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janeiro 21, 2026


ÁLVARO DIAS DEVERÁ SER ANUNCIADO HOJE CANDIDATO DA DIREITA AO GOVERNO PELO PL

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Os anúncios que o senador Rogério Marinho (PL) deve fazer em coletiva nesta quarta-feira (21), logo mais, na sede do partido em Natal, devem confirmar a mudança na estratégia da direita para as eleições de 2026 no Rio Grande do Norte. Informações obtidas pelo Diário do RN nos bastidores indicam que o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos), deverá ser anunciado como o candidato ao Governo do Estado, encabeçando a chapa de oposição. Para a candidatura o ex-prefeito de Natal deverá trocar o Republicanos pelo PL.

De acordo com fontes do partido, em conversa com o Diário do RN, houve resistência interna ao nome do senador Styvenson Valentim (PSDB) para disputar o Executivo estadual. O assunto foi conversado durante a reunião do partido que aconteceu nesta segunda-feira à noite, na casa do deputado Tomba Farias (PL), em Pirangi. Parlamentares do PL chegaram a questionar a previsibilidade política de Styvenson, sendo o deputado General Girão (PL) um dos que mais verbalizaram desconfiança em relação ao perfil do senador. O entendimento não avançou para a consolidação do nome de Styvenson ao Governo.

“Se não mudarem daqui para amanhã”, resumiu uma fonte ouvida pelo Diário do RN, Álvaro Dias será o escolhido para a disputa majoritária. Nesse desenho, Styvenson Valentim permanece como o nome do grupo para a corrida ao Senado Federal.

A decisão ocorre no momento em que Rogério Marinho decidiu deixar a condição de pré-candidato ao Governo do Estado. O senador foi chamado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para coordenar a campanha do filho Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, o que inviabilizaria uma candidatura própria no RN. O movimento deve ser formalizado no pronunciamento desta quarta-feira.

Nesse caso, Rogério atende a pedido da família cuja confiança é determinante para Marinho, que busca, a partir de agora, trabalhar também na ampliação de nomes do partido e de aliados no Senado Federal, visando a candidatura à presidência da Casa. Rogério é também secretário-geral do PL.

Nos bastidores, o grupo político de Marinho chegou a tentar convencer Styvenson a assumir a cabeça de chapa para enfrentar o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), visto internamente como o principal adversário da direita na disputa estadual. A avaliação predominante era de que Styvenson seria o único nome com densidade eleitoral suficiente para rivalizar com Allyson. A resistência do senador, no entanto, abriu espaço para a consolidação de Álvaro Dias como alternativa.

A configuração que deve ser apresentada na coletiva inclui, além de Álvaro Dias ao Governo e Styvenson Valentim ao Senado, o segundo nome do grupo. Além disso, a permanência do prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), e de Ezequiel Ferreira no grupo, reforçando a articulação entre PL e aliados no campo oposicionista.

A filiação de Álvaro Dias ao PL resolveria um impasse interno: sem Rogério Marinho como candidato ao Governo, a nominata do partido para deputado estadual ficaria fragilizada, já que, tradicionalmente, parlamentares buscam legendas que tenham candidatura majoritária competitiva. A entrada de Álvaro no PL preservaria a coerência da chapa e daria musculatura ao partido.

Ainda segundo informações de bastidores, Álvaro Dias deve levar consigo o deputado Adjuto Dias, seu filho, fortalecendo a nominata proporcional do PL para a Assembleia Legislativa.

No campo do Senado, além de Styvenson Valentim, surgem novamente como possibilidades os nomes do presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), Babá Pereira, e do Coronel Hélio, liderança do bolsonarismo no Estado, ampliando o leque de opções da direita para a disputa.


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EZEQUIEL DEVE DISPUTAR REELEIÇÃO AO LADO DO PL DE ROGÉRIO MARINHO

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O rearranjo das forças políticas no Rio Grande do Norte, provocado pelo rompimento do vice-governador Walter Alves (MDB) com o governo estadual, colocou o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), diante de uma encruzilhada estratégica. Sem se manifestar publicamente, ele passou a buscar novo caminho nas articulações que redesenham a disputa de 2026.

O chefe do Legislativo ainda não se pronunciou publicamente, mas, nos bastidores, seu afastamento do parceiro político sinaliza desconforto com as últimas ações de Waltinho. Os dois tinham um caminho pavimentado: migração de Ezequiel para o MDB, partido que presidiria no RN, levaria consigo os deputados do PSDB e montaria uma superchapa à estadual e uma chapa competitiva à federal. Com Walter na cadeira do Executivo estadual, o projeto seria viabilizado muito mais facilmente. Fazer o novo presidente da Assembleia também estava nos planos.

Nesse novo cenário, informações de bastidores indicam que Ezequiel Ferreira abriu diálogo com o campo oposicionista. O presidente da Assembleia vem mantendo conversas com o senador Rogério Marinho (PL), principal liderança da direita potiguar. Em meio às articulações, Ezequiel teria defendido a candidatura do senador Styvenson Valentim (PSDB) ao Governo do Estado, mesmo com a vantagem expressiva que o parlamentar apresenta nas pesquisas para o Senado.

O argumento, segundo interlocutores, é estratégico: Styvenson seria o único nome da direita com viabilidade eleitoral suficiente para enfrentar Allyson Bezerra em condições reais de disputa. A leitura é de que, diante da fragmentação do campo oposicionista, apenas uma candidatura com forte apelo popular e recall eleitoral poderia equilibrar o jogo em 2026.

Paralelamente, no campo governista, a governadora Fátima Bezerra (PT) passou a priorizar a engenharia política em torno da eleição indireta e do mandato tampão que deve se abrir com a desistência de Walter Alves de ocupar o cargo. A movimentação visa preservar influência institucional e manter o controle da sucessão no curto prazo.

Ainda segundo informações de bastidores, Fátima teria buscado diálogo com Ezequiel Ferreira para que ele, segundo na linha de sucessão, assumisse o Governo do Estado e permanecesse na base aliada. A estratégia, no entanto, não teria prosperado. Pessoas próximas ao presidente da Assembleia afirmam que Ezequiel estaria fechado com o grupo político liderado por Rogério Marinho, sinalizando um afastamento definitivo do núcleo governista.

Sem declarações públicas até o momento, Ezequiel Ferreira mantém a postura cautelosa que o caracteriza, mas seus movimentos indicam que o futuro político do presidente da Assembleia passa, cada vez mais, pela consolidação de uma nova aliança no campo oposicionista.


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