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janeiro 30, 2026


CASA DURVAL PAIVA ARRECADA MATERIAL ESCOLAR PARA ALUNOS EM TRATAMENTO DE CÂNCER

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A Casa Durval Paiva de Apoio à Criança com Câncer lançou a Campanha de Arrecadação de Material Escolar 2026 com a proposta de garantir que crianças e adolescentes em tratamento oncológico consigam manter a rotina de estudos ao longo do ano letivo. A ação prevê a montagem de kits que serão entregues no início de 2026 a estudantes da Educação Básica atendidos pela instituição, muitos deles afastados da escola em razão do tratamento.

Os pontos de arrecadação funcionam até o dia 31 de janeiro no Queiroz Atacadão, localizado na Avenida dos Xavantes, nº 1513, no bairro Pitimbú, e no Supermercado Nordestão, na unidade da Avenida Salgado Filho. As doações também podem ser feitas diretamente na sede da Casa Durval Paiva até meados de fevereiro. Em caso de grandes volumes, é possível solicitar a retirada pelo telefone 4006.1600.

Segundo o presidente da Casa Durval Paiva, Rilder Campos, a campanha tem impacto direto na rotina dos pacientes. “Muitos desses alunos passam longos períodos afastados da escola. O material escolar ajuda a manter o vínculo com o aprendizado e com a ideia de futuro”, afirma.

Para ele, cada doação representa mais do que um item escolar, representa a possibilidade de continuidade dos estudos em meio ao tratamento.

Em 2025, o setor educacional da Casa atendeu 249 estudantes. Desse total, 50 receberam acompanhamento pedagógico hospitalar ou domiciliar, com aulas individuais, por estarem impossibilitados de frequentar a escola regularmente. O serviço garante que crianças e adolescentes não percam o ano letivo enquanto enfrentam o câncer. Entre os alunos atendidos, 23 também apresentavam condições como Transtorno do Espectro Autista ou Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.

A instituição é credenciada como escola pela Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer (SEEC) e atua em parceria com a rede regular de ensino. Com base na legislação estadual, mantém classes instaladas em unidades de saúde como a Liga Norte-riograndense Contra o Câncer e a Policlínica, onde os estudantes seguem o currículo oficial, adaptado à realidade clínica de cada paciente.

Os kits escolares montados com as doações incluem mochila, cadernos, lápis, borracha, estojo, lápis de cor, giz de cera, massinha, tesoura, tinta guache, régua, cola, canetas e corretivo. Além de viabilizar o estudo, os materiais contribuem para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas e fortalecem a autonomia dos alunos.

Além das aulas, o setor educacional desenvolve atividades complementares como oficinas de desenho, projetos de leitura, educação alimentar e passeios terapêuticos, que ampliam o repertório cultural e social das crianças e adolescentes durante o tratamento.

Atuação da Durval Paiva
Com 31 anos de atuação, a Casa Durval Paiva se consolidou como uma das principais referências no apoio a crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer e doenças hematológicas crônicas no Rio Grande do Norte. Mantida integralmente por doações, a instituição atende não apenas os pacientes, mas também suas famílias, oferecendo suporte que vai da saúde à educação, passando pela assistência social e pela geração de renda.

Em 2025, a Casa realizou 15.778 atendimentos. Desse total, 10.927 foram nas áreas de saúde e assistência social, envolvendo acompanhamento psicológico, nutricional, social e apoio às famílias durante o tratamento. Na área educacional, as classes hospitalares e domiciliares somaram 2.888 atendimentos, garantindo que crianças e adolescentes não interrompessem a escolarização mesmo afastados da escola. Outros 1.963 atendimentos foram realizados na Casa dos Ofícios, espaço voltado à capacitação profissional e ao incentivo ao empreendedorismo entre familiares e usuários.

Até dezembro de 2025, 409 crianças e adolescentes estavam em acompanhamento ativo pela instituição, sendo 256 em tratamento oncológico e 150 em tratamento hematológico, além de três casos em investigação. Os pacientes atendidos vieram de 195 municípios de diferentes estados brasileiros, o que evidencia o alcance regional da Casa Durval Paiva e seu papel como rede de apoio para famílias que precisam se deslocar em busca de tratamento.


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GRAVE: ALLYSON INSINUA QUE PF ENVIOU INFORMAÇÕES FALSAS AO PODER JUDICIÁRIO

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O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB), reagiu, em uma série de entrevistas, à deflagração da operação que cumpriu mandados de busca e apreensão afirmando enfrentar o episódio “de cabeça erguida” e reiterando inocência. No entanto, ao comentar as razões que teriam levado a Polícia Federal a deflagrar a ação, o prefeito passou a insinuar que a investigação pode ter sido provocada a partir do repasse de informações falsas ou distorcidas às autoridades.

“Tem que ver qual tipo de informação que foi apresentada, porque se é apresentada uma informação que não é verídica, pode estar se induzindo a Justiça ou as instituições a cometerem algum tipo de ação naquela informação que foi apresentada, talvez de forma errada”, declarou Allyson durante entrevista. A fala sugere que a Polícia Federal e o Judiciário trabalham com base em dados inconsistentes.

Ao mesmo tempo em que afirma confiar na Justiça, o prefeito busca deslocar o foco da operação para a origem das informações que embasaram a investigação. “A Justiça tá no seu direito de apurar. Se o melhor caminho é esse ou aquele, cabe à Justiça decidir. Não cabe a mim como político decidir”, disse, antes de reforçar que leu o processo, reuniu-se com advogados e que a defesa tratará do tema “do ponto de vista jurídico”.

A estratégia do discurso chama atenção porque, até aqui, a operação não foi deflagrada a partir de uma denúncia isolada ou de mera provocação política, mas sim após investigação conduzida pela Polícia Federal, com autorização judicial, baseada em indícios considerados suficientes para a adoção de medidas, como buscas e apreensões. Como já mostrado nos últimos dias, esse tipo de operação pressupõe relatório técnico da instituição, análise de provas preliminares e chancela do Judiciário, o que torna mais grave a tese de que tudo teria se baseado apenas em “informações não verídicas”.

Ainda assim, Allyson reforçou que só estaria se expondo publicamente porque acredita na própria versão. “Se eu não tivesse a clareza, se eu não tivesse a condição de dizer a verdade, eu não estaria aqui. Eu estou aqui porque acredito muito no que estou dizendo e estou mostrando dados e fatos do meu trabalho”, afirmou.

O prefeito, no entanto, não apresentou quais seriam esses dados nem explicou objetivamente quais pontos da investigação considera equivocados.

Durante a entrevista, a ex-deputada federal Sandra Rosado fez uma pergunta através do youtube gerando uma provocação política: “Algum prefeito de Mossoró por acaso teve busca e apreensão em sua casa?”. Allyson classificou o questionamento como “interessante” e passou a comparar o seu caso com outros escândalos no Rio Grande do Norte, citando, por exemplo, episódios envolvendo a Arena das Dunas, que envolveu a ex-governadora Rosalba Ciarlini. “Talvez na época não tenha sido feito algo com tanta ênfase, com tanta força”, disse, sugerindo tratamento desigual por parte das instituições.

Apesar disso, o prefeito evitou afirmar que tenha havido excesso ou perseguição direta. Questionado se a “dose” teria sido maior em seu caso, respondeu: “Não cabe a mim falar sobre isso. Eu deixo para a população avaliar”.

Ainda assim, voltou a reforçar a comparação com investigações de grande repercussão, como o caso dos respiradores durante a pandemia, que envolveu o Governo do Estado. “Foi comprovado, não é questão de suspeita. A governadora passou pelo que eu estou passando”, afirmou, lembrando que houve buscas e apreensões na Secretaria Estadual de Saúde.

Ao mesmo tempo em que faz as insinuações sobre o fato, Allyson Bezerra assegura isenção direta dele pessoalmente sobre os fatos investigados pela PF, jogando a responsabilidade para outros, sem citar quem. Anteriormente, em entrevista à mesma 98 FM, Allyson garantia que tinha controle de tudo que acontecia em sua gestão: “eu tenho controle de tudo que é de gasto. Não existe esse negócio de abre-aspas: “banda voou”, não. Não existe esse negócio de abre-aspas: “casa de Mãe Joana, não. Tem controle”, garantiu.

Agora, o prefeito tenta se isentar da responsabilidade, que recai sobre ele, segundo a PF, como topo do esquema de desvios em relação à parte que investiga Mossoró.

Ao recorrer a esses paralelos, Allyson tenta normalizar a operação e reduzir seu impacto político, mas também desloca o mérito da investigação que o atinge diretamente. Enquanto insinua que informações falsas podem ter chegado à Polícia Federal, a operação segue sem qualquer indicação pública de irregularidade na condução das investigações.

Na prática, o discurso do prefeito se contradiz quando, ao mesmo tempo em que diz respeitar a Justiça, lança dúvidas sobre os fundamentos que levaram à ação policial. Cabe agora à sua defesa demonstrar, nos autos, que a investigação foi baseada em dados inconsistentes ou se as insinuações ficarão restritas ao campo político, enquanto a apuração avança no campo jurídico.


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ALLYSON PODE TER RECEBIDO MAIS DE R$ 2,2 MILHÕES DE PROPINA SÓ DA DISMED

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De acordo com a investigação da Polícia Federal (PF) na Operação Mederi, o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), ficaria com uma propina de 15% do montante pago pela Prefeitura de Mossoró à empresa Dismed. Considerando esse percentual e o valor total dos pagamentos executados entre 2022 e 2025, Allyson pode ter recebido mais de R$ 2,2 milhões em propina da empresa investigada.

A PF chegou ao percentual de 15% por meio de conversas gravadas entre os donos das empresas investigadas que detalham a divisão de um pagamento no valor de R$ 400 mil. Do montante em questão, R$ 200 mil seriam para a entrega de medicamentos efetivamente e os outros R$ 200 mil para divisão entre os envolvidos, entre eles, segundo a PF, o prefeito de Mossoró. Do montante, Allyson teria recebido R$ 60 mil (15%), conforme o relatório das investigações.

Caso esse percentual tenha sido praticado ao longo dos contratos entre a Prefeitura de Mossoró e a Dismed, Allyson pode ter recebido R$ 2.231.645,78 dos R$ 14.877.638,59 que ele pagou à empresa nos últimos quatro anos.

O valor destinado pela Dismed para o pagamento de propinas pode ser ainda maior. Nas conversas gravadas, a PF também identificou o pagamento de 10% para uma pessoa identificada como “Fátima”, o que seria equivalente a mais R$ 1.487.763,85 dos R$ 14.877.638,59 repassados à empresa. Assim, o valor total repassado como propina a Allyson e “Fátima” chegaria a R$ 3.719.409,63.

O montante é referente a apenas uma das três empresas investigadas na operação. A Prefeitura de Mossoró manteve contrato com pelo menos mais uma dessas empresas: a Drogaria Mais Saúde Sociedade Empresarial LTDA.

O Diário do RN não conseguiu aferir quanto Allyson pagou à Drogaria Mais Saúde em razão de o site da Prefeitura de Mossoró, incluindo o Portal da Transparência, ter sido mantido fora do ar durante essa quinta-feira (29).

Em vídeo publicado nas redes sociais, Allyson negou qualquer envolvimento com o que tem chamado de “erro”.


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