldo Figueiredo, Diretor Financeiro. Ela começou a trabalhar na instituição aos 18 anos e passou por diferentes setores antes de assumir funções de gestão. Ele iniciou a ajudar ao pai aos 15 anos no departamento financeiro.
“Comecei a trabalhar aqui muito nova e me apaixonei por educação. Hoje, a educação é a minha vida”, afirma.
Segundo Candysse, a trajetória da instituição é marcada pela busca por qualidade e por uma relação próxima com os estudantes.
“O aluno aqui não é um número. Ele é uma pessoa. Ele tem acesso aos coordenadores, ele tem acesso à reitoria. Eu faço reunião com eles, quando necessário, porque gosto de sentir a instituição através do aluno, pelos olhos do aluno. A gente aprende muito com eles”, destaca.
Direito mais próximo do mercado Uma das áreas que passa por um processo de modernização é o curso de Direito. Neste ano, o advogado e professor Sebastião Leite assumiu a coordenação da graduação e passou a desenvolver iniciativas voltadas à aproximação entre universidade, mercado e órgãos do sistema de Justiça.
Candysse explica que a escolha pelo professor ocorreu pela identificação de seu perfil com a proposta de modernização do curso.
“Ele é uma pessoa de muito network, uma pessoa antenada com o mercado e realmente está agregando muito ao curso”, afirma.
A aproximação com o mercado levou a instituição a visitar órgãos como Tribunal de Justiça, Tribunal Regional do Trabalho, Tribunal de Contas, Procuradoria do Estado, Ministério Público e escritórios de advocacia. “Além das visitas as instituições estamos firmando convênios com alguns desses órgãos para estágio de nossos alunos. A intenção é compreender as transformações do mercado jurídico e avaliar possíveis adequações na formação dos estudantes.”, afirma o Prof. Sebastiao Leite.
Para os estudantes, a experiência também aparece nos resultados acadêmicos. Milena Monteiro, que está no décimo período e cursa sua segunda graduação, atribui à combinação entre experiência pessoal, dedicação e qualidade dos professores a aprovação de primeira no Exame da OAB.
“Eu comecei a estudar Direito à medida que as matérias iam sendo dadas. Não deixei acumular. A Unifacex me ajudou muito, porque o corpo docente é muito bom, os professores são muito preparados e têm uma didática muito boa, focada também na prova da OAB”, relata.
André Felipe Godeiro destaca a integração entre teoria e prática e a proximidade da coordenação com os estudantes. Ele foi aprovado na OAB ainda no oitavo período.
“A coordenação sempre caminha praticamente lado a lado com os alunos, atendendo aos pleitos.
E, academicamente, a faculdade promove ações de extensão, projetos, aulas integradas, aulas fora do campo universitário e atividades práticas. Essa mistura da teoria com a prática, que é muito importante no ramo do Direito, contribuiu muito para a minha formação e para que eu passasse de primeira na OAB”, acrescenta.
Leitura e tecnologia a serviço da formação Ao assumir a coordenação do curso de Direito, Sebastião Leite identificou um desafio relacionado ao hábito de leitura entre os estudantes.
Em uma das primeiras atividades em sala, perguntou quantos alunos estavam lendo livros.
Apenas seis dos 59 estudantes presentes responderam afirmativamente.
A situação levou o professor a criar o Clube do Livro que esta levando os alunos ao saudável hábito de leitura e permitindo discussões sobre os mais variados temas.
“Eu disse a eles: você contrataria um advogado que não lê? Você se sentiria à vontade de ser julgado por um juiz que não lê e que não acompanha a jurisprudência? E eles disseram que não.
Eu disse: aqui eu não vejo mais estudantes de Direito. Eu vejo futuros promotores, advogados, procuradores, juízes e professores”, relata.
Outra ferramenta criada pelo coordenador foi o QR Code do Saber. Códigos espalhados pelas salas levam os estudantes a conteúdos curtos, como palestras e falas de filósofos, psicólogos e especialistas.
“Esta tecnologia de o aluno chegar, passar no celular, clicar no QR Code e ver um filósofo falando, ver um psicólogo palestrando, ver o Prêmio Nobel de Matemática dizendo como foi que ele chegou ali, é uma forma de usar a tecnologia a nosso favor e oferecer aos nossos alunos um conteúdo de qualidade.”, explica Sebastião.
Inteligência artificial e o futuro do Direito A inteligência artificial também entrou no debate sobre o futuro da formação jurídica. Para Candysse, o avanço tecnológico não representa o fim da profissão, mas exige adaptação.
“Existe muito esse mito de que o curso de Direito vai se acabar. E a gente vê que não. O que o profissional precisa é se adequar a essa nova realidade. A inteligência artificial vem para somar como um recurso. Mas esse contato humano não vai se acabar”, afirma.
Inclusão e atenção Outro eixo que ganhou espaço na instituição é a inclusão. Candysse destaca que o UNIFACEX busca preparar professores e equipes para lidar com diferentes perfis de estudantes.
Neste semestre, a instituição promoveu uma formação voltada aos professores sobre neurodivergência, em parceria com o curso de Psicologia.
“Esse aluno que está chegando é um aluno que é autista, mas ele não só tem autismo. Ele vem às vezes com TDAH, com uma questão de transtorno de ansiedade. Então, tudo isso, o nosso professor tem que estar realmente preparado para receber e acolher esse aluno”, explica.
Teoria e prática no curso de Direito O professor e vice-coordenador do curso de Direito, Thiago Rufino, destaca que a graduação busca aproximar a teoria da realidade profissional.
Um dos principais instrumentos é o Núcleo de Práticas Jurídicas, que presta atendimento gratuito à população, especialmente a cidadãos hipossuficientes de Natal e Parnamirim. O espaço oferece orientação jurídica e encaminhamento de ações, com acompanhamento de advogado-orientador.
“Possui uma estrutura física e equipamentos que possibilitam simulações de audiências, bem como um auditório próprio que permite a realização de palestras com profissionais dos diversos ramos do Direito. Essa prática também está atrelada à atividades de extensão realizadas em associações comunitárias, sindicatos e outros entes de cunho social”, afirmou o professor.
Na área de pesquisa, os estudantes podem participar de atividades de iniciação científica e publicar trabalhos na revista própria do curso.
O curso também mantém convênios com órgãos da área jurídica no RN e parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil no Estado, tendo iniciado uma parceria com o Lions Clube e passará a participar do Projeto Justiça na Praça em parceria com o TJRN, levando alunos e professores para atenderem as comunidades assistidas pelo Projeto.
A formação inclui preparação para o Exame da OAB, com simulados e aulas de revisão. Os estudantes também têm contato com empreendedorismo por meio da empresa Júnior Jurisconsulto, na qual prestam serviços de orientação a pequenos empreendedores.
A iniciativa amplia a experiência prática e apresenta aos estudantes diferentes possibilidades de atuação profissional.
Candysse Figueiredo, o fundador José Maria e o professor Sebastião Leite – Foto: Reprodução
Uma história construída em 55 anos A trajetória do UNIFACEX está diretamente ligada à história de seu fundador, José Maria Barreto de Figueiredo. Economista e empresário, ele iniciou sua trajetória profissional ainda jovem e transformou a experiência empresarial em um projeto educacional.
A instituição começou com cursos profissionalizantes e, posteriormente, ampliou sua atuação para a educação básica e o ensino superior.
A expansão ocorreu de forma gradual, acompanhando as transformações de Natal e as demandas do mercado.
Para José Maria, a educação sempre esteve ligada à preparação das pessoas para um mundo em transformação. Essa visão ajudou a orientar a criação de diferentes cursos e a construção do complexo educacional.
Hoje, a combinação entre tradição e inovação aparece como uma das principais características do projeto educacional do UNIFACEX.
De um lado, está uma instituição construída ao longo de 55 anos, com uma história familiar e presença no ensino básico e superior do Rio Grande do Norte. De outro, estão os desafios de uma nova geração de estudantes, marcada pela tecnologia, pelas mudanças no mercado de trabalho e por uma diversidade maior de necessidades educacionais.
Para Candysse, o papel da instituição é fazer essa ponte. “Educação transforma. A gente quer transformar essas pessoas. É esse o nosso propósito”, conclui.
A cerca de 20 dias da eleição, Benes Leocádio (União Brasil) chega à reta final da campanha pela reeleição entre os nomes competitivos para a Câmara dos Deputados. Com 46 prefeitos em sua base e destaque nas pesquisas, o parlamentar atribui o crescimento à ampliação de sua presença no interior e ao trabalho desenvolvido nos últimos oito anos.
Em entrevista ao Diário do RN, Benes afirmou que os levantamentos recentes reforçam a expectativa de conquistar o terceiro mandato. “Graças a Deus, pelo que sentimos desses dados que temos de pesquisas que vieram ao conhecimento há pouco, nos posicionam numa disputa com chances reais de chegarmos ao pódio mais uma vez. Naturalmente, como já falei, é o reconhecimento, a avaliação de um trabalho que o Estado inteiro já conhece”, afirmou.
Na pesquisa DataVero/Diário do RN divulgada na última quinta-feira (10), Benes aparece com 2,58% das citações espontâneas para deputado federal, sendo o nome mais citado entre os candidatos ligados ao grupo político de Allyson Bezerra (União Brasil).
O deputado também aponta a ampliação das bases como um dos principais sinais do crescimento. Segundo ele, eram cinco prefeitos em sua primeira eleição para a Câmara, em 2018. Em 2022, chegou a 22 e, neste ano, contabiliza 46 dos 167 gestores municipais.
“Iniciamos nossa trajetória em 2018 com apenas cinco prefeitos apoiando o nosso projeto. Em 22, chegamos a 22 e hoje já contamos com 46 dos 167. Acredito eu que seja a maior base de apoio de uma candidatura a deputado federal de toda a história do Rio Grande do Norte, nunca conheci outra”, afirmou.
Benes diz ainda que o mandato chegou a quase uma centena de municípios, com ações em áreas como saúde, educação e geração de emprego e renda. Ele cita construção de escolas, creches, quadras e unidades básicas de saúde, manutenção de hospitais, aquisição de equipamentos e ambulâncias, além de galpões para oficinas de costura. Segundo o parlamentar, quase 40 municípios foram contemplados nesse último segmento, com mais de mil empregos gerados.
“Isso muito me encoraja para continuar nessa luta, sabendo que não tem sido fácil. Muito me alegra saber que aonde chegamos tem alguma ação do mandato do deputado Benes. Eu entendo isso como retribuição pelos dois mandatos que o povo potiguar já nos deu e não é nenhum favor, é obrigação nossa, até porque foi para isso que nos colocamos como opção”, disse.
União na nominata e aposta em três vagas Ao lado de João Maia e Robinson Faria, Benes forma o trio mais forte da Federação União Progressista na disputa pela Câmara. Apesar da concorrência direta pelos votos, o deputado defende a união da nominata e acredita que os três podem alcançar votações expressivas.
“Entendo essa disputa como salutar, respeitosa. São três grandes nomes com perfis parecidos da entrega que fazemos através dos nossos mandatos”, afirmou. “Os colegas que estão na nossa nominata também têm boas bases transferidoras de votos e espero que todos nós tenhamos excelentes votações, naturalmente sonhando e desejando que uma das vagas a serem conquistadas seja através do nosso mandato”, disse.
Benes estima que as três candidaturas podem superar, juntas, 400 mil votos e não descarta a conquista de três cadeiras pela Federação. “Eu entendo que só essas três candidaturas deverão somar mais de 400 mil votos. Vai surpreender muita gente, os cientistas e analistas políticos, a capacidade de votos de cada um”, projetou.
Para ele, o desempenho dos demais integrantes será decisivo. “Eleição proporcional é eleição de conjunto, de grupo. Eu sou daqueles que torço que todos sejam muito bem votados, porque ninguém se elege sozinho”, reforçou.
Benes aposta em vitória Allyson no primeiro turno Na disputa pelo Governo, Benes também demonstra confiança em Allyson Bezerra e acredita na possibilidade de vitória já no primeiro turno.
“Eu não só acredito, como desejo que essa vitória já possa chegar no primeiro turno”, afirmou.
Segundo o deputado, o fortalecimento da candidatura não ocorre apenas pelas adesões políticas.
“A candidatura de Allyson está sendo a cada dia mais fortalecida, não por apoiadores, não por lideranças que resolveram seguir com ele, mas pela opinião pública, pelo voto espontâneo, popular que a gente tem encontrado”, disse.
A candidata ao Senado Samanda de Lula (PT) usou declarações do próprio Styvenson Valentim (Podemos) para confrontar o senador após a Operação Sem Lastro, deflagrada nesta segunda-feira (14) pela Polícia Federal. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ela responde aos questionamentos feitos por Styvenson sobre os R$ 1,5 milhão apreendidos e o chama de “moralista sem moral”.
A publicação começa com um trecho do vídeo em que Styvenson, ainda sem saber quem estaria relacionado ao dinheiro, pergunta: “Quem será, hein? Pra quem foi esse saque de um milhão e meio que a Polícia Federal pegou hoje pela manhã?”.
Samanda responde diretamente ao senador. “Então eu vou te contar, senador. Esse dinheiro, um milhão e meio de reais, segundo a imprensa, pertence ao deputado Luiz Eduardo, do PL, que está indo para a reeleição, seu aliado político”.
Na sequência, a candidata recupera outra declaração de Styvenson, na qual ele afirma: “Um milhão e meio para Caixa 2, viu?”. A partir daí, Samanda destaca as ligações partidárias entre o senador e Luiz Eduardo. “Do partido do seu candidato ao governo, do partido do seu candidato a presidente, do partido do seu companheiro de chapa ao Senado Federal”.
Ao final, a petista concentra as críticas diretamente em Styvenson e questiona se ele manterá o mesmo discurso após o nome do aliado aparecer relacionado ao caso. “Vai chamar o seu aliado deputado de ladrão? Vai explicar de onde é que veio o dinheiro, o Caixa 2, um milhão e meio de dinheiro vivo para compra de voto? Ou vai continuar por trás do seu celular, dando uma de moralista sem moral?”, disparou.
Relação com Luiz Eduardo Para reforçar a proximidade política entre os dois, Samanda também incluiu no vídeo declarações anteriores de Luiz Eduardo. Em uma delas, o deputado manifesta apoio à candidatura do senador: “E meu candidato a senador é Styvenson e Coronel Hélio”.
A candidata também resgatou a relação entre os dois em torno da destinação de recursos. “E agora, senador, o que o senhor vai fazer com essa informação? Vai pedir de volta ao deputado os mais de R$ 4 milhões que destinou para ele? Inclusive, ele foi ao seu gabinete agradecer”, questionou.
Na montagem publicada por Samanda, aparece em seguida uma declaração anterior de Styvenson sobre os recursos destinados: “Tá nas mãos dele, tá recebido”.
Luiz Eduardo nega caixa dois Após a operação, Luiz Eduardo divulgou nota negando a prática de Caixa 2 e afirmando que os valores apreendidos têm origem lícita e comprovável. Segundo o deputado, o dinheiro é resultado de saques realizados em suas próprias contas bancárias.
“A investigação tem por base saques realizados em contas bancárias do próprio deputado. Movimentação lícita, declarada e de origem plenamente comprovada, cuja documentação será apresentada às autoridades competentes”, afirmou a nota.
O valor chama atenção diante da declaração de bens apresentada pelo candidato à Justiça Eleitoral. Luiz Eduardo declarou cerca de R$ 700 mil em recursos próprios em aplicações previdenciárias e contas correntes, enquanto sustenta que os aproximadamente R$ 1,5 milhão apreendidos pela PF também pertencem a ele e têm origem lícita.
Segundo o parlamentar, o dinheiro permanecia guardado em sua residência e não havia sido utilizado na campanha. “Não há Caixa 2 sem recurso arrecadado à margem da prestação de contas ou aplicação de despesas de campanha. Em nenhuma dessas hipóteses ocorreu gasto de dinheiro”, declarou.
Operação apreendeu R$ 1,5 milhão Deflagrada nesta segunda-feira (14), em Natal, a Operação Sem Lastro investiga indícios de falsidade ideológica eleitoral e possível utilização de recursos não declarados em atividades de campanha, o chamado Caixa 2.
De acordo com a Polícia Federal, a investigação identificou saques em espécie realizados por um servidor público do Rio Grande do Norte. As movimentações levantaram suspeitas de incompatibilidade entre os valores movimentados e o patrimônio declarado à Justiça Eleitoral.
Durante a operação, foram apreendidos mais de R$ 1,5 milhão em dinheiro vivo.
ral, o senador Styvenson Valentim (Podemos) publicou um vídeo nas redes sociais em tom duro contra o responsável pelo dinheiro apreendido. Chamou o suspeito de “safado”, “bandido” e “ladrão” e levantou suspeitas de compra de votos. Mais tarde, o deputado estadual Luiz Eduardo (PL), aliado de palanque do senador, informou que a investigação tem como base saques realizados em contas bancárias de sua titularidade.
A publicação foi feita após a Polícia Federal apreender, nesta segunda-feira (14), mais de R$ 1,5 milhão em espécie durante uma operação que investiga a utilização de recursos financeiros não declarados em atividades de campanha eleitoral no Rio Grande do Norte, prática conhecida como “Caixa 2”. A PF não divulgou oficialmente o nome do agente político investigado.
“Quem será, hein? Para quem foi esse saque de um milhão e meio que a Polícia Federal pegou hoje pela manhã, hein? Um milhão e meio para ‘Caixa 2’, viu?”, questionou Styvenson no início do vídeo.
Ao longo da gravação, o senador aumentou o tom e associou o dinheiro apreendido à possibilidade de compra de votos. “Para quem era esse dinheiro, viu? Você ia comprar voto de quem, homi?”, disse. Em outro momento, acrescentou: “Está aí, pega lá a pacoteira de um milhão e meio para comprar voto. Desse jeito fica fácil ser eleito”.
Styvenson também pediu aos seguidores que compartilhassem a publicação para descobrir quem estaria relacionado à apreensão. “Espalha o vídeo que eu estou doido para saber de quem foi esse safado aí, esse bandido que está comprando voto”, afirmou.
A declaração mais contundente veio na sequência. “Toma, bando de ladrão. Rouba dinheiro do povo para comprar voto, bando de safado”, disse o senador, antes de relacionar as críticas à atuação que afirma desenvolver na fiscalização de recursos públicos.
“Por isso que eu fiscalizo o dinheiro público, por isso que eu vou atrás de cada centavo, por isso que tem alguns prefeitos que não me toleram, não gostam de mim, alguns políticos aí que não me toleram, não gostam de mim, porque eu fico atrás”, declarou.
No encerramento, Styvenson afirmou que não responde a processos e se apresentou como “mão limpa”. “Eu sim tenho mão limpa, viu? Já denunciei um monte de gente, agora denunciado, tem não, viu? Prova”, afirmou. E encerrou: “Só tem ladrão”.
Caso chega a colega de palanque Depois das declarações de Styvenson, Luiz Eduardo se pronunciou em nota e informou que a investigação tem como base movimentações financeiras de sua titularidade. O deputado é filiado ao PL e integra o mesmo campo político do senador na atual eleição.
A informação levou internautas a cobrarem de Styvenson uma nova manifestação, desta vez após o nome do aliado vir à tona. “E agora, capitão, foi do coleguinha do PL”, escreveu um internauta.
Outro comentou: “O deputado é do seu próprio partido que você apoia”.
Também houve cobrança para que o senador mantivesse o mesmo tom adotado no primeiro vídeo. “Cadê seu comentário depois que você já sabe quem é o candidato, senador? Seja homem, rapaz, e fale contra a corrupção, ou só é corrupto um lado! Aguardando sua manifestação”, escreveu outro internauta.
A Polícia Federal, no entanto, não divulgou oficialmente o nome do agente político investigado. A existência dos saques, por si só, não comprova compra de votos, desvio de dinheiro público ou as demais acusações feitas por Styvenson no vídeo.
Até o fechamento desta edição, Styvenson não havia se pronunciado sobre o caso após a manifestação de Luiz Eduardo e a repercussão nas redes sociais. O senador, porém, alterou a legenda da publicação: o vídeo, inicialmente acompanhado da expressão “Ahhh ladrão”, passou a trazer a frase “Quem for podre que se quebre”.
Styvenson sinaliza R$ 3 milhões para deputado
Visita em gabinete e liberação de emendas mostram proximidade – Foto: Reprodução
A relação entre Styvenson e Luiz Eduardo vai além da composição no mesmo campo político nesta eleição. Os dois mantêm diálogo e articulação política, inclusive em torno da destinação de recursos para obras. Em abril deste ano, o deputado esteve com o senador em Brasília para solicitar uma emenda de R$ 3 milhões destinada à pavimentação de 26 ruas na Zona Norte de Natal.
Na ocasião, Styvenson sinalizou apoio ao pedido, em um episódio que evidencia a proximidade política entre os dois meses antes da atual campanha eleitoral.
A Paróquia de Nossa Senhora dos Prazeres, em Goianinha, inaugura no próximo dia 15 de setembro, às 19h, o Instituto Paroquial, um espaço criado para preservar a memória da Igreja, acolher os fiéis e fortalecer o turismo religioso no município. A cerimônia contará com a bênção do arcebispo metropolitano de Natal, Dom João Santos Cardoso.
O Instituto Paroquial abrigará o Museu Paroquial, a Secretaria Paroquial, sala de arquivos, sala do pároco, setor administrativo, cozinha, a Loja Mãe da Eterna Luz, um espaço aberto para formações e o Jardim de Nossa Senhora. O projeto funcionará na antiga residência de Monsenhor Armando de Paiva, ao lado da Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Prazeres.
Segundo o administrador paroquial, padre Yago Carvalho, a proposta vai além da criação de um museu e nasce como um centro voltado à preservação da história e da identidade da comunidade.
“Na verdade, é a inauguração de um Instituto Paroquial, que é um espaço para guardar a fé, a memória, mas também ter a oportunidade de recepcionar as pessoas. No Instituto vai funcionar a Secretaria Paroquial, a sala de arquivos, porque a Paróquia de Goianinha é a segunda paróquia mais antiga do Estado e a primeira do interior”, explicou.
Fundada em 27 de dezembro de 1690, a Paróquia de Nossa Senhora dos Prazeres ocupa um lugar de destaque na história do Rio Grande do Norte. Conforme o padre Yago, ela só é mais recente que a antiga Catedral de Natal e também guarda outra curiosidade histórica.
“Ela foi fundada em 27 de dezembro de 1690. Só perde para a antiga Catedral, que é a primeira do Estado. E o primeiro bispo de Natal, Dom Joaquim de Almeida, era filho de Goianinha”, destacou.
O Museu Paroquial será um dos principais atrativos do novo instituto. O acervo foi organizado em três eixos: a história de Monsenhor Armando de Paiva, a trajetória da paróquia e a formação histórica do município de Goianinha.
“O acervo é dividido em três etapas: Monsenhor Armando, a paróquia e o município de Goianinha”, explicou.
Na parte dedicada ao sacerdote, os visitantes poderão conhecer objetos pessoais e religiosos que marcaram seus 62 anos de atuação na cidade.
“O material do Monsenhor Armando reúne objetos de homenagem a ele, além de cálices, castiçais e documentos ligados à história da paróquia. Temos documentos com mais de cem anos que contam a trajetória da nossa comunidade”, afirmou.
Já o espaço dedicado ao município destaca aspectos históricos e culturais que ajudam a compreender a formação de Goianinha.
“No acervo sobre o município se destacam três aspectos: a história dos povos originários que passaram por aqui, a participação feminina, mostrando quem foi a primeira professora, a primeira médica, a primeira prefeita, a primeira musicista e outras mulheres que marcaram a cidade, e a cultura ligada à cana-de-açúcar e ao período colonial”, detalhou.
Espaço amplia potencial do turismo religioso Além da preservação da memória, o Instituto Paroquial também nasce com a proposta de fortalecer o turismo religioso no município. Para o padre Yago, Goianinha possui uma história pouco conhecida até mesmo pelos potiguares e que agora poderá ser apresentada aos visitantes.
“O município não possui um espaço que apresente a história dos povos que passaram por aqui, a história da própria paróquia e uma figura muito viva na memória do povo, que é Monsenhor Armando de Paiva, que permaneceu 62 anos em Goianinha”, comentou.
O sacerdote conta que a ideia surgiu poucos meses após assumir a administração da paróquia.
“Assim que cheguei, percebi que um povo que não sabe a sua história não sabe viver o presente, nem muito menos projetar o futuro. Foi com esse pensamento que comecei a planejar o Instituto Paroquial e o museu”, enfatizou.
Além do museu, o prédio reunirá serviços voltados ao funcionamento da paróquia e ao acolhimento dos fiéis.
“O público encontrará a sala de arquivos, uma cozinha paroquial para dar suporte às atividades da Igreja, a Loja Mãe da Eterna Luz, um espaço adequado para atendimento do pároco e um jardim dedicado à Nossa Senhora dos Prazeres, uma das primeiras devoções do Brasil Colônia”, explicou.
A inauguração do Instituto Paroquial acontece no próximo dia 15 de setembro, às 19h, e será aberta ao público. O padre Yago Carvalho convida fiéis, pesquisadores e visitantes a conhecerem o novo espaço, que pretende preservar a memória religiosa e histórica de Goianinha.
“Faço um convite a todos que gostam de história, de fé e querem conhecer mais as raízes da Paróquia de Goianinha e do próprio município. Aproveitem essa grande oportunidade da inauguração do Instituto Paroquial. As portas estarão abertas para todos aqueles que querem visitar Goianinha, a Igreja Matriz e, de modo especial, o museu e o Instituto Paroquial. Será uma grande alegria receber a presença de todos para adquirir mais conhecimentos”, convidou.
s de barro, esgoto a céu aberto, iluminação improvisada, casas de taipa, falta de água, unidades de saúde sem atendimento adequado e escolas sem professores. Esse é o cenário relatado por moradores de diversas comunidades de Mossoró, na região Oeste do Rio Grande do Norte. Os depoimentos são de moradores entrevistados para o programa eleitoral do candidato ao Governo do Estado, Álvaro Dias (PL), em bairros e comunidades da cidade.
Entre as localidades visitadas estão Belo Monte, Nova Vida, Sítio Riacho Grande, Maísa, Conjunto Odete Rosado e Santo Antônio. Em comum, os moradores afirmam conviver diariamente com problemas de infraestrutura e reclamam da ausência de investimentos do poder público municipal.
Na Comunidade Belo Monte, o trabalhador autônomo Francisco de Assis descreve a realidade enfrentada pelos moradores.
“Até o chão é barro, luz é fraca, é tudo improviso, né? Água também quase não tem. O pessoal vive assim, nessas casinhas, desse jeito assim. A situação é bem precária”, detalhou.
Segundo ele, os investimentos realizados no município não chegaram à comunidade.
“Seu Allyson pode ter transformado Mossoró lá no Centro da Cidade, onde tem condições, dinheiro. Aqui, eu não estou vendo transformação nenhuma não. Eu nunca vi nada transformado.
Para falar a verdade, eu nunca vi Allyson aqui dentro. A gente ‘tá’ gritando: a gente existe! Mas estão com o ouvido tampado e Allyson é o que tampou mais os ouvidos”, afirmou.
As dificuldades também se estendem à rede pública de saúde. Na comunidade Nova Vida, a moradora Luiza Marilak afirma que até mesmo atendimentos básicos se tornam um desafio.
“Nos postos daqui, a pessoa vai em uma consulta, não tem nem um Sonrisal”, revelou.
No Sítio Riacho Grande, a dona de casa Rita Faustino resume a insatisfação com uma frase que acabou se tornando símbolo das reclamações dos moradores.
“Falta médico, dentista. Ele ‘tá’ no luxo, e a gente no lixo”, enfatizou.
Na Comunidade Maísa, a reclamação é direcionada à educação. Segundo Vanderlania Silva, a ausência de professores tem impedido os estudantes de frequentarem as salas de aula.
“Meus filhos não estão estudando por causa de professora que não tem. Allyson não ajuda a gente não; ajuda o povo lá de onde ele mora mesmo”, contou.
Lixo, alagamentos e abandono Os problemas também são relatados pelos moradores do Conjunto Odete Rosado. Além do acúmulo de lixo e da presença de água servida nas ruas, famílias afirmam ter sofrido prejuízos durante períodos de chuva.
Maria Robertina lembra que perdeu praticamente todos os seus bens após a água invadir sua residência.
“A água entrou na minha casa. Ficou ‘meia casa d’água a casa’. Eu perdi tudo. Se ele veio por aqui passou pela pista. Ou veio de avião e passou por cima”, revelou.
Enquanto isso, as imagens da Campanha de Álvaro mostram também que moradores de Belo Monte continuam convivendo com ruas sem pavimentação e pouca iluminação pública. Apesar da precariedade da infraestrutura, também reclamam da cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
No bairro Santo Antônio, Ricardo Alexandre afirma que o valor do imposto aumentou significativamente nos últimos anos.
“O IPTU de Mossoró, a gente pagava uma mixaria. Pagava R$ 120. Hoje, se brincar, é R$ 1.200. Ele só pensa em enriquecer, e o povo sofrendo”, denunciou.
Também no Nova Vida, Cirilo Tomazas afirma que as melhorias urbanas ficaram concentradas em outras regiões da cidade.
“Lá onde ele mora ele asfaltou. O nosso lar ali, eu moro nos terrenos, é estrada de barro. Ele abandonou”, reclamou.
As imagens do programa eleitoral de Álvaro, revelam o conforto da região onde vive o candidato do União Brasil. Nelas, aparecem o condomínio, localizado em uma rua asfaltada e bem iluminada, além da fachada da casa que seria do ex-prefeito.
Os relatos retratam a realidade vivida por moradores de diferentes comunidades de Mossoró, que apontam dificuldades no acesso a serviços públicos essenciais e cobram melhorias em áreas como infraestrutura, saúde, educação e mobilidade urbana. Realidades essas, bem diferentes daquelas mostradas por Alysson Bezerra em suas redes sociais ao longo dos anos. O vídeo registra o conflito da Mossoró real com a cidade que o ex-prefeito mostra para todo o estado: um município em que tudo funciona e que merece ser modelo para todo o RN.
Ao reunir depoimentos de localidades distintas, as reclamações convergem para um mesmo sentimento de abandono e de falta de investimentos nas regiões mais afastadas do centro da cidade.
Do Sítio Chafariz para o luxo do “Ninho” Desde o início de suas campanhas para a prefeitura de Mossoró, Allyson buscou enfatizar que sabe do que o povo precisa porque suas raízes são “de pé no chão”.
A infância do candidato foi no Sítio Chafariz, uma comunidade localizada na Zona Rural da cidade. Hoje, “os pés no chão”, pisam numa casa no Condomínio Ninho Residencial, avaliada em aproximadamente R$ 1.000,00.
No condomínio, “A maior piscina dos condomínios do Rio Grande do Norte”, como descreve um anúncio do empreendimento. A piscina, em formato de um famoso personagem da Disney, ainda conforme o anúncio, possui uma capacidade para mais de 900m³ de água. Para se ter uma ideia do volume de água, se fosse utilizado um carro-pipa de 10 mil litros para abastecê-la, seriam necessárias 90 viagens para que o abastecimento fosse atingido.
Allyson denuncia que Álvaro “passou dos limites”
Nas redes sociais, na quinta-feira (10), Allyson acusou o candidato do PL de haver “passado dos limites” ao revelar a fachada da sua residência, além de mostrar o veículo utilizado para o transporte de sua filha.
“Ele usou um drone para invadir a privacidade da minha família e filmar a nossa casa. E o mais grave, ele pegou essas imagens e colocou na televisão do programa eleitoral dele. Mostraram a nossa casa, o carro que minha filha usa, até o endereço que a gente mora”, denunciou.
Para ele, sua preocupação, acima de tudo, seria com relação a segurança da criança.
“(…) enquanto eu estou rodando todo o estado, ela fica em casa. É na nossa casa que ela brinca, que ela dorme e que ela fica me esperando, esperando também Cinta voltar. E eu preciso saber quantas vezes esse drone ficou lá para chorar na gente. O que mais foi gravado? A minha filha também foi filmada lá brincando no quintal? A minha esposa foi lá filmada? Esse drone continua lá?”, questiona.
Allyson cita ainda que sabe que todas as críticas atribuídas a ele fazem parte da campanha, mas não justificam mostrar sua vida pessoal. “Fiscalizem minha vida pública”, pede.
Ao final da gravação, o ex-prefeito de Mossoró comunica que irá recorrer a medidas legais. “Mas eu vou tomar as medidas que são legais para proteger a minha família, a minha casa. Isso mostra o desespero e a sede de poder que pode levar a uma campanha como essa. Mas campanha não é vale tudo. O Rio Grande do Norte não merece uma disputa desse jeito”, finaliza.
Cadu de Lula (PT) consolidou uma virada na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. De 4,11% das intenções de voto na pesquisa DataVero/Diário do RN divulgada em 23 de outubro do ano passado, o petista chegou a 28,28% no levantamento divulgado nesta quinta-feira, 10 de setembro, ultrapassou Álvaro Dias (PL) e assumiu isoladamente a segunda colocação. A diferença entre os dois, que até as últimas pesquisas estavam tecnicamente empatados, agora é de 5,17 pontos percentuais, acima da margem de erro de 2,53 pontos. Allyson Bezerra (União Brasil) permanece na liderança, com 35,18%.
O resultado marca uma mudança de patamar para a candidatura petista. Cadu não apenas avançou numericamente, mas rompeu o empate técnico com Álvaro e reduziu a distância para Allyson a 6,9 pontos percentuais. Na comparação com os 4,11% registrados em outubro do ano passado, os atuais 28,28% mostram que o percentual de crescimento do petista na DataVero foi 588%.
O cenário de outubro era diferente do atual. Allyson liderava com 27,22%, seguido por Rogério Marinho, com 13,58%, e Carlos Eduardo, com 12,72%. Álvaro aparecia com 7,95%, Thabatta Pimenta tinha 7,81% e Cadu ocupava a última posição entre os seis nomes apresentados, com 4,11%. Parte desses nomes posteriormente não chegou à atual disputa pelo Governo. Ainda assim, a comparação dimensiona a trajetória de crescimento de Cadu ao longo do período.
Nas redes sociais, Cadu comemorou a virada registrada pelo instituto. Em publicação no Instagram sobre a nova pesquisa DataVero/Diário do RN, afirmou: “Nossa campanha ganha cada vez mais força em todo o Rio Grande do Norte, com muita rua, diálogo, apoio e confiança do nosso povo. Seguimos juntos, no rumo certo. É Cadu de Lula, é 13. Cuida!”, escreveu.
Aliança com Lula impulsiona Cadu O movimento que levou Cadu à segunda posição ganhou força principalmente a partir de agosto.
Na pesquisa DataVero/Diário do RN divulgada em 14 daquele mês, no cenário em que o eleitor era informado sobre os principais apoios políticos dos candidatos, Allyson aparecia com 37,81%, Álvaro tinha 25,37% e Cadu chegava a 22,66%, quando associado ao presidente Lula.
Naquele momento, 2,71 pontos separavam Cadu de Álvaro. Os dois estavam tecnicamente empatados, mas o candidato do PL ainda mantinha vantagem numérica.
Duas semanas depois, em 28 de agosto, a distância diminuiu. Allyson registrou 34,94%, Álvaro chegou a 25,85% e Cadu avançou para 23,21%. A diferença entre os dois últimos caiu para 2,64 pontos, novamente dentro da margem de erro.
A pesquisa desta quinta-feira transforma a aproximação em ultrapassagem. Cadu passou de 23,21% para 28,28%, crescimento de aproximadamente 22% em relação ao levantamento anterior. Álvaro, por sua vez, foi de 25,85% para 23,11%. Com os dois movimentos, a distância que era de 2,64 pontos favorável ao candidato do PL passou a ser de 5,17 pontos em favor do petista, representando vantagem fora da margem de erro.
Em menos de um mês, tomando como referência a pesquisa de 14 de agosto, Cadu passou de 22,66% para 28,28%, crescimento de aproximadamente 25%. No mesmo período, Allyson passou de 37,81% para 35,18%, enquanto Álvaro foi de 25,37% para 23,11%.
Pesquisas nacionais já indicavam avanço A ultrapassagem registrada agora pela DataVero vinha sendo sinalizada numericamente por levantamentos nacionais. Na pesquisa Quaest/InterTV Cabugi, divulgada em 24 de agosto, Allyson apareceu com 25%, seguido por Cadu, com 21%, e Álvaro, com 19%. Pela margem de erro, porém, os candidatos estavam tecnicamente empatados.
O mesmo movimento apareceu no levantamento mais recente do Real Time Big Data, divulgado nesta quinta-feira (10). Allyson tem 30%, Cadu aparece com 25% e Álvaro registra 23%. Nesse caso, Cadu e Álvaro ainda estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.
Ao comentar esse resultado, Cadu também relacionou os números ao movimento que afirma perceber durante a campanha. “É o que a gente já sente nas ruas, em cada cidade, em cada encontro com o nosso povo. Nossa campanha segue crescendo, com o pé no chão e muita estrada pela frente”, publicou.
A diferença é que, na DataVero/Diário do RN desta quinta-feira, a segunda colocação deixa de ser apenas numérica ou um empate técnico. Pela primeira vez na sequência recente do instituto, Cadu aparece à frente de Álvaro com uma distância superior à margem de erro, consolidando a virada que vinha sendo desenhada desde agosto.
A disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte se desdobra em uma corrida paralela dentro dos próprios grupos políticos. Enquanto Allyson Bezerra (União Brasil), Cadu de Lula (PT) e Álvaro Dias (PL) protagonizam a disputa pelo Executivo, os três principais palanques chegam à eleição com vários candidatos competitivos para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa.
Com isso, além de enfrentar os adversários de outros campos, aliados disputam entre si a preferência do eleitor e o espaço limitado nas bancadas.
A pesquisa DataVero/Diário do RN, divulgada nesta quinta-feira (10), evidencia esse cenário principalmente na corrida pelas oito vagas de deputado federal. No grupo de Álvaro, Nina Souza aparece com 6,55% das citações espontâneas e se destaca numericamente, mas há uma disputa apertada logo abaixo: Cabo Deyvison tem 1,89%; Sargento Gonçalves, 1,86%; General Girão, 1,81%; e Carla Dickson, 1,78%. Apenas 0,11 ponto percentual separa os quatro. Juninho Saia Rodada aparece com 1,46% e Pedro Filho, com 0,80%.
No campo político de Cadu, diferentes candidaturas também aparecem competitivas. Natália Bonavides registra 2,87%, enquanto Dr. Bernardo aparece com 1,96% e Thabatta Pimenta, com 1,92%, diferença de apenas 0,04 ponto entre os dois. Fernando Mineiro tem 1,38% e Odon Júnior, 0,98%.
Entre os aliados de Allyson, Benes Leocádio aparece com 2,58% e Robinson Faria, com 2,20%, separados por apenas 0,38 ponto. Os números mostram, portanto, que nenhum dos três principais palanques concentra a disputa proporcional em uma única candidatura: todos apresentam nomes competitivos que, além da concorrência externa, medem forças dentro do próprio campo político.
A pesquisa também aponta os principais “puxadores de votos” de cada grupo: Nina Souza, com 6,55%, no campo de Álvaro; Natália Bonavides, com 2,87%, entre os aliados de Cadu; e Benes Leocádio, com 2,58%, no grupo de Allyson. A partir deles, cada palanque reúne outros nomes competitivos na disputa pelas oito vagas da Câmara.
A disputa ganha ainda mais peso diante do número limitado de cadeiras. O Rio Grande do Norte elege apenas oito deputados federais, e a votação individual não é o único elemento considerado na definição dos eleitos. Na eleição proporcional, as vagas são distribuídas entre partidos e federações conforme os cálculos dos quocientes eleitoral e partidário e as regras para distribuição das sobras.
Embora a disputa esteja acirrada, o cenário permanece em aberto, visto que, na pesquisa espontânea, 50,23% dos entrevistados não sabem ou não responderam em quem pretendem votar para deputado federal. Outros 9,87% indicaram nenhum candidato, branco ou nulo.
Disputa se espalha pela ALRN Na corrida pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa, a disputa interna nos três principais grupos se repete e envolve um número ainda maior de candidaturas. Nenhum nome alcança 3% das citações espontâneas, e aliados de Álvaro, Allyson e Cadu aparecem próximos nas primeiras posições.
No grupo de Álvaro, Tomba Farias lidera a pesquisa geral, com 2,55%. Ériko Jácome aparece com 1,50%, seguido por Dr. Kerginaldo Jácome, com 1,08%; Coronel Azevedo, 0,99%; Ezequiel Ferreira, 0,95%; Cristiane Dantas, 0,91%; e Gustavo Carvalho, 0,89%. Entre Kerginaldo, Coronel Azevedo, Ezequiel, Cristiane e Gustavo, a diferença é de apenas 0,19 ponto.
O grupo de Allyson também reúne vários nomes competitivos. Galeno Torquato aparece com 2,35%, seguido por Kleber Rodrigues, com 2,03%, e Nelter Queiroz, com 1,63%. Júlio César registra 1,50%; Cinthia de Allyson, 1,16%; Ivanilson Oliveira, 0,99%; e Walter Alves, 0,76%.
Apenas 0,32 ponto separa Galeno e Kleber, os dois primeiros do grupo.
No campo de Cadu, Ubaldo Fernandes aparece com 1,09%, Eudiane Macedo, com 1,01%, e Francisco do PT, com 0,92%. Na sequência estão Isolda Dantas, com 0,82%; Dr. Gustavo Soares, 0,70%; e Divaneide Basílio, 0,54%. Entre Ubaldo, Eudiane e Francisco, a distância é de somente 0,17 ponto.
A quantidade de candidaturas próximas dentro de cada grupo reforça que a disputa proporcional ocorre em duas frentes: contra candidatos dos campos adversários e entre aliados que dividem o mesmo palanque para o Governo. A indefinição do eleitorado amplia esse cenário. Para deputado estadual, 47,02% não sabem ou não responderam, enquanto 12,19% indicaram nenhum candidato, branco ou nulo. Juntos, são 59,21% sem apontar espontaneamente um nome.
Dados da pesquisa A pesquisa DataVero ouviu 1.500 eleitores nos dias 6, 7 e 8 de setembro. A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-00919/2026 e RN-08285/2026.
Quatro anos depois de o Rio Grande do Norte viver o primeiro segundo turno de sua história para o Governo do Estado, a eleição de 2010 apresentou um cenário diferente. Três candidaturas de peso entraram na disputa pelo Executivo potiguar, mas a decisão veio já no primeiro turno. Com 52,46% dos votos válidos, Rosalba Ciarlini (DEM) superou o então governador Iberê Ferreira (PSB) e o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT) e se tornou a segunda mulher eleita para comandar o Estado.
A eleição, realizada em 3 de outubro, ocorreu em meio a uma mudança no comando do Governo. Wilma de Faria, eleita em 2002 e reeleita em 2006, havia deixado o cargo em abril daquele ano para disputar uma vaga no Senado. Com a saída, o vice Iberê Ferreira assumiu o Executivo e chegou às urnas como governador, na tentativa de conquistar um mandato próprio.
Rosalba, por sua vez, chegava à disputa depois de construir sua trajetória política principalmente a partir de Mossoró. Médica pediatra, havia sido eleita prefeita da cidade pela primeira vez em 1988. Voltou à Prefeitura em 1996, foi reeleita em 2000 e, em 2006, conquistou uma vaga no Senado. Quatro anos depois, deixou o mandato para buscar pela primeira vez o Governo do Rio Grande do Norte. Sua chapa tinha como vice Robinson Faria (PMN), que vinha de seis mandatos consecutivos como deputado estadual e presidiu a Assembleia Legislativa desde 2003.
O cenário representava uma mudança em relação às disputas anteriores. Depois de eleições polarizadas por dois nomes de maior expressão, 2010 reuniu três candidaturas com presença relevante na política estadual: Rosalba, Iberê e Carlos Eduardo. Este último havia sido vice-prefeito e prefeito de Natal e entrou na corrida pelo PDT, tendo Álvaro Dias como candidato a vice.
Vitória no primeiro turno A apuração confirmou a vantagem de Rosalba. A candidata do DEM recebeu 813.813 votos, equivalentes a 52,46% dos válidos, percentual suficiente para evitar o segundo turno. Iberê Ferreira ficou em segundo lugar, com 562.256 votos, ou 36,25%. Carlos Eduardo recebeu 160.828 votos e terminou com 10,37%.
Outros três candidatos completaram a disputa: Sandro Pimentel (PSOL), com 10.520 votos (0,68%); José Walter Xavier (PCB), com 2.078 (0,13%); e Bartô Moreira (PRTB), com 1.746 (0,11%).
O resultado também mostrou a capilaridade da candidatura vencedora. Rosalba ficou à frente em 114 dos 167 municípios potiguares. Iberê venceu em 52, enquanto Carlos Eduardo liderou apenas em Itajá. Mesmo em Natal, onde a ex-prefeita da capital tinha como adversário um ex-prefeito, Rosalba terminou na dianteira.
A vitória fez de Rosalba a segunda mulher eleita governadora do Rio Grande do Norte, depois de Wilma de Faria. Na prática, o resultado também significou que, pela terceira eleição estadual consecutiva, os potiguares escolheram uma mulher para o Governo: Wilma havia vencido em 2002 e 2006, e Rosalba assumiria o cargo em janeiro de 2011.
Para o DEM, a conquista representou ainda o retorno do grupo político ao comando do Estado duas décadas depois da vitória de José Agripino Maia, em 1990. A eleição também recolocou a família Rosado no Governo: Dix-Sept Rosado, sogro de Rosalba, havia sido eleito governador em 1950 e morreu em um acidente aéreo no ano seguinte.
Mudança no Governo A disputa de 2010 também teve uma particularidade entre os adversários de Rosalba. Iberê entrou na campanha ocupando o Governo havia poucos meses. Ele assumira o cargo em abril, após a desincompatibilização de Wilma para concorrer ao Senado, e disputava a eleição apoiado pelo grupo que governava o Estado desde 2003.
Apesar de ocupar o Executivo e chegar ao pleito como candidato da situação, Iberê terminou com 36,25%, uma diferença de mais de 16 pontos percentuais em relação a Rosalba. A derrota encerrou a tentativa de continuidade do PSB no comando do Estado após os dois mandatos de Wilma.
Carlos Eduardo, por outro lado, apresentou-se como uma terceira força na eleição. Ao lado de Álvaro Dias, alcançou pouco mais de 10% dos votos válidos. A chapa Coragem para Mudar era formada por PDT, PCdoB e PRP.
O desempenho não foi suficiente para levar a disputa ao segundo turno, como havia acontecido quatro anos antes. Rosalba ultrapassou a maioria absoluta necessária e encerrou a eleição no primeiro domingo de outubro.
Disputa pelo Senado Se Wilma deixou o Governo para tentar chegar ao Senado, o resultado das urnas acabou sendo desfavorável à ex-governadora. Naquele ano, duas vagas estavam em disputa, e os eleitos foram justamente dois nomes que já haviam ocupado o Governo do Estado: Garibaldi Alves Filho (PMDB), com 1.042.272 votos, equivalentes a 35,03% dos votos nominais para o Senado; e José Agripino Maia com 958.891, ou 32,23%. Wilma terminou em terceiro, com 651.358 votos (21,89%). Assim, tanto ela, que deixara o Governo para concorrer ao Senado, quanto Iberê, que assumira o Executivo e tentava permanecer no cargo, encerraram a eleição sem mandato conquistado nas urnas.
Renovação de Bancadas Na Câmara dos Deputados, Fátima Bezerra (PT) foi a candidata mais votada do Rio Grande do Norte, com 220.355 votos, seguida por João Maia (PR), com 217.854. Também conquistaram vagas Henrique Eduardo Alves, Fábio Faria, Felipe Maia, Betinho Rosado, Sandra Rosado e Paulo Wagner.
Na Assembleia Legislativa, Antônio Jácome (PMN) liderou a votação, com 54.743 votos. Entre os eleitos estavam ainda Ezequiel Ferreira, Walter Alves, Ricardo Motta, Gustavo Carvalho, Tomba Farias, Nelter Queiroz, Getúlio Rêgo, Márcia Maia, Vivaldo Costa, George Soares, Fábio Dantas, Hermano Morais e Fernando Mineiro.