Mais de mil pessoas aguardam por um transplante no Rio Grande do Norte, enquanto a taxa de doação de órgãos permanece estável nos últimos três anos. Os dados da Central de Transplantes revelam a importância da conscientização durante a campanha Setembro Verde, que busca ampliar o número de doadores e reduzir o tempo de espera de pacientes que dependem do procedimento para continuar vivendo.
Segundo a coordenadora da Central de Transplantes do Rio Grande do Norte, Rogéria Medeiros, o Estado realiza atualmente transplantes de córnea, medula óssea, rim e coração. Já os pacientes que necessitam de transplantes de fígado, pâncreas ou procedimentos combinados são encaminhados para outros estados. Atualmente, a fila de espera reúne 612 pessoas que aguardam transplante de córnea, 372 de rim e 33 de medula óssea. No caso do transplante de coração, conforme as informações da Central de Transplantes, não há pacientes aguardando pelo procedimento no momento.
Rogéria explica que o número de doações tem permanecido praticamente estável.
“O Estado mantém a mesma taxa de doação praticamente estável nos últimos três anos. Em 2026, até 31 de agosto, nós realizamos um transplante de coração, 100 transplantes de medula óssea, 138 transplantes de córnea e 46 transplantes renais. Aqui no nosso estado, cada doador pode doar até seis órgãos”, explicou.
Ela acrescenta que alguns procedimentos ainda não são realizados no Rio Grande do Norte.
“Os pacientes que precisam de transplante hepático, transplante duplo de rins e pâncreas, transplante duplo de fígado e rins e transplante de pâncreas são encaminhados para outros estados”, esclareceu.
Embora muitas pessoas manifestem o desejo de ser doadoras, a decisão final depende da autorização dos familiares.
“Quem autoriza a doação são os familiares de primeiro grau, após a constatação do óbito do familiar”, explicou Rogéria.
Segundo a coordenadora, é comum que familiares apresentem dúvidas no momento da entrevista para autorização da doação.
“Sempre tem, sim, muitas dúvidas da família em relação à doação de órgãos, mas cada família tem sua particularidade e suas dúvidas são tiradas no momento da entrevista”, afirmou.
Transporte rápido amplia chances de sucesso Depois que a doação é autorizada, o tempo passa a ser um fator decisivo. No Rio Grande do Norte, o Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER) atua no transporte de órgãos e, em alguns casos, de pacientes, garantindo rapidez para que o transplante ocorra dentro do tempo adequado.
A atuação do grupamento ocorre por meio de um termo de cooperação com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-RN). A Central de Transplantes aciona diretamente o Coordenador de Operações Aéreas, responsável por organizar a missão.
O CIOPAER dispõe atualmente de dois helicópteros, Potiguar 01 e Potiguar 02. Entre janeiro e agosto deste ano, foram realizadas 24 missões de transporte de órgãos, todas concluídas com sucesso.
Quando o transplante será realizado em outro estado, o transporte aéreo leva o órgão até o Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves, reduzindo o tempo de deslocamento e aumentando as chances de preservação do material para o procedimento.
Para o piloto Eduardo Costa, participar dessas missões vai além da atividade operacional. “Para mim, o transporte aéreo de órgão é um voo pela própria vida e a missão mais nobre que um piloto pode realizar, pois cada minuto pode representar uma nova chance para alguém. Exige muita coordenação e absoluto comprometimento de cada envolvido. E, acima de tudo, é sentir que somos instrumentos de bondade no transporte de esperança para uma família”, disse.
Setembro Verde acende alerta de conscientização A campanha Setembro Verde busca ampliar o diálogo sobre a importância da doação de órgãos e incentivar que as pessoas conversem com seus familiares sobre o desejo de ser doadoras. Como a autorização depende da família, informar essa decisão ainda em vida é considerado um dos principais passos para aumentar o número de transplantes e oferecer uma nova oportunidade a quem aguarda na fila de espera.
A passagem de Flávio Bolsonaro (PL) pelo Rio Grande do Norte, nesta segunda-feira (21), serviu como tentativa de dar novo fôlego à campanha de Álvaro Dias (PL) ao Governo do Estado. Em uma reta final marcada pela dificuldade do ex-prefeito de Natal em ampliar seu desempenho nas pesquisas, o presidenciável reuniu o palanque do partido, pediu votos para Álvaro e reforçou também as candidaturas de Coronel Hélio (PL) e Styvenson Valentim (Podemos) ao Senado.
Durante a mobilização em Natal, Flávio chamou Álvaro de “meu governador” e buscou associar sua candidatura presidencial à chapa potiguar. “Álvaro Dias, governador!”, afirmou, antes de se dirigir diretamente ao candidato: “Fale, meu governador”.
O reforço ocorre em um momento importante para Álvaro. Depois de aparecer com 25,37% das intenções de voto na pesquisa DataVero/Diário do RN divulgada em 14 de agosto e oscilar para 25,85% no levantamento seguinte, o candidato recuou para 23,11% na rodada mais recente, divulgada em setembro. Com o resultado, passou a ocupar a terceira colocação, atrás de Allyson Bezerra (União Brasil), que lidera com 35,18%, e Cadu de Lula (PT), que aparece em segundo, com 28,28%.
A presença de Flávio, portanto, colocou o candidato do PL no centro de uma grande mobilização justamente quando sua campanha busca ganhar tração na reta final. O presidenciável desembarcou no Aeroporto Internacional Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, e participou de compromissos ao lado de Álvaro. A programação incluiu motocarreata, com saída do Centro de Convenções, e ato político na Praça Cívica.
Além de Álvaro, participaram da agenda o senador Rogério Marinho (PL), coordenador nacional da campanha presidencial, Coronel Hélio, o prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), além de candidatos, prefeitos, vereadores e outras lideranças políticas.
Flávio reforça chapa ao Senado No discurso, Flávio também fez um pedido direto de votos para os candidatos ao Senado que integram o palanque de Álvaro. Ao citar Coronel Hélio e Styvenson Valentim, destacou a importância de eleger aliados para o Congresso.
“É muito importante eu ter esses dois senadores. Os meus dois senadores aqui no Rio Grande do Norte são eles dois”, afirmou.
Flávio relacionou a eleição dos senadores à possibilidade de avançar propostas no Congresso e citou, entre suas prioridades, mudanças na legislação penal, endurecimento de penas, redução de impostos e destinação de recursos para saúde e educação.
A referência a Styvenson ocorreu apesar de o senador não ter participado da agenda da tarde, quando Flávio discursou e pediu votos para os dois candidatos ao Senado. Candidato à reeleição e integrante da chapa de Álvaro ao lado de Coronel Hélio, Styvenson se juntou ao palanque somente à noite, durante o comício realizado na Praça Cívica.
Flávio também buscou animar a militância e tratou a reta final como momento de intensificar a campanha. “Se estiver cansado, se estiver triste, lembra que o presidente Bolsonaro está lá”, declarou, em referência ao pai, Jair Bolsonaro, que está preso desde agosto de 2025.
O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Cadu de Lula (PT) afirmou que o adversário Allyson Bezerra (União Brasil) “pode ser preso nos próximos seis meses”. A declaração foi dada durante o debate promovido pela TV Tropical, na noite desta segunda-feira (21), quando o petista voltou a explorar as investigações da Polícia Federal que envolvem o ex-prefeito de Mossoró. O debate reuniu ainda Robério Paulino (PSOL); Álvaro Dias (PL) não compareceu.
Cadu levantou o assunto durante uma discussão sobre segurança pública. Ao responder ao adversário, levou o embate para as investigações e questionou o eleitor sobre a possibilidade de escolher um candidato que, segundo ele, pode enfrentar consequências com o avanço das apurações.
“O que a gente tem que discutir aqui, estamos na reta final, é se você vai sair de casa, o senhor, a senhora, para votar num candidato que pode ser preso nos próximos seis meses”, disparou.
Na sequência, relacionou a afirmação à continuidade das apurações da Polícia Federal. “A investigação da Polícia Federal teve seu prazo renovado. Se não tivesse nada, ela teria sido arquivada. Pelo contrário, ela foi renovada, porque tem muita coisa para investigar”, declarou.
O petista usou a prorrogação do inquérito para reforçar o ataque ao adversário e sustentar que o caso ainda pode ter novos desdobramentos. Em agosto, a investigação foi prorrogada por mais 90 dias, após decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, que manteve a Operação Mederi sob sua competência e preservou provas questionadas pela defesa da Dismed. A medida permite novas diligências, mas não antecipa eventual conclusão sobre responsabilidade criminal dos citados.
Cadu também levou para o debate os valores relacionados aos contratos sob investigação. “Temos Allyson, investigado em mais de R$ 400 milhões em supostos desvios, na gestão dele em Mossoró”, afirmou. O próprio petista classificou os desvios como “supostos”; o montante citado está relacionado aos contratos colocados sob suspeita nas apurações e não significa que R$ 400 milhões tenham sido comprovadamente desviados.
O tom subiu ainda mais quando Cadu passou a relacionar ações que pretende adotar para reforçar a segurança do estado. “É dessa forma que se combate a criminalidade, e não desviando recursos públicos da saúde, de medicamentos, para colocar o dinheiro ninguém sabe aonde, mas a Polícia Federal vai descobrir”, atacou.
Na mesma resposta, insistiu que o caso permanece aberto e que as apurações ainda podem produzir novos fatos. “Essa operação continua, ele continua sendo investigado, tem muita prova no processo, os vídeos estão saindo por aí, vocês estão vendo”, declarou.
Em outro momento do debate, Cadu voltou a mirar diretamente o adversário e resumiu o ataque em uma frase: “A tua casa vai cair. A Polícia Federal tá te investigando”, disse. A declaração reforçou o tom adotado pelo petista no confronto, no qual as investigações envolvendo a gestão de Mossoró estiveram entre os principais pontos utilizados contra Allyson.
Operação Mederi Deflagrada pela Polícia Federal em janeiro, a Operação Mederi apura suspeitas de fraudes em licitações, corrupção e desvios relacionados à compra de medicamentos por municípios do Rio Grande do Norte. Allyson foi alvo de busca e apreensão e está entre os investigados. Informações dos autos apontam que a PF apura suspeitas de pagamento de propina envolvendo contratos da Dismed Distribuidora de Medicamentos.
O caso também chegou à esfera eleitoral. Uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) apresentada ao TRE-RN busca apurar se recursos supostamente desviados de contratos da saúde de Mossoró tiveram destinação eleitoral, inclusive para a campanha de Allyson. A eventual ligação entre esses recursos e a campanha ainda precisa ser comprovada durante a instrução.
Allyson nega irregularidades. Quando a operação foi deflagrada, sua defesa afirmou que “não há qualquer fato que o vincule pessoalmente” às suspeitas de fraude e recebimento de propina. Até o momento, a investigação não resultou em condenação do candidato.
A passagem de Flávio Bolsonaro (PL) pelo Rio Grande do Norte, nesta segunda-feira (21), reuniu os principais nomes de seu palanque no Estado, mas expôs um distanciamento do senador Styvenson Valentim (Podemos). Candidato à reeleição e integrante da chapa de Álvaro Dias (PL), Styvenson não acompanhou os compromissos realizados durante o dia e só apareceu no fim da programação, durante o comício na Praça Cívica, em Natal.
A chegada apenas no último ato chamou atenção porque Styvenson integra formalmente o mesmo projeto eleitoral. Apoia Flávio para presidente, disputa uma das vagas ao Senado na coligação de Álvaro e tem Coronel Hélio (PL) como companheiro de chapa. Mesmo assim, enquanto os demais nomes do grupo acompanharam o presidenciável desde os primeiros compromissos, Styvenson permaneceu longe do palanque durante boa parte do dia.
Flávio desembarcou no Aeroporto Internacional Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, e depois participou de almoço com aliados em Natal. Álvaro Dias, Coronel Hélio e Rogério Marinho (PL), coordenador nacional da campanha presidencial, estavam entre os presentes. A programação seguiu com mobilização pelas ruas da capital até o comício na Praça Cívica.
Styvenson não constava entre os principais nomes anunciados para acompanhar os compromissos anteriores ao comício.
O contraste aumentou porque foi justamente durante a ausência do senador que Flávio fez uma defesa pública de sua reeleição. No encontro com aliados, o presidenciável pediu votos para Coronel Hélio e Styvenson e apresentou os dois como os nomes que deseja ter no Senado pelo Rio Grande do Norte.
“É muito importante eu ter esses dois senadores. Os meus dois senadores aqui no Rio Grande do Norte são eles dois”, declarou Flávio.
Styvenson só apareceu mais tarde, no comício que encerrou a programação. A chegada no último compromisso amenizou a ausência durante o restante do dia, mas não passou despercebida diante da movimentação dos demais integrantes do grupo. Em plena reta final, quando as campanhas procuram demonstrar unidade e colocar seus principais candidatos lado a lado, o senador ficou distante justamente durante parte da visita do presidenciável que apoia.
A postura também se refletiu nas redes sociais. Até o fechamento desta edição, Styvenson não havia publicado conteúdo destacando a passagem de Flávio pelo Rio Grande do Norte, o apoio recebido do candidato à Presidência ou sua própria participação no comício.
Apesar dos rumores nos bastidores, a presença de Styvenson à noite confirmou que o senador continua integrado ao palanque. O comportamento ao longo do dia, entretanto, alimentou nos bastidores especulações sobre o grau de envolvimento do candidato com a campanha de Flávio e com a própria exposição do bolsonarismo no Estado.
Bolsonarismo foi rejeitado dias antes O distanciamento durante boa parte da agenda ocorreu poucos dias depois de Styvenson minimizar a identificação de Coronel Hélio com o bolsonarismo. Durante sabatina da Inter TV Cabugi, na semana passada, o senador elogiou o companheiro de chapa, mas pediu que sua vinculação política fosse colocada de lado.
“O Coronel Hélio é o Styvenson de 2018. Não tem histórico político”, comparou. Ao mencionar diretamente a posição ideológica do aliado, acrescentou: “Ah, mas ele é bolsonarista. Cara, exclui isso aí. Pensa o que o cara pode fazer pelo Estado. Pensa o que o cara pode fazer com as emendas parlamentares”.
Coronel Hélio assumiu posição diferente ao falar sobre o assunto em entrevista ao Diário do RN.
“De jeito nenhum. Até porque Bolsonaro é um conceito. Bolsonaro representa uma ideia, valores, costumes e princípios que são inegociáveis. Então, para mim, é até uma honra ser chamado bolsonarista”, declarou.
“É maravilhoso você abrir os olhos e enxergar. É quando você descobre que realmente tudo que você viu até então não era nada.” A frase de Rosilene Moreira Bezerra Fernandes, de 43 anos, resume a transformação vivida após um transplante de córnea. Durante 23 anos, ela acreditou que enxergar o mundo de forma turva era simplesmente a sua realidade. Só depois da cirurgia descobriu que existia outra forma de ver a vida.
A história ganha ainda mais significado durante o Setembro Verde, campanha dedicada à conscientização sobre a importância da doação de órgãos e tecidos. Celebrado em torno do Dia Nacional da Doação de Órgãos, em 27 de setembro, o movimento busca incentivar as pessoas a manifestarem, ainda em vida, o desejo de serem doadoras às suas famílias. Atualmente, mais de 49,5 mil brasileiros aguardam por um transplante, segundo o Ministério da Saúde.
No Rio Grande do Norte, a maior fila é justamente para transplante de córnea. Dados da Central de Transplantes apontam que 612 pessoas aguardam por uma córnea compatível. Outras 372 esperam por um rim e 33 por medula óssea.
Rosilene conta que os problemas com a visão começaram ainda na infância.
“Aos seis anos de idade, quando eu fazia a alfabetização, as crianças nessa fase escrevem do quadro para o caderno e a minha professora e a minha mãe notaram que faltavam letras no que eu estava escrevendo. Então, procurando o oftalmologista, ele disse que eu precisava usar óculos e que eu não podia tirar em nenhum momento, só para tomar banho e para dormir, e que ficasse acompanhando. Então, ao longo dos anos, eu fui sempre no oftalmologista, renovando, e sempre a lente, o grau ficava mais alto, sempre mais alto, e mesmo assim eu continuava cada vez mais enxergando mais embaçado”, recordou.
A mãe dela, Elionilce Moreira Bezerra, lembra que os primeiros indícios surgiram antes mesmo da escola.
“Ela assistia televisão de muito perto e eu sempre disciplinava, dizendo que não era para assistir perto, que estragava a vista e ela dizia que não conseguia ver as pessoas direito. Mas quando ela começou a estudar, começou a fazer alfabetização, fui procurada pela professora, dizendo que ela dizia que não enxergava certas letras no quadro, e eu fui observar nos cadernos dela, e na verdade faltava sempre algumas letras. Então fui orientada pela professora para que eu procurasse um oftalmologista, e procuramos”, lembrou.
As consultas passaram a fazer parte da rotina da família. Apesar do acompanhamento constante, o diagnóstico definitivo só veio aos 18 anos.
“Fiz vários exames e bateu o diagnóstico que era ceratocone, e que de 10 anos a 15 anos para frente, eu precisaria fazer o transplante”, contou Rosilene.
Durante a alfabetização, professora percebeu dificuldade e oftalmologista recomendou o uso de óculos: “eu não podia tirar em nenhum momento” – Foto: Reprodução
O que é o ceratocone? O médico oftalmologista e responsável técnico pelo Banco de Olhos do Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol), Uchoandro Bezerra Costa Uchôa, explica que a doença provoca uma deformação progressiva da córnea.
“Quanto mais avançada for a doença, mais ela atrapalha a visão, dificultando ao paciente enxergar os objetos mesmo com o uso de óculos”, esclareceu.
Com a progressão do ceratocone, Rosilene passou a enfrentar dificuldades que interferiam diretamente em sua rotina.
“No trabalho, as fontes do computador sempre precisavam estar em negrito e em tamanho muito grande para que eu pudesse enxergar, mesmo assim era uma dificuldade, ainda estava muito embaçado. Eu também tinha dificuldade para enxergar o destino do ônibus. Então passava ônibus e eu não via, então eu chegava atrasada no trabalho. Já cheguei a correr risco de atropelamento várias vezes, buzinada de carro, porque eu não enxergava”, contou.
Em uma consulta de rotina, o oftalmologista que acompanhava Rosilene a encaminhou ao Banco de Olhos.
“Ele viu que um olho estava pior do que o outro, então eu precisava com urgência do primeiro transplante. E para isso, ele me inscreveu em duas filas de transplante, tanto no Rio Grande do Norte quanto em João Pessoa, na Paraíba, para ver qual dos dois chamaria primeiro. E quando foi em 2006, eu fui chamada pela primeira vez para realizar o transplante em João Pessoa”, comentou.
A cirurgia foi realizada com sucesso. Vinte e quatro horas depois, veio um dos momentos mais marcantes da sua vida.
“Com 24 horas após o transplante, quando tira o curativo, a sensação, quando você abre o olho e vê as cores muito nítidas, o rosto das pessoas com perfeição é, inclusive, uma confusão mental, porque é muita informação, dá uma dor de cabeça, mas é maravilhoso você abrir os olhos e enxergar, e ver o quanto você está enxergando, é quando você descobre que realmente tudo que você viu não era nada, porque você passa a enxergar com muita clareza”, recordou emocionada.
Para a mãe, aquele momento permanece inesquecível.
“Ela foi transplantada, e a minha felicidade foi enorme. Quando ela ainda com tampão, ela passou o dedo no curativo e disse: ‘mãe, eu estou vendo uma sombra, eu creio que eu vou ver bastante quando eu tirar o tampão’. E no outro dia, quando tiramos, ela esboçou um sorriso de felicidade, dizendo que estava vendo tudo. Isso para mim foi de uma alegria imensa, eu não sei nem transmitir como foi a minha felicidade, minha e do pai”, disse Elionilce.
Seis anos depois, Rosilene recebeu uma nova córnea para o outro olho. A segunda cirurgia foi realizada em Natal.
“Foi melhor ainda, porque aí agora eu já enxergava com clareza com os dois olhos”, disse.
Quando o transplante é necessário? Apesar de ser uma das principais causas de transplante de córnea, o ceratocone nem sempre evolui para cirurgia.
“Ceratocone é uma doença que tem uma relação muito estreita com o esfregar dos olhos. Quanto mais cedo na vida o ceratocone aparece e quanto mais o paciente esfrega os olhos, mais o ceratocone pode evoluir e o paciente tem mais chance de necessitar de um transplante de córnea.
Importante salientar que a maior parte dos pacientes portadores de ceratocone não vai precisar de um transplante de córnea. Esse tipo de cirurgia só é indicada para os casos muito avançados, onde não existe outra opção terapêutica”, explicou o médico.
Segundo o especialista, o sucesso do procedimento depende de uma série de etapas.
“Eu considero não somente a cirurgia complexa, mas também todo o processo pré-operatório, desde a doação da córnea, a sua avaliação e também o acompanhamento pós-operatório. Todas as etapas do processo de doação/transplante são importantes para o sucesso cirúrgico”, esclareceu.
Para quem aguarda na fila, a ligação informando que existe um doador compatível representa muito mais do que uma oportunidade de cirurgia.
“Receber a ligação é como se você sentisse a esperança vindo. É uma mistura de sentimento, mas a felicidade de saber que existe uma luz no fim do túnel é muito grande. Então na hora a surpresa é muito grande, o choque é grande, você fica com medo, fica com receio, porque é uma coisa muito nova para você, mas a felicidade é muito grande e a gratidão também, pelas famílias que se sensibilizam. E em um momento de dor, ainda pensa, ainda tem empatia pelo próximo e doa os órgãos daquele seu ente tão querido para outra pessoa. Então eu só tenho a agradecer a quem fez isso por mim e, no que eu puder, quando for a minha vez, eu também quero ser doadora, porque é muito gratificante você saber que uma pessoa está enxergando melhor, o coração está batendo melhor, enfim, você pode trazer a vida de volta de uma forma saudável para a pessoa”, conclui Rosilene.
O candidato Allyson Bezerra divulgou uma pesquisa em sua rede social com números diferentes do oficial e o caso foi parar na Justiça Eleitoral.
A divulgação resultou na condenação de Allyson ao pagamento de multa de R$ 53.205. A decisão é do desembargador eleitoral João Afonso Morais Pordeus, do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) no processo apresentado pela coligação Endireita RN.
A possibilidade de fraude, dolo ou má-fé na divulgação de uma pesquisa eleitoral com percentual incorreto pelo candidato ao Governo do RN Allyson Bezerra (União Brasil) permanece sob análise da Justiça Eleitoral. Em decisão no processo nº 0600928-27.2026.6.20.0000, o desembargador eleitoral Fábio Luiz de Oliveira Bezerra ressaltou que a retirada da postagem pelo próprio candidato não encerra a representação nem impede a análise das possíveis sanções.
O episódio coloca o candidato no centro de uma discussão sobre a fidelidade na divulgação de pesquisas em uma campanha na qual Allyson e seu grupo político têm recorrido a questionamentos sobre levantamentos eleitorais e informações divulgadas sobre a disputa.
No caso que resultou na multa, porém, não havia questionamento sobre a regularidade da pesquisa. A própria decisão ressalta que o levantamento Exatus RN-07539/2026 estava regularmente registrado na Justiça Eleitoral. O cenário estimulado apresentava Allyson com 41,90%, Álvaro com 22,20% e Cadu com 17,59%.
A publicação foi feita no Instagram oficial de Allyson no dia 11 de setembro. Ao reproduzir os resultados, manteve os 41,90% do próprio candidato e os 17,59% de Cadu, mas reduziu Álvaro de 22,20% para 20,5%, diferença de 1,70 ponto percentual. A arte ainda fazia referência expressa ao número oficial de registro da pesquisa.
Na defesa, os advogados de Allyson reconheceram a divergência, mas sustentaram que houve “mero erro material”, sem dolo, fraude ou intenção de manipular o resultado. Alegaram ainda que a diferença de 1,70 ponto estava dentro da margem de erro do levantamento, de 2,53 pontos percentuais, e que a mudança não alterava a ordem dos candidatos.
Os argumentos não afastaram a responsabilização. Para Pordeus, margem de erro é um elemento estatístico da pesquisa e não uma autorização para que o divulgador substitua o percentual efetivamente apurado por outro número situado dentro daquele intervalo.
O magistrado acrescenta que 20,5% não corresponde aos 22,20% efetivamente apurados pela Exatus.
O relator também rejeitou o argumento de que a irregularidade poderia ser relativizada porque não houve mudança na colocação dos candidatos. Segundo a decisão, a legislação eleitoral protege “a fidelidade das informações apresentadas ao eleitorado”, e não somente a posição ocupada pelas candidaturas.
A Procuradoria Regional Eleitoral também se manifestou pela condenação e chamou atenção para o fato de a divergência atingir um concorrente. Segundo o parecer registrado na decisão, “a redução do percentual atribuído ao candidato adversário”, em desacordo com o levantamento oficial, caracteriza alteração “apta a induzir o eleitorado a erro”.
A candidatura de Álvaro Dias (PL) ao Governo do Rio Grande do Norte chega à reta final enfrentando um problema dentro do próprio grupo: o distanciamento do senador Rogério Marinho (PL), principal responsável pela construção de seu projeto eleitoral. Nos bastidores, interlocutores ligados à campanha avaliam que o candidato não recebeu, ao longo da disputa, o envolvimento esperado daquele que o levou ao PL e deveria funcionar como principal articulador de sua base política no interior.
Rogério deixou a disputa pelo Governo para assumir a coordenação nacional da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro e abriu espaço para Álvaro ocupar a cabeça da chapa.
Posteriormente, o ex-prefeito de Natal deixou o Republicanos e ingressou no PL, movimento articulado com o senador. Naquele momento, a expectativa era de que Álvaro herdasse também parte da estrutura política construída por Rogério, formada por prefeitos, deputados, vereadores e lideranças espalhadas pelo Estado.
Essa transferência, porém, não teria ocorrido na intensidade esperada. A avaliação que circula entre interlocutores é de que parte das lideranças inicialmente vinculadas ao projeto não entrou efetivamente na campanha de Álvaro. Prefeitos e aliados estariam concentrando esforços principalmente nas disputas proporcionais, enquanto o candidato ao Governo tenta fazer sua campanha ganhar tração no interior.
A presença reduzida de Rogério no RN também alimenta essa percepção. Embora o senador tenha participado de agendas com Álvaro no início de setembro, inclusive com compromissos em Mossoró e reuniões políticas, sua principal atividade eleitoral está concentrada na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). A informação que circula nos bastidores políticos é de que a dedicação do senador à campanha nacional estaria ligado ao projeto de se tornar presidente do Senado, caso Flávio seja eleito.
O cenário ocorre justamente quando Álvaro enfrenta dificuldades para ampliar seu desempenho na reta final. Pesquisas recentes do Instituto DataVero apontaram que o candidato perdeu espaço nos últimos meses. Em agosto, o candidato aparecia com 25,37% e, na rodada seguinte, oscilou para 25,85%. Já no levantamento mais recente, divulgado na semana passada, recuou para 23,11% e passou a ocupar a terceira colocação, atrás de Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu de Lula (PT).
A estagnação reforça o contraste com o início da disputa, quando a estrutura política reunida em torno de Rogério aparecia como uma das principais vantagens da candidatura de Álvaro. Até agora, porém, essa força não se converteu em mobilização equivalente nas diferentes regiões do Estado
Menos de 50% do teto Outro elemento que reforça a insatisfação nos bastidores está no financiamento da campanha. De acordo com os dados da Justiça Eleitoral, Álvaro havia recebido R$ 3 milhões da Direção Nacional do PL. Somadas pequenas doações e recursos próprios, sua arrecadação chegava a R$ 3,018 milhões.
O valor corresponde a cerca de 42% do teto de R$ 7,115 milhões permitido para os gastos da campanha ao Governo do RN. Ou seja, mesmo sendo o candidato do partido ao principal cargo estadual, Álvaro não havia recebido recursos equivalentes sequer à metade do limite que poderia gastar no primeiro turno.
O contraste já vinha sendo observado desde agosto. Antes do repasse para Álvaro, os dados da Justiça Eleitoral mostravam que o PL havia distribuído R$ 17,45 milhões do Fundo Eleitoral para 25 candidaturas proporcionais no Rio Grande do Norte, enquanto o candidato ao Governo ainda não havia recebido recursos do fundo.
Nos bastidores, circula ainda a informação de que o montante inicialmente projetado para a campanha majoritária seria superior ao efetivamente liberado até agora. Não há, entretanto, confirmação pública de qual teria sido o valor acertado entre Álvaro e a direção partidária.
A declaração do senador Styvenson Valentim (Podemos) de que parlamentares fracionariam emendas para receber percentuais de 10% a 15% não provocou, até agora, reação pública da maior parte da bancada federal do Rio Grande do Norte. Diante da gravidade da afirmação, o Diário do RN procurou os representantes potiguares no Senado e na Câmara dos Deputados, mas apenas Fernando Mineiro (PT) se pronunciou sobre o caso.
A declaração foi dada durante sabatina da Inter TV Cabugi, na quarta-feira (16), quando Styvenson defendia sua forma de destinar emendas parlamentares. Ao comparar sua atuação com a de outros políticos, afirmou: “Eles preferem dividir as emendas todinho, partir as emendas, pedir 10%, 15% e ninguém vê nada”. O senador não apresentou provas nem identificou a quais parlamentares se referia.
Procurado pelo Diário do RN, Mineiro afirmou que Styvenson deveria revelar os nomes caso tenha conhecimento de parlamentares envolvidos em irregularidades na destinação das emendas.
“Ele prestaria um grande serviço à transparência se revelasse os nomes de parlamentares que praticam este tipo de crime. Pode ser uma das fontes de recursos usados para a compra de votos que tanto se comenta”, afirmou o deputado.
A manifestação coloca sobre Styvenson a cobrança para que esclareça quem seriam os políticos mencionados em sua declaração. O senador não restringiu a acusação à existência de irregularidades na aplicação das emendas: relacionou diretamente o fracionamento dos recursos à cobrança de percentuais, sem apontar casos específicos ou apresentar documentos que sustentassem a afirmação.
Silêncio entre os parlamentares Além de Mineiro, o Diário do RN procurou os demais integrantes da bancada potiguar para que comentassem a declaração. Até o fechamento desta edição, não houve manifestação dos outros parlamentares consultados.
A representação do Rio Grande do Norte no Congresso é formada por 11 parlamentares. No Senado, além de Styvenson, estão Rogério Marinho (PL) e Zenaide Maia (PSD). Na Câmara, integram a bancada Carla Dickson (PL), General Girão (PL), Sargento Gonçalves (PL), Robinson Faria (PP), João Maia (PP), Benes Leocádio (União Brasil), Fernando Mineiro (PT) e Natália Bonavides (PT).
A ausência de respostas ganha relevância porque a acusação foi feita por um integrante da própria bancada federal, justamente ao comparar a maneira como administra suas emendas com a atuação de outros parlamentares.
A declaração também não foi um episódio isolado de comparação com outros políticos. Em suas redes sociais, Styvenson já desafiou representantes do Estado a apresentarem resultados semelhantes aos que atribui às emendas de seu mandato. Na sabatina, porém, avançou para uma acusação mais grave ao associar a divisão dos recursos à cobrança de percentuais.
Sem a apresentação de nomes ou provas, permanece sem esclarecimento a quem Styvenson se referia ao falar em cobrança de 10% a 15%. Mineiro, único integrante da bancada a responder ao Diário do RN, defende justamente que o senador torne pública essa informação.
Quatro anos depois de o Rio Grande do Norte definir a eleição para governador ainda no primeiro turno, os potiguares voltaram às urnas duas vezes em 2014. A disputa colocou frente a frente, na etapa decisiva, Robinson Faria (PSD) e Henrique Eduardo Alves (PMDB) e terminou com uma virada em relação ao resultado da primeira votação. Henrique saiu na frente em 5 de outubro, mas Robinson ampliou sua votação nas três semanas seguintes e venceu o segundo turno, realizado no dia 26.
A eleição representava uma mudança de cenário depois da vitória de Rosalba Ciarlini (DEM) em 2010. Naquele ano, a então senadora havia conquistado 52,46% dos votos e encerrado a disputa no primeiro turno. Em 2014, nenhum dos candidatos conseguiu ultrapassar a metade dos votos válidos na primeira votação, fazendo o Estado voltar a ter uma eleição em dois turnos para o Governo.
Robinson chegava à disputa depois de uma longa trajetória na política estadual. Eleito deputado estadual pela primeira vez em 1986, acumulou seis mandatos consecutivos e presidiu a Assembleia Legislativa durante sete anos. Em 2010, deixou o Legislativo para integrar, como vice, a chapa de Rosalba Ciarlini. Os dois, no entanto, romperam politicamente durante o mandato, e Robinson chegou à eleição seguinte como candidato ao Governo pelo PSD.
Do outro lado estava Henrique Alves, uma das figuras mais experientes da política potiguar.
Deputado federal desde 1971, ele estava no 11º mandato consecutivo e presidia a Câmara dos Deputados quando decidiu disputar pela primeira vez o Governo do Rio Grande do Norte.
As duas candidaturas também reuniram alianças distintas. Robinson tinha como vice o então deputado estadual Fábio Dantas (PCdoB) e liderava a coligação Liderados pelo Povo, formada por PSD, PCdoB, PT, PP, PTC, PEN, PRTB, PPL e PTdoB. Henrique tinha como vice João Maia (PR) e encabeçava a União pela Mudança, uma ampla composição que reunia 18 partidos.
Henrique sai na frente No primeiro turno, realizado em 5 de outubro, Henrique Eduardo Alves confirmou a primeira colocação, mas não conseguiu alcançar votos suficientes para encerrar a disputa. O candidato do PMDB recebeu 702.196 votos, equivalentes a 47,34% dos válidos. Robinson apareceu em segundo lugar, com 623.614 votos, ou 42,04%. A diferença entre os dois era de 78.582 votos.
Robério Paulino (PSOL) terminou em terceiro lugar e teve uma votação expressiva diante da polarização entre os dois primeiros: foram 129.616 votos, correspondentes a 8,74%. Simone Dutra (PSTU) recebeu 14.549 votos (0,98%) e Araken Farias (PSL), 13.396 (0,90%).
O resultado levou o Rio Grande do Norte novamente a uma segunda votação. Era a segunda vez que uma eleição para governador no Estado chegava ao segundo turno. A primeira havia ocorrido oito anos antes, em 2006, quando Wilma de Faria derrotou Garibaldi Alves Filho. Em 2010, Rosalba havia interrompido a sequência ao vencer diretamente no primeiro turno.
Desta vez, Henrique entrava na etapa decisiva com a vantagem conquistada nas urnas, enquanto Robinson precisava não apenas incorporar parte dos votos dos demais candidatos, mas também superar a diferença aberta pelo adversário.
A virada no segundo turno As três semanas seguintes mudaram o resultado da eleição. Se no primeiro turno Henrique havia terminado com quase 79 mil votos de vantagem, no segundo Robinson passou à frente e ampliou significativamente sua votação.
Robinson saltou de 623.614 para 877.268 votos, conquistando 253.654 votos a mais entre uma votação e outra. Henrique também cresceu, mas em proporção menor: passou de 702.196 para 734.801, um acréscimo de 32.605 votos.
Com isso, Robinson foi eleito governador com 54,42% dos votos válidos, contra 45,58% de Henrique. A diferença final chegou a 142.467 votos a favor do candidato do PSD. O resultado oficial confirmou a vitória de Robinson na noite de 26 de outubro.
A mudança também apareceu no mapa eleitoral. No segundo turno, Robinson venceu em 101 dos 167 municípios do Rio Grande do Norte, enquanto Henrique ficou à frente em 66.
A vitória levou Robinson ao Governo quatro anos depois de ter sido eleito vice-governador. Fábio Dantas, que havia conquistado seu primeiro mandato de deputado estadual em 2010, tornou-se vice-governador.
Fátima vence Wilma para o Senado A eleição de 2014 também reservou uma disputa de peso para a única vaga disponível no Senado.
De um lado estava a então deputada federal Fátima Bezerra (PT); do outro, a ex-governadora Wilma de Faria (PSB), que tentava chegar ao Senado quatro anos depois de ter sido derrotada na mesma disputa.
Fátima venceu com 808.055 votos, equivalentes a 54,84%. Wilma recebeu 636.896 votos, ou 43,23%. No recorte municipal, Fátima ficou à frente em 115 cidades e Wilma em 52.
A vitória representou uma nova etapa na trajetória de Fátima, que havia sido deputada estadual por dois mandatos e exercia o terceiro mandato consecutivo de deputada federal. Antes disso, também havia disputado a Prefeitura de Natal em 2004 e 2008.
Câmara e Assembleia Para a Câmara dos Deputados, Walter Alves (PMDB) foi o candidato mais votado, com 191.064 votos. Rafael Motta (PROS) apareceu em seguida, com 176.239, e Fábio Faria (PSD), filho de Robinson, recebeu 166.427. Também foram eleitos Zenaide Maia, Felipe Maia, Rogério Marinho, Antônio Jácome e Beto Rosado.
Na Assembleia Legislativa, Ricardo Motta (PROS) liderou a votação, com 80.249 votos. Entre os 24 eleitos estavam ainda Dison Lisboa, Galeno Torquato, Hermano Morais, Kelps Lima, Gustavo Carvalho, Ezequiel Ferreira, Getúlio Rêgo, Nelter Queiroz, Tomba Farias, Fernando Mineiro, George Soares e José Dias.
Cinco estudantes do curso técnico em Química do Instituto Estadual de Educação Profissional, Tecnologia e Inovação do Rio Grande do Norte (IERN) foram selecionadas para participar do World Food Forum (WFF), promovido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. O grupo apresentará uma pesquisa voltada à recuperação de solos degradados da Caatinga por meio do uso de biomassa produzida por microalgas.
As alunas integram o projeto Ka’atinga, que nasceu dentro da escola pública e ganhou reconhecimento internacional ao ser escolhido para integrar um dos principais fóruns mundiais sobre alimentação, agricultura e sustentabilidade.
Segundo Ana Júlia Câmara Brum, uma das integrantes da equipe, o convite para participar do evento surpreendeu todas as estudantes.
“Na verdade, nós começamos o projeto no intuito de enviá-lo para uma competição. Nesse processo, conversamos com uma colega nossa, Carolina Damasio (NextGen), que estudou o nosso projeto e nos ajudou a enviá-lo para a FAO. Quando Carol nos contou a notícia de que nós tínhamos sido reconhecidas pela FAO e que fomos convidadas para estar presentes no WFF, todo mundo ficou muito feliz. Ficamos desacreditadas que alunas do ensino médio público foram reconhecidas pela própria ONU. Nós sabíamos que era uma experiência ímpar e nunca tinha passado pelas nossas cabeças esse resultado”, comentou.
Para a estudante, representar o Rio Grande do Norte em um evento internacional vai além da apresentação da pesquisa científica.
“Levar essa pesquisa para o WFF, para mim, representaria ressignificar o que é ser estudante de escola pública. Mais do que isso, o único grupo de estudantes do ensino médio no WFF 2026 ser completamente formado por alunas mulheres norte-rio-grandenses reafirma nosso protagonismo científico e a luta pela justiça social, além de inspirar outras estudantes de rede pública, mulheres, nordestinas e norte-rio-grandenses”, destacou.
O projeto surgiu a partir de um problema ambiental presente no semiárido: a degradação dos solos da Caatinga. A pesquisa estuda o potencial da biomassa produzida por microalgas como biofertilizante para recuperar áreas afetadas pelo processo de desertificação.
Ana Júlia explica que o método utiliza a microalga Scenedesmus, capaz de capturar dióxido de carbono durante seu desenvolvimento.
“De forma simples, nossa pesquisa propõe o uso da biomassa produzida por microalgas como biofertilizante para auxiliar na recuperação de solos da Caatinga afetados pela desertificação. A microalga Scenedesmus é capaz de capturar o dióxido de carbono e ser utilizada para outras finalidades após isso. Quando alimentadas adequadamente e cultivadas em um meio nutritivo, as microalgas produzem uma biomassa rica em nutrientes e matéria orgânica, podendo ser aplicadas ao solo e melhorar a qualidade dele”, esclareceu.
Além do potencial ambiental, a pesquisa reúne conhecimentos de química, biotecnologia e sustentabilidade desenvolvidos por estudantes da rede pública estadual.
Campanha busca recursos para apresentar projeto na Itália
Apesar da seleção para o World Food Forum, o grupo ainda precisa arrecadar recursos para viabilizar a viagem à Itália.
A campanha tem como meta reunir R$ 65 mil, valor destinado ao custeio das passagens aéreas, hospedagem e alimentação durante o evento.
“Nossa campanha para arrecadação de recursos tem como objetivo o financiamento da viagem, custear os valores das passagens, hospedagem e alimentação. Estamos com uma meta de R$ 65 mil para que possamos nos deslocar com segurança, lembrando que não possuímos recursos próprios para a viagem”, explicou Ana Júlia.
Além das doações por PIX, as estudantes buscam apoio de empresas e instituições interessadas em incentivar a pesquisa científica.
“O QR Code do nosso Pix está disponível na nossa conta no Instagram (@teamkaatinga), junto com os dados do projeto. Fora isso, estamos em busca de empresas e parceiros que possam e tenham interesse de colaborar com a temática e incentivar a ciência”, disse.
Participam do projeto as estudantes Ana Júlia Câmara Brum, Maria Clara Galdino e França, Maria Vitória Hora Tavares, Helena Marillac e Ana Terra Duarte.
As doações podem ser feitas por meio da chave PIX josangelah@gmail.com, em nome de Josangela Bezerra da Silva.
Caso a meta para a viagem não seja alcançada, os recursos arrecadados serão destinados ao fomento das atividades de pesquisa do projeto, garantindo a continuidade dos estudos desenvolvidos pelas estudantes do IERN.
riam seus interesses eleitorais tem sido recorrente no pleito 2026 e volta ao Judiciário.
Desta vez, a Coligação Esperança e Trabalho, que sustenta a candidatura do ex-prefeito de Mossoró ao Governo do Estado, tenta obter do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) uma decisão que interfere diretamente na apresentação editorial de uma publicação.
Allyson quer obrigar o Diário do RN a acrescentar informações de acordo com seu interesse, além de pedir a retirada da publicação caso a alteração não seja realizada e estabelecer obrigações para futuras divulgações de pesquisas eleitorais.
A ação não coloca em xeque, em nenhum momento, os números da pesquisa DataVero, mas questiona o formato editorial da publicação, desconsiderando que a primeira página de um jornal não reproduz integralmente suas reportagens. Manchetes e chamadas selecionam e hierarquizam fatos, enquanto contexto, metodologia, explicações e demais informações são desenvolvidos nas páginas internas, não cabendo intervenções na diagramação ou na linha editorial quando os dados divulgados são verídicos e a fonte oficial é transparente, conforme, detalhado na reportagem.
Esse modelo é utilizado pelos principais veículos de comunicação do país. Na cobertura da pesquisa Quaest divulgada nesta semana, por exemplo, vários veículos de comunicação de alcance nacional, noticiaram que Flávio Bolsonaro havia ultrapassado Lula na disputa presidencial, sem mencionar que se tratava de um cenário de segundo turno. Isso ocorreu nas manchetes, prerrogativa editorial dos veículos, mas as matérias detalhavam o conteúdo com os cenários pesquisados pelo instituto.
Essa foi a linha adotada, por exemplo, pelo portal Metrópoles que noticiou: “Quaest: Flávio tem 42% e aparece numericamente à frente de Lula, com 40%”. Na sequência, o subtítulo detalha: “Mesmo com empate técnico, o resultado sinaliza oscilação favorável ao senador. Na pesquisa anterior, Flávio e Lula tinham 41%”; a informação de que este seria um recorte de intenções de voto para um eventual segundo turno só foi detalhada no conteúdo da matéria. Trata-se de escolha editorial válida uma vez que o conteúdo é verídico independente da forma como é apresentado.
O destaque editorial de um recorte não significa que uma pesquisa se limite àquele resultado; outros cenários e informações são apresentados no desenvolvimento da cobertura. O detalhamento ocorre no conteúdo das matérias e gráficos apresentados.
É justamente a escolha editorial do veículo que está no centro da nova ofensiva judicial da coligação de Allyson contra o Diário do RN. A representação questiona a edição de 10 de setembro, cuja primeira página trouxe a manchete “Cadu cresce, ultrapassa Álvaro e encosta em Allyson”. Os percentuais destacados eram de 35,18% para Allyson, 28,28% para Cadu Xavier (PT) e 23,11% para Álvaro Dias (PL), correspondentes ao cenário em que os três candidatos eram apresentados aos entrevistados juntamente com seus apoiadores políticos.
A coligação de Allyson sustenta que a capa e sua reprodução no Instagram deveriam informar que aqueles percentuais pertenciam ao cenário com apoios e apresentar outras informações da pesquisa. O ponto central do confronto, entretanto, está no fato de que a própria representação reconhece que essas explicações existiam na reportagem completa e não houve nenhum questionamento a respeito da seriedade da pesquisa ou dúvidas quanto aos seus resultados.
A peça registra que a matéria publicada pelo Diário do RN explicava que a DataVero havia testado “dois cenários estimulados”: um associando os três principais candidatos aos respectivos apoiadores e outro apresentando apenas os nomes dos concorrentes. Reconhece ainda que o texto identificava o cenário com apoios como “Cenário 2” e apresentava a pergunta submetida aos entrevistados.
Também estavam na reportagem, segundo a própria ação, os registros RN-08285/2026 e BR-00919/2026, o universo de 1.500 entrevistas, o período de campo entre 6 e 8 de setembro, a margem de erro de 2,53 pontos percentuais e o nível de confiança de 95%; tudo como determina a lei eleitoral.
Mesmo diante dessas informações no conteúdo completo, a coligação pretende que a Justiça determine como o jornal deve conduzir a publicação. Entre os pedidos está uma ordem, sob pena de multa diária, para que seja acrescentado esclarecimento “com o mesmo destaque”, informando a origem dos percentuais utilizados (que é o próprio Instituto DataVero citado acima da manchete) e apresentando também outro cenário citado na reportagem.
A coligação pede a remoção da publicação, caso a retificação pretendida não seja feita. E a pretensão não termina no conteúdo já divulgado. Estabelece censura prévia e definição editorial antecipada ao solicitar também que os representados sejam obrigados a se abster de novas publicações, “em qualquer suporte”, de resultados de pesquisas sem as informações previstas na legislação e sem indicação do quesito utilizado quando houver mais de um cenário. Vale destacar, tais requisitos foram cumpridos na reportagem uma vez que o veículo não está obrigado a esse detalhamento na manchete de capa.
Caberá à Justiça Eleitoral decidir se houve irregularidade e se os pedidos formulados são compatíveis com a legislação. O debate provocado pela ação, entretanto, alcança uma questão mais ampla sobre a liberdade de imprensa: até onde uma candidatura pode recorrer ao Judiciário para questionar conteúdos que considera desfavoráveis, mesmo que sejam conteúdos inequivocamente verdadeiros, e até onde pode alcançar a autonomia de uma redação para selecionar, hierarquizar e apresentar uma notícia.
Quando esteve do outro lado, Allyson chamou ação judicial de “censura”
Publicação de 10 de setembro com números do cenário 2 da pesquisa – Foto: Reprodução
O uso da Justiça para tentar limitar uma publicação já foi criticado pelo próprio Allyson Bezerra (União Brasil). Em julho, quando foi alvo da Representação nº 0600279-62.2026.6.20.0000, que pedia a retirada de seu perfil de campanha do Instagram por irregularidade, o candidato reagiu publicamente e classificou a iniciativa como uma tentativa de censura. “Estão querendo me calar”, afirmou. Em outro momento, disse que queriam “me amordaçar” e classificou a medida como “totalmente arbitrária”.
Dois meses depois, Allyson aparece do outro lado desse debate. Na Representação nº 0600844-26.2026.6.20.0000, é a Coligação Esperança e Trabalho, que sustenta sua candidatura ao Governo do RN, que recorre à Justiça contra o Diário do RN e pede intervenção sobre uma publicação jornalística, mesmo reconhecendo que o material é verdadeiro.
O contraste está entre o discurso e a prática política de sua coligação. Quando uma ação judicial pretendia retirar sua comunicação das redes sociais, Allyson tratou a iniciativa como tentativa de silenciamento. Agora, sua própria coligação busca uma decisão judicial para obrigar um jornal a alterar uma publicação e, caso a determinação pretendida não seja cumprida, pede que o conteúdo seja retirado.
Os processos tratam de situações juridicamente distintas, mas colocam Allyson em posições opostas diante do mesmo instrumento: quando a Justiça foi acionada para restringir sua própria comunicação, ele denunciou “censura”; quando sua coligação se sentiu prejudicada por uma publicação jornalística, foi à Justiça para pedir sua modificação ou retirada.
senador Styvenson Valentim (Podemos) sugeriu que outros parlamentares fracionam emendas para receber propinas de 10% a 15% dos recursos destinados. A declaração foi dada durante sabatina da Inter TV Cabugi, na manhã desta quarta-feira (16), quando o candidato à reeleição defendia a forma como direciona suas emendas e criticava a atuação de colegas. O senador não apresentou provas nem identificou os parlamentares aos quais se referia.
Styvenson afirmou que prefere concentrar recursos em ações específicas, em vez de pulverizar os valores entre diferentes destinações. Ao ser questionado sobre porque outros parlamentares do estado não adotariam a mesma estratégia, respondeu: “Ah, porque eles preferem fazer outros usos da emenda. Eles preferem dividir as emendas todinho, partir as emendas, pedir 10%, 15% e ninguém vê nada”, disse.
A afirmação associa diretamente a divisão das emendas à cobrança de propina. Durante a sabatina, porém, Styvenson não citou casos concretos ou documentos que sustentassem a acusação contra os parlamentares do Rio Grande do Norte.
Atualmente, a bancada potiguar no Senado também é composta por Rogério Marinho (PL) e Zenaide Maia (PSD). Na Câmara dos Deputados, integram a representação do estado Carla Dickson (PL), General Girão (PL), Sargento Gonçalves (PL), Robinson Faria (PP), João Maia (PP), Benes Leocádio (União Brasil), Fernando Mineiro (PT) e Natália Bonavides (PT).
Esta não é a primeira vez que o senador critica colegas da bancada potiguar em relação à destinação de recursos para ações no Estado.
Em vídeo publicado recentemente nas redes sociais, Styvenson desafiou os colegas do Rio Grande do Norte a apresentarem um volume de obras e ações semelhante ao que atribui ao próprio mandato. “Mostra aí quem é o político do Estado do Rio Grande do Norte que tem obras como essa, mostra. Vamos, aparece. Se você me mostrar quem é o político, eu me calo agora”, desafiou.
Styvenson despreza bolsonarismo de Coronel Hélio: “Cara, exclui isso aí”
Hélio contruiu imagem política no RN atrelando seu nome ao do grupo do ex-presidente Jair Bolsonaro – Foto: Reprodução
A aliança de Styvenson Valentim (Podemos) com Coronel Hélio (PL), candidato à segunda vaga ao Senado na mesma coligação, também ganhou espaço durante a sabatina. Ao defender o aliado, Styvenson minimizou o peso de sua identificação com o bolsonarismo e pediu que o eleitor considere sua possível atuação no Senado.
“O Coronel Hélio é o Styvenson de 2018. Não tem histórico político”, comparou. Em seguida, acrescentou: “É um cara de um bom coração. Quem conhecer ele, vota certeza”.
Ao mencionar a vinculação política de Hélio, Styvenson foi direto: “Ah, mas ele é bolsonarista.
Cara, exclui isso aí. Pensa o que o cara pode fazer pelo Estado. Pensa o que o cara pode fazer com as emendas parlamentares”.
Em entrevista ao Diário do RN, Coronel Hélio tratou a identificação de forma diferente e afirmou não considerar o termo uma ofensa política ou ideológica. “De jeito nenhum. Até porque Bolsonaro é um conceito. Bolsonaro representa uma ideia, valores, costumes e princípios que são inegociáveis. Então, para mim, é até uma honra ser chamado bolsonarista”, afirmou.
Hélio também interpretou a fala de Styvenson pelo aspecto da atuação no Senado e disse que a eleição dos dois poderia ampliar o trabalho. “O Coronel Hélio tem um lado bem definido, sendo da direita, realmente bolsonarista, da direita potiguar, poderá, junto com ele, somar forças. Se tem um senador fazendo muito, dois podem fazer muito mais”, declarou.
Styvenson afirma que em campanha vale tudo, até chamar mulher de ‘catrevagem’
Durante agenda em Currais Novos, em 2024, Styvenson chamou chapa composta por Milena de “catrevagem” – Foto: Reprodução
Styvenson também foi questionado sobre declarações feitas durante a campanha municipal de 2024, quando chamou de “catrevagem” o grupo político do qual fazia parte Milena Galvão, hoje sua segunda suplente na disputa pelo Senado. O senador negou ter tido desentendimento pessoal com Milena e atribuiu a declaração ao ambiente eleitoral.
“Ali foi campanha. Campanha vale”, declarou. Questionado sobre as consequências de declarações feitas por uma pessoa pública, insistiu que o episódio estava superado. “Eu pedi desculpa, pedi desculpa. E não passou, não?”, respondeu.
Styvenson classificou o caso como “águas passadas” e citou a atual aliança com Milena como sinal de que a divergência ficou para trás. “É muita coisa para você estar trazendo agora essa água parada, que faz tempo que já passou. E hoje Milena está lá comigo”, afirmou.
O candidato a deputado federal Dr. Bernardo (PV) não acredita em uma definição da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte no primeiro turno e aposta no crescimento de Cadu de Lula (PT) como elemento capaz de mexer na configuração da corrida estadual na reta final da campanha.
Em entrevista ao Diário do RN, ele descartou uma vitória de Allyson Bezerra (União Brasil) já no dia 4 de outubro e apontou trajetórias diferentes entre Cadu e Álvaro Dias (PL).
“Eu não vejo como Allyson ganhar a eleição no primeiro turno. Eu digo Allyson porque ele é o que está mais bem posicionado nas pesquisas”, afirmou. Para Dr. Bernardo, o momento da campanha favorece Cadu, que, segundo ele, conseguiu acelerar justamente quando a disputa entra na fase decisiva.
“Vejo um crescimento gigante de Cadu. Ele está numa crescente. E ele está numa crescente num momento muito bom da campanha. Você conseguir crescer agora é muito importante”, avaliou.
Aliado do candidato petista ao Governo, Dr. Bernardo afirmou que tem participado de caravanas e eventos da campanha e atribuiu parte do desempenho de Cadu ao aumento do conhecimento do eleitorado sobre o candidato. Na avaliação dele, a baixa exposição pública era um dos principais obstáculos enfrentados pelo petista no início da disputa.
“Quem conhece o Cadu acaba gostando. Ele é um candidato que tem uma empatia, um carisma muito grande. Ele tem conquistado muitas pessoas por onde passa. Porque o grande problema de Cadu era exatamente esse: as pessoas não conhecê-lo”, disse.
Ao comparar Cadu e Álvaro na reta final, Dr. Bernardo afirmou enxergar movimentos opostos.
Para ele, enquanto Cadu cresce entre os indecisos, Álvaro não consegue avançar. “Cadu está em uma crescente e Álvaro é exatamente o contrário. Não conseguiu crescer ou, no máximo, estabilizou”, afirmou. Diante desse cenário, considera certo um segundo turno entre Allyson e Cadu.
“Quatro é ilusão” Na disputa proporcional, Dr. Bernardo também fez projeções sobre o desempenho da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB. Candidato pelo PV, ele considera praticamente consolidada a possibilidade de o grupo conquistar três das oito cadeiras do Rio Grande do Norte na Câmara dos Deputados, mas rejeita a tese de uma quarta vaga.
“A nossa nominata deve fazer três. Eu estou aí na luta para ser segundo ou terceiro da nominata e sobreviver. Não é fácil, mas estou na luta”, declarou.
Mais adiante, reforçou a avaliação: “Eu considero quase que certeza fazer três. Eu acho que, das nominatas, inclusive, a mais votada vai ser a da nossa Federação. Eu acho que a gente consegue tirar mais votos do que o PL. Embora não tenha chance de fazer quatro. Eu acho que essa questão de quatro é ilusão”.
Apesar de reconhecer uma disputa interna pelas vagas, Dr. Bernardo evita tratar os demais nomes da Federação como adversários. Ao falar especificamente sobre Thabatta Pimenta, também candidata pelo PV, destacou que o sistema proporcional faz com que o desempenho coletivo seja decisivo para a eleição dos integrantes da chapa.
“Eu não trato os meus companheiros de nominata como adversários. Nós somos parceiros. Afinal, eu dependo dela e ela depende de mim. A gente, sem os outros, não consegue fazer os três”, afirmou.
Campanha ganha capilaridade Dr. Bernardo avalia que sua campanha ganhou dimensão estadual depois de começar mais concentrada no Oeste, região onde construiu sua trajetória política. Segundo ele, a candidatura avançou pelo Seridó, Potengi, Trairi, Região Central, Vale do Açu, Mato Grande e Agreste, além de ampliar a presença em Natal.
“A gente começou a campanha inicialmente pequena, mas felizmente conseguiu crescer. Está com uma capilaridade gigante em todas as regiões do Estado”, afirmou.
Segundo o candidato, esse crescimento está ligado ao trabalho nos municípios e à relação construída com lideranças locais. “É um voto de trabalho, de estar dia a dia nos municípios, uma relação política com as lideranças”, resumiu.
O Rio Grande do Norte busca ampliar sua participação no desenvolvimento da inteligência artificial (IA) por meio de iniciativas que aproximam governo, universidades, empresas e instituições do Sistema S. As ações envolvem capacitação profissional, automação de serviços públicos, pesquisas e desenvolvimento de soluções voltadas a problemas específicos do estado.
Para Alberto Castro, líder do CIIA e criador do método IA45, especialista em inteligência artificial aplicada a negócios, o desafio é fazer com que empresas e instituições deixem de apenas utilizar ferramentas de IA e passem a incorporá-las aos próprios modelos de trabalho.
“As pessoas falam que estão usando, mas a gente tem visto muitas empresas que remontaram a forma de trabalhar, remodelaram o modelo de negócio. Acho que essa é a grande oportunidade desse debate”, afirmou.
Regulação e uso responsável da inteligência artificial A expansão da tecnologia também coloca em discussão a necessidade de regulamentação. Para Castro, as regras precisam equilibrar inovação e segurança, sem impedir o desenvolvimento da tecnologia.
“A regulação tem que ser com muito equilíbrio, porque não pode nem privar de não ter utilização, mas também deixar totalmente aberta, porque muito aberta acaba gerando muito risco”, disse.
Entre os riscos, ele cita o uso da inteligência artificial para golpes e disseminação de notícias falsas. Na avaliação do especialista, o debate precisa envolver diferentes setores da sociedade.
No Governo do Estado, a discussão também passa pela proteção de dados. Segundo Emília Casanova, secretária da Junta da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (SEDEC), a pasta trabalha na capacitação de servidores para utilização da IA e na definição de critérios para o uso de informações governamentais.
“A gente precisa pensar em toda a questão de LGPD, que são dados sensíveis, dados do governo que a gente não pode colocar em qualquer inteligência artificial”, explicou.
A secretaria também estuda a automatização de processos, como a concessão de benefícios, que atualmente exige grande volume de conferências manuais.
Outra iniciativa da SEDEC é o DEC, assistente de inteligência artificial desenvolvido para disponibilizar informações econômicas do estado. A ferramenta poderá responder perguntas sobre temas como geração de energia eólica e balança comercial, além de comparar dados de diferentes períodos.
“Ele tem esse subsídio, ele tem essa inteligência para poder analisar os dados e poder dizer para a gente qual foi essa alteração”, explicou Emília.
A secretária afirma que o sistema passa por treinamento contínuo para melhorar a qualidade das respostas. A ferramenta está temporariamente indisponível em razão da suspensão do site da secretaria durante o período eleitoral, mas deverá voltar a funcionar posteriormente.
Universidade desenvolve soluções para problemas locais Na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o Metrópole IA, Núcleo de Pesquisa em Inteligência Artificial do Instituto Metrópole Digital (IMD), trabalha para aproximar pesquisa e setor produtivo.
Segundo Daniel Sabino, vice-coordenador do núcleo, desenvolver tecnologia local é estratégico porque permite criar soluções considerando as características e os dados do próprio estado.
“Quase toda a tecnologia que usamos vem pronta de fora e não foi pensada para a nossa realidade. Se a pesquisa é local, os dados também são, e a solução tende a servir melhor”, explicou.
O Metrópole IA concentra projetos em áreas como saúde, indústria, negócios, setor público, cidades inteligentes, cibersegurança e educação.
Entre as aplicações estão sistemas para identificar pontos de alagamento em Natal a partir de câmeras e dados pluviométricos, ferramentas de apoio à saúde pública, análise de dados para fiscalização e investigação e soluções para segurança viária e mobilidade.
O núcleo também desenvolve projetos voltados à produtividade da indústria e do comércio, com agentes de IA aplicados a sistemas empresariais e automação de processos.
O Metrópole IA funciona em prédio próprio inaugurado em julho de 2026. A estrutura possui laboratórios de pesquisa e desenvolvimento, salas de reunião, espaço de ideação e auditório.
De acordo com Sabino, cerca de 70 pesquisadores foram credenciados no ciclo de 2026. A infraestrutura física recebeu aproximadamente R$ 5,5 milhões em investimentos, além da contratação de dez novos docentes.
O núcleo também possui integração com a estrutura de supercomputação da UFRN, utilizada em pesquisas que demandam alto poder computacional.
A aproximação com empresas é outro eixo da iniciativa. Segundo Sabino, aproximadamente metade dos projetos desenvolvidos atualmente envolve empresas, principalmente de Natal.
Capacitação, negócios e a disputa por novos investimentos Para Alberto Castro, a formação de profissionais é uma das principais condições para que o estado consiga aproveitar as oportunidades criadas pela IA. Ele destaca uma unidade móvel do Sistema FIERN que leva capacitações gratuitas sobre inteligência artificial aos municípios potiguares.
Segundo o especialista, a iniciativa pretende atender mais de 170 municípios e já passou por mais de 15 cidades.
“A única forma das pessoas melhorarem os seus trabalhos, sua organização, é ter conhecimento.
A capacitação é a primeira parte, a primeira camada que a gente tem que dar atenção”, afirmou.
A iniciativa também é vista pelo Governo do Estado como uma ferramenta para ampliar a competitividade de micro e pequenos empreendedores.
“Esses parceiros são essenciais”, afirmou Emília, ao destacar a atuação conjunta entre Estado, FIERN, SENAI e Sebrae.
O avanço tecnológico também é relacionado pelo governo à possibilidade de atrair novos empreendimentos para o estado, como data centers. Emília afirma que a instalação dessas estruturas poderia ajudar a enfrentar o problema do curtailment, caracterizado pelo corte da geração de energia.
“Além de resolver um problema que existe, a gente também quer trazer desenvolvimento econômico”, afirmou.
Na avaliação da secretária, a atração de empresas poderia gerar empregos, impostos e receitas de licenciamento, aumentando a capacidade do estado de investir em ciência, tecnologia e inovação.
Para Daniel Sabino, o objetivo de longo prazo é fazer com que o RN deixe de ser apenas consumidor de tecnologia e passe a desenvolver soluções próprias.
“O RN não será apenas um estado que consome IA. Será um estado que produz IA, forma quem a desenvolve e atrai empresas por causa disso”, projetou.
A consolidação desse cenário, porém, dependerá da continuidade dos investimentos, da formação de profissionais e da integração entre universidades, governo e setor produtivo.
Com apenas 4 anos, Sophie Souza deu uma demonstração de empatia que emociona pela simplicidade do gesto. Vaidosa e apaixonada pelos longos cabelos, ela decidiu renunciar aos fios para ajudar crianças que enfrentam o tratamento contra o câncer. A iniciativa aconteceu justamente em setembro, mês dedicado à conscientização sobre o diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil, conhecido como Setembro Dourado.
A decisão partiu da própria menina, depois de conhecer uma campanha de arrecadação de cabelos para a confecção de perucas. Em casa, a escolha surpreendeu os pais.
“A gente não incentivou Sophie. Eu e principalmente o pai não queríamos que ela cortasse o cabelo. Amamos cabelo grande. Ela falou que queria cortar, mas eu esperei uns meses para ver se ela mudava de ideia. Como ela não mudou, deixamos que ela cortasse”, disse a mãe, Daniela Souza.
Acostumada a usar diferentes penteados para ir à escola e passear com a família, Sophie sempre demonstrou carinho pelos cabelos. Por isso, Daniela acreditava que a filha poderia desistir da ideia.
“Eu tinha medo de que ela se arrependesse e ficasse triste. Mas ela ficou muito feliz e amou o corte. Eu pensei só na estética, pois ela amava o cabelo e não queria cortar de jeito nenhum. E muito rápido mudou de ideia”, afirmou.
Para Sophie, entretanto, a decisão tinha um significado maior do que apenas mudar o visual.
“Eu queria doar o meu cabelo para uma menininha que não tem cabelo porque ela tem uma doença”, disse.
Mesmo depois de a mãe explicar que ela não poderia mais usar os coques de que tanto gostava, a pequena manteve a decisão.
“Minha amiga vai ter o meu cabelo e vai poder fazer o penteado. Quando eu tiver 5 anos meu cabelo vai crescer e eu vou fazer outro penteado”, respondeu com tranquilidade.
Medalha celebra pequenos grandes gestos Depois de perceber que a filha realmente queria fazer a doação, a família procurou um salão especializado em cortes infantis que também incentiva campanhas solidárias.
Segundo a proprietária do espaço, Larissa Borges, cada criança que doa os cabelos recebe uma medalha em reconhecimento ao gesto.
“O salão tem cinco anos e, há quatro anos, eu criei uma medalha bem linda, que tem uma frase: ‘Sua juba tem mais força do que você imagina!’. Lá tudo brinca com essa questão da juba porque o nosso mascote é um leãozinho. É um incentivo para essa doação de cabelo, para as crianças perceberem que estão fazendo algo muito legal. É tanto que merece honra, merece homenagem, merece uma entrega de uma medalha especial. E elas ficam super felizes. Sophie foi uma delas”, explicou.
A campanha acontece durante todo o ano. As famílias podem agendar o corte normalmente, sem necessidade de esperar uma data específica.
“A gente vai juntando esses cabelos ao longo do ano, não existe uma data específica para recebermos. As crianças agendam normalmente um corte, uma transformação. Existe essa informação sobre a medalha, a partir de tantos centímetros, e é uma forma de incentivar o corte”, detalhou.
Somente em 2025, o salão reuniu 40 doações de cabelo destinadas à confecção de perucas.
Os cabelos arrecadados são destinados à Casa Rosa RN, instituição responsável pela confecção de perucas emprestadas gratuitamente a pacientes em tratamento contra o câncer e pessoas com alopecia.
Mais do que estética, uma ferramenta para enfrentar desafios do tratamento
“Eu queria doar o meu cabelo para uma menininha que não tem” – Foto: Reprodução
Segundo a psicóloga da Casa Durval Paiva, que acolhe crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer infantojuvenil, Gilvania Guedes, a perda dos cabelos representa um dos momentos mais delicados para crianças e adolescentes diagnosticados com câncer, porque torna o adoecimento visível e modifica profundamente a forma como eles enxergam a própria imagem.
“A gente parte da compreensão de que, no início do tratamento, existe toda uma reorganização da família, porque tudo se transforma desde o momento da notícia da doença. Tanto para crianças quanto para adolescentes e para a família, todo mundo é impactado pelo adoecimento”, explicou.
A psicóloga ressalta que a queda dos cabelos costuma marcar uma mudança importante na percepção que o paciente tem de si mesmo.
“A doença passa a ficar muito explícita a partir do momento em que a criança perde o cabelo.
Para elas isso é muito forte e muito potente, porque evidencia o que está acontecendo”, afirmou.
Entre os adolescentes, segundo Gilvania, o impacto costuma ser ainda maior devido ao processo de construção da identidade.
“Na adolescência, a identidade ainda está sendo construída. Quando o adoecimento acontece junto com a perda do cabelo e a mudança da aparência, essa fase se torna ainda mais complexa emocionalmente”, destacou.
Por isso, recursos como perucas e lenços fazem parte do cuidado psicológico oferecido aos pacientes.
“A gente utiliza estratégias para minimizar esse sofrimento. Ele não deixa de existir, mas pode ser amenizado. Além do atendimento psicológico, usamos ferramentas como a peruca e o lenço para ajudar crianças e adolescentes a enfrentarem principalmente o início do tratamento”, pontuou.
Como doar A Casa Rosa mantém uma campanha permanente de doação de cabelos para a confecção de perucas destinadas a mulheres em tratamento oncológico e pessoas com alopécia. A instituição aceita fios naturais, inclusive com química, como tintura e alisamento. Para doar, o cabelo deve estar limpo, completamente seco e preso em um rabo de cavalo antes do corte.
Quem doar mechas com mais de 30 centímetros pode participar do Corte Solidário, que oferece corte gratuito na sede da Casa Rosa ou em salões parceiros, mediante agendamento. Desde 2012, a instituição também realiza o empréstimo e a manutenção gratuitos de perucas de cabelo natural, além de oferecer acolhimento durante o tratamento. As doações podem ser entregues na sede da Casa Rosa, na Avenida Rui Barbosa, 327.
Na reta final da campanha pela reeleição, o deputado estadual Francisco do PT aposta no crescimento de sua candidatura, na força da Federação para manter e até ampliar a bancada na Assembleia Legislativa e no avanço de Cadu de Lula (PT) na disputa pelo Governo. Em entrevista ao Diário do RN, o parlamentar afirmou que tem percorrido todas as regiões do Estado e encontrado boa receptividade tanto à sua candidatura quanto à chapa majoritária.
“Tem sido uma campanha muito boa, de muita receptividade por parte das pessoas, por onde a gente anda”, afirmou Francisco, Parte dessa caminhada, segundo ele, é feita em dobradinha com Odon Júnior (PT), ex-prefeito de Currais Novos e candidato a deputado federal. “Estamos numa parceria muito forte com o candidato a deputado federal Odon Júnior”, destacou.
O deputado também demonstra confiança no desempenho da nominata para a Assembleia Legislativa. Atualmente com seis cadeiras, a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PcdoB), segundo ele, tem condições de preservar esse espaço e pode chegar à eleição disputando uma ampliação da bancada.
“Eu acho que nós temos grandes possibilidades de, no mínimo, manter essas seis vagas, mas acredito muito que, dependendo do trabalho que for feito até o dia da eleição, nós poderemos, inclusive, pensar na possibilidade real de ampliar essas vagas na Assembleia Legislativa”, projetou.
Cadu cresce no interior A avaliação otimista de Francisco também se estende à disputa pelo Governo. Presente em diferentes caravanas da chapa majoritária, o deputado afirma ter percebido um crescimento na aceitação de Cadu de Lula, especialmente no interior, mas também nas agendas realizadas em Natal.
“Tenho me impressionado muito positivamente com a receptividade das pessoas. Sinto que as pessoas, especialmente pelo interior do Estado, mas aqui em Natal também, tenho visto muita receptividade”, afirmou.
Para Francisco, parte desse movimento está relacionada à associação de Cadu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com a governadora Fátima Bezerra (PT). Na avaliação do deputado, o eleitor começa a identificar no candidato a possibilidade de continuidade do projeto político conduzido pelos dois governos.
“Percebo que as pessoas estão com muita vontade de votar no presidente Lula para renovar o seu mandato de presidente e consigo perceber que, dessa mesma forma, essas pessoas estão entendendo cada vez mais que aqui no Rio Grande do Norte Cadu representa esse projeto do presidente Lula”, disse.
Francisco também aponta a continuidade da atual gestão estadual como um dos argumentos da candidatura petista. Para ele, Cadu reúne condições de dar sequência às ações desenvolvidas durante os dois mandatos de Fátima Bezerra.
“Cadu é o candidato mais preparado para dar sequência e fazer avançar ainda mais o nosso Estado mediante, inclusive, o legado que a professora Fátima Bezerra tem deixado para o nosso povo”, declarou.
Confiança no segundo turno O deputado considera que o crescimento registrado pelas pesquisas e a receptividade encontrada nas ruas colocam Cadu em condições de chegar ao segundo turno.
“Eu credito muito, seja pelo resultado das pesquisas, seja pelo que tenho visto nas ruas do nosso Estado, por onde tenho acompanhado”, afirmou.
Francisco diz que essa percepção não se limita aos eventos da chapa majoritária. “Não só quando estou com o Cadu nas atividades da majoritária, mas também nas atividades que tenho feito na condição de deputado estadual, tenho visto muita receptividade ao nome de Cadu”, concluiu.
A pré-campanha de Allyson Bezerra ao Governo do Rio Grande do Norte ganhou novos desdobramentos na Justiça Eleitoral em setembro de 2026. Decisões do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) colocaram sob análise a atuação de perfis de apoio ao candidato nas redes sociais e uma publicação considerada propaganda eleitoral antecipada.
O principal ponto de uma das decisões está relacionado à identificação de um e-mail institucional ligado à estrutura pública de Mossoró e a elementos que, segundo a Justiça Eleitoral, são indicativos da possível participação de agente público.
E-MAIL INSTITUCIONAL ENTRA NA APURAÇÃO No procedimento de produção antecipada de provas, diligências realizadas para identificar os responsáveis por cinco perfis do Instagram levaram a Justiça Eleitoral a registrar “elementos indicativos da participação de agente público e da utilização de email institucional de órgão público”.
As diligências contaram com informações fornecidas pela Meta, responsável pelo Instagram, para identificar responsáveis, dados cadastrais e possíveis conexões entre as contas.
Entre os registros analisados aparece o endereço secom@prefeiturademossoro.com.br, associado à Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Mossoró, relacionado ao perfil @allysonarrochado. A decisão também registra possíveis conexões envolvendo profissionais de comunicação ligados ao beneficiário das publicações, a estrutura oficial de comunicação da Prefeitura de Mossoró e dirigente partidário que ocupava cargo comissionado.
A CRONOLOGIA DO E-MAIL E DO PERFIL Um dos pontos que merece atenção na documentação é a sequência das datas.
Segundo os dados analisados no procedimento, o endereço institucional aparece associado ao cadastro em 22 de dezembro de 2019.
Já o perfil @allysonarrochado teria sido criado em 19 de setembro de 2020.
Allyson Bezerra assumiu a Prefeitura de Mossoró somente em janeiro de 2021.
A cronologia é relevante para a análise do caso. A existência do endereço eletrônico em registro anterior ao início da gestão de Allyson não permite, isoladamente, afirmar quem utilizou o e-mail, quem tinha acesso à conta ou com qual finalidade o endereço foi associado ao perfil.
A defesa de Allyson contestou a existência de vínculo direto entre ele e os cinco perfis e afirmou que os e-mails, telefones e endereços de IP identificados nas contas não pertencem ao político.
O QUE A DECISÃO REGISTRA A decisão não condena Allyson Bezerra pela utilização de e-mail institucional e não estabelece definitivamente que os cinco perfis sejam falsos ou que seus administradores tenham cometido ilícito eleitoral.
O procedimento teve finalidade probatória, com o objetivo de reunir e preservar informações capazes de esclarecer a autoria e as conexões existentes entre as contas.
Por isso, o registro de “elementos indicativos” não equivale a uma conclusão definitiva de responsabilidade.
Após as diligências, os elementos reunidos deverão ser encaminhados à Procuradoria Regional Eleitoral antes do arquivamento do procedimento.
A partir daí, caberá ao Ministério Público Eleitoral analisar os dados e avaliar se existem fundamentos para novas providências.
A MULTA DE R$ 10 MIL Em processo diferente, a Representação nº 0600279-62.2026.6.20.0000 foi julgada pelo TRE-RN em 19 de agosto de 2026.
Na decisão, o Tribunal acolheu parcialmente a representação e aplicou multa de R$ 10 mil a Allyson Bezerra por propaganda eleitoral antecipada.
O processo envolveu uma publicação em rede social com a expressão “#O povo quer Allysson Governador”.
Para o TRE-RN, a mensagem ultrapassou os limites da pré-campanha e caracterizou pedido explícito de voto.
Allyson recorreu da decisão e contestou, entre outros pontos, a interpretação de que a expressão representaria pedido explícito de voto. O Partido Novo também apresentou recurso.
Quase quatro em cada dez eleitores do Rio Grande do Norte ainda não sabem que poderão escolher dois candidatos ao Senado nas eleições deste ano. Segundo pesquisa DataVero, divulgada recentemente, 37,38% dos entrevistados afirmaram desconhecer a possibilidade de votar duas vezes para o cargo. A maioria, 61,99%, disse saber da regra, enquanto 0,63% não soube ou não respondeu.
O dado ganha relevância diante do tamanho da disputa. No Rio Grande do Norte, 14 candidatos concorrem às duas vagas disponíveis para o Senado. Cada eleitor terá direito a dois votos, necessariamente em candidatos diferentes, e serão eleitos os dois nomes que obtiverem as maiores votações no Estado. A eleição para senador segue o sistema majoritário.
Por que o eleitor votará duas vezes? A explicação está no modelo de renovação do Senado Federal. A Casa possui 81 senadores, três para cada estado e para o Distrito Federal, com mandatos de oito anos. Diferentemente de outros cargos eletivos, porém, as 81 cadeiras não são colocadas em disputa simultaneamente.
A renovação ocorre de forma alternada a cada quatro anos: em uma eleição, um terço das vagas é renovado; na seguinte, dois terços. Em 2022, cada estado elegeu apenas um senador. Em 2026, serão renovadas 54 das 81 cadeiras, fazendo com que cada unidade da Federação escolha dois representantes.
Por isso, o eleitor encontrará duas telas para senador na urna eletrônica, uma para cada escolha.
O desconhecimento da regra por 37,38% dos entrevistados pode fazer com que parte do eleitorado chegue ao dia da eleição sem ter definido um segundo candidato. A pesquisa, no entanto, não permite afirmar que esse desconhecimento necessariamente resultará em erro, voto branco ou nulo.
Os próprios números da DataVero mostram maior indefinição justamente na segunda escolha.
Quando questionados sobre o segundo voto para senador, 30,53% não souberam ou não responderam e 19,30% apontaram nenhum candidato, branco ou nulo. Juntos, representam 49,83% dos entrevistados sem indicar um nome.
No primeiro voto, esse percentual é menor: 15,83% não sabem ou não responderam e 11,34% indicaram nenhum candidato, branco ou nulo, somando 27,17%. Embora não seja possível estabelecer uma relação direta de causa e efeito entre os dois dados, a diferença mostra que a segunda escolha permanece menos definida.
O papel do Senado Os senadores representam os estados e o Distrito Federal no Congresso Nacional. Além de participar da elaboração e votação de leis e da fiscalização do Poder Executivo, o Senado possui atribuições específicas previstas na Constituição.
Entre elas estão a análise de indicações de autoridades, como ministros de tribunais superiores, procurador-geral da República e dirigentes do Banco Central, além do julgamento de autoridades em processos de impeachment nos casos previstos constitucionalmente.
Dados da Pesquisa A pesquisa DataVero ouviu 1.500 eleitores nos dias 6, 7 e 8 de setembro. A margem de erro é de 2,53%, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado sob os números BR-00919/2026 e RN-08285/2026.
transformações da sociedade. A instituição, fundada pelo economista José Maria Barreto de Figueiredo, consolidou-se ao longo das décadas com atuação na educação básica e no ensino superior.
Hoje, a condução desse legado está nas mãos da reitora do UNIFACEX e diretora pedagógica do Colégio Facex, Candysse Figueiredo e de Oswaldo Figueiredo, Diretor Financeiro. Ela começou a trabalhar na instituição aos 18 anos e passou por diferentes setores antes de assumir funções de gestão. Ele iniciou a ajudar ao pai aos 15 anos no departamento financeiro.
“Comecei a trabalhar aqui muito nova e me apaixonei por educação. Hoje, a educação é a minha vida”, afirma.
Segundo Candysse, a trajetória da instituição é marcada pela busca por qualidade e por uma relação próxima com os estudantes.
“O aluno aqui não é um número. Ele é uma pessoa. Ele tem acesso aos coordenadores, ele tem acesso à reitoria. Eu faço reunião com eles, quando necessário, porque gosto de sentir a instituição através do aluno, pelos olhos do aluno. A gente aprende muito com eles”, destaca.
Direito mais próximo do mercado Uma das áreas que passa por um processo de modernização é o curso de Direito. Neste ano, o advogado e professor Sebastião Leite assumiu a coordenação da graduação e passou a desenvolver iniciativas voltadas à aproximação entre universidade, mercado e órgãos do sistema de Justiça.
Candysse explica que a escolha pelo professor ocorreu pela identificação de seu perfil com a proposta de modernização do curso.
“Ele é uma pessoa de muito network, uma pessoa antenada com o mercado e realmente está agregando muito ao curso”, afirma.
A aproximação com o mercado levou a instituição a visitar órgãos como Tribunal de Justiça, Tribunal Regional do Trabalho, Tribunal de Contas, Procuradoria do Estado, Ministério Público e escritórios de advocacia. “Além das visitas as instituições estamos firmando convênios com alguns desses órgãos para estágio de nossos alunos. A intenção é compreender as transformações do mercado jurídico e avaliar possíveis adequações na formação dos estudantes.”, afirma o Prof. Sebastiao Leite.
Para os estudantes, a experiência também aparece nos resultados acadêmicos. Milena Monteiro, que está no décimo período e cursa sua segunda graduação, atribui à combinação entre experiência pessoal, dedicação e qualidade dos professores a aprovação de primeira no Exame da OAB.
“Eu comecei a estudar Direito à medida que as matérias iam sendo dadas. Não deixei acumular. A Unifacex me ajudou muito, porque o corpo docente é muito bom, os professores são muito preparados e têm uma didática muito boa, focada também na prova da OAB”, relata.
André Felipe Godeiro destaca a integração entre teoria e prática e a proximidade da coordenação com os estudantes. Ele foi aprovado na OAB ainda no oitavo período.
“A coordenação sempre caminha praticamente lado a lado com os alunos, atendendo aos pleitos.
E, academicamente, a faculdade promove ações de extensão, projetos, aulas integradas, aulas fora do campo universitário e atividades práticas. Essa mistura da teoria com a prática, que é muito importante no ramo do Direito, contribuiu muito para a minha formação e para que eu passasse de primeira na OAB”, acrescenta.
Leitura e tecnologia a serviço da formação Ao assumir a coordenação do curso de Direito, Sebastião Leite identificou um desafio relacionado ao hábito de leitura entre os estudantes.
Em uma das primeiras atividades em sala, perguntou quantos alunos estavam lendo livros.
Apenas seis dos 59 estudantes presentes responderam afirmativamente.
A situação levou o professor a criar o Clube do Livro que esta levando os alunos ao saudável hábito de leitura e permitindo discussões sobre os mais variados temas.
“Eu disse a eles: você contrataria um advogado que não lê? Você se sentiria à vontade de ser julgado por um juiz que não lê e que não acompanha a jurisprudência? E eles disseram que não.
Eu disse: aqui eu não vejo mais estudantes de Direito. Eu vejo futuros promotores, advogados, procuradores, juízes e professores”, relata.
Outra ferramenta criada pelo coordenador foi o QR Code do Saber. Códigos espalhados pelas salas levam os estudantes a conteúdos curtos, como palestras e falas de filósofos, psicólogos e especialistas.
“Esta tecnologia de o aluno chegar, passar no celular, clicar no QR Code e ver um filósofo falando, ver um psicólogo palestrando, ver o Prêmio Nobel de Matemática dizendo como foi que ele chegou ali, é uma forma de usar a tecnologia a nosso favor e oferecer aos nossos alunos um conteúdo de qualidade.”, explica Sebastião.
Inteligência artificial e o futuro do Direito A inteligência artificial também entrou no debate sobre o futuro da formação jurídica. Para Candysse, o avanço tecnológico não representa o fim da profissão, mas exige adaptação.
“Existe muito esse mito de que o curso de Direito vai se acabar. E a gente vê que não. O que o profissional precisa é se adequar a essa nova realidade. A inteligência artificial vem para somar como um recurso. Mas esse contato humano não vai se acabar”, afirma.
Inclusão e atenção Outro eixo que ganhou espaço na instituição é a inclusão. Candysse destaca que o UNIFACEX busca preparar professores e equipes para lidar com diferentes perfis de estudantes.
Neste semestre, a instituição promoveu uma formação voltada aos professores sobre neurodivergência, em parceria com o curso de Psicologia.
“Esse aluno que está chegando é um aluno que é autista, mas ele não só tem autismo. Ele vem às vezes com TDAH, com uma questão de transtorno de ansiedade. Então, tudo isso, o nosso professor tem que estar realmente preparado para receber e acolher esse aluno”, explica.
Teoria e prática no curso de Direito O professor e vice-coordenador do curso de Direito, Thiago Rufino, destaca que a graduação busca aproximar a teoria da realidade profissional.
Um dos principais instrumentos é o Núcleo de Práticas Jurídicas, que presta atendimento gratuito à população, especialmente a cidadãos hipossuficientes de Natal e Parnamirim. O espaço oferece orientação jurídica e encaminhamento de ações, com acompanhamento de advogado-orientador.
“Possui uma estrutura física e equipamentos que possibilitam simulações de audiências, bem como um auditório próprio que permite a realização de palestras com profissionais dos diversos ramos do Direito. Essa prática também está atrelada à atividades de extensão realizadas em associações comunitárias, sindicatos e outros entes de cunho social”, afirmou o professor.
Na área de pesquisa, os estudantes podem participar de atividades de iniciação científica e publicar trabalhos na revista própria do curso.
O curso também mantém convênios com órgãos da área jurídica no RN e parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil no Estado, tendo iniciado uma parceria com o Lions Clube e passará a participar do Projeto Justiça na Praça em parceria com o TJRN, levando alunos e professores para atenderem as comunidades assistidas pelo Projeto.
A formação inclui preparação para o Exame da OAB, com simulados e aulas de revisão. Os estudantes também têm contato com empreendedorismo por meio da empresa Júnior Jurisconsulto, na qual prestam serviços de orientação a pequenos empreendedores.
A iniciativa amplia a experiência prática e apresenta aos estudantes diferentes possibilidades de atuação profissional.
Candysse Figueiredo, o fundador José Maria e o professor Sebastião Leite – Foto: Reprodução
Uma história construída em 55 anos A trajetória do UNIFACEX está diretamente ligada à história de seu fundador, José Maria Barreto de Figueiredo. Economista e empresário, ele iniciou sua trajetória profissional ainda jovem e transformou a experiência empresarial em um projeto educacional.
A instituição começou com cursos profissionalizantes e, posteriormente, ampliou sua atuação para a educação básica e o ensino superior.
A expansão ocorreu de forma gradual, acompanhando as transformações de Natal e as demandas do mercado.
Para José Maria, a educação sempre esteve ligada à preparação das pessoas para um mundo em transformação. Essa visão ajudou a orientar a criação de diferentes cursos e a construção do complexo educacional.
Hoje, a combinação entre tradição e inovação aparece como uma das principais características do projeto educacional do UNIFACEX.
De um lado, está uma instituição construída ao longo de 55 anos, com uma história familiar e presença no ensino básico e superior do Rio Grande do Norte. De outro, estão os desafios de uma nova geração de estudantes, marcada pela tecnologia, pelas mudanças no mercado de trabalho e por uma diversidade maior de necessidades educacionais.
Para Candysse, o papel da instituição é fazer essa ponte. “Educação transforma. A gente quer transformar essas pessoas. É esse o nosso propósito”, conclui.
A cerca de 20 dias da eleição, Benes Leocádio (União Brasil) chega à reta final da campanha pela reeleição entre os nomes competitivos para a Câmara dos Deputados. Com 46 prefeitos em sua base e destaque nas pesquisas, o parlamentar atribui o crescimento à ampliação de sua presença no interior e ao trabalho desenvolvido nos últimos oito anos.
Em entrevista ao Diário do RN, Benes afirmou que os levantamentos recentes reforçam a expectativa de conquistar o terceiro mandato. “Graças a Deus, pelo que sentimos desses dados que temos de pesquisas que vieram ao conhecimento há pouco, nos posicionam numa disputa com chances reais de chegarmos ao pódio mais uma vez. Naturalmente, como já falei, é o reconhecimento, a avaliação de um trabalho que o Estado inteiro já conhece”, afirmou.
Na pesquisa DataVero/Diário do RN divulgada na última quinta-feira (10), Benes aparece com 2,58% das citações espontâneas para deputado federal, sendo o nome mais citado entre os candidatos ligados ao grupo político de Allyson Bezerra (União Brasil).
O deputado também aponta a ampliação das bases como um dos principais sinais do crescimento. Segundo ele, eram cinco prefeitos em sua primeira eleição para a Câmara, em 2018. Em 2022, chegou a 22 e, neste ano, contabiliza 46 dos 167 gestores municipais.
“Iniciamos nossa trajetória em 2018 com apenas cinco prefeitos apoiando o nosso projeto. Em 22, chegamos a 22 e hoje já contamos com 46 dos 167. Acredito eu que seja a maior base de apoio de uma candidatura a deputado federal de toda a história do Rio Grande do Norte, nunca conheci outra”, afirmou.
Benes diz ainda que o mandato chegou a quase uma centena de municípios, com ações em áreas como saúde, educação e geração de emprego e renda. Ele cita construção de escolas, creches, quadras e unidades básicas de saúde, manutenção de hospitais, aquisição de equipamentos e ambulâncias, além de galpões para oficinas de costura. Segundo o parlamentar, quase 40 municípios foram contemplados nesse último segmento, com mais de mil empregos gerados.
“Isso muito me encoraja para continuar nessa luta, sabendo que não tem sido fácil. Muito me alegra saber que aonde chegamos tem alguma ação do mandato do deputado Benes. Eu entendo isso como retribuição pelos dois mandatos que o povo potiguar já nos deu e não é nenhum favor, é obrigação nossa, até porque foi para isso que nos colocamos como opção”, disse.
União na nominata e aposta em três vagas Ao lado de João Maia e Robinson Faria, Benes forma o trio mais forte da Federação União Progressista na disputa pela Câmara. Apesar da concorrência direta pelos votos, o deputado defende a união da nominata e acredita que os três podem alcançar votações expressivas.
“Entendo essa disputa como salutar, respeitosa. São três grandes nomes com perfis parecidos da entrega que fazemos através dos nossos mandatos”, afirmou. “Os colegas que estão na nossa nominata também têm boas bases transferidoras de votos e espero que todos nós tenhamos excelentes votações, naturalmente sonhando e desejando que uma das vagas a serem conquistadas seja através do nosso mandato”, disse.
Benes estima que as três candidaturas podem superar, juntas, 400 mil votos e não descarta a conquista de três cadeiras pela Federação. “Eu entendo que só essas três candidaturas deverão somar mais de 400 mil votos. Vai surpreender muita gente, os cientistas e analistas políticos, a capacidade de votos de cada um”, projetou.
Para ele, o desempenho dos demais integrantes será decisivo. “Eleição proporcional é eleição de conjunto, de grupo. Eu sou daqueles que torço que todos sejam muito bem votados, porque ninguém se elege sozinho”, reforçou.
Benes aposta em vitória Allyson no primeiro turno Na disputa pelo Governo, Benes também demonstra confiança em Allyson Bezerra e acredita na possibilidade de vitória já no primeiro turno.
“Eu não só acredito, como desejo que essa vitória já possa chegar no primeiro turno”, afirmou.
Segundo o deputado, o fortalecimento da candidatura não ocorre apenas pelas adesões políticas.
“A candidatura de Allyson está sendo a cada dia mais fortalecida, não por apoiadores, não por lideranças que resolveram seguir com ele, mas pela opinião pública, pelo voto espontâneo, popular que a gente tem encontrado”, disse.