O defeso da pesca no Rio Grande do Norte começa no dia 1º de novembro. E, para coibir a pesca predatória neste período de procriação, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) está preparando uma intensa ação de fiscalização e operações.
“A medida é considerada essencial para a preservação dos recursos pesqueiros e da sustentabilidade da pesca artesanal no estado”, destaca o professor Rivaldo Fernandes, superintendente do IBAMA no estado.
Ao Diário do RN, Rivaldo revelou que a primeira ação acontecerá no dia 6 de novembro, juntamente com a Federação de Pescadores do RN. Será na sede da Colônia de Pescadores, com o objetivo de debater a importância do período do defeso da lagosta. O superintende da Pesca no RN, David Soares, estará presente.
“A colaboração entre órgãos ambientais, pescadores e a sociedade é crucial para garantir que o defeso alcance seus objetivos e mantenha o equilíbrio ecológico no litoral potiguar”, acrescentou o superintendente.
Operação Decapoda Durante o período protetivo, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) realiza a Operação Decapoda, em parceria com a Marinha do Brasil. A ação inspeciona barcos pesqueiros e pontos de armazenamento e comércio de camarão. Também são realizadas as operações Panulirus e Argos, especificamente para a lagosta. A missão é de fiscalizar se as normas estão sendo cumpridas, de forma a garantir a conservação das espécies.
Preocupações De acordo com o superintendente do IBAMA RN, a capacidade de suporte do oceano em relação à pesca da lagosta já está no limite. “Existem no Brasil mais de 3.000 barcos autorizados para a pesca do crustáceo no litoral brasileiro. Somente no Rio Grande do Norte, são aproximadamente 400. Nesta conta, não estão os barcos clandestino e sem licença, que operam na pesca ilegal contribuindo para o aumento do risco de extinção de diversas espécies”, destacou o professor.
Outro problema enfrentado na pesca do Rio Grande do Norte, ainda de acordo com Rivaldo, é uma ação do Banco do Nordeste que está em processo de leilão de dezenas de barcos no estado, que estão inadimplentes com o pagamento de financiamentos. “O leilão destas embarcações vai ter uma consequência na economia do Rio Grande do Norte”, afirmou.
Defeso No Brasil, o período de defeso é estabelecido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Ele ocorre de novembro a fevereiro, conforme o Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (Conepe). Foi criado em 1967 através do Código de Pesca.
Os pescadores artesanais recebem, do governo, proventos em dinheiro durante a época em que não podem obter renda da pesca por impedimento legal. O chamado “seguro defeso” foi instituído pela lei n.º 10.779, de 25 de novembro de 2003, e consiste em uma remuneração temporária no valor de um salário mínimo.
Quem descumprir o período de defeso, está sujeito ao pagamento de multa que varia de R$ 700 a R$ 100 mil, dependendo da quantidade de pescado.
Pesca predatória
Pesca predatória explora estoques de peixes além da capacidade de reprodução – Foto: Reprodução
A pesca predatória é uma prática que explora os estoques de peixes além da capacidade de reprodução natural, causando danos ao ecossistema marinho e à segurança alimentar. A pesca predatória pode ser caracterizada por:
Ser realizada em épocas ou locais proibidos, estabelecidos por órgãos ambientais
Utilizar técnicas que visam capturar o maior número de peixes em um curto período de tempo
Capturar indiscriminadamente peixes juvenis, espécies em extinção, ou animais que não são o alvo da pesca A pesca predatória pode causar:
Desequilíbrio no ecossistema marinho
Extinção de espécies
Danos aos recifes de coral e outras áreas de reprodução
Riscos para a segurança alimentar de pessoas que dependem dos recursos pesqueiros
Contaminação humana por plástico que entrou na cadeia alimentar marinha
Danos a embarcações A pesca predatória pode ser praticada tanto por pescadores industriais como artesanais.
A Brazil Travel Market – BTM, é um evento cujo propósito é fomentar a integração do setor do turismo, bem como capacitar e apresentar novos produtos ao mercado. Reconhecido como o principal evento B2B do norte e nordeste, e um dos maiores do Brasil. Em sua décima terceira edição, a BTM inicia um passo novo em colocar em sua programação uma capacitação sobre o Turismo Religioso, fazendo com que seja o primeiro evento convencional no país a contar com capacitações para todos os segmentos do turismo. Em sua 13ª edição o evento acontece no período de 24 e 25 de outubro, no Centro de Eventos do Ceará, com a presença de 5 mil profissionais de turismo, Rodada de negócios e 192 expositores.
Com esta visão de capacitação e para apresentar novos produtos, acompanhando o crescimento do Turismo Religioso no Brasil, o evento sai na frente no que se refere aos eventos convencionais do turismo e coloca a primeira Capacitação para o Turismo Religioso, onde contará com a presença do colunista do Diário do RN, Sidnesio Moura – referência do Turismo Religioso no Brasil, idealizador do Fórum Nacional de Turismo Religioso e vice-presidente da Associação Brasileira de Turismo Religioso.
Sidnésio também recebeu este ano o Prêmio Mérito e Talento da Associação Brasileira de Bacharéis em Turismo, como destaque Nacional no Turismo Religioso. Um prêmio merecido depois de muitos anos de luta e incentivo ao turismo religioso no Brasil em vários destinos. Ele é idealizador de leis voltadas ao turismo Religioso no Estado do Rio Grande do Norte, como também foi o maior incentivador e um dos principais fundadores do GT de Turismo Religioso no RN, auxiliando na construção e elaboração do Decreto de formalização do Grupo de trabalho. “O turismo religioso avança no Brasil. E se não se desenvolve mais rapidamente, não é por falta de números expressivos tampouco por falta de fé, mas sobretudo o entendimento do que é um Espaço Sagrado e a infraestrutura que exige”, destaca Sidnésio Moura.
Entre 2014 e 2015, o Ministério do Turismo divulgou uma estatística referente às viagens religiosas, que alcançariam um público no Brasil de 17,7 milhões de pessoas, com um impacto econômico de 15 bilhões de reais, abrangendo 344 destinos e 96 atrações. Esses números já partiam de um equívoco: em 2006, quando o Mtur informava que o Brasil alcançava 8 milhões de pessoas no turismo religioso, apenas o Santuário de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, em Aparecida (SP), já recebia 8.005.000 peregrinos.
Na pesquisa de 2014, o Santuário de Nossa Senhora da Conceição Aparecida (SP) registrava 12.112.583 peregrinos; o Divino Pai Eterno, em Trindade (GO), atingia 4.000.000; o Círio de Nazaré em Belém (PA) atingia 2.400.000 e o Santuário de Santa Paulina, em Nova Trento (SC), 840.000 peregrinos. É só fazer o cálculo e perceber que apenas quatro destinos do Turismo Religioso no Brasil ultrapassam as informações divulgadas pelo Mtur. Essa pesquisa fora realizada na época por Sidnésio e o jornalista Amadeu Castanho, da revista eletrônica Viagens de Fé.
“O que vem acontecendo para que o TR se desenvolva mais ainda é a falta de compreensão sobre o segmento, e também a falta de entendimento que o Turismo Religioso é um segmento do turismo, como qualquer outro segmento e precisa do mesmo cuidado profissional e técnico”, afirma Sidnésio.
Para Sidnésio Moura é bastante importante este espaço que a direção da BBC Eventos, através do seu CEO Breno Mesquita, disponibiliza para o Turismo Religioso. Vejo que se falamos de Turismo não podemos esquecer nenhum segmento turístico. O turismo religioso conforme informações do Ministério do Turismo no início do ano de 2024 está no ranking do quinto segmento mais procurado no Brasil. “Com isto, precisamos de uma atenção especial do mundo de negócios das agências e Operadoras de Turismo. Acredito que precisamos formar a todos sobre o TR, principalmente as lideranças religiosas independente de religiões, mas devemos estar inseridos também em eventos como a BTM para dizer que existimos, ao mesmo tempo também preparar e formar expositores, agências, operadoras de turismo e demais equipamentos turísticos sobre o TR”, analisa Sidnésio.
Com a realização do evento, ainda este mês, no Ceará, a Brazil Travel Market –cumpre sua missão de fomentar a integração do setor do turismo e a capacitação, se tornando cada vez mais um evento atraente e rico não apenas na capacidade e quantidade dos expositores, mas principalmente no conhecimento.
A Arquidiocese de Natal promoveu, na última quinta-feira (17), sua reunião mensal do clero no auditório do Hotel D’Beach Resort, em Ponta Negra. O encontro, voltado exclusivamente para padres e diáconos, teve uma programação voltada para reflexões litúrgicas e apresentações estratégicas.
A primeira parte do evento foi conduzida por Dom Matias Medeiros, monge beneditino, que orientou o clero em uma profunda reflexão sobre a liturgia, destacando a importância da renovação espiritual e pastoral nos ritos e celebrações.
Na segunda etapa, os missionários Ivanildo Silva e Caíque Albuquerque, representantes da Comunidade Obra de Maria, apresentaram oficialmente a nova gestão da Rádio Rural de Natal, assumida por eles em 3 de outubro. A dupla destacou uma proposta de parceria entre a rádio e as paróquias, visando reforçar a comunicação e a evangelização por meio da emissora. A nova proposta foi recebida com entusiasmo pelos participantes.
Além disso, todos os presentes receberam uma edição especial do Diário do RN, que trouxe um caderno comemorativo sobre o primeiro ano de pastoreio de Dom João Santos Cardoso à frente da Arquidiocese de Natal.
A direção da Rádio Rural ressaltou que está aberta a novas colaborações e projetos para expandir sua atuação na Arquidiocese e fortalecer a presença católica nas mídias locais. “Nossa missão é utilizar a rádio como um instrumento de fé, cultura informação e unidade, em sintonia com as paróquias e comunidades”, destacaram os missionários.
Com a receptividade positiva do clero, a expectativa é que outras parcerias sejam firmadas em breve, ampliando o alcance e o impacto da comunicação católica na região metropolitana de Natal.
O Ministério Público Federal deu um novo prazo para o Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria da Administração Penitenciária (SEAP), se manifestar a respeito do destino de alguns presos considerados desaparecidos desde o ‘Massacre de Alcaçuz’, como ficou conhecida a sangrenta rebelião ocorrida em 14 de janeiro de 2017. Na ocasião, 27 detentos foram mortos em confrontos entre duas facções criminosas. Alguns foram esquartejados, decapitados ou tiveram os corpos carbonizados. Ao final da recontagem, apurou-se a falta de outros 27 internos. São estes que o MPF quer saber onde estão.
Inicialmente, o Estado teve dez dias para se pronunciar, o que não foi feito até o momento. Na semana passada, o procurador da República Fernando Rocha expediu um novo despacho, desta vez dando mais cinco dias de tolerância. Em caso de o silêncio permanecer, medidas judicias deverão ser adotadas. O procurador preferiu não revelar quais punições podem recair sobre o Estado. “Prefiro aguardar o novo prazo”, disse Fernando Rocha de Andrade.
Medidas adotadas Além de dar novo prazo para que o Estado se pronuncie, o despacho expedido pelo procurar Fernando Rocha também requer informações à Defensoria Pública da União (DPU), à Defensoria Pública do Estado (DPE/RN) e ao Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT). Abaixo, segue trecho do documento: “Considerando os graves eventos ocorridos no Presídio de Alcaçuz, no RN, conhecidos como a “Chacina de Alcaçuz”, e a necessidade de garantir a proteção dos direitos das vítimas e de seus familiares, determino:
Expeça-se ofício à Defensoria Pública da União (DPU) e à Defensoria Pública do Estado (DPE/RN), solicitando que informem, no prazo de 10 (dez) dias, se foram adotadas medidas judiciais ou extrajudiciais com o objetivo de reparar os danos causados às vítimas e a seus familiares. As informações prestadas devem incluir: a) a natureza das medidas adotadas; b) a fase processual em que se encontram, caso já estejam em curso ações judiciais; c) quaisquer outras providências cabíveis tomadas no âmbito da Defensoria para assegurar os direitos das vítimas.
Expeça-se ofício ao Movimento Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT), vinculado ao Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, solicitando que, no mesmo prazo de 10 (dez) dias, forneça um resumo das medidas já adotadas no âmbito das suas atribuições em relação ao caso de Alcaçuz, indicando as ações de monitoramento, investigação ou outras providências adotadas para garantir a proteção dos direitos humanos e a prevenção da tortura no contexto dos eventos ocorridos.
Recomendações No início do mês, o MPF divulgou uma recomendação cobrando da União, através do Ministério dos Direitos Humano e Cidadania, e também do Estado do Rio Grande do Norte, mais precisamente da Secretaria da Administração Penitenciária, que localizem os 27 detentos considerados oficialmente desaparecidos.
“Eu fiz toda análise de todos os processos que existem sobre esses fatos. Fui fazendo trabalho de formiguinha. Analisei no Ministério Público Estadual, na Polícia Civil, os processos da Justiça, as informações dos dados da SEAP. Precisei que colegas, servidores, fizessem uma análise, reanálise, para ter certeza que essas pessoas não desapareceram na ocasião da rebelião. Então, eu tinha que ligar o desaparecimento com o motim, com o problema que aconteceu em Alcaçuz.
Como não tinha muitos dados no sistema, na época, em 2017, tudo era muito bagunçado, muito desorganizado, a gente teve que fazer esse trabalho passo a passo. E até agora, o fato é que não tem explicação razoável do paradeiro dessas pessoas. Na data que aconteceu o fato em Alcaçuz, elas estavam lá. Dali em diante, não tem mais documento sobre elas. É isso”, explicou o procurar da República Fernando Rocha.
Além de cobrar o paradeiro dos detentos desaparecidos. O MPF ainda listou uma série de medidas preventivas e de otimização de buscas dos desaparecidos. São elas:
Criação de um plano de contingência para resposta imediata a rebeliões e outras crises no sistema prisional, incluindo a identificação e localização de detentos;
Implementação de um sistema de registro eficaz de todas as movimentações, saídas, entradas, transferências de alas, vivências ou unidades prisionais e, especialmente, os desaparecimentos de detentos, mediante, preferencialmente, meios digitais, capazes de garantir os registros atualizados de todas as movimentações;
Mobilizar equipes especializadas para realizar varreduras e buscas em banco de dados e ou dentro das dependências do presídio em situação de rebelião, com o objetivo precípuo de localizar os desaparecidos;
Implementação do uso de câmeras de segurança, drones e outras tecnologias de monitoramento para facilitar a localização de detentos em áreas potencialmente afetadas pela rebelião;
Investigações coordenadas com a polícia e órgãos de monitoramento de direitos humanos para descobrir o paradeiro dos desaparecidos, devendo, se necessário, incluir entrevistas com funcionários e detentos que possam fornecer informações;
Manter contato contínuo e transparente com os familiares dos detentos, informando sobre as ações que estão sendo tomadas e fornecendo atualizações constantes sobre a situação;
Utilizar depoimentos de testemunhas, imagens de câmeras de segurança e informações da comunidade local para obter pistas sobre o paradeiro dos desaparecidos;
Trabalhar em conjunto com outras instituições como a Defensoria Pública, Ministério Público e órgãos de segurança para otimizar a busca e investigação do paradeiro dos detentos ainda em situação de desaparecidos; Caso sejam encontrados restos mortais ou evidências de crimes, realizar testes de DNA e outros exames forenses em cooperação com a polícia técnica para identificar possíveis vítimas e dar um desfecho às famílias.
Sobre omissão, falhas, transparência e responsabilidade Após todas as diligências adotadas, caso não seja possível localizar os desaparecidos, o MPF ainda recomenda à União e ao Estado do RN que, juntos, solidariamente, se responsabilizem por indenizar as famílias, “reconhecendo a omissão ou falhas no controle e proteção dos detentos sob sua custódia”, além da “emissão de relatórios públicos detalhados sobre o andamento das investigações, os esforços de busca e as medidas adotadas, garantindo transparência e responsabilidade perante a sociedade”.
Ainda segundo o MPF, “o desaparecimento forçado de presos, sem investigação adequada, constitui uma violação grave dos direitos humanos, tipificada como crime de lesa-humanidade em contextos de conflito e opressão, o que impõe ao Brasil a responsabilidade de não apenas buscar os corpos ou o paradeiro dos presos desaparecidos, mas também de assegurar que os culpados sejam devidamente responsabilizados”.
E considera também que “o desaparecimento de presos sem a devida apuração vai de encontro às obrigações do Estado brasileiro no tocante ao direito à vida, integridade física e garantia de segurança das pessoas sob custódia do Estado, conforme previsto no Pacto de San José da Costa Rica (Convenção Americana sobre Direitos Humanos) e na Convenção Internacional para a Proteção de Todas as Pessoas contra o Desaparecimento Forçado (Decreto 8.767/2016), dos quais o Brasil é signatário”.
O que disse o Estado Em nota enviada à imprensa logo após o primeiro prazo e recomendações iniciais feitas pelo MPF, a SEAP deu a seguinte resposta: “No que tange às competências legais da pasta, analisa as providências demandadas pelo Ministério Público Federal com intuito de observar quais, entre elas, já foram atendidas e as eventuais pendências”.
A Secretaria também disse que o sistema hoje é muito diferente do sistema de 2017, que o Estado hoje tem o controle e tem a disciplina de todas as unidades prisionais. E que, no que compete à SEAP, há mais de 1.500 câmeras de vigilância, câmeras corporais, aparelhos de raio-x, detectores de metal, softwares que dizem onde cada preso está, cada cela, cada pavilhão, que todos os presos são submetidos a técnicas de classificação, e que se sabe da periculosidade, quais estão aptos ao estudo e ao trabalho, e que a investigação da Polícia Civil foi concluída em 2019, indiciando 84 pessoas pelas mortes ocorridas no massacre de Alcaçuz.
O Massacre de Alcaçuz O Massacre de Alcaçuz, como ficou conhecido o episódio mais sangrento da história do sistema penitenciário potiguar, aconteceu em janeiro de 2017. Durou quase duas semanas. Começou no dia 14, mas o Estado só conseguiu retomar o controle da penitenciária dia 27. Ao final, 27 presos foram mortos durante um confronto envolvendo duas facções criminosas: o PCC e o Sindicato do Crime do RN. Muitos dos corpos foram encontrados sem cabeça e com os membros esquartejados. Outros, totalmente carbonizados. Exames de DNA foram necessários para a identificação.
O inquérito que apurou a matança só foi concluído em 29 de novembro de 2019. Ao todo, 216 presos se envolveram no massacre. Destes, 74 foram indiciados pelos homicídios.
O festival Música Alimento da Alma (MADA), comemora 26 anos de sua criação na edição que acontece nesta sexta-feira e sábado, em Natal. O festival se destaca como uma plataforma vital para artistas locais e regionais e oferece a eles oportunidade de dividir o palco com grandes nomes da música nacional e internacional, enriquecendo a cena regional, como afirma Jomardo Jomas, fundador idealizador do evento: “O MADA serve como uma plataforma importante para artistas locais e regionais, que têm a oportunidade de dividir o palco com grandes nomes da música. Isso ajuda a promover a diversidade cultural e a riqueza artística da região, ao mesmo tempo em que incentiva a produção cultural local”, diz Jomardo.
Com mais de 48% do público vindo de fora do estado, o festival atrai turistas de todas as regiões do país. Esse fluxo intenso de visitantes impacta a economia local e beneficia setores como hotelaria, gastronomia, transporte e comércio. Além disso, a realização do evento gera empregos diretos e indiretos, especialmente na área de eventos, impactando positivamente técnicos, produtores e comerciantes locais.
O festival também desempenha um papel social, promovendo o acesso à cultura e oferecendo uma programação inclusiva e democrática. Eventos paralelos e ações culturais de formação e incentivo à música ajudam a engajar diferentes públicos, ampliando o alcance e os benefícios culturais para a população potiguar.
COMO SURGIU? O MADA começou ao mesmo tempo em que festivais emblemáticos como Abril Pro Rock e Goiânia Noise estavam ganhando destaque. A proposta inicial foi criar um espaço que desse visibilidade às bandas locais e regionais, conectando-as diretamente ao público. Desde o início, o festival se destacou pela pluralidade musical, mesclando estilos variados como rock, pop, música eletrônica e MPB.
Em sua história, o festival já teve sede em diferentes lugares, desde o bairro histórico da Ribeira, por onde ficou de 1998 a 2003, até a Arena do Imirá, na beira mar da Via Costeira, que foi palco de 2004 a 2011. Após isso, o evento passou pelo bairro das Rocas em 2012 e 2013, no Estádio Senador João Câmara, até chegar ao estádio de futebol Arena das Dunas, onde é realizado até os dias atuais.
Ao longo dos anos, o MADA expandiu sua programação e atraiu artistas renomados como Franz Ferdinand, Planet Hemp, Pitty e Emicida. Essa evolução colocou Natal no circuito dos principais festivais de música do Brasil, e consolidou sua reputação como um espaço para manifestação da diversidade.
O festival passou por alguns desafios, mas para Jomardo, a resiliência é um dos principais marcos dos 26 anos do festival: “Um dos principais marcos desses 26 anos de festival é a resiliência em manter a continuidade e relevância mesmo diante de desafios econômicos, culturais e, mais recentemente, da pandemia. O MADA atravessou crises e se reinventou, mantendo sua identidade como espaço de inovação e inclusão na música”, disse o idealizador.
Outro marco significativo na trajetória do MADA foi o pioneirismo na adaptação à era digital, com transmissões nas suas redes sociais e uma presença forte em todas as redes, ampliando seu alcance para novos públicos.
O festival acontecerá nesta sexta-feira (18) e sábado (19), na Casa de Apostas Arena das Dunas, em Natal. Os shows terão início às 19h e os ingressos custam a partir de R$ 130,00. A programação completa está disponível no perfil do instagram @festivalmada, onde também é possível encontrar outras recomendações sobre, por exemplo, documentos necessários e objetos que podem ou não entrar no estádio.
NOVOS ESPAÇOS Pelo segundo ano consecutivo, a Claro é a patrocinadora oficial do MADA, e esse ano terá um espaço dedicado ao Just Dance, onde o público do evento poderá dançar e se divertir ao som de músicas populares, hits de animes e K-pops. Os participantes terão a oportunidade de mostrar toda a sua energia e habilidades em coreografias, seja sozinho ou com amigos. E, para quem quiser já entrar no clima do Festival, a Claro preparou uma playlist exclusiva no aplicativo Claro música.
“Nós temos muito orgulho de estarmos presentes no Festival MADA, pois acreditamos que juntos podemos proporcionar experiências únicas, tornando o dia a dia de nossos clientes mais produtivo e divertido. A Claro tem o propósito de apoiar eventos de entretenimento, cultura e esportes, para conectar as pessoas ainda mais com a marca e serviços da operadora”, afirma André Peixoto, Diretor Regional da Claro.
PROGRAMAÇÃO
18 de outubro (sexta-feira) 19h15 – Gracinha 20h05 – Ana Frango Elétrico 21h15 – Mago de Tarso 22h15 – Xande Canta Caetano 23h25 – Pitty 00h50 – Duda Beat 02h – BK’ 03h – Badsista 04h – Ramemes 05h – Miss Tacacá
19 de outubro (sábado) 19h40 – Cami Santiz 20h30 – Ebony 21h30 – Duquesa 22h30 – Fresno 23h40 – BaianaSystem 01h – Djonga 02h – FBC 03h – Taj Ma House 04h – Omoloko 05h – DJ Geni
Setembro bateu um recorde no Rio Grande do Norte. Com 590 ocorrências registradas pelo Corpo de Bombeiros Militar, este foi o mês mais intenso no combate a incêndios no estado desde 2021.
Do total de chamadas atendidas, 428 foram referentes somente a queimadas.
Em comparação com setembro de 2023, quando foram registradas 403 ocorrências de combate a incêndios no estado, o aumento foi de 46%. Em 2022 foram contabilizadas 389 ocorrências (+ 51%). Já em 2021, foram 419 chamadas atendidas (+40,8%).
Os dados são do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (SINESP), pertencente ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
No RN Ao longo do ano, de acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED), o RN já acumula 1.871 ocorrências de combate a incêndio e/ou queimadas. No caso apenas de queimadas em vegetação, são 980 registros entre janeiro e setembro. O número é 15% maior que em 2023, quando foram contabilizadas 849 chamadas de combate a fogo em áreas de vegetação.
No Brasil Dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), já colocam 2024 como um dos anos com maior quantidade de focos de queimada na última década.
Setembro já contabilizou mais de 80 mil focos, cerca de 30% acima da média histórica, registrada desde 1998 pelo Inpe. Mesmo que a quantidade de focos não extrapole as médias históricas nos últimos três meses do ano, 2024 terá o maior número de focos desde 2010, quando o Brasil teve 319.383 registros.
Os dados indicam que essa média pode ser superada, pois o mês de setembro teve aumento de 311%, passando de 18 mil focos em 2023 para 75 mil em 2024.
Aérea queimada no Brasil entre janeiro e setembro foi 150% maior que no ano passado Uma área comparável ao estado de Roraima foi queimada no Brasil entre janeiro e setembro de 2024. Foram 22,38 milhões de hectares – 13,4 milhões de hectares a mais que em 2023. O salto de um ano para o outro foi de 150%. Mais da metade (51%, ou 11,3 milhões de hectares) da área queimada nos nove primeiros meses deste ano fica na Amazônia. Os dados são do mais recente levantamento do Monitor do Fogo do MapBiomas, lançado dia 11 de outubro.
O MapBiomas é uma iniciativa do SEEG/OC (Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Observatório do Clima) e é produzido por uma rede colaborativa de co-criadores formado por ONGs, universidades e empresas de tecnologia organizados por biomas e temas transversais.
Aproximadamente três em cada quatro hectares queimados (73%) eram de vegetação nativa, principalmente formações florestais, que ocupavam 21% da área queimada. Entre as áreas de uso agropecuário, as pastagens plantadas se destacaram, com 4,6 milhões de hectares queimados entre janeiro e setembro deste ano.
Mais da metade da área queimada no Brasil (56%) fica em apenas três estados: Mato Grosso, Pará e Tocantins. Sozinho, o Mato Grosso responde por 25% do total: foram 5,5 milhões de hectares queimados entre janeiro e setembro. Pará e Tocantins ficaram em segundo e terceiro lugares, com 4,6 milhões e 2,6 milhões de hectares, respectivamente. Os municípios com maiores áreas queimadas foram São Félix do Xingu (PA) e Corumbá (MS), com 1 milhão de hectares e 741 mil hectares.
“O período de seca na Amazônia, que normalmente ocorre de junho a outubro, tem sido particularmente severo este ano, agravando ainda mais a crise dos incêndios na região – um reflexo da intensificação das mudanças climáticas, que acabam tendo papel crucial para a propagação de incêndios. Isso se reflete nos números de setembro, onde metade da área queimada na região foi em formações florestais”, ressalta Ane Alencar, diretora de Ciências do IPAM e coordenadora do MapBiomas Fogo.
Até o momento, setembro mantém-se como o pico das queimadas deste ano. Enquanto em agosto foram queimados 5,65 milhões de hectares, em setembro foram 10,65 milhões de hectares – um salto de 90% de um mês para o outro. Na comparação com setembro de 2023, o aumento é ainda maior: 181%, ou 6,8 milhões de hectares a mais queimados. A extensão queimada apenas em setembro corresponde a 47,6% de toda a área queimada no Brasil até esse mês em 2024.
Repetindo o padrão verificado nos primeiros nove meses deste ano, também em setembro três em cada quatro hectares queimados (75%) no Brasil foram de vegetação nativa – a maioria em formações florestais, que representam 30% da área queimada no mês. Entre as áreas de uso agropecuário, as pastagens novamente se destacaram, correspondendo a 20% da área queimada em setembro de 2024.
A exemplo do total acumulado de janeiro até o mês passado, também em setembro os estados que mais queimaram foram Mato Grosso com 3,1 milhões de hectares, Pará com 2,9 milhões e Tocantins com 1,3 milhões de hectares.Os municípios de São Félix do Xingu (PA), Altamira (PA) e Ourilândia do Norte (PA) foram os que apresentaram as maiores áreas queimadas: 786 mil, 365 mil e 318 mil hectares.
Mais da metade da área queimada em setembro fica na Amazônia
Um salto de 196% em relação a setembro do ano passado: é o que os 5,5 milhões de hectares queimados na Amazônia no mês passado representam. Trata-se de mais da metade (52%) do total queimado no período em todo o país. Metade do que foi queimado eram de formações florestais (2,8 milhões de hectares queimados). Outros 33% (1,8 milhão de hectares) eram de pastagem, que foi a classe de uso da antrópico mais queimada.
O Cerrado foi o segundo bioma mais afetado pelo fogo em setembro, com 4,3 milhões de hectares queimados – quase metade dos 8,4 milhões de hectares consumidos pelo fogo nos primeiros nove meses do ano e um aumento de 117% em relação ao mesmo período de 2023. É a maior área queimada em um mês de setembro nos últimos cinco anos, com 64% a mais que a média histórica para o período. A maior parte das áreas queimadas (88,3%) em setembro foi em vegetação nativa: foram 3,8 milhões de hectares, com destaque para formações savânicas (2,2 milhões de hectares) e campos alagados (1,1 milhão de hectares).
O que é uma queimada e o que fazer No site da Neoenergia, empresa operadora do sistema elétrico no Rio Grande do Norte, há uma série de informações, recomendações e orientações sobre o que é o que fazer em caso de queimadas ou incêndios florestais. Confira:
O que é uma queimada? Existem dois tipos de queimadas: as naturais e as antrópicas (ou artificiais).
Queimadas Naturais As queimadas são fenômenos naturais que geralmente ocorrem em áreas secas de clima árido ou semiárido. Por conta do vento e da baixa umidade, é comum que fagulhas surjam naturalmente, causando incêndios que podem chegar a grandes proporções.
Queimadas Antrópicas Há também as queimadas antrópicas, ou seja, iniciadas propositalmente por seres humanos, e possuem diversas finalidades, como limpeza da vegetação ou preparo do solo para agricultura ou pecuária. As queimadas antrópicas podem ser consideradas crimes e as leis ambientais proíbem que elas sejam feitas:
A menos de 15 metros dos limites da faixa de segurança das linhas de transmissão e distribuição de energia elétrica.
* Numa faixa de 100 metros, ao redor da área de domínio de subestação de energia elétrica.
* Numa faixa de 50 metros, ao redor das áreas de unidades de conservação ambiental.
Numa faixa de 15 metros de cada lado de rodovias estaduais e federais e de ferrovias.
Toda queimada precisa ser autorizada pelo órgão ambiental dos municípios e/ou do estado.
O que é possível fazer para combater as queimadas? A melhor solução para evitar queimadas é a prevenção. Conscientizar a população pela cobrança intensa das instituições de controle e combate a queimadas ilegais é um dever de todos. Conversar com as crianças sobre os perigos que as brincadeiras com o fogo podem provocar também pode ser eficaz para evitar acidentes no futuro.
No dia-a-dia, evitar descartar bitucas de cigarros em áreas de vegetação seca.
Não queimar, nem jogar lixo próximo a plantações, matas ou canaviais, nem mesmo em áreas privadas, pois faíscas transportadas pelo vento podem gerar novos focos de incêndio.
Separar o lixo e esperar que seja recolhido, com o apoio do sistema de coleta municipal. Se não tiver coleta na região, procurar a prefeitura do município ou as associações comunitárias.
Evitar plantar próximo da rede elétrica. Dar prioridade à colheita mecanizada, quando possível. Fazer sempre a limpeza nas áreas de plantações/ pastagem, eliminando materiais de fácil combustão.
Fazer aceiro (faixas ao longo das cercas livres de vegetação da superfície do solo) com grade e/ou enxada para que o fogo não passe para outros locais. A técnica tem baixo custo e é muito eficaz.
Não fazer queimadas embaixo e nem próximo da rede elétrica. É crime fazer queimadas nessas áreas. Caso encontre focos de incêndio e queimadas, chamar as autoridades competentes, como o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 e a Polícia Militar pelo telefone 190. Em caso de denúncia de incêndios criminosos, ligar para o Ibama (Linha Verde): 0800 061 8080.
Um convite para apreciar, sentir e dançar um dos ritmos mais amados pelos norte-rio-grandenses. Essa é a proposta da 6ª edição da Roda Potiguar de Forró, que pela primeira vez terá uma área no formato pista. A iniciativa, que celebra a música nordestina, chega ao Teatro Riachuelo dia 23 de outubro, às 19h30. Quem puxa a Roda é a cantora e compositora Tanda Macêdo, idealizadora do projeto, ao lado de seis convidados. O show terá acesso gratuito, com distribuição de ingressos nos dias 21 e 22 no Natal Shopping.
Entre os convidados desta edição está a cantora Eliane, a Rainha do Forró. Ícone do ritmo nos anos 80 e 90, a artista cearense, dona de sucessos como “Brilho da Lua” e “Amor ou Paixão”, que seguem encantando diferentes gerações, promete levar seu swing inconfundível ao palco do Riachuelo. E ela não será a única a fortalecer a presença feminina no forró ao lado de Tanda. As potiguares Deusa do Forró, com mais de 35 anos de carreira dedicados à música autêntica nordestina e a cantora e compositora Dani Cruz também participam desta edição da Roda.
Completam o time de convidados o cantor e sanfoneiro cearense Nonato Lima, que vem ganhando destaque no país pela sua musicalidade e performance; e o compositor e parceiro musical de Tanda Macêdo, Vinícius Lins. Também de Fortaleza, vem para esta Roda o jovem Matheus Gabriel, de 20 anos, que faz aqui sua estreia como acordeonista ao lado de músicos profissionais.
Como de costume, o repertório da noite aposta em forrós potiguares e clássicos do gênero musical, de Elino Julião ao forró das antigas. “Queremos apresentar ao público músicas que são nossas, de compositores da nossa terra, e muitos desconhecem que são de potiguares. Posso dizer que 90% do repertório é de canções norte-rio-grandenses, mas que sem dúvida o grande público conhece e vai cantar junto com a gente”, conta Tanda.
A direção musical do show é assinada por Jubileu Filho, que também integra a banda base nas cordas junto a Darlan Marley (bateria), Mônica Michelly (baixo), Chico Bethoven (zabumba), Lipe Guedes (acordeon), Gilson do Acordeon (acordeon), Lara Maria (voz), Vyda Maria (voz) e Ramon Gabriel (percussão).
Os ingressos gratuitos para o show, limitados a dois por pessoa, serão distribuídos presencialmente nos dias 21 e 22 de outubro, a partir das 18h, no Natal Shopping (piso L1 ao lado da Bodytech), enquanto houver disponibilidade. Para a retirada das senhas é sugerida a doação de 2 pacotes de leite em pó ou 1 lata de suplemento alimentar (Sustagem, Sustain, Nutren, Active e Sust’up Mais) que serão doados para a Casa de Apoio ao Paciente com Câncer Irmã Gabriela, instituição vinculada à Liga Norteriograndense Contra o Câncer.
“Às vezes, eu me sinto tão perdida, como se não houvesse saída. Não tenho condições de pagar um tratamento, e a depressão parece não me deixar em paz”, desabafa Maria Sebastiana, moradora da Zona Norte de Natal. Como muitas pessoas, ela enfrenta a luta contra a depressão sem ter recursos financeiros para consultar um profissional particular. Felizmente, há opções acessíveis e gratuitas onde é possível encontrar o suporte necessário.
Todas as pessoas têm direito integral ao cuidado e à saúde, ficar atento aos sinais que sua saúde mental apresenta, e saber quando pedir ajuda são passos importantes nesse processo. “A gente precisa diferenciar o que é uma tristeza e o que é uma depressão. Uma tristeza todas as pessoas sentem em algum dia, em algum momento, mas sentem um dia, no outro dia retoma sua vida, consegue realizar as suas atividades de vida diária, suas atividades cotidianas, como tomar banho, se alimentar, minimamente essa autonomia. A depressão é um transtorno onde os sintomas prejudicam a qualidade de vida, dentro dessa perspectiva o indivíduo tem dificuldades para realizar atividades básicas, então é algo que prejudica a sua saúde física, quando a saúde mental atrapalha a saúde física é um grande alerta”, explica a diretora do CAPS Oeste Rafaela Pessoa.
“Hoje, nós atendemos aqui no CAPS Oeste 1.200 pessoas de prontuário aberto, alguns ainda aguardando consulta, isso incluindo usuários da região Oeste e Norte, porque a zona Norte não tem ainda o CAPS de transtorno mental grave, só tem um serviço de CAPS para usuários de substância psicoativa, então nós acolhemos esses dois distritos”, explica Rafaela.
Em Natal, uma das principais alternativas de atendimento gratuito para quem enfrenta problemas de saúde mental são os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), se configurando como um serviço que pode ser acessado de maneira direta pelo indivíduo, sem precisar de encaminhamento: “Esse indivíduo tem a possibilidade de primeiro procurar a unidade básica de saúde, mas o CAPS é um serviço de porta aberta, pode vir aqui sem encaminhamento, sem ter passado pela unidade básica, porque a equipe vai estar para acolher. O acolhimento em CAPS acontece de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h30 o nosso serviço vai estar aberto, aqui a gente não fecha para almoço, não tem parada”, orienta Rafaela.
A proposta dos CAPS é de ressocialização, um trabalho contínuo voltado ao atendimento de pessoas com transtornos mentais graves, como depressões severas, sintomas persistentes de psicose, esquizofrenia, transtorno afetivo bipolar e borderline. A diretora do CAPS reforça também a importância das atividades serem realizadas em grupo para o processo de socialização e recuperação do indivíduo: “O CAPS nasceu com a proposta de substituir internações psiquiátricas, sendo um modelo de atendimento livre, onde as pessoas vêm para esse serviço e são acolhidas. Nós ofertamos atividades terapêuticas, onde o paciente tem acesso a consulta psiquiátrica e atividades terapêuticas, sendo essas atividades coletivas”.
No caso do CAPS Oeste, são diversas atividades terapêuticas, incluindo oficinas focando nas habilidades e interesses dos usuários e grupos de apoio conduzidos por psicólogos para promover a fala e a escuta, que ocorrem durante a semana. Também são desenvolvidas atividades de saúde e beleza focadas no autocuidado, rodas de conversas para promover o encontro de ideias e multiajuda entre os usuários, além de passeios coletivos realizados uma vez por mês para resgatar a convivência social e a autonomia destas pessoas em tratamento.
A diretora Rafaela também recomenda que o paciente ao procurar uma unidade do CAPS apresente a cópia de um documento oficial de identificação com foto; Cartão Nacional do SUS (Cartão SUS) e comprovante de residência: “A gente também orienta que o usuário traga a cópia dos documentos e venha acompanhado por alguém da família, porque esse familiar em alguma situação, ele precisa de cuidado também, por isso que a gente pede já para ter essa visão desse contexto familiar deste usuário”.
Onde buscar ajuda Passado o Setembro Amarelo, mês que reforça um lembrete de que a saúde mental deve ser uma prioridade para todos, os esforços para cuidar e esclarecer a população seguem e precisam ser permanentes. Para aqueles que se sentem desamparados, como Maria Sebastiana, é importante conhecer os recursos disponíveis que oferecem apoio gratuito e especializado. Buscar ajuda é um passo corajoso e essencial para a recuperação. A vida vale a pena ser vivida, e a ajuda está mais próxima do que se imagina.
Natal conta com várias unidades do CAPS, que funcionam como pontos de referência para atendimento:
CAPS Esperança – CAPS II Infanto juvenil – Distrito Oeste: Atende crianças e adolescentes com transtornos mentais graves e persistentes, também por uso abusivo de álcool e outras drogas. Endereço: Avenida Capitão Mor Gouveia, 896 – Cidade da Esperança. Para mais informações: Telefone: (84) 3232-8933 / E-mail: capsi.natalrn@yahoo.com.br.
CAPS Nise da Silveira – CAPS II Distrito Oeste: Atende adultos com transtorno mental grave e persistente. Endereço: Avenida Capitão Mor Gouveia, s/n – Cidade da Esperança. Para mais informações: Telefone: 3232-8460 / E-mail: capsoestenatal@gmail.com.
CAPS José Jeová dos Santos – CAPS III Álcool e outras drogas Distrito Norte: Atende adultos com transtorno mental grave e persistente pelo uso abusivo de álcool e outras drogas. Endereço: Avenida Rio Doce, 03 – Conjunto Santarém. Para mais informações: Telefones: 3232-8232/3232-8233.
CAPS Luiz Gonzaga Moreira – CAPS III Álcool e outras drogas Distrito Leste: Atende adultos com transtorno mental grave e persistente pelo uso abusivo de álcool e outras drogas. Endereço: Rua Pacífico de Medeiros, 1251 – Barro Vermelho. Para mais informações: Whatsapp: (84) 3232-8010 / E-mail:capsad24h@gmail.com.
CAPS André Luiz – CAPS III Distrito Leste (provisoriamente no prédio do APTAD): Atende adultos com transtorno mental grave e persistente. Endereço: R. Gov. Valadares, Conj. Pirangi. (vizinho à UBS Pirangi). Para mais informações: Telefone: (84) 3232-8575 / E-mail: caps2lestenatal@yahoo.com.br. Esses centros são uma opção acessível e oferecem serviços de qualidade para aqueles que não têm condições de arcar com tratamentos particulares.
Outros recursos disponíveis Além dos CAPS, Natal possui outras iniciativas de apoio à saúde mental:
Policlínicas: Para atendimentos individualizados existem ambulatórios com atendimento psicológico, que são as policlínicas, espalhadas em todos os distritos de Natal:
Policlínica Sul – Neópolis: Localizada na Av. Ayrton Senna, s/n – Neópolis.
Policlínica Oeste: Localizada na Av. Pernambuco, 251 – Cidade da Esperança.
Policlínica Zona Norte: Localizada na Avenida Florianópolis, 4 – Potengi.
Policlínica Leste (Policlínica Dr. José Carlos Passos): Localizada na Praça Augusto Severo – Ribeira.
Unidades de Saúde da Família (USFs): Muitas USFs oferecem atendimentos psicológicos gratuitos. Os moradores podem se informar sobre a disponibilidade de profissionais de saúde mental em sua unidade.
CVV (Centro de Valorização da Vida): O CVV oferece apoio emocional por meio do número 188, com atendimento 24 horas. Este serviço é gratuito e pode ser uma alternativa para quem precisa desabafar.
O Exército Brasileiro está comemorando 26 anos de uma das mais exitosas e importantes ações emergenciais realizadas no país, principalmente no Semiárido nordestino. Trata-se do o Programa Emergencial de Distribuição de Água, também chamado de Operação Carro-Pipa, que tem como objetivo garantir o acesso à água potável para a população que mais sofre com a escassez hídrica.
No Rio Grande do Norte, embora o período chuvoso deste ano tenha sido melhor que em anos anteriores, 56 municípios estão sendo beneficiados com a ajuda. No acumulado do ano, mais de 200 carros-pipas já foram utilizados para levar água potável para o abastecimento de 3.680 cisternas, beneficiando aproximadamente 75 mil pessoas. Para isso, mais de R$ 15 milhões já foram aplicados somente no estado.
A Operação Carro-Pipa teve início em 1998, inicialmente sob a supervisão da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Hoje, é coordenada pelo Exército em conjunto com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).
A seca no Nordeste As primeiras notícias sobre a seca no Nordeste brasileiro foram registradas em 1583, pelo padre jesuíta português Fernão Cardim. Ele relatou que os indígenas da região do interior de Pernambuco e do Rio Grande do Norte foram forçados a migrar para o litoral devido à falta de água, o que causou prejuízos econômicos, principalmente para as plantações de cana-de-açúcar e mandioca, que eram atividades fundamentais à época.
Nesse contexto, desde 1998, o Exército Brasileiro apoia as vítimas da escassez de chuvas, coordenando e fiscalizando a distribuição de água para o consumo humano, minimizando o sofrimento na labuta diária pela sobrevivência e levando a esperança para milhares de sertanejos. Com o passar dos anos, observou-se também uma importante redução nos casos de doenças causadas pelo consumo de água imprópria.
No Exército Brasileiro, o programa é coordenado pelo Comando de Operações Terrestres (COTER) e executado pelo Comando Militar do Nordeste (CMNE) que, a partir da distribuição dos recursos alocados pelo MIDR, planeja, coordena e fiscaliza a coleta, o transporte e a distribuição de água potável. O Exército também recebe apoio direto dos governos estaduais e municipais e suas respectivas secretarias ou coordenadorias de Proteção e Defesa Civil.
Hoje, em todo o Nordeste, a Operação Carro-Pipa cobre 422 municípios, atendendo cerca de 1,5 milhão de pessoas. Para a execução do programa, há necessidade de contratar cerca de 3 mil pipeiros, que abastecem 32 mil pontos de abastecimento/cisternas coletivas. Estes números variam de acordo com a dinâmica conjuntural que caracteriza a Operação, conforme a seca se agrave ou haja ocorrência de chuvas, mesmo que pontuais.
Inclusão do município na Operação Carro-Pipa Para que a Operação Carro-Pipa seja implementada, é necessário que o município esteja localizado no semiárido brasileiro e com a situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecidos pelo Governo Federal. Após o reconhecimento, o município deverá solicitar a inclusão na OCP por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD), anexando um ofício de solicitação e os documentos exigidos pelo artigo 9º da Portaria Interministerial nº 1, de 25 de julho de 2012.
O órgão de proteção e defesa civil municipal é o responsável por fazer a inclusão. No caso de inexistência do órgão no município, a prefeitura poderá realizar o pedido. Não há um prazo específico para a conclusão do processo de inclusão, mas, geralmente, após a solicitação, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC) analisa a documentação em até dois dias úteis. Se o pedido for deferido, a solicitação é enviada ao Exército Brasileiro, que poderá levar de 45 a 90 dias para incluir o local na logística da operação. Este prazo é necessário para realizar vistorias em campo, planejar rotas, contratar pipeiros, instalar dispositivos de monitoramento antifraude, entre outras atividades essenciais para garantir um abastecimento de água seguro e eficiente.
Caso o município continue enfrentando períodos de seca ou estiagem após o término do reconhecimento federal, é necessário solicitar novo pedido de reconhecimento para manter a inclusão na OCP. Uma vez publicado o novo reconhecimento e, se o município estiver sendo atendido, a SEDEC automaticamente solicitará ao Exército Brasileiro uma nova vistoria para avaliar a necessidade de continuidade da operação.
Ela chega ao trabalho sorrindo e com muita disposição às sete horas da manhã de uma segunda-feira. Mais do que isso, essa é uma das marcas registradas da pedagoga Greice Barros. Neste dia dos professores, o Diário do RN faz uma homenagem a todos os profissionais que assumem o importante desafio de ensinar, contando muito mais do que uma trajetória profissional: uma história de amor.
Formada em Ciências Biológicas, a professora Greice tinha uma certeza: ela trabalharia em laboratório e dedicaria sua carreira à rotina automatizada dos equipamentos. “É o que eu sei fazer bem”, dizia. “Nunca havia pensado em dar aula. Apesar da minha faculdade ser bacharelado e licenciatura, eu nunca quis ir para a área do ensinar; eu queria realmente trabalhar em laboratório”, conta.
Recém-formada, ela começou a trabalhar em uma usina de açúcar e álcool. Estava tudo conforme o planejado. “Um belo dia, chega uma turma de alunos para conhecer o laboratório”, relembra a professora. E o que era para ser um dia de trabalho um pouco diferente, virou rotina – e brilho nos olhos.
“Eu pensei: ‘olha, que legal, são crianças. Será que é isso?’. Cheguei em casa e já fui falar para o meu marido ‘amor, acho que vou fazer Pedagogia’”. Ainda durante o período de graduação, Greice foi chamada para trabalhar na escola da empresa. “Me encantei. Quando coloquei meus pés na escola, eu disse: não volto mais para o laboratório”, relata.
As primeiras experiências foram com alunos de 8º e 9º anos, mas a Pedagogia podia surpreendê-la ainda mais. “Quando terminei Pedagogia, pensei: ‘vamos fazer um estágio na Educação Infantil e nos Anos Iniciais’. Aí não voltei mais. Eu disse: ‘é dos pequenos que eu gosto’”, conta. “Foi a profissão que me escolheu”, completa Greice.
Desde então, a professora trabalhou com crianças de diversas idades e, em 2024, ganhou novos desafios, cheios de emoção. “Este ano, tive a oportunidade de alfabetizar essas crianças; e é para o resto da vida, a leitura. E foi você quem ensinou o alfabeto, as primeiras sílabas, a construção da primeira frase. A leitura do primeiro texto é de arrepiar. Só quem vive, [sabe]. É tão bonito que, muitas vezes, a gente se pega chorando porque o aluno começou a ler”, diz.
O encantamento de Greice pelo ofício transborda mesmo. Pais e alunos deixam claro que é evidente o amor que ela tem pela educação. “Brincam comigo. Tem mães que dizem ‘meu Deus, eu queria essa disposição, queria estar rindo às 7 da manhã de uma segunda-feira’, porque eu venho trabalhar feliz. É muito bom trabalhar com o que você gosta. Apesar dos pesares que toda profissão tem, hoje, eu sou realizada”, revela.
“Já tive oportunidades de voltar para laboratório, mas eu quero ficar aqui. Isto aqui me conquista e me realiza. E o reconhecimento, que não precisa vir da empresa e nem dos pais, mas das crianças. Tem alunos aqui que fazem homenagens que é capaz de a gente morrer de emoção”, completa a pedagoga.
Apesar do amor, ela não nega as dificuldades de educar na era digital. “Os desafios são muitos. Hoje, com a tecnologia, as crianças ficam muito tempo com telas. Você pede [às famílias dos alunos] um brinquedo e vem um brinquedo eletrônico. [Também é um desafio] o não poder brincar nas ruas, não ter esse contato com vizinhos. Hoje, eles brincam on-line. Os meus alunos jogam um com o outro on-line. Na minha época, era todo mundo na rua correndo”, afirma Greice.
“Então, esse é um desafio muito grande que a gente tem hoje como educador. Hoje está tudo muito exposto, dado. Os meus alunos que não sabiam ler e escrever, apertavam o microfonezinho do Google e ele dava a resposta. Hoje, você pergunta e tem a resposta; antigamente, a gente ia para a biblioteca, abria a Barsa – a enciclopédia -, e ia olhar. Agora, tem a internet; tem o Chat GPT, que monta o trabalho para você”, completa.
“Não que eu seja contra [a tecnologia]. Jamais. Eu amo e ela me ajuda bastante, até para montar aulas. E é uma aula diferente da do nosso tempo. A nossa escola tem muitas ferramentas virtuais e eles amam. Então, a internet está aí para o bem; mas, se não souber usar, ela pode ser uma vilã.
E eu sinto dificuldade na parte do brincar”, pontua a professora.
Com tanto empenho, porém, os desafios viram motivação. “A cada novo ano, as turmas me motivam a dormir tarde e acordar cedo, dar o meu melhor todos os dias. Quando chego rindo às 7 da manhã, digo: não estou indo para o meu ambiente de trabalho, estou indo para o lugar que eu amo”. Para Greice, o amor é fundamental para a profissão.
“Para ser professor, tem que amar. Ser um ser de amor, emanar luz e amor para essas crianças. As nossas crianças precisam ser amadas. Eu sinto muito isso, que eles precisam de amor, carinho, de ‘ei, estou aqui com você. Você não está lendo agora, mas tem tempo, você vai conseguir’. Essa afirmação de que eles vão conseguir é o que faz com que eles consigam. Quando eles conseguem, eles dizem ‘bem que a senhora que falou’ e saem daqui radiantes”, revela.
Apesar de tanto carinho pelo que faz, de ensinar cada letra do alfabeto, quase faltam a Greice palavras para definir a grandiosidade do seu ofício. “Professor… é um herói sem capa. A gente, às vezes, é bailarino; às vezes, é coreógrafo; mãe; pai; babá; psicólogo. É amar a educação. Eu amo as minhas crianças e acho que é notório”, reflete.
Começa nesta sexta-feira (11), e segue até o dia 19 de outubro, a 62ª Festa do Boi, realizada no Parque de Exposições Aristófanes Fernandes, em Parnamirim. O evento agropecuário é o maior do Nordeste e um dos maiores do Brasil, e nesta edição terá número recorde de animais, mais de 150 expositores e participação de produtores rurais do México, Costa Rica e Noruega.
Promovida pela Associação Norte-riograndense de Criadores (Anorc), com apoio do Governo do Estado, via Secretaria de Estado da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (Sape/RN), a Festa do Boi é consolidada como um espaço fundamental para discussões sobre o fortalecimento da bovinocultura e de outras culturais produtivas do campo no Rio Grande do Norte.
Este ano, a previsão é de que a programação movimente R$ 80 milhões em negócios, superando o montante alcançado no ano passado, de R$ 71 milhões. Ao todo, serão realizados 5 leilões e uma extensa variedade de atrações culturais com opções para toda a família.
O presidente da Anorc, Matheus França, ressalta a força e a importância do evento. “A Festa do Boi cresce a cada ano, dinamiza o setor, consagra o circuito estadual de feiras agropecuárias e traz o modelo de vida no campo para a cidade”, declarou.
Além dos leilões, os também tradicionais shows musicais animarão o público nas noites entre 11 e 19 de outubro. Já nesta sexta-feira (11), às 22h, sobe ao palco Arnaldinho Neto; seguido o por Edyr Vaqueiro, que se apresenta à meia noite. Neste sábado (11), tem Kanelinha & CPI do Forró às 19h30, Banda Sonata às 21h30 e Circuito Musical à meia noite. No domingo (12), será a vez de Itanildo Show & banda D’Breque, às 19h, e Nildo Sanfoneiro às 21h30.
Ne segunda-feira (14), o público receberá Dodora Cardoso às 19h e Alvimar Farias & Karla Patrícia às 21h. Terça (15), animam a festa João Batista do Fama, às 19h; e Nildinho Sanfoneiro, às 21h. Quarta (16) é dia de Ivanildo Monte, que se apresenta às 19h, seguida por Cristiane Velassy, a partir das 21h. Já na quinta (17), o público será embalado pela arte de Isaque Galvão a partir das 19h e, a partir das 21h, por Paulo Cunha, “o batera cantador”.
Na sexta-feira seguinte (18), se apresentam: Banda Flor de Liz, às 19h30; Messias Paraguai, às 21h30 e Banda Grafith, à meia noite. Encerram as programações musicais, no sábado (19), Roberto Ex-Terríveis, às 19h30; e Renan Moral, a partir das 21h30.
Os ingressos para a Festa do Boi 2024 custam R$ 10,00. Estudantes, idosos, pessoas com deficiência, professores, doadores de sangue, jovens (15 a 29 anos) de baixa renda e crianças entre 6 e 12 anos pagam meia entrada. Crianças com até 5 anos têm acesso gratuito.
Agência sebrae: Expositores e inovação movimentam o agronegócio potiguar A Festa do Boi também tem espaço para capacitações, networking e parcerias estratégicas.
Diariamente, serão realizados workshops e palestras com especialistas em diversas áreas do agronegócio, como fruticultura, aquicultura, bovinocultura e avicultura. Também estarão em pauta temas como gastronomia com valor agregado e sucessão familiar nos negócios rurais. Toda essa programação ocorrerá no espaço da Agência Sebrae, que ocupará 5.000m².
O Sebrae ainda levará para o evento 51 empresas, que irão expor seus produtos no Espaço Origem Potiguar, e startups lideradas por jovens universitários, que apresentarão soluções inovadoras genuinamente potiguares. Também serão ofertadas oficinas de harmonização, que ensinarão o público a consumir os produtos locais de forma criativa.
“Estamos levando inovação, tecnologia, acesso a soluções financeiras e diversas atividades todos os dias. A Festa do Boi é uma vitrine que apresenta o melhor do Rio Grande do Norte”, avaliou o diretor técnico do Sebrae-RN, o João Hélio Cavalcanti.
Produtores do Seridó marcarão presença Caravanas de produtores rurais do Seridó participarão de seminários e encontros promovidos pela Agência Sebrae. Entre as programações especiais está a do dia 12 de outubro (sábado), que contará com um encontro voltado para apicultores, meliponicultores e especialistas, em que serão discutidas as principais inovações e desafios para a criação de abelhas e produção de mel.
Outro destaque será o Seminário da Bovinocultura, que acontecerá no dia 18 de outubro (sexta-feira) com palestras sobre Gestão da Propriedade Leiteira, com Camila Costa, e ainda a apresentação teatral “Somos Todos José”, de Manoel de Matos.
Para a analista técnica do Sebrae Caicó, Kessianny Souza, a participação dos produtores no evento é fundamental. “A Festa do Boi é uma grande vitrine para o produtor rural. É o momento de fazer negócios, networking e reencontrar parceiros. É uma oportunidade única para os novos produtores se conectarem com aqueles que já atuam no setor há mais tempo”, explicou.
Nos dias 23 e 24 de outubro, o Conselho Regional dos Técnicos Industriais do Rio Grande do Norte (CRT-RN) realizará o II Seminário dos Técnicos Industriais do estado (II SETIRN), que acontecerá no auditório da Agência SEBRAE Grande Natal, em Lagoa Nova, das 18h às 21h30. Este ano, o evento traz como tema “Empreendedorismo e inovação: cenários e oportunidades” e visa discutir as perspectivas de crescimento e as novas demandas do mercado para os profissionais técnicos.
“As expectativas para esse evento são das melhores! Tendo em vista que essa é uma maneira educativa do nosso Conselho chegar aos profissionais técnicos industriais. E ao mesmo tempo, mostrar a sociedade a importância do técnico no mercado de trabalho, já que está altamente aberto para esses profissionais. É uma maneira muito boa da sociedade conhecer, e presenciar esse trabalho dos técnicos industriais”, Jerônimo Andrade, Presidente do CRT-RN.
O seminário busca reunir técnicos de diversas modalidades, como eletrotécnica, edificações, construção civil, eletromecânica, entre outras, e promover discussões sobre o mercado de trabalho, as tendências do setor e o papel do empreendedorismo. De acordo com os organizadores, o evento também vai destacar a crescente demanda por profissionais na área de energias renováveis, uma das que mais se expande no Estado.
“Este ano temos o tema que trata de cenários e oportunidades, tendo em vista o crescente número de oportunidades para muitos desses profissionais. As energias renováveis tem sido uma área crescente, por isso uma das palestrantes é gestora do polo Sebrae de energias renováveis”, explicou a assessora do Conselho, Rozana Ferreira.
Participação feminina no setor técnico Um dos focos do seminário é fomentar a participação feminina no setor, tradicionalmente dominado por homens. O segundo dia de evento contará com o “Momento Mulher”, com duas palestras voltadas para destacar a atuação feminina no setor técnico, incluindo a instrutora do SENAI Jeane Kelly, que falará sobre a formação de turmas exclusivamente femininas e o papel das mulheres na transição energética.
“Estamos tentando mostrar que esse mercado também é para mulheres. Apesar do universo ainda ser em grande maioria, masculino”, afirmou a assessora. Um dos exemplos que será abordado é o de uma turma formada apenas por mulheres no SENAI. “A segunda palestra do dia 24 vamos trazer a Jeane Kelly, que é instrutora do SENAI e vai mostrar turmas formadas exclusivamente por mulheres e falar do papel da mulher na transição energética, uma vez que às energias renováveis tem se tornado a menina dos olhos do mercado. Intitulamos para esse dia, momento mulher. Na primeira edição, fizemos um encontro de gerações, mulheres de uma turma de 1976 e uma técnica que hoje tem empresa. A ideia é que com as palestras da Jeane e a Lorena seja mencionado essa ampliação. O SENAI por exemplo, recebeu de uma empresa a solicitação de formação de turma exclusiva para mulheres. Esse é um dos pontos que será mencionado”, concluiu.
Inovações no setor técnico Outro destaque do seminário será a apresentação de uma inovação desenvolvida por um técnico da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), que criou uma ferramenta que otimiza a troca da pinça de freio dos trens, reduzindo o tempo de uma operação que antes exigia três pessoas e durava um dia inteiro, para apenas três horas com um único profissional. Essa inovação demonstra o impacto que os técnicos podem ter no desenvolvimento de soluções eficientes e benéficas para a sociedade. “ Isso é benéfico para a população por meio do trabalho de um técnico Industrial”, disse.
Inscrições São 170 vagas, e as inscrições para o evento já estão abertas, podendo ser realizadas até o dia 16 de outubro, de forma gratuita. Contudo, os organizadores incentivam os participantes a doarem itens de higiene e limpeza, como fraldas geriátricas, sabonete líquido e shampoo, para o Lar do Ancião Evangélico, localizado em Neópolis. O II SETIRN também celebra o Dia do Técnico Industrial, comemorado em 23 de setembro, e faz parte das ações do Plano Nacional de Fiscalização (PNFI), que promove iniciativas institucionais e educativas para a categoria.
Nesta quarta-feira (09), aconteceu o lançamento da Festa de Nossa Senhora da Apresentação, que terá como tema “A Esperança”. Este tema foi escolhido em celebração ao jubileu que ocorrerá no próximo ano, marcando 25 anos do novo milênio. Durante a cerimônia, o arcebispo metropolitano destacou a importância deste tema, ressaltando que a esperança cristã transcende o otimismo superficial.
“A esperança não é apenas um pensamento positivo, mas uma vida teologal que nos conecta à nossa salvação”, afirmou Dom João. “É como uma âncora lançada na eternidade, que nos permite atravessar mares tempestuosos, garantindo que nossa vida não é um absurdo, mas sim uma jornada com propósito e significado”, complementou.
A principal mensagem de Dom João para os participantes da festa é a importância de aproveitar esse momento para fortalecer a espiritualidade. “Precisamos de momentos de conexão com Deus e de celebração com os irmãos. Não devemos perder as oportunidades que o Senhor nos oferece”, concluiu.
A Festa de Nossa Senhora da Apresentação, marcada por uma profunda reflexão sobre a esperança, promete ser um momento de renovação e fé para toda a comunidade. Com uma programação rica e diversificada, todos são convidados a participar e celebrar a vida, a espiritualidade e o encontro entre os irmãos.
A Festa A Festa de Nossa Senhora da Apresentação, que tradicionalmente é celebrada no mês de novembro, promete ser novamente um momento de intensa espiritualidade e celebração comunitária. A programação inicia em 09 de novembro e inclui atividades voltadas também para a saúde física da comunidade, como a Corrida da Padroeira, e o novenário que será um dos principais momentos de reflexão e oração, acompanhado por diversos atos de piedade. “Estamos preocupados com a saúde espiritual e física da comunidade. Por isso, temos atividades como caminhadas e corridas, que nos mostram a importância de cuidarmos de nós mesmos”, destacou o bispo.
A programação completa está disponível do portal diariodorn.com.br.
A Caatinga, bioma característico e exclusivo do Nordeste brasileiro, está correndo sério risco de desaparecer. O desmatamento desenfreado e as mudanças climáticas vêm contribuindo para a desertificação do sistema. O pedido de socorro está sendo feito pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).
Superintendente do órgão no Rio Grande do Norte, o professor Rivaldo Fernandes apresentou à Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (SEMARH) um projeto que busca unir esforços dos governos federal, estadual e municipal, em colaboração com instituições educacionais de todo o estado. “Precisamos salvar a caatinga”, enfatiza o professor.
A proposta também foi discutida em Brasília, juntamente com o presidente nacional do IBAMA, Rodrigo Augustinho. “O projeto já conta com o apoio da Secretaria de Educação do RN, sob a gestão da professora Socorro Batista. Além disso, o coordenador de meio ambiente da SEMARH, Robson Henrique, também participou do encontro, reforçando a importância da ação conjunta”, destacou Fernandes.
Educar para preservar A caatinga cobre mais de 90% do território potiguar. É um bioma extremamente frágil e ameaçado pela desertificação. Segundo a Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), mais de 2,7 bilhões de pessoas em todo o mundo são afetadas pela desertificação, e o Nordeste brasileiro é uma das regiões mais vulneráveis. Um relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), divulgado em agosto de 2023, estima que metade da Caatinga está em processo de degradação, com o problema se agravando em áreas como o Seridó, que abrange boa parte do sertão do RN e da Paraíba.
“O projeto de educação ambiental pretende reverter essa situação, engajando escolas federais (Institutos Federais – IFs), estaduais e municipais para conscientizar a população sobre a importância da preservação do bioma e as consequências das mudanças climáticas. A educação será o principal pilar, com foco em envolver alunos, professores e a comunidade local em ações de conservação e recuperação ambiental”, acrescentou o superintendente do IBAMA no RN.
Parceria necessária A iniciativa foi concebida por duas renomadas especialistas, a professora bióloga Sheila Varela Lucena, do Instituto Federal do Rio Grande do Norte, e a professora engenheira florestal Rosemeire Cavalcante, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Ambas destacam que a preservação da Caatinga passa, necessariamente, pelo fortalecimento de uma educação ambiental que chegue às escolas e comunidades. Elas enfatizam que, sem esse esforço, a degradação continuará a avançar, colocando em risco não só o bioma, mas a vida e os meios de subsistência de milhões de pessoas.
Integração A ideia é unir governos federal e estadual, juntamente com as prefeituras. Ambos têm papel fundamental na implementação deste projeto de grande escala. “A utilização das escolas estaduais e municipais, em conjunto com os IFs, será essencial para criar uma rede de proteção ao bioma e para garantir que as futuras gerações entendam a importância da Caatinga como um patrimônio natural”, enfatizou Rivaldo Fernandes. “A educação ambiental será uma poderosa ferramenta para salvar a Caatinga, promovendo práticas sustentáveis e fortalecendo a luta contra a desertificação no RN”, acrescentou.
Exploração de lenha é ameaça acelerada em território potiguar
A exploração de madeira, que praticamente sem controle algum é transformada em lenha para a indústria e fábricas de telhas e tijolos no sertão potiguar, foi tema de reportagem publicada em junho passado pelo Diário do RN, logo após estudo desenvolvido na UFRN. Na ocasião, os pesquisadores já alertavam para os resultados preocupantes.
Ao mesmo tempo em que derrubada da vegetação alimenta uma das atividades mais importantes para a economia de vários municípios no interior do estado, a devastação de extensas áreas de vegetação também causa danos irreparáveis para Caatinga.
O estudo foi coordenado pela engenheira florestal, professora e doutora Rosimeire Cavalcante dos Santos, que também chefia o projeto Expedição Caatinga. Na reportagem, ela chama a atenção para a falta de sustentabilidade e os impactos ambientais deste tipo de exploração. “O nosso estado tem uma dependência absurda da madeira de lenha como fonte de energia alternativa. É o caso do setor da cerâmica vermelha, para a fabricação de telhas ou tijolos, mas também de padarias, pizzarias, por exemplo”.
O que fazer? “Essa é a principal resposta. Precisamos entender qual o modelo ideal. Que se explore a madeira, mas que seja de maneira sustentável”, destacou a coordenadora Rosimeire Santos.
Atualmente, o projeto Expedição Caatinga está em busca de descobrir as melhores soluções. A pesquisa avalia a quantidade de vegetação existente em uma determinada área e busca calcular a velocidade com que se pode manejar a extração dessa madeira sem devastar a área, de forma que a vegetação possa se regenerar a tempo de se fazer uma nova retirada de madeira. O ideal é que, na mesma velocidade em que se corta a madeira, haja novas plantações e que essa nova vegetação possa se desenvolver a tempo suficiente de se iniciar um novo ciclo de corte.
RN tem floresta com processo de conservação em andamento
Grupo reúne conhecimento técnico para discutir preservação da caatinga – Foto: Reprodução
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) anunciou, em junho deste ano. a seleção de 12 projetos prioritários para a criação de unidades de conservação federais no bioma Caatinga, a serem implantadas até 2026, que resultarão no aumento de mais de um milhão de hectares das áreas protegidas. Encontram-se em andamento as ampliações do Parque Nacional da Serra das Confusões, no Piauí; da Floresta Nacional de Açu (Flona de Açu), no Rio Grande do Norte; e do Refúgio da Vida Silvestre do Soldadinho-do-Arararipe, no Ceará.
A Flona de Açu é uma unidade de conservação administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidadem (ICMBio). Está localizada na bacia do Piancó-Piranhas-Açu e margeada pela Lagoa do Piató. A Floresta Nacional de Açu é um fruto da mobilização social, tendo um importante papel na proteção de espécies típicas e ameaçadas da biodiversidade da Caatinga e no combate ao processo de desertificação do semiárido, contribuindo para a construção de conhecimento, uso público e atividades socioambientais.
A Floresta Nacional de Açu foi instituída pela Portaria Nº 245 de 18 de julho 2001 e possui oficialmente uma área de 215,25 hectares, executando várias atividades como a proteção, pesquisa científica, recuperação ambiental e visitação.
Encantado com a beleza Natural do Rio grande do Norte, o fotógrafo Canindé Soares apresenta “Retratos do RN”, um livro que captura a essência do Estado através de mais de 300 fotos deslumbrantes. Com lançamento previsto para o início de dezembro, a sexta obra de um dos maiores nomes do fotojornalismo potiguar, promete ser uma verdadeira celebração das belezas e da cultura do RN. Com 139 páginas e capa dura, “Retratos do RN” é uma viagem visual pelas paisagens naturais, cidades e tradições do Estado. As imagens são acompanhadas por legendas e textos informativos, destacando desde as festas católicas até as impressionantes sangrias dos açudes.
“Eu sempre faço 3.000 livros, e na edição de agora não será diferente. É um livro mais robusto com pelo menos 139 páginas e mais de 300 fotos representando muito bem o Rio Grande do Norte. Nesse livro, a gente coloca por capítulos, começando com pontos naturais, como o Pico do Cabugi, Dunas do Rosado, entre outros. Temos o capítulo do Geoparque Seridó, abrindo com Currais Novos, mostra todas as seis cidades do Geoparque, e a partir daí mostramos a religiosidade, as igrejas e capelas, festas religiosas, e procissões”, conta o fotógrafo Canindé Soares.
Quem conhece um pouco do mercado editorial, sabe que não é fácil custear uma obra como essa, mas Canindé segue confiante. “Estou trabalhando como se eu já tivesse esse montante para no início de novembro ele já estar na gráfica”.
A ideia é levantar o montante necessária com a participação de colaboradores individuais e empresas que poderão ter suas logomarcas nas páginas do livro, adquirindo cotas a preços especiais a partir de 10 unidades. Os amigos colaboradores também terão seus nomes registrados na obra.
A pré-venda do livro já está aberta, com um preço promocional de R$ 100,00, além da inclusão do nome do comprador ou da empresa nas páginas do livro. “No livro, terá uma página de amigos parceiros para as pessoas ficarem atendidas individualmente e empresas parceiras que adquirirem a partir de dez livros também terão espaço. E ainda a página com a logomarca das empresas que adquirirem cotas em mais de cinquenta ou cem livros”, explicou Canindé Soares.
O livro estará disponível por R$ 120,00 no dia do lançamento e R$ 150,00 após essa data.
Uma história no fotojornalismo O fotógrafo potiguar Canindé Soares é natural de São Bento do Trairi, possui exatamente 64 anos de idade e 46 anos de profissão, consolidando-se como uma referência no fotojornalismo. Ele começou sua carreira no final dos anos 70, capturando eventos sociais como casamentos e aniversários, e atualmente atua como freelancer para diversas empresas e publicações locais e nacionais. Mora em Natal desde 1969 e se especializou no uso de aviões, helicópteros e drones para registrar a beleza natural e cultural do Rio Grande do Norte. Seu acervo, disponível no banco de imagens (csfotojornalismo.net), é um dos mais extensos do Estado, com fotografias publicadas em veículos renomados, incluindo Folha de São Paulo e Correio Brasiliense.
Entre algumas de suas conquistas, Canindé expressa com alegria dois destaques de sua vida. “Minha fotografia foi objeto de estudo. Uma tese de doutorado: “As narrativas de Canindé Soares entre o turismo e a religião”. A dra. Silvana Kelly, fez o doutorado dela aqui na Universidade Federal do RN, com estágio na Universidade dos Estados Unidos. E outra, quando eu trabalhei na Editora Abril, ganhei o prêmio “Abril de Jornalismo”, recorda o fotógrafo sobre o prêmio que conquistou no ano de 2013, um dos maiores do jornalismo do Brasil, recebido em Natal das mãos do escritor Carlos Fialho.
Além de sua atividade fotográfica, Canindé é um membro ativo do Sindicato dos Jornalistas do RN, tendo ocupado cargos como Diretor de Administração e Finanças e agora, atua na Comissão de Ética, contribuindo para o fortalecimento da profissão. Com um olhar atento e a paixão pela fotografia, Canindé Soares continua a explorar novas tecnologias e a contar histórias visuais que mostram a identidade potiguar.
O Rio Grande do Norte está na lista de 13 estados contemplados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) com ações do Projeto Aquicultura Brasil, uma parceria com o Ministério da Aquicultura e Pesca. O objetivo é promover assistência técnica e gerencial a trabalhadores inseridos nas cadeias produtivas de pescado, ostras e camarão. No RN, o projeto deverá ser iniciado em 2025, atendendo produtores de camarão e algas marinhas. Para as algas, especificamente, o estado ainda aguarda liberação do IBAMA para dar início ao cultivo.
Guilherme Saldanha, que é secretário da Agricultura, da Pecuária e da Pesca do RN, destaca a importância do projeto para o estado. “O Rio Grande do Norte está com um projeto importante de interiorização da carcinicultura, que vai envolver uma série de ações, parcerias com prefeituras e crédito rural para pequenos produtores. E nesse processo que vai incentivar muito a produção do camarão, principalmente com os pequenos, aproveitando as águas que nós temos no interior do estado, as grandes barragens, os grandes rios, tem um fator importante que é a assistência técnica. E esse projeto do Ministério da Aquicultura e Pesca vai nos ajudar muito para proporcionar assistência técnica a esses produtores”, disse.
Quanto ao cultivo de algas na costa potiguar, o secretário foi questionado sobre o processo junto ao IBAMA, órgão ambiental responsável pela liberação da atividade no litoral brasileiro. “Estamos na expectativa de que isso ocorra até o final do ano”, respondeu Saldanha.
Além do RN, os outros estados contemplados com o projeto do SENAR são: Alagoas, Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rondônia, Sergipe e Tocantins.
Segundo maior produtor de camarão do Brasil
A produção de camarão em cativeiro no Brasil bateu recorde em 2023: 127,5 mil toneladas. O volume representa um crescimento de 13% em relação ao ano anterior. O Rio Grande do Norte é o segundo maior produtor, com 19,4%, perdendo apenas para o Ceará, que concentra 57% da produção nacional.
O valor de produção também aumentou significativamente, totalizando R$ 2,63 bilhões, um salto de 18,3%, conforme dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgada pelo IBGE.
O município de Pendências, no Oeste potiguar, destacou-se como o maior produtor do RN, com mais de 6 mil toneladas de camarão em 2023.
Negócio gigante O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis no Rio Grande do Norte está desengavetando um processo antigo, de mais de três anos, que requer licenciamento para que o estado possa explorar o cultivo de macroalgas no litoral potiguar. Se tudo correr como o planejado, o Brasil deve se tornar autossuficiente na produção de potássio, matéria-prima para a fabricação de fertilizantes utilizados na agricultura. A projeção é do superintendente do IBAMA no estado, professor Rivaldo Fernandes.
“Sobre o projeto das macroalgas, o Rio Grande do Norte pode ser beneficiado no desenvolvimento de um segmento econômico importante e que vai contribuir para criar um ambiente capaz de tornar o Brasil autossuficiente em potássio, matéria-prima para a fabricação de fertilizantes”, declarou o superintendente. “A alga tem a ver com a produção de potássio que o Brasil importa do Canadá, Bielorrússia e Rússia, que fabricam fertilizantes que o agronegócio depende para o seu desenvolvimento”, acrescentou.
O professor revelou que o IBAMA recebeu um estudo que trata sobre as macroalgas Kappaphycus alvarezii, espécie que deve ser cultivada na costa potiguar. “O processo de licenciamento começou no órgão. Dentro de alguns dias definiremos os rumos do projeto no RN”, confirmou.
A macroalga a que o superintendente do IBAMA no RN está se referindo é a Kappaphycus alvarezii, uma espécie de alga vermelha, um musgo marinho chifre-de-alce. Varia em tamanho, peso e idade, e possui um tom marrom-esverdeado escuro e às vezes pode ser roxo profundo, com formato cilíndrico.
A Kappaphycus alvarezii é uma macroalga exótica, originária das Filipinas, que é usada comercialmente por ter grande importância para diversos setores da economia. Na agricultura, pode ser usada como bioinsumo, dando mais qualidade ao solo e resistência vegetal a doenças.
Na pecuária, serve como alimentação animal, melhorando o desempenho e a saúde dos bichos.
Na indústria, a alga é fonte rica em compostos com propriedades espessantes, gelificantes e emulsificantes. E pode ser utilizada em diversos produtos, inclusive farmacêuticos e cosméticos.
Por fim, é altamente sustentável, pois contribui para a fixação de carbono, auxiliando na mitigação das mudanças climáticas e também na reconstrução de ambientes marinhos.
“Hoje, mundialmente cultivada, a alga Kappaphycus alvarezii tem vários benefícios ambientais, porque tem uma capacidade de crescimento gigante. E com essa capacidade de crescimento, ela consegue captar o CO2 (dióxido de carbono) que está na água, nas águas oceânicas, e transformar em uma alga que tem um altíssimo teor de potássio. A ideia é essa, é aproveitar esse crescimento e iniciar essa exploração aqui no estado do Rio Grande do Norte. Assim, atrairíamos empresas que atuam nesse segmento de adubos biológicos, empresas que aproveitassem essas algas para produzir adubo à base de potássio, para ser utilizado na agricultura”, acrescentou o secretário da Agricultura, da Pecuária e da Pesca, Guilherme Saldanha.
A energia eólica permanece em alta no cenário industrial potiguar. Na semana passada, mesmo o estado ainda vivendo um intenso clima político em razão das eleições municipais, o superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis no Rio Grande do Norte (IBAMA), professor Rivaldo Fernandes, propôs abrir novas discussões acerca das potencialidades econômicas que os ventos trazem ao estado.
A proposta aconteceu durante reunião ocorrida com a presença do presidente da Federação das Indústrias do RN, Roberto Serquiz, e o presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Darlan Santos. A proposta inclui a realização de um seminário sobre a transição energética no RN. O objetivo, segundo o superintendente do IBAMA no RN, é refletir sobre como as energias eólicas têm impactado os municípios.
“Nós convidamos o presidente nacional do IBAMA, Rodrigo Agostinho, para ele fazer um balanço da regulamentação do setor e uma exposição sobre o processo de licitação. Também queremos debater os impactos ambientais junto aos municípios e suas comunidades”, destacou Rivaldo Fernandes.
“A lei de número 576 de 2021, que é de autoria do ex-senador Jean-Paul Prates, disciplina a ortoga para aproveitamento do potencial energético offshore, fato que será debatido no seminário”, acrescentou o superintendente.
Maior produtor do Brasil O Rio Grande do Norte é o maior produtor de energia eólica do Brasil. O estado tem uma capacidade produtiva superior a 10 gigawatts (GW) e mais de R$ 21 bilhões de investimentos desde a instalação do primeiro parque. Indicadores de Inteligência Estratégica em Energias e Recursos Naturais, disponibilizados pelo Cerne, apontam que até o ano de 2014 o Rio Grande do Norte contava com apenas 1,16GW de potência, distribuídos em 40 empreendimentos. Agora, em 2024, já são mais de 10,1GW produzidos por 304 parques eólicos em operação. A energia é suficiente para abastecer aproximadamente 5 milhões de residências, ou quase 20 milhões de pessoas.
Os impactos Os impactos encontrados com a exploração da energia que vem dos ventos vão além do incômodo perturbador do barulho, desmatamentos, danos a cisternas de armazenamento de água potável e violações a direitos. Para especialistas, os processos de licenciamentos ambientais simplificados, com poucas exigências, estão na origem do problema. Pesquisadores alertam também que nem mesmo a promessa de desenvolvimento local tem se concretizado.
“Será o momento para que os movimentos sociais, prefeituras e empresários, possam discutir questões relativas à distância das palhetas de geração de energias e a moradia de comunidades no entorno das usinas, assim como também os impactos no desmatamento da caatinga”, ressaltou o superintendente do IBAMA no RN.
Nordeste pode receber R$ 111 bilhões e RN deve liderar produção de hidrogênio
O Nordeste do Brasil está se consolidando como protagonista em uma revolução energética global, com destaque para a produção de hidrogênio verde (H2V), combustível considerado essencial para um futuro sustentável.
O Rio Grande do Norte, em particular, desponta como líder desse movimento. Em matéria publicada pelo Portal Sustentabilidade, investimentos de até R$ 111 bilhões devem ser aportados no Nordeste para o desenvolvimento de projetos voltados à produção de H2V.
Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do RN (SEDEC), a iniciativa tem potencial para gerar mais de 30 mil novos empregos na região.
Hoje, como maior produtor de energia eólica do Brasil, o RN possui condições ideais para liderar a produção de hidrogênio verde. A abundância de energia eólica e a disponibilidade de água são recursos fundamentais para o processo de produção do combustível.
Entre os principais projetos em andamento no estado destaca-se o Complexo Industrial Alto dos Ventos, localizado em Macau. Liderado por empresas internacionais, como a alemã Nordex e a espanhola Acciona, o complexo representa um investimento de US$ 2,5 bilhões (cerca de R$ 12,9 bilhões) e ocupará uma área de 10 hectares, com capacidade de produção de 1 GW de hidrogênio verde. Este empreendimento coloca o Rio Grande do Norte entre os maiores produtores de H2V do mundo.
Você já ouviu falar em esteatose hepática? Quem tem gordura no fígado sabe muito bem o que significa. Pois bem, para explicar o que é, quais os principais sintomas, riscos, complicações e as opções de tratamento, o Diário do RN ouviu o hepatologista e gastroenterologista Arthur Nobre, médico formado pela UFRN e que possui doutorado em Ciências em Gastroenterologia pela USP.
Diário do RN – O que é a esteatose hepática? Arthur Nobre – A Esteatose Hepática é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura nas células do fígado. Esse acúmulo pode ser classificado em duas categorias principais: a esteatose hepática alcoólica, causada pelo consumo abusivo e crônico de álcool, e a esteatose hepática metabólica (também conhecida como Doença Hepática Esteatótica Metabólica), que ocorre principalmente em pessoas com fatores da síndrome metabólica. Essas categorias podem se sobrepor, associando maior velocidade de evolução da doença e potenciais complicações.
Diário do RN – Quais são os principais fatores de risco para desenvolver esteatose hepática? Arthur Nobre – Os fatores de risco para a esteatose hepática incluem:
Obesidade: O excesso de peso é um dos principais determinantes do acúmulo de gordura no fígado. A gordura visceral, que se acumula na região abdominal, é especialmente prejudicial.
Diabetes tipo 2: A resistência à insulina, comum em pessoas com diabetes tipo 2, contribui para o acúmulo de gordura hepática.
Dislipidemia: Níveis elevados de lipídios no sangue, como colesterol elevado e triglicerídeos, estão frequentemente associados à esteatose hepática.
Sedentarismo: A falta de atividade física está ligada ao aumento do peso corporal e à resistência à insulina, agravando o risco de esteatose.
Dieta inadequada: Uma alimentação rica em açúcares simples, gorduras saturadas e calorias em excesso é um fator importante para o desenvolvimento da doença.
Fatores genéticos: Algumas pessoas podem ter uma predisposição genética a desenvolver esteatose hepática, o que pode ser exacerbado por hábitos de vida pouco saudáveis.
Uso de medicamentos: Certos medicamentos, como corticosteroides, antirretrovirais e tamoxifeno, também podem contribuir para o desenvolvimento de esteatose hepática, afetando o metabolismo lipídico e aumentando o acúmulo de gordura no fígado.
Diário do RN – Quais as complicações da esteatose hepática? Arthur Nobre – A esteatose hepática pode levar a várias complicações sérias se não for tratada adequadamente. Uma das principais complicações é a progressão para a esteato-hepatite crônica, que é caracterizada pela inflamação progressiva do fígado. Essa condição pode resultar em fibrose hepática, onde o tecido do fígado se torna cicatrizado e menos funcional. Com o tempo, a fibrose pode evoluir para cirrose, uma condição grave que pode levar à insuficiência hepática e aumentar o risco de câncer de fígado, entre outras complicações. Além disso, a esteatose hepática está frequentemente associada a outras condições metabólicas, como diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Portanto, o manejo adequado da esteatose hepática é crucial não apenas para a saúde do fígado, mas também para a prevenção de complicações sistêmicas que podem comprometer a qualidade de vida e a longevidade do paciente.
Diário do RN – Quais são os sintomas da esteatose hepática? Arthur Nobre – A esteatose hepática é frequentemente assintomática, o que significa que muitas pessoas não apresentam sinais ou sintomas evidentes. No entanto, alguns pacientes podem relatar fadiga e desconforto abdominal com predomínio em flanco direito. Para os casos em que a esteatose evolui para cirrose hepática, os pacientes podem apresentar icterícia (coloração amarelada da pele e olhos), dor abdominal intensa, inchaço abdominal (ascite), sangramento digestivo e outros sinais de insuficiência hepática.
Diário do RN – Como é feito o diagnóstico da esteatose hepática? Arthur Nobre – O diagnóstico da esteatose hepática pode envolver várias etapas:
História clínica: O médico primeiro realiza uma avaliação dos sintomas, histórico e fatores de risco do paciente.
Exames laboratoriais: Exames de sangue são cruciais para verificar a função hepática e para detectar a presença de enzimas hepáticas elevadas, que podem indicar inflamaçãom. Também são avaliados os níveis de lipídios e glicose no sangue para identificar condições associadas, como diabetes e dislipidemia.
Exames de imagem: A ultrassonografia abdominal é o exame mais utilizado para detectar gordura no fígado. Outros métodos, como ressonância magnética e tomografia computadorizada, também podem ser usados para uma avaliação mais detalhada. A elastografia hepática, independente do meio onde é feita, é o método diagnóstico não invasivo de maior acurácia para estimar esteatose e fibrose hepáticas.
Diário do RN – Quais são as opções de tratamento para a esteatose hepática? Arthur Nobre – O tratamento da esteatose hepática é fundamentalmente centrado em mudanças no estilo de vida, e é importante destacar que não existe um remédio “milagroso” que resolva a condição. A complexidade da doença exige uma abordagem multifacetada e uma série de intervenções integradas, que podem incluir:
Mudanças na dieta: A adoção de uma dieta equilibrada, que inclua frutas, vegetais, grãos integrais e proteínas magras, é essencial. A redução do consumo de açúcares e gorduras saturadas pode ajudar a diminuir o acúmulo de gordura no fígado.
Exercícios físicos: O aumento da atividade física, com a prática regular de exercícios aeróbicos e de resistência, contribui para a perda de peso e melhora a sensibilidade à insulina.
Perda de peso: Em casos de sobrepeso ou obesidade, a perda de peso gradual (cerca de 5 a 10% do peso corporal) pode ser muito benéfica na reversão da esteatose hepática. O foco deve ser em mudanças sustentáveis e a longo prazo.
Tratamento de condições associadas: É importante tratar condições como diabetes e dislipidemia, utilizando medicamentos quando necessário. O controle dessas condições pode ajudar a reduzir a carga sobre o fígado.
Medicamentos: deve-se avaliar caso a caso quanto à necessidade de introdução de medicamentos com potencial benefício em controlar o processo inflamatório hepático (Ex.: vitamina E, pioglitazona e análogos do GLP-1) ou que atuem diretamente na perda de peso (orlistate e análogos do GLP-1). Recentemente foi lançado nos EUA um medicamento que reduz o grau de fibrose hepática (resmetirom), o único liberado até o momento com esse benefício confirmado; no entanto, este ainda não está disponível no Brasil, além do preço elevado o tornar praticam.
Acompanhamento médico: Consultas regulares com um hepatologista são importantes para monitorar a progressão da doença e prevenir complicações. A avaliação contínua permite ajustes nas intervenções e garante que o paciente receba o suporte necessário. Essas abordagens podem ajudar a controlar a doença e melhorar a saúde do fígado a longo prazo, reduzindo o risco de complicações.
Em 1645, os massacres de Cunhaú e Uruaçu marcaram a brutalidade da ocupação holandesa no Rio Grande do Norte. Nos dias 16 de julho e 3 de outubro, trinta católicos, incluindo o padre André de Soveral, foram assassinados durante celebrações religiosas. Reconhecidos como mártires pela Igreja Católica, esses homens e mulheres receberam o título de Santos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, após um longo e detalhado processo. A canonização, realizada pelo Papa Francisco em 15 de outubro de 2017, trouxe reconhecimento internacional ao sacrifício desses fiéis, simbolizando a luta pela fé e pela liberdade religiosa.
Antes disso, em 2006, a Governadora Wilma de Faria sancionou a Lei nº8913/2006 que criava o feriado estadual para culto público e oficial dos Protomártires de Uruaçu e Cunhaú. Em 3 de outubro, o estado do Rio Grande do Norte celebra um feriado em homenagem às suas memórias.
Esses eventos não apenas lembram a dor do passado, mas também reforçam a identidade cultural e religiosa da população potiguar, inspirando celebrações que perpetuam a memória dos mártires e a importância da tolerância e da paz.
Programação
Monumento dos Mártires, em Uruaçu, recebe milhares de fiéis durante programaçã que se estende por todo dia – Foto: Reprodução
Desde a instituição do feriado estadual, a Igreja Católica celebra com uma programação especial a memória dos Santos Mártires André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira e demais fiéis vítimas do massacre.
No Santuário dos Santos Mártires, no bairro Nazaré, zona oeste de Natal, a festa é realizada de 2 a 12 de outubro. Nesta quinta-feira, será realizada uma missa solene às 9h, presidida pelo arcebispo metropolitano Dom João Santos Cardoso.
O novenário acontecerá de 3 a 11 de outubro, sempre às 19h, com a presença de padres convidados, além das pastorais, movimentos e serviços da paróquia. No dia 12, às 16h, a missa de encerramento será presidida pelo Mons. Valquimar Nogueira, vigário geral da Arquidiocese. Após a celebração, uma procissão percorrerá as ruas do bairro Nazaré.
Este ano, a festa também marca a comemoração dos 15 anos da construção do Santuário dos Santos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, localizado na Avenida Miguel Castro.
Já na comunidade de Uruaçu, no município de São Gonçalo do Amarante, a festa teve início dia 22 de setembro e termina nesta quinta-feira (03), com diversas atividades, incluindo caminhadas no início da manhã, missas ao longo de todo o dia e um grande encerramento com show do Padre Fábio de Melo.
Confira a programação de encerramento, em Uruaçu:
4h: Caminhada, saindo de Macaíba, com destino ao Monumento dos Mártires, em Uruaçu;
5h: Missa, presidida pelo Pe. Alexsandro de Lima Freitas, da Comunidade Canção Nova;
5h30: Caminhada, partindo da Igreja Matriz de São Gonçalo para Uruaçu;
7h: Missa, presidida pelo Pe. André Martins;
9h: Missa, presidida pelo Pe. Matheus Marques;
10h: Missa, presidida pelo Pe. João Gabriel Ribeiro;
12h: Missa, presidida pelo arcebispo emérito de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha;
15: Terço da Misericórdia, conduzido pelo Pe. Murilo Paiva e pelo Pe. Alexsandro Freitas;
16h: Missa solene, presidida pelo arcebispo metropolitano de Natal, Dom João Santos Cardoso;
À medida que as eleições municipais se aproximam, a população de Natal expressa suas expectativas e anseios para a próxima gestão. Em conversas com moradores, destaca-se a preocupação com temas como segurança, infraestrutura e saúde.
Para alguns cidadãos a eleição é sinônimo de esperança e as expectativas são de que o gestor escolhido consiga melhorar e cuidar da capital potiguar. “Espero que a nova gestão consiga priorizar áreas essenciais, como a saúde, educação e segurança. O funcionamento adequado desses serviços básicos é fundamental para garantir uma qualidade de vida digna para os cidadãos, Natal precisa de mais investimentos em infraestrutura de saúde, com unidades que atendam à demanda da população, educação de qualidade que prepare as futuras gerações”, afirma o designer Jonathan Costa.
“Eu espero uma próxima gestão que veja o potencial que Natal tem, porque a cidade tem muito potencial para diversas áreas. Em relação a saúde e educação, eu quero uma gestão que não necessariamente transforme tudo do dia para a noite, mas uma gestão que cuide dos pontos essenciais como saúde, educação, dando manutenção, mantendo a qualidade daqueles que já existem, tanto de escola como hospitais, e a longo e médio prazo, construir mais”, declara o estudante de direito, Marcus Vinícius.
Por outro lado, existem cidadãos totalmente desacreditados de uma possível mudança e critica o distanciamento dos políticos da população em seu cotidiano: “Eu estou falando aqui em nome da população do meu bairro na Zona Norte, os bairros estão todos desprezados, e precisando de um olhar público com mais atenção em todas as áreas, as ruas são muito sujas, falta água todo dia, nós não temos iluminação suficiente e muitas outras coisas. Sobre os políticos, os prefeitos e vereadores fazem descaso com a população, e agora ficam passando nos bairros quase todo dia pedindo voto”, declara Francisca Gonçalves, aposentada e moradora da Zona Norte de Natal.
Infraestrutura e mobilidade urbana A infraestrutura da cidade também é um tema recorrente nas conversas com a população. Ruas esburacadas, falta de iluminação pública e problemas com drenagem são alguns dos pontos que geram insatisfação. “É preciso um plano de revitalização que contemple todos os bairros, principalmente os mais esquecidos”, sugere Carlos Medeiros, morador da Zona Leste de Natal.
Além disso, a mobilidade urbana é uma preocupação crescente, com muitos pedindo melhorias no transporte público. “Acredito que independente de quem seja eleito, a licitação do transporte público ocorra. Um dos principais problemas que enfrentamos em nossa cidade é a falta de empatia com a população que se utiliza desse meio para sua locomoção”, afirma Robson Trigueiro, estudante da UFRN.
Saúde e acesso aos serviços Na área da saúde, a demanda por um atendimento mais eficiente e humanizado é evidente. Os natalenses desejam que a nova gestão priorize a reforma de unidades de saúde e a ampliação de serviços, especialmente em comunidades mais carentes. “Às vezes, é difícil conseguir uma consulta. A saúde precisa ser uma prioridade”, ressalta Renata, mãe de três filhos.
Educação e inclusão social A educação também aparece como um tema central nas expectativas. Os moradores clamam por investimentos em escolas públicas e programas de inclusão, visando melhorar a qualidade do ensino. “A educação precisa melhorar na qualidade das escolas, ter ambientes com mais infraestrutura, escolas climatizadas principalmente, porque o sol é grande na cidade, e o calor também. Estão debatendo também muito pelas vagas de creche, que hoje são sorteadas, porque não tem vaga suficiente, então tem que acabar com esse negócio de sortear, tem que aumentar as vagas para atender todo mundo”, declara o estudante Gustavo Lennon.
Futuro À medida que a cidade se prepara para escolher seus novos representantes, as expectativas da população de Natal são claras. A nova gestão municipal enfrentará o desafio de atender a demandas urgentes e construir uma cidade mais inclusiva e sustentável. Os próximos meses prometem ser cruciais para definir o futuro da capital potiguar e os moradores aguardam por ações concretas que reflitam suas esperanças e necessidades. E tudo começa a partir do próximo domingo, dia 06, quando a população vai às urnas para escolha de um novo gestor, que estará à frente do poder executivo da capital pelos próximos quatro anos, além dos 29 representantes na Câmara Municipal.