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janeiro 28, 2026


PERÍODO DE DEFESO DO CARANGUEJO-UÇÁ NO RN MOBILIZA ÓRGÃOS DE PROTEÇÃO AMBIENTAL

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O caranguejo-uçá voltou a entrar no período de defeso no Rio Grande do Norte, fase em que ficam proibidas a captura, o transporte, o armazenamento e a comercialização do crustáceo. A medida, definida por portaria interministerial dos ministérios da Pesca e Aquicultura e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, coincide com a chamada andada reprodutiva, quando machos e fêmeas deixam as tocas no mangue para acasalar e liberar os ovos. Proteger esse momento é essencial para garantir a renovação da espécie e a preservação dos manguezais.

No Rio Grande do Norte, o defeso ocorre de forma intercalada entre janeiro e abril. Durante essas datas, qualquer atividade relacionada ao caranguejo-uçá é considerada ilegal, com exceção apenas de estoques declarados previamente aos órgãos ambientais. A orientação vale para pescadores, marisqueiros e comerciantes, além de bares, restaurantes e demais estabelecimentos comerciais que trabalham com o produto.

Para o diretor-técnico do Idema/RN, Thales Dantas, o defeso é uma das principais ferramentas de conservação da espécie e de equilíbrio ambiental. “A portaria federal estabelece uma vedação de 18 de janeiro a 23 de abril, com semanas alternadas. Esse intervalo corresponde exatamente ao período de andada, quando o caranguejo se reproduz. Respeitar esse tempo é garantir que a população da espécie continue existindo nos manguezais”, explica.

Ele ressalta que o caranguejo-uçá tem um papel essencial no funcionamento do ecossistema. “É uma espécie que ajuda a manter o solo do mangue oxigenado, participa da ciclagem de nutrientes e contribui para o equilíbrio ambiental. Proteger o caranguejo é proteger o próprio manguezal”, afirma.

Thales também reforça que o consumo só é permitido quando há comprovação de origem legal.

“O comerciante precisa apresentar a declaração de estoque. Sem esse documento, a venda é irregular e deve ser denunciada aos órgãos ambientais”, orienta.

Fiscalização integrada
A fiscalização é feita em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que intensifica as ações durante o período. O superintendente do Ibama no RN, Rivaldo Fernandes, lembra que o defeso protege não apenas o presente, mas o futuro da espécie. “Precisamos proteger o caranguejo-uçá agora para que ele continue existindo amanhã. Reforçamos que nesse período, não é permitida a captura, o transporte, o beneficiamento, a industrialização nem a comercialização. A medida coincide com a saída em massa dos animais para o acasalamento e garante a renovação natural da espécie”, afirma.

Rivaldo destaca que as equipes do Ibama, junto com a Polícia Ambiental, vêm realizando operações em áreas de mangue, rodovias, feiras livres, bares e restaurantes. “Quem for flagrado desrespeitando o defeso responde por crime ambiental, com multa, apreensão de material e, em caso de flagrante, até prisão”, alerta.

As penalidades variam conforme a gravidade da infração e a quantidade de caranguejos apreendidos. De acordo com a legislação ambiental, as multas têm valor Inicial de R$ 700 e podem chegar a R$ 100 mil. Além disso, todo o material utilizado na atividade ilegal também pode ser recolhido.

Calendário do defeso
Neste ano, o calendário do defeso do caranguejo-uçá no Rio Grande do Norte é dividido em seis etapas alternadas. A primeira ocorreu de 18 a 23 de janeiro; a segunda, de 1º a 6 de fevereiro; a terceira, de 17 a 22 de fevereiro; a quarta, de 3 a 8 de março; a quinta, de 18 a 23 de março; e a sexta, de 17 a 22 de abril, caso a temporada de andadas reprodutivas continue.


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CÂMARA REJEITA ARQUIVAMENTO E MANTÉM PROCESSO CONTRA BRISA

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A Câmara Municipal de Natal decidiu, em sessão extraordinária realizada nesta terça-feira (27), não arquivar o processo de cassação da vereadora Brisa Bracchi (PT). Por 15 votos contra o arquivamento, nove favoráveis, três abstenções e uma ausência, o plenário optou por manter o andamento da investigação no âmbito da Comissão Especial Processante. Com isso, o processo segue para nova fase de instrução, com oitiva de testemunhas e análise de documentos, antes de um julgamento final.

A sessão foi convocada para analisar o parecer da Comissão Especial Processante, apresentado no dia 7, que recomendava o arquivamento do processo com envio da denúncia à Comissão de Ética. No parecer, o relator Daniell Randall (Republicanos) votou contra o arquivamento, enquanto a presidente Samanda Alves (PT) apresentou voto divergente, defendendo o envio à Comissão de Ética, posição acompanhada por Tárcio de Eudiane (União Brasil). No plenário, porém, a maioria dos vereadores decidiu que o caso deveria continuar sendo apurado pela própria comissão de cassação.

Para a vereadora Samanda Alves, presidente da Comissão, o envio do caso à Comissão de Ética permitiria uma análise mais técnica. “O relatório trouxe elementos embasados pelas assessorias jurídicas. Nossa proposição não foi transformar a denúncia em pizza, mas arquivar no âmbito da comissão especial e fazer com que ela prosseguisse na Comissão de Ética, conforme o regimento indica”, explicou. Segundo ela, a instância de ética teria melhores condições de avaliar o mérito e indicar, se fosse o caso, absolvição, punição ou até a abertura de um novo processo de cassação.

Ao final da sessão, Brisa Bracchi concedeu entrevista coletiva e afirmou que a decisão reflete um processo de perseguição política. “Já foi investigado, já teve oitiva, já teve depoimento e hoje havia a oportunidade de ter sido arquivado ou encaminhado para a Comissão de Ética, mas infelizmente parece que para a maioria dos vereadores a prioridade não tem sido a discussão dos temas da cidade, e sim esse processo de perseguição”, disse.

A parlamentar avaliou que há um desgaste em torno do tema e que a população espera que a Câmara se concentre em outras pautas. “As pessoas querem e preferem que os vereadores, independente de partido, estejam preocupados com outros temas no ano de 2026”, afirmou. Brisa também declarou que a continuidade do processo não a afastará da vida pública. “Se alguns acham que estender esse processo, que já se arrasta por mais de seis meses, vai me fazer sair da política, muito pelo contrário, eu vou continuar com mais força do que nunca”, completou.

De acordo com o procurador-geral da Câmara, Gustavo Henrique Souza, com a decisão do plenário, a Comissão Especial Processante deve se reunir novamente nos próximos dias para dar continuidade aos trabalhos. “Agora o processo volta para a comissão, onde haverá oitiva de testemunhas, juntada de documentos e, posteriormente, novo julgamento”, afirmou. A previsão é de que o procedimento seja concluído em até 90 dias, com prazo estimado até o fim de fevereiro.

Votação nominal
Na votação nominal, 15 vereadores optaram pela continuidade do processo: Albert Dickson, Aldo Clemente, Cláudio Custódio, Cleiton da Policlínica, Daniell Randall, Daniel Santiago, Eriko Jácome, Fúlvio Saulo, Hébert Sena, Kleber Rodrigues, Preto Aquino, Robson Carvalho, Subtenente Eliabe, Tércio Tinoco e Tony Henrique. Nove votaram pelo arquivamento e envio à Comissão de Ética: Camila Araújo, Carlos Silvestre, Daniel Valença, Eribaldo, Léo Souza, Paulo Henrique, Samanda Alves, Tárcio de Eudiane e Thabatta Pimenta. Três se abstiveram: Irapoã Nóbrega, João Batista Torres e Luciano Nascimento. Anne Lagartixa não registrou presença.

Motivação para o processo
O processo de cassação foi instaurado a partir de denúncia do vereador Matheus Faustino (União), de que Brisa Bracchi teria destinado indevidamente uma emenda parlamentar para um evento de caráter político-partidário em 2025. O evento, conhecido como “Rolé Vermelho”, ocorreu em 9 de agosto, na Casa Vermelha, em Natal, e foi divulgado como uma festa ou ato político associado à vereadora, celebrando a expectativa de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.


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ESCÂNDALO DE ALLYSON BEZERRA EM MOSSORÓ GANHA REPERCUSSÃO NACIONAL

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A Operação Mederi, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (27), ultrapassou rapidamente as fronteiras do Rio Grande do Norte e ganhou ampla repercussão nacional, colocando o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), no centro de um dos mais graves escândalos recentes envolvendo desvios na área da Saúde pública. A repercussão ganhou destaque nacional, pelos milhões envolvidos nos contratos em questão.

O Estadão foi um dos veículos que deram maior destaque ao caso, publicando manchetes duras e detalhadas. Em uma delas, o jornal crava: “A matemática do prefeito de Mossoró: ‘ele comeu 60, 15% de Allyson’, diz empresário sobre propina”.

Em outra reportagem, o jornal ampliou o alcance da operação. “Três prefeitos e 15 servidores no Rio Grande do Norte são alvos da PF por rombo de R$ 13 mi na Saúde”.

O veículo destacou que a Polícia Federal posiciona Allyson Bezerra no topo do esquema, com referências nominais e indiretas ao recebimento de propina em escutas ambientais.

A CNN Brasil não apenas noticiou a operação como trouxe um desdobramento com perfil político do prefeito: “Quem é Allyson Bezerra, prefeito de Mossoró que foi alvo de operação da PF”.

A emissora ressaltou que Allyson tem 33 anos, é natural de Mossoró e se tornou o prefeito mais jovem da história da cidade, destacando que a investigação atinge uma liderança em ascensão no cenário político potiguar e nacional. Além disso, traz a trajetória do prefeito até se tornar deputado estadual.

A CartaCapital tratou o caso como um escândalo institucional, com a manchete: “PF deflagra operação contra suspeitas de desvios na saúde no Rio Grande do Norte”.

Já o ICL Notícias foi mais direto ao associar o nome do prefeito e o partido ao esquema: “Prefeito de Mossoró (RN), do União Brasil, é alvo de operação da PF contra desvios na saúde”.

Os veículos destacaram o impacto da investigação sobre a gestão municipal e a gravidade das denúncias envolvendo contratos de medicamentos.

O caso também foi destaque em portais de grande alcance como InfoMoney, G1 Nacional, Metrópoles, Terra, Brasil 247, Revista Oeste e BandNews, evidenciando que o escândalo atravessa diferentes linhas editoriais e espectros políticos.

O Jornal Nacional, da TV Globo, levou a operação ao horário nobre, reforçando o caráter nacional da investigação e o volume de recursos públicos sob suspeita.

UOL destaca impacto eleitoral no RN
O UOL deu um enquadramento político-eleitoral ao episódio, apontando Allyson como figura estratégica no tabuleiro estadual: “Alvo da PF, prefeito de Mossoró é principal ameaça ao governo do PT no RN”.

A abordagem ressalta que a operação não tem apenas repercussão criminal e administrativa, mas também potencial para redesenhar o cenário político do Rio Grande do Norte, especialmente em meio às disputas entre grupos ligados ao União Brasil e ao PT.

A ampla cobertura nacional reforça a dimensão do caso que, como já detalhado, envolve contratos de R$ 6,39 milhões apenas em Mossoró, uma empresa com crescimento explosivo em ano eleitoral e escutas que descrevem com precisão a divisão de propinas.

Como já revelado em reportagens anteriores, a investigação aponta fraudes em licitações, pagamento de propinas e desvio de recursos públicos em contratos milionários para fornecimento de medicamentos. Diálogos interceptados pela PF indicam que Allyson teria recebido percentuais fixos sobre contratos, descritos por empresários como parte da chamada “matemática de Mossoró”.


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POLÍCIA FEDERAL EXPÕE “MATEMÁTICA DA PROPINA” DE ALLYSON NA CORRUPÇÃO

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A Operação Mederi, deflagrada na manhã desta terça-feira (27), expôs um esquema de fraudes em licitações, pagamento sistemático de propinas e desvio de recursos públicos na área da Saúde em Mossoró e outros municípios do Rio Grande do Norte. No centro das investigações está o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), alvo de mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal em sua residência.

De acordo com a PF, diálogos interceptados entre empresários do setor farmacêutico detalham com precisão o funcionamento do esquema e apontam o prefeito como beneficiário direto de percentuais fixos sobre contratos públicos. Em uma das conversas, o empresário Oseas Monthalggan, sócio da distribuidora de medicamentos DISMED, descreve o que chamou de “a matemática de Mossoró”.

“Tem uma ordem de compra de quatrocentos mil. […] Ele entrega duzentos, tudo a preço de custo.

Dos duzentos, ele pega trinta por cento. Sessenta. Aqui ele comeu sessenta mil”, diz Oseas, em diálogo captado em maio de 2025. O “ele” em questão é Allyson Bezerra.

Na sequência, o empresário detalha a divisão final dos valores e cita nominalmente o prefeito:
“Dos 130 nós temos que pagar 100 mil a Allyson e a Fátima, que é 10% de Fátima e 15% de Allyson. Só ficou 30 mil pra empresa”, descreve a decisão que determinou a operação da PF, assinada pelo Desembargador Federal Rogério Fialho Moreira.

Para a Polícia Federal, “o contexto geral destas conversas deixa claro que o ‘Allyson’ mencionado é o prefeito de Mossoró”, não havendo ambiguidade quanto ao destinatário das vantagens indevidas.

Outro diálogo interceptado pela PF reforça a suspeita de que havia um percentual previamente definido destinado ao prefeito. Em escuta ambiental realizada nas dependências da DISMED, Oseas volta a tratar da divisão da propina: “Quinze do homem e dez disso aí, vezes vinte e cinco por cento”.

Segundo os investigadores, “‘o homem’ é uma referência indireta a Allyson Bezerra, utilizada como forma de identificação velada”. Para a PF, a repetição da expressão e o contexto das conversas afastam qualquer interpretação genérica.

Durante a captação ambiental, o nome de Allyson foi mencionado pelos sócios Oseas e Moabe como ladrão.

“Ah, esse prefeito é ladrão, quem rouba é ele, pode falar, não me importa não!”, aponta investigação atribuindo a Oseas.

A Polícia Federal é explícita ao posicionar o prefeito e seu vice, Marcos Bezerra (PSD), no comando da engrenagem criminosa. A Controladoria-Geral da União (CGU) reforçou essa leitura ao informar que “todas essas práticas ilícitas teriam sido encabeçadas pelo alto escalão das gestões municipais”.

“Allyson Bezerra e Marcos Bezerra operavam o topo do esquema, recebendo propina em percentuais definidos sobre os contratos firmados com a DISMED”, afirma a investigação.

De acordo com os autos, a organização funcionava em camadas. No topo, o prefeito e o vice-prefeito; em um nível intermediário, secretários e gestores administrativos, responsáveis por “garantir as condições institucionais”; no nível operacional, estavam fiscais e gestores de contrato que atestavam entregas parciais ou inexistentes; e externamente, empresários que executavam o esquema no setor privado.

Além das referências diretas a pagamentos, a PF aponta indícios claros de que Allyson tinha consciência da ilegalidade. Em outro trecho das conversas, Oseas descreve o comportamento do prefeito: “Os cara é um cuidado… não porque ninguém pode saber não”.

Para os investigadores, essa fala demonstra que o prefeito adotava uma postura deliberadamente cautelosa para ocultar sua participação:
“Os interlocutores percebem no prefeito um comportamento cauteloso voltado a manter oculta sua participação nos esquemas discutidos, o que é indicativo de conhecimento da irregularidade das práticas”, registra a PF.

A empresa apontada como pivô do esquema, a DISMED, firmou R$ 6,39 milhões em contratos com a Prefeitura de Mossoró entre 2024 e 2026. Em 2023, a empresa operava no prejuízo. Em 2024, ano eleitoral, apresentou lucro superior a R$ 2 milhões, crescimento que, segundo a investigação, decorre quase exclusivamente dos contratos públicos.

A PF também destaca a fragilidade da estrutura empresarial da distribuidora, que tinha como sócio Maycon Lucas, jovem residente na zona rural de Serra do Mel, sem histórico no setor farmacêutico e com atividade pública registrada como oficina mecânica. Meses antes da operação, Maycon transferiu suas cotas para uma holding de sua própria titularidade, movimento visto como possível tentativa de blindagem patrimonial.

A Operação Mederi cumpriu 35 mandados de busca e apreensão e aplicou medidas cautelares e patrimoniais contra os investigados. Ao todo, 15 servidores públicos são investigados, entre secretários, chefes de gabinete e pregoeiros, em cinco municípios potiguares.

Segundo a PF, os indícios apontam para sobrepreço, não entrega de medicamentos, uso irregular de atas de registro de preços e dispensas emergenciais fraudulentas, com prejuízo estimado em R$ 13 milhões.

O que diz Allyson
Em nota, o prefeito tenta afastar de si a responsabilização sobre os desvios. Afirmou que colaborou com a diligência e negou envolvimento pessoal nos fatos, alegando que a investigação se baseia em diálogos de terceiros. A Polícia Federal, porém, sustenta que as conversas interceptadas fazem referências nominais e indiretas reiteradas ao prefeito, descrevem percentuais específicos e revelam um esquema estruturado de desvio de recursos públicos.

Agora, a investigação avança para rastrear o fluxo financeiro e esclarecer quanto da “matemática de Mossoró” permaneceu com os empresários e quanto retornou aos agentes políticos que comandavam a máquina pública.


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“ESQUEMA CRIMINOSO DE DESVIOS DE RECURSOS”, DIZ NATÁLIA SOBRE ALLYSON

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A operação da Polícia Federal que investiga desvios de verbas da Saúde em Mossoró e o suposto envolvimento do prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) provocou forte impacto político no Rio Grande do Norte, mas expôs também um silêncio estratégico entre as principais lideranças estaduais. Até o momento, apenas nomes ligados ao PT se pronunciaram publicamente sobre o caso.

Como já detalhado, a investigação apura fraudes em contratos de medicamentos, pagamento de propinas e prejuízo milionário aos cofres públicos, com escutas que, segundo a PF, apontam o prefeito de Mossoró como beneficiário de percentuais sobre contratos. Mesmo diante da gravidade das denúncias, a reação política foi desigual.

A deputada estadual Isolda Dantas (PT) foi uma das primeiras a se manifestar. Em publicação no Instagram, ao comentar reportagem do Jornal Hoje (TV Globo), Isolda classificou o caso como grave e fez duras críticas à gestão municipal:
“O que está acontecendo em Mossoró é GRAVE e precisa ser investigado! É revoltante que a gestão e empresários ROUBEM o dinheiro que deveria ser usado para salvar vidas”, escreveu na legenda.

A deputada federal Natália Bonavides (PT) também repercutiu amplamente a operação em suas redes sociais, compartilhando matérias da imprensa nacional. Em uma das postagens, foi direta:
“GRAVE! O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, foi alvo da Polícia Federal hoje, na investigação de fraudes em contratos de compra de insumos para a rede pública de saúde. Esquema criminoso de desvios de recursos”, afirmou.

Já o pré-candidato ao Governo do RN, Cadu Xavier (PT), possível adversário direto de Allyson Bezerra na eleição de outubro, publicou nota pública cobrando atenção e responsabilidade diante da operação:
“A megaoperação da Polícia Federal contra desvio de recursos no RN na casa do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, merece atenção de todos”, apontou.

Cadu também destacou o aspecto ético e humano do caso: “Gerir recursos públicos é coisa séria e requer compromisso, zelo e, principalmente, honestidade. (…) Fraudes em contratos da Saúde é, além de crime, totalmente desumano”.

Enquanto lideranças petistas se posicionaram, nomes centrais da direita potiguar optaram pelo silêncio. Não houve manifestações públicas do pré-candidato a governador Álvaro Dias (Republicanos), nem dos senadores Rogério Marinho (PL) e Styvenson Valentim (PSDB).

O silêncio se estendeu também aos aliados diretos do prefeito. O presidente do União Brasil no RN, José Agripino Maia, não se pronunciou. Tampouco falaram os deputados Benes Leocádio (UB) e João Maia (PP), além do vice-governador Walter Alves (MDB), que mantém relação política com a gestão mossoroense.


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