O Colégio Marista de Natal realiza neste sábado (15), a partir das 17h, a 3ª edição da Marista Night Run, evento que reúne esporte, convivência e incentivo a hábitos de vida saudáveis. A programação é voltada para a comunidade escolar e também para o público em geral.
A corrida contará com percursos de 5 km e 10 km, além da Corrida Kids, modalidade destinada às crianças. A proposta é incentivar a prática esportiva desde a infância e proporcionar uma experiência de atividade física de forma leve e adequada às diferentes faixas etárias.
De acordo com Antonio Júnior, coordenador de esportes do Marista de Natal, a participação das crianças é um dos destaques da programação.
“A Marista Night Run é um momento de encontro, celebração e incentivo à prática esportiva. Um dos grandes destaques é a Corrida Kids, que reforça a importância de estimular, desde cedo, o gosto pela atividade física, de forma leve, divertida e adequada a cada faixa etária. É uma oportunidade para as crianças vivenciarem o esporte, criarem boas memórias e entenderem que cuidar da saúde também pode ser uma experiência prazerosa. Estamos felizes em proporcionar um evento que promove saúde, bem-estar e integração, fortalecendo ainda mais os laços que fazem parte da nossa história”, comentou.
A Marista Night Run busca reunir educandos, famílias, educadores e corredores em uma experiência que vai além da competição. A proposta é estimular a convivência, a superação pessoal e a adoção de hábitos relacionados à saúde e ao bem-estar.
Para a organização, o evento também representa uma oportunidade de fortalecer os vínculos entre os integrantes da comunidade escolar e o público participante por meio do esporte.
“É um momento de encontro, celebração e incentivo à prática esportiva. Estamos felizes em proporcionar um evento que promove saúde, bem-estar e integração, fortalecendo ainda mais os laços que fazem parte da nossa história”, disse Antonio Júnior.
Inscrições estão abertas As inscrições para a 3ª edição da Marista Night Run já estão abertas. Os interessados podem se inscrever de forma on-line pela plataforma Ticket Sports ou presencialmente no Colégio Marista de Natal.
A programação será realizada no dia 15 de agosto, com início previsto para as 17h, e contará com as provas de 5 km e 10 km, além da Corrida Kids.
O Favorito Supermercados iniciou, neste mês de agosto, a implantação gradual da escala 5×2 em três unidades no Rio Grande do Norte. O modelo prevê cinco dias de trabalho e dois dias consecutivos de descanso e foi apresentado pela empresa como uma iniciativa voltada à melhoria das condições de trabalho e à retenção de profissionais.
A decisão foi anunciada pelo diretor comercial da rede, Vinicius Gama, que afirmou que a mudança não está relacionada ao debate político sobre a redução da jornada de trabalho, mas a uma decisão da empresa voltada aos trabalhadores.
“A partir do mês de agosto, nós adotaremos a jornada de trabalho 5×2. Independente de votação, independente de eleição, nós entendemos que essa pauta para nós não é sobre política, mas é sobre pessoas”, afirmou.
Segundo o diretor comercial, a empresa tem observado dificuldades crescentes para encontrar profissionais interessados em ingressar ou permanecer em empregos organizados nos moldes tradicionais, especialmente em setores que envolvem jornadas extensas e trabalho aos fins de semana.
Na avaliação de Vinicius Gama, melhores condições de trabalho podem contribuir para a permanência dos funcionários e também refletir na qualidade do atendimento aos consumidores.
“Nós sabemos que a satisfação dos nossos colaboradores vai aumentar a satisfação dos nossos clientes”, declarou.
ASSURN considera medida uma decisão independente Procurada pelo Diário do RN para falar sobre o posicionamento do setor em torno do debate do fim da escala 6×1, a Associação dos Supermercados do Rio Grande do Norte (ASSURN) informou que a adoção da escala 5×2 pelo Favorito Supermercados é uma decisão independente, isolada e em caráter de teste em algumas unidades da rede.
“O setor supermercadista é essencial para a população. Por essa razão, espera a construção de uma escala que atenda respeitosamente a todos os colaboradores e que, ao mesmo tempo, de forma equilibrada, permita um atendimento amplo e eficaz à população”, destacou a entidade.
Questionada sobre a quantidade de pessoas empregadas e os possíveis impactos da mudança para o setor supermercadista, a ASSURN não informou números e afirmou que ainda não é possível fazer uma avaliação de impactos, justamente porque a experiência do Favorito está sendo realizada de forma isolada.
Segundo a associação, ainda “não há nada concreto para ser analisado” em relação aos efeitos da adoção da escala.
O que é a escala 5×2? A discussão sobre o modelo ocorre paralelamente ao debate nacional sobre a redução da jornada de trabalho. O advogado e professor de Direito do Trabalho Túlio Chaves reforça que a escala 5×2 ainda não é obrigatória para as empresas.
Atualmente, a legislação trabalhista estabelece jornada de até 44 horas semanais e garante ao trabalhador o descanso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos.
“Hoje, a gente tem esse regime de até 44 horas de trabalho semanal. Então, hoje, você tem a obrigatoriedade de um dia de descanso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos.
Caso essa proposta de emenda constitucional seja aprovada, você terá esses cinco dias na semana de trabalho. Então, na prática, você trabalharia cinco dias e descansaria dois”, esclareceu.
Segundo o advogado, a eventual mudança nas regras depende da conclusão da tramitação da proposta no Congresso Nacional.
“Houve uma primeira votação na Câmara de Deputados, na qual houve a aprovação do projeto de emenda constitucional. Mas, na prática, isso ainda não tornou essa escala obrigatória, até porque depende dessa segunda votação no Senado ainda. Então, hoje, você ainda tem essa liberdade em aderir ou não à escala 5×2. Ainda não virou realmente a obrigação das empresas”, explicou.
Túlio Chaves também esclarece que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não determina que as empresas adotem uma escala específica de trabalho.
“Não há uma previsão na CLT. A lei prevê essa jornada de trabalho de até 44 horas semanais. Ela não obriga uma escala específica, desde que realmente seja respeitado o chamado DSR (Descanso Semanal Remunerado), como eu disse, preferencialmente aos domingos. Essa escala 5×2 pode ser adotada por decisão da empresa. Então, apesar de não ser obrigado, você, enquanto empresário, pode já, desde logo, aderir a essa escala. Já há essa possibilidade”, afirmou.
Dessa forma, uma empresa pode adotar atualmente a escala 5×2 por decisão própria, desde que a organização da jornada respeite os limites estabelecidos pela legislação trabalhista e os direitos dos trabalhadores.
Mais descanso pode favorecer saúde mental
Advogado prevê reflexos diretos na qualidade de vida dos trabalhadores – Foto: Reprodução
Para o advogado trabalhista, a principal diferença do modelo está na redução da jornada e no aumento do período de descanso. Na avaliação de Túlio Chaves, a mudança também pode produzir reflexos na saúde mental e na qualidade de vida dos trabalhadores.
“Em relação aos benefícios, a gente pode apontar alguns. Acredito que, principalmente, a questão da saúde mental e qualidade de vida para o trabalhador. Eu acredito que esses são dois fatores que, realmente, já são bastante visíveis quando você tem essa redução na carga horária de trabalho”, comentou.
Além desses aspectos, o advogado aponta possíveis impactos sobre o absenteísmo e as doenças relacionadas ao trabalho.
“Já existem alguns indicativos que isso diminui também a questão do absenteísmo, as faltas ao trabalho. Certamente, terá repercussão em doenças profissionais, como é o caso da síndrome de burnout. Então, acredito que a saúde mental também do trabalhador será muito beneficiada e também já vai muito ao encontro do que trouxe de novidade a reformulação da norma regulamentadora número 1 que obriga as empresas também a ter indicativos de saúde mental dentro das empresas. Então, o empresário pode até se utilizar dessa redução da carga horária já como uma medida de atendimento aos novos requisitos da norma regulamentadora número 1”, pontuou.
Embora o debate sobre a redução da jornada de trabalho avance no Congresso Nacional, a adoção da escala 5×2 permanece facultativa. Enquanto não houver alteração definitiva na legislação, empresas interessadas podem implementar o modelo, desde que observem os limites previstos na CLT e garantam os direitos dos trabalhadores.
política do Rio Grande do Norte e redesenhou alianças que pareciam consolidadas. Primos e antigos aliados, José Agripino Maia (PFL) e Lavoisier Maia (PDT) chegaram às urnas em lados opostos, numa disputa que dividiu a família e reuniu, no palanque de Lavoisier, grupos que durante anos haviam sido adversários dos Maia.
A ruptura tinha peso histórico. Lavoisier havia nomeado Agripino prefeito de Natal em 1979 e apoiado sua primeira eleição para governador, em 1982. O cenário, porém, mudou ao longo da década. Em 1990, Lavoisier se aproximou do grupo comandado pelo então governador Geraldo Melo e recebeu o apoio dos Alves, tradicionais adversários de Agripino.
A eleição ocorreu em dois turnos, em 3 de outubro e 25 de novembro. Além de governador e vice, os potiguares escolheram um senador, oito deputados federais e 24 estaduais.
Para José Agripino, que havia sido eleito senador em 1986, voltar à disputa pelo Governo foi uma decisão relacionada à própria manutenção da liderança política do grupo. Em entrevista ao Diário do RN, ele recordou que entrou na corrida eleitoral diante da necessidade de representar seu campo político.
“Foi uma imposição do meu partido, o PFL, uma necessidade de manutenção da liderança partidária”, afirmou.
Do outro lado, Agripino viu antigos adversários e lideranças importantes se reunirem em torno de Lavoisier. Ao recordar a composição daquele palanque, ele destacou o isolamento político que enfrentou no início da disputa.
“Lavoisier foi apoiado por Geraldo Melo, por Aluízio, Henrique, Garibaldi, Wilma. Todos se juntaram. E eu fui candidato sozinho para manter a liderança”, relembrou.
Em meio à disputa, a campanha de Agripino também ganhou um símbolo que atravessou o tempo: o jingle “Já Já Vai Voltar”, referência direta ao seu retorno ao Governo do Estado. A música ganhou força ao longo da corrida eleitoral e entrou para a memória como um dos jingles mais conhecidos da política potiguar.
No primeiro turno, Agripino liderou com 454.528 votos, ou 48,11% dos válidos. Lavoisier recebeu 372.301 (39,40%), seguido por Salomão Gurgel (PT), com 103.616 (10,97%), e Ana Catarina Alves (PTR), com 14.343 (1,52%). Agripino venceu em 113 dos 152 municípios existentes no Estado à época, mas não alcançou a maioria necessária para encerrar a disputa.
No segundo turno, novamente saiu vitorioso. Ao lado do candidato a vice Vivaldo Costa (PL), recebeu 525.229 votos (52,09%), contra 483.067 (47,91%) de Lavoisier, que tinha Arnóbio Abreu (PMDB) como vice. A diferença foi de 42.162 votos.
A vitória levou Agripino de volta ao Governo oito anos depois da primeira eleição para o cargo. Ele sucedeu Geraldo Melo em março de 1991 e tornou-se o primeiro político a conquistar dois mandatos de governador do Rio Grande do Norte desde o fim do Estado Novo, em 1945.
Agripino foi o primeiro governador reeleito após o fim do Estado Novo – Foto: ReproduçãoVivaldo Costa compôs com José Agripino a chapa que saiu vitoriosa – Foto: Reprodução
Uma eleição que dividiu os Maia Mais do que colocar dois primos em lados opostos, a campanha expôs uma divisão até então difícil de imaginar dentro da família Maia. As relações políticas e familiares construídas ao longo de décadas foram atravessadas pela disputa, enquanto Lavoisier se aproximava justamente do grupo Alves, adversário histórico de Agripino.
O ex-governador Cortez Pereira, próximo de Lavoisier, protagonizou um dos episódios lembrados daquele período. Diante da necessidade de escolher entre os dois candidatos, declarou que era mais amigo de Lavoisier do que de Agripino, mas “mais amigo do Rio Grande do Norte do que de Lavoisier” e, por isso, votaria em Agripino.
A disputa foi intensa e chegou ao segundo turno em um Estado politicamente dividido. Se Agripino venceu o Governo, o grupo adversário conquistou a vaga em disputa para o Senado.
Garibaldi Alves Filho (PMDB) foi eleito com 404.206 votos (52,02%), derrotando Carlos Alberto de Sousa (PDC), que obteve 329.793 (42,45%), e José de Anchieta Ferreira Lopes (PCdoB), com 42.991 (5,53%).
Nas eleições proporcionais, o equilíbrio entre os principais grupos também apareceu. Das oito vagas potiguares na Câmara dos Deputados, PMDB e PFL conquistaram três cada, enquanto PRN e PSDB ficaram com uma cadeira. Na Assembleia Legislativa, o PMDB formou a maior bancada, com dez das 24 vagas, seguido pelo PFL, com cinco; PL, com quatro; PDS, com três; e PDT e PT, com uma cadeira cada.
Imagem que fez parte do material de campanha de Agripino em 1990 – Foto: Reprodução
O aviso que Agripino não quis acreditar A articulação que levaria Lavoisier ao palanque adversário começou antes de a candidatura se tornar pública. Quem acompanhou parte dessa movimentação foi Afonso Lemos, então prefeito de Macau, eleito em 1988. Embora ligado politicamente a José Agripino, ele havia se aproximado do governador Geraldo Melo e acabou tomando conhecimento das conversas que se desenvolviam nos bastidores.
Em entrevista ao Diário do RN, Afonso recorda que Geraldo não tinha um nome competitivo para sua sucessão e permaneceu no Governo, enquanto buscava construir uma candidatura capaz de enfrentar Agripino.
“Geraldo me confidenciou que o candidato do grupo dele ao Governo do Estado seria Lavoisier Maia. Como eu era ligado a Agripino, fui até ele e revelei que Lavoisier estava se aproximando do grupo de Geraldo para ser candidato contra o próprio Agripino, com o apoio dos Alves. Agripino, num primeiro momento, não quis acreditar”, relembrou.
A reação, segundo Afonso, era compreensível diante da proximidade existente entre os integrantes da família. Lavoisier já havia governado o Estado, Agripino o sucedera anos depois e os dois tinham caminhado juntos em disputas anteriores.
“A situação realmente era muito difícil de imaginar, porque a ligação familiar entre Lavoisier, Agripino, Tarcísio Maia e os demais integrantes da família era muito forte. Os Maias eram muito unidos”, afirmou.
Somente quando as conversas avançaram e Lavoisier efetivamente se tornou candidato do campo adversário, segundo Afonso, Agripino percebeu que o movimento antecipado por ele estava se concretizando.
“Agripino não acreditava que Lavoisier aceitaria ser candidato contra ele. Somente quando a articulação se concretizou é que reconheceu que eu havia chamado a atenção para o que estava acontecendo”, contou.
Em resumo, o embate entre os primos marcou a eleição de 1990. Lavoisier reuniu antigos adversários dos Maia e importantes lideranças do Estado, enquanto Agripino enfrentou a divisão familiar e uma ampla aliança para conquistar o segundo mandato. A vitória por pouco mais de 42 mil votos encerrou uma campanha de rupturas e novos arranjos políticos.
Documento de 8 de agosto registra que certidão positiva do TJRN aponta existência de processos e candidato é intimado, nesta quarta-feira (12), a complementar documentação exigida pela Justiça Eleitoral.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) intimou nesta quarta-feira (12) o candidato Allyson Bezerra, do União Brasil, a complementar a documentação apresentada no pedido de registro de candidatura ao Governo do Estado. A intimação está relacionada a uma pendência identificada na documentação criminal apresentada pelo candidato e envolve processos apontados em certidão positiva emitida pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN).
A informação consta no processo nº 0600458-93.2026.6.20.0000, referente ao registro de candidatura de Allyson Bezerra, pela coligação Esperança e Trabalho. O pedido de registro foi apresentado no Candex em 3 de agosto de 2026, enquanto a escolha do candidato em convenção partidária ocorreu em 20 de julho.
A origem da pendência aparece em documento de conferência da documentação emitido pelo TRE em 8 de agosto. Na análise dos documentos apresentados, a Justiça Eleitoral registrou irregularidade nas certidões criminais para fins eleitorais da Justiça Estadual de 1º e 2º graus.
Segundo o documento, a certidão apresentada, emitida pelo TJRN, é positiva e informa a existência de processos que “podem ter repercussão na análise do pedido de registro de candidatura”. A certidão, porém, não veio acompanhada das respectivas certidões de objeto e pé, exigidas pelo artigo 27, §7º, da Resolução TSE nº 23.609/2019.
As certidões de objeto e pé servem para identificar e detalhar o conteúdo, a situação e o andamento dos processos relacionados na certidão criminal, permitindo à Justiça Eleitoral verificar se existe alguma circunstância capaz de produzir repercussão sobre o pedido de registro.
Com a intimação expedida nesta quarta-feira, a pendência deixou de ser apenas um apontamento registrado na conferência documental e passou a ser objeto de determinação para complementação do processo de registro.
Os documentos solicitados deverão permitir que a Justiça Eleitoral identifique e analise os processos relacionados na certidão positiva do TJRN. A existência de processos judiciais, por si só, não significa que o candidato seja inelegível.
O documento de conferência de 8 de agosto não declarou Allyson inelegível e tampouco representou decisão de indeferimento da candidatura. O levantamento do Cadastro Eleitoral registra que não havia, em princípio, hipótese de inelegibilidade cadastrada contra o candidato.
Também constam como regulares informações relacionadas à quitação eleitoral, à inscrição eleitoral e à inexistência de crime eleitoral registrado no cadastro.
Processos ainda precisam ser detalhados A questão apontada pelo TRE está relacionada, neste momento, à documentação necessária para que os processos mencionados na certidão positiva do TJRN sejam devidamente identificados e analisados.
A apresentação das certidões de objeto e pé permitirá à Justiça Eleitoral verificar o conteúdo e a situação de cada processo e avaliar eventual repercussão sobre o registro de candidatura.
Assim, a intimação não equivale, por si só, a uma declaração de inelegibilidade ou ao indeferimento da candidatura. O que existe, até o fechamento desta edição, é uma determinação para que a documentação seja complementada.
Dario também é intimado pelo TRE para corrigir pendências no registro
O candidato Dario Barbosa de Melo, do PSTU, também foi intimado pelo TRE-RN para corrigir pendências no registro de candidatura ao Governo do Estado. A Justiça Eleitoral deu três dias para a regularização, sob pena de indeferimento do pedido.
O TRE apontou que as certidões criminais de 1º e 2º graus apresentadas por Dario são positivas e informam a existência de processos que podem ter repercussão na análise da candidatura, mas não foram acompanhadas das respectivas certidões de objeto e pé exigidas pela legislação eleitoral.
Além disso, o candidato declarou ser funcionário público civil estadual, mas não apresentou o comprovante de desincompatibilização exigido para o registro.
Depois de ouvir os candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte, o Fórum Caminhos do RN deu continuidade, nesta quarta-feira (12), à rodada de sabatinas com os postulantes ao Senado.
Sandro Pimentel (PSOL), Tércio Tinoco (União Brasil), Styvenson Valentim (Podemos) e Samanda Alves (PT) participaram, nesta ordem, dos encontros promovidos pela Fiern e pelo MídiaComRN, apresentando propostas e posicionamentos sobre temas relacionados ao desenvolvimento do Estado.
Realizadas no auditório Albano Franco, sede da Fiern, as sabatinas contaram com representantes do setor produtivo e jornalistas de veículos de comunicação associados ao MídiaComRN.
Segurança pública, desenvolvimento econômico, infraestrutura, tecnologia e participação da iniciativa privada estiveram entre os temas abordados.
Sandro abre sabatinas com foco em segurança Primeiro a ser sabatinado, Sandro Pimentel destacou a necessidade de associar educação, tecnologia e segurança pública. O candidato defendeu maior utilização de recursos tecnológicos para identificação de infratores e afirmou que o enfrentamento à criminalidade depende também da construção de ações conjuntas entre diferentes setores.
“Hoje a gente consegue ter tecnologias nas vias, nas rodovias, que identifiquem o infrator até pelo calor, mas pouco se usa”, afirmou. Sandro também defendeu a construção de pactos que envolvam diferentes agentes e sejam capazes de produzir resultados efetivos na área.
Tércio defende parcerias com setor privado Na sequência, Tércio Tinoco concentrou parte de sua participação na defesa das parcerias público-privadas como instrumento para ampliar investimentos, especialmente no turismo. “Eu sou 100% favorável à parceria público-privada. Acredito muito nessa parceria porque, infelizmente, o poder público não toma conta sozinho de tudo”, declarou.
O candidato citou Pipa como exemplo de destino que necessita de melhorias na infraestrutura rodoviária e na acessibilidade turística. Tércio também destacou o papel das emendas parlamentares e defendeu maior aproximação entre o Senado e o setor empresarial. “A gente precisa trazer o setor empresarial para perto, para trabalhar juntos”, afirmou.
Styvenson aposta em tecnologia e energia limpa Terceiro a participar da sabatina, Styvenson Valentim direcionou sua fala para tecnologia, energia e atração de investimentos. O senador e candidato à reeleição destacou projeto de sua autoria voltado à regulamentação de data centers e inteligência artificial no país e comparou o avanço do Rio Grande do Norte ao de estados vizinhos.
“O Ceará está na frente da gente e a gente atrás. O meu projeto de lei que está em Brasília é para regulamentar toda a legislação do país que trata justamente de data centers e IAs”, disse.
Styvenson afirmou que a proposta busca criar condições para o Rio Grande do Norte receber esses empreendimentos, aproveitando a disponibilidade de energia renovável. Segundo ele, o Estado desperdiça atualmente 24% da energia limpa produzida.
Samanda encerra com debate sobre segurança Última a ser sabatinada, Samanda Alves abordou investimentos em segurança pública e relacionou o fortalecimento das forças de segurança à melhoria do ambiente econômico. Segundo a candidata, a presença de unidades do Corpo de Bombeiros nas diferentes regiões do Estado também oferece maior segurança para empresários e investidores.
“Isso também traz segurança para os investidores, não só para quem está investindo, que vai ter a segurança do seu negócio”, afirmou.
No âmbito nacional, Samanda defendeu o fortalecimento das ações de combate ao crime organizado, com maior estrutura, equipamentos e inteligência para as forças de segurança. A candidata também destacou os impactos da criminalidade sobre a população das periferias e defendeu a articulação entre as ações estaduais e federais.
A participação de gestores municipais em fóruns estaduais e nacionais tem ampliado o protagonismo das redes de ensino nas discussões sobre políticas públicas educacionais. Para os secretários de Educação de Natal e de Nísia Floresta, esses espaços permitem compartilhar experiências, discutir desafios comuns e fortalecer estratégias voltadas à melhoria da aprendizagem dos estudantes.
À frente da Secretaria Municipal de Educação de Natal, Aldo Fernandes afirma que o intercâmbio entre os gestores contribui para qualificar as políticas públicas desenvolvidas nos municípios.
“A troca de experiências entre os gestores fortalece a educação pública. Quando compartilhamos boas práticas e discutimos desafios comuns, todos os municípios ganham e quem mais se beneficia são os estudantes”, destacou o secretário.
Segundo Aldo Fernandes, a participação em eventos e instâncias de representação permite conhecer iniciativas bem-sucedidas adotadas em outras redes e adaptar soluções à realidade local. Entre as agendas recentes do gestor estão a Bett Brasil, realizada em São Paulo, e a ExpoEduc 2026, onde apresentou ações desenvolvidas na capital potiguar relacionadas ao planejamento educacional, inovação na gestão e fortalecimento do protagonismo dos professores.
Já o secretário municipal de Educação de Nísia Floresta, Gustavo Fernandes, destaca que a presença dos municípios nos principais espaços de debate fortalece uma gestão baseada em evidências e focada em resultados.
“A atuação nesses espaços tem fortalecido uma convicção: é possível construir uma educação pública de qualidade quando a gestão toma decisões baseadas em evidências, acompanha resultados e transforma dados em ações concretas para melhorar a aprendizagem”, afirmou.
Professor universitário, Gustavo Fernandes coordena o Polo 1 da União dos Dirigentes Municipais de Educação do Rio Grande do Norte (Undime/RN) e representa os municípios na Comissão Intergestores Bipartite da Educação (Cibe/RN). Neste ano, participou da Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios e foi palestrante da ExpoEduc, abordando temas como valorização dos profissionais da educação, formação continuada e políticas de aprendizagem.
Na rede municipal de Nísia Floresta, a gestão tem priorizado ações voltadas à alfabetização, avaliação educacional, educação em tempo integral, inclusão e qualificação dos profissionais da educação.
Cooperação entre os municípios Recentemente, Aldo Fernandes e Gustavo Fernandes participaram, em Teresina (PI), de uma reunião regional das Comissões Intergestores Bipartite da Educação. O encontro reuniu representantes de diferentes estados para discutir estratégias de cooperação entre União, estados e municípios, além de debater mecanismos para fortalecer a gestão das redes públicas de ensino.
A presença dos dois gestores acompanha um movimento observado em todo o país, no qual dirigentes municipais assumem papel cada vez mais ativo na formulação e no aperfeiçoamento das políticas educacionais. A expectativa é que o compartilhamento de experiências bem-sucedidas contribua para elevar a qualidade da educação pública e ampliar os resultados alcançados pelos estudantes nas diferentes redes municipais.
Há estreias que representam apenas mais uma apresentação. Outras simbolizam um novo capítulo de uma história construída ao longo de décadas. Nesta semana, o ator potiguar José Neto Barbosa desembarca em São Paulo para apresentar “Um Depoimento Real”, espetáculo da S.E.M. Cia. de Teatro selecionado para a MIACENA – Mostra Internacional de Artes Cênicas em Espaços Não Convencionais e Alternativos. A montagem, dirigida pela argentina Monina Bonelli, chega à capital paulista levando um tema delicado: a violência contra crianças narrada a partir do universo da imaginação infantil.
Mas, antes de cruzar fronteiras, a história de José Neto começou entre o Agreste e o litoral potiguar.
Nascido em Natal, ele passou a infância entre Santo Antônio e Barra do Cunhaú, em Canguaretama. Foi nesse cenário que surgiram as primeiras referências que, anos depois, moldariam sua identidade artística.
“Nasci em Natal, mas fui criado entre Santo Antônio do Salto da Onça e Barra do Cunhaú. Minhas raízes estão muito ligadas a esses dois lugares, entre as memórias do Agreste e o horizonte do litoral potiguar”, contou.
Filho de uma família de vaqueiros, chegou a participar de vaquejadas quando criança, mas admite, com bom humor, que não levava muito jeito. O que realmente mudou sua vida aconteceu diante de um arraial.
“Venho de uma família de vaqueiros e, ainda criança, cheguei a correr vaquejada, mas era péssimo vaqueiro. Mas foi também nessa época que, ao assistir a um festival de quadrilhas juninas em Santo Antônio, algo despertou em mim”, lembrou.
O brilho dos figurinos, a música e a capacidade de emocionar o público despertaram nele um desejo que nunca mais desapareceu.
“Ali nasceu em mim a vontade de também estar em cena e provocar essa emoção nas pessoas”, afirmou.
Pouco tempo depois, a família mudou-se para Natal. Aos 11 anos, José Neto pisaria em um palco pela primeira vez, experiência que consolidaria o sonho iniciado nas festas juninas.
“Meu primeiro contato com o palco aconteceu ainda criança, na Escola Nossa Senhora do Carmo, em Nova Cruz. Ia ter uma encenação da Paixão de Cristo e eu pedi para participar. Acabaram me colocando para fazer Jesus e lembro que fiquei muito empolgado com tudo aquilo”, recordou.
Embora a estreia tenha acontecido ainda na infância, ele considera que a carreira começou oficialmente em 2002, quando ingressou em um curso de televisão e cinema. O teatro, porém, rapidamente tomou outro rumo.
“Comecei interessado justamente em televisão e cinema, mas logo depois me apaixonei pelo teatro. Comecei a fazer outros cursos, oficinas, participar de espetáculos e fui ficando. O teatro acabou tomando conta de tudo e se tornou a base da minha carreira”, disse.
Desde então, estudar tornou-se parte inseparável da profissão. Entre cursos, oficinas e intercâmbios, José acumula mais de 45 formações.
“Hoje tenho mais de 45 formações realizadas com profissionais nacionais e internacionais. Acho que o ator precisa continuar estudando a vida inteira”, pontuou.
Titina: amiga, professora e incentivadora
Entre as grandes referências estão nomes como Fernanda Montenegro, Bibi Ferreira, Cleyde Yáconis e Vera Holtz. No Rio Grande do Norte, porém, nenhuma influência foi tão marcante quanto Titina Medeiros.
A relação começou antes mesmo de ela ser sua professora.
“Ela assistiu ao ensaio geral e, quando terminou, me chamou num cantinho do palco e disse: ‘Netinho, me prometa que você nunca vai deixar de fazer teatro’. Eu prometi e nunca esqueci”, recordou.
Mais tarde, Titina tornou-se professora de José Neto no Centro Experimental. As aulas eram frequentemente prolongadas em conversas sobre arte e vida, acompanhadas de um “caldinho de camarão na praça de alimentação de um shopping da capital”.
“Hoje, vivendo o luto pela partida dela (Titina), seguir fazendo teatro também é uma forma de honrar essa promessa”, afirmou.
A carreira construída ao longo de 24 anos jamais teve como objetivo definitivo migrar para o eixo Rio-São Paulo. O desejo era outro: conhecer o Brasil através do teatro.
“Desde que comecei a fazer teatro, eu tinha uma imagem muito específica na cabeça: sonhava em viajar de avião com minhas malas e meu cenário para apresentar em outras cidades”, contou.
O sonho começou a ganhar forma em 2014, durante um festival em Curitiba. Na ocasião, a atriz Ítala Nandi assistiu ao espetáculo e publicou uma crítica chamando José Neto de “ator extraordinário”, reconhecimento que ajudou a ampliar a circulação de seu trabalho pelo país.
Mesmo assim, ele nunca cogitou abandonar o Rio Grande do Norte.
“Sempre me interessou muito mais conhecer o Brasil profundo através do teatro”, explicou.
Hoje, já percorreu mais de 16 estados brasileiros, passando pelas cinco regiões do país, levando espetáculos tanto para grandes capitais quanto para cidades onde o acesso às artes cênicas ainda é limitado.
“Eu consegui construir essa trajetória continuando no Rio Grande do Norte, sendo um ator potiguar e fazendo o meu trabalho partir daqui para encontrar o restante do país”, destacou.
Agora, essa caminhada ganha mais um capítulo com “Um Depoimento Real”. O espetáculo, inspirado em casos reais, aborda a violência contra crianças sob a perspectiva da imaginação infantil, propondo uma reflexão sobre escuta, afeto e redes de proteção.
A estreia nacional da peça acontece neste sábado (15), às 17h e 20h, no FIESP Mezanino, na Avenida Paulista, dentro da programação da MIACENA 2026 – Mostra Internacional de Artes Cênicas em Espaços Não Convencionais e Alternativos. As apresentações são gratuitas.
Frio na barriga
“O aplauso não é só um reconhecimento pelo que aconteceu no palco. É a confi rmação de que houve um encontro”, José Neto Barbosa – Foto: Reprodução
Mesmo após mais de duas décadas de carreira, a ansiedade permanece intacta.
“Sinto, e muito. Acho que o dia em que eu deixar de sentir esse frio na barriga talvez seja o momento de repensar alguma coisa”, confessou.
A apresentação em São Paulo representa um marco importante para ele, porém, não altera uma característica que o acompanha desde o início.
“Tenho mais experiência, mais segurança e mais ferramentas como ator, mas aquele frio na barriga continua existindo. E eu gosto que continue”, comentou.
Ao final de cada espetáculo, porém, a ansiedade dá lugar ao momento que, para ele, resume o sentido da profissão.
“Faz a vida fazer sentido. O aplauso não é só um reconhecimento pelo que aconteceu no palco.
Para mim, é a confirmação de que houve um encontro, de que alguma coisa que eu fiz chegou até aquelas pessoas”, afirmou.
E é justamente nesse encontro, seja nos aplausos, em um abraço ou em uma conversa após o espetáculo, que José Neto encontra a resposta para seguir, há 24 anos, fazendo do teatro sua forma de existir.
O cenário eleitoral do Rio Grande do Norte ganhará um novo retrato nesta sexta-feira (14), com a divulgação de mais uma rodada da pesquisa DataVero/Diário do RN. O levantamento será o primeiro realizado pelo instituto após dois momentos importantes do calendário eleitoral: as convenções partidárias, que oficializaram candidaturas e alianças para a disputa de outubro, e o primeiro debate televisionado entre os principais candidatos ao Governo do Estado, realizado pela Band no último domingo (9).
Os pesquisadores estão em campo, ouvindo 1.500 eleitores distribuídos em 50 municípios do Rio Grande do Norte, entre os dias 10 e 12 de agosto. Com margem de erro de 2,53%, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%, o levantamento vai apresentar um panorama das principais disputas eleitorais no Estado.
Além da corrida pelo Governo do RN, serão conhecidos os números das disputas para a Presidência da República e o Senado. A rodada também vai medir as preferências dos potiguares para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa.
Retrato após convenções e debate A nova rodada chega em um momento diferente dos levantamentos anteriores. Com o encerramento das convenções partidárias, o eleitor passou a ter um quadro mais definido das candidaturas, chapas e alianças que estarão nas urnas. A pesquisa permitirá observar como esse novo desenho se reflete nas intenções de voto.
Outro componente é o primeiro debate na televisão entre os principais candidatos ao Governo. O encontro promovido pela Band no último domingo colocou os concorrentes frente a frente para discutir propostas, apresentar críticas e responder aos adversários.
Como o trabalho de campo começou no dia seguinte ao debate, o levantamento será o primeiro DataVero/Diário do RN a captar as preferências do eleitorado após o confronto televisivo.
Da Presidência às proporcionais A abrangência da pesquisa permitirá acompanhar diferentes níveis da eleição. Na disputa presidencial, o levantamento mostrará como o eleitor potiguar se posiciona diante dos candidatos ao Palácio do Planalto. Para o Governo, será possível verificar o cenário após a definição das candidaturas e o início dos debates.
O Senado também terá espaço na rodada, em uma eleição na qual os potiguares escolherão dois representantes. Nas disputas proporcionais, o DataVero vai aferir as preferências para deputado federal e estadual, permitindo identificar os nomes que começam a ganhar espaço na corrida pelas oito cadeiras do RN na Câmara dos Deputados e pelas 24 vagas da Assembleia Legislativa.
DataVero acompanha disputa eleitoral O Instituto DataVero vem acompanhando diferentes momentos da corrida eleitoral no Rio Grande do Norte por meio de levantamentos realizados em parceria com o Diário do RN. Além dos cenários gerais de intenção de voto, as pesquisas permitem observar o comportamento do eleitorado por diferentes recortes e acompanhar a evolução da disputa no Estado.
A nova pesquisa DataVero/Diário do RN está registrada na Justiça Eleitoral sob os números RN-06313/2026 e BR-05337/2026.
Dados do Estado não identificam diretamente a cifra apresentada pelo pré-candidato; investimentos também mostram diferença proporcional pequena entre Governo do Estado e Mossoró.
O principal número apresentado pelo ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (União Brasil), durante sabatina realizada na Casa da Indústria, promovida em parceria pela Midiacom/RN e pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), exige uma explicação objetiva: de onde vêm os R$ 3,5 bilhões que ele classificou como “débito orçamentário” deixado de 2025 para 2026?
A afirmação, feita ao criticar a situação fiscal do Governo do Estado, não aparece diretamente nos principais números do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) de 2025.
No 6º bimestre de 2025, o Estado registrou aproximadamente R$ 23,8 bilhões em despesas empenhadas, R$ 23,3 bilhões liquidadas e R$ 21,9 bilhões pagas. A diferença entre empenhado e liquidado foi de cerca de R$ 512,9 milhões. Entre o liquidado e o pago, aproximadamente R$ 1,4 bilhão. Já a diferença entre o total empenhado e o efetivamente pago ficou em torno de R$ 1,9 bilhão.
Nenhuma dessas diferenças corresponde diretamente aos R$ 3,5 bilhões citados por Allyson e a questão, portanto, não é apenas o tamanho do número, mas sua origem.
INVESTIMENTOS: DIFERENÇA PROPORCIONAL É DE 0,50 PONTO Outro ponto central do discurso de Allyson foi a crítica ao volume de investimentos realizados pelo Governo do Estado.
Os dados de 2025 mostram que Mossoró liquidou R$ 39,19 milhões em investimentos, diante de uma Receita Corrente Líquida (RCL) de R$ 1,4 bilhão. O volume corresponde a aproximadamente 2,77% da receita.
No Governo do Estado, os investimentos liquidados chegaram a R$ 605,19 milhões, enquanto a RCL alcançou R$ 26,656 bilhões. Proporcionalmente, os investimentos representaram cerca de 2,27% da receita.
A diferença entre os dois percentuais é de aproximadamente 0,50 ponto percentual.
Em valores absolutos, a distância é enorme: R$ 605 milhões no Estado contra R$ 39 milhões em Mossoró. Mas a comparação proporcional muda a leitura. A receita corrente líquida estadual foi quase 19 vezes maior que a de Mossoró em 2025, e os dois governos destinaram pouco mais de 2% da RCL aos investimentos.
Mossoró apresenta percentual superior, mas os números não indicam, por si só, uma diferença tão ampla quanto aquela sugerida pelo discurso político.
FOLHA DE PESSOAL: ALLYSON CRITICA LIMITE, MAS OMITE O CENÁRIO QUE FÁTIMA RECEBEU DE ROBINSON Na crítica à situação fiscal do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra também deixou de mencionar um dado importante sobre a despesa com pessoal, embora tenha razão dos números que apresentou do Estado onde ainda esteja acima do limite legal, o percentual atual é inferior ao cenário encontrado pela governadora Fátima Bezerra ao assumir o Governo em 2019 Fátima recebeu o Estado das mãos do então governador Robinson Faria e atual aliado no palanque político do ex-prefeito e candidato a governador Allyson Bezerra, com a despesa de pessoal consumindo 63,64% da Receita Corrente Líquida Ajustada.
Naquele momento, a RCL ajustada era de R$ 8,826 bilhões e a Despesa Total com Pessoal chegava a R$ 5,617 bilhões. O limite máximo estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal era de 49%.
Ou seja, o Estado começou a gestão Fátima 14,64 pontos percentuais acima do limite máximo permitido.
No dado mais recente extraídos da RGF do 1º quadrimestre de 2026, a despesa total com pessoal alcança R$ 11,28 bilhões, equivalente a 56,12% da RCL Ajustada. O Estado continua acima do limite legal, mas o percentual caiu 7,52 pontos percentuais em relação ao cenário recebido em 2019.
O debate pode e deve cobrar da atual administração uma solução definitiva para o excesso de pessoal. Mas uma análise fiscal responsável precisa considerar a trajetória completa: o Estado saiu de 63,64% da RCL ajustada para 56,12%.
A folha continua acima do limite. Isso é fato.
Mas também é fato que o Estado não está no mesmo ponto em que foi recebido por Fátima Bezerra.
No discurso eleitoral, entretanto, esse detalhe pode fazer diferença: a crise fiscal não começou agora, e os números mostram uma redução do comprometimento da receita com pessoal, ainda que insuficiente para recolocar o Estado dentro do limite legal.
A RÉGUA DOS NÚMEROS Os três temas, suposto “rombo”, investimentos e folha de pessoal, estarão no centro do debate eleitoral sobre as contas do Rio Grande do Norte.
Os números oficiais mostram que o Estado enfrenta dificuldades fiscais, especialmente no gasto com pessoal, que permanece acima do limite legal. Mas também mostram que, na comparação proporcional dos investimentos, a diferença entre Mossoró e o Governo do Estado é de aproximadamente meio ponto percentual da RCL.
Já a cifra de R$ 3,5 bilhões permanece como o principal ponto a ser esclarecido.
Se o valor representa um conjunto de obrigações, restos a pagar, déficit ou outro indicador fiscal, é preciso demonstrar a composição. Sem a memória de cálculo, o número fica no campo da afirmação política, e não de uma conclusão diretamente extraída dos dados apresentados no RREO.
Em uma eleição na qual a situação financeira do Estado será usada como argumento central, a pergunta é simples: qual é a conta que chega aos R$ 3,5 bilhões?
Os candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte apresentaram, nesta terça-feira (11), propostas para o Estado durante o Fórum Caminhos do RN, promovido pela Fiern e pelo MídiaComRN.
Robério Paulino (PSOL), Allyson Bezerra (União Brasil), Cadu de Lula (PT) e Álvaro Dias (PL) foram sabatinados por jornalistas de veículos associados ao MídiaComRN, com participação de representantes do setor produtivo.
Robério defende fortalecimento da indústria local Robério Paulino abriu a programação, em ordem definida por sorteio, e defendeu o fortalecimento da indústria como caminho para ampliar o desenvolvimento econômico e a geração de empregos. Ao abordar a diversificação produtiva, afirmou que pretende dialogar com o setor empresarial, agregar valor à indústria extrativista e estimular a produção local. “É preciso planejamento e ousadia para promover a substituição de importações. Muitos produtos comercializados em nossos supermercados poderiam ser industrializados no Rio Grande do Norte”, afirmou.
Allyson foca em equilíbrio fiscal e infraestrutura Na sequência, Allyson defendeu equilíbrio fiscal, gestão técnica e maior participação da iniciativa privada para ampliar investimentos e gerar empregos. “Quem gera emprego é a iniciativa privada. O papel do governo é destravar o Estado”, afirmou.
O candidato destacou turismo, petróleo e gás e energias renováveis e defendeu maior agilidade no licenciamento ambiental. Na infraestrutura, propôs integrar o Porto de Natal a uma ferrovia, construir uma terceira ponte para a Zona Norte e reativar os aeroportos de Mossoró e Caicó. Na saúde, defendeu uma rede hospitalar para a Zona Norte e a Região Metropolitana, reduzindo a sobrecarga do Walfredo Gurgel.
Cadu aposta em investimentos e educação integral Cadu de Lula defendeu a ampliação da capacidade de investimento do Estado, com crescimento da receita e controle das despesas, além de projetos como a duplicação da BR-304 e o Porto Indústria Verde. “A base do meu discurso trata de ações realizadas e concretizadas e, claro, de projeções para o futuro do nosso Estado”, afirmou.
O petista também defendeu parcerias público-privadas e concessões. Na educação, estabeleceu como meta alcançar 100% de ensino em tempo integral e combater o analfabetismo e a evasão escolar. Para a economia, aposta nas energias renováveis para atrair atividades como hidrogênio verde e data centers, além do fortalecimento da mineração e da fruticultura.
Álvaro propõe pacto econômico e social Álvaro Dias defendeu um diagnóstico das finanças estaduais e a construção de um pacto entre poder público, setor produtivo e sociedade. “Precisamos fazer um estudo profundo das finanças do Rio Grande do Norte e construir um pacto com as entidades, os poderes e a sociedade. Dentro desse grande pacto econômico e social, vamos começar a reconstruir o Rio Grande do Norte”, declarou.
O candidato apontou turismo, mineração, petróleo, fruticultura e energias renováveis como setores estratégicos e defendeu maior atração de investimentos privados. “O setor produtivo precisa ser parceiro do poder público. Vamos trabalhar para transformar essa parceria em resultados para o Rio Grande do Norte”, afirmou.
Parceria Fiern e MidiaComRN Ao final do Fórum Caminhos do RN, os candidatos receberam da Fiern a Agenda Caminhos do RN (2027-2030), documento com propostas e prioridades do setor produtivo para o desenvolvimento estadual, além da Carta de Compromisso do MídiaComRN. Nesta quarta-feira (12), a programação continua com as sabatinas dos candidatos ao Senado.
Natal apresentou recuperação no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) em 2025, mas o avanço não foi suficiente para mudar a posição da capital potiguar entre as capitais brasileiras. Nos anos iniciais do ensino fundamental, a cidade alcançou nota 4,8 e permaneceu na última colocação do ranking das capitais.
Apesar da posição negativa, o resultado representa uma melhora em relação a 2023, quando Natal registrou 4,5. A evolução também interrompe a sequência de queda observada após 2019, quando a rede municipal atingiu seu melhor resultado histórico, com nota 4,9.
O secretário municipal de Educação de Natal, Aldo Fernandes, avaliou como positiva a melhora da capital nos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) 2025, mas ressaltou que o desempenho ainda está distante do patamar desejado. Segundo ele, o avanço ocorreu tanto nos anos iniciais quanto nos anos finais do ensino fundamental.
“Os resultados de 2025 mostram uma reação da educação municipal de Natal, com crescimento do IDEB tanto nos anos iniciais quanto nos anos finais do ensino fundamental. E existe um dado que considero ainda mais importante: não foi apenas a média geral da rede que melhorou.
Aumentou também o número de escolas municipais que avançaram individualmente em sua pontuação e de unidades que alcançaram os resultados esperados”, afirmou.
A trajetória dos anos iniciais mostra que houve avanço ao longo da série. Em 2011, Natal tinha 4,0; passou para 4,3 em 2013, 4,7 em 2015, 4,8 em 2017 e chegou a 4,9 em 2019. Depois, caiu para 4,3 em 2021 e 4,5 em 2023, antes de voltar a subir para 4,8 em 2025.
Nos anos finais, a recuperação também apareceu. A nota passou de 3,3 em 2023 para 3,7 em 2025, crescimento de 0,4 ponto. O resultado, entretanto, ainda está abaixo dos 4,1 alcançados em 2021, maior índice registrado por Natal nessa etapa.
Os números revelam, portanto, um cenário de recuperação, mas ainda distante de uma mudança estrutural no desempenho da educação municipal. Natal conseguiu melhorar suas notas em 2025, especialmente depois do resultado de 2023, mas continua enfrentando dificuldades para alcançar desempenho semelhante ao de outras capitais.
Para o secretário, a melhoria dos resultados também depende da valorização dos profissionais da educação. “Não existe resultado educacional sustentável sem professor valorizado, formado e participando das decisões pedagógicas. Sempre tenho dito que a melhor estratégia é aquela construída com quem está diariamente na sala de aula”, afirmou.
Aldo Fernandes defendeu ainda o estabelecimento de metas específicas para cada unidade.
“Vamos estudar as escolas de Natal que mais cresceram, aprender com as melhores redes brasileiras, estabelecer metas claras por unidade, acompanhar proficiência, frequência e aprendizagem e direcionar mais apoio para quem mais precisa”, declarou.
O desafio para a rede municipal agora é transformar a melhora recente em uma tendência consistente. Nos anos iniciais, será necessário superar o próprio recorde de 4,9 e, principalmente, deixar a última posição entre as capitais. Nos anos finais, a tarefa é ainda maior: recuperar o patamar de 4,1 registrado em 2021 e avançar além dele.
Apesar da melhora no IDEB, o secretário afirmou que o objetivo da gestão vai além da posição ocupada no ranking entre as capitais. “Não queremos simplesmente tirar Natal das últimas posições de um ranking. Queremos construir uma educação pública que efetivamente entregue aprendizagem”, disse. “O resultado de 2025 não é um ponto de chegada. É a demonstração de que Natal começou a mudar sua trajetória e agora precisamos fazer essa curva continuar subindo”, completou.
Sobre os próximos passos, o secretário defendeu que a Prefeitura mantenha o acompanhamento individualizado das unidades de ensino.
“Agora precisamos transformar essa reação em uma tendência permanente. O primeiro passo é analisar escola por escola. Precisamos identificar aquelas que mais avançaram em 2025, promover a troca de experiências e compartilhar as práticas pedagógicas que contribuíram para esses resultados”, explicou.
Ao comentar a posição de Natal em relação a outras capitais, Aldo reconheceu que ainda há desafios. “Natal avançou em 2025, mas ainda está distante do patamar que desejamos e das redes municipais que são referência nacional. Não podemos utilizar o crescimento para esconder nossos desafios. Mas também seria injusto desconsiderar uma mudança de trajetória quando os números começam a demonstrá-la”, afirmou.
O secretário citou ainda os investimentos realizados pela gestão na tentativa de melhorar os indicadores. “Quando assumimos a Secretaria, encontramos enormes desafios e passamos a investir em acompanhamento pedagógico, formação, recomposição da aprendizagem, alfabetização, avaliações, inclusão, infraestrutura, conectividade e ampliação do quadro de profissionais”, disse.
Segundo Aldo Fernandes, a alfabetização continuará entre as prioridades. “Precisamos continuar investindo fortemente na alfabetização. Os indicadores que já acompanhamos mostram que Natal vem avançando. No acompanhamento de leitura do 1º ano, por exemplo, o percentual de estudantes com leitura adequada evoluiu de 21% para 48%. Isso é muito importante porque uma alfabetização sólida repercute em toda a trajetória escolar”, destacou.
O mês de agosto é dedicado à conscientização sobre a importância do combate à violência doméstica e familiar contra a mulher, o chamado Agosto Lilás. A campanha, no entanto, é um alerta de que esse acolhimento às vítimas precisa acontecer durante todo o ano. Com esse objetivo, o Instituto Social de Saúde e Educação do Rio Grande do Norte (ISSERN) desenvolve, desde abril deste ano, um projeto que oferece atendimento psicológico, orientação social e jurídica a mulheres em situação de violência, buscando fortalecer a autonomia e contribuir para o rompimento do ciclo de agressões. Os atendimentos acontecem na Rua Jaguarari, 2239, em Lagoa Nova – Natal.
A iniciativa surgiu a partir da percepção de que muitas mulheres enfrentam dificuldades para acessar os serviços da rede de proteção. Medo, vergonha, dependência emocional ou financeira e até a dificuldade de reconhecer que vivem uma situação de violência são algumas das barreiras identificadas pela equipe do instituto.
Segundo a gerente e coordenadora de Projetos do ISSERN, Lindinez Chagas Cabral, a instituição já realizava ações de acolhimento em alguns municípios potiguares e decidiu ampliar esse trabalho por meio de um serviço estruturado para atuar de forma complementar à rede pública.
“A ideia surgiu a partir da percepção de que muitas mulheres vivenciam situações de violência, mas nem sempre conseguem chegar aos serviços da Rede de Proteção. Existem barreiras como medo, vergonha, dependência emocional ou financeira, falta de informação e, muitas vezes, a dificuldade de reconhecer que estão vivendo uma situação de violência”, afirmou.
Ela explica que o projeto foi pensado para ser uma porta de entrada acolhedora, onde as mulheres possam ser ouvidas sem julgamentos e orientadas sobre os caminhos disponíveis.
“Criamos uma porta de entrada acolhedora, onde a mulher possa ser ouvida sem julgamento, receber orientação e, quando necessário, ser direcionada aos serviços adequados. Nossa proposta é fortalecer a Rede e, principalmente, fazer com que nenhuma mulher se sinta sozinha ou sem saber a quem recorrer”, disse.
Acolhimento antes de qualquer encaminhamento O atendimento acontece de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, na sede do ISSERN, em Natal. O acesso é gratuito e não exige agendamento prévio.
De acordo com Lindinez Chagas Cabral, o primeiro atendimento prioriza a escuta ativa e o respeito à individualidade de cada mulher.
“Muitas vezes, antes de qualquer encaminhamento, ela precisa simplesmente encontrar alguém que diga: ‘Você não está sozinha. Nós podemos caminhar com você’. O projeto nasce justamente dessa compreensão: acolher primeiro, compreender a realidade daquela mulher e, a partir daí, construir junto com ela os caminhos possíveis”, explicou.
A mulher é inicialmente recebida pela recepcionista Rebecca Rodrigues e, em seguida, atendida pela psicóloga Camilla Maia e pela assistente social Jéssica Marinho. Quando necessário, a equipe também aciona a assessoria jurídica.
Segundo a coordenadora, não existe um protocolo rígido.
“Cada mulher tem uma história e precisa ter sua individualidade respeitada. Nosso papel não é decidir por ela, mas ajudá-la a compreender as possibilidades e acessar seus direitos e a rede de proteção”, afirmou.
O trabalho é desenvolvido por uma equipe multiprofissional formada pela coordenação do projeto, psicóloga, assistente social e assessoria jurídica.
“Cada profissional contribui a partir da sua área de conhecimento, mas existe algo que precisa estar presente em todos os atendimentos: a capacidade de escutar e acolher. A atuação integrada permite olhar para essa mulher não apenas pela situação de violência, mas considerando também suas necessidades sociais, emocionais, familiares e de proteção”, comentou.
Desde o início do projeto, em abril, o ISSERN já realizou atendimentos, mas a coordenadora reconhece que o número ainda é pequeno.
“Não olhamos para esses atendimentos apenas como números. Cada mulher que chega até nós representa uma história e, muitas vezes, a coragem de romper o silêncio e buscar orientação.
Nosso desafio agora é ampliar o alcance do projeto e fazer com que mais mulheres conheçam esse espaço e saibam que podem procurar ajuda”, pontuou.
O projeto atende mulheres a partir de 18 anos e, segundo a coordenadora, não há um perfil predominante entre aquelas que procuram o serviço.
“Não existe um único perfil, porque a violência pode acontecer em diferentes contextos sociais, familiares e econômicos. O que percebemos é que muitas chegam fragilizadas e, algumas vezes, ainda têm dificuldade de reconhecer ou nomear a situação que estão vivendo como violência”, destacou.
Sempre que necessário, a equipe realiza encaminhamentos para órgãos da rede de proteção, de acordo com a demanda apresentada por cada mulher.
Romper o ciclo da violência exige tempo Além do acolhimento imediato, o projeto desenvolve rodas de conversa, atividades de fortalecimento da autoestima, orientações sobre direitos, saúde da mulher, projeto de vida e desenvolvimento pessoal e profissional. Também busca fortalecer a articulação com os serviços de saúde, assistência social, Justiça e segurança pública para garantir continuidade no atendimento.
Segundo Lindinez Chagas Cabral, fortalecer a autonomia das mulheres é um processo construído de forma gradual.
“Oferecer condições para que a mulher reconheça seus direitos e, junto com a equipe técnica do projeto, consiga construir estratégias seguras para romper o ciclo da violência. E é importante dizer: romper um ciclo de violência nem sempre acontece de uma vez. Às vezes, o primeiro passo é simplesmente conseguir pedir ajuda”, concluiu.
Violência vai além da agressão A violência contra a mulher vai além da agressão, ela não é apenas física, mas também psicológica, moral, patrimonial e sexual.
“Violência doméstica, não é só a agressão, o tapa, a facada, não é só o tiro. Ela pode ser psicológica, do tipo “você não serve de nada, ninguém vai lhe querer porque eu posso fazer isso…” é a humilhação, é aquela “Síndrome da Cinderela”, em casos em que a mulher só serve para fazer serviços domésticos. As ameaças são um tipo de agressão que a gente considera agressão psicológica, mas ela, na Maria da Penha, geralmente vem separada. A psicológica é aquela que diminui, a moral é aquela que humilha a vítima”, detalhou a advogada Larissa Nobre.
Já no caso da violência patrimonial, a advogada explica que estaria relacionada a situação financeira, quando a vítima é obrigada a entregar dinheiro ao agressor. “Nós temos a violência patrimonial, exemplo: meu dinheiro eu vou lá e dou todo para meu companheiro, ou meu pai, ou meu irmão agressor. Ou, mesmo não entregando, ele vai lá e faz empréstimos em meu nome, seja meu nome, porque eu sou a única que tem o nome limpo, ou sou a única que tem um crédito na praça”, descreveu.
Entre janeiro e a primeira semana de agosto de 2026, foram solicitadas 5.089 Medidas Protetivas de Urgência (MPUs) em todo o RN.
A Medida é uma decisão judicial destinada a garantir a segurança da vítima. Após a solicitação realizada pela Polícia Civil, o Poder Judiciário poderá determinar medidas como o afastamento do agressor do lar, a proibição de aproximação e de qualquer forma de contato com a vítima, inclusive por telefone, aplicativos de mensagens, redes sociais ou e-mail, a suspensão do porte de arma de fogo e, quando necessário, a restrição temporária de visitas aos filhos.
A Operação Mederi, da Polícia Federal, voltou ao centro do embate entre os candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte. Durante o debate da Band no domingo (09), Álvaro Dias (PL) questionou Allyson Bezerra (União Brasil) sobre o acesso dos investigadores ao celular apreendido no âmbito da operação e afirmou que o adversário teria se recusado a fornecer a senha do aparelho.
O assunto apareceu mais de uma vez durante o confronto. Ao dirigir uma pergunta a Allyson, Álvaro cobrou explicações sobre o episódio e associou a suposta recusa às investigações conduzidas pela Polícia Federal.
“Você se recusou a dar a senha do celular para a Polícia Federal, que está investigando o maior escândalo”, afirmou Álvaro, ao mencionar a busca e apreensão realizada durante a investigação.
Mais adiante, o candidato do PL voltou ao tema após considerar que Allyson não havia respondido ao questionamento. “Outra coisa, você não respondeu à pergunta que eu fiz: por que não entregou o segredo do celular à Polícia Federal?”, insistiu.
Álvaro utilizou o episódio ainda para ironizar o adversário. Ao fazer referência às críticas de Allyson sobre obras deixadas por sua administração em Natal, o ex-prefeito devolveu: “Você me chama de candidato A ou B, mas eu vou começar a lhe chamar de candidato dos segredos inacabados ou dos segredos inconfessados”, declarou, antes de ter o tempo encerrado pela mediação do debate.
O assunto reapareceu em outro momento do programa, quando Álvaro voltou a cobrar respostas às perguntas feitas ao candidato do União Brasil e novamente mencionou o celular apreendido.
Allyson, por sua vez, rebateu a acusação durante o debate e afirmou que o aparelho está acessível no processo. “Para ficar muito claro para vocês, talvez vocês não estejam cientes dentro do processo, mas o meu celular está aberto”, declarou.
A discussão levou para o debate eleitoral um dos pontos explorados pelos adversários de Allyson desde o avanço das investigações sobre contratos públicos na área da saúde em Mossoró. Até o momento, contudo, os elementos investigados não representam condenação definitiva do candidato.
Operação deflagrada pela PF investiga fraudes na saúde
Deflagrada pela Polícia Federal em janeiro deste ano, a Operação Mederi apura suspeitas de fraudes em licitações e contratos para fornecimento de medicamentos e insumos à saúde pública em municípios do Rio Grande do Norte. A investigação conta com participação da Controladoria-Geral da União (CGU).
As apurações envolvem empresas fornecedoras, entre elas a Dismed, e contratos mantidos com diferentes municípios, incluindo Mossoró. Entre as suspeitas estão direcionamento de contratos, sobrepreço, superfaturamento, entrega parcial de medicamentos, desvio de recursos e lavagem de dinheiro.
A investigação ganhou maior repercussão política após elementos reunidos pela PF mencionarem a chamada “Matemática de Mossoró”. Em conversas analisadas pelos investigadores, empresários fazem referência a uma divisão de valores na qual 15% seriam destinados a “Allyson”, identificação associada pelos investigadores ao então prefeito. Allyson nega irregularidades e envolvimento em desvios.
No âmbito da operação, foram apreendidos três aparelhos celulares relacionados a Allyson, entre eles, segundo informações da investigação, um telefone descartável, conhecido como “burner phone”. No debate da Band, Álvaro concentrou as cobranças no acesso da Polícia Federal ao conteúdo desses aparelhos e questionou o adversário sobre o fornecimento das senhas. Desde o avanço da Mederi, a investigação tem sido um dos principais pontos explorados pelos adversários de Allyson na campanha ao Governo do Estado.
A acusação feita por Allyson Bezerra (União Brasil) durante o debate da Band, neste domingo (9), levou Cadu de Lula (PT) a reagir e devolver os questionamentos ao adversário. Em entrevista ao Diário do RN, o petista negou irregularidade no episódio envolvendo a remuneração dos auditores fiscais durante a pandemia e afirmou que a medida questionada estava prevista em lei.
“O problema é que Allyson quer me medir pela régua dele. Ele é investigado por desviar R$ 13 milhões na Prefeitura de Mossoró com desvios de medicamentos, em vez de comprar medicamento para o povo de Mossoró, ele é suspeito de ter desviado esse recurso em benefício próprio e quer medir as atitudes dele pela minha régua. Mas a minha régua é bem diferente”, afirmou Cadu.
O candidato sustentou que a remuneração dos auditores fiscais é regulamentada por lei e recorreu à própria trajetória no serviço público para rebater a acusação. “Eu tenho 21 anos de serviço público, passei sete anos como gestor financeiro do Rio Grande do Norte e nem passa perto de mim nenhuma acusação desse tipo”, acrescentou.
Na manhã desta segunda-feira (10), a campanha de Cadu ampliou a reação por meio de nota.
Segundo o texto, o documento apresentado por Allyson no debate se refere a uma representação administrativa de 2021 no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN), que rejeitou a adoção de medida cautelar.
A nota sustenta que a resolução questionada não criou aumento salarial por decisão dos então secretários, mas aplicou critérios previstos em legislação anterior. A campanha afirma ainda que não houve condenação, multa ou imputação de débito contra Cadu e que permaneceram pedidos de esclarecimentos técnicos sobre aspectos orçamentários.
“Os conselheiros reconheceram que Cadu cumpriu a lei. O Tribunal deixou claro que a resolução não criou aumento salarial por vontade dos secretários; ela apenas aplicou critérios estabelecidos em lei anterior”, diz trecho da nota.
Lei que prevê reajuste anual dos auditores foi reformulada em 2013
O debate realizado pela Band RN foi o primeiro com os quatro principais candidatos ao Governo do Estado e foi marcado por ofensas e acusações de falhas em gestões anteriores – Foto: Reprodução
A legislação que originou o debate é a Lei Complementar Estadual nº 484, de 16 de janeiro de 2013, que reestruturou a carreira dos Auditores Fiscais do Tesouro Estadual e estabeleceu regras específicas para a remuneração da categoria. A norma instituiu, entre outros pontos, uma Parcela Variável vinculada ao nível ocupado pelo auditor.
A LC nº 484/2013 determina que o valor da Unidade da Parcela Variável (UPV), que compõe essa remuneração, seja reajustado anualmente. O cálculo considera o percentual da arrecadação de ICMS que superar a meta estimada pelo Estado e o cumprimento de metas de fiscalização.
A lei estabelece ainda que o reajuste seja homologado até 31 de março do ano seguinte ao período usado como base e implementado até 31 de julho. Assim, a legislação prevê um mecanismo anual de atualização de parte da remuneração vinculado ao desempenho da arrecadação e da fiscalização tributária.
Ainda no comunicado mencionado acima, a campanha de Cadu voltou-se contra Allyson ao citar a Operação Mederi, da Polícia Federal. Segundo a nota, conversas analisadas na investigação fazem referência à chamada “Matemática de Mossoró”, envolvendo medicamentos pagos e não entregues e uma divisão de valores na qual 15% seriam destinados a Allyson. O candidato do União Brasil nega irregularidades.
Acusação surgiu durante debate A reação ocorreu após Allyson apresentar no debate um documento atribuído ao TCE e acusar Cadu de ter participado de um aumento salarial durante a pandemia.
“Esse documento mostra que o candidato está sendo investigado por uma conduta durante a pandemia. Ele aumentou, através de uma resolução, o próprio salário, dando para a categoria R$ 13 milhões”, afirmou Allyson.
O candidato citou o processo nº 1708/2021 e sustentou que a medida teria sido tomada sem passar pela Assembleia Legislativa. “Sem passar por lei, sem ter impacto financeiro, tudo está dentro do processo, aumentou em R$ 13 milhões o salário dele durante a pandemia, quando nem o salário poderia ser aumentado”, declarou.
Allyson também exibiu o documento e atribuiu a Cadu a assinatura da resolução. “É a assinatura do senhor. O senhor vai contra a sua assinatura?”, questionou.
Após as acusações, Cadu solicitou direito de resposta ainda durante o debate, alegando que as declarações atingiam sua conduta como servidor público. O pedido foi analisado e negado pela equipe jurídica responsável pelo programa.
A violência política de gênero continua sendo uma barreira para a participação feminina na política e tende a se intensificar durante o período eleitoral. Embora o problema não se limite às campanhas, a disputa pelo voto amplia episódios de discriminação, ataques pessoais e tentativas de restringir a atuação das mulheres na vida pública.
A avaliação é da advogada eleitoralista, pesquisadora e militante das causas de gênero Clarisse Tavares. Segundo ela, o preconceito ainda acompanha muitas mulheres desde o momento em que decidem ingressar na política.
“O gênero ainda define, em muitas ocasiões, os primeiros questionamentos dirigidos a uma mulher quando ela decide entrar na política, de forma direta ou velada. Essas violências não se restringem ao período eleitoral, mas nele se intensificam”, afirmou.
A advogada explica que a Lei nº 14.192/2021 considera violência política contra a mulher toda ação, conduta ou omissão que tenha por finalidade impedir, obstaculizar ou restringir seus direitos políticos. Durante as campanhas, porém, esse tipo de prática costuma ganhar maior visibilidade.
“A violência de gênero ocorre independentemente do calendário eleitoral, mas se acentua durante a disputa pelo voto”, comentou.
Segundo Clarisse, as situações mais comuns incluem críticas à aparência e à vida íntima das candidatas, interrupção de falas em eventos, distribuição desigual de recursos de campanha e ameaças.
Outro ambiente em que esse tipo de violência se manifesta com frequência são as redes sociais.
Para a advogada, é importante diferenciar críticas legítimas aos agentes públicos de ataques motivados pelo fato de a vítima ser mulher.
“Em resumo: crítica legítima é a que se dirige a propostas, atos e desempenho; violência de gênero é a que ataca a mulher pela sua condição de mulher”, explicou.
A legislação brasileira prevê punições para quem pratica esse tipo de violência. Além da definição trazida pela Lei nº 14.192/2021, o artigo 326-B do Código Eleitoral tipifica como crime assediar, constranger, humilhar, perseguir ou ameaçar candidata ou detentora de mandato com o objetivo de impedir ou dificultar a campanha ou o exercício do cargo, utilizando menosprezo ou discriminação à condição de mulher, à cor, à raça ou à etnia.
Lei trouxe avanços, mas proteção pode ser ampliada Na avaliação de Clarisse Tavares, a legislação representa um avanço no enfrentamento à violência política de gênero e já produz resultados práticos, mas ainda há espaço para aperfeiçoamentos.
“A lei é eficaz e produz efeitos jurídicos desde a sua vigência, como demostram condenações recentes de figuras públicas. Ainda assim, na condição de advogada militante nas causas de gênero, entendo que é preciso avançar”, argumentou.
Para ela, a proteção legal deveria alcançar também outras mulheres que atuam no ambiente político, mesmo sem disputar eleições ou exercer mandato.
“É necessário incluir, como possíveis vítimas, outras agentes políticas além das candidatas e detentoras de mandato”, defendeu.
A advogada entende que advogadas, assessoras, servidoras e outras profissionais também estão sujeitas a esse tipo de violência.
“Com certeza. É por isso que defendo a inclusão de outras agentes do meio político no rol de vítimas: advogadas, assessoras, servidoras e demais profissionais que circulam nesse ambiente também são atingidas”, disse.
Ela ressalta ainda que a violência política pode partir tanto de adversários quanto de integrantes do próprio grupo político.
“Não há diferença. A violência é a mesma, quer parta de um adversário, quer de um correligionário”, pontuou.
Ambiente digital preocupa para as eleições de 2026 Ao projetar o cenário das eleições de 2026, Clarisse aponta que um dos principais desafios será enfrentar os ataques praticados no ambiente digital.
“Talvez o maior desafio seja combater a violência política de gênero no ambiente digital, onde as mulheres ficam especialmente expostas a ataques, ameaças e xingamentos”, afirmou.
Na avaliação da especialista, também será importante criar mecanismos técnicos e jurídicos para conter a desinformação de gênero impulsionada por inteligência artificial, além de promover o letramento de gênero entre integrantes dos partidos e da Justiça Eleitoral e assegurar a distribuição paritária de recursos e de tempo de campanha para as candidaturas femininas.
No dia em que o Rio Grande do Norte celebra mais um aniversário, o Diário do RN lança uma nova coluna digital dedicada à valorização da história potiguar. O projeto será publicado quinzenalmente no Instagram do jornal e estreia com um episódio sobre o Marco de Touros, monumento histórico considerado um dos principais registros da presença portuguesa no litoral brasileiro.
A coluna será apresentada pelo historiador e divulgador científico Eric Cruz, que pretende aproximar o público de personagens, acontecimentos e curiosidades da história do Estado por meio de uma linguagem acessível e conectada às redes sociais.
Segundo Eric, os conteúdos vão unir pesquisa e comunicação para despertar o interesse das pessoas pela memória potiguar. “Pode esperar muita história intrigante do RN com muita pesquisa, linguagem acessível e compromisso com a informação. A ideia é despertar a curiosidade das pessoas, desmistificando algumas ideias e mostrando que conhecer o passado é uma das melhores maneiras de entender quem a gente é”, afirma.
Conteúdo multimídia
Primeiro episódio está disponível no instagram @jornaldiariodorn – Foto: Reprodução
Os episódios serão produzidos em diferentes formatos, como vídeos, carrosséis de imagens e outras publicações digitais. A proposta é apresentar desde acontecimentos históricos até curiosidades e histórias pouco conhecidas.
“Nas redes sociais do Diário do RN você vai me encontrar contando história em vídeo, carrossel de fotos e outras publicações com senso de humor duvidoso. Vai ter vídeo de todo tipo: de roubo de artefato religioso por instituições governamentais até lendas urbanas da cidade de Natal e região”, explica.
As publicações serão quinzenais, alternando vídeos e conteúdos em imagens.
História para novas gerações Professor da rede pública há dez anos, Eric afirma que a aproximação com os estudantes mostrou a importância de apresentar a história local de forma mais acessível. Segundo ele, o Rio Grande do Norte ainda recebe pouco destaque nos livros didáticos.
“Quando levei trajetórias como as de Nísia Floresta e Viúva Machado para os alunos com uma linguagem acessível, surgiu uma identificação muito maior. Assim, era possível falar sobre o Brasil Império a partir da história do próprio Estado”, relata.
Para o historiador, as redes sociais ajudam a democratizar o acesso ao conhecimento ao levar conteúdos históricos para ambientes já frequentados pelo público.
“Muitas vezes, o primeiro contato de alguém com um tema histórico acontece por meio de um vídeo curto, que desperta a curiosidade e incentiva a buscar mais informações”, destaca.
Memória e identidade potiguar Ao longo da série, a coluna deve abordar personagens e acontecimentos que ainda são pouco conhecidos pela população, como Viúva Machado, Nísia Floresta, Auta de Souza e Pedro Velho. Eric também destaca o papel do Rio Grande do Norte durante a Segunda Guerra Mundial.
Para ele, preservar a memória é fundamental para compreender a sociedade atual. “A gente é pura e simplesmente memória. Sem memória não há presente, não há escrita, não há identidade. Quando conhecemos a história de um povo, entendemos melhor por que as coisas estão do jeito que estão.” O historiador defende ainda que conhecer a história local fortalece o sentimento de pertencimento.
“Depois que comecei a estudar e divulgar a história regional, passei a entender melhor o mundo ao meu redor. Hoje costumo dizer: ‘Já pesquisou a história do seu bairro hoje?’”
Pesquisa e compromisso com a informação A produção dos conteúdos seguirá critérios de pesquisa e checagem das informações. Eric explica que a divulgação científica exige responsabilidade para aproximar o conhecimento produzido por pesquisadores do público geral.
“Quem comunica a história tem a responsabilidade de pesquisar com cuidado, consultar boas fontes e apresentar os fatos com responsabilidade. Meu compromisso é traduzir temas complexos em uma linguagem acessível.”
As publicações utilizarão diferentes fontes, como história oral, livros, artigos acadêmicos, fotografias e periódicos.
Ao convidar os leitores para acompanhar a nova coluna, Eric resume a proposta do projeto: “Será um prazer compartilhar esse espaço com os leitores do Diário do RN e espero que todos se divirtam conhecendo muitas histórias intrigantes do Rio Grande do Norte.”
A Arquidiocese de Natal, em parceria com o Hemonorte Natal, realiza neste sábado (8) um Dia D para cadastro de possíveis doadores de medula óssea. A mobilização acontecerá no subsolo da Catedral Metropolitana de Natal, no bairro Tirol, das 8h30 às 16h, e tem como principal objetivo ampliar o número de voluntários inscritos no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), beneficiando pacientes que aguardam um transplante, entre eles o monsenhor Robério Camilo.
Pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, no bairro Mãe Luíza, zona Leste da capital, Mons. Robério foi diagnosticado recentemente com Síndrome Mielodisplásica, doença caracterizada pela produção insuficiente de células sanguíneas pela medula óssea. Em muitos casos, o transplante de medula representa a principal possibilidade de tratamento.
Além de apoiar o sacerdote, a campanha pretende conscientizar a população sobre a importância do cadastro de novos doadores, já que a compatibilidade genética é rara e a entrada de novos voluntários aumenta significativamente as chances de pacientes encontrarem um doador compatível.
Rio Grande do Norte tem mais de 23 mil cadastrados no Redome Segundo a diretora de Apoio Técnico do Hemonorte, Miriam Mafra, o Rio Grande do Norte conta atualmente com cerca de 23.100 pessoas cadastradas no Redome, considerado o terceiro maior banco público de doadores voluntários de medula óssea do mundo.
Ela explica que o Redome não funciona como um estoque de medula, mas como um banco de informações genéticas de pessoas que manifestaram interesse em doar caso sejam compatíveis com algum paciente.
“O Redome é um banco para as pessoas que pretendem fazer a doação quando forem consideradas compatíveis com algum paciente. Esse cadastro tem abrangência nacional e internacional”, destaca.
Quando um novo paciente é incluído no sistema, o banco cruza automaticamente os dados genéticos para localizar possíveis doadores compatíveis. Caso haja uma compatibilidade inicial, o voluntário é convocado para uma nova coleta de sangue, que confirma se a doação poderá ser realizada.
Quem pode se cadastrar Podem integrar o banco de doadores pessoas que tenham entre 18 anos e 34 anos e seis meses, estejam em boas condições de saúde e desejem, de forma voluntária, fazer parte do Redome.
No momento do cadastro, basta apresentar um documento oficial com foto e realizar uma coleta simples de aproximadamente cinco mililitros de sangue, utilizada para o exame de histocompatibilidade (HLA), que identifica as características genéticas necessárias para a compatibilidade entre doador e receptor.
Miriam Mafra explica que pessoas em tratamento contra o câncer, com doenças autoimunes ou outras condições incapacitantes não podem realizar o cadastro.
“O principal requisito é ser uma pessoa saudável”, resume.
A diretora também faz um alerta para quem já está inscrito no Redome. Segundo ela, manter telefone e endereço atualizados é essencial para que o possível doador seja localizado caso apareça um paciente compatível.
“O que acontece muitas vezes é encontrarmos um provável doador compatível, mas o telefone está desatualizado e não conseguimos fazer contato. Por isso, é importante baixar o aplicativo do Redome e manter todas as informações atualizadas”, orienta.
Ela reforça ainda que o cadastro representa um compromisso voluntário, mas o participante pode solicitar a retirada do seu nome do banco caso, futuramente, não tenha condições de realizar a doação.
Campanha busca desmistificar a doação Outro objetivo da mobilização é combater os mitos que ainda cercam a doação de medula óssea. De acordo com Miriam Mafra, o receio da população geralmente está relacionado à falta de informação.
“O medo nasce do desconhecimento. Todo o processo é realizado com segurança e acompanhado por equipes especializadas. O mais importante é que as pessoas conheçam como funciona a doação e entendam que esse gesto pode representar a única chance de cura para muitos pacientes”, afirma.
A Arquidiocese de Natal convida fiéis e toda a população apta a participar da campanha, destacando que um simples cadastro pode, no futuro, significar a oportunidade de salvar uma vida.
A retomada de discursos que colocam em dúvida a vacinação e as medidas adotadas durante a pandemia de Covid-19 provocou reação da vereadora Thabatta Pimenta (PV), candidata a deputada federal. Em entrevista ao Diário do RN, ela criticou o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), classificou o discurso como negacionista e afirmou que pretende enfrentá-lo no Congresso Nacional. Para Thabatta, o tema também é pessoal, já que perdeu a mãe durante a pandemia.
Thabatta afirma que discursos que voltam a colocar em dúvida a vacinação ignoram as milhares de vidas perdidas no país. A candidata acusou Nikolas de utilizar as redes sociais para disseminar informações falsas.
“É mais uma vez o bolsonarismo querendo negar a vacina. Nikolas Ferreira utiliza suas redes para espalhar fake news. Não é possível que, diante de mais de 716 mil vidas perdidas, de tantas pesquisas, evidências e conclusões científicas, alguém continue espalhando mentira sobre a maior pandemia da história recente”, criticou.
O assunto ganha dimensão pessoal para a candidata. Thabatta perdeu a mãe, que atuava na área da saúde, vítima da Covid-19. Segundo ela, a experiência faz com que a defesa da vacinação ultrapasse a divergência política.
“Minha mãe foi uma das vítimas da Covid. Eu nunca vou esquecer. Vai ser algo que sempre vou debater, porque uma parte de mim foi embora. Para mim, esse debate nunca foi uma teoria. É sobre a minha vida e a minha família”, afirmou.
A candidata também criticou a defesa da hidroxicloroquina como tratamento para a doença. “A vacina salvou vidas. Eles ainda insistem nisso, em vender a cloroquina como cura. Essa política dos extremistas, para mim, é a política da morte. É uma necropolítica que a gente precisa enfrentar”, declarou.
Questionada se está preparada para fazer esse enfrentamento no Congresso, afirmou: “Não só com Nikolas, mas com tantos outros que defendem esse mesmo discurso. É uma pauta muito cara para mim e não tem como esquecer o que a gente viveu neste país”.
A reação ocorre após o deputado Nikolas Ferreira publicar um vídeo sobre o depoimento do ex-diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, Anthony Fauci, ao Congresso americano. Na publicação, o deputado fez afirmações, sem apresentar evidências, sobre Fauci e a vacinação e voltou a defender a hidroxicloroquina contra a Covid-19.
Crescimento e adesões No campo eleitoral, Thabatta afirmou estar otimista com o novo momento da candidatura à Câmara dos Deputados e atribuiu o desempenho nas pesquisas ao reconhecimento conquistado também fora da capital.
“Estou muito feliz com o reconhecimento das pesquisas, colocando a gente muitas vezes em primeiro lugar. Isso é um reconhecimento não só da atuação dentro da capital, mas também do interior do Estado”, avaliou.
Natural de Carnaúba dos Dantas, ela aposta nessa identificação para ampliar sua presença estadual. “É exatamente do tamborete, lá da feira de Carnaúba, que eu vou chegar ao Congresso Nacional”, afirmou.
Thabatta também diz receber manifestações de apoio fora do campo da esquerda. “Onde eu chego, vejo pessoas até de direita e de centro dizendo que vão comigo. Entenderam que a minha luta é totalmente para além da bolha em que querem me colocar”, disse.
Federação aposta em quatro cadeiras Apesar da presença de nomes competitivos na Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdo B), Thabatta rejeita uma disputa interna entre as candidaturas e aposta na ampliação da bancada na Câmara Federal.
“Na nossa Federação, a gente tem unidade. Eu não fico brigando com fulano ou sicrano. Quem vai ganhar é quem tiver mais votos”, afirmou.
A candidata acredita que o desempenho conjunto pode levar o grupo a quatro cadeiras. “Se todo mundo se empenhar, do jeito que eu estou me empenhando, acredito que a gente vai ter uns quatro deputados federais. É isso que é importante”, projetou.
Thabatta também destaca como diferencial a representação de grupos historicamente sub-representados. “Eu não apenas luto pela bandeira das pessoas LGBT ou das pessoas com deficiência. Eu sou a própria bandeira. É hora de ter esses corpos numa representação real”, concluiu.
O deputado federal Sargento Gonçalves, candidato à reeleição, reagiu nesta quinta-feira (6) à repercussão de uma entrevista ao jornalista Diógenes Dantas, no Contraponto, da 96 FM, em que falou sobre compra de votos. Em vídeo, negou envolvimento com a prática, alegou que a declaração foi retirada de contexto e ameaçou revelar nomes de quem estaria oferecendo dinheiro a lideranças ligadas ao seu grupo.
Na manifestação, Gonçalves classificou a repercussão como parte de um “jogo sujo” contra sua candidatura e afirmou que está disposto a responder aos ataques. “A guerra começou, viu? Mas eu sabia que seria dessa forma. O sistema não suporta. Os políticos corruptos do Estado do Rio Grande do Norte não suportam”, declarou.
O parlamentar também afirmou conhecer os responsáveis pelo que considera uma tentativa de prejudicá-lo e deixou um recado aos adversários. “Se quiser ir para a guerra, eu estou disposto. Aí eu dou nome aos bois e a gente vai até o fim. Eu boto tudo na mesa”, afirmou.
Ao rebater especificamente a interpretação de que teria admitido trabalhar com compra de votos, Gonçalves negou de forma categórica a prática e disse que sua trajetória eleitoral foi construída a partir do que chama de voto espontâneo.
“Procura no Estado do Rio Grande do Norte pelo menos uma alma sequer que eu tenha comprado algum tipo de voto. Nunca comprei, nem vou comprar. Nem voto, nem liderança”, disse.
O deputado foi além e afirmou que lideranças construídas politicamente por seu grupo estariam recebendo propostas financeiras para mudar de lado durante a campanha. Segundo ele, os valores chegariam a centenas de milhares de reais.
“Estão oferecendo R$ 200 mil, R$ 300 mil por uma liderança no Estado do Rio Grande do Norte.
Agora, se quiser que eu dê nome aos bois, quem é que está fazendo isso, continua afrontando. Continua com covardia, porque coragem eu tenho”, afirmou, sem apresentar nomes ou provas das acusações.
Em seguida, reforçou o tom de advertência: “Estão mexendo com doido, viu? Estão mexendo com doido. Fica só o recado”.
Entrevista gerou repercussão Durante a entrevista na 96 FM, ao falar sobre a campanha à reeleição, Gonçalves afirmou que sua atuação política foge do modelo tradicional e do pragmatismo. “Eu acredito que a campanha para mim, até pelo estilo de mandato que eu tenho, que foge do tradicional, do pragmatismo, será uma consequência do trabalho desenvolvido. Trabalho na base da compra de votos”, declarou.
“Eu não entendi. Eu queria que o senhor deixasse claro: compra de votos?”, questionou o apresentador Diógenes Dantas.
“Exato. Sabe que é assim, quem é do Rio Grande do Norte, quem é do Nordeste sabe que, infelizmente, ainda é um mal que ocupa a política do nosso Estado”, respondeu Gonçalves.
O deputado acrescentou que parte do próprio eleitorado ainda aceita esse tipo de relação durante as campanhas. “A sociedade cobra muito o político honesto, mas, de fato, ainda temos uma sociedade em parte corrupta, em parte que troca, que vota e comunga com isso”, declarou.
O Rio Grande do Norte passa a contar com uma entidade voltada exclusivamente para representar os veículos de comunicação digital. A Ponto.com.RN – Associação de Portais de Notícias, Blogs e Influenciadores Digitais do Rio Grande do Norte foi lançada nesta terça-feira (5) com a proposta de fortalecer institucionalmente o segmento, integrar profissionais e defender os interesses da comunicação digital potiguar.
A associação reúne, em sua fundação, cerca de 100 associados entre portais de notícias, blogs e influenciadores digitais. Juntos, eles somam mais de quatro milhões de seguidores nas redes sociais e aproximadamente 1,5 milhão de acessos diários em seus sites, segundo a entidade.
Presidente da Ponto.com.RN, Bruno Giovanni afirmou que a criação da associação surgiu da necessidade de organizar um segmento.
“A Ponto.com.RN nasceu da necessidade de fortalecer os veículos digitais. A mídia digital cresceu muito e o jornalismo digital é aquele que chega à ponta, desde os pequenos municípios aos grandes”, afirmou Bruno Giovanni.
Segundo ele, a ideia começou a ser construída há cerca de um ano e meio, em conversas com jornalistas e proprietários de veículos digitais interessados em criar uma entidade representativa.
De acordo com Bruno Giovanni, além de representar os interesses dos associados, a entidade também pretende incentivar práticas responsáveis no exercício do jornalismo digital.
“A Ponto.com.RN chega para representar esse segmento, mas também para cobrar dos associados uma linha editorial séria, sem agressões entre os veículos, com direitos, mas também com obrigações”, disse.
Entre os objetivos da associação estão a promoção da integração entre os profissionais, o incentivo às boas práticas na comunicação digital e a interlocução com instituições públicas e privadas em defesa do setor.
Defesa da liberdade de imprensa Outro eixo de atuação da entidade será o apoio aos pequenos veículos digitais que, segundo o presidente, muitas vezes enfrentam dificuldades para exercer o trabalho jornalístico.
“Queremos defender os pequenos veículos, que muitas vezes são ameaçados por políticos por realizarem um trabalho investigativo ou por publicarem conteúdos que incomodam. Também queremos enfrentar esse ativismo judicial contra veículos digitais”, argumentou Bruno Giovanni.
Ele informou que a associação já inicia suas atividades oferecendo assessoria jurídica e contábil aos associados, além de capacitações voltadas ao mercado digital.
“A Ponto.com.RN já chega com assessoria jurídica, assessoria contábil e vai possibilitar cursos sobre inteligência artificial, gestão empresarial, além de promover eventos e palestras para fortalecer os associados”, explicou.
Para Bruno Giovanni, o crescimento da comunicação digital exige reconhecimento da importância desempenhada pelos veículos independentes na produção e circulação de informações.
ra defender o segmento dosa A diretoria da entidade é composta por Bruno Giovanni (presidente), Marcus Aragão (1º vice-presidente), Gustavo Braga (2º vice-presidente), Bruno Araújo (secretário-geral) e Rudimar Ramon (tesoureiro). O Conselho Fiscal é formado por Saulo Spinelly, Anna Karinna Castro e Carol Ribeiro.
Pesquisa mostra força do rádio e reforça cenário da comunicação no RN A Pesquisa da Kantar IBOPE Media, divulgada nesta semana, aponta que 67,7% da população de Natal consome rádio, o equivalente a 453 mil pessoas alcançadas em um período de 30 dias. Em média, cada ouvinte permanece 3 horas e 12 minutos por dia sintonizado nas emissoras, evidenciando a relevância do meio na rotina dos natalenses.
O levantamento também marcou a retomada da medição oficial de audiência no mercado potiguar após quase 14 anos e colocou a 98 FM na liderança entre as 20 emissoras pesquisadas, com média de 5.192 ouvintes por minuto ao longo da programação diária.
Para o CEO do Grupo Dial Natal, Felinto Filho, a volta da pesquisa representa um ganho para todo o mercado de comunicação.
“A importância é fundamental, não só pelo resultado em si, mas pelo resgate do mercado com dados oficiais, profissionais e credibilizados como os da Kantar IBOPE. A expansão do mercado e o fortalecimento do meio rádio só serão alcançados se tivermos essas informações disponíveis de forma permanente”, afirmou.
Segundo Felinto, os números demonstram que o rádio mantém forte presença no cotidiano da população.
“Sessenta e sete por cento da população consome rádio, durante três horas e doze minutos por dia. São números muito expressivos, que mostram o vigor do meio. É um reestabelecimento da dimensão do rádio e isso fortalece toda a comunicação”, destacou.
Na avaliação do executivo, o desempenho da 98 FM também reflete a diversidade da programação oferecida pela emissora.
“Os programas jornalísticos, esportivos, religiosos e de entretenimento lideram em seus horários. Essa pluralidade nos dá a certeza de que estamos no caminho certo e é resultado de um trabalho profissional realizado por toda a equipe”, concluiu.