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fevereiro 27, 2026


FISCALIZAÇÕES RETIRAM ALIMENTOS VENCIDOS DE PRATELEIRAS EM NATAL

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Consumir alimentos fora do prazo de validade representa um risco direto à saúde, uma vez que a data impressa nas embalagens indica o limite estabelecido pelo fabricante para garantir segurança, qualidade nutricional e características como cor, cheiro e sabor. Mesmo quando o produto não apresenta sinais visíveis de deterioração, microrganismos invisíveis a olho nu, como bactérias e fungos, podem estar presentes e provocar intoxicação alimentar, com sintomas como náusea, vômito, diarreia e dor abdominal. Por isso, a venda de produtos vencidos é considerada infração grave prevista no Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Alimentos fora do prazo de validade podem trazer sérios riscos à saúde humana – Foto: Reprodução

Diante desses riscos, o Procon Natal tem intensificado as fiscalizações em supermercados, mercadinhos, padarias, atacarejos e lojas de conveniência da capital potiguar. As operações buscam coibir a comercialização de alimentos impróprios para o consumo e proteger a saúde da população. Em apenas uma ação recente, o órgão chegou a apreender quase uma tonelada de produtos vencidos. Nesta semana, foram recolhidos 115 quilos de alimentos em um único dia de fiscalização.

De acordo com a diretora-geral do Procon Natal, Dina Perez, o trabalho do órgão ocorre de forma contínua e estratégica. Ela ressalta que as fiscalizações acontecem tanto de maneira rotineira quanto a partir de denúncias feitas pela própria população. “Essas ações de fiscalização dentro dos supermercados, mercadinhos, padarias, atacarejos e lojas de conveniência, com foco na questão da validade, são uma das maiores premissas da atual gestão municipal”, afirma.

Dina Perez acrescenta que o foco da atuação do órgão vai além da precificação e da publicidade, alcançando, sobretudo, a qualidade dos produtos oferecidos ao consumidor. “O foco é realmente a saúde do consumidor, não apenas com relação à precificação, à publicidade ou à informação clara e precisa, mas, principalmente, à qualidade dos produtos que estão sendo expostos nas prateleiras e também daqueles armazenados nas câmaras frias desses estabelecimentos”, destaca.

Segundo a diretora, a orientação das equipes é verificar minuciosamente todas as áreas dos estabelecimentos fiscalizados, justamente para evitar que produtos impróprios cheguem à mesa da população. “A saúde do consumidor tem que estar sempre em primeiro lugar”, reforça. Ela lembra ainda que a venda de alimentos vencidos configura crime previsto em lei. “É importante deixar bem claro que a comercialização desses produtos é crime, podendo resultar no fechamento do estabelecimento, suspensão das atividades e até na condução dos responsáveis à delegacia do consumidor”, alerta.

Além da atuação fiscalizatória, o Procon Natal reforça o papel do consumidor na prevenção de riscos. Conferir a data de validade antes de finalizar a compra é uma medida simples, mas essencial. Caso o consumidor adquira um alimento vencido, a orientação é não consumi-lo, guardar a nota fiscal e retornar ao estabelecimento para solicitar a troca ou a devolução do valor pago. Em caso de recusa, é possível formalizar denúncia diretamente ao órgão, assegurando o direito à substituição do item ou à restituição do dinheiro, independentemente do valor da compra.

O que diz a legislação

A legislação permite que produtos próximo ao vencimento sejam comercializados – Foto: Reprodução

A legislação brasileira é rigorosa quanto à venda de mercadorias vencidas, tratando a prática como infração administrativa, ilícito cível e, em muitos casos, crime contra as relações de consumo.

O Código de Defesa do Consumidor estabelece, no artigo 18, que produtos com prazo de validade vencido são considerados impróprios ao uso e consumo. Nesses casos, o consumidor tem direito à substituição imediata por outro da mesma espécie em perfeitas condições ou à restituição do valor pago, sem prejuízo de eventuais perdas e danos. Se houver dano à saúde, o estabelecimento pode ser responsabilizado civilmente e condenado ao pagamento de indenização.

Na esfera penal, a Lei nº 8.137, de 1990, tipifica como crime vender, expor à venda ou manter em depósito mercadoria imprópria para o consumo. A pena prevista é de detenção de dois a cinco anos ou multa, aplicada aos responsáveis pelo estabelecimento.

A legislação também permite a venda de produtos próximos ao vencimento, desde que essa condição seja informada de forma clara e destacada ao consumidor, geralmente com preços reduzidos. Misturar esses itens com produtos novos, sem aviso, é considerado prática abusiva.

Nestes casos, as denúncias podem ser feitas por meio dos canais oficiais do Procon Natal, que mantém fiscalização permanente e reforça as ações sempre que há reclamações da população.


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CHAPA DA DIREITA ESTÁ MONTADA COM STYVENSON E CORONEL HÉLIO NO SENADO

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Com a data de 21 de março reservada para lançamento em Natal, a cúpula do PL passou a tratar o Rio Grande do Norte como definido para o partido no Nordeste: anotações do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) revelam que no desenho dos palanques estaduais para 2026, com atenção especial ao Nordeste, região considerada decisiva para o desempenho eleitoral do bolsonarismo. No Rio Grande do Norte, o documento indica um movimento direto de reorganização da direita local, com redefinições partidárias e acordos já em estágio avançado.

No caso potiguar, o material aponta que o ex-prefeito de Natal e pré-candidato ao Governo do Estado, Álvaro Dias (Republicanos), deverá migrar para o PL. Atualmente, Álvaro é presidente estadual do Republicanos. A mudança é vista como estratégica para consolidar um palanque robusto da direita no RN, reunindo sob a mesma sigla os principais nomes da oposição ao PT no Estado. O PL na cabeça de chapa visa também fundo partidário e tempo de TV durante a campanha eleitoral. Como vice-governador, a candidatura já está definida para Babá Pereira.

Para o Senado, as anotações registram os nomes do senador Styvenson Valentim (PSDB), que tentará a reeleição, e do Coronel Hélio Oliveira, filiado ao PL. A formação dessa chapa reforça a tentativa de unificar diferentes segmentos da direita potiguar, do bolsonarismo raiz ao eleitorado mais conservador e antipetista.

O documento, intitulado “situação nos estados”, foi obtido pelo portal Metrópoles durante entrevista coletiva concedida por Flávio Bolsonaro na sede nacional do PL, em Brasília. As anotações foram feitas ao longo de reuniões internas com dirigentes do partido, incluindo o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto.

A consolidação oficial da chapa potiguar está prevista para o dia 21 de março, em evento programado para acontecer em Natal, sinalizando que o PL pretende antecipar definições no Estado e evitar disputas internas prolongadas. A formação de palanques estaduais fortes é considerada essencial para impulsionar a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, especialmente em regiões onde o bolsonarismo enfrenta maior resistência eleitoral.

A estratégia segue uma diretriz do ex-presidente Jair Bolsonaro, que defende o fortalecimento do PL no Congresso Nacional. O partido trabalha para lançar candidatos próprios a até 11 governos estaduais e ampliar sua bancada no Senado, visto como prioridade para garantir governabilidade e influência política a partir de 2027.

Nos bastidores, porém, há divergências na complementação das chapas. O senador Styvenson Valentim já comunicou a aliados que não aceitará negociar os nomes de seus suplentes em troca de apoio político à chapa majoritária. Segundo ele, a experiência de 2018 serviu como alerta: a escolha do primeiro suplente naquele pleito quase inviabilizou sua candidatura ao Governo do Estado em 2022.

Desta vez, Styvenson deixou claro que as indicações serão de caráter pessoal, sem concessões partidárias ou acordos considerados de conveniência. O senador também tem sinalizado, em conversas reservadas, que pode disputar o Governo do RN em 2030, caso Álvaro Dias seja eleito em 2026 e não corresponda às expectativas administrativas do grupo político que hoje se articula em torno da direita potiguar.


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NÃO ESCAPA NINGUÉM. CADU, ÁLVARO E ALLYSON DEIXAM ROMBO NAS FINANÇAS

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Com a aproximação das eleições estaduais, três nomes cotados para disputar o Governo do Rio Grande do Norte chegam ao debate carregando os resultados fiscais de suas gestões ou áreas sob sua responsabilidade: o secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT), o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos), e o prefeito reeleito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB).
Os números oficiais de execução orçamentária e evolução da dívida consolidada revelam diferenças relevantes na condução das finanças públicas.

Estado amplia dívida em mais de R$ 5 bilhões. Na esfera estadual, onde Cadu Xavier, comanda a política fiscal, o Governo do RN registrou em 2025 o valor de R$ 23,87 bilhões empenhados, R$ 23,36 bilhões liquidados e R$ 21,94 bilhões pagos, ficando uma diferença entre valores liquidados e pagos de aproximadamente R$ 1,41 bilhão, indicando volume significativo inscrito em restos a pagar.

No comparativo da dívida consolidada, o Estado saiu de R$ 4,14 bilhões em 2018 para R$ 9,74 bilhões em 2025, um crescimento nominal de R$ 5,59 bilhões, equivalente a aumento aproximado de 134,8% no período.

A execução orçamentária e a dívida consolidada são conceitos distintos da gestão pública, embora se relacionem. A execução orçamentária diz respeito ao acompanhamento, ao longo de um exercício financeiro, da arrecadação das receitas e da realização das despesas previstas no orçamento aprovado pelo Legislativo. Ela mostra como o governo está colocando em prática aquilo que foi planejado, indicando quanto já foi empenhado, liquidado e pago em áreas como saúde, educação ou infraestrutura. Permite, portanto, avaliar se os gastos estão ocorrendo dentro do que foi autorizado e se a arrecadação está correspondendo às previsões.

Já a dívida consolidada representa o total das obrigações financeiras assumidas pelo ente público que se estendem por mais de um exercício, ou seja, é o estoque de dívidas acumuladas ao longo do tempo. Nela entram, por exemplo, empréstimos, financiamentos, precatórios e parcelamentos previdenciários.

Em termos práticos, a execução orçamentária mostra como o dinheiro público está sendo usado no presente, enquanto a dívida consolidada indica o peso financeiro herdado de decisões anteriores e que impacta a capacidade de investimento do governo.

Com o índice, Cadu Xavier deverá estabelecer como deverá trabalhar a temática na campanha eleitoral, já que a política fiscal promete ser um dos principais pontos de discussão dos palanques eleitorais. O Estado do Rio Grande do Norte viu o crescimento da dívida principalmente sobre a folha de pessoal, com a concessão de direitos, como reajuste e plano de cargos. Os precatórios provenientes de ações judiciais e dívidas fiscais também são responsáveis pelo peso na ampliação.

Já o município de Natal durante a gestão de Álvaro Dias registra maior crescimento proporcional da dívida.

Durante a gestão de Álvaro Dias à frente da Prefeitura de Natal, encerrada em 2024, o último exercício apresentou R$ 4,79 bilhões empenhados. Destes, R$ 4,30 bilhões liquidados e R$ 4 bilhões pagos. A diferença entre liquidado e pago ficou em cerca de R$ 294 milhões.

Em relação à dívida consolidada, o município saltou de R$ 492 milhões, em 2018, para R$ 2,24 bilhões ao final da gestão. O aumento foi de R$ 1,74 bilhão, representando crescimento aproximado de 355%, o maior percentual entre os entes analisados.

Além de ter apresentado o maior rombo entre as gestões dos pré-candidatos, Álvaro Dias deixou obras inacabadas na capital, como o Hospital Municipal, a rua João Pessoa, na Cidade Alta, o Mercado da redinha, e a reurbanização de Ponta Negra, que sequer foi iniciada.

Já em Mossoró, sob a gestão de Allyson Bezerra em seu primeiro mandato (2021–2024), os dados indicam R$ 1,40 bilhão empenhado em 2025. Destes, R$ 1,25 bilhão foi liquidado e R$ 1,24 bilhão pago, a menor diferença de execução orçamentária. A diferença entre liquidado e pago foi de cerca de R$ 11,5 milhões, percentual inferior ao observado no Estado e na capital.

Já a dívida consolidada mossoroense passou de R$ 233 milhões, em 2020, para R$ 588 milhões em 2025, aumento nominal de R$ 355 milhões, equivalente a crescimento aproximado de 152%.

O gestor mossoroense faz questão de se orgulhar de ter equilibrado as contas municipais.

Entretanto, tende a renunciar o mandato para a disputa estadual deixando rombo, e fornecedores e terceirizados com atraso.

Com perfis distintos, um gestor da área fazendária estadual, um ex-prefeito da capital e um prefeito reeleito do segundo maior município do Estado, a responsabilidade fiscal e o controle da dívida tendem a ocupar espaço central no debate eleitoral.


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ALLYSON BARRA CEI SOBRE CONTRATOS DA SAÚDE: “AUTORITÁRIO E PERSEGUIDOR”

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A tentativa de instalar uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar contratos da saúde em Mossoró foi barrada na Câmara Municipal, segundo explicou a vereadora Marleide Cunha (PT) ao Diário do RN. De acordo com ela, a manobra ocorreu após mudanças no regimento interno que passaram a exigir sete assinaturas para o protocolo da comissão, número que a oposição não conseguiu alcançar.

“Nós não conseguimos nem dar entrada na CEI. O regimento foi mudado e só é possível protocolar com sete assinaturas. Nós tivemos apenas cinco”, afirmou a parlamentar. Segundo Marleide, vereadores que compõem a bancada da oposição deixaram de assinar o pedido, inviabilizando a abertura da investigação. “Teve gente que diz que é da oposição, mas não assinou. Não entendo por quê”, acrescentou.

Votaram a favor Marleide Cunha (PT), Plúvia Oliveira (PT), Jailson Nogueira (PL), Cabo Deyvison (MDB) e Wiginis do Gás.

Diante do bloqueio à CEI, a vereadora apresentou um requerimento de informações solicitando cópias de contratos, licitações, dados sobre medicamentos e a relação completa de fornecedores da saúde. O pedido, no entanto, também foi rejeitado.

“Eles derrubaram o requerimento. Ou seja, você não consegue caminhar na Câmara. A gente tenta fazer o debate, mas nada é aprovado”, disse.

Para Marleide Cunha, o barramento sistemático das iniciativas tem um motivo claro: “Eles morrem de medo de Allyson Bezerra”. A vereadora afirma que há uma blindagem política ao prefeito Allyson Bezerra, impedindo qualquer apuração mais profunda sobre a área da saúde.

Marleide Cunha sobre “podridão” na saúde: “Sem surpresa”
A ideia da CEI surgiu após a Operação Mederi, quando a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do prefeito Allyson Bezerra. A investigação apura suspeitas de irregularidades e desvio de recursos públicos da saúde em contratos firmados pela gestão municipal, com atuação conjunta da PF e da Controladoria-Geral da União.

A vereadora afirmou à reportagem que as investigações da Polícia Federal sobre contratos da Prefeitura de Mossoró não representam surpresa para a oposição. Ela disse que as apurações apenas trazem à tona problemas antigos na administração municipal, especialmente em contratos da área da saúde e de obras públicas.

“Para nós não é surpresa nenhuma todas essas denúncias, a investigação da Polícia Federal, o prefeito tendo a Polícia Federal na sua casa, os secretários sendo investigados, porque as pessoas percebem que Mossoró tem uma podridão que está vindo à tona através das investigações da Polícia Federal”, declarou a parlamentar.

Segundo Marleide, embora a operação tenha foco específico na saúde, os indícios alcançam outras áreas da administração.

“Mossoró tem indícios de corrupção, de irregularidades em vários contratos. Vamos lembrar, nesse caso da Polícia Federal, tem a ação conjunta da Controladoria Geral da União, porque é desvio de recursos públicos da saúde. Mas os contratos nas obras do município sempre têm aditivos, sempre. E os aditivos são feitos quando vão encerrar os contratos, já próximos de encerrar, e são aditivos milionários. E a gente não vê esses milhões nessas obras, a gente não vê em serviços em Mossoró”, disse, citando a prática recorrente de aditivos financeiros elevados perto do fim dos prazos contratuais.

“Há um descuido muito grande em Mossoró com relação ao dinheiro público, aos recursos públicos. Allyson Bezerra acha que pode fazer o que quer na administração pública, como se o dinheiro fosse dele, como se pudesse gerir como se fosse da casa dele”, declarou.
Marleide classifica o prefeito como “demagogo populista”. “Ele é um risco à democracia, um risco a o direito às instituições, de cada um a exercer sua representação. Ele é extremamente autoritário, controlador e perseguidor, mas não é todo mundo que tem medo dele. A gente não tem medo dele. Ele não se dá por satisfeito nos contratos, nas obras que ele tem, nas manipulações que ele faz para melhorar a sua popularidade, manipulando o sentimento das pessoas”, concluiu.


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