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janeiro 2026


POLÍCIA CIVIL E MP/RN APURAM CASO DE APOLOGIA AO NAZISMO EM MOSSORÓ

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O Ministério Público do Rio Grande do Norte e a Polícia Civil confirmaram, nesta terça-feira (13), a abertura de investigações sobre o episódio envolvendo possível ato infracional análogo à apologia ao nazismo ocorrido durante um baile de formatura do curso de Medicina da Facene, em Mossoró, no Oeste potiguar. O aconteceu no último fim de semana e ganhou repercussão nacional após a circulação de imagens nas redes sociais mostrando um adolescente de 13 anos usando uniforme associado ao regime nazista e realizando gestos relacionados à ideologia extremista.

Por meio da 10ª Promotoria de Justiça de Mossoró, o MP/RN informou que instaurou procedimento extrajudicial para coleta de informações preliminares, identificação dos envolvidos e análise das circunstâncias do fato. Após a conclusão das diligências iniciais, o órgão avaliará a eventual responsabilização do adolescente e ou de seus responsáveis legais. O Ministério Público destacou que recebeu diversas representações por meio de sua plataforma oficial de denúncias, todas reunidas em um único procedimento.

O MP/RN ressaltou que a apuração segue em segredo de justiça, por envolver possível ato infracional atribuído a adolescente. O órgão também alertou meios de comunicação e usuários de redes sociais sobre a proibição legal de divulgação de imagens, vídeos ou qualquer identificação do menor, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O descumprimento pode configurar infração administrativa, além de violar o artigo 143 do ECA.

Paralelamente, a Polícia Civil do Rio Grande do Norte instaurou procedimento investigativo por meio da Delegacia Especializada de Atendimento ao Adolescente (DEA) de Mossoró. Segundo a corporação, diligências estão em andamento para esclarecer todas as circunstâncias do ocorrido e apurar eventuais responsabilidades legais. A Polícia Civil informou que acompanha o caso e adotará as medidas cabíveis dentro da legislação.

Adolescente se pronuncia
Diante da repercussão do episódio, o adolescente publicou um vídeo nas redes sociais nesta terça-feira (13), no qual pede desculpas públicas e afirma não ter tido intenção de fazer apologia ao nazismo. No pronunciamento, ele reconhece o erro e diz não ter imaginado a dimensão que o caso tomaria. “Eu peço desculpas a quem se sentiu ofendido, quem se sentiu triste com essa situação, com minhas atitudes. Eu não sabia que repercussão isso poderia tomar”, declarou.

Na gravação, o garoto afirma que adquiriu a roupa em uma feira em Fortaleza e que costuma se fantasiar de personagens históricos e fictícios, sem refletir sobre o peso simbólico do nazismo. Ao final, ele pede uma nova oportunidade e diz contar com o apoio da família. “Eu peço que me deem outra chance, pois eu estou errado. Mas eu não sou um menino assim. Eu sou um menino bom”, afirmou.

Histórico familiar
Além do pedido de desculpas, novas informações levantadas pelo Blog do Barreto apontam para um histórico familiar ligado a comportamentos nazistas. De acordo com as apurações, há registros de postagens e comentários de familiares com referências ou estímulos a ideias extremistas. Um dos casos citados envolve uma tia do adolescente que elogia elementos do uniforme nazista exibido nas imagens divulgadas nas redes sociais. Ainda segundo o blog, há prints de publicações antigas em que o garoto recebe incentivo para defender ideias de cunho nazista. As apurações também indicam que familiares teriam facilitado a troca de roupa do adolescente durante o evento, permitindo que ele entrasse no baile com vestimenta comum e se trocasse apenas para posar para fotos e vídeos. Durante a festa, um familiar ainda teria tentado estimular outra pessoa a fazer a saudação nazista enquanto o menino realizava o gesto.

Além disso, o adolescente ostentava em seu perfil na rede Instagram a frase em alemão “Ein Volk, ein Reich, ein Führer”, que se traduz para o português como: “Um povo, um império, um líder”, considerada uma das frases de propaganda mais proeminentes e poderosas do regime nazista na Alemanha, sob a liderança de Adolf Hitler. O perfil do adolescente foi apagado após o caso repercutir.

Adolescente já tinha histórico de apologia ao nazismo em perfis nas redes sociais e recebia apoio de familiares – Foto: Reprodução

Sobre o caso
O episódio ocorreu durante o baile de formatura do curso de Medicina da Facene (Faculdade de Enfermagem e de Medicina Nova Esperança), realizado na madrugada do último domingo (11), em Mossoró. As imagens mostram o adolescente trajando uniforme da Wehrmacht, o exército criado por Adolf Hitler durante o regime nazista. A divulgação inicial foi feita pelo Blog do Barreto, do jornalista Bruno Barreto, e provocou ampla indignação e debates nas redes sociais sobre intolerância, limites legais e responsabilidade social.

Segundo apuração inicial do Blog do Barreto, o adolescente era convidado de duas formandas, naturais do estado de Rondônia e atualmente residentes no Ceará, não possuindo vínculo direto com a instituição de ensino. Diante da repercussão, a presidente da comissão de formatura, Tâmira Thomas, afirmou que a turma desconhecia completamente a situação e repudiou qualquer atitude de apologia ao nazismo ou a regimes de ódio.

A Facene também se manifestou por meio de nota oficial, esclarecendo que o baile não teve caráter institucional, sem participação, promoção ou financiamento da faculdade. Ainda assim, a instituição lamentou profundamente o episódio e o impacto ofensivo causado à comunidade acadêmica e à sociedade. A Master Produções e Eventos, responsável pela realização da festa, informou que o adolescente esteve no local acompanhado dos pais e que a troca de roupa ocorreu de forma pontual, sem conhecimento prévio da organização.

Já o Conselho Tutelar da 34ª Zona de Mossoró informou, em nota, que a apuração de suposto ato infracional cabe à autoridade policial, mas ressaltou que repudia qualquer prática racista, discriminatória ou associada à intolerância, bem como condutas que exponham crianças e adolescentes a situações vexatórias ou de risco. O órgão afirmou ainda que permanece à disposição da sociedade, dentro das atribuições previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente, e reiterou seu compromisso com a defesa dos direitos humanos de crianças e adolescentes.

No Brasil, a apologia ao nazismo é crime previsto na Lei nº 7.716/89, a Lei do Crime Racial, que criminaliza a divulgação de símbolos, emblemas, ornamentos ou propaganda associada ao regime nazista, com penas que podem incluir reclusão e multa. O caso segue sob investigação das autoridades competentes.


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“FOI LITERALMENTE UM RESGATE”, DIZ JACSON DAMASCENO SOBRE DEPRESSÃO

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Em meio ao “Janeiro Branco”, mês dedicado à promoção da saúde mental, o jornalista Jacson Damasceno, com mais de 25 anos de atuação no jornalismo potiguar, quebrou o silêncio no último fim de semana para relatar o quadro de depressão que enfrentou e o processo de recuperação que já dura cerca de um ano e meio. Em entrevista ao Diário do RN, Jacson contou como reconheceu a doença, atravessou um período de perdas sucessivas e, agora, comemora novas conquistas na vida pessoal e profissional.

O relato começa muito antes do diagnóstico de depressão, recebido em 2024. Jacson lembra que, há cerca de 15 anos, enfrentou sua primeira grande crise emocional, marcada pela ansiedade extrema e pela síndrome do pânico. “Foi logo depois que perdi meu irmão caçula em um acidente de carro”, recorda. Na época, vieram o medo constante, o pavor de sair de casa e a sensação recorrente de que algo grave estava prestes a acontecer. “Meu coração acelerava, eu suava, as pernas tremiam e achava que estava enfartando”, relata. Ele lembra que o tratamento com psiquiatra e psicólogo trouxe melhora, embora a ansiedade tenha permanecido, de forma pontual, ao longo dos anos.

A depressão, porém, foi diferente. Segundo Jacson, os sinais começaram a se intensificar há cerca de um ano e meio, após uma sequência de acontecimentos difíceis. A perda da mãe durante a pandemia, a saída do emprego, o endividamento e a separação conjugal foram se acumulando.

“Uma série de grandes problemas foram acontecendo e isso foi minando a minha capacidade de resolvê-los”, afirma. Aos poucos, a tristeza tomou espaço. “Eu não tinha vontade de sair de casa, não conseguia sair da cama para ir trabalhar”, conta.

Com experiência profissional na área, inclusive como assessor de imprensa da Associação Norte-rio-grandense de Psiquiatria, Jacson reconheceu os sintomas. “Eu falava muito sobre depressão e ansiedade e percebi que não estava bem”, diz. Ainda assim, tentou esconder o quadro da família.

No trabalho, onde atuava na assessoria de imprensa do Governo do Rio Grande do Norte, o abatimento já era perceptível. “Eu faltava, andava cabisbaixo, com certeza perceberam que havia algo errado”, relata.

A virada aconteceu quando a ex-esposa, que também é sua prima, o encontrou em estado debilitado. Chocada, ela decidiu avisar a família na Bahia, onde Jacson tem raízes. “Foi literalmente um resgate”, resume. Em poucos dias, parentes viajaram até Natal e o levaram para Catu, cidade a cerca de 100 quilômetros de Salvador. “Quando cheguei, tinha uma casa pronta para mim, decorada com cartazes e balões, e toda a família ao redor”, lembra.

O acolhimento foi decisivo. Morando perto da avó, de tias e tios, Jacson teve apoio integral. “Eles bancaram meu tratamento, minha alimentação, psiquiatra, medicamentos e psicólogo”, conta.

Amigos também desempenharam papel importante, tanto os de Natal quanto os da Bahia. Três, em especial, o ajudaram por meio da fé, cada um à sua maneira, católica, espírita e adventista. “Foram essenciais nesse processo”, afirma.

Mas, mesmo com a melhora progressiva, iniciada por volta de março do ano passado, o ócio passou a incomodá-lo. “Trabalhei 25 anos consecutivos no jornalismo. Não ser produtivo, não ter rotina, estava me adoecendo”, confessa. A retomada começou de forma inesperada, incentivada por uma amiga e pela psicóloga, que sugeriram que ele falasse sobre o assunto nas redes sociais.

Após resistência inicial, Jacson decidiu gravar um vídeo simples, em uma manhã comum. “Falei de coração, de primeira”, diz.

Publicado na última semana, o depoimento viralizou e trouxe uma avalanche de mensagens de apoio. “Eu me senti amado, acolhido, querido”, relata. Os comentários, segundo ele, ajudaram a acalmar a ansiedade. Jacson passou a responder mensagens privadas como forma de retribuição.

“Não sou especialista, mas como alguém que passou pelo problema, tento aconselhar”, afirma.

Hoje, ele vê no relato público uma forma de ajudar quem enfrenta situação semelhante.

Por fim, Jacson deixa uma mensagem a quem vive situação semelhante. “Primeiro, procure ajuda. Fale com alguém de confiança e, se puder, busque um psiquiatra e um psicólogo”, orienta.

Ele ressalta que a paciência é fundamental durante o processo. “Um dos desesperos da depressão é acordar todos os dias se sentindo mal, mas isso passa”, afirma. A fé também foi decisiva. “Tive uma experiência com Deus. Ele está reescrevendo a minha história”, diz. Jacson destaca que essa nova fase já se reflete na vida profissional. “Esta semana estou comemorando minha contratação pela Band Bahia, como um símbolo de retomada e superação”, conclui.

Em 25 anos de carreira, jornalista atuou em importantes veículos do RN – Foto: Reprodução

Janeiro Branco
Criado em 2014, o Janeiro Branco surgiu a partir da iniciativa do psicólogo Leonardo Abrahão e de um grupo de profissionais de Uberlândia, em Minas Gerais, com o objetivo de estimular a reflexão e o diálogo sobre a saúde mental e emocional no início do ano, período simbólico de recomeços. A campanha cresceu ao longo da última década e ganhou reconhecimento nacional em 2023, quando passou a ser oficialmente instituída pela Lei Federal nº 14.556, que estabelece o mês de janeiro como dedicado à conscientização sobre a importância do cuidado com a saúde mental no Brasil.

Dentro desse contexto, relatos como o do jornalista Jacson Damasceno contribuem na desmistificação da doença e trazem esclarecimento sobre a importância do apoio profissional especializado, além do papel fundamental de familiares e amigos na detecção do quadro e no suporte necessário durante o tratamento.


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IVAN BARON: “NÃO ACEITO RÓTULOS, POIS JAMAIS ABANDONEI MINHAS PAUTAS”

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Após meses de diálogo com diferentes partidos do campo progressista, o ativista potiguar reconhecido pela luta contra o capacitismo decidiu assinar ficha de filiação ao MDB. A escolha, anunciada nas redes sociais ocorreu depois de tratativas avançadas com o PV, partido integrante da federação PT–PV–PCdoB, e gerou reações nas redes sociais, algumas delas, segundo ele, marcadas por ataques pessoais e tentativas de deslegitimação política. Em entrevista ao Diário do RN, o ativista afirmou compreender o debate político, mas rejeitou ataques pessoais e tentativas de rotulá-lo.

“As críticas fazem parte do jogo político, perseguição e tentativa de desidratação não. Eu estou comprometido em fazer uma pré-campanha dialogando com o povo, trabalhando pela inclusão e pela juventude. Não aceito rótulos como “Judas” ou “traidor”, pois nunca fui filiado a nenhum outro partido e jamais abandonei minhas pautas. Apenas fiz uma escolha e espero que seja respeitada”, afirmou.

Apoiador do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ativista chegou a subir a rampa do Palácio do Planalto ao lado do então presidente eleito, em janeiro de 2023, em um gesto simbólico da luta por inclusão e representatividade. A decisão de ingressar no MDB, partido presidido no Rio Grande do Norte pelo vice-governador Walter Alves, que vem se afastando politicamente da governadora Fátima Bezerra (PT), foi tratada por ele como estratégica, não ideológica.

“O RN não tem grandes nominatas competitivas, e eu sentei com diversos partidos, inclusive os do campo progressista. O MDB foi minha escolha por aceitar minhas condições inegociáveis e me garantir prioridade eleitoral, como por exemplo a minha candidatura ser de fato competitiva e inédita no partido. Após meses de conversa em nível estadual e nacional, onde pude, inclusive, conversar com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, que me deu suporte e confiança”, disse.

Questionado sobre a possibilidade, amplamente ventilada, de filiação ao PV, ele negou que a decisão tenha sido descartada de última hora. Baron destaca o diálogo e a receptividade do presidente estadual Rivaldo Fernandes, no entanto, ponderou que disputas internas acabaram pesando contra a filiação. “O PV enfrenta uma disputa entre grupos e isso me geraria um desgaste eleitoral desnecessário, além da disputa geral”, afirmou, agradecendo publicamente a condução do diálogo no partido.

Apesar de ingressar em um partido que hoje se distancia do núcleo do governo estadual, o ativista reforçou que não há definição automática sobre o apoio à majoritária. Segundo ele, o MDB garantiu liberdade para a construção política. “O MDB me deu abertura para escolher caminhar com quem eu quiser. Continuarei dialogando com as bases e com nosso grupo, longe de qualquer tipo de radicalismo”, declarou.

Nesse contexto, deixou claro que seu critério para a eleição majoritária será político e estratégico. “Quanto ao governo, estamos dialogando sobre qual é o melhor projeto viável para não deixar a extrema direita comandar o Estado. Para o Senado, meu primeiro voto já está decidido: Dra. Zenaide, uma parceria de longa data”.

Confiante quanto às chances eleitorais, o ativista avaliou que a filiação ao MDB amplia as possibilidades reais de disputa. “As perspectivas são boas. O apoio do MDB e a estrutura do partido nos dão a possibilidade real de competir”, afirmou.

Caso eleito, ele disse que pretende concentrar o mandato em pautas sociais, com ênfase na inclusão e na juventude. “Vou trabalhar pela inclusão, pela juventude e pelo desenvolvimento social, com foco em políticas públicas para o Rio Grande do Norte”, afirmou. Entre os principais objetivos está a criação da primeira Política Estadual de Combate ao Capacitismo, proposta que ele classifica como central em seu projeto político.


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ESCOLHA DE WALTER POR ALLYSON PASSA POR NOMINATA PARA SE ELEGER, DIZ JOÃO MAIA

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A decisão já foi tomada, o anúncio é que ainda deve ocorrer nos próximos dias. O vice-governador Walter Alves (MDB) teria definido o alinhamento ao projeto político do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB), na corrida pelo Governo do Rio Grande do Norte. A informação do deputado federal João Maia, presidente do PP no RN, é que uma reunião ocorrida na manhã desta terça-feira (13) entre Walter e Allyson teria acontecido. A informação que circula nos bastidores é de que o encontro teria caráter mais comunicativo do que deliberativo, dentro de um cenário em que a montagem de nominatas e o cálculo eleitoral para 2026 falam mais alto do que o cargo de governador.

“Eu acho que a decisão de Walter de vir para o lado de Allyson já está decidida”, afirmou em conversa com o Diário do RN.

Segundo o dirigente do PP, a aproximação de Walter com o projeto de Allyson está diretamente ligada à estratégia eleitoral de 2026, sobretudo à formação de chapas proporcionais competitivas.

“Vir para o lado de Allyson tem a ver com formar nominata, se eleger deputado”, resumiu.

Nesse ponto, a decisão de Walter de não assumir o Governo do Estado, mesmo estando na linha sucessória, é uma escolha pragmática: preservar capital político e priorizar o projeto pessoal de retorno à Assembleia Legislativa. O cenário financeiro delicado do Executivo estadual pesou para não assumir, mas a mudança de lado teria como ponto central a engenharia eleitoral.

É nesse contexto que entram as conversas entre João Maia e Walter Alves. Os dois estariam discutindo a distribuição de nomes entre PP e MDB, avaliando quem permanece em cada legenda e quem pode migrar, num desenho que só faz sentido se houver, de fato, uma composição conjunta no palanque majoritário de Allyson Bezerra. A negociação de quadros, bases regionais e puxadores de voto reforça que o alinhamento político está em curso.

“Isso também é o que nós conversamos, então vamos esperar o que é que Walter vai dizer. Ele tem medo de assumir o Governo e não conseguir pagar o salário nos últimos dois meses ou três meses do governo dele, isso é uma coisa. A outra de vir para o lado de Allyson tem a ver com formar nominata, se eleger deputado”, afirmou.

A presidência da Assembleia Legislativa também foi tratada. João Maia relativizou qualquer pretensão automática de Walter nesse sentido. “Ele sabe que tem um candidato há mais tempo, que é Kleber [Rodrigues]. Ele tem noção disso. Eu disse; ‘Essa coisa da presidência da Assembleia, você se entenda com Kleber”, explicou o deputado.

O presidente do PP acredita que Walter deverá tornar pública sua decisão até o fim desta semana, mas pontuou que, ainda assim, até março, “vai rolar muita água ainda, e não é no Rio Piranhas-Açu”, finalizou.


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EXTREMOZ RECEBEU R$ 23 MILHÕES DE LULA E SÓ R$ 7 MILHÕES DE BOLSONARO

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O município de Extremoz, governado pela prefeita Jussara Sales (PL), foi beneficiado com mais de R$ 30 milhões em emendas federais entre 2019 e 2025, período da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conforme dados oficiais do Portal do Tesouro Nacional. Já durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019–2022), Extremoz recebeu um total aproximado de R$ 7 milhões em emendas federais. Os números revelam um crescimento expressivo nos repasses ao longo dos últimos anos e evidenciam a diferença entre os períodos dos governos Bolsonaro e Lula.

Durante a gestão bolsonarista, grupo ao qual a prefeita faz parte, os valores anuais foram de R$ 740.549,50 em 2019, R$ 486.881,50 em 2020, R$ 3.326.969,63 em 2021 e R$ 2.461.982,30 em 2022.

Nos anos do governo Lula (2023–2025), os repasses cresceram de forma significativa. Em 2023, o município recebeu R$ 7.078.766,00; em 2024, foram R$ 6.966.110,00; e em 2025, o volume chegou a R$ 9.049.933,00, totalizando cerca de R$ 23 milhões apenas nesse período. No acumulado dos sete anos, Extremoz recebeu mais de R$ 30 milhões em recursos federais.

A prefeita Jussara Sales é filiada ao mesmo partido de Bolsonaro. Foi eleita em 2020 e portanto, administrava Extremoz durante parte da gestão de Jair Bolsonaro. Na eleição de 2024 foi reeleita, já numa situação mais confortável em relação aos repasses dos municípios.


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LIVRO DO PROFESSOR RÔMULO ESTÂNRLEY CONTA A HISTÓRIA DO SEMANÁRIO “O GRANDE NATAL”

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O professor Rômulo Estânrley Souza de Medeiros lança na próxima quinta-feira (15) o seu novo livro: “O Grande Natal – O Legado do Jornal de Paulo Tarcísio Cavalcanti. A obra retrata o jornal que cobria os principais municípios da Região Metropolitana de Natal, fundado pelo renomado jornalista Paulo Tarcísio Cavalcanti, em 1994.

O semanário se notabilizou pelas coberturas jornalísticas nas cidades do entorno da capital potiguar, que não tinham muita atenção dos grandes jornais da época.

Rômulo Estânrley trabalhou como correspondente de Macaíba no semanário de 1997 a 2004. Ele explica que as 544 páginas do livro estão divididas em quatro partes: a primeira, relatando a trajetória do jornal, a linha editorial, sua evolução gráfica, as grandes reportagens, paralisações e os bastidores da redação; a segunda, com a rica biografia de Paulo Tarcísio; a terceira, com a biografia dos demais membros de sua equipe; e a quarta e última parte, com o registro de alguns acontecimentos posteriores ao fechamento do jornal.

A pesquisa se aprofunda nos fatores que motivaram a descontinuidade da publicação, em 2004, que atingiram não somente O Grande Natal, mas praticamente toda a imprensa escrita no RN.

“Embora tenha circulado por quase dez anos, O Grande Natal deixou um legado para a história da imprensa norte-rio-grandense. Como educador, posso afirmar, com certeza, que o jornal foi um grande incentivador de leitura para a geração de sua época. E a sua marca é sentida até hoje”, finalizou o escritor.

O evento de lançamento, na quinta-feira, é aberto ao público e acontecerá a partir das 18h, na Escola Estadual em Tempo Integral Alfredo Mesquita Filho, em Macaíba.


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CASO DE APOLOGIA AO NAZISMO EM MOSSORÓ É DENUNCIADO AO MPF

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Um adolescente de 13 anos, usando uniforme do exército nazista e fazendo apologia ao regime, se destaca entre os registros fotográficos durante uma festa de formatura do curso de Medicina da Facene (Faculdade de Enfermagem e de Medicina Nova Esperança). O episódio ocorreu em Mossoró, na região Oeste do Rio Grande do Norte, na madrugada do último domingo (11), e ganhou repercussão após publicação do Blog do Barreto, de responsabilidade do jornalista Bruno Barreto, ganhando repercussão nacional e provocando ampla indignação e debates, sobretudo nas redes sociais, sobre intolerância, limites legais e responsabilidade social.

Nas fotos divulgadas, o garoto faz pose trajando a farda da Wehrmacht, o exército criado por Adolf Hitler para rearmar a Alemanha durante o regime nazista. De acordo com informações apuradas pelo Blog do Barreto, o adolescente era convidado de duas formandas, naturais do estado de Rondônia e atualmente radicadas no Ceará, não tendo vínculo direto com a instituição de ensino.

Diante da repercussão negativa e das críticas públicas, a presidente da comissão de formatura da turma se pronunciou para repudiar o ocorrido e afastar qualquer responsabilidade coletiva dos formandos. Em declaração na rede social Instagran, Tâmira Thomas afirmou que a turma desconhecia completamente a situação e reforçou que não compactua com qualquer atitude de apologia ao nazismo ou a regimes de ódio.

A Faculdade também se manifestou por meio de nota oficial, esclarecendo que o baile de formatura não teve caráter institucional. Segundo a faculdade, o evento não contou com participação, promoção ou financiamento da instituição, não sendo considerado um evento oficial. Ainda assim, a Facene lamentou profundamente o episódio e o impacto ofensivo causado à comunidade acadêmica e à sociedade em geral.

A Master Produções e Eventos, empresa responsável pela realização do baile de formatura, também divulgou nota de repúdio. A organização confirmou que o adolescente era convidado de duas formandas e esteve no local acompanhado dos pais. Segundo a empresa, a troca de roupa para os registros fotográficos ocorreu de forma pontual, sem conhecimento prévio da organização, que afirmou não compactuar com o ocorrido.

Repercussão e representação no MPF
O caso ultrapassou o debate nas redes sociais e chegou ao campo institucional, tendo em vista que a vereadora de Mossoró Plúvia Oliveira e a deputada estadual Isolda Dantas, ambas do Partido dos Trabalhadores (PT), juntamente com a Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), movimentos sociais, professores de instituições de ensino superior e representantes de outros partidos políticos, protocolaram uma representação no Ministério Público Federal (MPF) solicitando a apuração do episódio.

Apologia ao nazismo é crime
No Brasil, a apologia ao nazismo é crime previsto na Lei nº 7.716/89, a Lei do Crime Racial, que pune atos de discriminação e preconceito. Desde 1997, a legislação criminaliza de forma expressa a divulgação do nazismo, incluindo a veiculação de símbolos, emblemas, ornamentos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou o gamado, com penas que podem chegar à reclusão e multa.

Do ponto de vista jurídico, o advogado criminalista Fernandes Braga explica que, mesmo sendo menor de idade, a conduta se enquadra na legislação. Segundo ele, “a conduta de um menor que se veste com uniforme nazista e faz apologia ao regime em público configura um ato infracional análogo ao crime de veiculação de símbolos nazistas, tipificado no artigo 20, parágrafo 1º, da Lei nº 7.716/89”.

Ele ressalta que, na esfera adulta, trata-se de crime grave e constitucionalmente inafiançável e imprescritível, já que “a lei criminaliza a veiculação de símbolos, emblemas, ornamentos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada para fins de divulgação do nazismo”, explica.

Braga destaca que, por ser inimputável penalmente, o adolescente não responde como adulto, mas está sujeito às medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “As penalidades aplicáveis ao menor incluem advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida, regime de semiliberdade e, em casos mais graves, internação”, afirma.

O advogado também chama atenção para a responsabilidade civil dos pais ou responsáveis. “Na esfera cível, a responsabilidade pelos prejuízos e danos gerados pelo ato infracional do menor recai sobre os genitores, de forma objetiva, conforme os artigos 932 e 933 do Código Civil”, pontua.


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BRASIL COMEMORA GLOBO DE OURO ENQUANTO SE DESPEDE DE TITINA

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Enquanto o cinema brasileiro celebrava uma conquista histórica no cenário internacional, Rio Grande do Norte se despedia de uma de suas maiores artistas. No palco do Teatro Alberto Maranhão (TAM), o velório da atriz Titina Medeiros acontecia no mesmo instante em que o Brasil era anunciado vencedor do Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Não-Inglesa, com o Agente Secreto; e de Melhor Ator em Filme de Drama, com o anúncio de Wagner Moura, um contraste que transformou o luto em símbolo.

Ao refletir sobre a fatídica coincidência, o escritor, jornalista e publicitário Mário Ivo Dantas Cavalcanti destacou a dimensão simbólica do momento por meio de uma postagem em sua conta no Instagram. “Não deixa de ter uma simbologia forte, quase mística e espiritual, o corpo de Titina estar sendo velado enquanto o Brasil vence o Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Não-Inglesa e o de Melhor Ator em Filme de Drama. Há uma conexão real, que não se quebra, que não se interrompe, mesmo aparentemente representando momentos díspares”, afirmou.

Embora tenha alcançado projeção nacional através da teledramaturgia, Titina também foi destaque no cinema brasileiro, emprestando seu talento a obras como Malasartes e o Duelo com a Morte (2017) e o premiado Filhos do Mangue (2024), reafirmando sua versatilidade.

Legado de Titina marca o audiovisual potiguar
A trajetória de Titina Medeiros vai além do reconhecimento nacional conquistado no teatro e na televisão brasileira e ocupa um lugar central na história da cultura potiguar, especialmente no fortalecimento do audiovisual no interior do Rio Grande do Norte. Seridoense orgulhosa, a atriz foi uma das vozes mais ativas na defesa da produção cultural descentralizada, apostando no cinema como ferramenta de identidade, educação e transformação social. Sua atuação foi decisiva para projetos que hoje são referência além das divisas do RN, como o Curta Caicó, festival de cinema do Seridó que chega, em 2026, à sua 9ª edição.

Mais do que apoiar iniciativas culturais, Titina participou ativamente da construção de espaços de formação, debate e visibilidade para o audiovisual potiguar. Para o diretor e idealizador do Curta Caicó, Raildon Lucena, amigo pessoal da atriz, a importância de Titina começa ainda na concepção do festival, quando a ideia existia apenas como projeto. “Titina, seridoense, era uma pessoa que sempre defendeu a nossa região do Seridó. Em 2017, quando tivemos a ideia de criar o festival, procuramos Titina, e ela gravou um vídeo dizendo que o Curta Caicó estava nascendo, que era um festival da região do Seridó. Aquilo ajudou a impulsionar o projeto”, relembra.

Segundo Raildon, esse gesto inicial foi fundamental para dar visibilidade e credibilidade a uma iniciativa que surgia fora dos grandes centros. A partir daí, a presença de Titina se tornou constante. Ela participou das primeiras edições, acompanhou o crescimento do festival e manteve apoio permanente ao longo dos anos. “Ela sempre foi muito presente, participou das primeiras edições, esteve sempre nos apoiando. Com o tempo, a gente foi ficando cada vez mais próximo, e ela se tornou uma grande amiga”, afirma.

A relação entre os dois começou antes mesmo da criação do Curta Caicó. Raildon conta que conheceu Titina em 2007, quando trabalhava em Janduís, e que anos depois eles se reencontraram na estreia da peça Meu Seridó. Foi a partir desse reencontro que surgiu o convite para que a atriz se envolvesse diretamente com o festival. Já na primeira edição, Titina assumiu um papel ativo na programação, organizando e mediando um debate sobre o papel das mulheres no audiovisual, tema que sempre defendeu com firmeza e coerência.

Para Raildon, Titina reunia talento artístico e compromisso coletivo, características que marcaram sua trajetória. “Ela era uma pessoa muito generosa, sempre empolgada, com uma energia muito boa. Estava sempre incentivando outras pessoas a entrarem no mundo da arte, sempre levando a bandeira do Seridó”, diz. Na avaliação dele, a perda da atriz representa um vazio difícil de preencher. “O Rio Grande do Norte e o Brasil perdem uma de suas grandes atrizes, um nome que acreditava na cultura e que estava sempre abrindo caminhos para outras pessoas. ”
No contexto pessoal, Raildon relembra a luta de Titina contra o câncer e conta que usou sua vivência durante as conversas após o diagnóstico da atriz, na tentativa de fortalecê-la. “Eu vim acompanhando essa luta dela contra o câncer. Eu também tive câncer em 2013 e, quando ela recebeu o diagnóstico, a gente conversou como uma forma de dar força, de mostrar que era possível vencer”, afirmou. Raildon visitou Titina no mês de setembro e conta que a expectativa de superação esteve presente até o fim. “A gente sempre pôs aquela esperança de que ela ia conseguir superar”, completou.

Sobre o Curta Caicó
Madrinha do Curta Caicó, Titina Medeiros teve papel fundamental na consolidação de um dos principais festivais de cinema do interior do Rio Grande do Norte, realizado anualmente em Caicó desde 2018 com o objetivo de fortalecer o audiovisual local e aproximar o cinema do público seridoense. Ao longo dos anos, o evento se firmou como um espaço plural, com mostras, oficinas e debates que valorizam produções nacionais, potiguares e do Seridó, além de investir na formação de novos realizadores. O envolvimento de Titina desde o início contribuiu decisivamente para dar visibilidade, credibilidade e identidade a um projeto hoje central para a cultura da região.


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ELEITO PARA ASSUMIR, WALTER FOGE DA CADEIRA E EMPURRA CRISE PARA FÁTIMA

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A decisão do vice-governador Walter Alves (MDB) de não assumir o comando do Governo do Rio Grande do Norte não é lida nos bastidores como cautela administrativa, mas como covardia política. A opinião é apontada por prefeitos do MDB que conversaram com o Diário do RN. Ao se recusar a sentar na principal cadeira do Estado quando a vacância se aproxima, Walter rompe, na prática, o acordo firmado com a governadora Fátima Bezerra (PT), com o PT e com os filiados do próprio partido que preside no momento em que aceitou ser vice-governador: o compromisso de assumir o Governo, se necessário, e sustentar politicamente a gestão até o fim do mandato.

No MDB, cresce a avaliação de que o vice-governador perdeu o momento de demonstrar liderança. “Isso é coisa de frouxo”, disparou um prefeito do partido.

Ao não assumir quando teve a chance, Walter Alves não apenas evita o Governo, expõe fragilidade, quebra um acordo político e deixa claro que prefere a segurança eleitoral ao enfrentamento do poder. O desfecho das articulações deve ocorrer até o final de janeiro, mas o rótulo já circula nos corredores do poder: o vice que não quis ser governador.

A justificativa apresentada, a frágil situação fiscal do Estado, não é novidade, tampouco surgiu às vésperas do calendário eleitoral. Walter conhecia os números, os riscos e o histórico das contas públicas quando topou compor a chapa governista. Ainda assim, agora prefere recuar, preservar o próprio projeto eleitoral à deputado estadual e deixar o desgaste integralmente nas costas da governadora.

Segundo apuração do Diário do RN, Walter reuniu dados técnicos que apontam dificuldades concretas no caixa estadual, o mais recente deles o atraso no pagamento do 13º salário do funcionalismo, que não foi quitado dentro do prazo legal. Para os críticos do PT, assumir o Governo nessas condições significaria herdar um passivo fiscal indigesto. Para aliados que confiaram em Walter, é exatamente esse o ônus de quem se dispõe a governar, e que Walter optou por não assumir.

Ao tomar a decisão, Walter evita o desgaste de comandar um Estado em crise, mantém distância da impopularidade e busca seguir com capital político intacto para a disputa eleitoral de 2026. Ao fazer isso, transfere todo o peso da crise para Fátima Bezerra, enquanto tenta se apresentar como espectador responsável, quando, na prática, abandona o posto para o qual foi eleito.

Apesar de já estar decidido que não assumirá o Governo, o vice-governador tenta evitar que o gesto seja interpretado como rompimento imediato com o PT. Interlocutores insistem que o recuo não significa, automaticamente, apoio ao prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), um dos principais nomes da oposição para 2026. Esse movimento, segundo dizem, seria outro passo.

No fim de dezembro, em Brasília, Walter se reuniu com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e com o presidente do MDB, Baleia Rossi. O resultado foi a reafirmação do apoio do MDB no Nordeste à reeleição do presidente Lula. Em seguida, Walter e Fátima divulgaram nota conjunta empurrando para as direções nacionais dos partidos a definição do cenário local, deixando claro que, para o PT, a prioridade absoluta é a eleição de Fátima ao Senado, mais ainda que o Governo do RN.

Quanto ao apoio a Allyson Bezerra, segundo fontes ouvidas pela reportagem, o movimento dependerá de consenso interno no MDB, após consulta a prefeitos, deputados e lideranças regionais.

Nominatas
Paralelamente, Walter Alves já definiu que disputará uma vaga na Assembleia Legislativa em 2026. Após o esfacelamento de uma forte nominata que vinha sendo articulada à federal, a alteração de caminhos voltou as atenções do presidente e da sigla para a nominata à Assembleia Legislativa.

Sem ocupar a cadeira do Executivo estadual, os pretensos candidatos pelo MDB vão contar com o fundo eleitoral e estrutura garantidos por Baleia Rossi pessoalmente a Walter, recurso que será voltado para a nominata a qual Waltinho fará parte. A movimentação inclui articulações para fortalecer a nominata do MDB, com garantia de apoio do diretório nacional, tanto em termos de fundo partidário quanto de estrutura.

De acordo com as informações obtidas pelo Diário do RN, os encaminhamentos continuam com os deputados Hermano Morais (PV), Galeno Torquato (PSDB) e Nélter Queiroz (PSDB), que pretendem disputar reeleição. Mara Cavalcanti, ex-prefeita de Riachuelo, Flávio de Beroi, ex-prefeito de Nova Cruz, Clóvis Júnior, vereador mais votado de São Gonçalo do Amarante, e Ivan Baron, ativista contra o capacitismo e pelos direitos humanos, são alguns nomes já convidados e/ou confirmados para a disputa proporcional.


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KLEBER RODRIGUES ANUNCIA IDA PARA O PP E APOIO A ALLYSON, FÁTIMA E ZENAIDE

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O deputado estadual Kleber Rodrigues anunciou que irá se filiar ao Progressistas (PP) e integrar a base política da pré-candidatura do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), ao Governo do Rio Grande do Norte em 2026. A decisão, segundo ele, foi construída a partir da escuta das lideranças que o acompanham e do sentimento de gratidão ao deputado federal João Maia, presidente estadual do partido.

“Eu não tomo decisão nenhuma sem escutar aqueles que acreditam em mim”, afirmou Kleber, ao explicar ao Diário do RN o processo que o levou à escolha partidária. Segundo o deputado, somente após ouvir sua base política é que comunicou a decisão. “Como eles já me autorizaram, já comunico que vou me filiar ao PP, partido do deputado federal João Maia”, disse.

Kleber ressaltou que a mudança partidária está diretamente ligada à relação construída com João Maia ao longo de sua trajetória política. “Eu tenho um débito de gratidão enorme com o deputado federal João Maia, que é meu deputado já por três vezes. Quando eu saí do partido dele [então PL] para ir para o PSDB, entendi que, em algum momento, eu tinha que pagar esse débito. Ele pediu esse gesto da minha parte e gratidão só se paga com gratidão. Então eu estou voltando para minha casa”, completou.

Segundo Kleber, a mudança partidária só ocorrerá com a abertura da janela partidária, em 4 de março. “Quando abrir esse prazo, eu migrarei para o PP”, reforçou.

O assunto foi conversado diretamente com Fátima Bezerra (PT), cuja base Kleber compõe enquanto parlamentar estadual. Ele informa que seus votos serão em Fátima e Zenaide Maia ao Senado.

Allyson Bezerra
Apesar de Allyson Bezerra ainda não ter oficializado a pré-candidatura ao Governo, Kleber justificou a decisão de integrar a base do mossoroense afirmando que o prefeito de Mossoró já passou pelo “teste” da gestão pública. “Eu convivi com ele, eu conheço ele, acompanho o trabalho que ele faz em Mossoró. Ele já foi testado, governou uma grande cidade do nosso Estado e fez uma excelente gestão. Ele está preparado”, disse.

Kleber também demonstrou confiança no desempenho eleitoral de Allyson em 2026. “Eu acredito 100%”, afirmou, ao ser questionado sobre as chances do prefeito frente a outros possíveis candidatos. “Tenho certeza que, se o povo escolher ele e ele for eleito, vai fazer uma grande gestão também à frente do governo do Estado”, acrescentou.

Ao tratar da federação formada por PP e União Brasil, Kleber destacou que a expectativa é de uma nominata forte para a disputa da Assembleia Legislativa em 2026. “A expectativa é de uma nominata grande e robusta, que deve fazer uma grande quantidade de deputados na Assembleia, eu lhe garanto”, disse.

O deputado negou especulações sobre eventual acordo antecipado envolvendo a presidência da Assembleia Legislativa, caso Allyson seja eleito governador. “Isso não existe. Primeiro a gente tem que passar pela eleição. Não adianta estar pensando em conversas futuras se você não passou nem pela eleição, nem pelo teste do povo”, garantiu.

Ao comentar o apoio político que levará para o palanque de Allyson Bezerra com o grupo que compõe pelo menos 30 nomes, Kleber evitou promessas de imposição. “As pessoas têm livre-arbítrio. Eu não trabalho de forma forçada com ninguém. Eu digo com quem eu estou caminhando. Quem quiser caminhar comigo estará muito feliz”, completou.

O anúncio ocorreu em reunião de Kleber com lideranças políticas de diversas regiões do Estado, em Natal, no primeiro encontro do ano com sua base. No evento, ele reforçou a importância da escuta como marca do mandato. “Aprendi com meu pai, Severino, que política se faz com escuta e parceria. Eu sempre digo que tenho mais que parceiros políticos. Tenho amigos e eu preciso ouvir vocês”, afirmou.


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