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dezembro 31, 2025


DECISÃO NACIONAL DEVE REPOSICIONAR MDB NO RN E ISOLA ALLYSON BEZERRA

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A decisão de empurrar para as direções nacionais dos partidos a definição sobre a eventual assunção de Walter Alves (MDB) ao Governo do Estado, em caso de renúncia da governadora Fátima Bezerra (PT) para disputar o Senado, deve ter um efeito político imediato nos bastidores: abortar o rompimento que vinha sendo desenhado no plano local e deixar o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB), isolado em sua pré-candidatura para 2026.

Como o Diário do RN mostrou, a nota divulgada em conjunto por Walter Alves e Fátima Bezerra selou o entendimento de que qualquer decisão sobre a sucessão no Executivo estadual será tomada em instâncias nacionais. O movimento esvazia, na prática, as tratativas que vinham ocorrendo entre o vice-governador e Allyson, que apostava nessa aliança como passo decisivo para provocar um rompimento entre Walter e a governadora e, a partir daí, viabilizar um novo arranjo político no Estado.

Pelo cálculo do prefeito, com o MDB, maior partido do Rio Grande do Norte, capilarizado e bem estruturado, ao seu lado, junto com PSD e PP, Allyson ganharia musculatura política para se apresentar como alternativa competitiva ao Governo do Estado. A decisão de retirar o debate do âmbito local, no entanto, desmonta essa estratégia e recoloca o MDB dentro de um projeto que dialoga simultaneamente com o cenário estadual e nacional.

Nos bastidores, a avaliação é de que o envio do tema para Brasília não foi apenas uma saída protocolar, mas uma solução política construída a partir de conversas diretas entre as cúpulas do PT e do MDB. A formação da chapa Fátima-Walter em 2022 não foi um acordo restrito ao Rio Grande do Norte, mas uma construção nacional, fruto de uma demanda da campanha do presidente Lula e de um entendimento com o MDB do Nordeste.

Esse argumento ganhou força em contatos ocorridos nos últimos dias. O coordenador nacional do grupo de trabalho eleitoral do PT, deputado José Guimarães, e o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, trataram diretamente do tema. A conclusão foi de que a questão deveria, desde o início, ter sido submetida às direções nacionais, e assim passou a ser conduzida.

Após essas conversas, Guimarães entrou em contato com a governadora Fátima Bezerra e com o deputado federal Fernando Mineiro (PT), enquanto Baleia Rossi falou diretamente com Walter Alves. A definição é que qualquer decisão precisaria ser debatida dentro desse contexto mais amplo, envolvendo os projetos nacionais das legendas.

O desfecho reposiciona o MDB e freia, ao menos por ora, qualquer movimento de ruptura local.

Ao submeter a definição à lógica partidária nacional, o vice-governador reforça sua vinculação a um projeto maior e retira de Allyson Bezerra um dos principais trunfos que ele buscava para alavancar sua pré-candidatura ao Governo.


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PENSAR RN: SEMINÁRIO ENCERRA CICLO 2025 DE DEBATES SOBRE FUTURO DO RN

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O Grupo Pensar RN realiza, nesta terça-feira (16), às 16h, no auditório do CREA-RN, o último seminário de 2025, encerrando um ciclo de debates técnicos voltados à formulação de um plano integrado de desenvolvimento para o Rio Grande do Norte. Aberto ao público, o encontro terá como palestrante o professor Emanuel Nunes, coordenador da pós-graduação da UERN (Universidade do Estado do Rio Grande do Norte), em Mossoró, e marca mais uma etapa do trabalho coletivo que deverá resultar em um documento a ser apresentado no primeiro semestre do próximo ano.

Criado com o objetivo de discutir os principais gargalos estruturais do Estado e apontar caminhos estratégicos de médio e longo prazo, o Grupo Pensar RN vem se consolidando como um espaço plural de reflexão e articulação. Ao longo dos últimos meses, o grupo promoveu seminários temáticos, visitas técnicas e diálogos com instituições públicas, setor produtivo, academia e especialistas, sempre com base no debate qualificado e na busca de consensos.

Segundo o coordenador do grupo, professor Rivaldo Fernandes, a iniciativa nasce da necessidade de pensar o desenvolvimento do Estado para além dos ciclos eleitorais. “O Grupo Pensar RN tem como horizonte apresentar um projeto de desenvolvimento sustentável para o Rio Grande do Norte, que possa superar os gargalos da nossa economia e apontar as tarefas principais para transformar o Estado em um território rico e socialmente justo”, afirmou.

O plano de desenvolvimento em elaboração está estruturado em cinco eixos estratégicos: economia verde e transição energética, modernização da agropecuária, ciência e tecnologia, infraestrutura e logística integrada, e desenvolvimento territorial com sustentabilidade ambiental. As propostas incluem desde a integração das energias renováveis com novas cadeias, como o hidrogênio verde, até a modernização portuária, segurança hídrica, inovação tecnológica e recuperação de áreas degradadas.

Balanço de 2025
A programação do grupo, construída ao longo do ano de 2025, incluiu uma visita à Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), onde os integrantes puderam conhecer a visão do empresariado local sobre desafios e oportunidades. O grupo também dialogou com o professor Mário González, especialista em projetos portuários, e acompanhou uma palestra técnica sobre a implantação do Porto Indústria-Multipropósito Offshore, iniciativa que pode reposicionar o RN no mercado internacional de energia, especialmente no contexto da produção e exportação de hidrogênio verde.

Outra agenda relevante, segundo a coordenação, foi a visita ao Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis (CTGAS-ER), onde o diretor Rodrigo Diniz de Melo apresentou os laboratórios de Eletromecânica, Automação Industrial, Refrigeração e Climatização, reforçando a importância da qualificação técnica para sustentar o crescimento econômico. Em Macaíba, o grupo esteve na Fazenda Montana, conhecendo experiências agroecológicas inovadoras voltadas à agricultura sustentável e a sistemas produtivos regenerativos.

Os seminários temáticos também aprofundaram o debate sobre vocações regionais, oportunidades em que o professor Antonio Cortez, que é referência em Economia do Mar, destacou o potencial do litoral potiguar para atividades como turismo, carcinicultura, pesca artesanal, maricultura e cultivo de algas. Já o professor Raimundo Inácio chamou atenção para a riqueza produtiva do Vale do Açu, alertando para o avanço da devastação da caatinga. Na área de segurança pública, o especialista Heráclito Noé apresentou experiências exitosas de cidades da América do Sul. Mais recentemente, Carlos Von, do Sebrae/RN (O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Norte), abordou os desafios tecnológicos do RN em áreas como tecnologia da informação, data centers e energias renováveis.

Para Rivaldo Fernandes, um dos pontos centrais do debate é a necessidade de industrialização.

“Não adianta termos grandes parques eólicos se não tivermos fábricas de torres e equipamentos aqui. A indústria é quem paga os melhores salários e gera desenvolvimento consistente. Os estados mais ricos do Brasil são também os mais industrializados”, ressaltou. Ele defende que setores como fruticultura, sal, petróleo e energias renováveis precisam agregar valor. “Não podemos continuar exportando apenas produtos primários. Precisamos transformar nossas riquezas em cadeias produtivas completas.”

Ao falar sobre o contexto político, Rivaldo destacou que o grupo pretende influenciar o debate público. “As eleições de 2026 são uma oportunidade para mudar o foco da discussão. Queremos contribuir para que os candidatos debatam projetos, e não apenas nomes. É preciso evitar a personalização da política e enfrentar, de forma madura, os desafios estruturais do Rio Grande do Norte”, afirmou.

Sobre o Pensar RN
Coordenado por Rivaldo Fernandes, o Grupo Pensar RN reúne professores universitários, empresários, especialistas em diversas áreas, lideres religiosos e técnicos com experiência na gestão pública. A diversidade de perfis é apontada como um diferencial da iniciativa, que busca construir uma visão compartilhada de futuro para o Estado, baseada em planejamento, sustentabilidade e desenvolvimento econômico com inclusão social.


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PAULINHO AVALIA PRIMEIRO ANO DE GESTÃO: “A EDUCAÇÃO FOI NOSSA MAIOR ENTREGA”

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Diário do RN: O que o senhor considera a maior entrega para a população de Natal neste primeiro ano de mandato?
Paulinho Freire: Tivemos muitas entregas importantes em 2026, mas acredito que a educação foi nossa maior entrega, porque foram várias na mesma área. Zerar a fila das creches, acabar com os sorteios foi muito importante, mas não foi só isso. Melhoramos a qualidade da merenda, entregamos o fardamento, estamos climatizando as salas de aula, fizemos parceria com o Instituto Ayrton Senna, tivemos concurso e nomeação de mais de 700 professores e vamos enviar projeto para a Câmara Municipal para convocarmos mais 300, assinamos a Ordem de Serviço com a repactuação de 7 CMEIs, que juntos vão garantir mais de 1500 vagas, outra Ordem de Serviço foi a de uma escola muito completa para a comunidade do Leningrado, na Zona Oeste, onde serão 175 vagas em tempo integral ou 350 vagas nos dois turnos. Demos o aumento do piso dos professores… São muitas entregas porque a educação é realmente uma prioridade em nossa gestão.

Diário do RN: Qual o balanço geral que faz de 2025 como gestor da capital potiguar?
Paulinho Freire: Acho que temos um balanço muito positivo desse primeiro ano. Conseguimos muitas entregas, melhorar a vida das pessoas. Ainda queremos fazer muito mais, claro, mas fazemos uma avaliação positiva. Além da educação, conseguimos trazer melhorias na saúde, na infraestrutura, na assistência social, entregamos praças, quadras, a cidade está toda com iluminação em LED. Entregamos a drenagem do Alecrim, um problema que há mais de vinte, trinta anos não era resolvido, a urbanização da Lagoa do Santarém, limpeza de lagoas e galerias…
E passa ainda pela responsabilidade fiscal. Este ano pagamos 14 folhas. O servidor recebeu o pagamento de dezembro dentro do mês, que já não acontecia há mais de uma década. Os eventos movimentaram a economia, além de levar atrações para o público natalense e com a experiência do transporte gratuito, que também foi muito positiva.

Diário do RN: Entre os principais apelos do natalense ainda está a melhoria do sistema de transporte público. Como estão os tramites para o lançamento da licitação?
Paulinho Freire: Os trâmites estão acontecendo. O edital está em análise na Procuradoria Geral do Município e acredito que em janeiro podemos ter a publicação.

Diário do RN: Recentemente, a prefeitura conseguiu autorização da Câmara para a aquisição de empréstimos que superam R$ 1 bilhão de reais. Quais melhorias Natal deve receber a partir desses investimentos?
Paulinho Freire: A infraestrutura é prioridade. Temos muitas obras que podem melhorar a vida do natalense no dia a dia e é isso que pretendemos fazer com esses investimentos.

Diário do RN: Qual a prioridade da Gestão Paulinho Freire Para 2026?
Paulinho Freire: Colocar em prática aquilo que demos início ao planejamento este ano. São obras e projetos que vão fazer, como eu disse, a diferença no dia a dia, melhorar a vida do natalense em todas as áreas.

Diário do RN: Outro ponto sensível é o Hospital Municipal que chegou a ser inaugurado pelo seu antecessor, mas nunca funcionou. Qual a situação da obra hoje? Existe previsão de entrega com serviços para a população?
Paulinho Freire: O projeto de construção do Hospital de Natal foi distribuído em duas etapas. A primeira etapa possui execução física superior a 90%, faltando a pavimentação externa e acabamentos internos para conclusão.

A segunda etapa encontra-se com percentual de execução física superior a 25%; nesta segunda etapa está inserido o bloco intermediário (setor que contempla 90 leitos de enfermaria e 10 leitos de UTI), que se encontra 100% (cem por cento) concluso.

Para a funcionalidade da primeira etapa, é necessário também a conclusão de alguns serviços que estão inseridos na segunda etapa que vão atender a todo o complexo. Acredito que no mês de abril teremos essa primeira entrega, entrando em funcionamento.

Paulinho foca no administrativo, mas trabalha pela união da oposição

Diário do RN: Recentemente um trecho do projeto de requalificação da orla da Zona Leste foi entregue, contemplando o novo Skate Park da Praia do Meio, um equipamento público aguardado pela população há quase 30 anos. Quais serão as próximas etapas e até quando a obra deve estar concluída em toda região?
Paulinho Freire: Estamos trabalhando com recursos próprios. Pelo que tenho conversado com a secretária Shirley (SEINFRA), a próxima etapa é o piso em concreto no Largo do Sol e a complementação do deck da Getúlio Vargas. E acredito que alguns dos quiosques também podem ser entregues ainda no início do ano.

Diário do RN: Esse ainda foi o primeiro ano de mandato e o senhor tem inúmeros projetos em mente para os próximos três anos. Mas, na sua observação, como natalense e como agente político experiente, qual será o projeto que vai marcar o seu mandato à frente da Prefeitura de Natal?
Paulinho Freire: A Via Mangue e o Parque Linear ficarão como grandes entregas. Porque a Via Mangue vai contribuir para a mobilidade da Zona Norte, que precisa de soluções e melhorias nesse setor. O Parque Linear vai ser mais que uma opção de lazer. É qualidade de vida e mostrar que o desenvolvimento pode estar aliado à preservação ambiental como acontece em diversos lugares do mundo.

Diário do RN: 31 de dezembro de 2025. Fechamento de um ciclo de desafios e vitórias e a expectativa para mais um recomeço. Qual a mensagem do Prefeito de Natal para todos os natalenses?
Paulinho Freire: O Ano Novo chegará com novos desafios, com muito trabalho e entregas para Natal. Desejo que o natalense sinta orgulho de ser de Natal e que quem escolheu nossa cidade para viver também se sinta feliz em estar aqui, que pertence à nossa cidade. Faço votos de muita paz, alegrias, união e prosperidade para todos e vamos juntos fazer Natal ainda melhor.

Diário do RN: Deixando de lado as questões administrativas, vamos encerrar com uma de política. 2026 é ano eleitoral e a movimentação nos bastidores da política já é intensa. O senhor transita bem em dois dos grupos já postos: o do senador Rogério Marinho junto a Álvaro Dias, seus aliados de primeira hora na eleição em 2024; e o do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, filiado ao seu partido União Brasil. Dentro desse contexto, o senhor já tem sua posição definida?
Paulinho Freire: Eu vou trabalhar até o último minuto para que os grupos que você citou estejam unidos e sejam aliados em prol de uma única candidatura para 2026, como foi para a minha eleição.


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RÉVEILLON MARCA FIM DE CICLO E REFORÇA RITUAIS DE RENOVAÇÃO

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A virada de ano costuma chegar carregada de sentidos que vão além da contagem regressiva, dos fogos e dos abraços à meia-noite. O Réveillon se apresenta como um marco simbólico de encerramento e início de ciclos, um ponto de passagem que convida à pausa, ao balanço do que foi vivido e à projeção do que ainda se deseja construir. É um momento em que o tempo parece ganhar contornos mais claros, como se o calendário oferecesse autorização para revisar escolhas, celebrar conquistas e repensar caminhos.

Nesse período, as cidades se transformam, as casas se preparam para receber familiares e amigos, e as pessoas, mesmo sem perceber, entram em um estado mais reflexivo. O fim de um ano costuma despertar memórias, expectativas e sentimentos variados, que convivem de forma intensa em poucas horas. Há quem celebre com entusiasmo e planos detalhados, enquanto outros atravessam a data de maneira mais silenciosa, lidando com ausências, frustrações ou simplesmente com o cansaço acumulado dos últimos meses.

Segundo a psicóloga Maria Beatriz Lago, esse movimento interno é natural e faz parte do significado simbólico atribuído à virada. “Final de ano é, literalmente, o final de um ciclo. A terra completa uma volta em torno do sol e nós, seres humanos, vivenciamos esse fim-recomeço de modo repleto de simbolismos. A entrada de um novo ano é luto, renovação, reflexão”, afirma. Para ela, o período concentra emoções diversas, que coexistem sem hierarquia, como alegria, tristeza, medo e euforia.

A especialista explica que o fim do ano funciona como um marco temporal que estimula o balanço das próprias realizações. Esse exercício, embora importante, pode provocar sentimento de culpa ou frustração quando metas não foram alcançadas. Além disso, as festas de fim de ano costumam vir acompanhadas de uma idealização de felicidade, união familiar e sucesso pessoal, nem sempre compatível com a realidade vivida por muitas pessoas. A comparação com padrões exibidos nas redes sociais também tende a intensificar a sensação de inadequação.

Maria Beatriz Lago observa ainda que a data pode reacender saudades e lembranças de pessoas que já se foram ou que estão distantes. “Luto por aquilo que foi e já não é; renovação pela esperança que renasce no nascer do sol de um novo ano; reflexão acerca do que passou, do que permanece e do que virá”, resume. Para ela, reconhecer esse misto de emoções é um passo importante para atravessar o período com mais consciência e menos cobrança.

Nesse contexto, a psicóloga defende que o Réveillon pode ser um convite a metas mais possíveis e conectadas com o que realmente faz sentido. “É tempo de revisar as promessas que se repetem ano a ano sem se cumprir e estabelecer objetivos e sonhos que tragam real satisfação. Para além da performance e do sucesso, manter vínculos verdadeiros é o que traz plenitude”, destaca. Ela lembra que um plano não concretizado pode se transformar em um novo traçar de rota, desde que haja acolhimento e reflexão.

Rituais de Ano Novo mantêm tradições e renovam esperanças

Passar a virada de ano na praia, vestir branco e pular as sete ondas estão entre os rituais mais praticados réveillon – Foto: Reprodução

Além da dimensão emocional, o Réveillon é marcado por rituais e superstições que atravessam gerações e culturas, como vestir branco, pular sete ondas, comer lentilha, abrir portas e janelas à meia-noite ou escolher cores específicas para a roupa. Comuns no Brasil e em outros países, esses gestos simbolizam desejos de prosperidade, proteção, amor e equilíbrio e funcionam como formas de organizar expectativas, reforçar tradições culturais e dar forma concreta ao recomeço de um novo ciclo.

O auxiliar administrativo Felipe Rodrigues conta que não abre mão de um dos rituais mais populares do Réveillon. “Minha superstição de ano novo, além de vestir roupa branca, sempre é pular as sete ondas. Creio que todo mundo já fez isso algum dia. É uma tradição brasileira com uma mesclagem africana, ligada à Umbanda. Pular as sete ondas significa pedir prosperidade e proteção. A cada onda, você faz um pedido e não vira de costas, sempre segue em frente”, relata.

A arquiteta Cintya Bullé compartilha de um hábito semelhante e destaca o aspecto simbólico e sensorial do ritual. “Sempre que posso, quando estou próxima do mar, tento pular as sete ondas.

A cada onda, a gente mentaliza, agradece ou faz um pedido. A água salgada tem esse papel de limpar as energias negativas do ano que passou, enquanto o movimento das ondas impulsiona a energia para o futuro”, afirma. Para ela, a conexão com a natureza torna a experiência ainda mais significativa.

De volta à reflexão emocional, Maria Beatriz Lago avalia que esses rituais ajudam a organizar sentimentos e a criar um estado mental mais positivo. “Conectar-se consigo, com quem se ama e com aquilo que realmente importa é essencial nesse momento. Os rituais funcionam como âncoras simbólicas que ajudam a atravessar a transição de forma mais consciente”, conclui.


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