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ABUSOS INFANTOJUVENIS CRESCEM E DESAFIAM AUTORIDADES NO RN

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O número de prisões por crimes de violência sexual e outras violações contra crianças e adolescentes segue em alta no Rio Grande do Norte. Dados das Delegacias de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCAs), localizadas em Natal, Parnamirim e Mossoró, apontam que 63 pessoas foram presas em 2024 por envolvimento nesses tipos de crime. Em 2025, até o mês de novembro, o número chegava a 64 prisões, ultrapassando o ano anterior e revelando a gravidade do problema.

De acordo com a Polícia Civil, as denúncias anônimas têm desempenhado papel decisivo nas investigações. Em Parnamirim, um dos casos mais recentes partiu de uma informação encaminhada de forma sigilosa e levou à identificação de mais de dez vítimas de um mesmo suspeito de exploração sexual.

“A Polícia Civil do Rio Grande do Norte vem intensificando as ações de investigação e enfrentamento aos crimes de violência sexual e outras violações de direitos contra crianças e adolescentes em todo o estado”, afirma a delegada Ana Gadelha.

Outro caso emblemático também começou com uma denúncia feita pelo Disque 100. A apuração resultou na responsabilização de um homem por abuso sexual contra uma criança, com a comprovação do crime por meio de imagens encaminhadas ao próprio canal.

“Essas denúncias são fundamentais para que possamos agir rapidamente, interromper os ciclos de abuso e garantir que os autores sejam punidos”, acrescenta a delegada.

O aumento das prisões e das investigações reflete um cenário alarmante, em que muitos abusos acontecem dentro do próprio lar. Segundo especialistas, cerca de 70% dos casos de abuso infantil são cometidos por pessoas conhecidas da vítima, como padrastos, pais, avós, tios ou vizinhos. Um caso ocorrido no ano passado ganhou repercussão nas redes sociais, em que um padrasto foi flagrado observando a enteada tomar banho, reacendeu o alerta sobre a vulnerabilidade das crianças dentro do ambiente familiar.

Para a advogada Sâmoa Martins, presidente da Comissão da Infância e Juventude da OAB/RN, a gravidade dessas situações vai muito além do ato em si. “Essa notícia em que o padrasto bisbilhota a enteada demonstra claramente que estamos vivendo um momento gravíssimo, onde a dignidade, a intimidade e a integridade das crianças estão sendo violadas. O Estatuto da Criança e do Adolescente é claro ao assegurar que toda criança deve ter seus direitos garantidos, principalmente o direito à sua intimidade sexual. Uma criança não deve ser exposta a qualquer forma de sexualização precoce”, alerta.

Sâmoa ressalta que o abuso sexual infantil deixa marcas que ultrapassam a infância. “Quando uma criança percebe que está sendo violentada, isso gera consequências profundas não apenas naquele momento, mas também na vida adulta. São danos emocionais, psicológicos e sociais que, muitas vezes, se estendem por toda a vida”, lembra.

A advogada também destaca que o enfrentamento à violência sexual não deve se restringir ao campo jurídico, mas envolver toda a sociedade. “O Estatuto da Criança e do Adolescente é muito claro ao dizer que é dever do Estado, da família e de toda a sociedade assegurar a proteção integral à criança. Isso significa também salvá-las de todo e qualquer ato desumano, violento ou que cause vexame. A violação sexual e a importunação são crimes graves e têm sanções previstas no Código Penal”, explica.

Um dos principais desafios, segundo Sâmoa, é o silêncio. “A pedofilia e o abuso sexual acontecem, em sua maioria, dentro das casas, por padrastos, pais, tios, avôs ou até vizinhos conhecidos da família. E onde estão os outros membros da família que não percebem? Será que há medo de denunciar? Enquanto o silêncio prevalecer, nossas crianças continuarão sendo violentadas. É dever de todos observar, acolher e denunciar”, enfatiza.

MONINOTAMENTO VIRTUAL
A Polícia Civil tem reforçado também o combate aos crimes sexuais cibernéticos, com o uso de técnicas investigativas especializadas e medidas judiciais cautelares. Essas ações têm permitido identificar autores, interromper a circulação de conteúdos ilícitos e preservar a identidade das vítimas no ambiente virtual. “A Polícia Civil também atua com rigor nesses casos para garantir proteção à integridade física e psicológica das crianças e adolescentes”, reforça a delegada Ana Gadelha.

Como denunciar
Para garantir a eficácia das ações e ampliar a rede de proteção, a Polícia Civil orienta que a população utilize os canais oficiais de denúncia, que funcionam de forma segura e sigilosa. As denúncias podem ser feitas pelo Disque 100, canal nacional de direitos humanos; pelo Disque 181, da Polícia Civil; na Delegacia Virtual (www.policiacivil.rn.gov.br); ou diretamente nas Delegacias Especializadas de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCAs) em todo o estado.

“A denúncia é um ato fundamental de proteção e pode salvar vidas. Cada ligação pode interromper um ciclo de violência e devolver a uma criança o direito de viver com segurança e dignidade”, conclui a delegada Ana Gadelha.


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IMPORTUNAÇÃO SEXUAL EM REDE NACIONAL REACENDE DEBATE PÚBLICO

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Um episódio recente envolvendo duas pessoas em um programa de TV de grande audiência trouxe ao centro do debate um problema antigo e recorrente na sociedade brasileira, a banalização da importunação sexual. Situações em que o corpo e a vontade da mulher são desrespeitados ainda costumam ser minimizadas, tratadas como “mal-entendidos” ou “excessos”, quando, na verdade, configuram crime. O caso reacende discussões sobre consentimento, cultura machista e os limites que não podem ser ultrapassados, nem nas relações privadas, nem em espaços públicos ou de visibilidade nacional.

Em um programa acompanhado por milhões de brasileiros e cercado por câmeras 24 horas por dia, a suspeita de uma abordagem sem consentimento expôs, mais uma vez, como a importunação sexual é uma realidade presente tanto em ambientes privados quanto públicos, gerando repercussão ampla e imediata. Para especialistas, o caso ajuda a esclarecer o que a lei considera crime e por que atitudes que muitos tentam minimizar são, na verdade, violações graves.

A advogada Amanda Brasil explica que o ponto central é o consentimento, ou a falta dele, e lembra que a prática é crime previsto em lei. “Esse episódio gerou uma repercussão enorme e com razão, porque beijo não é algo que se toma, beijo é algo que se recebe com consentimento.

Quando existe uma tentativa de contato íntimo, aproximação forçada ou insistência física sem autorização, isso pode configurar crime. A Lei nº 13.718, de 2018, incluiu no Código Penal o artigo 215-A, que define como importunação sexual praticar, contra alguém e sem sua anuência, ato libidinoso para satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro”, explica.

Segundo ela, o chamado ato libidinoso é qualquer conduta com conotação sexual. “Como tentar beijar, beijar à força, passar a mão, encostar de forma íntima ou invadir o corpo da pessoa de maneira sexual sem a sua permissão. E é importante deixar claro: consentimento não é silêncio, não é ausência de reação. Ele precisa ser claro, livre e inequívoco”, afirma. “Se a pessoa se afasta, vira o rosto, empurra ou demonstra desconforto, isso já é um não”, reforça.

Amanda também chama atenção para o contexto em que o episódio ocorreu. “Tudo isso acontecendo no maior reality do Brasil, num ambiente cercado por câmeras, onde literalmente todo o país está assistindo. E mesmo assim, esse tipo de comportamento ainda acontece. Isso mostra como a violência e a invasão dos corpos femininos são reflexos de uma cultura machista, em que muitos homens ainda se sentem no direito de ultrapassar limites, como se o ‘não’ de toda mulher fosse negociável. Mas não é”, pontua.

A advogada lembra ainda que a importunação sexual não exige relação sexual nem violência extrema para ser caracterizada. “Basta o ato sem consentimento. Basta a tentativa de beijo, como aconteceu no reality show. A pena prevista é de um a cinco anos de reclusão”, observa.

A delegada Victoria Lisboa, da Delegacia de Atendimento à Mulher da Zona Oeste e Leste e Natal, explica que muitas vítimas só percebem depois que passaram por uma violência. “Os sinais aparecem quando você se sente invadida na sua privacidade e percebe que a pessoa agiu com intuito libidinoso e sem a sua anuência”, afirma. Segundo ela, o medo, a vergonha e a sensação de culpa ainda silenciam muitas mulheres, mas denunciar é fundamental para interromper o ciclo.

“Importunação sexual é crime e precisa ser tratada como tal, ressalta.”

Relato fora das telas
A realidade fora das telas mostra que esse tipo de violência é comum. Uma mulher que prefere não se identificar relata que começou a ser importunada em via pública por um desconhecido durante o trajeto diário para levar o filho à escola. “A gente se cruzava quase sempre no mesmo horário, no mesmo caminho. Ele me chamava de linda, princesa e fazia elogios com um tom asqueroso. Eu me sentia constrangida e com medo, porque era algo insistente”, conta.

Em uma das situações, ela percebeu que o homem usava o uniforme de uma empresa e decidiu procurar o setor de recursos humanos para relatar o ocorrido. O relato ilustra como a importunação pode ocorrer de forma repetida e, muitas vezes, à luz do dia, em espaços onde a vítima deveria se sentir segura.

Em resumo, o combate a esse tipo de crime passa por informação, responsabilização dos agressores e apoio às vítimas. “Não é exagero, não é frescura. É violência”, conclui Amanda Brasil.

Canais de denúncia
A delegada Victoria Lisboa reforça que existem canais para buscar ajuda. “As vítimas podem ligar para o 180, que é a Central de Atendimento à Mulher, ou para o 190, em situações de emergência”, orienta. Segundo ela, registrar ocorrência é um passo importante para que o agressor seja identificado e para que outras pessoas não passem pelo mesmo.

Sebrae destaca força da cadeia de laticínios e da produção artesanal no Rio Grande do Norte

Queijos artesanais produzidos no RN têm conquistado reconhecimento em diversos concursos pelo Brasil – Foto: Daísa Alves/ASN

Na data em que se comemora o Dia Mundial do Queijo, 20 de janeiro, o Sebrae no Rio Grande do Norte promoveu, na Agência Sebrae Grande Natal, um dia de atividades voltado à valorização da produção artesanal de queijos no estado. A programação reuniu queijos artesanais potiguares de referência e incluiu demonstração ao vivo da confecção do tradicional queijo manteiga, oficina de harmonização com alimentos regionais, além de exposição e comercialização de produtos, destacando a qualidade e a diversidade da produção local.

A produção potiguar de queijos e laticínios tem conquistado destaque crescente em concursos nacionais. Somente em 2025, produtores do estado somaram 56 medalhas em três importantes competições do setor: Enel, Expo Queijo e Prêmio Queijo Brasil. As premiações contemplaram diferentes categorias, incluindo queijos, manteigas e outros derivados lácteos, reforçando o reconhecimento da produção artesanal potiguar.

Para o produtor Lucenildo Firmino, de Tenente Laurentino, conhecido como Galego da Serra, o aumento das premiações reflete um movimento consistente de valorização do setor. “As conquistas têm se intensificado ao longo dos anos, o que resulta em mais visibilidade para as produções e maior reconhecimento por parte da sociedade”.

Já Marcelo Paiva, proprietário do Laticínio Capril Buxada, destacou o potencial do queijo de cabra, ainda pouco difundido no Nordeste. Segundo ele, a aceitação do produto tem crescido gradualmente, impulsionada pelas premiações e pelo apoio de instituições como o Sebrae.

“O processo de mudança cultural e a introdução de novos produtos são desafiadores, mas o trabalho contínuo tem aberto caminhos. Atualmente, temos mais de 28 produtos, entre queijos, iogurtes e doces, muitos deles comercializados em estabelecimentos de destaque, como em Pipa e São Miguel do Gostoso, além de lojas que integram o movimento Feito Potiguar”, relatou.

CADEIA DE LATICÍNIOS FORTALECIDA
Atualmente, o Rio Grande do Norte conta com 165 empresas ativas na cadeia de laticínios – de acordo com levantamento feito pelo Sebrae-RN com dados da Receita Federal. A maior concentração está no Seridó Ocidental, com 70 empresas, o equivalente a 42% do total estadual.

Em seguida aparecem a Região Metropolitana de Natal, com 32 empresas (19%), e o Seridó Oriental, com 16 (10%). Regiões como Vale do Açu, Alto Oeste, Oeste, Trairí e Agreste também integram o mapa produtivo, evidenciando a capilaridade da atividade no estado.

De acordo com Luis Felipe, gestor do Programa Leite e Genética do Sebrae-RN, um dos fatores determinantes para o fortalecimento do setor queijeiro tem sido o avanço contínuo na qualidade do leite, que impacta diretamente o sabor e o padrão dos produtos.

“O fortalecimento dessa cadeia produtiva contou com o apoio do Projeto Leite e Genética. Em 2025, a iniciativa consolidou mais um ciclo de atuação, alcançando 60 municípios potiguares, com maior presença na Região Metropolitana de Natal, no Seridó Ocidental e no Alto Oeste. Ao longo do ano, mais de 300 produtores foram atendidos por ações voltadas ao melhoramento genético dos rebanhos e ao aumento da produtividade, tanto na pecuária leiteira quanto na de corte”, destaca.

Dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PAM), do IBGE, apontam crescimento consistente da produção de leite no Rio Grande do Norte nos últimos anos, acompanhado por expressiva valorização econômica. Em 2017, o estado produziu 242,7 milhões de litros de leite, movimentando R$ 411 milhões. Já em 2024, a produção alcançou 394,5 milhões de litros, com valor de R$ 981 milhões.

Outro dado relevante é a concentração regional da produção: 10,4% de todo o leite produzido no estado tem origem em Caicó, no Seridó potiguar, região historicamente ligada à atividade leiteira e à produção de queijos artesanais.

Essa qualidade se refletiu no refinamento e na diversidade de sabores dos produtos potiguares. Para Jonatã Canela, chef de cozinha do Restaurante Navarro e embaixador do movimento Feito Potiguar, a principal mensagem é valorizar o que é produzido localmente.

“A ideia é mostrar o queijo além do óbvio e reforçar que existe valor no que é f


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SISU 2026 ABRE INSCRIÇÕES COM NOVAS REGRAS NA MAIOR EDIÇÃO DA HISTÓRIA

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As inscrições para a edição de 2026 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) começaram nesta segunda-feira (19) e seguem abertas até as 23h59 da sexta-feira (23), no horário de Brasília. O processo seletivo é a principal porta de entrada para cursos de graduação gratuitos em instituições públicas de ensino superior em todo o país e, neste ano, chega com mudanças importantes nas regras de participação.

O Sisu é o sistema do Ministério da Educação (MEC) que utiliza as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para selecionar estudantes para universidades e institutos federais. As inscrições são gratuitas e feitas exclusivamente pela internet, no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Cada candidato pode escolher até duas opções de curso, por ordem de preferência, e precisa preencher também o cadastro socioeconômico.

A edição de 2026 é a maior da história do Sisu. São mais de 274,8 mil vagas em 7.388 cursos, oferecidos por 136 instituições em 587 municípios brasileiros. Desse total, mais de 73 mil vagas são destinadas a cursos de licenciatura presenciais. Estudantes que optarem por essa área poderão se inscrever no programa Pé-de-Meia Licenciaturas, que garante um incentivo financeiro mensal de R$ 1.050.

O sistema também mantém as ações afirmativas previstas na Lei de Cotas. No momento da inscrição, candidatos que estudaram integralmente em escola pública, são de baixa renda, pretos, pardos, indígenas, quilombolas ou pessoas com deficiência devem indicar a modalidade de concorrência correspondente ao seu perfil. A distribuição das vagas ocorre após a classificação geral, respeitando as proporções definidas em lei.

Mudanças em 2025
Uma das principais novidades da edição de 2026 é que o sistema passa a considerar automaticamente a melhor nota entre as três últimas edições do Enem, 2023, 2024 e 2025. Isso muda de forma significativa a dinâmica do processo seletivo, especialmente para quem prestou o exame mais de uma vez.

De acordo com o professor Handesson Leão, especialista em assuntos relacionados ao Enem, essa é a alteração mais relevante do ano. “A mudança mais impactante é que, agora, o aluno que fez o Enem entre 2023 e 2025 terá automaticamente considerada a melhor nota entre esses anos. Ou seja, quem realizou o exame nos últimos três anos concorre com seu melhor desempenho. Já quem fez o Enem pela primeira vez em 2025 participa apenas com essa única nota”, explica.

Outra característica importante do Sisu é a chamada nota de corte, que funciona como uma referência para orientar os candidatos durante o período de inscrição. Segundo Handesson, o sistema permite acompanhar diariamente a posição do estudante em relação às vagas disponíveis. “A primeira nota de corte funciona como uma referência inicial. Se um curso tem 40 vagas, a nota do 40º colocado passa a ser a nota de corte. O estudante compara a sua nota com essa última colocação para se orientar nas escolhas da primeira e da segunda opção”, afirma.

Ele também orienta sobre a estratégia nos primeiros dias. “Nos três primeiros dias, a concorrência é sempre muito alta, porque as pessoas ainda estão testando possibilidades. A partir do terceiro dia, essa média tende a se estabilizar e virar uma referência mais realista. No primeiro dia, muita gente com média 600 coloca Medicina, não tem chance, mas isso infla a concorrência. Depois, o sistema começa a se ajustar”, destaca.

Impacto para os estudantes

Sophya tirou 940 na redação e vai escolher TI como 1ª opção de curso – Foto: Reprodução

Entre os estudantes que participam do processo está Sophya Maria Afonso, que escolheu Tecnologia da Informação (TI) como primeira opção na UFRN. “O curso que eu gostaria de fazer é TI, e o que pesou na minha decisão foi o futuro do mundo em relação à inteligência artificial. Eu sempre tive muito interesse por tecnologia, principalmente pela área de cibersegurança, que é o ramo que eu pretendo seguir”, conta.

Sobre as mudanças na avaliação do Enem 2025, Sophya observa que isso impactou muitos estudantes. Segundo ela, parte dos candidatos se sentiu prejudicada com o novo cenário. “Muita gente teve dificuldade para atingir as notas mínimas exigidas por várias faculdades, principalmente em Matemática e em Ciências da Natureza. Além disso, a anulação de duas questões de Natureza e uma de Matemática acabou prejudicando muita gente. Mesmo quem tinha acertado essas questões não teve a pontuação ajustada, o que pareceu injusto para muitos candidatos, inclusive para mim”, relatou.

Ela, que tirou nota 940 na redação, também avalia que a correção da redação foi mais rigorosa neste ano. “A sensação geral é de que a redação foi corrigida de forma mais rígida. Pelos relatos que circularam na internet, a maioria das pessoas tirou menos de 900 pontos, e as notas mais altas foram raras. Muita gente sentiu que a pontuação caiu em relação aos outros anos”, completou a estudante.

O resultado da chamada regular do Sisu 2026 será divulgado no dia 29 de janeiro. Os selecionados deverão realizar a matrícula a partir de 2 de fevereiro. Quem não for aprovado nessa primeira etapa poderá manifestar interesse em participar da lista de espera entre os dias 29 de janeiro e 2 de fevereiro, também pelo Portal Único.


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31ª EDIÇÃO DA FIART REFORÇA PAPEL DO ARTESANATO NA ECONOMIA POTIGUAR

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O lançamento da 31ª edição da Feira Internacional de Artesanato, a FIART, aconteceu na manhã desta quinta-feira (15), no espaço Neuma Leão, no bairro de Morro Branco, zona Sul de Natal.

Reconhecida como Patrimônio Cultural e Imaterial do Rio Grande do Norte, a feira volta a ocupar o Centro de Convenções de Natal, entre os dias 23 de janeiro e 1º de fevereiro de 2026, reafirmando seu papel como um dos principais eventos de cultura, economia criativa e turismo do Estado.

Consolidada ao longo de três décadas, a FIART vai além da venda de produtos. É um espaço de encontro entre saberes, cores e histórias feitas à mão, reunindo artesãos do Rio Grande do Norte, de diversas regiões do Brasil e também do exterior. Neste ano, o público encontrará uma grande diversidade de peças em fios, tecidos, cerâmica, madeira e fibras naturais, além de itens utilitários, moda autoral e objetos de decoração que traduzem a identidade cultural de diferentes territórios.

A programação inclui ainda o Festival FIART Cultural, com shows musicais, apresentações de dança, literatura e manifestações folclóricas, além de uma praça de alimentação dedicada à culinária regional. Outro destaque é o Salão dos Mestres, espaço onde artesãos produzem suas peças ao vivo, permitindo ao visitante acompanhar o processo criativo e compreender o valor do trabalho manual. A feira se consolida, assim, como vitrine da economia criativa e importante instrumento de fortalecimento do turismo e da geração de emprego e renda.

Durante o lançamento, o idealizador e coordenador da FIART, Neiwaldo Guedes, destacou o crescimento do evento e o desafio de mantê-lo em expansão. “A feira tem 30 anos. No ano passado, tivemos um investimento de aproximadamente 2 milhões de reais. Este ano, foi necessário buscar mais 2 milhões. A responsabilidade aumentou, mas novos parceiros chegaram, parceiros importantes para o artesanato e para a economia do Nordeste”, afirmou.

Entre os apoiadores, Neiwaldo ressaltou a presença do Banco do Nordeste e da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). “O banco vai estar na feira mostrando que não está distante do artesão, que existe crédito com condições diferenciadas.

Muitas vezes as pessoas passam na frente do banco e não entram. Lá, o artesão vai entender como funciona. E a Apex vem para mostrar que exportar não é só para grandes empresas. O artesão pode exportar, a cultura pode ser exportada”, explicou.

A programação cultural também foi destacada pelo coordenador, que anunciou homenagens e novidades. “A FIART é o momento de mostrar o que nós temos de melhor na nossa cultura. Vamos fazer uma homenagem a Titina Medeiros, e quantas homenagens fizermos ainda serão poucas.

Além do palco principal, teremos os cortejos que lembram muito os carnavais, criando um clima de festa dentro da feira”, disse, convidando o público a visitar todos os espaços do evento.

O superintendente do Banco do Nordeste no Rio Grande do Norte, Jeová Lins, por sua vez, apresentou dados que demonstram o impacto do crédito na vida dos artesãos. “Este ano, realizamos quase 200 mil operações de crédito no Estado, a maioria de pequenos valores, em torno de 3 a 4 mil reais. Esse crédito chega principalmente às mulheres, que representam cerca de 67% desse público, artesãs, trabalhadoras, empreendedoras e mães de família. Para nós, é uma imensa satisfação, porque o banco não faz apenas crédito, faz cultura”, destacou.

Já o diretor técnico do Sebrae, João Hélio Cavalcanti, ressaltou o papel da FIART no desenvolvimento do artesanato. “É um evento que faz com que o nosso artesanato evolua e fortalece a integração do Nordeste. Estaremos presentes em todas as atividades, desde a loja conceito até a programação cultural. Hoje, o Sebrae está praticamente inserido em toda a feira, contribuindo em diversas áreas”, afirmou.

Representando o Governo do Estado, a secretária Iris Oliveira, da Secretaria de Estado do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social, reafirmou o compromisso da gestão estadual com o setor. “Para o governo da professora Fátima Bezerra, é uma alegria muito grande apoiar a FIART e reafirmar o compromisso com o artesanato. Hoje, o Rio Grande do Norte conta com quase 13 mil artesãos cadastrados no Programa do Artesanato Potiguar. Isso significa dar visibilidade, dignidade e respeito”, afirmou. Ela também destacou a realização de ações formativas durante a feira, como seminários e espaços de troca de experiências, voltados tanto para artesãos participantes quanto para aqueles que desejam se qualificar.

Fiart reúne grandes parcerias como Sebrae, Banco do Nordeste, Governo do RN e Prefeitura de Natal – Foto: Reprodução

Números do Natal em Natal confirmam importância do apoio ao artesão

Ainda durante a solenidade de lançamento da 31ª Fiart, o diretor do Departamento de Desenvolvimento e Apoio ao Artesanato da Semtas, Rodrigo Loureiro, representando o prefeito Paulinho Freire, destacou o fortalecimento do artesanato natalense como política pública e vetor de desenvolvimento. “Viemos de um Natal em Natal, com polos estruturados que geram renda real. Os polos de Mirassol e Ponta Negra faturaram juntos mais de meio milhão de reais apenas no período do Natal, com artesanato genuinamente feito à mão”, afirmou. Ele explicou que o polo de Mirassol funciona como a loja Natal Original, espaço dedicado exclusivamente à valorização da produção local.

Segundo Loureiro, o investimento em infraestrutura tem garantido mais dignidade aos artesãos. “Em Mirassol, construímos um belíssimo pavilhão, que dá melhores condições para quem expõe e permite que o espaço funcione como um centro de eventos. E a proposta é que ele esteja aberto o ano inteiro, com loja colaborativa e programação contínua”, disse. Atualmente, mais de 50 artesãos participam diretamente das atividades no local.

Além desses espaços, a Prefeitura avança na criação do polo de comercialização do artesanato na Redinha, integrado ao processo de requalificação da área. “A Redinha passa a ser mais um ponto estratégico, conectando artesanato, cultura e turismo. É uma forma de descentralizar, ampliar a visibilidade e criar novas oportunidades de renda para os artesãos de Natal”, pontuou.

Loureiro também destacou o alcance turístico da FIART. “Pesquisas mostram que quase 50% do público da feira no ano passado era formado por turistas. Isso demonstra a importância de termos um espaço estruturado para mostrar o artesanato de Natal para o mundo”, afirmou. “Para a Prefeitura de Natal, é um orgulho participar da FIART e mostrar que o artesanato de Natal e do Rio Grande do Norte tem qualidade que não deixa a desejar a nenhum estado do país”, concluiu.


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USO DE FARDAMENTO NAZISTA REACENDE O DEBATE SOBRE EDUCAÇÃO E LIMITES

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O caso do adolescente de 13 anos que apareceu vestindo uma fantasia associada ao regime nazista durante um baile de formatura, em Mossoró, no Oeste potiguar, chamou a atenção do país e levantou uma série de reflexões que vão além da esfera policial. As imagens, registradas durante a festa e compartilhadas nas redes sociais, provocaram indignação, mobilizaram autoridades e reacenderam o debate sobre intolerância, responsabilidade familiar e o uso consciente da internet por crianças e adolescentes.

O episódio ocorreu no último fim de semana, durante um baile de formatura do curso de Medicina da Facene. Fotos e vídeos mostram o adolescente usando um uniforme inspirado na Wehrmacht, o exército criado por Adolf Hitler, além de reproduzir gestos ligados à ideologia nazista. A divulgação inicial foi feita pelo Blog do Barreto e, em poucas horas, o conteúdo se espalhou pelas redes, despertando questionamentos sobre os limites entre fantasia e apologia a um regime marcado por violência, perseguições e milhões de mortes.

Com a repercussão, o Ministério Público do Rio Grande do Norte confirmou a abertura de um procedimento extrajudicial, conduzido pela 10ª Promotoria de Justiça de Mossoró, para reunir informações, identificar os envolvidos e analisar as circunstâncias do caso; e destacou que a apuração ocorre em segredo de justiça, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A Polícia Civil também instaurou investigação por meio da Delegacia Especializada de Atendimento ao Adolescente (DEA), que segue realizando diligências.

Diante da exposição, o adolescente publicou um vídeo pedindo desculpas. Na gravação, afirmou não ter tido a intenção de fazer apologia ao nazismo, reconheceu o erro e disse não ter imaginado a dimensão que o caso tomaria. Ele também pediu uma nova chance e declarou contar com o apoio da família. Após a repercussão, o perfil do garoto em uma rede social foi apagado. Antes disso, o espaço trazia a frase em alemão “Ein Volk, ein Reich, ein Führer”, um dos slogans mais conhecidos do regime nazista.

Além do pedido de desculpas, apurações jornalísticas levantaram informações sobre o contexto familiar do adolescente. Segundo o Blog do Barreto, há registros de comentários de familiares elogiando o uniforme utilizado e de publicações antigas que indicariam estímulo a ideias de cunho extremista. As informações apontam ainda que familiares teriam facilitado a troca de roupa durante o evento e incentivado registros em fotos e vídeos, o que ampliou o debate sobre a responsabilidade dos adultos na orientação ética de crianças e adolescentes.

Para além da investigação e das possíveis consequências legais, o caso chama a atenção para os impactos emocionais e sociais desse tipo de exposição na adolescência. A psicóloga Débora Sampaio, especialista no atendimento a crianças e adolescentes, explica que essa é uma fase marcada por intensas transformações. “Aos 13 anos, o adolescente ainda está em pleno desenvolvimento emocional, cognitivo e moral. As áreas do cérebro responsáveis por julgamento crítico, empatia e avaliação das consequências ainda não estão amadurecidas”, afirma.

Segundo a especialista, comportamentos inadequados podem surgir por diferentes motivações.

“Muitas vezes, atitudes assim aparecem por imitação, provocação, desejo de chamar atenção, para chocar ou por busca de pertencimento a grupos, especialmente quando símbolos extremistas circulam na internet de forma banalizada ou romantizada”, explica. Débora destaca que muitos adolescentes não compreendem plenamente o peso histórico e humano de símbolos como o nazismo. “Isso não diminui a gravidade do ato, mas ajuda a entender o contexto em que ele acontece.”

A psicóloga também ressalta o papel da família e do meio social. “A família é uma referência fundamental na formação de valores, limites e noções éticas, especialmente na infância. Na adolescência, porém, os grupos passam a exercer forte influência, porque o jovem busca aceitação, reconhecimento e identidade fora do núcleo familiar”, observa. De acordo com ela, esse desejo de pertencimento pode levar o adolescente a reproduzir comportamentos inadequados como forma de se sentir aceito.

Outro ponto destacado por Débora Sampaio é o impacto da exposição pública. “A exposição intensa pode gerar efeitos profundos e duradouros. O adolescente está em fase de construção da identidade, da autoestima e do senso de pertencimento social”, alerta. Entre as possíveis consequências estão sentimentos de vergonha excessiva, ansiedade, isolamento e estigmatização.

A especialista também chama atenção para as chamadas pegadas digitais. “O que um adolescente publica na internet não desaparece. Esses registros podem ser recuperados e gerar consequências reais no futuro, inclusive em ambientes acadêmicos, profissionais e sociais”, afirma. Por isso, reforça a importância de orientação constante sobre responsabilidade digital.

Para Débora, é fundamental que a resposta social ao caso seja equilibrada. “É essencial diferenciar responsabilização de destruição. O adolescente precisa responder pelos seus atos, mas também precisa ser orientado, acompanhado e educado para compreender a gravidade do que fez e seguir em um processo de amadurecimento”, conclui.


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DEMANDAS ESCOLARES EXIGEM ATENÇÃO AO ORÇAMENTO E À LEGISLAÇÃO

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Ano letivo prestes a começar e, com ele, um novo ciclo de despesas concentradas já nos primeiros meses. Rematrículas, compra de material escolar, livros didáticos, uniformes e, em muitos casos, serviços adicionais como colônia de férias e período integral acabam pressionando o orçamento doméstico. Nesse cenário, além do planejamento financeiro, pais e responsáveis precisam estar atentos aos seus direitos para evitar práticas abusivas por parte das instituições de ensino, condutas que ferem o Código de Defesa do Consumidor (CDC).

De acordo com a diretora-geral do Procon Natal, Dina Pérez, é recorrente, neste período do ano, o aumento de denúncias relacionadas à chamada venda casada, quando a escola condiciona a matrícula ou a renovação à aquisição de produtos ou serviços específicos. “A matrícula escolar é uma relação de consumo e deve ser tratada com atenção. Os pais precisam observar se a escola está condicionando a matrícula ou a renovação à compra de materiais, uniformes, livros ou serviços em um fornecedor específico. Essa prática configura venda casada e é proibida pelo Código de Defesa do Consumidor”, alerta.

Dina explica que há apenas uma exceção prevista em lei. “A escola pode indicar apostilas ou material didático próprio, desde que isso esteja claramente previsto no contrato, mas não pode impor local de compra, marca específica ou exigir itens que não sejam de uso individual do aluno”, afirma. Ela também chama atenção para as listas de material escolar, que frequentemente incluem itens indevidos. “Itens de uso coletivo, de higiene, limpeza ou administrativo não podem ser repassados às famílias. Transparência contratual é palavra-chave. Tudo deve estar por escrito, com valores claros, regras de reajuste, condições de desistência e sem cláusulas abusivas.”

Para enfrentar esse cenário, o Procon Natal intensificou, neste início de ano, a atuação preventiva e educativa junto às instituições de ensino e aos consumidores. O órgão tem orientado escolas sobre os limites legais nas cobranças de matrícula e na exigência de materiais, além de reforçar ações de fiscalização. “O foco é coibir práticas abusivas, especialmente vendas casadas, listas irregulares e cláusulas contratuais que coloquem o consumidor em desvantagem excessiva.

Estamos analisando contratos, recebendo denúncias, promovendo fiscalizações e deixando claro que a educação é um serviço essencial, que deve respeitar o Código de Defesa do Consumidor.

Orientar para prevenir, mas fiscalizar e autuar quando houver descumprimento da lei”, destaca Dina Pérez.

Qualquer indício de irregularidade deve ser denunciado ao Procon Natal. As denúncias podem ser feitas por e-mail, pelo endereço procon.natal@natal.rn.gov.br, pelos telefones e WhatsApp (84) 3232-6189 ou (84) 3232-9050, ou presencialmente na sede do órgão, localizada na Avenida Ulisses Caldas, nº 181, no Centro. “A orientação é que pais e responsáveis guardem contratos, listas de material escolar, comprovantes de pagamento, mensagens e qualquer documento que comprove a exigência abusiva, o que facilita a atuação do órgão”, ressalta Dina Pérez.


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POLÍCIA CIVIL E MP/RN APURAM CASO DE APOLOGIA AO NAZISMO EM MOSSORÓ

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O Ministério Público do Rio Grande do Norte e a Polícia Civil confirmaram, nesta terça-feira (13), a abertura de investigações sobre o episódio envolvendo possível ato infracional análogo à apologia ao nazismo ocorrido durante um baile de formatura do curso de Medicina da Facene, em Mossoró, no Oeste potiguar. O aconteceu no último fim de semana e ganhou repercussão nacional após a circulação de imagens nas redes sociais mostrando um adolescente de 13 anos usando uniforme associado ao regime nazista e realizando gestos relacionados à ideologia extremista.

Por meio da 10ª Promotoria de Justiça de Mossoró, o MP/RN informou que instaurou procedimento extrajudicial para coleta de informações preliminares, identificação dos envolvidos e análise das circunstâncias do fato. Após a conclusão das diligências iniciais, o órgão avaliará a eventual responsabilização do adolescente e ou de seus responsáveis legais. O Ministério Público destacou que recebeu diversas representações por meio de sua plataforma oficial de denúncias, todas reunidas em um único procedimento.

O MP/RN ressaltou que a apuração segue em segredo de justiça, por envolver possível ato infracional atribuído a adolescente. O órgão também alertou meios de comunicação e usuários de redes sociais sobre a proibição legal de divulgação de imagens, vídeos ou qualquer identificação do menor, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O descumprimento pode configurar infração administrativa, além de violar o artigo 143 do ECA.

Paralelamente, a Polícia Civil do Rio Grande do Norte instaurou procedimento investigativo por meio da Delegacia Especializada de Atendimento ao Adolescente (DEA) de Mossoró. Segundo a corporação, diligências estão em andamento para esclarecer todas as circunstâncias do ocorrido e apurar eventuais responsabilidades legais. A Polícia Civil informou que acompanha o caso e adotará as medidas cabíveis dentro da legislação.

Adolescente se pronuncia
Diante da repercussão do episódio, o adolescente publicou um vídeo nas redes sociais nesta terça-feira (13), no qual pede desculpas públicas e afirma não ter tido intenção de fazer apologia ao nazismo. No pronunciamento, ele reconhece o erro e diz não ter imaginado a dimensão que o caso tomaria. “Eu peço desculpas a quem se sentiu ofendido, quem se sentiu triste com essa situação, com minhas atitudes. Eu não sabia que repercussão isso poderia tomar”, declarou.

Na gravação, o garoto afirma que adquiriu a roupa em uma feira em Fortaleza e que costuma se fantasiar de personagens históricos e fictícios, sem refletir sobre o peso simbólico do nazismo. Ao final, ele pede uma nova oportunidade e diz contar com o apoio da família. “Eu peço que me deem outra chance, pois eu estou errado. Mas eu não sou um menino assim. Eu sou um menino bom”, afirmou.

Histórico familiar
Além do pedido de desculpas, novas informações levantadas pelo Blog do Barreto apontam para um histórico familiar ligado a comportamentos nazistas. De acordo com as apurações, há registros de postagens e comentários de familiares com referências ou estímulos a ideias extremistas. Um dos casos citados envolve uma tia do adolescente que elogia elementos do uniforme nazista exibido nas imagens divulgadas nas redes sociais. Ainda segundo o blog, há prints de publicações antigas em que o garoto recebe incentivo para defender ideias de cunho nazista. As apurações também indicam que familiares teriam facilitado a troca de roupa do adolescente durante o evento, permitindo que ele entrasse no baile com vestimenta comum e se trocasse apenas para posar para fotos e vídeos. Durante a festa, um familiar ainda teria tentado estimular outra pessoa a fazer a saudação nazista enquanto o menino realizava o gesto.

Além disso, o adolescente ostentava em seu perfil na rede Instagram a frase em alemão “Ein Volk, ein Reich, ein Führer”, que se traduz para o português como: “Um povo, um império, um líder”, considerada uma das frases de propaganda mais proeminentes e poderosas do regime nazista na Alemanha, sob a liderança de Adolf Hitler. O perfil do adolescente foi apagado após o caso repercutir.

Adolescente já tinha histórico de apologia ao nazismo em perfis nas redes sociais e recebia apoio de familiares – Foto: Reprodução

Sobre o caso
O episódio ocorreu durante o baile de formatura do curso de Medicina da Facene (Faculdade de Enfermagem e de Medicina Nova Esperança), realizado na madrugada do último domingo (11), em Mossoró. As imagens mostram o adolescente trajando uniforme da Wehrmacht, o exército criado por Adolf Hitler durante o regime nazista. A divulgação inicial foi feita pelo Blog do Barreto, do jornalista Bruno Barreto, e provocou ampla indignação e debates nas redes sociais sobre intolerância, limites legais e responsabilidade social.

Segundo apuração inicial do Blog do Barreto, o adolescente era convidado de duas formandas, naturais do estado de Rondônia e atualmente residentes no Ceará, não possuindo vínculo direto com a instituição de ensino. Diante da repercussão, a presidente da comissão de formatura, Tâmira Thomas, afirmou que a turma desconhecia completamente a situação e repudiou qualquer atitude de apologia ao nazismo ou a regimes de ódio.

A Facene também se manifestou por meio de nota oficial, esclarecendo que o baile não teve caráter institucional, sem participação, promoção ou financiamento da faculdade. Ainda assim, a instituição lamentou profundamente o episódio e o impacto ofensivo causado à comunidade acadêmica e à sociedade. A Master Produções e Eventos, responsável pela realização da festa, informou que o adolescente esteve no local acompanhado dos pais e que a troca de roupa ocorreu de forma pontual, sem conhecimento prévio da organização.

Já o Conselho Tutelar da 34ª Zona de Mossoró informou, em nota, que a apuração de suposto ato infracional cabe à autoridade policial, mas ressaltou que repudia qualquer prática racista, discriminatória ou associada à intolerância, bem como condutas que exponham crianças e adolescentes a situações vexatórias ou de risco. O órgão afirmou ainda que permanece à disposição da sociedade, dentro das atribuições previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente, e reiterou seu compromisso com a defesa dos direitos humanos de crianças e adolescentes.

No Brasil, a apologia ao nazismo é crime previsto na Lei nº 7.716/89, a Lei do Crime Racial, que criminaliza a divulgação de símbolos, emblemas, ornamentos ou propaganda associada ao regime nazista, com penas que podem incluir reclusão e multa. O caso segue sob investigação das autoridades competentes.


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“FOI LITERALMENTE UM RESGATE”, DIZ JACSON DAMASCENO SOBRE DEPRESSÃO

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Em meio ao “Janeiro Branco”, mês dedicado à promoção da saúde mental, o jornalista Jacson Damasceno, com mais de 25 anos de atuação no jornalismo potiguar, quebrou o silêncio no último fim de semana para relatar o quadro de depressão que enfrentou e o processo de recuperação que já dura cerca de um ano e meio. Em entrevista ao Diário do RN, Jacson contou como reconheceu a doença, atravessou um período de perdas sucessivas e, agora, comemora novas conquistas na vida pessoal e profissional.

O relato começa muito antes do diagnóstico de depressão, recebido em 2024. Jacson lembra que, há cerca de 15 anos, enfrentou sua primeira grande crise emocional, marcada pela ansiedade extrema e pela síndrome do pânico. “Foi logo depois que perdi meu irmão caçula em um acidente de carro”, recorda. Na época, vieram o medo constante, o pavor de sair de casa e a sensação recorrente de que algo grave estava prestes a acontecer. “Meu coração acelerava, eu suava, as pernas tremiam e achava que estava enfartando”, relata. Ele lembra que o tratamento com psiquiatra e psicólogo trouxe melhora, embora a ansiedade tenha permanecido, de forma pontual, ao longo dos anos.

A depressão, porém, foi diferente. Segundo Jacson, os sinais começaram a se intensificar há cerca de um ano e meio, após uma sequência de acontecimentos difíceis. A perda da mãe durante a pandemia, a saída do emprego, o endividamento e a separação conjugal foram se acumulando.

“Uma série de grandes problemas foram acontecendo e isso foi minando a minha capacidade de resolvê-los”, afirma. Aos poucos, a tristeza tomou espaço. “Eu não tinha vontade de sair de casa, não conseguia sair da cama para ir trabalhar”, conta.

Com experiência profissional na área, inclusive como assessor de imprensa da Associação Norte-rio-grandense de Psiquiatria, Jacson reconheceu os sintomas. “Eu falava muito sobre depressão e ansiedade e percebi que não estava bem”, diz. Ainda assim, tentou esconder o quadro da família.

No trabalho, onde atuava na assessoria de imprensa do Governo do Rio Grande do Norte, o abatimento já era perceptível. “Eu faltava, andava cabisbaixo, com certeza perceberam que havia algo errado”, relata.

A virada aconteceu quando a ex-esposa, que também é sua prima, o encontrou em estado debilitado. Chocada, ela decidiu avisar a família na Bahia, onde Jacson tem raízes. “Foi literalmente um resgate”, resume. Em poucos dias, parentes viajaram até Natal e o levaram para Catu, cidade a cerca de 100 quilômetros de Salvador. “Quando cheguei, tinha uma casa pronta para mim, decorada com cartazes e balões, e toda a família ao redor”, lembra.

O acolhimento foi decisivo. Morando perto da avó, de tias e tios, Jacson teve apoio integral. “Eles bancaram meu tratamento, minha alimentação, psiquiatra, medicamentos e psicólogo”, conta.

Amigos também desempenharam papel importante, tanto os de Natal quanto os da Bahia. Três, em especial, o ajudaram por meio da fé, cada um à sua maneira, católica, espírita e adventista. “Foram essenciais nesse processo”, afirma.

Mas, mesmo com a melhora progressiva, iniciada por volta de março do ano passado, o ócio passou a incomodá-lo. “Trabalhei 25 anos consecutivos no jornalismo. Não ser produtivo, não ter rotina, estava me adoecendo”, confessa. A retomada começou de forma inesperada, incentivada por uma amiga e pela psicóloga, que sugeriram que ele falasse sobre o assunto nas redes sociais.

Após resistência inicial, Jacson decidiu gravar um vídeo simples, em uma manhã comum. “Falei de coração, de primeira”, diz.

Publicado na última semana, o depoimento viralizou e trouxe uma avalanche de mensagens de apoio. “Eu me senti amado, acolhido, querido”, relata. Os comentários, segundo ele, ajudaram a acalmar a ansiedade. Jacson passou a responder mensagens privadas como forma de retribuição.

“Não sou especialista, mas como alguém que passou pelo problema, tento aconselhar”, afirma.

Hoje, ele vê no relato público uma forma de ajudar quem enfrenta situação semelhante.

Por fim, Jacson deixa uma mensagem a quem vive situação semelhante. “Primeiro, procure ajuda. Fale com alguém de confiança e, se puder, busque um psiquiatra e um psicólogo”, orienta.

Ele ressalta que a paciência é fundamental durante o processo. “Um dos desesperos da depressão é acordar todos os dias se sentindo mal, mas isso passa”, afirma. A fé também foi decisiva. “Tive uma experiência com Deus. Ele está reescrevendo a minha história”, diz. Jacson destaca que essa nova fase já se reflete na vida profissional. “Esta semana estou comemorando minha contratação pela Band Bahia, como um símbolo de retomada e superação”, conclui.

Em 25 anos de carreira, jornalista atuou em importantes veículos do RN – Foto: Reprodução

Janeiro Branco
Criado em 2014, o Janeiro Branco surgiu a partir da iniciativa do psicólogo Leonardo Abrahão e de um grupo de profissionais de Uberlândia, em Minas Gerais, com o objetivo de estimular a reflexão e o diálogo sobre a saúde mental e emocional no início do ano, período simbólico de recomeços. A campanha cresceu ao longo da última década e ganhou reconhecimento nacional em 2023, quando passou a ser oficialmente instituída pela Lei Federal nº 14.556, que estabelece o mês de janeiro como dedicado à conscientização sobre a importância do cuidado com a saúde mental no Brasil.

Dentro desse contexto, relatos como o do jornalista Jacson Damasceno contribuem na desmistificação da doença e trazem esclarecimento sobre a importância do apoio profissional especializado, além do papel fundamental de familiares e amigos na detecção do quadro e no suporte necessário durante o tratamento.


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LIVRO DO PROFESSOR RÔMULO ESTÂNRLEY CONTA A HISTÓRIA DO SEMANÁRIO “O GRANDE NATAL”

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O professor Rômulo Estânrley Souza de Medeiros lança na próxima quinta-feira (15) o seu novo livro: “O Grande Natal – O Legado do Jornal de Paulo Tarcísio Cavalcanti. A obra retrata o jornal que cobria os principais municípios da Região Metropolitana de Natal, fundado pelo renomado jornalista Paulo Tarcísio Cavalcanti, em 1994.

O semanário se notabilizou pelas coberturas jornalísticas nas cidades do entorno da capital potiguar, que não tinham muita atenção dos grandes jornais da época.

Rômulo Estânrley trabalhou como correspondente de Macaíba no semanário de 1997 a 2004. Ele explica que as 544 páginas do livro estão divididas em quatro partes: a primeira, relatando a trajetória do jornal, a linha editorial, sua evolução gráfica, as grandes reportagens, paralisações e os bastidores da redação; a segunda, com a rica biografia de Paulo Tarcísio; a terceira, com a biografia dos demais membros de sua equipe; e a quarta e última parte, com o registro de alguns acontecimentos posteriores ao fechamento do jornal.

A pesquisa se aprofunda nos fatores que motivaram a descontinuidade da publicação, em 2004, que atingiram não somente O Grande Natal, mas praticamente toda a imprensa escrita no RN.

“Embora tenha circulado por quase dez anos, O Grande Natal deixou um legado para a história da imprensa norte-rio-grandense. Como educador, posso afirmar, com certeza, que o jornal foi um grande incentivador de leitura para a geração de sua época. E a sua marca é sentida até hoje”, finalizou o escritor.

O evento de lançamento, na quinta-feira, é aberto ao público e acontecerá a partir das 18h, na Escola Estadual em Tempo Integral Alfredo Mesquita Filho, em Macaíba.


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CASO DE APOLOGIA AO NAZISMO EM MOSSORÓ É DENUNCIADO AO MPF

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Um adolescente de 13 anos, usando uniforme do exército nazista e fazendo apologia ao regime, se destaca entre os registros fotográficos durante uma festa de formatura do curso de Medicina da Facene (Faculdade de Enfermagem e de Medicina Nova Esperança). O episódio ocorreu em Mossoró, na região Oeste do Rio Grande do Norte, na madrugada do último domingo (11), e ganhou repercussão após publicação do Blog do Barreto, de responsabilidade do jornalista Bruno Barreto, ganhando repercussão nacional e provocando ampla indignação e debates, sobretudo nas redes sociais, sobre intolerância, limites legais e responsabilidade social.

Nas fotos divulgadas, o garoto faz pose trajando a farda da Wehrmacht, o exército criado por Adolf Hitler para rearmar a Alemanha durante o regime nazista. De acordo com informações apuradas pelo Blog do Barreto, o adolescente era convidado de duas formandas, naturais do estado de Rondônia e atualmente radicadas no Ceará, não tendo vínculo direto com a instituição de ensino.

Diante da repercussão negativa e das críticas públicas, a presidente da comissão de formatura da turma se pronunciou para repudiar o ocorrido e afastar qualquer responsabilidade coletiva dos formandos. Em declaração na rede social Instagran, Tâmira Thomas afirmou que a turma desconhecia completamente a situação e reforçou que não compactua com qualquer atitude de apologia ao nazismo ou a regimes de ódio.

A Faculdade também se manifestou por meio de nota oficial, esclarecendo que o baile de formatura não teve caráter institucional. Segundo a faculdade, o evento não contou com participação, promoção ou financiamento da instituição, não sendo considerado um evento oficial. Ainda assim, a Facene lamentou profundamente o episódio e o impacto ofensivo causado à comunidade acadêmica e à sociedade em geral.

A Master Produções e Eventos, empresa responsável pela realização do baile de formatura, também divulgou nota de repúdio. A organização confirmou que o adolescente era convidado de duas formandas e esteve no local acompanhado dos pais. Segundo a empresa, a troca de roupa para os registros fotográficos ocorreu de forma pontual, sem conhecimento prévio da organização, que afirmou não compactuar com o ocorrido.

Repercussão e representação no MPF
O caso ultrapassou o debate nas redes sociais e chegou ao campo institucional, tendo em vista que a vereadora de Mossoró Plúvia Oliveira e a deputada estadual Isolda Dantas, ambas do Partido dos Trabalhadores (PT), juntamente com a Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), movimentos sociais, professores de instituições de ensino superior e representantes de outros partidos políticos, protocolaram uma representação no Ministério Público Federal (MPF) solicitando a apuração do episódio.

Apologia ao nazismo é crime
No Brasil, a apologia ao nazismo é crime previsto na Lei nº 7.716/89, a Lei do Crime Racial, que pune atos de discriminação e preconceito. Desde 1997, a legislação criminaliza de forma expressa a divulgação do nazismo, incluindo a veiculação de símbolos, emblemas, ornamentos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou o gamado, com penas que podem chegar à reclusão e multa.

Do ponto de vista jurídico, o advogado criminalista Fernandes Braga explica que, mesmo sendo menor de idade, a conduta se enquadra na legislação. Segundo ele, “a conduta de um menor que se veste com uniforme nazista e faz apologia ao regime em público configura um ato infracional análogo ao crime de veiculação de símbolos nazistas, tipificado no artigo 20, parágrafo 1º, da Lei nº 7.716/89”.

Ele ressalta que, na esfera adulta, trata-se de crime grave e constitucionalmente inafiançável e imprescritível, já que “a lei criminaliza a veiculação de símbolos, emblemas, ornamentos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada para fins de divulgação do nazismo”, explica.

Braga destaca que, por ser inimputável penalmente, o adolescente não responde como adulto, mas está sujeito às medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “As penalidades aplicáveis ao menor incluem advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida, regime de semiliberdade e, em casos mais graves, internação”, afirma.

O advogado também chama atenção para a responsabilidade civil dos pais ou responsáveis. “Na esfera cível, a responsabilidade pelos prejuízos e danos gerados pelo ato infracional do menor recai sobre os genitores, de forma objetiva, conforme os artigos 932 e 933 do Código Civil”, pontua.


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BRASIL COMEMORA GLOBO DE OURO ENQUANTO SE DESPEDE DE TITINA

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Enquanto o cinema brasileiro celebrava uma conquista histórica no cenário internacional, Rio Grande do Norte se despedia de uma de suas maiores artistas. No palco do Teatro Alberto Maranhão (TAM), o velório da atriz Titina Medeiros acontecia no mesmo instante em que o Brasil era anunciado vencedor do Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Não-Inglesa, com o Agente Secreto; e de Melhor Ator em Filme de Drama, com o anúncio de Wagner Moura, um contraste que transformou o luto em símbolo.

Ao refletir sobre a fatídica coincidência, o escritor, jornalista e publicitário Mário Ivo Dantas Cavalcanti destacou a dimensão simbólica do momento por meio de uma postagem em sua conta no Instagram. “Não deixa de ter uma simbologia forte, quase mística e espiritual, o corpo de Titina estar sendo velado enquanto o Brasil vence o Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Não-Inglesa e o de Melhor Ator em Filme de Drama. Há uma conexão real, que não se quebra, que não se interrompe, mesmo aparentemente representando momentos díspares”, afirmou.

Embora tenha alcançado projeção nacional através da teledramaturgia, Titina também foi destaque no cinema brasileiro, emprestando seu talento a obras como Malasartes e o Duelo com a Morte (2017) e o premiado Filhos do Mangue (2024), reafirmando sua versatilidade.

Legado de Titina marca o audiovisual potiguar
A trajetória de Titina Medeiros vai além do reconhecimento nacional conquistado no teatro e na televisão brasileira e ocupa um lugar central na história da cultura potiguar, especialmente no fortalecimento do audiovisual no interior do Rio Grande do Norte. Seridoense orgulhosa, a atriz foi uma das vozes mais ativas na defesa da produção cultural descentralizada, apostando no cinema como ferramenta de identidade, educação e transformação social. Sua atuação foi decisiva para projetos que hoje são referência além das divisas do RN, como o Curta Caicó, festival de cinema do Seridó que chega, em 2026, à sua 9ª edição.

Mais do que apoiar iniciativas culturais, Titina participou ativamente da construção de espaços de formação, debate e visibilidade para o audiovisual potiguar. Para o diretor e idealizador do Curta Caicó, Raildon Lucena, amigo pessoal da atriz, a importância de Titina começa ainda na concepção do festival, quando a ideia existia apenas como projeto. “Titina, seridoense, era uma pessoa que sempre defendeu a nossa região do Seridó. Em 2017, quando tivemos a ideia de criar o festival, procuramos Titina, e ela gravou um vídeo dizendo que o Curta Caicó estava nascendo, que era um festival da região do Seridó. Aquilo ajudou a impulsionar o projeto”, relembra.

Segundo Raildon, esse gesto inicial foi fundamental para dar visibilidade e credibilidade a uma iniciativa que surgia fora dos grandes centros. A partir daí, a presença de Titina se tornou constante. Ela participou das primeiras edições, acompanhou o crescimento do festival e manteve apoio permanente ao longo dos anos. “Ela sempre foi muito presente, participou das primeiras edições, esteve sempre nos apoiando. Com o tempo, a gente foi ficando cada vez mais próximo, e ela se tornou uma grande amiga”, afirma.

A relação entre os dois começou antes mesmo da criação do Curta Caicó. Raildon conta que conheceu Titina em 2007, quando trabalhava em Janduís, e que anos depois eles se reencontraram na estreia da peça Meu Seridó. Foi a partir desse reencontro que surgiu o convite para que a atriz se envolvesse diretamente com o festival. Já na primeira edição, Titina assumiu um papel ativo na programação, organizando e mediando um debate sobre o papel das mulheres no audiovisual, tema que sempre defendeu com firmeza e coerência.

Para Raildon, Titina reunia talento artístico e compromisso coletivo, características que marcaram sua trajetória. “Ela era uma pessoa muito generosa, sempre empolgada, com uma energia muito boa. Estava sempre incentivando outras pessoas a entrarem no mundo da arte, sempre levando a bandeira do Seridó”, diz. Na avaliação dele, a perda da atriz representa um vazio difícil de preencher. “O Rio Grande do Norte e o Brasil perdem uma de suas grandes atrizes, um nome que acreditava na cultura e que estava sempre abrindo caminhos para outras pessoas. ”
No contexto pessoal, Raildon relembra a luta de Titina contra o câncer e conta que usou sua vivência durante as conversas após o diagnóstico da atriz, na tentativa de fortalecê-la. “Eu vim acompanhando essa luta dela contra o câncer. Eu também tive câncer em 2013 e, quando ela recebeu o diagnóstico, a gente conversou como uma forma de dar força, de mostrar que era possível vencer”, afirmou. Raildon visitou Titina no mês de setembro e conta que a expectativa de superação esteve presente até o fim. “A gente sempre pôs aquela esperança de que ela ia conseguir superar”, completou.

Sobre o Curta Caicó
Madrinha do Curta Caicó, Titina Medeiros teve papel fundamental na consolidação de um dos principais festivais de cinema do interior do Rio Grande do Norte, realizado anualmente em Caicó desde 2018 com o objetivo de fortalecer o audiovisual local e aproximar o cinema do público seridoense. Ao longo dos anos, o evento se firmou como um espaço plural, com mostras, oficinas e debates que valorizam produções nacionais, potiguares e do Seridó, além de investir na formação de novos realizadores. O envolvimento de Titina desde o início contribuiu decisivamente para dar visibilidade, credibilidade e identidade a um projeto hoje central para a cultura da região.


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DECISÃO NACIONAL DEVE REPOSICIONAR MDB NO RN E ISOLA ALLYSON BEZERRA

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A decisão de empurrar para as direções nacionais dos partidos a definição sobre a eventual assunção de Walter Alves (MDB) ao Governo do Estado, em caso de renúncia da governadora Fátima Bezerra (PT) para disputar o Senado, deve ter um efeito político imediato nos bastidores: abortar o rompimento que vinha sendo desenhado no plano local e deixar o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB), isolado em sua pré-candidatura para 2026.

Como o Diário do RN mostrou, a nota divulgada em conjunto por Walter Alves e Fátima Bezerra selou o entendimento de que qualquer decisão sobre a sucessão no Executivo estadual será tomada em instâncias nacionais. O movimento esvazia, na prática, as tratativas que vinham ocorrendo entre o vice-governador e Allyson, que apostava nessa aliança como passo decisivo para provocar um rompimento entre Walter e a governadora e, a partir daí, viabilizar um novo arranjo político no Estado.

Pelo cálculo do prefeito, com o MDB, maior partido do Rio Grande do Norte, capilarizado e bem estruturado, ao seu lado, junto com PSD e PP, Allyson ganharia musculatura política para se apresentar como alternativa competitiva ao Governo do Estado. A decisão de retirar o debate do âmbito local, no entanto, desmonta essa estratégia e recoloca o MDB dentro de um projeto que dialoga simultaneamente com o cenário estadual e nacional.

Nos bastidores, a avaliação é de que o envio do tema para Brasília não foi apenas uma saída protocolar, mas uma solução política construída a partir de conversas diretas entre as cúpulas do PT e do MDB. A formação da chapa Fátima-Walter em 2022 não foi um acordo restrito ao Rio Grande do Norte, mas uma construção nacional, fruto de uma demanda da campanha do presidente Lula e de um entendimento com o MDB do Nordeste.

Esse argumento ganhou força em contatos ocorridos nos últimos dias. O coordenador nacional do grupo de trabalho eleitoral do PT, deputado José Guimarães, e o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, trataram diretamente do tema. A conclusão foi de que a questão deveria, desde o início, ter sido submetida às direções nacionais, e assim passou a ser conduzida.

Após essas conversas, Guimarães entrou em contato com a governadora Fátima Bezerra e com o deputado federal Fernando Mineiro (PT), enquanto Baleia Rossi falou diretamente com Walter Alves. A definição é que qualquer decisão precisaria ser debatida dentro desse contexto mais amplo, envolvendo os projetos nacionais das legendas.

O desfecho reposiciona o MDB e freia, ao menos por ora, qualquer movimento de ruptura local.

Ao submeter a definição à lógica partidária nacional, o vice-governador reforça sua vinculação a um projeto maior e retira de Allyson Bezerra um dos principais trunfos que ele buscava para alavancar sua pré-candidatura ao Governo.


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PENSAR RN: SEMINÁRIO ENCERRA CICLO 2025 DE DEBATES SOBRE FUTURO DO RN

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O Grupo Pensar RN realiza, nesta terça-feira (16), às 16h, no auditório do CREA-RN, o último seminário de 2025, encerrando um ciclo de debates técnicos voltados à formulação de um plano integrado de desenvolvimento para o Rio Grande do Norte. Aberto ao público, o encontro terá como palestrante o professor Emanuel Nunes, coordenador da pós-graduação da UERN (Universidade do Estado do Rio Grande do Norte), em Mossoró, e marca mais uma etapa do trabalho coletivo que deverá resultar em um documento a ser apresentado no primeiro semestre do próximo ano.

Criado com o objetivo de discutir os principais gargalos estruturais do Estado e apontar caminhos estratégicos de médio e longo prazo, o Grupo Pensar RN vem se consolidando como um espaço plural de reflexão e articulação. Ao longo dos últimos meses, o grupo promoveu seminários temáticos, visitas técnicas e diálogos com instituições públicas, setor produtivo, academia e especialistas, sempre com base no debate qualificado e na busca de consensos.

Segundo o coordenador do grupo, professor Rivaldo Fernandes, a iniciativa nasce da necessidade de pensar o desenvolvimento do Estado para além dos ciclos eleitorais. “O Grupo Pensar RN tem como horizonte apresentar um projeto de desenvolvimento sustentável para o Rio Grande do Norte, que possa superar os gargalos da nossa economia e apontar as tarefas principais para transformar o Estado em um território rico e socialmente justo”, afirmou.

O plano de desenvolvimento em elaboração está estruturado em cinco eixos estratégicos: economia verde e transição energética, modernização da agropecuária, ciência e tecnologia, infraestrutura e logística integrada, e desenvolvimento territorial com sustentabilidade ambiental. As propostas incluem desde a integração das energias renováveis com novas cadeias, como o hidrogênio verde, até a modernização portuária, segurança hídrica, inovação tecnológica e recuperação de áreas degradadas.

Balanço de 2025
A programação do grupo, construída ao longo do ano de 2025, incluiu uma visita à Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), onde os integrantes puderam conhecer a visão do empresariado local sobre desafios e oportunidades. O grupo também dialogou com o professor Mário González, especialista em projetos portuários, e acompanhou uma palestra técnica sobre a implantação do Porto Indústria-Multipropósito Offshore, iniciativa que pode reposicionar o RN no mercado internacional de energia, especialmente no contexto da produção e exportação de hidrogênio verde.

Outra agenda relevante, segundo a coordenação, foi a visita ao Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis (CTGAS-ER), onde o diretor Rodrigo Diniz de Melo apresentou os laboratórios de Eletromecânica, Automação Industrial, Refrigeração e Climatização, reforçando a importância da qualificação técnica para sustentar o crescimento econômico. Em Macaíba, o grupo esteve na Fazenda Montana, conhecendo experiências agroecológicas inovadoras voltadas à agricultura sustentável e a sistemas produtivos regenerativos.

Os seminários temáticos também aprofundaram o debate sobre vocações regionais, oportunidades em que o professor Antonio Cortez, que é referência em Economia do Mar, destacou o potencial do litoral potiguar para atividades como turismo, carcinicultura, pesca artesanal, maricultura e cultivo de algas. Já o professor Raimundo Inácio chamou atenção para a riqueza produtiva do Vale do Açu, alertando para o avanço da devastação da caatinga. Na área de segurança pública, o especialista Heráclito Noé apresentou experiências exitosas de cidades da América do Sul. Mais recentemente, Carlos Von, do Sebrae/RN (O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Norte), abordou os desafios tecnológicos do RN em áreas como tecnologia da informação, data centers e energias renováveis.

Para Rivaldo Fernandes, um dos pontos centrais do debate é a necessidade de industrialização.

“Não adianta termos grandes parques eólicos se não tivermos fábricas de torres e equipamentos aqui. A indústria é quem paga os melhores salários e gera desenvolvimento consistente. Os estados mais ricos do Brasil são também os mais industrializados”, ressaltou. Ele defende que setores como fruticultura, sal, petróleo e energias renováveis precisam agregar valor. “Não podemos continuar exportando apenas produtos primários. Precisamos transformar nossas riquezas em cadeias produtivas completas.”

Ao falar sobre o contexto político, Rivaldo destacou que o grupo pretende influenciar o debate público. “As eleições de 2026 são uma oportunidade para mudar o foco da discussão. Queremos contribuir para que os candidatos debatam projetos, e não apenas nomes. É preciso evitar a personalização da política e enfrentar, de forma madura, os desafios estruturais do Rio Grande do Norte”, afirmou.

Sobre o Pensar RN
Coordenado por Rivaldo Fernandes, o Grupo Pensar RN reúne professores universitários, empresários, especialistas em diversas áreas, lideres religiosos e técnicos com experiência na gestão pública. A diversidade de perfis é apontada como um diferencial da iniciativa, que busca construir uma visão compartilhada de futuro para o Estado, baseada em planejamento, sustentabilidade e desenvolvimento econômico com inclusão social.


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OPERAÇÃO ZERO ÁLCOOL LEVA QUASE 500 MOTORISTAS À PRISÃO NO RN EM 2025

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A intensificação da Operação Zero Álcool em Natal e na Região Metropolitana levou 488 motoristas à prisão por embriaguez ao volante em 2025, o maior número já registrado no Rio Grande do Norte desde 2016. Contudo, o balanço do Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE) também mostra que o endurecimento e a ampliação das operações de fiscalização têm sido decisivos para coibir a mistura de álcool e direção e reduzir acidentes nas vias urbanas e rodovias estaduais.

Os dados revelam um salto expressivo em comparação com anos anteriores. De acordo com o levantamento, o estado registrou 357 prisões em 2016; 91 em 2017; 79 em 2018; 25 em 2019; 34 em 2020; 44 em 2021; 253 em 2022; 477 em 2023; e 349 em 2024. Em 2025, enquanto as ações tradicionais da Lei Seca contabilizaram 23 prisões, a recém-criada Operação Zero Álcool sozinha já soma 488 detenções, consolidando um novo patamar de rigor na fiscalização do trânsito potiguar.

A operação foi criada em janeiro de 2025 para complementar as ações da Lei Seca e concentra esforços na repressão à condução de veículos por motoristas sob influência de álcool. As prisões ocorrem quando o teste de alcoolemia aponta níveis superiores a 0,33 mg por litro de ar alveolar expirado, configurando crime, ou quando o condutor se recusa a realizar o teste e apresenta sinais de alteração da capacidade psicomotora.

O comandante do CPRE, major César Fagundes, explica que o incremento das ações tem se refletido diretamente no número de autuações e na redução dos acidentes associados ao consumo de álcool. Ele lembra que, até então, o maior volume anual de prisões havia sido registrado em 2023, com 477 detenções.

“Para se ter uma ideia, o maior número de prisões já registrado no Rio Grande do Norte, desde o advento da recusa ao teste de alcoolemia em 2016, foi de 477 prisões, marco registrado no ano de 2023, e esse número alto pode ser apontado, em especial, ao incremento das ações fiscalizatórias, como também à ampliação do raio de atuação do policiamento”, afirma.

Segundo o major, a intensificação da fiscalização não se limita à capital. “O policiamento tem se concentrado nas cidades circunvizinhas a Natal, em especial na região metropolitana, como Parnamirim, Macaíba e São José de Mipibu, locais que tradicionalmente não tinham uma fiscalização tão abrangente, ser atrelado à política punitiva que a Operação Zero Álcool defende, não só autuando administrativamente os condutores por meio de multas, mas sempre dentro da legalidade, conduzindo-os até a delegacia”, completa.

O comandante destaca ainda os efeitos das operações na prevenção de acidentes. De acordo com ele, o endurecimento das ações já vem se refletindo na queda dos registros de sinistros motivados por embriaguez ao volante. “É a qualidade do processo punitivo, que já vem, inclusive, se materializando na redução drástica no número de acidentes com fator alcoolemia, não só em Natal, mas principalmente nessas regiões que agora recebem essa fiscalização mais abrangente, como a cidade de Parnamirim, que outrora registrava índices altíssimos de sinistros com óbitos justamente pela mistura de álcool e direção”, acrescenta.

A Operação Zero Álcool funciona de forma contínua, com equipes atuando diariamente. Com a manutenção das ações ao longo de 2026, a expectativa é de que o estado consolide a tendência de redução dos acidentes provocados pela embriaguez ao volante. “A rota segue sendo intensificada diuturnamente, com o objetivo de preservar vidas”, finaliza o major César Fagundes.

Penalidades e riscos para quem bebe e dirige

As prisões ocorrem se o teste apontar nível superior a 0,33 mg por litro de ar ou se o condutor recusa o teste mesmo apresentando sinais de embriaguez – Foto: Reprodução

A legislação brasileira prevê punições severas para quem dirige após consumir bebida alcoólica. A infração administrativa resulta em multa de R$ 2.934,70, conforme o artigo 165 do Código de Trânsito Brasileiro. Em caso de reincidência em 12 meses, o valor é dobrado. O motorista também tem o direito de dirigir suspenso por 12 meses, além do recolhimento da Carteira Nacional de Habilitação e do veículo, caso não haja outro condutor habilitado e sóbrio para retirá-lo do local.

Quando o teor de álcool no organismo ultrapassa 0,33 mg por litro de ar alveolar, a conduta passa a ser crime de trânsito, conforme o artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro, com pena de seis meses a três anos de detenção, além de multa. Desde agosto de 2025, motoristas que provoquem mortes no trânsito sob efeito de álcool não podem mais ser liberados mediante fiança.

Além das punições legais, especialistas alertam para os riscos do consumo de álcool na condução de veículos. O médico psiquiatra Hugo Sailly explica que mesmo pequenas quantidades ingeridas já comprometem a capacidade de reação.

“Comprovadamente, o álcool tem um efeito de depressão e de lentidão no cérebro. Por outro lado, ele tem uma ação análoga a de certos neurotransmissores, que vão causar o aumento da impulsividade e a diminuição dos reflexos, que no trânsito é algo muito perigoso, visto que o álcool está, muitas vezes, relacionado a diversas situações de violência e de acidentes, principalmente durante a condução após um dia inteiro de trabalho, de aulas ou de uma festa”, explica.


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VIRADA DO ANO EM NATAL TERÁ GRANDES SHOWS E POLOS NAS ZONAS NORTE E SUL

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A programação do Natal em Natal entra na reta final com a expectativa de uma virada de ano marcada por grandes shows, polos descentralizados e ações voltadas à inclusão, mobilidade e solidariedade. O Réveillon 2026 será celebrado em dois grandes espaços da capital potiguar, Ponta Negra, na zona Sul; e na Avenida da Alegria, na Redinha, zona Norte, reunindo artistas locais e nacionais e consolidando o evento como um dos maiores já promovidos pela Prefeitura do Natal.

Com programação de shoes iniciada em 25 de dezembro, o Natal em Natal 2025 se firmou como um sucesso de público, reunindo mais de 100 mil pessoas em uma única noite. A proposta de descentralizar a festa e levar atrações para diferentes regiões da cidade, segundo o prefeito Paulinho Freire, reforça o caráter democrático da programação. “São shows locais e shows nacionais, e um réveillon que vai ser tanto na Ponta Negra quanto na Redinha, com trio elétrico.

Essa é a grande programação do Natal em Natal. É isso que a gente quer, entrar em 2026 com o pé direito, para fazer ainda mais do que fizemos em 2025. E nós queremos que as pessoas venham para se divertir, extravasar e brincar”, afirmou.

Na virada do ano, na zona Sul da cidade, a festa acontece na Praia de Ponta Negra. A programação terá início com DJ local e segue com apresentações de Giullian Monte, Israel Fernandes, Durval Lelys, Henry Freitas e Ricardo Chaves, reunindo diferentes estilos musicais para animar o público.

Já na zona Norte, o Réveillon será celebrado na Avenida da Alegria, na Redinha, onde o público vai acompanhar as apresentações do cantor Ricardo Chaves e das bandas Mel e Detroit, reforçando a descentralização da festa e ampliando o acesso da população à programação. De acordo com o prefeito, a escolha dos polos também contribui para movimentar a economia local. “O Natal em Natal cumpre seu papel ao gerar renda, emprego e movimentar a economia da cidade. Isso mostra que estamos no caminho certo”, destacou.

Natal em Natal bate recorde de público no polo Ponta Negra

Mais de 100 mil pessoas acompanharam os shows na noite de domingo – Foto: Reprodução

O sucesso do evento já foi comprovado antes mesmo da virada do ano. Desde o início da programação, milhares de pessoas passaram pelas areias de Ponta Negra. O maior público foi registrado no domingo, dia 29, quando mais de 100 mil pessoas acompanharam os shows do cantor baiano Léo Santana e da banda de forró Calcinha Preta, noite que bateu recorde de público, segundo a Prefeitura do Natal.

Presente no evento, o prefeito Paulinho Freire elogiou a organização e aproveitou para reforçar o convite para os últimos dias da programação. “Tem sido um sucesso de público e logística. Ainda teremos shows até a virada do ano. E eu convido todos a participarem”, disse.

Além das atrações musicais, a estrutura montada para o Natal em Natal também foi destaque. A secretária municipal de Cultura, Iracy Azevedo, explicou que a edição deste ano superou a anterior em tamanho e tecnologia. “Aumentamos o palco, a cenografia em LED, o painel passou de 100 para 250 metros e ampliamos a área de backstage, inclusive para o show de drones. Foi a maior estrutura de shows já montada pela Prefeitura do Natal”, afirmou.

Mobilidade, inclusão e solidariedade
Durante toda a programação do Natal em Natal, o público conta com transporte público gratuito na volta para casa, por meio de uma operação especial da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU). A estimativa é de que cerca de cinco mil pessoas sejam beneficiadas por noite.

Para o prefeito Paulinho Freire, a iniciativa contribui para garantir segurança e acesso ao lazer. “É uma forma concreta de cuidar das pessoas, de garantir o direito ao lazer com responsabilidade, como já fizemos com sucesso no Carnaval”, afirmou.

Ao todo, cinco linhas especiais operam gratuitamente, três com destino à Zona Norte e duas para a Zona Oeste, sendo uma delas passando pela Zona Sul. Os ônibus circulam até uma hora após o fim dos shows e, na virada do ano, até 4h30 da manhã. No Réveillon da Redinha, as linhas seguem em funcionamento até 5h.

Outros destaques desta edição são a área PCD, voltada às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, e o Camarote Solidário. A iniciativa, realizada em parceria com a Secretaria Municipal do Trabalho e Assistência Social (Semtas), garante acesso ao espaço mediante a doação de três latas de leite em pó, que serão destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade social.


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NATAL: TEMPO DE RENOVAÇÃO DA FÉ E FORTALECIMENTO DE LAÇOS E TRADIÇÕES

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Celebrada na noite de 24 de dezembro, a Noite de Natal mobiliza sentimentos, memórias e tradições que atravessam gerações. Para os cristãos, a data marca o nascimento de Jesus Cristo e ocupa lugar central no calendário religioso, enquanto, no cotidiano das famílias, representa um tempo de reencontros, partilha e renovação da esperança. Entre luzes, presépios, mesas postas e orações, o Natal segue como um dos momentos mais simbólicos do ano, capaz de unir fé, cultura e afeto.

A origem da celebração remonta à narrativa bíblica do nascimento de Jesus, em Belém. Conforme os Evangelhos, Maria e José viajaram à cidade para cumprir um decreto de recenseamento do imperador romano, porém, sem encontrar abrigo nas hospedarias, acolheram-se em um estábulo, onde Jesus nasceu, foi envolto em panos e colocado em uma manjedoura. O anúncio da boa-nova foi feito por anjos aos pastores, que se tornaram os primeiros a visitar o menino e a espalhar a notícia. Guiados pela estrela de Belém, os Reis Magos vieram do Oriente trazendo ouro, incenso e mirra, reconhecendo naquele recém-nascido o salvador prometido.

Para a Igreja, o Natal vai além da recordação histórica e assume um profundo significado espiritual. O vigário da Catedral Metropolitana de Natal, padre Yago Carvalho, destaca que a data celebra o mistério da encarnação. “No Natal, a Igreja faz memória do mistério da encarnação, ou seja, Deus que se torna menino, que se torna homem, que assume a condição humana para ser o caminho da nossa salvação. É um Deus que não permanece distante, mas que caminha conosco”, afirma.

Segundo o sacerdote, essa presença divina próxima da humanidade está no centro da mensagem natalina. “Por isso o nome ‘Emanuel, Deus conosco’. Na celebração da Santa Missa, quando dizemos ‘o Senhor esteja convosco’, reafirmamos que Ele está no meio de nós, porque assume a condição humana e caminha em nosso meio. Há uma lógica muito bonita no Natal”, completa.

Simbologia do Natal
A escolha do dia 25 de dezembro ajudou a consolidar símbolos que permanecem vivos até hoje, como a estrela, a árvore de Natal, a ceia e a troca de presentes. A estrela de Belém representa Jesus como luz do mundo; a árvore, de origem germânica, simboliza vida e esperança; e os presentes remetem às oferendas dos Reis Magos, associadas à generosidade e à partilha.

No Brasil, a véspera de Natal é tradicionalmente marcada pela reunião das famílias. A ceia ocupa lugar central, com pratos típicos como peru, bacalhau, arroz à grega, farofa e rabanada. A troca de presentes, muitas vezes associada à figura do Papai Noel, é aguardada especialmente pelas crianças. Para muitas famílias, a noite também inclui momentos de oração, leituras bíblicas ou a participação na Missa do Galo, reforçando o sentido religioso da data. Mais do que rituais, o Natal simboliza união, perdão e fortalecimento dos laços afetivos.

O Padre Yago ressalta, ainda, que a mensagem do Natal convida à humildade e ao amor ao próximo. “Existe uma reflexão muito profunda: todo menino quer ser homem, todo homem quer ser rei, todo rei pensa que é Deus, mas somente Deus quis ser menino. Esse é o mistério da encarnação. Deus escolhe a simplicidade para nos ensinar o caminho do amor, da paz e da salvação”, destaca.

Um presépio que nasceu da fé e se transformou em missão

Entre os símbolos mais tradicionais do Natal está o presépio, representação do nascimento de Jesus que atravessa gerações. Na cidade de Parnamirim, região metropolitana de Natal, um deles se destaca pelo tamanho e pela história que carrega. Montado há mais de uma década pelo fisioterapeuta Gleidson Medeiros, o presépio nasceu de uma promessa familiar feita durante uma visita a Aparecida, em 2013, e ganhou novos significados ao longo dos anos.

“A ideia surgiu quando eu e minha esposa fizemos uma promessa à Nossa Senhora Aparecida. Se conseguíssemos formar nossa família, montaríamos todos os anos a família de Cristo no Natal”, relata. À época, o casal enfrentava dificuldades para engravidar, após 12 anos de casamento e tratamentos médicos. Naquele mesmo ano, Gleidson montou um pequeno presépio, trazido de Aparecida. No ano seguinte, a esposa engravidou e, em 2015, nasceu Sofia, atualmente com 10 anos.

Desde então, o presépio nunca deixou de ser montado e cresceu junto com a família. O que começou em uma pequena mesa de centro, em um apartamento, hoje ocupa cerca de 14 metros quadrados e reúne cenários detalhados. A montagem já recebeu reconhecimento internacional, conquistando o segundo lugar em um concurso online de presépios realizado na Espanha, em 2023.

Atualmente, o presépio é dividido em quatro cenários: o dos pastores, com a anunciação do anjo; o da natividade, com a hospedaria e a gruta onde está o Menino Jesus; o cenário de Belém, a cidade onde tudo aconteceu; e o caminho dos Reis Magos, retratando locais históricos percorridos até a visita ao recém-nascido.

Neste ano, a iniciativa ganhou um novo caráter solidário. Gleidson lançou um livro virtual que narra a história do Natal como um romance, conduzindo o leitor pelos cenários do presépio. Toda a renda líquida obtida com as vendas será destinada ao Abrigo Juvino Barreto. “Hoje o presépio é um gesto de gratidão e também de missão. Além de evangelizar pela imagem e pela história, ele se transforma em um ato concreto de amor ao próximo”, afirma.

Instalado na frente da casa, o presépio pode ser visto por todos que circulam pelo condomínio onde Gleidson mora. O idealizador explica que, sempre que possível, faz questão de conduzir visitantes pelos cenários, explicando cada detalhe da maquete cristã.


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SOLIDARIEDADE ILUMINA O NATAL COM AÇÕES DE CUIDADO E PRESENÇA NAS RUAS

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Em meio às luzes, ceias familiares e celebrações religiosas, a noite de Natal também se revela como um tempo de olhar atento aos menos favorecidos. Tradicionalmente associada ao nascimento de Jesus e à mensagem de amor ao próximo, a data desperta gestos de solidariedade que vão além dos presentes e se traduzem em ações concretas de cuidado, empatia e partilha, especialmente com quem vive em situação de vulnerabilidade econômica e social.

Doar alimentos, roupas, brinquedos ou itens de higiene, participar de ceias comunitárias, visitar instituições sociais ou se voluntariar em projetos sociais são práticas que se intensificam neste período. Mais do que um gesto pontual, a solidariedade natalina carrega o simbolismo de união e reflexão sobre desigualdades que persistem ao longo de todo ano, mas, que muitas vezes, são invisibilidades Brasil à fora.

Em Natal, esse sentimento ganha forma nas ruas com uma ação especial realizada pelo grupo Anjos da Madrugada em parceria com o projeto Chuveiro Solidário. A iniciativa acontece na noite do dia 24 de dezembro, entre 19h e 23h, com saída em frente ao McDonald’s da Avenida Prudente de Morais com a Avenida Alexandrino de Morais, levando ceia, brinquedos e acolhimento a pessoas em situação de rua na capital potiguar.

Para a noite especial, os voluntários preparam uma ceia composta por centenas de “quentinhas” com frango, arroz e acompanhamentos, além de kits com cachorro-quente, panetone, bolo, biscoitos, refrigerante e picolé. As crianças também recebem brinquedos, reforçando o simbolismo do Natal e a importância de preservar a alegria da infância mesmo em contextos de extrema vulnerabilidade. “O grupo inteiro se reúne nesse dia para distribuir esses itens e viver esse momento junto com eles”, completa Dário.

O coordenador do Anjos da Madrugada, Dário Dicles, explica que a ação natalina tem um significado diferente da rotina semanal do grupo, que atua há 26 anos de forma ininterrupta nas ruas da cidade. “Essa ação do Natal é diferente do dia a dia. A gente procura levar a ceia, aquele momento que a maioria das famílias consegue ter, mas que as pessoas em situação de rua não conseguem vivenciar”, afirma.

Segundo ele, o objetivo vai além da entrega de alimentos. “Não é só a questão da comida em si. É a presença, estar ali fisicamente, conversar, dividir afeto na véspera de Natal, que tem um simbolismo tão grande para nós, cristãos. É sobre amor ao próximo, sobre partilha e humanidade”, destaca.

Da atuação dos Anjos da Madrugada nasceu, há oito anos, o projeto Chuveiro Solidário, que se tornou referência ao levar ações de higiene pessoal a moradores em situação de rua em Natal. A iniciativa oferece banho, kits de higiene e cuidados básicos, promovendo dignidade e autoestima a pessoas que muitas vezes são esquecidas no cotidiano da cidade.

O representante do Chuveiro Solidário, Laudecir Ferraz, ressalta que a ação na noite de Natal carrega um significado ainda mais profundo. “Nesta noite, nosso trabalho tem um sentido especial. Todos os anos, na véspera de Natal, saímos com uma rota pelas ruas de Natal distribuindo as ceias e brinquedos para as crianças”, afirma.

Solidariedade dia a dia
De acordo com os responsáveis pelas ações, mais do que atender necessidades imediatas, os projetos buscam estabelecer vínculos e mostrar que a solidariedade também se expressa no respeito e na escuta. Ao longo do ano, Anjos da Madrugada e Chuveiro Solidário mantêm ações contínuas, reforçando a ideia de que o cuidado com o próximo não deve se limitar a datas comemorativas.

Na noite de Natal, porém, segundo eles, cada gesto ganha um brilho especial. Entre refeições compartilhadas, palavras de acolhimento e sorrisos tímidos, a solidariedade se transforma em presença real, capaz de aquecer não apenas quem recebe, mas também quem doa. É nesse encontro que o verdadeiro sentido do Natal se renova, nas ruas, na partilha e no compromisso com a dignidade humana.

Como ajudar
Quem quiser acompanhar de perto o trabalho desenvolvido pode acessar as redes sociais no Instagram, pelos perfis @chuveirosolidario e @anjosdamadrugada, onde são divulgadas as ações, rotas e resultados das iniciativas. Para quem deseja contribuir, as doações podem ser feitas via Pix, pelo endereço doe@chuveirosolidario.com.br, em apoio ao Chuveiro Solidário; ou pelo Pix anjosdamadrugada.rn@gmail.com, destinado ao grupo Anjos da Madrugada.


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COMÉRCIO LOTA ÀS VÉSPERAS DO NATAL E LOJISTAS PROJETAM ALTA NAS VENDAS

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Há um dia da véspera do Natal, o comércio de rua na capital registra intensa movimentação e expectativa elevada quanto ao faturamento. Consumidores que deixaram as compras para a última hora têm lotado lojas e corredores comerciais, especialmente no Alecrim e na Cidade Alta, principais polos tradicionais da capital potiguar. Para atender à demanda, lojistas ampliaram os horários de funcionamento, mantendo portas abertas além do expediente convencional.

No Alecrim, considerado o maior centro comercial do estado, a circulação de pessoas aumentou significativamente nos últimos dias, impulsionada pela proximidade da data comemorativa e pela liberação da segunda parcela do 13º salário. E a estratégia de funcionamento em horário diferenciado tem sido fundamental para alcançar clientes que não conseguem ir às compras durante o dia. A mesma realidade é observada na Cidade Alta, onde o fluxo também cresceu de forma consistente.

De acordo com levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio Grande do Norte (Fecomércio RN), muitos consumidores ainda devem aproveitar o pagamento do 13º salário para concluir as compras, buscar presentes e aproveitar promoções de fim de temporada. Dados do Instituto Fecomércio RN (IFC) também apontam que as compras de fim de ano devem movimentar cerca de R$ 1,95 bilhão no estado, um crescimento de 8,1% em relação a 2024.

Para o presidente da Associação dos Empresários do Alecrim (AEBA), Matheus Feitosa, a perspectiva é bastante positiva. Segundo ele, o comércio da região trabalha com a expectativa de um incremento de até 20% no faturamento em comparação com o mesmo período do ano passado. “A expectativa de vendas é que a gente supere o ano passado em até 20%. Nas projeções mais otimistas, esse percentual pode até ser ultrapassado”, afirma.

Na Cidade Alta, o balanço do período natalino também é positivo, com destaque para o último fim de semana. Segundo a representante do Conselho Consultivo da Associação Viva o Centro, Ayla Carvalho, o volume de vendas superou os índices registrados no mesmo período do ano passado. “Houve aumento no ticket médio e maior eficiência na conversão de visitas em vendas. O comportamento do consumidor indica um retorno consistente ao Centro, e a expectativa é de fluxo intenso ao longo da semana”, afirma.

Alecrim em horário diferenciado
O presidente da AEBA, Matheus Feitosa, destaca a adaptação dos lojistas quanto aos horários de funcionamento neste período que antecede o Natal. Nesta terça-feira (23), o comércio do Alecrim funciona oficialmente até as 18h, embora algumas lojas, especialmente de roupas e calçados, estejam estendendo o atendimento até 18h30 ou 19h, conforme o movimento. As bancas do camelódromo também devem acompanhar essa ampliação.

Já na quarta-feira, véspera de Natal, o comércio do Alecrim funciona até as 18h, com possibilidade de pequena extensão apenas se houver grande fluxo de clientes. No dia 25, Natal, as lojas permanecem fechadas, retomando o funcionamento normal nos dias 26 e 27. Já no domingo, dia 28, apenas uma parte do comércio abre as portas, principalmente lojas de vestuário e calçados, de acordo com o presidente.

Em relação ao período de Réveillon, o presidente da AEBA explica que o camelódromo não funcionará nos dias 30 e 31. O comércio lojista do Alecrim, por sua vez, abre no dia 30 e, no dia 31, funciona até as 17h. No dia 1º de janeiro, as lojas permanecem fechadas, com retomada das atividades no primeiro dia útil de 2026.

Brilha Natal impulsiona comércio e fortalece economia local

Durante o mês de dezembro, a trupe do Brilha Natal tem percorrido as ruas do Alecrim e da Cidade Alta, levando cultura e descontração para o comércio popular da região – Foto: Reprodução

Além do apelo comercial, a programação cultural do Brilha Natal, promovido pela Fecomércio RN tem contribuído para aquecer as vendas e reforçar o clima festivo nas ruas do Alecrim e Cidade Alta. De acordo com a organização da ação, as apresentações itinerantes em horários estratégicos ajudaram a ampliar o fluxo de pessoas, criando um ambiente mais acolhedor e estimulando o consumo. Além disso, a movimentação cultural se somou a outras ações do projeto, como o Festival Gastronômico e Cultural realizado na Praça Cívica, na primeira quinzena de dezembro.

O presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, destaca que o Brilha Natal foi pensado justamente para valorizar o comércio de rua e fortalecer a economia local. Segundo o presidente, Alecrim e Cidade Alta são bairros históricos e de grande relevância para Natal. “Levar cultura, música e alegria para esses espaços é uma forma de atrair consumidores, apoiar os lojistas e reforçar a importância desses polos, especialmente neste período decisivo para as vendas”, ressalta.


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GARI NOEL AINDA RECEBE DOAÇÕES PARA ALEGRAR O NATAL DE DEZENAS DE CRIANÇAS

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No dia 25 de dezembro, enquanto muitas famílias celebram o Natal em casa, um grupo de garis transforma as ruas de Natal em cenário de solidariedade. Há dez anos, profissionais da limpeza urbana vestem a farda laranja de trabalho e sobem no caminhão de coleta para distribuir brinquedos a crianças em situação de vulnerabilidade social. A ação, batizada de “Gari Noel”, acontece em diversos bairros da capital e já se tornou uma tradição que mistura surpresa, alegria e reconhecimento a uma profissão essencial para a cidade.

A cena se repete em diversas comunidades da capital potiguar, momento em que crianças brincam na rua quando e, de repente, o caminhão da coleta de lixo surge decorado e chama a atenção dos pequenos natalenses. De cima do veículo, profissionais da limpeza urbana distribuem presentes arrecadados ao longo do mês, transformando a manhã em uma festa improvisada. A entrega acontece de surpresa, sem cadastro nem aviso prévios, guiada apenas pela sensibilidade de quem conhece de perto o cotidiano das ruas.

A emoção nasce justamente do improviso, tendo em vista que as comunidades são escolhidas no dia anterior e, ao longo do percurso, as crianças que estão pelo caminho são presenteadas com os brinquedos. Não há palco nem roteiro. O que existe é a espontaneidade de um Natal vivido ao ar livre, marcado por risadas, correria e olhares atentos diante de um gesto simples, mas capaz de transformar o dia de cada uma.

Uma década de solidariedade
O projeto surgiu de forma espontânea, como conta o gari Aldair da Silva, idealizador do projeto.

Segundo ele, a iniciativa surgiu de um impulso que misturou fé, sensibilidade social e orgulho da profissão. “Essa campanha já está na sua décima edição e surgiu espontaneamente, uma ideia divina que veio em minha mente para além de trazer um momento de alegria para as crianças, também valorizar a nossa profissão, que é uma atividade essencial para a população. São os garis que promovem a saúde das cidades, não só de Natal, mas do país, pois quando limpamos as ruas prevenimos vários tipos de doenças”, afirma.

Além de Aldair, equipe do Gari Noel é formada por outros sete profissionais, que doam tempo e energia à ação e contam com o apoio da Urbana e da empresa terceirizada Marquise, responsável por disponibilizar o caminhão de coleta que percorre as ruas de Natal no dia da entrega. Para Aldair, o envolvimento coletivo é parte essencial do sucesso do projeto.

Desde o início, em 2015, cerca de 7 mil brinquedos já foram entregues. Somente em 2024, foram 500 presentes. Para este ano, a meta é alcançar 600 doações recebidas até o dia 23 de dezembro.

Até o momento, aproximadamente 100 brinquedos já foram arrecadados, número ainda distante do objetivo, mas que não desanima o grupo. “Sabemos que ainda estamos um pouco distantes da meta, mas temos certeza de que, com a ajuda da população ou de empresários do setor de brinquedos, até o próximo dia 23 vamos conseguir alcançá-la e levar alegria a todas essas crianças, do jeito que planejamos”, diz Aldair, otimista.

Mais do que a entrega de presentes, o projeto carrega um simbolismo forte. Para quem participa, vestir a farda no dia de Natal e ser recebido com abraços e olhares de encantamento reforça o sentido de pertencimento e reconhecimento. “Para mim e para os colegas, o sentimento é de gratidão e dever cumprido em fazer essa ‘brincadeira’. Sabemos que muitas crianças não têm a oportunidade de ganhar um simples brinquedo e ficam esperando aquele Papai Noel imaginário, que aparece na TV. Aqui, elas são surpreendidas pelo Gari Noel”, finaliza Aldair.

Como ajudar
Quem quiser ajudar ainda dá tempo. As doações de brinquedos novos ou em bom estado podem ser feitas até o dia 23 de dezembro, na sede da Urbana, no bairro das Quintas, das 8h às 16h, ou na Câmara Municipal de Natal. Pessoas ou empresários que não puderem se deslocar até os pontos de coleta, podem entrar em contato diretamente com o Gari Noel Aldair pelo telefone (84) 98859-5704, para que a equipe faça a coleta em domicílio. A entrega dos presentes acontece no dia 25 de dezembro, aniversário de Natal, quando, mais uma vez, quem ganha o presente é a criançada.


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HEMONORTE CONVOCA DOADORES PARA REFORÇAR ESTOQUE DO BANCO DE SANGUE

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Com a proximidade das festas de fim de ano e o consequente aumento da demanda por transfusões, o Hemonorte intensifica as estratégias para conscientizar acerca da baixa nos estoques de sangue. Nas últimas semanas, segundo a direção do Hemocentro, a redução no número de doações atingiu praticamente todos os tipos sanguíneos, com destaque para os fatores O positivo, O negativo e A positivo, que são os mais utilizados no atendimento hospitalar. A queda ocorre em um período historicamente crítico, quando viagens, festividades e a intensificação de acidentes tendem a aumentar a necessidade de bolsas de sangue nas redes pública e privada.

A instituição reforça que a reposição é urgente para evitar prejuízos em cirurgias eletivas, atendimentos de emergência e procedimentos de alta complexidade, todos dependentes de um estoque seguro e regular. Embora a oscilação no fluxo de doadores seja comum em determinados meses do ano, o cenário atual exige atenção redobrada, sobretudo porque os hospitais continuam operando em plena capacidade.

A Diretora de Apoio Técnico do Hemonorte, Miriam Mafra, lembra que a doação é um gesto simples, porém capaz de gerar grande impacto. “Doar sangue é um gesto simples, rápido e que pode salvar até quatro vidas. Ela lembra que pessoas saudáveis, entre 16 e 69 anos, que pesem acima de 50 kg e estejam bem alimentadas podem doar, desde que atendam aos critérios de saúde e intervalo entre doações”.

Miriam reforça que a disponibilidade de sangue depende exclusivamente da colaboração da população e que há diversos pontos de coleta para facilitar o acesso. Ela destaca que, além da sede do Hemonorte, no Barro Vermelho, zona leste de Natal, também é possível doar no Espaço Hemonorte do Partage Norte Shopping, zona norte da cidade. “A gente incentiva que a população procure o posto mais próximo e contribua para manter o atendimento hospitalar funcionando plenamente. A solidariedade dos doadores é fundamental para que possamos continuar salvando vidas”.

Exemplo de Solidariedade
Entre os exemplos que inspiram novos doadores está a história do porteiro Flávio Celestino, de 55 anos, reconhecido como o doador mais antigo do Hemonorte. Ele já realizou 258 doações de sangue ao longo de 34 anos, sendo o maior doador do Rio Grande do Norte e também entre as nove capitais do Nordeste. Sua trajetória começou de forma inesperada, motivada por um pedido divulgado em um programa de rádio.

“Comecei a doar sangue através de uma emissora de rádio aqui do Rio Grande do Norte, muito conhecida na época, a rádio Cabugi, no programa do Duarte Júnior. Ele anunciou na rádio que precisava de um doador de sangue para uma família que tava precisando para um parente e eu fui doar, fui doar a primeira vez e o senhor Jesus Cristo me deu o dom de eu doar até quando eu puder”, recorda. “Hoje eu tenho 55 anos de idade e posso doar até os 65 anos. Enquanto tiver saúde eu vou doar, porque eu sei que todo dia tem um paciente no hospital precisando de uma doação de sangue”, ressalta.

Além das doações regulares de sangue, Flávio também contribui como doador de plaquetas. Ele explica que mantém uma rotina anual intensa para ajudar quem precisa. “Todo ano eu faço 12 doações de plaquetas e seis de plasma. Cada mês eu posso fazer uma doação de plaqueta e a cada dois meses uma doação de massa e plasma. Junto com as plaquetas. Às vezes são até 16 doações no ano, entre bolsas de sangue e plaquetas”, conta.

Pré-requisitos e restrições
Pessoas entre 16 e 69 anos, com peso mínimo de 50 kg e em boas condições de saúde, podem doar sangue, desde que apresentem um documento oficial com foto. Menores de 18 anos precisam de autorização dos responsáveis legais, e a primeira doação deve ser feita até os 60 anos. É importante que o doador esteja alimentado, tenha dormido ao menos seis horas nas últimas 24 horas e esteja hidratado. Também é recomendado evitar alimentos gordurosos nas horas anteriores e não consumir bebidas alcoólicas nas 12 horas antes da coleta.

Algumas situações exigem espera temporária, como febre ou gripe, que requerem um intervalo de sete dias após o desaparecimento dos sintomas. Pessoas que fizeram tatuagem ou maquiagem definitiva devem aguardar pelo menos seis meses. Já o prazo após vacinas varia conforme o tipo recebido, assim como ocorre em cirurgias ou procedimentos odontológicos, avaliados caso a caso.

Certas doenças impedem a doação de forma definitiva, como HIV e hepatites B e C. O uso de alguns medicamentos também pode restringir temporariamente a coleta, informação que é avaliada durante a triagem clínica.


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