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março 11, 2026


EMPRESÁRIO FLÁVIO ROCHA PODE SER CANDIDATO AO SENADO NO PLEITO 2026

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O nome do empresário potiguar Flávio Rocha passou a circular com mais intensidade nos bastidores da política do Rio Grande do Norte como possível integrante de uma chapa majoritária nas eleições de 2026. O empresário tem sido sondado por lideranças ligadas aos principais grupos de oposição no Estado para disputar uma vaga no Senado Federal.

Nos últimos dias, interlocutores de diferentes correntes políticas iniciaram conversas informais para avaliar a viabilidade de uma eventual candidatura do ex-deputado federal, que atualmente se dedica às atividades empresariais.

De um lado, aliados do senador Rogério Marinho avaliam que Flávio Rocha possui perfil competitivo e poderia fortalecer uma chapa majoritária encabeçada pelo ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias. Nesse cenário, o empresário seria um dos nomes cotados para disputar o Senado, ao lado do atual senador Styvenson Valentim, que vai em busca da reeleição.

Em outra frente política, o ex-senador José Agripino Maia também tenta atrair o empresário para o campo político que se articula em torno do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, buscando reforçar o palanque oposicionista para o pleito estadual.

Procurado pela reportagem do Diário do RN nesta terça-feira (10), Flávio Rocha confirmou que tem acompanhado as movimentações, mas afirmou que, por enquanto, há mais especulação do que definições concretas sobre o tema.

O empresário fez questão de enfatizar que não está trabalhando candidatura ou postulação em relação ao pleito de 2026, mas não se negaria a participar de uma chapa majoritária na condição de candidato ao Senado, desde que houvesse interesse do grupo político ligado ao senador Rogério Marinho “Existe muita especulação em torno do assunto. Fico honrado por ter meu nome lembrado. Seria uma grande honra representar o Rio Grande do Norte no Senado da República”, afirmou o empresário, mantendo cautela sobre definição concreta.

Nos bastidores, há informações de que o grupo ligado ao senador Rogério Marinho já externou interesse em ter Flávio Rocha na chapa ao lado de Styvenson. O prefeito Paulinho Freire, o ex-prefeito Álvaro Dias, o pré-candidato a vice de Álvaro, Babá Pereira e até mesmo Styvenson, torcem que Flávio Rocha seja o candidato ao Senado na chapa de oposição. O impasse está no senador Rogério Marinho, que já havia dado a palavra que o espaço seria ocupado pelo militante bolsonarista Coronel Hélio e teria dificuldades em contornar a situação. Emissários dos aliados de Rogério tentam convencer Coronel Hélio que Flávio Rocha somaria mais ao grupo, ajudando inclusive em relação à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, pela representatividade nacional que ostenta atualmente o empresário potiguar.

Empresário, formado em Administração, Flávio Rocha já teve passagem pela Câmara dos Deputados por dois mandatos consecutivos (1987-1991 pelo PL e 1991-1995 pelo PRN) e mantém forte inserção no debate econômico nacional, além de relações políticas construídas ao longo de décadas de atuação pública e empresarial. Nos bastidores, analistas políticos avaliam que, caso aceite entrar na disputa, seu nome pode alterar o equilíbrio das articulações da oposição para 2026.

Enquanto as conversas seguem em estágio inicial, lideranças políticas continuam avaliando cenários e buscando composições capazes de unificar diferentes grupos oposicionistas no Estado. A definição sobre eventuais candidaturas, no entanto, ainda deve passar por um longo processo de negociações até o período pré-eleitoral.


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MINEIRO SOBRE ESCALA 6×1: “EXTREMA DIREITA TRABALHA CONTRA O POVO”

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A proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias por semana e tem apenas um dia de descanso, começou a tramitar na Câmara dos Deputados em meio a uma forte disputa política e econômica. O tema ganhou tração no Congresso e nas redes sociais e deve se tornar uma das principais bandeiras do debate eleitoral de 2026.

Para o deputado federal Fernando Mineiro (PT), a reação contrária à proposta é parte de uma campanha política liderada por setores conservadores.

“A campanha pelo fim da jornada 6×1 está cada vez mais forte nas ruas e nas redes. Por outro lado, há uma ofensiva contra o projeto liderada por um segmento do setor empresarial ultraconservador, resistente aos avanços sociais, com o apoio da mídia e de parte da classe política conservadora”, afirmou o parlamentar ao Diário do RN.

Mineiro direcionou críticas especialmente ao campo político ligado ao bolsonarismo e citou o senador potiguar Rogério Marinho (PL) como um dos opositores da proposta.

“Os representantes da extrema direita no Congresso Nacional, como sempre, trabalham contra o povo. Líder do bolsonarismo no Rio Grande do Norte, o senador Rogério Marinho é um dos adeptos da política do medo”, disse.

O deputado também relembrou debates históricos sobre direitos trabalhistas para defender a proposta. Segundo ele, os argumentos usados contra a mudança repetem discursos antigos.

“Quando o bolsonarismo fala, lembro das campanhas difamatórias contra o reajuste do salário mínimo e a criação do 13º salário, durante o governo João Goulart. Os argumentos eram parecidos: as empresas vão quebrar e a inflação vai subir. É a mesma política do medo usada agora pela extrema direita, 70 anos depois”, declarou.

Mineiro concorda que a discussão sobre a jornada de trabalho também terá impacto direto na disputa política nacional: “A máquina de desinformação bolsonarista segue fabricando mentiras.

Por isso, a eleição para a Câmara e o Senado é tão importante quanto eleger Lula pela quarta vez.

Precisamos de um Congresso que trabalhe em defesa do povo, e não contra o Brasil”, completou.

A proposta ganhou força no Congresso após ser abraçada por setores da base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e por movimentos sociais que defendem mais tempo de descanso e qualidade de vida para os trabalhadores.

A pauta começou a ganhar visibilidade com o movimento Vida Além do Trabalho (VAT), liderado pelo vereador carioca Rick Azevedo (PSOL), e ganhou forma legislativa com uma PEC apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) em fevereiro de 2025. O texto propõe jornada semanal de até 36 horas, com quatro dias de trabalho e três de descanso.

Mesmo entre defensores da mudança, porém, há consenso de que o Congresso pode adotar uma redução mais gradual da carga horária. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, por exemplo, já defendeu publicamente uma transição para jornadas de até 40 horas semanais.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), indicou que a proposta pode ser votada em plenário ainda em maio.

“esse governo safado quer quebrar o país”, dispara general girão
O debate também provocou reação entre parlamentares da oposição. Para o deputado federal General Girão (PL), a proposta pode provocar efeitos negativos na economia e no mercado de trabalho. Ele é um dos que devem atuar contra o projeto.

“O tema é complexo. Mexe com os empregos. Dependendo de como for feito, poderá gerar um desemprego em massa”, afirmou o parlamentar ao Diário do RN.

Girão argumenta que mudanças bruscas na jornada de trabalho podem elevar custos para empresas e afetar diretamente o preço de produtos e serviços. Na avaliação do deputado, a proposta tem motivação política e seria utilizada como estratégia eleitoral pelo governo federal.

“Quanto aos órgãos privados, isso vai causar danos no preço final de tudo: serviços, alimentos e tudo mais. Essa regra não pode ser aplicada sem prever os danos ao emprego. Esse governo safado quer quebrar o país. Aplicará a teoria do quanto pior, melhor”, criticou.

A resistência à proposta também é compartilhada por lideranças partidárias e representantes do setor empresarial. Presidentes de partidos como PL e União Brasil já indicaram, na esfera nacional, que devem atuar para atrasar a tramitação da PEC na Comissão de Constituição e Justiça, avaliando que a pauta possui forte apelo popular e poderia ganhar força caso seja votada em ano eleitoral.

Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição, o texto precisa ser aprovado em dois turnos na Câmara e no Senado, com o apoio de pelo menos três quintos dos parlamentares, para entrar em vigor.

O Diário do RN buscou todos os nomes da bancada potiguar no Congresso Nacional. O deputado federal Sargento Gonçalves (PL) afirmou, através da assessoria de imprensa, que só vai se pronunciar com o andamento do projeto na Casa. Os demais não retornaram até o fechamento da edição.


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