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dezembro 9, 2025


NOVAS REGRAS DO IMPOSTO DE RENDA VÃO BENEFICIAR 150 MIL POTIGUARES

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A lei que eleva para R$ 5 mil o limite mensal de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) foi sancionada pelo governo federal recentemente e começa a valer a partir de 1º de janeiro de 2026. A mudança deve alcançar cerca de 15 milhões de brasileiros, entre eles aproximadamente 150 mil contribuintes do Rio Grande do Norte, segundo dados da Receita Federal de 2023.

Com as novas regras, quem ganha até R$ 5 mil mensais deixa de pagar o imposto, enquanto rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7.350 passam a ter uma redução gradativa na cobrança. Com isso, para evitar que contribuintes que ultrapassem por pouco a faixa de isenção tenham perdas, serão aplicadas deduções automáticas. Atualmente, a isenção contempla apenas quem recebe até R$ 3.036, valor equivalente a dois salários mínimos.

Para o contador Daniel Carvalho, diretor da Rui Cadete Consultores Associados, “a nova lei cria um desconto automático aplicado depois do cálculo normal do IR mensal, ou seja, para quem recebe até R$ 5 mil, o desconto será suficiente para pagar zero de imposto. Já quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350 entra em uma faixa intermediária: quanto mais próxima do topo, menor o desconto. Na prática, o desconto diminui o imposto retido no contracheque, aliviando especialmente os trabalhadores da classe média”, explica.

Com as mudanças, o Ministério da Fazenda estima um impacto fiscal de R$ 31,2 bilhões em 2026.

Apesar disso, estados e municípios não devem perder arrecadação, já que a União compensará eventuais quedas nos repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e dos Municípios (FPM). Para equilibrar as perdas, o governo também criou novos mecanismos de tributação, como explica o Daniel.

“A ampliação da isenção reduz a arrecadação do Imposto de Renda para a União, mas essa queda deve ser compensada pela nova tributação mínima anual de altas rendas. O objetivo é manter o equilíbrio fiscal enquanto se alivia a tributação da classe média. Já para as contas públicas, a compensação criada pela nova lei busca evitar prejuízos ao orçamento federal e às transferências para estados e municípios”, pontua.

Entre as mudanças para esta compensação está a instituição de um imposto mínimo para quem recebe mais de R$ 50 mil por mês (ou R$ 600 mil ao ano). As alíquotas são progressivas e podem chegar a 10% para rendas anuais acima de R$ 1,2 milhão. Segundo Daniel, a nova medida beneficia quem ganha menos, mas não deve impactar significativamente a rotina de quem dispõe de rendas mais altas.

Por outro lado, ele destaca que, enquanto a União deixa de arrecadar, tende a haver uma movimentação na economia, uma vez que os recursos antes destinados ao IR passarão a contar como uma espécie de “renda extra”.

“No novo plano econômico, a medida aumenta a renda disponível das famílias, o que pode estimular o consumo e dinamizar setores do comércio e serviços”, observa.

Um exemplo é o da jornalista Gislaine Azevedo, que comemorou a sanção da nova lei, já que os valores antes retidos no contracheque passarão a integrar o salário a partir de 2026.

“Quando soube da nova faixa de isenção, confesso que senti um alívio. Nos últimos anos, qualquer reajuste no custo de vida tem pesado no orçamento aqui de casa. A sensação era de que o salário rendia cada vez menos. Com a atualização da isenção, o valor a mais no contracheque vai fazer diferença no fim do mês”, relata.

RENDAS QUE FICAM DE FORA
O cálculo levará em conta todos os rendimentos da pessoa física, inclusive lucros e dividendos. Porém, a lei estabelece exceções. Não entram na conta, por exemplo, ganhos de capital obtidos com venda de imóveis (exceto os negociados na Bolsa de Valores), valores recebidos acumuladamente, como ações judiciais ou aluguéis atrasados, rendimentos da poupança e indenizações por acidentes de trabalho, danos morais ou materiais.

“Além disso, investimentos em títulos de fomento à infraestrutura, ao setor imobiliário e à agricultura, como LCI e LCA, também não entram na base de cálculo. O mesmo vale para heranças e doações em adiantamento da legítima. Ou seja, quem receber um valor de herança que eleve temporariamente sua renda anual acima de R$ 600 mil não será tributado a mais por isso”, explica Daniel.

IMPACTOS NO RIO GRANDE DO NORTE
No Rio Grande do Norte, cerca de 150 mil contribuintes devem ser beneficiados. Desses, aproximadamente 98 mil têm renda mensal de até R$ 5 mil e ficarão totalmente isentos. Outros 53 mil, com rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7 mil, passarão a ter reduções graduais no valor do imposto devido, conforme estimativas da Receita Federal.


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ALLYSON DEIXA FALTAR ATÉ ÁGUA NO CAPS INFANTIL DE MOSSORÓ

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Sem profissionais para terapias, equipamentos sucateados e, até, falta de água para beber. Essa é realidade do CAPS Infantil (CAPSi) de Mossoró na gestão do prefeito Allyson Bezerra. O equipamento funciona em uma casa no bairro Nova Betânia, próximo ao estádio Nogueirão, que sequer tem identificação. “Um senhor teve que comprar um garrafão d’água no chafariz e recentemente as mães fizeram uma cotinha para colocar equipamentos pra funcionar. ”, relata Márcia Queiroz, mãe de uma criança autista que precisa dos serviços da unidade.

Márcia Queiroz acrescenta que o filho está sendo acompanhado por estagiários por falta de profissionais. A psicopedagoga que atendia no CAPSi teve o contrato encerrado e não foi substituída. O desligamento ocorreu sem que a profissional se despedisse dos pacientes. “Meu filho estava sem nenhuma terapia, e eu e outras mães tivemos que nos sujeitar ao atendimento com estudantes. ”, contou. A mãe demonstra mais preocupação ainda com o final do ano quando os estagiários também suspenderão os atendimentos. “A universidade vai entrar de férias e os estagiários também. ”, explica.

A falta de atendimento adequado para crianças autistas é frequente em Mossoró, bem como são corriqueiros os protestos das mães atípicas contra Allyson Bezerra, que tem feito pouco caso da causa, ao ponto de se negar a executar emendas destinadas para o diagnóstico de autismo e as terapias necessárias. A vereadora Marleide Cunha denuncia que o prefeito insiste em não pagar emendas alocadas por ela para este fim. A parlamentar conta que encartou R$ 364 mil para diagnóstico de autismo e terapias no Orçamento de Mossoró nos anos de 2022, 2023, 2024 e 2025 sem que tenha ocorrido execução por parte da gestão Allyson Bezerra em nenhuma dos períodos.

Recursos que fazem falta e tornam o atendimento precário. “Este ano vou indicar mais cem mil reais para o CER e é importante que o prefeito execute em 2026. Cada vez mais crianças estão chegando às escolas precisando de diagnóstico e não tem”, lamenta a vereadora.

Para defender o prefeito, o vereador Raério Cabeção afirma que os autistas passaram a ter atenção na gestão de Allyson e citou até o envolvimento da primeira-dama, Cinthia Pinheiro.

“Agora nós temos atenção e atendimento médico. Hoje nós temos um prefeito e uma primeira-dama que deu a cara a tapa, foi pra dentro também da secretaria fez um trabalho brilhante e está mostrando pra toda Mossoró”, defende o parlamentar. A versão ilusória do vereador diverge totalmente da realidade, conforme afirma Márcia: “O prefeito (Allyson) vai para as redes sociais da prefeitura e dele e faz propaganda enganosa sobre a inclusão e a saúde de Mossoró. Ilusão. Não existe inclusão, saúde e educação em Mossoró. Só propaganda”

O Diário do RN pediu um posicionamento à Secretaria Municipal de Comunicação Social de Mossoró, mas não teve retorno até o fechamento desta edição.


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ERIKO JÁCOME RECEBE REMUNERAÇÃO MAIS QUE O DOBRO DA GOVERNADORA DO RN, FÁTIMA BEZERRA

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O presidente da Câmara Municipal de Natal (CMN), Eriko Jácome (PP), figura hoje entre os agentes políticos do Rio Grande do Norte com as maiores remunerações do Rio Grande do Norte.

Documentos oficiais da Casa Legislativa apontam que, além do subsídio mensal de R$ 27.500,00, o vereador recebe ainda R$ 17.333,33 por meio de uma folha suplementar, mecanismo que funciona como complemento salarial. O complemento salarial de R$ 17 mil é referente ao subsídio de representação de presidente.

Com isso, a remuneração vinculada ao cargo ultrapassa os R$ 44.833,33 mil por mês, valor superior à remuneração da governadora do Estado, Fátima Bezerra (PT), e do prefeito da capital, Paulinho Freire (UB).

A remuneração total do presidente da CMN é mais de três mil reais maior que a remuneração do prefeito Paulinho Freire (UB). O prefeito da capital recebe um total bruto de R$ 41.600,00. O valor se refere à soma entre o salário de R$ 26 mil mais o acréscimo do jeton indenizatório de R$ 15.600,00, por participar de conselho de gestão. Os dados são do Portal da Transparência da Prefeitura de Natal.

Já em relação à governadora Fátima Bezerra (PT), o presidente da Câmara recebe mais que o dobro. A gestora estadual recebe uma remuneração bruta de R$ 21.914,76, de acordo com o Portal da Transparência do Estado do RN.

Além disso, o presidente Eriko Jácome também desfruta das verbas indenizatórias do gabinete parlamentar, que podem chegar a R$ 22 mil mensais. Para completar o pacote de benefícios, ele e toda a Mesa Diretora recebem ainda um auxílio-saúde de R$ 1.500, já incorporado à folha principal de pagamento.


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ALLYSON ACUSA FÁTIMA DE CALOTE E CADU AFIRMA QUE O CALOTE VEM DE MOSSORÓ

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Em vídeo publicado nas redes sociais nesta segunda-feira (08), o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), acusou a governadora Fátima Bezerra (PT) de reter indevidamente repasses obrigatórios destinados ao município. Segundo o prefeito, o governo estadual teria deixado de transferir, nas duas últimas semanas, um total de R$ 10.837.000,00 referentes a receitas municipais.

“O governo do Estado dá um calote na Prefeitura de Mossoró. É isso que o povo precisa saber: o governo deixou de repassar R$ 10.837.000,00. Não é recurso extra, não é convênio, não é verba estadual. É dinheiro do município, que já era para estar na nossa conta”, afirma o prefeito no vídeo.

O prefeito apresentou os montantes que, segundo ele, estão bloqueados pelo governo estadual. De acordo com a informação, são R$ 3.752.000,00 de ICMS; R$ 2.242.000,00 do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica Municipal (Fundeb); R$ 1.193.000,00 de IPVA e aproximadamente R$ 3 milhões de RENAI / multas de trânsito.

“São recursos para pagar salários, custeio, Previdência, professores, contratos. Isso está prejudicando Mossoró e, provavelmente, outros municípios também”, complementou Allyson.

No vídeo, o prefeito também criticou o modelo de repasse, argumentando que não cabe ao governo estadual segurar verbas que pertencem aos municípios: “Esse recurso não era nem para cair na conta do governo do Estado. Era para ser algo automático para a conta do município de Mossoró. Fizemos a cobrança, pedimos explicações, mas o governo ainda não enviou”.

O pré-candidato ao governo do RN utiliza a rede social, seu principal meio de propaganda, para se dirigir diretamente à gestora estadual, sem citar o nome de Fátima Bezerra. “Peço à governadora que regularize imediatamente esses repasses. Mossoró está sendo prejudicada, e isso afeta diretamente a população”, finalizou.

Cadu Xavier afirma que Allyson dá calote de mais de R$ 50 milhões no Governo
Em resposta ao vídeo publicado pelo prefeito Allyson Bezerra (União Brasil), o secretário estadual da Fazenda e pré-candidato ao governo pelo sistema governista, Cadu Xavier, utilizou a mesma rede social para rebater, em tom irônico, a acusação de que o Estado teria dado um “calote” de R$ 10,8 milhões na Prefeitura de Mossoró.

No vídeo, bem mais curto que o do prefeito, Cadu Xavier, pergunta se o prefeito de Mossoró vai pagar o que deve ao Governo do RN.

Cadu devolveu a acusação, afirmando que a Prefeitura de Mossoró deve ao Estado à Caern um valor muito superior ao mencionado por Allyson em relação ao Governo do RN.

“Agora, eu queria saber se até quarta-feira o prefeito de Mossoró vai pagar os mais de cinquenta milhões de reais que a prefeitura deve à Caern”, disse.

Em tom de provocação, encerrou: “Prefeito, economiza mais um pouquinho de papel e de combustível para ver se consegue botar a conta d’água em dia”, disparou.

O pré-candidato ao Governo do RN respondeu, ainda, ao seu potencial opositor, que os repasses citados por Allyson estarão regularizados até quarta-feira (10), incluindo os valores da semana atual.

“Aqui não tem segredo! Queria dizer que até quarta-feira os repasses de ICMS e Fundeb estarão rigorosamente em dia, inclusive os dessa semana”, declarou o secretário.


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GIRÃO VÊ FORTALECIMENTO DO PROJETO DA DIREITA NO BRASIL E NO RN PARA 2026

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O deputado federal General Girão (PL-RN) afirmou que a definição do senador Flávio Bolsonaro como candidato à presidência da República pelo bolsonarismo “organiza o campo da direita no país” e gera efeitos diretos sobre o palanque potiguar, incluindo a possível coordenação nacional de campanha pelo senador Rogério Marinho, atual secretário nacional do partido e presidente estadual, mas também pré-candidato ao executivo estadual. Ele conversou com o Diário do RN nesta segunda-feira (08).

“Recebemos essa definição com entusiasmo e convicção de que o projeto para 2026 será vitorioso. Acreditamos que Flávio Bolsonaro, pela trajetória, pelo compromisso com os valores que defendemos e pela sua atuação firme ao lado de Bolsonaro, chega como uma liderança capaz de conduzir a direita”, declarou Girão.

Com Rogério Marinho exercendo papel estratégico na direção nacional do PL, Girão avalia que o potiguar poderá ter participação central na campanha presidencial.

“Tendo em vista o importantíssimo papel desempenhado por Rogério Marinho a nível nacional, eu acredito que esse convite possa ser feito. Rogério é muito querido por nosso grupo nacional e, principalmente, pelo presidente Bolsonaro”, disse.

O deputado não esclareceu se acredita ser maior a possibilidade de um possível convite a Rogério, que abriria caminho para outros nomes do grupo, como Álvaro Dias (Republicanos), ou se reforçaria seu nome como indicação do grupo ao Executivo estadual. Entretanto, crê que a escolha do filho do ex-presidente da República reforçaria o projeto da direita no Rio Grande do Norte, especialmente o núcleo político do bolsonarismo.

“Temos nomes de peso tanto para a presidência quanto para o Governo do RN, garantindo que estejamos organizados e preparados para um enfrentamento eleitoral decisivo em 2026. A clareza sobre o nome que liderará o projeto presidencial nos dá segurança, alinhamento e direção”, disse.

Girão reforçou o alinhamento ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a expectativa de que a definição nacional acelere a construção do palanque no estado: “Seguimos ao lado do presidente Jair Bolsonaro, sendo fiéis às suas decisões e convicções. O grupo está unido e preparado para defender nossos valores e apresentar alternativas sólidas para o futuro do Brasil e do RN”.

O parlamentar também aproveitou para atacar as gestões petistas no país e no Estado. Ele citou episódios já explorados politicamente pela oposição, como o caso dos respiradores, investigado à época, e suspeitas envolvendo o INSS, reforçando que tais temas estarão no discurso da direita em 2026.

“Enquanto isso, a esquerda permanece atolada em mentiras e erros grosseiros, alguns verdadeiramente criminosos, como demonstram os governos de Fátima Bezerra e Lula 3. O povo não vai esquecer o escândalo dos respiradores e a incompetência durante a pandemia, bem como a fraude no INSS”, afirmou. As acusações fazem parte da avaliação política do deputado; algumas delas ainda estão em apuração por órgãos de investigação.


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