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O FRACASSO DA BARRILHA E A EXPECTATIVA DO LÍTIO NO RN

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POR BOSCO AFONSO

Sempre houve um questionamento sobre o nosso país ter deixado de produzir BARRILHA, um componente químico surgido através de composição do sal marinho e o calcário, ambos em grande quantidade na região polarizada por Macau. A primeira fábrica de barrilha foi instalada pelo governo federal, por meio da estatal Companhia Nacional de Álcalis (por conta da influência política) no Rio de Janeiro (RJ), na região de Arraial do Cabo, que mesmo ineficiente (o calcário provinha de conchas retiradas do mar) funcionou por mais de 50 anos até a sua inevitável falência.

Justamente, da Companhia Nacional de Álcalis – CNA, antes de sua total imersão, surgiu a subsidiária Álcalis do Rio Grande do Norte – ALCANORTE, em meados dos anos 1970, com a previsão de produzir inicialmente 300 mil toneladas/ano de BARRILHA, suficientes para abastecer o mercado interno (Indústrias química e petroquímica, de vidro, de sabões e detergentes e à metalurgia) e possibilidade de exportar.

Nenhuma explicação palpável houve para justificar o não funcionamento daquela indústria. Interesses até hoje desconhecidos impediram o funcionamento da unidade industrial da Alcanorte em Macau tendo aquele patrimônio se deteriorado até o seu sucateamento e que, juntamente com as sucatas da CNA se transformaram numa massa falida administrada, atualmente, pela empresa carioca MVR, designada pela justiça.

A parte de ferragens da Alcanorte foi toda vendida em leilão como “ferro velho”, assassinando o sonho de todos os norte-rio-grandenses, especialmente dos macauenses. Por meio de leilões, também irão o terreno da fábrica, a reserva de calcário, a Vila Industrial (com mais de 100 casas), o campo de pouso e a adutora (Pendências a Macau) hoje alocada à Caern para trazer água para a população de Macau e Guamaré. Retomamos esse assunto ao nos deparar, no site CANAL ENERGIA com uma manchete que nos remete aos sonhos sonhados e dizimados, que diz assim: “Energia sobe 292% em 20 anos e tira competitividade da indústria de cloro-álcalis”.


Se tratando de desenvolvimento industrial, o sonho dos macauenses em sediar a Fábrica de Barrilha está soterrado e a expectativa do Estado ser o único produtor desse produto químico em solo nacional está sepultada. Resta às autoridades do Rio Grande do Norte estimular as pesquisas em curso através do LAÍS/UFRN em busca do LÍTIO que compõe o nosso sal marinho como forma de incrementar novos horizontes, pois o Brasil já não poderá fabricar a barrilha utilizada pela sua própria indústria, mas com o LÍTIO poderá capitanear uma revolução industrial nacional.


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