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setembro 4, 2026


RENAN RIBEIRO APOSTA EM LEGADO POLÍTICO E CAMPANHA DE BAIXO CUSTO

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A influência de uma trajetória familiar ligada à política e aos movimentos sociais, somada ao desafio de disputar uma eleição com poucos recursos, marca a primeira candidatura de Renan Ribeiro (Rede Sustentabilidade) a deputado estadual. Em entrevista ao Diário do RN, o candidato afirmou que constrói a campanha desde abril, tendo Macau como principal base política, e pretende chegar à Assembleia Legislativa com atuação concentrada em três eixos: trabalho, educação e dignidade.

A decisão começou a ser amadurecida antes mesmo da campanha. Renan conta que consultou inicialmente 18 pessoas, número escolhido em referência à legenda eleitoral da Rede Sustentabilidade. Começou pela própria família e, diante do incentivo recebido, ampliou as conversas.

“Desde abril nós estamos contatando as pessoas. Como o número da Rede Sustentabilidade é 18, idealizei que deveria consultar 18 primeiras pessoas sobre essa minha intenção de disputar a eleição. Consultei essas 18 pessoas e elas disseram: ‘Pode ir em frente’. Primeiramente, a família”, relata.

O principal obstáculo, segundo Renan, é financeiro. Ele afirma que, até o momento, não recebeu recursos partidários e tem custeado a campanha com recursos próprios. Para o candidato, a situação evidencia a desigualdade entre as candidaturas.

“Há uma grande desigualdade econômica entre as candidaturas, refletindo a realidade que existe na sociedade brasileira”, avalia. A falta de recursos, segundo ele, exige mais esforço para colocar as ações em prática. “Temos que trabalhar muito mais. Temos que ter 500 ideias para poder praticar apenas uma, porque os recursos são poucos”.

Renan afirma ter levado a insatisfação internamente ao partido e avalia que a dificuldade não é exclusiva de sua candidatura. “Nós reclamamos internamente no partido, mas fiz aquela reclamação que não tem resposta. Vejo que isso está acontecendo com outros partidos também e isso deve ser uma deformação do próprio sistema, que está precisando ser melhorado para que possa acontecer, na prática, com um mínimo de desigualdade entre os candidatos que estão disputando o pleito”, afirmou.

Macau como base
Natural de Macau, Renan coloca o município no centro de sua estratégia eleitoral. É também na cidade que está parte importante de sua ligação familiar com a política, através do pai, Floriano Bezerra de Araújo, ex-deputado estadual e liderança histórica do movimento sindical potiguar.

Floriano construiu sua trajetória principalmente na defesa dos trabalhadores salineiros e rurais.

Presidiu o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Extração do Sal, participou da organização sindical rural no Estado e exerceu três mandatos como deputado estadual. Após o golpe militar de 1964, teve o mandato cassado e os direitos políticos suspensos, além de ter sido preso e perseguido pelo regime. Morreu em outubro de 2024, aos 96 anos.

Para Renan, a principal herança deixada pelo pai está nos princípios que pretende levar para a vida pública. “A influência do meu pai na minha vida política eu acho que é total no sentido de princípios, de honestidade, de firmeza, de honradez”, afirma.

Ele também destaca como legado a atenção aos trabalhadores. “Meu pai sempre falou que o grande realizador é o povo trabalhador”, recorda.

Além de Macau, Renan afirma ter encontrado apoio em municípios como Guamaré, Pendências e Alto do Rodrigues. A expectativa é ampliar a votação pela região salineira, Costa Branca, Natal e Região Metropolitana.

Projetos para a Assembleia
Caso eleito, Renan pretende orientar o mandato a partir do tripé “trabalho, educação e dignidade”. Entre as prioridades, cita iniciativas voltadas aos trabalhadores e pequenos empreendedores, incluindo mototaxistas e vendedores ambulantes.

“Nós iremos levantar a nossa voz em defesa dos interesses maiores e mais legítimos do povo trabalhador em geral e ser um aliado firme dos pequenos empreendedores”, afirma.

A produção cultural também aparece entre as propostas, com a defesa de incentivos e abertura de espaços para artistas potiguares. Outro eixo será a sustentabilidade, com atuação voltada à preservação ambiental e à biodiversidade diante dos eventos climáticos extremos.

Ao falar sobre a expectativa eleitoral, Renan voltou a destacar o peso de Macau em sua primeira candidatura. Para ele, a mobilização de sua cidade natal pode ser decisiva para chegar à Assembleia. “Nós saberemos ser a voz dos interesses e das reivindicações do povo de Macau, da região salineira, da Costa Branca, de Natal e do povo do Rio Grande do Norte”, afirmou.


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“PALHAÇO, MENTIROSO, FARSANTE, ATOR”: CANDIDATOS DEFINEM ALLYSON BEZERRA

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O debate entre os candidatos ao Governo do RN, promovido pelo Grupo Dial Natal (98 FM e Jovem Pan Natal), nesta quarta-feira (2), teve embates diretos envolvendo Allyson Bezerra (União Brasil).

Mediado pelo comunicador Felinto Filho, o encontro teve críticas à imagem política do ex-prefeito de Mossoró, chamado pelos adversários de “farsante”, “ator”, “embusteiro”, “palhaço, mentiroso” e “santo do pau oco”.

Robério Paulino (PSOL) elevou o tom ao questionar a imagem projetada pelo candidato do União Brasil. “Esse senhor é um farsante, é uma fantasia, um personagem, um ator, um santo do pau oco”, afirmou.

Em outro momento, Robério manteve as críticas: “O senhor é um palhaço. O senhor é um ator, o senhor engana a população dando pulinho”. Allyson rebateu e questionou: “Qual o problema com pulinho e chapéu?”. Robério respondeu com uma provocação: “O problema do senhor não é o chapéu, é o que tem embaixo do chapéu”.

Álvaro Dias (PL) seguiu a mesma linha e chamou Allyson de “farsante” e “embusteiro”, além de cobrar explicações sobre a Operação Mederi, investigação da Polícia Federal que voltou ao debate como ponto de confronto entre os candidatos.

“Um farsante, um embusteiro, como o professor Robério está dizendo. Agora explique a Operação Mederi. Explique, candidato”, disparou Álvaro.

Cadu Xavier (PT) adotou uma crítica menos baseada em adjetivos, mas também questionou a forma como Allyson apresenta sua atuação política. O petista contrapôs o conhecimento dos problemas do Estado à exposição nas redes sociais e às visitas realizadas pelo adversário ao interior.

“A gente estuda, conhece e está pronto para resolver os problemas do nosso Estado. Não fazer ilusão, dizer que foi em 167 municípios para tirar foto em placa”, afirmou.

Mederi volta ao debate
A Operação Mederi também voltou à tona e ganhou espaço nos confrontos. A investigação da Polícia Federal apura suspeitas de irregularidades em contratos públicos na área da saúde envolvendo a Prefeitura de Mossoró. O caso segue em apuração e, até o momento, não resultou em condenação dos investigados.

Robério retomou o assunto ao fazer um alerta direto ao eleitor. “Pense mil vezes antes de votar. Pesquise o que é Operação Mederi antes de votar”, declarou. Em outro momento, reforçou: “Eu peço a você que está em casa: pesquise o que é a Operação Mederi”.

Álvaro também recorreu à investigação ao comparar sua trajetória administrativa com a situação enfrentada pelo prefeito de Mossoró. “Nós nunca recebemos visita da Polícia Federal, nunca fomos investigados pela Polícia Federal por desvio de recursos, por corrupção, por compra de medicamentos que foram pagos, mas não foram recebidos”, afirmou.

Cadu, por sua vez, trouxe o episódio para o embate ao responder a críticas sobre a gestão estadual. “Desmantelo é Polícia Federal na porta da casa do prefeito. No governo da professora Fátima não tem desmantelo”, provocou.

Diante das cobranças, Allyson não respondeu diretamente aos questionamentos sobre a Mederi e direcionou o confronto para outros episódios. Ao rebater Álvaro, citou uma abordagem ocorrida no Aeroporto Internacional Aluízio Alves, em setembro de 2023, quando uma arma pertencente ao então prefeito de Natal foi encontrada em sua bagagem e retida. Allyson afirmou que Álvaro havia sido “detido” pela Polícia Federal, versão contestada pelo adversário, que confirmou ser proprietário da arma, mas negou ter sido detido e afirmou que seguiu viagem para Brasília.

O candidato do União Brasil também mencionou a Operação Lectus, investigação sobre suspeitas de irregularidades em contratos da saúde estadual durante a pandemia da Covid-19, deslocando o embate para a administração do Governo do Estado.

A retomada da Mederi reforçou o tom adotado pelos adversários de Allyson desde a pré-campanha, com questionamentos à imagem política do candidato e críticas à sua gestão em Mossoró. No debate, enquanto Robério, Álvaro e Cadu recorreram à investigação para confrontar o discurso do prefeito, Allyson respondeu trazendo outros episódios para a discussão, sem entrar diretamente no mérito das cobranças sobre a operação.


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NINA DEFENDE EXPERIÊNCIA DE ÁLVARO: “NÃO PODEMOS CAIR EM AVENTURAS”

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A experiência política e administrativa de Álvaro Dias (PL) é apontada pela candidata a deputada federal Nina Souza (PL) como um dos principais diferenciais na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. Em entrevista ao Diário do RN, ela afirmou que o momento enfrentado pelo Estado exige experiência e capacidade de articulação, e defendeu que a eleição não comporta “aventuras”.

Para Nina, o crescimento da candidatura de Álvaro está relacionado à trajetória de aproximadamente 30 anos na vida pública, à experiência administrativa acumulada e à capacidade de reunir diferentes forças políticas. Vereadora licenciada de Natal, ela também cita a passagem do candidato pela Prefeitura da capital e destaca seu perfil “aglomerador” e “aglutinador”.

“As pessoas já entenderam que o Estado está em uma situação muito grave e que a gente não pode cair em aventuras. Álvaro tem mais experiência, aglomera, aglutina forças políticas que podem ajudá-lo. Porque, na política, a gente não vai a lugar nenhum só”, afirmou.

Na avaliação da candidata, essa articulação será fundamental para uma eventual gestão estadual, sobretudo na relação com a bancada federal. “A gente precisa ter apoio de deputados federais, de senadores. Precisa ter interlocução em nível federal. Então, a candidatura de Álvaro reúne vários pré-requisitos. É uma candidatura que tem raiz”, declarou.

Ao falar da trajetória do candidato, Nina fez uma analogia com o próprio nome de Álvaro. “É aquela árvore que tem raiz. Olha, 30 anos de vida pública, ele aprendeu muito. Ele tem credibilidade”, disse.

A candidata também citou a experiência que teve como vereadora durante a gestão de Álvaro na Prefeitura de Natal. Para ela, as mudanças ocorridas na capital demonstram a capacidade administrativa do ex-prefeito.

“Eu, que sou vereadora de Natal e vi Natal antes de Álvaro e Natal após Álvaro, acredito que ele é o único que tem capacidade, de fato, de fazer o Rio Grande do Norte voltar a se desenvolver”, afirmou.

Campanha à Câmara Federal
Na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa, Nina afirma estar satisfeita com a receptividade encontrada nas primeiras semanas de campanha. Ela relata uma rotina intensa de viagens e contato direto com os eleitores, mas classifica a campanha como “leve” e baseada no diálogo.

“Eu estou muito feliz e bem emocionada, porque onde a gente chega vê um carinho enorme das pessoas. É uma campanha leve, tranquila. A gente fala em amor, saudade, compaixão, esperança, futuro e em realmente resgatar o Estado, colocar ele no trem do desenvolvimento”, afirmou.

Apesar de estar na disputa por uma cadeira na Câmara Federal, esta não é a primeira candidatura de Nina à nível estadual. Em 2018, quando já exercia mandato de vereadora em Natal, ela concorreu a deputada estadual e recebeu mais de 20 mil votos, mas não foi eleita.

“Foi uma campanha em que eu era vereadora. Naquela campanha, eu tive voto para me eleger.

Tive 21.300 votos. A legenda é que não deu. Naquela época ainda tinha a coligação, mas foi uma experiência boa, em que eu aprendi muito, e foi bem bacana”, relembrou.

Desta vez, Nina demonstra otimismo também em relação ao desempenho da nominata do PL. A projeção inicial é de eleger entre três e quatro deputados federais, mas ela já considera possível alcançar o patamar mais alto.

“Nós vamos fazer de três a quatro. Eu já estou começando a acreditar que não é impossível que façamos quatro”, afirmou. Segundo Nina, o otimismo se deve ao equilíbrio entre os nomes apresentados pelo partido. “A nominata é muito homogênea. Todo mundo é forte, todo mundo está se movimentando e se dedicando”, completou.


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