DELEGADA ACREDITA QUE EDUCAÇÃO DENTRO DE CASA PODE SALVAR MULHERES

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A alta no caso de feminicídios registrados no Rio Grande do Norte, segundo a Secretaria de Estado das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (Semjidh) está ligada ao agravamento de conflitos marcados por misoginia e ao controle no âmbito doméstico, o que dificulta o rompimento do ciclo de violência.

De acordo com a delegada de Polícia Civil, Michelle Barros, que declara intensificar o combate à violência doméstica, não só pelo poder público, onde atua há 13 anos, mas também junto à sociedade civil, é preciso que as mulheres observem com atenção as nuances que podem anteceder esse tipo de delito.

Lotada no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), em Natal, a policial dá fé ao ditado popular que diz: “Costume de casa vai à praça”. É daí que ela acredita ser fundamento inicial na redução dos crimes. “Tudo começa pela educação no lar, através da família, para que os homens as respeitem. Também é crucial que as mulheres não normalizem as agressões físicas, psicológicas, sexuais e patrimoniais praticadas por qualquer um que seja”.

Outro ponto vislumbrado pela delegada é a dependência financeira e emocional – uma das principais causas que observa no aumento do crime de violência contra a mulher, já que a deixa em estado de vulnerabilidade perante seu parceiro-agressor. “Em muitas situações, quando a mulher tenta se desvencilhar, esse ato não é aceito”, observa.

Em tempos atuais, a policial diz perceber uma “romantização do dinheiro fácil” ligada ao crime organizado. De acordo com a policial, isso atrai mulheres que não tiveram uma educação saudável em casa, uma base familiar sólida que sustente padrões do que seja certo e errado no senso comum e na lei. “Com isso, a mulher entra direto ou indiretamente no mundo do crime, levando iminente risco a sua vida. Uma vez que está inserida nessa situação é difícil se desvincular, pois a dependência vai além do financeiro e emocional, uma vez que existem leis internas do crime que, após arregimentar pessoas, dificultam a desvinculação”.

DADOS
Segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o Rio Grande do Norte registrou 10 vítimas de feminicídio somente no primeiro trimestre deste ano. Em 2025, o estado contabilizou 21 feminicídios consumados e 76 tentativas, superando os números de 2024 (que teve 19 mortes e 67 tentativas).

Com esse índice nos três primeiros meses de 2026, o RN empatou a segunda maior alta proporcional do Brasil com Sergipe e Amazonas. Já no cenário nacional, o país computou 399 mulheres assassinadas – o maior número para um primeiro trimestre desde o início da série histórica, em 2016.

PROTEÇÃO
A rede de proteção e o amparo às vítimas no Brasil são essenciais. Denúncias de violência contra a mulher devem ser feitas através do Disque 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou pelos números de emergência locais (Polícia Militar – 190).

HOMICÍDIO OU FEMINICÍDIO
A principal diferença está na motivação e no contexto do crime. Todo feminicídio é um homicídio, mas nem todo homicídio é um feminicídio.

Homicídio: É o ato de matar qualquer pessoa (homem ou mulher), independentemente do gênero ou do motivo. Pode ser motivado por brigas de trânsito, discussões banais ou ser parte de outro crime, como roubo.

Feminicídio: É o assassinato de uma mulher cometido exatamente pela sua condição de ser mulher. Ele está tipificado no Código Penal brasileiro como um crime autônomo e é considerado hediondo. O crime é configurado em duas situações principais:

  • Violência doméstica e familiar: quando o crime ocorre no ambiente da casa, da família ou envolve relações de afeto (como parceiros ou ex-parceiros).
  • Menosprezo ou discriminação à condição de mulher: quando o crime envolve violência sexual, humilhação ou demonstra um sentimento de posse sobre a vítima.

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ZENAIDE MAIA DEFINE: “ELES SABEM QUE NO RN, EU VOU VOTAR EM LULA”

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A senadora Zenaide Maia (PSD), vice-lider do Governo no Senado, deu mais um passo para consolidar sua posição como uma das principais aliadas do presidente Lula no Congresso Nacional. Em entrevista à jornalista Anna Karinna Castro, a parlamentar reafirmou que seu compromisso com o projeto lulista é inegociável, mesmo diante do cenário em que seu partido projeta a candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência da República em 2026.

Para Zenaide, a fidelidade partidária não deve se sobrepor às convicções ideológicas e ao que ela define como “vontade do povo”. “O partido é importante, mas tem algo mais importante que é o povo. O meu partido vai ter um candidato a presidente, Ronaldo Caiado, mas eles já sabem que no Rio Grande do Norte eu vou votar em Lula”, declarou enfaticamente a senadora.

Essa não é a primeira vez que Zenaide Maia desafia as diretrizes majoritárias de sua legenda em favor de suas posições políticas. A senadora relembrou sua postura durante o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, quando votou contra a destituição da petista, contrariando a orientação do partido ao qual era filiada na época.

“Só fico em um partido se eu tiver o direito e a autonomia de votar como eu acho que devo votar, a favor do povo”, pontuou, ressaltando que sua trajetória sempre foi pautada pelo apoio a projetos sociais, o que a aproxima naturalmente do campo da esquerda.

O “Xadrez” do Palanque no RN
A postura de Zenaide cria uma configuração interessante no tabuleiro político do Rio Grande do Norte. Enquanto ela apoia a pré-candidatura de Allysson Bezerra ao Governo do Estado, o PT de Lula tem Cadu Xavier. Questionada sobre como ficaria o palanque presidencial em solo potiguar, Zenaide foi pragmática. A senadora admitiu que ela não poderá dividir o palanque físico com Lula no estado, mas garantiu que isso não altera seu apoio ao presidente. “Não quer dizer que não tenha um apoio. Quem escolhe é o povo. Eu apoio Allyson, é uma parceria criada espontaneamente”, explicou.

Reeleição e Voto Casado
Sobre a disputa pelo Senado, Zenaide evitou demonstrar preferência por “votos casados” ou por um segundo nome na chapa majoritária. Ela destacou que o eleitor tem discernimento para escolher nomes de campos diferentes e que sua campanha será focada no trabalho realizado através de emendas parlamentares em todos os municípios potiguares. “Eu faço o meu trabalho.

Tenho um lado político, mas nunca falo mal de colega. Democracia é aceitar o que as pessoas querem”, afirmou. Sobre o futuro e as composições finais de sua chapa, a senadora preferiu manter o mistério, protegendo a estratégia com um sorriso: “O voto é secreto”.

Prioridades no Senado
Além das articulações políticas para as próximas eleições, a senadora Zenaide Maia (PSD), médica por formação, mantém uma agenda legislativa intensa em Brasília, com foco em saúde pública, direitos trabalhistas e proteção à mulher. Na entrevista à jornalista Anna Karinna Castro, a parlamentar também detalhou projetos estratégicos que visam desde a redução das filas do INSS até o combate ao machismo estrutural por meio da educação e do emprego.

Relatora de medidas para reduzir a fila de espera do INSS, agravada pela demanda reprimida da pandemia, Zenaide defende que o Estado não pode punir quem já sofre com doenças crônicas ou incapacitantes. Um de seus projetos aprovados elimina a necessidade de revisões periódicas para pessoas com incapacidade permanente ou doenças sem cura, como o HIV.

“A pandemia foi cruel, mas quem procura a fila da Previdência é porque tem necessidade. Por que vamos submeter pessoas com doenças que não têm cura, como a Aids, a provar a cada seis meses que ainda têm a patologia? Temos que tirar essas pessoas da fila; elas não vão se recuperar”, afirmou a senadora, que contou com o apoio do saudoso senador Major Olímpio para aprovar a medida.

Zenaide também foi a relatora na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do projeto que garante igualdade salarial entre homens e mulheres que desempenham a mesma função. Para ela, a disparidade é “assustadora” em pleno século XXI. Entretanto, a senadora alerta que a lei sozinha não basta se não houver um fortalecimento da rede de proteção à mulher.

A parlamentar defende um tripé de combate à violência: punição rigorosa, fortalecimento de órgãos como as Delegacias da Mulher e a Patrulha Maria da Penha, e a inclusão da Lei Maria da Penha no currículo escolar. “A gente só tira esse machismo arraigado se começar pela educação”, pontuou.

Um dos pontos mais sensíveis abordados pela senadora é a dependência econômica, que impede muitas mulheres de denunciarem seus agressores. Relembrando sua experiência como médica, Zenaide relatou casos de pacientes que chegavam espancadas aos plantões, mas temiam prestar queixa. “Muitas diziam: ‘Doutora Zenaide, eu não tenho para onde ir. Se eu prestar queixa, vou voltar a dormir com o inimigo e ele vai me matar’. Isso é a vida como ela é”, relatou a senadora.

Para enfrentar essa realidade, Zenaide apresentou um projeto de lei que destina no mínimo 5% das vagas em empresas que prestam serviços ao governo federal para mulheres vítimas de violência doméstica. A proposta, que já passou pelo Senado, aguarda votação na Câmara dos Deputados há quase um ano. “Sem empoderamento e autonomia financeira, a mulher não consegue romper o ciclo da violência. Esse projeto não onera o erário e pode transformar vidas”, concluiu.


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“QUANDO LULA APONTAR PARA O RN, O ELEITOR VAI ESCOLHER QUEM ESTÁ NO TIME”

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A chapa majoritária do governismo no RN tem três nomes confirmados: Cadu Xavier (PT), pré-candidato ao Governo; Samanda Alves (PT) e Rafael Motta (PDT), pré-candidatos a Senado. “O time está definido e está na rua”, pontuou a ex-deputada e presidente estadual do PSB, Larissa Rosado.

Apesar dos bastidores mostrarem movimentação intensa nas articulações do “Time de Lula”, para definição das vagas para vice-governador e os dois suplentes para o Senado, a líder do PSB declarou, em conversa com o Diário do RN, que o grupo não tem pressa.

“O prazo que a gente tem é a convenção, mas a gente vai dialogar até lá. De repente, a gente consegue fechar antes”.

A dirigente afastou rumores de “entraves” na composição, tratando as discussões como um processo natural de diálogo para abrigar partidos aliados como o PSB, PCdoB, PV e, possivelmente, o PSOL, além de outros que possam chegar. “A gente agora vai conduzir o grupo de partidos com a possibilidade da chegada dos outros”, afirmou Larissa acrescentando ainda que não existe veto ao ex-presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, anunciado pelo PDT como suplente de Rafael Motta. “Não existe essa definição de Jean Paul não fica, não existe veto a Jean Paul. Eu não posso lhe afirmar que ele fica ou que ele sai, existem partidos dialogando, que estão indicando os votos”.

A vaga de Vice e o PSDB
Sobre a vaga de vice, Larissa Rosado é ainda mais cautelosa. Segundo ela, o PSB continua reivindicando esse espaço na chapa. “Mas a gente entende que precisamos ter uma chapa forte, que a gente precisa agregar mais pessoas, e isso vai ser feito com absoluta tranquilidade. Firmeza também, mas tranquilidade”.

Nos últimos dias, ganhou força nos bastidores os nomes das peessedebistas Júlia Almeida, Milena Galvão e Cristiane Dantas como possíveis companheiras de Cadu na majoritária. Questionada, a dirigente do PSB demonstrou abertura para a chegada do PSDB, liderado por Ezequiel Ferreira.

“Eu acho importante a chegada do PSDB. Se eles vão indicar o vice, não sei qual o desejo deles, mas certamente será levado à pauta dos outros partidos para dialogarmos”, afirmou.

Expectativa de crescimento
Sobre o desempenho eleitoral, Larissa Rosado demonstrou otimismo, afirmando que a candidatura de Cadu apresenta um crescimento sólido e que Samanda e Rafael Motta entram agora em uma fase de dar conhecimento de suas propostas à população, de pedir esse apoio, de buscar os apoios.

“A expectativa da formação desse time, o time de Lula com Cadu, Samanda e Rafael, é crescer mais adiante, porque o time não cresceu ainda, do ponto de vista eleitoral”, avalia ela.

A vinda de ministros ao estado e a expectativa de uma visita de Lula nos próximos meses também são vistas como combustíveis para a chapa e, questionada sobre como a candidatura da senadora Zenaide Maia (PSD), vice-líder do Governo no Senado, poderia impactar o projeto do grupo, Larissa foi enfática ao apostar na polarização nacional e na força do presidente Lula como o grande fiel da balança no estado. “Quando Lula apontar para o Rio Grande do Norte quem são os candidatos dele (Cadu Xavier, Samanda Alves e Rafael Motta), eu acho que o eleitor se define e vai fazer a escolha para as pessoas que estão no time dele”, disparou. Para ela, a clareza do apoio nacional será o diferencial para levar a chapa de Cadu ao segundo turno e consolidar as candidaturas ao Senado.


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MP VÊ INDÍCIOS ALARMANTES NA SAÚDE EM MACAU E APROFUNDA INVESTIGAÇÃO

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A saúde pública de Macau entrou definitivamente no radar do Ministério Público do Rio Grande do Norte após a instauração de um Inquérito Civil que investiga suposta negligência médica, possíveis falhas estruturais no Hospital Municipal Antônio Ferraz e deficiência no sistema municipal de urgência e emergência.

O procedimento foi instaurado por meio da Portaria nº 9642635, assinada pelo promotor de Justiça Rodrigo Pessoa de Morais, da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Macau, e tramita sob o número 04.23.2017.0000077/2026-29.

O inquérito é resultado da conversão da Notícia de Fato nº 02.23.2017.0000182/2025-44, aberta em 19 de novembro de 2025 após representação formulada por Marilúcia Silva de Moura e Fabiana Silva de Moura Santos.

Na denúncia encaminhada ao Ministério Público, as representantes relataram possíveis falhas graves na prestação dos serviços de saúde pública no Hospital Antônio Ferraz, principal unidade hospitalar do município.

A gravidade dos fatos levou o Ministério Público a aprofundar a investigação.

Na portaria de instauração do inquérito, o MP afirma que José Manoel de Moura realizou diversos atendimentos hospitalares entre setembro e novembro de 2025 apresentando sucessivos episódios de crises hipertensivas severas, com registros de pressão arterial variando entre 170×100 mmHg e 220×130 mmHg.

Segundo o documento oficial, mesmo diante dos sintomas considerados graves, os episódios teriam sido atribuídos a quadros de ansiedade.

A própria portaria afirma que o caso “culminou no óbito do paciente em 08/11/2025, em decorrência de infarto agudo do miocárdio”.

Nos autos da Notícia de Fato constam diversos documentos anexados à investigação, incluindo registros de atendimentos hospitalares, termos de informação, consulta psicológica, documentos médicos e uma declaração de óbito oficialmente listada nas movimentações processuais.

Além da possível negligência médica nos atendimentos prestados a José Manoel de Moura, o Ministério Público também passou a investigar possíveis falhas sistêmicas na estrutura da saúde pública de Macau.

Entre os problemas apontados na investigação estão a demora no atendimento ao paciente, possível insuficiência de suporte técnico no transporte por ambulância, deficiência na rede municipal de urgência e emergência, e eventual descumprimento de orientações técnicas emitidas por profissionais da área de saúde, inclusive da psicologia.

O Ministério Público destaca ainda que o Inquérito Civil foi instaurado diante da necessidade de aprofundar diligências para apurar fatos que possam resultar em responsabilizações administrativas e judiciais.

Como primeiras providências determinadas na portaria, o Hospital Antônio Ferraz teria que encaminhar, no prazo de 10 dias úteis cópia integral dos prontuários médicos do paciente; fichas de atendimento; exames realizados, incluindo eletrocardiogramas; escalas nominais de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem; e identificação do médico responsável pela emissão do atestado de óbito.

As requisições abrangem especificamente os plantões dos dias 29 de setembro, 1º de outubro, 20 de outubro, 30 de outubro, 7 de novembro e 8 de novembro de 2025.

Já a Secretaria Municipal de Saúde deverá apresentar: registros de chamados de ambulância; logs telefônicos e mensagens de aplicativos; informações sobre a composição da equipe das ambulâncias; detalhamento dos equipamentos disponíveis nos veículos; além dos protocolos municipais utilizados para manejo de crises hipertensivas e remoção de pacientes.

O MP também determinou o envio da portaria ao Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde (CAOP Saúde) e a publicação oficial do procedimento.

O avanço da investigação aumenta a pressão sobre a gestão da saúde municipal e expõe uma situação considerada grave pelo Ministério Público: a suspeita de que falhas no atendimento médico e problemas estruturais da rede pública possam ter contribuído para a morte de um paciente que buscou atendimento reiteradas vezes no principal hospital público da cidade.

Agora, com a conversão da Notícia de Fato em Inquérito Civil, o caso passa a ser tratado em um nível mais rigoroso de investigação, com possibilidade de responsabilizações caso as irregularidades apontadas sejam confirmadas.


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NATAL SE TORNA REFERÊNCIA EM INOVAÇÃO DURANTE A 27ª MARCHA DOS PREFEITOS

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O Rio Grande do Norte ocupa um lugar de destaque na XXVII Marcha à Brasília em Defesa dos Municípios, que ocorre entre os dias 18 e 21 de maio no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB). Sob a liderança de José Augusto Rêgo, presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN), e com a participação estratégica do prefeito de Natal, Paulinho Freire, a comitiva potiguar busca destravar recursos fundamentais para a capital e para o interior do estado.

Enquanto a Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte lidera a mobilização política por recursos, Natal será o centro das atenções nesta quarta-feira (20), ao apresentar seus avanços em inovação pública e tecnologia.

A capital potiguar será destaque na programação da Arena Sebrae, onde o secretário municipal de Concessões, Parcerias, Empreendedorismo e Inovação (Sepae), Arthur Dutra, compartilhará as experiências de sucesso que estão transformando Natal em um hub tecnológico no Nordeste. O foco será o uso de startups para solucionar desafios reais da gestão pública.

A participação reforça o crescimento do setor no RN, que já conta com 677 startups ativas, um aumento superior a 21%, segundo o Sebrae. Natal concentra a maior parte desse mercado, impulsionada pelo ecossistema do Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN).

Entre os pilares que serão apresentados em Brasília estão o Programa Natal Inova, uma parceria com a Funpec e o Parque Tecnológico Metrópole Digital que conecta startups à administração municipal para criar soluções em educação, gestão urbana e serviços; o Catalisa Gov, Iniciativa com o Sebrae RN que utiliza o empreendedorismo para suprir demandas do município. Dentro desse programa, a Prefeitura do Natal também prepara o lançamento do primeiro edital de Compra Pública de Solução Inovadora (CPSI), instrumento do Marco Legal das Startups que facilita a contratação de tecnologia pelo poder público. O município também implementou incentivos fiscais, como a redução do ISS para empresas instaladas em ambientes de inovação, estimulando o crescimento do setor tecnológico local.

“Natal vive um momento importante nessa área. Esse reconhecimento mostra que a cidade vem criando um ambiente favorável ao desenvolvimento de startups, à atração de investimentos e à construção de soluções que contribuem diretamente para melhorar os serviços públicos.

Participar da Marcha dos Prefeitos é uma oportunidade de apresentar esse trabalho e ampliar a troca de experiências com outros municípios”, destacou o secretário Arthur Dutra.

PAUTAS PRIORITÁRIAS
Com uma delegação de dezenas de prefeitos e prefeitas, o Rio Grande do Norte se destaca como uma das bancadas estaduais mais articuladas. José Augusto (FEMURN) ressaltou que a união entre a capital e o interior fortalece o poder de negociação do estado. Enquanto Natal foca em investimentos diretos, as cidades menores buscam segurança jurídica e financeira para os serviços básicos. Nesta edição de 2026, os eixos principais de mobilização são reforma tributária e garantias de que a transição do modelo tributário não resulte em perdas para o FPM e para o ISS; pisos salariais e a busca por custeio federal; desenvolvimento regional, com o fortalecimento do turismo e da segurança hídrica, pautas que unem a FEMURN e a Prefeitura do Natal na busca por emendas de bancada.

Um dos momentos mais aguardados da programação é a reunião da comitiva da FEMURN com a bancada federal potiguar (deputados e senadores). O encontro visa alinhar o voto dos parlamentares em matérias de interesse dos municípios. Além da FEMURN, a FECAM/RN (Federação das Câmaras Municipais), presidida por Jakeline Roberta, também participa do evento, fortalecendo a união entre os municípios.

A visibilidade alcançada por Natal e a articulação da FEMURN consolidam o protagonismo do Rio Grande do Norte nesta edição da Marcha, demonstrando que o estado está alinhado às tendências de modernização da gestão pública brasileira sem esquecer as demandas históricas do municipalismo.


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PROFESSOR LUIZ CARLOS APOSTA NO DIÁLOGO E EDUCAÇÃO RUMO À ALRN

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Com trajetória dividida entre a política e a educação, o professor Luiz Carlos Noronha tenta retornar ao Legislativo potiguar mirando uma vaga na Assembleia em 2026. Ex-vereador de Natal por dois mandatos e pré-candidato pelo MDB, ele afirma que a experiência de mais de 40 anos em sala de aula moldou sua visão sobre gestão pública, desenvolvimento social e construção política.

Ao Diário do RN, Luiz Carlos afirmou que sempre enxergou a política como ferramenta para ampliar projetos voltados à educação.

“Eu sempre tive um sonho como educador: criar um acervo de aulas acessível a toda a sociedade.

E parte desse sonho já se realizou. Busquei a política como instrumento que possibilitou e financiou esse trabalho. Hoje mantenho um canal no YouTube com mais de 1.000 aulas e tenho uma Web-TV 24 horas, a TV do Professor, aplicativo disponível e gratuito no Google, que transmite aulas diariamente”, disse.

O pré-candidato afirma que, caso eleito, pretende ampliar a atuação voltada ao ensino público.

“Se eleito deputado estadual, vou ampliar esse projeto educacional. Quero dar mais voz e vez à educação pública. Estou na sala de aula há 40 anos, já fui gestor escolar e conheço de perto os desafios do ensino. Com essa experiência, poderei contribuir muito mais pela educação que nosso Estado merece”, afirmou.

Com formação em Física, Engenharia, Gestão Pública e Ciência Política, o professor afirma que a experiência acadêmica influencia diretamente sua visão sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico.

“Aprendi na academia que existem pensamentos divergentes e posições contrárias, e que é preciso respeitá-los. Com esse princípio, podemos avançar muito na Assembleia Legislativa, promovendo audiências públicas que garantam voz e vez a todos os segmentos. Assim construiremos políticas públicas efetivas, alinhadas com a realidade de cada tema e setor”, pontuou.

O ex-vereador relembrou ainda a criação da Comissão de Educação, Cultura e Desportos na Câmara Municipal de Natal e afirmou que pretende continuar defendendo essas áreas.

“Entendo o esporte como instrumento educacional, a cultura, em especial as manifestações juninas, como elemento identitário, e a educação como vetor fundamental de desenvolvimento social e econômico. Essas são bandeiras que, com certeza, continuarei defendendo na Assembleia Legislativa”, disse.

Alinhamento com o MDB
No campo político, Luiz Carlos defende uma atuação política baseada na escuta e no diálogo, mesmo diante do ambiente de polarização nacional.

“Convivi em partidos e com parlamentares de ambos os lados da polarização: debati e também escutei. Acredito ter transmitido conhecimentos e aprendido com cada um deles. Percebi que, para contribuir efetivamente com a sociedade, é preciso manter o diálogo aberto e a porta acessível; sem isso, não há produção legislativa, e quem perde é o povo, declarou.

Dentro do MDB, o professor Luiz Carlos afirma que se identifica com a linha política construída historicamente pelo partido no Rio Grande do Norte.

“Garibaldi deixou um legado de valorização de quadros capazes de diálogo e gestão. Walter Alves reconheceu e preserva essa postura do pai. Vejo meu papel em 2026 exatamente assim: como pré-candidato com reais condições de alcançar uma vaga na Assembleia Legislativa e como um nome que o MDB e a sociedade acreditam que pode representá-los bem”, afirmou.

Apoio a Allyson
Sobre o cenário político estadual, Luiz Carlos sinalizou alinhamento ao projeto político do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, hoje aproximado do MDB comandado no Rio Grande do Norte pelo vice-governador Walter Alves. Segundo ele, a decisão de apoio foi construída internamente no partido como alternativa à polarização política no Estado.

“Walter Alves, antes de tomar a posição, ano passado, de não continuar com Fátima PT, conversou com a gente, e concordamos em apoiar Allyson, saindo da polarização. Muitas coisas aconteceram, mas nada mudou, nada foi discutido no partido. Como teremos a convenção no mês de julho, entendo que discutiremos tudo por lá e bateremos o martelo”, afirmou.


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MILENA, JÚLIA OU CRISTIANE? VICE DE CADU DEVE SAIR DO PSDB DE EZEQUIEL

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As articulações de bastidores em torno da chapa governista para as eleições de 2026 começam a avançar sobre um dos pontos mais estratégicos da disputa: a definição do nome que deverá ocupar a vaga de vice na pré-candidatura de Cadu Xavier ao Governo do Estado. Nos corredores da política potiguar, a tendência é que a indicação saia do PSDB, comandado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, que ainda mantém indefinição pública sobre o posicionamento do grupo para a sucessão estadual.

Entre os nomes mais citados nos bastidores está o da médica Júlia Ferreira, filha da secretária estadual de Planejamento, Virgínia Ferreira, uma das auxiliares mais próximas da governadora Fátima Bezerra. Júlia também é esposa do prefeito de Parelhas, Dr. Tiago Almeida, ampliando o peso político da possível indicação dentro da região do Seridó.

Outro nome cotado é o de Milena Galvão, vice-prefeita de Currais Novos e irmã de Ezequiel Ferreira. Milena é vista como um elo direto com o grupo político do presidente da Assembleia, que vem adotando cautela ao tratar da sucessão estadual e ainda evita declarar apoio formal à chapa governista. Desde o início do ano, Ezequiel tem afirmado que só deve discutir definições eleitorais mais adiante, até o mês de julho, postura interpretada nos bastidores como uma tentativa de ampliar seu poder de negociação dentro do processo eleitoral.

Também repercute entre as possibilidades o nome da deputada estadual Cristiane Dantas, esposa do ex-vice-governador Fábio Dantas. Desde o início da sua atuação legislativa, Cristiane tem ampliado espaço político na Assembleia Legislativa com pautas voltadas às mulheres e ações sociais no interior do Estado.

Os três nomes têm pontos em comum: são mulheres, integram o PSDB e mantêm ligação política direta ou indireta com o entorno de Ezequiel Ferreira. A escolha também dialoga com um desejo já externado publicamente por Cadu Xavier.

Cadu defende nome feminino
Em entrevista anterior ao Diário do RN, o pré-candidato afirmou que gostaria que a vice fosse uma mulher e defendeu que a função de vice-governador vá além do simbolismo político. “Eu gostaria muito que fosse uma mulher”, declarou Cadu na ocasião. Em seguida, reforçou o perfil que espera para a composição: “O vice não pode ser apenas uma peça decorativa. Precisa ser alguém alinhado ao projeto administrativo, que participe da gestão e ajude a governar”, afirmou.

De acordo com aliados, a estratégia do grupo governista é fortalecer a presença feminina na chapa. Já a aproximação com o grupo de Ezequiel é vista como fundamental diante do peso político e da influência regional do presidente da Assembleia, especialmente no Seridó, caso haja confirmação pelo nome de Dra. Júlia ou de Milena Galvão.

No atual cenário da disputa estadual, a chapa encabeçada por Cadu Xavier é a única que caminha para ter uma mulher na vaga de vice, visto que as demais composições já foram encaminhadas apenas com nomes masculinos. O pré-candidato Álvaro Dias já confirmou o ex-presidente da Femurn, Babá Pereira, ambos do PL, como seu companheiro de chapa. Já o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, definiu o deputado estadual Hermano Morais como vice, consolidando a parceria entre União Brasil e MDB.

Indefinição para o Senado
Enquanto as discussões sobre a vice avançam, outra indefinição permanece em aberto no bloco governista: as suplências para o Senado. Até o momento, os nomes postos para disputa são Samanda Alves (PT) e Rafael Motta (PDT), mas ainda não houve definição sobre os suplentes das chapas.

Nos bastidores, existe a possibilidade de o ex-senador Jean-Paul Prates compor como suplente de Rafael Motta, hipótese que segue em discussão dentro do grupo aliado. Até agora, porém, nenhuma composição foi oficialmente fechada.


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DEPUTADOS DO RN ASSINAM EMENDA PARA RETARDAR FIM DA ESCALA 6×1

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O parecer sobre a proposta que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho deve ser apresentado nesta quarta-feira (20) na Câmara dos Deputados. O relator da matéria, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), afirmou que o texto seguirá aberto a sugestões e negociações antes da votação. Enquanto o debate avança no Congresso, três deputados federais do Rio Grande do Norte já se posicionaram a favor de emendas que mantêm a jornada de 44 horas semanais para atividades essenciais e ampliam o prazo para eventual redução da carga horária.

As emendas foram assinadas pelos deputados federais General Girão (PL), Sargento Gonçalves (PL) e João Maia (PP). Os textos foram apresentados pelos deputados Sérgio Turra (PP-RS) e Tião Medeiros (PP-PR) e contam com apoio de mais de 100 parlamentares da oposição.

As propostas defendem que setores considerados essenciais, como saúde, segurança, mobilidade, abastecimento e serviços ligados à infraestrutura crítica, continuem autorizados a manter jornadas de até 44 horas semanais. Além disso, as emendas estabelecem um prazo de dez anos para que a redução da jornada entre efetivamente em vigor.

As emendas apoiadas pelos deputados potiguares também propõem medidas de compensação para empresas. Entre elas estão redução de 50% da contribuição ao FGTS, imunidade temporária sobre encargos trabalhistas de novos vínculos empregatícios e possibilidade de dedução em dobro, no Imposto de Renda e na CSLL, das despesas com contratações realizadas após a implementação do novo modelo.

Início das discussões
O debate em torno da escala 6×1 ganhou força nacionalmente a partir de 2024, impulsionado por mobilizações nas redes sociais e pela atuação do Movimento VAT (Vida Além do Trabalho). A discussão avançou no Congresso após a apresentação da Proposta de Emenda à Constituição da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), que propõe mudanças na jornada semanal de trabalho e ampliação do descanso remunerado.

A proposta original em análise prevê a redução da jornada máxima de 44 para 36 horas semanais, além da consolidação de modelos com dois dias de descanso semanal. Já o texto que vem sendo construído pelo relator trabalha com a possibilidade de fixar o limite em 40 horas semanais, sem redução salarial.

Entre os principais argumentos favoráveis à mudança estão a preservação da saúde física e mental dos trabalhadores, o aumento do tempo de lazer e convivência familiar e a possibilidade de melhora na produtividade. Defensores da proposta, sobretudo do campo governista, afirmam que a atual escala 6×1 compromete a qualidade de vida de milhões de trabalhadores e dificulta o acesso à qualificação profissional e ao convívio familiar.

Por outro lado, representantes do setor empresarial e parlamentares contrários à proposta alegam que a mudança pode provocar aumento de custos, redução de postos de trabalho e dificuldades operacionais em setores que funcionam de forma contínua.

O que muda na prática
Na prática, a proposta em discussão altera significativamente a organização do trabalho no país.

O limite semanal passaria de 44 para 40 horas, com garantia de ao menos dois dias de descanso remunerado por semana e proibição de redução salarial. O texto também amplia a abrangência da medida para categorias regidas pela CLT e legislações especiais, incluindo comerciários, domésticos, atletas, aeronautas e radialistas.

Atualmente, segundo dados apresentados durante as discussões da proposta na Câmara dos Deputados, cerca de 37 milhões de trabalhadores brasileiros cumprem jornadas superiores a 40 horas semanais, o equivalente a aproximadamente 74% dos empregados com carteira assinada no país.


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8 ANOS SEM MAURÍLIO PINTO: FILHOS APONTAM HONESTIDADE COMO MAIOR LEGADO DEIXADO PELO “XERIFE”

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Em 19 de maio de 2018, falecia em Natal, em virtude de complicações causadas pelo diabetes, o delegado aposentado Maurílio Pinto de Medeiros. Conhecido por muitos como “Xerife” — título que ganhou após receber uma homenagem no Texas (EUA) — ele deixou para filhos, netos e atém bisnetos um legado nobre de honestidade. Hoje, já na quarta geração, a família Medeiros conta com 13 integrantes que seguem a carreira policial.

Sua filha mais velha, Ana Cláudia, de 61 anos, decidiu se aposentar do serviço público na Prefeitura do Natal, logo após a morte do pai. A medida visava dedicar mais tempo aos cuidados com a mãe, Dona Clarissa, que veio a falecer em 2020. Com a partida de Maurílio, o que ela mais sentiu foi a redução dos encontros familiares frequentes na casa dos pais, no bairro de Capim Macio, na Zona Sul da capital. Depois da perda da matriarca, essas reuniões se tornaram ainda mais raras.

A mesma sensação de afastamento é compartilhada por sua irmã, Adriana Medeiros, de 59 anos, aposentada há nove anos da Polícia. Atualmente, ela cuida da vida pessoal, dos filhos e dos quatro netos. “Sinto muita falta das histórias sobre casos policiais que papai contava. Mesmo aposentado, permanecia muito ativo e sempre bem informado sobre tudo. Me entristece saber que meus netos não chegaram a conhecê-lo; ele estava tão animado com a chegada do primeiro bisneto menino — até então, só havia uma bisneta. Infelizmente, o menino nasceu poucos dias depois que ele se foi”, relembrou Adriana.

Após a venda da antiga residência da família, Ana Cláudia ficou responsável por todo o acervo particular do pai: fotografias, objetos pessoais e reportagens que registravam sua trajetória. No início, conseguiu manter tudo intacto em sua própria casa, como se tivesse transferido o escritório dele para lá. Hoje, ela divide o tempo entre os cuidados com as filhas e netos, além de viagens frequentes. Embora Maurílio sempre tenha insistido para que ela também seguisse a carreira policial, escolheu outro caminho. “Polícia nunca foi a minha praia. Tenho ótimas lembranças das nossas discussões, pois eu era a filha que mais discordava dele e defendia minhas ideias com firmeza. Mesmo assim, nossa ligação era de muito carinho e amor. Acho que era comigo que ele tinha ‘maior chamego’”, brinca, sorrindo.

Para Cláudia, a dedicação absoluta que o pai devotou à família e à profissão fez dele um homem respeitado e admirado por todos. “Na polícia, ele sempre defendia a união da equipe e não cansava de cobrar dos governantes mais investimentos para a categoria, especialmente na modernização de equipamentos, armas e viaturas”.

Adriana complementa, destacando os valores herdados: honestidade, disciplina, dedicação e amor — tanto na vida pessoal quanto na profissão que se escolhe. Uma lembrança que sempre lhe vem à mente é ver o pai chorar quando algum policial da sua equipe era ferido gravemente em serviço. “Isso mostrava o quanto ele se entregava de corpo e alma à profissão. Ele sempre dizia que o trabalho enobrece o ser humano e que quem faz o que gosta, não sofre com estresse”, lembra.

Facções Criminosas
Maurílio Pinto de Medeiros Júnior, que também se aposentou aos 53 anos como agente da Polícia Civil, exalta a postura firme do pai no combate ao crime organizado. “Ele acompanhava o crescimento das facções criminosas no país, especialmente no Rio de Janeiro e em São Paulo, e garantia que, enquanto estivesse na ativa, esses grupos nunca se instalariam no Rio Grande do Norte. Durante os muitos anos em que comandou a Polícia Civil, jamais se deixou corromper.

Quando morreu, deixou apenas um Honda Civic, uma casa e um exemplo enorme de integridade”, ressalta.

Candidato
Mesmo com toda a intensidade da carreira policial, Maurílio resolveu, no final dos anos 1980, se candidatar ao cargo de deputado estadual. Com a campanha sob o slogan “O Xerife do Povo”, não obteve sucesso nas urnas, mas também não se abalou com o resultado: “Não esperávamos a derrota, pois sua votação foi muito expressiva aqui na capital. Se ele tivesse conseguido levar sua campanha para o interior do Estado, certamente teria vencido. Mas, no fundo, talvez não fosse feliz se tivesse sido eleito, pois não tinha vocação nenhuma para a política. Talvez por isso ele tenha se empenhado menos na campanha”, avalia Adriana.

Júnior concorda que o pai não teria se saído bem na como parlamentar, principalmente porque ele reprimia a ideia de “ficar devendo favores”. “Muitas pessoas diziam que bastava ele pedir um cargo ou uma indicação para ser Secretário de Segurança. Mas ele sempre respondia, sem hesitar, que jamais iria pedir nada a ninguém — fosse deputado, prefeito ou governador”, conta o filho caçula.

Como forma de reconhecer toda a sua trajetória e trabalho, foi instituída, por meio do Decreto Legislativo nº 453/2018, a Comenda Maurílio Pinto de Medeiros. A honraria tem como objetivo homenagear profissionais que se destacam por serviços relevantes prestados à segurança pública no estado.

HISTÓRICO

Foto: Acervo Familiar

Nascido na cidade de Pau dos Ferros em 24 de Agosto de 1941, Maurilio Pinto de Medeiros entrou para a polícia em 1º de Julho de 1964. Filho do Coronel Bento Manuel de Medeiros, Maurílio herdou do pai a dedicação à Segurança Pública. Do seu início como motorista de viatura aos 16 anos, na cidade de Patu, antes mesmo de se tornar uma agente; depois se formando bacharel em Direito e passando em 1975 a exercer o cargo de coordenador de Polícia da Capital, se destacou na realização de operações até então inéditas na história da polícia potiguar. Uma das mais célebres foi o caso do assalto ao Banco do Nordeste de Assu, quando pela primeira vez no Estado houve uma perseguição aérea que terminou com a prisão do foragido em Belém/PA.

A trajetória de vida de Maurílio Pinto de Medeiros foi sempre marcada com êxito no seu trabalho de investigar e elucidar crimes diversos, desde assassinatos a sequestros. Apesar do caráter operacional, o Xerife atuou em funções administrativas de subsecretaria e secretaria adjunta de Segurança Pública, onde fazia questão de comandar e acompanhar, principalmente, as missões de captura de criminosos considerados e alta periculosidade. Ele aposentou em 2011, deixando a titularidade na Delegacia Especializada de Capturas (Decap). Foram 47 anos de serviços prestados ao Rio Grande do Norte.


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“A GENTE SABE A IMPORTÂNCIA QUE TEM PARA NÓS A DUPLICAÇÃO DESSA BR 304”

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A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, e o ministro de Estado dos Transportes, George Santoro, cumpriram agenda nesta segunda-feira (18), em Assú e Macaíba. No início da tarde foi realizada visita técnica às obras de duplicação da BR-304/RN, no trecho entre Mossoró e Assú, iniciadas em 22 janeiro deste ano e com prazo de execução estimado de dois a três anos.

“As três principais prioridades do governo do Rio Grande do Norte, junto ao PAC do governo federal do presidente Lula, todas três já estão em andamento e algumas já em fase de conclusão, como é a transposição das obras do São Francisco. Não é pouca coisa a gente estar aqui falando da duplicação da BR304. Nós, que moramos aqui, a gente sabe a importância que tem para nós a modernização e a duplicação dessa BR304”, afirmou a governadora Fátima Bezerra.

Já no final da tarde, em Macaíba, foi assinada a ordem de serviço para início das obras remanescentes da Travessia Urbana de Macaíba, além da assinatura do contrato para duplicação da BR-304/RN no trecho entre Macaíba e Riachuelo.

“Não foi fácil, Lula pegou uma terra arrasada. Mas as obras chegaram. Nossa integração, governo do estado com o governo Lula, foi responsável por iniciar essa verdadeira transformação estruturante para RN”, disse a governadora em referência às dificuldades declaradas pelo governo federal.

As obras da Travessia Urbana de Macaíba contemplam a conclusão da duplicação da Reta Tabajara e a construção do viaduto de acesso ao Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante. O investimento é de R$ 78 milhões, em um trecho de 4,4 quilômetros da rodovia.

Já o contrato para duplicação da BR-304/RN entre Macaíba e Riachuelo prevê intervenções em 38,1 quilômetros da rodovia, com investimento estimado em cerca de R$ 204 milhões. As obras incluem adequação de capacidade, melhorias de segurança viária e eliminação de segmentos críticos.

A BR-304/RN é estratégica para o desenvolvimento econômico e turístico do Rio Grande do Norte.

Com 418 quilômetros de extensão, a rodovia começa em Natal (RN) e segue até Beberibe (CE), além de ser a principal ligação entre a capital potiguar e importantes municípios do interior, como Mossoró.

“A minha alegria, eu quero aqui declarar nesse momento, enquanto governadora, agradecer primeiro a Deus, depois ao povo do Rio Grande do Norte que me elegeu governadora para, junto ao presidente Lula, termos conseguido colocar a modernização e a duplicação da BR 304 no centro da agenda do desenvolvimento do Rio Grande do Norte”, destacou Fátima Bezerra, citando ainda outras duas conquistas na área da mobilidade e da infraestrutura rodoviária. “Me refiro, por exemplo, à federalização da RN226. Eu falo do trecho Florânia-São Vicente-Currais Novos, mais de 40 quilômetros. Era uma luta que vinha há cerca de 20 anos e a gente conseguiu, inclusive já entregue ao povo do Seridó, ao povo do RN. Outra federalização, a RN 104 já foi federalizada”


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HOSPITAL DE ALLYSON É “UMA FARSA” E NÃO ATENDE DEMANDA DE MOSSORÓ

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A inauguração do Hospital Municipal Francisca Conceição da Silva, em janeiro deste ano, foi cercada de forte promoção por parte da gestão do prefeito Allyson Bezerra, que apresentou a unidade como um marco histórico para a saúde pública de Mossoró. Quatro meses após a entrega, porém, a estrutura passou a ser alvo de críticas da população mossoroense, que questiona a falta de estrutura, como leitos de UTI (Unidade de Terapia Intesiva) e a seletividade nos atendimentos e na abertura do hospital, que não funciona nos finais semana e não pode atender a casos graves de urgência.

Em entrevista ao Diário do RN, o secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, reforçou as críticas e afirmou que, tecnicamente, a unidade não possui capacidade para funcionar como um hospital de maior complexidade.

Segundo Motta, o equipamento possui estrutura limitada, com apenas 10 leitos e sem UTI, o que restringe o atendimento a cirurgias eletivas simples e pacientes considerados de baixo risco. “O hospital não tem UTI e não tem uma demanda para fazer algo que exija maior complexidade”, afirmou o secretário.

De acordo com ele, os pacientes são previamente selecionados justamente para evitar situações de agravamento. “Todas as cirurgias que vão ser feitas lá são de pessoas que não envolvem risco.

Qualquer um que tem um pouco mais de complicação eles não fazem, exatamente porque não têm estrutura suficiente para dar uma resposta”, criticou Motta.

A preocupação da Sesap, segundo o secretário, é justamente a ausência de suporte para eventuais intercorrências médicas. “Toda cirurgia tem algum grau de imprevisibilidade. Se acontecer uma situação dessa lá, ele vai ter que encaminhar esse paciente para alguma porta de urgência”, alertou. De acordo com Motta, pacientes que apresentem complicações precisam ser transferidos para hospitais estaduais com suporte de UTI. Inclusive, segundo o secretário, recentemente dois pacientes foram encaminhados para o Hospital Regional Tarcísio Maia após intercorrências registradas no hospital municipal.

Outro ponto questionado é o funcionamento restrito da unidade, sem atendimento de urgências e emergências nos finais de semana, o que caracterizaria a modalidade de Policlínica. “O Hospital de Mossoró consegue fazer cirurgias eletivas de pequeno porte e, quando chega no final de semana, fecha”, afirmou o secretário ao Diário do RN. Questionado sobre a normalidade desse tipo de operação em uma unidade hospitalar, respondeu: “Do ponto de vista normal, não”.

Na avaliação da Sesap, o hospital também não funciona integrado à rede pública de saúde. “Todos os hospitais agem dentro de uma rede. O hospital de Mossoró age só para ele”, afirmou Motta.

Segundo ele, a própria Prefeitura regula os atendimentos e seleciona os procedimentos realizados. “Ele escolhe o que vai fazer. Vai pegar aqueles casos de média e baixa complexidade que não vão complicar”, declarou o secretário.

De acordo com Motta, a estrutura também não ajuda a desafogar os hospitais estaduais, especialmente o Hospital Regional Tarcísio Maia, principal unidade de urgência e emergência da região Oeste. “O que Mossoró sempre precisou foram leitos de retaguarda. Isso, sim, ajudaria o sistema como um todo”, afirmou.

Na época da inauguração, a Prefeitura informou que o equipamento possuía três salas cirúrgicas, enfermarias, radiologia, central de esterilização, gerador de energia, usina de oxigênio e prontuário eletrônico, além de acessibilidade para pessoas com deficiência. O município também destacou que o hospital atuaria na redução das filas de cirurgias eletivas.

Porém, na avaliação da pasta estadual, o impacto prático da unidade é reduzido diante das necessidades da população. “Da forma como está, ajuda muito a imagem do prefeito, mas resolve pouco da vida da saúde do povo de Mossoró”, criticou Motta.

O secretário estadual também declarou desconhecer vistorias recentes do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (Cremern) na unidade municipal. “Talvez fosse interessante verificar se cumpre aquilo que se espera de uma unidade hospitalar”, disse. Procurado pela reportagem do Diário do RN, o Cremern não retornou o contato até o fechamento desta edição.

Apesar das críticas, Motta reconheceu que a unidade pode contribuir para procedimentos simples e redução parcial das filas de cirurgias eletivas. Ainda assim, reforçou que a estrutura está distante do que Mossoró necessita. “Não é que seja ruim, mas é absolutamente insuficiente para o que Mossoró precisa”, concluiu o secretário.


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MONSENHOR ALDO PIMENTEL CELEBRA 35 ANOS DE SACERDÓCIO, EM EXTREMOZ

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A comunidade católica de Extremoz viverá um momento especial de fé e celebração neste sábado (16), com as comemorações pelos 35 anos de vida sacerdotal do Monsenhor Aldo Alves Pimentel.

A programação será realizada na Matriz de São Miguel Arcanjo, a partir das 18h, reunindo fiéis de diversas cidades do Rio Grande do Norte em uma noite marcada pela gratidão, espiritualidade e confraternização.

A celebração terá início com a Santa Missa em ação de graças, presidida pelo próprio Monsenhor Aldo, ao lado do arcebispo emérito de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, do Bispo Auxiliar, Dom Silvio Brito, do vigário-geral da Arquidiocese de Natal, Padre Valquimar Nunes, além de padres, monsenhores e lideranças religiosas da região.

Após a celebração eucarística, a programação segue com um festival de prêmios beneficente e apresentação musical do Padre Andreson Madson. As cartelas da ação entre amigos continuam sendo vendidas por R$ 10 na secretaria paroquial, no plantão do dízimo e com animadores das comunidades. Entre os prêmios anunciados estão animais e valores em dinheiro.

Toda a renda arrecadada durante o evento será destinada à construção do Salão Paroquial Irmã Dionice, projeto desenvolvido pela Paróquia de São Miguel Arcanjo para ampliar as atividades pastorais e comunitárias.

Segundo Monsenhor Aldo, o evento representa não apenas a celebração de uma trajetória pessoal, mas também um momento de agradecimento coletivo pela caminhada construída ao lado das comunidades por onde passou.

“Vai ser um momento muito forte de agradecimento a Deus pela passagem desses 35 anos de sacerdócio. Gente de Natal e de toda a região estará presente conosco nesse momento tão especial”, afirmou.

O sacerdote ressaltou que o principal objetivo da programação é mobilizar a comunidade em torno da conclusão do salão paroquial. “O presente que nós pedimos é que cada pessoa compre uma cartela para ajudar na construção do Salão Paroquial Irmã Dionice. Se todos participarem, com certeza iremos concluir esse sonho da comunidade”, disse.

Na entrevista ao Diário do RN, Monsenhor Aldo também relembrou parte da sua trajetória religiosa e social, marcada pela atuação junto às populações mais vulneráveis, especialmente no interior da Bahia, onde exerceu grande parte do ministério sacerdotal.

Vida e Sacerdócio
Natural do Rio Grande do Norte, Monsenhor Aldo Alves Pimentel nasceu em 15 de fevereiro de 1961 e foi ordenado padre em 13 de maio de 1991, na Catedral de Nossa Senhora de Fátima, sede da Diocese de Paulo Afonso, na Bahia. Ao longo de 35 anos de sacerdócio, construiu uma trajetória marcada pela atuação pastoral, educacional e social, com passagens por comunidades da Bahia e do Rio Grande do Norte.

Durante mais de duas décadas na Bahia, atuou em diversas paróquias e participou diretamente da Pastoral Rural, acompanhando ações voltadas à convivência com o semiárido e à luta pela terra. Entre os projetos desenvolvidos estavam iniciativas de construção de cisternas, poços artesianos, barragens subterrâneas e assentamentos rurais, beneficiando milhares de famílias da região.
“Através das pastorais, dos movimentos e da luta pela terra, fomos construindo uma caminhada junto ao povo. Só tenho muito a agradecer a Deus e às comunidades por onde passei”, afirmou.

Outro trabalho marcante da sua trajetória foi a coordenação da Casa de Reabilitação de Dependentes Químicos Padre Jorge Fetsch, também na Bahia, onde acompanhou durante anos ações de recuperação e reinserção social de pessoas em situação de dependência química.

Além da atuação religiosa, Monsenhor Aldo construiu trajetória acadêmica nas áreas de Filosofia, História e Teologia, com experiência como professor, gestor educacional e coordenador de projetos sociais e formativos.

Após retornar ao Rio Grande do Norte, passou a integrar a Arquidiocese de Natal, atuando em paróquias de Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e São José do Campestre. Desde 2023, está à frente da Paróquia de São Miguel Arcanjo, em Extremoz.

Na atual missão, também desenvolve iniciativas voltadas à inclusão social, como um curso preparatório gratuito para o Enem destinado a jovens de baixa renda, além de ações de acolhimento a famílias migrantes venezuelanas atendidas pela paróquia.

Para o sacerdote, a caminhada ministerial é construída coletivamente. “Ninguém trabalha sozinho. Trabalhamos juntos. Isso faz parte do projeto de Deus chamado sinodalidade, caminhar junto com as pessoas e construir uma Igreja missionária e misericordiosa”, declarou.


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“ALLYSON E ÁLVARO DIAS SÃO DO MESMO CAMPO DA DIREITA”, DIZ ROBÉRIO PAULINO

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Pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte pelo PSOL, Robério Paulino afirmou, em entrevista ao Diário do RN, que não vê diferenças ideológicas entre o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, e o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, ambos cotados para a disputa estadual de 2026. Para o professor da UFRN, os dois representam projetos alinhados à direita conservadora no Estado.

“Eu não vejo uma candidatura de centro e outra de direita. Eu vejo duas candidaturas de direita.

Allyson e Álvaro são do mesmo campo da direita”, afirmou Robério ao comentar o atual cenário político potiguar.

Segundo ele, Allyson tenta construir uma imagem moderada, mas está inserido em um partido de orientação conservadora. “O União Brasil é um partido de direita. Está no Centrão, votando contra pautas progressistas no Congresso Nacional”, disse.

Robério também criticou o posicionamento recente do ex-prefeito de Mossoró sobre o fim da escala 6×1. “Ele falou que é a favor do fim da escala, mas qual é a posição do partido dele? O União Brasil é contra. Então ele sabe que a maioria do povo do Rio Grande do Norte vai votar em Lula e tenta não chocar esse eleitorado”, declarou.

Na entrevista, o pré-candidato do PSOL ainda acusou Allyson de incoerência política e de proximidade com grupos tradicionais da política potiguar. “Ele fez ascensão política criticando oligarquias e hoje está abraçado com as principais oligarquias do Estado, os Alves e os Maia”, afirmou.

O professor também citou críticas à gestão do ex-prefeito em Mossoró, especialmente na relação com os servidores públicos. “Ele tratou os servidores de forma muito dura, muito intolerante e intransigente. Se comportou como inimigo dos servidores públicos”, disse.

Sobre Álvaro Dias, Robério afirmou que o ex-prefeito representa uma direita “radical neoliberal” e voltou a condenar declarações relacionadas à possibilidade de privatização ou federalização da UERN.

“Álvaro e Rogério Marinho são inimigos do serviço público. Se depender deles, privatizam tudo.

Num país pobre como o Brasil, a população precisa da escola pública e da saúde pública”, declarou.

O pré-candidato defendeu o fortalecimento da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte como ferramenta estratégica de desenvolvimento regional. “Eu não privatizaria nem federalizaria a UERN. Nós vamos fortalecer, ampliar e abrir mais campos avançados. Uma universidade estadual é uma alavanca fundamental para o desenvolvimento do Estado”, afirmou.

Ao comentar a pré-candidatura de Cadu Xavier, Robério disse que o petista herda o desgaste da gestão da governadora Fátima Bezerra. “Cadu carrega o desgaste do governo da professora Fátima, um dos governos mais rejeitados do país. Eu lamento profundamente porque torci pelo governo dela, mas acho que deixou muito a desejar”, declarou.

Entre as críticas, ele apontou problemas na educação estadual e na condução de greves do funcionalismo. “Por que o analfabetismo não acabou? Por que o IDEB do Rio Grande do Norte continua tão baixo depois de dois mandatos de uma professora? O PT chegou a judicializar greve das trabalhadoras da saúde”, afirmou.

Aberto ao diálogo com o PT
Apesar das críticas, Robério Paulino afirmou que mantém diálogo com o PT e não descarta entendimentos futuros, desde que haja compromisso programático.

“No momento, o PSOL pretende apresentar suas propostas. Mas, se houver compromisso do PT com essas propostas que estamos defendendo, tudo é conversável”, disse.

Ele ressaltou, porém, que não pretende conceder “apoio em branco”. “O PT se compromete a elevar a educação em tempo integral para 50%? Se compromete a acabar com o analfabetismo? A valorizar professores? A plantar cinco milhões de árvores? Se houver compromisso com isso, a conversa pode avançar”, afirmou.

Propostas de governo
Ao detalhar suas propostas, Robério afirmou que pretende priorizar mudanças estruturais no Estado, sobretudo na educação.

“Vamos fazer um grande mutirão para erradicar o analfabetismo em até dois anos, envolvendo professores e estudantes da UFRN, UERN, UFERSA e outras instituições”, disse.

O professor também propõe ampliar o número de escolas estaduais em tempo integral. “O Rio Grande do Norte não chega a 30% de escolas em tempo integral, enquanto Ceará, Pernambuco e Piauí já têm cerca de 70%. Nossa meta é chegar a 50% em quatro anos”, afirmou.

Na área econômica, Robério defende um processo de industrialização acelerada do Estado. “Não podemos continuar importando produtos básicos que poderiam ser produzidos aqui. Precisamos construir nossas próprias indústrias e governar com a inteligência das universidades”, declarou.

Outra proposta destacada é o plantio de cinco milhões de árvores no semiárido potiguar já no primeiro mandato. “O nosso semiárido está virando deserto rapidamente. Vamos plantar árvores nativas e frutíferas para recuperar áreas degradadas, gerar empregos e fortalecer uma agroindústria sustentável”, afirmou.


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ALLYSON MIRA ESTRADAS DO RN, MAS MP EXPÕE ABANDONO DE RUAS EM MOSSORÓ

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O Ministério Público do Rio Grande do Norte abriu um novo foco de desgaste para a gestão do ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, após expedir recomendação cobrando providências urgentes para recuperação das vias do bairro Alto do Sumaré.

A medida integra o Inquérito Civil nº 04.23.2022.0000018/2026-92, conduzido pela 2ª Promotoria de Justiça de Mossoró, sob responsabilidade da promotora Ana Araújo Ximenes.

Segundo o procedimento, moradores denunciaram ao Ministério Público que, desde 2021, ruas do bairro apresentam condições consideradas intrafegáveis, com buracos, erosões, lama e dificuldades de acesso às residências. As reclamações também relatam prejuízos constantes a veículos e riscos à segurança de motoristas, pedestres e moradores.

Durante a instrução do inquérito, a própria Secretaria Municipal de Infraestrutura (SEINFRA) realizou vistoria técnica no local e confirmou a existência de graves irregularidades, principalmente na Rua Enéas da Silva Negreiros.

O parecer técnico anexado ao procedimento reconhece que a situação não será solucionada apenas com operações paliativas. O documento admite a necessidade de uma “intervenção corretiva planejada”, incluindo reconstrução integral das vias, regularização da base e recomposição completa da pavimentação.

O caso ganha repercussão justamente porque ocorre após a Prefeitura de Mossoró ter destinado cifras milionárias para obras de pavimentação durante a gestão Allyson Bezerra.

Segundo dados oficiais do Portal da Transparência, as despesas com pavimentação de avenidas e ruas somaram cerca de R$ 9,3 milhões em 2021; R$ 32,9 milhões em 2022; R$ 23,6 milhões em 2023; R$ 69,2 milhões em 2024; e mais R$ 16 milhões em 2025.

Ao todo, os investimentos ultrapassam R$ 151 milhões em cinco anos — montante que amplia os questionamentos sobre a permanência de ruas em situação crítica em bairros periféricos da cidade, como o Alto do Sumaré.

Os números oficiais também expõem divergência em relação ao discurso adotado publicamente por Allyson Bezerra durante sua gestão.

Em publicação institucional divulgada em 2022, o então prefeito afirmou que os investimentos em pavimentação chegariam a aproximadamente R$ 47 milhões naquele ano e citou o Sumaré entre os bairros contemplados pelo programa.

Entretanto, dados do próprio Portal da Transparência do Município apontam que as despesas liquidadas com pavimentação em 2022 ficaram em torno de R$ 23,6 milhões, praticamente metade do valor anunciado publicamente pela gestão.

A diferença entre o discurso político e os números oficiais amplia os questionamentos sobre a efetividade dos investimentos divulgados, principalmente diante do cenário agora exposto pelo Ministério Público, onde moradores relatam anos convivendo com lama, erosões e ruas praticamente intrafegáveis.

O desgaste político se amplia porque a cobrança do Ministério Público surge exatamente no momento em que Allyson Bezerra percorre o Rio Grande do Norte apresentando-se como solução para os problemas de infraestrutura do estado.

Em entrevista à rádio 105 FM, em Ceará-Mirim mês passado, o pré-candidato ao Governo do Estado classificou a situação das estradas potiguares como uma “calamidade” e assumiu publicamente compromissos para recuperação de rodovias na região metropolitana.

Durante a entrevista, Allyson prometeu lutar pela duplicação da BR que liga Ceará-Mirim ao aeroporto, reconstrução da estrada entre Ceará-Mirim e Extremoz, “O problema das estradas é muito crônico. Estamos chegando em muitas cidades e a situação é uma calamidade”, declarou o ex-prefeito.

A declaração, porém, entra em choque com a realidade exposta agora pelo Ministério Público em Mossoró. Enquanto Allyson critica a precariedade das rodovias estaduais e promete reconstruir estradas pelo RN, moradores do Alto do Sumaré denunciam que convivem há anos com ruas intrafegáveis, lama, erosões e abandono dentro da própria cidade administrada por ele até março deste ano.

O contraste se torna ainda mais sensível porque a situação denunciada ao Ministério Público não foi apenas relatada por moradores. A própria Secretaria Municipal de Infraestrutura reconheceu, em parecer técnico anexado ao inquérito, que as vias do bairro apresentam problemas graves e que o cenário exige reconstrução completa da pavimentação, admitindo que operações paliativas não resolvem mais o problema.

No documento, o Ministério Público fundamenta sua atuação no dever constitucional do poder público de assegurar infraestrutura urbana adequada e cita entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal no Tema 698, segundo o qual a falta de recursos não pode servir de justificativa para omissão prolongada do Estado diante da violação de direitos fundamentais.

O episódio atinge diretamente o discurso político construído por Allyson Bezerra na tentativa de ampliar sua projeção estadual. Embora tenha deixado a Prefeitura em março deste ano para disputar o Governo do Estado, o cenário descrito pelo Ministério Público reforça críticas sobre problemas estruturais acumulados em áreas periféricas de Mossoró durante sua gestão.


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PRATES DEFENDE TRANSFORMAR ENERGIA RENOVÁVEL EM VANTAGEM INDUSTRIAL

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O ex-presidente da Petrobras e ex-senador Jean Paul Prates (PDT) participará nesta quinta-feira, no Estádio do Pacaembu (SP), da São Paulo Innovation Week – uma estratégia nacional de eletrificação da economia, baseada no fortalecimento das energias renováveis, da infraestrutura elétrica e da neoindustrialização verde brasileira. A programação do evento dedicada à energia propõe debater o contexto global do setor, os desafios do Brasil e a transição energética em si.

No painel “Energia Eólica em terra e mar e a eletrificação da economia”, Prates destacará o papel estratégico do chamado Brasil Equatorial, faixa territorial que vai do Nordeste Setentrional ao Norte Oriental do país e concentra alguns dos maiores potenciais mundiais em energia renovável, eólicas offshore, hidrogênio e combustíveis sustentáveis.

Prates destacará o papel estratégico do chamado “Brasil Equatorial” – Foto: Reprodução

A apresentação deverá enfatizar que a nova economia global será estruturada em torno da eletricidade, impulsionada por inteligência artificial, data centers, automação industrial e mobilidade elétrica. “Hoje, o Brasil já possui uma das matrizes elétricas mais renováveis do mundo. O próximo passo é transformar essa vantagem natural em vantagem industrial. Energia limpa e competitiva pode atrair data centers, hidrogênio verde, combustíveis sustentáveis, fertilizantes, siderurgia de baixo carbono e uma nova geração de indústrias intensivas em eletricidade. Em outras palavras, a transição energética não deve ser vista apenas como agenda ambiental, mas como uma estratégia concreta de reindustrialização, geração de empregos qualificados e aumento da competitividade do país”, observou.

Ao lado de Elbia Gannoum (ABEEólica) e Roberta Cox (GWEC), o ex-senador também defenderá maior investimento em transmissão, armazenamento de energia, digitalização do sistema elétrico e modernização regulatória para evitar desperdício de energia renovável no país, especialmente diante do aumento dos episódios de curtailment.

Segundo ele, o Brasil pode transformar sua liderança renovável em política industrial, atraindo cadeias produtivas intensivas em energia limpa e consolidando uma nova fronteira de desenvolvimento econômico sustentável.

Ao Diário do RN, Prates destacou a pujança potiguar nesse tipo de energia e explica como acelerar o processo de industrialização: “O Rio Grande do Norte continua sendo uma das regiões mais promissoras do mundo para a expansão da energia renovável. Além da liderança histórica na energia eólica em terra, o estado reúne excelentes condições para avançar em eólica offshore, solar, hidrogênio e armazenamento de energia. Para acelerar esse processo, precisamos de maior capacidade de transmissão, contratação de baterias, segurança regulatória e infraestrutura portuária e logística adequada. Se essas condições forem asseguradas, o RN pode consolidar-se como um dos principais polos globais da nova economia elétrica, atraindo investimentos, tecnologia e desenvolvimento para todo o Nordeste.”


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PREFEITURA ANUNCIA OBRA DE R$ 21 MI PARA CONTER IMPACTOS EM PONTA NEGRA

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A Prefeitura do Natal anunciou novas obras de drenagem e contenção na região da engorda da Praia de Ponta Negra durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (13). Na ocasião, a gestão também rebateu críticas e negou irregularidades apontadas em uma ação civil pública do Ministério Público Federal (MPF).

O principal anúncio foi a publicação de um edital para uma obra complementar de drenagem, orçada em R$ 21 milhões, que prevê a construção de três reservatórios de retenção e infiltração em vias públicas da região. Segundo a Prefeitura, a intervenção busca reduzir a velocidade e o volume da água que chega à faixa de areia em períodos de chuva intensa, diminuindo a formação dos chamados “espelhos d’água”.

De acordo com informações técnicas apresentadas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), os reservatórios foram projetados para suportar chuvas de até 60 milímetros. O sistema funciona armazenando temporariamente a água da drenagem para que ela se infiltre gradualmente no solo. Quando o volume de chuva ultrapassar esse limite, a água seguirá para a faixa de areia de forma lenta e controlada.

Ainda segundo a Seinfra, os reservatórios também possuem função sustentável, já que realizam a filtragem da água antes que ela seja direcionada ao mar, reduzindo impactos ambientais e melhorando a qualidade da água que chega à praia.

Os três reservatórios serão implantados nas ruas Francisco Gurgel, João Rodrigues de Oliveira e Praia de Pirangi. Juntos, eles terão capacidade total de armazenamento de aproximadamente 4.955 metros cúbicos de água e área total de infiltração de 5.162 metros quadrados.

O maior reservatório será construído na Rua Francisco Gurgel, com capacidade de 2.291,40 metros cúbicos. Outro será implantado na Rua Praia de Pirangi, com volume de 1.676,64 metros cúbicos, enquanto o terceiro ficará na Rua João Rodrigues de Oliveira, com capacidade de 987,36 metros cúbicos.

A coletiva contou com representantes da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) e da Procuradoria-Geral do Município (PGM), que apresentaram esclarecimentos técnicos sobre o sistema de drenagem implantado junto à obra de engorda.

O secretário da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal, Thiago Mesquita, destacou a dimensão da bacia de drenagem da região e o volume de água que chega à orla durante eventos de chuva intensa.

“Nós temos uma bacia de drenagem de aproximadamente 400 mil metros quadrados, e em eventos de chuva intensa cerca de 120 milhões de litros de água chegam até a praia de Ponta Negra”, afirmou.

Mesquita também defendeu a solução adotada no sistema de drenagem e afirmou que não há alternativa física para o escoamento da água.

“Não existe outra alternativa física para essa água senão chegar à praia de Ponta Negra”, disse o secretário.

Ele também reforçou o caráter contínuo das intervenções na região. “É importante entender que estamos falando de uma bacia urbana extremamente consolidada. Não existe solução simples ou única. O que existe é gestão contínua da infraestrutura, com correções ao longo do tempo.”

Segundo o secretário, a nova etapa representa um avanço no sistema já existente. “O que estamos fazendo agora é uma segunda etapa de qualificação do sistema. A engorda resolveu o problema da faixa de areia, mas a drenagem urbana precisa ser continuamente aprimorada para acompanhar a intensidade das chuvas em Natal.”

Defesa técnica da drenagem
A secretária da Secretaria Municipal de Infraestrutura de Natal, Shirley Cavalcanti, rebateu críticas relacionadas à execução da obra e afirmou que os questionamentos levantados decorrem de interpretações equivocadas.

Segundo ela, todos os dissipadores estão em funcionamento e cumprem a função prevista no projeto executivo.

“O dissipador está em pleno funcionamento. A prova disso é a formação dos espelhos d’água, porque a água está chegando à faixa de areia”, afirmou.

Shirley também negou a existência de irregularidades estruturais e afirmou que ajustes foram feitos ao longo da execução da obra por decisões técnicas de engenharia.

“Não existe tubulação falsa. O que existe são adequações de campo, decisões técnicas tomadas durante a obra para garantir melhor desempenho do sistema”, disse.

Ela destacou ainda que a nova obra complementar representa uma evolução do projeto. “Essa obra complementar não significa que o sistema anterior não funcione. Significa evolução do projeto. Obras costeiras são dinâmicas e exigem ajustes constantes.”

A secretária explicou que os reservatórios terão função hidráulica estratégica. “Os três reservatórios vão atuar em pontos estratégicos da bacia de drenagem. Eles funcionam como amortecedores hidráulicos, reduzindo a energia da água antes que ela chegue aos dissipadores e, posteriormente, à praia.”

Shirley também afirmou que a intervenção deve impactar diretamente o uso da praia. “Essas intervenções também têm impacto direto na experiência do usuário da praia. Quanto menor a lâmina d’água acumulada, maior a área útil de uso e menor o impacto visual e operacional no local.”

Sistema em fase de ajustes
A secretária ainda destacou que o sistema de drenagem está em fase de adaptação, etapa considerada natural em obras de grande porte em áreas costeiras.

“A gente está em uma fase de acomodação do sistema. Isso é natural em obras desse porte.

Identificamos pontos de melhoria e estamos atuando com manutenção e obras complementares”, explicou.

Segundo ela, o comportamento atual da praia após a engorda segue padrões observados em outras intervenções semelhantes no país.

“É um processo dinâmico. A praia responde, a drenagem responde e o sistema vai sendo ajustado até atingir o equilíbrio”, afirmou.

Posição da Procuradoria
O procurador-geral do município, Fernando Benevides, afirmou que a Prefeitura está tranquila em relação à ação movida pelo MPF e que o processo será uma oportunidade de esclarecimento técnico.

“A obra é responsável, precisa de aperfeiçoamentos, mas está cumprindo sua função”, declarou.

Já a procuradora-chefe da Procuradoria Ambiental do Município, Cássia Bulhões de Souza, destacou que a discussão deve ser conduzida no âmbito judicial com base em critérios técnicos.

“Eu acho extremamente saudável que isso seja levado realmente à Justiça para que haja manifestação sobre esse documento técnico, tanto no tocante à execução da drenagem quanto ao controle e fiscalização da obra”, afirmou.

Ação do MPF
A ação civil pública do MPF questiona pontos relacionados à drenagem e à execução da engorda de Ponta Negra. A Prefeitura afirma que apresentará todos os projetos, estudos e medidas complementares no decorrer do processo judicial.


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CADU XAVIER: “O ESQUISITO É USAR CHAPÉU DE COURO PARA ENGANAR O POVO”

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A polêmica envolvendo o uso do chapéu de couro na pré-campanha ao Governo do Rio Grande do Norte ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (13) com a entrada do pré-candidato petista Cadu Xavier no debate. Após a repercussão da fala do senador Rogério Marinho sobre o “chapéu esquisito” usado pelo ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra, Cadu publicou vídeo nas redes sociais em defesa do símbolo nordestino, mas aproveitou para atacar o adversário político.
“O chapéu de couro não é esquisito. O chapéu de couro é um patrimônio do povo sertanejo que acorda todo dia de madrugada e usa o chapéu de couro para se proteger do sol, para batalhar pela vida”, afirmou.

Na sequência, porém, o pré-candidato do PT mudou o foco da crítica para Allyson Bezerra, questionando a utilização do acessório como ferramenta política. “O esquisito é o ex-prefeito de Mossoró, que tem a pré-campanha mais cara, uma estrutura maior do que muitos chefes de Estado, usar o chapéu de couro”, declarou.

Cadu também direcionou críticas à relação do ex-prefeito com os servidores municipais durante sua gestão em Mossoró e ao posicionamento recente sobre pautas trabalhistas. “O esquisito é o ex-prefeito de Mossoró que, quando era prefeito, massacrou os servidores do município e agora fala a favor do fim da escala 6×1”, disse.

O petista ainda apontou contradição entre o discurso atual de Allyson e os apoios políticos recebidos pelo ex-prefeito nas últimas eleições. “O esquisito é o ex-prefeito que votou em Bolsonaro, votou em Rogério Marinho, agora militar pelas pautas que esses sempre foram contra”, afirmou.

Em outro trecho, Cadu criticou a composição política em torno da pré-candidatura adversária. “O esquisito é o ex-prefeito de Mossoró, que tem no seu palanque todos os parlamentares que votam contra as pautas do presidente Lula, falar agora a favor de uma delas”, declarou.

Ao concluir a fala, o petista voltou a diferenciar o símbolo cultural nordestino do uso político que, segundo ele, estaria sendo feito por Allyson. “Usar chapéu de couro não é esquisito. O esquisito, o feio, o reprovável é usar o chapéu de couro para ir para as ruas e para as redes para enganar o povo do nosso Estado”, afirmou.

A declaração de Cadu ocorre após forte repercussão provocada pela entrevista de Rogério Marinho à 96 FM. Durante a conversa, o senador fez referência indireta a Allyson Bezerra ao criticar uma candidatura “que não fede nem cheira” e que estaria “andando com um chapéu esquisito”.

A fala gerou reação imediata do ex-prefeito de Mossoró, que publicou vídeo nas redes sociais em defesa do chapéu de couro como símbolo do povo nordestino e acusou Rogério de preconceito e arrogância. “Esse chapéu esquisito é símbolo do homem que acorda cedo, trabalha na roça e enfrenta o sol para sobreviver”, afirmou Allyson.

O ex-prefeito também acusou o senador de ser “inimigo do trabalhador” e criticou pautas defendidas pelo parlamentar em Brasília, além de associar a fala ao preconceito contra o povo nordestino. Em outro trecho do vídeo, Allyson afirmou que o grupo adversário “não gosta de gente” e “faz acordos em salas fechadas”.

A troca de declarações intensificou o embate antecipado entre os grupos políticos que já se movimentam de olho na disputa pelo Governo do Estado em 2026.


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ROGÉRIO “TEM GOSTO DE PRECONCEITO E CHEIRO DE ARROGÂNCIA”, DIZ ALLYSON

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Uma declaração do senador Rogério Marinho durante entrevista recente à 96 FM provocou forte repercussão política e está movimentando as redes sociais. Ao comentar o cenário eleitoral de 2026 no Rio Grande do Norte, o parlamentar fez referência indireta ao ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra, criticando o uso do tradicional chapéu de couro adotado pelo gestor em agendas políticas pelo interior do Estado.

“Tem uma candidatura que não é uma coisa nem outra, que não fede, que não cheira, que fica o tempo todo dando saltos para o ar e andando com um chapéu esquisito”, afirmou Rogério durante entrevista.

A fala repercutiu rapidamente nas redes sociais e gerou reação do adversário. Nesta quarta-feira, Allyson Bezerra publicou vídeo em defesa do símbolo nordestino e acusou o senador de preconceito, arrogância e distanciamento popular.

“Esse chapéu esquisito, senador, que o senhor está falando, é um chapéu que é símbolo do povo nordestino brasileiro. É um chapéu que é símbolo do homem que acorda cedo, tem que trabalhar na roça, tem que trabalhar no meio do sol, tem que passar por tanta luta para sobreviver. Coisa que o senhor nunca teve que fazer na vida”, declarou.

Ao longo da resposta, Allyson elevou o tom das críticas e associou a fala do senador a uma postura elitista. “Senador, o senhor é um grande preconceituoso, que tem gosto de preconceito e tem cheiro de arrogância”, afirmou.

O ex-prefeito de Mossoró também relembrou a campanha eleitoral de 2022, quando Rogério Marinho disputou o Senado com apoio de lideranças políticas do interior. Segundo Allyson, o senador chegou a elogiar o chapéu de couro em agendas realizadas em Mossoró. “O senhor é ingrato porque no ano de 2022 o senhor queria se eleger senador, percorreu as cidades do nosso estado e aqui na minha cidade o senhor elogiou meu chapéu de couro”, disse.

A resposta do ex-prefeito avançou ainda para críticas relacionadas a pautas defendidas pelo senador no Congresso Nacional. Allyson acusou Rogério de apoiar medidas contrárias aos trabalhadores. “O senhor deveria achar esquisito é o senhor ser chamado de inimigo do trabalhador, porque é assim que o senhor é. Porque o senhor deveria achar esquisito também defender que aquele cidadão que é trabalhador, que sai de casa cedo, tenha que trabalhar até o dia dele morrer.” O ex-prefeito também voltou a atacar a possibilidade de privatização da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), tema que vem sendo explorado no debate político estadual. Segundo Allyson, a universidade representa oportunidade para jovens de origem popular do interior do Estado. “O senhor deveria achar esquisito defender a privatização e venda da Uern, a nossa Universidade Estadual, que é o único local de sonhos de muitos dos jovens, de filhos, de pais, que usam chapéu de couro em todo o Rio Grande do Norte”, disse.

Allyson também acusou o senador de ter evitado disputar o Governo do Estado por receio da rejeição popular. “Esquisito é a covardia que o senhor teve. O senhor se acovardou porque sabia da sua rejeição, sabia da sua desaprovação e sabia que o povo do Estado não suporta as pautas que o senhor defende em Brasília”, disse.

Em outro trecho que ganhou repercussão nas redes sociais, Allyson acusou o grupo político adversário de desprezar o contato popular. “Eles não gostam de gente. Eles têm nojo de gente.

Eles não suportam estar no meio das pessoas. O que eles fazem são acordos em salas fechadas, frias, geladas. Eu gosto de gente. Eu gosto do calor humano. Eu gosto de estar no meio do povo”, declarou.

O ex-prefeito também afirmou que continuará utilizando o chapéu de couro como marca política e símbolo de identificação com o interior nordestino. “Eu não vou deixar de usar o chapéu de couro. Vou usar cada vez mais. Porque eu não posso deixar o meu Estado nas mãos de pessoas como o senhor ou dos seus fantoches”, disse.


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“A MÁSCARA CAIU”, DISPARA MINEIRO APÓS VAZAMENTO DE ÁUDIOS DE FLÁVIO

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O vazamento de conversas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, provocou repercussão no meio político nacional e também no Rio Grande do Norte. As mensagens, divulgadas pelo Intercept Brasil, mostram negociações para obtenção de recursos milionários destinados à produção do filme “Dark Horse”, longa sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a reportagem, Vorcaro teria destinado ao menos 10 milhões de dólares para a produção, valor que, na cotação atual, supera os R$ 50 milhões. Nos áudios vazados, Flávio Bolsonaro aparece cobrando pagamentos e demonstrando preocupação com a paralisação do projeto cinematográfico. De acordo com a publicação, o orçamento total do filme chegaria a R$ 134 milhões.

“Apesar de você ter dado a liberdade de a gente te cobrar, Daniel, eu fico sem graça de ficar te cobrando. Mas é porque está num momento muito decisivo aqui do filme”, afirmou o senador em um dos trechos divulgados.

Na sequência, Flávio alerta para o risco de interrupção da produção caso os pagamentos não fossem realizados. “Como tem muita parcela para trás, está todo mundo tenso. Imagina a gente dando calote nos atores, no diretor, na equipe. A gente perde tudo”, declarou.

A repercussão do caso chegou ao RN por meio de lideranças do PT. Em entrevista ao Diário do RN, o deputado federal Fernando Mineiro afirmou que o episódio expõe a relação entre o bolsonarismo e o Banco Master.

“A máscara caiu definitivamente. O rapaz que estrelou a fantástica fábrica de chocolate agora está estrelando o poderoso chefão”, ironizou.

Mineiro também questionou os valores envolvidos na produção cinematográfica. “Você veja, R$ 134 milhões que certamente não foi para um filme. Filmes brasileiros indicados ao Oscar mobilizaram menos recursos do que isso”, afirmou.

O parlamentar elevou o tom ao relacionar o episódio diretamente à família Bolsonaro. “Ficou escancarado para o Brasil o caráter e as atitudes dessa família. Uma família que pensa em saquear o país e faz tudo por dinheiro”, declarou.

O deputado ainda cobrou posicionamento de aliados bolsonaristas no Rio Grande do Norte e criticou o silêncio de parlamentares ligados ao ex-presidente. “Até agora estão calados, não falaram nada, mas é importante que venham a público se pronunciar sobre isso”, disse.

Para Mineiro, o caso reforça suspeitas sobre a proximidade entre o grupo político bolsonarista e o Banco Master. “Está muito claro quem se beneficiou com isso. É o Bolso Máster, claramente”, afirmou.

A presidente estadual do PT, Samanda Alves, também comentou o episódio e afirmou que o caso amplia os indícios de ligação política e financeira entre aliados de Bolsonaro e o banco.

“A notícia de Flávio Bolsonaro negociando diretamente mais de R$ 130 milhões para bancar um filme do pai dele é mais uma prova do envolvimento da família Bolsonaro no centro desse escândalo do Banco Master”, afirmou.

Samanda citou ainda outros episódios já associados ao banco e ao entorno bolsonarista. “Tem o empréstimo de avião para campanha, as doações milionárias e até a atuação de marqueteiros ligados à disseminação de fake news. Está muito claro que a família Bolsonaro está no centro desse escândalo criminoso”, declarou.

O Diário do RN procurou parlamentares bolsonaristas do Estado para comentar o caso. Por meio da assessoria, o deputado federal General Girão (PL) informou que, por orientação jurídica, não irá se pronunciar sobre o caso. Já a deputada federal Carla Dickson (PL) não respondeu aos contatos da reportagem até o fechamento desta edição.

Além de Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, as mensagens analisadas pelo Intercept mencionam ainda o deputado federal Eduardo Bolsonaro e o ex-secretário especial da Cultura Mário Frias, apontado como roteirista do projeto cinematográfico.


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MANIPULAÇÃO EM REDE: BIG TECHS MOLDAM A DESINFORMAÇÃO NO BRASIL

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Com o celular como extensão da mão, o aparelho revela-se uma passagem para um universo de informações fragmentadas. Vídeos, mensagens e áudios se entrelaçam em uma rede invisível, trazendo promessas, alertas e denúncias que se espalham com a velocidade do toque.

O caso recente envolvendo a marca Ypê exemplifica essa dinâmica. Após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinar o recolhimento de lotes de detergentes da marca por potencial risco de contaminação microbiológica, publicações enganosas começaram a se espalhar rapidamente nas redes sociais e aplicativos de mensagens. Entre os conteúdos compartilhados estavam alegações falsas sobre mortes causadas pelos produtos, teorias de perseguição política e imagens adulteradas atribuídas à empresa.

Essa rotina, tão comum quanto invisível, é parte de um fenômeno que assombra o Brasil: a desinformação. E no centro dele, estão as Big Techs.

Segundo o relatório Digital 2025 do Instituto We Are Social, 67,8% dos brasileiros estão nas redes sociais, cerca de 144 milhões de pessoas. Não por acaso, o Brasil tornou-se um dos terrenos mais férteis para a disseminação de desinformação digital.

Quem nos ajuda a entender essa dinâmica é José Germano Neto, professor da Escola de Ciências e Tecnologia da UFRN. Com anos de pesquisa nas áreas de ciência, tecnologia e sociedade, ele afirma: “As big techs têm um papel muito importante no Brasil no que diz respeito à disseminação de informações.”

Capitalismo da Emoção
Germano evoca o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han para descrever o cenário atual: vivemos sob o “capitalismo da emoção”, onde o que nos prende às telas são os afetos. “Aquilo que desperta em nós grande emoção nos faz permanecer por vezes em diversos espaços e nos faz propagar mais certas informações”, afirma o professor.

É por isso que conteúdos virais, sejam eles verdadeiros ou não, tendem a ser os mais lucrativos. E, nesse modelo de negócios baseado em engajamento, as Big Techs tornam-se coautoras do problema: “Quando um conteúdo provoca lucro, a Big Tech automaticamente se vincula àquele material e se torna corresponsável por ele”, diz Germano.

Entre o Lucro e a Responsabilidade
A ausência de uma regulação eficaz amplia o abismo entre o interesse público e os interesses corporativos. “É muito importante que haja um fortalecimento das políticas de moderação. Mas não só isso: o poder público precisa cumprir seu papel fiscalizador”, defende Germano. Para ele, a resposta não está apenas na autorregulação das plataformas, “mas em uma governança digital participativa, que envolva sociedade civil, usuários, pesquisadores e o Estado”.

Conectividade que (des)informa
No Nordeste, os desafios ganham novas camadas. “Quando a gente está falando de Nordeste e de algumas áreas, em especial áreas que têm menor acesso à internet, é muito importante que a gente consiga fazer a discussão sobre conectividade significativa”, pontua Germano. “Não se trata apenas de estar online, mas de entender por que se está, como e para quê”, continua.

“Em áreas rurais, onde a conexão é intermitente e os dados móveis são preciosos, o WhatsApp reina soberano. É a ‘internet do povo’. Mas também é por onde circulam as maiores distorções da realidade. Em contextos de baixa escolaridade e falta de acesso a fontes confiáveis, boatos ganham status de verdade e viram decisões de voto, de saúde, de vida”, afirma o professor.

Resistências locais: vozes do Nordeste

Entre as iniciativas que combatem a desinformação no Nordeste está a Pajubá Tech, do Recife, que oferece curadoria de notícias confiáveis – Foto: Reprodução

Apesar dos desafios, o Nordeste também é berço de resistência e inovação. Germano cita iniciativas como o Pajubá Tech, de Recife, que atua na inclusão digital de pessoas LGBTQIA+ e periféricas, e a newsletter Cajueira, feita por jornalistas nordestinos e que oferece uma curadoria de notícias regionais confiáveis, com olhar crítico e engajado.

“Essas experiências mostram que é possível combater a desinformação com iniciativas locais, pensadas a partir das necessidades e culturas de cada território”, diz.


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