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novembro 13, 2025


RELANÇAMENTO DE “CULTURA DE MASSA EM PROCESSO” CELEBRA LEGADO DE ALEXIS GURGEL

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Nesta quinta-feira (13), às 16h30, a Livraria Manimbu Arte e Cultura, em Petrópolis, zona leste de Natal, será palco do lançamento da segunda edição do livro “Cultura de Massa em Processo”, do jornalista e escritor Alexis Gurgel. O evento também inaugura as atividades do projeto “Gaveta Aberta”, iniciativa contemplada no Edital de Apoio à Economia Criativa do Sebrae/RN (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Norte), que tem como propósito resgatar, valorizar e republicar obras literárias potiguares fora do mercado editorial tradicional, fortalecendo a memória e a produção cultural do Estado.

Em Cultura de Massa em Processo, ensaio escrito, reunindo textos já publicados pouco antes de sua morte, Alexis revela um pensamento à frente de seu tempo. Observa com lucidez o avanço da comunicação, a força dos meios de massa e o que chamava de “a industrialização do espírito”.

Visionário, antecipou questões que hoje moldam a sociedade da informação e o próprio fazer jornalístico. Publicada pela primeira vez em 1986, a obra retorna agora como testemunho da sensibilidade e da inteligência crítica de um autor que deixou uma marca profunda na cultura potiguar.

De acordo com Helena Gurgel, idealizadora do Gaveta Aberta, mais do que um relançamento, o encontro será uma celebração da cultura e da vanguarda potiguar, reunindo nomes fundamentais da cena artística e intelectual. Com entrada gratuita, o evento é aberto à comunidade e voltado especialmente para estudantes, pesquisadores, bibliotecas comunitárias, feiras literárias e o público interessado em literatura, arte e memória cultural.

Helena Gurgel também explica que a proposta do Gaveta Aberta surgiu do desejo de resgatar obras potiguares esquecidas, principalmente aquelas que não possuem mais exemplares disponíveis para venda, e recolocá-las em circulação. Para ela, o relançamento de Cultura de Massa em Processo simboliza o início de uma jornada de valorização da memória literária do Estado.

“Este é apenas o primeiro lançamento do projeto, uma homenagem ao saudoso jornalista Alexis Gurgel, que nos anos 1970 foi um dos nomes mais inquietos do jornalismo e da experimentação estética em Natal”, destaca.

A programação também inclui a exposição do artista visual Falves Silva, cofundador do movimento Poema/Processo, e a roda de conversa Memória em Processo, com a participação de Rejane Cardoso, Rita Machado, Falves Silva e Vicente Serejo. O debate propõe revisitar temas como o Poema/Processo, a comunicação, a literatura e a experimentação estética, ressaltando o legado de Alexis Gurgel e o contexto cultural efervescente dos anos 1970 em Natal.

VIDA E OBRA
Alexis Gurgel nasceu em Caraúbas, em 1945, e viveu intensamente cada linha que escreveu, fosse na editoria policial ou nos debates culturais que movimentavam Natal. Da redação do Diário de Natal às rodas de poesia concreta e poema/processo, Alexis fez da palavra um território de experimentação e de liberdade. O jornalista morreu no ano de 1979, na capital potiguar.

Além de Cultura de Massa em Processo, Alexis também é autor de “Alcateia de Letras – Proseando com a Literatura Potiguar”, lançado em 2021, com prefácio da poeta Maria Maria Gomes, obra que valoriza o material humano e cultural do Rio Grande do Norte.

Entre homenagens à sua trajetória, destaca-se a Rua Jornalista Alexis Gurgel, no bairro de Capim Macio, em Natal. Também cabe mencionar o projeto “Entre matrizes, cordéis, xilos e gravuras”, do pesquisador Alexandre Gurgel, que reúne expressões artísticas nordestinas em diálogo com o universo cultural explorado pelo autor homenageado.


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PROFESSORA DA UFRN DEFENDE PROTAGONISMO DE ESCOLAS E COMUNIDADES NA AÇÃO AMBIENTAL

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A professora Mariana Almeida, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), será uma das representantes do estado na COP 30, a conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que está acontecendo em Belém (PA). Ela leva na bagagem uma trajetória marcada pela inovação e pela crença na educação como caminho para enfrentar a crise climática.

“Sou movida pela inovação e seu poder de transformação, concomitante com a responsabilidade de transformar evidências científicas em ação educacional concreta”, conta Mariana. À frente de iniciativas como o Meninas no Espaço, presente em 19 estados brasileiros, a professora vê na COP 30 uma oportunidade de apresentar resultados, fortalecer redes e ampliar políticas de educação climática baseadas em dados.

Mariana explica que quer aproveitar a conferência para trocar experiências com outros países e aprender novas metodologias que possam ser aplicadas nas escolas e comunidades brasileiras. “Quero aprofundar cooperações internacionais, trocar metodologias de mitigação e adaptação ancoradas em ciência cidadã e tecnologias educacionais, e aprender com soluções de outros países para acelerar a transposição de conhecimento científico para práticas escolares e comunitárias”, diz.

Na COP 30, ela pretende abordar temas como educação climática baseada em evidências, comunicação e letramento científico, equidade de gênero e juventudes na agenda climática e uso pedagógico de dados ambientais. Segundo Mariana, discutir essas pautas é essencial para fortalecer a cultura científica nas escolas e formar uma geração mais preparada para os desafios do clima.

A professora acredita que a participação na conferência pode gerar resultados concretos para o Rio Grande do Norte. “As discussões podem catalisar políticas estaduais de adaptação costeira, combate à desertificação, gestão de eventos extremos e formação continuada de professores”, afirma. Ela pretende transformar os aprendizados em programas estruturantes de educação climática, conectando a UFRN, a Secretaria Estadual de Educação e as comunidades locais.

Mariana chega à COP 30 representando uma rede de colaborações que inclui a Agência Espacial Brasileira (AEB), a rede GLOBE da NASA, secretarias estaduais e grupos de pesquisa da UFRN.

Essas parcerias, segundo ela, garantem rigor científico e diversidade de experiências. “Essas colaborações trazem escala nacional e permitem que os resultados sejam replicados e comparados entre diferentes estados”, explica.

Ela também destaca os desafios que ainda precisam ser enfrentados no campo da educação climática. Entre eles, estão a desinformação, a baixa cultura de dados nas escolas e a pouca integração entre ciência e políticas públicas. “O desafio é tornar a educação climática um eixo curricular e de gestão, e não uma atividade periférica”, afirma.

Depois da conferência, Mariana pretende transformar o que aprender em ações práticas. “Vou traduzir os aprendizados em formações, guias, jogos e protocolos didáticos; ampliar a Rede Nacional de Educação Climática e fomentar projetos escolares de monitoramento ambiental com devolutivas para a comunidade”, diz.

A mensagem que quer levar à COP 30 é direta: “Não há ação climática eficaz sem educação climática robusta, dados abertos e participação social. Meninas, jovens, professoras e comunidades são agentes centrais da transição justa.”

Para ela, o legado que a COP 30 pode deixar é o fortalecimento de políticas de educação climática financiadas e avaliadas, o incentivo a soluções baseadas na natureza e a criação de redes duradouras que transformem dados em decisões. “Espero que o Brasil assuma uma década de compromisso com a justiça climática e a proteção dos biomas”, afirma.

Mariana conta que sua dedicação ao tema nasceu do contato com as escolas e comunidades que já sentem os impactos das mudanças climáticas. “Ver estudantes produzirem dados, interpretarem seu território e liderarem soluções locais consolidou minha vocação para a pesquisa aplicada e a cooperação em rede”, diz.

Com sua participação na COP 30, a professora leva o nome da UFRN e do Rio Grande do Norte ao palco global das discussões sobre o clima e reforça a ideia de que a educação é o elo essencial entre o conhecimento científico e a transformação social.


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PT QUER AMPLIAÇÃO DA ESQUERDA NO CONGRESSO CONTRA BOICOTE A LULA

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Os deputados federais Fernando Mineiro e Natália Bonavides, ambos do PT, avaliaram que o grande desafio político de 2026 será ampliar a bancada de esquerda no Congresso Nacional, de modo a garantir sustentação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao projeto político que o partido defende. Em entrevistas ao Diário do RN, os parlamentares potiguares ressaltaram a contradição entre o apoio popular ao presidente e a eleição de congressistas que atuam contra as propostas do governo.

“Estamos vivendo um momento muito importante, a gente precisa reforçar um rumo para o nosso país. O presidente Lula está reconstruindo o Brasil, hoje estamos colhendo esses frutos, e não tem sentido a sociedade brasileira apoiar e eleger o presidente Lula, mas ao mesmo tempo colocar lá no Congresso Nacional parlamentares que são contrários ao projeto do presidente Lula e que lutam para derrotá-lo”, afirmou Mineiro.

Segundo ele, é preciso corrigir essa distorção nas eleições do próximo ano.

“A minha questão central é: precisamos aumentar a bancada que realmente defenda os interesses do povo brasileiro. Porque é contraditório. Apoiamos, defendemos o Lula, elege o Lula.

Mas elege parlamentares que são contra e boicotam o trabalho do presidente Lula lá. Precisamos mudar isso em 2026”, aponta o deputado.

Mineiro, que confirmou que disputará a reeleição para a Câmara Federal, também declarou que pretende votar para o Senado em um nome que esteja alinhado ao projeto nacional do presidente Lula.

PT no RN
A deputada Natália Bonavides também confirmou que será candidata à reeleição e se disse confiante no fortalecimento do PT no Rio Grande do Norte. Segundo ela, o partido está montando uma chapa competitiva para as eleições de 2026, com nomes que representam a continuidade do projeto iniciado pela governadora Fátima Bezerra.

“Eu estou muito animada para as eleições do ano que vem. O PT está formando chapas muito interessantes e eu estou muito animada com como vai ser uma campanha em que Lula candidato a presidente, Fátima candidata a Senado e Cadu candidato ao governo”, afirmou.

A parlamentar elogiou o desempenho do pré-candidato Cadu Xavier, apontando-o como o nome “mais preparado” para suceder Fátima Bezerra no Governo do Estado.

“Ele, sem dúvidas, é a pessoa mais preparada desse Estado para assumir, após a gestão da governadora Fátima, o governo. A gente tem uma oportunidade de ouro no nosso Estado, que é vendo o quanto o Estado foi reconstruído com a governadora Fátima e agora segue sendo fortalecido”, afirmou a deputada.

Natália também defendeu a ampliação da bancada progressista na Câmara.

“Eu acho que a chapa de federal que o PT está formando está ficando muito forte. Nós vamos conseguir ampliar a bancada, e isso é muito importante porque o nosso Estado tem tido um histórico de bancada que majoritariamente vota contra o povo trabalhador”, avaliou Natália.

Sobre a disputa ao Senado, ela afirmou que o partido já definiu o nome da governadora Fátima Bezerra para a primeira vaga e que o segundo continua em diálogo com partidos aliados do campo democrático.

“Ainda não há definição. O partido já lançou o nome da governadora Fátima Bezerra para a primeira vaga do Senado e estamos dialogando com vários partidos aliados, partidos do campo democrático, partidos que não apoiam esses processos golpistas que a direita tem feito o Brasil passar. Acho que esse segundo nome tem que ter esse perfil: alguém que seja democrático e que consiga apoiar lá no Senado as políticas do presidente Lula, que vai ser reeleito também”, completou a parlamentar do PT.


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TOMBA: “OU ALLYSON SOLTA A MÃO DE ZENAIDE, OU FICA SEM A MÃO DOS OUTROS”

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O deputado estadual Tomba Faria (PL) enviou um recado direto ao prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), durante entrevista à 98 FM de Natal, nesta quarta-feira (12). Ao comentar a composição da direita potiguar para as eleições de 2026, o parlamentar afirmou que Allyson “vai ter que escolher” entre Zenaide Maia (PSD) e os demais aliados conservadores.

Enquanto defendia a união da oposição, ele foi questionado sobre a parceria do prefeito de Mossoró com a senadora Zenaide Maia, de quem o mossoroense afirmou “não soltar a mão”. “Aí ele vai ter que escolher: ou solta a mão dela, ou fica sem a mão dos outros”, disparou Tomba.

A fala demonstra o isolamento do grupo bolsonarista ao prefeito mossoroense, caso ele insista na aliança com a senadora, que integra a base de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Durante a entrevista, o deputado defendeu a união das forças da direita no Rio Grande do Norte para vitória em primeiro turno. “Acho que a direita deve fazer um esforço enorme para unir todo mundo. Defendo a união da direita. Se a direita se unir, nem segundo turno tem”, afirmou.

Tomba destacou que a formação de uma chapa única, reunindo lideranças como Rogério Marinho (PL), Styvenson Valentim (PSDB), Álvaro Dias (Republicanos) e Allyson Bezerra (UB), é essencial para o fortalecimento do grupo.

“Para fazer a chapa completa, precisaria também do prefeito de Mossoró, que está fazendo uma boa administração, e vamos ver qual seria a parte dele, onde ele entraria. Qual o espaço que ele teria. Mas na hora que une, você sai fortalecido”, disse o parlamentar.

O deputado alertou que a existência de múltiplas candidaturas no campo conservador pode desorganizar o projeto eleitoral, mas enfraquece Allyson: “Ou então [se não unir] vai para a disputa com três candidatos. Todo mundo quer ser, ninguém abre mão, mas lembrando que Rogério Marinho já abriu mão várias vezes. Com três candidaturas, zera o jogo. O prefeito sai da prefeitura, aí já muda as coisas”, analisou.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de o senador Rogério Marinho (PL) disputar o governo do Estado ou se engajar em um projeto nacional, Tomba reafirmou o apoio ao correligionário, a quem considera o melhor preparado para liderar a direita potiguar.

“Tenho conversado com Rogério Marinho. Ele sempre me disse que é candidato a governador. É um grande nome, capaz. Mostrou isso na CPMI do INSS”, afirmou.

O deputado também elogiou o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, e o senador Styvenson Valentim, mas reforçou que Rogério é o nome mais forte do grupo.

“Álvaro Dias também é um bom nome, mas eu vejo Rogério mais preparado. A direita está chegando e eu acho que é a vez. Rogério Marinho e Styvenson Valentim. Álvaro Dias seria um grande nome também. Há ainda Allyson Bezerra, prefeito de Mossoró, todos são bons candidatos. Mas vejo Rogério como o melhor”, declarou.

Tomba também falou sobre a nominata do PL para as eleições de 2026 e adiantou que o partido deve eleger entre sete e oito deputados estaduais. “A nominata do PL deve eleger entre sete e oito candidatos. Temos nomes como Gustavo Carvalho, Terezinha, Júlio César, Coronel Azevedo. Se fala em Adjuto Dias, Luís Eduardo e Jorge do Rosário, de Mossoró. Esperamos que seja forte a nominata”, afirmou.


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ABRAÃO LINCOLN E GABRIEL NEGREIROS: NOVA QUEBRA DE SIGILOS PODE ABALAR O RN

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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura o chamado “Rombo dos Aposentados” vota nesta quinta-feira (13) dois requerimentos de quebra de sigilo que podem desencadear novas revelações sobre o esquema de desvio de recursos do INSS e abalar o cenário político do Rio Grande do Norte.

Os pedidos têm como alvo Paulo Gabriel Negreiros de Almeida, tesoureiro da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), apontado como homem de confiança do presidente da entidade, Abraão Lincoln, e suspeito de operar financeiramente o esquema de descontos indevidos sobre benefícios de aposentados e pensionistas.

O Requerimento nº 2.537/2025, apresentado pelo senador Styvenson Valentim (PSDB-RN), solicita a quebra dos sigilos telefônico e telemático de Paulo Gabriel Negreiros, com acesso a dados de comunicações, registros e conteúdos em plataformas como WhatsApp, Facebook, Instagram, Google e Apple iCloud. O objetivo é rastrear contatos, interações e eventuais comunicações relacionadas à movimentação de valores e à atuação da CBPA no período de 1º de janeiro de 2020 a 10 de novembro de 2025.

Já o Requerimento nº 2.493/2025, de autoria do deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), complementa as investigações ao pedir a quebra dos sigilos fiscal e bancário do mesmo investigado. A medida busca detalhar as movimentações financeiras, contas, declarações de imposto de renda e registros de operações ligadas aos repasses da CBPA e convênios firmados com o INSS.

De acordo com informações da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU), a confederação foi criada em 2020, mas permaneceu praticamente inativa por dois anos. Em 2023, entretanto, registrou um crescimento súbito de filiados e receitas, sem estrutura física ou administrativa compatível com o volume de recursos movimentados.

Nesse período, Paulo Gabriel Negreiros teria atuado diretamente na gestão das contas bancárias da CBPA, sendo apontado como responsável por intermediar operações financeiras suspeitas.

Investigadores afirmam que parte dos recursos desviados pode ter sido destinada a políticos e aliados ligados à cúpula da confederação, o que aumenta o potencial impacto das quebras de sigilo sobre o Rio Grande do Norte.

“Trata-se de um passo decisivo para desvendar a trilha do dinheiro e identificar quem se beneficiou com o rombo nos recursos dos aposentados”, afirmou Styvenson Valentim na justificativa do requerimento.

A votação dos dois pedidos foi incluída na pauta da sessão desta quinta-feira (13) da CPMI, que será realizada em Brasília, com transmissão pelos canais institucionais do Congresso Nacional.

A expectativa é de que, se aprovadas, as medidas possam abrir um novo capítulo nas investigações e expor o caminho do dinheiro desviado, trazendo à tona ligações políticas e empresariais até então desconhecidas.

Prisão de Abraão Lincoln
O presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, foi detido em flagrante na madrugada do último 4 de novembro, por ordem da CPMI do INSS, mas foi liberado horas depois após pagar fiança.

A ordem de prisão foi determinada pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), sob a acusação de falso testemunho durante a sessão que discutia supostas fraudes cometidas por entidades que descontam mensalidades diretamente de benefícios previdenciários.

Abraão Lincoln, que obteve habeas corpus preventivo do ministro Alexandre de Moraes (STF) para permanecer em silêncio sobre fatos que pudessem incriminá-lo, foi confrontado com uma série de questionamentos sobre sua trajetória política e jurídica. Gaspar fez um apanhado da vida do presidente da CBPA.

Entre as contradições apontadas, o relator destacou que Abraão Lincoln omitiu sua relação pessoal com o tesoureiro da CBPA, Gabriel Negreiros, afirmando inicialmente que o vínculo era apenas “institucional”.

No mês de maio, reportagem do Diário do RN, trouxe informações sobre a ligação entre Lincoln e Negreiros, apontado como braço direito do presidente da Confederação. Os dois são investigados pela Polícia Federal sobre as fraudes no INSS.

As perguntas diretas e incisivas deixaram o potiguar visivelmente acuado. Alfredo Gaspar também destacou o principal ponto da investigação atual: o número alarmante de mortos incluídos nas listas de descontos associativos vinculados à CBPA. “Há cerca de 40 mil mortos incluídos como filiados ativos”, frisou o relator, observando que esse número é recordista entre as entidades investigadas.


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