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SEBRAE APRESENTA SOLUÇÕES EM ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E IA PARA PREFEITOS DA GRANDE NATAL

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Prefeitos, vice-prefeitos, secretários e agentes de desenvolvimento da Região Metropolitana de Natal participaram, na manhã desta segunda-feira (17), de um encontro com a diretoria e o presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae-RN. Realizado na sede da Agência Sebrae Grande Natal, o evento teve como objetivo apresentar aos gestores municipais oportunidades de parceria com a instituição para estimular o crescimento dos negócios locais.

A iniciativa integra uma agenda estratégica do Sebrae-RN em todo o estado, com encontros já realizados nas regiões do Trairi, Agreste e Seridó Oriental. Com a eleição de novos prefeitos e a renovação de alguns mandatos, o Sebrae busca fortalecer a aproximação com as prefeituras para apoiar diretamente os cidadãos que desejam empreender.

O evento contou com a participação do presidente do Conselho Deliberativo Estadual, Itamar Manso; do superintendente do Sebrae-RN, Zeca Melo; do diretor técnico, João Hélio Cavalcanti; e do diretor de operações, Marcelo Toscano, além da equipe do Sebrae-RN e dos representantes municipais.

As reuniões têm como foco apresentar aos gestores públicos soluções que o Sebrae oferece para fortalecer a administração municipal, incluindo projetos da Agência Sebrae na região, iniciativas para aprimorar a gestão pública e ferramentas de inteligência artificial desenvolvidas pelo IALab, hub de inteligência artificial do Sebrae-RN.

“O Sebrae-RN tem como missão impulsionar o desenvolvimento dos pequenos negócios e, consequentemente, fortalecer a economia dos municípios. Nossa iniciativa de aproximação com os prefeitos da Grande Natal, apresentando ações que possam contribuir com a gestão, reforça esse compromisso, criando um canal direto para oferecer soluções, programas e oportunidades capazes de transformar a realidade local”, afirmou Zeca Melo, superintendente do Sebrae-RN, na abertura do evento.

Entre as iniciativas apresentadas, destacam-se o papel estratégico das Salas do Empreendedor como ponto de apoio para a formalização e o crescimento dos pequenos negócios, além de projetos voltados à gestão pública, como o Cidade Empreendedora, o Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora e o Sebrae Pro Catadores.

De acordo com Cátia Lopes, gerente da Unidade de Políticas Públicas, o programa Cidade Empreendedora, objetiva transformar a gestão municipal por meio do incentivo ao empreendedorismo. Em 2024, o projeto atendeu 50 municípios e impactando 20 mil pessoas com treinamentos e ações voltadas ao desenvolvimento local.

Outro tema de destaque foi a oportunidade de capacitação gratuita em inteligência artificial para servidores municipais e agentes de desenvolvimento. Também foram apresentadas soluções tecnológicas como o Engajaí, chatbot de IA que opera no WhatsApp para auxiliar a gestão pública na identificação de problemas que impactam a população, e o Datalab, estrutura voltada à análise de dados e apoio à tomada de decisão das prefeituras.


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NÚMERO DE POTIGUARES DESALENTADOS EM 2024 CAIU 37%, SEGUNDO O IBGE

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O número de potiguares que havia desistido de procurar emprego – a chamada “população desalentada” – caiu quase 37% em dezembro do ano passado, na comparação com o mesmo período de 2023. É o que mostram os números da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio (PNAD) Trimestral, divulgada na sexta-feira (14) pelo IBGE e analisados pela Fecomércio RN. Em 2024, apenas 75 mil pessoas estavam nesta situação no Rio Grande do Norte, enquanto no ano anterior, o número era cerca de 119 mil.

Porém, a volta dessas pessoas ao mercado de trabalho contribuiu para o aumento da taxa de desemprego, uma vez que impacta diretamente no cálculo do indicador. Segundo o levantamento, o Rio Grande do Norte encerrou o ano de 2024 em 8,5%, registrando um leve aumento de 0,2 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2023.

Outro dado relevante aponta que o número de pessoas ocupadas no estado cresceu significativamente, passando de 1,38 milhão no final de 2023 para 1,46 milhão em dezembro de 2024, um acréscimo de 79 mil pessoas. Ainda assim, o crescimento da força de trabalho disponível manteve a taxa de desemprego praticamente estável.

O presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, avalia que o cenário reflete um movimento natural do mercado de trabalho. “A desaceleração na queda do desemprego ocorre quando há um aumento na oferta de trabalho, pois as pessoas que haviam desistido de procurar uma vaga voltam a buscar oportunidades, o que impacta o cálculo da taxa”, explica.

No aspecto da renda, o trabalhador potiguar registrou um ganho médio de R$ 2.594 em 2024, um crescimento de apenas 1,17% em relação ao ano anterior, valor abaixo da inflação acumulada de 4,83% no período, conforme o IPCA.

Cenário Nacional
Em âmbito nacional, a taxa de desemprego foi de 6,2%, a menor para o quarto trimestre desde o início da série histórica em 2012, representando uma queda de 1,2 ponto percentual em relação ao ano anterior. A renda média nacional ficou em R$ 3.315, com um aumento de 4,31% em relação a dezembro de 2023.


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AUMENTO DE TAXAS DE JUROS APONTAM PARA MAIOR RISCO DE ENDIVIDAMENTO

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O volume de endividados no Brasil teve queda em janeiro, mas a percepção de endividamento aumentou, e a expectativa é de que a inadimplência volte a subir, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Esse quadro é um alerta para um maior cuidado com as finanças pessoais, que costumam ter uma maior sobrecarga nos primeiros meses do ano.

O economista Ricardo Valério, presidente do Conselho Regional de Economia do Rio Grande do Norte (Corecon-RN), destaca que a recente queda no endividamento se deu por conta de programas governamentais e pelas campanhas do Serasa, e reforça que não deve continuar acontecendo devido à elevação das taxas de juros.

“De fato, por dois meses sucessivos a taxa do endividamento no Brasil, medido pela CNC, vem tendo quedas, ainda suaves. (…) Isso ocorreu pelo Programas do governo federal e pelas campanhas do Serasa Limpa Nome, que deram descontos expressivos nas dívidas dos endividados”, disse. “Mas infelizmente, a tendência para os próximos meses será de crescimento da inadimplência em função do aumento dos juros”, completou o especialista.

Ricardo ressalta o aumento da Selic, a taxa básica de juros da economia, que influencia outras taxas de juros do país, como as de empréstimos, financiamentos e aplicações financeiras. “Hoje, já está nos 13,25%, e a caminho de, em 19 de março, ser reajustada em 1% a mais, indo para os 14,25%. Os níveis mais altos dos últimos anos”.

Em um momento de desequilíbrio das contas de casa, e diante de cenários como esse, o planejamento financeiro se torna ainda mais importante. O gestor do Corecon-RN ressalta a medida como a única saída controlar a situação. “Planejamento financeiro, nada mais é do que colocar receitas de um lado, despesas do outro e confrontar para fazer um orçamento dentro daquilo que você recebe”, explicou.

“Somente se fazendo um planejamento financeiro, estabelecendo um orçamento dentro da realidade de cada pessoa ou da renda familiar, podemos alcançar o equilíbrio financeiro. Se não temos o domínio pleno para onde estão indo os nossos rendimentos e como estamos gastando, não saberemos o que é prioritário em nossas finanças e onde podemos cortar para estabelecer com disciplina os nossos limites”, afirmou.

Em situações como essas, Ricardo aconselha ter bastante cautela ao usar cartões de crédito.

“Recomendamos a todos para usar com muita responsabilidade o cartão de crédito, somente pagando a fatura em sua totalidade, pois o crédito rotativo já está em mais de 430%, levando a dívida a se tornar uma bola de neve”, disse. “Cartão de crédito e cheque especial são os maiores vilões do endividamento das famílias”, completou.

Além disso, ele chama atenção para financiamentos imobiliários e de automóveis, que também devem ser evitados. “O momento também não é recomendável para assumir financiamento de longo prazo como o da casa própria e nem de veículos, devido às taxas muito elevadas. No caso dos carros, o caminho mais indicado é o consórcio, podendo ser a saída também para a casa própria”, ponderou.

Dicas para as compras no supermercado
Os gastos com compras no supermercado consomem boa parte dos rendimentos das famílias.

Para economizar nessas compras básicas, o economista Ricardo Valério dá as seguintes instruções: fazer as compras com a lista de preços na mão; aproveitar que os supermercados fazem o dia carnes, o dia das frutas, dos laticínios; fazer ampla pesquisa; evitar ir ao supermercado com fome; evitar, na medida do possível, levar criança com você; fugir das marcas mais caras – hoje em dia, marca não é princípio de qualidade -; fugir da parte dos supérfluos; procurar comprar frutas de época; em vez de ir ao supermercado uma vez por mês, ir mais de uma vez, aproveitando as promoções de cada semana; procurar ir aos atacarejos.

Evitar compras por impulso
Sobretudo com a facilidade das lojas on-line, as compras por impulso podem representar um grande risco às finanças pessoais. A principal dica do presidente do Conselho de Economia do RN para evitar gastos desnecessários na internet é tentar adiar a decisão de compra quando desejar colocar algo no carrinho virtual.

“Sempre que estiver na internet, recomendo que deixe para fazer a compra mais tarde, conte até dez para ver se você realmente precisa. É uma tática importante não comprar no momento, deixar para no fim do dia tomar a decisão, ou no outro dia. Em 80% dos casos, as pessoas não realizam a compra quando conseguem fugir da compra por impulso”, explanou.

“A economia comportamental leva muito a esse vício de comprar. A gente é bombardeado diariamente, por muitas mídias, no sentido de a gente consumir”, pontuou. “Faça uma analogia, quantas coisas temos nas nossas casas que compramos por impulso e tivemos dificuldade de pagar?”.

Para não cair na “armadilha do endividamento”
Outras dicas, que consistem em orientações do Corecon-RN para evitar o endividamento, são: conscientizar-se de que dinheiro não é elástico, por isso é importante saber o que é mais importante consumir e guardar uma parte; traçar objetivos e metas de curto, médio e longo prazos; não compre por impulso e não confundir necessidade de consumo com desejo de comprar; aprender a economizar nas pequenas coisas e nunca gaste contando com ganhos futuros ainda não confirmados.

Além disso, a entidade recomenda não fazer novos empréstimos para quitar dívidas atuais, a menos que os juros sejam mais vantajosos e não avançar no limite do cheque especial, já que as taxas de juros são bastante elevadas, sem esquecer que esse limite não é um salário a mais.


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VOLTA ÀS AULAS EXPÕE PROBLEMA CRÔNICO DA SUPERLOTAÇÃO NOS ÔNIBUS

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O retorno das férias com o início do ano letivo nas escolas públicas e privadas intensificam um problema crônico: a superlotação dos ônibus em Natal. Durante os meses de dezembro e janeiro esse cenário é amenizado pela diminuição do fluxo de pessoas, quando ficam menos aparentes os transtornos que também são reflexo da diminuição da frota desde a pandemia, uma vez que a demanda inicial nunca foi retomada.

Para quem depende do transporte público diariamente, como a passageira Dayane Bezerra, a realidade da superlotação vai além do desconforto. “Quando o ônibus chega lotado, o que mais me irrita não é o tempo a mais que fico dentro dele, mas o fato de saber que, mesmo tendo várias opções de linhas, a frota ainda é insuficiente para atender todo mundo”, afirma. Dayane, que reside em Ceará-Mirim, enfrenta esse cenário de segunda a sexta-feira, percorrendo mais de 20 km para chegar a seu destino em Lagoa Nova, na capital potiguar. “Pego o ônibus todos os dias às 6h e volto para casa às 18h. A superlotação é frequente, especialmente nas segundas-feiras, quando o movimento de trabalhadores e estudantes aumenta.”

Procurada pela reportagem do Diário do RN, a Secretária de Mobilidade Urbana de Natal informou que o Sistema de Transporte Público de Passageiros da capital conta com 54 linhas e uma frota de 349 veículos em operação na tabela normal, número que cai para 320 durante o período de férias dos motoristas. O órgão afirma que monitora diariamente as ordens de serviço das operadoras e já realizou ajustes para reforçar as linhas N-08, N-60 e N-77, que registram maior demanda. A expectativa da STTU é que, gradativamente, a frota volte a operar com 100% de sua capacidade, especialmente após o período de férias, veraneio e carnaval.

Enquanto a STTU implementa ajustes graduais no sistema, passageiros como Dayane seguem esperando não apenas por um ônibus menos cheio, mas por uma reestruturação efetiva que melhore a qualidade do transporte público de Natal, tornando-o mais eficiente e acessível para todos.

Ainda segundo a STTU, uma das soluções para a melhoria do transporte público de Natal passa pela licitação do sistema. A Secretária Jódia Melo afirma que o processo está nos ajustes finais, realizados pela Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), e que o edital será publicado ainda em 2025. “Estamos aguardando os últimos ajustes para então publicar o edital”.

A licitação é vista como uma oportunidade para reestruturar e melhorar o sistema de transporte, com a ampliação da frota e a melhoria dos serviços prestados à população.

No entanto, para usuários como Dayane, a situação ainda está longe de ser ideal. “Mesmo fora da temporada de férias dos motoristas, a situação nos horários de pico continua difícil. O ônibus vem lotado e, muitas vezes, as pessoas acabam ficando para trás, aguardando o próximo.” Ela, como muitos outros trabalhadores, sente o impacto da insuficiência de ônibus disponíveis, especialmente nos horários de maior movimento. O trajeto de Dayane, que começa ainda nas primeiras horas da manhã, exige tempo e paciência, com o desconforto de enfrentar um ônibus lotado para poder cumprir a jornada de trabalho.

A STTU, por sua vez, orienta os usuários a informarem qualquer irregularidade nos serviços. Para isso, disponibiliza os números 3232-9107 e 98770-9102, onde os passageiros podem registrar o dia, a linha e o horário em que utilizaram o transporte público. O órgão também reitera que, quando as operadoras não cumprem as ordens de serviço, elas são notificadas, visando garantir que as condições de transporte sejam respeitadas.

Secretaria vai montar esquema especial de trânsito e transportes para o Carnaval
Outro ponto importante mencionado pela STTU é o planejamento para o Carnaval que deve ter a programação oficial divulgada até o final desta semana. “Estamos criando um plano especial para reforçar a frota de transporte público de acordo com a programação dos eventos carnavalescos e com a programação da Capitania das Artes. A população será informada com antecedência sobre a operação dos ônibus durante esse período”, comentou a Secretaria. A expectativa é que o sistema seja adaptado para atender à grande demanda do período, oferecendo opções de transporte para quem vai curtir os blocos e festividades.


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APICULTURA IMPULSIONA ECONOMIA NO RN

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Com um bioma privilegiado e técnicas inovadoras, o Rio Grande do Norte se fortalece como um polo apícola. A produção de mel no estado representa a melhoria da qualidade de vida de centenas de produtores, que encontram na atividade uma fonte sustentável de renda.

De acordo com Nilson Dantas, gestor do projeto de Apicultura e Meliponicultora do Sebrae-RN, “a apicultura desempenha um papel essencial na economia do Rio Grande do Norte, destacando-se como uma importante fonte de renda para inúmeros produtores rurais. Muitos desses apicultores conseguem integrar a atividade a outras práticas agrícolas, diversificando e ampliando seus ganhos. Nesse contexto, o SEBRAE/RN tem sido um parceiro estratégico, acompanhando e auxiliando no desenvolvimento de cerca de 300 apicultores em todo o estado”.

A introdução de práticas modernas, como o melhoramento genético das abelhas rainha e o manejo estratégico das colmeias, tem elevado a produtividade em diversas regiões. Segundo o gestor, os avanços são notáveis. “O Sebrae tem investido fortemente na transferência de tecnologia, adaptando técnicas de manejo às condições do semiárido. Entre as principais iniciativas estão a alimentação estratégica das colmeias em períodos de escassez de florada, o sequenciamento adequado da formação dos enxames, a troca regular de cera e a substituição de abelhas rainha por linhagens geneticamente aprimoradas”, explica.

Os resultados já aparecem em localidades como Lajes, onde apiários acompanhados pelo Sebrae registram até 70 quilos de mel por colmeia, enquanto a média estadual gira em torno de 15 a 20 quilos de mel por colmeia.

setor estratégico

Além de impulsionar a renda de pequenos produtores, a apicultura tem um impacto expressivo na economia potiguar. Dados do Censo Agropecuário 2023 do IBGE indicam que a produção de mel no estado alcança 886.900 quilos por ano, movimentando cerca de R$ 13,17 milhões. “O município de Apodi se destaca como o maior produtor do estado. No entanto, estima-se que a produção real seja pelo menos o dobro desse volume, uma vez que um dos grandes desafios enfrentados pelo setor é o combate à clandestinidade”, disse Nilson Dantas.

Nilson ainda explicou que “o Rio Grande do Norte está inserido em um bioma único no mundo: a Caatinga. Esse ecossistema abriga uma diversidade de plantas nativas que influenciam diretamente as características do mel produzido na região. Já foram identificados diversos méis especiais, exclusivos desse bioma, o que confere um diferencial competitivo ao estado e um enorme potencial para expandir a atividade apícola de forma sustentável e rentável”.

Com investimentos em tecnologia e manejo adequado, a apicultura é considerada um setor estratégico para o desenvolvimento rural, proporcionando geração de renda e preservação ambiental.

A cadeia produtiva do mel envolve também ações para garantir acesso a mercados e a certificação da produção. A participação em feiras e exposições tem sido uma estratégia para conectar os apicultores a compradores e expandir a comercialização.


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EM 20 ANOS, PARTICIPAÇÃO FEMININA NA CIÊNCIA, NO BRASIL, CRESCEU 29%

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Todo dia 11 de fevereiro, o mundo celebra o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, data oficializada pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2015, visando não apenas reconhecer as conquistas das mulheres nesse campo, mas também destacar os desafios que ainda precisam ser superados para garantir a igualdade de gênero nas ciências.

Esta data simbólica tem um papel essencial na conscientização global de que a ciência e a igualdade de gênero devem caminhar juntas.

Em uma sociedade que ainda enfrenta desigualdades acentuadas entre homens e mulheres em diversos setores, o mundo da ciência não está imune a esse cenário. Segundo dados da UNESCO, mulheres representam apenas 33,3% dos pesquisadores no mundo. Além disso, as áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM), consideradas as mais inovadoras, ainda têm uma sub-representação feminina, com apenas 35% de estudantes mulheres nessas disciplinas. Estes números não só demonstram um cenário de desigualdade, mas também mostram que há uma enorme oportunidade de mudança. A ONU, por meio do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5 (ODS-5) da Agenda 2030, busca transformar essa realidade, promovendo a igualdade de gênero e o empoderamento de mulheres e meninas.

O relatório “Em direção à equidade de gênero na pesquisa no Brasil”, lançado em março de 2024, pela Elsevier-Bori, revela que a participação de mulheres na ciência brasileira cresceu 29% entre 2002 e 2022, com 49% da produção científica nacional contando com pelo menos uma autora, um aumento em relação aos 38% de 2002. Apesar desse progresso, a presença feminina diminui ao longo da trajetória acadêmica, evidenciando desafios persistentes. O Brasil se destaca como o terceiro país do mundo em participação feminina na ciência, atrás apenas da Argentina e de Portugal, que têm 52%.

Para entender melhor o impacto e a importância dessa data, a reportagem do Diário do RN conversou com duas mulheres que, além de pesquisadoras, também são mentoras de outras jovens que desejam seguir carreira nas ciências no Rio Grande do Norte. Mariana Almeida, professora do Departamento de Engenharia de Produção da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e coordenadora do projeto Meninas no Espaço, e a Doutora em Bioquímica e Biologia Molecular e professora Luciana Fentanes, compartilham suas experiências e refletem sobre os avanços e os desafios que as mulheres enfrentam nas ciências.

O espaço é o limite…
Mariana Almeida coordena o projeto Meninas no Espaço, que desde 2014 tem como objetivo inspirar meninas a seguir carreiras em áreas como ciência, tecnologia e espaço: “O que me inspirou foi a curiosidade de aprender algo novo, explorar diferentes campos do conhecimento, trabalhar com novas pessoas e colaborar em projetos inovadores. Sempre me interessei por desafios que envolvem matemática, modelagem e finanças, e essa trajetória me levou à pesquisa científica”.

Ela lembra que suas orientadoras de mestrado e doutorado foram fundamentais para sua formação, especialmente por serem mulheres que lideraram em campos historicamente dominados por homens. “Elas me inspiraram com seu vasto conhecimento e liderança, sendo exemplos de mulheres empoderadas que abriram caminhos para a atuação feminina em áreas tradicionalmente dominadas por homens, como finanças e modelagens matemáticas”, afirma Mariana.

Mariana destaca que, embora haja avanços na representatividade feminina nas ciências, ainda existem grandes desafios a serem superados. Para ela, a maior barreira está no equilíbrio entre a vida profissional e as responsabilidades familiares. “Muitas mulheres precisam equilibrar a vida profissional com responsabilidades familiares, como filhos pequenos e outras demandas do lar.

No início da minha carreira, meu trabalho exigia longas jornadas na universidade e, após a pandemia, consegui equilibrar melhor essa rotina trabalhando em casa”, relata.

“Para que mais mulheres possam se consolidar na ciência, é essencial apoio institucional e familiar, além de políticas que incentivem a equidade de gênero”, complementa Mariana.

Educação, inspiração e empoderamento

Luciana encontrou inspiração em uma professora no ensino médio e hoje inspira outras meninas na área

Luciana Fentanes compartilha uma experiência semelhante, mas em uma área diferente da ciência. Desde pequena, Luciana sempre soube que queria ser bióloga. A inspiração para seguir a carreira científica veio de sua professora de Biologia no ensino médio, que foi fundamental para ajudá-la a enxergar a ciência como uma possibilidade de vida profissional.

A trajetória de Luciana não foi fácil. Como muitas outras mulheres na ciência, ela enfrentou a dificuldade de ser uma das poucas em sua área. “Sempre percebi na mídia e nos congressos que sempre o pesquisador homenageado, na maioria das vezes, eram homens. No processo de seleção para os laboratórios, a maioria eram homens. Então, eu procurei sempre estar à frente da minha orientadora, buscando sempre estudar e ler os artigos científicos recém lançados. Dessa forma, comecei a ser exemplo no laboratório e passei a ser referência entre as meninas”, afirma Luciana.

Luciana também acredita que o caminho para a maior representatividade feminina nas ciências passou pela criação de espaços de mentoria e apoio. Ela tem atuado como mentora para várias meninas, especialmente através de bolsas de iniciação científica, e acredita que a educação é uma ferramenta poderosa para incentivar o interesse de meninas pela ciência. “Recentemente tive cinco alunas bolsistas do CNPq, bolsas ICJ (iniciação científica Junior), no Ensino Fundamental II. O conhecimento é nosso bem mais precioso porque ninguém nos tira […] os estudantes entendem a importância de aprender a aprender, que ter conhecimento é incrível, que quanto mais a gente a prender, mais conhecimento queremos adquirir”, afirma Luciana.

A diversidade aumenta perspectivas e contribui para a inovação

Uma questão recorrente entre as duas pesquisadoras é a importância da diversidade de gênero para o avanço científico. Luciana acredita que o pensamento feminino traz uma visão única e necessária para a pesquisa. “Pensamos, tomamos decisões de forma diferente, temos estratégias e organização na pesquisa de forma diferente. Isso é superimportante. A biologia não é uma ciência exata, precisamos muito desses pensamentos diversos, para que a pesquisa e a inovação avancem, temos que ser complementares”, afirma Luciana.

Mariana, por sua vez, também destaca a relevância das perspectivas diversas para a inovação em áreas como engenharia e ciências espaciais. “Acredito que cada profissional tem seu talento, independentemente do gênero. No entanto, as mulheres demonstram uma grande capacidade de multidisciplinaridade, o que é fundamental para resolver problemas complexos e interdisciplinares, trabalhar em equipes diversas traz múltiplas perspectivas e contribui para a criatividade e inovação”, comenta.

Ela também deixa um recado para as meninas que querem seguir a carreira científica: “Meninas, a ciência precisa de vocês. Nunca duvidem do seu potencial e da sua capacidade de transformar o mundo com conhecimento. O caminho pode ser desafiador, mas com persistência, curiosidade e dedicação, vocês podem alcançar qualquer objetivo. Busquem mentoras, façam parte de redes de apoio e acreditem no seu talento. Não tenham medo de errar, pois o aprendizado vem dos desafios superados. Lembrem-se: o espaço, a ciência e a tecnologia são para todas”.


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PRAIA NATALENSE É DESTAQUE NA IMPRENSA NACIONAL POR VIRAR “CEMITÉRIO DE LIXO ASIÁTICO”

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Pouco conhecida pelos próprios natalenses, a praia do Segredo, na Via Costeira, ganhou destaque na imprensa nacional por uma situação preocupante. Como relatado por reportagem da BBC News Brasil, a faixa de areia da região se transformou em um “cemitério de lixo asiático”.

A matéria, de autoria dos repórteres João Fellet e Felix Lima, ressalta o contraste entre a beleza selvagem da praia e a quantidade de embalagens de produtos de países muito distantes que foram parar ali de maneira ainda desconhecida.

Entre os itens estavam garrafas de bebidas não alcoólicas, produtos de limpeza e recipientes de óleo de motor, majoritariamente de plástico e fabricadas em anos recentes, estando quase intactas. Elas foram produzidas em países como China, Indonésia, Cingapura, Emirados Árabes Unidos, Malásia e Coreia do Sul.

Os jornalistas relataram que haviam, junto, produtos fabricados no Brasil, nos Estados Unidos e em países africanos, mas que a maioria realmente era asiático.

Possíveis razões
A reportagem aponta que um estudo da empresa de celulose Verocel encontrou situação semelhante em julho do ano passado, nas areias de praias no Sul da Bahia, de onde, na ocasião, foram retirados 140 kg de lixo em cinco semanas.

À BBC, o professor do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em poluição marinha Alexander Turra explicou que a hipótese mais provável é que o material tenha sido descartado por navios. “Esses navios transportam pessoas, e essas pessoas consomem produtos que muitas vezes são jogados no mar”, disse Turra. “E aí vem tudo o que estava na embarcação e que foi comprado no porto de origem, que pode ser em Singapura, Vietnã, China… onde for”, completou.

Impactos
Segundo o professor, esse problema gera diversas outras complicações. A primeira, é o impacto no turismo, já que o lixo afasta as visitas. Mas a poluição também afeta os animais, que correm o risco de ficar presos nas embalagens ou engoli-las. Além disso, o lixo também causa danos em motores, hélices e sistemas de refrigeração de embarcações. A degradação do lixo plástico também é arriscada para a saúde humana, já que peixes que ingerem esses microplásticos podem ser consumidos por humanos.

Descarte no mar é proibido
A matéria traz que o descarte de lixo não orgânico no mar é proibido por resoluções internacionais de 1972 (já o de lixo orgânico é aceito sob certas condições), mas que a regra é constantemente violada por dois principais motivos: primeiro, que muitas embarcações ainda não separam os dois tipos de lixo, descartando todos no mar para evitar o mau cheiro, e também para economizar, já que os portos cobram uma taxa para recolhimento de lixo dos navios, a qual varia de acordo com a quantidade dos resíduos coletados.

Taxas do Porto de Natal
No site da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), órgão que regulamenta a prestação de serviços de retirada de resíduos de embarcações em águas sob jurisdição nacional em portos públicos, é possível verificar que há cobrança de taxa para coleta de resíduos, fato confirmado pela Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), que administra o Porto de Natal. Procurada, a Codern não informou o valor.

Na capital potiguar, são recolhidas 60 toneladas de lixo dos navios anualmente, em média. A Codern ressaltou que as informações referentes a essas coletas são cadastradas no Sistema Nacional de Gestão de Resíduos Sólidos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e que a empresa que recolhe o resíduo é certificada para tal.

Questionada sobre a possibilidade de identificar, no momento do recolhimento dos resíduos, indícios de que foi realizado descarte irregular de lixo de alguma embarcação, a Codern se limitou a informar que “só tem controle sobre os processos no navio a partir do momento da atracação” e que “existem outros órgãos com essa responsabilidade”.


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PROFESSORES DO RN PROMETEM OCUPAR CORREDORES DA ASSEMBLEIA NESTA TERÇA

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Nesta terça-feira (11), os professores da Rede Estadual de Educação do Rio Grande do Norte (RN) irão paralisar as atividades em protesto contra a proposta do Governo Estadual que não prevê implantar o piso salarial de 2025 para a maior parte da categoria. A mobilização, realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do RN (Sinte-RN), ocorrerá durante todo o dia, em diversas partes do estado, com assembleias regionais em cidades como Mossoró e Açu, e terá seu ponto culminante em uma manifestação em frente à Assembleia Legislativa, durante a leitura da mensagem anual da governadora Fátima Bezerra.

O principal motivo da paralisação, segundo Bruno Vital, um dos coordenadores gerais do Sinte-RN, é a negativa do governo em aplicar o reajuste de 6,27%, que estava previsto para os professores neste ano. “O governo alegou que não vai cumprir com o reajuste para a grande maioria da categoria. Mais de 90% dos profissionais da educação, segundo a gestão estadual, não receberão o aumento devido”, explicou Vital.

Em anos anteriores, a categoria já enfrentou dificuldades em relação a reajustes salariais. No entanto, as negociações sempre envolveram propostas de aumento parcelado, o que gerava certa insatisfação, mas ainda permitia algum tipo de solução. “Nos anos passados, ainda que o governo propusesse o pagamento em parcelas, pelo menos havia uma perspectiva de que o reajuste seria cumprido. Neste ano, a situação é mais grave. O governo simplesmente anunciou que não irá pagar o piso salarial para a maioria dos professores”, afirmou Vital.

Essa postura do governo gerou um sentimento de descontentamento entre os profissionais da educação. Para o Sinte-RN, a implementação do piso salarial, de acordo com a carreira do magistério, é uma questão de justiça e valorização dos educadores. O reajuste de 6,27%, que impactaria diretamente os salários de todos os professores do estado, é visto como uma medida necessária para compensar a defasagem salarial que se acumula ao longo dos anos.

Rômulo Arnaud, que também é coordenador do Sinte-RN, reforçou a gravidade da situação, destacando a falta de clareza do governo sobre como será a aplicação do reajuste salarial.

“Historicamente, mesmo com o pagamento parcelado, o piso sempre foi aplicado em toda a carreira. No entanto, o governo tem afirmado que o reajuste será concedido apenas para os professores em início de carreira, sem especificar adequadamente se o aumento se aplicará a todos os níveis de formação”, explicou Arnaud. Essa falta de transparência tem gerado ainda mais desconforto entre os professores, que se sentem prejudicados pela falta de informações claras.

Sinte também cobra pagamento do piso do magistério pela Prefeitura de Natal
O coordenador Bruno Vital também destacou que o Sinte-RN mantém diálogo com a Prefeitura de Natal sobre a situação salarial dos professores da rede municipal. “O município nos recebeu no dia seis, teve uma audiência e, nessa ocasião, não apresentou uma proposta de pagamento do piso salarial, mas disse que tinha intenção de pagar e agendou uma nova audiência para o dia 26 de março. Também colocou à disposição a manutenção do diálogo em relação ao restante da nossa pauta, e a gente vai voltar a se reunir com eles nessa data. Em breve, também teremos uma assembleia com a categoria do município de Natal”, informou Vital.


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MERCADO DA REDINHA REABRE NESTA SEXTA-FEIRA COM RETOMADA DE FESTIVAL

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Permissionários do Mercado de Redinha comemoram uma nova reabertura – mesmo que temporária – do espaço, fechado no último dia 26 de janeiro, depois de apenas um mês de funcionamento após concluídas as obras, com o evento “Boteco de Natal”. Principal e, às vezes, única fonte de renda para os comerciantes que lá trabalham, a inoperância do local afeta mais de 30 famílias.

Após diversas reuniões com os permissionários, a gestão municipal anunciou, nesta quinta-feira (5), a realização de uma nova etapa do festival, entre 7 de fevereiro e 9 de março.

Para a permissionária Ozeni Florêncio a prorrogação do “Boteco de Natal” já representa uma conquista. “Estou muito feliz por poder dar uma resposta definitiva às outras famílias”, declarou.

Ao todo, os permissionários só poderão usar 8 dos 33 boxes. Entre os que têm licença para operar no mercado, 20 aceitaram participar da volta do festival, segundo Ronaldo Júnior. “Não tem outra alternativa. Ou trabalha desse jeito ou não trabalha”, declarou.

Por outro lado, o secretário de Governo, Sérgio Freire, afirmou que a Prefeitura esteve receptiva a sugestões. “A Prefeitura de Natal sempre esteve e continuará aberta ao diálogo, priorizando ações que favoreçam o desenvolvimento da cidade”, disse. “Sabemos do impacto econômico e social do Complexo Turístico da Redinha e, após detida análise técnica, optamos por garantir a continuidade das atividades, enquanto avançamos no processo de relicitação”, finalizou o gestor.

No mês de dezembro, foi lançado um edital para que empresas privadas se candidatassem a gerir o equipamento, mas não obteve sucesso. O Município se comprometeu em agilizar o processo de relicitação para tentar atrair interessados na proposta de concessão que vai assegurar a operação definitiva do Mercado.

EXPECATIVAS PARA VOLTA DEFINITIVA
Ronaldo Júnior trabalha no local há anos. É a 4ª geração da família na atividade. “Nossa renda é a praia, é a tapioca, é o peixe. A minha família vem de pescador. Uns pescavam, outros vendiam, e assim vai. A nossa fonte de renda é a praia”, contou.

O comerciante aguarda com muita expectativa a reabertura definitiva do local, que considera “muito bom” e propício para o recebimento de turistas, mas, sobretudo, um bom lugar para receber os principais frequentadores: os moradores da Zona Norte da capital potiguar.

“As expectativas para a retomada das atividades normais são as melhores porque é bem atrativo, ficou muito bom. Na verdade, tem que ser dito, está muito bom, está muito atrativo. Antigamente não tinha estrutura nenhuma para receber ninguém nem daqui, quanto mais de fora. A verdade seja dita. E precisava fazer tudo aquilo que foi feito, a reforma, tudo, mas não dá para a gente trabalhar dessa forma”, desabafa Ronaldo se referindo às regras do festival com limitação de espaço de trabalho e valores dos produtos. “A gente teve que vender a bebida para eles. A gente teve que passar 20% do nosso valor da mercadoria para eles. Não recebemos o dinheiro na mesma hora, no mesmo dia que a gente vendia as coisas. A gente recebia uma ficha, eles iam pagar a gente depois de 10 dias, mais ou menos”, contou à reportagem do Diário do RN.

Ainda segundo ele, o valor estipulado para a venda dos pratos ser de R$ 20 limitou a criação do cardápio. “A gente não pode vender um peixe com pirão, arroz, batata e macaxeira por vinte reais, não pode fazer um petisco de carne de sol com batata, petisco completo, bonito, por vinte reais.

[Eles definiram que] ia ser comida de boteco, só aquele pouquinho. Aí, é complicado”, concluiu.

Mas o jovem acredita que tão logo aconteça a abertura definitiva, tudo vai melhorar: “Agora, quando abrir, cada um tiver no seu canto, com suas coisas, vendendo o que quer vender – que a gente não pode vender o que quer nesse festival -, eu acho que vai ser bem melhor, porque a gente vai poder agradar ao público da gente. O público da gente é o público da Zona Norte, é o público de Natal. O turista vem em janeiro, mas durante o ano todo quem frequenta é o povo da gente mesmo”, concluiu Ronaldo.

Apesar das críticas com relação à gestão do festival e das condições de trabalho dispensadas após a inauguração do novo mercado, a estrutura física tem agradado aos permissionários que também tem boas expectativas com relação a licitação para a administração do espaço. “Está perfeito. O mercado está muito bom. Acredito que pode funcionar perfeitamente se a prefeitura tomar a responsabilidade sobre o mercado com a Semsur [Secretaria Municipal de Serviços Urbanos], como a Semsur é responsável por feiras e mercados, colocasse a equipe da limpeza, a equipe da segurança, e o mercado dava para funcionar normalmente até que uma empresa entrasse nessa licitação”, avaliou.

“Na licitação, a empresa que entrasse ia dar um enxoval à agente. A gente ia ficar cada um no seu box. A gente ia pagar por mês, beleza, mas aí a gente está pagando muito mais a essa outra e não está tendo suporte nenhum”, lamentou o permissionário.


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ALAGAMENTOS E VALAS: CHUVAS EXPÕEM PROBLEMAS DA ENGORDA DE ÁLVARO DIAS

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Quando a draga Elbe se despediu de Natal, no dia 25 de janeiro, o ex-prefeito Álvaro Dias não esperou nem pelo atual gestor da capital para ‘inaugurar’ a obra. “Finalizamos a engorda da praia de Ponta Negra”, escreveu ele em primeira pessoa, na legenda do vídeo onde aparece ao lado do secretário de Meio Ambiente e Urbanismo, Thiago Mesquita, exaltando as belezas naturais e o potencial turístico e econômico da “nova Ponta Negra”.

“Agora, 50 metros de faixa de areia na maré cheia, 100 metros na maré seca, trazendo de volta tranquilidade, o conforto, o comodismo de todos aqueles que utilizam esta praia. Banhistas, turistas, natalenses e todos aqueles que amam a praia de Ponta Negra”, afirma no vídeo o ex-gestor.

Álvaro, porém, não tem a mesma pressa para explicar os problemas que se repetem na faixa alargada a cada chuva na capital. Situação que tem gerado grande repercussão uma vez que, se antes o uso da praia dependia da tábua de marés, agora depende da chuva.

A jornalista Daniela Freire, moradora de Ponta negra há mais de quatro décadas, usou as redes sociais para lamentar: “Cheguei pra morar com um ano de idade. Passei minha vida nessa praia e a vontade é de chorar ao ver o resultado dessa obra feita de qualquer jeito, de forma eleitoreira”.

No mesmo post, Daniela também relembrou os atropelos que antecederam o início da obra: “Com jazida retirada sem licença, obra realizada toda sem fiscalização ambiental porque a prefeitura disse que podia! Secretário responsável pela obra e então prefeito mentindo descaradamente sobre todo o processo”

O vereador Daniel Valença cobrou investigação e demonstrou preocupação com a aproximação do inverno, com chuvas mais rigorosas: “No final do ano passado fizemos um requerimento para instalação de uma CEI (uma CPI municipal) sobre a engorda de Ponta Negra. Se na época já existiam inúmeras questões a serem respondidas por meio de investigação da CEI, imaginem agora, com o estrago que as chuvas de verão (que nem se comparam ao que vem pela frente) já causaram a uma obra malfeita, ainda mais sem drenagem pluvial adequada. A cidade do Natal merece que a obra seja investigada profundamente e eventuais crimes ambientais sejam responsabilizados”.

A vereadora Brisa Bracchi lembrou que “quando a gente brigava na Câmara perguntando se haveria recursos para drenagem, diziam que estávamos querendo atrasar a obra porque éramos contra a engorda”

A deputada federal Natália Bonavides também usou as redes sociais para denunciar impactos negativos da obra: “Quando dissemos lá atrás que a obra precisava ser feita, mas do jeito certo, foi para que não acontecesse essas coisas que hoje estamos vendo na nossa praia”.

Alagamentos devem se repetir até conclusão da drenagem, afirma secretário

O primeiro alagamento na área da engorda de Ponta Negra foi registrado no início da manhã do dia 13 de janeiro, após uma madrugada de chuva intensa na capital. Naquele momento, o secretário de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal (Semurb), Thiago Mesquita, explicou que o problema ocorreu por uma falha na conexão entre dois pontos de drenagem. À época, o secretário também afirmou que o transtorno se repetiria com novas chuvas até que a empresa responsável providenciasse o ajuste das conexões. Na sequência, adotou o discurso de que os alagamentos são esperados porque a água da chuva fica empoçada na praia para que infiltre lentamente na areia, o que estaria previsto na concepção do sistema de drenagem.

Nesta quinta-feira, além dos alagamentos – que avançaram por um trecho bem maior tomando quase toda a extensão da praia – uma vala também se abriu, levando parte da areia, na área próxima ao Morro do Careca.

Em entrevista, no início da tarde desta quinta-feira, no Palácio Felipe Camarão, o secretário Thiago Mesquita afirmou que “houve abertura manual, por pessoas, de uma pequena vala, na boa intenção de escoar mais rápido a formação dos lagos. Isso acabou comprometendo a estrutura do local. A água desceu num volume muito grande e formou uma voçoroca”.

As voçorocas são buracos formados na terra por causa da erosão causada pela chuva, fenômeno previsto por especialistas durante o conturbado processo de licenciamento ambiental.


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INTOLERÂNCIA RELIGIOSA: ADOLESCENTE NARRA EPISÓDIO DURANTE AULA NO IFRN

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O Candomblé, uma religião de matriz africana, possui raízes profundas na cultura brasileira, especialmente nas comunidades afrodescendentes. Com seus rituais, danças, cantos e cultos aos orixás, a prática religiosa é um elo com as tradições que remontam às antigas terras africanas, particularmente da região do Golfo do Benim e áreas ao redor. Durante séculos, seus adeptos enfrentaram perseguições e, desde a escravidão até os tempos atuais, continuam a sofrer com o preconceito e a intolerância religiosa, prática que, apesar de ser crime, ainda é vivida por muitos brasileiros em diferentes esferas da sociedade. Recentemente, o caso de Pietra Müller, estudante do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), expôs de maneira clara e dolorosa o quanto a intolerância contra as religiões afro-brasileiras permanece presente na sociedade.

Em 22 de janeiro de 2025, Priscila Müller, consultora de marketing e mãe de Pietra, usou suas redes sociais para denunciar o episódio de intolerância religiosa sofrido pela filha, durante uma aula de Educação Física no IFRN, Campus Central de Natal. Pietra, 17 anos, praticante de Candomblé, foi impedida de ser dispensada da atividade física, mesmo estando em período de preceito pós-obrigação religiosa, um rito que exige o descanso físico e impõe restrições a quem o cumpre.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela estudante, o professor insistiu que “religião não é motivo para deixar de participar da aula integralmente”. O episódio gerou uma grande angústia em Pietra, que ainda foi questionada sobre sua religião diante da turma, o que causou constrangimento: “Depois de tudo que passei, os sentimentos são complicados. A dor e o constrangimento são inevitáveis, mas também nasce uma força dessa experiência. Foi muito difícil passar por essa situação, especialmente em um ambiente escolar onde todos deveriam se sentir seguros e respeitados”.

Após a aula, em uma conversa privada, o professor afirmou que não sabia que pessoas brancas podiam praticar o Candomblé e questionou o tempo necessário para que Pietra voltasse a “ficar normal”. A jovem conta que se sentiu triste e desrespeitada, mas decidiu usar sua voz para combater a intolerância e destaca a importância de não se calar diante do preconceito e de lutar pelos direitos dos que sofrem discriminação. “Essa experiência reforçou minha determinação em lutar pelos direitos de todos que, assim como eu, sofrem com a intolerância. Entendi que não podia ficar calada, não só por mim, mas por todos que já passaram por isso e voltaram calados para casa e por aqueles que ainda hão de passar. Essa luta é coletiva. Minha grande família de santo tem sido uma fonte gigante de força e apoio, sempre pronta para ir à luta de mãos dadas comigo. Isso enche meu coração de coragem”, afirmou Pietra.

Em entrevista ao Diário do RN, Priscila Müller que teve contato com o candomblé há pelo menos 16 anos, explicou que a intolerância religiosa é uma realidade que ela e sua filha já enfrentaram em outras situações. Um dos episódios ocorreu há três anos, quando elas foram abordadas, em um supermercado, por evangélicos que questionaram a religião delas por estarem usando roupas típicas do candomblé.

“Um grupo de evangélicos cantou louvores e um pastor pregou para mim, minha filha e uma amiga, pois estávamos com pano de cabeça, contas no pescoço e saias brancas fazendo compras e caminho de uma função no nosso terreiro. O gerente se aproximou para apressar nossas compras e os seguranças tiveram medo de se aproximar. Um evangélico ainda seguiu a gente até o carro oferecendo o caminho da salvação e o salvador. Minha filha e minha amiga ficaram revoltadas e foi uma situação bem difícil de lidar”, relata Priscila.

História marcada pela perseguição e pela invisibilização

Bàbà Melqui, sacerdote de Jurema há 55 anos e de Candomblé há 28 – Foto: Reprodução

A intolerância religiosa é uma realidade crescente no Brasil, e o Rio Grande do Norte tem se mostrado um reflexo dessa problemática. Entre os anos de 2020 e 2023, o número de registros de intolerância religiosa no estado aumentou 200%, segundo dados da Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais (COINE). O caso de Pietra é apenas um exemplo de uma tendência alarmante que afeta, principalmente, praticantes de religiões de matriz africana, como o candomblé e a umbanda.

Para Bàbà Melqui, sacerdote de Jurema há 55 anos e sacerdote de Candomblé há 28 anos, Babalorixá da Casa Ilé Àse Dajo Obá Ogodó, Casa de Cultura de Matriz Africana, o candomblé no Rio Grande do Norte ainda é visto como uma prática nova, especialmente em Natal, que é uma terra de tradição umbandista e de jurema. Em entrevista ao Diário do RN, ele relatou que a história das religiões afro-brasileiras no estado foi marcada pela perseguição policial e pela invisibilização dessas tradições.

“Aqui é terra de Jurema, é terra de Umbanda. Então, o candomblé aqui para nós ainda é muito novo. Eu ainda alcancei quando a gente ia tirar uma licença que ainda não era o meu caso, eu iniciei na religião principalmente na Jurema, em 1970, mas eu vi a minha madrinha. Ela tirou uma licença da federação, mas precisava tirar um documento, um alvará, era um alvará de funcionamento na delegacia de polícia. Isso lá no interior, mas aqui [Natal] também não era diferente. E essa história toda é montada em cima de perseguição policial, porque o Estado muito religioso, sempre procurou invisibilizar essas tradições, esses segmentos religiosos afro-ameríndios”, relata Bàbà Melqui.

Melqui observa que o desconhecimento da Lei 10.639/03, que torna obrigatório o ensino sobre história e cultura afro-brasileira nas escolas, ainda é um problema em instituições educacionais, e acabam gerando casos como o de Pietra que demonstram desconhecimento sobre a diversidade religiosa e os direitos dos praticantes de religiões de matriz africana. “Eu fiquei assim muito decepcionado, triste mesmo com o que houve com a Pietra lá no IFRN, agora eu imagino se ela fosse uma negra de periferia, como teria sido? Eu não quero nem imaginar. Nós vemos que foi um ato intolerante, literalmente”, relata o babalorixá.

“Deus é inclusivo. O nosso compromisso de estarmos à frente das nossas casas dessa geração é fazer com que essa tradição seja implantada realmente, mas com um olhar para o sagrado para que os próximos eles possam levar essa forma de lidar com o outro, com respeito a outra religião. Existe um provérbio em Yorubá que foi o primeiro que eu aprendi:
‘Òwe provérbio Iorubá
Ní Ìbẹ̀rù Ọlọ́run,
Ní Ìbẹ̀rù Ẹnìa’.
‘Só há respeito para Deus, quando há respeito pelas pessoas’, explica Bàbà Melqui.

A violência da intolerância religiosa no Brasil
Os números de intolerância religiosa no Brasil são preocupantes. O Brasil registrou 3.853 violações motivadas por intolerância religiosa em 2024, um aumento de mais de 80% em relação a 2023, que teve 2.128 casos, segundo dados do canal de denúncias do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), o Disque 100.

A religião que registrou o maior número de violações foi a umbanda, seguida pelo candomblé. O número de violações de ambas as crenças mais que dobrou de 2023 para 2024, com o candomblé registrando 214 violações no último ano e 58 violações no ano anterior. A umbanda teve 84 casos, em 2023, e 234 ocorridos, em 2024.

O Disque 100 é um número de telefone do governo que funciona 24 horas por dia para receber denúncias de violações de direitos humanos.


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COM BAIXA ADESÃO, NATAL AMPLIA FAIXA PARA IMUNIZAÇÃO CONTRA HPV

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O câncer do colo do útero é um dos mais frequentes entre as mulheres, e sua principal causa é a infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), um vírus sexualmente transmissível. Atualmente, a vacina, distribuída gratuitamente pelo SUS, é considerada uma medida preventiva eficaz contra a infecção. Apesar disso, a vacinação contra o HPV ainda enfrenta desafios de adesão, especialmente entre adolescentes e jovens. Para ampliar a proteção da população, a Secretaria Municipal de Saúde de Natal decidiu expandir a oferta da vacina para pessoas de até 19 anos.

Com a mudança, adolescentes e jovens entre 15 e 19 anos que não tomaram nenhuma dose da vacina anteriormente poderão se imunizar gratuitamente nos pontos de vacinação da cidade. A imunização também é recomendada para crianças e adolescentes entre 9 e 14 anos.

A chefe do Núcleo de Agravos Imunopreveníveis (NAI), Veruska Ramos, faz um apelo para que esse público aproveite a oportunidade: “Convidamos esses jovens a procurarem um ponto de vacinação para receberem a proteção contra o HPV, principalmente aqueles entre 15 e 19 anos que não tomaram a vacina no período em que eram público-alvo e que agora contam com essa nova chance.”

Proteção contra o vírus e tipos de câncer
O HPV está relacionado a diversos tipos de câncer, além do colo do útero, como os de pênis, ânus, boca e garganta. A vacina oferecida pelo SUS é quadrivalente, protegendo contra os subtipos 6, 11, 16 e 18, sendo os dois últimos responsáveis por cerca de 71% dos casos de câncer do colo do útero.

A chefe do NAI destaca que o HPV tipo 16 e tipo 18 são os mais agressivos: “Eles estão envolvidos em quase 100% dos casos de câncer de colo do útero, mas também podem levar a outros tipos de câncer, como anal, de vulva, de vagina, de pênis e de orofaringe.”

Sintomas de HPV
Embora o HPV não apresente sinais na maioria dos casos, quando surgem, eles variam de acordo com o sexo. No homem, o principal sintoma são as verrugas genitais, que têm uma aparência semelhante à de uma couve-flor. Além disso, caroços e feridas no pênis, bolsa escrotal, ânus, boca ou garganta são lesões que devem ser investigadas. Importante destacar que a ausência de sintomas não significa ausência de infecção.

Nas mulheres, a maioria das infecções por HPV também não provoca sinais. Quando presentes, os sintomas podem incluir lesões genitais visíveis, como verrugas, e alterações no colo do útero, que podem ser detectadas em exames de rotina.

Esquema vacinal e grupos prioritários
Para crianças e adolescentes entre 9 e 14 anos, a vacina continua sendo aplicada em dose única.

Já para o novo público de 15 a 19 anos, a imunização também será feita com uma única dose.

Além desse grupo, algumas pessoas precisam receber um esquema vacinal com três doses, respeitando o intervalo recomendado entre as aplicações. Esse é o caso de portadores de papilomatose respiratória recorrente (PRR), pessoas que fazem uso da profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP), pacientes oncológicos, transplantados, vítimas de violência sexual e indivíduos vivendo com HIV/Aids. “Esses grupos devem seguir o esquema com três doses: a segunda aplicação ocorre dois meses após a primeira, e a terceira dose é feita seis meses depois da segunda,” diz Veruska Ramos.

Vacinação precoce e segurança da imunização
A vacina contra o HPV é mais eficaz quando aplicada antes da exposição ao vírus, por isso, adolescentes e jovens são o público prioritário. “Ela garante uma resposta imunológica mais eficiente e previne possíveis complicações no futuro,” explica Veruska.

Sobre os efeitos colaterais, a especialista esclarece que, quando ocorrem, costumam ser leves: “A maioria das pessoas não apresenta nenhuma reação. Nos poucos casos registrados, podem surgir dor no local da aplicação, inchaço, febre ou dor de cabeça.”

Onde se vacinar
A vacinação está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Natal, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 15h. Além disso, há pontos extras de imunização nos shoppings Midway Mall e Partage Norte Shopping, funcionando de segunda a sexta, das 13h às 20h, e aos sábados, das 10h às 15h. Para receber a vacina, é necessário apresentar um documento de identificação e o cartão de vacinação.


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CERNE SE REESTRUTURA PARA IMPULSIONAR PROJETOS DE GERAÇÃO DE ENERGIA NO RN

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Iniciando 2025 em plena reestruturação, o Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), organização privada sem fins lucrativos financiada por empresas do setor de energia e recursos naturais, espera coroar a nova fase com uma ampliação do apoio de Estado e Municípios para impulsionar projetos de geração de energia no Rio Grande do Norte. Entre as novas medidas, a instituição está criando um Conselho de Mantenedores que será presidido pelo fundador do grupo, o ex-presidente da Petrobras e ex-senador pelo RN, Jean-Paul Prates.

O CERNE é o mais importante centro de pensamento estratégico empresarial do Norte-Nordeste do Brasil, tendo atuação multisetorial, e favorecendo o desenvolvimento socioeconômico e da exploração sustentável dos recursos naturais e energéticos da região. Sediada em Natal, a entidade tem como missão promover a articulação e a integração entre instituições, acadêmicos, cientistas, empresas e governos para a exploração socioeconômica responsável dos recursos naturais e energéticos, visando a sustentabilidade e a eficiência dos recursos.

Na etapa que se inicia, o CERNE faz uma alteração da área de trabalho, focando no Brasil Equatorial – região que abrange os estados da porção setentrional do país, desde o Rio Grande do Norte até o Amapá – e estabelecendo escritórios em Teresina, no Piauí, e em Fortaleza, no Ceará, além de pontos de apoio em Brasília e em São Paulo. O direcionamento para região Equatorial se dá pelo destaque dessa porção do país tanto na geração de energia renovável terrestre quanto no elevado potencial para geração de energia offshore.

No âmbito da governança, a formação do Conselho de Mantenedores se dará por representantes das empresas que financiam a entidade, liderados por Jean Paul Prates, presidente desse conselho, e marcará uma nova etapa de alinhamento estratégico entre o CERNE e os Comitês de Orientação Estratégica (COS) das empresas mantenedoras. Darlan Santos segue como Diretor-Presidente, Edmilson Cinquini será o Diretor Financeiro, e Thiago Medeiros ocupará o cargo de Diretor de Relações Institucionais.

De acordo com Darlan Santos, para 2025, a expectativa é ampliar o apoio do governo do RN e de Municípios que contemplam projetos de geração de energia e áreas afetadas. “Essa mesma ação será feita nos estados que contém uma sede do CERNE, além de apoio nas discussões regulatórias em Brasília. Destacam-se as comissões criadas para tratar de temas como impactos socioambientais e econômicos, o desenvolvimento dos projetos offshore, recursos hídricos entre outros”, disse.

O diretor-presidente afirmou que, no ano passado, apesar de ter sido dada continuidade aos projetos em execução no RN, o comprometimento do retorno financeiro dos projetos devido ao chamado “Curtailment” – a limitação da geração de energia – foi uma pauta destaque para o setor. “Os cortes se referem a solicitações para paradas de geração devido à sobrecarga na rede.

Essa ação tem comprometido o retorno financeiro dos projetos, sendo pauta de resolução pelo agente regulador”, afirmou.

PRINCIPAIS PROJETOS
Além do apoio ao desenvolvimento do ambiente de investimento para as empresas que se instalaram no RN, o CERNE tem entre os principais trabalhos desenvolvidos no estado o Projeto do Novo Porto de Natal – Porto Potengi. A iniciativa foi apresentada pela primeira vez após uma chamada nacional lançada pelo Governo Federal para a atualização do programa de logística. Ao perceber que o RN não tinha propostas nesse sentido, o CERNE apresentou um projeto visando modernizar a estrutura do porto de Natal e a criação de um parque ecológico para preservação da área do entorno.

Outro projeto destaque visa a produção de hidrogênio verde no estado, em apoio CPFL Renováveis, com a implantação de unidade piloto no Rio Grande do Norte. De acordo com o Centro, o estado se colocou como possível HUB de atuação na cadeia verde de hidrogênio, tanto na produção e escoamento para o mercado interno e externo.

A instituição atuou ainda em um projeto na área de segurança hídrica, atendendo mais de 3000 pessoas na região do município de João Câmara com “o maior sistema de dessalinização do país para fins sociais”, segundo informações da CERNE. O trabalho se deu junto à empresa STATE GRID/CPFL Renováveis.


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COMPLEXO CULTURAL DA RAMPA RECEBE EVENTO GRATUITO COM CINEMA E TEATRO

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O Complexo Cultural da Rampa, em Natal, vai oferecer uma experiência imperdível, voltada para toda família, nos dias 08 e 09 de fevereiro, a partir das 17h30. O evento, com entrada gratuita, contará com exibição de filme, peça teatral, brincadeiras educativas, pipoca e muita diversão. A apresentação, conta com a realização da Bobox Produções, Ministério da Cultura e Governo Federal, através da Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Marquise Ambiental.

O Presente de Cecília
A partir das 18h30, o público poderá conferir a exibição do filme “O Presente de Cecília”, produzido pela House Cultura e um emocionante projeto da Marquise Ambiental, que nasceu no programa Ecocidadão, incentivando práticas sustentáveis e o descarte correto de resíduos sólidos. O impacto positivo entre estudantes de escolas públicas impulsionou a evolução do esquete para uma peça teatral, que percorreu 18 cidades e alcançou mais de 40 mil crianças.

Agora, a narrativa se expande para o cinema e o universo digital, atingindo um público ainda mais amplo.

Todos os atores e atrizes do filme são do Rio Grande do Norte e a produção conta com a participação especial da cantora Juliana Linhares. Além disso, o projeto ganhou um game interativo gratuito, disponível para Android, iOS e web, que introduz os jogadores ao universo de Cecília, promovendo práticas sustentáveis de forma lúdica com legendas, audiodescrição e intérprete de Libras.

Sinapse Darwin
Após a exibição do filme, a partir das 19h, o público vai assistir ao espetáculo teatral “Sinapse Darwin”, que encanta os espectadores com sua abordagem envolvente sobre a ciência e a evolução. A linha narrativa se faz livre nos caminhos imprevisíveis do pensamento. Espelhados pela memória e requisitando a imaginação, fatos icônicos como nascimento, formação e jornada vão gradualmente revelando os alicerces das teorias contidas em “A Origem das Espécies”.

O espetáculo “Sinapse Darwin” é uma criação do coletivo Casa de Zoé, com direção geral e dramaturgia de César Ferrario, direção de arte de João Marcelino e direção musical de Caio Padilha, que também executa a trilha sonora ao vivo. No palco, os elementos cênicos constroem uma mensagem inspiradora, utilizando recursos visuais, musicais e sustentáveis.

Os figurinos e adereços ganham um significado especial ao serem compostos por materiais reciclados e reaproveitados, reforçando a mensagem de sustentabilidade presente no evento. A estética visual da peça não apenas encanta o público, mas também inspira uma reflexão sobre o reaproveitamento de recursos e a importância da reciclagem no dia a dia.

Educação ambiental
A realização do evento é uma oportunidade de promover a conscientização ambiental na cidade de Natal, impactando positivamente a vida das pessoas e inspirando mudanças de hábitos, que beneficiam tanto a cidade quanto o meio ambiente, através de iniciativas que contribuem para a construção de uma sociedade mais responsável e engajada com a sustentabilidade. Vini Fernandes, gerente de Marketing e Inteligência Social do Marquise Ambiental, reforça: “Acreditamos na potência da arte como agente transformador e estamos muito satisfeitos com o projeto. Nossa missão é levar a mensagem de cuidado com o meio ambiente para o maior número de pessoas possível”.

Já o diretor operacional da Marquise Ambiental, Paulo Studart, complementa: “A Marquise Ambiental tem o compromisso diário de cuidar da cidade, garantindo um ambiente mais limpo e sustentável por meio da coleta e destinação correta dos resíduos. Eventos como este são fundamentais para conscientizar jovens e adultos sobre o papel de cada cidadão no descarte adequado dos resíduos, na busca por uma cidade cada vez mais limpa, acarretando a preservação do meio ambiente”.


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ACÚMULO DE LIXO NO ENTORNO DIFICULTA MANUTENÇÃO DE LAGOAS DE CAPTAÇÃO

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As lagoas de captação desempenham um papel importante no sistema de drenagem de Natal, ajudando a evitar alagamentos e enchentes que possam afetar a cidade durante o período de chuvas. Essas estruturas, espalhadas por diferentes pontos da capital potiguar, acumulam e armazenam a água da chuva, permitindo que ela seja gradualmente liberada no sistema de escoamento. Entretanto, para que as lagoas cumpram sua função de forma eficiente, é fundamental garantir que estejam sempre bem mantidas, o que envolve uma série de processos de monitoramento, limpeza e reparos.

Em entrevista ao Diário do RN, Lucas Gabriel, Secretário Adjunto da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), explicou a importância dessas lagoas no sistema de drenagem da cidade.

Segundo ele, as lagoas funcionam como “pulmões” para o sistema de drenagem. “Elas acumulam água e ganham tempo para que o escoamento seja eficaz”, disse o secretário, que ainda detalhou o contexto geográfico de Natal, que possui um relevo do tipo bacia fechada, o que naturalmente favorece o acúmulo de água em pontos baixos.

Natal conta atualmente com cerca de 56 lagoas de captação espalhadas pela cidade, projetadas para garantir que as águas da chuva sejam devidamente armazenadas e liberadas no sistema de drenagem sem causar sobrecarga. O planejamento dessas estruturas, conforme explica o adjunto, é realizado com base em projetos específicos para cada sub-bacia: “O dimensionamento das lagoas se dá por projetos a partir da sub-bacia em que ela se encontra”.

Três lagoas têm bombas em manutenção
Atualmente, três das lagoas estão com as bombas em manutenção e, de acordo com o secretário adjunto, o reparo está em andamento e deverá ser finalizado até o final do mês. “Só três lagoas estão com bombas em manutenção, e isso já deve ser resolvido até o fim deste mês. Essas lagoas são em Redinha, Cidade da Esperança e Xavantes”. Ele também ressaltou que “não existe lagoa que opere no limite, pois elas devem receber apenas água de chuva. Quando não chove, elas não devem ter água acumulada”, garantindo que o funcionamento está sendo adequadamente gerido.

No entanto, ele alertou que algumas lagoas podem estar operando com uma carga adicional, principalmente nas áreas onde o esgotamento sanitário não está presente. “Em lagoas onde o esgotamento sanitário (CAERN) não se faz presente, já podem estar trabalhando com uma carga maior”, complementou Gabriel. Ele acrescentou que “a manutenção das elevatórias está ocorrendo de forma rápida, quanto a limpeza está seguindo um cronograma de classificação que foi judicializado”.

Entre outros desafios para a manutenção das lagoas de captação, Lucas Gabriel aponta o acúmulo de lixo e resíduos no entorno dessas estruturas, que prejudica o bom funcionamento das lagoas.

“Os maiores problemas nas lagoas de captação são a água servida onde não se tem esgotamento sanitário e, principalmente, o lixo que é depositado no entorno, o que acaba dificultando a eficiência da estrutura”, afirmou.

Esses problemas demandam ações contínuas da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), em parceria com outras entidades. O representante da pasta mencionou que, para garantir que as lagoas estejam sempre operando corretamente, a Secretaria Adjunta de Conservação realiza monitoramento diário, com o uso de vídeo monitoramento e contratos de manutenção dos sistemas de bombeamento. “A SEINFRA, através da Secretaria Adjunta de Conservação, tem monitorado as lagoas de forma diária, com a implantação de vídeo monitoramento e com contratos de manutenção do sistema de bombeamento”, detalhou.

A gestão dos resíduos acumulados nas lagoas de captação também é uma preocupação constante.

Gabriel explicou que os resíduos sólidos são coletados e enviados para locais devidamente licenciados, garantindo a destinação ambientalmente responsável. “Os resíduos sólidos são levados para um local devidamente licenciado para o recebimento e, quando há recorrência de lixo, a URBANA faz o trabalho de coleta”, afirmou o secretário.


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JANEIRO BRANCO: UM CONVITE À REFLEXÃO EM TEMPOS DE COBRANÇA EXCESSIVA E NOVAS METAS

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O início de um novo ano é, tradicionalmente, um momento de renovação e planejamento. Muitas pessoas começam janeiro com um sentimento de esperança e a ideia de que este será o ano das grandes mudanças. As promessas de ano novo, as resoluções para melhorar a vida pessoal e profissional, e as expectativas de alcançar objetivos a todo custo se tornam motivações poderosas. No entanto, a pressão para cumprir essas metas pode gerar uma série de desafios, especialmente quando as expectativas são fora da realidade ou quando imprevistos acontecem.

Nesse cenário, a saúde mental pode ser afetada, já que as frustrações e cobranças, muitas vezes, sobrecarregam o indivíduo, criando um ciclo de ansiedade, estresse e até depressão.

É comum ver pessoas enfrentando um aumento da pressão interna no começo do ano, tentando dar conta de objetivos que, por vezes, são demasiadamente ambiciosos ou pouco concretos. A busca pela perfeição e o medo de falhar podem ser prejudiciais para a saúde mental, afetando o bem-estar emocional e físico de uma pessoa. Em muitos casos, o que deveria ser um tempo de reflexão e planejamento pode se transformar em um período de sofrimento e autocrítica.

Os dados sobre saúde mental no Brasil apontam que, embora haja esforços para ampliar a assistência, o acesso ao cuidado ainda é desigual e insuficiente para atender toda a demanda. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, 11,5% da população brasileira — o equivalente a aproximadamente 24,6 milhões de pessoas — relata já ter sido diagnosticada com algum transtorno mental, sendo os transtornos de ansiedade e depressão os mais prevalentes.

Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 10% da população mundial sofre com transtornos mentais, o que corresponderia, aproximadamente, a 720 milhões de pessoas.

Diante disso, a campanha Janeiro Branco surge como um lembrete valioso para que as pessoas também coloquem a saúde mental como prioridade ao estabelecer suas metas para o ano. A campanha tem como principal objetivo conscientizar a sociedade sobre a importância da saúde mental, um tema que, muitas vezes, é negligenciado ou até mesmo estigmatizado. Durante o mês de janeiro, profissionais e ativistas da área da saúde mental incentivam um diálogo aberto, com o intuito de desmistificar os preconceitos e promover um espaço para que mais pessoas busquem ajuda quando necessário.

A psicóloga Mayrla Pinheiro destaca que esse período de recomeço é uma oportunidade de repensar as abordagens do autocuidado e da saúde emocional, de modo a alinhar objetivos mais saudáveis, realistas e equilibrados: “O Janeiro Branco incentiva as pessoas a estabelecerem metas mais realistas e focadas no bem-estar emocional, o que pode resultar em um ano mais consciente e saudável”.

De acordo com Mayrla Pinheiro, o Janeiro Branco é uma campanha que visa chamar a atenção da sociedade para a saúde mental, reforçando a ideia de que cuidar da mente é tão essencial quanto cuidar do corpo. “Este é um momento para quebrar tabus e encorajar as pessoas a refletirem sobre o seu estado emocional, buscando apoio quando necessário”, afirma a psicóloga.

Além de sensibilizar sobre a saúde mental, o Janeiro Branco também é uma oportunidade de fomentar o autocuidado, a psicoeducação e o acesso a informações e serviços de apoio psicológico. É um mês que se propõe a estimular a reflexão sobre como cada pessoa pode integrar práticas saudáveis de cuidado mental no seu cotidiano.

Embora muitas pessoas reconheçam a importância do autocuidado, nem sempre o acesso ao apoio psicológico é fácil, especialmente para aqueles com dificuldades financeiras. No entanto, a psicóloga afirma que há várias opções de autocuidado acessíveis. “Atividades simples como meditação, caminhadas, leitura ou até mesmo práticas de gratidão podem contribuir muito para a saúde mental. Além disso, muitas comunidades oferecem serviços gratuitos ou a preços acessíveis em centros de saúde mental ou ONGs”, explica.

Segundo Mayrla Pinheiro, o autocuidado tem um impacto direto na saúde mental. “Práticas de autocuidado ajudam a fortalecer a resiliência emocional, a reduzir o estresse e a aumentar a autoestima. Elas promovem relaxamento e bem-estar, prevenindo o surgimento de problemas mais graves no futuro”, afirma.

Quebrando Mitos e Preconceitos
A psicóloga Mayrla Pinheiro destaca que um dos maiores desafios enfrentados por quem lida com questões emocionais é o preconceito social. “Infelizmente, ainda há muito estigma em torno da saúde mental. Mitos como ‘quem tem problemas emocionais é fraco’ ou ‘só doenças graves necessitam de tratamento’ precisam ser superados para que possamos construir uma sociedade mais acolhedora e compreensiva”, diz.

Para que isso aconteça, é fundamental que a sociedade se envolva em ações de apoio e informação. A profissional sugere que, além de desmistificar o tema, todos podem contribuir criando ambientes de acolhimento, onde as pessoas se sintam seguras para falar sobre suas dificuldades. “Promover diálogos sobre saúde mental, compartilhar informações corretas e combater os preconceitos por meio da psicoeducação são maneiras efetivas de contribuir para esse processo”, complementa.

A psicóloga explica que é importante estar atento a sinais que possam indicar que alguém está enfrentando dificuldades emocionais. Mudanças no comportamento, como isolamento social, alteração no sono ou apetite, dificuldade de concentração, irritabilidade, tristeza persistente ou sentimentos de desesperança, podem ser indícios de que algo não está bem. “É crucial observar se esses sinais estão interferindo no dia a dia da pessoa, dificultando o seu funcionamento social, pessoal ou profissional”, alerta Mayrla.

Este janeiro, portanto, traz a chance de olhar para a saúde mental com mais atenção, desconstruir expectativas prejudiciais e cultivar uma mentalidade mais compassiva e realista para o que está por vir. A saúde mental é o alicerce sobre o qual todas as outras áreas da vida se sustentam. Por isso, a campanha Janeiro Branco busca promover um novo olhar sobre o cuidado psicológico, incentivando as pessoas a refletirem não apenas sobre o que desejam conquistar, mas sobre como esse processo pode ser saudável, equilibrado e livre de pressões excessivas


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PADRE CAMPOS TEM JUBILEU DE OURO SACERDOTAL CELEBRADO NESTE SÁBADO

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Com amplo reconhecimento pela dedicação aos serviços à comunidade e pelo talento e sucesso musical, o Padre José Freitas Campos, mais conhecido como Padre Campos, chega aos 50 anos de sacerdócio neste sábado (1°). O Jubileu de Ouro Sacerdotal será celebrado com uma missa em Ação de Graças na Igreja Matriz de São Sebastião, no bairro do Alecrim, Zona Leste de Natal, às 19h.

Nascido em Senador Elói de Souza, no Agreste Potiguar, ele descobriu sua vocação muito jovem, tendo sido ordenado sacerdote aos 26 anos, em 1º de fevereiro de 1975. Foi em sua cidade natal que celebrou a primeira missa após a ordenação, no dia 7 de fevereiro de 1975. Ao longo das cinco décadas seguintes, desenvolveu uma marcante trajetória no serviço religioso baseada no forte compromisso com a disseminação dos valores cristãos na comunidade.

Tendo ficado mais de 30 anos comando da Paróquia de São Sebastião, Padre Campos atendeu e guiou diferentes gerações de fiéis em um dos bairros mais antigos e populares da capital potiguar.

Paralelamente à trajetória sacerdotal, o pároco desenvolveu um trabalho artístico com ampla contribuição para a música sacra e litúrgica brasileira. A dedicação à composição teve início ainda quando seminarista, resultando no lançamento do primeiro disco (LP), “Missa das Bem-Aventuranças”, em 1973, antes da ordenação, pelas Edições Paulinas.

Os anos seguintes foram marcados por uma trajetória que o levou ao renome nacional com a composição de mais 300 hinos e canções litúrgicas, e gravação de mais de 200. Entre suas músicas mais populares está a “Missa do Dízimo” (Dízimo é partilha), lançada pela Paulus, em 1999. Desde 2002, ele compõe, todos os anos, o hino da festa de Nossa Senhora da Apresentação, padroeira da Arquidiocese de Natal.

GRANDE MISSIONÁRIO
O arcebispo metropolitano de Natal, Dom João Santos Cardoso, expressa profundo reconhecimento pelo trabalho de Campos na Arquidiocese de Natal, e ressalta a inteligência e dedicação do sacerdote, além do forte talento musical, abordando as “composições amplamente executadas em todos o Brasil”, que o consolidaram como “uma grande referência” na área da música sacra e da música litúrgica.

“Padre Campos é um grande pesquisador, um historiador – além de ter seu talento musical -, e tem dado uma grande contribuição na republicação de obras de padres e personagens conhecidos do estado do Rio Grande do Norte. Um grande missionário. Não obstante sua alimentação física, sua mente está extraordinária. Tem uma capacidade enorme para pensar, para refletir, e, nesse sentido, mantém a juventude de alma, a juventude de coração, a juventude de mente. Ao Padre Campos, a nossa gratidão por sua vida dedicada à Arquidiocese de Natal”, disse Dom João.

DIDÁTICO E CRIATIVO
O pároco da Antiga Catedral de Natal (Igreja Matriz de Nossa Senhora da Apresentação), Padre Bianor, tem uma longa história de proximidade com o Padre Campos, e evidencia as habilidades de didática e criatividade do amigo, com muita gratidão pelos ensinamentos oferecidos.

“Desde os meus primeiros passos como seminarista, o senhor foi um exemplo e uma referência.

Recordo com carinho o acolhimento generoso que me deu quando ainda não tinha experiência pastoral. Na sua paróquia, aprendi a me inserir na vida da Igreja, a conviver com o povo, e até mesmo a fazer leituras em público. Foram momentos marcantes que moldaram minha caminhada”, contou.

“Mais tarde, como professor no seminário, o senhor nos transmitia com paixão o conhecimento teológico, traduzindo com clareza conceitos profundos, tornando-os acessíveis e práticos. Sua didática, criatividade e inserção de vida mostravam que teologia não é apenas teoria, mas experiência de fé vivida. E depois, como irmãos no sacerdócio, nossa amizade se fortaleceu, apesar das diferenças de idade. Sempre houve entre nós um vínculo de carinho e respeito, que guardo com gratidão”, completou o Padre Bianor.

SUPEROU ADVERSIDADES
Para o irmão do pároco emérito, Josué Campos, um dos destaques da trajetória de Padre Campos foi a superação das condições sociais vividas na infância e juventude para se dedicar aos estudos.

“Padre Campos superou o fato de ter nascido na área rural. Filho de agricultor, destacou-se através dos estudos e da formação sacerdotal. A escrita, a composição e o sacerdócio são suas principais virtudes”, afirmou.


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EX-SECRETÁRIA DE SAÚDE DE NATAL TEM DÍVIDA EXECUTADA POR CALOTE DE IPTU

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A ex-secretária de Saúde de Natal, Leidimar Murr, empossada no último dia 1º, e exonerada nesta quarta-feira (29), além dos problemas no seu curto espaço de tempo enquanto gestora da Saúde Municipal, já tem questões anteriores a serem resolvidas com o Município. Ela está inscrita na Dívida Ativa por dever a quantia total de R$ 5.558,88 de IPTU, ISS e taxa de coleta de lixo. Certidão de débito aponta o valor em nome de Leidimar Silva Pereira Murr. Os dados foram extraídos nesta quarta-feira (29) no site da secretaria Municipal de Tributação. Alguns valores da dívida já têm mais de 10 anos.

A Prefeitura vem buscando, desde o ano passado, obter o pagamento do valor devido através da penhora de bens da médica, que foi integrada à equipe do secretariado da nova gestão por indicação da própria classe. Em últimos deferimentos, a Justiça autorizou a penhora de um bem imóvel de Leidiane, localizado na rua Prefeito Pompeu Jácome, 25, no Conjunto Alagamar, em Ponta Negra.

Inicialmente, em Processo de Execução Fiscal, de nº 0862297-83.2018.8.20.5001, a juíza Francimar Dias Araújo da Silva, determinou a penhora de valores em dinheiro e/ou de veículo em nome de Leidiane.

“Diante do exposto, determino, primeiramente, a realização de penhora on line, de valores existentes em depósitos ou aplicações em instituições financeiras, cuja titularidade seja da parte executada e seus corresponsáveis, caso inclusos nas CDAs, até o montante relativo à totalidade da dívida atualizada informada na presente execução”, diz a magistrada na sentença. Ela complementa que seja feita busca de veículos, que tenham circulação bloqueados e que eles sejam penhorados. A decisão é de 12 de março de 2024.

Entretanto, em 23 de agosto de 2024, uma tentativa de bloqueio eletrônico de R$ 665,78 não foi realizada por falta de saldo disponível, conforme dados do Processo Judicial Eletrônico (PJE) do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte.

Já em 06 de novembro de 2024, a Prefeitura desistiu de executar o carro da ex-secretária por não suprir o valor da dívida. O Executivo Municipal pediu a substituição da penhora pelo imóvel localizado em Ponta Negra, o que foi autorizado pela Justiça.

Leidimar Murr foi candidata a deputada federal em 2018, pelo partido Podemos. Dra Leidimar, como era o nome de urna, alcançou 1.185 votos. Os gastos de campanha foram de R$ 111 mil, mas ela teve as contas reprovadas pela Justiça Eleitoral.

Exoneração
Com portas trancadas, questões com servidores e abastecimento se acumulando e falta de diálogo com a equipe, em menos de um mês como secretária de Saúde, Leidimar Murr foi exonerada. A decisão foi oficializada pela Portaria nº 474/2025-AP, assinada pelo prefeito Paulinho Freire (UB), e publicada em edição extra do Diário Oficial do Município.

Paralelamente, foram destituídos dos cargos os componentes da equipe do gabinete de Leidimar: o Chefe da Assessoria Jurídica, Genaldo de Souza; o Chefe de Gabinete, Claudio Williams Avelino de Medeiros, e o Diretor do Departamento de Infraestrutura Física e Tecnológica, Diego Brito Medeiros da Fonseca.

Assume interinamente o cargo de secretária de Saúde a Secretária Adjunta de Atenção Integral à Saúde Rayanne Araújo Costa, que acumulará as duas funções.


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LANÇAMENTO DE REVISTA MARCA O DIA DO QUADRINHO NACIONAL EM NATAL

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Há 46 anos Luiz Elson Dantas se dedica à criação de histórias em quadrinhos. O desenhista e professor de artes natural de Angicos, na região Central do Rio Grande do Norte, entrou no universo dessa arte aos 15 anos. O despertar para a atividade surgiu com a leitura de revistas infantis e juvenis, mas foi ampliado diante da proximidade com as obras de quadrinistas potiguares. Hoje, tendo editado mais de cinquenta revistas e publicado outras cino, ele se mostra grato à tecnologia pela ampliação das possibilidades para o ramo das histórias em quadrinho e se prepara para mais um lançamento, no Dia do Quadrinho Nacional.

“O interesse vem dos quadrinhos da Disney, das revistas de faroeste, e esse interesse ampliou quando conheci os artistas potiguares Emanuel Amaral e Alcides Sales, que me ajudaram a desenvolver o meu trabalho”, conta o Luis Elson, que afirma também ter sido inspirado por profissionais de outros estados e até mesmo de outros países. “Vários artistas influenciaram meu trabalho, desde desenhistas potiguares, como eu citei Alcides e Emanoel; desenhistas brasileiros como J. Carlos e Benícios, e estrangeiros, como Ivo Milazzo e Hal Foster”, afirma. Os primeiros trabalhos foram publicados na tradicional revista Maturi, com desenhos de um personagem cangaceiro, baseados em fatos reais. Tratava-se de Ângelo Roque, o Labareda. “Iniciei publicando o desenho de um personagem chamado Labareda, que era um cangaceiro que tem os seus relatos todos publicados em um livro, e eu peguei esse livro, fiz uma pesquisa e transformei esse registro do tempo em que ele viveu no cangaço e transformei em uma história em quadrinhos”, relembra Luiz Elson. “Iniciei publicando na revista Maturi, que este ano faz cinquenta anos – um marco na produção brasileira; poucas publicações duram tanto tempo”, destaca.

Para o artista, a história em quadrinhos possibilita um tipo de leitura diferente, participativa, que chega a criar uma linguagem única. “É uma obra aberta, precisa da participação do leitor na interpretação, tanto do texto, como da imagem. Ela tem essa união de duas linguagens diferentes e cria uma terceira linguagem, digamos assim, uma linguagem própria, porque a história em quadrinhos dá vários sentidos a uma imagem quando a imagem vem carregada de um texto, e, às vezes, ela não tem texto, mas cada pessoa que lê faz uma interpretação diferente”.

QUADRINHOS NO RN

O quadrinista destaca o Rio Grande do Norte como um estado com tradição no setor de quadrinhos e ressalta a força da produção potiguar. “No Rio Grande do Norte, que já tem uma tradição, (…) atualmente, se publica quase todo mês uma nova revista. São 12 a 15 revistas por ano. (…) Há artistas que publicam para o mercado interno, para vender em feiras em escolas, em feiras de livros e artistas que trabalham para um público de eventos fora do estado, rodando pelo Brasil, que têm um público fiel na internet”, afirma.

Ele relata, ainda que, o universo das revistas em quadrinhos tem tido uma ampliação, acompanhando uma realidade nacional. “O cenário dos quadrinhos no RN hoje é muito interessante porque, nos últimos vinte anos, ele se ampliou também no Brasil, com o advento da computação gráfica e a ampliação da tecnologia das impressoras, avalia.

“Houve um barateamento, digamos assim, das publicações, de modo que as pessoas puderam fazer tiragens menores e com acabamento melhor. Às vezes, tem gente que publica a própria revista em casa. Então, você consegue começar pequeno, ampliar o público, criar um público novo, Depois, com as redes, ampliar de uma forma extraordinária esse público”, completa Luiz Elson.

Segundo o artista, esses avanços tecnológicos causaram um crescimento no acesso e interesse por esse tipo de publicação e pelos desenhos em geral e possibilitou a muitos colegas conquistarem seus espaços. “Tudo isso ampliou muito a valorização do desenho, dos quadrinhos, da caricatura, da charge. Abriu um novo mercado. Até então, era muito difícil por causa dos custos da impressão gráfica. Para você ter uma revista que fizesse sucesso, você tinha que ter uma tiragem muito grande. Hoje em dia, você consegue fazer pequenas tiragens, criar seu próprio público e depois ir ampliando esse público”, explica.

LANÇAMENTO

Foto: Reprodução

Em seu novo lançamento, a revista “A Grande Aventura de Moacy Cirne em Quadrinhos”, Luiz Elson faz uma readaptação dos textos do poeta potiguar. “Procurei adaptar a obra acadêmica dele, os textos dele, para a linguagem dos quadrinhos, de forma lúdica, fantasiosa, de modo que as pessoas procurem depois conhecer a obra original dele”, conta. “A gente procurou ampliar o público sobre a obra de Moacy Cirne, esse poeta, professor, intelectual , homem apaixonado por seu povo e sua terra (…), um dos pioneiros sobre o estudo da história em quadrinhos no Brasil”, completa o autor.

Ela afirma, ainda, a satisfação com a nova obra pelo fato de ter conseguido traduzir as obras para os quadrinhos, arte muito apreciada pelo homenageado. “Fiquei muito feliz com o resultado, exatamente por transpor para o quadrinho, que era uma grande paixão dele. Ele nunca escreveu uma revista em quadrinho (…), ele se interessou mais pela parte teórica, pelos significados, pela questão da semiótica dos quadrinhos”.

O evento de lançamento acontecerá nesta quinta-feira (30), Dia do Quadrinho Nacional, às 10h, na Capitania das Artes, localizado na Av. Câmara Cascudo, 434 – Cidade Alta.


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HIDRATAÇÃO NO VERÃO: COMO MANTER O CORPO REFRESCADO E SAUDÁVEL DURANTE A ESTAÇÃO MAIS QUENTE DO ANO

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Durante os meses de verão, as altas temperaturas exigem cuidados especiais com a saúde e a hidratação é uma das principais preocupações nessa época do ano. O calor intenso faz com que o corpo perca mais água por meio do suor e da evaporação, o que pode levar à desidratação se não houver a reposição adequada de líquidos. Em entrevista ao Diário do RN, a nutricionista Anna Silvia Cabral explica que, por esses fatores, as altas temperaturas exigem mais atenção com a hidratação. “Durante essa estação, o corpo perde mais líquidos devido ao aumento da transpiração e à evaporação. A reposição de líquidos é fundamental para o bom funcionamento do organismo e para evitar complicações, como a desidratação”, afirma.
A desidratação pode se manifestar de várias maneiras, desde sintomas leves, como fraqueza, sonolência e irritabilidade, até sinais mais graves, como dor de cabeça intensa, boca seca, confusão mental e até perda de consciência. A nutricionista alerta que a desidratação pode ainda afetar o sistema cardiovascular, a função renal e até o desempenho cognitivo. Portanto, é essencial perceber os sinais do corpo e agir rapidamente para repor os líquidos.
Alguns dos sintomas mais comuns de desidratação incluem lábios ressecados, falta de concentração, urina de cor escura, diminuição na frequência urinária e inchaço corporal.
A recomendação é que a ingestão de líquidos seja feita de forma constante durante o dia. Embora a água seja a principal fonte de hidratação, é possível diversificar o consumo de líquidos para torná-lo mais prazeroso e nutritivo, mas Anna Silvia destaca que a água deve ser a base da hidratação diária. “É importante que a maior parte da reposição hídrica seja feita com água, mas podemos adicionar variações saudáveis, como sucos naturais e água saborizada, que também ajudam na hidratação e ainda oferecem benefícios adicionais, como vitaminas”, recomenda.
Contudo, a nutricionista alerta sobre o consumo de bebidas com cafeína e álcool. Bebidas como chá verde, mate, chimarrão, café e outras que contenham cafeína são diuréticas, ou seja, estimulam a eliminação de líquidos do corpo, o que pode prejudicar a hidratação, especialmente quando consumidas em grandes quantidades. O mesmo vale para as bebidas alcoólicas, que também têm efeito diurético. “Se optar por bebidas como essas, a recomendação é que o consumo seja moderado”, acrescenta a nutricionista.
Além de beber líquidos, é importante incluir alimentos ricos em água na dieta. Frutas, verduras e legumes são excelentes opções para ajudar na hidratação do corpo e também fornecem nutrientes importantes.

Alimentos que Ajudam a Manter a Hidratação

Além de hidratar, frutas oferecem fibras, vitaminas e minerais – Foto: Reprodução

Para Anna Silvia Cabral, a alimentação no verão deve ser rica em alimentos hidratantes. “Frutas e vegetais que contêm água em sua composição são ótimos aliados durante essa época. Além de hidratar, eles oferecem fibras, vitaminas e minerais essenciais para o bom funcionamento do organismo”, explica. A nutricionista sugere as seguintes opções de alimentos que ajudam a manter o corpo hidratado:

  • Melancia: Composta por 92% de água, é uma das frutas mais hidratantes. Além disso, contém licopeno, um antioxidante que ajuda a proteger a pele dos danos causados pelos raios solares.
  • Melão: Outra fruta rica em água (cerca de 90%) e vitaminas A e C, que ajudam a fortalecer o sistema imunológico e a melhorar a saúde da pele.
  • Abacaxi: Com 86% de água, o abacaxi é uma excelente opção para refrescar o corpo e ainda oferece propriedades anti-inflamatórias e digestivas.
  • Morango: A fruta contém 91% de água e é rica em antioxidantes, que ajudam a combater o envelhecimento precoce da pele.
  • Tomate: Além de ser rico em água (cerca de 95%), o tomate é uma excelente fonte de licopeno, substância que tem efeito protetor contra o câncer de pele.
    Outros alimentos recomendados para manter a hidratação incluem pepino, pêssego, abacaxi, laranja, mamão papaia, abobrinha e repolho. Todos são ricos em água e, ao mesmo tempo, fornecem vitaminas e minerais essenciais para a saúde.

Alternativas refrescantes: sucos e bebidas naturais

Versátil, abacaxi permite composições interessantes em sucos e saladas – Foto: Reprodução

O chef Carlos Flor também compartilha dicas sobre como se hidratar de maneira saborosa e nutritiva. Ele destaca a importância de incorporar frutas e vegetais na alimentação de forma criativa. “No verão, além da água, podemos fazer uso de sucos naturais, águas saborizadas, smoothies e até sopas frias. São formas deliciosas e refrescantes de manter o corpo hidratado”, sugere.

Uma das sugestões do chef é preparar sucos naturais com frutas ricas em vitamina C, como o abacaxi e a laranja, que também têm efeito refrescante. “Você pode misturar sucos com água de coco, que é uma excelente fonte de eletrólitos, ajudando a manter o equilíbrio hídrico do corpo”, comenta. Além disso, ele sugere a criação de águas saborizadas, em que pedaços de frutas são adicionados à água para melhorar o sabor e aumentar a ingestão de nutrientes.

Carlos Flor também compartilhou uma receita fácil e deliciosa para os dias quentes: o Suco de Abacaxi com Hortelã.

NOS RESTAURANTES, PRATOS MAIS LEVES GANHAM DESTAQUE NO VERÃO
No verão, pratos mais leves e refrescantes são a preferência de muitos. Charlene Fernandes, dona de uma rede de restaurantes, explica que, nessa época, a procura por pratos mais pesados diminui, dando espaço para opções mais leves, como caldinhos e petiscos, que são ideais para um lanche rápido, sem pesar no estômago. “Durante essa estação, as pessoas preferem petiscos e pratos mais leves, como camarão e frutos do mar”, comenta Charlene. Em relação às bebidas, a limonada é uma das bebidas mais pedidas. “A limonada é a favorita de muitos, principalmente quando misturada com frutas como morango ou hortelã”, revela Charlene. As bebidas alcoólicas também são populares, mas com um foco em drinks refrescantes, como o Aperol Spritz e o Mojito, que combinam bem com o calor e proporcionam uma experiência de refrescância.


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