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fevereiro 25, 2026


REFORAMAR TRANSFORMA LARES E JÁ IMPACTOU 50 MIL PESSOAS NO ESTADO

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Mais do que paredes novas, pisos assentados e telhados recuperados, a ReforAMAR entrega recomeços. A organização social potiguar já impactou mais de 50 mil pessoas no Rio Grande do Norte ao reformar casas e instituições em situação de vulnerabilidade, apostando na moradia como ponto central para restaurar dignidade, autoestima e segurança.

Fundada pela engenheira civil Fernanda Silmara, a ONG nasceu de uma experiência pessoal. Em 2017, ainda estudante do Instituto Federal do Rio Grande do Norte, IFRN, ela conquistou uma bolsa de estudos que possibilitou a reforma da própria casa, com apoio do tio, responsável pela mão de obra. O que começou como melhoria estrutural revelou um efeito mais profundo.

“Quando pensei na ReforAMAR, foi ao ver minha própria casa transformada”, recorda. “Eu percebi que não era apenas uma obra. Moradia é segurança psicológica. A casa influencia diretamente como a pessoa se sente e se posiciona no mundo”, afirma.

A partir dessa constatação, a iniciativa ganhou forma em 2018. Desde então, a organização já realizou mais de 60 reformas, 75 ações sociais e mobilizou mais de mil voluntários. Cada reforma é planejada por equipe técnica e executada com acompanhamento profissional, garantindo segurança e qualidade nas intervenções.

Para Fernanda, o impacto vai além do concreto. “Reformar uma casa é transformar vidas. É devolver dignidade para uma mãe que tinha vergonha de receber visitas. É garantir segurança para um idoso que vivia sob risco de queda. A gente reforma paredes, mas também está restaurando histórias”, ressalta.

Histórias como a de dona Zita, dona de casa que foi atendida pela instituição em um momento delicado da vida. “Quando Fernanda chegou, fazia apenas um mês que meu marido tinha ido embora. Eu estava muito triste, sem ânimo, me sentindo à beira de uma depressão”, relata.

A reforma alterou não apenas o espaço físico, mas também o estado emocional. “Ela trouxe alegria para mim. Trouxe gente, movimento, deixou tudo bonito e renovado. Isso mudou completamente o meu sentimento. Foi muito mais do que eu imaginava. É um trabalho sério, verdadeiro”, afirma dona Zita.

Entre 2018 e 2025, a instituuição entregou mais de 60 lares reformados – Foto: Reprodução

Gestão e responsabilidade
Embora o resultado apareça nas imagens de antes e depois, o trabalho envolve planejamento rigoroso. Segundo a fundadora, há uma visão romantizada sobre o terceiro setor que não corresponde à realidade, tendo em vista que a instituição se mantém graças às doações de empresas parceiras e da sociedade civil, além do empenho de voluntários.

“As pessoas acham que é só chegar com material e fazer. Não é assim. Existe orçamento, cronograma, equipe técnica e responsabilidade com cada recurso que entra”, explica. Engenheira de formação, Fernanda buscou capacitação em administração, liderança e gestão financeira para garantir sustentabilidade à ONG. “Impacto social sem gestão não se sustenta”, pontua.

O reconhecimento como melhor ONG do Rio Grande do Norte e uma das 100 melhores do Brasil, em 2025, destaca Fernanda, representa compromisso. “Não é um troféu. É uma responsabilidade maior. Confirma que estamos no caminho certo, mas também exige crescimento com profissionalismo e transparência”, diz.

ReforAMAR Capacita
A atuação da instituição se expandiu para além das reformas. O ReforAMAR Capacita foi criado com o objetivo de oferecer oportunidades às famílias atendidas, muitas delas sem renda fixa e com acesso restrito ao mercado de trabalho.

O projeto disponibiliza cursos práticos e acessíveis, como pintura, pequenos reparos e técnicas de construção, ministrados por profissionais qualificados. Com o tempo, passou a atender também mulheres, idosos, jovens em busca do primeiro emprego e pessoas interessadas em desenvolver novas habilidades, além de empresas que procuram qualificação para equipes.

A proposta é formar uma rede de transformação contínua. Quem aprende pode gerar renda, melhorar a própria moradia e multiplicar conhecimento na comunidade. A capacitação, nesse contexto, torna-se ferramenta estratégica de autonomia.

Bazar solidário
Criado em 2022, o Bazar ReforAMAR tornou-se peça fundamental na manutenção das atividades.

O espaço comercializa móveis, eletrodomésticos, utensílios e diversos itens doados, a preços acessíveis. Todo o valor arrecadado é destinado às reformas sociais.

“O bazar é uma ponte entre quem doa, quem compra e quem precisa ter sua casa transformada”, resume Fernanda. Além de contribuir financeiramente, a iniciativa estimula a economia circular, ao dar novo destino a objetos que poderiam ser descartados.

Cada item vendido se converte em material de construção e melhoria estrutural para famílias atendidas. “O material é meio. O fim sempre será gente. Cada doação representa alguém que vai dormir com mais segurança”, afirma.

Desde dezembro de 2025, a ONG está sediada em novo endereço, na Rua Aguinaldo Gurgel Júnior, 424, em Candelária, Natal. O bazar será reinaugurado no dia 7 de março, no novo espaço. As vendas on-line acontecem às quartas e quintas, das 13h às 16h, e as presenciais às sextas e sábados, das 9h às 15h. E os interessados em doar itens em bom estado de conservação, podem entrar em contato pelo telefone: 84 98889-2018.


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GOVERNADORA ANUNCIA NOVOS SERVIÇOS DE ORTOPEDIA NO INTERIOR DO ESTADO

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Há pouco mais de um ano, em fevereiro de 2025, o Governo do Estado deu início ao serviço de ortopedia de baixa e média complexidade no Hospital Regional Alfredo Mesquita Filho, em Macaíba. O objetivo era desafogar o Hospital Walfredo Gurgel, maior unidade de atendimento de traumas do Rio Grande Norte. Com o êxito da experiência, a gestão estadual, através da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), vai instalar mais dois serviços semelhantes no interior do estado.

O anúncio foi feito nesta terça-feira (24), durante a visita da governadora Fátima Bezerra ao hospital, dentro da programação de comemoração do primeiro ano de funcionamento do serviço, que neste período realizou 9,5 mil atendimentos e 1,5 mil cirurgias, atendendo pacientes de seis municípios da Região Metropolitana (Macaíba, São Gonçalo do Amarante, Extremoz, São José de Mipibu, Parnamirim e Ceará-Mirim).

“O mais importante de tudo isso é, após um ano, voltar aqui e ver de perto, ouvir a população reconhecendo a importância que foi instalar esse serviço em Macaíba. São lembranças que vou levar para sempre”, afirmou a governadora.

A segunda barreira ortopédica do Rio Grande do Norte passará a funcionar no Hospital Regional Nelson Inácio dos Santos, em Assu. O plano é que o serviço seja coordenado pelo Consórcio de Saúde do Vale do Açu, ajudando a desafogar o Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró. A equipe que vai atuar no serviço já passou por treinamentos na própria barreira de Macaíba.

“A barreira ortopédica em Assu deverá começar os atendimentos em março. No Seridó, também vamos montar o serviço com base no Consórcio de Saúde da região, que vai ajudar a melhorar o fluxo não só do Hospital de Caicó, mas até do Walfredo Gurgel”, completou o secretário de Saúde Pública, Alexandre Motta.

Avanços
Durante a solenidade comemorativa, foi destacada a importância da barreira ortopédica de Macaíba para diminuir a histórica sobrecarga do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, principal unidade de trauma-ortopedia do estado, e a parceria com o Ministério da Saúde para o feito.

O investimento superior a R$ 10 milhões para o custeio do serviço foi garantido pelo Ministério da Saúde, em um movimento inédito a nível nacional, a partir do projeto apresentado pela Sesap.

A instalação foi viabilizada com um investimento de R$ 1,5 milhão feito pelo Governo no Hospital de Macaíba na infraestrutura, modernizou as enfermarias, ampliando o refeitório e a climatizando os ambientes, entre outros serviços. Com um atendimento focado no acolhimento e humanização dos pacientes,


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NATÁLIA: CAI A FARSA DA DEFENSORA DA DEMOCRACIA E SURGE UMA DITADORA

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A deputada federal Natália Bonavides (PT) ingressou com ação judicial contra o Diário do RN em decorrência de reportagem publicada em 28 de outubro de 2025, que noticiou declarações feitas pela vereadora natalense Camila Araújo (UB) sobre a destinação de emendas parlamentares para obras da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), em Natal. O processo tramita na 2ª Vara Cível de Brasília, no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), e tem como objeto pedido de direito de resposta e retificação.

A reportagem questionada foi publicada em 28 de outubro de 2025 e relatou que a vereadora levantou suspeitas, inclusive mencionando lavagem de dinheiro, sem apresentar provas ou indícios concretos. O texto também registrou que a parlamentar não especificou responsáveis por eventuais irregularidades e que o jornal tentou contato com a própria vereadora para esclarecimentos, sem obter resposta até o fechamento da edição.

Mesmo diante desse cuidado editorial, a deputada direcionou sua reação não contra a autora das declarações, mas contra o veículo que cumpriu o dever básico do jornalismo: informar sobre um fato público, protagonizado por agentes políticos, com interesse direto para a sociedade. A ação judicial não questiona a fala da vereadora Camila Araújo, origem da controvérsia, mas sim a decisão do Diário do RN de publicar o conteúdo, fruto de um pronunciamento oficial da parlamentar na Câmara de Vereadores de Natal.

Nos autos, a deputada Natália Bonavides sustenta que o jornal teria extrapolado o dever de informar ao adotar título considerado sensacionalista e ao associar seu nome à suspeita de crime grave. No entanto, a própria reportagem relata a inexistência de provas, deixando claro para o leitor que se tratava de uma declaração política, controversa, mas pública, e não de uma acusação confirmada.

Ao tentar transformar a publicação de uma fala em ato ofensivo, a ação desloca o debate do campo político para o jurídico, criando uma interpretação segundo a qual noticiar declarações de parlamentares passaria a depender de concordância prévia ou validação dos envolvidos. Trata-se de uma leitura incompatível com o exercício do jornalismo em uma democracia.

A peça judicial ainda atribui ao Diário do RN intenção difamatória e requer a retirada da matéria do ar, a publicação de retratação e direito de resposta com o mesmo destaque, além de restrições futuras à cobertura. O pedido, na prática, busca punir o veículo por dar visibilidade a um fato que ocorreu, e não por distorcer ou inventar informações.

A atitude da deputada Natália Bonavides, de querer ameaçar, intimidar e até censurar um veículo de informação, revela a hipocrisia da parlamentar, conhecida por defender a liberdade de imprensa. Porém, quando o tema não é de seu interesse ou o veículo não faz o que ela quer que faça, o discurso da liberdade de expressão vai para a lata do lixo e a defensora da democracia tenta ser ditadora de seus desejos.

Natália paga despesas do processo com dinheiro público

A ação tramita na 2ª Vara Cível de Brasília, no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), sob o número 0769149-96.2025.8.07.0001, e tem como objeto o pedido de direito de resposta e retificação, com base na Lei nº 13.188/2015 (Lei do Direito de Resposta). A citação judicial foi expedida em 13 de janeiro de 2026, determinando prazo para manifestação do jornal.

Embora o valor da causa seja simbólico, R$ 1.000,00 chama atenção o fato de que as custas iniciais do processo, no total de R$ 89,91, não foram pagas pela autora da ação, mas sim pela Câmara dos Deputados, conforme certificado oficial do sistema PagCustas/PagTesouro.


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AZEVEDO LEVANTA DÚVIDAS SOBRE ALLYSON: “BEM PROVÁVEL QUE NÃO SEJA CANDIDATO”

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Em conversa sobre o xadrez político que se desenha para 2026, o deputado estadual Coronel Azevedo (PL) levantou dúvidas centrais sobre a real disposição do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB), de deixar o cargo para disputar o Governo do Estado. Segundo o parlamentar, as articulações para um eventual cenário de eleições indiretas na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, caso a governadora Fátima Bezerra (PT) renuncie ao cargo para disputar o Senado, ganhariam novos contornos.

Para Azevedo, o quadro não é simples e envolve mais do que decisões partidárias. Ele destacou comentários recorrentes nos bastidores de que Allyson poderia enfrentar maiores dificuldades jurídicas fora do mandato, em meio às investigações que atingem sua gestão.

“Eu escuto muito que ele se defenderia melhor com o mandato. Sem mandato, a situação de Allyson ficaria mais difícil”, afirmou o deputado, ecoando avaliações que, segundo ele, circulam entre advogados e lideranças políticas.

As declarações remetem diretamente à Operação Mederi, deflagrada pela Polícia Federal, que apura suspeitas de fraude na compra de medicamentos e possíveis desvios de recursos públicos na área da saúde. Como já registrado em reportagens publicadas em janeiro e fevereiro, a operação colocou Mossoró no centro das investigações e trouxe desgaste político ao prefeito, com novos desdobramentos surgindo ao longo das apurações.

Nesse contexto, Coronel Azevedo questiona se Allyson assumiria o risco de renunciar ao mandato justamente quando, na avaliação de parte do meio jurídico, a condição de prefeito no exercício do mandato oferece mais instrumentos de defesa. Para o deputado, esse fator pode pesar decisivamente na definição sobre a candidatura ao Governo. “Cada vez surge um fato novo. É uma situação muito difícil para ele. É bem provável que ele não seja candidato, porque os doutores do direito dizem que é melhor defendê-lo com o mandato do que sem mandato”, resumiu.

O parlamentar também avaliou os reflexos eleitorais do caso, apontando que as investigações da PF tendem a ter impacto na imagem pública do prefeito e podem contribuir para um cenário de polarização. Na leitura de Azevedo, esse ambiente pode “espremer” Allyson entre campos ideológicos mais definidos, abrindo espaço para que a disputa ao governo se concentre em outros nomes, como o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias e o secretário estadual Cadu Xavier.

Coronel Azevedo também falou sobre o possível apoio do presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira, ao grupo liderado pelo senador Rogério Marinho. “É uma expectativa. Ele está conversando, tem uma forte tendência dele chegar no grupo de Rogério, mas ele não anunciou nada”

Ainda sobre os movimentos da oposição, o parlamentar destacou a expectativa de filiação do ex-prefeito de Natal Álvaro Dias ao PL. Segundo Azevedo, há o desejo de que o ato de filiação ocorra em um evento de alcance nacional, possivelmente com a presença do senador Flávio Bolsonaro, que também é pré-candidato à presidência da República, como forma de marcar posição e dar largada oficial à reorganização do campo oposicionista no estado. “É nosso desejo ter um evento de âmbito nacional no Rio Grande do Norte, e nesse evento a gente também definir quem é quem no Rio Grande do Norte, quem está com a gente, quem não está, começar a decidir, né? A gente tem a expectativa, Rogério vai trabalhar isso, vai tentar uma data em março, para ver se prioriza o Rio Grande do Norte na andança do Senador Flávio”


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