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dezembro 4, 2025


CARNATAL 2025 APOSTA EM TECNOLOGIA, SEGURANÇA E AÇÕES DE IMPACTO SOCIAL

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O Carnatal 2025, considerado a maior micareta do Brasil, chega à 34ª edição entre os dias 5 e 7 de dezembro com a promessa de entregar uma das experiências mais completas e inovadoras de sua história. Realizado no Largo e na Arena das Dunas, o evento é produzido pela Clap Entretenimento, Vybbe e RB Entretenimento, reúne 16 atrações em 36 horas de festa e espera receber mais de 125 mil pessoas durante os três dias.

De acordo com a organização do evento, a edição marca uma virada tecnológica e estrutural, incorporando recursos inéditos de segurança e aprimorando a experiência do público. O acesso ao Camarote Skol passa a ser feito exclusivamente por reconhecimento facial; o monitoramento será ampliado com uso de inteligência artificial; e a revista reversa será implantada para coibir furtos, especialmente de celulares. Além disso, o evento reforça o compromisso socioambiental por meio de políticas de sustentabilidade e inclusão social, já consolidadas na gestão atual.

INOVAÇÕES

Felinto Filho: “Previsibilidade não combina com entretenimento” – Foto: Reprodução

Ao comentar as mudanças implantadas nos últimos anos, o diretor da Clap Entretenimento/Carnatal, Felinto Filho destaca a aposta contínua em inovação para garantir segurança e o encantamento do público.

“A gente todo ano entende que entretenimento precisa ter um olhar, um casamento com o surpreendente. Previsibilidade não combina com entretenimento. Então, ano a ano vamos inserindo novos contextos e estabelecendo novos pontos de encantamento. Esse ano, por exemplo, o camarote [Skol] vai ser todo com reconhecimento facial. Isso dará mais segurança aos foliões, porque as pessoas não vão ter interesse de roubar ou trapacear, porque senão não acessam. Ao mesmo tempo, dá segurança para nós, produtores, que sabemos quem entrou, quando e como, mas sempre com respeito à Lei Geral de Proteção de Dados”, enfatiza.

O diretor também menciona que a tecnologia poderá auxiliar no reconhecimento de pessoas com pendências judiciais.

“No reconhecimento visual, no caso de uma pessoa que tem mandado em aberto, por exemplo, vai ser identificada, vai ser interceptada. Isso dá mais segurança. De cara, você sabe quem entra e oferece automaticamente mais segurança para quem está lá”, ressalta.

Uma das maiores preocupações do público durante a folia é a ocorrência de furtos durante grandes eventos. Para enfrentar o problema, o Carnatal 2025 vai adotar a revista reversa, mecanismo já utilizado em festivais de grande porte no país.

“O folião, ao sair do evento, de forma aleatória, será sorteado e, apresentando o celular, terá que digitar a senha para provar a propriedade. Porque nós sabemos que, muitas vezes, as pessoas ficam num evento tentando aproveitar o fato de outras exagerarem na bebida para furtarem celulares”, explica Felinto Filho.

O diretor também destaca o reforço no monitoramento interno e externo da Cidade Carnatal, combinando recursos humanos e tecnológicos.

“A monitoração de toda a Cidade Carnatal, ano a ano, vem sendo incrementada. Na área externa há um envolvimento da segurança pública como um todo. Na parte interna estamos aumentando o número de câmeras e aplicando inteligência artificial para ter ainda mais estrutura, controle, eficiência e segurança para o folião”, afirma.

SUSTENTABILIDADE E IMPACTO SOCIAL
Outro eixo fundamental do Carnatal 2025 é o fortalecimento das políticas de ESG. Desde o ano passado, a micareta conta com uma estrutura específica para ampliar ações de sustentabilidade, inclusão e responsabilidade social.

“No ano passado, nós criamos um braço de ESG. Assumimos compromissos de energia renovável, compensatória, reaproveitamento das lonas, distribuição de alimentos e inclusão social com o Largo dos Reis, que esse ano vai triplicar de tamanho. Serão três vezes a quantidade de gente que, mediante a doação de dois quilos de alimento, terão acesso à mesma festa que qualquer pessoa em outro ambiente do Carnatal. É um processo irreversível e crescente, com senso de responsabilidade e prestação de serviço para a sociedade”, acrescenta.

EXPERIÊNCIAS INÉDITAS
A edição também aposta em novas ativações e produtos exclusivos dentro da Cidade Carnatal.

“Um outro ponto de encantamento que precisa ser registrado é a qualidade e intensidade das ativações desse ano. A Cidade Carnatal estará ainda mais bonita e intensa. O folião vai curtir vários produtos e experiências inéditas. Por exemplo, a marca nacional Bob’s vai lançar um sanduíche chamado Carnatal. Então, vamos ter muita coisa nova para consagrar o modelo do festival, com nível de encantamento dinâmico e interessante”, conclui o diretor.


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APÓS QUASE UM ANO DE PORTAS FECHADAS MERCADO DA REDINHA SERÁ REABERTO

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Após quase um ano fechado, o Mercado da Redinha, parte do Complexo Turístico da Redinha, será reaberto ao público durante o período da alta estação, entre 22 de dezembro e 22 de fevereiro. O anúncio foi feito na manhã desta quarta-feira, (03), durante coletiva no Salão Nobre do Palácio Felipe Camarão, sede da Prefeitura. A ação é coordenada pela Secretaria Municipal de Concessões, Parcerias, Empreendedorismo e Inovações (Sepae), com apoio da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), da Secretaria Municipal de Turismo (Setur), e da Secretaria Municipal do Trabalho e Assistência Social (Semtas).

A reabertura do Complexo foi anunciada durante coletiva de imprensa que reuniu secretários municipais e representantes da Fecomércio/RN – Foto: Reprodução

Conforme informado pela gestão municipal, o mercado voltará a funcionar sob administração direta da Prefeitura, com apoio do sistema Fecomércio/RN, por meio do Sesc (Serviço Social do Comércio), e do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial). As instituições atuarão tanto na qualificação dos permissionários quanto na oferta de serviços e atividades culturais para o público. Entre as ações já previstas, o Sesc disponibilizará unidades móveis de saúde, biblioteca e oceanário, além de promover apresentações culturais gratuitas ao longo do funcionamento. O Senac será responsável por capacitações em gestão de negócios, segurança alimentar e elaboração de cardápios, reforçando a operação dos comerciantes.

O secretário municipal de Concessões, Parcerias, Empreendedorismo e Inovação, Arthur Dutra, destacou que a reabertura era um compromisso da gestão. “Essa é a boa notícia que a gente queria trazer para a cidade há muito tempo. O prefeito Paulinho Freire vinha já se movimentando e mostrando preocupação com a chegada da alta estação e a gente ter uma possibilidade de abertura do mercado de maneira estruturada, e foi isso que ele buscou, procurou a Fecomércio através do Sesc, o Senac, o presidente Marcelo Queiroz, e chegou a um entendimento que a Prefeitura vai abrir o mercado com a gestão municipal, mas com o apoio do Sesc e do Senac para poder fazer atividades para a população”, explicou.

Arthur Dutra ressaltou ainda as ações de apoio aos permissionários ao longo do período em que o mercado permaneceu fechado e afirmou que a reabertura representa um novo momento. “É claro, a gente sabe que essa não é a situação ideal, a gente reconhece isso, mas houve um esforço por parte da Secretaria de Assistência Social, a Semtas, que construiu uma comissão de assistentes sociais para acompanhá-los nesse período todo. Há um pagamento do auxílio, que será mantido até a conclusão do processo de concessão. A gente reconhece que o contexto não é o ideal, mas, dentro do que é possível, da parte da Prefeitura, tem sido feito esse esforço para manter a relação de confiança entre a gestão municipal e os permissionários”, afirmou.

O secretário acrescentou que o retorno das atividades será acompanhado de ações de qualificação e articulação institucional. “A gente acredita que o projeto apresentado, com Sesc, Senac e Fecomércio, vai contemplar e reparar esse tempo perdido num período de grande movimento, que é a alta estação”, finalizou.

O diretor executivo da Fecomércio, Laumir Barreto, reforçou a importância da parceria.

“Firmamos essa cooperação para valorizar e qualificar os permissionários, oferecendo capacitações técnicas e de gestão no Hotel Barreira Roxa, totalmente sem custos. Além disso, o Mercado da Redinha contará com atividades culturais no Palco Sesc e três unidades móveis, a BiblioSesc, para estimular a leitura, o Oceanário, com foco em educação ambiental e cuidado com as águas, e uma unidade de saúde com mais de 20 especialidades. Tudo isso vai proporcionar entretenimento e serviços à população e aos turistas”, observou.

O secretário municipal de Turismo, Sanclair Solon, reforçou que a Setur já se articula com o trade turístico para que o mercado volte a integrar os roteiros de verão. “Estamos articulando com o trade para incluir o Mercado nos roteiros turísticos do período. A reabertura fortalece o destino Natal, amplia a oferta de atrativos e valoriza ainda mais a região da Redinha, que é um patrimônio afetivo da cidade”, pontuou.

IMPASSES ENVOLVENDO O COMPLEXO
Inaugurado em 26 de dezembro de 2024, pelo prefeito Álvaro Dias, o Complexo Turístico da Redinha foi apresentado como uma das principais apostas para revitalização da orla da zona Norte e fortalecimento do fluxo turístico na região. Com investimento aproximado de 25 milhões de reais, o espaço foi projetado para integrar gastronomia, artesanato, cultura e lazer, atendendo mais de 30 permissionários. Após a temporada de verão de 2025, porém, o equipamento foi fechado em meio a vários impasses administrativos.

Em março deste ano, a Prefeitura lançou edital de Ch


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MPRN RECOMENDA QUE VEREADOR EVITE PROMOÇÃO PESSOAL EM EVENTOS PÚBLICOS

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A 6ª Promotoria de Justiça de Parnamirim expediu a Recomendação nº 04/2025 direcionada ao vereador Éder Queiroz e ao secretário municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico, Gilney Michell Delmiro de Góis, após identificar indícios de promoção pessoal durante a Festa do Padroeiro São Sebastião, realizada no distrito de Pirangi.

Segundo o Ministério Público, imagens registradas no evento mostram o nome do vereador em estruturas bancadas com recursos públicos, prática proibida pelo artigo 37, §1º, da Constituição Federal, que veda o uso de obras, serviços e eventos oficiais para promoção de agentes políticos.

A recomendação, assinada pelo promotor Sérgio Gouveia de Macedo, reforça que a publicidade institucional deve ter caráter exclusivamente informativo, educativo ou de orientação social, sem qualquer personalização ou vinculação a agentes públicos. O MP esclarece ainda que, mesmo quando a ação decorre de emenda parlamentar, é proibida qualquer divulgação que atribua crédito ao autor da emenda.

MP já havia instaurado procedimento para investigar o caso
A recomendação emitida pela Promotoria se soma a uma investigação já em curso. No dia 13 de novembro de 2025, o Ministério Público instaurou o Procedimento Preparatório nº 03.23.2149.0000167/2025-04, com objetivo de: apurar possível improbidade administrativa pela publicação retroativa do Contrato nº 005/2025/SETUDE do show Acácio Ferinha da Bahia, publicado apenas após a realização da festa, contrariando os princípios de publicidade e transparência investigar a possível promoção pessoal do vereador Éder Queiroz no evento, com uso indevido da estrutura pública.

O procedimento está em andamento na unidade SEC ADM Extrajudicial – 1ª, 6ª e 10ª Promotorias de Justiça de Parnamirim, com última movimentação registrada em 27 de novembro de 2025, quando houve comunicação de atos processuais ao CAOP.

O Ministério Público já enviou ofícios ao vereador e ao secretário com despachos do promotor da publicação oficial sobre a recomendação.

Riscos e orientações apontadas pelo MP
A Promotoria alerta que a prática pode configurar, em tese, ato de improbidade administrativa, nos termos do artigo 11, XII, da Lei nº 8.429/1992, especialmente quando há indícios de uso político da máquina pública. Com isso, o MP RECOMENDA que o vereador e o secretário: se abstenham de qualquer publicidade contendo promoção pessoal em materiais custeados pelo poder público; garantam que a divulgação de atos oficiais tenha caráter estritamente institucional; orientem servidores e equipes sobre as regras de impessoalidade; evitem símbolos, frases ou práticas que possam configurar propaganda subliminar de pré-candidatos.

O Ministério Público ressalta que o descumprimento poderá resultar na adoção de medidas judiciais, incluindo possível ação de improbidade administrativa.


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AZEVEDO CRITICA ALLYSON E AFIRMA QUE PRÉ-CANDIDATO É ALA DA ESQUERDA DO RN

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O deputado estadual Coronel Azevedo (PL) reagiu, nesta quarta-feira, às declarações do prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (SD), que, em entrevista, criticou o que chamou de “soluções mágicas” apresentadas por outro pré-candidato ao Executivo, referência indireta a Rogério Marinho (PL), principal nome da direita na disputa de 2026, criticando ideias apresentadas pelo senador.

Azevedo tratou a entrevista de Allyson como contradição dentro do campo governista. Para o deputado, o prefeito representa um segmento da esquerda ao ser apoiado pela senadora Zenaide Maia (PSD), vice-líder do governo Lula no Senado, o que o coloca em outra posição ideológica, distante da direita representada por Rogério.

“Eu penso que a esquerda está dividida. Tem duas pré-candidatas ao Senado. A governadora Fátima Bezerra apresentou o seu pré-candidato a governador, que é Cadu. E a senadora Zenaide Maia, também da esquerda, vice-líder do governo no Senado, apresentou o seu pré-candidato ao governo, que é Allyson Bezerra. Então são pautas muito defendidas, são bandeiras defendidas pela esquerda”, afirmou.

Allyson, que se coloca como alternativa de centro no cenário estadual, afirmou que discursos como reduzir repasses ao Judiciário, demitir servidores e vender ou fechar a UERN “não passam de propostas populistas” e não resolvem os problemas do Rio Grande do Norte. Para ele, “atacar o Judiciário é ignorar o papel fundamental da Justiça; culpar servidores é desonesto com quem mantém o serviço público funcionando; e apontar a UERN como problema é desconhecer que a universidade forma mais de 90% dos professores da rede potiguar”. A fala foi ao Central Agora RN.

O posicionamento ampliou o distanciamento político entre as pré-candidaturas de Allyson e de Rogério, e reforça a expectativa de duas candidaturas separadas ao governo em 2026, sem composição entre centro e direita.

Azevedo criticou a gestão estadual e disse que o Estado “não aguenta mais outra gestão de esquerda”. “O Rio Grande do Norte não tem dinheiro para pagar folha de pessoal. Mais uma vez, o governo da esquerda, que está dividido entre Zenaide com Allyson e Fátima com Cadu, atrasou a folha de pagamento. As pensionistas ficaram de novo pelo segundo mês consecutivo sem receber o seu salário”, declarou. Segundo ele, “a esquerda foi um desastre para o Brasil”.

Ao comentar o ambiente econômico, Azevedo atacou entraves ambientais e defendeu mudanças de orientação política. “Queremos que o Rio Grande do Norte passe a ter uma perspectiva de prosperidade, geração de emprego, renda e atração de recursos. […] As licenças do Idema levam anos para sair, e o investidor deixa de vir para o Estado”, disse.

O deputado reforçou que a direita seguirá com projeto próprio nas eleições estaduais. “Nós não queremos a continuidade do governo de esquerda com candidatos, seja de Zenaide Maia, seja de Fátima Bezerra”, concluiu.

Com o novo capítulo de trocas de críticas, a disputa pelo governo em 2026 se desenha com três campos isolados: o governista, com Cadu; o centro, com Allyson; e a direita, com Rogério Marinho, sem perspectivas de aliança entre estes dois últimos.


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CODEVASF : “NESSES MUNICÍPIOS NUNCA HOUVE EXECUÇÃO DE PAVIMENTAÇÃO” ASFÁLTICA”

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O superintendente da 12ª Superintendência Regional da Codevasf no Rio Grande do Norte, Leon Aguiar, afirmou ao Diário do RN que a Companhia nunca teve qualquer contrato ou execução de pavimentação asfáltica nos municípios de Brejinho, Alexandria e Serrinha dos Pintos, justamente os três alvos da Operação Fake Road, da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU), que apura suspeitas de obras inexistentes ou superfaturadas com recursos de emendas parlamentares de 2022 e 2023.

A fala do superintendente confronta diretamente declarações recentes de prefeitos envolvidos no caso, que atribuíram à Codevasf a execução das obras agora investigadas, especialmente o prefeito Jeferson Nunes, de Brejinho.

Leon Aguiar reforça que não apenas as obras não foram executadas pela Companhia, como nenhum contrato do tipo existiu: “Na verdade, nem contrato de pavimentação asfáltica a gente tinha para esses três municípios. Então, causa estranhamento a menção do prefeito ou dos prefeitos citando a Codevasf”, disse.

As declarações de Leon Aguiar contrastam com as falas de gestores municipais registradas pelo Diário do RN em reportagem nesta quarta-feira. De Brejinho, o prefeito Jeferson Gomes (MDB) afirmou que a prefeitura “não tem documento nenhum. A prefeitura não recebeu nada, tirando o asfalto que chegou no dia que chegou. Só chegou o pessoal da Codevasf e disseram onde era a rua para fazer o serviço”, atribuindo tudo à Codevasf. Pelo relatório da PF, de acordo com a imprensa nacional, o asfalto encontrado pela PF tinha espessura comparada “à de uma caneta Bic”.

Segundo o superintendente da Companhia, qualquer execução contratada pela Codevasf segue regra interna obrigatória de comunicação formal com as prefeituras, o que não ocorreu segundo as declarações do prefeito narradas ao Diário do RN.

“Quando a gente executa qualquer contrato em uma municipalidade, existe uma regra interna em que a gente obrigatoriamente tem que consultar o município, inclusive para a identificação de ruas que possam receber execução, alvará, certidões. Essa informação que a gente tem é: não houve pavimentação nesses municípios, até porque nem contrato existia”, detalhou.

Leon Aguiar também destacou que a Codevasf nunca trabalhou por convênios no RN, formato no qual o recurso é repassado ao município, modelo que, segundo ele, poderia explicar eventuais confusões de responsabilidade.

Em nota ao Diário do RN, a Codevasf, através da assessoria de comunicação, reforçou a afirmativa do superintendente.

“A Codevasf não executou obras de pavimentação asfáltica em nenhum dos municípios mencionados pela reportagem – Brejinho, Serrinha dos Pintos e Alexandria – e também não possui no momento contratos, ordens de serviço ou orçamento voltados a futuras ações de pavimentação nessas localidades, ou seja: não há qualquer obra de pavimentação asfáltica da Codevasf a reparar ou a iniciar nesses municípios”.

O texto aponta, ainda, que as aputações da Operação Fake Road não incluem a companhia: “Não há qualquer relação da Codevasf com as apurações conduzidas por PF e CGU no âmbito da operação Fake Road. As obras objeto das apurações estão relacionadas a contratos de outro ente público federal”.

Emendas passam por Brasília e unidade no RN só fiscaliza
Leon Aguiar explicou ainda à reportagem que a estrutura da Codevasf no RN, criada em 2021, não recebe diretamente recursos de emendas parlamentares: “Todas as emendas que chegam para a Codevasf passam por Brasília. Lá é que se formaliza um contrato, que depois é repassado para a gente como unidade de apoio, para fiscalização”, disse.

Ele confirmou que a superintendência potiguar já teve ações de pavimentação, mas “em bloco intertravado, muito mais simples do que o asfalto”, citando São Miguel do Gostoso como exemplo de obra concluída.

Ao comentar o histórico recente da instituição, afirmou que a equipe no RN passou a ampliar projetos só nos últimos anos. “Na gestão anterior, nossa unidade era muito pequena, atuava dentro do prédio do Dnocs. A gente pegava coisas pequenas, como tratores, caminhões. Essa de pavimentação agora é que está vindo, mas ainda vamos iniciar”, explicou.

Além de Jeferson Gomes, em Alexandria, Raimundinho (PSD) declarou que “asfalto em Alexandria não tem, só obras recentes feitas por sua gestão em 2025”, apesar de haver recursos destinados nos anos anteriores.

Em Serrinha dos Pintos, a prefeita Rosânia (União Brasil) não respondeu às perguntas do Diário do RN e enviou fotos de ruas asfaltadas, embora o relatório da PF aponte vias apenas com piçarra. A investigação aponta prejuízo estimado de R$ 22 milhões e cerca de R$ 11 milhões superfaturados.


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