Início » Cidades

Cidades


RN MANTÉM VIGILÂNCIA CONTRA A MPOX; BRASIL JÁ REGISTRA 88 CASOS EM 2026

  • por
Compartilhe esse post

O Brasil registrou 88 casos confirmados de mpox, anteriormente conhecida como monkeypox, nos primeiros meses de 2026. Apesar do aumento recente, não há registro de óbitos neste ano e os quadros têm sido considerados leves a moderados. No Rio Grande do Norte, não há casos confirmados, mas as autoridades de saúde mantêm vigilância ativa após a investigação de uma suspeita em Mossoró, já descartada por exame laboratorial.

De acordo com o panorama nacional divulgado em fevereiro, a maior concentração de casos está em São Paulo, com 62 confirmações. Também há registros no Rio de Janeiro, com 15 casos, além de Rondônia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Distrito Federal. O aumento recente tem sido associado ao período de carnaval, embora o cenário atual esteja distante do pico observado em 2025, quando o país ultrapassou mil casos ao longo do ano.

No Rio Grande do Norte, o único caso suspeito em 2026 foi registrado em Mossoró. A paciente deu entrada no dia 20 de fevereiro na Unidade de Pronto Atendimento do Alto de São Manoel com sintomas compatíveis com a doença. Segundo a Prefeitura de Mossoró, a Secretaria Municipal de Saúde seguiu o protocolo do Ministério da Saúde, com isolamento, medicação e coleta de material para exame, encaminhado a Natal. O resultado, divulgado no dia 25, foi negativo.

“Desde o primeiro atendimento, a Secretaria Municipal de Saúde acompanhou o caso, seguindo todos os protocolos estabelecidos pela Vigilância em Saúde e pelo Ministério da Saúde. A paciente recebeu a assistência necessária, os exames foram realizados e, com o resultado negativo, a suspeita foi descartada”, destacou a secretária municipal de Saúde, Morgana Dantas.

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) ressalta que, embora o caso tenha sido oficialmente descartado no último dia 26, o estado segue monitorando a situação, como faz em relação a outras doenças contagiosas.

A mpox é uma doença viral causada por um vírus da mesma família da varíola humana, erradicada há décadas. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões na pele, fluidos corporais ou objetos contaminados, além de contato íntimo.

Os principais sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, cansaço e o surgimento de lesões na pele, que podem evoluir para pústulas, geralmente dolorosas. A orientação das autoridades de saúde é que pessoas com esses sinais procurem uma unidade do Sistema Único de Saúde (SUS) para avaliação médica e, se necessário, isolamento até a confirmação ou descarte do diagnóstico.

O infectologista Igor Thiago explica que o vírus tem características semelhantes ao da antiga varíola. “O mpox é um vírus filogeneticamente muito próximo ao vírus da varíola humana, que está erradicada há bastante tempo. A transmissão ocorre principalmente por contato íntimo, pele a pele, o que facilita a disseminação em situações de contato direto”, detalha.

Segundo ele, após o período de incubação, surgem lesões com aspecto característico. “A principal lesão é a pústula, arredondada, com conteúdo purulento e centro umbilicado, como se fosse um pequeno umbigo. Pode haver poucas ou várias lesões espalhadas pelo corpo, muitas vezes na região genital, e elas podem ser bastante dolorosas”, explica.

O diagnóstico é feito por exame molecular, com coleta de material da secreção ou da crosta da lesão para identificação do DNA do vírus. Em relação ao tratamento, o médico ressalta que, na maioria dos casos, a conduta é de suporte. “O tratamento costuma ser sintomático, com analgésicos e medicamentos para aliviar o desconforto. Existe um antiviral, o tecovirimat, mas é de difícil acesso e geralmente reservado para casos mais graves, que necessitam de internação, e mesmo assim sua eficácia ainda é discutida na literatura médica”, afirma.

Igor Thiago acrescenta que não há vacinação específica amplamente disponível no momento e reforça que a prevenção está centrada na redução do risco de exposição. “Evitar contato com pessoas com lesões suspeitas, não compartilhar objetos pessoais e manter higiene frequente das mãos são medidas fundamentais para interromper a cadeia de transmissão”, orienta.


Compartilhe esse post

REPOSICIONAMENTO PROFISSIONAL TRANSFORMA TRAJETÓRIAS DE MULHERES

  • por
Compartilhe esse post

A ideia de que é preciso escolher uma profissão ainda muito jovem e segui-la até a aposentadoria já não representa a realidade de muitas brasileiras. A transição de carreira é uma tendência crescente no mercado de trabalho, impulsionada pela busca por propósito, equilíbrio e desenvolvimento pessoal. Estudos indicam que sete em cada dez mulheres maduras, acima dos 50 anos, estão em transição de carreira ou consideram mudar de profissão, em um movimento de ressignificação da própria trajetória.

Entre os principais motivos estão a vontade de alinhar o trabalho a valores pessoais, a necessidade de conciliar vida profissional e familiar e o desejo de viver um “segundo ato” após os 40 ou 50 anos. Também pesam fatores como ambientes corporativos hostis, falta de reconhecimento, sobrecarga e impactos na saúde mental. O medo da instabilidade financeira e o preconceito etário ainda são obstáculos, mas muitas encontram na maturidade a experiência e a resiliência necessárias para recomeçar.

Foi assim com a psicóloga Maria Beatriz Lago, 36 anos. Formada inicialmente em Engenharia Química em 2013, ela permaneceu na área por três anos, com foco na carreira acadêmica. Mas a inquietação já a acompanhava desde a graduação.

“Já no curso, eu não me sentia identificada com aquela área. Sabia que tinha algo a mais que eu buscava. Sempre gostei muito de ler, de questionar problemas sociais e filosóficos, e isso dentro da engenharia fica difícil”, conta.

Em 2015, durante o mestrado em Engenharia Sanitária, Beatriz tomou a decisão que mudaria sua vida profissional. No ano seguinte, ingressou no curso de Psicologia, área em que se formou há cinco anos e onde encontrou identificação. “Trabalhando como engenheira, eu percebia que eu buscava muito mais entender o outro do que consertar as máquinas”, relembra.

A mudança, segundo ela, não foi simples. Exigiu retorno à universidade, reorganização de planos e, sobretudo, apoio. “Eu tive muito suporte familiar, de amigos, pessoas que estiveram ao meu lado durante esse processo. Nem sempre é possível fazer essa mudança, existem várias realidades”, reconhece.

Para Beatriz, a transição vai além da troca de profissão. Trata-se de sentido. “Nunca é tarde para mudar, mesmo que seja dentro da mesma profissão. Isso diz de algo mais profundo do ser, que é o propósito, fazer aquilo que te preenche e que te faz despertar todos os dias sentindo que deu o seu melhor”, afirma.

Ela observa que muitas pessoas são vistas como más profissionais quando, na verdade, apenas não estão no lugar certo. “Existem perfis diferentes para trabalhos diferentes. Se o trabalho ocupa grande parte do nosso dia, é muito importante buscar aquilo que nos traz satisfação”, ressalta.

No caso das mulheres, a decisão costuma envolver desafios adicionais. “Para nós, essa mudança é bem mais difícil, porque muitas vezes precisamos de uma rede de apoio, especialmente quando se tem filhos. É preciso repensar o compartilhamento de tarefas e criar políticas públicas que incentivem as mulheres a buscar o seu propósito, assim como aconteceu comigo”, conclui.

Um recomeço que nasce do movimento e do propósito de unir forças femininas

Criado por Lela há oito anos, o grupo “Geração Saúde” se reúne três vezes por semana na zona norte de Natal – Foto: Reprodução

Se na juventude a dúvida profissional pode gerar inquietação, na maturidade o recomeço costuma exigir ainda mais coragem. É nesse contexto que a história de Josenira Pereira Pinheiro Silva, conhecida como Lela, se conecta à de tantas outras mulheres que decidiram transformar a própria trajetória.

Aos 57 anos, viúva, ela é criadora do grupo “Geração Saúde”, fundado há oito anos na zona Norte de Natal, onde ensina dança a mulheres da terceira idade. As aulas acontecem no ginásio Nélio Dias, de segunda, quarta e sexta-feira, das 6h às 7h.

Lela relata que a escolha pela dança ajudou a superar depressão – Foto: Reprodução

Antes de se dedicar à dança, Lela trabalhou durante cinco anos como auxiliar em uma creche. Foi um período de aprendizado e cuidado, mas ainda distante do que hoje considera seu verdadeiro propósito.

A dança entrou em sua vida como resposta à dor. “Quando eu comecei a dançar foi quando eu adoeci da depressão. Foi nesse momento que eu vi que nunca é tarde para a gente se libertar dessas coisas da vida, principalmente nós mulheres”, afirma.

O primeiro passo veio com incentivo da mãe e de uma vizinha, que a convidou para caminhar em uma praça e, discretamente, levou uma caixa de som. “Ela ligou o som e eu disse que não ia dançar, porque ainda estava saindo da depressão. Mas ela insistiu. Comecei a dançar e foram chegando outras mulheres. E foi assim que tudo começou”, relembra.

Antes de criar o próprio grupo, Lela também deu aulas em uma academia para mulheres mais jovens. Aos poucos, foi convidada a ministrar atividades em postos de saúde nos conjuntos Santarém e Gramoré, no bairro Potengi, sempre com foco nas mulheres mais velhas. “Meu foco mesmo foi a terceira idade. As histórias delas são lindas. Tudo o que eu passava me fortalecia mais ainda”, destaca.

Hoje, o Geração Saúde reúne cerca de 60 alunas. Para ela, não se trata apenas de dança. “Meu grupo não é só um grupo de dança. Eu levo elas para hospitais, casas de idosos, eventos. A gente passa energia para quem precisa sentir que existe força para continuar”, diz.

Viúva há quase quatro meses, após 47 anos de casamento, ela conta que o apoio do grupo foi essencial para enfrentar o luto. “Ele me apoiava muito, me levava para os eventos. Quando eu voltei, elas me chamaram e disseram: ‘Professora, aqui a senhora tem nosso amor’. Foi isso que me manteve em pé”, emociona-se.

Lela também é mãe atípica e afirma que buscou na dança força para si e para o filho. “Eu fiz por mim e por ele. A dança liberta da depressão, da ansiedade, do medo, da menopausa. Só falta a gente querer sair de casa e enfrentar”, reforça.

Quando uma aluna conta que recebeu alta médica ou conseguiu reduzir medicamentos após se envolver com as aulas, ela celebra. “É muito bom quando elas dizem que o médico perguntou o que mudou, e elas respondem que foi a dança”, completa.


Compartilhe esse post

ENTRE CARREIRA, MATERNIDADE E AFETO, MULHERES VIVEM MÚLTIPLOS PAPÉIS

  • por
Compartilhe esse post

Na vida cotidiana, as mulheres seguem acumulando funções que vão muito além daquelas tradicionalmente atribuídas a elas. São profissionais, mães, filhas, líderes, cuidadoras, estudantes, empreendedoras e, cada vez mais, protagonistas de suas próprias escolhas. Entre jornadas múltiplas e decisões que moldam o presente e o futuro, elas também refletem as transformações profundas pelas quais passam as famílias brasileiras. O modelo único, centrado no casal com filhos, já não dá conta de explicar a diversidade de arranjos que se consolidam no país.

Dados do Censo Demográfico 2022, divulgados pelo IBGE, confirmam essa virada histórica. Pela primeira vez, os casais com filhos deixaram de ser maioria, representando 42% das famílias no Brasil. Em 2000, esse formato ultrapassava a metade dos lares brasileiros. Em paralelo, crescem os domicílios formados por pessoas que moram sozinhas, casais sem filhos e famílias chefiadas por mulheres, um movimento que acompanha mudanças culturais, econômicas e sociais.

Embora o número de famílias com filhos tenha diminuído proporcionalmente, centenas de milhares de mulheres no Rio Grande do Norte e em todo o país seguem se reinventando diariamente para conciliar a vida profissional com os papéis de mães, responsáveis pelo lar e referências emocionais. Longe de ser apenas sinônimo de sobrecarga, essa conciliação, quando possível, também é vivida como exercício de empoderamento, autonomia e desenvolvimento pessoal.

A maternidade, para muitas mulheres, se transforma em uma escola prática de habilidades valorizadas no mercado de trabalho. Paciência, empatia, organização, capacidade de tomar decisões sob pressão e liderança pelo exemplo passam a fazer parte do cotidiano dentro e fora de casa. Ao mesmo tempo, manter a carreira garante independência financeira, autoestima e a possibilidade de servir de referência para os filhos, que crescem observando modelos mais igualitários de gênero.

Esse equilíbrio, no entanto, não acontece sem desafios. Ele exige escolhas, renegociações constantes e, sobretudo, uma rede de apoio que envolva família, amigos e ambientes de trabalho mais flexíveis. Quando esse suporte existe, a maternidade deixa de ser vista como obstáculo e passa a integrar, de forma mais saudável, o projeto de vida da mulher.

É o que vive Diana Petta, gerente de marketing, casada e mãe de Anita, de 11 anos. À frente da área de marketing de um shopping center em Natal, ela percebe claramente a transformação provocada pela maternidade em sua trajetória pessoal e profissional. “Eu posso dizer que existe uma profissional e uma mulher antes e depois de eu me tornar mãe de Anita. Me tornar mãe foi algo que me transformou não só na minha vida pessoal, mas também na minha vida profissional”, afirma.

Para Diana, a maternidade não compete com a carreira, mas ajuda a estruturá-la. “Ser mãe hoje é minha prioridade, não no sentido de disputar espaço com a profissão, mas de me dar diretriz e propósito. Isso não diminui minha ambição profissional, nem o quanto eu quero crescer”, ressalta. Segundo ela, foi na prática da maternidade que muitas habilidades de gestão se aprofundaram. “Você aprende gestão no dia a dia. Tomada de decisão, lidar com pressão, empatia real, liderança pelo exemplo. A mesma liderança que você exerce em casa é a que leva para o trabalho”, completa.

A gestora destaca que a maternidade ampliou seu olhar humano sobre as equipes que lidera.

“Aprendi a enxergar pessoas além dos cargos. Isso traz um olhar mais consciente sobre o impacto das escolhas que fazemos todos os dias”, diz. Para ela, não há forças opostas entre liderar e maternar. “São papéis complementares. A mulher que educa, acolhe, organiza e resolve conflitos em casa é a mesma que faz isso no ambiente profissional”, afirma.

Mesmo sem acreditar em fórmulas prontas, Diana defende a importância de estabelecer limites e momentos inegociáveis com a filha. “Existem fases em que um pilar exige mais do que o outro. O importante é ter consciência de que ambos são fundamentais”, afirma, ressaltando também o papel das empresas nesse processo. “É valioso encontrar um ambiente de trabalho que permita essa conciliação e reconheça o momento pessoal como algo importante.” Ao olhar sua trajetória, resume: “Não seria a profissional que sou se não pudesse ser a mãe que quero ser”.

Outra realidade, marcada por desafios ainda mais intensos, é a vivida por Gislaine Azevedo, jornalista e mãe de Lucas, de 9 anos. Divorciada, ela administra sozinha a rotina profissional e doméstica, sem uma rede de apoio constante. “Quando decidi me separar, ouvi muitas críticas de que não daria conta de criar meu filho sozinha. Ele tinha seis anos na época”, conta.

Gislaine reconhece o peso da responsabilidade integral. “Não tem pausa, não tem turno, não tem fim de semana. É um desafio enorme, principalmente quando não se tem rede de apoio”, afirma.

O pai de Lucas é presente, mas mora em outro estado e participa mais ativamente durante as férias. No dia a dia, a jornalista conta com o auxílio de uma babá, enquanto os pais vivem em outra cidade e ela não tem irmãos.

Além dos desafios financeiros que surgem ocasionalmente, Gislaine destaca o impacto emocional da maternidade solo. “O mais pesado é o emocional. É precisar ser firme mesmo quando estou desmoronando por dentro. Aprendi a engolir o choro no banho para conseguir sorrir na hora de ajudar na lição de casa”, relata. Há dias em que a sensação de insuficiência aparece, mas pequenos gestos do filho renovam suas forças. “Às vezes ele me abraça sem dizer nada. Aquilo me reabastece”, diz.

Para ela, a maternidade solo revelou uma força desconhecida. “Descobri que criar meu filho, praticamente sozinha, não é sobre dar conta de tudo perfeitamente, mas aceitar que sou humana, que erro, que me canso. E mesmo assim sigo. Porque no fim, quando ele diz ‘mãe, eu te amo’, eu lembro por que continuo”, conclui, emocionada.

Fora do roteiro tradicional, mulheres redefinem o que é realização pessoal

Cintya Bullé: “Aprendemos que a felicidade não tem formas. Estar bem consigo é estar bem com o mundo “ – Foto: Reprodução

Nem todas as mulheres, no entanto, seguem o caminho da maternidade. No Brasil e no mundo, cresce o número daquelas que optam por não ter filhos e por não seguir uma cartilha tradicional que associa realização feminina ao casamento e à maternidade. Entre brasileiras de 50 a 59 anos, a proporção de mulheres sem filhos subiu de 10% em 2000 para 16,1% em 2022. A taxa de fecundidade nacional caiu para 1,55 filho por mulher, a menor da história, refletindo mudanças profundas nas prioridades e nos projetos de vida.

Fatores como autonomia, foco na carreira, custos financeiros, desejo de liberdade e a compreensão de que o instinto materno não é universal ajudam a explicar essa escolha. Mulheres com ensino superior completo apresentam as menores taxas de fecundidade e adiam a maternidade para idades mais avançadas. Apesar da maior aceitação social, elas ainda enfrentam julgamentos e perguntas invasivas sobre suas decisões.

Prestes a completar 43 anos, a arquiteta Cintya Bullé, traduz esse movimento em palavras. “A maturidade traz uma liberdade que a juventude, às vezes, desconhece. Hoje, a pressão social existe, mas não tem mais o peso de obrigação”, afirma. Para ela, realização não depende de protocolos externos. “Minha vida profissional ativa e uma vida social que eu realmente curto são conquistas. A escolha pela solitude e pela ausência de filhos, neste momento, não é uma falta, mas uma escolha de liberdade”, diz.

Ao fortalecer laços com família e amigos, Cintya constrói a base que sustenta suas decisões.

“Aprendemos que a felicidade tem muitas formas. Estar bem consigo mesma é o primeiro passo para estar bem com o mundo”, conclui.


Compartilhe esse post

FISCALIZAÇÕES RETIRAM ALIMENTOS VENCIDOS DE PRATELEIRAS EM NATAL

  • por
Compartilhe esse post

Consumir alimentos fora do prazo de validade representa um risco direto à saúde, uma vez que a data impressa nas embalagens indica o limite estabelecido pelo fabricante para garantir segurança, qualidade nutricional e características como cor, cheiro e sabor. Mesmo quando o produto não apresenta sinais visíveis de deterioração, microrganismos invisíveis a olho nu, como bactérias e fungos, podem estar presentes e provocar intoxicação alimentar, com sintomas como náusea, vômito, diarreia e dor abdominal. Por isso, a venda de produtos vencidos é considerada infração grave prevista no Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Alimentos fora do prazo de validade podem trazer sérios riscos à saúde humana – Foto: Reprodução

Diante desses riscos, o Procon Natal tem intensificado as fiscalizações em supermercados, mercadinhos, padarias, atacarejos e lojas de conveniência da capital potiguar. As operações buscam coibir a comercialização de alimentos impróprios para o consumo e proteger a saúde da população. Em apenas uma ação recente, o órgão chegou a apreender quase uma tonelada de produtos vencidos. Nesta semana, foram recolhidos 115 quilos de alimentos em um único dia de fiscalização.

De acordo com a diretora-geral do Procon Natal, Dina Perez, o trabalho do órgão ocorre de forma contínua e estratégica. Ela ressalta que as fiscalizações acontecem tanto de maneira rotineira quanto a partir de denúncias feitas pela própria população. “Essas ações de fiscalização dentro dos supermercados, mercadinhos, padarias, atacarejos e lojas de conveniência, com foco na questão da validade, são uma das maiores premissas da atual gestão municipal”, afirma.

Dina Perez acrescenta que o foco da atuação do órgão vai além da precificação e da publicidade, alcançando, sobretudo, a qualidade dos produtos oferecidos ao consumidor. “O foco é realmente a saúde do consumidor, não apenas com relação à precificação, à publicidade ou à informação clara e precisa, mas, principalmente, à qualidade dos produtos que estão sendo expostos nas prateleiras e também daqueles armazenados nas câmaras frias desses estabelecimentos”, destaca.

Segundo a diretora, a orientação das equipes é verificar minuciosamente todas as áreas dos estabelecimentos fiscalizados, justamente para evitar que produtos impróprios cheguem à mesa da população. “A saúde do consumidor tem que estar sempre em primeiro lugar”, reforça. Ela lembra ainda que a venda de alimentos vencidos configura crime previsto em lei. “É importante deixar bem claro que a comercialização desses produtos é crime, podendo resultar no fechamento do estabelecimento, suspensão das atividades e até na condução dos responsáveis à delegacia do consumidor”, alerta.

Além da atuação fiscalizatória, o Procon Natal reforça o papel do consumidor na prevenção de riscos. Conferir a data de validade antes de finalizar a compra é uma medida simples, mas essencial. Caso o consumidor adquira um alimento vencido, a orientação é não consumi-lo, guardar a nota fiscal e retornar ao estabelecimento para solicitar a troca ou a devolução do valor pago. Em caso de recusa, é possível formalizar denúncia diretamente ao órgão, assegurando o direito à substituição do item ou à restituição do dinheiro, independentemente do valor da compra.

O que diz a legislação

A legislação permite que produtos próximo ao vencimento sejam comercializados – Foto: Reprodução

A legislação brasileira é rigorosa quanto à venda de mercadorias vencidas, tratando a prática como infração administrativa, ilícito cível e, em muitos casos, crime contra as relações de consumo.

O Código de Defesa do Consumidor estabelece, no artigo 18, que produtos com prazo de validade vencido são considerados impróprios ao uso e consumo. Nesses casos, o consumidor tem direito à substituição imediata por outro da mesma espécie em perfeitas condições ou à restituição do valor pago, sem prejuízo de eventuais perdas e danos. Se houver dano à saúde, o estabelecimento pode ser responsabilizado civilmente e condenado ao pagamento de indenização.

Na esfera penal, a Lei nº 8.137, de 1990, tipifica como crime vender, expor à venda ou manter em depósito mercadoria imprópria para o consumo. A pena prevista é de detenção de dois a cinco anos ou multa, aplicada aos responsáveis pelo estabelecimento.

A legislação também permite a venda de produtos próximos ao vencimento, desde que essa condição seja informada de forma clara e destacada ao consumidor, geralmente com preços reduzidos. Misturar esses itens com produtos novos, sem aviso, é considerado prática abusiva.

Nestes casos, as denúncias podem ser feitas por meio dos canais oficiais do Procon Natal, que mantém fiscalização permanente e reforça as ações sempre que há reclamações da população.


Compartilhe esse post

RECONHECIMENTO: TITINA MEDEIROS PODE SE TORNAR PATRIMÔNIO CULTURAL DO RN

  • por
Compartilhe esse post

A deputada estadual Divaneide Basílio (PT/RN) apresentou na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte o Projeto de Lei nº 7/2026, que reconhece como Patrimônio Imaterial, Cultural e Artístico do Estado a vida e a obra da artista potiguar Titina Medeiros.

A proposta tem como objetivo valorizar a trajetória de uma das maiores referências das artes cênicas do Rio Grande do Norte, cuja atuação ultrapassa três décadas dedicadas ao teatro, ao audiovisual e à produção cultural.

Nascida em Currais Novos e criada em Acari, Titina construiu uma carreira sólida, sempre mantendo vínculos profundos com a cultura e a identidade potiguar.

No teatro, destacou-se pela versatilidade, pelo rigor artístico e pela valorização das narrativas nordestinas, integrando grupos reconhecidos como o Grupo Tambor de Teatro, o Clowns de Shakespeare e a Casa de Zoé, contribuindo diretamente para o fortalecimento da cena cultural local.

No audiovisual, alcançou projeção nacional ao interpretar a personagem Socorro na novela Cheias de Charme, da TV Globo, papel que a tornou conhecida em todo o país. Ao longo dos anos, também participou de produções como Geração Brasil, A Lei do Amor, Onde Nascem os Fortes, Mar do Sertão, Cangaço Novo, No Rancho Fundo e Os Roni, consolidando-se como símbolo de representatividade nordestina na televisão brasileira.

Segundo a deputada Divaneide Basílio, o reconhecimento oficial da vida e obra de Titina Medeiros como patrimônio cultural é um ato de justiça e valorização da cultura potiguar. “Titina viverá sempre em nossos corações, seu legado estará sempre nas artes. Trata-se de uma artista que, mesmo com projeção nacional, nunca se afastou de suas origens e sempre contribuiu para fortalecer a produção cultural do nosso estado”, destacou.

Além de atriz, Titina também atuou como produtora, diretora e articuladora cultural, participando da criação e manutenção de espaços e projetos voltados à formação artística e à difusão cultural no Rio Grande do Norte. Para a parlamentar, sua trajetória representa não apenas sucesso individual, mas um legado coletivo que integra a memória e a identidade do povo potiguar.

O projeto agora segue para tramitação na Assembleia Legislativa.


Compartilhe esse post

LEI LIMITA TAXA DE PERSONAL TRAINER EM ACADEMIAS DA GRANDE NATAL

  • por
Compartilhe esse post

A sanção da Lei Estadual nº 12.644/2026, em fevereiro deste ano, marca uma mudança significativa na relação entre academias, educadores físicos e alunos em Natal e na região metropolitana. A nova norma estabelece limites para a cobrança da chamada “taxa de repasse”, também conhecida como “sit-fee”, paga por personal trainers para utilizar a estrutura das academias, e reforça o direito do consumidor de escolher livremente o profissional que deseja contratar.

De autoria do deputado estadual Taveira Júnior (União Brasil), a proposta foi aprovada na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte e sancionada pela governadora Fátima Bezerra.

Ao apresentar o projeto, o parlamentar justificou a medida como uma forma de combater a insegurança jurídica e financeira que cercava a atividade física no estado. Segundo ele, a intenção era evitar taxas consideradas abusivas, que acabavam inviabilizando o trabalho do profissional e encarecendo o serviço para o aluno.

A principal mudança trazida pela lei é a fixação de um teto para a taxa de acesso. A partir de agora, o valor cobrado do personal trainer externo não pode ser superior ao da mensalidade básica praticada pela academia. Além disso, o entendimento jurídico consolidado é que a cobrança deve ser feita por profissional, e não multiplicada pelo número de alunos atendidos no local.

Na prática, a nova regra busca equilibrar o mercado. Antes da regulamentação, havia relatos de academias que cobravam valores superiores a R$ 400 mensais apenas para permitir que o personal atuasse no espaço. Com isso, em alguns casos, o montante superava o dobro da mensalidade paga pelo aluno.

Impacto para os profissionais
O educador físico Daniel Ferreira, que atua como personal trainer em diferentes unidades da capital, avalia que a lei traz mais segurança para quem trabalha de forma autônoma. “Para a gente, a questão da lei de repasse é muito interessante, porque normalmente nós trabalhamos em várias academias. Então, quando o repasse é muito alto, fica um valor difícil de arcar. Muitas vezes a gente até evita atender em algumas academias porque sabe que o valor vai ficar tão alto que não consegue repassar para o aluno”, afirma.

Segundo ele, a cobrança elevada acabava restringindo o mercado. “Tem academias aqui em Natal que cobram repasse de mais de 300, 400 reais. A gente tem que transferir esse valor para o aluno.

Fica injusto, porque o preço sobe muito e o aluno acaba não podendo contratar. Às vezes ele fica preso a escolher o professor da própria academia, porque aquele profissional não paga repasse e consegue cobrar um valor menor”, diz.

Daniel também aponta que, em alguns casos, o modelo de cobrança estava atrelado à política de remuneração interna das academias. “Muitas academias pagam R$ 8 ou R$ 10 a hora para o professor de salão. Em contrapartida, esse professor não paga repasse para atender ali. Já nós, que trabalhamos só como personal, sem vínculo com a academia, ficávamos prejudicados.

Cobram um valor alto para limitar nossoatendimento e favorecer os profissionais da casa”, ressalta.

Para ele, a nova lei amplia a concorrência e fortalece a liberdade de escolha. “Essa lei é interessante porque melhora nossa precificação e permite que o aluno leve o professor que ele realmente quer para aquela academia, sem ser obrigado a contratar alguém só por causa do orçamento. O mercado fica mais amplo, porque a escolha passa a ser por afinidade e qualidade”, completa.

A legislação também estabelece garantias claras para o consumidor. As academias não podem impor a contratação exclusiva de profissionais do seu quadro fixo, prática que poderia configurar venda casada. Além disso, é proibido repassar ao aluno qualquer taxa extra pelo fato de ele estar acompanhado de um personal externo. A mensalidade deve ser a mesma, independentemente dessa escolha.

Por outro lado, a lei impõe deveres aos educadores físicos. Para atuar, o profissional deve estar com registro ativo no CREF/RN (Conselho Regional de Educação Física do Rio Grande do Norte) e pode ser solicitado a apresentar o contrato de prestação de serviços firmado com o aluno, para fins de cadastro e segurança. Também é vedada a captação de clientes dentro da academia ou a interferência no treino de alunos que não sejam seus.

As academias, por sua vez, devem manter informativos visíveis sobre o direito de livre escolha do personal e podem exigir cadastro prévio do profissional, desde que isso não se torne uma barreira burocrática. O descumprimento pode gerar advertência, multa proporcional ao porte do estabelecimento e, em caso de reincidência, sanções administrativas mais severas aplicadas pelo Procon-RN.

Além do impacto financeiro, Daniel observa que a regulamentação pode trazer efeitos indiretos para o próprio funcionamento das academias. Segundo ele, muitos profissionais passaram a optar por treinos em condomínios ou praças públicas para evitar a taxa. “Muitas academias estavam perdendo alunos porque os professores levavam o atendimento para outros espaços, onde não há repasse. Se o valor for mais justo, todo mundo ganha”, conclui.

Alunos aprovam mudanças
Do ponto de vista do aluno, a mudança representa maior autonomia. A dona de casa Diene Castro Melo relata que a ausência de repasse faz diferença direta no orçamento. “Eu, como aluna, vejo essa questão do repasse de forma muito clara na minha realidade. Hoje, a academia onde treino com meu personal não cobra repasse, e isso faz toda a diferença para mim. Já treino com ele há alguns anos e valorizo poder continuar com o profissional que eu escolhi”, afirma.

Ela conta que já considerou mudar de academia, mas recuou ao descobrir o valor da taxa. “Quando vi que o repasse era muito alto, ficou inviável. Esse custo normalmente é repassado nós, alunos, e pesa no orçamento. Então, conversei com meu personal e decidimos permanecer onde estamos justamente porque não há cobrança. Isso nos dá mais liberdade e torna o acompanhamento mais acessível”, diz.


Compartilhe esse post

INCÊNDIO NO PAJUÇARA: VISTORIA APONTA QUE BASE DE ESTÁTUA NÃO FOI AFETADA

  • por
Compartilhe esse post

A Prefeitura de Natal realizou, na tarde desta quarta-feira, uma vistoria técnica na obra da estátua de Nossa Senhora de Fátima, no bairro Pajuçara, Zona Norte da capital, após o incêndio registrado na última terça-feira (24). De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura, a estrutura de concreto da base não apresenta comprometimento visível, embora ainda passe por testes para atestar a estabilidade. O episódio ocorreu quando a obra já estava na fase final de montagem, restando acabamentos e pintura.

As chamas atingiram a parte superior da imagem, que terá 35 metros de altura, além de uma base de 8 metros. Segundo o engenheiro responsável pela fiscalização da obra, Sueldo Medeiros, o incêndio teria começado durante um serviço de solda na armação dos módulos superiores, possivelmente após um curto-circuito em uma das máquinas utilizadas por dois operários.

Apesar do susto, ninguém ficou gravemente ferido e o rosto da imagem não foi danificado.

Durante a vistoria desta quarta-feira, a secretária municipal de Infraestrutura, Shirley Cavalcanti, esteve no local ao lado do artista plástico Ranilson Viana, responsável pelo projeto. Ela explicou que, neste momento, a prioridade é avaliar tecnicamente os danos e organizar os próximos passos.

“Estamos fazendo essa vistoria, ele está apurando toda essa situação, vendo as peças que ficaram e analisando a estrutura. A partir dessa análise é que vamos traçar os próximos passos de retomada e definir o momento ideal. De imediato, vamos agir com o processo de limpeza da área”, afirmou a secretária.

Segundo ela, a parte estrutural executada pela Prefeitura não apresenta, a princípio, sinais de comprometimento. “Toda a nossa parte de estrutura está visivelmente sem comprometimento, mas essa base de concreto vai passar por testes para verificar a estabilidade. Visivelmente, não houve comprometimento”, ressaltou.

Ainda não há prazo definido para a retomada dos trabalhos nem para a inauguração, inicialmente prevista para abril. “A gente está levantando as peças que não tinham sido colocadas, organizando a fabricação das novas peças e estudando possibilidades para dar mais celeridade.

Por enquanto, não temos uma data fixa para início nem para conclusão”, disse Shirley Cavalcanti, acrescentando que a gestão municipal ficou “estarrecida e triste” com o ocorrido, mas mantém a confiança de que a estátua será erguida.

informou que a perícia está sendo finalizada, mas que já há indícios de que o fogo começou após um curto na máquina de solda. “Houve uma explosão na máquina que atingiu parte da resina. A resina é combustível e começou a pegar fogo. Os operários estavam preparados, um teve uma queimadura leve na mão, mas estão bem”, relatou.

De acordo com o escultor pernambucano Ranilson Viana, responsável pelo projeto, mais de 70% da parte atingida foi comprometida. Ele garantiu, no entanto, que a reconstrução será iniciada o mais rápido possível. “Já identifiquei que mais de 70% queimou. Vamos modelar novamente as peças atingidas, trazer para o local e iniciar a montagem. Vamos entregar mais bonita e mais segura para a população de Natal, do Brasil e do mundo”, declarou.

Ranilson também defendeu o material utilizado na obra, afirmando que trabalha com fibra de vidro e EPS antichama, tecnologia empregada em grandes esculturas ao redor do mundo. “Nada é feito para pegar fogo. Foi uma fatalidade. Já fiz mais de 200 esculturas com esse material em mais de 15 anos e nunca aconteceu isso. Vamos investigar para zerar essa possibilidade”, pontuou.

Shirley Cavalcanti: “A partir dessa análise é que vamos traçar os próximos passos. De imediato, vamos agir com o processo de limpeza da área” – Foto: Reprodução

Santuário deve impulsionar turismo religioso na região
A construção integra o Complexo do Santuário de Nossa Senhora de Fátima, primeiro santuário da capital potiguar, no conjunto Pajuçara. Além da imagem principal, o projeto inclui praça temática, réplica da Capelinha das Aparições de Fátima, espelho d’água, anfiteatro, vitral de 13 metros e prédio administrativo. A estátua é executada pelo município, enquanto as demais estruturas estão sob coordenação da Arquidiocese de Natal.

Com investimento estimado em R$ 15 milhões, abrangendo pavimentação, iluminação, acessibilidade, cercamento e estacionamento, o complexo é apontado como novo vetor de desenvolvimento para a Zona Norte.

O turismólogo Sidnesio Moura avalia que o espaço pode inserir Natal na rota nacional do turismo religioso. Segundo ele, o fato de a capital ser litorânea amplia o potencial de impacto econômico, já que o visitante também busca lazer, cultura e praia. Ele ressalta, contudo, que o sucesso dependerá de gestão especializada e manutenção adequada.


Compartilhe esse post

DOENÇAS CARDIOVASCULARES AUMENTAM ENTRE OS JOVENS NO RIO GRANDE DO NORTE

  • por
Compartilhe esse post

O aumento dos casos de doenças cardiovasculares entre adultos jovens tem chamado a atenção de especialistas no Rio Grande do Norte e em todo o país. Pessoas entre 18 e 39 anos estão aparecendo com mais frequência nas estatísticas de internações por infarto, arritmias e complicações ligadas à pressão alta, o que reforça a importância do diagnóstico e do acompanhamento precoce.

Dados do Ministério da Saúde apontam que as internações por infarto nessa faixa etária mais que dobraram nos últimos 16 anos. Estudos também indicam crescimento superior a 150% nos casos de infarto entre jovens nas últimas duas décadas. Em 2025, as mortes por doenças cardiovasculares no Brasil ultrapassaram 400 mil, uma média de 1.100 por dia, segundo o Cardiômetro da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

De acordo com o médico cardiologista Arthur Carvalho, a procura por atendimento cardiovascular entre os jovens potiguares tem aumentado, e a mudança de perfil é perceptível tanto no consultório quanto nos plantões hospitalares. “Tenho observado um crescimento preocupante de doenças cardiovasculares em pessoas jovens. Muitos ainda acreditam que infarto e arritmia são problemas de quem já passou dos 50 anos, mas essa realidade mudou”, afirma.

Essa realidade é vivida de perto pelo produtor de eventos Angel Gabriel, de 24 anos, que recebeu o diagnóstico de hipertensão assim que atingiu a maioridade. Ele conta que descobriu a condição aos 18 anos, após passar mal durante uma atividade física.

“Eu recebi o meu diagnóstico de hipertensão aos 18 anos. Durante um exercício eu senti uma dor forte e passei mal no treino. Procurei atendimento médico e me orientaram a buscar um cardiologista. Fiz exames e descobri que tinha hipertensão. Desde então passei a tomar losartana [medicamento para controle da pressão arterial] e, até hoje, continuo com a medicação e fazendo acompanhamento com cardiologista”, relata.

Segundo o cardiologista Arthur Carvalho, fatores como estresse constante, sedentarismo, alimentação inadequada, tabagismo e uso de substâncias estimulantes têm antecipado quadros que antes eram mais comuns em faixas etárias mais elevadas. Além disso, condições silenciosas, como colesterol alto e hipertensão precoce, contribuem para agravar o risco.

“Prevenir é sempre mais simples do que tratar. Atividade física regular, alimentação equilibrada, sono adequado e exames de rotina são medidas fundamentais para proteger o coração e garantir maior e melhor qualidade de vida”, orienta o especialista.

Diretrizes para pressão alta
Diante desse cenário, recomendações recentes da Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial, lançadas em setembro 2025, reforçam a importância da identificação precoce de pessoas em risco. O documento foi elaborado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, pela Sociedade Brasileira de Nefrologia e pela Sociedade Brasileira de Hipertensão.

A atualização redefiniu o que é considerado pressão arterial normal. A tradicional medida de 12 por 8 milímetros de mercúrio, antes vista como ideal, passou a ser classificada como indicativa de pré-hipertensão. Agora, considera-se normal a pressão inferior a 12 por 8. Valores iguais ou superiores a 14 por 9 continuam caracterizando hipertensão, dividida em estágios conforme a gravidade.

A mudança busca ampliar o monitoramento, especialmente entre pessoas mais jovens que, muitas vezes, não apresentam sintomas. A proposta é estimular intervenções não medicamentosas antes que o quadro evolua.

Arthur Carvalho, no entanto, explica que pacientes com 12 por 8 não são considerados hipertensos, mas precisam de acompanhamento regular. “É um ponto de atenção. Não significa que todos precisarão de medicação, mas que devem adotar hábitos mais saudáveis e realizar avaliações periódicas”, afirma.

A diretriz também amplia o olhar para o risco cardiovascular global, incorporando o escore PREVENT, ferramenta desenvolvida pela American Heart Association que estima o risco de eventos como infarto, AVC e insuficiência cardíaca em 10 e 30 anos. O cálculo considera fatores como obesidade, diabetes, colesterol elevado e possíveis danos a órgãos como coração e rins.

Outra inovação é o capítulo dedicado ao Sistema Único de Saúde (SUS), com recomendações adaptadas à realidade da rede pública, responsável por atender a maior parte dos pacientes hipertensos no país. Entre as orientações estão a priorização de medicamentos disponíveis, o fortalecimento da atenção primária e o incentivo ao uso de monitorização ambulatorial e residencial da pressão arterial.

Para o cardiologista, a nova classificação deve ser encarada como um alerta positivo, sobretudo entre jovens. “A pressão 12 por 8 continua sendo um bom parâmetro, mas agora representa um sinal de atenção. Quanto mais cedo houver consciência e mudança de hábitos, menores serão as chances de complicações no futuro”, conclui.


Compartilhe esse post

REFORAMAR TRANSFORMA LARES E JÁ IMPACTOU 50 MIL PESSOAS NO ESTADO

  • por
Compartilhe esse post

Mais do que paredes novas, pisos assentados e telhados recuperados, a ReforAMAR entrega recomeços. A organização social potiguar já impactou mais de 50 mil pessoas no Rio Grande do Norte ao reformar casas e instituições em situação de vulnerabilidade, apostando na moradia como ponto central para restaurar dignidade, autoestima e segurança.

Fundada pela engenheira civil Fernanda Silmara, a ONG nasceu de uma experiência pessoal. Em 2017, ainda estudante do Instituto Federal do Rio Grande do Norte, IFRN, ela conquistou uma bolsa de estudos que possibilitou a reforma da própria casa, com apoio do tio, responsável pela mão de obra. O que começou como melhoria estrutural revelou um efeito mais profundo.

“Quando pensei na ReforAMAR, foi ao ver minha própria casa transformada”, recorda. “Eu percebi que não era apenas uma obra. Moradia é segurança psicológica. A casa influencia diretamente como a pessoa se sente e se posiciona no mundo”, afirma.

A partir dessa constatação, a iniciativa ganhou forma em 2018. Desde então, a organização já realizou mais de 60 reformas, 75 ações sociais e mobilizou mais de mil voluntários. Cada reforma é planejada por equipe técnica e executada com acompanhamento profissional, garantindo segurança e qualidade nas intervenções.

Para Fernanda, o impacto vai além do concreto. “Reformar uma casa é transformar vidas. É devolver dignidade para uma mãe que tinha vergonha de receber visitas. É garantir segurança para um idoso que vivia sob risco de queda. A gente reforma paredes, mas também está restaurando histórias”, ressalta.

Histórias como a de dona Zita, dona de casa que foi atendida pela instituição em um momento delicado da vida. “Quando Fernanda chegou, fazia apenas um mês que meu marido tinha ido embora. Eu estava muito triste, sem ânimo, me sentindo à beira de uma depressão”, relata.

A reforma alterou não apenas o espaço físico, mas também o estado emocional. “Ela trouxe alegria para mim. Trouxe gente, movimento, deixou tudo bonito e renovado. Isso mudou completamente o meu sentimento. Foi muito mais do que eu imaginava. É um trabalho sério, verdadeiro”, afirma dona Zita.

Entre 2018 e 2025, a instituuição entregou mais de 60 lares reformados – Foto: Reprodução

Gestão e responsabilidade
Embora o resultado apareça nas imagens de antes e depois, o trabalho envolve planejamento rigoroso. Segundo a fundadora, há uma visão romantizada sobre o terceiro setor que não corresponde à realidade, tendo em vista que a instituição se mantém graças às doações de empresas parceiras e da sociedade civil, além do empenho de voluntários.

“As pessoas acham que é só chegar com material e fazer. Não é assim. Existe orçamento, cronograma, equipe técnica e responsabilidade com cada recurso que entra”, explica. Engenheira de formação, Fernanda buscou capacitação em administração, liderança e gestão financeira para garantir sustentabilidade à ONG. “Impacto social sem gestão não se sustenta”, pontua.

O reconhecimento como melhor ONG do Rio Grande do Norte e uma das 100 melhores do Brasil, em 2025, destaca Fernanda, representa compromisso. “Não é um troféu. É uma responsabilidade maior. Confirma que estamos no caminho certo, mas também exige crescimento com profissionalismo e transparência”, diz.

ReforAMAR Capacita
A atuação da instituição se expandiu para além das reformas. O ReforAMAR Capacita foi criado com o objetivo de oferecer oportunidades às famílias atendidas, muitas delas sem renda fixa e com acesso restrito ao mercado de trabalho.

O projeto disponibiliza cursos práticos e acessíveis, como pintura, pequenos reparos e técnicas de construção, ministrados por profissionais qualificados. Com o tempo, passou a atender também mulheres, idosos, jovens em busca do primeiro emprego e pessoas interessadas em desenvolver novas habilidades, além de empresas que procuram qualificação para equipes.

A proposta é formar uma rede de transformação contínua. Quem aprende pode gerar renda, melhorar a própria moradia e multiplicar conhecimento na comunidade. A capacitação, nesse contexto, torna-se ferramenta estratégica de autonomia.

Bazar solidário
Criado em 2022, o Bazar ReforAMAR tornou-se peça fundamental na manutenção das atividades.

O espaço comercializa móveis, eletrodomésticos, utensílios e diversos itens doados, a preços acessíveis. Todo o valor arrecadado é destinado às reformas sociais.

“O bazar é uma ponte entre quem doa, quem compra e quem precisa ter sua casa transformada”, resume Fernanda. Além de contribuir financeiramente, a iniciativa estimula a economia circular, ao dar novo destino a objetos que poderiam ser descartados.

Cada item vendido se converte em material de construção e melhoria estrutural para famílias atendidas. “O material é meio. O fim sempre será gente. Cada doação representa alguém que vai dormir com mais segurança”, afirma.

Desde dezembro de 2025, a ONG está sediada em novo endereço, na Rua Aguinaldo Gurgel Júnior, 424, em Candelária, Natal. O bazar será reinaugurado no dia 7 de março, no novo espaço. As vendas on-line acontecem às quartas e quintas, das 13h às 16h, e as presenciais às sextas e sábados, das 9h às 15h. E os interessados em doar itens em bom estado de conservação, podem entrar em contato pelo telefone: 84 98889-2018.


Compartilhe esse post

SE O ANO SÓ COMEÇA APÓS O CARNAVAL, ESTÁ NA HORA DE TIRAR AS METAS DO PAPEL

  • por
Compartilhe esse post

Embora o calendário do ano civil tenha início em 1º de janeiro, para muita gente ele só parece ganhar força depois do Carnaval. A frase, repetida com naturalidade em conversas informais e até em ambientes profissionais, diz mais sobre comportamento e emoção do que sobre datas oficiais, de acordo com especialistas.

O mês de janeiro carrega uma atmosfera de transição. É mês de férias escolares, de viagens em família, de temperaturas elevadas e de uma rotina que ainda pulsa em ritmo desacelerado. Muitas empresas operam com equipes reduzidas, projetos estruturais são adiados e decisões estratégicas aguardam um momento considerado mais oportuno. Soma-se a isso o fato de o Carnaval, uma das maiores festas populares do mundo, ter data móvel, podendo ocorrer em fevereiro ou março. Forma-se, assim, um período de expectativa para as festividades carnavalescas.

Do ponto de vista econômico e político, o movimento também tende a ser mais lento. Setores como comércio e marketing concentram campanhas e investimentos nas vendas de verão e na própria folia. No serviço público, é comum que o ritmo pleno de votações e atividades só se consolide após o Carnaval. Esse cenário reforça a sensação de que o país ainda está aquecendo os motores.

Mas a explicação mais profunda talvez esteja na esfera subjetiva. O ciclo festivo iniciado no Natal e atravessado pelo Réveillon encontra no Carnaval um encerramento simbólico. Para muitos, trata-se da última oportunidade de extravasar antes de mergulhar nas responsabilidades que o novo ano promete. Planos de iniciar a academia, retomar os estudos, mudar de emprego ou reorganizar a vida financeira ficam suspensos, à espera do pós-folia.

A psicóloga Maria Beatriz Lago observa que a expressão revela um movimento quase ritualizado.

“De fato, estamos no Brasil, o país do carnaval. Após as festas de final de ano, férias escolares, iniciamos um novo ciclo na primeira marcha, prontos para um novo freio quando da chegada das festividades carnavalescas”, afirma.

Segundo ela, o adiamento frequente das metas pode funcionar como uma fuga disfarçada. “Os planos de começar uma academia, uma dieta, se candidatar a um emprego, estudar para um concurso vão ficando para um depois que parece só chegar após a quarta-feira de cinzas”, diz.

A realidade prática, porém, não acompanha essa pausa simbólica. “O ano, porém, já começou: o IPVA e o IPTU já chegaram, o corpo já cobra os exageros das festividades, os prazos e datas permanecem intactos”, lembra a psicóloga. A diferença entre o calendário interno e o externo pode gerar frustração, sobretudo quando as expectativas criadas no fim do ano não se concretizam nas primeiras semanas.

Para Maria Beatriz, no entanto, nem tudo se resume à procrastinação. Há também uma necessidade legítima de reorganização emocional. “Alguns planos, de fato, exigem maior cuidado, atenção, foco e continuidade. Isso quer dizer que, para que se dê início às metas de ano novo, há a necessidade de, inicialmente, realizar uma curadoria daquilo que é realmente factível e pelo que vale a pena o empenho”, explica.

Ao mencionar o filósofo contemporâneo Byung-Chul Han, conhecido por suas reflexões sobre a sociedade do cansaço, a psicóloga reforça a importância do repouso. Para ela, sair do modo automático e do estado permanente de urgência é condição para escolhas mais conscientes.

“Balancear lazer e responsabilidades é saudável e necessário; no entanto, dedicar uma maior energia a determinados objetivos requer uma continuidade que, frequentemente, só é possível após a grande ilusão do carnaval”, afirma.

A cultura popular, ela lembra, também traduz essa tensão entre trabalho e celebração. “A gente trabalha o ano inteiro por um momento de sonho para fazer a fantasia, como diria a grande compositor Tom Jobim”, diz. A frase sintetiza o imaginário coletivo de esforço prolongado recompensado por um breve período de encantamento.

No fim das contas, a pergunta talvez não seja quando o ano começa, mas como cada indivíduo decide atravessá-lo. Entre a pausa necessária e a procrastinação confortável, existe uma linha tênue. “Mente sã, corpo são, então, antes de partir para o fazer, cuide do ser. Viva os momentos que permitem união, relaxamento, leveza para, então, realizar o esforço necessário para conquistar as metas que merecem sair do papel”, conclui a psicóloga.


Compartilhe esse post

PREFEITURA DE NATAL ANUNCIA ABERTURA PERMANENTE DO MERCADO DA REDINHA

  • por
Compartilhe esse post

A abertura permanente do Mercado da Redinha foi anunciada nesta segunda-feira (23) pelo prefeito de Natal, Paulinho Freire, durante a leitura da mensagem anual na sessão que marcou o início dos trabalhos legislativos de 2026 na Câmara Municipal. A decisão altera o plano divulgado em dezembro passado, quando o complexo havia sido reaberto apenas para funcionar durante a alta estação, entre 22 de dezembro e 22 de fevereiro.

Ao incluir o tema entre as ações estratégicas para este ano, o prefeito destacou que o equipamento permanecerá em atividade de forma contínua, mesmo com o processo de concessão em andamento.

“Realizamos a ativação econômica e a qualificação do mercado com ações de capacitação com o sistema Fecomércio, através do Sesc e do Senac, integrando desenvolvimento econômico, inclusão produtiva e valorização do espaço público. Ao longo da alta estação, o mercado em funcionamento mostrou que é possível fortalecer a região e vamos manter o Mercado da Redinha aberto enquanto a licitação segue com os trâmites necessários. E aqui eu quero fazer um adendo parabenizando o Governo do Estado que se sensibilizou e abriu a concessão para que empresas privadas possam operar equipamentos públicos. É assim que podemos avançar com parceria entre os setores público e privado”, afirmou.

Em conversa com a imprensa antes do início da sessão, Paulinho Freire detalhou como se dará o funcionamento do complexo. Segundo ele, a autorização para continuidade das atividades já foi concedida.

“Já foi autorizado, ele vai continuar aberto. Isso não impede de estarmos trabalhando a concessão e a PPP [Parcerias Público-Privada], mas ele vai continuar aberto, sim. É um mercado de um porte muito bonito para a nossa cidade, turístico, e a gente não poderia fechar. O que houve anteriormente foi que estávamos terminando a obra. Ainda faltam poucas coisas para fazer, mas mesmo com essas poucas pendências dá para continuar aberto e tranquilizar de uma vez por todas os permissionários”, declarou.

O secretário municipal de Concessões, Parcerias, Empreendedorismo e Inovação, Arthur Dutra, afirmou que o processo de concessão definitiva do mercado continua em curso e aguarda apenas o cumprimento de etapas formais para publicação do edital.

“A concessão do Mercado da Redinha continua sendo trabalhada pela Prefeitura. Estamos aguardando a entrega, pelas comunidades tradicionais, da proposta de protocolo para cumprimento da decisão judicial que determinou que a licitação só fosse feita após essa consulta.

Pactuamos com as comunidades para que esse protocolo fosse entregue hoje, dia 23, e estamos no aguardo. Enquanto isso, a concessão está nos ajustes finais na Procuradoria Geral do Município e, uma vez concluída essa fase de consulta, vamos publicar o edital de licitação nos termos autorizados pela lei”, explicou.

Abertura no verão

Após quase um ano fechado, o Mercado da Redinha, que integra o Complexo Turístico da Redinha, foi reaberto ao público no último verão sob administração direta do Município. O anúncio ocorreu no início de dezembro, em coletiva realizada no Palácio Felipe Camarão.

Na ocasião, a gestão municipal informou que o funcionamento seria temporário, restrito ao período de maior fluxo turístico, enquanto o processo de concessão definitiva seguia em tramitação. A iniciativa contou com apoio do sistema Fecomércio RN, por meio do Sesc e do Senac.

Durante a alta estação, o Sesc ofertou unidades móveis de saúde, biblioteca e oceanário, além de promover apresentações culturais gratuitas. O Senac realizou capacitações voltadas à gestão de negócios, segurança alimentar e elaboração de cardápios, reforçando a qualificação dos mais de 30 permissionários instalados no espaço.

A Secretaria Municipal do Trabalho e Assistência Social (Semtas) acompanhou os comerciantes e assegurou o pagamento de auxílio financeiro até a conclusão da licitação. Já a Secretaria Municipal de Turismo articulou a inclusão do mercado nos roteiros de verão, como estratégia para valorizar a Redinha e fortalecer os atrativos da zona Norte.

Impasses e concessão
Inaugurado em 26 de dezembro de 2024 pelo então prefeito Álvaro Dias, o complexo foi apresentado como uma das principais apostas para revitalizar a orla da região. Com investimento aproximado de 25 milhões de reais, o espaço foi projetado para integrar gastronomia, artesanato, cultura e lazer.

Após a temporada de verão de 2025, o equipamento foi novamente fechado em meio a impasses administrativos e questionamentos relacionados ao modelo de concessão. Em março do ano passado, a Prefeitura lançou edital de chamamento público para selecionar empresas responsáveis pelos estudos técnicos, financeiros, jurídicos e ambientais que vão subsidiar o processo de Parceria Público Privada.

A decisão judicial que condicionou a licitação à consulta prévia às comunidades tradicionais também impactou o cronograma. Segundo a gestão municipal, a pactuação do protocolo de consulta é etapa essencial para dar segurança jurídica ao processo.

Parque inovador na Redinha

Dentro da agenda de fortalecimento da zona Norte, o prefeito também anunciou a implantação de um parque inovador na Redinha, classificado por ele como uma obra estruturante para ampliar o potencial econômico e turístico do bairro.

“Também vamos em busca de um parque inovador na Redinha, algo ainda não visto na região Nordeste, que reforça nosso compromisso de continuar desenvolvendo o bairro como importante polo turístico e na geração de emprego e renda”, afirmou.


Compartilhe esse post

SEM CRIMES LETAIS: CARNAVAL DO RN É UM DOS MAIS SEGUROS EM 8 ANOS

  • por
Compartilhe esse post

O Rio Grande do Norte encerrou o Carnaval 2026 com um balanço considerado histórico pelas forças de segurança. O período momesco foi apontado como um dos mais seguros dos últimos oito anos, sem registros de feminicídios, homicídios ou latrocínios em todo o estado durante os dias oficiais de festa. Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (19), e reforçam a avaliação positiva da Operação Carnaval 2026, que mobilizou mais de 8 mil agentes e contou com investimento superior a R$ 10 milhões em diárias operacionais.

Além da ausência de crimes letais intencionais, o estado também registrou redução nos principais índices de criminalidade, incluindo crimes contra o patrimônio e casos de violência interpessoal. Nas áreas oficiais de festa, não houve registro de homicídios, resultado atribuído ao planejamento estratégico e à atuação integrada das forças de segurança pública.

Ao todo, a Polícia Civil contabilizou 850 ocorrências durante o período carnavalesco, com 120 autos de prisão em flagrante, 61 Termos Circunstanciados de Ocorrência e o cumprimento de 34 mandados de prisão. Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), os números evidenciam a presença ostensiva e a pronta resposta das equipes em todas as regiões do estado.

Durante coletiva de imprensa, a governadora Fátima Bezerra destacou o caráter histórico dos resultados e associou o desempenho ao trabalho articulado entre as instituições. “É um dos mais seguros desses últimos oito anos. E com detalhe para a gente celebrar. Nenhum caso de feminicídio e nenhum homicídio, nem latrocínio, durante exatamente o período de carnaval”, afirmou. Segundo ela, o resultado “reflete o trabalho integrado que nós temos feito, com muito planejamento estratégico”.

A chefe do Executivo também ressaltou as ações voltadas à proteção de grupos vulneráveis, com participação da Secretaria de Estado das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (Semjidh). Durante a operação, a Delegacia de Plantão de Atendimento a Grupos Vulneráveis registrou 71 boletins de ocorrência e 77 solicitações de medidas protetivas, dentro da estratégia de enfrentamento à violência contra mulheres, proteção da população LGBTQIAPN+ e combate à exploração sexual de crianças e adolescentes.

Para a governadora, mais do que estatísticas, o balanço representa vidas preservadas. “O mais importante é a gente estar aqui celebrando isso, um dos carnavais mais no Rio Grande do Norte.

Mostrando o quanto o Rio Grande do Norte está preparado e, portanto, pronto para sediar grandes eventos, num clima de paz e de muita tranquilidade. Ou seja, quem ganhou foi o povo, porque quando a gente diz nenhum feminicídio, nenhum homicídio, o que está por trás disso?

Vidas. Vidas que estão sendo preservadas”, declarou.

O secretário de Segurança Pública, coronel Francisco Araújo, destacou o empenho dos profissionais que atuaram na operação e agradeceu o trabalho integrado das forças. “O dia de hoje é para agradecer a todos os integrantes do Sistema de Segurança Pública do Estado. Os policiais civis, os policiais militares, os bombeiros militares, os integrantes da Polícia Científica e também os policiais penais. Todos esses agentes trabalharam durante a Operação Verão e durante o Carnaval”, afirmou

RN é o estado mais seguro do Nordeste e o 4º do Brasil
O bom desempenho registrado no Carnaval ocorre em um contexto mais amplo de avanço na segurança pública do Rio Grande do Norte. O Estado conquistou o primeiro lugar em Segurança Pública entre os estados do Nordeste no Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública, CLP, e alcançou a quarta colocação no cenário nacional, subindo duas posições em relação ao ano anterior.

O pilar de Segurança Pública representa 12,6% da composição do ranking e avalia indicadores como atuação do sistema de justiça criminal, déficit de vagas no sistema prisional, mortes a esclarecer, mortalidade no trânsito, segurança pessoal e patrimonial, violência sexual e feminicídio.

A governadora atribuiu o resultado aos investimentos contínuos na área. “Com investimentos contínuos que a gente vem fazendo exatamente na segurança pública, consolidando exatamente o nosso Estado, o quanto tem avançado nessa área, como o estado mais seguro do Nordeste, o quarto em todo o país. Portanto, aqui, meu agradecimento às nossas forças de segurança, a todos os agentes que durante esse período atuaram de forma muito dedicada, trazendo segurança e tranquilidade para o nosso povo”, afirmou.

Ainda segundo a chefe do Executivo Estadual, o reconhecimento confirma a prioridade dada ao setor e é resultado de planejamento, investimento, integração das forças de segurança e valorização profissional, representando mais proteção e qualidade de vida para a população.


Compartilhe esse post

MORADIA DIGNA: ARQUIDIOCESE LANÇA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2026

  • por
Compartilhe esse post

A Arquidiocese de Natal lançou, nesta quarta-feira (18), a Campanha da Fraternidade 2026 durante a missa da Quarta-feira de Cinzas, celebrada na Catedral Metropolitana e presidida pelo arcebispo metropolitano, Dom João Santos Cardoso. Com o tema “Fraternidade e Moradia” e o lema bíblico “Ele veio morar entre nós”, extraído do Evangelho de João (João 1:14), a Igreja Católica propõe, neste ano, uma reflexão sobre a realidade habitacional do país e os impactos da falta de moradia digna na vida das pessoas.

Ao abrir oficialmente a campanha na capital potiguar, Dom João destacou que a discussão vai além de aspectos econômicos ou sociológicos. Segundo ele, trata-se de uma questão que toca a própria dignidade humana. “É um tema que nos questiona profundamente, não apenas pelos seus aspectos econômicos e sociológicos, em um país onde milhares de pessoas vivem em condição de rua ou em moradias precárias, mas pelo seu sentido mais profundo”, afirmou.

O arcebispo ressaltou que o lema escolhido expressa a dimensão teológica da proposta. “O lema é muito feliz ao mostrar que Deus veio morar entre nós, assumiu a nossa condição humana e quis morar, para que também tivéssemos uma moradia abençoada”, disse. Para ele, a casa é mais do que um espaço físico. “Moradia é o lugar da nossa realização, é da nossa identidade. A casa expressa quem somos. Quando falta moradia digna, o ser humano é ferido na sua dignidade”, enfatizou.

Dom João também destacou que a Campanha da Fraternidade integra o espírito quaresmal de conversão. Ele lembrou que o período convida os cristãos a uma mudança interior que se traduza em atitudes concretas. “Não se trata de algo estranho ao tempo da Quaresma, mas de um apelo que nos chama a rasgar o coração, não apenas as vestes”, pontuou.

Coordenador da campanha na Arquidiocese de Natal, o padre Rodrigo Paiva detalhou como a Igreja local pretende desenvolver as atividades ao longo das próximas semanas. Ele reforçou que o tema dialoga com a vivência espiritual da Quaresma e com o compromisso social da comunidade cristã.

“Começamos mais uma edição da Campanha da Fraternidade com um tema que nos convida a cuidar da casa das pessoas, tanto no sentido familiar, do abraço e do cuidado, quanto no sentido social, da moradia e da habitação de tantos que não têm esse direito assegurado”, afirmou.

Segundo o sacerdote, dados nacionais indicam que milhões de brasileiros ainda enfrentam a falta de moradia ou vivem em condições inadequadas. Diante desse cenário, a Arquidiocese pretende investir, inicialmente, na conscientização. “Vamos nos empenhar principalmente na formação, para que as pessoas compreendam a dimensão do problema. A partir das paróquias, dos zonais, de podcasts e de um simpósio arquidiocesano com entidades envolvidas na temática, queremos oferecer à sociedade um espaço de reflexão e debate”, explicou.

Além da formação, a proposta inclui facilitar o acesso da população às políticas habitacionais existentes. “Queremos aproximar as pessoas dos programas de habitação, especialmente aquelas que padecem da ausência total desse direito”, acrescentou o padre Rodrigo.

Sobre a campanha da fraternidade
A Campanha da Fraternidade é promovida anualmente pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) durante a Quaresma. Criada em 1962, no contexto do Concílio Vaticano II, a iniciativa busca despertar a solidariedade dos fiéis diante de desafios sociais e humanitários. A cada ano, um tema orienta debates, celebrações e ações pastorais em todo o país.

Como gesto concreto, a campanha realiza a Coleta Nacional da Solidariedade no Domingo de Ramos, destinando os recursos ao Fundo Nacional de Solidariedade e a projetos sociais em diferentes regiões. Em 2026, ao colocar a moradia no centro da reflexão, a Igreja pretende ampliar o debate sobre inclusão social e reforçar o compromisso cristão com a promoção da dignidade humana.

Para a Igreja Católica, a moradia digna é condição básica para o acesso a outros direitos fundamentais, como saúde, educação, segurança e trabalho. Sem um lar adequado, segundo a Instituição, não há garantia plena de cidadania nem de desenvolvimento humano.


Compartilhe esse post

CARNAVAL DE NATAL REÚNE 1 MILHÃO DE PESSOAS E SE CONSOLIDA NO NORDESTE

  • por
Compartilhe esse post

O Carnaval de Natal 2026 entrou para a história como o maior já realizado na capital potiguar. Ao longo de mais de dez dias de programação, incluindo as prévias na Avenida da Alegria, na Redinha, e os quatro dias oficiais de festa nos polos espalhados pela cidade, o evento reuniu aproximadamente 1,065 milhão de pessoas. Apenas nos polos de Ponta Negra e no Ginásio Nélio Dias, a média foi de 70 mil foliões por noite, consolidando a festa como um dos principais eventos populares do calendário local.

Na Avenida da Alegria, que concentrou tanto as prévias quanto os dias oficiais de folia, o público chegou a cerca de 500 mil pessoas ao longo do período. A programação reuniu artistas de renome nacional e atrações locais, fortalecendo a cultura e impulsionando a economia criativa do município. Para a gestão municipal, os números confirmam o crescimento e a consolidação do Carnaval de Natal no cenário nacional.

O prefeito Paulinho Freire fez um balanço positivo do evento e destacou que o resultado superou as expectativas da organização. “Avaliamos que o Carnaval de Natal neste ano superou todas as expectativas que tínhamos, até as mais altas. Nos mais de 10 dias de programação que a Prefeitura realizou, desde as prévias na Avenida da Alegria, na Redinha, passando por todos os polos, de quinta passada até esta terça e encerrando com os blocos tradicionais, também Redinha, conseguimos levar mais de 1 milhão de pessoas ao nosso evento”, afirmou.

O prefeito ressaltou ainda que a programação cultural segue no próximo fim de semana, com o desfile das escolas de samba e das tribos indígenas. “Ainda temos o desfile das nossas escolas de samba e das tribos indígenas, uma tradição cultural que a cidade deve prestigiar. Isso comprova todo o sucesso do Carnaval de Natal e gera nos natalenses a certeza de que a nossa festa caminha para se incorporar ao grupo dos maiores carnavais do Brasil”, declarou.

A secretária municipal de Cultura, Iracy Azevedo, também avaliou que a festa alcançou um novo patamar. Para ela, o Carnaval de Natal está consolidado. “As prévias começaram com uma adesão fantástica da população, em torno de 200 mil pessoas em dois dias. Isso é extremamente significativo para uma cidade de praticamente 900 mil habitantes. Significa que deu certo”, pontuou.

Iracy destacou ainda a consolidação dos principais polos. “A Avenida da Alegria se consolidou como um polo festivo, aberto. O Nélio Dias se consolidou. Ponta Negra, mesmo com a mudança do palco da Praça do Gringos para a beira da praia, também se consolidou. O Carnaval de Natal é uma realidade”, disse. Segundo ela, ajustes pontuais poderão ser feitos nas próximas edições, mas o saldo é amplamente positivo, inclusive para a economia. A expectativa da Prefeitura é que, após o encerramento oficial da programação, em até 20 dias sejam divulgados relatórios com a movimentação financeira gerada pelo evento.

Segurança nos Polos
Na área da segurança pública, o resultado também foi considerado um marco. A secretária municipal de Segurança Pública e Defesa Social, Samara Trigueiro, confirmou que não houve registro de ocorrências graves durante a festa. “Não registramos nenhuma ocorrência grave. Ou seja, não tivemos nenhum caso envolvendo violência ou grave ameaça. Diante da multidão que levamos às ruas e aos polos, isso é uma grande vitória para a segurança pública”, afirmou.

Segundo ela, a atuação integrada da Guarda Municipal com outros órgãos e o reforço da segurança privada foram fundamentais para garantir tranquilidade aos foliões. “Foi um carnaval extremamente seguro, tanto para o natalense quanto para o turista”, destacou. Samara também ressaltou a implantação de um protocolo operacional padrão voltado ao atendimento de mulheres, crianças, idosos, pessoas com deficiência e vítimas de violência. Nos polos do Nélio Dias, Avenida da Alegria e Ponta Negra, foram instaladas salas de acolhimento com equipes especializadas.

Transporte gratuito e mobilidade
A mobilidade urbana também teve papel fundamental na organização do Carnaval. A STTU (Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana) colocou em operação seis linhas especiais do Transporte Folião, com 34 veículos circulando por dia. Ao longo dos quatro dias principais de festa, foram realizadas 572 viagens, com capacidade para atender até 5.500 passageiros.

De acordo com a secretária Jódia Melo, a experiência do ano anterior contribuiu para o aprimoramento do planejamento. “Fizemos algumas mudanças em relação a 2025, que foi o primeiro ano e tudo era muito novo. Este ano já aprimoramos a operação. As seis linhas saíam para todas as regiões da cidade”, afirmou.

Entre as novidades, destacou-se a criação do Expresso Nélio Dias, conectando a Avenida da Alegria ao polo da zona Norte com intervalos de 15 minutos. “Essa linha foi criada este ano e foi inovadora. Mais de mil pessoas por dia saíram direto para o Nélio Dias”, ressaltou.

No entorno dos polos, a STTU cadastrou 859 moradores com veículos em áreas com controle de acesso, assegurando o direito de circulação durante as interdições. Atendendo a uma demanda dos comerciantes da Avenida do Caju, o bloqueio da via passou a ocorrer somente a partir das 14h, permitindo o fluxo de clientes durante a manhã.


Compartilhe esse post

CARNAVAL EM NATAL MOVIMENTA ATELIÊS E FORTALECE ECONOMIA CRIATIVA

  • por
Compartilhe esse post

Plumas e paetês, brilho e muito luxo. A alegria do carnaval abre alas para um mundo de cores e adereços. No ateliê do artista plástico Carlos Sérgio Borges, tudo se traduz em arte com um olhar atento ao gosto do seu público. “Todas querem brilho. As mulheres já brilham por si próprias, mas com mais um adereço que eu faço, elas ficam mais arrasantes, mais belas. Então, nesse ponto eu uso muito brilho, porque elas querem luxo e glamour”

Para produzir a coleção disponível para o Carnaval 2026, o trabalho começou em agosto, pesquisando, desenhando, indo para São Paulo trazer todo o material. “O meu trabalho é em cima da matemática. Não é só colar ou pregar uma pena. É todo um desenho com estética, dentro da geometria, das cores, dos traços, do formato do rosto. É uma pesquisa, é um estudo que desde agosto que eu estou desenhando, riscando, como eu faço todos os anos, para ter um trabalho de qualidade e que deixa as pessoas impactadas, muitas emocionadas”.

Esse ano, as orquídeas ganharam destaque nos adereços em composição com plumas de todas as espécies, incluindo rabo de galo, asa de avestruz, pluma de avestruz, de ganso, de cisne.

Autoditada, com décadas de experiência como artista plástico, cenógrafo, figurinista e escritor, Carlos Sérgio Borges também busca com seu talento enriquecer a cultura popular. “ Meu trabalho também tem tudo a ver com o folclore do Rio Grande do Norte, tem adereço dos galantes do Boi calemba e tem alguns cocares que lembram os caboclinhos”

Mesmo com a folia batendo na porta, ele conta que ainda tem peças exclusivas disponíveis em seu ateliê. O espaço funciona na rua Santo Antônio, 704, vizinho à Igreja do Galo, no Centro Histórico Natal. É aberto das 9h às 16h, ou mediante agendamento. Também é possível conhecer e acompanhar seus trabalhos pelo instagram @carlossergio.borges.

sustentabilidade e economia criativa

Suerda Medeiros comemora aumento do faturamento no período festivo – Foto: Reprodução

Para a artesã Suerda Medeiros, o carnaval é vitrine cultural e também uma oportunidade de fortalecer a sustentabilidade e a economia criativa. Ela destaca que o reaproveitamento de materiais se tornou parte essencial do processo produtivo, agregando valor às peças e reduzindo custos, sem perder o impacto visual.

“Sobretudo esse momento, o carnaval está na porta e a gente sabe que é um momento cultural a nível de mundo. E como a gente vem falando muito sobre a questão da sustentabilidade, reaproveitar tudo que pode encher os olhos é algo gigante para nós, porque a gente também está deixando o outro feliz, confortável e à altura de muitos momentos que vai realizar agora nesse carnaval”, observa.

Ela também reforça que criatividade vale mais do que preço e pode ampliar o faturamento.

“O luxo do carnaval hoje não está no preço do material que a gente quer tanto consumir. Mas na criatividade de como você representa. Com isso, sem sombra de dúvida, você consegue adquirir um faturamento incrivelmente além do que você imaginava. Então, somando todas essas ideias, o que você vai entregar para o público, pensando sempre no melhor, na questão da sustentabilidade, você tem um produto cultural e incrivelmente belíssimo para apresentar”, diz.

Segundo a artesã, como a produção é iniciada meses antes, a renda cresce significativamente no período momesco.

“Então posso dizer que a minha renda aumenta consideravelmente nesse período, tendo em vista que a gente começa já a produzir, eu no caso em outubro. Porque como nós temos muitos bloquinhos, nós divulgamos intensamente nas redes sociais e as pessoas conhecem a qualidade do nosso produto, a tendência de se vender nesse período triplica para a gente que é artesão, conclui.

O trabalho de Suerda Medeiros também pode ser acompanhado nas redes sociais. No Instagram, ela divulga as coleções, os bastidores da produção e as novidades para o carnaval por meio do perfil @suerdaitala, onde apresenta peças autorais que unem criatividade, brilho e sustentabilidade.


Compartilhe esse post

PAULINHO NA LINHA DE FRENTE: “TEMOS QUE TIRAR A POPULAÇÃO DESSA SITUAÇÃO”

  • por
Compartilhe esse post

Nos 11 primeiros dias de fevereiro, o volume de chuvas em Natal já ultrapassou 140 milímetros, índice superior à média prevista para todo o mês, de 100mm. O acumulado tem provocado transtornos em diversos pontos da capital, mas a situação mais crítica é registrada no loteamento Jardim Primavera, no bairro Nossa Senhora da Apresentação, zona Norte da cidade, após o transbordamento da lagoa de captação da comunidade. Das 82 lagoas existentes no município, apenas a do Jardim Primavera apresentou complicações, em razão da obra em andamento em via próxima, responsável pelo escoamento.

Diante do cenário, o prefeito Paulinho Freire anunciou, nesta quarta-feira (11), a isenção do IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana) para os moradores atingidos até a conclusão da obra em andamento e determinou uma força-tarefa com todas as secretarias municipais.

“Em dezembro a obra começou, só que é uma obra de seis meses. E a população que já vem sofrendo isso ano a ano tem toda razão de reclamar. A culpa é da prefeitura, não adianta dizer que não é. A culpa é da prefeitura. Nós realmente temos obrigação de fazer a obra, de tirar a população dessa situação”, declarou o prefeito em entrevista à Intertv.

Segundo ele, nos próximos dias, será encaminhado à Câmara Municipal, um projeto de lei garantindo que as pessoas afetadas pelo transbordamento tenham a isenção do IPTU até a entrega definitiva da intervenção. “As pessoas que forem atingidas nesse perímetro, até a obra ficar pronta, não vão pagar IPTU, certo? Vão ter toda a assistência da prefeitura”, afirmou.

A obra a qual o prefeito se refere está em andamento na Rua José Luiz da Silva e tem previsão de conclusão para abril. A gestão municipal trabalha para acelerar o cronograma, com equipes atuando no período noturno durante a estiagem.

“A previsão de entrega é em abril. Inclusive nós estamos trabalhando para que, quando não estiver chovendo, tenha equipe trabalhando até na parte da noite, para que a gente possa apressar e entregar o mais urgente possível essa obra à população e acabar de uma vez por todas”, reforçou Paulinho.

Prefeitura notificou empresa responsável pela falta de combustível em uma das bombas da lagoa – Foto: Bnews

Durante a entrevista, Paulinho também afirmou que notificou a empresa responsável pelo aluguel dos geradores após a falta de combustível em uma das bombas instaladas na lagoa, que deveria ter evitado o aumento do nível da água. “Aquilo que faltou combustível é verdade. Eu notifiquei a empresa, disse que não tinha cabimento numa situação dessa faltar combustível numa bomba.

Num momento como esse, as pessoas numa situação difícil, isso não pode acontecer”, destacou.

Prefeitura notificou empresa responsável pela falta de combustível em uma das bombas da lagoa – Foto: Reprodução

Força-tarefa e ações emergenciais
A Prefeitura montou uma estrutura de atendimento e triagem no CMEI José de Andrade Frazão, onde as equipes iniciaram os atendimentos na manhã de quarta-feira. O espaço tem capacidade para atender até 160 famílias desalojadas. No local, também é oferecida alimentação só no almoço foram entregues 500 refeições. Até o momento, 160 cestas básicas foram distribuídas, com nova entrega prevista para as famílias que ainda não receberam.

A secretária adjunta da Secretaria Municipal do Trabalho e Assistência Social (Semtas), Auricéa Xavier, explicou que o atendimento está concentrado na unidade. “O atendimento de calamidade está sendo realizado na escola Frazão. As famílias afetadas podem se dirigir ao espaço, onde nossas equipes realizam o cadastro, o atendimento social e a entrega de refeições prontas. Estamos acolhendo e encaminhando cada situação”, afirmou.

Além do suporte social, uma sala de atendimento em saúde foi montada no CMEI, com médico clínico e psicóloga. O prefeito determinou a presença permanente das equipes no território.

“Transferi para lá, inclusive, a Secretaria de Saúde, com médicos e psicólogos”, disse.

Para os casos que demandam acolhimento temporário, foi disponibilizado abrigo na Escola Municipal Nossa Senhora da Apresentação. Até agora, duas famílias optaram por utilizar o espaço. Cinco caminhões da Prefeitura estão auxiliando na mudança de moradores que precisaram deixar suas residências.

Na área de segurança e monitoramento, a Defesa Civil atua em conjunto com o Corpo de Bombeiros no acompanhamento do perímetro afetado. “As equipes estão percorrendo toda a área atingida e acionamos o Corpo de Bombeiros para auxiliar na retirada das famílias que estão com água nas residências e sem condições de sair por conta própria”, informou a secretária de Segurança Pública e Defesa Social, Samara Trigueiro.

A Urbana também intensificou os serviços preventivos e realizou a limpeza de 196 bocas de lobo nas quatro regiões da cidade, mantendo equipes em regime de plantão.

Doações de alimentos e outros itens devem ser direcionadas ao Departamento de Segurança Alimentar (DSA), na Ribeira. A Prefeitura também recebeu doação de ração para animais, que será distribuída às famílias afetadas que possuem pets.

Enquanto as equipes seguem mobilizadas para minimizar os impactos das chuvas, o compromisso da gestão é acelerar a conclusão da obra e restabelecer a normalidade na comunidade. “Se Deus quiser, em abril isso vai estar pronto, sanando de uma vez por todas esse problema seríssimo. A população não pode estar passando por isso”, concluiu o prefeito.


Compartilhe esse post

VOLTA ÀS AULAS REFORÇA ALERTA SOBRE SAÚDE EMOCIONAL DE ADOLESCENTES

  • por
Compartilhe esse post

O fim das férias e a retomada do calendário escolar marcam um período de transição para milhões de estudantes em todo o país. Para adolescentes do Ensino Médio, especialmente aqueles que estão iniciando ou concluindo essa etapa, a volta às aulas costuma vir acompanhada de expectativas elevadas, cobranças e incertezas que extrapolam o conteúdo pedagógico. Nesse contexto, a saúde emocional dos jovens exige atenção da equipe e escolar e dos familiares.

A adaptação à rotina escolar, a pressão por desempenho e as decisões relacionadas ao futuro acadêmico e profissional tornam esse período particularmente sensível. Ansiedade, alterações de comportamento e dificuldades de concentração aparecem com frequência e, muitas vezes, passam despercebidas nos primeiros meses do ano letivo. Especialistas alertam que o acolhimento inicial pode ser decisivo para reduzir impactos emocionais ao longo do ano.

“É muito comum o aluno apresentar manifestações comportamentais de insegurança nessa etapa. Cabe aos professores e à equipe pedagógica estabelecer processos de acolhimento para que ele chegue ao espaço escolar com um maior sentimento de segurança e consiga se desenvolver da melhor maneira possível”, afirma Hilton Gomes, psicólogo responsável pelo acompanhamento da turma da terceira série do Ensino Médio do Colégio Ágora, na zona Sul de Natal.

Segundo ele, a forma como o estudante é recebido no início do ano influencia diretamente sua relação com a escola. Ambientes que favorecem a escuta e o diálogo tendem a reduzir a tensão, fortalecer vínculos e facilitar a adaptação, especialmente entre alunos que enfrentam a pressão de exames decisivos, como o Enem.

Na tentativa de minimizar esse impacto, algumas escolas têm apostado em estratégias simples, mas eficazes. No Colégio Ágora, alunos da turma de Pré-Enem participaram de uma roda de conversa nos primeiros dias de aula. A iniciativa buscou criar um espaço de fala para que os estudantes compartilhassem expectativas, receios e experiências acumuladas ao longo das férias.

“Nessa roda de conversa, a gente buscou fornecer um espaço seguro para que eles pudessem compartilhar suas experiências, anseios e reduzir a tensão, de forma que o corpo docente pudesse compreender como cada um estava se sentindo”, relata o psicólogo.

Além do contato direto com os alunos, a escola também promoveu um encontro com as famílias, com o objetivo de apresentar a nova rotina e alinhar expectativas para o ano letivo. A proposta é fortalecer a rede de apoio ao estudante e facilitar a identificação de possíveis sinais de alerta fora do ambiente escolar.

Para a diretora do Colégio Ágora, Monique Guedes, o cuidado com o aspecto emocional reflete diretamente no desenvolvimento dos alunos. “Por isso, é um dos nossos pilares manter a escola como um ambiente seguro, de diálogo e apoio emocional para que o aluno consiga aprender, se relacionar e enfrentar as demandas do ano letivo com mais confiança”, afirma.

A preocupação encontra respaldo em dados nacionais. Pesquisa realizada pelo Instituto Ayrton Senna, em um estado de cada região do país, aponta que 79% dos alunos entrevistados apresentam ao menos um sintoma relacionado à depressão ou à ansiedade. Do total, 20,4% afirmam se sentir bastante ou totalmente infelizes ou deprimidos, enquanto 38,9% relatam sensação intensa de esgotamento ou pressão. A dificuldade para dormir devido a preocupações aparece em 33,9% das respostas.

O levantamento também revela impactos significativos na autoestima e na capacidade de concentração. Cerca de 22,1% dos estudantes dizem ter perdido bastante ou totalmente a confiança em si mesmos, e 22% afirmam se sentir incapazes de superar dificuldades. Outros 7,9% relatam não conseguir se concentrar nas tarefas escolares, o que pode comprometer o aprendizado e o rendimento ao longo do ano.

Diante desse cenário, especialistas defendem que o cuidado com a saúde mental não se restrinja a ações pontuais no início do calendário escolar. O acompanhamento psicológico e emocional precisa ser contínuo. “Particularmente, eu tenho um horário semanal para entrar em sala para debater um pouco sobre autoconhecimento e desenvolvimento pessoal. A gente fala um pouco sobre bases neurológicas da aprendizagem para compreender como se aprende melhor, e depois seguimos toda uma programação para que esse aluno tenha assistência o ano inteiro para lidar com quaisquer questões que surjam, como dificuldade de aprendizado, integração social, entre outros”, explica Hilton Gomes.

O envolvimento da família é apontado como parte essencial desse processo. Especialistas recomendam que pais e responsáveis estejam atentos a mudanças de comportamento, incentivem hábitos saudáveis, como a prática de atividades físicas e momentos de lazer, e mantenham canais abertos de diálogo. “É fundamental que os pais exerçam uma escuta ativa e validem os sentimentos desses jovens. Quando família e escola caminham juntas, conseguimos identificar sinais de alerta mais cedo e oferecer o suporte necessário para que o aluno enfrente os desafios do ano letivo de forma mais saudável”, conclui o psicólogo.


Compartilhe esse post

SEBASTIÃO LEITE: UM OLHAR EXPERIENTE PARA O ENSINO JURÍDICO DE EXCELÊNCIA

  • por
Compartilhe esse post

O advogado e professor Sebastião Leite é o novo coordenador do curso de Direito do Centro Universitário Facex (UNIFACEX) Sebastião Leite traz consigo uma vasta experiência como advogado e professor, além de uma longa trajetória no universo jurídico que lhe confere uma visão aprofundada do sistema judiciário e dos desafios enfrentados pela advocacia no Brasil. Sua chegada à UNIFACEX reflete uma mudança de perspectiva que visa integrar ainda mais o ensino jurídico à realidade do mercado de trabalho e à sociedade, algo que, segundo ele, é imprescindível para a formação de bons profissionais.

“A universidade precisa dialogar com a sociedade e preparar o aluno para os desafios reais da profissão”, afirmou o novo coordenador, enfatizando a importância de um ensino mais conectado com as necessidades atuais da advocacia e com os problemas enfrentados pela população.

Inovação e aproximação com o mercado de trabalho
A UNIFACEX já ostenta conceito 4 na avaliação do Ministério da Educação (MEC) e um expressivo índice de aprovação no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), agora se prepara para um movimento de transformação, buscando estreitar ainda mais a relação entre teoria, prática e a sociedade.

Sob a liderança de Sebastião Leite, a instituição pretende criar uma rede de parcerias estratégicas com diversas instituições do Poder Judiciário, Ministério Público e Procuradorias, com o intuito de estreitar os laços entre o ambiente acadêmico e a prática jurídica. A ideia é que os alunos possam não apenas aprender a teoria, mas vivenciar a rotina profissional desde os primeiros anos de graduação.

“Já estive no Tribunal de Justiça, onde fui recebido pelo desembargador-presidente junto com a reitora da Unifacex, e vamos firmar um convênio para que os alunos possam estudar, estagiar gratuitamente no Tribunal e em outras áreas do Poder Judiciário. Esse tipo de aproximação beneficia todos os envolvidos: os alunos, a universidade, e, claro, a sociedade como um todo”, disse Leite, destacando a importância da interação entre o ensino superior e as instituições jurídicas.

Fortalecimento do Núcleo de Prática Jurídica (NPJ)
Outro grande foco da nova coordenação será o fortalecimento do Núcleo de Prática Jurídica (NPJ), que oferece atendimentos gratuitos à população de baixa renda. Com essa iniciativa, a UNIFACEX reafirma seu compromisso social, garantindo que aqueles que não têm condições financeiras de contratar um advogado possam ter acesso a serviços jurídicos de qualidade.

Atualmente, o NPJ realiza atendimentos em áreas como divórcio, pensão alimentícia, guarda de filhos, partilha de bens e mediação de conflitos. Esses serviços, que ocorrem nas segundas-feiras, em dois turnos, nas dependências da universidade, são fundamentais para democratizar o acesso à justiça.

“É muito importante que a universidade, como um centro de ensino, também desempenhe um papel social. O nosso núcleo de atendimento jurídico oferece uma alternativa para as pessoas que não têm condições de contratar um advogado. Elas podem recorrer à UNIFACEX, onde garantimos a mesma qualidade de um trabalho profissional de excelência”, comentou Leite.

Avanços no compromisso social e na qualidade acadêmica
Com uma proposta de ampliar a atuação do NPJ e diversificar os atendimentos, a UNIFACEX busca não apenas formar advogados tecnicamente capacitados, mas também cidadãos conscientes de seu papel no processo de transformação social. O novo coordenador promete reforçar a relevância do curso de Direito na comunidade, criando um ambiente acadêmico mais dinâmico e aberto à inovação.

Além disso, a proposta de parceria com o Poder Judiciário visa proporcionar aos alunos a oportunidade de estagiar em um dos ambientes mais desafiadores e formadores do universo jurídico, aumentando a empregabilidade e aprimorando a formação prática.

Sebastião Leite se apresenta como uma peça chave para a evolução do curso de Direito da UNIFACEX, prometendo uma gestão que alia tradição acadêmica com um olhar inovador e humanitário, sempre em busca de melhorias para a formação dos futuros profissionais do Direito.


Compartilhe esse post

SEMANA DO CINEMA TEM INGRESSOS A PARTIR DE R$ 10 EM SALAS DE NATAL

  • por
Compartilhe esse post

Com ingressos a preços populares e uma programação voltada a diferentes perfis de público, o cinema ganha destaque como uma das principais opções de lazer e cultura em Natal durante a Semana do Cinema. A ação segue até 11 de fevereiro e integra uma mobilização nacional que oferece valores promocionais para ampliar o acesso da população às salas e estimular o hábito de frequentar o cinema como espaço de convivência, entretenimento e formação cultural.

A iniciativa acontece simultaneamente em várias cidades brasileiras e reúne redes exibidoras de diferentes portes. Organizada pela Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas (Feneec), com apoio da Abraplex, Ingresso.com e Grupo Consciência, a Semana do Cinema tem como foco democratizar o acesso à sétima arte e fortalecer o vínculo do público com as salas após o período de retração provocado pela pandemia da Covid-19.

Em Natal, o Moviecom do Praia Shopping participa da ação com ingressos a R$ 10 para sessões até as 17h e R$ 12 após esse horário. A política de preços reduzidos tem como objetivo transformar o cinema em uma alternativa viável para o fim de semana, especialmente para famílias que buscam opções culturais de baixo custo. A campanha amplia o alcance da experiência cinematográfica e favorece a inclusão de públicos que, muitas vezes, deixam de frequentar as salas por questões econômicas.

A programação reúne títulos de diferentes gêneros, o que reforça o caráter plural da iniciativa.

Estão em cartaz produções de grande apelo popular, como Avatar: Fogo e Cinzas, Zootopia 2, Bob Esponja: Em Busca da Calça Quadrada e Anaconda, além de filmes que transitam entre suspense, drama e aventura, como A Empregada, Alerta Apocalipse, Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno, O Menino e o Panda, Davi – Nasce um Rei e O Diário de Pilar na Amazônia.

A seleção inclui ainda O Agente Secreto, título indicado ao Oscar e que conta com a participação de artistas potiguares no elenco, entre eles Tânia Maria e Alice Carvalho. A presença de produções nacionais e internacionais amplia as possibilidades de escolha e estimula a presença de diferentes gerações nas salas.

Para a gerente geral do Praia Shopping, Danielle Leal, a Semana do Cinema cumpre um papel que vai além da promoção comercial. Segundo ela, a ação contribui para fortalecer o lazer urbano e o acesso à cultura. “A Semana do Cinema atrai um grande público e amplia o acesso da população às salas. Muitas famílias aproveitam esse período para incluir o cinema na programação do fim de semana, fortalecendo o hábito cultural e vivendo momentos de convivência e entretenimento”, afirma.

Danielle Leal acrescenta que o cinema, inserido em um espaço que reúne serviços, gastronomia e lazer, oferece ao público um ambiente confortável e seguro. “Além do valor do ingresso, a experiência conta muito. O cinema no shopping permite que as pessoas passem mais tempo juntas, aproveitem outros serviços e vejam o espaço como um programa completo, não apenas como uma sessão de filme”, diz.

Para tornar o programa ainda mais acessível, o Moviecom também oferece o Combo da Semana, com pipoca média e refrigerante de 500 ml por R$ 15. A combinação de ingresso promocional e consumo com preço reduzido contribui para que o passeio seja mais viável para diferentes perfis de público.

Regulamento
A promoção é válida de 5 a 11 de fevereiro de 2026 para filmes em exibição nos complexos Moviecom, exceto venda antecipada, pré-estreias, shows e espaço VIP. A oferta não é cumulativa e o regulamento pode ser consultado em: moviecom.com.br.


Compartilhe esse post

PADRE YAGO CARVALHO TOMA POSSE DA PARÓQUIA DE GOIANINHA NESTA QUINTA

  • por
Compartilhe esse post

Aos 32 anos, o padre Yago Carvalho de Souza inicia uma nova etapa no ministério sacerdotal.

Após quatro anos como vigário paroquial da Catedral Metropolitana de Nossa Senhora da Apresentação, em Natal, ele assume nesta quinta-feira (05) a Paróquia de Nossa Senhora dos Prazeres, em Goianinha, a segunda mais antiga do Rio Grande do Norte e a mais antiga do interior do Estado. A nomeação foi anunciada em dezembro pela Arquidiocese de Natal, por indicação do arcebispo metropolitano, dom João Cardoso. A mudança representa um novo desafio na trajetória do sacerdote, marcada pela atuação no principal templo católico da capital potiguar.

Ordenado em fevereiro de 2022, padre Yago construiu sua primeira experiência pastoral na Catedral Metropolitana. “Desde a minha ordenação, eu estive na Paróquia da Catedral de Nossa Senhora da Apresentação. Foram quatro anos inteiros ali, que marcaram profundamente o meu início de sacerdócio”, afirma. Segundo ele, a vivência no principal templo da Arquidiocese foi, antes de tudo, uma escola de misericórdia. “Muitas pessoas procuram a Catedral para a confissão, para serem orientadas e acolhidas. Em cada atendimento, eu via gente chegar abatida e sair fortalecida, revigorada e cheia de esperança”, relata.

No capital potiguar, o sacerdote também teve contato direto com realidades duras. “Pude experimentar muitos dramas humanos e tantas situações que são perceptíveis ali, pessoas em extrema pobreza, outras com dificuldades na família, com problemas psicológicos, de ansiedade e depressão. Através do acompanhamento e da convivência com essas pessoas, eu pude ser sinal de esperança”, afirma. Para ele, esse aprendizado moldou não apenas o padre, mas também o homem.

A ação sacramental, especialmente a celebração da Eucaristia, foi outro pilar desse período. “O mais importante foi a ação sacramental, as celebrações das missas na Catedral. Ela é como uma grande ilha de misericórdia, mas também de vivência da Eucaristia”, diz. Casamentos, batizados, missas e homilias marcaram o cotidiano de um padre que começou ali seus primeiros passos no sacerdócio, sob o olhar de Nossa Senhora da Apresentação. “O povo tem muita devoção. Não há momento em que a imagem esteja sozinha, sempre há um fiel rezando, levando alguma súplica”, observa.

Durante sua passagem pela Catedral, padre Yago viveu também um tempo de transformações estruturais. Ele acompanhou a despedida de dom Jaime e a chegada de dom João Cardoso como arcebispo, além do processo de revitalização do templo. “Fizemos todo o processo de revitalização da Catedral, que custou mais de 7 milhões, com a ajuda do povo e algumas emendas parlamentares. Colocamos o maior vitral do Rio Grande do Norte, a Via-Sacra feita por Ambrósio, de Acari, e todo um projeto de estruturação de som e do espaço. Fui muito feliz na Catedral porque é um centro de fé, de evangelização e de alegria”, conta.

Missão em Goianinha
Agora, Padre Yago Carvalho deixa a capital e segue para Goianinha, município da região metropolitana do estado, onde a Paróquia de Nossa Senhora dos Prazeres carrega séculos de história. Ao falar da nova missão, o tom é de gratidão e responsabilidade. Em mensagem recente à comunidade local, ele afirmou receber o encargo “com alegria e espírito de serviço”, e destacou que já mantém a paróquia em oração. “Peço o apoio dos fiéis neste novo capítulo da evangelização no município”, disse.

Padre Yago chega a uma paróquia marcada pela memória de grandes sacerdotes, entre eles o monsenhor Armando de Paiva. “Foi um grande pároco, que evangelizou na humildade, na caridade, com seu jeito sereno e alegre de conduzir o povo de Deus. Espero dar continuidade a todos os paroquiatos, tanto do monsenhor Armando quanto de tantos outros padres que por aqui passaram”, afirma.

Para o novo pároco, o caminho a seguir passa por três eixos centrais. “Meu paroquiato aqui em Goianinha será marcado pela Eucaristia como centralidade de toda a fé, de toda a celebração e de toda ação pastoral, dividida em três pontos: missão, espiritualidade e formação”, explica. A missão, segundo ele, se traduz em visitas às famílias, aos enfermos e aos idosos; a espiritualidade é a base que sustenta a esperança e a alegria; e a formação, diz ele, é a direção que permite conduzir bem a vida comunitária. “A gente precisa estar formado para conduzir as coisas da melhor maneira. Por isso, a formação deve ser sempre o norte de uma paróquia”, ressalta.

Entre a memória afetiva da Catedral e o desafio histórico de Goianinha, padre Yago leva consigo a experiência de quem aprendeu a ouvir, acolher e celebrar. “Espero, assim, fazer um bom paroquiato aqui em Goianinha”, conclui o pároco.


Compartilhe esse post