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EZEQUIEL DEVE DISPUTAR REELEIÇÃO AO LADO DO PL DE ROGÉRIO MARINHO

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O rearranjo das forças políticas no Rio Grande do Norte, provocado pelo rompimento do vice-governador Walter Alves (MDB) com o governo estadual, colocou o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), diante de uma encruzilhada estratégica. Sem se manifestar publicamente, ele passou a buscar novo caminho nas articulações que redesenham a disputa de 2026.

O chefe do Legislativo ainda não se pronunciou publicamente, mas, nos bastidores, seu afastamento do parceiro político sinaliza desconforto com as últimas ações de Waltinho. Os dois tinham um caminho pavimentado: migração de Ezequiel para o MDB, partido que presidiria no RN, levaria consigo os deputados do PSDB e montaria uma superchapa à estadual e uma chapa competitiva à federal. Com Walter na cadeira do Executivo estadual, o projeto seria viabilizado muito mais facilmente. Fazer o novo presidente da Assembleia também estava nos planos.

Nesse novo cenário, informações de bastidores indicam que Ezequiel Ferreira abriu diálogo com o campo oposicionista. O presidente da Assembleia vem mantendo conversas com o senador Rogério Marinho (PL), principal liderança da direita potiguar. Em meio às articulações, Ezequiel teria defendido a candidatura do senador Styvenson Valentim (PSDB) ao Governo do Estado, mesmo com a vantagem expressiva que o parlamentar apresenta nas pesquisas para o Senado.

O argumento, segundo interlocutores, é estratégico: Styvenson seria o único nome da direita com viabilidade eleitoral suficiente para enfrentar Allyson Bezerra em condições reais de disputa. A leitura é de que, diante da fragmentação do campo oposicionista, apenas uma candidatura com forte apelo popular e recall eleitoral poderia equilibrar o jogo em 2026.

Paralelamente, no campo governista, a governadora Fátima Bezerra (PT) passou a priorizar a engenharia política em torno da eleição indireta e do mandato tampão que deve se abrir com a desistência de Walter Alves de ocupar o cargo. A movimentação visa preservar influência institucional e manter o controle da sucessão no curto prazo.

Ainda segundo informações de bastidores, Fátima teria buscado diálogo com Ezequiel Ferreira para que ele, segundo na linha de sucessão, assumisse o Governo do Estado e permanecesse na base aliada. A estratégia, no entanto, não teria prosperado. Pessoas próximas ao presidente da Assembleia afirmam que Ezequiel estaria fechado com o grupo político liderado por Rogério Marinho, sinalizando um afastamento definitivo do núcleo governista.

Sem declarações públicas até o momento, Ezequiel Ferreira mantém a postura cautelosa que o caracteriza, mas seus movimentos indicam que o futuro político do presidente da Assembleia passa, cada vez mais, pela consolidação de uma nova aliança no campo oposicionista.


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