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janeiro 16, 2026


31ª EDIÇÃO DA FIART REFORÇA PAPEL DO ARTESANATO NA ECONOMIA POTIGUAR

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O lançamento da 31ª edição da Feira Internacional de Artesanato, a FIART, aconteceu na manhã desta quinta-feira (15), no espaço Neuma Leão, no bairro de Morro Branco, zona Sul de Natal.

Reconhecida como Patrimônio Cultural e Imaterial do Rio Grande do Norte, a feira volta a ocupar o Centro de Convenções de Natal, entre os dias 23 de janeiro e 1º de fevereiro de 2026, reafirmando seu papel como um dos principais eventos de cultura, economia criativa e turismo do Estado.

Consolidada ao longo de três décadas, a FIART vai além da venda de produtos. É um espaço de encontro entre saberes, cores e histórias feitas à mão, reunindo artesãos do Rio Grande do Norte, de diversas regiões do Brasil e também do exterior. Neste ano, o público encontrará uma grande diversidade de peças em fios, tecidos, cerâmica, madeira e fibras naturais, além de itens utilitários, moda autoral e objetos de decoração que traduzem a identidade cultural de diferentes territórios.

A programação inclui ainda o Festival FIART Cultural, com shows musicais, apresentações de dança, literatura e manifestações folclóricas, além de uma praça de alimentação dedicada à culinária regional. Outro destaque é o Salão dos Mestres, espaço onde artesãos produzem suas peças ao vivo, permitindo ao visitante acompanhar o processo criativo e compreender o valor do trabalho manual. A feira se consolida, assim, como vitrine da economia criativa e importante instrumento de fortalecimento do turismo e da geração de emprego e renda.

Durante o lançamento, o idealizador e coordenador da FIART, Neiwaldo Guedes, destacou o crescimento do evento e o desafio de mantê-lo em expansão. “A feira tem 30 anos. No ano passado, tivemos um investimento de aproximadamente 2 milhões de reais. Este ano, foi necessário buscar mais 2 milhões. A responsabilidade aumentou, mas novos parceiros chegaram, parceiros importantes para o artesanato e para a economia do Nordeste”, afirmou.

Entre os apoiadores, Neiwaldo ressaltou a presença do Banco do Nordeste e da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). “O banco vai estar na feira mostrando que não está distante do artesão, que existe crédito com condições diferenciadas.

Muitas vezes as pessoas passam na frente do banco e não entram. Lá, o artesão vai entender como funciona. E a Apex vem para mostrar que exportar não é só para grandes empresas. O artesão pode exportar, a cultura pode ser exportada”, explicou.

A programação cultural também foi destacada pelo coordenador, que anunciou homenagens e novidades. “A FIART é o momento de mostrar o que nós temos de melhor na nossa cultura. Vamos fazer uma homenagem a Titina Medeiros, e quantas homenagens fizermos ainda serão poucas.

Além do palco principal, teremos os cortejos que lembram muito os carnavais, criando um clima de festa dentro da feira”, disse, convidando o público a visitar todos os espaços do evento.

O superintendente do Banco do Nordeste no Rio Grande do Norte, Jeová Lins, por sua vez, apresentou dados que demonstram o impacto do crédito na vida dos artesãos. “Este ano, realizamos quase 200 mil operações de crédito no Estado, a maioria de pequenos valores, em torno de 3 a 4 mil reais. Esse crédito chega principalmente às mulheres, que representam cerca de 67% desse público, artesãs, trabalhadoras, empreendedoras e mães de família. Para nós, é uma imensa satisfação, porque o banco não faz apenas crédito, faz cultura”, destacou.

Já o diretor técnico do Sebrae, João Hélio Cavalcanti, ressaltou o papel da FIART no desenvolvimento do artesanato. “É um evento que faz com que o nosso artesanato evolua e fortalece a integração do Nordeste. Estaremos presentes em todas as atividades, desde a loja conceito até a programação cultural. Hoje, o Sebrae está praticamente inserido em toda a feira, contribuindo em diversas áreas”, afirmou.

Representando o Governo do Estado, a secretária Iris Oliveira, da Secretaria de Estado do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social, reafirmou o compromisso da gestão estadual com o setor. “Para o governo da professora Fátima Bezerra, é uma alegria muito grande apoiar a FIART e reafirmar o compromisso com o artesanato. Hoje, o Rio Grande do Norte conta com quase 13 mil artesãos cadastrados no Programa do Artesanato Potiguar. Isso significa dar visibilidade, dignidade e respeito”, afirmou. Ela também destacou a realização de ações formativas durante a feira, como seminários e espaços de troca de experiências, voltados tanto para artesãos participantes quanto para aqueles que desejam se qualificar.

Fiart reúne grandes parcerias como Sebrae, Banco do Nordeste, Governo do RN e Prefeitura de Natal – Foto: Reprodução

Números do Natal em Natal confirmam importância do apoio ao artesão

Ainda durante a solenidade de lançamento da 31ª Fiart, o diretor do Departamento de Desenvolvimento e Apoio ao Artesanato da Semtas, Rodrigo Loureiro, representando o prefeito Paulinho Freire, destacou o fortalecimento do artesanato natalense como política pública e vetor de desenvolvimento. “Viemos de um Natal em Natal, com polos estruturados que geram renda real. Os polos de Mirassol e Ponta Negra faturaram juntos mais de meio milhão de reais apenas no período do Natal, com artesanato genuinamente feito à mão”, afirmou. Ele explicou que o polo de Mirassol funciona como a loja Natal Original, espaço dedicado exclusivamente à valorização da produção local.

Segundo Loureiro, o investimento em infraestrutura tem garantido mais dignidade aos artesãos. “Em Mirassol, construímos um belíssimo pavilhão, que dá melhores condições para quem expõe e permite que o espaço funcione como um centro de eventos. E a proposta é que ele esteja aberto o ano inteiro, com loja colaborativa e programação contínua”, disse. Atualmente, mais de 50 artesãos participam diretamente das atividades no local.

Além desses espaços, a Prefeitura avança na criação do polo de comercialização do artesanato na Redinha, integrado ao processo de requalificação da área. “A Redinha passa a ser mais um ponto estratégico, conectando artesanato, cultura e turismo. É uma forma de descentralizar, ampliar a visibilidade e criar novas oportunidades de renda para os artesãos de Natal”, pontuou.

Loureiro também destacou o alcance turístico da FIART. “Pesquisas mostram que quase 50% do público da feira no ano passado era formado por turistas. Isso demonstra a importância de termos um espaço estruturado para mostrar o artesanato de Natal para o mundo”, afirmou. “Para a Prefeitura de Natal, é um orgulho participar da FIART e mostrar que o artesanato de Natal e do Rio Grande do Norte tem qualidade que não deixa a desejar a nenhum estado do país”, concluiu.


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PV APOSTA EM “SUPERCHAPA” PARA AMPLIAR PROTAGONISMO NA FEDERAÇÃO

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O Partido Verde (PV) no Rio Grande do Norte acelera articulações para ampliar seu espaço político e chegar às eleições de outubro com influência na Federação Brasil da Esperança (PT-PV-PCdoB) tanto na disputa proporcional quanto no debate majoritário. A estratégia passa pela montagem de uma nominata robusta para a Câmara Federal, pelo fortalecimento da chapa estadual e pela defesa de um projeto que auxilie a chapa majoritária no projeto do sistema governista.

O redesenho do tabuleiro político após a confirmação da governadora Fátima Bezerra (PT) como pré-candidata ao Senado e de Cadu Xavier (PT) ao Governo do Estado acirrou o trabalho interno por protagonismo dentro da federação. Nesse contexto, o PV tenta se posicionar como um dos pilares do bloco governista, apostando no crescimento eleitoral como instrumento de barganha política. Segundo o presidente estadual do partido, Rivaldo Fernandes, a avaliação interna é de que o PV entra em 2026 em condições de sair fortalecido.

“O PV enquanto partido sairá vitorioso com o deputado Dr. Bernardo Amorim e a vereadora Thabatta Pimenta”, afirmou ao Diário do RN, se referindo aos candidatos a deputado federal. Na leitura do dirigente, esses nomes ampliam o potencial da federação como um todo.

“Com esses nomes, a federação deverá eleger quatro deputados federais, pois conta, além de Natália Bonavides e Mineiro, com Rafael Motta, no PCdoB. Assim, seria reforçada a possibilidade de sermos a nominata mais robusta para a Câmara Federal”, completou, antecipando, inclusive, articulação entre o ex-deputado do PSB sobre seu destino partidário.

A aposta na proporcional é vista nos bastidores como uma forma de “blindar” o projeto da federação diante das incertezas do cenário majoritário e, ao mesmo tempo, de elevar o poder de influência do PV nas decisões estratégicas. A filiação do deputado estadual Dr. Bernardo Amorim ao partido e a pré-candidatura da vereadora Thabatta Pimenta são tratadas como movimentos-chave nessa engenharia eleitoral.

Além da Câmara Federal, o PV também trabalha para consolidar sua presença na Assembleia Legislativa. Rivaldo Fernandes confirmou que o partido aposta na reeleição de Hermano Morais e Eudiane Macedo e destacou que o ex-presidente da legenda e ex-vereador Milklei Leite figura entre os nomes com perspectiva de eleição. “O PV está conversando com vários pretendentes à Assembleia Legislativa que podem reforçar sua chapa estadual”, disse.

O crescimento projetado na proporcional alimenta outro debate sensível dentro da federação: o espaço na disputa majoritária, especialmente para o Senado. Com a primeira vaga encaminhada para Fátima Bezerra, o PV mira a segunda cadeira.

“Para a segunda vaga para o Senado temos o nome do professor Rivaldo Fernandes, presidente do PV, que tem feito um grande trabalho de articulação juntamente com Samanda”, declarou Rivaldo, tratando do próprio nome.

Na corrida pelo Governo do Estado, o partido afirma que sua prioridade não é apenas a definição de nomes, mas a apresentação de um projeto claro para o Rio Grande do Norte. O discurso busca se diferenciar pela ênfase no desenvolvimento econômico e na industrialização.

“Para a disputa para o governo, o PV pretende apresentar uma proposta de desenvolvimento para o RN no rumo de fortalecer as cadeias produtivas do Estado, tendo como motor um amplo programa de industrialização”, afirmou Rivaldo.

Segundo ele, a legenda defende que o debate eleitoral seja menos personalista e mais programático. A proposta envolve industrializar setores estratégicos da economia potiguar.

“Entendemos que o principal papel de um candidato é apresentar um projeto, como forma de desformalização do debate e de centrar no rumo de fazer o RN superar os gargalos econômicos.

Nossa fruticultura, nosso pescado, nossas salinas, a cajucultura, as eólicas, e caminhar para uma transição energética que possa puxar nossa industrialização”, enumerou.

O diálogo com o pré-candidato do PT ao governo já está em curso. “Já conversamos com o pré-candidato Cadu e vamos apresentar até março a nossa contribuição para debater com o RN. Mais importante para nós é ter projeto”, concluiu o presidente do PV.


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“NÃO FALTARÁ CORAGEM”, AFIRMA CADU XAVIER SOBRE ASSUMIR MANDATO-TAMPÃO

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Cotado pelo sistema governista para assumir o mandato-tampão, o secretário estadual da Fazenda e pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT), afirmou que não lhe falta coragem para assumir um eventual mandato-tampão no Executivo estadual, quando se concretizar a vacância do cargo, com a renúncia da governadora, Fátima Bezerra (PT) e do vice-governador Walter Alves (MDB). Segundo ele, qualquer definição dependerá da configuração política na Assembleia Legislativa, mas o PT tem posição clara sobre o tema.

“Isso depende da configuração na Assembleia Legislativa. O interesse do partido é que cumpramos o mandato que foi concedido pelo povo do Rio Grande do Norte, ou seja, que, no caso da vacância do cargo, seja um nome do PT a governar o nosso Estado”, declarou Cadu.
Questionado se a atual situação financeira do Rio Grande do Norte poderia intimidar um gestor que venha a assumir o comando do Executivo, Cadu foi enfático ao negar qualquer temor.

“Depende. A situação que nós pegamos o Estado era infinitamente pior e não nos faltou coragem.

Com certeza, não. Não faltará coragem”, afirmou, se referindo indiretamente à Walter Alves, vice-governador, que rompeu acordo feito em 2022 quando recuou do seu papel de primeiro na linha de sucessão e não vai assumir o posto. Sua decisão e a também negativa de Ezequiel Ferreira (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa, tornarão necessária uma eleição indireta no Estado.

Na avaliação do secretário, o discurso de “caos” ou “terra arrasada” propagado por setores da oposição não corresponde à realidade. “A situação do Estado passa longe de caos ou terra arrasada, como a oposição quer vender. O que existe é uma oposição que quer desqualificar o trabalho do governo da professora Fátima para justamente sentar na cadeira que ela está sentada hoje”, disse.

Sobre a dívida do Estado, Cadu Xavier apontou o crescimento em relação aos precatórios.

Segundo ele, o aumento do endividamento não foi provocado pela atual gestão.

“O crescimento dessa dívida se deu em razão do crescimento do estoque de precatórios e não foi gerada pelo governo atual, mas sim por inúmeras ações judiciais motivadas pelo descumprimento de direitos dos servidores em governos anteriores”, explicou.

De acordo com os dados apresentados por ele, em 2022 os empréstimos representavam 16% da Receita Corrente Líquida (RCL) e os precatórios, 15%. Já em 2025, os empréstimos passaram a representar 14% da RCL, enquanto os precatórios chegaram a 35%. O secretário ressaltou que o pagamento dessa dívida seguirá as regras da Emenda Constitucional nº 136, promulgada em setembro de 2025. “O Estado do RN vem cumprindo com o pagamento do plano de precatórios anual, concluiu integralmente o pagamento do plano de 2025 e tem plenas condições de cumprir o pagamento do exercício corrente”, afirmou.

Ao defender o legado do governo Fátima Bezerra, Cadu destacou a regularidade no pagamento dos servidores como um dos principais avanços da gestão petista. “A gente finalizou mais um ano honrando os pagamentos dos servidores, finalizamos agora o pagamento do 13º. Desde o início do governo da professora Fátima, os salários são pagos rigorosamente em dia, com o 13º sempre finalizado no início de janeiro. Em 2025 foi do mesmo jeito”, ressaltou.

Ele comparou o cenário atual com a realidade encontrada no início da gestão. “É um cenário bem diferente de quando a gente recebeu alguns servidores com até quatro folhas em atraso. Hoje, as demonstrações contábeis do Estado dizem a verdade sobre os números. É uma situação completamente diferente do que a gente vivia antes”, disse.

Cadu também enumerou investimentos realizados nos últimos anos, rebatendo novamente o discurso oposicionista. “O Estado hoje consegue investir. Tem feito o maior plano de recuperação de rodovias da história do Rio Grande do Norte, tem 10 IERNs na educação entregues à população ou em fase de entrega, mais de 100 escolas reformadas e um incremento muito relevante no número de leitos. Hoje, a gente tem muito mais leitos de UTI do que antes do governo da professora Fátima”, afirmou.

O pré-candidato apontou como caminhos de uma eventual gestão Cadu Xavier a continuidade e o aprofundamento das políticas públicas que, segundo ele, vêm dando resultados positivos. “É seguir avançando nas políticas públicas que deram certo, como na segurança pública, e apostar na retomada da trajetória de reequilíbrio fiscal do Estado para ampliar a capacidade de investimentos”, disse.

Entre as prioridades, ele citou investimentos em infraestrutura e logística para potencializar oportunidades econômicas. “Principalmente para maximizar as oportunidades que se apresentam ao RN, como a ampliação dos investimentos em energias renováveis, a expansão da mineração e a retomada da indústria do petróleo no Estado, com o início da exploração da margem equatorial”, afirmou, acrescentando ainda a “continuidade do crescimento do turismo, retomado no governo Fátima”, como eixo estratégico para o desenvolvimento potiguar.


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CRESCIMENTO DA DÍVIDA DO ESTADO É ATRELADO À INFLAÇÃO E FOLHA DE PESSOAL

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Enquanto o atual secretário da Fazenda, Cadu Xavier (PT), pré-candidato ao Governo do RN, insiste em afirmar que a situação do Governo não é de caos, o vice-governador Walter Alves (MDB), que esteve ao lado de Fátima Bezerra (PT) nos últimos três anos de gestão, decidiu não assumir a cadeira do Executivo alegando a situação fiscal do Estado. A decisão de Waltinho, porém, não acontece em um cenário tão diferente do que existia no RN em 2022, quando ele aceitou o convite para ser vice-governador e, como primeiro na linha de sucessão, assumiria o governo quando Fátima, reeleita, renunciasse para a disputa ao Senado. O acordo previa também Walter disputando a reeleição como parte do projeto governista.

Os dados oficiais dos Relatórios de Gestão Fiscal do Executivo estadual mostram que o endividamento do Rio Grande do Norte passou por momentos distintos durante as gestões Fátima Bezerra. O crescimento do endividamento em 2025 aparece em um contexto econômico influenciado pela inflação acumulada no período, dívidas com precatórios e o crescimento da folha de pessoal.

O economista Ricardo Valério, superintendente do Conselho Regional de Economia (Corecon), analisa quais os principais pontos que comprometeram as finanças estaduais, mesmo sob o recorde de arrecadação.

“Embora as receitas do Estado venham batendo recorde de arrecadação em 2024, graças a equalização dos 18% para os 20% do ICMS ocorridos a partir de abril de 2024, além da melhoria da logística operacional da máquina tributária mais eficaz da Sefaz, o que subiu significativamente a arrecadação, mas o que ocorre na realidade, é que as despesas de pessoal têm seus crescimentos vegetativos e incrementados de alguns ajustes conquistados por algumas categorias que estavam sem aumento há diversos anos, e conseguiram já reposições e isto sem falar, notadamente, pelos sucessivos aumentos dos pisos salariais de 2022 para cá, que vêm comprometendo e pressionando as despesas com pessoal, acima do limite prudencial, deixando a posição fiscal do Estado comprometida e com baixa capacidade de investimentos”, avaliou.

No encerramento de 2018, a dívida consolidada bruta do Rio Grande do Norte somava cerca de R$ 4,44 bilhões. Em 2022, quando aconteceu a eleição que reconduziu Fátima ao posto de governadora e o vice-governador Antenor Roberto (PCdoB) foi substituído por Walter Alves, mesmo com a melhora da posição financeira e a redução da dívida líquida, a dívida consolidada bruta não recuou. Ao contrário, encerrou o exercício em aproximadamente R$ 4,87 bilhões, valor superior ao registrado em 2018. Já em 2025, até outubro, a dívida consolidada bruta alcançou cerca de R$ 6,29 bilhões, o maior patamar da série analisada.

A análise do avanço da dívida bruta entre 2022 e 2025 deve considerar, como aponta Valério, o efeito da inflação acumulada no período, que ficou próxima de 15%. Parte do crescimento da dívida reflete a correção monetária dos contratos e a própria perda do poder de compra da moeda. Sob essa ótica, o aumento real da dívida bruta é menor do que o observado em valores nominais, embora ainda assim relevante.

“Ademais, o Governo Fátima Bezerra, além da herança das quatro folhas em atraso, recebeu uma Previdência Social do IPERN altíssima, que mensalmente custa mais de 150 milhões ou 1,8 bilhão de reais nos orçamentos anuais. Desta forma, os ganhos de arrecadação mais acréscimo da inflação, não causam nenhum conforto fiscal para o ano findo de 2025 e nem projetam um orçamento tranquilo para 2026”, reforça o economista.

Os dados são públicos e o vice-governador Walter Alves tinha conhecimento da situação quando aceitou o convite do PT, numa articulação direta das direções nacionais dos dois partidos, que já previa as movimentações eleitorais para quatro anos depois.


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