Um levantamento do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE-RN) revelou que os municípios do Oeste potiguar não cumpriram o percentual mínimo de 25% em investimentos na educação durante o primeiro semestre de 2025, como determina a Constituição Federal.
Os dados foram extraídos do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) e constam no Painel Fiscal do TCE-RN. O índice de 25% corresponde à parcela da receita proveniente de impostos, incluindo transferências constitucionais, que deve ser aplicada obrigatoriamente em ações de manutenção e desenvolvimento do ensino.
Entre as cidades analisadas, nenhuma conseguiu alcançar integralmente a meta legal. Os municípios que mais se aproximaram do limite constitucional foram Apodi (24,35%), Governador Dix-Sept Rosado (24,08%) e Rodolfo Fernandes (23,64%). Já os piores índices ficaram com Luís Gomes (16,91%), Alexandria (17,53%) e Martins (18,99%).
Confira o ranking dos percentuais de aplicação em educação no semestre:
Apodi – 24,35%
Governador Dix-Sept Rosado – 24,08%
Rodolfo Fernandes – 23,64%
Marcelino Vieira – 21,63%
Campo Grande – 20,89%
Upanema – 20,71%
Caraúbas – 19,31%
Martins – 18,99%
Alexandria – 17,53%
Luís Gomes – 16,91%
O descumprimento da obrigação constitucional pode resultar em sanções administrativas, apontamentos nas prestações de contas e até responsabilizações judiciais. O TCE informou que os gestores municipais deverão ser notificados e terão de apresentar justificativas ou adotar medidas corretivas.
Segundo o Tribunal, os prefeitos precisam intensificar os investimentos no segundo semestre para garantir que o percentual mínimo seja atingido até o encerramento do exercício financeiro de 2025, sob pena de penalidades mais severas.
Outro ponto destacado pelo relatório é a subutilização de recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) em alguns municípios. Parte das prefeituras não aplicou integralmente os valores recebidos, em desacordo
A Prefeitura de Areia Branca já investiu R$ 7.199.782,90 em festas populares neste ano, incluindo a Festa de Nossa Senhora dos Navegantes, enquanto descumpre a aplicação mínima obrigatória de recursos na saúde.
Entre os shows, o grupo Sorriso Maroto recebeu R$ 550 mil por duas horas de apresentação. O cantor Felipe Amorim teve cachê de R$ 400 mil, enquanto Padre Fábio de Melo custou R$ 224 mil.
A artista Taty Girl e a Banda Fernandina receberam, respectivamente, R$ 175 mil e R$ 136 mil.
Os gastos detalhados mostram que, de janeiro a julho, a prefeitura aplicou R$ 5.257.806,71 em eventos. Somente em agosto, com a festa de padroeira, foram gastos R$ 1.941.976,19, quase R$ 2 milhões, totalizando R$ 7.199.782,90.
Segundo o Painel Fiscal do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN), no primeiro semestre de 2025, a Prefeitura aplicou apenas 12,64% das receitas de impostos na saúde, abaixo do mínimo constitucional de 15%.
A dotação orçamentária para a saúde em 2025 é de R$ 40.597.941,19, mas, nos sete primeiros meses do ano, a prefeitura aplicou R$ 21.278.962,79, ou cerca de 52,4% do orçamento previsto para o período, mostrando execução proporcional abaixo do esperado.
O contraste entre os gastos com entretenimento e a falta de investimentos em serviços essenciais tem gerado críticas de profissionais da saúde e moradores, que relatam precariedade nos atendimentos, falta de insumos e estrutura insuficiente em hospitais e postos de saúde.
O TCE-RN alerta que a aplicação mínima em saúde é uma obrigação constitucional, e que recursos públicos devem ter prioridade em áreas essenciais à população.
Do projeto na cabeça até a primeira edição do Diário do RN ganhar as ruas, cerca de seis meses se passaram. Depois de formada a equipe, outro grande desafio foi estabelecer toda a logística de impressão e distribuição dos exemplares .
“A ideia era fazer um jornal vespertino porque já existiam dois matutinos em Natal e o vespertino que nos inspirou foi o Jornal de Hoje. Um jornal que marcou época, muito forte, independente, sem vínculos e era um jornal que tinha esse desafio de fazer a notícia do dia. Isso acontece hoje no online, chega na hora! Mas como jornal impresso, isso foi um desafio que o professor Marcos Aurélio (proprietário do Jornal de Hoje) conseguiu durante muitos anos. Precisávamos, então, imprimir o jornal com o tempo muito curto entre o fechamento, a impressão e estar nas ruas. O Jornal de Hoje tinha sua gráfica dentro do prédio próprio. Era redação e parque gráfico lado a lado, fazendo e imprimindo. Para o Diário, a gente não tinha condição disso, então, da inviabilidade de fazer um jornal para imprimir no horário que ele chegasse como vespertino e não como noturno, a gente desistiu e buscou a alternativa de fazer o matutino”, relembra Tulio Lemos, diretor e sócio fundador do jornal ao lado do também diretor e sócio fundador Bosco Afonso.
De lá pra cá, os dois dividem desafios diários. “O desafio maior é manter o jornal. Manter o jornal vivo nos desafios econômicos, mas ele está vivo de qualquer forma por conta do seu conteúdo”, afirma Bosco Afonso, destacando também a seleção criteriosa dos temas abordados. “É preciso ir dosando, tendo o cuidado nos temas de cada edição, que ele possa sair num formato de revista para que não perca a validade, ele está sempre em evidência”.
A edição número um revelou ao leitor o DNA de um veículo ousado e destemido. “Caramba, Tulio é corajoso “, lembra a jornalista Daniela Freire sobre sua reação ao se deparar com a primeira página. Ela ainda acrescenta que “a chegada, há três anos, do Diário do RN no cenário da comunicação potiguar elevou o nível do debate público, garantiu uma maior pluralidade da informação e estabeleceu mais uma trincheira no combate à desinformação. O projeto corajoso e apaixonado dos amigos jornalistas Túlio Lemos e Bosco Afonso chegou gerando um impacto absolutamente positivo do ponto de vista da responsabilidade com a notícia. Parabenizo o Diário do RN pelo começo brilhante e desejo um longo futuro com muita informação!”
Conseguir manter esse DNA “é uma maratona”, destaca Tulio, lembrando que essa “é outra barreira que a gente transpôs, porque se manteve, mesmo com a saúde financeira sempre instável, a gente conseguiu se manter, porque para ser independente é preciso ter coragem de fazer algo que desagrada o seu próprio anunciante, e nós fizemos isso”.
JORNALISMO VERDADE O jornalismo investigativo e documental é uma marca do Diário do RN desde a primeira edição.
Em algumas situações, são dias, até mesmo semanas de apuração até ser publicada a matéria.
Um trabalho minucioso que reflete na credibilidade da notícia e na ausência de qualquer condenação ou desmentido.
“Muitas vezes os citados em reportagens não gostam do que leem, mas não podem dizer que é mentira. Discordar é uma coisa, desmentir é outra. Isso é jornalismo, é assim que cumprimos nosso papel social”, afirma Bosco Afonso.
O direito ao contraditório também está presente nas páginas do Diário, um jornal independente que há três anos dá voz a diferentes grupos políticos e espectros ideológicos, seja em forma de entrevistas e reportagens, na veiculação de artigos ou através de seus colunistas.
“Ainda durante o estágio do curso de jornalismo, tive a oportunidade de escrever uma coluna no DRN e ser parte da produção deste conteúdo jornalístico tão emblemático da minha vida. Pautado na pluralidade de ideias e aberto para todas as vozes, o Diário do RN me deu mais que reativar uma memória afetiva; me tornou coparticipante de um momento histórico para os leitores potiguares. Mais um bom registro no meu histórico afetivo e profissional jornalístico”, relembra o jornalista Rodrigo Maker, que por quase dois anos assinou a coluna Contraponto, no DRN.
PLURAL “O pluralismo é a essência da democracia. Se você admite que o jornal vai ter um lado, ele está tolhendo a liberdade, a democracia, a expressão do outro lado. Então quando o jornal se pauta no pluralismo, principalmente na esfera política, ele está cumprindo seu verdadeiro papel. E aí o leitor é que faz o julgamento a respeito do que foi dito, quem está certo, quem está errado e faz sua própria avaliação”, declara o jornalista Tulio Lemos.
Na disputa municipal de 2024, a pluralidade de ideias teve espaço através de matérias e entrevistas especiais com todos os candidatos.
“Demos destaque a todos os candidatos, inclusive aqueles que não têm destaque nos demais veículos por serem considerados pequenos diante da disputa eleitoral e política dos maiores candidatos. No Diário, Nando Poeta, que as urnas mostraram que ele teve uma votação bem pequena, teve o mesmo espaço que os três candidatos que supostamente estavam disputando o segundo turno, como os dois que foram para o segundo turno. Assim também aconteceu em 2022”, relembra Bosco Afonso.
Pluralismo que também se faz presente na cobertura de outras áreas como esporte, saúde, educação, lazer, comportamento, empreendedorismo… dando voz a personagens muitas vezes desconhecidos do grande público. “Por exemplo, a gente tem dado um espaço que nenhum outro veículo dá ao esporte amador, sem esquecer o principal, que é o futebol. E o futebol, a gente dá também dos principais, da primeira divisão do Estado, mas dá também do matutão, dá do futebol do interior e tudo. Então, essa cobertura do esporte é muito completa, realmente”.
PRINCIPAIS COBERTURAS Tratando-se de um jornal essencialmente político, as eleições de 2022 e 2024 são destaques na trajetória do DRN. “Eu acho que as eleições sempre são o momento mais importante para quem acompanha política. É onde os políticos estão com os nervos à flor da pele, onde eles não admitem nada negativo que possa lhe tirar voto. Só querem manchete e matéria positiva, e a gente não trabalha como assessoria de imprensa de candidato nenhum, a gente pega as coisas positivas, sim, mas negativas também”, afirma Tulio.
Bosco ainda complementa que “político nenhum gosta de nada negativo na imprensa. Isso gera conflito. O candidato que tem acesso a gente não entende que possamos fazer uma matéria positiva e amanhã fazer uma negativa, ele já vai ficar chateado”.
Tulio traz ainda o que chama de boicote ao conteúdo produzido pelo DRN: “Quando a gente vem com algo que interessa muito à esquerda, a direita boicota. Finge que não saiu, por mais que tenha sido uma matéria muito forte, uma declaração, um documento ou uma decisão judicial forte, qualquer coisa muito forte, o outro lado, dentro dessa polarização, finge que não aconteceu, que é exatamente para não ter a obrigação de valorizar, nem de repercutir quando vem a situação contrária. Então, fingem que nem viram o jornal, que a matéria não aconteceu. Então, esse boicote é um desafio para a gente vencer. Mas o boicote cada vez mais está ficando preso às lideranças públicas e não aos leitores. Os leitores simpatizantes dos dois lados, eles não boicotam, eles repercutem, comentam, criticam, mas a classe política radical dos dois lados continua fazendo esse boicote, apesar de ser numa frequência menor ou num peso menor, mas ainda acontece. E esse é um grande desafio”.
UM NOVO MOMENTO Segundo Bosco Afonso, “o Diário do RN está consolidado como um jornal impresso, ele tem o seu público, a gente sabe que aí já é um público mais limitado, é um público que gosta de pegar no papel, que gosta de sentir, mas a pretensão é que a gente possa também caminhar em passos mais largos na hora de uma divulgação ampla nas redes sociais”.
Nesse sentido, o momento também é de crescimento. Nos últimos meses, o portal e as redes sociais do DRN tem ampliado seu público, alcançando cada vez mais números positivos. Nesta quinta-feira, o Instagram do Diário bateu mais de meio milhão de contas alcançadas: “Isso é fruto de um trabalho contínuo de monitoramento de notícias e análise de público. Nossa pretensão é bater mais de um milhão de contas até o final do ano”, declara otimista Anna Beatryz Fernandes, responsável pelo portal e redes sociais do Diário do RN.
A partir deste mês de agosto, o Diário também ampliou sua cobertura em outras partes do Estado, com a contratação do repórter Magno Alves, que passou a atuar em Mossoró e nas cidades vizinhas, e semanalmente o repórter Jairton Medeiros traz as notícias dos munícipios em todas as regiões do Estado, com destaque para atuação do MP e da Justiça em casos suspeitos de corrupção.
O pluralismo é a essência da democracia. Então quando o jornal se pauta no pluralismo, principalmente na esfera política, ele está cumprindo seu verdadeiro papel”
Tulio Lemos Diretor
“Muitas vezes os citados em reportagens não gostam do que leem, mas não podem dizer que é mentira. Discordar é uma coisa, desmentir é outra. Assim que cumprimos nosso papel social”
“O Instituto Pensar é um grupo de funcionários liberais, estudantes, professores e gestores públicos que querem pensar o Rio Grande do Norte, querem pensar uma proposta alternativa de desenvolvimento de longo prazo”, afirmou Rivaldo Fernandes, professor, analista de dados, ambientalista e representante da instituição, ao destacar a motivação da entidade, criada em 2024.
Segundo ele, o objetivo é construir debates estratégicos que ultrapassem os limites dos planos de governo apresentados a cada eleição. “A nossa ideia é ir além das peças publicitárias que servem apenas para atrair o eleitorado. Queremos levantar os gargalos do desenvolvimento do Estado e, ao mesmo tempo, mapear as potencialidades capazes de tornar o Rio Grande do Norte avançado, como já acontece com o Ceará e a Paraíba”, explicou.
Dentro dessa proposta, o Instituto Pensar promove encontros mensais para discutir alternativas de crescimento sustentável para o RN. “Já estamos no terceiro evento e nesta sexta será a vez de abordar o potencial das nossas águas. É uma iniciativa voluntária, gratuita e aberta a todos os interessados”, reforçou Rivaldo, convidando a população.
A palestra será realizada nesta sexta-feira (29), às 15h, na Escola Hipócrates Zona Sul, em Candelária. O convidado é o professor da UFRN e sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do RN (IHGRN), Antonio-Alberto Cortez, que vai abordar o tema “Economia Azul, a Riqueza das Águas”.
“Fui convidado para falar sobre um tema muito importante, que é a economia azul. Ele tem tudo a ver com o Rio Grande do Norte, um estado banhado pelo Oceano Atlântico e repleto de coleções de água em seu território continental”, destacou Cortez. “Vamos tratar das potencialidades da pesca industrial e artesanal, da aquicultura e, principalmente, do cultivo de algas como alternativa para reduzir a dependência do Brasil do potássio importado.”
O professor ressalta a importância estratégica desse debate. “Hoje o Brasil gasta bilhões de dólares com importação de potássio de países como Rússia, Belarus, Alemanha, Israel e Canadá.
No entanto, temos uma alternativa limpa e inclusiva com o cultivo da de algas, cuja experiência já começou em Macau. Isso pode representar uma revolução econômica e ambiental para o Estado e para o país”, explicou.
Além da algicultura, Cortez abordará a importância da manutenção da frota pesqueira potiguar e da geração de empregos nesse setor. “Imagine uma cidade com centenas de embarcações sem oficina para reparos. Até pouco tempo, muitos barcos tinham que viajar dois mil quilômetros para manutenção. Hoje temos estaleiros em Natal que evitam esse deslocamento, movimentam a economia local e fortalecem o comércio. Esse é um exemplo de potencial que saiu do papel e se concretizou”, disse.
O professor acredita que o evento será uma oportunidade única para aproximar conhecimento técnico, acadêmico e sociedade. “As pessoas vão perceber que falar em economia azul não é apenas falar de potencial, mas de caminhos viáveis e sustentáveis, que podem ser aplicados já. É pensar o desenvolvimento de forma inovadora e estratégica”, reforçou.
Para Rivaldo Fernandes, a palestra de Antonio-Alberto Cortez cumpre a missão do Instituto Pensar. “Queremos oferecer ideias concretas ao governo e à sociedade, mostrando que existem alternativas sólidas para o futuro do Estado, baseadas em nossas riquezas naturais, como o sol, a água e o mar”, comentou.
O evento é gratuito, aberto a todos os públicos e terá espaço para debate ao final da exposição.
“Está todo mundo convidado. Basta chegar às 15h, na Escola Hipócrates Zona Sul. Será um momento de aprendizado, reflexão e troca de ideias. Queremos pensar juntos o Rio Grande do Norte”, concluiu Rivaldo.
Natal acaba de ganhar um novo Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), documento elaborado após 17 anos e que passa a orientar as políticas públicas para prevenir desastres na cidade. O plano foi desenvolvido ao longo de 18 meses, com participação da Prefeitura, UFRN, governo federal e, sobretudo, da própria comunidade.
De acordo com o técnico da Defesa Civil de Natal, Stênio Oliveira, a atualização foi possível graças a uma iniciativa da Secretaria Nacional de Periferias, vinculada ao Ministério das Cidades, que selecionou 20 cidades brasileiras para receber o projeto. “Natal foi uma das contempladas, e isso é um avanço para nossa capacidade de identificar e agir sobre riscos de desastres”, explicou.
O objetivo central do PMRR é mapear as áreas mais vulneráveis a alagamentos, inundações e deslizamentos de encosta, oferecendo um diagnóstico preciso e propondo soluções. “Esses setores de risco são o que a gente chama de poligonagem. São recortes específicos dentro de um terreno, analisados com rigor técnico para apontar exatamente o nível de risco, seja ele moderado, alto ou muito alto”, destacou Oliveira.
No total, 88 setores de risco foram identificados em Natal. Destes, cerca de 70% estão classificados como R3 (risco alto) ou R4 (risco muito alto). “Esse dado mostra a urgência de ações.
O documento não se limita ao diagnóstico, ele também apresenta propostas de soluções, priorizando medidas sustentáveis e, sempre que possível, que não exijam a remoção das famílias”, afirmou.
Entre as 13 localidades mapeadas com maior atenção estão Lagoa do Sarney, Lagoa do Soledade, Jardim Primavera, Cidade Nova, Passo da Pátria e Manoel Sátiro Jacó. Segundo Oliveira, a escolha foi feita por critérios técnicos e sociais: “Priorizamos áreas de periferia vulnerável, especialmente regiões próximas às lagoas de captação da Zona Norte, que são mais críticas em períodos de chuva”.
O levantamento mostrou que o problema mais frequente em Natal é o acúmulo de água, que leva a alagamentos e inundações. “Esse é o risco mais recorrente no município, embora também haja registros de movimentos de solo. No entanto, as situações relacionadas à água são predominantes”, pontuou o técnico.
O documento traz uma série de medidas estruturais e sustentáveis. Oliveira explica que a prioridade está nas chamadas soluções baseadas na natureza: “São ações como jardins de chuva, corredores ecológicos e implantação de vegetação em encostas. Mas também temos soluções de engenharia, como melhorias na drenagem e reforço em tubulações. O mais importante é buscar alternativas que mantenham as pessoas em suas casas, sem precisar removê-las”.
O impacto social esperado é significativo. Estima-se que mais de 30 mil pessoas vivem hoje em áreas de risco em Natal, segundo o técnico. “Quando conseguimos reduzir o transbordamento de lagoas ou minimizar riscos de deslizamento, a qualidade de vida melhora de imediato. As pessoas deixam de ter suas casas atingidas pela água e vivem sem medo, o que por si só já representa um ganho enorme”, disse.
A construção do plano também contou com participação popular em audiências públicas e consultas comunitárias. “A comunidade esteve presente desde o início. Essa participação é essencial, porque as pessoas que vivem nessas áreas sabem da realidade e das dificuldades que enfrentam”, afirmou Oliveira.
Em caso de emergência, a Defesa Civil de Natal pode ser acionada pelo número 190 (Ciosp Emergência), que direciona os chamados. Também é possível registrar ocorrências pelo aplicativo Natal Digital, com envio de fotos e informações para que uma equipe técnica vá até o local. O documento completo está disponível em pmrr.natal.gov.br, com detalhes sobre diagnósticos, projetos e orçamentos.
O lançamento oficial do PMRR acontece nesta quinta-feira (28), das 8h30 às 11h, no Auditório A do Centro de Ciências Exatas e da Terra (CCET/UFRN).
“É um momento para comemorar a finalização desse trabalho realizado em colaboração com o governo federal, a UFRN, a prefeitura de Natal e, sobretudo, as comunidades em risco da cidade”, afirma Lutiane Almeida, especialista em redução de riscos de desastres. O professor é coordenador do Grupo de Pesquisa Georisco e do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas sobre Desastres (Nuped), que liderou a elaboração do PMRR de Natal.
A Humanização e Apoio ao Transplantado de Medula Óssea (HATMO) nasceu em 2008, quando ajudou o primeiro paciente, Wyllen Chrysti, a realizar o transplante em Recife (PE). Na época, em Natal só eram feitos transplantes autólogo, usando as células-tronco da própria pessoa, ou alogênico, as células-tronco vêm de um doador cujo tipo de tecido é muito parecido com o seu, mas como Wyllen não tinha doador na família, precisou contar com a compatibilidade encontrada no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME). “Fizemos o enxoval dele para o transplante e ajudamos em todas as necessidades do nosso primeiro paciente”, recorda Rosali Cortez, fundadora da instituição.
O que começou com um gesto solidário cresceu e se tornou missão. Hoje, a HATMO atende a mais de 500 pacientes, oferecendo apoio em diferentes áreas: campanhas para captação de doadores de sangue, plaquetas e medula óssea; fornecimento de suplementos, leite, cestas básicas e produtos de higiene; além de suporte psicológico, jurídico e eventos comemorativos. “Porque através da humanização salvamos vidas”, destaca Rosali.
A história da entidade também foi marcada por perdas que se transformaram em força para continuar. Uma das inspirações foi Valclécia, paciente que não resistiu à espera de um doador compatível. “Ela nos deixou a missão da HATMO. Antes de partir, pediu que buscássemos doadores para os amiguinhos dela. Foi esse pedido que nos fez lutar ainda mais por cada vida”, emociona-se Rosali.
Desde então, a organização se multiplicou em ações educativas e campanhas de conscientização em Natal e cidades do interior. Essa mobilização contribuiu para aumentar o número de doadores voluntários e ampliar as chances de cura de muitos pacientes. “Amar concretamente é fazer a diferença. Esse amor que salva vidas é transformador”, resume a fundadora.
Além do suporte material, a HATMO acolhe pacientes e acompanhantes em casas de apoio. Em 2019, inaugurou a Casa da HATMO (CDH) e, em 2025, ampliou o trabalho com a reabertura da Casa Vida. Nessas estruturas, chamadas de “casas de amor”, são oferecidos hospedagem, cestas básicas, leite em pó, suplementos como Ensure e itens de limpeza. “É maravilhoso poder dizer aos pacientes que eles não estão sozinhos nessa luta. Logo eles se sentem em família e muitos passam a me chamar de mãe ou tia do coração”, conta Rosali.
VOLUNTARIADO E DOAÇÕES
Trabalho se sustenta através de voluntários que passam por treinamentos para integrar os projetos da instituição e auxiliar pacientes – Foto: Reprodução
O trabalho também se sustenta na formação de voluntários. Novos colaboradores passam por treinamentos e se integram a projetos que valorizam o espírito de família dentro da instituição. “Sem as pessoas voluntárias e doadoras, a HATMO não conseguiria fazer a diferença num momento tão delicado da vida de cada paciente”, ressalta Rosali.
Para manter toda essa rede de apoio, a entidade depende de doações e do trabalho voluntário. Duas lojinhas solidárias, localizadas no hall do Hospital Rio Grande e na sede da HATMO, ajudam a arrecadar fundos revertidos diretamente para os custos de manutenção e auxílio aos pacientes. Ainda assim, a demanda é crescente. “Precisamos de muita ajuda para manter nossas duas casas de apoio funcionando e continuar entregando os insumos que nossos guerreiros precisam”, reforça a fundadora.
Os resultados, porém, mostram que o esforço vale a pena. A cada ano, mais pacientes alcançam a cura completa após o transplante de medula óssea, o que reforça o impacto do trabalho realizado. “Ver a vitória de cada guerreiro nos enche de esperança e nos mostra que estamos no caminho certo”, afirma Rosali Cortez.
Rosali também explica que qualquer pessoa pode participar como voluntário ou contribuir com doações presenciais e via Pix (CNPJ: 12.559.336.0001-78). Outras informações podem ser obtidas pelo WhatsApp (84) 98805-8496 ou através do Instagram da instituição. “Nosso compromisso é fazer o possível e o impossível para apoiar nossos guerreiros. Porque juntos, com amor, podemos salvar vidas”, conclui Rosali.
Enquanto ignora mais de mil mulheres que estão numa fila de espera por cirurgias ginecológicas, o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, esbanja recursos públicos com a realização de seguidos eventos. Somente a uma empresa que trabalha com montagem de estrutura para eventos, Allyson pagou mais de R$ 10 milhões apenas nos sete primeiros meses do ano de 2025.
De acordo com dados do Portal da Transparência da Prefeitura de Mossoró, entre janeiro e julho deste ano, a empresa Samucka Primeiro Mundo EIRELI recebeu R$ 10.079.098,48, de um total de R$ 16.672.018,00 empenhados no período, recursos mais que suficientes para realizar milhares de cirurgias e zerar a fila de espera composta por mulheres de todas as idades.
Conforme dados do Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS (SIGTAP), o Ministério da Saúde paga por R$ 907,93 por uma histerectomia total, a histerectomia subtotal sai por R$ 781,93 e a colpoperineoplastia anterior e posterior por R$ 472,43.
Pela tabela do Sistema Único de Saúde, o volume de recursos seria suficiente para fazer 11.101 cirurgias de histerectomia total, 12.890 cirurgias de histerectomia subtotal ou 21.334 cirurgias de colpoperineoplastia anterior e posterior.
No entanto, o Jornal Diário do RN apurou junto a um hospital particular de Mossoró que o Ministério da Saúde pode conceder um plus que triplica o valor pago por esses procedimentos cirúrgicos, como forma de incentivo aos hospitais. Mesmo assim, os mais de R$ 10 milhões pagos por Allyson seriam o bastante para 3.700 cirurgias de histerectomia total, 4.296 histerectomia subtotal ou 7.111 colpoperineoplastia anterior e posterior, com valores por procedimentos elevados pelo gatilho a R$ 2723,79, R$ 2345,94 e R$ 1417,29, respectivamente.
Nos 55 meses da gestão Allyson Bezerra, a empresa Samucka Primeiro Mundo EIRELI recebeu mais de R$ 42 milhões dos cofres públicos de Mossoró. E tem muito mais a receber.
De acordo com dados do Portal da Transparência da Prefeitura de Mossoró, a empresa conta com o valor de R$ 53.385.264,05 empenhado. Deste montante, R$ 46.285.216,55 foram liquidados, R$ 4.108.023,60 retidos e R$ 42.158.507,70 repassados pela Prefeitura de Mossoró. Em média, a Samucka Primeiro Mundo EIRELI empenhou quase R$ 1 milhão e recebeu mais de R$ 750 mil por mês em 56 meses incompletos da gestão Allyson Bezerra. E não vai parar por ai.
Na segunda-feira (18), foi publicado no Diário Oficial de Mossoró (DOM) a prorrogação de um dos muitos contratos da Samucka Primeiro Mundo EIRELI com a Prefeitura de Mossoró. Neste caso, um contrato de R$ 5.811.730,00 com a Secretaria Municipal de Cultura por um prazo de 12 meses.
Esse contrato foi assinado pela primeira vez em 19/07/2023 com o valor de R$ 4.695.980,00.
Antes de completar o primeiro ano, o contrato ganhou um aditivo de valor de 23,76%, em 13/06/2024, no valor de R$ 1.115.750,00, saltando para o valor total de R$ 5.811.730,00. Já com o montante de R$ 5.811.730,00, o contrato foi prorrogado pela primeira vez em 19/07/2024 e novamente na última segunda-feira (18).
Somente neste mês de agosto, a empresa empenhou mais de R$ 2 milhões de um contrato com a Secretaria Municipal de Agricultura e Desenvolvimento Rural, sendo R$ 1.611.467,00 pela “contratação de serviços de montagem e desmontagem de estruturas, com fornecimento de equipe de apoio, incluindo instalação, manutenção e operação de som e iluminação de palcos para realização e promoção de eventos para a 23° Festa do Bode” e R$ 598.400,00 pela “locação diária de pavilhão em estrutura de box truss Q30”.
Secretaria Municipal de Saúde dá resposta inconsistente e Ministério Público cobra informações mais detalhadas
…e mais de R$ 42 milhões em toda a gestão do prefeito Allyson Bezerra – Foto: Reprodução
A esperada e atrasada resposta da Secretaria Municipal de Saúde de Mossoró ao Ministério Público do Rio Grande do Norte no procedimento de Notícia de Fato instaurado para apurar a suspensão de cirurgias ginecológicas não respondeu nada.
A princípio, a secretária municipal de Saúde, Morgana Dantas, afirma que não houve suspensão dos procedimentos. “Ressaltamos que as demandas não foram suspensas, e estão sendo realizadas por um prestador SUS, devidamente credenciado. ”, disse, sem informar o prestador.
No entanto, na conclusão da resposta, a mesma Morgana informa que “Secretaria Municipal de Saúde sofreu modificações relevantes, de forma a retomar o compromisso de negociação com os prestadores SUS, incluindo a APAMIM, para a retomada dos procedimentos em questão”.
Diante da inconsistência da resposta, o Promotor de Justiça da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Mossoró/RN, Rodrigo Pessoa de Morais, emitiu um novo despacho, na última segunda-feira (18), com prazo improrrogável de 72 horas, para a Secretaria Municipal de Saúde informar a relação completa dos pacientes que se encontram na fila de espera para a realização de cirurgias eletivas e ginecológicas a Unidade Hospitalar responsável e a quantidade e o tipo de procedimentos cirúrgicos que são ofertados diariamente para cada especialidade mencionada.
A governadora Fátima Bezerra lança, nesta segunda-feira (25), às 11h30, a edição 2025 do Programa CNH Popular. A iniciativa garante a gratuidade completa para obtenção da primeira habilitação (categorias A ou B) ou mudança para categorias C, D ou E, incluindo exames, taxas e cursos teóricos e práticos.
O programa é voltado para pessoas de baixa renda inscritas no CadÚnico e em outros programas assistenciais, assegurando acesso integral ao processo de habilitação. Neste ano, serão disponibilizadas mil vagas, com investimento de R$ 1,67 milhão. As inscrições serão abertas no dia 26 de agosto, pelo site do Detran e pelo Portal de Serviços do Governo.
O lançamento acontece na Sala de Reuniões da Governadora, com participação da equipe do Detran e secretarias parceiras. A edição 2023 do programa registrou mais de 71 mil inscritos.
A operadora Humana Saúde acionou a Polícia para intervir em um protesto que reuniu mães de pacientes e profissionais da clínica Janela Lúdica. No local, que é referência no tratamento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), os policiais encontraram um cenário de tensão e revolta entre os familiares, pacientes e profissionais de saúde. A mobilização ocorreu no bairro de Lagoa Nova, na última quarta-feira (20), e foi motivada diante de cortes drásticos nos honorários dos profissionais e da interrupção de atendimentos, o que deixou famílias em situação de desespero. Vídeos que circulam na internet mostram a revolta de mães e pacientes no local.
Uma testemunha, que preferiu não se identificar, relatou que a mobilização surgiu diante da redução de 50% dos pagamentos aos profissionais, feita sem qualquer negociação prévia. “Essas mães estavam revoltadas porque durante muitos meses tentam consultas, têm dificuldades em função da alta demanda e ontem esse tratamento foi interrompido. Os profissionais não pararam por completo, mas houve uma paralisação parcial. As mães entenderam perfeitamente a reivindicação deles e acharam justas. Elas ficaram extremamente insatisfeitas com a atitude do plano de saúde”, afirmou.
Segundo a mesma fonte, a presença da polícia acirrou os ânimos. “O pior é que ninguém da operadora foi lá para conversar, dizer o que estava acontecendo ou mediar o assunto. Preferiram o caminho da polícia para coibir. Mas não era um caso de polícia. Se fosse, seria contra a operadora por negar atendimento e reduzir de forma abrupta o salário de profissionais dedicados”, criticou.
A dona de casa Camila Georg, mãe do Emerson Gerg, de 5 anos, uma criança autista, que precisa do atendimento, reforçou as denúncias contra o plano de saúde. “Descredenciaram clínicas e jogaram todas as crianças dentro da Janela Lúdica, sem ter condições de atender, sem profissionais suficientes. Estão pagando R$ 17 a hora trabalhada, menos 10%, ou seja, R$ 15,30.
Resumindo: nenhum profissional quis ficar. Eles estão saindo e avisando aos pais que estão se desvinculando da clínica. Nossos filhos vão ficar sem tratamento”, lamentou.
Ainda de acordo com Camila, a situação se agravou após mudanças na política da clínica. “Na sexta-feira houve uma reunião com os profissionais colocando as novas regras: se a criança faltar, mesmo com atestado médico, o profissional não recebe. E as mães, mesmo justificando, podem perder a vaga se houver três faltas. Isso é um absurdo. Ano passado a Humana foi adquirida pelo grupo Atenas, do Paraná, e aí começaram todos os problemas”, destacou.
A superlotação é outro ponto levantado pelas famílias. Antes, a clínica atendia cerca de 60 crianças. Hoje, já são aproximadamente 300, de acordo com os relatos. “Não bastasse a superlotação, a Humana fechou contrato para mandar mais crianças para cá. E ainda fazem terapia em grupo, colocando quatro ou cinco crianças em uma mesma sala, o que não é adequado. Não é isso que nossos filhos precisam”, criticou Camila.
Para os profissionais de saúde, a redução nos valores pagos e a falta de diálogo representam um golpe duro. Psicólogos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais relatam dificuldades para manter seus planejamentos financeiros. “Cada um tem seu cronograma de vida, e esses recursos já fazem parte do dia a dia. Retirar de forma abrupta impacta diretamente na vida das famílias dos profissionais também”, relatou a testemunha.
Diante do impasse, mães e profissionais organizaram um protesto para a próxima segunda-feira (25), às 14h, em frente ao supermercado Nordestão, na Av. Salgado Filho, em Natal. O ato busca chamar a atenção da sociedade e das autoridades para o que consideram um desrespeito grave à saúde e ao direito de crianças com autismo. “Nossos filhos não podem ficar sem tratamento. A Humana precisa ser responsabilizada”, concluiu Camila.
Marcira Jara Oliveira, de 40 anos, transformou uma dificuldade de saúde em um negócio que une talento, sensibilidade e propósito. Natural de Currais Novos, no Seridó Potiguar, e morando em Natal há 17 anos, ela descobriu no universo dos cosméticos naturais, da aromaterapia e da fitoterapia não apenas a solução para alergias causadas por produtos industrializados, mas também uma paixão que se tornaria marca registrada: criar sabonetes, perfumes e outros itens capazes de cuidar da pele, despertar emoções e respeitar o meio ambiente. “Tudo que passamos na pele, o corpo absorve, e isso também impacta nossa saúde. Por isso, cada produto é pensado para ser consciente e benéfico”, explica.
Assim nasceu a MD Essências, um ateliê sensorial que mistura ciência, natureza e arte. Nos sabonetes fitoterápicos, Marcira combina extratos como gérmen de trigo, babosa, camomila, lavanda e alecrim, criando fórmulas que vão muito além da limpeza: “Eles nutrem, tratam e equilibram, respeitando a natureza da pele”. Com o tempo, vieram novos desafios criativos, perfumes inspirados na sofisticação francesa e na intensidade vibracional da perfumaria árabe, águas de lençóis, sprays energéticos e até escalda-pés com óleos essenciais para relaxar corpo e mente, velas aromáticas.
A inspiração, conta ela, vem de grandes nomes da perfumaria mundial, como Olivier Polge e Francis Kurkdjian, e também da ancestralidade egípcia. “Cada aroma nasce de um diálogo entre técnica, emoção e história”, define. Sua mais nova criação é uma linha de perfumes egípcios, com notas resinosas, florais e amadeiradas, pensada para trabalhar emoções e até questões como autoestima, libido e reconexão com o eu interior. Nesses casos, Marcira faz um trabalho individualizado, criando fragrâncias sob medida para cada cliente.
Mesmo sem espaço comercial, a produção é feita em casa, seguindo padrões de higiene e segurança, a empreendedora mantém uma clientela fiel, conquistada pelo cuidado e pela experiência que seus produtos proporcionam. “Não vendo apenas um perfume ou sabonete, vendo um momento de bem-estar, algo que toque a vida da pessoa”, resume. Ela também se preocupa com a sustentabilidade, produzindo itens livres de chumbo e parabenos, e sempre que possível usando ingredientes de baixo impacto ambiental.
Atualmente supervisora em uma loja, formada em RH e estudante de Pedagogia, Marcira sonha em expandir a MD Essências para um espaço próprio, acolhedor e inspirador. “Quero que cada cliente se sinta único e que encontre algo que eleve sua identidade e autoestima”, afirma. Para quem deseja experimentar suas criações, o contato pode ser feito pelo Instagram @mdessencias_ ou pelo WhatsApp (84) 99704-2625. Afinal, como ela mesma gosta de dizer, “cada fragrância é um convite para viver o poder transformador da natureza em sua forma mais pura”.
As doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte no mundo, de acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). No Brasil, os números seguem preocupantes, mas especialistas reforçam que hábitos de vida saudáveis e acompanhamento médico podem reduzir os riscos.
“O primeiro ponto é entender que as doenças vasculares se dividem em dois grandes territórios: o arterial e o venoso”, explica o cirurgião vascular Márcio Villar, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional Rio Grande do Norte (SBACV-RN). “Nas artérias, os principais problemas são os aneurismas, a aterosclerose periférica e a estenose das carótidas, que pode levar ao AVC. Já nas veias, lidamos com varizes e trombose venosa profunda.”.
Segundo a OPAS, mais de três quartos das mortes por doenças cardiovasculares ocorrem em países de baixa e média renda, onde os fatores de risco como tabagismo, má alimentação, sedentarismo e consumo abusivo de álcool estão mais presentes. Villar reforça que a prevenção passa por escolhas simples. “Uma dieta equilibrada, com menos gordura, sal e açúcar, associada à prática regular de atividade física, é a chave para controlar pressão, colesterol e diabetes”, destaca.
Outro ponto de alerta é o tromboembolismo venoso, resultado da formação de coágulos, especialmente nos membros inferiores. “Quando surge um inchaço súbito em uma das pernas, sem explicação aparente, é sinal de perigo. Esse quadro precisa ser avaliado imediatamente por um angiologista ou cirurgião vascular”, alerta Villar.
Para identificar riscos antes que evoluam, exames de imagem são fundamentais. “O principal exame no consultório é a ultrassonografia dúplex. Pacientes acima dos 40 anos, principalmente após os 50, devem realizar ultrassonografia de carótidas, membros inferiores e aorta”, recomenda o especialista. “Esses exames são inofensivos e permitem diagnosticar precocemente doenças que podem levar a complicações graves.”
Entre essas complicações está o aneurisma de aorta, que, muitas vezes, não apresenta sintomas até a ruptura. “O aneurisma é uma dilatação silenciosa da artéria principal do corpo. Quando rompe, na maioria das vezes o paciente vai a óbito. Por isso, a prevenção é identificar precocemente e, se necessário, indicar a cirurgia antes da ruptura”, reforça Villar.
A OPAS também ressalta a importância de medidas coletivas, como políticas públicas de redução do sal em alimentos industrializados, promoção da atividade física e acesso facilitado a serviços de saúde. Villar afirma: “O check-up vascular deve ser rotina, assim como consultas de rotina em outras especialidades. Avaliar a circulação é vital para prevenir doenças e salvar vidas.”
Para o especialista, a mensagem final é clara: cuidar do coração e dos vasos não é apenas tratar quando o problema aparece, mas prevenir ao longo da vida. “É ter uma vida equilibrada. Dormir bem, controlar o estresse, manter o peso adequado, não fumar e procurar o médico regularmente. Prevenir é sempre o melhor caminho”, conclui Villar
Eugênio Bezerra é exemplo de transformação pessoal e da força que a educação tem para mudar trajetórias. Jornalista de formação desde o início dos anos 2000, iniciou sua carreira ainda na faculdade, atuando em assessorias de imprensa. Logo depois, passou por emissoras de televisão como repórter e apresentador, trabalhou em rádio e também em instituições públicas e empresas privadas. Sempre atuando na área da comunicação, construiu uma carreira sólida. No entanto, foi durante a pandemia que sua história tomou um novo rumo.
Com o isolamento social, vieram o tempo e o espaço para repensar a própria caminhada. Foi aí que ele decidiu voltar aos estudos, decisão que mudaria completamente sua perspectiva.
Concluiu o curso de Direito, foi aprovado no exame da OAB e, nesse processo, descobriu uma nova versão de si: disciplinado, determinado e com uma capacidade de foco que antes não explorava plenamente. O que antes era apenas desempenho escolar regular se transformou em um método de estudo consistente e focado.
Essa mudança de postura o levou ao universo dos concursos públicos. Há três anos, Eugênio mergulhou nessa jornada, encarando os desafios iniciais com frustração, mas sem desistir.
Aprendeu com os erros, aprimorou técnicas, adaptou rotinas e desenvolveu uma estratégia eficiente baseada na constância dos estudos, revisões inteligentes e resolução de muitas questões, mais de 20 mil, apenas no aplicativo do QConcursos. “Concurso é resistência. É melhor estudar um pouco todos os dias do que muito em um único dia e nunca mais retomar aquele conteúdo”, reflete.
A dedicação trouxe resultados. Após algumas aprovações em cadastro de reserva e boas colocações, em 2025, Eugênio conquistou o 1º lugar para o cargo de Jornalista na sede da EBSERH, em Brasília. Um marco de superação que exigiu renúncias: menos festas, menos vida social e muito foco.
A história de Eugênio Bezerra é uma lição de resiliência, planejamento e fé no poder da transformação pessoal. Num país onde a estabilidade no serviço público é um sonho de milhões, sua trajetória mostra que, mais do que talento, é preciso método, constância e coragem para não desistir. “Quem não desiste, passa”, diz o concurseiro aprovado.
Aprovação em concursos
EBSERH (DF) – Jornalista – 1º lugar
MPU (2025) – Analista em Comunicação Social –
CNU 2024 – Aprovado em 14 cargos distintos
TJRN 2023 – Técnico Judiciário
TRF5, TRE Unificado, TRT Ceará, TRT2-SP, STM, Sesap, entre outros. Até o final de 2025, ainda prestará o Concurso Nacional Unificado de 2025 – Bloco 5 e o TJPE, encerrando esse ciclo com esperança de estar convocado e empossado em um dos cargos já conquistados.
O presidente do Conselho de Saúde do Rio Grande do Norte, Francisco Canindé dos Santos, faleceu neste domingo (17), quatro dias após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico durante uma audiência pública na Assembleia Legislativa do RN, em Natal.
O episódio ocorreu na quarta-feira (13), durante uma sessão da Comissão de Finanças e Fiscalização, que estava sendo transmitida ao vivo. Canindé foi imediatamente levado ao Hospital Walfredo Gurgel, onde permaneceu internado até o falecimento.
A Arquidiocese de Natal emitiu uma nota de pesar destacando a trajetória de Canindé, que durante muitos anos trabalhou na Pastoral da Criança. Mesmo enfrentando sérios problemas de saúde — era paciente renal crônico, perdeu quase 100% da visão devido à diabetes e fazia hemodiálise regularmente —, ele manteve seu compromisso com os mais necessitados.
Atualmente, Canindé presidia o Conselho Estadual de Saúde, representando a Pastoral da Criança.
Leia a nota da Arquidiocese de Natal na íntegra:
NOTA DE PESAR
A Arquidiocese de Natal recebeu, com pesar, a notícia do falecimento do senhor Francisco Canindé dos Santos, ocorrido da manhã deste domingo, 15, no Hospital Walfredo Gurgel, onde estava internado desde a última quarta-feira, 13, em decorrência de um Acidente Vascular Cerebral. Por vários anos, Canindé trabalhou na Arquidiocese de Natal, atuando mais diretamente na Pastoral da Criança.
Ele era paciente renal crônico, e, como consequência da diabetes, perdeu quase 100% da visão. Mesmo enfrentando esses problemas de saúde, inclusive se submetendo à hemodiálise algumas vezes por semana, Canindé nunca deixou de lutar em prol dos menos favorecidos. Atualmente, presidia o Conselho Estadual de Saúde, no qual representava a Pastoral da Criança.
Na última quarta-feira, enquanto participava de uma audiência pública, na Assembleia Legislativa do RN, representando o Conselho, sofreu um AVC hemorrágico, sendo conduzido imediatamente ao Hospital Walfredo Gurgel.
Que o Senhor Deus acolha este seu filho com misericórdia na Eternidade e conceda paz e consolação à esposa, filhos, demais familiares e amigos.
MPB, samba, Bossa Nova. A cantora potiguar Roberta Sá passeia por diversos gêneros musicais há 20 anos e celebra a consagração da carreira trazendo para a sua terra natal a turnê “Tudo Que Cantei Sou” com um repertório especial. A artista pretende revisitar canções que marcaram sua carreira e emocionar o público no Teatro Riachuelo, na noite desta sexta-feira (15). Nascida em Natal, erradicada no Rio de Janeiro, Roberta Sá foi descoberta nacionalmente em um reality show da Rede GIobo e na discografia carrega seis álbuns de estúdio, e dois CD/DVD ao vivo. Em 2007, Roberta Sá foi indicada ao Grammy Latino na categoria de “Artista Revelação”. Em entrevista ao Diário do RN, a dona de sucessos como “Fogo e Gasolina”, “Que Belo Estranho Dia Para Se Ter Alegria”, “Quando o Canto é Reza” e “Segunda Pele” contou detalhes do show e também falou sobre empoderamento feminino, a importância da arte nas transformações sociais, política e sua visão sobre o atual cenário no Brasil, revelando que “como artista e cidadã, fico apavorada (com quem defende a ditadura). Não apenas pelas ideias em si, mas pelo sucesso da lavagem cerebral que está sendo feita”. Confira:
“Sinto medo do futuro, porque a semente plantada pela extrema-direita ainda está crescendo”
Diário: Fala um pouco sobre a turnê ‘Tudo que Cantei Sou’ Roberta Sá: “Tudo Que Cantei Sou” é a turnê de um show intimista que revisita 20 anos de carreira. Canto músicas que ainda fazem muito sentido para mim, numa relação com o público marcada por cumplicidade, afeto e muita emoção.
Diário: Entre os destaques do show está um bloco dedicado à produção musical feminina. Qual a importância da arte para o fortalecimento do movimento feminino na música e em outras áreas da sociedade? Roberta Sá: A arte é o que salva a gente e o que nos impulsiona para frente. Se pensarmos que Dona Ivone Lara não podia assinar seus próprios sambas e enredos, e hoje temos mulheres falando abertamente sobre seus sentimentos, suas dores, seus questionamentos e violências, vemos o quanto evoluímos. A arte é essencial nesse processo de transformação.
Diário: Qual a música que o público pede e não pode faltar no show? Roberta Sá: Não pode faltar ‘Samba de Um Minuto’. É uma canção que o público ama, que não está no roteiro principal, mas está sempre no bis, porque não tem como não estar.
Diário: Roberta Sá, como você enxerga o atual cenário político do RN, Brasil? Roberta Sá: Fico entusiasmada com a possibilidade de voltarmos ao trilho democrático na política. Mas também sinto medo do futuro, porque a semente plantada pela extrema-direita ainda está crescendo. Isso me preocupa profundamente. Por isso, acredito que o Brasil precisa manter uma relação firme e vigilante com a democracia. Esse crescimento da extrema-direita é realmente preocupante.
Diário: Como artista, qual o sentimento ao ver alguém defendendo a ditadura? Roberta Sá: Como artista e cidadã, fico apavorada. Não apenas pelas ideias em si, mas pelo sucesso da lavagem cerebral que está sendo feita. Ninguém pode desejar a volta de algo tão cruel, que matou e torturou tanta gente, e feriu de forma tão grave a nossa liberdade.
Diário: Roberta Sá por Roberta Sá? Roberta Sá: Roberta Sá é uma mulher em constante transformação, que caminha para afirmar, para si mesma, a potência que sempre soube existir desde a infância.
Diário: Deixa um convite para as pessoas irem ao show. Roberta Sá: Quero convidar todo mundo de Natal para esse encontro lindo e mágico, que enche meu coração de alegria. Um show com um repertório que emociona, faz pensar, traz esperança e nos toca profundamente. Espero vocês para dividirmos tudo isso juntos.
Uma reunião realizada nesta quinta-feira (14) pelo diretório estadual do Partido Verde no Rio Grande do Norte resultou na mudança de comando da sigla. O professor e superintendente do Ibama no estado, Rivaldo Fernandes, volta à presidência, substituindo Milklei Leite, que passa a ocupar uma das quatro vice-presidências ao lado dos deputados estaduais Eudiane Macedo, Hermano Morais e Vivaldo Costa. O acordo, considerado um consenso interno, contou com a participação do vice-presidente nacional do PV, Dennis Soares, e foi articulado após uma crise provocada por uma eleição interna feita há cerca de 40 dias, por Milklei Leite para sua própria recondução, sem a convocação dos deputados estaduais, o que levou Eudiane e Hermano a solicitarem à direção nacional a anulação do pleito. Segundo Rivaldo, em conversa com o Diário do RN, a recomposição da direção visa pacificar e reorganizar o partido. “Foi consenso. Milklei foi para a vice, os três deputados também vice, porque a gente pode ter quatro vices, e eu na presidência. Zeramos tudo. A partir de agora temos conciliação entre os deputados e Milklei”, disse. Com 30 anos de filiação ao PV, Rivaldo explicou que a nova direção é provisória e ficará no comando até abril de 2026, quando será realizada nova eleição. Ele afirmou que o foco imediato é montar as nominatas para as eleições do próximo ano e garantir equilíbrio interno. Thabatta Pimenta e Jean-Paul Prates já foram convidados pelo partido para participar da nova fase do partido. “Vamos fazer uma direção equitativa. Os deputados têm um número igual de indicados e eu também. Acabamos com o presidencialismo e fomos para o parlamentarismo. Já convidamos a vereadora Thabatta Pimenta, que está estudando o convite, e o ex-presidente da Petrobras, Jean-Paul Prates. O foco é reconstruir o partido”, declarou. A deputada Eudiane Macedo reforçou que o próprio Milklei reconheceu erros na condução da eleição anterior, o que facilitou o acordo. “Ele reconheceu isso. Então, eu acho que por ele entender, por ele ter esse entendimento, a gente montou a comissão provisória e vamos organizar”, afirmou a deputada à reportagem do Diário do RN. “A gente consegue ter diálogo com Rivaldo. Montamos a comissão provisória e vamos organizar para, antes da abertura da janela partidária, fazermos a reunião e eleger o diretório definitivo. Vamos reestruturar o partido e manter o diálogo. Lá na frente, qualquer um poderá colocar o nome para disputar: eu, Hermano, Rivaldo ou até o próprio Milklei. Ganha quem tiver voto”, disse Eudiane. Diante do novo cenário, a parlamentar descartou a saída do PV e disse que seu desgaste era exclusivamente com a condução anterior da presidência. “Do jeito que está, não saio. A minha chateação era relacionada ao presidente, ao desgaste com Milklei, mas já resolvi, fiz as pazes”, concluiu. Após a reunião interna, parte da direção seguiu para a Governadoria, onde se encontrou com representantes do Executivo estadual. A reportagem tentou contato com Milklei Leite, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), por meio da Promotoria da Saúde, está investigando a gestão do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, por negar cirurgias ginecológicas a centenas de mulheres.
Um Procedimento de Notícia de Fato foi instaurado após a denúncia do Conselheiro Municipal de Saúde de Mossoró, Luiz Avelino da Silva, apontando a suspensão das cirurgias e uma fila de espera com mais de mil mulheres.
Em entrevista exclusiva ao Jornal Diário do RN nesta quarta-feira (13), o Promotor de Justiça da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Mossoró/RN, Rodrigo Pessoa de Morais, informou que a Secretaria Municipal de Saúde de Mossoró não prestou esclarecimentos dentro do prazo de cinco dias úteis após ser oficiada, sendo o ofício reiterado para um novo prazo que está transcorrendo.
Segundo o Promotor, caso as informações solicitadas não sejam encaminhadas, a Promotoria vai adotar as medidas legais, entre as possibilidades está um mandado de busca e apreensão contra a Secretaria Municipal de Saúde de Mossoró. “São várias medidas de forma que a gente tenha as observações e as informações no tocante à fila e aos procedimentos que precisam ser realizados.”, declarou, reforçando que, “na verdade, a Secretaria já deveria ter respondido o primeiro (ofício)”.
De acordo com a denúncia de Luiz Avelino da Silva, as cirurgias foram suspensas por falta de pagamento ao Hospital Maternidade Almeida Castro, da Associação de Assistência e Proteção à Maternidade e Infância de Mossoró (Apamim).
A inadimplência da gestão Allyson Bezerra contrasta com gastos de milhões de reais dos cofres da Prefeitura de Mossoró com seguidos eventos nos meses de junho, julho e agosto de 2025. O descaso com a saúde das mossoroenses pode ser comprovado também com o desperdício de recursos destinados pelo Governo Federal justamente para a realização de cirurgias eletivas.
Segundo a vereadora Marleide Cunha, a gestão Allyson está deixando de utilizar recursos do Programa Agora Tem Especialistas – Componente Cirurgias – e já perdeu parte do valor pactuado.
Dos R$ 441.501,00 previstos, R$ 115.813,48 já foram repactuados para os municípios de Serra do Mel e Areia Branca.
A parlamentar acrescentou que o plano aprovado para Mossoró previa a realização de 281 procedimentos no Hospital Maternidade Almeida Castro, incluindo histerectomias, colecistectomias, hernioplastias, miomectomias, laqueaduras, hemorroidectomias, entre outros. No entanto, nenhuma cirurgia foi realizada até o momento. “Gente, nós estamos perdendo recursos, as mulheres estão necessitando das cirurgias, correndo o risco de morte e Mossoró sem utilizar os recursos que vêm do Governo Federal.”, denunciou Marleide.
A Reportagem do Jornal Diário do RN entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde de Mossoró solicitando um posicionamento sobre o não envio de informações ao MPRN, mas não recebeu resposta até o fechamento desta edição.
Apesar da crise, Allyson não demite ninguém ao trocar cúpula da Saúde de Mossoró
Almir Mariano não foi demitido, apenas trocou de secretaria – Foto: Reprodução
A crise na saúde pública de Mossoró fez o prefeito Allyson Bezerra trocar toda a cúpula da Secretaria Municipal de Saúde. Mas não houve demissão, apenas realocação de cargos. O agora ex-secretário municipal de Saúde, Almir Mariano, foi retribuído pelo desempenho com uma nova Secretaria. Ele agora é o titular da Secretaria Municipal de Programas e Projetos Estratégicos. Quem reassumiu a Saúde foi Morgana Dantas, que havia sido substituída justamente por Mariano, e ocupava, até então, o cargo de secretária-adjunta da Secretaria Municipal de Assistência Social, Cidadania e Juventude. Os demais integrantes da cúpula da Saúde também foram realocados. Francisco Caio Bezerra de Queiroz deixou o cargo de Diretor Executivo de Planejamento e Gestão da Saúde e foi nomeado Diretor Executivo de Projetos de Engenharia e Infraestrutura Urbana. Rayssa Lorena de Carvalho Costa deixou a diretoria Financeira da Saúde para se tornar assessora técnica na Secretaria Municipal de Administração. Eduardo Medeiros Borges permaneceu no cargo de Chefe de Gabinete, trocando apenas a Saúde pela Secretaria Municipal de Programas e Projetos Estratégicos, acompanhando Mariano.
A psicóloga Daniela Bezerra Rodrigues, de 50 anos, militante dos direitos humanos e pesquisadora do sistema socioeducativo no Rio Grande do Norte, faleceu na manhã desta quarta-feira (13), em Natal (RN), em decorrência de problemas cardiorrespiratórios. Nos últimos meses, Daniela vinha enfrentando complicações de saúde como problemas no funcionamento da medula e precisando de reposição de sangue.
Sua atuação foi marcada pela defesa de crianças, adolescentes e populações vulneráveis, sendo reconhecida por diversas entidades do Estado. A Fundação de Atendimento Socioeducativo (Fundase/RN) divulgou nota lamentando a perda e destacando a trajetória da psicóloga. Daniela foi coordenadora estadual do Programa Fazendo Justiça (PNUD/ONU), presidiu o Conselho Regional de Psicologia do RN (CRP-RN) e integrou o Comitê de Prevenção e Combate à Tortura, além do Observatório da População Infantojuvenil em Contextos de Violência (Obijuv/UFRN).
“Que a memória de Daniela, marcada pelo compromisso com a justiça e a dignidade humana, siga inspirando a todos”, afirmou a entidade.
O Conselho Estadual de Direitos Humanos e Cidadania (COEDHUCI/RN) também manifestou pesar, ressaltando que Daniela foi “defensora incansável das juventudes e dos direitos de crianças e adolescentes”. Em nota, foi destacado o seu compromisso ético, sensibilidade e firmeza na luta pelos mais vulneráveis. “Sua trajetória permanecerá como referência para este Conselho e para toda a sociedade potiguar”, declarou.
Nas redes sociais, a morte de Daniela repercutiu entre autoridades e movimentos sociais. A deputada federal Natália Bonavides publicou uma homenagem, enaltecendo o legado da psicóloga: “Daniela sempre esteve ao lado das lutas por direitos humanos. Sua ausência será sentida, mas sua história seguirá viva nas batalhas que ela ajudou a construir”.
O velório aconteceu em Natal, na tarde de quarta, seguido pela cremação, como era vontade dela.
A Prefeitura do Natal recebeu, no último dia 25 de julho, no Palácio Felipe Camarão, a cessão de 10 hectares de uma área estratégica do Exército Brasileiro, localizada às margens da Avenida Engenheiro Roberto Freire. O espaço será destinado à criação do Parque Linear de Natal, um projeto que pretende conciliar conservação ambiental, lazer público e valorização turística na capital potiguar.
A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Prefeitura do Natal, o Exército e o mandato do senador Styvenson Valentim, que articulou apoio político e institucional ao projeto.
Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Thiago Mesquita, a área concedida faz parte do entorno do Parque das Dunas, unidade de conservação estadual. Ainda assim, o secretário argumenta que o trecho cedido está altamente antropizado — ou seja, já sofreu significativa modificação humana.
“É uma área impactada há anos. Já foi usada para treinamento militar, tem áreas asfaltadas e foi até pista de aeromodelismo. Ela sofre o chamado efeito de borda da Avenida Roberto Freire, uma das vias mais movimentadas da capital”, afirmou Mesquita.
A ideia do Parque Linear prevê manutenção de todas as espécies arbóreas existentes na região, além do compromisso de dobrar a quantidade de árvores no local, utilizando vegetação nativa da Mata Atlântica em um projeto de paisagismo e reflorestamento, incluindo áreas de lazer, educação ambiental e acesso público qualificado.
“Se houver necessidade de suprimir alguma árvore, plantaremos pelo menos o dobro. Nossa proposta é ampliar o verde, criar espaços de educação e percepção ambiental, e oferecer à população um novo espaço de lazer, qualidade de vida e contato com a natureza. Nossa intenção é transformar uma área degradada em um novo espaço de conservação, lazer e educação ambiental. Nada de prédios ou uso comercial”, reforçou.
Próximos passos: licenciamento e estudos técnicos Em entrevista ao Diário do RN, o titular da Semurb detalhou que os estudos de impacto ambiental e o processo de licenciamento ambiental serão conduzidos a partir de agora, já com a cessão oficializada.
“É justamente para isso que serve o licenciamento ambiental. É nessa fase que se exigem os estudos técnicos, sociais, econômicos e ambientais. O licenciamento é o instrumento legal que define o que deve ser analisado e quando. Não faz sentido elaborar estudos antes de ter a posse legal da área. Só agora, com a área oficialmente concedida, podemos dar início aos projetos”, explicou Mesquita.
Ele reforçou ainda que todos os estudos exigidos pelo órgão ambiental serão cumpridos e, se necessário, haverá audiências públicas para apresentação à sociedade.
“Serão avaliados impactos positivos e negativos na fauna, flora, solo, geologia, paisagem e sociedade. Estamos comprometidos com um processo transparente e técnico, em parceria com os órgãos responsáveis. Agora sim, temos as condições legais para dar esse passo com segurança “, pontuou.
Por que o Idema não foi consultado antes? Segundo o secretário, o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA) não foi inicialmente comunicado por uma razão prática e legal: a área ainda não havia sido oficialmente cedida pela União ao município.
“Não havia lógica em comunicar o IDEMA enquanto a cessão ainda estava em negociação. Não se discute um projeto em uma área que ainda não pertence ao município”, disse Mesquita.
“Somente após o Exército dar o parecer favorável e formalizar a cessão do uso, liguei pessoalmente para a presidente do Conselho Gestor do Parque das Dunas convidando-a para a cerimônia de assinatura. Ela justificou ausência por estar em outro evento. A partir de agora, sim, iniciaremos oficialmente o diálogo com o Conselho para amadurecimento do projeto”, completou.
O Agosto Lilás é uma campanha nacional de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher. A programação em Natal foi lançada nesta quarta-feira (06), com uma cerimônia realizada no Salão Nobre do Palácio Felipe Camarão. Coordenada pela Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (Semul), a iniciativa prevê, ao longo do mês, uma série de ações de formação, mobilização social, atividades culturais e articulação da rede de atendimento — com destaque para a realização do 4º Fórum da Rede de Atendimento à Mulher Vítima de Violência de Natal. Este ano, o evento tem como tema “Denunciar é um direito. Acolher é um dever de todos”, reforçando a importância do engajamento coletivo no combate à violência de gênero.
Durante o lançamento, o prefeito Paulinho Freire destacou a atuação permanente da gestão municipal no enfrentamento contínuo à violência contra a mulher. “Essa é uma causa que exige nosso compromisso permanente. A nossa gestão tem ampliado suas ações para além do mês de agosto, com campanhas de conscientização e fortalecimento da rede de apoio. Casos como o de Juliana, que chocaram a cidade recentemente, mostram que precisamos continuar atuando com firmeza na prevenção e no acolhimento. Nada justifica a violência, e é dever de todos garantir que as vítimas tenham acesso à denúncia e ao suporte necessário”, afirmou.
Em sua fala, o prefeito também destacou os equipamentos públicos disponíveis no município para oferecer acolhimento às mulheres em situação de risco: “Em Natal, contamos com estruturas como o Centro de Referência Elizabeth Nasser, a Patrulha Maria da Penha e a Casa Abrigo Clara Camarão, que oferecem atendimento gratuito, sigiloso e humanizado. Esses equipamentos são fundamentais para garantir que nenhuma mulher esteja sozinha diante da violência. ”
A secretária da Semul, Andrea Dias, destacou o papel central da campanha e o olhar atento da Prefeitura com a vida das mulheres: “Agosto é um mês de mobilização nacional, que marca os 19 anos da Lei Maria da Penha e destaca o enfrentamento à violência contra as mulheres. Sob a liderança sensível e comprometida do prefeito Paulinho Freire, Natal tem avançado com seriedade na estruturação das políticas públicas para as mulheres. ”
A vice-prefeita Joanna Guerra ressaltou a importância de garantir a presença feminina nos espaços de poder como forma de transformação social: “Como vice-prefeita, sinto a responsabilidade de abrir caminhos para que outras mulheres possam ocupar espaços de liderança, com voz ativa e participação real. Não há democracia plena sem igualdade de gênero.
Uma sociedade só é verdadeiramente livre quando as mulheres têm autonomia para viver, decidir e liderar. ”
Representando a Associação de Moda Potiguar, Débora Souza falou sobre a necessidade de manter acesa a chama da conscientização durante todo o ano: “A luta contra a violência não se limita ao mês de agosto, ela precisa acontecer o ano inteiro. Casos como os de Juliana, Anália e Zaira mostram que essa realidade ainda persiste e que não podemos deixar essa chama se apagar. ”
Compondo a frente de honra do evento, também estiveram presentes a vereadora e presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Mulher, Brisa Bracchi; a deputada estadual Cristiane Dantas, da Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa; a doutora Fátima Soares, representando o Tribunal de Justiça; e a vereadora licenciada e atual secretária municipal da Semtas, Nina Souza.
Câmara Cascudo, maior cajueiro do mundo, bordados do Seridó, camarão, sal. Nesta quinta-feira, 7 de agosto, o Rio Grande do Norte celebra 524 anos com muitas referências, histórias para contar e também muitos desafios. “Uma multiplicidade muito grande de atividades. É um estado em termos territoriais relativamente pequeno, mas grande na diversidade de riquezas. Um ponto geográfico importante, no contexto do mapa do Brasil e da América do Sul”, afirmou Alberto Cortez, integrante do quadro diretivo do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte.
Bordados e artesanato fazem parte da tradição e cultura potiguar – Foto: ReproduçãoHistoriador Câmara Cascudo – Foto: ReproduçãoCajueiro de Pirangi, o maior do mundo, também é um símbolo do RN – Foto: Reprodução
O profissional está há anos no órgão que é responsável por zelar coleções museológicas, documentais e bibliográficas referentes à história e cultura do estado, “historicamente (RN) começou com a cana de açúcar, em seguida, o adentramento nas terras interiores, que eu destacaria aqui pelo mérito, o Seridó Potiguar”. A região possui características culturais e geográficas únicas se comparadas a outras sendo bastante procurada pelo turismo gastronômico, de eventos, esportes, além de ser reconhecida pela Unesco fazendo parte do Geoparque Seridó, que se refere às potencialidades geológicas. “Diz-se até que existe uma cultura do Seridó. A pecuária, por exemplo, foi importantíssima no desenvolvimento, não só do território norte-rio-grandense, mas como também foi uma atividade que deu suporte significativo à zona canavieira, de produção de cana de açúcar”, explicou.
“Nós ainda hoje somos os grandes produtores de camarão e sal do Brasil. E temos Macau, aquela maravilha de cidade, e Areia Branca, que se destacam como produtores de sal. E em pontos diversos do interior do estado, você vê a ocorrência de minerais. Currais Novos, por exemplo, com a extração do ouro e scheelita”, detalhou. Para ele, o Rio Grande do Norte tem amplas possibilidades de se destacar no atual cenário socioeconômico nacional e internacional. “temos boas escolas, e escola é fundamental para isso”.
Ele finalizou destacando as potencialidades como a energia solar e eólica. “Nós temos que acreditar que o estado, dentro de mais alguns anos, será mais próspero, desenvolvido. O Rio Grande do Norte merece ser feliz.”
Porquê 7 de agosto? A data, aprovada no dia 30 de maio de 2000, estabelecida pela Lei estadual 7.831, remete ao dia em que o Marco de Touros, símbolo da colonização portuguesa, foi implantado no Rio Grande do Norte, em 7 de agosto de 1501, segundo explicam os historiadores, o que coloca o estado como o primeiro ponto efetivo de colonização portuguesa, uma vez que o marco em Porto Seguro só teria sido colocado aproximadamente dois anos depois.
História e números A história potiguar remonta à ocupação indígena pré-colonial, seguida por invasões estrangeiras, principalmente de franceses e holandeses. Tornou-se capitania em 1535, província em 1822 com a independência do Brasil, e estado em 1889 com a proclamação da república. Sua posição geográfica estratégica — o ponto mais próximo da Europa e da África no continente sul-americano — lhe confere relevância geopolítica e econômica. O litoral de aproximadamente 400 km atrai turismo e investimentos, enquanto a produção de sal, concentrada no semiárido do litoral norte, representa mais de 95% da produção nacional. Na bandeira do Brasil, o RN é simbolizado pela estrela Shaula, da constelação de Escorpião.
O Rio Grande do Norte, está localizado no extremo nordeste do Brasil, e é um dos 27 estados da federação, com área de 52.809,6 km², pouco maior que a Costa Rica e dividido em 167 municípios. Faz fronteira com o Oceano Atlântico ao norte e leste, a Paraíba ao sul e o Ceará a oeste. Com população superior a 3,3 milhões de habitantes, destaca-se na Região Nordeste por possuir o segundo melhor IDH, a maior renda per capita e a melhor expectativa de vida do Norte-Nordeste, com média de 76 anos.