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julho 8, 2026


DIAGNÓSTICO TARDIO DE TDAH AJUDA ADULTOS A COMPREENDER DIFICULDADES

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A dificuldade para acompanhar as aulas, a repetência escolar, a sensação constante de incapacidade e os desafios para manter a atenção acompanharam a jornalista Priscilla de Sousa durante a maior parte da vida. Foi apenas aos 46 anos, em julho de 2023, que ela descobriu que todas essas dificuldades tinham uma explicação: o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). O diagnóstico tardio não apagou os obstáculos enfrentados, mas transformou a forma como ela passou a enxergar a própria história.

A descoberta aconteceu enquanto Priscilla buscava entender o comportamento do filho mais velho, que apresentava dificuldades semelhantes às que ela viveu na escola, especialmente em matemática.

“O meu filho mais velho estava com comportamento muito parecido com o meu na escola. Eu sempre tive TDAH, mas naquela época ainda não tinha sido diagnosticada. Eu nunca fui boa de cálculos, nunca tive facilidade com números. Reprovei a vida inteira, desde a sexta série”, relata.

As lembranças da vida escolar ainda são marcantes. Ela conta que chegou a repetir a sexta série duas vezes, sendo aprovada apenas em religião na primeira tentativa. Posteriormente, precisou cursar simultaneamente duas séries para conseguir eliminar a dependência em matemática.

Mesmo enfrentando dificuldades em praticamente toda a trajetória escolar, foi somente quando a coordenação da escola do filho sugeriu investigar a possibilidade de TDAH que Priscilla passou por uma avaliação neuropsicológica de dez semanas. O diagnóstico dela veio primeiro; logo depois, o do filho também foi confirmado.

“O diagnóstico foi libertador. Eu me achava burra, incompetente, incapaz. Hoje entendo que eu não era isso. Eu só não estava no lugar certo”, afirma.

Ela lembra que, enquanto disciplinas relacionadas à matemática representavam um sofrimento constante, atividades ligadas à criatividade despertavam enorme interesse. Durante um curso de cinema nos Estados Unidos, por exemplo, obteve excelente desempenho em produção audiovisual e roteiro.

“Eu passava horas editando, não tinha sono. Entendi que eu não era incapaz. Eu só não tinha aptidão para cálculos”, recorda.
Segundo a psicóloga Beatriz Lago, esse sentimento de alívio é frequente entre adultos diagnosticados tardiamente. Antes da confirmação, muitos convivem durante anos com a impressão de serem desorganizados, preguiçosos ou desatentos, quando, na realidade, desenvolvem estratégias para compensar dificuldades nunca compreendidas.

“Tanto no TDAH quanto no TEA (Transtorno do Espectro Autista), é comum a adoção de estratégias para adaptar o sujeito a funcionar em um mundo pouco adaptado ao seu modo de existir. Agendas, alarmes, listas e lembretes tornam-se recursos para manter a organização e evitar esquecimentos”, explica.

Ela ressalta que muitos adultos conseguem mascarar os sintomas justamente porque criam mecanismos para manter a rotina funcionando. O custo, porém, costuma ser elevado.

“Com frequência, o esforço para parecer ‘normal’ é tão intenso que passa despercebido por familiares, professores e profissionais, além de gerar desgaste e sofrimento emocional”, afirma.

“Muitos adultos mascaram sintomas”, psicóloga Beatriz Lago – Foto: Reprodução

Além da procrastinação e da dificuldade de organizar o tempo, a psicóloga destaca que muitos convivem com ansiedade, exaustão e uma permanente sensação de inadequação.

Na avaliação da especialista, receber o diagnóstico provoca uma profunda reorganização da identidade.

“Algumas pessoas passam anos acreditando que eram desatentas, preguiçosas ou difíceis. Quando recebem o diagnóstico, finalmente encontram uma explicação para experiências que antes interpretavam como falhas pessoais”, comenta.

Ao mesmo tempo, ela observa que o processo também pode despertar sentimentos de tristeza e luto pelas oportunidades perdidas ao longo da vida escolar, profissional e afetiva.

“Na clínica, frequentemente observamos que o diagnóstico não é o ponto final do processo, mas o início de um trabalho de integração e ressignificação. A pessoa passa a reconhecer suas vulnerabilidades sem reduzir sua identidade a elas, desenvolvendo uma relação mais compassiva consigo mesma. O espaço da terapia favorece não apenas a redução do sofrimento, mas também o desenvolvimento de um sentimento mais estável de continuidade, pertencimento e autenticidade”, enfatiza.

Tratamento melhora qualidade de vida

“Diagnóstico significa se entender melhor”, psiquiatra Hugo Saily – Foto: Reprodução

Para o psiquiatra Hugo Saily, mais do que receber um rótulo, o diagnóstico permite compreender melhor o próprio funcionamento e buscar formas mais adequadas de lidar com as dificuldades.

“Buscar esse diagnóstico significa se entender melhor. Você percebe que aquilo que o mundo cobra talvez funcione para a maioria das pessoas, mas não necessariamente para você”, explica.

O psiquiatra diz ainda que o diagnóstico de TDAH depende não apenas da presença de determinadas características, mas principalmente do impacto que elas provocam na vida cotidiana.

“Existe uma diferença entre ter um jeito diferente de pensar e isso representar um transtorno. O diagnóstico considera o quanto essas características prejudicam a vida da pessoa”, comenta.,
Nos casos em que o diagnóstico acontece apenas na fase adulta, Hugo reconhece que existe um prejuízo acumulado ao longo dos anos. Ainda assim, afirma que os resultados do tratamento costumam ser bastante positivos.

“No tratamento do TDAH, a resposta geralmente é muito boa. Muitos pacientes dizem que existe uma vida antes e outra depois do tratamento”, relata.

Ele cita ainda estudos recentes que demonstram benefícios importantes quando o transtorno é identificado e tratado precocemente, como redução dos riscos de reprovação escolar, depressão, acidentes, dificuldades nos relacionamentos e até envolvimento com criminalidade na vida adulta.

“Tem um estudo que mostra que o tratamento do TDAH, em crianças e adolescentes, diminui a chance de criminalidade, de desenvolver criminalidade na vida adulta, de morte precoce por acidentes, de reprovação, de depressão, porque pode ter alguma dificuldade acadêmica e escolar, de separação conjugal, porque a pessoa pode ter mais explosão emocional e não conseguir manter um bom relacionamento”, conclui o psiquiatra.

Embora o diagnóstico tardio não permita recuperar os anos marcados por dificuldades, compreender o funcionamento do próprio cérebro pode representar um passo importante para reduzir o sofrimento, fortalecer a autoestima e construir novas estratégias para a vida pessoal, profissional e acadêmica.


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RAIMUNDO ALVES VÊ AVANÇO DE CADU E PROJETA NOVA FASE DA PRÉ-CAMPANHA

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Recém-empossado como coordenador da campanha majoritária da Federação Brasil da Esperança no Rio Grande do Norte, Raimundo Alves concedeu ao Diário do RN sua primeira entrevista na nova função. Após deixar o Gabinete Civil do Governo do Estado, ele afirmou que a campanha de Cadu Xavier (PT) entra em um novo momento e avaliou o crescimento do pré-candidato, a composição da chapa e os reflexos da recente visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao estado.

Raimundo, que já coordenou outras campanhas eleitorais, afirma que aceitou a nova missão por entender que o projeto governista entrava em uma etapa decisiva. “A campanha estava precisando desse novo momento. Já coordenei algumas campanhas, fui convocado para essa tarefa e cá estou”, resumiu.

Sobre a evolução da candidatura de Cadu Xavier, o coordenador afirmou que o desempenho observado nas últimas semanas confirma uma expectativa construída desde a escolha do nome pelo PT.

“Quando o partido escolheu Cadu como candidato, a gente já enxergava nele esse perfil e essa capacidade. Ele tem uma facilidade muito grande de conquistar as pessoas. O primeiro teste foi com a militância do PT, que não é fácil, mas ele conquistou rapidamente a militância do PT, do PV e amplia muito para além do próprio partido”, afirmou.

Segundo Raimundo, o perfil do pré-candidato também representa uma renovação interna do campo governista. “É um nome novo, um perfil novo. Isso faz parte de uma renovação geracional que o partido já vem fazendo há alguns anos, e Cadu se adequa perfeitamente a esse perfil”, avaliou.

Ao comentar o apoio das principais lideranças municipais do estado, tema que vem sendo acompanhado de perto pelos bastidores políticos, Raimundo relativizou o peso dos números e disse que o principal ativo da campanha está na receptividade popular.

“Esse cenário é muito disputado, muitas vezes mais por uma questão simbólica do que eleitoral. Eu acho muito importante e não minimizo o apoio dos prefeitos, mas o principal é que Cadu está conquistando os corações e a mente das pessoas”, destacou.

Vice permanece em aberto
Outro ponto ainda indefinido é a composição da chapa majoritária. Raimundo confirmou que a escolha do candidato a vice permanece em aberto e deverá ser discutida com os partidos aliados antes da convenção.

“Ainda não definimos essa questão. Vamos fazer essa discussão com os partidos coligados e acredito que antes da convenção teremos uma solução”, afirmou.

A preferência do grupo continua sendo por uma mulher na vaga, embora o cenário tenha mudado nas últimas semanas. Nomes antes cotados passaram a concentrar esforços nas chapas proporcionais.

“Essa continua sendo a nossa pretensão, porque entendemos que seria o ideal. Mas os nomes que surgiram foram se organizando nas disputas proporcionais. Hoje não existe esse nome definido, embora não esteja descartado deslocar alguma dessas mulheres para a vice”, explicou.

Alianças com partidos aliados
As articulações com os partidos aliados também continuam em andamento. Sobre o PSOL, Raimundo afirmou que as conversas existem, mas ressaltou que o partido tem uma dinâmica própria de construção política.

“Até agora entendo que é muito mais uma conversa mesmo. O PSOL tem uma particularidade, uma forma de fazer política, e acho legítimo que, de repente, queira manter suas candidaturas”, afirmou.

Já em relação ao PSDB, Raimundo afirmou que a definição da legenda ainda depende de uma conversa interna e lembrou que o presidente estadual da sigla, Ezequiel Ferreira, já chegou adiar a reunião para tratar do tema.

“O presidente Ezequiel adiou algumas vezes essa reunião que já era para ter acontecido. Como o PSDB participa hoje do governo, acho que primeiro eles devem ter uma conversa enquanto governo para depois discutir a questão eleitoral. Não tenho noção de quando isso será definido”, afirmou.

Efeito pós-Lula
Raimundo também atribuiu à passagem de Lula pelo Rio Grande do Norte um impulso importante para a campanha governista. Segundo ele, o crescimento da presença digital de Cadu foi imediato.

“Foi muito forte o crescimento de Cadu nessas duas últimas semanas. Hoje o que temos para medir são as redes sociais, e o crescimento foi totalmente fora da curva. Acredito que isso deverá aparecer nas próximas pesquisas”, avaliou.

Na avaliação do coordenador, o efeito positivo também alcançou os demais integrantes da chapa majoritária e as candidaturas proporcionais.

“Com certeza refletiu em toda a majoritária. A militância está muito empolgada. Partido de militância é diferente de partido de estrutura. Quando ela se apaixona pelo projeto, vai para a frente”, concluiu.


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PRESIDENTE DO UNIÃO BRASIL JOVEM ADMINISTRA PERFIL INVESTIGADO NO TRE

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O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) avançou na investigação sobre o perfil “@rncomallyson”, denunciado na Representação nº 0600209-45.2026.6.20.0000, proposta pelo Partido Liberal (PL/RN). A ação, relatada pela juíza Sulamita Pacheco, tem como representados o responsável pela administração da página e o ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Leandro Bezerra Silva, por suposta propaganda eleitoral antecipada e irregular nas redes sociais.

Segundo a representação, o perfil era utilizado para divulgar conteúdo favorável a Allyson Bezerra e atacar adversários políticos, entre eles o ex-prefeito de Natal e também pré-candidato ao Governo do Estado, Álvaro Dias. Diante das publicações, o PL pediu à Justiça Eleitoral a identificação dos responsáveis pela página e a adoção das medidas cabíveis.

A apuração ganhou um novo capítulo após o próprio responsável pelo perfil admitir, em entrevista exclusiva ao Diário do RN, que criou e administra a página.

Em despacho recente, a relatora revelou que a Meta informou à Justiça Eleitoral que o perfil “@rncomallyson” estava cadastrado com o e-mail “joaocarlosmedeirosfrtf@gmail.com” e o telefone (84) 99816-5793. Diante dessas informações, determinou a expedição de ofícios ao Google Brasil para identificar o titular do endereço eletrônico, à Telefônica Brasil (Vivo) para fornecer os dados cadastrais da linha telefônica e à própria Meta para apresentar os registros de acesso do perfil referentes aos últimos três meses.

As diligências já começaram a ser cumpridas. O TRE expediu o Mandado de Intimação nº 29/2026-SPE, determinando que a Vivo encaminhe, no prazo de três dias, o nome completo, CPF e endereço do titular da linha telefônica utilizada no cadastro da página investigada.

Após tomar conhecimento do despacho, o Diário do RN entrou em contato com João Carlos Medeiros, vice-presidente estadual do União Brasil Jovem. Durante a entrevista, ele confirmou ser o titular do e-mail e do telefone informados pela Meta e admitiu que criou e administra o perfil.

“Eu fiz esse perfil por conta própria, para produzir minhas próprias postagens e defender aquilo em que acredito. Sou admirador e apoiador de Allyson desde a época em que ele era deputado estadual. Não sou remunerado e todas as produções são feitas por mim”, afirmou.

Questionado se era o presidente do União Brasil Jovem em Mossoró, João Carlos negou e disse que ocupava somente a posição de vice-presidente do partido jovem no Estado. Porém, a própria página do partido em Mossoró postou a posse dele como presidente.

João Carlos também afirmou que ocupa um cargo comissionado na Câmara Municipal de Mossoró desde 2021 e informou que ainda não foi intimado pela Justiça Eleitoral. “Fiquei sabendo desse processo pela imprensa e estou aguardando ser intimado para poder me defender”, disse, acrescentando que também não recebeu qualquer intimação da Polícia Federal.

Embora a entrevista esclareça quem afirma ter criado e administrado a página, a investigação da Justiça Eleitoral permanece em andamento. O despacho da relatora busca confirmar oficialmente, por meio das respostas do Google, da Vivo e dos registros de acesso da Meta, a titularidade dos cadastros e os acessos realizados ao perfil. Esses elementos técnicos poderão integrar o conjunto probatório da representação que apura eventual propaganda eleitoral irregular em favor de Allyson Bezerra.

O avanço das diligências representa uma nova fase da investigação, agora baseada em provas técnicas requisitadas diretamente às plataformas digitais e à operadora de telefonia. A confirmação pública da autoria da página por João Carlos Medeiros acrescenta um novo elemento ao caso, mas a apuração judicial prossegue para verificar, com base nas informações técnicas requisitadas às empresas, todos os aspectos relacionados à administração do perfil investigado e aos fatos narrados na representação proposta pelo Partido Liberal.


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TRE AFIRMA QUE NATÁLIA BONAVIDES MENTIU CONTRA STYVENSON VALENTIM

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O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) determinou a retirada, em até 24 horas, de quatro publicações no Instagram e de um vídeo no YouTube divulgados pela deputada federal e pré-candidata à reeleição Natália Bonavides (PT). A decisão liminar foi proferida pela juíza Sulamita Pacheco no último dia 6 de julho, no âmbito da Representação Eleitoral nº 0600222-44.2026.6.20.0000, em ação movida pelo Podemos contra a parlamentar após representação envolvendo o senador Styvenson Valentim (Podemos).

Logo na análise inicial, a magistrada concluiu que as publicações “ultrapassaram a mera crítica política, passando a veicular conteúdo claramente desinformativo e descontextualizado, denotando-se a intenção de ofender a honra e a imagem de pré-candidato adversário”, fundamento que embasou a concessão da liminar para retirada do conteúdo.

Na decisão, Sulamita Pacheco entendeu que as publicações divulgam informações descontextualizadas e inverídicas sobre a PEC nº 12/2026. Styvenson acusa Natália de associar sua assinatura na proposta à retirada de direitos trabalhistas com o objetivo de desgastar sua imagem durante o período de pré-campanha eleitoral.

Ao analisar o pedido liminar, a juíza concluiu que as publicações apresentam indícios de propaganda eleitoral antecipada negativa e de divulgação de desinformação.

Em um dos casos, a magistrada destacou que ficou comprovado o impulsionamento pago de uma publicação no Instagram, prática vedada pela legislação eleitoral quando utilizada para conteúdos negativos direcionados a adversários.

Segundo a decisão, “a publicação realizada no Instagram da representada (…) foi objeto de impulsionamento pago, contrariando a legislação eleitoral que não permite o impulsionamento desse tipo de conteúdo”, registrou a juíza ao reconhecer a irregularidade da divulgação patrocinada.

A magistrada também ressaltou que a liberdade de expressão é garantida durante o debate eleitoral, mas encontra limites quando há divulgação de informações falsas ou gravemente descontextualizadas.

“O debate político é livre e deve ser protegido, admitindo-se críticas duras e ácidas entre possíveis concorrentes. Contudo, a liberdade de expressão encontra limite claro na proibição de divulgação de conteúdos sabidamente falsos ou gravemente descontextualizados, capazes de induzir o eleitor em erro”, destacou Sulamita Pacheco.

Ao confrontar as publicações com o texto da PEC nº 12/2026, a relatora afirmou que as alegações feitas por Natália Bonavides não encontram respaldo no conteúdo da proposta.

“O confronto direto entre as publicações impugnadas e o teor literal da PEC nº 12/2026 evidencia que a proposta não extingue o repouso semanal remunerado (não criando uma ‘escala 7×0’) e expressamente resguarda a jornada máxima de 44 horas semanais”, registrou.

Em outro trecho, a juíza afirmou que “as postagens inquinadas carregam uma conotação negativa, baseada em premissas factualmente falsas e dolosamente utilizadas com o intuito de ferir a imagem e a reputação do pré-candidato Styvenson”, reforçando a necessidade de retirada imediata do conteúdo.

Ao fundamentar a concessão da liminar, Sulamita Pacheco considerou presentes tanto a probabilidade do direito quanto o risco de dano decorrente da permanência das publicações no ar.

Na decisão, a magistrada reconheceu “a existência da fumaça do bom direito (…) os quais propagam um conteúdo descontextualizado e desinformativo acerca da defesa de determinado projeto de emenda constitucional, com potencialidade de atingir a honra e a imagem de candidato adversário”.

Sobre o perigo da demora, acrescentou que “esse tipo de conteúdo desinformativo e ofensivo, quando propagado por meio de redes sociais de figuras públicas com elevado número de seguidores, possui grande poder de alcance e disseminação (…) sendo necessária a rápida atuação da Justiça Eleitoral”, justificando a remoção imediata das publicações.

Além da retirada dos conteúdos, a decisão determina a preservação dos registros, metadados, métricas de alcance, comentários, visualizações e informações sobre eventual impulsionamento das publicações.

A Meta também deverá informar se houve impulsionamento das demais postagens questionadas. Em caso de descumprimento da ordem judicial, foi fixada multa diária de R$ 10 mil.

O Diário do RN procurou a deputada federal Natália Bonavides para comentar a decisão, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.


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