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setembro 3, 2026


NATAL AMPLIA AÇÕES PARA COMBATE AO CÂNCER EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

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A Prefeitura do Natal iniciou a programação do Setembro Dourado, campanha dedicada à conscientização sobre o câncer infantojuvenil e à importância do diagnóstico precoce. Durante todo o mês, serão realizadas ações de sensibilização, capacitação de profissionais e atividades educativas em unidades de saúde e equipamentos da assistência social da capital.

O lançamento institucional da campanha aconteceu nesta quarta-feira (2), no Salão Nobre do Palácio Felipe Camarão, reunindo representantes do município e instituições parceiras, como a Casa Durval Paiva de Apoio à Criança com Câncer, Grupo de Apoio à Criança com Câncer do Rio Grande do Norte (GACC-RN), Hospital Infantil Varela Santiago e Liga Norte Riograndense Contra o Câncer.

A iniciativa busca fortalecer a identificação dos sinais da doença ainda nos estágios iniciais, aumentando as chances de encaminhamento adequado, tratamento e cura.

Para o prefeito Paulinho Freire, ampliar a informação e preparar a rede municipal são medidas fundamentais para proteger crianças e adolescentes.

“A saúde das nossas crianças e adolescentes é uma prioridade. O Setembro Dourado nos ajuda a levar informação para as famílias e, ao mesmo tempo, a fortalecer a nossa rede de atendimento para que os sinais do câncer infantojuvenil sejam identificados o mais cedo possível”, destacou.

Segundo o prefeito, a união entre poder público e instituições especializadas fortalece o atendimento.

“A Prefeitura do Natal tem unido esforços com profissionais, instituições e entidades parceiras para garantir um cuidado cada vez mais atento, humanizado e eficiente”, afirmou.

A programação inclui atividades educativas nos territórios da capital e capacitações voltadas aos profissionais da rede municipal de saúde. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre os principais sinais de alerta e fortalecer a Atenção Primária à Saúde (APS) como porta de entrada para investigação de possíveis casos.

A vice-prefeita Joanna Guerra destacou que a campanha busca envolver profissionais, famílias e comunidade.

“Esse é um mês que a gente utiliza para potencializar a importância do diagnóstico precoce, tanto capacitando profissionais que lidam diariamente com esse público, como também munindo a nossa população de informação para identificação de qualquer tipo de enfermidade”, disse.

O secretário municipal de Saúde, Geraldo Pinho, ressaltou que a identificação de alterações persistentes pode fazer diferença no início do tratamento.

“O Setembro Dourado é uma oportunidade de ampliar o olhar de toda a rede para o câncer infantojuvenil. Queremos que profissionais, famílias e comunidade compreendam a importância de observar sinais persistentes e procurar o serviço de saúde”, explicou.

Entre os sinais que devem ser observados estão palidez ou cansaço prolongado, dores ou inchaços persistentes nos ossos ou articulações, perda de peso sem explicação, manchas brancas ou alterações nos olhos, aumento abdominal, surgimento de caroços, hematomas ou sangramentos repentinos, dores nos membros e sudorese noturna.

Diagnóstico precoce é fundamental
O presidente da Casa Durval Paiva, Rilder Campos, reforçou que os sintomas do câncer infantojuvenil podem ser confundidos com manifestações de doenças comuns nessa faixa etária.

“Para tratar uma criança com câncer, são necessárias três coisas: do hospital, das casas de apoio e do diagnóstico precoce. Nós precisamos fazer com que essas crianças cheguem cedo para o tratamento e evitar o diagnóstico tardio”, afirmou.

Segundo ele, a mobilização conjunta é essencial para ampliar as possibilidades de cura.

“Quanto mais cedo percebemos os sinais, maiores são as possibilidades de um diagnóstico oportuno e de cura”, enfatizou.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer infantojuvenil está entre as principais causas de mortalidade por doenças em crianças e adolescentes de 1 a 19 anos. Os tipos mais frequentes são leucemias, tumores cerebrais, linfomas e tumores sólidos, como neuroblastomas e tumor de Wilms.

Programação do Setembro Dourado em Natal

As ações seguem durante todo o mês de setembro, com atividades de conscientização e atualização profissional

UBS Mista de Mãe Luiza
Sensibilização sobre o câncer infantojuvenil.
10 de setembro – 9h
USF Aparecida
Sensibilização sobre o câncer infantojuvenil.
10 de setembro – 14h
USF Nova Aliança
Sensibilização sobre o câncer infantojuvenil.
15 de setembro – 9h
USF KM6
Sensibilização sobre o câncer infantojuvenil.
17 de setembro – 8h às 12h
Auditório da Casa Durval Paiva
Oficina de atualização sobre diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil para profissionais da Rede Municipal de Saúde.
18 de setembro – 9h
USF Gramoré / Projeto Dom Bosco
Sensibilização sobre o câncer infantojuvenil.
21 de setembro – 9h
UBS Nova Descoberta
Sensibilização sobre o câncer infantojuvenil.
21 de setembro – 15h
CRAS Leste
Sensibilização sobre o câncer infantojuvenil.
22 de setembro – 9h
UBS Quintas
Sensibilização sobre o câncer infantojuvenil.
22 de setembro – 14h e 15h
CRAS África
Sensibilização sobre o câncer infantojuvenil.
24 de setembro – 8h às 12h
Universidade Potiguar (UnP)
Oficina de atualização sobre diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil para profissionais da Rede Municipal de Saúde.
24 de setembro – 14h
CRAS Mãe Luiza
Sensibilização sobre o câncer infantojuvenil.
29 de setembro – 9h
UBS Brasília Teimosa
Sensibilização sobre o câncer infantojuvenil.
29 de setembro – 14h
CRAS Leste
Sensibilização sobre o câncer infantojuvenil.
30 de setembro – 9h
CRAS Nordelândia
Sensibilização sobre o câncer infantojuvenil.


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TBT: WILMA VENCE DISPUTA APERTADA E É REELEITA GOVERNADORA DO RN EM 2006

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Quatro anos depois de se tornar a primeira mulher eleita governadora do Rio Grande do Norte, Wilma de Faria voltou às urnas em 2006 para tentar renovar o mandato. A disputa colocou frente a frente duas das principais lideranças políticas do Estado naquele momento e teve uma particularidade até então inédita entre os potiguares: pela primeira vez, uma eleição para o Governo do RN precisou ser decidida no segundo turno.

Wilma, do PSB, disputava a reeleição ao lado de Iberê Ferreira de Souza. Do outro lado estava Garibaldi Alves Filho (PMDB), que havia governado o Estado por dois mandatos, entre 1995 e 2002, e exercia mandato de senador. O candidato a vice era o então deputado federal Ney Lopes (PFL).

O equilíbrio apareceu já no primeiro turno, realizado em 1º de outubro. Wilma recebeu 764.016 votos, equivalentes a 49,58% dos válidos, ficando a menos de meio ponto percentual da vitória.

Garibaldi alcançou 749.003 votos, ou 48,60%. A diferença entre os dois foi de apenas 15.013 votos.

Outros quatro candidatos completaram a disputa. Sandro Pimentel (PSOL) recebeu 14.172 votos (0,92%); José Geraldo Fernandes (PSL), 5.907 (0,38%); Humberto Silva (PTC), 5.582 (0,36%); e Antônio José Bezerra (PCB), 2.470 (0,16%). Com nenhum candidato alcançando a maioria absoluta dos votos válidos, a decisão ficou para 29 de outubro.

Material de camapanha usado por Wilma em 2006, responsável pela divulgação da candidata no RN – Foto: Reprodução

Primeiro segundo turno
Wilma e Garibaldi voltaram às urnas quatro semanas depois, inaugurando uma situação até então inédita no Rio Grande do Norte: desde que o sistema de dois turnos passou a vigorar, nenhuma disputa pelo Governo do Estado havia chegado à segunda votação.

O segundo turno trouxe uma particularidade nos números. Wilma passou de 764.016 para 824.101 votos, conquistando pouco mais de 60 mil novos eleitores. Garibaldi, por outro lado, praticamente repetiu o desempenho da primeira votação: saiu de 749.003 para 749.172, acréscimo de apenas 169 votos.

Ao final, Wilma venceu com 52,38% dos votos válidos, contra 47,62% de Garibaldi. Foram 824.101 votos para a governadora e 749.172 para o adversário, uma diferença de 74.929 votos. O resultado garantiu mais quatro anos no cargo e fez de Wilma a primeira mulher reeleita governadora do Rio Grande do Norte.

A vantagem também apareceu na distribuição territorial. No segundo turno, Wilma venceu em 115 dos 167 municípios potiguares, enquanto Garibaldi ficou à frente em 52.

A escolha de Ney
Vinte anos depois daquela disputa, Ney Lopes relembrou, em entrevista ao Diário do RN, os bastidores da eleição de 2006, quando integrou como candidato a vice a chapa de Garibaldi Alves Filho. À época deputado federal pelo PFL, ele conta que sua chegada à composição ocorreu depois de outros nomes terem sido considerados para a vaga.

“Em 2006, eu fui candidato a vice-governador com Garibaldi por acaso”, resume.

Segundo Ney, inicialmente o nome indicado para vice era o do deputado estadual Getúlio Rêgo. A composição, no entanto, encontrou resistência dentro do próprio grupo político. “Getúlio Rêgo tinha um atrito em Umarizal com o deputado Zé Dias, que é da família do senador Garibaldi, e Zé Dias vetou Getúlio”, relatou.

Depois, José Adécio (PFL) também chegou a ser cogitado, mas uma nova divergência dificultou a indicação. “Outra dificuldade foi que José Adécio era inimigo do pai de Garibaldi”, explicou Ney ao Diário do RN.

Foi nesse contexto que seu nome passou a ser considerado. Ney também relaciona a escolha às articulações internas do PFL naquele ano, quando José Agripino Maia buscava fortalecer a candidatura do filho, Felipe Maia, à Câmara dos Deputados.

“Dentro desse contexto, o meu nome foi indicado”, relembrou ao Diário do RN.

A composição reunia PMDB e PFL em torno da candidatura de Garibaldi. A coligação Vontade Popular, porém, contou ainda com PP, PSDB, PTN, PRP e PV. Wilma, por sua vez, liderava a Vitória do Povo, formada por PSB, PTB, PT, PL, PPS, PCdoB, PHS, PMN e PTdoB.

O palanque de Garilbadi Filho contou com o reforço do PFL, tendo Ney Lopes como vice e Rosalba senadora – Foto: Reprodução

Disputa acirrada
Ao Diário do RN, Ney definiu o segundo turno como uma etapa especialmente difícil da campanha e apontou o apoio do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um dos fatores que contribuíram para o crescimento de Wilma na reta final da disputa. Na avaliação dele, a influência do Governo Federal teve peso no desfecho da eleição.

“O segundo turno foi uma luta muito acirrada, muito difícil. Lula teve uma participação muito grande no apoio a Wilma. Ela dispôs de recursos federais e pôde ampliar sua base de assistencialismo. A recordação que tenho é de uma disputa que terminou decidida, sobretudo, pela influência do Governo Federal”, afirmou Ney.

Um episódio na memória
Entre as lembranças que Ney guarda da campanha, uma ocorreu durante um debate promovido pela Federação do Comércio. Segundo ele, Garibaldi o havia credenciado para representar a chapa no evento, mas, ao chegar ao local, foi impedido de entrar.

“Garibaldi me credenciou, como eu era deputado federal e candidato a vice, para ir ao debate, para participar do debate. Chegando lá, fui barrado na porta”, relatou.

Ney afirma não guardar ressentimento, mas considera que o episódio merece ser lembrado. “Eu baixei a cabeça, saí e voltei”, recordou ao Diário do RN.

Apesar de ter estado no palanque adversário, duas décadas depois Ney faz uma avaliação elogiosa da trajetória de Wilma. Ao recordar o resultado de 2006, ele destaca a força política alcançada pela então governadora e reconhece o significado daquela vitória.

“A eleição de 2006 consolidou a liderança da governadora Wilma de Faria. Ela, inegavelmente, foi uma mulher que deixou uma marca de luta muito grande na política do Rio Grande do Norte”, afirmou.

Ney também presta uma homenagem à antiga adversária ao avaliar sua trajetória política. “Wilma foi uma pessoa que merece todas as homenagens póstumas pelas suas atitudes de grandeza e firmeza”, acrescentou.

Wilma permaneceu à frente do Governo até abril de 2010, quando deixou o cargo para disputar uma vaga no Senado. Mais tarde, retornou à política municipal de Natal, onde exerceu os cargos de vice-prefeita e vereadora. Morreu em 15 de junho de 2017, aos 72 anos, vítima de um câncer.

Senado e proporcionais
A eleição de 2006 também renovou a representação potiguar no Congresso. Na disputa pelo Senado, Rosalba Ciarlini (PFL) foi eleita com 645.869 votos, ou 44,18%. Fernando Bezerra (PTB) ficou logo atrás, com 634.738 votos (43,42%), enquanto Geraldo Melo (PSDB) alcançou 155.608 (10,65%). Paulinho Freire integrou, como segundo suplente, a chapa de Fernando Bezerra.

Para a Câmara dos Deputados, Fábio Faria foi o mais votado, com 195.148 votos, seguido por João Maia, com 193.296. Também foram eleitos Henrique Eduardo Alves, Rogério Marinho, Felipe Maia, Fátima Bezerra, Nélio Dias e Sandra Rosado.

Na Assembleia Legislativa, Robinson Faria liderou a votação, com 70.782 votos. Entre os 24 eleitos estavam ainda Walter Alves, Márcia Maia, Álvaro Dias, Ricardo Motta, Ezequiel Ferreira, Lavoisier Maia, Nelter Queiroz, Getúlio Rêgo e Fernando Mineiro.


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TRE APROFUNDA INVESTIGAÇÃO SOBRE POSSÍVEL ABUSO ELEITORAL DE STYVENSON

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O Diário do RN revelou nesta quarta-feira (2) que chegou à Justiça Eleitoral uma representação contra o senador e candidato à reeleição Styvenson Valentim, com pedido de cassação de seu registro de candidatura por suposta utilização de serviço público em benefício eleitoral. Agora, um novo despacho do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) amplia a apuração e determina que a Meta e a Prefeitura de Natal apresentem informações consideradas relevantes para esclarecer os fatos.

O caso tramita no processo nº 0600722-13.2026.6.20.0000, na classe Representação Especial (REPESP), com procedência em Natal. O despacho é assinado pelo desembargador eleitoral Lourinaldo Silvestre de Lima Filho, que determinou uma série de diligências antes da análise definitiva da representação.

A ação foi apresentada pela candidata a senadora “Samanda de Lula” e pela coligação Time que Cuida, formada por PDT, PSB e Federação Brasil da Esperança. Os autores sustentam possível prática das condutas vedadas previstas no artigo 73, incisos I e IV, da Lei nº 9.504/1997.

O ponto central é uma publicação feita no perfil de Styvenson no Instagram relacionada às unidades móveis do programa “Saúde+Perto – Exames para Todos”, da Prefeitura de Natal. A acusação sustenta que o serviço público teria sido utilizado em benefício da candidatura, acompanhado de pedido expresso de votos.

Após conhecimento da ação, a postagem foi retirada voluntariamente por Styvenson. Para o TRE-RN, isso elimina, neste momento, a necessidade de uma ordem judicial específica para remoção do conteúdo, mas não elimina a necessidade de investigar o episódio.

É justamente aí que o novo despacho ganha peso. A Meta Platforms Inc./Facebook Serviços Online do Brasil Ltda. terá cinco dias para preservar e apresentar os dados técnicos da publicação, incluindo alcance, impressões, engajamento e comentários.

A plataforma também deverá informar se houve impulsionamento pago. Em caso positivo, terá de apresentar o valor contratado, o período da divulgação e quem foi responsável pelo pagamento.

O tribunal considerou esses dados relevantes para avaliar o alcance da publicação e a eventual gravidade dos fatos, inclusive para eventual aplicação de sanções eleitorais.

A Prefeitura de Natal também foi citada. A Secretaria Municipal de Saúde terá cinco dias para informar se as unidades móveis do Saúde+Perto foram viabilizadas por emenda parlamentar, qual foi a fonte e o montante dos recursos e quem é responsável pela contratação, operação, custeio e regulação dos atendimentos.

O município terá ainda de confirmar se os exames são integralmente gratuitos e apresentar o cronograma de execução do programa.

O despacho deixa claro que o TRE busca esclarecer a natureza pública do serviço, a titularidade dos bens eventualmente utilizados, a origem dos recursos e o regime de gratuidade. São informações consideradas necessárias para avaliar a possível incidência do artigo 73 da Lei das Eleições.

Além de Styvenson, foram notificados as suplentes do candidato, Kelly Valentim e Milena Galvão. Os três terão cinco dias para apresentar defesa.

Depois das manifestações e das respostas da Meta e da Prefeitura, os autos serão encaminhados à Procuradoria Regional Eleitoral, que deverá emitir parecer como fiscal da ordem jurídica.

O TRE-RN ainda não concluiu que houve irregularidade eleitoral. O que o novo despacho demonstra é que a representação avançou para uma fase de produção de provas, com a Justiça Eleitoral buscando informações técnicas sobre a publicação e dados oficiais sobre a origem e execução do serviço público divulgado.

A disputa agora deixa de estar apenas no campo político e passa a depender de respostas documentais: quanto a publicação alcançou, se houve dinheiro para impulsioná-la, quem pagou eventual divulgação e de onde vieram os recursos utilizados no programa de saúde apresentado na postagem.

FALA DE STYVENSON SOBRE TRABALHADORES VIRA CRÍTICA NO PROGRAMA DE SAMANDA
A fala de Styvenson Valentim sobre trabalhadores da construção civil ganhou um novo ingrediente na disputa pelo Senado. Em seu programa eleitoral, Samanda Alves resgatou a declaração do senador, contrapôs sua própria avaliação e ainda puxou para o debate a presença da irmã dele como primeira suplente.

Styvenson afirma que a principal dificuldade enfrentada pela construção civil no interior seria encontrar trabalhadores. “Porque hoje a maior dificuldade do interior da construção civil, e a gente fala com propriedade, para conseguir um trabalhador. Por quê? Porque o cabra não vai trabalhar. Ele trabalha de terça à quarta, o resto é tomando cachaça.”

A declaração é seguida, no programa de Samanda, por uma resposta em tom de ironia: “Esse Styvenson aí que estão falando mal da gente, é? É ele mesmo. Ainda achou pouco e colocou a irmã como suplente.”

É nesse ponto que a propaganda transforma a fala sobre a rotina do trabalhador em munição eleitoral. Samanda apresenta Styvenson como alguém que, segundo sua crítica, cobra do trabalhador, enquanto mantém a própria família próxima da disputa política. A candidata então completa: “Na hora de votar para o Senado, escolha quem defende você, trabalhador.”

O vídeo termina com o pedido de voto para Samanda, número 131, identificada na peça como “a senadora de Lula” e “a senadora da gente”.

O contraste não é sutil. De um lado, Styvenson atribui a dificuldade de contratação a trabalhadores que, segundo ele, não estariam dispostos a trabalhar durante toda a semana. Do outro, a propaganda de Samanda aproveita a declaração para se apresentar como defensora do trabalhador e questionar a presença de Anne Kelly Valentim Mendes, irmã de Styvenson, como primeira suplente.

A fala coloca mais um elemento no confronto eleitoral entre os dois candidatos: enquanto Styvenson faz uma crítica ao comportamento de parte dos trabalhadores da construção civil, Samanda utiliza a declaração para devolver a cobrança e transformar o episódio em argumento de campanha sobre trabalho, representação e família na política.


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ROGÉRIO MARINHO VOTA CONTRA O FIM DA ESCALA 6×1 E É CRITICADO NO SENADO

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (2) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1, reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e garante dois dias de descanso remunerado, sem redução salarial. Entre os representantes do Rio Grande do Norte, Rogério Marinho (PL) votou contra o texto, enquanto Zenaide Maia (PSD) e Styvenson Valentim (Podemos) se posicionaram favoravelmente.

Relatada por Omar Aziz (PSD-AM), a proposta foi aprovada em votação simbólica. Dos 27 senadores presentes, apenas Rogério, Jaime Bagattoli (PL-RO), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Tereza Cristina (PP-MS) registraram voto contrário ao parecer.

A discussão provocou um dos principais embates da sessão entre Rogério e Aziz. Ex-ministro do Trabalho e defensor de maior flexibilidade nas relações trabalhistas, o senador potiguar argumentou que a redução da jornada com manutenção dos salários terá impacto direto sobre os empregadores.

“Porque não tem mágica. Reduzir jornada e manter o nível salarial significa que o empresário vai ter que repassar os custos. É óbvio, é ululante, é claro, é transparente, é cristalino e quem diz o contrário ou tem má-fé ou é burro”, declarou.

Aziz reagiu e afirmou que as mudanças defendidas por Marinho atendem aos interesses dos empregadores. “É sim um projeto para patrões. Até porque todas as emendas que foram apresentadas, as 36 emendas, nenhuma pede mais benefícios para o trabalhador”, afirmou. O relator também criticou a possibilidade de acordos individuais, classificando a medida como “assédio ao trabalhador”.

Em meio ao clima de tensão, o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), ironizou o nervosismo de Rogério. “Eu trouxe até Lexotan, se o senhor quiser. Quer o Lexotan?”, perguntou ao senador potiguar.

Resistência anterior
A posição adotada na CCJ reforça uma resistência que Rogério já vinha manifestando ao fim da escala 6×1 nos moldes propostos.

Em maio, Marinho apresentou emenda para flexibilizar as regras de jornada, rejeitada pela comissão. Nesta quarta-feira, também pediu vista da proposta, suspendendo temporariamente a análise.

Já no mês de julho, durante discurso no plenário do Senado, ele questionou a aplicação de uma jornada com dois dias de repouso a diferentes atividades, citando trabalhadores de plataformas de petróleo, pescadores e profissionais da saúde e da segurança.

“A escala é um processo de negociação levando em consideração a tipicidade de cada ação laboral”, afirmou. Para Marinho, a diversidade do mercado de trabalho não estaria sendo considerada. “O governo sabe que não é possível implementar essa medida. A diversidade do mercado de trabalho não está sendo levada em consideração, ou por leviandade ou porque o discurso é eleitoreiro”, declarou.

O que muda
Pelo texto aprovado na CCJ, a jornada máxima cairá gradualmente de 44 para 40 horas semanais.

Dois meses após a promulgação, o limite passaria para 42 horas e, após um ano e dois meses, chegaria às 40 horas.

A PEC também estabelece dois dias de descanso remunerado por semana, um deles preferencialmente aos domingos, sem redução dos salários. A mudança valerá para os contratos em vigor.

Com a aprovação na CCJ, a PEC segue para o Plenário do Senado, onde precisará passar por dois turnos de votação e obter pelo menos 49 dos 81 votos em cada um. Se for aprovada sem alterações, poderá ser promulgada pelo Congresso Nacional. Caso o texto seja modificado, retornará à Câmara dos Deputados para nova análise.


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