MPT INVESTIGA DENÚNCIAS DE ASSÉDIO ELEITORAL E RETALIAÇÕES APÓS ELEIÇÕES

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Mesmo após o encerramento do segundo turno das Eleições 2026, o Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte (MPT-RN) continua investigando denúncias relacionadas ao assédio eleitoral e a possíveis retaliações contra trabalhadores por suas escolhas políticas.

Durante o período eleitoral, o órgão recebeu 42 denúncias em todo o estado.

Os relatos envolvem situações como ameaças de demissão, constrangimentos no ambiente de trabalho, tentativa de direcionamento de voto e perseguições após manifestações políticas. Para o procurador-chefe do MPT-RN, Gleydson Gadelha, a relação entre empregador e empregado não pode ser utilizada como mecanismo de pressão.

“O ambiente de trabalho não pode ser convertido em um curral eleitoral moderno. A ameaça ou dispensa motivada por divergência eleitoral configura uma violação flagrante da liberdade de voto e um atentado direto à democracia, condutas que o Ministério Público do Trabalho não hesitará em reprimir”, afirmou.

Segundo o procurador, a dependência econômica do trabalhador em relação ao emprego aumenta a gravidade dessas práticas, já que pode influenciar diretamente a liberdade de escolha.

“Na época da eleição e logo após, chamamos de assédio eleitoral porque ataca o direito de voto.

Nos outros períodos, passa a ser assédio político. O MPT atua da mesma forma, pois a coação por entendimento ideológico é proibida da mesma maneira que a discriminação de gênero ou racial”, explicou Gadelha.

Com o encerramento do processo eleitoral, o MPT-RN mantém os procedimentos abertos para apurar situações que tenham relação com perseguição política no ambiente profissional.

O procurador-chefe destaca que a mudança de classificação não reduz a gravidade dos casos.

“A liberdade de consciência, de pensamento e de manifestação política é um direito fundamental.

O trabalhador não perde esses direitos quando entra no ambiente de trabalho. O empregador não pode utilizar o poder econômico ou hierárquico para impor uma escolha política”, comentou.

Entre as situações investigadas pelo órgão estão denúncias envolvendo a produção de vídeos com prestadores de serviço de uma prefeitura do interior que teriam sido constrangidos a apoiar candidatos específicos; um empresário do setor da construção civil que publicou vídeos com ameaças a funcionários; além de casos relacionados a escalas de trabalho que poderiam dificultar o deslocamento de trabalhadores até os locais de votação.

O MPT-RN também identificou situações em que empregadores utilizaram redes sociais para expor funcionários ou fazer manifestações com possíveis ameaças relacionadas ao posicionamento político dos empregados.

“Hoje as redes sociais ampliaram muito a possibilidade de exposição. Uma fala feita por um empregador pode alcançar centenas ou milhares de pessoas e gerar constrangimento para aquele trabalhador. Por isso, também precisamos observar esses comportamentos”, esclareceu.

Durante o período eleitoral, uma das orientações do Ministério Público do Trabalho foi sobre a garantia do direito ao voto. O órgão reforçou que o deslocamento para votar não pode resultar em prejuízo salarial ao empregado.

“É importante frisar que o tempo de trabalho gasto para exercer o direito ao voto não pode gerar nenhum desconto no salário e o patrão também não pode exigir a compensação posterior das horas usadas para este fim”, afirmou Gadelha.

Segundo ele, a participação política do trabalhador deve ser respeitada independentemente da posição escolhida nas urnas.

“O voto é livre. O trabalhador tem o direito de escolher seu candidato, seu partido e sua ideologia.

O ambiente de trabalho não pode ser um espaço de constrangimento ou de medo”, disse.

O MPT-RN também acompanha denúncias envolvendo trabalhadores do serviço público. Segundo o órgão, casos praticados por agentes públicos podem ser encaminhados para outras instituições responsáveis pela apuração de eventuais crimes eleitorais ou atos de improbidade.

O procurador explica que a atuação busca responsabilizar condutas que ultrapassem os limites da relação trabalhista.

“Quando existe uma prática que envolve a utilização da estrutura pública ou algum tipo de abuso de poder, outras instituições também precisam ser comunicadas para que sejam analisadas as responsabilidades cabíveis”, explicou.

Casos envolvendo mulheres recebem atendimento prioritário dentro do MPT-RN, com articulação junto às redes de proteção e órgãos especializados.

“O Ministério Público do Trabalho tem protocolo de atendimento preferencial de denúncias relativas a gênero. Se uma denúncia chegar de qualquer tipo de ilícito e tratar de mulher, tem prioridade. Violência contra a mulher, inclusive de gênero, dentro da relação de trabalho, tem prioridade sobre os outros processos. Então, nós olhamos isso como um dado de prioridade porque, caso exista uma mulher, a gente tem que ouvir com a mulher, tem que dar os encaminhamentos às vezes à Delegacia de Violência Contra a Mulher, tem que mandar dados para o Ministério da Mulher para atuações de âmbito nacional e à Polícia Federal se for o caso mais grave de âmbito nacional”, detalhou o procurador-chefe.

O procurador destacou que os dados sobre desigualdade e violência contra mulheres demonstram a necessidade de uma atuação permanente das instituições.

“Os dados mostram, são dados, não são achismos: o feminicídio, o aumento de feminicídio, o aumento da discriminação da mulher na via eleitoral, mulheres no âmbito eleitoral apresentam dados de discriminação no curso dos seus mandatos, e também mulheres em quaisquer outras carreiras”, disse.

Atuação segue após as eleições
Durante os dois turnos das eleições, o MPT-RN realizou plantões presenciais em Natal e Mossoró, expediu recomendações, firmou Termos de Ajustamento de Conduta (TACs), ajuizou ações na Justiça do Trabalho e participou de inspeções com a Auditoria Fiscal do Trabalho.

Para Gleydson Gadelha, o combate ao assédio político deve continuar mesmo fora do período eleitoral.

“A democracia não se encerra no dia da votação. O respeito à liberdade de pensamento e de escolha precisa existir todos os dias, inclusive dentro das relações de trabalho”, afirmou.

As denúncias podem ser apresentadas por trabalhadores, sindicatos ou qualquer cidadão, inclusive de forma anônima, pelos canais oficiais do Ministério Público do Trabalho.


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ELEIÇÕES TERMINAM, MAS TENSÃO PODE CONTINUAR AFETANDO A SAÚDE MENTAL

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O encerramento das eleições não significa, necessariamente, o fim do desgaste emocional provocado pela disputa política. Para muitas pessoas, as discussões iniciadas durante a campanha permanecem no ambiente familiar, nas amizades, no trabalho e nas redes sociais, prolongando sentimentos como ansiedade, irritabilidade e preocupação com o futuro.

Segundo a psicóloga e neuropsicóloga Juscimária Bezerra, algumas pessoas conseguem retomar a rotina rapidamente após o processo eleitoral, enquanto outras precisam de mais tempo para reorganizar as emoções.

“Nem sempre essa tensão vai acabar quando as eleições terminam. Na prática, as preocupações referentes ao futuro, as discussões que ocorreram no meio social e até as mágoas relacionadas às questões eleitorais podem continuar. Algumas pessoas conseguem retomar a rotina de forma mais rápida, porém outras precisam de um tempo para reelaborar tudo o que viveram, reestruturar as emoções e conseguirem se reorganizar”, explicou.

Ela destaca que o principal sinal de alerta é quando esse desgaste começa a interferir na qualidade de vida.

“O importante é observar se essa tensão está diminuindo ou se continua ocupando um espaço que vai prejudicar o sono, o trabalho e a convivência. Se estiver interferindo nessas áreas, o ideal é procurar um profissional da saúde, um psicólogo, para trabalhar essas questões”, orientou.

De acordo com a especialista, o envolvimento emocional durante uma eleição vai além da escolha entre candidatos. O processo mobiliza valores, crenças, expectativas e a percepção sobre o futuro do país.

“Esse processo eleitoral consegue mobilizar as emoções das pessoas de forma tão intensa porque não é simplesmente sobre dois indivíduos disputando uma eleição. O que está em pauta é o futuro de uma nação. A política envolve valores, identidade, pertencimento, expectativas e questões concretas como saúde, segurança e trabalho”, afirmou.

Ela explica que, quando as pessoas percebem que algo considerado importante está ameaçado, sentimentos como medo, ansiedade e raiva podem surgir com maior intensidade.

“E, na terapia, trabalhamos justamente essas interpretações. Elas interferem diretamente nas emoções, nos pensamentos e no comportamento daquele indivíduo”, comentou.

Quando a discordância vira conflito pessoal
Um dos fatores que contribuem para o agravamento dos conflitos, segundo a psicóloga, é a dificuldade de separar opiniões políticas da identidade pessoal.

“Algumas pessoas interpretam a divergência de opinião como um ataque pessoal porque não conseguem fazer essa diferenciação do que é meu, do que é do outro e do que é uma questão social”, explicou.

Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), esse processo é trabalhado para que o paciente consiga identificar quando uma crítica é direcionada às ideias e não à pessoa.

“Essa distinção ajuda a escolher uma resposta mais consciente e não apenas responder no impulso. Também permite compreender quando existe uma ofensa real e, se houver, estabelecer os limites necessários”, esclareceu.

A especialista afirma que o excesso de envolvimento político pode desencadear um ciclo de desgaste emocional que afeta diretamente o descanso e o funcionamento do organismo.

“O impacto desse processo vivido durante o período eleitoral está diretamente ligado ao sono, aos sintomas ansiosos e ao estresse. A pessoa fica revivendo discussões, antecipando situações negativas, relembrando debates. Isso dificulta relaxar e adormecer”, disse.

Segundo ela, noites mal dormidas favorecem o surgimento de novos sintomas.

“A partir dessa dificuldade para dormir, a pessoa pode sentir mais cansaço, maior irritabilidade e dificuldade de lidar com as emoções no dia seguinte, formando um ciclo de desgaste”, comentou.

Como neuropsicóloga, Juscimária explica que alterações cognitivas também podem surgir nesse contexto.

“Eu observo muito a importância de considerar o sono e o estado emocional diante das queixas de atenção e concentração. Existe uma interferência direta”, afirmou.

Para a psicóloga, preservar vínculos familiares e de amizade depende da capacidade de estabelecer limites sem transformar divergências em disputas pessoais.

“Para preservar uma relação, seja ela de amizade ou familiar, não precisamos concordar com tudo o que o outro concorda. Podemos ouvir, expressar nossas posições e estabelecer limites sem transformar aquela conversa em uma disputa”, explicou.

Ela reforça que opiniões diferentes fazem parte da convivência democrática.

“É natural que existam opiniões diferentes. Nós não precisamos pensar igual para que possamos nos respeitar”, concluiu.


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LARISSA VOLTA AO PODER E DERROTA DE ALLYSON REDESENHA POLÍTICA DE MOSSORÓ

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A eleição de Larissa Rosado (PSB) para vice-governadora do Rio Grande do Norte representa uma reviravolta na política de Mossoró. Depois de quatro derrotas na disputa pela Prefeitura, dificuldades para conquistar novos mandatos e a perda da cadeira de vereadora em 2023, a integrante de uma das famílias mais tradicionais da política potiguar retorna ao poder estadual justamente quando Allyson Bezerra (União Brasil), principal liderança política do município nos últimos anos, deixa a Prefeitura e termina derrotado na corrida pelo Governo do Estado.

O resultado das eleições de 2026 coloca os dois personagens em posições diferentes das que ocupavam até recentemente. Enquanto Allyson, reeleito prefeito em 2024 com ampla votação, apostou na projeção estadual e terminou sem mandato eletivo, Larissa conquistou a vice-governadoria na chapa encabeçada por Cadu de Lula (PT), vencedora do segundo turno com 50,79% dos votos válidos, contra 49,21% do candidato do União Brasil.

A trajetória de Larissa ajuda a dimensionar o significado político dessa mudança. Filha da ex-deputada federal Sandra Rosado, ela construiu sua carreira dentro de um grupo familiar que durante décadas exerceu influência sobre a política de Mossoró. Eleita deputada estadual pela primeira vez em 2002, conquistou novos mandatos em 2006 e 2010, mas enfrentou sucessivas derrotas nas tentativas de chegar ao Executivo municipal.

A primeira ocorreu em 2004, quando perdeu a disputa pela Prefeitura para Fafá Rosado. Em 2008, voltou a enfrentar a mesma adversária e novamente foi derrotada. Quatro anos depois, em 2012, recebeu 63.309 votos, equivalentes a 46,97% dos votos válidos, mas perdeu para Cláudia Regina. Em 2014, sofreu outro revés na eleição suplementar vencida por Francisco José da Silveira Júnior.

As quatro derrotas marcaram uma trajetória de dificuldades nas disputas majoritárias, em paralelo à perda gradual de espaço dos grupos tradicionais na política mossoroense. Larissa também enfrentou obstáculos nas eleições proporcionais. Em 2014, ficou na suplência para a Assembleia Legislativa, retornando à Casa em 2017, após a renúncia de Álvaro Dias. Em 2018, tentou permanecer no Legislativo estadual, mas não conseguiu a reeleição.

Em 2020, voltou a conquistar um mandato, desta vez como vereadora de Mossoró, com 2.516 votos. A retomada, entretanto, durou pouco. Em 2022, disputou novamente uma vaga de deputada estadual e não foi eleita. No ano seguinte, perdeu o mandato na Câmara Municipal em consequência da anulação dos votos da chapa proporcional do PSDB por fraude à cota de gênero.

Sem mandato eletivo desde então, Larissa passou a concentrar sua atuação na articulação partidária. Em 2024, assumiu a presidência estadual do PSB e voltou a ocupar espaço nas negociações políticas. A escolha para compor a chapa de Cadu de Lala em 2026 representou uma oportunidade de retorno ao Executivo, concretizada com a vitória no segundo turno.

Chapa com nome de Larissa cresce 35,93% em Mossoró e reduz vantagem de Allyson
O desempenho eleitoral da chapa de Cadu de Lala e Larissa Rosado em Mossoró reforça o significado político do retorno da família Rosado ao poder. Mesmo enfrentando Allyson Bezerra em seu principal reduto eleitoral, a candidatura vencedora do Governo do Estado registrou crescimento de 35,93% entre o primeiro e o segundo turno, percentual superior aos 15,59% alcançados pelo ex-prefeito.

No primeiro turno, Allyson recebeu 82.286 votos, contra 44.202 de Cadu e Larissa, uma vantagem de 38.084 votos. No segundo turno, a chapa petista avançou para 60.085 votos, conquistando 15.883 eleitores adicionais. Allyson chegou a 95.118 votos, um acréscimo de 12.832. Com isso, a diferença entre os adversários caiu para 35.033 votos, redução de 3.051 votos.

O resultado fortalece Larissa nas articulações políticas de Mossoró. Depois de quatro derrotas nas disputas pela Prefeitura, a vice-governadora eleita retorna ao cenário de poder integrando uma chapa que ampliou sua votação justamente na cidade onde Allyson construiu sua principal base eleitoral.

O contraste marca a nova configuração política mossoroense onde Allyson manteve a maioria dos votos no município, mas perdeu a eleição estadual e ficou sem mandato eletivo. Já Larissa, chega à vice-governadoria e recoloca a família Rosado em posição de destaque nas articulações políticas do Rio Grande do Norte.

Família Rosado retorna ao centro das articulações
A eleição de Larissa também tem um significado histórico para Mossoró. Durante décadas, a política municipal foi marcada pela influência de diferentes integrantes da família Rosado, que ocuparam a Prefeitura, cadeiras legislativas e outros espaços de poder. O crescimento de Allyson representou uma mudança nesse cenário, especialmente após a derrota de Rosalba Ciarlini em 2020.

Agora, seis anos depois, o quadro apresenta uma nova configuração. Allyson deixa o comando municipal e passa a atuar sem mandato eletivo, enquanto Larissa retorna ao poder como vice-governadora, cargo que lhe garante participação direta na administração estadual.

A derrota não elimina a força política de Allyson, que permanece com votação expressiva em Mossoró e aliados na política local. Entretanto, sua atuação fora de um cargo eletivo cria desafios para a manutenção das alianças construídas durante sua passagem pela Prefeitura.

Para Larissa, o resultado abre uma nova etapa após anos de dificuldades eleitorais. A vice-governadoria poderá ampliar a projeção de articulação política e fortalecer a presença do seu grupo nas discussões sobre o futuro da cidade.

Com as eleições municipais de 2028 no horizonte, Mossoró passa a conviver com uma nova correlação de forças. De um lado, um ex-prefeito que venceu duas eleições municipais e manteve a maioria dos votos em sua cidade na disputa estadual. Do outro, uma representante da família Rosado que, após quatro derrotas para prefeita e a perda de um mandato de vereadora, retorna ao poder pelo Governo do Estado.

A eleição de 2026 não encerra essa disputa política. Abre um novo capítulo em uma cidade onde as rivalidades, alianças e mudanças de liderança historicamente ultrapassam os limites das urnas.


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MINEIRO, SOBRE FLÁVIO BOLSONARO: “É UM FUJÃO EM BUSCA DE UMA NARRATIVA”

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O deputado federal Fernando Mineiro (PT-RN) classificou como uma tentativa de criar uma nova narrativa política a saída de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial. Em entrevista ao Diário do RN, Mineiro afirmou que o senador tenta se colocar como vítima e ganhar tempo diante dos processos que envolvem seu nome.

“É um fujão em busca de uma narrativa”, afirmou Mineiro. Para o deputado, Flávio estaria tentando transformar a própria saída do país em um fato político para justificar a derrota eleitoral e se afastar dos julgamentos que enfrenta. “Ao ser derrotado, ele quer criar um fato e se colocar como vítima para justificar sua derrota e fugir dos julgamentos que estão aqui”, declarou.

Segundo aliados, Flávio embarcou nesta terça-feira (27) para os Estados Unidos, acompanhado da esposa e das filhas. A viagem ocorreu um dia depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que o senador entregasse seus passaportes à Polícia Federal e ficasse proibido de deixar o país.

A determinação foi tomada na segunda-feira (26), após a derrota de Flávio para Lula no domingo (25). O prazo para a entrega dos documentos terminou na terça-feira sem o cumprimento da ordem. Diante disso, a Polícia Federal cancelou os passaportes e comunicou o descumprimento da decisão a Moraes.

Para Mineiro, a candidatura presidencial de Flávio tinha, na sua avaliação, o objetivo de garantir proteção diante dos processos que envolvem o senador e, ao mesmo tempo, aproximar o Brasil dos interesses dos Estados Unidos. “Ele queria ser presidente para tentar se proteger dos seus crimes e das investigações que o envolvem. O movimento de candidato a presidente era para se proteger e, segundo, para entregar o Brasil aos Estados Unidos”, afirmou.

“Criar uma crise em cima de um processo”
Mineiro considera que a viagem para os Estados Unidos pode ser utilizada pelo senador para criar uma crise política em torno dos processos. “É criar um fato, um enredo. Criar uma crise em cima de um processo, criar uma narrativa”, disse.

O deputado também relacionou a saída de Flávio aos processos que, segundo ele, atingem diretamente o senador. “Como ele tem os processos aqui, dois processos. Um relacionado à questão do filme, que tem relação com o Vorcaro. E o outro agora com o advogado”, afirmou.

Mineiro se referia às investigações sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, que envolve o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, e ao inquérito que também apura a relação de Flávio com o advogado Willer Tomaz, investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro.

Na avaliação de Mineiro, a saída do país seria uma forma de ganhar tempo e tentar apresentar o senador como vítima. “Ele foge desses julgamentos, ele foge desse inquérito e vai tentar se colocar nos Estados Unidos como uma vítima. A forma dele ganhar tempo”, declarou.

Derrota e reação da direita
Flávio Bolsonaro perdeu a eleição presidencial para Lula no segundo turno realizado no domingo. Após o resultado, o senador passou a enfrentar uma nova situação jurídica com a determinação de Moraes para entregar os passaportes e permanecer no Brasil.

A saída para os Estados Unidos, confirmada por aliados, ocorreu no mesmo dia em que a Polícia Federal informou o cancelamento dos documentos. A defesa ou o senador ainda podem apresentar sua versão sobre o descumprimento da decisão e sobre os motivos da viagem.

Mineiro também afirmou que a reação dos aliados de Flávio demonstra uma tentativa de explicar a saída do senador do país. Para o deputado, o episódio teria revelado o que estaria por trás da candidatura presidencial. “A direita está tentando arranjar um discurso para justificar, porque caiu a máscara”, concluiu.

Eduardo já defendia saída de Flávio antes da derrota
A possibilidade de Flávio deixar o Brasil já havia sido mencionada pelo irmão, Eduardo Bolsonaro, antes do segundo turno. Em entrevista a um podcast norte-americano na sexta-feira (23), dois dias antes da eleição, Eduardo afirmou ser favorável à saída do senador caso ele perdesse a disputa presidencial. “Se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que meu irmão saia do país. Com certeza”, declarou.

Após a derrota de Flávio e as informações de que ele teria deixado o Brasil nesta terça-feira (27), Eduardo reagiu com ironia às notícias. Em publicação nas redes sociais, negou que o irmão estivesse fora do país e afirmou que, para isso, “Musk mandou foguete”. Eduardo está nos Estados Unidos desde 2025 e teve o mandato de deputado federal cassado após permanecer no exterior e faltar às sessões da Câmara.


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PAULINHO AMPLIA VOTAÇÃO DE ALLYSON EM NATAL EM 132% NO SEGUNDO TURNO

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O prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), sai das eleições para o Governo do Rio Grande do Norte com um resultado expressivo na capital. Depois de apoiar Álvaro Dias (PL) no primeiro turno, Paulinho mudou de posição na segunda etapa e declarou apoio a Allyson Bezerra (União Brasil). A partir daí, passou a caminhar ao lado do candidato e a coordenar a mobilização de sua base política na capital, levando para a campanha o apoio de 23 vereadores, dois suplentes e outras lideranças do seu grupo.

O efeito eleitoral da mudança aparece nos números. A votação de Allyson passou de 101.941 para 236.592 votos em Natal, um crescimento de 132% em números absolutos. No primeiro turno, o candidato tinha 24,49% dos votos válidos na capital. No segundo, chegou a 52,86%, um avanço de 28,37 pontos percentuais. Foram 134.651 votos a mais entre as duas votações.

A mudança alterou completamente a posição de Allyson na capital. No primeiro turno, ele terminou atrás de Álvaro Dias e Cadu de Lula (PT). Na segunda votação, passou à frente do candidato petista e venceu com 236.592 votos, contra 210.971 de Cadu. A diferença foi de 25.621 votos.

O resultado coloca Paulinho no centro da movimentação eleitoral da capital. Em 13 de outubro, após apoiar Álvaro Dias no primeiro turno, o prefeito anunciou adesão a Allyson e passou a coordenar a campanha do candidato na capital, caminhando ao lado dele na segunda etapa.

Na ocasião, Paulinho afirmou: “Vamos para a rua pedir voto, conversar com as pessoas e mostrar que Allyson é o melhor para o Rio Grande do Norte e para Natal”.

A atuação de Paulinho ocorreu em uma campanha na qual Allyson precisava reverter a desvantagem registrada em Natal no primeiro turno. O candidato havia ficado em terceiro lugar na capital, com 101.941 votos, enquanto Álvaro Dias liderou com 165.210 e Cadu de Lula teve 147.509. No segundo turno, com apenas dois candidatos, Allyson conseguiu inverter esse cenário e terminou à frente.

Embora a migração de votos não possa ser atribuída exclusivamente a Paulinho, os números mostram uma forte expansão da candidatura que recebeu seu apoio. A mudança de palanque foi acompanhada por uma mobilização política do prefeito na capital e pela adesão de grande parte de sua base na Câmara Municipal.

Cadu de Lula venceu a eleição para governador no conjunto do Rio Grande do Norte, com 1.073.024 votos, contra 1.040.399 de Allyson. Em Natal, porém, o resultado foi favorável ao candidato do União Brasil. Para Paulinho Freire, o segundo turno deixa um dado político relevante: seu grupo mudou de candidato entre as duas etapas, caminhou ao lado de Allyson e terminou a eleição com o candidato apoiado pelo prefeito vencedor na capital.

Outros prefeitos não repetiram o resultado
O resultado de Natal contrasta com o que ocorreu em Pau dos Ferros e Caicó, onde Allyson também contou com o apoio de prefeitos aliados.

Em Pau dos Ferros, a prefeita Marianna Almeida (PSD) apoiou Allyson. No primeiro turno, ele recebeu 5.188 votos, correspondentes a 31,99%. Na segunda votação, chegou a 7.012 votos, ou 40,61%. Mesmo ampliando sua votação, não conseguiu superar Cadu de Lula, que venceu com 10.253 votos, equivalentes a 59,39%.

Em Caicó, o prefeito Dr. Tadeu (PSDB) também apoiou Allyson. O candidato saiu de 9.666 votos no primeiro turno, ou 27,72%, para 16.886 no segundo, alcançando 46,12%. Cadu, porém, terminou à frente, com 19.729 votos, ou 53,88%.

Nos dois municípios, o apoio dos prefeitos não foi suficiente para levar Allyson à vitória. Em Natal, o cenário foi diferente. O candidato apoiado por Paulinho não apenas ampliou expressivamente sua votação, como ultrapassou a marca de 50% e venceu na capital.


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MORADORES DA ZONA NORTE PODEM DESCARTAR MATERIAIS ELETRÔNICOS EM PONTO DE COLETA NA UERN

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Coletor recebe celulares, computadores, televisores e eletrodomésticos sem uso. Equipamentos com mais de 30 quilos podem ser recolhidos gratuitamente nas residências.

A população da Zona Norte de Natal já conta com um ponto de coleta de lixo eletrônico instalado na área de convivência do Complexo Cultural da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), no Campus de Natal. O espaço recebe equipamentos eletroeletrônicos sem uso, que serão encaminhados para destinação ambientalmente adequada. O serviço é aberto à comunidade.

“A ação amplia as possibilidades de descarte de resíduos eletrônicos na Zona Norte e fortalece a atuação da universidade na promoção da sustentabilidade e da educação ambiental”, explicou a professora Maria Helena de Freitas, coordenadora do projeto de extensão Reciclar e Inovar, do Departamento de Ciência e Tecnologia da Uern Natal.

No ponto de coleta, podem ser entregues celulares, tablets, notebooks, computadores, televisores, rádios, caixas de som, videogames e pequenos eletrodomésticos, como micro-ondas e liquidificadores. Os equipamentos podem estar quebrados ou sem funcionar, desde que estejam inteiros, sem desmontagem ou retirada de componentes. Não são aceitos pilhas e baterias soltas, lâmpadas e equipamentos desmontados ou incompletos.

Coleta gratuita de eletrodomésticos de grande porte
Para equipamentos com mais de 30 quilos, como geladeiras, fogões e máquinas de lavar, a população pode solicitar a coleta domiciliar gratuita, realizada por uma empresa recicladora parceira da iniciativa. Dessa forma, não é necessário transportar os eletrodomésticos até o campus. O agendamento pode ser feito pelo site da “Circulare” (https://circulare.com.br/como-descartar-eletronicos/), mediante o preenchimento de um formulário com dados pessoais, endereço e identificação do equipamento a ser recolhido. Informações também podem ser obtidas pelo EcoZap Natal Reciclagem, no telefone (84) 98715-3574.

Participação em competição nacional
Com o ponto de coleta, a Uern Natal participa da Copa do Descarte de Eletrônicos Circulare 2026, competição nacional que mobiliza instituições de ensino para incentivar a coleta e a destinação adequada de resíduos eletroeletrônicos.

Até o dia 30 de outubro, os equipamentos entregues no ponto de coleta serão contabilizados na pontuação da universidade. A competição considera o peso dos materiais arrecadados, e os eletrodomésticos com mais de 30 quilos, recolhidos diretamente nas residências, valem pontos em dobro. Para que a coleta domiciliar seja contabilizada para a Uern, é necessário informar o nome da universidade no campo “Cupom de Indicação” do formulário de solicitação.

Embora a competição termine em 30 de outubro, o ponto de coleta permanecerá instalado no Complexo Cultural da Uern Natal, permitindo que a comunidade continue descartando seus equipamentos eletrônicos de maneira adequada.


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PRESSÃO POR APROVAÇÃO NO ENEM EXIGEATENÇÃO À SAÚDE MENTAL DOS ADOLESCENTES

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mudanças na vida de muitos adolescentes, que enfrentam a expectativa de ingressar no Ensino Superior e iniciar uma nova etapa da formação. Nesse período, a pressão por bons resultados e as incertezas sobre o futuro podem intensificar os desafios emocionais.

De acordo com a última Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada pelo IBGE, 44,2% dos estudantes brasileiros em idade de preparação para o exame, dos 16 aos 17 anos, afirmaram se sentirem irritados, nervosos ou mal humorados na maioria das vezes ou sempre.

Para Helington Costa, coordenador do curso de Psicologia da Estácio, a expectativa em torno do exame reúne sonhos e receios sobre o futuro. A possibilidade de ingressar na universidade pode envolver mudanças de cidade, afastamento do ciclo social e a escolha de uma profissão ainda na adolescência. “Isso é muita coisa para decidir e imaginar. Em doses pequenas, essa expectativa motiva. Em excesso, vira angústia, insônia, irritação, dor de barriga, desânimo e até medo de decepcionar a família”, afirma.

Além disso, lidar com essa mudança de vida na adolescência pode tornar esse período ainda mais desafiador. A pressão por bons resultados, as longas horas de estudo e a redução do tempo de descanso se somam às expectativas da família e à comparação com outros candidatos.

“O cérebro do adolescente ainda está em amadurecimento. O córtex pré-frontal, responsável por controlar impulsos e lidar com a pressão, só termina de se formar por volta dos 25 anos. Já a parte que processa emoções como medo e ansiedade é bastante ativa nessa idade. Ou seja, o adolescente sente muito e ainda está aprendendo a lidar com o que sente”, explica.

A ansiedade excessiva também pode comprometer o desempenho durante o exame, dificultando a concentração e a recuperação de informações já aprendidas. “Quando a ansiedade é muito alta, o corpo entende que está em perigo e libera hormônios do estresse, como o cortisol e a adrenalina. Esses hormônios preparam o corpo para fugir ou brigar, não para raciocinar. O resultado é o famoso ‘branco’, quando o estudante sabe o conteúdo, mas não consegue acessá-lo na hora”, explica.

Estratégias para controlar a ansiedade
Uma boa noite de sono é fundamental para a preparação e pode fazer a diferença no desempenho durante o Enem. De acordo Helington Costa, neuropsicólogo, é durante o descanso que o cérebro organiza e consolida as informações aprendidas. “Quem passa a madrugada estudando e dorme pouco pode prejudicar a própria memória”, alerta.

Além do descanso, o especialista recomenda algumas medidas para reduzir a ansiedade e chegar mais preparado ao exame:

  • Priorize as revisões: na reta final, concentre-se nos conteúdos que já conhece, em vez de tentar aprender tudo novamente;
  • Cuide da alimentação e da hidratação: mantenha refeições equilibradas, beba água e evite o consumo excessivo de cafeína e energéticos;
  • Faça pausas: caminhe, alongue-se ou reserve um tempo ao ar livre para aliviar a tensão;
  • Organize-se com antecedência: separe os documentos, o material permitido para a prova, o lanche e confira o trajeto até o local do exame;
  • Evite comparações: afaste-se de conversas e publicações nas redes sociais que aumentem a insegurança em relação à preparação de outros candidatos;
  • Compartilhe seus sentimentos: conversar com alguém de confiança pode ajudar a aliviar a tensão e lidar melhor com as preocupações.
    Outra estratégia é praticar exercícios de respiração para controlar o nervosismo. “Inspire pelo nariz contando até quatro, segure por dois segundos e solte o ar pela boca contando até seis. Repita por alguns minutos”, orienta o neuropsicólogo.
    O apoio da família também é importante nesse período. Para o especialista, acolher o estudante é mais importante do que aumentar a cobrança por resultados. Demonstrar confiança e reconhecer o esforço dedicado à preparação são atitudes que ajudam a reduzir a pressão. Frases como “estou orgulhoso do seu esforço” podem transmitir segurança e mostrar ao jovem que ele não precisa enfrentar esse momento sozinho.

Enem Action
Para os estudantes que desejam aprimorar a revisão de conteúdo às vésperas do exame, o Enem Action é uma plataforma gratuita e online de preparação para o Enem, com acesso disponível 24 horas por dia. Pelo segundo ano consecutivo, a iniciativa também oferece uma ferramenta para intensificar a preparação para a redação, com correção através da IA. O recurso pode ser acessado pelo site corrigea.enemaction.com.br.

Desde 2015, a plataforma reúne conteúdos e recursos de apoio aos estudantes, além de promover ações em escolas públicas e privadas. A iniciativa é realizada em parceria com o Instituto de Educação Médica (IDOMED) e as instituições de ensino superior Ibmec, Wyden e Estácio. O Enem Action também disponibiliza conteúdos gratuitos para estudantes e educadores em suas redes sociais, como Instagram, X, TikTok, YouTube e Telegram. Para acessar os recursos, basta entrar no site enemaction.com.br.


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ELEIÇÃO TRANQUILA E QUEDA NA ABSTENÇÃO MARCAM SEGUNDO TURNO

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O Rio Grande do Norte encerrou o segundo turno das Eleições 2026 com redução da abstenção, eleição definida para governador e presidente e apenas 14 ocorrências de crimes eleitorais registradas durante todo o domingo (25). O balanço foi apresentado pela Justiça Eleitoral e pelas forças de segurança responsáveis pela operação no Estado.

Dos 2.659.867 eleitores aptos a votar, 2.232.823 compareceram às urnas, enquanto 427.044 deixaram de votar, o que representa 16,06% de abstenção.

O índice foi menor que o registrado no primeiro turno. Na ocasião, dos 2.656.207 eleitores aptos, 488.493 não compareceram às seções eleitorais, correspondente a 18,39% do eleitorado. O comparecimento havia sido de 2.167.714 votantes.

Cadu e Lula eleitos
No Rio Grande do Norte, o segundo turno definiu a eleição do novo governador e confirmou a ampla preferência do eleitorado potiguar pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na disputa pelo Governo do Estado, Carlos Eduardo Xavier, o Cadu de Lula (PT), foi eleito com 50,75% dos votos válidos, derrotando o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União), que recebeu 49,25%.

Já na eleição presidencial, Lula venceu o segundo turno no Estado com 1.412.681 votos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) obteve 736.851 votos, consolidando no Rio Grande do Norte uma vantagem superior à registrada nacionalmente.

No cenário nacional, Lula foi reeleito presidente da República com 51,76% dos votos válidos, contra 48,24% de Flávio Bolsonaro.

Justiça Eleitoral destaca democracia
Ao encerrar a sessão plenária de totalização dos votos, a presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), desembargadora Martha Danyelle, agradeceu o trabalho desenvolvido por magistrados, servidores, colaboradores, mesários e pelas equipes do Disque Eleições.

“Há momentos na vida de uma nação em que o trabalho de milhares de pessoas se transforma em algo muito maior do que o cumprimento de um dever. Transforma-se em compromisso com a história, em demonstração de cidadania, em esperança coletiva e, sobretudo, em expressão viva da democracia”, afirmou.

Ao concluir o pronunciamento, a presidente do TER-RN reforçou a importância do respeito ao resultado das urnas.

“Que o respeito prevaleça sobre a intolerância. Que o diálogo se imponha à hostilidade. Que a consciência democrática seja sempre maior do que qualquer divergência”, declarou.

Segundo a desembargadora, independentemente do resultado da eleição, a liberdade de escolha é o principal patrimônio da democracia brasileira.

RN registrou 14 ocorrências de crimes eleitorais: “Normalidade”

Segundo a TRANSPASSE, 19.068 passageiros utilizaram o benefício para se deslocar entre municípios potiguares – Foto: Reprodução

O secretário de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social, coronel Araújo, avaliou que o planejamento executado pelas forças de segurança alcançou o objetivo previsto para o segundo turno.

“Nós consideramos dentro da normalidade. O planejamento feito pelas instituições de segurança pública foi executado conforme planejado. E no território do Rio Grande do Norte, nós não tivemos nenhuma ocorrência de maior potencial ofensivo”, afirmou.

De acordo com o balanço da operação integrada de segurança, foram registradas 14 ocorrências de crimes eleitorais em 12 municípios potiguares. Natal concentrou dois casos, enquanto Arês, Caraúbas, Luís Gomes, Macaíba, Martins, Monte Alegre, Mossoró, Parazinho, Parelhas, Parnamirim, Senador Elói de Souza e Várzea tiveram uma ocorrência cada.

Entre os crimes registrados, a maior incidência foi de propaganda eleitoral irregular, com quatro casos. Também foram contabilizadas duas ocorrências de boca de urna, duas de desordem, duas de desobediência, além de um caso de compra de votos, um de violação do sigilo do voto, um de transporte irregular de eleitores e um de descumprimento da legislação eleitoral, conforme dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp CAD).

O caso de maior gravidade foi registrado em Mossoró, onde uma pessoa foi conduzida à delegacia suspeita de compra de votos, portando aproximadamente R$ 3,4 mil em espécie e dois aparelhos celulares.

As demais ocorrências envolveram apreensão de material de propaganda, condução de suspeitos às delegacias e infrações relacionadas ao dia da votação.

Apesar dos registros, as forças de segurança avaliaram que o segundo turno transcorreu de forma tranquila, sem episódios de violência de maior potencial ofensivo, permitindo a conclusão do processo eleitoral dentro da normalidade no Rio Grande do Norte.

Transporte gratuito leva mais de 19 mil eleitores entre municípios
O transporte rodoviário intermunicipal gratuito para eleitores transcorreu sem intercorrências durante o segundo turno das Eleições 2026 no Rio Grande do Norte. Segundo a TRANSPASSE, associação que representa as empresas do setor, 19.068 passageiros utilizaram o benefício para se deslocar entre municípios potiguares no fim de semana da votação.

Para atender ao aumento da demanda, as empresas realizaram 148 viagens regulares e disponibilizaram 68 viagens extras. De acordo com a entidade, não houve registro de problemas relacionados ao transporte gratuito em nenhuma região do Estado.

O número de passageiros foi significativamente superior ao registrado no primeiro turno, quando 4.280 eleitores utilizaram o serviço de gratuidade nas linhas intermunicipais.

Segundo o diretor de Comunicação da TRANSPASSE, Wellington Oliveira, a operação ocorreu dentro do planejamento elaborado para o segundo turno.

“Foi um final de semana de bastante movimento, especialmente no domingo, mas dentro daquilo que estava previsto pelas empresas. Tivemos uma operação tranquila, com as viagens acontecendo normalmente e reforço da oferta nos horários de maior procura. O mais importante é que conseguimos transportar milhares de eleitores e não tivemos qualquer ocorrência relacionada ao transporte gratuito em todo o Estado”, afirmou.

Para Wellington, o aumento expressivo da demanda reforça o êxito da operação.

“Quando falamos de quase 20 mil passageiros transportados, estamos falando de uma operação que envolve planejamento, veículos, motoristas, horários e uma demanda muito maior do que aquela observada no primeiro turno. O fato de chegarmos ao fim da votação sem uma problemática registrada em relação ao transporte no Rio Grande do Norte mostra que houve organização e que as empresas conseguiram cumprir seu papel”, concluiu.


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“QUEBRAMOS OS PARADIGMAS”. LARISSA ROSADO CHEGA À VICE-GOVERNADORIA

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A eleição de Cadu de Lula (PT) ao Governo do Rio Grande do Norte também marcou uma conquista inédita para o Estado e para Mossoró. Larissa Rosado (PSB) tornou-se a primeira mulher eleita vice-governadora e a primeira mossoroense a conquistar o cargo, encerrando uma sequência de candidaturas de políticos ligados ao município que não haviam chegado à vitória.

Em entrevista ao Diário do RN, Larissa comemorou a vitória da chapa e destacou a satisfação de ter sido escolhida por Cadu para compor a candidatura. Ela lembrou que a campanha começou ainda com uma votação pequena nas pesquisas, mas ganhou força ao longo da disputa.

“Nossa campanha começou ali com três pontos, quando Cadu estava iniciando a sua caminhada, e juntamos os nossos nomes, o nosso trabalho, a campanha foi ganhando volume, e ganhamos a eleição”, afirmou.

A vitória teve significado especial para Larissa também pelo aspecto histórico. A eleição rompeu o tabu de representantes de Mossoró que haviam disputado a vice-governadoria sem conseguir chegar ao cargo. Entre os nomes ligados ao município que anteriormente concorreram estavam Rosalba Ciarlini, Laíre Rosado, Carlos Augusto Rosado, Tião Couto e Kadu Ciarlini.

Durante a campanha, segundo Larissa, o histórico chegou a virar motivo de brincadeiras sobre a possibilidade de mais uma candidatura mossoroense terminar sem vitória. “Muitas pessoas ainda queriam fazer uma brincadeira de que os vices de Mossoró não davam sorte, vamos dizer assim. A chapa não poderia ser vencedora, porque todos os mossoroenses que foram candidatos à vice não tiveram sucesso”, relatou.

A eleição, para ela, serviu justamente para romper essa expectativa. “Eu, particularmente, fico muito feliz de ser a primeira mulher vice-governadora do Estado do Rio Grande do Norte, primeira mulher a ocupar esse cargo”, declarou.

Escolha de Cadu e trabalho conjunto
Larissa também ressaltou que a composição da chapa foi construída a partir de uma decisão de Cadu de ter uma mulher como vice. Segundo ela, o candidato defendia não apenas a presença feminina na chapa, mas uma parceria efetiva durante a administração estadual.

“Cadu sempre fez questão de, em respeito à equidade, à igualdade de gênero, ter uma mulher como vice”, afirmou.

Para Larissa, a relação entre governador e vice deverá ser baseada em diálogo e trabalho conjunto, respeitando as atribuições de cada cargo. “A gente sempre dialogou sobre isso, colocando de que poderíamos fazer uma boa dupla, em defesa do Rio Grande do Norte, no trabalho do dia a dia do governo do Estado”, disse.

A futura vice-governadora afirmou que pretende participar ativamente da administração, sem confundir as funções institucionais. “Obviamente, eu preciso respeitar os limites de um cargo de vice, Cadu será o governador. Então nós vamos, no nosso dia a dia, de acordo com as demandas que forem surgindo, o trabalho que forem surgindo, dando ritmo a esse trabalho, a essa parceria”, explicou.

Uma vitória construída durante a campanha
A chapa chegou ao segundo turno depois de uma disputa apertada no primeiro turno. Cadu havia terminado a primeira etapa em segundo lugar, com 718.300 votos, atrás de Allyson Bezerra, que recebeu 733.809. No segundo turno, Cadu e Larissa alcançaram 1.073.024 votos, contra 1.040.399 da chapa adversária, uma diferença de 32.625 votos.

Para Larissa, a vitória também representa a superação de uma expectativa que acompanhou a campanha desde seu início. A candidatura começou com baixo percentual nas pesquisas, mas ganhou espaço à medida que os dois nomes passaram a percorrer o Estado juntos.

Ao celebrar o resultado, Larissa associou a conquista à força da chapa e à participação dos eleitores. “Nós agradecemos ao povo do Rio Grande do Norte pela eleição, pela confirmação do nome de Cadu e Larissa”, afirmou.

A vice-governadora eleita assume o cargo com a perspectiva de manter a atuação política que construiu em Mossoró e ampliar esse trabalho para todo o Estado. Para ela, a eleição não representa apenas uma conquista pessoal, mas também a abertura de um novo espaço para uma mulher e para uma representante da segunda maior cidade potiguar no Executivo estadual.


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“A ESPERANÇA VENCEU PORQUE NUNCA DEIXAMOS DE ACREDITAR”, DIZ FÁTIMA

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Com a vitória de Cadu de Lula (PT) para o Governo do Rio Grande do Norte, a governadora Fátima Bezerra (PT) encerra um ciclo político iniciado ainda no primeiro turno com a ampliação das bancadas do partido, a eleição de Samanda de Lula para o Senado e, agora, a conquista do Executivo estadual. Em entrevista ao Diário do RN, Fátima celebrou a vitória, agradeceu aos aliados e atribuiu o resultado à mobilização popular.

“Hoje, meu coração transborda de gratidão e esperança. Agradeço ao povo do Rio Grande do Norte e a cada pessoa que caminhou conosco, foi às ruas, dialogou, mobilizou e acreditou nesse projeto. Minha gratidão também aos prefeitos e prefeitas, às lideranças políticas, aos parlamentares, aos vereadores e vereadoras e a toda a militância que se somou a essa luta”, afirmou.

Para Fátima, o resultado representa uma construção coletiva. “Esta vitória é fruto de um esforço coletivo, da união de muitas mãos e da fé em um Rio Grande do Norte e um Brasil mais justos, humanos e solidários. Agradeço a cada potiguar que confiou em Cadu e a cada brasileira e brasileiro que renovou sua esperança em Lula. Foi a força do povo que nos trouxe até aqui!”, declarou.

A governadora também destacou a sequência de resultados obtidos pelo grupo político.

“Concluímos uma trajetória extraordinária, iniciada no primeiro turno, com a ampliação das nossas bancadas estadual e federal e a conquista da vaga para o Senado, e agora coroada pelas vitórias de Cadu e Lula. O Rio Grande do Norte está fazendo história!”, afirmou.

A vitória de Cadu também estabeleceu um marco na trajetória política de Fátima: ela se tornou a primeira governadora do Rio Grande do Norte a eleger o próprio sucessor. O resultado amplia o peso político da governadora no encerramento do mandato e consolida a transição para um nome escolhido dentro do grupo que comandou o Estado nos últimos anos.

Cadu atribui vitória à governadora
A relação entre Fátima e Cadu ganhou um significado especial após a apuração. Emocionado, o governador eleito fez questão de dedicar a vitória à governadora, respondendo às críticas de que teria se afastado dela durante a campanha.

“Eu estou muito feliz, muito feliz, e mais feliz ainda, porque muita gente disse que eu larguei a mão da senhora, e eu nunca larguei, e a gente chegou aqui junto, viu? Obrigado. Essa vitória é da senhora também”, afirmou Cadu.

Fátima, por sua vez, destacou a trajetória do sucessor e afirmou ter confiança na capacidade de Cadu para conduzir o Estado.

“Cadu foi um gigante nessa caminhada. Mostrou sua força, revelou sua capacidade e se apresentou ao povo potiguar como um candidato muito preparado, com trajetória, compromisso e sensibilidade para compreender os desafios do nosso estado”, afirmou.

A governadora associou a nova gestão à continuidade de um projeto voltado à geração de empregos, melhoria da renda e fortalecimento das políticas sociais. “Tenho plena convicção de que, pela sua história e pelo seu perfil, saberá corresponder, com honestidade e dedicação, às expectativas e aos sonhos do povo do Rio Grande do Norte”, declarou.

Fátima encerrou a entrevista ao Diário do RN projetando a parceria entre os governos estadual e federal. “Assim como Lula, Cadu representa a esperança de um futuro com mais dignidade, desenvolvimento e qualidade de vida. Seguiremos trabalhando de mãos dadas, com coragem, fé e compromisso com quem mais precisa, para transformar os sonhos que nos uniram em conquistas para o povo potiguar e brasileiro.”

“A esperança venceu porque nunca deixamos de acreditar. Sigamos juntos, com fé, coragem e esperança!”, concluiu.

Uma vitória construída com desafios
A chegada de Cadu ao Governo do Estado também representa um desfecho positivo para uma trajetória política marcada por obstáculos enfrentados por Fátima durante o último ano. Em janeiro, o então vice-governador Walter Alves (MDB) comunicou que não assumiria o Governo do Estado e alegou dificuldades fiscais, rompendo a composição política que havia sido construída para a sucessão.

Fátima também enfrentou índices elevados de reprovação ao longo da gestão, em alguns momentos superiores a 60%, além da necessidade de reorganizar a estratégia eleitoral após decidir permanecer no cargo até o fim do mandato.

Com a permanência no governo, Fátima não pôde disputar uma vaga no Senado e o PT lançou Samanda Alves, a Samanda de Lula, sua antiga assessora e atual vereadora de Natal, para a disputa. Samanda acabou eleita senadora com 17,6% dos votos válidos.

No Governo, o grupo também apostou em um nome inicialmente pouco conhecido do eleitorado: Cadu Xavier, então secretário estadual da Fazenda, que passou a se apresentar eleitoralmente como Cadu de Lula. O candidato iniciou a caminhada com baixa intenção de voto, cresceu durante a campanha, chegou ao segundo turno e terminou eleito com 50,77% dos votos válidos.

O resultado completou a estratégia política construída pelo grupo ao longo de 2026 e permitiu a Fátima entregar o governo ao sucessor escolhido pelo PT, mantendo a aliança com Lula e ampliando a presença do partido nas principais instituições políticas do Estado.


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“FÁTIMA É A NOSSA GRANDE LÍDER”, AFIRMA SAMANDA ALVES APÓS VITÓRIA

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A senadora eleita Samanda de Lula (PT) atribui à governadora Fátima Bezerra (PT) papel central no resultado eleitoral que levou Cadu de Lula ao Governo do Rio Grande do Norte, Lula à Presidência e ela própria ao Senado. Em entrevista ao Diário do RN após a confirmação dos resultados, Samanda afirmou que a governadora foi a principal liderança política da campanha no Estado e destacou a sequência de resultados obtidos pelo grupo petista.

“Fátima é a nossa grande líder. Nosso time era um time liderado nacionalmente pelo presidente Lula e aqui no Estado pela professora Fátima Bezerra. A vitória é de Fátima, a vitória é do povo do Rio Grande do Norte, a vitória é de Samanda, de Cadu, mas a vitória, principalmente, foi liderada pela professora e governadora Fátima Bezerra”, afirmou.

A senadora eleita interpreta a vitória de Lula como uma resposta do eleitorado à experiência dos últimos anos e à comparação entre os projetos políticos apresentados durante a campanha.

“É uma resposta de que o povo não quer voltar ao passado, que o povo entende o que significou o governo do presidente Lula, do PT, para a classe trabalhadora em especial, mas para todo o país, para todas as classes que compõem o povo brasileiro”, declarou.

Samanda também destacou o caráter popular que atribui à campanha. “Foi uma campanha muito popular, com muita emoção, com muita coragem, muita verdade. Foi o povo que reelegeu o presidente Lula nessa vitória histórica”, afirmou.

Ao avaliar o resultado, Samanda destacou justamente a quebra de um histórico eleitoral. “Desde que começou a existir a reeleição, um governador não havia elegido o seu sucessor, e Fátima elege seu sucessor e elege também uma senadora. Então, foram vários paradigmas quebrados, e quebrados pelo povo, com muita ousadia, com muita coragem”, afirmou.

A nova senadora também ressaltou que a vitória foi construída apesar das limitações financeiras enfrentadas pela campanha. “Uma campanha com dificuldades financeiras, mas uma campanha que teve um gostinho de vitória muito especial, porque teve uma participação popular muito forte”, disse.

Agora, com Lula reeleito, Cadu eleito governador e Samanda eleita para o Senado, ela afirma que o grupo terá uma nova etapa pela frente: transformar os compromissos eleitorais em ações.

“Agora a gente tem a tarefa de cumprir tudo aquilo que a gente dialogou, que a gente construiu na campanha, os compromissos que foram assumidos”, declarou.

Samanda encerrou destacando que o mandato será voltado a todo o Estado, independentemente do resultado eleitoral de cada município ou eleitor.

“Agora a gente tem um time que vai trabalhar por todo o Rio Grande do Norte, por quem votou na gente, por quem não votou. O nosso compromisso sempre foi, junto com os prefeitos e vereadores, trabalhar por todo o Rio Grande do Norte”, concluiu.

Parceria de décadas
Natural de Mossoró, Samanda Alves de Freitas nasceu em 1980. Filha de uma professora da rede estadual e de um comerciante, ela costuma associar sua trajetória à experiência familiar com a educação e à busca por oportunidades por meio do ensino.

Formada em Engenharia da Computação, iniciou a militância política ainda no período em que cursava o ensino técnico no então Cefet, atual IFRN. A participação em mobilizações estudantis em defesa da educação pública aproximou Samanda do movimento estudantil e marcou o início de sua atuação política.

A ligação com Fátima Bezerra começou no início dos anos 2000. Samanda participou da campanha de Fátima para a Câmara dos Deputados em 2002 e, depois, passou a trabalhar em seu mandato. Ao longo de cerca de duas décadas, acompanhou a trajetória da petista na Câmara e no Senado, construindo uma relação política e profissional.

Nesse período, também ocupou funções na administração pública estadual, como secretária-adjunta do Gabinete Civil e subsecretária do Trabalho, Emprego e Renda. No Governo Federal, durante a gestão Dilma Rousseff, atuou no Conselho Nacional de Combate à Discriminação LGBT e na coordenação nacional de políticas LGBT.

A primeira disputa eleitoral de Samanda ocorreu em 2022, quando concorreu à Câmara dos Deputados. Dois anos depois, foi eleita vereadora de Natal com 5.189 votos. Na Câmara, passou a atuar em pautas relacionadas à classe trabalhadora, direitos sociais, mulheres, educação e geração de emprego e renda.

Atualmente, além de vereadora de Natal, Samanda preside o diretório estadual do PT. Em 2026, foi escolhida para disputar o Senado e acabou eleita com 635.924 votos, correspondentes a 17,6% dos votos válidos.


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HISTÓRICO: LULA VENCE FLÁVIO E É ELEITO PELA QUARTA VEZ PRESIDENTE DO BRASIL

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito no domingo (25) para seu quarto mandato à frente da Presidência da República e entrou para a história como o primeiro presidente brasileiro eleito quatro vezes pelo voto direto. A vitória também marca um feito inédito nas eleições do país: pela primeira vez, um candidato que terminou o primeiro turno atrás do adversário conseguiu vencer a disputa no segundo turno.

Aos 80 anos, Lula reverteu a vantagem inicial do senador Flávio Bolsonaro (PL) e venceu uma das eleições presidenciais mais acirradas desde a redemocratização. Com a apuração concluída, o petista terminou com 51,78% dos votos válidos, o equivalente a 64.255.124 votos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro, que recebeu 59.825.576 votos. A diferença entre os dois candidatos foi de 59.825.576 votos.

A virada ocorreu durante a apuração do segundo turno, quando Lula ultrapassou o adversário e passou a liderar a disputa nacional. Até então, Flávio Bolsonaro havia encerrado o primeiro turno à frente, mas o petista conseguiu reverter o cenário com o avanço da contagem dos votos.

Lula iniciou a apuração na noite do domingo à frente do candidato do PL, sendo ultrapassado em seguida. Com 48,42% das seções apuradas, Lula havia reassumido a liderança com 50,03% dos votos válidos (29.863.964 votos), contra 49,97% de Flávio Bolsonaro (29.822.911 votos), uma diferença de 41.053 votos. O presidente seguiu na liderança até a totalização da apuração.

Por volta das 21h, o Tribunal Superior Eleitoral confirmou que Luís Inácio Lula da Silva havia sido reeleito presidente.

O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 registrou uma taxa de abstenção de 19,21% (ou cerca de 19,11% a 19,2%, segundo dados consolidados do TSE), o que corresponde a aproximadamente 30,4 milhões de eleitores ausentes. Trata-se do menor percentual de abstenção em um segundo turno de eleição presidencial no Brasil desde 2006, quando a taxa foi de 18,99%.

Lula discursa após vitória histórica: “Ganhamos junto com o povo brasileiro”

Passava das 22h quando o presidente Lula iniciou o primeiro discurso após a reeleição. A fala começou com um agradecimento ao vice-presidente Geraldo Alckimin: “Nós ganhamos essa parada junto com o povo brasileiro”, disse.

“O senhor, pela segunda vez, salvou a democracia brasileira! Brasileira! E conte conosco! Conte conosco com humildade e senso de responsabilidade para trabalharmos juntos e estarmos à altura da confiança do povo brasileiro! Parabéns, Presidente Lula!”, afirmou Geraldo Alckimin.

Ao longo do pronunciamento, o presidente fez questão de enfatizar o apoio que recebeu da juventude brasileira e aos idosos que foram às urnas para votar.

“Eu queria agradecer ao povo brasileiro a generosidade que eles têm comigo há muito tempo. E nesse segundo turno, agradecer a generosidade da juventude brasileira que foi para a rua. Foi para a rua para defender a democracia. Quero agradecer às pessoas idosas. Eu vi muitas cenas hoje de pessoas sendo carregadas pelos seus netos para ir votar”, falou.

Lula afirmou ainda que a eleição foi marcada por uma disputa contra o que chamou de “intromissão vinda de fora para dentro” por meio das plataformas digitais. O presidente eleito defendeu a criação de regras para o ambiente digital e afirmou que crimes cometidos na internet devem receber o mesmo tratamento dado aos crimes praticados no mundo real.

“Foi uma eleição em que a gente teve que vencer a intromissão vinda de fora para dentro, através de plataformas digitais. E nós vamos ter que regulá-las. Não é possível que a gente não tenha consciência que o crime no mundo digital tem que ser tratado igual o crime na vida real”, afirmou Lula.

O presidente também declarou que pretende alterar a forma de condução do governo e ampliar a participação popular nas decisões políticas.

“Nós vamos mudar o jeito de governar este país. Vamos fazer o povo participar mais das decisões”, declarou.

Um feito histórico na democracia brasileira
Com a vitória, Lula amplia uma trajetória inédita na política nacional. Ele governou o país entre 2003 e 2010, retornou ao Palácio do Planalto em 2023 após vencer Jair Bolsonaro nas eleições de 2022 e, agora, conquistou um novo mandato para o período iniciado em 2027.

Em 2022, Lula já havia se tornado o primeiro presidente da República eleito três vezes pelo voto direto. Agora, passa a ser também o primeiro a alcançar quatro mandatos presidenciais conquistados nas urnas.

Durante a campanha, o petista afirmou que este será seu último mandato à frente do governo federal.

RN confirmou vantagem apontada pela DataVero
No Rio Grande do Norte, Lula confirmou o cenário indicado pelas pesquisas eleitorais realizadas durante o segundo turno. O presidente manteve ampla vantagem sobre Flávio Bolsonaro no Estado, onde historicamente possui uma das maiores votações proporcionais do país.

A última pesquisa DataVero/Diário do RN, divulgada antes da votação, apontava a vitória do petista no Estado. No levantamento de votos válidos, Lula aparecia com 67,8%, contra 32,2% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de 35,6 pontos percentuais.

No cenário estimulado, considerando todos os entrevistados, Lula registrava 65,92% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparecia com 31,31%. Outros 1,73% declararam voto branco ou nulo e 1,04% não souberam ou preferiram não responder.

A pesquisa DataVero foi registrada sob o número BR-02009/2026. O levantamento foi realizado entre os dias 22 e 24 de outubro de 2026, com 1.500 eleitores residentes em municípios do Rio Grande do Norte. A margem de erro era de 2,53 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

A posse presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva e a subida da rampa do Palácio do Planalto ocorrerão em 5 de janeiro de 2027.


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CADU DE LULA: “VOU GOVERNAR PARA QUEM VOTOU E PARA QUEM NÃO VOTOU EM MIM”

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Cadu de Lula (PT) é o novo governador do Rio Grande do Norte. O petista venceu Allyson Bezerra (União Brasil) no segundo turno realizado neste domingo (25) e encerrou uma campanha marcada por crescimento eleitoral, mobilização política e uma disputa acirrada até a reta final.

Com a apuração concluída, Cadu recebeu 1.073.024 votos, equivalentes a 50,77% dos votos válidos, contra 1.040.399 votos de Allyson, que somou 49,23%. A diferença foi de 32.625 votos, ou 1,54 ponto percentual.

A vitória consolida uma trajetória de crescimento que levou Cadu de uma posição inicialmente distante dos primeiros colocados ao segundo turno e, depois, à conquista do Governo do Estado.

No primeiro turno, Allyson havia terminado à frente, com 36,94%, enquanto Cadu alcançou 36,16%, em uma diferença de 15.509 votos.

Após a confirmação do resultado, Cadu afirmou ao Diário do RN que recebe a vitória com gratidão e consciência da responsabilidade que terá a partir de agora. O governador eleito destacou a dimensão da votação e afirmou que pretende transformar o apoio recebido em compromisso de governo.

“Eu estou muito grato aos mais de um milhão de potiguares que votaram em mim e ciente do tamanho da minha responsabilidade, para junto com o presidente Lula a gente realizar todas as propostas que foram feitas”, afirmou.

Cadu também prometeu acompanhar de perto a execução das propostas apresentadas durante a campanha e priorizar as parcelas da população que mais dependem da atuação do poder público.

“E a gente vai acompanhar isso muito de perto, a gente vai fazer um grande governo, principalmente para quem mais precisa do Estado, para quem mais precisa do nosso Estado”, declarou.

Em sua primeira manifestação ao Diário do RN após a vitória, Cadu procurou ampliar o discurso para além da divisão eleitoral. O petista afirmou que pretende assumir o governo com uma postura de conciliação e reconheceu que o resultado das urnas impõe a responsabilidade de governar para todo o Rio Grande do Norte.

“Vou honrar esses mais de um milhão de votos e vou governar para quem votou e para quem não votou em mim. Isso é bom, é conciliação”, afirmou.

A eleição também terminou com a confirmação de uma parceria política que Cadu considera estratégica para o próximo governo: a relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para o governador eleito, a reeleição de Lula amplia as condições para colocar em prática as propostas apresentadas durante a campanha.

“É importante que Lula também tenha sido eleito, porque, junto com o presidente Lula, a gente vai poder fazer tudo aquilo que a gente propôs para o Rio Grande do Norte”, afirmou.

De menos de 5% à vitória
A campanha de Cadu foi marcada por uma trajetória de crescimento ao longo do processo eleitoral. No início das articulações, o petista aparecia com menos de 5% das intenções de voto, mas avançou à medida que a campanha ganhou corpo e passou a disputar espaço entre os principais candidatos.

No primeiro turno, Cadu terminou em segundo lugar, com 36,16% dos votos, atrás de Allyson, que alcançou 36,94%. A diferença foi de 15.509 votos, levando os dois candidatos ao segundo turno e abrindo uma nova etapa da disputa, marcada por novas alianças, adesões políticas e intensa mobilização nas diferentes regiões do Estado.

Nas três semanas seguintes, Cadu ampliou seu arco de apoios e passou a receber adesões de prefeitos, vereadores, deputados estaduais e lideranças políticas. Entre os movimentos de maior peso esteve a adesão do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), que levou consigo os demais integrantes da bancada tucana.

A campanha também ganhou reforço com a mobilização de lideranças ligadas ao governo Fátima Bezerra e ao presidente Lula, enquanto Cadu intensificou a agenda pelo interior e na Grande Natal. Na reta final, atos como a mobilização em Mossoró e a caravana pelo Seridó foram apresentados pela campanha como demonstrações de força eleitoral.

No segundo turno, o petista conseguiu virar a vantagem inicial e terminou a apuração com 1.073.024 votos, correspondentes a 50,77% dos válidos. Allyson somou 1.040.399 votos, e a diferença final chegou a 32.625 votos.

Allyson parabeniza governador eleito
Após a divulgação do resultado, Allyson Bezerra também procurou Cadu. O candidato do União Brasil ligou para parabenizá-lo pela vitória e desejou que ele realizasse um grande mandato.

A ligação encerrou uma disputa marcada pela forte mobilização dos dois grupos políticos e por uma campanha acirrada até a apuração dos últimos votos. Com o resultado definido, o desafio passa a ser transformar a vitória eleitoral em governo e colocar em prática as propostas apresentadas durante a campanha.


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MPT-RN VÊ DIMINUIÇÃO DE DENÚNCIAS DE ASSÉDIO ELEITORAL E MANTÉM PLANTÃO

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O Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte (MPT-RN) recebeu, até aqui, 20 denúncias de assédio eleitoral durante o pleito de 2026. O número representa uma redução em relação às eleições anteriores, quando foram registradas 73 denúncias em 2022 e 104 em 2024.

Em todo o país, o órgão contabiliza 1.320 denúncias neste ano.

Para o procurador-chefe do MPT-RN, Gleydson Gadelha, a diminuição está diretamente ligada ao trabalho preventivo realizado antes do período eleitoral e à integração entre instituições responsáveis pela fiscalização.

“Este ano, além da intensificação de campanhas informativas, o MPT investiu em parcerias com outros órgãos, como o Supremo Tribunal Federal, o Conselho Nacional de Justiça, o Tribunal Superior Eleitoral, o Tribunal Superior do Trabalho e diversas outras instituições. Como reflexo dessa preparação antecipada e atuação conjunta, houve uma diminuição numérica na incidência desse tipo de assédio e um avanço qualitativo na atuação”, explicou Gadelha.

Segundo o procurador, o combate ao assédio eleitoral passou a contar com atuação integrada entre o Ministério Público do Trabalho, Justiça Eleitoral, Ministério Público Eleitoral, Tribunal Regional Eleitoral e outras instituições.

“O Ministério Público do Trabalho, no Rio Grande do Norte, tem intensificado nessa última eleição as parcerias com vários outros órgãos do Estado, como TRE, Justiça Eleitoral e Ministério Público Eleitoral, para discutir o tema assédio eleitoral. Esse tema já faz parte da nossa atuação tradicionalmente, mas a cada eleição nós aprendemos aspectos novos dessa questão”, afirmou.

O procurador esclarece que o assédio eleitoral ocorre quando empregadores ou gestores utilizam a relação de trabalho para influenciar ou constranger a escolha política de trabalhadores e servidores.

“A prática do assédio eleitoral ainda é uma recorrência no Brasil e aqui no Estado do Rio Grande do Norte também. Temos vários casos e se caracteriza principalmente pela coação do direito de escolha em quem votar, porque votar é um direito da própria pessoa, é um dado sensível, é secreto. Quem quiser abrir mão desse segredo faz porque quer, não pode ser obrigado por nenhuma estrutura, nenhum empregador”, explicou Gadelha.

A nota técnica expedida pelo MPT-RN antes das eleições detalha que são proibidas condutas como ameaçar trabalhadores com demissão, exoneração, perda de função ou alteração de jornada por causa da escolha política; oferecer vantagens em troca de votos; exigir que empregados revelem em quem votaram; obrigar o uso de símbolos partidários; ou utilizar reuniões e canais internos para pressionar funcionários a apoiar candidatos.

Investigações atingem órgãos públicos e empresa privada

Durante o primeiro turno, o MPT-RN instaurou investigações e expediu recomendações para coibir práticas de assédio eleitoral em diferentes ambientes de trabalho.

Uma das apurações envolve a Secretaria de Estado da Administração (SEAD), após denúncia anônima sobre possível assédio eleitoral no órgão. A recomendação determina que sejam garantidos aos servidores e demais trabalhadores a liberdade de orientação política e o sigilo do voto, proibindo ameaças, perseguições, uso de canais corporativos para pressionar servidores e monitoramento de redes sociais.

Outra investigação foi aberta contra o Município de Natal e a Secretaria Municipal de Saúde, após denúncia de suposta utilização da Unidade Mista de Cidade Satélite como comitê político e de abordagens a pacientes com promessas de pagamento em troca de votos.

O Ministério Público do Trabalho também expediu recomendação contra uma pizzaria de Natal após receber denúncia acompanhada de vídeo divulgado em rede social apontando possível prática de assédio eleitoral contra funcionários. Entre as determinações estão a proibição de constrangimentos políticos, de propaganda eleitoral no ambiente de trabalho e a garantia da liberdade de voto dos empregados.

Em Mossoró, o MPT-RN expediu recomendação ao município após relato de que servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) teriam sido pressionados a apoiar determinado candidato para manter seus empregos. A Prefeitura apresentou posteriormente documentos demonstrando medidas adotadas para cumprir as orientações do Ministério Público.

O MPT-RN manterá plantão presencial em Natal e Mossoró durante o segundo turno das eleições, no sábado (24) e no domingo (25), para receber denúncias de assédio eleitoral e adotar providências imediatas. “O Ministério Público do Trabalho estará nessa eleição permanentemente atento a essa questão. Qualquer situação nesse sentido pode nos procurar na nossa sede, como também pelo site do Ministério Público do Trabalho”, afirmou Gleydson Gadelha.

As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo portal do Ministério Público do Trabalho ou presencialmente nas unidades do órgão durante o plantão eleitoral.


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“CADU É O NOSSO GOVERNADOR”, AFIRMA DR. BERNARDO, JÁ COMO DEPUTADO ELEITO

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Às vésperas do segundo turno, o deputado federal eleito Dr. Bernardo (PV) voltou a reafirmar publicamente seu apoio à candidatura de Cadu de Lula (PT) ao Governo do Rio Grande do Norte.

Em uma mensagem dirigida a vereadores, vice-prefeitos e lideranças que integram sua base política, ele destacou que mantém o posicionamento adotado desde o início da campanha e pediu mobilização em torno do número 13 para a votação deste domingo (25).

“Eu quero deixar bem claro que eu tenho uma posição muito clara em relação ao segundo turno, que é o meu apoio à candidatura de Cadu. Cadu é o nosso candidato a governador”, afirmou.

Dr. Bernardo lembrou que declarou apoio ao petista ainda quando a candidatura era vista com desconfiança por parte do cenário político. Segundo ele, a decisão de abraçar o projeto desde aquele momento reforça sua disposição de permanecer ao lado de Cadu na etapa decisiva da eleição.

“Eu abracei a candidatura de Cadu quando as pessoas não acreditavam nela”, disse.

O parlamentar eleito aproveitou a manifestação para destacar a presença de sua base política na eleição proporcional. Dr. Bernardo recebeu 130.835 votos no primeiro turno e foi eleito deputado federal pelo PV, integrando a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, sendo o segundo deputado mais votado da Federação.

Ao falar diretamente com vereadores e lideranças municipais, ele também ressaltou a dimensão da votação que recebeu. “O Rio Grande do Norte tem 1.455 vereadores. De cada seis vereadores no Rio Grande do Norte, um votou em mim”, afirmou.

Confiança na vitória que vem desde o primeiro turno

A declaração atual retoma uma posição que Dr. Bernardo já havia manifestado antes da definição do segundo turno. Em setembro, ainda durante a campanha, o então candidato a deputado federal afirmou ao Diário do RN que não acreditava em uma vitória de Allyson Bezerra no primeiro turno e apostava no crescimento de Cadu na reta final.

Na ocasião, Bernardo afirmou que via “um crescimento gigante” de Cadu e considerava que a evolução do petista poderia alterar a configuração da disputa estadual. O resultado do primeiro turno levou justamente Cadu e Allyson ao segundo turno, separados por 15.509 votos.

Agora, com a eleição definida entre os dois candidatos, o deputado eleito reforça a estratégia de mobilizar sua base para a votação de domingo. “Eu quero pedir a você vereador, a você pequena liderança, a você vice-prefeito, que faça como eu. No dia 25 que se aproxima, vote 13. Vote Cadu para governador do Rio Grande do Norte”, afirmou.

Dr. Bernardo também relacionou o apoio ao petista à expectativa de ampliar sua atuação política a partir do próximo mandato federal. “Porque dessa forma, o meu mandato federal vai poder ajudar mais ainda ao Rio Grande do Norte. Conto com vocês”, declarou.

A manifestação ocorre na reta final da campanha, quando Cadu e Allyson intensificam a mobilização de suas bases em busca dos votos para o segundo turno. Para Dr. Bernardo, a orientação aos aliados é manter o apoio já declarado e transformar a articulação política construída durante a campanha em mobilização eleitoral até domingo.


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CADU DE LULA: “O RN VAI SEGUIR NO RUMO CERTO, COM HONESTIDADE E TRABALHO”

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A disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte chega ao último fim de semana antes da votação marcada para domingo com os dois candidatos confiantes no resultado das urnas. Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu de Lula (PT) encerram a campanha após uma sequência de mobilizações pelo estado e apostam na força dos atos realizados na reta final para conquistar os votos que ainda estão em disputa.

Cadu vê acolhimento e projeta vitória
Cadu de Lula também chega ao encerramento da campanha com uma avaliação positiva das últimas mobilizações. O candidato destacou a caravana realizada no Seridó na noite desta quarta-feira (21), último grande ato no interior do estado, e afirmou ter encontrado receptividade entre os eleitores durante o percurso.

“Foi uma avaliação muito positiva. A gente ontem teve o último ato no interior do estado. Fizemos uma grande caravana no Seridó, onde chegamos e encontramos um grande acolhimento à nossa campanha”, afirmou.

Segundo Cadu, a mobilização reforçou sua expectativa para a votação de domingo. O petista também vinculou o desempenho de sua candidatura no estado à disputa presidencial e à campanha pela reeleição do presidente Lula.

“O potiguar tá muito esperançoso de que nós teremos uma grande votação do presidente Lula, que vai ajudar a reelegê-lo no domingo”, declarou.

Cadu afirmou ainda acreditar que o eleitor potiguar dará nas urnas uma resposta favorável ao projeto que representa. Para ele, a escolha no segundo turno envolve também a definição sobre os rumos do Estado.

“O povo já deu o recado, vai dar o recado nas urnas e o Estado não vai voltar para as mãos daqueles que destruíram o nosso Estado, vestindo uma roupa nova, um personagem novo”, afirmou.

Na reta final, o candidato reforçou a defesa de uma gestão baseada em trabalho, honestidade e atenção às demandas da população.

“O Rio Grande do Norte vai seguir no rumo certo, com um projeto que tem compromisso com honestidade, com trabalho, com a vida real das pessoas, as necessidades da vida do povo do Rio Grande do Norte”, declarou.

Cadu encerrou sua avaliação projetando um resultado positivo para as duas candidaturas que apoia no domingo. “É uma expectativa muito positiva. Domingo é dia de vitória de Cadu Governador do Rio Grande do Norte e de Lula presidente do Brasil”, concluiu.

Allyson aposta em campanha próxima do povo
Allyson Bezerra avalia que chega aos últimos dias da eleição fortalecido pela campanha realizada nas ruas e pela aproximação com os eleitores. Em mensagem ao Diário do RN, o candidato destacou o contato direto com a população e afirmou estar preparado para transformar as demandas apresentadas durante a campanha em ações de governo.

“Chegamos à reta final com confiança e ainda mais coragem e vontade de trabalhar. Fizemos uma campanha perto do povo, ouvindo as dificuldades e apresentando propostas concretas para mudar o Rio Grande do Norte”, afirmou.

O candidato do União Brasil também fez um chamado aos eleitores para a votação de domingo. Na avaliação dele, a reta final representa o momento de consolidar o trabalho realizado durante o segundo turno e transformar a mobilização de campanha em votos. “Agora é seguir pedindo a cada pessoa para votar no 44 domingo”, declarou.

Allyson afirmou ainda que se considera preparado para assumir o Governo do Estado e associou sua expectativa para o resultado à possibilidade de transformar a mobilização eleitoral em ações concretas na administração estadual. “Estou preparado para transformar a esperança do povo em trabalho e resultados”, afirmou.


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DATAVERO DIVULGA NESTE SÁBADO ÚLTIMA PESQUISA ANTES DO SEGUNDO TURNO NO RN

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O Instituto DataVero, em parceria com o Diário do RN, divulga neste sábado (24) a última pesquisa de intenção de voto antes do segundo turno das eleições de 2026. O levantamento apresentará os números da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte, entre Cadu de Lula (PT) e Allyson Bezerra (União Brasil), e da corrida à Presidência da República, entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

A pesquisa está sendo realizada entre os dias 22 e 24 de outubro, com 1.500 eleitores entrevistados em 50 municípios potiguares. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 18 de outubro, sob os números RN-00914/2026 e BR-02009/2026.

O estudo apresentará o cenário estimulado das duas disputas, modalidade em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados. Os resultados permitirão conhecer as intenções de voto dos eleitores potiguares na reta final da campanha, às vésperas da votação que definirá os próximos ocupantes do Governo do Estado e da Presidência da República.

No Rio Grande do Norte, a expectativa gira em torno do confronto entre Cadu e Allyson, que chegaram ao segundo turno após uma disputa apertada nas urnas. Na primeira votação, Allyson obteve 36,94% dos votos válidos, enquanto Cadu alcançou 36,16%, uma diferença de apenas 0,78 ponto percentual, equivalente a 15.509 votos.

Na primeira pesquisa DataVero/Diário do RN realizada após o primeiro turno, divulgada em 16 de outubro, Cadu apareceu numericamente à frente, com 50,53% dos votos válidos, contra 49,47% de Allyson. A diferença de 1,06 ponto percentual configurou empate técnico, considerando a margem de erro de 2,53 pontos percentuais daquele levantamento.

Agora, a nova rodada permitirá observar se o equilíbrio identificado anteriormente permanece ou se houve alterações nas preferências declaradas pelos eleitores durante os últimos dias de campanha.

Na disputa pela Presidência da República, o novo levantamento também mostrará o comportamento do eleitorado potiguar na reta final do segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Na pesquisa anterior do Instituto DataVero, realizada em parceria com o Diário do RN e divulgada em 16 de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apareceu com 65,26% dos votos válidos no Rio Grande do Norte, contra 34,74% do senador Flávio Bolsonaro.

A vantagem do petista foi de 30,52 pontos percentuais. Os números que serão divulgados neste sábado permitirão avaliar se essa diferença foi mantida, ampliada ou reduzida nos últimos dias de campanha.

DataVero foi o mais próximo do resultado das urnas
A divulgação ocorre após o desempenho do Instituto DataVero na reta final do primeiro turno.

Entre oito pesquisas comparadas com o resultado oficial da eleição para governador, o levantamento DataVero/Diário do RN foi o que mais se aproximou do resultado das urnas entre Allyson Bezerra e Cadu de Lula.

Publicada em 2 de outubro, a última pesquisa do instituto antes da votação apontou Allyson com 35,82%, Cadu com 32,46% e Álvaro Dias (PL) com 20,54%, no cenário estimulado com apoios políticos.

Na comparação com o resultado oficial, o DataVero apresentou o menor erro médio absoluto entre os oito levantamentos analisados, de 3,7 pontos percentuais, contra 5,7 pontos do segundo instituto mais próximo.


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ENTRE MUITO TALENTO E DESAFIOS, MÚSICA AUTORAL POTIGUAR BUSCA NOVOS PÚBLICOS

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A música autoral produzida no Rio Grande do Norte vive um momento de transformação, impulsionado pelas novas possibilidades digitais, mas ainda enfrenta desafios relacionados à valorização cultural, formação profissional e acesso a espaços de circulação. Esse cenário será discutido durante a III Semana Cultural da Música Potiguar, que acontece de 27 a 30 de outubro, na Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (EMUFRN).

Promovido pela Rede Potiguar de Música (RPM), o evento reúne artistas, produtores, profissionais e integrantes da cadeia produtiva musical do estado em uma programação com palestras, minicursos, encontros e apresentações voltadas à criação, produção, circulação e valorização da música potiguar.

Para Pollyana Guimarães, produtora cultural e integrante do Caninga Selos Musicais, o momento atual abre novas possibilidades para artistas independentes, mas também revela dificuldades na sustentabilidade da carreira musical.

“Estamos vivendo uma época de algumas facilidades digitais, que permitem que os compositores e intérpretes consigam chegar num lugar de divulgação do trabalho bem mais amplo do que há alguns anos atrás, quando a gente não tinha plataformas de streaming e era muito difícil conseguir uma gravadora”, comentou Pollyana.

Segundo ela, apesar das novas ferramentas, ainda existe a necessidade de fortalecer o consumo da produção local. “O que falta para o potiguar é o orgulho de consumir o som potiguar, a própria cultura, e a gente acaba muito preso numa bolha. Os próprios músicos consomem suas músicas e a gente quer que toda a comunidade escute, toda a comunidade valorize, como acontece nos estados vizinhos”, explicou.

Entre os principais desafios apontados pela produtora está a valorização dos artistas potiguares em grandes eventos e a criação de condições para que a música autoral consiga alcançar novos públicos.

“Primeiro desafio, acho que essa barreira cultural do potiguar ter orgulho e querer ouvir, querer conhecer os artistas daqui”, afirmou Pollyana.

Ela também destacou a necessidade de ampliar políticas e projetos voltados para gravação, divulgação e circulação da produção musical. “Falta suporte financeiro e logístico para desenvolver um mercado com pessoas mais capazes, mais antenadas, usando os recursos que se tem para usar”, comentou.

A presença nas plataformas digitais também será tema da programação da Semana Cultural. Para Pollyana, estar em serviços de streaming é importante para participar do mercado atual, mas não representa, sozinho, uma garantia de reconhecimento ou retorno financeiro.

“É uma ilusão pensar que estar numa plataforma de streaming vai resolver a carreira ou vai tornar aquele músico reconhecido ou muito menos vai gerar alguma renda”, explicou.

De acordo com a produtora, o desenvolvimento de uma carreira musical depende de planejamento, produção e estratégias além da publicação de uma música na internet.

“Não é só colocar no streaming, é todo um pensamento de carreira em volta disso, de planejamento artístico, de visão para tentar envolver a música num produto que as pessoas queiram consumir”, esclareceu.

A proposta da III Semana Cultural é justamente ampliar o acesso à informação e contribuir para a profissionalização do mercado musical potiguar. A programação formativa inclui o CriProCó Musical (Criação, Produção e Comunicação Musical), com palestras e minicursos sobre distribuição digital, direitos autorais, produção de vinhetas e criação artística.

O projeto é uma iniciativa da Rede Potiguar de Música, com apoio do Caninga Selos Musicais, projeto de extensão da Escola de Música da UFRN, e do Comitê de Cultura do Ministério da Cultura no Rio Grande do Norte.

“A semana é uma ideia da Rede Potiguar de Música e, a partir dessa ideia, a Escola de Música deu o suporte de somar junto e, através da existência do nosso selo, que se chama Caninga Selos, resolvemos promover a semana cultural com essa parceria”, explicou Pollyana.

Programação reúne palestras, oficinas e apresentação musical
A programação começa na terça-feira (27), às 14h, com o bate-papo “Panorama da Música Potiguar: Educação, Acervo e Memória”, com Esso Alencar, da RPM. Na quarta-feira (28), serão realizadas as palestras “Distribuição e Lançamento Digital”, com Polly Guimarães, e “Direito Autoral na Era Digital”, com Giselle Luz, gerente regional do ECAD Nordeste.

Na quinta-feira (29), acontecem os minicursos “Vinhetas Sonoras para Rádio, TV e Publicidade”, com Ciro Pedroza, e “Criação e Produção Artística”, conduzido por Polly Guimarães. O encerramento será na sexta-feira (30), às 17h, com o Caninga Jams – Música no Estacionamento, reunindo músicos da Rede Potiguar de Música e participantes do evento.

Para Pollyana, incentivar a música autoral significa preservar a identidade cultural do estado.

“A música autoral diz muito sobre a cultura local, sobre como as pessoas compartilham o mesmo clima, as mesmas influências, as mesmas paisagens. É muito importante que a gente tenha esse registro e essa valorização do próprio trabalho musical que é cultura local”, afirmou.

As inscrições para participar da Semana Cultural serão abertas no dia 22 de outubro e seguem até o primeiro dia do evento. A participação é gratuita e os participantes recebem certificado.


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POSICIONAMENTO POLÍTICO NAS REDES EXPÕE CHRYSTIAN DE SABOYA A ATAQUES

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ciais se consolidaram como um dos principais espaços do debate político no Brasil. Ao mesmo tempo em que ampliaram a participação de diferentes vozes, também abriram espaço para discursos de ódio, ataques pessoais e campanhas de cancelamento direcionadas a quem manifesta opiniões públicas.

O jornalista, produtor de eventos, colunista social e criativo Chrystian de Saboya tem sentido esse cenário de forma mais intensa nos últimos meses, à medida que passou a publicar com maior frequência reflexões sobre política, democracia e justiça social.

Em uma das postagens em sua conta pessoal na rede social Instagram, intitulada “As Asas da Dignidade”, Saboya declara que não é filiado ao PT nem se considera comunista, mas explica que apoia pautas ligadas ao combate à desigualdade social, à defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), das instituições democráticas e dos programas sociais.

A publicação provocou reações imediatas. Entre elas, comentários de seguidores informando que deixariam de acompanhá-lo por discordarem de seu posicionamento político. Em alguns casos, Saboya respondeu de forma irônica às críticas.

Ao Diário do RN, Saboya comentou que a intensificação dos ataques coincidiu com o período em que passou a se posicionar mais frequentemente sobre política. Usuários da rede social também deixaram de segui-lo após as postagens com conteúdos políticos.

“Eu sou muito bem resolvido na minha vida. Nunca estive ao lado dos cafonas. Desde muito menino eu sempre preferi defender aqueles que menos têm. São para essas pessoas que o meu abraço é mais necessário”, afirmou.

Segundo ele, as mensagens ofensivas não alteram sua postura.

“Todas essas mensagens não afetam o meu campo magnético. Primeiro porque eu me divirto, segundo porque a resposta está sempre na ponta da língua e terceiro porque eu não dou credibilidade à gente oca, medíocre, estúpida”, comentou.

“Você fica horroroso de vermelho”
A repercussão das publicações políticas de Chrystian de Saboya se reflete diariamente na caixa de comentários de suas redes sociais. Entre manifestações de apoio, também aparecem críticas, ofensas e anúncios de que seguidores deixarão de acompanhar seu perfil.

Uma das mensagens dizia:
“Estou deixando de seguir você porque você fica horroroso de vermelho. Um homem tão bonito e inteligente fazer fotos no meio de uma ‘mundissa’ é uma vergonha”, escreveu uma seguidora.

Em tom irônico, Chrystian respondeu:
“Bom dia! Sobre deixar de me seguir, você faz muito bem. Eu só queria entender por que vocês, 22, escrevem sempre tão errado; mas entendo: quem não lê, se transforma nisso. Sobre ser bonito e inteligente eu não posso dizer o mesmo com você. Aliás, se não for pedir muito, troque a sua foto do perfil. Eu olhei de relance e pensei que era um hipopótamo com febre amarela. Mais um erro de português: mundiça é com Ç. Vá pra baixa de égua”, respondeu.

Em outra publicação, uma seguidora comentou:
“Que pena! Eu não sigo petista…”, escreveu.

A resposta do jornalista foi direta.

“Pois vaze daqui! Faço nenhuma questão!”, respondeu.

Na sequência, outro seguidor saiu em defesa de Saboya.

“Tô com pena de você. Perdeu a oportunidade de seguir alguém decente e evoluído”, comentou.

Saboya diz que o apoio recebido de outros seguidores acaba superando os ataques.

“Outro fator muito importante que chancela esse meu comportamento são as mensagens profundamente carinhosas e respeitosas que eu recebo. A maldade não deve se antepor à alegria, à decência, àqueles que têm a alma limpa, o caráter às claras”, afirmou.

O produtor de eventos também destaca que nunca escondeu suas convicções.

“Eu sempre deixei a minha vida muito clara para as pessoas. Eu não sou de meias verdades, eu não sou de meias vontades, eu não preciso me esconder por esse ou por aquele motivo. Cada um luta com as armas que tem: as minhas são embasadas na verdade, na justiça social, no sonho de um mundo melhor para todos nós”, disse.

Além das críticas, Saboya relata que também recebeu ameaças em decorrência de suas manifestações políticas.

Questionado se precisou procurar as autoridades, respondeu que sim.

“Já chegaram ameaças, sim. Mas como essa gente, além de cafona, é muito covarde, eu exponho, exijo respeito, presto queixa. Todos correm. Quem não tem argumentos, não tem asas”, afirmou.

Na avaliação do jornalista, o crescimento dos discursos de ódio evidencia a necessidade de estabelecer limites para o ambiente digital.

“Mesmo que a extrema direita não queira limites, porque limites são caminhos que eles não identificam como grandeza, se faz necessária, urgentemente, a regulamentação das redes sociais.

As pessoas precisam entender que respeito é um caminho inerente ao ser humano”, defendeu.

Mensagens de apoio destacam importância do posicionamento de Saboya

Apesar das críticas, Saboya afirma que também recebeu manifestações de solidariedade e reconhecimento.

Uma seguidora relatou que acompanha seu trabalho e destacou a importância do posicionamento público do jornalista.

“Constatei algo muito interessante nos últimos tempos: você é o único profissional que trabalha com luxo no Rio Grande do Norte que está ao lado da classe trabalhadora, da justiça social e da democracia. Não vejo ninguém com a sua coragem, o seu posicionamento e as suas verdades”, escreveu.

Na mesma mensagem, ela contou que enfrenta depressão desde a perda de dois filhos para a Covid-19 e afirmou que as publicações do jornalista têm contribuído para seu bem-estar.

“O seu Instagram me faz bem, me faz sorrir e me faz uma pessoa melhor. Receba o meu abraço cheio de gratidão”, declarou.

Outro depoimento veio do professor Phillipe Castro, que enviou um áudio agradecendo o posicionamento político de Saboya.

“Hoje a neutralidade não é mais possível. Hoje a gente tem que descer do muro e dar a cara a tapa, e é isso que você vem fazendo. Muito obrigado por fazer esse trabalho e por se comprometer”, afirmou.

Para Saboya, essas demonstrações reforçam que vale a pena manter o espaço aberto para o diálogo, mesmo diante das críticas.

“Talvez essa seja a melhor herança e a mais importante que eu possa deixar para os meus filhos”, concluiu.


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MUNICÍPIOS DIVERGEM SOBRE IMPACTO DO FIM DA ESCALA 6×1 NOS COFRES PÚBLICOS

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da escala 6×1 abriu uma discussão sobre os efeitos da mudança nas contas das prefeituras do Rio Grande do Norte. Enquanto a Confederação Nacional de Municípios (CNM) e a Federação dos Municípios do Estado (Femurn) alertam para um possível aumento expressivo das despesas com contratações diretas e terceirizadas, prefeitos começam a questionar se as estimativas refletem a realidade do serviço público municipal.

Em entrevista ao Diário do RN, o prefeito de Pedra Grande, Pedro Henrique (PSDB), afirmou que considera prematuro atribuir aos municípios um impacto financeiro de centenas de milhões de reais. Para ele, a maior parte das prefeituras já trabalha com jornadas diferentes da escala 6×1 e diversas categorias possuem cargas horárias próprias previstas em lei.

“Eu acho que está muito cedo para se fazer essa análise ainda. Porque até então o que a gente sabe é que a grande maioria dos municípios, se não todos, já trabalham num sistema de escala 5×2”, afirmou.

Pedro Henrique citou como exemplo profissionais que já possuem jornadas inferiores às 40 horas semanais. “A enfermagem tem a carga horária de 30 horas. Professores, mesma coisa, são 30 horas semanais. E os expedientes no serviço público são de segunda a sexta-feira”, pontuou.

Segundo o prefeito, mesmo os serviços municipais que funcionam aos fins de semana, principalmente unidades de saúde, urgência, emergência e hospitais, já utilizam escalas que não ultrapassam a jornada máxima prevista.

“Então, não estou enxergando, até mesmo com a contratação terceirizada, onde seria esse impacto”, declarou.

Para Pedro Henrique, é necessário aguardar dados mais precisos antes de dimensionar o efeito da mudança. “Eu estou discordando, a princípio, sem dados, mas, a olho nu, a gente não consegue enxergar qual é o prejuízo causado aos municípios com o fim da escala 6×1”, afirmou.

O prefeito também considerou elevado o valor projetado para o Rio Grande do Norte. “Não estou desmentindo a Femurn e a CNM, mas estou discordando a princípio porque não enxergo esse prejuízo aos municípios, nem para os servidores contratados de forma direta e nem também com os servidores contratados via terceirizado”, disse.

Pedro Henrique também defendeu cautela para que o debate não seja contaminado por interesses políticos. “Eu acho que é preciso ter cautela para que a gente não venha cair numa ‘casca de banana’ e que a nossa instituição preserve sempre as pautas municipalistas, sem interesses políticos nem partidários. É isso que eu sempre discuti, que eu sempre pautei”, declarou.

Estimativa de R$ 811 milhões
A posição do prefeito ocorre diante de um alerta das entidades municipalistas. A CNM estima que a redução da jornada represente um custo adicional de R$ 6,6 bilhões por ano para os municípios brasileiros. Desse total, R$ 1,49 bilhão estaria relacionado a contratações diretas e R$ 5,14 bilhões ao aumento dos custos com trabalhadores terceirizados.

No Rio Grande do Norte, a Femurn trabalha inicialmente com uma estimativa de R$ 811 milhões anuais. Segundo o presidente da entidade, José Augusto Rêgo, prefeito de Portalegre, entre 80% e 90% desse impacto estaria relacionado às terceirizações, enquanto o restante corresponderia às contratações diretas.

José Augusto ressalta, porém, que o número ainda é preliminar. A área técnica da federação está realizando um levantamento junto às prefeituras para chegar a uma estimativa específica do Estado.

“Vamos ter um aumento das despesas com pessoal, principalmente em relação aos terceirizados, que em sua maioria são ligados a serviços essenciais como, por exemplo, saúde, vigilância, educação e manutenção”, afirmou.

A pesquisa utilizada pela CNM identificou 59 municípios potiguares com contratos de prestação de serviços terceirizados, sendo que 23 informaram possuir mais de 100 postos ativos.

O Diário do RN procurou a Femurn para obter mais detalhes sobre a estimativa dos impactos, mas foi informado de que a Federação mantém, por enquanto, o posicionamento já divulgado e que o levantamento técnico sobre o impacto nos municípios potiguares ainda está em andamento.

O que muda para os trabalhadores
A mudança foi estabelecida pela Emenda Constitucional 141/2026, que reduziu a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas e passou a assegurar dois dias de descanso por semana, preferencialmente um deles aos domingos, sem redução salarial.

A nova regra alcança trabalhadores da iniciativa privada e também servidores públicos estatutários, observadas as regras constitucionais e de transição.

Pedro Henrique, contudo, defende que o impacto tende a ser maior sobre as empresas privadas. “Até porque o alcance maior do fim da escala 6×1 são para os trabalhadores CLT, de empresas privadas”, concluiu.

Portalegre aumenta despesa com pessoal antes do fim da escala 6×1

José Augusto Rego, prefeito de Portalegre, é o atual presidente da Federação dos Municípios do RN – Foto: Reprodução

O posicionamento da Femurn sobre o impacto do fim da escala 6×1 ganha outra dimensão quando confrontado com as despesas da Prefeitura de Portalegre, administrada pelo presidente da entidade, José Augusto Rêgo.

Dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) mostram que a despesa bruta com pessoal passou de R$ 25,88 milhões em 2024 para R$ 28,84 milhões em 2025, um aumento de R$ 2,96 milhões, equivalente a 11,44% em um ano.

Portalegre, no Alto Oeste potiguar, tinha 7.661 habitantes no Censo 2022. O crescimento da despesa ocorreu antes da alteração da jornada de trabalho que pôs fim à escala 6×1 e, portanto, não tem relação com os custos projetados para a nova regra.

O dado ajuda a colocar em perspectiva o alerta da própria Femurn, que estima em R$ 811 milhões o impacto anual do fim da escala 6×1 nas contas dos municípios potiguares. A entidade aponta principalmente o aumento dos custos com terceirizações e contratações para a manutenção dos serviços públicos.

Na Prefeitura comandada por José Augusto, entretanto, a despesa com pessoal já havia crescido 11,44% entre 2024 e 2025, antes mesmo da mudança na jornada. A comparação não permite atribuir o aumento a uma causa específica, mas mostra que a pressão sobre as despesas municipais já estava presente antes dos efeitos financeiros previstos pela nova legislação.


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