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II FESTIVAL DE REPENTISTAS PRESTA HOMENAGEM A DOMINGOS TOMAZ

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Nascido e criado em Natal, o jovem poeta e repentista Felipe Pereira iniciou a carreira aos 14 anos, acompanhando as cantorias que aconteciam na cidade. Teve como incentivo os conselhos de cantadores como Ivanildo Vila Nova, Raimundo Caetano e Os Nonatos. Hoje, aos 27 anos, já soma 13 anos de carreira artística, sendo um dos mais jovens cantadores do Brasil.

Em 2014, Felipe gravou o primeiro CD e um DVD, onde teve oportunidade de mostrar a tradição das cantorias com a interação da plateia e o improviso.

O potiguar também já teve oportunidade de apresentar seu trabalho pelo Nordeste, fez turnês em São Paulo (SP) e participação de programas de tv, além de ser premiado em festivais e desafios de repente.

FESTIVAL DE REPENTISTAS
Felipe é o idealizador do Festival de repentistas – Domingos Tomaz, que esse ano chega a segunda edição, sendo a primeira em formato presencial. “A primeira edição do festival aconteceu em 2021, durante a pandemia, no formato de Live”, conta ele, acrescentando ainda que a expectativa é grande e reúne um misto de sensações. “O reencontro com o público sempre é satisfatório. E estamos unindo isso a saudade dos antigos festivais promovidos na AABB no início dos anos 2000”.

O evento é uma homenagem ao repentista Domingos Tomaz, que faleceu em 2018, na cidade de Touros-RN. “Por muito tempo (ele) promoveu cantorias, festivais e se apresentou nos congressos de violeiros pelo Nordeste”.

Felipe Pereira vai apresentar o festival ao lado do poeta Iponax Vila Nova, em uma espécie de intermediação das apresentações dos 10 repentistas que se apresentarão durante a noite desta quinta-feira. São veteranos e jovens cantadores que representam a riqueza de uma tradição marcante da região e que, ele destaca, precisa ser preservada. O RN tem em média de 30 repentistas-violeiros atuando profissionalmente: “Hoje o cenário da cantoria é bem satisfatório em relação ao número de cantadores jovens que está surgindo. Porém, ainda há uma necessidade de trabalho mais incisivo para manutenção das tradições nordestinas, já que as culturas de massa têm tomado espaço”.

No II Festival de repentistas – Domingos Tomaz, sobem ao palco os veteranos Zé viola, Raimundo Caetano, António Lisboa, Biu Dionísio e Hipólito Moura. Somam-se a eles André Santos, Helânio Moreira, Zé Albino, Jeferson Silva e João Lídio.

O evento terá início às 19h30 e o acesso é gratuito: “Quem puder levar um quilo de alimento não perecível, a doação será destinada as campanhas sociais do Sesc”.

Nascido e criado em Natal, o jovem poeta e repentista Felipe Pereira iniciou a carreira aos 14 anos, acompanhando as cantorias que aconteciam na cidade. Teve como incentivo os conselhos de cantadores como Ivanildo Vila Nova, Raimundo Caetano e Os Nonatos. Hoje, aos 27 anos, já soma 13 anos de carreira artística, sendo um dos mais jovens cantadores do Brasil.

Em 2014, Felipe gravou o primeiro CD e um DVD, onde teve oportunidade de mostrar a tradição das cantorias com a interação da plateia e o improviso.

O potiguar também já teve oportunidade de apresentar seu trabalho pelo Nordeste, fez turnês em São Paulo (SP) e participação de programas de tv, além de ser premiado em festivais e desafios de repente.

FESTIVAL DE REPENTISTAS
Felipe é o idealizador do Festival de repentistas – Domingos Tomaz, que esse ano chega a segunda edição, sendo a primeira em formato presencial. “A primeira edição do festival aconteceu em 2021, durante a pandemia, no formato de Live”, conta ele, acrescentando ainda que a expectativa é grande e reúne um misto de sensações. “O reencontro com o público sempre é satisfatório. E estamos unindo isso a saudade dos antigos festivais promovidos na AABB no início dos anos 2000”.

O evento é uma homenagem ao repentista Domingos Tomaz, que faleceu em 2018, na cidade de Touros-RN. “Por muito tempo (ele) promoveu cantorias, festivais e se apresentou nos congressos de violeiros pelo Nordeste”.

Felipe Pereira vai apresentar o festival ao lado do poeta Iponax Vila Nova, em uma espécie de intermediação das apresentações dos 10 repentistas que se apresentarão durante a noite desta quinta-feira. São veteranos e jovens cantadores que representam a riqueza de uma tradição marcante da região e que, ele destaca, precisa ser preservada. O RN tem em média de 30 repentistas-violeiros atuando profissionalmente: “Hoje o cenário da cantoria é bem satisfatório em relação ao número de cantadores jovens que está surgindo. Porém, ainda há uma necessidade de trabalho mais incisivo para manutenção das tradições nordestinas, já que as culturas de massa têm tomado espaço”.

No II Festival de repentistas – Domingos Tomaz, sobem ao palco os veteranos Zé viola, Raimundo Caetano, António Lisboa, Biu Dionísio e Hipólito Moura. Somam-se a eles André Santos, Helânio Moreira, Zé Albino, Jeferson Silva e João Lídio.

O evento terá início às 19h30 e o acesso é gratuito: “Quem puder levar um quilo de alimento não perecível, a doação será destinada as campanhas sociais do Sesc”.


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SAIBA QUEM SÃO OS 27 PRESOS QUE DESAPARECERAM DE ALCAÇUZ

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Onde eles estão? Fugiram? Foram mortos? Onde estão seus corpos? Quem será responsabilizado? Estas são as principais perguntas que o Estado do Rio Grande do Norte precisa responder e que a sociedade, por meio do Ministério Público Federal, quer saber. Estamos falando de 27 presos que um dia foram inseridos no sistema prisional potiguar e que em 14 de janeiro de 2017, data em que ocorreu o maior massacre da história da Penitenciária de Alcaçuz, nunca mais foram vistos.

Nesta edição, com exclusividade, o Diário do RN revela o nome de cada um deles.

Antes de apresentar a lista, é preciso entender a história. Nesta semana, o MPF divulgou uma recomendação na qual cobra da União, através do Ministério dos Direitos Humano e Cidadania, e também do Estado do Rio Grande do Norte, mais precisamente da Secretaria da Administração Penitenciária, que localizem os detentos, uma vez que os 27 ainda são considerados oficialmente desaparecidos.

“Eu fiz toda análise de todos os processos que existem sobre esses fatos. Fui fazendo trabalho de formiguinha. Analisei no Ministério Público Estadual, na Polícia Civil, os processos da Justiça, as informações dos dados da SEAP. Precisei que colegas, servidores, fizessem uma análise, reanálise, para ter certeza que essas pessoas não desapareceram na ocasião da rebelião. Então, eu tinha que ligar o desaparecimento com o motim, com o problema que aconteceu em Alcaçuz.

Como não tinha muitos dados no sistema, na época, em 2017, tudo era muito bagunçado, muito desorganizado, a gente teve que fazer esse trabalho passo a passo. E até agora, o fato é que não tem explicação razoável do paradeiro dessas pessoas. Na data que aconteceu o fato em Alcaçuz, elas estavam lá. Dali em diante, não tem mais documento sobre elas. É isso”, explicou o procurar da República Fernando Rocha.

União e Estado têm prazo de 10 dias para responder à recomendação do MPF.

O que diz a recomendação
A reportagem teve acesso à integra da recomendação. Além de cobrar o paradeiro dos detentos desaparecidos. O MPF ainda listou uma série de medidas preventivas e de otimização de buscas dos desaparecidos. São elas:

Sobre omissão, falhas, transparência e responsabilidade
Após todas as diligências adotadas, caso não seja possível localizar os desaparecidos, o MPF ainda recomenda à União e ao Estado do RN que, juntos, solidariamente, se responsabilizem por indenizar as famílias, “reconhecendo a omissão ou falhas no controle e proteção dos detentos sob sua custódia”, além da “emissão de relatórios públicos detalhados sobre o andamento das investigações, os esforços de busca e as medidas adotadas, garantindo transparência e responsabilidade perante a sociedade”.

Ainda segundo o MPF, “o desaparecimento forçado de presos, sem investigação adequada, constitui uma violação grave dos direitos humanos, tipificada como crime de lesa-humanidade em contextos de conflito e opressão, o que impõe ao Brasil a responsabilidade de não apenas buscar os corpos ou o paradeiro dos presos desaparecidos, mas também de assegurar que os culpados sejam devidamente responsabilizados”.

E considera também que “o desaparecimento de presos sem a devida apuração vai de encontro às obrigações do Estado brasileiro no tocante ao direito à vida, integridade física e garantia de segurança das pessoas sob custódia do Estado, conforme previsto no Pacto de San José da Costa Rica (Convenção Americana sobre Direitos Humanos) e na Convenção Internacional para a Proteção de Todas as Pessoas contra o Desaparecimento Forçado (Decreto 8.767/2016), dos quais o Brasil é signatário”.

O que diz o Estado
Em nota, a SEAP disse que, “no que tange às competências legais da pasta, analisa as providências demandadas pelo Ministério Público Federal com intuito de observar quais, entre elas, já foram atendidas e as eventuais pendências”.

A Secretaria também disse que o sistema hoje é muito diferente do sistema de 2017, que o Estado hoje tem o controle e tem a disciplina de todas as unidades prisionais. E que, no que compete à SEAP, há mais de 1.500 câmeras de vigilância, câmeras corporais, aparelhos de raio-x, detectores de metal, softwares que dizem onde cada preso está, cada cela, cada pavilhão, que todos os presos são submetidos a técnicas de classificação, e que se sabe da periculosidade, quais estão aptos ao estudo e ao trabalho, e que a investigação da Polícia Civil foi concluída em 2019, indiciando 84 pessoas pelas mortes ocorridas no massacre de Alcaçuz.

O Massacre de Alcaçuz
O Massacre de Alcaçuz, como ficou conhecido o episódio mais sangrento da história do sistema penitenciário potiguar, aconteceu em janeiro de 2017. Durou quase duas semanas. Começou no dia 14, mas o Estado só conseguiu retomar o controle da penitenciária dia 27. Ao final, 27 presos foram mortos durante um confronto envolvendo duas facções criminosas: o PCC e o Sindicato do Crime do RN. Muitos dos corpos foram encontrados sem cabeça e com os membros esquartejados. Outros, totalmente carbonizados. Exames de DNA foram necessários para a identificação.

O inquérito que apurou a matança só foi concluído em 29 de novembro de 2019. Ao todo, 216 presos se envolveram no massacre. Destes, 74 foram indiciados pelos homicídios.

Lista dos desaparecidos

Onde eles estão? Fugiram? Foram mortos? Onde estão seus corpos? Quem será responsabilizado? Estas são as principais perguntas que o Estado do Rio Grande do Norte precisa responder e que a sociedade, por meio do Ministério Público Federal, quer saber. Estamos falando de 27 presos que um dia foram inseridos no sistema prisional potiguar e que em 14 de janeiro de 2017, data em que ocorreu o maior massacre da história da Penitenciária de Alcaçuz, nunca mais foram vistos.

Nesta edição, com exclusividade, o Diário do RN revela o nome de cada um deles.

Antes de apresentar a lista, é preciso entender a história. Nesta semana, o MPF divulgou uma recomendação na qual cobra da União, através do Ministério dos Direitos Humano e Cidadania, e também do Estado do Rio Grande do Norte, mais precisamente da Secretaria da Administração Penitenciária, que localizem os detentos, uma vez que os 27 ainda são considerados oficialmente desaparecidos.

“Eu fiz toda análise de todos os processos que existem sobre esses fatos. Fui fazendo trabalho de formiguinha. Analisei no Ministério Público Estadual, na Polícia Civil, os processos da Justiça, as informações dos dados da SEAP. Precisei que colegas, servidores, fizessem uma análise, reanálise, para ter certeza que essas pessoas não desapareceram na ocasião da rebelião. Então, eu tinha que ligar o desaparecimento com o motim, com o problema que aconteceu em Alcaçuz.

Como não tinha muitos dados no sistema, na época, em 2017, tudo era muito bagunçado, muito desorganizado, a gente teve que fazer esse trabalho passo a passo. E até agora, o fato é que não tem explicação razoável do paradeiro dessas pessoas. Na data que aconteceu o fato em Alcaçuz, elas estavam lá. Dali em diante, não tem mais documento sobre elas. É isso”, explicou o procurar da República Fernando Rocha.

União e Estado têm prazo de 10 dias para responder à recomendação do MPF.

O que diz a recomendação
A reportagem teve acesso à integra da recomendação. Além de cobrar o paradeiro dos detentos desaparecidos. O MPF ainda listou uma série de medidas preventivas e de otimização de buscas dos desaparecidos. São elas:

  1. A criação de um plano de contingência para resposta imediata a rebeliões e outras crises no sistema prisional, incluindo a identificação e localização de detentos.
  2. Um sistema de registro eficaz de todas as movimentações, saídas, entradas, transferências de alas, vivências ou unidades prisionais e, especialmente, os desaparecimentos de detentos, mediante, preferencialmente, meios digitais, capazes de garantir os registros atualizados de todas as movimentações.
  3. Mobilizar equipes especializadas para realizar varreduras e buscas em banco de dados e ou dentro das dependências do presídio em situação de rebelião, com o objetivo precípuo de localizar os desaparecidos.
  4. A implementação do uso de câmeras de segurança, drones e outras tecnologias de monitoramento para facilitar a localização de detentos em áreas potencialmente afetadas pela rebelião.
  5. Investigações coordenadas com a polícia e órgãos de monitoramento de direitos humanos para descobrir o paradeiro dos desaparecidos, devendo, se necessário, incluir entrevistas com funcionários e detentos que possam fornecer informações.
  6. Manter contato contínuo e transparente com os familiares dos detentos, informando sobre as ações que estão sendo tomadas e fornecendo atualizações constantes sobre a situação.
  7. Utilizar depoimentos de testemunhas, imagens de câmeras de segurança e informações da comunidade local para obter pistas sobre o paradeiro dos desaparecidos.
  8. Trabalhar em conjunto com outras instituições como a Defensoria Pública, Ministério Público e órgãos de segurança para otimizar a busca e investigação do paradeiro dos detentos ainda em situação de desaparecidos.
  9. Caso sejam encontrados restos mortais ou evidências de crimes, realizar testes de DNA e outros exames forenses em cooperação com a polícia técnica para identificar possíveis vítimas e dar um desfecho às famílias.

Sobre omissão, falhas, transparência e responsabilidade
Após todas as diligências adotadas, caso não seja possível localizar os desaparecidos, o MPF ainda recomenda à União e ao Estado do RN que, juntos, solidariamente, se responsabilizem por indenizar as famílias, “reconhecendo a omissão ou falhas no controle e proteção dos detentos sob sua custódia”, além da “emissão de relatórios públicos detalhados sobre o andamento das investigações, os esforços de busca e as medidas adotadas, garantindo transparência e responsabilidade perante a sociedade”.

Ainda segundo o MPF, “o desaparecimento forçado de presos, sem investigação adequada, constitui uma violação grave dos direitos humanos, tipificada como crime de lesa-humanidade em contextos de conflito e opressão, o que impõe ao Brasil a responsabilidade de não apenas buscar os corpos ou o paradeiro dos presos desaparecidos, mas também de assegurar que os culpados sejam devidamente responsabilizados”.

E considera também que “o desaparecimento de presos sem a devida apuração vai de encontro às obrigações do Estado brasileiro no tocante ao direito à vida, integridade física e garantia de segurança das pessoas sob custódia do Estado, conforme previsto no Pacto de San José da Costa Rica (Convenção Americana sobre Direitos Humanos) e na Convenção Internacional para a Proteção de Todas as Pessoas contra o Desaparecimento Forçado (Decreto 8.767/2016), dos quais o Brasil é signatário”.

O que diz o Estado
Em nota, a SEAP disse que, “no que tange às competências legais da pasta, analisa as providências demandadas pelo Ministério Público Federal com intuito de observar quais, entre elas, já foram atendidas e as eventuais pendências”.

A Secretaria também disse que o sistema hoje é muito diferente do sistema de 2017, que o Estado hoje tem o controle e tem a disciplina de todas as unidades prisionais. E que, no que compete à SEAP, há mais de 1.500 câmeras de vigilância, câmeras corporais, aparelhos de raio-x, detectores de metal, softwares que dizem onde cada preso está, cada cela, cada pavilhão, que todos os presos são submetidos a técnicas de classificação, e que se sabe da periculosidade, quais estão aptos ao estudo e ao trabalho, e que a investigação da Polícia Civil foi concluída em 2019, indiciando 84 pessoas pelas mortes ocorridas no massacre de Alcaçuz.

O Massacre de Alcaçuz
O Massacre de Alcaçuz, como ficou conhecido o episódio mais sangrento da história do sistema penitenciário potiguar, aconteceu em janeiro de 2017. Durou quase duas semanas. Começou no dia 14, mas o Estado só conseguiu retomar o controle da penitenciária dia 27. Ao final, 27 presos foram mortos durante um confronto envolvendo duas facções criminosas: o PCC e o Sindicato do Crime do RN. Muitos dos corpos foram encontrados sem cabeça e com os membros esquartejados. Outros, totalmente carbonizados. Exames de DNA foram necessários para a identificação.

O inquérito que apurou a matança só foi concluído em 29 de novembro de 2019. Ao todo, 216 presos se envolveram no massacre. Destes, 74 foram indiciados pelos homicídios.

Lista dos desaparecidos

  1. Caio Henrique Pereira de Lima
  2. Eudes Rocha Bernardino de Sena
  3. Marlon Pietro da Silva Nascimento
  4. Gilberto Lopes de Moura
  5. Walter Valério Tenório de Araújo
  6. Rogério Teixeira Dantas
  7. Carlos José dos Santos Araújo
  8. Paulo Henrique Alcântara
  9. Francisco Neilson Gomes Chiola
  10. Rodolpho Carvalho Cavalcanti
  11. Gilmar Sousa do Nascimento
  12. Marlos Pietro Bento de Oliveira
  13. Adailton Manço
  14. Iraclan do Nascimento Queiroz
  15. Alan Davydson Nunes Santos
  16. Francisco Deusamor J. de Oliveira
  17. Fábio Augusto Teixeira Furtado Silva
  18. Francisco Alexandre Pereira de Souza
  19. Adriano Araújo da Silva
  20. Francisco Ítalo Vieira da Silva
  21. Douglas Winnes Silva de Jesus
  22. Edivanildo Souza de Oliveira
  23. Francisco Job de Oliveira
  24. Izaqueu Ramos da Silva
  25. Jefferson Santos da Silva
  26. Jobson Luiz de Carvalho
  27. Rumasceli Afonso de Oliveira

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“AMOU, SONHOU, VIVEU DE FANTASIAS”: EXPOSIÇÃO HOMENAGEIA LÊDA MACIEL

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A exposição coletiva “Amou, sonhou, viveu de fantasias – dialógos com Lêda Maciel” estreia no dia 14 de setembro, na Pinacoteca Potiguar, reunindo trabalhos de artistas residentes em Natal: Kais Mabelli, Sarah Fernandes e Zabé. Os três desenvolvem trabalhos artísticos envolvendo pintura, bordado, escultura, dentre outras técnicas.

O projeto traz um caráter de protagonismo feminino no campo das artes e presta uma homenagem à poeta norte-rio-grandense Lêda Maciel (1930–2007), cujas poesias foram publicadas postumamente no livro “O verso e o (re)-verso” e proporciona uma grande inspiração para as artistas, que decidiram homenagear esta potiguar que não teve o merecido reconhecimento ainda em vida.

De encontros em galerias de arte e pontos culturais e de resistência pelo centro da cidade, as artistas foram se conectando cada vez mais com a arte potiguar e com expressões artísticas singelas e lúdicas, mais especificamente com as produções populares no estilo Naïf – conhecido pela grande variedade de representações figurativas, pelos temas regionalistas e poéticos, pelos arranjos de composição simples e pela forma espontânea de expressão individual de cada artista.

As obras expressam sentimentos e reflexões sobre a vida que é compartilhada, num processo coletivo de resgate de memórias afetivas individuais. A exposição reunirá trabalhos do acervo pessoal das integrantes, como também peças inéditas produzidas para a exposição, dentre elas uma obra confeccionada pelas três artistas contemplando a temática do projeto.

ZABEL ROCHA (ZABÉ) @zabe_atelie
Izabel Rocha é designer, graduada pela UFCG, possui licenciatura em Artes Visuais e pós-graduação em Design Digital. Desenvolve atividades ligadas ao ensino da arte, esculturas em cerâmica, produção de pinturas em aquarela e tinta acrílica. Faz trabalhos experimentais em muros abandonados pela cidade de Natal, onde o termo “Gentileza Urbana” foi incorporado pela artista para descrever seu trabalho. Participou de algumas exposições de arte, em nível local e regional, e atualmente dedica-se ao seu ateliê, com produções artísticas que transitam entre a pintura e a escultura, aprimorando técnicas e habilidades da arte popular e contemporânea.

KAIS MABELLI – @kmabelli
Kais Mabelli é formada em Ciências Econômicas e Direito. Inspirada por artistas como Djanira, Beatriz Milhazes e o Grupo Matizes Dumont, entre outros, mistura técnicas como pintura, colagem e bordado para se expressar em cores, formas e texturas. Teve obras expostas em duas edições do Salão Dorian Gray em Natal e em Mossoró e mais recentemente na I Mostra de Arte do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte. Ser criativo para ela tem a ver com exercitar um olhar sensível e curioso sobre tudo que nos cerca e não ter medo de tentar.

SARAH FERNANDES – @sarahhfernandes
Sarah Fernandes é artista autodidata com cursos livres de pintura à óleo, aquarela, acrílica e fotografia. Participou de exposições coletivas, como VI Salão Dorian Gray de Artes Potiguar e Cores do RN (2021), Dolores (2014), Homônimos (2016), Folclore do RN (2021), Festival Sonora (2016), assim como exposições individuais em estabelecimentos privados. Em 2014 foi contemplada pelo edital Ruy Pereira para realizar uma intervenção urbana na Cidade Alta e desde 2018 atua como professora de aquarela, já tendo aplicado oficinas em estabelecimentos privados e ONGS.


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PSIQUIATRA EXPLICA O AUMENTO DA INCIDÊNCIA DAS DOENÇAS MENTAIS

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Nos dias de hoje, cada vez mais, é preciso ter cuidado. Vivemos dias de intensa competitividade, de uma correria cada vez mais desenfreada. Os avanços da tecnologia são ligeiros, tudo é muito rápido, acelerado, difícil de acompanhar. É preciso tomar muito cuidados para não pirar. Estamos falando de cuidar da cabeça, da saúde mental.

Os debates sobre o tema se intensificam no Setembro Amarelo e, por isso, o Diário do RN preparou alguns questionamentos e perguntou a uma profissional da área o que fazer para não adoecer. Afinal, estamos mesmo adoecendo mais? Por que? As respostas são da psiquiatra Adriane Maciel Caldas. Ela possui residência médica em psiquiatria pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP/SP) desde 2010, é preceptora da residência médica psiquiátrica do Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), em Natal, e especialista em terapia de família.

Diário do RN – As pessoas estão adoecendo mais? Por que?
Adriane Caldas – A incidência das doenças mentais vem aumentando não só no Brasil como mundialmente. Esse aumento se deve a uma série de fatores, que vão desde uma maior conscientização da população sobre saúde mental. Portanto, maior procura por profissionais da área e, consequentemente, um maior número de diagnósticos. O estresse crônico relacionado a dificuldades financeiras, conflitos familiares, conjugais ou no trabalho, o ritmo de vida acelerado da vida moderna, comparações nas redes sociais de um ideal de vida perfeita, em que as pessoas estão ultrapassando seus próprios limites, desconectando-se da sua essência até chegarem a exaustão e continuando a eterna insatisfação com a vida. Sem esquecermos também da importância da genética e outras doenças clínicas como os transtornos mentais.

Diário do RN – Hoje se fala muito mais na importância de cuidar da saúde mental. Não é contraditório que com mais esclarecimentos haja mais adoecimento? Por que isso acontece?
Adriane Caldas – Essa é uma questão bem complexa. A facilidade de acesso às informações sobre saúde mental, hoje em dia, tem contribuído para identificação mais precoce dos sintomas e uma maior procura por profissionais da área, como foi bem evidenciado recentemente na pandemia do Covid-19. Do meu ponto de vista, boa parte do aumento da prevalência se deve a um maior do número de diagnósticos. Outras razões que contribuem para esse aumento são: as pressões impostas pela vida moderna, como a busca pelo corpo perfeito, por alta performance no trabalho e a idealização de família perfeita. É preciso que a gente entenda que a vida real é feita não só de momentos felizes, mas também de dificuldades, desafios, que se vistos por uma perspectiva positiva, são excelentes oportunidades de aprendizados para nossa evolução como ser humano.

Outros fatores implicados ainda são: dificuldades financeiras, perda de ente querido, violência física ou emocional, baixa autoestima, baixa rede de apoio social de familiares ou amigos. Sem se esquecer, como já foi dito anteriormente, da forte relação da genética com os transtornos mentais. Portanto, enquanto a conscientização e a informação são cruciais para melhorar a detecção e o tratamento, elas não necessariamente reduzem a incidência de transtornos mentais.

Em vez disso, ajudam a compreender melhor a prevalência e a natureza desses transtornos, além de promover uma abordagem mais eficaz para o tratamento e a prevenção.

Diário do RN – Qual impacto das redes sociais?
Adriane Caldas – O impacto das redes sociais na saúde mental é multifacetado. Pode contribuir negativamente, elevando níveis de ansiedade e depressão por comparações sociais de uma versão idealizada da vida das pessoas, levando as pessoas a apresentarem sentimentos de inadequação, preocupações com imagem e baixa autoestima. A exposição de comentários negativos, o bullying online (ciberbullying), tem causado danos severos e devastadores na saúde mental, especialmente dos nossos jovens. Hoje também temos visto um aumento considerável da dependência de redes sociais, redução de prática de atividades saudáveis, isolamento social, além do uso excessivo de telas, um dos maiores vilões da dificuldade de um sono reparador. Por outro lado, as redes sociais também têm seu lado positivo como um meio para facilitar o contato com amigos e familiares que moram distantes, possibilita networking, dicas de cursos e formações profissionais, funciona como rede de apoio com pessoas que passam por dificuldades semelhantes, além de possibilitar o acesso democrático do conhecimento em saúde mental, contribuindo para redução do seu estigma. Enfim, é muito importante utilizar redes sociais de forma saudável, se atentando aos sinais de quando o uso pode estar afetando negativamente a saúde mental. Estratégias como definir limites de tempo, buscar interações positivas e procurar apoio quando necessário podem ajudar a equilibrar esses pontos positivos e negativos relacionados às redes sociais.

Diário do RN – O mercado de trabalho também é um fator que pesa?
Adriane Caldas – O trabalho também é um fator que pode contribuir no adoecimento mental.

Trabalhos extenuantes, que dificultam conciliar vida pessoal e profissional; aqueles que exigem cumprimento de metas, com prazos apertados; assédio moral, discriminações (gênero, sexo, raça ou idade) que levam à baixa autoestima e sentimentos de desvalorização; comunicação inadequada ou falta de apoio entre colegas de trabalho, até preocupações com futuro por falta de estabilidade no trabalho são fatores que contribuem para quadros de ansiedade e depressivos relacionados a trabalho. Por outro lado, trabalhadores que recebem apoio de colegas e lideres, empresas que valorizam o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal de seus colaboradores, que oferecem suporte emocional e psicológico podem contribuir muito para a saúde mental dos funcionários; investimento em capacitações, oportunidade de aprendizado e crescimento profissional aumentam a satisfação e rendimento; autonomia e flexibilidade de forma criteriosa do funcionário, além de ser reconhecido e recompensado pelo esforço, são poderosas estratégias de motivação melhora da produtividade. É muito importante esse olhar das Empresa para a saúde mental de seus colaboradores, contribuindo não só para saúde mental deles, mas também para o próprio crescimento e saúde financeira da empresa.

Diário do RN – Livros de autoajuda, internet… são muitas as informações disponíveis. Qual a importância de acompanhamento especializado? Os tabus afastam as pessoas do consultório psiquiátrico?
Adriane Caldas – Livros de autoajuda, informações na internet são ferramentas importantes de informações sobre saúde mental. É importantíssimo a disseminação de informações e conhecimento na área. Isso ajuda muito na quebra de tabus e preconceitos quanto as doenças mentais. Porém, quando perceber que os sintomas estão frequentes, mais intensos e que estão causando prejuízos na vida pessoal, profissional, familiar ou social, não hesite em procurar atendimento especializados em saúde mental, como psicólogos e psiquiatras.

Diário do RN – Também é possível observar o aumento de crianças com problemas que antes eram considerados “coisa de adulto”, como depressão e ansiedade. Quais fatores podem influenciar essas situações na infância e quais os sinais de alerta para os pais?
Adriane Caldas – O adoecimento mental em crianças e adolescentes pode ser influenciado por fatores individuais, familiares, sociais e ambientais.

Fatores e sinais de adoecimento mental em crianças e adolescentes

Fatores Individuais

Fatores familiares:

Fatores sociais e ambientais:

Sinais de alerta para depressão:

Sinais de alerta para ansiedade:

Como pais podem ajudar?

Nos dias de hoje, cada vez mais, é preciso ter cuidado. Vivemos dias de intensa competitividade, de uma correria cada vez mais desenfreada. Os avanços da tecnologia são ligeiros, tudo é muito rápido, acelerado, difícil de acompanhar. É preciso tomar muito cuidados para não pirar. Estamos falando de cuidar da cabeça, da saúde mental.

Os debates sobre o tema se intensificam no Setembro Amarelo e, por isso, o Diário do RN preparou alguns questionamentos e perguntou a uma profissional da área o que fazer para não adoecer. Afinal, estamos mesmo adoecendo mais? Por que? As respostas são da psiquiatra Adriane Maciel Caldas. Ela possui residência médica em psiquiatria pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP/SP) desde 2010, é preceptora da residência médica psiquiátrica do Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), em Natal, e especialista em terapia de família.

Diário do RN – As pessoas estão adoecendo mais? Por que?
Adriane Caldas – A incidência das doenças mentais vem aumentando não só no Brasil como mundialmente. Esse aumento se deve a uma série de fatores, que vão desde uma maior conscientização da população sobre saúde mental. Portanto, maior procura por profissionais da área e, consequentemente, um maior número de diagnósticos. O estresse crônico relacionado a dificuldades financeiras, conflitos familiares, conjugais ou no trabalho, o ritmo de vida acelerado da vida moderna, comparações nas redes sociais de um ideal de vida perfeita, em que as pessoas estão ultrapassando seus próprios limites, desconectando-se da sua essência até chegarem a exaustão e continuando a eterna insatisfação com a vida. Sem esquecermos também da importância da genética e outras doenças clínicas como os transtornos mentais.

Diário do RN – Hoje se fala muito mais na importância de cuidar da saúde mental. Não é contraditório que com mais esclarecimentos haja mais adoecimento? Por que isso acontece?
Adriane Caldas – Essa é uma questão bem complexa. A facilidade de acesso às informações sobre saúde mental, hoje em dia, tem contribuído para identificação mais precoce dos sintomas e uma maior procura por profissionais da área, como foi bem evidenciado recentemente na pandemia do Covid-19. Do meu ponto de vista, boa parte do aumento da prevalência se deve a um maior do número de diagnósticos. Outras razões que contribuem para esse aumento são: as pressões impostas pela vida moderna, como a busca pelo corpo perfeito, por alta performance no trabalho e a idealização de família perfeita. É preciso que a gente entenda que a vida real é feita não só de momentos felizes, mas também de dificuldades, desafios, que se vistos por uma perspectiva positiva, são excelentes oportunidades de aprendizados para nossa evolução como ser humano.

Outros fatores implicados ainda são: dificuldades financeiras, perda de ente querido, violência física ou emocional, baixa autoestima, baixa rede de apoio social de familiares ou amigos. Sem se esquecer, como já foi dito anteriormente, da forte relação da genética com os transtornos mentais. Portanto, enquanto a conscientização e a informação são cruciais para melhorar a detecção e o tratamento, elas não necessariamente reduzem a incidência de transtornos mentais.

Em vez disso, ajudam a compreender melhor a prevalência e a natureza desses transtornos, além de promover uma abordagem mais eficaz para o tratamento e a prevenção.

Diário do RN – Qual impacto das redes sociais?
Adriane Caldas – O impacto das redes sociais na saúde mental é multifacetado. Pode contribuir negativamente, elevando níveis de ansiedade e depressão por comparações sociais de uma versão idealizada da vida das pessoas, levando as pessoas a apresentarem sentimentos de inadequação, preocupações com imagem e baixa autoestima. A exposição de comentários negativos, o bullying online (ciberbullying), tem causado danos severos e devastadores na saúde mental, especialmente dos nossos jovens. Hoje também temos visto um aumento considerável da dependência de redes sociais, redução de prática de atividades saudáveis, isolamento social, além do uso excessivo de telas, um dos maiores vilões da dificuldade de um sono reparador. Por outro lado, as redes sociais também têm seu lado positivo como um meio para facilitar o contato com amigos e familiares que moram distantes, possibilita networking, dicas de cursos e formações profissionais, funciona como rede de apoio com pessoas que passam por dificuldades semelhantes, além de possibilitar o acesso democrático do conhecimento em saúde mental, contribuindo para redução do seu estigma. Enfim, é muito importante utilizar redes sociais de forma saudável, se atentando aos sinais de quando o uso pode estar afetando negativamente a saúde mental. Estratégias como definir limites de tempo, buscar interações positivas e procurar apoio quando necessário podem ajudar a equilibrar esses pontos positivos e negativos relacionados às redes sociais.

Diário do RN – O mercado de trabalho também é um fator que pesa?
Adriane Caldas – O trabalho também é um fator que pode contribuir no adoecimento mental.

Trabalhos extenuantes, que dificultam conciliar vida pessoal e profissional; aqueles que exigem cumprimento de metas, com prazos apertados; assédio moral, discriminações (gênero, sexo, raça ou idade) que levam à baixa autoestima e sentimentos de desvalorização; comunicação inadequada ou falta de apoio entre colegas de trabalho, até preocupações com futuro por falta de estabilidade no trabalho são fatores que contribuem para quadros de ansiedade e depressivos relacionados a trabalho. Por outro lado, trabalhadores que recebem apoio de colegas e lideres, empresas que valorizam o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal de seus colaboradores, que oferecem suporte emocional e psicológico podem contribuir muito para a saúde mental dos funcionários; investimento em capacitações, oportunidade de aprendizado e crescimento profissional aumentam a satisfação e rendimento; autonomia e flexibilidade de forma criteriosa do funcionário, além de ser reconhecido e recompensado pelo esforço, são poderosas estratégias de motivação melhora da produtividade. É muito importante esse olhar das Empresa para a saúde mental de seus colaboradores, contribuindo não só para saúde mental deles, mas também para o próprio crescimento e saúde financeira da empresa.

Diário do RN – Livros de autoajuda, internet… são muitas as informações disponíveis. Qual a importância de acompanhamento especializado? Os tabus afastam as pessoas do consultório psiquiátrico?
Adriane Caldas – Livros de autoajuda, informações na internet são ferramentas importantes de informações sobre saúde mental. É importantíssimo a disseminação de informações e conhecimento na área. Isso ajuda muito na quebra de tabus e preconceitos quanto as doenças mentais. Porém, quando perceber que os sintomas estão frequentes, mais intensos e que estão causando prejuízos na vida pessoal, profissional, familiar ou social, não hesite em procurar atendimento especializados em saúde mental, como psicólogos e psiquiatras.

Diário do RN – Também é possível observar o aumento de crianças com problemas que antes eram considerados “coisa de adulto”, como depressão e ansiedade. Quais fatores podem influenciar essas situações na infância e quais os sinais de alerta para os pais?
Adriane Caldas – O adoecimento mental em crianças e adolescentes pode ser influenciado por fatores individuais, familiares, sociais e ambientais.

Fatores e sinais de adoecimento mental em crianças e adolescentes

Fatores Individuais

  • Histórico de familiares com transtornos mentais pode aumentar o risco de desenvolvimento de transtornos mentais similiares;
  • Trauma e abuso físico, sexual ou emocional, assim como traumas severos, podem ter impactos devastadores na saúde mental das crianças e jovens;
  • Transtornos do Desenvolvimento, como transtornos do espectro autista, dificuldades de aprendizado, TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) aumentam o risco;
  • Baixa Autoestima.

Fatores familiares:

  • Ambiente Familiar Desestruturado: altos níveis de conflito, separações, divórcios ou ambientes disfuncionais levando a estresse e insegurança;
  • Negligência e Abuso: Negligência emocional, física ou abuso por parte dos pais ou cuidadores;
  • Estilos Parentais Inconsistentes: autoritários, inconsistentes ou muito permissivos;
  • Problemas de Saúde Mental dos Pais: pais com transtornos mentais, muitas vezes não diagnosticados ou com traumas emocionais podem impactar a dinâmica familiar e aumentar o risco de problemas semelhantes nos filhos.

Fatores sociais e ambientais:

  • Bullying e Cyberbullying: podem causar ansiedade, depressão e transtornos de estresse pós-traumático;
  • Pressões Acadêmicas e Sociais: expectativas acadêmicas e sociais elevadas, além das pressões para se encaixar em grupos ou atender a padrões sociais;
  • Desigualdade Socioeconômica: podem levar ao estresse por falta de alimentação, além falta de acesso a serviços de saúde e ambiente de vida precário;
  • Violência e Criminalidade: áreas com alta violência ou criminalidade pode aumentar a exposição a traumas e estressores;
  • Experiências de Discriminação: de raça, gênero, orientação sexual.

Sinais de alerta para depressão:

  • Mudanças no Humor: tristeza persistente, irritabilidade ou apatia, que duram semanas;
  • Perda de Interesse por atividades antes eram apreciadas, como hobbies, esportes ou interações sociais;
  • Alterações no Apetite e Peso: comer demais ou não comer o suficiente, resultando em ganho ou perda de peso;
  • Alterações no Sono: insônia, sono excessivo ou pesadelos frequentes;
  • Fadiga e Falta de Energia: Sentir-se cansado ou sem energia;
  • Dificuldade de Concentração e atenção: indecisões e prejuízo de memória;
  • Sentimentos de Inutilidade ou Culpa;
  • Pensamentos de Morte ou Suicídio: Pensamentos frequentes sobre morte, suicídio ou comportamento autodestrutivo;
  • Isolamento Social: Evitar amigos e familiares, passando tempo sozinhos;

Sinais de alerta para ansiedade:

  • Preocupação Excessiva: Preocupações excessivas e desproporcionais sobre eventos cotidianos ou futuros;
  • Sintomas Físicos de Ansiedade: dor de cabeça, dor abdominal, palpitações, tremores ou sudorese;
  • Dificuldade em Relaxar: sentir-se constantemente em alerta, nervoso ou inquieto;
  • Evitação de Situações: Evitar situações sociais ou atividades que antes eram normais, devido a medo ou desconforto;
  • Dificuldade em Focar: Dificuldades em manter a concentração devido a preocupações constantes;
  • Irritabilidade: Irritabilidade inexplicável ou respostas emocionais desproporcionais;
  • Problemas de Sono: Insônia, pesadelos ou sono inquieto devido a preocupações constantes;

Como pais podem ajudar?

  • Comunicação aberta e não julgadora com seu filho. Incentive-o a expressar seus sentimentos e preocupações;
  • Observe e registre qualquer mudança no comportamento, humor ou hábitos de seu filho. Essas informações serão úteis para os profissionais de saúde mental;
  • Se apresentar sinais persistentes de depressão ou ansiedade procurar a ajuda de um profissional especializado, como um psicólogo ou psiquiatra;
  • Ofereça apoio emocional e encoraje seu filho a buscar atividades que promovam o bem-estar e ajudem a reduzir o estresse.

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“O IDEMA É QUEM DEVE DESCULPAS À POPULAÇÃO DE NATAL”, DIZ ÁLVARO DIAS

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Depois de mais um capítulo na história da obra da Engorda de Ponta Negra, o prefeito Álvaro Dias (Republicanos) segue criticando a posição do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA) em relação às polêmicas da licença ambiental.

“Eu acho que o IDEMA é quem devia pedir desculpas população de Natal por retardar tanto uma obra tão importante para a cidade de Natal. Mas nós vamos realizar a engorda”, afirmou o gestor de Natal.

O prefeito se refere à sugestão citada pelo diretor do Instituto, Werner Farkatt, em entrevista ao Diário do RN, nesta segunda-feira, 09. Farkatt cobrou da Prefeitura que faça justiça e peça desculpas ao corpo técnico do órgão ambiental.

“O mínimo que a Prefeitura poderia fazer nesse momento era pedir desculpa para todo o nosso quadro técnico do IDEMA e à população do Rio Grande do Norte, porque apresentaram uma característica, apresentaram uma condição que agora está se mostrando equivocada”, comentou o diretor.

Com a paralisação da obra após quatro dias, atestou-se que o material que deveria ser dragado do fundo do mar para fazer o alargamento da faixa de areia em até 100 metros, de modo a conter o avanço do mar sobre o calçadão e construções à beira-mar, não é de boa qualidade nem suficiente, ou seja, boa parte é cascalho – agregação de fragmentos rochosos e outros sedimentos.

Mesmo tendo negado a paralisação da obra, a Prefeitura, através do secretário Municipal de Meio Ambiente e Serviços Urbanos, Thiago Mesquita, confirmou o problema com a qualidade da areia, em coletiva, nesta segunda-feira, 09.

O diretor do IDEMA complementou: “O IDEMA trabalha com as informações que são entregues.

Nós conferimos alguns pontos, identificamos grandes divergências, mas nós acreditamos na legitimidade das informações que são entregues ao IDEMA. (…) A nossa equipe se dedicou ao máximo, sempre para fazer um trabalho extremamente técnico e em vários momentos essa análise técnica foi desrespeitada”.

“Duvide quem duvidar, nós faremos a engorda”
Álvaro Dias, por sua vez, assegura que a obra vai ser concluída ainda em sua gestão. “Duvide quem quiser duvidar, mas nós vamos fazer a engorda de Ponta Negra”, afirma. Segundo ele, novas jazidas vão ser encontradas e a engorda vai ser reiniciada “em breve”.

“Estamos aí pesquisando outras jazidas; vai ser encontrada, vai ser localizada e nós vamos iniciar dentro em breve essa engorda; uma obra esperada, uma obra fundamental, uma obra necessária, necessária para geração de emprego e renda, necessária para o turismo, necessária para preservação ambiental do Morro do Careca e da praia de Ponta Negra Uma obra então das mais fundamentais e necessárias para a cidade de Natal que nós vamos realizar ainda na nossa gestão”, acrescenta o prefeito de Natal.

Vale lembrar que a queda de braço entre Prefeitura e Idema se acentuou quando a Prefeitura resolveu exigir a licença de operação da obra da Engorda, mesmo sem ter cumprido todas as condicionantes exigidas pelo órgão técnico. O prefeito Álvaro, inclusive, chefiou ocupação à sede do Instituto, acompanhado de secretários, vereadores e cargos comissionados, em protesto que acabou, inclusive em agressão.

Prefeito inaugura Hospital Veterinário em Natal
A fala do prefeito Álvaro Dias aconteceu durante a entrega, nesta terça-feira (10), do primeiro hospital público veterinário da capital potiguar. Localizada no bairro da Ribeira, a unidade é gerida pela Sociedade Paulista de Medicina Veterinária, Organização da Sociedade Civil (OSC) selecionada por edital lançado pela Prefeitura, e tem foco no atendimento gratuito de cães e gatos da cidade.

No hospital serão realizados serviços diversos, desde consultas a cirurgias, passando ainda por exames de imagem e tratamento ambulatorial. A meta é que o Hospital Veterinário efetue mais de três mil procedimentos por mês, incluindo ainda diagnósticos por imagem, 50 cirurgias e mais de 500 consultas.

Esta é uma unidade provisória. De acordo com o prefeito o processo licitatório para a construção de uma nova unidade, na zona Norte, já está aberto.

O hospital está localizado na Rua Dr. Barata, 233, Ribeira. Os serviços estarão disponíveis das 08h às 17h, de segunda a sexta-feira.


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PREVENÇÃO PODE EVITAR ATÉ 80%DAS MORTES POR DOENÇAS DO CORAÇÃO

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As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em todo o mundo, nos últimos 20 anos, segundo estudo divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2020. Essas condições, que afetam o coração e os vasos sanguíneos, são responsáveis por uma parcela significativa de mortes prematuras relacionadas a falta de conscientização e do diagnóstico precoce. Assim, uma maior compreensão sobre esses problemas pode ser a chave para a prevenção e tratamento eficazes.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), as doenças cardiovasculares são responsáveis por cerca de 1.100 mortes por dia no Brasil, o que corresponde a uma morte a cada 90 segundos, totalizando 400 mil mortes no país a cada ano. Isso torna este tipo de enfermidade a maior causadora de óbitos no Brasil, causando o dobro de mortes que todos os tipos de câncer juntos, e ainda 6.5 vezes mais mortes que todas as infecções, incluindo a AIDS.

Doenças cardiovasculares englobam uma variedade de condições, como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e hipertensão arterial. Em entrevista ao Diário do RN, a presidente da SBC/RN, Dra. Carla Karini, destacou que os principais fatores de risco incluem hipertensão arterial, colesterol elevado, diabetes, obesidade, tabagismo, sedentarismo e consumo excessivo de álcool, mas que além desses fatores classificados como modificáveis existem outros não modificáveis que são a idade, histórico familiar e o sexo. “Quanto mais velho, maior o risco cardiovascular. As mulheres ficam mais vulneráveis às doenças cardiovasculares na menopausa, após os 55 anos de idade; nos homens, elas surgem mais cedo, abaixo dos 55 anos de idade”, explica a presidente da SBC-RN.

Muitas vezes, as doenças cardiovasculares se desenvolvem silenciosamente e podem não apresentar sintomas até que um evento grave ocorra, como um infarto ou um AVC, e até levar a óbito. A boa notícia é que, em muitos casos, elas podem ser prevenidas ou controladas com mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico adequado, como explica a Dra Carla: “Muitos óbitos acontecem diariamente, mas 80% dessas mortes podem ser evitadas através de medidas preventivas, como uma orientação médica e principalmente do estímulo à mudança do estilo de vida”.

A prevenção desses fatores é possível através da realização de exames periódicos regularmente, prática de exercícios físicos, além de ser essencial a adoção de uma dieta saudável para a melhoria da qualidade de vida e prevenção de possíveis problemas cardiovasculares. “A mudança de estilo de vida também é contemplada com alimentação saudável, livre de gordura animal e mais rica em peixes, grãos, vegetais e frutas, isso também ajuda a prevenir que essas doenças acometam mais pessoas e essa estatística aumente cada vez mais”, complementa a médica.

Superação e Saúde
Doenças cardiovasculares podem acometer pessoas de diferentes idades, inclusive os mais jovens, como é o caso de Sara Jane, de 23 anos que foi diagnosticada aos 15 anos com extrassístoles, uma condição que causa batimentos cardíacos irregulares: “Eu, uma pessoa de 23 anos, considerada jovem, já fiz dois procedimentos cardíacos, mas isso vem muito para mostrar que as doenças cardíacas não estão no meio da vida adulta ou perto da velhice, como muita gente pensa, ela é possível de estar com qualquer pessoa, em qualquer idade”.

Sara também explica que mesmo uma rotina saudável e consciente de alimentação e exercícios auxiliando que os efeitos da doença não perdurem a longo prazo, eles sozinhos não garantem a diminuição ou a cura da condição, e ressalta a importância do acompanhamento médico nesses casos: “O que se pode fazer é acompanhar ela [a doença], ter um acompanhamento seguro com o médico, sempre estar vendo se o coração está bem, se teve alguma alteração, se ele cresceu, se morfologicamente está perfeito, ou ir para intervenção na cirurgia, que é, realmente, quando você toma a decisão, mas, fora isso, se não for para o lado de remédios, que realmente é o que controla, você vai ficar observando e vendo se está tudo bem”.

Hoje, aos 23 anos, Sara está bem longe dos dias de incerteza e preocupação. Depois de realizar procedimentos, combinados com uma rotina saudável e acompanhamento médico regular, ela relata que conseguiu retomar uma vida normal e ativa: “Faz um ano e alguns meses que eu fiz o segundo procedimento e assim eu tenho a vida completamente normal, não o tem nenhum vestígio de que isso aconteceu nos meus exames, todos os exames estão 100%, e não sinto nenhum desconforto ao fazer atividades físicas ou coisas do tipo”.

Setembro Vermelho: Um Mês de Conscientização

Em resposta ao impacto das doenças cardiovasculares, surgiu o Setembro Vermelho, uma campanha nacional de conscientização dedicada à saúde do coração. Criado em 2014 pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e apoiado por diversas instituições de saúde, o mês de setembro é dedicado a promover a prevenção e o diagnóstico precoce das doenças cardíacas.

No dia 29 de setembro é comemorado o Dia Mundial do Coração, devido a esse fato, foi escolhido o mês de setembro para ser realizada a campanha, que leva a cor vermelha devido a representação da cor geralmente atrelada ao coração, a campanha desse ano tem como slogan cada coração importa.

Durante este mês, várias ações são realizadas para educar a população e incentivá-la a adotar práticas saudáveis. Nas nossas redes sociais, os médicos cardiologistas, especialistas da sociedade de cardiologia vão estar levando informações úteis a toda a população e, no mês de outubro, ocorrerá o check-up cardiológico, em data a ser anunciada: “Nesse check-up, a gente vai estar dando palestra, orientando a população, vamos fazer alguns atendimentos, sempre com o intuito de informar e conscientizar a população sobre a prevenção e o tratamento das doenças cardiovasculares”, complementou a médica Carla Karini.


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PREFEITURA DEVE PRECISAR DE NOVA LICENÇA PARA CONTINUAR ENGORDA

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A celeuma acerca da engorda da praia de Ponta Negra, em Natal, parece não ter fim. Ontem, em coletiva de imprensa, a Prefeitura negou que as obras estejam paralisadas, mas admitiu existir um problema com a qualidade da areia que se imaginava ideal para fazer o aterro hidráulico. Em outras palavras, atestou-se que o material que deveria ser dragado do fundo do mar para fazer o alargamento da faixa de areia em até 100 metros, de modo a conter o avanço do mar sobre o calçadão e construções à beira-mar, não é de boa qualidade nem suficiente, ou seja, boa parte é cascalho – agregação de fragmentos rochosos e outros sedimentos.

O que isso significa? Que o Município terá que correr contra o tempo para encontrar outro banco de areia que possua o mesmo potencial de exploração. Porém, se isso acontecer fora da área já autorizada pelo IDEMA, serão necessários novos estudos de impacto socioambiental e, consequentemente, uma nova licença para que o trabalho seja executado.

Durante a coletiva, o secretário municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Thiago Mesquita, negou que a obra esteja paralisada. O fato é que, no último dia 3, apenas quatro dias após o início da execução, a draga holandesa contratada para fazer a sucção da areia na jazida, deixou de operar após a FUNPEC identificar problemas nos sedimentos retirados do local. O secretário de Obras e Infraestrutura de Natal, Carlson Gomes, também participou das entrevistas e também negou haver interrupção dos serviços.

“Durante as explicações, foi informado que só no último sábado (07), a Prefeitura recebeu o laudo parcial apresentado pela Fundação Norte-Rio-Grandense de Pesquisa e Cultura (Funpec), apontando a má qualidade do material existente na jazida licenciada. Atestado o problema, a gestão municipal, a própria Funpec e a empresa que foi contratada para fazer os serviços já iniciaram novos estudos em busca de uma nova jazida para dar continuidade à fase da dragagem”, afirmou a Prefeitura, em nota enviada à imprensa logo após a coletiva.

“Em 2022, um estudo feito pela empresa TetraTech indicou a qualidade da jazida. Porém, na análise feita pouco antes de iniciarmos essa etapa da dragagem, os testes detectaram a presença de cascalhos em parte da área de retirada”, disse Thiago Mesquita.

O titular da Semurb disse ainda que a Prefeitura já está em busca de alternativas para dar sequência ao projeto: “Já existem novas jazidas mapeadas, as análises e investigações estão sendo feitas e, no que depender da Prefeitura, a engorda de Ponta Negra será finalizada em 2024”, afirmou Mesquita.

“A população está ansiosa, quer essa obra e não celebra esse problema técnico, pelo contrário.

Queremos reafirmar aqui o compromisso de toda a Prefeitura em entregar esse projeto fundamental para o progresso e desenvolvimento de Natal”, concluiu o secretário.

O laudo foi realizado pela Fundação Norte-Rio-Grandense de Pesquisa e Cultura (FUNPEC), que recebeu R$ 3.372,905,19 da Prefeitura de Natal.

Empresa contratada pela Prefeitura concluiu que areia era adequada

Estudo de Impacto Ambiental apresentado pela Prefeitura de Natal ao IDEMA, em que consta análise feita pela empresa Tetra Tech, conclui que “a jazida de empréstimo selecionada contém pacote de sedimentos arenosos com diâmetro médio (D50) de 0,75mm, com volume e distância de transporte compatíveis com o pretendido para o engordamento da praia de Ponta Negra. Estas características permitem conceitualmente um perfil de alimentação em todo o segmento de 4.000 m da face praial. Tal pacote de sedimentos, é bem superior ao D50 médio nativo de Ponta Negra de 0,41 mm”.

A Tetra Tech foi contratada para fazer os estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental (EVTEA) da obra de engorda da Praia de Ponta Negra entre 2015 e 2016. Posteriormente, em 2021, foi realizado novo levantamento que confirmou as informações sobre a jazida levantadas no primeiro estudo. Porém, vale lembrar que a obra só foi licenciada em agosto deste ano.

“Apresentaram uma condição que agora está se mostrando equivocada”, afirma diretor do Idema

Diretor-geral do IDEMA no Rio Grande do Norte, Werner Farkatt falou ao Diário do RN sobre a situação envolvendo a qualidade da areia da área da jazida. Ele cobrou da Prefeitura que faça justiça e peça desculpas ao corpo técnico do órgão ambiental. “Apresentaram uma condição que agora está se mostrando equivocada”, comentou.

“Só temos a lamentar por tudo isso que está acontecendo. É importante destacar que o IDEMA sempre presou pela boa qualidade técnica dos estudos, das informações. O IDEMA trabalha com as informações que são entregues. Nós conferimos alguns pontos, identificamos grandes divergências, mas nós acreditamos na legitimidade das informações que são entregues ao IDEMA. Então é muito triste o que está acontecendo nesse momento. O IDEMA não gostaria que isso fosse uma realidade, até mesmo porque o IDEMA sempre buscou o melhor caminho técnico para que essa obra acontecesse, para que nossa cidade tivesse uma qualidade, uma ordem melhor, mas infelizmente os fatos atuais são outros. A nossa equipe se dedicou ao máximo, sempre para fazer um trabalho extremamente técnico e em vários momentos essa análise técnica foi desrespeitada. E agora nós entendemos e acreditamos que todo o nosso trabalho e toda a nossa convicção técnica foi posta à prova e agora está se mostrando a realidade que nós sempre estivemos corretos na nossa condução. Inclusive, os nossos técnicos em todos os momentos evidenciavam a necessidade de que a Prefeitura apresentasse certas respostas, respostas essas que faltaram, respostas essas que foram evidenciadas nas condicionantes e que, por vários e vários momentos, o IDEMA questionou novamente a necessidade de apresentação de respostas com mais clareza”, disse.

“Bom, e assim, esperamos que a Prefeitura realmente consiga equacionar essa situação e encontre a nova área. Obviamente que essa nova área terá que seguir os ritos do licenciamento ambiental previsto na legislação brasileira, e que dessa vez eles entendam, compreendam o posicionamento do corpo técnico e, ao mesmo tempo, o mínimo que a Prefeitura poderia fazer nesse momento era pedir desculpa para todo o nosso quadro técnico do IDEMA e à população do Rio Grande do Norte, porque apresentaram uma característica, apresentaram uma condição que agora está se mostrando equivocada”, acrescentou Farkatt.


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ESTADO DO RN LIDERA PREMIAÇÃO EM ENCONTRO DO SETOR DE LEITE E DERIVADOS

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Os queijeiros potiguares tiveram uma participação vitoriosa no XVIII Encontro Nordestino do Setor do Leite e Derivados (ENEL). O Rio Grande do Norte conquistou o maior número de medalhas no Concurso de Produtos Lácteos do Nordeste. Com 81 produtos enviados e 12 produtores participantes, o estado garantiu 46 medalhas, incluindo 1 Super Ouro, 19 Ouros, 14 Pratas e 12 Bronzes, sendo destaque no evento, que ocorreu de 2 a 4 de setembro de 2024, em São Luís (MA).

O Encontro Nordestino do Setor de Leite e Derivados (ENEL) aconteceu no Parque Independência, durante os primeiros dias da Exposição Agropecuária do Maranhão (Expoema). O evento reuniu produtores, especialistas e expositores de toda a região Nordeste, com uma programação intensa de palestras, treinamentos especializados e exposições de produtos lácteos de diversos estados. O objetivo foi proporcionar momentos de aprendizado, networking e valorização do setor lácteo, fundamental para a economia e cultura nordestinas.

Um dos pontos altos da programação foi o Concurso de Produtos Lácteos do Nordeste, que visa reconhecer e premiar a excelência dos alimentos produzidos na região. No concurso, 129 produtores de queijo e outros lácteos dos estados nordestinos inscreveram mais de 500 amostras.

Os produtos foram julgados com base em critérios rigorosos, como textura, aroma, sabor e apresentação. O resultado foi anunciado em cerimônia especial no final desta quarta-feira (4).

O Sebrae-RN atende 60 queijeiras, tanto artesanais quanto industriais. O trabalho de resgate e fortalecimento da cadeia produtiva do queijo foi iniciado ainda em 1997. Desde então, diversas ações, articulações e parcerias foram realizadas, culminando na maior conquista do setor: a sanção da Lei Nivardo Mello, que regulamenta a produção e comercialização de queijos e manteigas artesanais no Rio Grande do Norte. Atualmente, 15 queijeiras artesanais possuem registro estadual.

A conquista dos prêmios no XVIII ENEL evidencia este intenso trabalho desenvolvido pelo Sebrae-RN, em parceria com outros atores, que tem levado os produtores ao sucesso, além de contribuir para a geração de empregos no campo.

Nilson Dantas, analista da Unidade de Desenvolvimento Rural, ressalta que eventos como o ENEL permitem observar a força e a tradição do segmento de leite e derivados, além de valorizar o trabalho dos queijeiros, que, por meio de seus produtos, expressam não apenas sabores, mas também saberes e uma identidade cultural. “Nós, do Sebrae, estamos muito felizes de estar aqui, porque somos parceiros desse setor, apoiando com capacitações, consultorias tecnológicas e de gestão, além de eventos que proporcionam acesso ao mercado, fomentando a economia e gerando emprego e renda”, expõe.

O produtor rural Marcelo Paiva, proprietário da Capril Buxada, foi premiado com o “Super Ouro” pela Manteiga Ghee Delícia da Cabrita. Veterano em competições, ele conta que, em 2019, ganhou um prêmio com um produto que nem tinha nome ainda, o queijo boursin com melado de cana, o “Lambuzado”. Em 2022, competiu na Bahia com dois produtos, ambos iogurtes. Na última edição do ENEL, realizada em Campina Grande, ganhou com cinco produtos e, neste evento no Maranhão, levou 15 produtos, conquistando medalhas com oito deles. A manteiga também foi a sexta melhor do mundo em 2022 e a décima primeira em 2024.

“Foi extremamente gratificante alcançar esse resultado, graças ao Sebrae. Se não fosse pelo apoio deles, tanto os produtos quanto a queijeira ainda estariam invisíveis. O trabalho do Sebrae no incentivo às queijeiras do Rio Grande do Norte tem contribuído significativamente para o nosso crescimento. Chegar ao primeiro lugar em medalhas no ENEL, superando a Bahia, que ficou em segundo lugar, demonstra o impacto desse acompanhamento e aprimoramento nas queijeiras”, comemora Marcelo.


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FERROADA FATAL. ESTADO REGISTRA QUARTA MORTE POR ABELHAS EM 2024

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Um pescador morreu ao sofrer um ataque de abelhas na tarde da quarta-feira (04) no Sítio Santo Antônio, zona rural entre os municípios de Caraúbas e Janduís, no Oeste potiguar. Outras três pessoas e uma cadela foram ferroadas, mas conseguiram escapar. Galinhas também foram mortas pelo enxame. Josivan Vieira de Arruda tinha 51 anos.

Ao contrário do que muita gente pensa, ataques de abelha são mais comuns que se imagina. Com as altas temperaturas desta época do ano, principalmente no interior do estado, as abelhas ficam mais ativas, agitadas, mais agressivas. Também costumam se proliferar com mais velocidade. A morte por abelha é o quadro de envenenamento causado pela injeção de toxinas por meio do ferrão do inseto. A intoxicação varia pela quantidade de veneno absorvido e pela sensibilidade a uma reação alérgica ao veneno.

Nos últimos 10 anos, segundo levantamento feito pela Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais (COINE) da Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED), pelo menos 22 pessoas morreram vítimas de picadas de abelhas no estado. Somente este ano, foram quatro. Até mesmo um cão farejador da Polícia Civil não resistiu e morreu após ser atacado por um enxame de abelhas. Foi dentro do canil da corporação, em Natal, no mês de maio. Dragon, da raça pastor-belga-malinois, tinha 2 anos e 3 meses de idade.

A morte do pescador; galinhas também não resistiram
Em grupos de redes sociais da região, a notícia da morte do pescador Josivan, o Joza, logo se espalhou. “As abelhas atacaram lá… cachorro… galinha… Até chegou a matar as galinhas. Joza veio deixar um peixe lá, aí quando ele ia chegando, titio gritou, avisando que as abelhas estavam atacando. Ele saiu correndo. Era muita abelha nele. A gente não tinha noção disso. Luiz, Raimundo e Titico, todo mundo foi atacado. Aí, Joza foi encontrado agora, morto, lá perto de um cacimbão”, disse uma das moradoras da região.

“Foi verdade, as abelhas mataram Joza. É lá da Permissão, ele. Houve o ataque lá em Solange, na esposa dele, até galinha matou lá. Aí acharam Joza morto. As abelhas mataram”, relatou outra vizinha.

O Corpo de Bombeiros Militar foi acionado e esteve na comunidade, mas quando a equipe de socorro chegou Josivan já estava morto. Não havia mais o que fazer por ele. O enxame já havia se dissipado, mas a colmeia foi localizada e retirada do local.

Ainda na quarta-feira, minutos antes da morte do pescador, bombeiros militares já haviam atendido uma ocorrência no município de Areia Branca, onde quatro pessoas sofreram ataques de um enxame. Uma delas precisou de atendimento de urgência devido à gravidade do quadro, e foi socorrida em estado estável. O enxame estava alojado em um prédio, em um terreno baldio, no centro da cidade. A remoção da colmeia foi realizada com sucesso pelos bombeiros.

Mais de 2.300 capturas de abelhas em 2024

Este ano, de janeiro a agosto, o Corpo de Bombeiros Militar já realizou 2.327 capturas de abelhas em todo o Rio Grande do Norte. Somente em agosto, foram 394 ocorrências registradas no estado, o equivalente a quase 30% de todas as ocorrências atendidas pela corporação.

Calor aumenta enxames e ataques
Durante todo o ano são comuns atendimentos de ocorrências envolvendo enxames de abelhas, porém é na primavera e no verão que os incidentes com estes insetos aumentam consideravelmente.

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte explica que esse aumento é decorrente das altas temperaturas registradas no estado. O forte calor e o desmatamento na zona rural faz com que os enxames de abelhas migrem para área urbana em busca de locais mais frescos para construírem suas colmeias, por isso é comum o aumento de incidentes com abelhas nesta época do ano. O calor também deixa as abelhas mais agitadas e agressivas.

Por que as abelhas atacam?
As abelhas são conhecidas pela produção de mel e outros diversos produtos de consumo humano, além do papel fundamental de polinização vegetal. Entretanto, elas também exercem função essencial na defesa das colônias e geralmente formam sociedades com apenas uma rainha, vários zangões e operárias, as responsáveis pelas picadas.

Elas perdem o ferrão ao picar e morrem em seguida. Como possuem músculos próprios, o ferrão continua a injetar o veneno mesmo após a separação do resto do corpo. Ao atacar nas proximidades de um enxame, as primeiras abelhas liberam um feromônio que faz com que outras invistam contra o mesmo alvo, podendo ocasionar acidente com centenas de picadas.

Situação epidemiológica
Abelhas estão presentes em todos os territórios brasileiros. As regiões de maiores taxas de incidência são Sul e Nordeste, mas as maiores taxas de letalidade ocorrem nas regiões Centro-Oeste e Norte. De modo geral, os acidentes costumam acontecer com maior predominância entre outubro e março, geralmente na zona urbana. No Brasil, nos últimos cinco anos, cerca de 100 mil casos de acidentes por abelhas foram registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Desses, 303 foram fatais.

O perfil dos acidentados costuma ser de homens na faixa etária entre 20 e 64 anos. Óbitos são mais frequentes em pessoas acima dos 40 anos. Fatores de risco para gravidade envolvem a quantidade de ferroadas e a predisposição ao choque anafilático.

Cuidados necessários

  • Caso visualize um enxame de abelhas em seu quintal, jamais tente fazer a remoção por conta própria, se afaste e ligue imediatamente para o telefone de emergência 193;
  • Atenção redobrada com as crianças e os idosos, oriente seus filhos para que não brinque próximo ao enxame e não jogue nenhum objeto nas abelhas;
  • Afaste os animais domésticos do enxame, qualquer barulho que eles façam, poderá irritá-las e desencadear um ataque;
  • Abelhas não gostam de barulho, se for realizar algum trabalho que necessite utilizar máquinas barulhentas ou usar equipamentos motorizados faça uma inspeção cuidadosa do local e tenha certeza de que não exista nenhum enxame próximo;
  • Ao se deparar com um enxame de abelhas em deslocamento, abaixe-se e se perceber que será atacado, corra, preferencialmente em zigue-zague;
  • Caso seja atacado, proteja das picadas o pescoço e o rosto, com a ajuda de uma camiseta ou outra vestimenta;
  • Pessoas comprovadamente alérgicas devem evitar caminhadas em locais próximos a matas;
  • Mantenha a calma, não faça movimentos bruscos perto do enxame, evite bater nas abelhas, lembre-se: As abelhas têm o instinto natural de defender as colmeias, e certamente irão atacar caso identifiquem alguma ameaça;
    Em casos de emergência, o Corpo de Bombeiros Militar deve ser acionado. O número 193 atende 24 horas. A ligação é gratuita.

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ESCOLA DE BALLET MUNICIPAL CELEBRA 50 ANOS INSPIRANDO SONHOS NA DANÇA

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O ballet é uma das formas de dança mais elegantes e técnicas, com uma história rica que remonta ao Renascimento europeu. Há meio século, em março de 1974, a Escola Municipal de Ballet Professor Roosevelt Pimenta inaugurou suas portas em Natal, trazendo consigo um sonho de arte, disciplina e beleza. Desde então, a escola se consolidou como um verdadeiro farol cultural e de formação artística, moldando gerações de bailarinos e bailarinas com dedicação e paixão.

Desde a sua fundação, ao longo de 50 anos, se estima que aproximadamente passaram entre 70 mil e 100 mil pessoas pelo Ballet municipal, chegando a 600 alunos por ano, no período que Roosevelt Pimenta foi diretor da escola. Nos últimos 10 anos, estima-se que passaram em média 15 mil alunos.

ALÉM DO ENTRETENIMENTO
Diretor da Escola de Ballet Municipal, Dimas Carlos afirma que o ballet – assim como as outras formas de expressões artísticas – sofre da desvalorização por parte da sociedade, : “Porque nos colocam sempre, todo o tempo como entretenimento e não é, a gente estuda, ensaia muito. Hoje nós temos muitas ferramentas que nos fazem entender melhor ainda o nosso corpo, exercícios de acordo com o perfil que foram construídos e que hoje são necessários. Então não é de graça e não é divertimento, é estudo”.

A escola oferece aulas gratuitas para pessoas de 5 a 35 anos, promovendo a participação de seus alunos em festivais de dança e outras apresentações culturais na cidade. As aulas são realizadas nos turnos matutino e vespertino, nas dependências da Fundação Capitania das Artes, na Ribeira.

50 ANOS DO BALLET MUNICIPAL
Ao longo desses 50 anos, a escola foi conduzida por diretores visionários que deixaram suas marcas. Desde os primeiros passos sob a liderança do professor Roosevelt Pimenta, cujo legado ainda inspira, até a atual direção do professor Dimas Carlos, cada líder trouxe uma nova perspectiva e energia, enriquecendo a história da instituição.

O coordenador pedagógico, Fábio Matheus, expressa seu orgulho em trabalhar com uma equipe comprometida com o ensino do ballet clássico, à medida que destaca as inovações que trouxe no ensino da escola: “A implementação do método russo/Vaganova, que introduzi aqui no Rio Grande do Norte, foi um marco significativo. Este método, conhecido por sua precisão técnica e expressividade artística, tem sido fundamental para elevar o nível de nossos alunos, preparando-os para os desafios do mundo da dança”.

Para celebrar os 50 anos da Escola Municipal de Ballet, toda a equipe está organizando um grandioso espetáculo que acontecerá em novembro. Este evento especial promete honrar a rica história e o talento desenvolvido ao longo de meio século de dedicação à arte da dança em Natal.

“Celebrar esses 50 anos é celebrar cada aluno, cada professor e cada momento que contribuiu para essa jornada extraordinária. Que venham muitos mais anos de dança, arte e inspiração”, declara Fábio.

DESPEDIDA
No ano em que o Ballet Municipal completa 50 anos, a comemoração desse marco também representará o fim de um ciclo na carreira do diretor Dimas Carlos, que deixará a direção da escola. “Estou criando um espetáculo para a comemoração, mas não quero mais voltar. Nesses 11 anos que estou aqui, eu dei o que eu tinha que dar de presente para quem me fez o profissional que sou, porque comecei aqui, então vim colaborar, vim me doar e eu vim guerrear” afirma o diretor acrescentando: “É um chamamento, acho que a minha saída eu estou chamando as pessoas a rever o processo de educação artística como algo que transforma, não como algo que você bota na sua parede como se fosse um quadro de Renoir”.

ROOSEVELT PIMENTA
“Multicultural” é, sem dúvida, a expressão que mais se adequa a Roosevelt Pimenta, fundador do Ballet Municipal de Natal, que atualmente leva seu nome como uma forma de homenagem.

Roosevelt foi bailarino da TV Tupi, trabalhou no Circo Tihany, fez dança, teatro, tocava piano e posteriormente se tornou o ícone emblemático da dança em Natal.

Em 1961, Roosevelt Pimenta começou a estudar ballet com Edith Vasconcelos, na Escola Oficial de Ballet de Natal, mas enfrentou resistência de mães de alunas, interrompendo suas aulas. Em 1964, a professora portuguesa Noemia Ferraz ofereceu-lhe aulas privadas, o que o incentivou a seguir na dança. Após ensinar ballet em São Luís do Maranhão, em 1974, Roosevelt foi convidado para se juntar ao Stagium (em São Paulo), um grupo conhecido por inovar o ballet clássico e abordar temas sociais e políticos. Mas ao passar por Natal para visitar a mãe, acabou mudando de planos diante de um outro desafio: fundou o Ballet Municipal de Natal, após convite de Jesiel Figueiredo, Jobel Costa e Olindina Gomes, então Secretária de Educação e Cultura. Pimenta, com vasta experiência em dança, foi crucial para o início do movimento de dança na cidade. A escola foi formalmente instituída pelo decreto Municipal N° 1796, em 1976, e inicialmente atendia principalmente a elite local.

“Ele [Roosevelt] foi o primeiro diretor, o primeiro maître, é a pessoa que dá sustentabilidade por mais de 10 anos a essa escola, e também que lança muita gente para fora. Eu sou um deles, sou dos anos 70”, declara Dimas Carlos.


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PRIMEIRA OLIMPÍADA BRASILEIRA DO CAFÉ SERÁ DESTAQUE NA FESTA DO BOI

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O Rio Grande do Norte será o centro das atenções do universo cafeeiro ao sediar a primeira edição da Olimpíada do Café, entre os dias 13 e 15 de outubro de 2024,. A competição será realizada pela Comunidade Espresso Hub, como parte da programação da Agência Sebrae Festa do Boi 2024, localizada no Parque Aristófanes Fernandes em Parnamirim/RN. Idealizada por Edgard Bressani, o primeiro juiz brasileiro certificado para julgar a competição mundial de baristas e membro do Comitê de Regras do World Barista Championship (WBC), a Olimpíada do Café promete ser um marco no calendário do setor. O evento ocorrerá em parceria com o Sebrae-RN e o Observatório do Café.

A competição será dividida em duas fases principais, realizadas em dias distintos, e contará com a participação de 20 competidores. As inscrições estão em andamento e podem ser feitas pelo link: bit.ly/Inscrição-Olimpiada-do-Cafe-2024 . A Olimpíada do Café tem como objetivo reunir os melhores baristas, mestres de torra, provadores e outros especialistas do mercado, que demonstrarão suas habilidades em provas de conhecimento, avaliação sensorial, preparo de café filtrado, espresso, bebidas à base de café e drinques de assinatura.

Segundo Elton Alves, gestor da área de Cafeicultura do Sebrae-RN, a instituição tem realizado ações que valorizam o produto rural, especialmente o café de qualidade, fortalecendo cada vez mais o ambiente de negócios para preparar esse ecossistema para o futuro.

“Receber um projeto de magnitude nacional aqui no estado, especialmente após os últimos quatro anos de trabalho persistente e otimista para a retomada da cafeicultura potiguar, é motivo de grande satisfação. Já conseguimos protagonizar diversas ações que fortalecem o ecossistema da cafeicultura, conectando todos os elos da cadeia produtiva. Isso mostra a força do Sebrae-RN e a qualidade do nosso trabalho, apesar de ainda não termos um parque cafeeiro tão expressivo, estamos avançando”, destaca o gestor.

Dinâmica da competição
A primeira fase inclui uma prova de conhecimento geral sobre café, preparo de café filtrado e uma avaliação sensorial. Nesta etapa inicial, todos os participantes enfrentarão uma prova de múltipla escolha com 60 perguntas baseadas no livro “Guia do Barista – da semente ao café perfeito”, de autoria de Bressani. Além disso, os competidores terão que criar um blend com três cafés fornecidos pela organização e preparar uma bebida filtrada usando métodos manuais como Koar, V-60, Clever, Sifão entre outros.

A avaliação será baseada no sabor e na técnica de preparo, com 20 pontos atribuídos a cada duelo. Em seguida, os 10 melhores classificados na prova de preparo de café filtrado realizarão uma prova sensorial para identificar uma xícara diferente em trincas de café. Os seis melhores desta etapa avançarão para a fase seguinte.

Na segunda fase, os seis classificados prepararão dois espressos, duas bebidas à base de leite e dois drinques de assinatura sem álcool com sabor dominante de café. O público terá a oportunidade de votar degustando às cegas algumas garrafas de café que estarão à disposição, votando assim em sua bebida favorita, com os três mais votados recebendo pontos adicionais que serão somados à classificação geral.

Concurso acontece durante Festa do Boi
Dentro da programação da Agência Sebrae Festa do Boi 2024, a Comunidade Espresso Hub vai realizar a Olimpíada do Café. O concurso contará com uma infraestrutura completa, incluindo estações de preparo e máquinas de espresso, e será julgado por um corpo de jurados composto por especialistas renomados do setor. Os três primeiros colocados serão premiados com troféus, certificados e prêmios que podem incluir dinheiro, viagens ou equipamentos de café, dependendo dos patrocinadores.

A competição visa não apenas celebrar a excelência no mundo do café, mas também elevar o conhecimento técnico dos participantes, preparando-os para um mercado cada vez mais exigente. Além disso, o evento marca o início de um circuito de seletivas regionais, culminando em uma grande etapa final nacional que reunirá os vencedores das etapas estaduais.

As inscrições para a Olimpíada do Café podem ser feitas através do link bit.ly/Inscrição-Olimpiada-do-Cafe-2024 , onde também está disponível o regulamento completo do evento.


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POTIGUAR SOBRE VENEZUELA: “DITADURA SEMPRE VAI SER PIOR PARA AS MULHERES”

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“Uma ditadura sempre vai ser pior para as mulheres”. A crítica é da advogada natalense Izabela Patriota, se referindo ao regime de Nicolás Maduro, na Venezuela. Diretora de Relações Internacionais do LOLA Brasil, organização não governamental que promove ideais liberais e libertários de mulheres ao redor do mundo, Iza falou ao Diário do RN após a Comissão Interamericana de Direitos Humanos atender solicitação feita pelo grupo e determinar à Venezuela que garanta a integridade física de uma ativista de oposição, presa no dia 6 de agosto.

A comissão, órgão da Organização de Estados Americanos (OEA), também pede que a Venezuela informe se a ativista está sob custódia do Estado e as circunstâncias em que se encontra.

A potiguar contou que a ONG ingressou com pedido de medida cautelar para a soltura de Maria Oropeza, de 30 anos, presa pelo regime de Nicolás Maduro “sem qualquer processo legal ou justificativa oficial”. Segundo o LOLA Brasil, Oropeza trabalha para a líder oposicionista María Corina Machado e também tem sido uma voz ativa no LOLA contra o regime de Maduro.

Importante dizer que o LOLA Brasil tem atuação em mais de 47 países. No Brasil, são mais de 900 ativistas presentes em 14 estados. Destas, 13 mulheres estão na capital potiguar.

“O LOLA é uma organização não governamental, cuja missão é atrair mulheres liberais, liberalismo clássico, ideologia. E treinar mulheres nessa ideologia. Então, a Maria Oropeza é oposição ao governo Maduro lá na Venezuela. E a Maria trabalha para a María Corina Machado.

Maria continuou fazendo manifestações, falando contra uma dor, contra a fraude das eleições etc.

No dia 6 de agosto ela foi sequestrada pelo regime do Maduro, sem mandado, sem nada, sem nenhuma base, e ela foi enviada para o Helicóide, que é aquela prisão de tortura, a maior da América Latina, que tem lá em Caracas. Os familiares dela não sabiam do paradeiro dela por mais de 30 horas. Então o LOLA, nós, a organização, entramos com um pedido na Comissão Interamericana de Direitos Humanos e já recebemos uma resposta favorável, e a Venezuela vai ter que se manifestar a respeito disso”, relatou.

A ditadura e o controle da imprensa
Além de chamar a atenção para a prisão, Iza Patriota também falou sobre a situação na Venezuela, em particular sobre o controle que a ditadura impôs à imprensa naquele país. Para a advogada potiguar, a Venezuela tem um caso claro de ditadura que vai acontecendo aos poucos.

“Ela não acontece simplesmente do dia para a noite. Tudo começou com as pequenas regulações do Chávez, agora nos anos 2000. Quando ele começou a regular a imprensa venezuelana e fechou vários veículos de imprensa privados e tornou a imprensa 100% de caráter estatal. Então, a gente vê certas movimentações no Brasil dessa natureza, tentando limitar a liberdade de expressão nas redes sociais. A gente tem que sempre lutar contra isso. A situação da Venezuela é uma ditadura que levou décadas, desde a entrada de Chávez, até chegar no nível que se encontra hoje.

Mulheres esmagadas
“Quais são as principais análises que eu faço? É exatamente isso, como uma ditadura sempre vai ser pior para as mulheres. Por exemplo, agora com a María Corina, porque foram vários outros opositores que foram para a cadeia, até chegar a María Corina, a liderança dela, passaram vários outros, e o Maduro não apenas tornou ela inelegível, tornou o sistema dele inelegível. Isso demonstra como ele esmaga totalmente as mulheres”, acrescentou Iza.

Iza Patriota
Dra. Iza Patriota é advogada formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com mestrado em Direito Constitucional na Universidade de Brasília (UnB) e doutora em Direito Econômico e Economia Política na Universidade de São Paulo (USP). Iza é Diretora de Relações Internacionais no LOLA Brasil. Também já foi pesquisadora no Cato Institute e fellow no Mercatus Center, afiliada a George Mason University.

LOLA protesta contra Maduro
A LOLA pretende realizar manifestações na próxima sexta (6), quando a prisão de Maria Oropeza completa um mês. Os protestos deverão ocorrer em diversos países, inclusive em frente à Casa Branca, em Washington (EUA). No Brasil, estão previstas manifestações no Paraná e no Rio de Janeiro.

Brasil só reconhecerá resultado se dados desagregados forem divulgados

O Brasil só vai reconhecer o resultado das eleições na Venezuela se a Suprema Corte do país divulgar dados desagregados das urnas. “Essa será a posição defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante ligação com os presidentes Gustavo Petro (Colômbia) e López Obrador (México)”, diz matéria da CNN.

Há quatro dias, o presidente Lula reiterou que não reconhece a reeleição de Nicolás Maduro e voltou a cobrar transparência na divulgação das atas das seções eleitorais. Matéria do G1 afirma que o presidente venezuelano “terá de arcar com as consequências do gesto dele”.

O líder brasileiro comentou a crise no país vizinho durante entrevista para uma rádio da Paraíba.

Lula afirmou não ter “relação ideológica” com chefes de Estado e destacou que não cabia à Suprema Corte do país dar o parecer sobre as atas de votação, que até o momento não foram divulgadas.


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“É PRECISO REGENERAR A CAATINGA”, DIZ SUPERINTENDENTE DO IBAMA NO RN

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Os problemas que afetam a caatinga voltam à tona como reflexão no Rio Grande do Norte. Para o superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis no Rio Grande do Norte (IBAMA/RN), “é preciso regenerar a caatinga”. Ao Diário do RN, o professor Rivaldo Fernandes falou dos resultados do 2º seminário “Os Desafios da Caatinga”, realizado pelo órgão em parceria com a UERN, e mais ainda da preocupação que o tema tem despertado no estado. Exclusivamente brasileiro (presente em 70% da região Nordeste e 11% do território nacional), a caatinga é o bioma que mais corre risco de desaparecer.

“Relatório Anual do Desmatamento (RAD), divulgado pelo MapBiomas, revelou que, em 2023, o Rio Grande do Norte foi um dos estados com maior aumento percentual no desmatamento. Os dados, que comparam os anos de 2022 e 2023, mostram um aumento de 161% em um ano: foram 9.135 hectares desmatados em 2023 no RN – desses, sendo quase 9.114 na caatinga potiguar –, recorde desde o início da medição realizada pelo RAD, em 2019. O que ainda chama atenção é que o RN desmatou 1.369 hectares para energias renováveis na caatinga em 2023, sendo o estado com mais desmatamento para essa finalidade”, destacou o superintendente do IBAMA no Rio Grande do Norte, professor Rivaldo Fernandes.

“Nosso evento, ‘Os desafios da Caatinga’, realizado em abril no aniversário do IBAMA, trouxe a contribuição da UFRN através da palestra da professora Dra. Rosemeire Cavalcante dos Santos.

Ela é pesquisadora há mais de 40 anos do bioma caatinga e afirmou que para salvar a caatinga tem que ampliar o manejo sustentável e a regeneração das áreas em processos de desertificação, a exemplo do que ocorre no Seridó potiguar”, acrescentou.

Debate em expansão
Para ampliar ainda mais o debate, Rivaldo revelou que pretende expandir o debate para o Oeste do Estado. Para isso, o chefe da pós-graduação da UERN, professor Dr. Emanuel Nunes, está organizando um evento que vai reunir professores, cientistas, gestores, parlamentares e prefeitos da região na busca de implantar um projeto de regeneração da catinga no RN. “As instituições universitárias e as instituições sociais têm o caminho e o diagnóstico há algumas décadas. Falta decisão política. Há esperança de que, com a governadora Fátima Bezerra, que é presidente do Consórcio Nordeste, a defesa do bioma ganhe força. A criação do Fundo Nacional da Caatinga teve a força da governadora”, ressaltou o superintendente.

Bioma ameaçado
Ainda de acordo com o IBAMA, levantamento feito pelo Sistema de Alerta do Desmatamento SAD-Caatinga, parte integrante do MapBiomas Alerta, mostra que o desmatamento continua avançando sobre a caatinga com um aumento de 70% em apenas um ano. Foram 115.894 hectares em 2021 contra 68.304 hectares em apenas um ano. O Seridó RN abriga um dos seis núcleos de desertificação mais avançada no Brasil. Situação que pode piorar com o desmatamento da Caatinga, causado, em parte, pela implementação dos empreendimentos de energia eólicas do Estado.

Em 2023, cerca de 4 mil hectares foram desmatados na já fragilizada caatinga do RN para a implantação de complexos eólicos ou solares, segundo dados do Mapbiomas. E foi a primeira vez que a plataforma monitorou especificamente a supressão vegetal para empreendimentos energéticos.

No Rio Grande do Norte, 326 hectares de caatinga foram derrubados para instalação dos empreendimentos, sendo metade no Seridó. Do lado da Paraíba, a região concentrou 95,6% dos 901 hectares desmatados na Caatinga pelo avanço das duas fontes de energia renovável.

Nos últimos seis meses, o professor Rivaldo Fernandes assumiu a superintendência do IBAMA do Rio Grande do Norte e tem se destacado pelo seu comprometimento em defesa do meio ambiente e dos recursos naturais renováveis.

Os Desafios da Caatinga
O evento “Os Desafios da Caatinga” foi realizado em Natal em comemoração aos 25 anos de criação do IBAMA no Brasil. Teve a presença do presidente nacional Rodrigo Agostinho, que coordenou o seminário e reforçou a importância de se preservar o bioma, único e riquíssimo em biodiversidade. Além disso, o superintendente Rivaldo Fernandes tem trabalhado em parceria com diversos órgãos e instituições, como o SPU-Serviço de Patrimônio da União, Marinha do Brasil e prefeituras municipais de promover ações de proteção ambiental e combate à degradação.

Caatinga Viva
Quando esteve no RN, o presidente do IBAMA Rodrigo Agostinho recebeu em mãos o projeto de educação ambiental elaborado pela superintendência do IBAMA RN. Trata-se de um trabalha desenvolvido para o semiárido potiguar em parceria com o Instituto Federal de Educação (IFRN) chamado Caatinga Viva. Se aprovado, o projeto atuará a partir das escolas estaduais do RN conforme orientação da governadora Fátima Bezerra.

O início do projeto piloto está planejado para começar na região do Seridó, que está entre as quatros áreas de desertificação do Brasil. Vale lembrar que o RN tem mais de 90% de área do semiárido do Brasil. A ação educativa envolverá as comunidades locais, os estudantes das escolas municipais, estaduais e federais da região. O projeto pretende promover oficinas e cursos. Para envolver os jovens, serão utilizadas as ferramentas das redes sociais, como TicTok e Youtube.

Também serão capacitados professores, gestores ambientais, estudantes, sindicalistas e lideranças das comunidades rurais.

Parques eólicos e usinas de energia solar são vilões do desmatamento no RN

Entre os biomas, a caatinga é considerada um dos mais fragilizados. O uso insustentável de seus solos e recursos naturais ao longo de centenas de anos de ocupação fazem com que a caatinga esteja bastante degradada. E, no Nordeste, Rio Grande do Norte (161,0%) e Paraíba (106,5%) são os estados que apresentaram aumentos mais expressivos na área de vegetação nativa suprimida.

Os dados são do RAD2023, Relatório Anual do Desmatamento no Brasil, elaborado pelo MapBiomas.

O documento, que apresenta um panorama abrangente do desmatamento em todos os biomas brasileiros nos últimos cinco anos, consolida e analisa os alertas de desmatamento validados e refinados com imagens de alta resolução pelo MapBiomas Alerta (https://alerta.mapbiomas.org/) a partir de múltiplos sistemas de detenção de desmatamento. Ele também avalia indícios de irregularidade ou ilegalidade e examina ações de combate ao desmatamento por órgãos governamentais e instituições financeiras.

Desmatamento nos biomas
Ainda de acordo com o relatório, Nos últimos cinco anos, o Brasil perdeu cerca de 8,56 milhões de hectares de vegetação nativa, sendo mais de 85% na Amazônia e no Cerrado. Em 2023, o desmatamento no Brasil diminuiu em 11,6%, totalizando 1,83 milhão de hectares.

O desmatamento na Amazônia diminuiu 62,2%, com 454,27 mil hectares desmatados em 2023, enquanto no Cerrado aumentou 67,7%, impulsionado pela região do MATOPIBA. Em 2023, pela primeira vez, o Cerrado ultrapassou a Amazônia, com 1,11 milhão de hectares desmatados.

Pantanal apresentou aumento de 59,2%, com 49,67 mil hectares desmatados em 2023, e Caatinga de 43,4%, com 201,68 mil hectares. Mata Atlântica e Pampa apresentaram redução, 59,6% (12,09 mil hectares) e 50,4% (1,54 mil hectares) respectivamente.


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NOVO PORTAL DO DIÁRIO DO RN: UMA REVOLUÇÃO NA EXPERIÊNCIA DIGITAL

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No momento em que o Diário do RN completa dois anos, nada melhor que participar da festa de roupa nova. Estamos falando do novo portal de notícias do Diário do RN, que em poucos dias vai estrear uma interface digital ainda mais moderna. Totalmente modificada, a versão online apresentará ao seu leitor novidades e experiências ainda mais interativas e funcionais.

O layout ficará ainda mais moderno, com funcionalidades que facilitarão a navegação e o acesso a conteúdos diversos. O novo site foi desenvolvido pela Victorino Consultoria de TI, com a proposta de inovar e integrar tecnologia de ponta ao jornalismo digital.

“Teremos várias novidades. Uma delas será a barra superior do portal, que oferecerá acesso direto às Edições Digitais, onde o leitor poderá acompanhar todas as edições do jornal, incluindo a do dia atual. Outra função importante será a aba Matérias Especiais, que reunirá conteúdos exclusivos”, revelou Paulo Victorino, responsável pelo desenvolvimento do novo projeto.

“Na área onde se concentram as manchetes, será o ponto central de informação do site. A equipe de redação terá a capacidade de controlar e optar entre uma a nove manchetes, decidindo se elas serão intercaladas ou se uma única manchete será mantida como destaque principal. Essa flexibilidade garantirá que as notícias mais importantes estejam sempre em evidência para os leitores”, acrescentou.

Valorização dos colunistas
A valorização dos colunistas é outra novidade listada por Victorino. “Os leitores encontrarão um carrossel com fotos de todos os colunistas, permitindo o acesso direto às redes sociais e aos contatos de cada jornalista. Além disso, ao clicar na foto de um colunista, o usuário será redirecionado automaticamente para a coluna correspondente, facilitando a interação e a fidelização do público com seus autores favoritos”, explicou.

No time de colunistas do Diário do RN, estão jornalistas especializados nas mais diversas áreas e setores da sociedade. Entre eles, Túlio Lemos (Política), Bosco Afonso (Conversa Livre), Toinho Silveira (Social), Andrea Lemos (Social Pet), Fábio Pacheco (Esporte), Ana Carla Queiroz (gastronomia), Rodrigo Afonso (Economia), Adelmo Freire (Comunique-se), Sidnesio Moura (Turismo), Fernando Rodrigues (Artes & Artistas) e a dupla José Patrício e Ruth Medeiros (Empreendedorismo e Comunicação).

Categorias
Um carrossel de cinco slides exibirá as principais notícias, divididas por categoria. Cada slide trará links diretos para as matérias, oferecendo uma navegação dinâmica e visualmente atraente. “Este recurso visa destacar a diversidade de conteúdos disponíveis no portal e garantir que os leitores possam acessar rapidamente as informações que mais lhes interessam”, destacou Victorino.

Notícias em alta
Para quem não quer perde nada do que está em alta, o novo portal do Diário do RN também vai dar um destaque especial às notícias mais lidas. A funcionalidade ajudará os leitores a se manterem atualizados sobre os assuntos mais comentados e compartilhados no momento.

Notícias Sazonais
O site ainda organizará as notícias de forma sazonal, exibindo uma variedade de conteúdos espalhados pelo portal. A ferramenta é ideal para quem busca se informar sobre temas específicos ou que aparecem de forma periódica.

Personalização de Conteúdo
Com o novo site o leitor também terá a opção de personalizar a visualização de notícias, marcando as categorias de seu interesse. Um checkbox na lateral direita permitirá selecionar as categorias desejadas, oferecendo uma experiência de navegação personalizada.

Edições Digitais
Para aqueles que preferem ler o jornal no formato digital, o novo portal do Diário do RN oferecerá acesso a todas as edições do jornal impresso. Nele, os leitores poderão ler ou baixar os jornais em seus dispositivos, garantindo comodidade e acessibilidade.

Blogs parceiros
Blogs parceiros também terão área especial no Diário do RN online. Nesta área, os leitores poderão acessar conteúdos diversos, escritos por colaboradores que complementarão a oferta de informações do portal.

Vitrine Comercial
O portal oferecerá ainda um espaço exclusivo para a divulgação de produtos e serviços, promovendo as lojas e anunciantes que desejarem mostrar suas promoções semanais. Esta área é negociada diretamente pelo setor comercial do jornal, proporcionando uma vitrine privilegiada para os anunciantes.

QR Code
No rodapé do site, ainda como inovação, o novo portal do Diário do RN contará com um QR Code.

Ele permitirá acesso ao site rapidamente, apenas apontando a câmera do celular. “Mais uma maneira de facilitar a navegação, com a garantia de que o conteúdo do portal esteja sempre ao alcance dos leitores. O novo site do Diário do RN promete ser uma referência em jornalismo digital, combinando conteúdo de qualidade com uma interface intuitiva e moderna. Fique atento ao lançamento e aproveite todas as funcionalidades que o novo portal tem a oferecer”, concluiu Paulo Victorino.

Bosco: “Vamos atingir o primeiro lugar no Rio Grande do Norte”

Bosco Afonso, diretor executivo – Foto: Reprodução

Jornalista e um dos sócios diretores do Diário do RN, Bosco Afonso também acredita no novo portal. “Na verdade, a história do Diário do RN, seja ele impresso ou o portal, começou há dois anos. Começou dois anos atrás, mas começou tudo planejado. Nós acreditávamos na recuperação de um jornal impresso na praça, já que tinha fechado o Diário de Natal, tinha fechado o Jornal de hoje, e existia uma brecha ainda para um público seleto amante do jornal impresso. Então nós fizemos um planejamento de consolidar, em primeiro lugar, o impresso para depois começar o investimento no portal, na dinâmica do portal. Até porque, o Túlio Lemos, que também é sócio diretor do Diário do RN, já tinha o blog dele, que já estava consolidado, já tinha um público, já tinha um nível de acesso satisfatório. Então, poderíamos esperar primeiro pela consolidação do jornal impresso, o que já aconteceu nesses dois anos. Hoje nós temos um público seleto, voltado para ler as informações do jornal impresso, que se consolidou porque adotou uma linha diferenciada dos demais. Nós adotamos uma linha diferenciada e que conquistou um público acima dos 40, 45 anos de idade. Agora chegou o momento de se investir mais no portal. O portal do Diário do RN que está no ar atualmente é um portal simples, simplório. Mas, que em poucos dias ganhará um o novo formato, com mais dinamicidade. Contratamos uma equipe especializada para essa finalidade e vamos, sim, nos consolidar ainda mais e vamos atingir o primeiro lugar no Rio Grande do Norte”.

“Informados a respeito de tudo, com seriedade, credibilidade e equilíbrio”

Tulio Lemos, idealizador e diretor geral do Diário do RN – Foto: Reprodução

Túlio Lemos não deixa por menos. O jornalista, que também é sócio diretor do Diário do RN, revela que também está bastante otimista com o investimento. “Nossa expectativa, em relação ao novo portal do Diário do RN, é muito grande, principalmente porque com essa nova roupagem, o novo formato mais dinâmico, uma aparência melhor, nós vamos poder melhorar o nosso conteúdo, ter uma cobertura mais presente, com vídeos, estar mais presente nos acontecimentos da cidade. Então, a expectativa é muito boa de uma cobertura que a gente possa realmente chegar e ser um portal em que as pessoas saibam que, acessando o portal Diário do RN, vão estar informados a respeito de tudo, com seriedade, com credibilidade, equilíbrio. Você vai se sentir bem informado a respeito de tudo, não só das informações, como também dos colunistas e opiniões, artigos, enfim, é uma nova mudança, um novo momento que o Diário do RN vai viver”.

“Cada detalhe foi pensado para criar uma experiência única”

Leânio Robson, social media – Foto: Reprodução

“Este projeto é resultado de um cuidadoso processo de planejamento e desenvolvimento, onde cada detalhe foi pensado para criar uma experiência única para o nosso leitor. Nossa missão é oferecer uma plataforma que não apenas informe, mas que também inspire e envolva. Queremos ser uma referência no jornalismo potiguar, entregando conteúdos que fazem a diferença, que conectam e que enriquecem a compreensão dos fatos que moldam o Rio Grande do Norte. No Diário do RN, o design é mais do que uma questão estética; ele foi desenvolvido com foco na experiência do usuário. Desde a navegação intuitiva até a disposição estratégica das informações, nosso portal foi projetado para facilitar o acesso e a compreensão das notícias. Sabemos que o tempo é precioso e, por isso, cada seção foi cuidadosamente estruturada para que o usuário possa encontrar rapidamente o que procura, seja uma análise aprofundada, uma notícia de última hora ou uma opinião que traga novas perspectivas. Além do design, nos preocupamos com a qualidade do conteúdo e a forma como ele é apresentado. Nossas reportagens, entrevistas e análises são produzidas por uma equipe de jornalistas comprometidos com a verdade e a imparcialidade.

Buscamos criar um espaço de diálogo e reflexão, onde o leitor, também é parte ativa. Queremos que você se sinta acolhido e convidado a participar, comentando, compartilhando e contribuindo com suas opiniões. Estamos próximos de inaugurar essa nova fase do jornalismo no RN, e convido todos a acompanharem de perto o “Diário do RN”. Tenho certeza de que vocês vão encontrar aqui uma plataforma moderna, acessível e profundamente comprometida com os valores que definem um bom jornalismo. Fiquem atentos, porque será um portal sempre de olho de novas referências e atualizações”, acrescentou Leânio Robson, responsável pelas redes sociais do Diário do RN.


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FIERN PROMOVE EVENTO SOBRE O IMPACTO DA REFORMA TRIBUTÁRIA NA INDÚSTRIA COM ESPECIALISTAS

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A FIERN vai promover um debate sobre o impacto da reforma tributária na indústria, com painéis do presidente da Federação, Roberto Serquiz; do secretário especial da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda, Bernard Appy; do conselheiro emérito da CNI e ex-senador, Armando Monteiro; e do secretário da Fazenda e Tributação do RN, Carlos Eduardo Xavier. O evento será na próxima segunda-feira, 02 de setembro, no auditório Albano Franco, da Casa da Indústria, sede da FIERN, a partir das 18h. Entre os debatedores, estarão também os deputados e senadores da bancada federal do Rio Grande do Norte.

Para participar do painel “Reforma tributária e os impactos na indústria do RN” , é preciso fazer a inscrição pelo link: https://www.sympla.com.br/reforma-tributaria-e-os-impactos-na-industria-do-rn__2613989 As vagas são limitadas.

A abertura será feita pelo presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte e do Conselho Temático da Micro e Pequena Empresa da CNI, Roberto Serquiz. Em seguida, Armando Monteiro — conselheiro da Confederação Nacional da Indústria, ex-senador e ex-presidente da CNI — vai abordar a reforma do ponto de vista do setor industrial.

O secretário da Reforma Tributária, Bernard Abby, deve falar sobre a regulamentação da emenda constitucional que estabeleceu as bases da reforma do sistema tributário brasileiro. A emenda constitucional foi aprovada em dezembro do ano passado e a primeira proposta de regulamentação, votada na Câmara, está em tramitação no Senado.

Presidente do Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal), Carlos Eduardo Xavier, que é Secretário Estadual da Fazenda, também apresentará um painel sobre as mudanças no sistema tributário nacional.

Os deputados federais e senadores do Rio Grande do Norte poderão apresentar suas visões, propostas de mudanças aprovadas ou discussão na legislação tributária do país, com impacto nos estados e municípios.

PRIORIDADE PARA A INDÚSTRIA
A CNI considera prioritária a regulamentação da reforma tributária. Em sessão solene do Congresso Nacional, a Confederação Nacional da Indústria apresentou, em março deste ano, sua agenda de propostas legislativas prioritárias para 2024, e destacou, entre as prioridades, a regulamentação da reforma tributária.

A FIERN está convidando para o evento, os presidentes dos Sindicatos que representam setores industriais, diretores da Federação, integrantes dos Conselhos e Comissões do Sistema Indústria no Estado, presidentes de Federações dos setores produtivos, empresários, jornalistas e demais interessados em discutir o tema.

REGULAMENTAÇÃO
A regulamentação é uma exigência da Emenda Constitucional 132, promulgada em dezembro, que estipulou a substituição de cinco tributos (ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins) por três: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto Seletivo. O objetivo é simplificar e modernizar o sistema tributário brasileiro, após décadas de tentativas no Congresso sem êxito.

O projeto define com detalhes quais produtos ou serviços terão uma cobrança menor dos novos tributos ou que sequer serão taxados — chamados de regimes diferenciados. Ao todo, são mais de 700 hipóteses de isenção, imunidade, redução e benefícios fiscais.

A regulamentação prevê que se a soma das alíquotas estimadas de CBS e IBS forem maiores que 26,5% em 2033 — ano em que os novos tributos estarão totalmente implementados — o Poder Executivo deverá enviar projeto de lei ao Congresso Nacional propondo sua diminuição.

As alíquotas só serão estabelecidas em futuras leis ordinárias. No caso da CBS, que já poderá ser cobrada em 2027, deve ser lei federal. Para o IBS, que terá transição de 2029 a 2033, uma parte será definida por lei estadual e outra por lei municipal.


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A PAIXÃO PELO JORNALISMO IMPRESSO FEZ SURGIR O DIÁRIO DO RN HÁ DOIS ANOS

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A paixão pelo impresso acompanhava o jornalista Tulio Lemos desde quando foi editor e colunista no Jornal de Hoje, vespertino que marcou época no jornalismo impresso potiguar, comandado pelo professor Marcos Aurélio de Sá. Foram sete anos fora das redações quando ele decidiu pôr em prática um novo projeto e encontrou a parceria de outro apaixonado pelo bom jornalismo, o experiente Bosco Afonso.

O ano era 2022 e começava ali o trabalho de concepção do Diário do RN. Foram alguns meses até definir formatos, equipe, logística… até que no dia 23 de agosto a primeira edição ganhou as ruas.

De lá para cá, 382 edições publicadas. Mais de 3.000 páginas onde, além da cobertura política e dos principais acontecimentos que movimentam Natal e o Rio Grande do Norte, um time de colunistas também enriquece o jornal com conteúdo especializado sobre temas variados como economia, turismo, comunicação, gastronomia, artes e pets.

É o caso do tributarista Rodrigo Afonso que assina coluna Economia: “Nos últimos dois anos, tive a grande oportunidade de atuar como colunista na área de Economia no Diário do RN. Desde o início da minha carreira, sempre fui movido pelo desejo de contribuir para o desenvolvimento econômico do Estado, e a coluna surgiu como um veículo natural para isso. Ao lidar com as complexidades fiscais e financeiras da nossa região, percebi que havia uma lacuna significativa na comunicação desses temas para o público em geral. Era necessário um espaço onde as nuances econômicas do nosso Estado pudessem ser discutidas de forma clara, acessível e, ao mesmo tempo, profunda. Foi com essa motivação que propus ao Diário do RN a criação de uma coluna que abordasse a economia sob uma ótica local, oferecendo análises que fossem relevantes tanto para empresários quanto para cidadãos comuns”.

Outro que acompanha essa trajetória desde início é Adelmo Freire, com a coluna Comunique-se.

“A minha história com essa coluna surgiu há mais de trinta anos. A minha escola foi em Curitiba, sendo comunicador em Rádios FM. E lá peguei justamente uma bagagem desse relacionamento com o ouvinte e aprendi muita coisa sobre como lidar com ouvintes, citação de rádio e ao mesmo tempo lidar com plateias. Quando eu vim para Natal percebi nos empresários com quem eu tinha um relacionamento comercial uma grande dificuldade de comunicação e notei que ali tinha uma brecha, tinha um nicho que eu poderia de alguma forma poder ajudá-los. Me especializei, estudei muito a respeito sobre a comunicação interpessoal e em paralelo à minha atividade executiva, comecei a orientar e ajudar pessoas a melhorar a sua fala em reuniões e diversas situações ligadas a comunicação. O Diário do RN me deu essa oportunidade de ter a coluna de forma semanal e colocar no papel aquilo que eu gostaria de passar para essas pessoas e poder ajudar nesse ambiente da comunicação.

A política é o carro chefe do matutino com matérias exclusivas e declarações de grande repercussão. A análise tem espaço na coluna assinada pelo também diretor geral, Tulio Lemos.

“Procuramos fazer análise dos fatos políticos e apresentar notícias exclusivas de bastidores, sempre com bom humor e leveza. Afinal, a política às vezes é ácida, precisamos dar leveza ao tema. Me realizo fazendo a coluna todos os dias”.

Para o colunismo social, Tulio Lemos e Bosco Afonso levaram o convite a um nome referência no mercado: Toinho Silveira. Com quase cinco décadas de atuação, Toinho conta que de cara aceitou o convite atraído pela liberdade editorial. “Você não tem em todo veículo a liberdade que eles me deram para fazer o jornalismo do jeito que eu gosto. Porque tem gente que não considera, mas é jornalismo e para trazer conteúdo de qualidade todos os dias, eu procuro unir cultura e eventos”
Um diferencial que faz sucesso desde o lançamento nas páginas do Diário, é a Social Pet. A coluna assinada pela jornalista Andrea Lemos traz as fofuras do mundo animal: “A coluna Social Pet veio para inovar e mostrar através de fotos, informes e histórias o quanto os animais têm a nos ensinar. Um espaço que mostra o quanto nós humanos precisamos aprender o significado de amar sem nada cobrar”.

O jornalista Fábio Pacheco iniciou na equipe como editor de esportes: “Nosso carro chefe é o futebol, mas o Diário do RN também dá espaço para o atleta amador, olímpico e paralímpico, pois temos muitos talentos e precisamos divulgar o trabalho desses jovens promissores”, explica o editor.

Na coluna Minuto Final, Fábio Pacheco assina seus comentários apimentados e imparciais. “Na coluna tenho a liberdade para analisar desde um esquema tático, a parte técnica do jogador, até a gestão de um clube, de maneira positiva ou negativa, sempre de forma imparcial, doa a quem doer, pois o leitor quer ler a verdadeira crítica, sem panos quentes”.

No decorrer do tempo, outros colaboradores também chegaram com conhecimento especializado. A jornalista e editora do Diário do RN, Ana Carla Queiroz, também tem formação em Gastronomia, já deu aulas e compartilha dicas, experiências e histórias na coluna Vamu Cumê. Sidnésio Moura, especialista e consultor em Turismo, traz informações valiosas sobre o setor. José Patrício e Ruth Medeiros colocam o empreendedorismo em foco e Alfredo Neves desbrava as artes e artistas do RN.


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COM A DRAGA JÁ EM NATAL, OBRAS DA ENGORDA DE PONTA NEGRA VÃO COMEÇAR

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Atracada em Natal desde a manhã de ontem, a draga holandesa que vai atuar no aterramento hídrico da praia de Ponta Negra deve começar a operar o mais breve possível. Os serviços devem começar ainda nesta sexta (30), mais tardar no sábado (31). A informação é da Prefeitura.

Em suas redes sociais, o secretário municipal de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal, Thiago Mesquita, compartilhou a seguinte mensagem: “A obra, que há muito tempo era esperada pela população, finalmente sairá do papel, graças aos esforços do prefeito Álvaro Dias. O prefeito esteve à frente dessa luta desde o início, enfrentando diversos desafios para garantir que o projeto fosse realizado”.

“Com o início das obras, espera-se que a intervenção traga benefícios significativos para a cidade, revitalizando a praia e garantindo que Natal continue a ser um destino turístico de destaque no Brasil. A previsão é que a obra seja concluída nos próximos meses, devolvendo à Praia de Ponta Negra a sua beleza e funcionalidade”, acrescentou o texto.

A empresa responsável pelo serviço está concluindo a montagem das tubulações que serão acopladas à embarcação. É por este equipamento que a areia que será sugada do fundo do mar será transportada até a costa, fazendo a chamada “engorda” da praia. Ao final dos serviços, que devem ser finalizados ainda este ano, a faixa de areia da Praia de Ponta Negra será alargada em até 50 metros em maré cheira e em até 100 metros com maré baixa.

A engorda é apontada por especialistas como medida necessária para conter o avanço do mar, de forma a evitar a destruição do calçadão e da orla de Ponta Negra. Com a retenção, o Morro do Careca, um dos mais belos cartões-postais do estado, também deverá ser preservado. A duna vem sofrendo uma erosão progressiva com o avanço do mar.

Esta é a segunda vez que a draga atraca em Natal. Entre os dias 26 de junho e 7 de julho, a embarcação aguardou o licenciamento por parte do Instituto do Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA), o que não aconteceu. No dia 13 de agosto, o órgão autorizou o início dos serviços.

Obra deve ser executada e concluída ainda em 2024
Ainda de acordo com o Thiago Mesquita, o prazo inicial da obra é de três meses de duração, devendo ser executada e concluída ainda em 2024. Porém, pela complexidade, pode sofrer algum atraso. “Obviamente que não é uma obra como qualquer outra obra, principalmente no ambiente em que ela vai se realizar. Pela complexidade da dinâmica costeira pode demorar um pouco mais, mas a previsão é entorno de 90 dias”, garantiu.

Engorda será feita com 1,1 milhão de metros cúbicos de areia
Por fim, o secretário voltou a explicar de onde será retirada e a quantidade de areia necessária para a engorda da praia de Ponta Negra. “É uma jazida que tem aproximadamente 7 milhões de metros cúbicos de areia. Ela está a aproximadamente 8 quilômetros da orla de Ponta Negra e a aproximadamente 500 metros no rumo do farol de Mãe Luíza. É uma jazida submersa. A draga se desloca até a jazida, onde já foi feito o desenho tridimensional, e a draga faz o processo de sucção, de dragagem, e traz esse material o mais próximo possível, dentro da margem segurança, para não encalhar. A tubulação, que está na praia, é acoplada à draga, a vácuo, e passa a levar esse material e despejá-lo na praia de Ponta Negra. Vai começar ali no Hotel Serhs, em direção ao Morro do Careca, uma extensão de 4 quilômetros, com aproximadamente 1,1 milhão de metros cúbicos de areia.

O secretário também fez uma ressalva, destacando que a empresa contratada tem experiência no serviço. “Será a sétima engorda, o sétimo aterro hidráulico que essa empresa vai realizar no litoral brasileiro. Então, é uma empresa experiente, que tem know-how e expertise no assunto, e até agora não teve qualquer dano, nenhum problema em nenhuma das suas execuções”, afirmou.


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QUASE METADE DOS ENTREVISTADOS AINDA NÃO DEFINIU VOTO PARA VEREADOR

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A nova pesquisa Datavero/98 FM questionou os entrevistados sobre a escolha dos seus representantes à Câmara Municipal de Natal. Até agora, 47,2% afirmam não saber ou não responderam. O dado é normal, já que o voto ao legislativo geralmente é definido com a proximidade do dia do pleito. Afirmam votar em ninguém para vereador 5,3% dos entrevistados.

Dos 10 candidatos mais citados pelos eleitores entrevistados, o vereador Herberth Sena (PV) tem 2% das intenções de votos. Nivaldo Bacurau (UB) tem 1,8%. Anny Lagartixa (Solidariedade) apresenta 1,7%. A vereadora Julia Arruda (PCdoB) tem 1,6%. O parlamentar municipal Tércio Tinôco tem 1,5% das intenções de votos.

Irapõa e Tony foram citados por 1,2% dos entrevistados, cada um. Aroldo Alves e Marcio Gomes 1,1%, cada. Já Raniere Barbosa e Sônia da Nova Natal foram citados por 0,9% dos eleitores, cada um.

Apoios a prefeito
Nem sempre os eleitores que votam em determinado candidato a vereador apoiam o candidato a prefeito ligado a ele. Realizando o cruzamento de dados, quem vota em Herberth Sena, do PV, vota em grande maioria (70%) em Carlos Eduardo. Depois vem Paulinho Freire, com 20% dos votos. Já Natália Bonavides tem 10% dos votos dos eleitores de Herberth Sena. Herberth compõe a mesma federação de Natália Bonavides (PT-PV-PCdoB).

Já os eleitores do vereador Nivaldo Bacurau, que é o de mesmo partido de Paulinho Freire, União Brasil, preferem, no entanto, Carlos Eduardo (38,89%). Rafael Motta, Natália Bonavides e Paulinho Freire têm 11,11% deste eleitorado, cada um.

A filha de Wendell Lagartixa, Anny Lagartixa, que é do partido Solidariedade, que compõe a base de Paulinho Freire, tem 41,18% dos seus eleitores com voto declarado em Carlos Eduardo e só depois vem Paulinho Freire, com 35,29%.

A pesquisa Datavero/ 98FM ouviu mil entrevistados nos dias 26 e 27 de agosto. A margem de erro é de 3% e o nível de confiança 95%. O número de registro no TSE é 07182/2024.


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FESTA DO SABUGO: PÚBLICO ESTIMADO É DE MAIS DE 300 MIL PESSOAS EM 2024

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A Festa do Sabugo 2024 ainda nem chegou, mas o clima de uma das mais tradicionais festividades do RN já começa a tomar conta de Parnamirim. Com um público recorde de mais de 300 mil pessoas no ano passado e uma movimentação financeira de mais de R$ 55 milhões, o evento deste ano, que ocorrerá no Parque Aristófanes Fernandes, entre os dias 29 e 31 de agosto, promete ser ainda maior. A expectativa é que o evento, em sua edição 42, receba mais de 100 mil pessoas por dia, se transformando em um verdadeiro motor de desenvolvimento para o município.

Com 200 comerciantes ambulantes cadastrados para esta edição, a festa é uma grande oportunidade para micro e pequenos empreendedores locais. Além disso, a expectativa é de que o evento gere centenas de empregos temporários, beneficiando diretamente as famílias parnamirinenses e impulsionando a economia local.

Na edição 2023, a Festa do Sabugo foi aprovada por mais de 95% do público e 92% dos entrevistados pela pesquisa da Fecomercio registrou que pretende voltar ao evento na edição deste ano.

Para garantir a segurança dos visitantes, a festa contará com um forte esquema de segurança, incluindo quase 500 agentes, tanto da Guarda Municipal, quanto das demais forças policiais e seguranças particulares. Além disso, o planejamento contará com delegacia móvel, plataforma elevada de monitoramento e mais de 30 câmeras espalhadas por todo o espaço.

Os investimentos que a Prefeitura está fazendo na saúde também garantem tranquilidade para os parnamirinenses que vão aproveitar a Festa do Sabugo 2024. Ambulâncias, retaguarda hospital com escalas de plantão médico completas e até uma UTI móvel estarão prontas para emergências.

A sustentabilidade aliada à assistência social é outro ponto alto do evento. A prefeitura está implementando um programa de gestão de resíduos, que inclui a participação ativa de mais de 60 catadores de materiais recicláveis. Durante todos os dias de festa, eles estarão presentes para garantir que os resíduos recicláveis sejam coletados e destinados corretamente, contribuindo para a preservação do meio ambiente.

Regras definem acesso de crianças e adolescentes na Festa do Sabugo 2024

Edição de 2023 bateu recorde com público superior a 300 mil pessoas – Foto: Reprodução

Crianças menores de 12 anos não poderão entrar no local da festa. Para as crianças entre 12 e 14 anos, o acesso será permitido somente se estiverem acompanhadas pelos pais ou responsáveis. O acesso é gratuito e a abertura dos portões ocorre às 18h.

Adolescentes de 14 a 17 anos poderão participar da festa desde que estejam acompanhados e apresentem uma autorização por escrito dos pais ou responsáveis, com firma reconhecida em cartório.

Adolescentes a partir de 17 anos terão acesso liberado à festa, podendo entrar tanto acompanhados quanto desacompanhados, sem a necessidade de qualquer autorização.

As medidas visam garantir que o evento seja seguro e agradável para todos os participantes, com especial atenção ao público mais jovem.

A Festa do Sabugo 2024 ocorrerá no Parque Aristófanes Fernandes, entre os dias 29 e 31 de agosto. Para esta edição, a expectativa é de que mais de 300 mil pessoas compareçam nos três dias do evento, se consolidando como um verdadeiro motor de desenvolvimento para o município.

Programação

Quinta-feira – 29 de agosto
Luan Santana
Luan Estilizado
Kelvy Pablo
Zé Hilton
Selminha Ferrari

Sexta-feira – 30 de agosto
Raça Negra
Ferrugem
Renno Poeta
Cleyton Silva
Fabinho Miranda
Banda Ipod: A Face do Sucesso

Sábado – 31 de agosto
Limão com mel
Mastruz Com Leite
Seu Desejo
Gabriel de Pádua
Forró dobrado


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CAMPANHA NACIONAL COLETA DNA DE FAMILIARES DE DESAPARECIDOS

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O Instituto Técnico-Científico de Perícia do Rio Grande do Norte (ITEP/RN), através do Laboratório de Genética Forense (LGF), está participando da Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A ação é organizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e vai até a sexta-feira, dia 30 de agosto. No Rio Grande do Norte foram registrados 501 desaparecimentos somente no primeiro semestre deste ano.
A campanha faz parte da Mobilização Nacional de Identificação de Pessoas Desaparecidas e visa ajudar na localização e identificação de indivíduos desaparecidos em todo o país. No Rio Grande do Norte, as coletas estão sendo realizadas no Laboratório de Genética Forense, em Natal, Unidade Regional de Mossoró e Unidade Regional de Caicó.
Segundo o ITEP, o objetivo principal é reunir amostras de DNA de familiares de pessoas desaparecidas para comparar com os bancos de dados estaduais e federal que formam a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos.
“Com a coleta desse material genético, nós conseguimos comparar com o DNA nos bancos de dados de todo o país. Já teve um caso em que coletamos DNA de uma família aqui no Rio Grande do Norte e descobrimos que o familiar que eles procuravam havia falecido em Santa Catarina”, destacou Fabrício Fernandes, perito oficial e chefe do Laboratório de Genética Forense do ITEP/RN.
Os dados sobre pessoas desaparecidas no Brasil, atualmente, possuem duas principais fontes: o Sinesp-VDE e o Relatório Estatístico das Autoridades Centrais. As informações obtidas de formas diferentes e com diferentes objetivos são disponibilizadas no site da campanha https://www.gov.br/mj/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/desaparecidos.

Locais de coleta

Natal

Laboratório de Genética Forense do ITEP/RN

Endereço: Av. Interventor Mário Câmara, 3532, Cidade da Esperança, Natal/RN. CEP: 59070-600

Contato: Telefone: (84) 98137-2134

Mossoró

Unidade Regional de Mossoró do ITEP/RN

Endereço: R. Vicente Fernandes, S/N, Aeroporto, Mossoró/RN. CEP: 59607-260

Contato: (84) 98137-2429

Caicó

Unidade Regional de Caicó do ITEP/RN

Endereço: R. Severiano Alves da Costa, S/N, Samanaú, Caicó/RN. CEP: 59300-000

Telefone: (84) 98137-2147

Segurança
A legislação atual assegura que as amostras fornecidas voluntariamente pelos parentes serão usadas exclusivamente na identificação dos entes sumidos, e não para outro propósito.

Segunda etapa
Na segunda etapa, o foco estará no recolhimento de impressões digitais e de material genético de pessoas vivas com identidade desconhecida. Por fim, será coordenada a pesquisa de impressões digitais de corpos não identificados armazenadas em cada unidade federativa. Nessa etapa, conhecida como análise do passivo (backlog), os dados são comparados com os registros existentes nos bancos de biometrias. Essas informações farão parte da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG) — alimentado pelas secretarias estaduais de Segurança em parceria com a Polícia Federal.

Cruzamentos
As amostras genéticas de pessoas vivas e falecidas com identidade desconhecida analisadas pelos laboratórios da RIBPG são enviadas rotineiramente ao Banco Nacional de Perfis Genéticos, onde são feitos os cruzamentos de dados em nível nacional com perfis coletados pelos 23 laboratórios de genética forense que compõem a rede.

Cenário nacional
Entre janeiro e agosto de 2024, desapareceram 45.670 pessoas, sendo 29.498 do sexo masculino e 15.833, do feminino. Desse total, 12.148 tinham até 17 anos e 32.415, mais de 18 anos. Já em relação a pessoas localizadas, o número total foi de 30.016, com 10.736 do sexo feminino e 17.931, do masculino. Já foram localizadas 7.654 pessoas de até 17 anos e 20.887 de até 18 anos, em 2024.


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