Início » Arquivos para 29 de janeiro de 2026, 13:00h

janeiro 29, 2026


VOLTA ÀS AULAS EXIGE PLANEJAMENTO E ATENÇÃO CONTRA PRÁTICAS ABUSIVAS

  • por
Compartilhe esse post

Com o ano letivo iniciando, muitas famílias ainda vivem a corrida contra o tempo, e contra o orçamento. Rematrículas, material escolar, livros didáticos, uniformes e, em muitos casos, serviços extras como colônia de férias e período integral concentram gastos logo nos primeiros meses do ano. Diante desse cenário, o planejamento financeiro virou regra dentro de casa, e a criatividade passou a ser aliada para garantir economia sem comprometer a rotina das crianças.

Nos lares brasileiros, essa organização já começa bem antes de janeiro, como na família da gestora ambiental Shirliana Freitas, mãe de Laura, de 4 anos, e Lívia, de 2. Ela conta que o ajuste no orçamento passa a ser uma preocupação ainda no segundo semestre do ano anterior.

“Realmente, é um desafio grande. Para esse início de ano, inclusive, a gente já vem se organizando desde outubro, porque a gente já fica meio que preocupada. Vai começar janeiro e a gente já começa a pensar no material escolar, porque é uma despesa alta”, relata.

Além da matrícula, outros custos se acumulam nesse período, segundo ela. “Fora nesse período de janeiro que a gente tem que pagar mais, porque tem a colônia de férias. Para quem trabalha e não tem uma rede de apoio, a gente depende da escola para isso também. Então, além da matrícula, tem essa despesa. Hoje, as duas ficam em período integral, aí tem lanche, material de higiene e roupa”, enumera.

Para conseguir equilibrar as contas, Shirliana diz que mudou a forma de encarar a compra do material escolar ao longo dos anos. “Nos primeiros anos das crianças, eu meio que sofri, porque sempre pensei em comprar tudo novo. Mãe de primeira viagem, a gente sempre pensa assim. Mas hoje a gente já começa a fazer uma lista, vendo o que de fato é necessário comprar e o que dá para reaproveitar do ano passado”, afirma. Entre os itens reaproveitados, segundo ela, estão toalhas e outros materiais identificados que continuam em bom estado.

A pesquisa de preços também se tornou uma regra na rotina da família. “Eu faço pesquisa, tanto na internet quanto nas lojas físicas. Já percebi que tem itens que valem a pena comprar pela internet e outros que não valem de jeito nenhum, porque acabam ficando mais caros”, conta.

Outra estratégia adotada foi a personalização do material escolar, que ajuda a reduzir os gastos e ainda agrada às crianças. “A Laura adora Ladybug e a Lívia gosta da Peppa Pig. Então, criei imagens personalizadas, mandei fazer adesivos e colei em cadernos simples, que custam em média 12 reais, enquanto um com personagem pronto sai por 30 ou 35, e elas adoram”, conclui.

Procon alerta para práticas abusivas
Além do planejamento financeiro, pais e responsáveis precisam estar atentos aos seus direitos para evitar práticas abusivas por parte das instituições de ensino. De acordo com a diretora-geral do Procon Natal, Dina Pérez, é recorrente, neste período do ano, o aumento de denúncias relacionadas à chamada venda casada, quando a escola condiciona a matrícula ou a renovação à aquisição de produtos ou serviços específicos.

“A matrícula escolar é uma relação de consumo e deve ser tratada com atenção. Os pais precisam observar se a escola está condicionando a matrícula ou a renovação à compra de materiais, uniformes, livros ou serviços em um fornecedor específico. Essa prática configura venda casada e é proibida pelo Código de Defesa do Consumidor”, alerta.

Canais de denúncia
Qualquer indício de irregularidade deve ser denunciado ao Procon Natal. As denúncias podem ser feitas por e-mail, pelo endereço procon.natal@natal.rn.gov.br, pelos telefones e WhatsApp (84) 3232-6189 ou (84) 3232-9050, ou presencialmente na sede do órgão, localizada na Avenida Ulisses Caldas, nº 181, no Centro.


Compartilhe esse post

RN DIVULGA LISTA OFICIAL QUE APONTA 172 ESPÉCIES AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO

  • por
Compartilhe esse post

O Rio Grande do Norte passou a contar, oficialmente, com a sua primeira lista de espécies da fauna ameaçadas de extinção. O documento, elaborado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), aponta que 172 espécies de animais estão sob risco no estado e foi publicado nesta quarta-feira (28) no Diário Oficial do Estado (DOE). A iniciativa marca um passo importante para orientar políticas públicas, ações de fiscalização e processos de licenciamento ambiental.

De acordo com o diretor-geral do Idema, Werner Farkatt, a lista consolida, pela primeira vez, informações científicas sistematizadas sobre a situação da fauna potiguar. “Estamos falando de 172 espécies da nossa fauna, que vivem em ambientes terrestres, aquáticos, costeiros e marinhos, e que agora passam a ter prioridade nas ações de proteção, no licenciamento ambiental, na fiscalização e nas políticas públicas do estado”, afirmou.

As espécies incluídas pertencem à fauna silvestre nativa do Rio Grande do Norte, tanto residentes quanto migratórias. Elas estão distribuídas em diferentes ambientes, que vão desde áreas terrestres e águas continentais até zonas costeiras e o mar territorial adjacente à faixa litorânea do estado.

A avaliação seguiu critérios compatíveis com os da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), com ajustes para refletir as particularidades ecológicas, territoriais e socioambientais do RN. As espécies foram enquadradas em três categorias: Criticamente em Perigo (CR), Em Perigo (EN) e Vulnerável (VU).

O Idema informou que a lista será revisada e atualizada periodicamente, a cada quatro anos, ou antes disso caso novos dados científicos relevantes justifiquem alterações.

Espécies em risco
Entre os animais marinhos classificados como “Criticamente em Perigo” estão o peixe-serra (Pristis pectinata), o tubarão-martelo (Sphyrna lewini), o mero (Epinephelus itajara), a tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) e o peixe-boi-marinho (Trichechus manatus). Essas espécies sofrem com impactos como a pesca predatória, a degradação de habitats e a poluição dos oceanos. Já na fauna terrestre e continental, aparecem espécies emblemáticas como a ararajuba (Primolius maracana), o gavião-de-pescoço-curto (Leptodon forbesi), a jacucaca (Penelope jacucaca), a ema (Rhea americana) e a perereca-da-caatinga (Pseudopaludicola jaredi). Elas enfrentam, sobretudo, a perda e fragmentação de habitats, além da caça e do tráfico de animais silvestres. A lista completa pode ser acessada no site do Idema (https://www.idema.rn.gov.br).

Diretrizes para proteção e conservação
A portaria publicada no DOE também estabelece diretrizes para proteção, conservação, manejo e recuperação da fauna silvestre. Segundo o órgão, os objetivos são subsidiar o licenciamento ambiental, apoiar ações de fiscalização e controle, fomentar pesquisas científicas, fortalecer a educação ambiental e embasar políticas públicas voltadas à conservação da biodiversidade.

Com a nova norma, as espécies classificadas nas categorias de ameaça passam a ser consideradas prioritárias para ações de preservação no Estado. O documento prevê ainda restrições à captura, perseguição, transporte, comercialização e destruição de habitats, salvo em casos autorizados pelo órgão ambiental competente, como pesquisas científicas, ações de manejo, programas de reprodução e atividades de educação ambiental.

Parceria com universidades
Para elaborar a lista, o Idema contou com a colaboração de pesquisadores da UFRN, UERN, UFERSA e outras instituições, que analisaram diferentes grupos de animais silvestres, como insetos (libélulas e borboletas), peixes de ambientes continentais, estuarinos e marinhos, crustáceos, anfíbios, répteis, incluindo tartarugas marinhas, aves e mamíferos marinhos.

A análise considerou critérios científicos reconhecidos, levando em conta a distribuição geográfica das espécies, o Estado de conservação, as ameaças existentes e a disponibilidade de informações técnicas específicas para o RN.

Segundo o coordenador de Fauna do Idema, Marcelo da Silva, o levantamento representa um marco para a pesquisa e a gestão ambiental. “Para quem trabalha com pesquisa, é o primeiro passo para definirmos outras ações. Ter essa catalogação é importante para subsidiar tomadas de decisão, ampliar o conhecimento acadêmico sobre conservação e biodiversidade e apoiar pesquisadores em vários campos de atuação”, destacou.

Impacto no licenciamento ambiental
A partir de agora, a lista passa a ser obrigatoriamente considerada nos processos de licenciamento ambiental conduzidos pelo Idema. A identificação de espécies ameaçadas em áreas de empreendimentos poderá resultar na exigência de estudos ambientais específicos, na adoção de medidas que reduzam ou compensem impactos, na imposição de condicionantes ou até no indeferimento do pedido.

Para o Órgão, a iniciativa fortalece a atuação do estado na proteção da fauna e passa a orientar decisões sobre uso do território e atividades econômicas. Com a divulgação oficial dos dados, o RN passa a contar com uma base pública sobre espécies ameaçadas, que deve apoiar ações de conservação e planejamento ambiental no estado.


Compartilhe esse post

MOSSOROENSES APOIAM PF: “APENAS A PONTA DO ICEBERG; É SÓ O COMEÇO”

  • por
Compartilhe esse post

A Operação Mederi, deflagrada nessa terça-feira (27) pela Polícia Federal (PF), em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União, com o objetivo de desarticular um esquema criminoso voltado ao desvio de recursos públicos e a fraudes em procedimentos licitatórios e que teve como alvo principal o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), causou alvoroço na cidade e despertou reações, muitas sem demonstrar qualquer surpresa com o suposto envolvimento do chefe do Executivo Municipal com corrupção. Para diversos mossoroenses, a PF pode achar mais casos de corrupção na gestão do prefeito que intitulou de “pobrezinho”.

“Apenas a ponta do iceberg. É muito mais do que Mossoró imagina. Arrocha PF.”, comentou Rudney Pinto. “É muita irregularidade, isso é só o começo!.”, escreveu Valeria Alencar. , “Se investigar mais vai achar um poço sem fundo”, afirmou Claudenice Pinheiro.

Adriano Pereira relatou uma desconfiança anterior com o prefeito. “Eu nunca confiei nesse Alisson Bezerra.”, declarou. Francinete Maia defendeu o afastamento de Allyson “pra facilitar as investigações”.

Teve também eleitor do prefeito decepcionado. David Alves disse que votou em Allyson duas vezes e classificou o possível recebimento de propina pelo prefeito como “ganância”. “A bíblia já fala sobre isso. É a raiz da amargura, depois que penetra o coração, já era.”, acrescentou. Sidney Gomes questionou a religiosidade do prefeito. “Ainda se diz evangélico o nosso belo prefeito.”, publicou.

Para muitos mossoronses, “a casa caiu” para Allyson. A ação da PF gerou até questionamentos obre a atuação do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN). “Espero que a PF chegue até as centenas de denúncias arquivadas pela MPRN.”, comentou Gracielle Costa.

Enquanto os mossoroenses sem ligação com o Palácio da Resistência, sede da Prefeitura de Mossoró, apoiaram e cobraram a ampliação das investigações, ocupantes de cargos na gestão foram ao perfil do prefeito nas redes sociais para questionar a atuação da PF e atestar a honestidade de Allyson.

Vereadores protocolam pedido de CEI da “Matemática de Mossoró” para investigar Allyson

Vereadores da oposição cobram a participação dos demais parlamentares mossoroenses para se comprometerem com a investigação na CMM – Foto: Divulgação

A bancada de oposição na Câmara Municipal de Mossoró protocolou, nesta quarta-feira (28), pedido de instalação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar o suposto pagamento de propina ao prefeito Allyson Bezerra revelado pela Operação Mederi.

Em coletiva de imprensa concedida na Câmara, os vereadores Cabo Deyvison, Marleide Cunha, Pluvial Oliveira, Jailson Nogueira e Wiginis do Gás cobraram a participação dos demais parlamentares para se comprometerem com a investigação no legislativo.

Plúvia recordou que investigações de outras denúncias de corrupção foram barradas pela bancada governista e que espera um desfecho diferente agora, diante da gravidade da situação com a citação clara dos nomes envolvidos. “Se se negar (a investigar), que diga para toda a sociedade porque não aceitar a CEI.”, desafiou, acrescentando que não se trata de perseguição política: “São indícios de corrupção, com nomes citados: Allyson, Marcos, Morgana, Mariano.”, defendeu.

Marleide Cunha acrescentou que há indícios de corrupção na gestão Allyson desde o seu início.

Ela elencou outros casos que não foram investigados como um aditivo de meio milhão de reais para a obra do Memorial da Resistência depois de concluída; mais R$ 500 mil em aditivos para obras de praças e do museu já em fase de conclusão; a contratação – cancelada depois de denúncia da oposição – da empresa São Tomé, que nem uma sede tinha; e a aplicação de recursos da cultura. “A população sofrendo sem medicamento e o prefeito sendo citado em diálogos como beneficiário para receber propina.”, criticou.

A CEI foi batizada de “Matemática de Mossoró” em alusão a trechos de diálogos revelados pela PF em que empresários discutem a divisão de propina entre eles, Allyson e uma mulher não identificada. Segundo a PF, o prefeito ficaria com R$ 60 mil (15%) de uma ordem de entrega de material no valor de R$ 400 mil.

Além da CEI, a oposição vai pedir a convocação de uma sessão extraordinária para debater a operação e também vai acionar o Ministério Público.

Desvios
A empresa DISMED recebeu quase R$ 15 milhões da Prefeitura de Mossoró na gestão do prefeito Allyson Bezerra, de acordo com dados do Portal da Transparência da Prefeitura de Mossoró.

Entre 2022 e 2025, Allyson pagou R$ 14.877.638,59 à DISMED. Os valores foram crescendo ano após ano, começando com R$ 1 milhão, em 2022, e chegando a mais de R$ 6 milhões, em 2025.

E o volume de recursos envolvendo os contratos da gestão Allyson com a DISMED é ainda maior.

Em quatro anos, a empresa empenhou quase R$ 19 milhões (R$ 18.827.154,40), dos quais, R$ 15.966.825,19 foram liquidados.

Pagamentos para a DISMED por ano:
2022: R$ 1.264.424,30
2023: R$ 2.896.126,33
2024: R$ 4.711.224,17
2025: R$ 6.008.866,79

Fonte: Portal da Transparência da Prefeitura de Mossoró


Compartilhe esse post

CABO DEYVISON: “MOSSORÓ VIROU A CASA DOS ESCÂNDALOS DE CORRUPÇÃO”

  • por
Compartilhe esse post

A operação deflagrada pela Polícia Federal que investiga o desvio de recursos da saúde pública de Mossoró provocou reação da oposição na Câmara Municipal. Em entrevista, o vereador oposicionista Cabo Deyvison (MDB) afirmou que o município “se tornou a casa dos escândalos de corrupção” e responsabilizou politicamente o prefeito Allyson Bezerra (UB) pelo esquema investigado, que, segundo a PF, apura o desvio de cerca de R$ 14 milhões por meio de direcionamento de contratos.

Para o parlamentar, a operação desta semana não é um fato isolado. Ele sustenta que a atual gestão acumula denúncias sucessivas envolvendo saúde, obras e contratos administrativos.

“Não é opinião minha. A Polícia Federal, a Controladoria-Geral da União e a Justiça dizem que há indícios de autoria, corrupção e materialidade de desvio de recursos públicos. Havia um racha que se comprava e que se recebia pela Prefeitura. Mossoró virou a casa dos escândalos de corrupção”, afirmou. Deyvison citou, além da investigação na saúde, suspeitas em licitações de obras estruturantes do município e contratos de aluguel e fornecimento de materiais que, segundo ele, apresentariam sobrepreço.

Deyvison também citou propriedades atribuídas ao proprietário da Dismed, Oseas Monthalggan, e afirmou que bens adquiridos com recursos públicos, caso confirmados, “terão que voltar para o povo”. Ele cita ainda outros casos semelhantes na Prefeitura de Mossoró.

“Allyson Bezerra acabou de dar uma declaração que o CETEC, o Anel Viário e o Hospital Municipal foram feitos por licitações eletrônicas. Mentira! Foi licitação presencial e isso viabiliza o direcionamento e a fraude de licitações. Ele utilizou a antiga lei, que é a 8666, que é a antiga lei de licitações, que ainda permitia fazer esse tipo de licitação”, denunciou. O vereador ainda lembrou sobre o caso do Estação Natal, em que indícios de superfaturamento na decoração natalina é investigada pelo Ministério Público.

“Quer mais um caso? O gabinete institucional localizado no condomínio comercial Manhattan Business, eu tenho um contrato em mão que custou à Prefeitura 10.600 reais e numa breve busca na OLX eu vou encontrar no mesmo condomínio comercial para alugar por 3.000 reais. A prefeitura de Mossoró pagou um calção de 31,8 mil adiantado”, acrescentou.

Pode ter dinheiro de corrupção enterrado em terreno de associação

O vereador também trouxe à tona denúncias que, segundo ele, chegaram ao seu gabinete e às redes sociais, indicando que parte do dinheiro desviado poderia estar escondida em áreas ligadas à Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa). Cabo Deyvison disse acreditar na possibilidade e afirmou que irá apurar. De acordo com ele, as informações apontam que valores estariam enterrados como forma de ocultação, supostamente em caixas, inclusive de máscaras hospitalares.

“Se chega denúncia de falta de medicamento, eu vou ao posto de saúde. Se chega denúncia de que tem dinheiro público enterrado em qualquer terreno, eu também tenho o dever legal de averiguar. Eu não vou prevaricar, não vou me omitir”, declarou.

O vereador argumenta que a suspeita se conecta ao volume de recursos investigados pela PF.

Segundo ele, o montante apurado desde 2021 chega a R$ 13,8 milhões e, de acordo com o relatório da Polícia Federal, haveria um esquema de divisão dos valores desviados. “Esse montante, se for feita a rachadinha que a PF colocou em relatório, é 50%, 7 milhões de reais”, disse.

Afastamento de Allyson
Diante da gravidade das denúncias, a oposição protocolou pedido de instauração de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) na Câmara Municipal. Cabo Deyvison defende não apenas a investigação legislativa, mas também o afastamento imediato do prefeito Allyson Bezerra e do vice-prefeito Marcos Medeiros.


Compartilhe esse post

PARTIDOS COMANDADOS POR ALVES E MAIA SAEM EM DEFESA DE ALLYSON

  • por
Compartilhe esse post

Os partidos comandados pelas tradicionais famílias Alves e Maia no Rio Grande do Norte divulgaram nota conjunta em defesa do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB), após a operação da Polícia Federal que investiga desvios de recursos públicos na área da saúde e envolve integrantes da gestão municipal. A manifestação é assinada por União Brasil (UB), Progressistas (PP), Partido Social Democrático (PSD) e Movimento Democrático Brasileiro (MDB), comandados justamente pelos personagens da política tradicional que Allyson rejeitava no início da sua trajetória política, mas que agora são seus principais aliados.

Na nota, as siglas afirmam “solidariedade e apoio” ao prefeito e dizem confiar na postura de Allyson Bezerra, destacando que sua gestão seria pautada “pelo compromisso com a transparência, pelo respeito às instituições e pela responsabilidade com a coisa pública”.

Os partidos também reforçam a defesa do devido processo legal e garantem a continuidade do apoio ao projeto do pré-candidato ao Governo do RN. “Seguimos ao lado de Allyson Bezerra, com a certeza de que todos os fatos serão devidamente apurados, com absoluto respeito ao devido processo legal, ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência”, diz o texto, concluindo que “a verdade prevalecerá”.

A defesa pública ocorre em um momento simbólico da trajetória política do prefeito de Mossoró.

Allyson ascendeu na política potiguar justamente com um discurso de enfrentamento às oligarquias que historicamente dominaram o poder no Estado.

Ao longo de sua construção eleitoral, fez críticas diretas à política conduzida por famílias tradicionais, que, segundo ele, agiam em benefício próprio: “Eles não fazem política nem para mim, nem para você. Não fazem política para o povo do Rio Grande do Norte. Fazem exclusivamente para suas famílias e para os seus grupos políticos”, declarou em discursos do início de sua carreira.

O cenário, porém, mudou significativamente. Oito anos depois, mirando a disputa pelo Governo do Estado em 2026, Allyson Bezerra passou a integrar justamente o bloco político que reúne as famílias Alves e Maia. A nota de defesa divulgada agora se soma ao movimento iniciado na semana passada, quando lideranças como José Agripino Maia (União Brasil), João Maia (PP) e a senadora Zenaide Maia (PSD) publicaram comunicado de boas-vindas a Walter Alves (MDB), consolidando o arco de alianças das duas famílias em torno do nome do prefeito de Mossoró. O vice-governador chegou recentemente ao grupo depois de romper com a governadora Fátima Bezerra (PT) em nome do apoio à Allyson e pela sua candidatura à deputado estadual.

As articulações que resultaram nessa aliança foram conduzidas longe dos holofotes, em conversas reservadas, modelo de construção política que Allyson antes criticava publicamente.

Fora a nota oficial, nenhuma das lideranças envolvidas concedeu entrevistas ou declarações nas redes sociais sobre o escândalo de supostos desvios de dinheiro da saúde de Mossoró, que, segundo a PF, teria o prefeito como eixo central.


Compartilhe esse post