O ex-presidente da Petrobras e ex-senador Jean Paul Prates (PDT) participará nesta quinta-feira, no Estádio do Pacaembu (SP), da São Paulo Innovation Week – uma estratégia nacional de eletrificação da economia, baseada no fortalecimento das energias renováveis, da infraestrutura elétrica e da neoindustrialização verde brasileira. A programação do evento dedicada à energia propõe debater o contexto global do setor, os desafios do Brasil e a transição energética em si.
No painel “Energia Eólica em terra e mar e a eletrificação da economia”, Prates destacará o papel estratégico do chamado Brasil Equatorial, faixa territorial que vai do Nordeste Setentrional ao Norte Oriental do país e concentra alguns dos maiores potenciais mundiais em energia renovável, eólicas offshore, hidrogênio e combustíveis sustentáveis.
Prates destacará o papel estratégico do chamado “Brasil Equatorial” – Foto: Reprodução
A apresentação deverá enfatizar que a nova economia global será estruturada em torno da eletricidade, impulsionada por inteligência artificial, data centers, automação industrial e mobilidade elétrica. “Hoje, o Brasil já possui uma das matrizes elétricas mais renováveis do mundo. O próximo passo é transformar essa vantagem natural em vantagem industrial. Energia limpa e competitiva pode atrair data centers, hidrogênio verde, combustíveis sustentáveis, fertilizantes, siderurgia de baixo carbono e uma nova geração de indústrias intensivas em eletricidade. Em outras palavras, a transição energética não deve ser vista apenas como agenda ambiental, mas como uma estratégia concreta de reindustrialização, geração de empregos qualificados e aumento da competitividade do país”, observou.
Ao lado de Elbia Gannoum (ABEEólica) e Roberta Cox (GWEC), o ex-senador também defenderá maior investimento em transmissão, armazenamento de energia, digitalização do sistema elétrico e modernização regulatória para evitar desperdício de energia renovável no país, especialmente diante do aumento dos episódios de curtailment.
Segundo ele, o Brasil pode transformar sua liderança renovável em política industrial, atraindo cadeias produtivas intensivas em energia limpa e consolidando uma nova fronteira de desenvolvimento econômico sustentável.
Ao Diário do RN, Prates destacou a pujança potiguar nesse tipo de energia e explica como acelerar o processo de industrialização: “O Rio Grande do Norte continua sendo uma das regiões mais promissoras do mundo para a expansão da energia renovável. Além da liderança histórica na energia eólica em terra, o estado reúne excelentes condições para avançar em eólica offshore, solar, hidrogênio e armazenamento de energia. Para acelerar esse processo, precisamos de maior capacidade de transmissão, contratação de baterias, segurança regulatória e infraestrutura portuária e logística adequada. Se essas condições forem asseguradas, o RN pode consolidar-se como um dos principais polos globais da nova economia elétrica, atraindo investimentos, tecnologia e desenvolvimento para todo o Nordeste.”
A Prefeitura do Natal anunciou novas obras de drenagem e contenção na região da engorda da Praia de Ponta Negra durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (13). Na ocasião, a gestão também rebateu críticas e negou irregularidades apontadas em uma ação civil pública do Ministério Público Federal (MPF).
O principal anúncio foi a publicação de um edital para uma obra complementar de drenagem, orçada em R$ 21 milhões, que prevê a construção de três reservatórios de retenção e infiltração em vias públicas da região. Segundo a Prefeitura, a intervenção busca reduzir a velocidade e o volume da água que chega à faixa de areia em períodos de chuva intensa, diminuindo a formação dos chamados “espelhos d’água”.
De acordo com informações técnicas apresentadas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), os reservatórios foram projetados para suportar chuvas de até 60 milímetros. O sistema funciona armazenando temporariamente a água da drenagem para que ela se infiltre gradualmente no solo. Quando o volume de chuva ultrapassar esse limite, a água seguirá para a faixa de areia de forma lenta e controlada.
Ainda segundo a Seinfra, os reservatórios também possuem função sustentável, já que realizam a filtragem da água antes que ela seja direcionada ao mar, reduzindo impactos ambientais e melhorando a qualidade da água que chega à praia.
Os três reservatórios serão implantados nas ruas Francisco Gurgel, João Rodrigues de Oliveira e Praia de Pirangi. Juntos, eles terão capacidade total de armazenamento de aproximadamente 4.955 metros cúbicos de água e área total de infiltração de 5.162 metros quadrados.
O maior reservatório será construído na Rua Francisco Gurgel, com capacidade de 2.291,40 metros cúbicos. Outro será implantado na Rua Praia de Pirangi, com volume de 1.676,64 metros cúbicos, enquanto o terceiro ficará na Rua João Rodrigues de Oliveira, com capacidade de 987,36 metros cúbicos.
A coletiva contou com representantes da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) e da Procuradoria-Geral do Município (PGM), que apresentaram esclarecimentos técnicos sobre o sistema de drenagem implantado junto à obra de engorda.
O secretário da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal, Thiago Mesquita, destacou a dimensão da bacia de drenagem da região e o volume de água que chega à orla durante eventos de chuva intensa.
“Nós temos uma bacia de drenagem de aproximadamente 400 mil metros quadrados, e em eventos de chuva intensa cerca de 120 milhões de litros de água chegam até a praia de Ponta Negra”, afirmou.
Mesquita também defendeu a solução adotada no sistema de drenagem e afirmou que não há alternativa física para o escoamento da água.
“Não existe outra alternativa física para essa água senão chegar à praia de Ponta Negra”, disse o secretário.
Ele também reforçou o caráter contínuo das intervenções na região. “É importante entender que estamos falando de uma bacia urbana extremamente consolidada. Não existe solução simples ou única. O que existe é gestão contínua da infraestrutura, com correções ao longo do tempo.”
Segundo o secretário, a nova etapa representa um avanço no sistema já existente. “O que estamos fazendo agora é uma segunda etapa de qualificação do sistema. A engorda resolveu o problema da faixa de areia, mas a drenagem urbana precisa ser continuamente aprimorada para acompanhar a intensidade das chuvas em Natal.”
Defesa técnica da drenagem A secretária da Secretaria Municipal de Infraestrutura de Natal, Shirley Cavalcanti, rebateu críticas relacionadas à execução da obra e afirmou que os questionamentos levantados decorrem de interpretações equivocadas.
Segundo ela, todos os dissipadores estão em funcionamento e cumprem a função prevista no projeto executivo.
“O dissipador está em pleno funcionamento. A prova disso é a formação dos espelhos d’água, porque a água está chegando à faixa de areia”, afirmou.
Shirley também negou a existência de irregularidades estruturais e afirmou que ajustes foram feitos ao longo da execução da obra por decisões técnicas de engenharia.
“Não existe tubulação falsa. O que existe são adequações de campo, decisões técnicas tomadas durante a obra para garantir melhor desempenho do sistema”, disse.
Ela destacou ainda que a nova obra complementar representa uma evolução do projeto. “Essa obra complementar não significa que o sistema anterior não funcione. Significa evolução do projeto. Obras costeiras são dinâmicas e exigem ajustes constantes.”
A secretária explicou que os reservatórios terão função hidráulica estratégica. “Os três reservatórios vão atuar em pontos estratégicos da bacia de drenagem. Eles funcionam como amortecedores hidráulicos, reduzindo a energia da água antes que ela chegue aos dissipadores e, posteriormente, à praia.”
Shirley também afirmou que a intervenção deve impactar diretamente o uso da praia. “Essas intervenções também têm impacto direto na experiência do usuário da praia. Quanto menor a lâmina d’água acumulada, maior a área útil de uso e menor o impacto visual e operacional no local.”
Sistema em fase de ajustes A secretária ainda destacou que o sistema de drenagem está em fase de adaptação, etapa considerada natural em obras de grande porte em áreas costeiras.
“A gente está em uma fase de acomodação do sistema. Isso é natural em obras desse porte.
Identificamos pontos de melhoria e estamos atuando com manutenção e obras complementares”, explicou.
Segundo ela, o comportamento atual da praia após a engorda segue padrões observados em outras intervenções semelhantes no país.
“É um processo dinâmico. A praia responde, a drenagem responde e o sistema vai sendo ajustado até atingir o equilíbrio”, afirmou.
Posição da Procuradoria O procurador-geral do município, Fernando Benevides, afirmou que a Prefeitura está tranquila em relação à ação movida pelo MPF e que o processo será uma oportunidade de esclarecimento técnico.
“A obra é responsável, precisa de aperfeiçoamentos, mas está cumprindo sua função”, declarou.
Já a procuradora-chefe da Procuradoria Ambiental do Município, Cássia Bulhões de Souza, destacou que a discussão deve ser conduzida no âmbito judicial com base em critérios técnicos.
“Eu acho extremamente saudável que isso seja levado realmente à Justiça para que haja manifestação sobre esse documento técnico, tanto no tocante à execução da drenagem quanto ao controle e fiscalização da obra”, afirmou.
Ação do MPF A ação civil pública do MPF questiona pontos relacionados à drenagem e à execução da engorda de Ponta Negra. A Prefeitura afirma que apresentará todos os projetos, estudos e medidas complementares no decorrer do processo judicial.
Com o celular como extensão da mão, o aparelho revela-se uma passagem para um universo de informações fragmentadas. Vídeos, mensagens e áudios se entrelaçam em uma rede invisível, trazendo promessas, alertas e denúncias que se espalham com a velocidade do toque.
O caso recente envolvendo a marca Ypê exemplifica essa dinâmica. Após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinar o recolhimento de lotes de detergentes da marca por potencial risco de contaminação microbiológica, publicações enganosas começaram a se espalhar rapidamente nas redes sociais e aplicativos de mensagens. Entre os conteúdos compartilhados estavam alegações falsas sobre mortes causadas pelos produtos, teorias de perseguição política e imagens adulteradas atribuídas à empresa.
Essa rotina, tão comum quanto invisível, é parte de um fenômeno que assombra o Brasil: a desinformação. E no centro dele, estão as Big Techs.
Segundo o relatório Digital 2025 do Instituto We Are Social, 67,8% dos brasileiros estão nas redes sociais, cerca de 144 milhões de pessoas. Não por acaso, o Brasil tornou-se um dos terrenos mais férteis para a disseminação de desinformação digital.
Quem nos ajuda a entender essa dinâmica é José Germano Neto, professor da Escola de Ciências e Tecnologia da UFRN. Com anos de pesquisa nas áreas de ciência, tecnologia e sociedade, ele afirma: “As big techs têm um papel muito importante no Brasil no que diz respeito à disseminação de informações.”
Capitalismo da Emoção Germano evoca o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han para descrever o cenário atual: vivemos sob o “capitalismo da emoção”, onde o que nos prende às telas são os afetos. “Aquilo que desperta em nós grande emoção nos faz permanecer por vezes em diversos espaços e nos faz propagar mais certas informações”, afirma o professor.
É por isso que conteúdos virais, sejam eles verdadeiros ou não, tendem a ser os mais lucrativos. E, nesse modelo de negócios baseado em engajamento, as Big Techs tornam-se coautoras do problema: “Quando um conteúdo provoca lucro, a Big Tech automaticamente se vincula àquele material e se torna corresponsável por ele”, diz Germano.
Entre o Lucro e a Responsabilidade A ausência de uma regulação eficaz amplia o abismo entre o interesse público e os interesses corporativos. “É muito importante que haja um fortalecimento das políticas de moderação. Mas não só isso: o poder público precisa cumprir seu papel fiscalizador”, defende Germano. Para ele, a resposta não está apenas na autorregulação das plataformas, “mas em uma governança digital participativa, que envolva sociedade civil, usuários, pesquisadores e o Estado”.
Conectividade que (des)informa No Nordeste, os desafios ganham novas camadas. “Quando a gente está falando de Nordeste e de algumas áreas, em especial áreas que têm menor acesso à internet, é muito importante que a gente consiga fazer a discussão sobre conectividade significativa”, pontua Germano. “Não se trata apenas de estar online, mas de entender por que se está, como e para quê”, continua.
“Em áreas rurais, onde a conexão é intermitente e os dados móveis são preciosos, o WhatsApp reina soberano. É a ‘internet do povo’. Mas também é por onde circulam as maiores distorções da realidade. Em contextos de baixa escolaridade e falta de acesso a fontes confiáveis, boatos ganham status de verdade e viram decisões de voto, de saúde, de vida”, afirma o professor.
Resistências locais: vozes do Nordeste
Entre as iniciativas que combatem a desinformação no Nordeste está a Pajubá Tech, do Recife, que oferece curadoria de notícias confiáveis – Foto: Reprodução
Apesar dos desafios, o Nordeste também é berço de resistência e inovação. Germano cita iniciativas como o Pajubá Tech, de Recife, que atua na inclusão digital de pessoas LGBTQIA+ e periféricas, e a newsletter Cajueira, feita por jornalistas nordestinos e que oferece uma curadoria de notícias regionais confiáveis, com olhar crítico e engajado.
“Essas experiências mostram que é possível combater a desinformação com iniciativas locais, pensadas a partir das necessidades e culturas de cada território”, diz.
Em 2026, o Rio Grande do Norte celebra oito décadas de duas das instituições fundamentais para o seu tecido socioeconômico: o Sesc (Serviço Social do Comércio) e o Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial). Fundadas em 1946, as entidades chegam aos 80 anos de história não apenas como prestadoras de serviço, mas como verdadeiros motores de desenvolvimento e inclusão social no estado.
Como marco simbólico das celebrações, o Sesc RN entregou nesta segunda-feira (11), a reforma completa da Unidade Sesc Potilândia, em Natal. Após ampla modernização, a unidade foi transformada em um centro de referência esportiva e social na Zona Sul da capital.
“A entrega da unidade Potilândia totalmente reformada neste aniversário de 80 anos é o exemplo prático da nossa missão: investir no ser humano para fortalecer o estado”, destacou recentemente o empresário Marcelo Queiroz, presidente da Fecomércio RN.
A reforma ampliou a área construída em quase 60%, totalizando mais de 4,3 mil metros quadrados de estrutura de ponta. Entre as novidades, a unidade passa a contar com novas modalidades esportivas, espaços de convivência modernizados e uma infraestrutura totalmente acessível. A reinauguração de Potilândia simboliza a visão de futuro do Sesc: unidades que acompanham a evolução das necessidades da população potiguar, oferecendo tecnologia e conforto sem perder a essência do atendimento humanizado.
Outro marco é a Sessão Solene na Assembleia Legislativa em homenagem aos 80 anos do Sesc RN e do Senac RN, uma proposta do presidente da Casa, deputado Ezequiel Ferreira, em reconhecimento à história e impacto social das instituições.
Sesc RN: Bem-estar que gera cidadania Desde sua criação, o Sesc RN tem sido o braço do Sistema Fecomércio voltado à qualidade de vida. A instituição democratizou o acesso à cultura, saúde e lazer, com unidades fixas em Natal, Macaíba, Mossoró, Caicó, Nova Cruz e São Paulo do Potengi, e com capacidade de expansão para mais cidades potiguares através de eventos, unidades móveis e projetos especiais, como na “Semana S”.
Destaques como o programa Mesa Brasil Sesc, que combate a fome e o desperdício, e as unidades móveis de saúde, como o OdontoSesc, reforçam o papel da entidade em levar atendimento de ponta a comunidades que muitas vezes estariam desassistidas.
No campo cultural, os teatros e galerias do Sesc seguem como palcos essenciais para a produção artística local. Neste campo, destaque para o Teatro Sandoval Wanderley que, após 15 anos de portas fechadas, foi devolvido à cidade sob a gestão do Sesc RN. Com um investimento superior a R$ 6 milhões em modernização e equipamentos, o Sesc assumiu a missão de revitalizar o espaço, garantindo uma programação cultural pulsante e acessível, reafirmando seu compromisso histórico com a arte e a memória dos potiguares.
Senac RN: A força da educação profissional de excelência
Enquanto o Sesc cuida do bem-estar, o Senac RN constrói o futuro profissional. Ao longo de 80 anos, a instituição consolidou-se como a principal ponte entre os potiguares e o mercado de trabalho. Setores vitais da economia, como o comércio e o turismo, foram profissionalizados através de sua excelência educacional.
O Hotel Barreira Roxa, reconhecido internacionalmente como uma escola-modelo, é o exemplo máximo dessa trajetória, unindo hospitalidade de alto nível à formação prática de jovens. Além disso, o Programa Senac de Gratuidade (PSG) garante que o conhecimento chegue a quem mais precisa, transformando potencial em carreira para milhares de pessoas anualmente.
Um sistema, um propósito O Sesc e o Senac RN são braços operacionais da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte, formando juntos o Sistema Fecomércio RN. A Fecomércio atua como a entidade gestora e representativa, enquanto Sesc e Senac executam ações sociais e de qualificação para os comerciários.
Ao atingir a marca histórica, o foco volta-se para a inovação digital e a sustentabilidade, com o Senac avançando em trilhas de tecnologia e o Sesc expandindo sua infraestrutura física e social, mantendo-se ambas instituições indispensáveis para um Rio Grande do Norte mais qualificado e igualitário, como enfatiza o deputado Ezequiel Ferreira ao justificar a homenagem concedida pela ALRN.
O presidente da Casa justifica que o Sesc e o Senac não são apenas entidades privadas, mas parceiras vitais do poder público, suprindo lacunas em áreas onde o Estado muitas vezes não consegue chegar com a mesma agilidade, especialmente em saúde e educação profissional.
O deputado enfatiza ainda que o Senac é o grande responsável por manter o setor de serviços do RN (o que mais emprega no estado) competitivo e qualificado, sendo fundamental para o desenvolvimento econômico sustentável, e também menciona projetos como o Mesa Brasil e o Programa de Gratuidade, justificando que a homenagem é um reconhecimento por “formar cidadãos e não apenas profissionais”, além d
Dando continuidade a uma série de reportagens especiais sobre maternidade, hoje o Diário do RN conta histórias de mulheres que transformaram experiências pessoais em conexão com milhares de pessoas nas redes sociais. Em comum, elas compartilham a maternidade sem filtros: com cansaço, inseguranças, recomeços e afeto. Em Natal, as influenciadoras Silvana Melo e Karoline Rodrigues usam a internet para mostrar que a vida materna vai muito além da perfeição exibida nas telas.
À frente do perfil @dicasdamamaededuas, Silvana Melo começou a produzir conteúdo ainda com a primeira filha, registrando momentos da rotina, dicas de introdução alimentar e experiências de viagens. Na época, o perfil era fechado. “Eu sempre ouvia: ‘abre esse perfil’. Mas nunca achei que tivesse potencial para isso”, conta.
Foi depois da chegada da segunda filha, conciliando trabalho CLT, home office e duas crianças pequenas, que ela decidiu investir profissionalmente na criação de conteúdo. Estudando de madrugada e nos intervalos do dia, encontrou um nicho pouco explorado: mostrar a estrutura de espaços infantis e brinquedotecas em Natal. O perfil cresceu e passou a atrair marcas locais.
Mas a maternidade, para Silvana, também é marcada por dores. Antes do nascimento da filha mais velha, ela enfrentou uma perda gestacional durante a pandemia. “Foi a pior sensação da minha vida. Mas aquele anjinho trouxe em mim uma vontade ainda maior de ser mãe”, relembra.
Hoje, o diferencial do conteúdo dela está justamente na sinceridade. “O que mais me conecta com as seguidoras é mostrar os perrengues reais: eu me escondendo para comer, a gritaria, a rotina puxada”, afirma. Apesar da exposição, ela diz ter cuidado com o que publica sobre as filhas.
“Penso muito no respeito e no futuro delas. ”
Silvana também reconhece os impactos emocionais da profissão. “A internet é uma faca de dois gumes. Ao mesmo tempo que ajuda, gera uma cobrança imensa pela perfeição. ” Para ela, falta humanizar a maternidade nas redes. “Gostaria que parassem de cobrar perfeição, porque isso não existe. ”
Já Karoline Rodrigues, influenciadora com mais de 294 mil seguidores, encontrou nas redes um espaço para compartilhar a experiência da maternidade solo. Natural de João Pessoa, mas vivendo no RN há mais de duas décadas, ela trabalhava com viagens e estilo de vida quando descobriu uma gravidez não planejada, no fim de 2022.
“O pai optou por não assumir as responsabilidades. E, quando me tornei mãe solo, precisei amadurecer muito rápido”, relata. Sem romantizar a situação, Karol começou a dividir a própria realidade na internet. O primeiro vídeo sobre maternidade solo viralizou e abriu espaço para milhares de relatos semelhantes.
“Percebi a quantidade de mulheres que passavam pela mesma coisa. Muitas diziam: ‘você está contando a minha história’”, lembra.
Ela afirma que a sociedade ainda responsabiliza a mulher pela ausência paterna. “As pessoas dizem que a mãe solo ‘não soube escolher o pai’. Mas a ausência paterna é uma decisão exclusivamente do homem.”
Hoje vivendo integralmente da internet, Karol divide a rotina entre a criação da filha, campanhas publicitárias e empreendedorismo digital. Mesmo assim, reconhece o peso da cobrança. “Existe uma expectativa absurda para que a mãe solo seja forte o tempo inteiro.”
Assim como Silvana, ela acredita que mostrar vulnerabilidade ajuda outras mulheres. “Muitas mães acham que estão falhando, quando na verdade estão apenas cansadas.”
Entre algoritmos, vídeos e publicidade, as duas influenciadoras transformaram a maternidade em comunidade. Mais do que números, seguidores ou engajamento, encontraram nas redes uma forma de acolher outras mães, mostrando que a maternidade real também merece espaço, voz e pertencimento.
Tornar-se mãe altera, e como, a vida das mulheres que atuam no Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte. Essas guerreiras passam para uma dupla jornada: de cuidar dos seus rebentos, além das pessoas desconhecidas, vítimas de acidentes. No quartel, a rotina começa cedo, alternando o expediente entre serviços administrativos e plantões operacionais de combate a incêndio e salvamento. Contudo, o amor pelos filhos e pela profissão faz com que essas bravas mães superem quaisquer circunstâncias.
Uma delas é a soldado Mayara Rachel. Casada, aos 37 anos, ela ingressou há quatro anos na corporação, antes mesmo da maternidade. Hoje, se diz orgulhosa de ser mãe de uma “princesa linda”, de 1 ano e 8 meses, que se chama Maya.
De acordo com ela, sua rotina é marcada por uma dupla jornada intensa e, ao mesmo tempo, muito significativa. “Como mãe, tenho o compromisso diário de cuidar, educar, orientar e estar presente na vida da minha filha. Já na minha atuação profissional, lido com situações de urgência e emergência, prestando assistência a pessoas que muitas vezes estão em momentos críticos de suas vidas”, relatou.
E essa dualidade, salienta a soldado, exige equilíbrio emocional, responsabilidade e, principalmente, humanização. “Em um momento estou acolhendo minha filha, e em outro, estou cuidando de vítimas desconhecidas que precisam de atenção imediata. São papéis diferentes, mas ambos movidos pelo cuidado e pelo compromisso com a vida”.
Diante disso, conciliar essas duas funções não é uma tarefa fácil para Mayara. Exige organização, apoio familiar e muita resiliência. Segundo a militar, existem momentos de cansaço, de ausência e de desafios emocionais, principalmente por lidar com situações delicadas no trabalho. “Não considero uma rotina tranquila, mas sim possível. Com dedicação, planejamento e amor pelo que faço, consigo desempenhar minhas funções com responsabilidade. Cada dificuldade enfrentada fortalece minha capacidade de seguir em frente”, ressaltou.
Entretanto, a soldado revela a maior motivação que, talvez, só as mães sintam no sentido cognitivo da maternidade: “O amor pela minha filha é o que me sustenta, diariamente. É minha base, minha maior força e coragem. Já o amor pela minha profissão está diretamente ligado ao propósito de salvar vidas e ajudar ao próximo. Ser mais humana em cada vida alcançada”.
Nesse sentido, pontuou Mayara, ambos amores são intensos e complementares. Mesmo diante das dificuldades, eles a impulsionam a continuar. “Posso dizer que esse amor, tanto pela minha família, quanto pela farda, supera qualquer circunstância, pois é ele que dá sentido a tudo o que faço”.
Em curso de formação, aspirante conta com o apoio da mãe
Ana Heloisy concilia rotina do curso de formação com a maternidade – Foto: Reprodução
A aluna do curso de formação de praças do CBMRN, Ana Heloisy, também traz o relato das suas experiências como mãe e militar. Casada, mãe de 1 menino de 1 ano e 7 meses, a aspirante conta que engravidou durante o Curso de Formação de Oficiais (CFO).
Assim como a soldado Raquel, conciliar a profissão de Bombeira Militar com as responsabilidades da maternidade é bem difícil para Heloisy, principalmente pelo fato de dela ainda estar em curso de formação, que tem uma rotina intensa, muitas vezes imprevisível, tendo que estudar, fazer trabalhos e atividades do curso, às vezes tendo realizado atividades que exigem bastante do vigor físico. “Quando eu chego em casa, meu filho tem a consciência de que eu estou cansada física ou mentalmente. Não preciso arranjar disposição para dar a atenção que ele precisa. Mas, graças a Deus, tenho o apoio da minha mãe, que cuida dele enquanto eu preciso está ausente. Se não fosse ela, não sei se conseguiria”, relata.
Segundo a aspirante, o amor pela profissão vem do significado que ela mesma tem pela vida das pessoas, principalmente daquelas que um dia já precisaram ser atendidas e tiveram suas vidas salvas pelo Corpo de Bombeiros. Já como mãe, ela frisa que o amor pelo seu filho é incondicional.
“Maior do que tudo que o que eu já senti na vida e não fazia ideia de que seria possível sentir. Supera todo o estresse e o cansaço”.
Já na formação militar, Heloisy revela que, quando se depara com alguma vítima, sempre vem o questionamento: “Será que essa pessoa tem filhos? ”. E isso a motiva ainda mais a realizar o atendimento da melhor forma, justamente pela empatia de se colocar no lugar da vítima. “Penso que ela precisa ficar bem o mais rápido possível para poder voltar a cuidar do filho. Esse sentimento surgiu depois que eu fui mãe. Ao mesmo tempo
Nesta quinta-feira (07), a Prefeitura do Natal, através da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU), lança a campanha Maio Amarelo 2026. O objetivo é conscientizar a população para a redução de acidentes e óbitos no trânsito da capital.
Neste ano, o movimento adota o tema “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”, incentivando motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres a refletirem e adotarem comportamentos mais conscientes e focados no coletivo nos ambientes urbanos.
Durante o evento de lançamento do Maio Amarelo, a secretaria vai detalhar uma série de iniciativas que serão realizadas ao longo do mês. Ações educativas como blitze de conscientização e intervenções urbanas, com foco na valorização da vida e na construção de um trânsito mais seguro.
ESTATISTICAS Também nesta quinta-feira, a secretaria deve divulgar números atualizados sobre os acidentes de trânsito em Natal. Os números disponíveis até o momento referem-se a ocorrências registradas até agosto do ano passado quando, de janeiro a agosto, ocorreram 889 acidentes. O aumento é de mais de 12% se comparado aos 792 registrados no mesmo período de 2024.
Essa semana, o Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS) divulgou números extraídos do relatório do Observatório de vigilância sobre violência no trânsito, uma nova funcionalidade incorporada ao sistema Protocolo Eletrônico do Paciente (PEP Mais RN).
O cenário é de alerta para a segurança viária no Rio Grande do Norte, especialmente em Natal. O Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, o maior e mais importante do estado para atendimento de traumas, atende uma vítima de acidente de moto a cada três horas.
Os dados são monitorados desde janeiro de 2025, registrando pico de internações em dezembro de 2025, quando alcançou 304 casos no mês. Por outro lado, o menor número de internações foi registrado em abril deste ano, com 211 ocorrências.
Segundo os pesquisadores do LAIS, os números de acidentados trazem uma sobrecarga ao sistema de atendimento, apontando para um cenário crítico de sua capacidade, com uma média semanal de 58 atendimentos. “Na prática, o hospital recebe um novo trauma de motos a cada três horas, ininterruptamente. Qualquer variação acima, sobrecarrega as salas de cirurgias e as equipes de ortopedia”, argumentou o pesquisador Ricardo Valentim.
SOBRE O MAIO AMARELO A campanha Maio Amarelo é um movimento global de conscientização para a redução de acidentes e mortes no trânsito, buscando colocar o tema em pauta com engajamento de toda a sociedade: órgãos governamentais, empresas, entidades de classe, associações e cidadãos, sempre colocando a preservação da vida em primeiro lugar.
A cor amarela simboliza atenção e advertência, e a escolha do mês de maio refere-se à criação da Década de Ação para Segurança no Trânsito. Juntas, a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceram a meta de reduzir em pelo menos 50% o número de mortes e lesões no trânsito até o ano de 2030.
Em Natal, o lançamento oficial do Maio Amarelo acontece no Auditório do Parque da Cidade, a partir das 9h, reunindo representantes do poder público, instituições parceiras e sociedade civil.
A iniciativa visa reforçar o compromisso da gestão municipal com políticas públicas voltadas à segurança viária e à mobilidade urbana responsável.
A rotina da mãe moderna, durante a criação dos filhos ao longo da vida, exige muitos compromissos. Não são raras as vezes em que parece uma missão impossível conciliar todos esses papéis, principalmente quando a profissão envolve julgar situações delicadas, como violência doméstica, ações de guarda, alimentos, visitas e dissolução conjugal. Pelo menos é esse o caso de quem trabalha no Poder Judiciário, sobretudo nas Varas de Família.
Uma dessas pessoas é a juíza Fátima Soares, que acumula 32 anos de magistratura, dos quais 17 foram dedicados à Vara de Família, na Comarca de Natal – uma área extremamente sensível e humana, que exige não apenas conhecimento jurídico, mas também equilíbrio, escuta e sensibilidade social.
Ao longo da trajetória, ela sempre entendeu que ser mãe e magistrada são dois propósitos profundamente ligados ao cuidado, à responsabilidade e ao compromisso humano.
Evidentemente, surgiram desafios, sobretudo na administração do tempo e das emoções, mas Fátima procurou viver ambas as funções com dedicação, equilíbrio e amor. “A magistratura exige firmeza; a maternidade, acolhimento. Aprendi que é possível exercer ambas com harmonia”, disse.
Fátima lembra que sempre incentivou seus filhos a estudarem, buscarem independência e realizarem-se profissionalmente naquilo que os fizessem felizes. Naturalmente, por conviverem em um ambiente jurídico, o filho mais velho teve proximidade com a área do Direito. Contudo, frisou a magistrada, nunca houve imposição. “Entendo que cada pessoa deve encontrar sua própria vocação”.
O primogênito, Isaac, foi o único a seguir a carreira da mãe. Inicialmente, exerceu por quatro anos, o cargo de Juiz de Direito em Goiás. Depois, fez concurso para a magistratura em Sergipe e por lá permaneceu por quase 11 anos. Atualmente, é Juiz de Direito em Caicó, titular da 3ª Vara.
Já o filho do meio, Felipe, trilhou os passos do pai e do avô materno. Tornou-se bacharel em Contabilidade, mas desempenha as atividades de empresário, no ramo de medicamentos. Quanto à caçula, Sara Isabella, é bacharel em Publicidade, Gastronomia e Especialista em Gestão de Empresas e Negócios pela USP/SP. Atualmente, executa a profissão de empresária, no ramo de consultoria internacional.
Mesmo sendo uma mãe presente e dedicada, a administração do tempo nunca foi simples para Fátima. “A magistratura exige muito, especialmente em Varas de Família, onde lidamos, diariamente, com conflitos emocionais intensos. Procurei, contudo, estabelecer prioridades, reservar momentos de qualidade para a família e compreender que presença afetiva muitas vezes vale mais que quantidade de tempo. Organização, apoio familiar e equilíbrio emocional foram fundamentais”, relatou a juíza.
Sensibilidade como mãe também ajudaram no exercício da magistratura – Foto: Reprodução
Desafios da carreira Diante das nuances da conciliação do papel de mãe com a carreira no Poder Judiciário potiguar, a juíza Fátima Soares destaca não só a responsabilidade com ambas, mas também sensibilidade e as exigências peculiares.
Atualmente, as Varas de Família enfrentam desafios muito complexos. São conflitos cada vez mais judicializados, relações familiares fragilizadas e, muitas vezes, profundas desigualdades econômicas e emocionais entre as partes. Segundo a magistrada, as mulheres ainda enfrentam dificuldades significativas, especialmente em questões relacionadas à sobrecarga materna, violência psicológica, dependência financeira e descumprimento de obrigações alimentares. Para ela, o grande desafio do Judiciário é assegurar proteção integral sem perder de vista a imparcialidade e o melhor interesse das crianças e adolescentes.
De acordo com Fátima, situações de ocultação patrimonial e inadimplência alimentar ainda são relativamente frequentes nas Varas de Família. Em muitos casos, frisou, percebe-se que tais condutas ultrapassam a mera questão financeira e acabam funcionando como formas de manutenção de poder, controle emocional ou retaliação após o término da relação. “O Judiciário tem buscado mecanismos mais eficazes para coibir essas práticas e garantir a efetividade das decisões judiciais”.
Outro tema extremamente delicado e que exige análise cuidadosa caso a caso é a alienação parental. Para a magistrada, é importante evitar generalizações. “Existem situações reais de alienação parental, assim como também há casos em que alegações são utilizadas de forma estratégica em disputas familiares. Por isso, o magistrado precisa atuar com extrema cautela, ouvindo equipes interdisciplinares, analisando provas e priorizando sempre a proteção integral da criança e do adolescente”, explicou.
Muitas vezes, as mulheres enfrentam revitimização nos tribunais, onde estereótipos de gênero influenciam decisões, ignorando o contexto de desigualdade. Nesse sentido, a magistrada potiguar reconhece essa realidade como sendo uma preocupação legítima e que precisa ser constantemente enfrentada pelo sistema de justiça. Apesar do Poder Judiciário brasileiro estar evoluindo nesse debate, especialmente com maior conscientização acerca dos estereótipos de gênero, Fátima observa que, ainda assim, é necessário permanente capacitação e sensibilidade institucional. Quanto aos movimentos contemporâneos, que reforçam discursos de intolerância ou de antagonismo entre homens e mulheres, a juíza entende que o caminho mais saudável continua sendo o diálogo, o respeito mútuo e a construção de relações baseadas na dignidade humana e na igualdade de direitos.
Frequentemente, mulheres que possuem medidas protetivas também buscam no Juízo de Família soluções relacionadas aos filhos e à reorganização familiar. Na percepção de Fátima, trata-se de uma realidade presente em diversos estados brasileiros, inclusive no Rio Grande do Norte. “Isso demonstra como violência doméstica e conflitos familiares muitas vezes caminham interligados, exigindo atuação articulada e humanizada do sistema de justiça”.
Em dezembro de 2022, quando seu segundo filho tinha 15 anos, veio a notícia que abalou a cuidadora de idosos, Andreia Maria da Costa, de 44 anos. O estudante Yann Matheus foi diagnosticado com tumor desmoplásico – um sarcoma raro e agressivo, comum em jovens entre 10 e 30 anos, que afeta principalmente a cavidade abdominal. A partir daí, iniciou-se o tratamento. Após algumas cirurgias, Yann entrou em remissão da doença no ano seguinte.
Contudo, em 2025, o filho de Andreia teve uma recidiva. Foi aí que a situação piorou, drasticamente. Em novo diagnóstico, surgia um neuroblastoma – um tipo de câncer que se origina em células imaturas do sistema nervoso periférico.
“De antemão posso afirmar que minha vida foi transformada. Deixou de ser aquela maternidade sossegada. Passei a ter muitas incertezas. Tantas noites sem dormir em casa e no hospital, acompanhando meu filho internado no hospital. Daí vem a quimioterapia com todos aqueles efeitos colaterais. Tudo isso muda muito a nossa rotina”, relatou a mãe.
Antes do diagnóstico, a família morava em São Paulo. Para ter maior rede de apoio, Andreia veio para Natal com seu filho. Atualmente, a cuidadora de idosos tenta com muita fé e esperança seguir na vida. Hoje, aos 19 anos, Yann trata do neuroblastoma na Liga Conta o Câncer e frequenta cursinho preparatório para o ENEM. Em casa, o estudante, que nunca teve assistência do pai, divorciado da mãe quando ele tinha apenas 5 anos, conta com o apoio e amor da irmã de 25 anos, do padrasto e dos avós.
Enquanto isso, Andreia segue em luta diária. “Quando a gente recebe o diagnóstico, toda aquela vida que sonhamos e planejamos cai por terra. No começo é algo devastador, porque nunca estamos preparados para receber esse tipo de notícia, ainda mais quem é mãe”, desabafou.
CRENÇA LIMITANTE Felizmente, Andreia conseguiu ressignificar a doença do filho. “Na época, eu não tinha muito entendimento. A minha geração foi aquela que achava que o câncer era uma sentença de morte.
Então, crescemos com esse pensamento. Hoje, tenho outro pensamento. O câncer não é uma sentença de morte. Ele tem cura. A gente vive, tem uma vida além do câncer”.
E nisso, Andreia tem razão. É vida que segue! Hoje, além dos cuidados profissionais a idosos, ela estuda para ser técnica de enfermagem. Enquanto segue em ritmo normal, com otimismo e fé inabalada na cura de Yann, os motivos são de gratidão a todos que prestam apoio à família.
“Queria deixar as considerações para todas as mães da Liga que lutam junto comigo. Essa luta não é só minha. É uma luta em conjunto pela vida de nossos filhos. Não é fácil. Abrimos mão da nossa vida particular e almejando a cura, aguardando que ele se alimente melhor depois de uma quimioterapia”.
Assim como outras várias mães, Andreia espera que o amanhã seja melhor, que seus filhos tenham a oportunidade de viver de forma saudável, possam conquistar sua própria liberdade, possuam condições de formar família. “Queria deixar uma mensagem para todas as mães da Liga. Nós lutamos juntas, de mãos dadas, uma com a outra. E essa luta é muito bonita, muito importante para todas nós. Pelo menos é essa a visibilidade que a Liga nos dá, com mais oportunidade para crescermos e acreditarmos que o amanhã vai ser bem melhor”.
“Meus filhos foram rede de apoio forte para continuar vivendo”
Diva passou cerca de seis meses em tratamento e conta que, além do marido, apoio dos filhos foi fundamental – Foto: Reprodução
A luta pela vida segue. Desta vez, são os filhos quem garantem o suporte necessário para o tratamento e cura da mãe. Com diagnóstico de câncer de mama, em 2014, a aposentada Diva Silva de Lima Costa, de 64 anos, relembra momentos de profunda tristeza e medo. Ao lado do marido, ela caiu em prantos quando a médica confirmou a existência de um tumor.
No dia seguinte, ainda abalada, Diva procurou um mastologista. Lá, ela recebeu as primeiras palavras de apoio, com orientação para tratamento e grande possibilidade de remissão da doença. Foi quando a aposentada se acalmou e criou coragem para anunciar o surgimento da doença aos filhos. “No início, claro, eles ficaram bem assustados”, lembrou.
Diva passou pelo menos seis meses em tratamento na Liga. Lá, fez 16 sessões de quimioterapia e mastectomia no lado direito (remoção cirúrgica total da mama). “Nesse tempo, Deus foi me confortando e abrindo caminhos. Apesar de relatar meu caso a pessoas próximas, não deixei de sair de casa com meu marido e filhos, principalmente nos finais de semana. Eles me deram muita força e apoio nos momentos mais críticos”.
RECIDIVA Apesar de ter seguido todo o protocolo de tratamento, uma recidiva veio após oito anos. O curioso, observou Diva, é que o nódulo ressurgiu na mesma mama. “Pra quê, por quê?”, questionava. Junto aos filhos, a mãe tentava explicar o retorno à Liga para início do novo tratamento. Nunca perdeu a fé e declarava à família: “Deus vai me curar”.
Desta vez, a procedimento acrescentou radioterapia à quimio. Atualmente, Diva segue firme e já expandiu sua rede de apoio, onde é membro do Grupo Despertar – uma iniciativa da Liga Contra o Câncer (RN) composta por voluntárias que já superaram o câncer de mama.
A equipe acolhe e apoia, emocionalmente, pacientes recém-diagnosticadas, atuando desde a mesa pré-cirúrgica até visitas hospitalares, além de oferecer oficinas de reabilitação e bem-estar.
O Dia das Mães, comemorado anualmente no Brasil e em diversos países no segundo domingo de maio, é uma data dedicada a honrar as figuras maternas e celebrar os laços de carinho, zelo e amparo que elas estabelecem. No Brasil, é tradição reunir a família para almoços especiais e realizar a troca de presentes e flores como gesto de gratidão, o que torna a data uma das mais importantes para o comércio varejista brasileiro, perdendo apenas para o ciclo natalino.
A expectativa para a semana que antecede o dia das mães é de um aumento significativo no fluxo de consumidores nos principais centros comerciais de Natal. Segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL Natal), estima-se que entre 620 mil e 700 mil pessoas realizem compras, dinamizando diversos segmentos da economia, abrangendo tanto o comércio varejista quanto o setor de serviços.
De acordo com a pesquisa de intenção de compras realizada pelo Instituto Fecomércio RN (IFC), a expectativa é de que o setor registre crescimento de 3,1%, injetando R$ 482,2 milhões na economia estadual.
Na capital potiguar, 74,6% dos entrevistados indicaram a pretensão de presentear alguém, o que deve representar uma movimentação estimada em R$ 201,2 milhões, variação positiva de 2,7% em relação ao ano de 2025.
O Alecrim, principal polo comercial da capital, já apresenta um aumento visível no fluxo de consumidores, de acordo com Matheus Feitosa, presidente da Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim (Aeba), afirma que os comerciantes já notam maior circulação nas lojas do bairro.
“Já percebemos um aumento no fluxo de pessoas circulando e pesquisando preços desde o fim de semana após o feriado de 1 de maio. Nesta semana que antecede o Dia das Mães, o movimento também já apresenta crescimento, embora tradicionalmente muitos consumidores deixem as compras para os últimos dias.”
A diversidade de presentes escolhidos é reflexo tanto dos diferentes perfis de mães quanto da capacidade financeira dos filhos, mostrando um mercado aquecido e diversificado nesta data comemorativa.
Ainda segundo Matheus, os preços variam conforme os diversos segmentos: Perfumaria (R$ 39,00 a R$ 200,00, com “compre e ganhe”), Vestuário (R$ 69,90 a R$ 390,00, com contratações extras), Calçados (R$ 59,99 a R$ 200,00, com promoções), Bolsas (R$ 59,00 a R$ 200,00), Bolsas de academia (R$ 99,00 a R$ 120,00) e Carteiras (R$ 49,90 a R$ 99,00).
A expectativa é de um volume expressivo de vendas, com a comercialização de 1 milhão a 1,1 milhão de presentes na cidade, considerando uma média de 1,68 item por consumidor.
“Mesmo diante da forte concorrência do comércio digital e dos shoppings, o Alecrim mantém sua tradição de preços acessíveis, variedade e atendimento próximo ao cliente. Muitos comerciantes também vêm se adaptando ao mercado atual, investindo em vendas por redes sociais, sites e aplicativos, sem perder a força do atendimento presencial.”, continua Matheus.
Shoppings registram movimento crescente nas lojas e também nas praças de alimentação
Saindo do centro popular, os shopping centers da capital também vivem a expectativa de alta para o Dia das Mães. Danielle Leal, gerente geral do Praia Shopping, afirma que já se tem um aumento consistente no fluxo de pessoas e no número de vendas, especialmente nessa semana que antecede a data, quando mais de 60% dos consumidores concentram suas compras.
“Esperamos um crescimento entre 6% a 8% nas vendas para o período de 2026, o que reforça a importância estratégica da data. Além disso, estudos recentes indicam que o consumidor está cada vez mais orientado pela experiência, conveniência e possibilidade de troca, o que fortalece nosso papel enquanto um shopping de vizinhança focado em estabelecer essa proximidade. ”
Assim como acontece no Alecrim, Danielle também cita a grande procura pelos itens de moda, perfumaria, acessórios, além daqueles de valor emocional, mas destaca também que a data impulsiona significativamente o setor de gastronomia.
“No Praia, isso se reflete diretamente no desempenho das lojas de moda feminina, beleza e nas operações de alimentação, que capturam tanto a compra do presente quanto o momento de celebração. ”
O shopping projeta um crescimento em sintonia com o cenário econômico local e, para impulsionar esse resultado, também serão implementadas ações que combinam marketing integrado, mídia segmentada e ativações no ponto de venda. O objetivo é proporcionar uma experiência completa aos clientes, apoiar os lojistas na conversão de vendas e elevar o ticket médio, aproveitando o potencial de uma das datas mais importantes do ano.
Na semana em que se aproxima o Dia das Mães, o Diário do RN traz histórias de mulheres que encaram a maternidade real entre as tantas atribulações de uma rotina de multitarefas. Mulheres que entre o trabalho e os afazeres da casa, têm no maternar a missão de cuidar, proteger, dar afeto e educar filhos, sejam eles biológicos ou adotivos.
Dentro da pluralidade de formações familiares possíveis, o número de registros de casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo, cresceu 8,8% entre 2023 e 2024, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Desse total, as uniões entre mulheres representaram a maioria, correspondendo a 64,6% dos casos registrados no último ano.
Com o aumento no número de uniões homoafetivas, o número de núcleos familiares com genitores do mesmo sexo também cresceu. Em 12 anos, o número de lares teve o salto de 552%.
Em 2010, eram cerca de 60 mil lares; em 2022, esse número saltou para 391.158 domicílios.
Nessa primeira reportagem, o Diário do RN destaca a história de Claudia Ludimila e Micaela Freitas, juntas a dez anos, mães de Liz e Gael. A decisão de ter filhos veio do desejo profundo de construir um lar onde o afeto fosse um grande parceiro na jornada. “Viver a dupla maternidade é entender que o cuidado pode ser multiplicado. No nosso dia a dia, não existe um “papel fixo”; existe a entrega. Dividimos a função de guiar, proteger e ensinar, oferecendo aos nossos filhos duas referências de força, acolhimento e resiliência. ”, afirma Ludimila.
Ludimila foi a doadora dos óvulos e os embriões foram implantados em Micaela para a gestação de Liz e Gael – Foto: Reprodução
Para as famílias formadas por duas mães, a jornada é pavimentada com amor, mas também com desafios únicos que exigem força e resiliência. Ainda que o país tenha avançado no reconhecimento dos direitos das famílias homoafetivas, a dupla maternidade enfrenta obstáculos. A luta por reconhecimento legal, o enfrentamento de preconceitos em ambientes como escolas e, por vezes, a necessidade de explicar constantemente a estrutura familiar, demandam resiliência constante.
“Sabemos que o preconceito ainda é uma realidade persistente, mas escolhemos não deixar que ele dite o tom da criação dos nossos filhos. Para nós, criar com dignidade significa munir nossas crianças de autoestima e verdade”
A multiparentalidade é um poderoso testemunho de que o amor é o alicerce fundamental de um lar. Quando duas mulheres escolhem construir uma família e dividir a experiência de ser mãe, seja através de adoção, fertilização in vitro ou outros caminhos, o afeto, o cuidado e o suporte mútuo se multiplicam. “Essa dinâmica nos permite construir uma rede de apoio interna muito forte, onde o diálogo é a nossa principal ferramenta para equilibrar as demandas da vida profissional com a dedicação integral que a infância exige”
Ludimila e Micaela optaram pela FIV (método de fertilização in vitro), sendo Micaela a escolhida para gestar. Elas utilizam um perfil em redes sociais (@2irmãose2mães) para compartilhar a rotina e as experiências da família. Com aproximadamente 11 mil seguidores, as publicações contam desde o início do desejo pela maternidade até narrativas do dia a dia com os filhos pequenos, hoje com dois anos.
“Nossa história, compartilhada diariamente com quem nos acompanha, é um convite à reflexão.
Ocupar espaços em veículos como o Diário do RN é fundamental para mostrar que a nossa família é real, é presente e contribui para a sociedade com os mesmos valores éticos e de cuidado que qualquer outra. ”
O reconhecimento legal da dupla maternidade no Brasil foi estabelecido em 2017. O Provimento 63 do CNJ, implementado naquele ano, possibilitou o registro direto em cartório de crianças concebidas por reprodução assistida, eliminando a necessidade de ordem judicial. Além disso, os tribunais superiores garantem o reconhecimento de casos que envolvem “inseminação caseira” ou outros métodos socioafetivos.
Ludimila ainda afirma que elas lutam contra o preconceito não com o embate, mas com a existência plena e feliz. “Criamos nossos filhos para que eles caminhem de cabeça erguida, sabendo que foram gerados e são criados por um amor que não conhece fronteiras, apenas horizontes. ”
A história de Ludimila e Micaela é um recorte que replica a realidade de muitas outras famílias e que mostra o quanto a maternidade não se limita a formatos pré-estabelecidos, mas floresce onde há amor incondicional, pois só assim se vive a essência do que é maternar, independente do modelo familiar construído.
A venda de medicamentos em supermercados passou a ser permitida no Brasil após a sanção da Lei 15.357, de 2026, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A nova legislação autoriza a instalação de farmácias e drogarias dentro da área de vendas desses estabelecimentos, desde que funcionem de forma independente e atendam a uma série de exigências sanitárias.
A norma altera a Lei 5.991, de 1973, que regula o controle sanitário do comércio de medicamentos e insumos farmacêuticos. Pela nova regra, as farmácias instaladas em supermercados deverão possuir estrutura própria para recebimento, armazenamento e controle de temperatura e umidade dos produtos, além de manter a presença obrigatória de um farmacêutico habilitado durante todo o horário de funcionamento.
A lei também proíbe a exposição de medicamentos em gôndolas externas, bancadas ou áreas de livre acesso fora do espaço destinado à farmácia. No caso de medicamentos sujeitos a controle especial, a entrega ao consumidor só poderá ocorrer após o pagamento ou, alternativamente, o produto deverá ser transportado do balcão até o caixa em embalagem lacrada e identificável.
A legislação também autoriza que essas unidades utilizem canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para logística e entrega de medicamentos, desde que respeitadas as normas sanitárias vigentes.
A medida teve origem a partir do Projeto de Lei 2.158/2023, de autoria do senador Efraim Filho (União-PB). Segundo o parlamentar, o objetivo da proposta é ampliar a concorrência no setor e facilitar o acesso da população a medicamentos. “Remédios mais baratos e com acesso seguro facilitado, esse sempre foi o foco do nosso projeto”, afirmou.
Impactos no setor farmacêutico Para o Sindicato dos Farmacêuticos do Rio Grande do Norte (Sinfarn), a nova legislação amplia os pontos de acesso aos medicamentos, mas exige atenção para que não haja prejuízo à segurança sanitária. A presidente da entidade, Jacira Elvira, explica que a lei não transforma supermercados em farmácias de forma automática, mas estabelece regras claras para a instalação desses serviços.
Segundo ela, a medida tende a ampliar a concorrência no setor e aumentar o número de pontos de operação, mas também exigirá maior rigor na fiscalização sanitária. “Vai ampliar os pontos de funcionamento e, consequentemente, aumentar a concorrência. Ao mesmo tempo, será necessário reforçar a fiscalização, porque a legislação que regula a atividade farmacêutica é bastante robusta e precisa ser cumprida integralmente”, explica.
Jacira avalia que o consumidor pode ser beneficiado com a ampliação do acesso aos medicamentos, mas destaca que o país já possui uma grande capilaridade de farmácias. “Nós já temos mais farmácias do que padarias no Brasil, com presença em praticamente todos os bairros.
A entrada dos supermercados pode ampliar ainda mais esse acesso e gerar maior fluxo de consumidores”, diz.
Apesar disso, a dirigente sindical afirma que o setor observa a mudança com cautela. Entre os pontos positivos, ela cita o aumento da concorrência, a possibilidade de preços mais acessíveis e até a criação de novos postos de trabalho para farmacêuticos.
Por outro lado, ela aponta riscos que precisam ser monitorados. “Existe o risco de banalização do medicamento e de estímulo indireto à automedicação. Além disso, a fiscalização sanitária terá um desafio maior, porque já existem muitos estabelecimentos a serem monitorados”, afirma.
Outro ponto de preocupação envolve o impacto sobre pequenas farmácias de bairro. “O maior risco é a pressão sobre as farmácias independentes, aquelas pequenas farmácias de bairro que cumprem uma função social importante e mantêm um atendimento muito próximo da população”, explica.
Supermercados em alerta No setor supermercadista, a nova legislação ainda gera dúvidas sobre a viabilidade prática da implantação das farmácias dentro das lojas. O empresário Geraldo Paiva Júnior, dono de supermercado em Natal, afirma que a proposta foi aprovada de forma divergente do que o setor esperava inicialmente.
“Esse é um projeto que não foi aprovado da forma que nós esperávamos. A expectativa era que alguns medicamentos simples, como analgésicos e antigripais, pudessem ficar diretamente nas prateleiras para o cliente pegar e levar no carrinho”, diz.
Segundo ele, o modelo aprovado exige uma estrutura mais complexa. “O que foi aprovado prevê um espaço exclusivo para farmácia dentro do supermercado, com presença obrigatória de farmacêutico. Ou seja, praticamente uma farmácia instalada dentro da loja, em um ambiente separado”, afirma.
De acordo com o empresário, essa exigência pode dificultar a implantação principalmente para pequenos supermercados. “Nem toda loja tem espaço disponível para montar uma farmácia dentro do estabelecimento. Em Natal, acredito que a maioria dos pequenos supermercados não conseguiria implantar isso imediatamente”, explica.
Ele avalia que redes maiores, com lojas de grande porte, podem sair na frente na implementação. “Talvez redes nacionais, que têm lojas com áreas mais amplas, consigam implantar mais rápido”, diz.
Outro fator que ainda precisa ser analisado, segundo Paiva Júnior, é a logística de compra dos medicamentos. “A intenção seria comprar direto da indústria para ter um preço mais competitivo, porque a margem do supermercado é bem menor que a da farmácia. Mas ainda não sabemos se isso será possível”, afirma.
Diante desse cenário, ele acredita que o setor deve observar o comportamento do mercado antes de tomar decisões. “Os pequenos supermercados devem aguardar um pouco para estudar o mercado e entender melhor o comportamento do consumidor antes de implantar”, afirma.
Para ele, a curto e médio prazo, a presença de farmácias dentro de supermercados no Rio Grande do Norte ainda deve ser limitada. “Dificilmente essa medida será implantada de imediato aqui no estado. Ainda estamos estudando e acompanhando a experiência de outras regiões”, conclui.
A ordenação episcopal do Monsenhor José Sílvio de Brito, eleito bispo auxiliar para a Arquidiocese de Natal, acontecerá na próxima sexta-feira, dia primeiro de maio, às 9 horas, na Catedral Metropolitana. O ordenante principal será o arcebispo metropolitano de Natal, Dom João Santos Cardoso, e os co-ordenantes serão Dom Heitor de Araújo Sales, Dom Matias Patrício de Macêdo e Dom Jaime Vieira Rocha, todos arcebispos eméritos de Natal, e Dom Francisco Canindé Palhano, bispo emérito da Diocese de Petrolina (PE).
Sobre a cerimônia Monsenhor Sílvio, chegará à Catedral Metropolitana, acompanhado do arcebispo Dom João Cardoso, às 8h30. Eles entrarão pela porta principal aspergindo o povo com água benta. Depois de um breve momento de oração, ele será saudado pelo Monsenhor Roberlan Roberto Gomes, vigário episcopal para o clero, e por Dom Francisco de Sales Alencar, presidente do Regional Nordeste 2, da CNBB. Em seguida, Monsenhor Sílvio dirigirá suas palavras aos presentes. Concluído esse primeiro momento, eles seguirão para a paramentação.
A missa iniciará às 9 horas, seguindo o rito normal da celebração. Logo após a leitura do Evangelho, iniciará o rito da ordenação episcopal, com a “apresentação do eleito” e leitura da Bula do Papa Leão XIV nomeando Monsenhor Sílvio como bispo auxiliar da Arquidiocese de Natal.
Após a leitura, o rito da ordenação seguirá com o propósito do eleito, canto da Ladainha de todos os Santos, imposição das mãos, oração consecratória, unção da cabeça, entrega do livro dos Evangelhos e das insígnias episcopais (anel, a cruz peitoral, mitra e báculo). Concluído esse momento, a missa seguirá o roteiro “normal”.
Quem é novo bispo auxiliar Natural de Cruzeta, cidade localizada na região do Seridó potiguar, Monsenhor Sílvio ingressou no Seminário de São Pedro, da Arquidiocese de Natal, em 1993, onde cursou Filosofia e Teologia.
Foi ordenado sacerdote em 30 de junho de 2000, por Dom Heitor de Araújo Sales. Logo após a ordenação, assumiu a administração da Área Pastoral de Nossa Senhora da Conceição, formada pelos municípios de Santa Maria, Ielmo Marinho e Riachuelo.
Em 2001, foi designado para a função de pároco da Paróquia de Santo Antônio de Pádua, no Parque dos Coqueiros, na zona norte de Natal, onde permaneceu por dez anos. Em 2010, assumiu, como pároco, a Paróquia de Santa Maria Mãe, no Conjunto Santa Catarina, também na zona norte da capital, e lá permaneceu até meados de 2019. Na sequência, foi transferido para a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Ceará-Mirim.
Em 2020, assumiu a Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no bairro das Quintas, em Natal, e, em 2023, foi transferido para a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Macaíba, onde permanece até o dia da ordenação episcopal.
No decorrer desses mais de 25 anos como sacerdote, Monsenhor José Sílvio assumiu outras funções, em nível arquidiocesano, como coordenador de zonal, mestre de cerimônias, coordenador do Setor de Leigos, vigário episcopal para o clero e vigário geral da Arquidiocese.
Monsenhor Sílvio foi eleito, pelo Papa Leão XIV, para bispo auxiliar da Arquidiocese de Natal, em 12 de fevereiro de 2026.
Função do bispo auxiliar A principal função de um bispo auxiliar é colaborar com o bispo diocesano em suas responsabilidades pastorais e administrativas. Ele também substitui o bispo titular na sua ausência ou impedimento.
Edição especial Na próxima terça-feira, 05 de maio, o Diário do RN traz uma edição especial sobre a trajetória de Dom Sílvio. Reportagens especiais contarão da infância em Cruzeta à descoberta da vocação sacerdotal, o seminário, suas histórias e caminhos percorridos até a posse como bispo auxiliar. A edição também traz uma entrevista exclusiva com o arcebispo metropolitano, Dom João Santos.
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) fixou, na última sexta-feira (17), tese vinculante que reconhece o direito ao adicional de periculosidade para trabalhadores que utilizam motocicleta em vias públicas, independentemente de regulamentação prévia pelo Poder Executivo. A decisão, tomada pelo Pleno da Corte em julgamento de incidente de recursos repetitivos, uniformiza o entendimento que vinha gerando divergências nas instâncias trabalhistas.
Origem da conquista O julgamento teve como paradigma o processo nº 0000229-71.2024.5.21.0013, que chegou ao TST após ter sido julgado improcedente nas instâncias anteriores. A tese vencedora, que agora vincula todo o Judiciário trabalhista, acolheu o argumento central do recurso interposto pelos advogados Gabriel Conrado Pereira e Ana Clara Lemos Jácome Bezerra Conrado, que sustentaram a auto aplicabilidade do artigo 193, § 4º, da CLT, que trata de garantir o adicional de periculosidade de 30% sobre o salário base aos trabalhadores que utilizam motocicleta em vias públicas para atividades laborais.
A partir de agora, todos os tribunais trabalhistas do país deverão seguir esta diretriz, garantindo uniformidade e segurança jurídica para milhares de trabalhadores que utilizam a motocicleta como instrumento de trabalho em vias públicas.
A controvérsia, que perdurava desde 2014, baseava-se na tese de que o direito ao adicional dependeria de regulamentação específica do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Com a decisão do Pleno, o TST reafirma que a previsão legal não parte de uma constatação de risco episódica, mas da percepção de que o uso da motocicleta no dia a dia representa um aumento efetivo e potencial do risco de acidentes de trânsito.
Segurança jurídica e impactos A tese fixada estabelece que a exceção ao enquadramento legal da atividade como perigosa, conforme previsto na Portaria 2.021/2025 do MTE, deve ser formalizada por laudo técnico de Médico do Trabalho ou Engenheiro de Segurança do Trabalho. Além disso, o TST definiu que o enquadramento nas exceções disciplinadas por norma regulamentadora não possui efeitos retroativos, preservando os valores já pagos no curso da contratualidade.
“Esta decisão traz segurança jurídica para milhares de trabalhadores que, até então, viam seu direito ser postergado por discussões sobre a necessidade de regulamentação ministerial. É uma vitória que reconhece o risco inerente à atividade e a eficácia plena da norma protetiva”, avalia o advogado Gabriel Conrado Pereira.
A advogada Ana Clara Lemos Jácome Bezerra Conrado destaca que a uniformização do entendimento é um marco para o Direito do Trabalho. “A decisão encerra um ciclo de incertezas, garantindo que o risco profissional seja devidamente reconhecido e compensado, conforme o espírito da lei”, complementa.
Sobre os especialistas Gabriel Conrado Pereira (OAB-RN 13400) e Ana Clara Lemos Jácome Bezerra Conrado (OAB-RN 9171) são advogados com atuação especializada em Direito do Trabalho, focados na defesa dos direitos laborais e na aplicação da jurisprudência consolidada pelos tribunais superiores.
A visita a Europa marca a viagem de férias e turismo dos integrantes da banda potiguar Grafith.
Com 37 anos de trajetória, continua sendo um dos maiores nomes da música no Rio Grande do Norte, frequentemente associada a grandes shows e presença de palco.
Nas redes sociais, os integrantes do Grafith registraram passagens por lugares famosos e atualizam os fãs: “Já faz um tempo que vínhamos planejando essa viagem para este segundo recesso. Mas fiquem tranquilos. É só mais esse. Vamos dar uma pausa para uma boa causa: conhecer alguns lugares especiais e aproveitar momentos em família que, ao longo do ano, muitas vezes deixamos passar por estarmos com nossa outra família, a Nação Grafitheira”.
A banda esteve em Portugal, com direito a parada na histórica Torre de Belém. Na capital, o registro foi no famoso letreiro de Lisboa. “Clima único às margens do rio Tejo, o rio que corta a cidade e marca a paisagem”.
Na França, o quarteto conheceu o Museu do Louvre, registrou fotografias na Torre Eiffel e Arco do Triunfo. Em outro momento de lazer, eles foram à Disney, em Paris.
Mas foi na Inglaterra, onde Kaká, Carlinhos, Joãozinho e Júnior realizaram um sonho antigo: recriaram a icônica foto dos Beatles na faixa de pedestres em frente ao Abbey Road Studios. A visita ao local simbólico celebrou a trajetória da banda e sua inspiração no grupo britânico.
Na publicação, o grupo destacou a admiração pela banda britânica: “Estar na Abbey Road e recriar uma das fotos mais icónicas dos Beatles é algo que toca profundamente o nosso coração.
Os Beatles sempre foram uma grande inspiração para nós, não só pela música, mas pela forma como as suas canções atravessam gerações, até hoje”.
O Grafith também associou a imagem à trajetória da própria carreira da banda destacando a relação com o público e a presença nos palcos. “Os seus fãs vivem cada música com intensidade, alegria e memórias que marcaram as suas vidas. É isso que também nos move. Em cada show uma oportunidade de passar adiante nossa alegria em viver a música. Hoje, poder caminhar por lugares onde artistas que tanto admiramos passaram… é simplesmente uma honra enorme. Se você tem um sonho, não desista. Continue com muito trabalho, fé e dedicação, porque, sim, ele pode se tornar realidade”.
Ainda na Inglaterra, a banda contemplou o imponente Palácio de Buckingham e assistiu de perto a partida entre Chelsea e Manchester City. “Cada lugar nos conecta de um jeito diferente com a nossa história, principalmente quando envolve música”.
Em valorização ao empreendedorismo potiguar, o Sebrae no Rio Grande do Norte premiou gestões municipais que se destacaram por ações voltadas ao fortalecimento do ambiente de negócios em suas cidades. O reconhecimento ocorreu por meio da 13ª edição do Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora, realizada na segunda-feira (13), na sede da instituição, em Natal.
Nesta edição, participaram 44 municípios, com a inscrição de 64 projetos de prefeituras de todo o Rio Grande do Norte, que concorreram em categorias temáticas: Sala do Empreendedor, Gestão Inovadora, Compras Governamentais, Sustentabilidade e Meio Ambiente, Turismo e Identidade Territorial, Empreendedorismo Rural, Simplificação, Inclusão Socioprodutiva e Empreendedorismo na Escola.
Entre as nove categorias, Natal venceu a de Turismo & Identidade Territorial com o projeto “São João de Natal: A Maior Festa Junina da História da Cidade”.
Para a secretária municipal de Cultura, Iracy Azevedo, a premiação reconheceu um projeto de entretenimento voltado à geração de emprego e renda. “Foi nosso primeiro São João, mas essa experiência mostrou que estamos no caminho certo, no propósito de gerar entretenimento, mas também um motor de emprego e renda a partir da mão de obra local. E são números positivos comprovados em pesquisas. Então, a premiação celebra essa vitória e nos estimula a buscar acertos econômicos e sociais nas próximas edições”, disse a secretária.
Ainda se destacaram na etapa estadual do Prêmio: Carnaúba dos Dantas (Sala do Empreendedor), Pau dos Ferros (Sustentabilidade e meio ambiente), Serra do Mel (Empreendedorismo na escola), Bom Jesus (Inclusão socioprodutiva), Currais Novos (Gestão inovadora), Cruzeta (Compras governamentais), Mossoró (Empreendedorismo rural), Apodi (Simplificação).
Durante a cerimônia, o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-RN, Itamar Manso, destacou a sensibilidade dos prefeitos ao compreender a importância de apoiar os pequenos negócios. “Esse é mais do que um prêmio, é a valorização daqueles que conseguem construir um ambiente gerador de emprego e renda. Os prefeitos entenderam a necessidade de apoiar os pequenos negócios do nosso estado, que geram riqueza e renda na ponta, nos territórios.
Parabéns por reconhecer a importância do empreendedorismo. Com essa valorização, os empreendedores estão fazendo a diferença no nosso estado”, Itamar Manso, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-RN.
Com este mesmo pensamento, o superintendente do Sebrae-RN, Zeca Melo, ressaltou o caráter transversal da premiação. Segundo ele, embora o prêmio seja voltado às prefeituras, as iniciativas desenvolvidas impactam diretamente os empreendedores e o desenvolvimento local.
“Os números refletem o avanço das gestões municipais na adoção de práticas inovadoras, com impacto direto na vida dos pequenos negócios e da população. O Sebrae segue ao lado dessas iniciativas, apoiando soluções que transformam realidades e estimulam o desenvolvimento sustentável”, Zeca Melo, superintendente do Sebrae-RN.
Para o presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), José Augusto Rêgo, a premiação evidencia a coragem e a responsabilidade dos gestores públicos. “O prêmio reúne histórias de superação e ações que fortalecem a inovação e contribuem para a modernização da gestão pública. O poder público precisa caminhar lado a lado com o empreendedorismo, que é uma ferramenta de transformação social. A federação atua como parceira estratégica na construção de soluções para os municípios”.
Representando a Assembleia Legislativa do RN, o deputado Hermano Morais destacou o papel dos municípios no desenvolvimento econômico. “É importante ver gestores municipais comprometidos com o apoio às empresas geradoras de emprego e renda. No Rio Grande do Norte, mais de 90% dos empregos são gerados pelos pequenos negócios. A premiação estimula o empreendedorismo em um estado com grande potencial econômico, em setores como energia, petróleo, gás e turismo”.
Também participaram do evento os diretores técnico e de operações do Sebrae-RN, João Hélio Cavalcanti e Marcelo Toscano, respectivamente. Representando o Governo do Estado, esteve presente o secretário de Desenvolvimento Econômico, Hugo Fonseca, e o evento contou ainda com a participação do presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, além de representantes do Banco do Brasil, Banco do Nordeste e Caixa Econômica Federal.
Os troféus desta edição foram produzidos pelo artesão Edilson Carneiro, que desenvolve trabalhos a partir de resíduos metálicos, unindo arte, movimento e sustentabilidade.
Sobre o Prêmio O Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora (PSPE) reconhece e valoriza gestores municipais que implementam projetos com resultados comprovados no estímulo à criação e ao desenvolvimento dos pequenos negócios, além da modernização da gestão pública. A iniciativa também promove a difusão de práticas inovadoras que contribuem para a melhoria do ambiente de negócios e o fortalecimento do desenvolvimento econômico local.
Os vencedores da etapa estadual representarão o Rio Grand
O aumento no número de acidentes com escorpiões no Rio Grande do Norte tem acendido o alerta das autoridades de saúde em 2026. Apenas entre janeiro e o início de março, o estado já registrou 858 ocorrências. Ao longo de todo o ano de 2025, foram contabilizados 5.756 casos.
Diante desse cenário, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), por meio do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox), reforça as orientações à população sobre prevenção, identificação de sintomas e condutas adequadas em caso de acidentes.
O principal risco associado aos escorpiões está na sua peçonha neurotóxica, capaz de provocar desde dor intensa e sintomas locais até complicações graves e potencialmente fatais, sobretudo em crianças e idosos, que são mais vulneráveis. No Brasil, a espécie de maior preocupação é o escorpião-amarelo, Tityus serrulatus, reconhecido tanto pela potência do veneno quanto pela alta capacidade de adaptação a ambientes urbanos, o que contribui para o aumento dos casos em áreas residenciais.
O principal risco associado aos escorpiões está na peçonha capaz de provocar desde dor intensa e sintomas locais até complicações graves e potencialmente fatais – Foto: Reprodução
Com a aproximação de períodos chuvosos, quando há aumento da presença de escorpiões, a Sesap reforça a importância da informação e da adoção de medidas preventivas. O atendimento rápido e a conduta adequada seguem sendo determinantes para reduzir riscos e evitar complicações mais graves.
De acordo com a Sesap, o atendimento inicial deve ser feito em unidades de pronto atendimento, onde os pacientes recebem os primeiros cuidados. Quando há indicação de soro antiescorpiônico, o encaminhamento é feito para uma unidade de referência. Os sintomas mais comuns após a picada incluem dor intensa no local, ardência e dormência. Em casos mais graves, podem surgir manifestações sistêmicas, como dor abdominal, náuseas, vômitos, sudorese e agitação. Crianças com até 10 anos e idosos estão entre os grupos mais vulneráveis.
A recomendação é que, após qualquer acidente, a vítima procure atendimento médico imediato e também entre em contato com o Ciatox, que oferece orientação especializada por telefone em regime de plantão.
Vítima relata caso A jornalista Angélica Hipólito vivenciou um episódio que ilustra a imprevisibilidade desse tipo de acidente. A picada ocorreu no ambiente de trabalho, durante uma situação comum do cotidiano.
“Fui vítima de um acidente com animal peçonhento, especificamente uma picada de escorpião, em uma sexta-feira que antecedia o Carnaval. O episódio ocorreu no meu ambiente de trabalho, durante uma reunião. No momento em que houve o alerta sobre a presença do animal, eu já havia sido picada”, relata.
Segundo ela, a dor foi imediata e incapacitante. “A picada foi na região do tornozelo e provocou dor intensa imediata, eu não conseguia apoiar o pé no chão e precisei ir ao pronto-socorro”, diz.
No atendimento, além do controle da dor, houve a adoção de medidas preventivas. “Foram administrados analgésicos e profilaxia antitetânica. Levei o escorpião até a unidade de saúde para identificação da espécie, o que auxiliou na avaliação do risco e na conduta médica”, explica.
Mesmo sem gravidade elevada, os sintomas persistiram por dias e impactaram a rotina. “A evolução do quadro incluiu dor aguda nas primeiras horas, seguida por dormência persistente na região afetada, que durou aproximadamente três ou quatro dias. Apesar disso, o caso foi considerado de baixa gravidade, mas gerou limitação temporária e preocupação, especialmente por coincidir com um período de viagem já programada”, recorda.
Orientações pós-acidente A infectologista Mônica Bay reforça que a conduta correta logo após o acidente é essencial para evitar complicações. “A primeira medida é lavar o local da picada com água e sabão e procurar atendimento médico. É importante não fazer torniquete, não espremer a ferida e não manipular o local”, orienta.
Ela também chama atenção para sinais que indicam possível agravamento. “Inchaço no local, sangramento, dor intensa, dor de cabeça, tontura e urina escura são sinais de alerta. Nesses casos, o atendimento médico deve ser buscado imediatamente. Na dúvida, a recomendação é sempre procurar um serviço de saúde”, afirma.
A infectologista ressalta ainda que os escorpiões estão entre os principais responsáveis por acidentes no estado, especialmente em áreas urbanas, onde encontram abrigo e alimento com facilidade. “É fundamental adotar medidas preventivas simples, como verificar roupas e calçados antes de usá-los, evitar o acúmulo de lixo e entulhos e manter o controle de insetos, como baratas, que servem de alimento para esses animais”, explica.
Há 13 anos o bloco junino ‘Loucuras’ ganha as ruas de Mossoró durante a programação do tradicional Pingo da Mei Dia, sempre com uma temática diferente e atraindo público de todas as idades. Em 2026, a professora e dançarina Marjoreen Paiva, será a homenageada do bloco.
Marjoreen é considerada um dos nomes mais respeitados no Rio Grande do Norte quando o assunto é o tratamento do Autismo. Dessa forma, a causa será levada à avenida no dia 6 de junho, abertura oficial do Mossoró Cidade Junina.
professora e dançarina Marjoreen Paiva – Foto: Reprodução
De acordo com o fundador do ‘Loucuras’, o jornalista e produtor de eventos Chrystian de Saboya, a iniciativa surgiu a partir do trabalho sensível, inteligente e talentoso que Marjoreen desenvolve em Mossoró com crianças autistas. “Por ser uma alma boníssima, que abraça todos os especiais do universo com muita competência e doçura, é uma unanimidade!”, observou.
Segundo Chrystian, a professora abraçou o autismo a partir do nascimento de seu filho, João Heitor, 13 anos, e se especializou no assunto. “A intenção é de levar, com doçura e muita competência, aos quatro cantos da cidade, a esperança de dias melhores para os ‘seus meninos’ e suas famílias”.
Além de educadora formada pela UERN, Marjoreen é psicomotricista e idealizadora do projeto “A Magia da Inclusão”, participa de palestras e utiliza a arte como forma de comunicação e vínculo na Associação de Amigos do Autista (AMA). Sua atuação é reconhecida em Mossoró e região por promover a visibilidade do autismo e a inclusão social através de projetos multidisciplinares.
Em edições anteriores, o ‘Loucuras’ já homenageou Waldemar dos Passarinhos, a atriz Tony Silva, o empresário Gustavo Rosado, inclusive, criador do evento. São 13 anos, praticamente, com as mesmas pessoas, mas sempre aparecendo gente nova. Gente de todas as idades, de todas as tribos.
Nesta edição, Chrystian promete muitas inovações no bloco “Loucuras”, com muita descontração no acolhimento aos convidados, ao som da bandinha de música com sotaque nordestino. “Muita festa dentro da festa”, conta Chrystian, relembrando que tudo nasceu da necessidade de reunir os amigos. “Eu sempre carregava muita gente comigo e nós ficávamos à deriva. Então, por isso, resolvi fazer algo mais estruturado, até porque recebo gente de muito longe, que precisa ter uma experiência única”.
A Maxmeio reafirmou sua posição de destaque no cenário publicitário nacional ao conquistar o prêmio na categoria Mídia Online (tráfego pago) no Prêmio Abradi 2026, a maior premiação do marketing digital no Brasil.
A vitória, em uma das áreas mais técnicas e competitivas do setor, não foi o único feito da agência potiguar nesta edição. A Maxmeio também se destacou ao alcançar oito indicações como finalista, desempenho que a colocou como a 3ª agência mais indicada do país e a líder em indicações nas regiões Norte e Nordeste.
Disputando espaço com algumas das principais agências do Brasil, a Maxmeio demonstrou que sua qualidade estratégica e domínio técnico operam no mesmo nível das grandes operações do eixo Sul-Sudeste.
Para Flávio Sales, diretor da Maxmeio, o reconhecimento é resultado de um trabalho consistente ao longo dos anos. “Esse prêmio reforça a consistência do trabalho que a Maxmeio vem construindo ao longo dos anos e evidencia a qualidade técnica e estratégica do nosso time, refletindo a força dos projetos que desenvolvemos e o nível de excelência das nossas entregas. ”
O reconhecimento também reforça o posicionamento da agência no cenário nacional. “Estar entre os destaques nacionais na maior premiação de marketing digital do país, competindo com algumas das maiores agências do Brasil e com projetos de grandes marcas como iFood, Coca-Cola, Caixa Econômica e Natura, reforça a relevância do trabalho que a Maxmeio vem construindo. É a prova de que atuamos em alto nível e gerando resultados em qualquer cenário”, concluiu Arturo Arruda, sócio da Maxmeio.
João Daniel, sócio da Maxmeio, complementa que não é a primeira vez que a agência figura entres os destaques dessa importante premiação do marketing digital brasileiro, o que reforça que estamos sempre em busca das melhores soluções em um segmento muito desafiador e dinâmico, com reconhecimento dos nossos clientes e do mercado.
Com o resultado, a Maxmeio não apenas eleva o nível da publicidade regional, como também se consolida como um player estratégico de relevância nacional, reforçando a inteligência de dados e a performance como pilares da sua atuação.
Natural de São Paulo, Thiago Lajus chegou a Natal ainda adolescente e em solo potiguar construiu sua vida. Formado em publicidade pela UnP, Thiago é um velho conhecido do mercado e desde 2022 assumiu o desafio de ser o superintendente da InterTv, emissora filiada da Rede Globo no Rio Grande do Norte.
Em reconhecimento a essa trajetória, Lajus recebeu, na última quarta-feira (08), o título de Cidadão Natalense. Ao Diário do RN, ele falou sobre o simbolismo desta honraria. “Receber o título de Cidadão Natalense é, antes de tudo, um gesto de pertencimento. Natal não é apenas o lugar onde trabalho, é o lugar que escolhi para viver, construir família e dedicar minha energia profissional. Esse reconhecimento me toca profundamente porque ele não celebra uma trajetória individual, mas uma construção coletiva. Ele simboliza o trabalho de um time, de uma emissora, de um ecossistema de comunicação que acredita no poder de informar de maneira ética, de conectar pessoas e transformar realidades”.
Propositor da homenagem, o vereador Aldo Clemente destacou a trajetória profissional de Thiago Lajus e sua contribuição para o desenvolvimento da comunicação em Natal e no Rio Grande do Norte. “Thiago escolheu Natal, e Natal também o acolheu. É um profissional com experiência nacional e internacional que decidiu fixar residência aqui e contribuir com o crescimento da nossa cidade”, afirmou. Segundo o parlamentar, a concessão do título reconhece o impacto do trabalho desenvolvido. “É uma forma de retribuir a alguém que tem contribuído com a comunicação, com a transformação digital e com iniciativas que fortalecem não só Natal, mas todo o estado”.
O superintendente da Intertv destaca que esse reconhecimento reforça também sua atuação em defesa do jornalismo profissional e no fortalecimento do setor de mídia no Rio Grande do Norte.
“Esse reconhecimento reforça uma convicção que sempre esteve presente na minha atuação: comunicação não é acessório e tão pouco moeda de troca, é pilar de uma sociedade democrática e deve ser encarada com respeito e dignidade tanto por quem a produz como por àqueles que a consomem”, afirma Lajus, acrescentando que “defender o jornalismo profissional é defender a verdade, a apuração, o contraditório e, principalmente, a confiança. Em um ambiente cada vez mais contaminado por desinformação, o papel dos veículos sérios se torna ainda mais essencial”.
Além de superintendente da Intertv, Thiago Lajus é o primeiro presidente do Midiacom (Sindicato das Empresas de Rádio, Televisão, Jornais, Portais e Revistas do Rio Grande do Norte), criado em julho de 2025 para fortalecer e unificar o setor de comunicação local. “O maior desafio hoje é atravessar a transição de um modelo tradicional para um ecossistema cada vez mais digital, multiplataforma e orientado por dados, sem perder a essência do jornalismo. Estamos vivendo a era da atenção. Disputa-se tempo, relevância e credibilidade ao mesmo tempo. E isso exige que a comunicação evolua não apenas em tecnologia, mas em propósito. As prioridades são claras.
Fortalecer o jornalismo profissional, ampliar a presença digital com inteligência, garantir sustentabilidade econômica para os veículos e investir em inovação, especialmente na integração entre conteúdo, dados e distribuição. No Midiacom, o foco é estruturar o mercado, defender o setor e criar um ambiente mais justo e competitivo. No fim, tudo converge para uma missão maior: fazer com que a comunicação continue sendo um instrumento de desenvolvimento, identidade e transformação social para o nosso estado”, conclui Thiago Lajus.