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dezembro 12, 2025


SAMANDA ALVES: “TEMOS A OBRIGAÇÃO DE CONHECER O TEOR DOS EMPRÉSTIMOS”

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A vereadora Samanda Alves (PT) decidiu votar também na 2ª votação, que aconteceu nesta quinta-feira (11), contra o empréstimo de R$ 660 milhões solicitado pela Prefeitura do Natal e reagiu às críticas do colega Kleber Fernandes (Republicanos) afirmando que a “desinformação” não está na oposição, mas na ausência de dados, diálogo e transparência da gestão municipal.

Segundo ela, o Executivo tenta aprovar projetos bilionários com informações incompletas e em regime de urgência. Em entrevista à 98 FM, o vereador Kleber afirmou que a parlamentar estava “desinformada” e que o projeto continha todas as informações necessárias, disponíveis para consulta pública no Sistema de Apoio ao Processo Legislativo (SAPL).

Samanda contestou. Para ela, o problema não está no acesso ao SAPL, mas na ausência de informações detalhadas e de diálogo por parte do Executivo. “O vereador fez referência ao sistema da Câmara, que a gente conhece bem. Nós temos uma equipe dedicada, que estuda a pauta todos os dias. Para ter uma atuação de oposição, não fazemos crítica por fazer: é sempre embasada, com informações e com verdades. E o que precisamos cobrar da Prefeitura é transparência e diálogo”, declarou em conversa com o Diário do RN.

Segundo a parlamentar, o projeto enviado pelo Executivo não apresenta a lista de obras que receberão os recursos, tampouco a justificativa completa para o montante solicitado. “Nosso questionamento é em que será usado esse empréstimo. Não dá para assinar um cheque em branco sem detalhes. Um empréstimo dessa magnitude precisa detalhar onde será aplicada essa quantidade de dinheiro e isso não foi feito”, afirmou.

Samanda relatou que, mesmo integrando a Comissão de Fiscalização e Finanças, não recebeu explicações concretas sobre o destino dos recursos. “Sempre se dizia que o secretário iria explicar, mas isso não aconteceu. Sabemos quais são as dores principais da cidade e as obras estruturantes necessárias. Mas não temos certeza se essas obras estão incluídas na programação da Prefeitura”, disse.

A vereadora ressaltou que consultou todo o material disponível, mas acrescentou que a falta de transparência se manifesta também na forma de tramitação das propostas enviadas pelo Executivo e reitera que a autorização do empréstimo não traz todas as informações necessárias.

“Falta transparência quando a gestão envia pedidos em regime de urgência, sempre do mesmo jeito. Falta transparência quando um secretário não procura a Câmara para explicar. Temos a obrigação de conhecer o teor dos empréstimos: para que serão usados, qual a forma de pagamento, qual o nível de endividamento da gestão, quem vai pagar essa conta”, complementa.

Samanda estranhou ainda o fato de parlamentares governistas justificarem seus votos favoráveis citando obras específicas para seus bairros. Informações que, segundo ela, não foram disponibilizadas de forma pública.

“Quando vemos vereadores justificando voto favorável citando obras nos seus bairros, queríamos ter acesso à mesma lista de obras. Por que não tivemos? Porque apontaríamos que não são obras prioritárias? Não sei. O fato é que não há transparência, nem diálogo com a Câmara Municipal”, questionou.

A vereadora já havia votado contra o projeto nas comissões e na primeira votação em plenário. O Executivo argumenta que os recursos serão aplicados em obras de infraestrutura urbana e social, incluindo mobilidade, drenagem, intervenções nas zonas Norte e Oeste, além de ações em turismo e habitação, utilizando programas como Pró-Cidade, Pró-Moradia, Pró-Transporte, Saneamento para Todos e operações do Novo PAC.

Para Samanda, porém, a discussão segue prejudicada. “Repito: sei da importância de a Prefeitura acessar recursos federais. Mas é preciso dialogar com toda a Câmara. Sem isso, não temos como votar a favor”, justificou a parlamentar.


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WALTER SINALIZA ALIANÇA COM ALLYSON E EMBARALHA AS RELAÇÕES PARA 2026

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Ao declarar publicamente que hoje “ficaria no centro, nem esquerda, nem direita”, o vice-governador Walter Alves (MDB) não apenas se desvinculou do eixo governista liderado pelo PT, do qual é parte, como também sinalizou reposicionamento para 2026. “Se eu pudesse escolher, hoje, Ezequiel, eu ficava sabe aonde? No centro. Nem esquerda, nem direita. A gente é centro”, afirmou, olhando para o presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira (PSDB), a quem trouxe simbolicamente para o mesmo campo: o centro, protagonizado pelo prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil).

O gesto verbalizado em público não surgiu de forma isolada. Segundo apuração do Diário do RN, conversas entre Walter e Allyson ocorrem há meses e avançaram significativamente nas últimas semanas. Pessoas próximas aos dois afirmam que o alinhamento político está “quase fechado”.

Nesse sentido, circula nos bastidores a possibilidade de a irmã do presidente da Assembleia compor uma chapa majoritária como vice em uma aliança encabeçada por Allyson Bezerra.

Walter e Ezequiel, aliados, já reafirmaram publicamente a parceria para 2026. A migração de Ezequiel para o MDB é vista como praticamente definida, o que ampliaria o poder do partido sob o comando de Walter. Com o MDB fortalecido e com capilaridade no interior potiguar, a combinação se torna eleitoralmente atrativa para qualquer candidatura.

Para Allyson, que hoje não tem um grupo sólido e encontra barreiras para se inserir totalmente no projeto da oposição de direita, esse arranjo preencheria uma lacuna estratégica: estrutura política e narrativa de centro. Ele teria em seu palanque o União Brasil, seu partido, o PP, do deputado João Maia, o PSD da senadora Zenaide Maia, e o MDB, com o maior número de prefeitos no Estado e que deve formar a maior bancada da Assembleia com a migração de Ezequiel.

Walter já dialogava com Allyson no começo do ano; era o interlocutor do governo em mediações que teriam ocorrido com a intenção, inicialmente, de aproximar o prefeito de Mossoró do projeto eleitoral do governismo. Naquele momento, havia a possibilidade da formação da chapa com Allyson para o governo, Fátima e Zenaide para as duas vagas do Senado.

Em março deste ano, Allyson protagonizou um movimento inédito: recepcionou pessoalmente Lula e a governadora Fátima Bezerra (PT) durante a visita presidencial à inauguração da Barragem de Oiticica. O aeroporto Dix-Sept Rosado, em Mossoró, serviu de base para a comitiva, e o prefeito não apenas ofereceu logística, foi ao encontro, cumprimentou e posou para fotos ao lado de Lula e da governadora. A cena se repetiu semanas depois, na entrega do residencial Mossoró III, do Minha Casa, Minha Vida, ao lado de Fátima e do ministro das Cidades, Jader Filho.
Após se afastar da ideia, as conversas com Walter teriam continuado desde então.

Um eventual afastamento de Walter representaria um golpe duplo para o grupo liderado pela governadora Fátima Bezerra. Primeiro, porque fragiliza a tentativa do PT de construir um palanque competitivo para 2026 em meio ao cenário de déficit fiscal e desgaste administrativo, elementos que já dificultam a candidatura de Fátima ao Senado.

Além disso, abre a possibilidade de uma eleição indireta na Assembleia caso a governadora se afaste do cargo para disputar o Senado. Sem Walter na linha sucessória alinhado ao governo, a transição ficaria vulnerável e colocaria o controle do Executivo nas mãos de forças externas ao bloco petista. Essa chance é um risco real para o projeto governista.

O ponto de cautela de Walter está em Brasília. Interlocutores relatam que o vice-governador ainda não cravou definição porque aguarda movimentos possíveis do presidente Lula e do governo federal que possam reposicionar sua ideia. Se o MDB nacional ou o Planalto sinalizarem prioridade para reenquadrar Walter no projeto governista, os projetos e conversas dele mudam e ele pode assumir o governo e declarar apoio ao projeto de Fátima, Cadu e Lula.

Enquanto isso, até o momento, a tendência dominante nos bastidores é de que o vice-governador já esteja com um pé fora do grupo e outro no caminho de Allyson.

Uma fonte do governo disse ao Diário do RN que a governadora Fátima Bezerra vai conversar com Walter Alves nos próximos dias para esclarecer pontos e saber o que há de boato e de verdade nessas informações que apontam para um rompimento do grupo PT/MDB.


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ARTES & ARTISTAS ALFREDO NEVES

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O deputado federal General Girão (PL), pré-candidato à reeleição, afirmou ao Diário do RN que a vereadora licenciada Nina Souza, atual secretária de Assistência Social de Natal e esposa do prefeito Paulinho Freire, será “muito bem-vinda” caso decida se filiar ao Partido Liberal. A sinalização ocorre em meio às movimentações de bastidores sobre possíveis mudanças partidárias para formação de nominatas. Nenhuma das partes, contudo, oficializou tratativas.

Ainda assim, há a informação de que uma reunião ocorreu em Brasília com representantes do PL para discutir cenários e composições para 2026, incluindo a vereadora do União Brasil.

“A vereadora Nina Souza é uma amiga já de longa data, desde 2014 que a gente se conhece. Tive a felicidade de apoiar por duas vezes a candidatura dela a vereadora de Natal e reconheço o excelente trabalho que ela faz. Ela é uma grande política, uma grande articuladora e uma das mulheres mais fortes da política do Rio Grande do Norte na atualidade. Ela será muito bem-vinda em qualquer nominata. Espero que seja na nossa”, disse.

Nina Souza é filiada ao União Brasil, mas abriu possibilidade de mudança pelo alinhamento com a direita e acordos firmados em 2024 entre Paulinho Freire e Rogério Marinho (PL) e Álvaro Dias (Republicanos) para as próximas eleições gerais. A parceria se choca com projeto do União Brasil, de apoiar a candidatura do centro, encabeçada por Allyson Bezerra (UB), sem acordo com a ala à direita.

No União Brasil, além disso, Nina formaria nominata com os deputados Benes Leocádio (UB), Robinson Faria (PP) e João Maia (PP), que compõem a federação União Brasil-PP. Já no PL, ela teria os deputados federais General Girão e Sargento Gonçalves. Carla Dickson é outro nome que deve integrar o partido bolsonarista.

Girão reconheceu a dificuldade na formação de uma nominata competitiva para a Câmara dos Deputados e destacou o alinhamento ideológico como critério importante na montagem da chapa.

“A composição de uma nominata para deputado federal não é tão fácil. Nem sempre as expectativas de votos se confirmam e acaba sendo um jogo de sorte. O PL tem características muito fortes no Rio Grande do Norte, na representatividade em relação à defesa de princípios e valores cristãos. Eu não tenho dúvida de que toda e qualquer pessoa que seja cristã é bem-vinda para compor a nossa nominata”, afirmou.

Com a reconfiguração partidária ganhando força nos bastidores da política potiguar, a eventual migração de Nina para o PL fortaleceria suas chances para a disputa proporcional de 2026.

Entretanto, por ora, as articulações seguem restritas às tratativas internas e sem anúncio oficial.


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