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janeiro 20, 2026


SISU 2026 ABRE INSCRIÇÕES COM NOVAS REGRAS NA MAIOR EDIÇÃO DA HISTÓRIA

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As inscrições para a edição de 2026 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) começaram nesta segunda-feira (19) e seguem abertas até as 23h59 da sexta-feira (23), no horário de Brasília. O processo seletivo é a principal porta de entrada para cursos de graduação gratuitos em instituições públicas de ensino superior em todo o país e, neste ano, chega com mudanças importantes nas regras de participação.

O Sisu é o sistema do Ministério da Educação (MEC) que utiliza as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para selecionar estudantes para universidades e institutos federais. As inscrições são gratuitas e feitas exclusivamente pela internet, no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Cada candidato pode escolher até duas opções de curso, por ordem de preferência, e precisa preencher também o cadastro socioeconômico.

A edição de 2026 é a maior da história do Sisu. São mais de 274,8 mil vagas em 7.388 cursos, oferecidos por 136 instituições em 587 municípios brasileiros. Desse total, mais de 73 mil vagas são destinadas a cursos de licenciatura presenciais. Estudantes que optarem por essa área poderão se inscrever no programa Pé-de-Meia Licenciaturas, que garante um incentivo financeiro mensal de R$ 1.050.

O sistema também mantém as ações afirmativas previstas na Lei de Cotas. No momento da inscrição, candidatos que estudaram integralmente em escola pública, são de baixa renda, pretos, pardos, indígenas, quilombolas ou pessoas com deficiência devem indicar a modalidade de concorrência correspondente ao seu perfil. A distribuição das vagas ocorre após a classificação geral, respeitando as proporções definidas em lei.

Mudanças em 2025
Uma das principais novidades da edição de 2026 é que o sistema passa a considerar automaticamente a melhor nota entre as três últimas edições do Enem, 2023, 2024 e 2025. Isso muda de forma significativa a dinâmica do processo seletivo, especialmente para quem prestou o exame mais de uma vez.

De acordo com o professor Handesson Leão, especialista em assuntos relacionados ao Enem, essa é a alteração mais relevante do ano. “A mudança mais impactante é que, agora, o aluno que fez o Enem entre 2023 e 2025 terá automaticamente considerada a melhor nota entre esses anos. Ou seja, quem realizou o exame nos últimos três anos concorre com seu melhor desempenho. Já quem fez o Enem pela primeira vez em 2025 participa apenas com essa única nota”, explica.

Outra característica importante do Sisu é a chamada nota de corte, que funciona como uma referência para orientar os candidatos durante o período de inscrição. Segundo Handesson, o sistema permite acompanhar diariamente a posição do estudante em relação às vagas disponíveis. “A primeira nota de corte funciona como uma referência inicial. Se um curso tem 40 vagas, a nota do 40º colocado passa a ser a nota de corte. O estudante compara a sua nota com essa última colocação para se orientar nas escolhas da primeira e da segunda opção”, afirma.

Ele também orienta sobre a estratégia nos primeiros dias. “Nos três primeiros dias, a concorrência é sempre muito alta, porque as pessoas ainda estão testando possibilidades. A partir do terceiro dia, essa média tende a se estabilizar e virar uma referência mais realista. No primeiro dia, muita gente com média 600 coloca Medicina, não tem chance, mas isso infla a concorrência. Depois, o sistema começa a se ajustar”, destaca.

Impacto para os estudantes

Sophya tirou 940 na redação e vai escolher TI como 1ª opção de curso – Foto: Reprodução

Entre os estudantes que participam do processo está Sophya Maria Afonso, que escolheu Tecnologia da Informação (TI) como primeira opção na UFRN. “O curso que eu gostaria de fazer é TI, e o que pesou na minha decisão foi o futuro do mundo em relação à inteligência artificial. Eu sempre tive muito interesse por tecnologia, principalmente pela área de cibersegurança, que é o ramo que eu pretendo seguir”, conta.

Sobre as mudanças na avaliação do Enem 2025, Sophya observa que isso impactou muitos estudantes. Segundo ela, parte dos candidatos se sentiu prejudicada com o novo cenário. “Muita gente teve dificuldade para atingir as notas mínimas exigidas por várias faculdades, principalmente em Matemática e em Ciências da Natureza. Além disso, a anulação de duas questões de Natureza e uma de Matemática acabou prejudicando muita gente. Mesmo quem tinha acertado essas questões não teve a pontuação ajustada, o que pareceu injusto para muitos candidatos, inclusive para mim”, relatou.

Ela, que tirou nota 940 na redação, também avalia que a correção da redação foi mais rigorosa neste ano. “A sensação geral é de que a redação foi corrigida de forma mais rígida. Pelos relatos que circularam na internet, a maioria das pessoas tirou menos de 900 pontos, e as notas mais altas foram raras. Muita gente sentiu que a pontuação caiu em relação aos outros anos”, completou a estudante.

O resultado da chamada regular do Sisu 2026 será divulgado no dia 29 de janeiro. Os selecionados deverão realizar a matrícula a partir de 2 de fevereiro. Quem não for aprovado nessa primeira etapa poderá manifestar interesse em participar da lista de espera entre os dias 29 de janeiro e 2 de fevereiro, também pelo Portal Único.


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CARLOS EDUARDO LIDERA DISPUTA E PROVOCA EMPATE NO 2º COLOCADO

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A pesquisa do Instituto Datavero, realizada nos dias 10 e 11 de janeiro de 2026, em Natal, revela um cenário fragmentado e altamente competitivo na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. O levantamento ouviu 800 eleitores, com margem de erro de 3,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, e testou diferentes cenários de intenção de voto estimulada.

No Cenário 1, que reúne os principais nomes cotados para a disputa, o ex-prefeito Carlos Eduardo (PSD) aparece na liderança, com 21,75% das intenções de voto. Em seguida, surgem Rogério Marinho (PL), com 17,38%, Álvaro Dias (Republicanos), com 16,75%, e Allyson Bezerra (UB), com 16,38%, configurando um empate técnico entre os três. O pré-candidato Cadu Xavier (PT) registra 5,38%. A opção “Nenhum” soma 18,25%, enquanto 4,13% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

No Cenário 2, Carlos Eduardo amplia a vantagem e alcança 30,25%, seguido por Rogério Marinho, com 22,63% e Allyson Bezerra, com 20,75%. O índice de eleitores que afirmam não votar em nenhum dos nomes apresentados permanece elevado, com 22,25%, e os indecisos somam 4,13%.

Já no Cenário 3, a liderança muda de mãos. Rogério Marinho aparece à frente, com 29,88%, enquanto Allyson Bezerra registra 24,63%. Cadu Xavier marca 6,50%. Neste cenário, chama atenção o alto percentual da opção “Nenhum”, que atinge 32,63%, além de 6,38% de NS/NR, evidenciando forte resistência do eleitorado aos nomes apresentados.

No Cenário 4, Carlos Eduardo volta a liderar, com 28,25% das intenções de voto. Logo atrás, Allyson Bezerra (21,38%) e Álvaro Dias (21,25%) aparecem praticamente empatados em Natal. A opção “Nenhum” alcança 24,75%, e 4,38% dos entrevistados permanecem indecisos.

No Cenário 5, o prefeito de Natal, Álvaro Dias, assume a liderança, com 29%. Allyson Bezerra surge em segundo lugar, com 23,63%, enquanto Cadu Xavier registra 6,75%. Mais uma vez, o percentual de eleitores que rejeitam todos os nomes é expressivo: 33,88% afirmam votar em “Nenhum”, e 6,75% não souberam ou não responderam.

Rejeição
Além da intenção de voto, a pesquisa Datavero também aferiu a rejeição dos pré-candidatos. O maior índice é de Rogério Marinho, com 29,38%, seguido por Cadu Xavier (21,88%). Carlos Eduardo aparece com 13,38% de rejeição, enquanto Álvaro Dias registra 7,13% e Allyson Bezerra, 3,63%, o menor percentual entre os nomes testados. Outros 11,63% afirmaram não votar em nenhum candidato, 7,88% não responderam, e 5,13% disseram que votariam em todos.

Os dados apontam para uma disputa aberta de acordo com eleitores da capital potiguar. Allyson Bezerra vê o favoritismo marcado nas demais regiões do Estado se perder.

A pesquisa foi registrada no TRE/RN (Tribunal Regional Eleitoral), sob o número RN-08578/2026.

Styvenson lidera 1º voto ao Senado, com Carlos Eduardo, Fátima e Álvaro empatados

A disputa pelas duas vagas ao Senado pelo Rio Grande do Norte já apresenta configurações distintas entre o primeiro e o segundo votos do eleitor. Pesquisa do Instituto Datavero, realizada nos dias 10 e 11 de janeiro de 2026 em Natal, aponta o senador Styvenson Valentim, candidato à reeleição, na liderança isolada das intenções de voto para a primeira escolha, enquanto o segundo voto se mostra mais fragmentado entre os nomes testados. O levantamento ouviu 800 eleitores, possui margem de erro de 3,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Primeiro voto
No cenário do primeiro voto, Styvenson aparece com 29,0% das intenções, abrindo larga vantagem sobre os demais concorrentes. Na segunda colocação está o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo, com 14,75%, seguido de perto pela governadora Fátima Bezerra, que soma 14,13%.

Logo depois vem outro ex-prefeito da capital, Álvaro Dias, com 11,63%, e a senadora Zenaide Maia, com 8,75%.

Mais atrás aparecem Coronel Hélio, com 2,63%, Jean Paul Prates, com 1,50%, e o deputado estadual Ezequiel Ferreira, com 1,00%. Babá registra 0,38% e Luizinho Cavalcante, 0,25%, fechando a lista dos nomes testados. O levantamento também aponta que 5,88% dos entrevistados não souberam ou não responderam, enquanto 10,13% afirmaram que não votariam em nenhum dos nomes apresentados.

Segundo voto
Já no cenário do segundo voto, a disputa é mais equilibrada. Álvaro Dias aparece na liderança com 15,63% das intenções, seguido por Carlos Eduardo, que soma 14,63%. Na terceira posição está Styvenson Valentim, com 11,75%, tecnicamente empatado com a senadora Zenaide Maia, que registra 11,00%.

Na sequência surgem a governadora Fátima Bezerra, com 6,88%, e Coronel Hélio, com 5,38%.

Jean Paul Prates aparece com 2,13%, Ezequiel Ferreira com 1,75%, Babá com 1,00% e Luizinho Cavalcante com 0,25%.

O percentual de eleitores indecisos ou que não responderam é ainda maior no segundo voto, chegando a 11,75%. Já 17,88% afirmaram que não votariam em nenhum dos nomes apresentados para essa segunda escolha.

A pesquisa foi registrada no TRE/RN (Tribunal Regional Eleitoral), sob o número RN-08578/2026.


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WALTER ROMPE COM O GOVERNO, PT CRITICA POSIÇÃO E CADU XAVIER REAGE

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A decisão do vice-governador Walter Alves (MDB) de não assumir o Governo do Rio Grande do Norte, em caso de renúncia da governadora Fátima Bezerra (PT), marcou um ponto de inflexão no cenário político estadual e confirmou, de forma oficial, um movimento que já vinha sendo dado como certo nos bastidores e acompanhado de perto pelo Diário do RN. Ao comunicar pessoalmente sua posição à governadora e anunciar o alinhamento do MDB ao projeto político liderado pela Federação União Progressista (União Brasil–PP), com a participação do PSD, Walter reposiciona seu partido, rompe com o campo governista e contribui para a consolidação de uma frente de oposição que tem como principal aposta o nome do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB), ainda não lançado oficialmente como candidato ao governo.

Em nota divulgada à imprensa nesta segunda-feira (19), Walter Alves informou: “Estive reunido com a governadora Fátima Bezerra (PT) na manhã desta segunda-feira, dia 19 de janeiro.

Comuniquei que não assumirei o cargo de governador, com a possível renúncia dela. Também adiantei que sou pré-candidato a deputado estadual”.

No mesmo texto, o vice-governador reafirmou o alinhamento nacional do MDB com o campo governista federal: “Ainda sobre as Eleições 2026, ratifiquei o posicionamento já alinhado com o presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi, e com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, de apoiar a reeleição do presidente Lula (PT).”

Sobre a sucessão estadual, Walter informou o novo posicionamento do partido: “Cientifiquei a governadora que a posição do MDB-RN é de caminhar com os partidos da Federação União Progressista (União Brasil e PP) e PSD. Decisão tomada após consulta aos correligionários”.

A reação dos novos aliados foi imediata. Em nota conjunta, União Brasil, Progressistas e PSD celebraram publicamente a chegada do MDB ao bloco político. O texto afirma: “O União Brasil, Progressistas e PSD recebem com alegria o anúncio oficial do vice-governador Walter Alves e, do seu partido, o MDB, de apoio ao projeto que trabalhamos para uma gestão moderna e responsável do RN. Sejam bem-vindos! Há muito a ser feito, muito faremos.”

Coube ao ex-senador José Agripino Maia, presidente estadual do União Brasil, traduzir o significado político do movimento. Em conversa com o Diário do RN, ele afirmou que a adesão de Walter encerra qualquer dúvida sobre o desenho da aliança. “Com o Walter, está resolvido. Ali é uma aliança selada”.

Questionado se o MDB poderá indicar o candidato a vice-governador na chapa majoritária, Agripino ponderou que a definição ainda será objeto de diálogo entre os partidos: “É provável.

Isso aí é uma segunda etapa. Essa vai ser uma conversa que vai ser seguida pelos partidos, o PSD, União Brasil, o PP e agora o MDB. São partidos que estão se manifestando com relação a isso, e esses partidos vão fazer a conversa para a escolha da chapa, a confluência da chapa”.

Sobre o fato de Allyson Bezerra ainda não ter anunciado oficialmente sua pré-candidatura ao governo, Agripino classificou a situação como estratégica e natural. “É uma questão de estratégia.

Ele é prefeito ainda. Ele é juiz do momento da oportunidade e deve declarar se é ou não o candidato”.

Ainda nesta segunda-feira, José Agripino também se reuniu com o prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil). O encontro ganhou relevância diante do fato de Paulinho manter acordo político com Rogério Marinho (PL), Álvaro Dias (Republicanos) e Styvenson Valentim (PSDB), que tendem a compor um palanque adversário ao projeto liderado pelo União Brasil. Apesar das especulações sobre uma possível saída do prefeito do partido e sobre uma eventual negativa de Agripino à desfiliação da vereadora Nina Souza, esposa de Paulinho e atual secretária municipal de Assistência Social, o ex-senador buscou minimizar qualquer leitura de conflito. “A conversa que eu tive com o Paulinho Freire foi uma conversa confluente”.

No campo governista, a decisão de Walter Alves provocou reação imediata. Em nota pública, o PT-RN afirmou: “O Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Norte foi oficialmente comunicado, nesta segunda-feira (19 de janeiro), pelo vice-governador Walter Alves, de sua decisão de romper com o projeto político que reorganizou o Estado e melhorou a vida do povo potiguar”.

O texto prossegue destacando o rompimento: “O vice também confirmou que passará a integrar um grupo político de oposição ao governo do qual fez parte nos últimos três anos”.

Diante da desistência de Walter de assumir o Executivo, o PT anunciou candidatura própria ao governo no processo de eleição indireta: “O PT apresentará candidatura ao Governo do Estado para o mandato de abril a dezembro, no processo de eleição indireta que deverá ocorrer na Assembleia Legislativa”.

A legenda concluiu reafirmando seu projeto político: “Seguiremos firmes, com Lula presidente, Cadu Xavier governador e Fátima Bezerra senadora. A luta será grande, mas sairemos vitoriosos”.

Ainda nesta segunda-feira, o atual secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier, usou as redes sociais para se colocar como pronto para assumir o projeto do partido.

“Em oito anos, coragem nunca nos faltou. E não vai ser agora que isso vai mudar”, afirma o pré-candidato enquanto narra feitos do Governo Estadual como a recuperação de rodovias, reforço na segurança e ampliação nos serviços de saúde.


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PESQUISA DATAVERO/DIÁRIO DO RN NATAL: SOMENTE PAULINHO FREIRE É APROVADO

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Levantamento do Instituto Datavero, realizado nos dias 10 e 11 de janeiro de 2026, revela cenários contrastantes na avaliação das gestões municipal, estadual e federal junto aos eleitores de Natal.

No recorte municipal, o prefeito Paulinho Freire (UB) aparece com avaliação majoritariamente positiva. De acordo com os dados, 48,75% dos entrevistados aprovam a gestão, enquanto 32,88% desaprovam. Outros 18,38% disseram não saber ou não responderam. O resultado indica um saldo favorável ao prefeito, com a aprovação superando a desaprovação em quase 16 pontos percentuais.

Já no cenário estadual, a governadora Fátima Bezerra enfrenta um quadro mais adverso na capital. A pesquisa mostra que 67,75% dos natalenses desaprovam a gestão, contra 24,25% que aprovam. O índice de não respondeu ficou em 8%. O dado evidencia um desgaste significativo da administração estadual entre os eleitores da cidade.

No plano federal, a avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece mais equilibrada em Natal. Segundo o levantamento, 47,75% aprovam a gestão, enquanto 44,38% desaprovam. Outros 7,88% não souberam ou preferiram não responder. O resultado aponta um cenário de divisão quase igual entre aprovação e desaprovação na capital potiguar.

A pesquisa ouviu 800 pessoas, tem margem de erro de 3,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.


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