A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou na noite desta sexta-feira (22) esclarecimentos sobre o relatório da Polícia Federal que apontou descumprimentos de medidas cautelares. Na manifestação, os advogados dizem que a PF faz “Lawfare” ao divulgar o relatório.
“O Relatório da Polícia Federal causa espanto. Encaixa-se como uma peça política, com o objetivo de desmoralizar um ex-presidente da República (que, quer queiram as autoridades policiais ou não, ainda é um líder político), expondo sua vida privada e acusando-o de fatos tão graves quanto descabidos”, dizem os advogados de Bolsonaro sobre o documento da PF.
Na última quarta-feira (22), o relatório da PF foi encaminhado ao STF (Supremo Tribunal Federal). Nele, são expostas conversas de Bolsonaro com Eduardo e o pastor Silas Malafaia. Além disso, os agentes detalham a movimentação financeira do ex-presidente nos últimos anos e um arquivo de pedido de asilo político na Argentina.
“Parece incrível, mas boa parte do relatório dedica-se a um disse-me-disse sem qualquer relevância para a investigação”, completam na manifestação de 12 páginas.
“É necessário presumir que os investigadores sabem o que é o crime de lavagem, que determina origem ilícita e não se consubstancia com depósitos, via Pix, para familiares. Então, o objetivo é o massacre. A desmoralização. Ou seja, é lawfare em curso”, alegam os advogados.
Estudos de direito definem o termo como uma prática de uso abusivo, de forma deliberada, das leis e de instrumentos jurídicos como uma forma de guerra não convencional.
A expressão pode ser entendida como o uso do sistema jurídico como parte de uma estratégia contra adversários. Ou seja, o uso de normas como uma arma política.
Pelos juristas, o termo é utilizado com uma conotação negativa, porque passa a ideia de um uso abusivo e ilegítimo da lei para prejudicar um determinado adversário.
O Instituto de Pesquisas Cananéia (IPeC) registrou 739 pinguins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) encontrados mortos em Cananéia, Iguape e Ilha Comprida, cidades do litoral sul de São Paulo, entre os dias 15 e 21 deste mês.
Os animais estavam em estágio avançado de decomposição, o que, segundo o instituto, dificulta identificar a causa das mortes.
“Entre as hipóteses para esses encalhes com base nas necropsias de animais frescos ou no quadro clínico dos animais vivos, podemos citar os efeitos da migração por longas distâncias, dificuldade em encontrar alimento, parasitoses, quadros infecciosos e a interação com a pesca”, afirmou o instituto.
De acordo com os especialistas, a espécie não está em risco por conta de eventos como este. Estima-se que haja de 2 a 3 milhões destes animais na natureza, em grandes colônias, principalmente na Argentina. Enfrentam, porém, risco por conta de pressões antrópicas e climáticas em seu habitat.
O IPeC realiza salvamentos, reabilitação e outras atividades de conservação da fauna marinha, como organização civil responsável pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos. A instituição também faz a destinação correta de animais marinhos mortos, como pinguins, focas e baleias, que chegam às praias da região.
Caso algum animal marinho seja encontrado debilitado na região de Cananéia, Iguape e Ilha Comprida, o instituto pode ser acionado pelos telefones (13) 3851-1779, 0800 642 33 41ou pelo whatsapp (13) 99691-7851.
O ex-deputado federal Rafael Motta, de 39 anos, foi submetido a um procedimento cirúrgico no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, após sofrer traumas em um acidente durante a prática de kitesurf. O incidente ocorreu na tarde desta sexta-feira (22), próximo ao Forte dos Reis Magos.
Segundo o boletim médico divulgado, a cirurgia transcorreu sem intercorrências e o paciente apresentou estabilidade hemodinâmica durante todo o procedimento. Neste momento, Rafael Motta está em recuperação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sob monitoramento contínuo da equipe médica.
A família do ex-deputado agradeceu as manifestações de carinho recebidas e pediu orações pela sua pronta recuperação. Informações sobre a evolução do quadro clínico serão mantidas atualizadas à medida que estiverem disponíveis.
A operadora Humana Saúde acionou a Polícia para intervir em um protesto que reuniu mães de pacientes e profissionais da clínica Janela Lúdica. No local, que é referência no tratamento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), os policiais encontraram um cenário de tensão e revolta entre os familiares, pacientes e profissionais de saúde. A mobilização ocorreu no bairro de Lagoa Nova, na última quarta-feira (20), e foi motivada diante de cortes drásticos nos honorários dos profissionais e da interrupção de atendimentos, o que deixou famílias em situação de desespero. Vídeos que circulam na internet mostram a revolta de mães e pacientes no local.
Uma testemunha, que preferiu não se identificar, relatou que a mobilização surgiu diante da redução de 50% dos pagamentos aos profissionais, feita sem qualquer negociação prévia. “Essas mães estavam revoltadas porque durante muitos meses tentam consultas, têm dificuldades em função da alta demanda e ontem esse tratamento foi interrompido. Os profissionais não pararam por completo, mas houve uma paralisação parcial. As mães entenderam perfeitamente a reivindicação deles e acharam justas. Elas ficaram extremamente insatisfeitas com a atitude do plano de saúde”, afirmou.
Segundo a mesma fonte, a presença da polícia acirrou os ânimos. “O pior é que ninguém da operadora foi lá para conversar, dizer o que estava acontecendo ou mediar o assunto. Preferiram o caminho da polícia para coibir. Mas não era um caso de polícia. Se fosse, seria contra a operadora por negar atendimento e reduzir de forma abrupta o salário de profissionais dedicados”, criticou.
A dona de casa Camila Georg, mãe do Emerson Gerg, de 5 anos, uma criança autista, que precisa do atendimento, reforçou as denúncias contra o plano de saúde. “Descredenciaram clínicas e jogaram todas as crianças dentro da Janela Lúdica, sem ter condições de atender, sem profissionais suficientes. Estão pagando R$ 17 a hora trabalhada, menos 10%, ou seja, R$ 15,30.
Resumindo: nenhum profissional quis ficar. Eles estão saindo e avisando aos pais que estão se desvinculando da clínica. Nossos filhos vão ficar sem tratamento”, lamentou.
Ainda de acordo com Camila, a situação se agravou após mudanças na política da clínica. “Na sexta-feira houve uma reunião com os profissionais colocando as novas regras: se a criança faltar, mesmo com atestado médico, o profissional não recebe. E as mães, mesmo justificando, podem perder a vaga se houver três faltas. Isso é um absurdo. Ano passado a Humana foi adquirida pelo grupo Atenas, do Paraná, e aí começaram todos os problemas”, destacou.
A superlotação é outro ponto levantado pelas famílias. Antes, a clínica atendia cerca de 60 crianças. Hoje, já são aproximadamente 300, de acordo com os relatos. “Não bastasse a superlotação, a Humana fechou contrato para mandar mais crianças para cá. E ainda fazem terapia em grupo, colocando quatro ou cinco crianças em uma mesma sala, o que não é adequado. Não é isso que nossos filhos precisam”, criticou Camila.
Para os profissionais de saúde, a redução nos valores pagos e a falta de diálogo representam um golpe duro. Psicólogos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais relatam dificuldades para manter seus planejamentos financeiros. “Cada um tem seu cronograma de vida, e esses recursos já fazem parte do dia a dia. Retirar de forma abrupta impacta diretamente na vida das famílias dos profissionais também”, relatou a testemunha.
Diante do impasse, mães e profissionais organizaram um protesto para a próxima segunda-feira (25), às 14h, em frente ao supermercado Nordestão, na Av. Salgado Filho, em Natal. O ato busca chamar a atenção da sociedade e das autoridades para o que consideram um desrespeito grave à saúde e ao direito de crianças com autismo. “Nossos filhos não podem ficar sem tratamento. A Humana precisa ser responsabilizada”, concluiu Camila.
Os deputados federais potiguares do PT, Fernando Mineiro e Natália Bonavides, se pronunciaram após a revelação das escutas da Polícia Federal que expuseram diálogos da família Bolsonaro e do pastor Silas Malafaia, em articulações para tentar escapar da Justiça. As falas captadas pela Polícia Federal mostram não apenas a tensão interna entre Jair Bolsonaro e seus filhos, mas também as articulações para tentar escapar da Justiça. Fernando Mineiro chamou atenção para o episódio mais simbólico da crise familiar revelada pela investigação: a discussão em que Eduardo Bolsonaro, deputado federal por São Paulo, dirige ao próprio pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, um xingamento explícito.
“O VTNC do filho para o pai é o retrato do nível da família Bolsonaro entre as quatro paredes”, afirmou Mineiro ao Diário do RN.
Na expressão usada por Eduardo Bolsonaro, “VTNC” é a abreviação do palavrão “vai tomar no c*”, agressão que, segundo as escutas da PF, foi dirigida ao ex-presidente em meio a uma conversa de bastidores. Para Mineiro, o episódio escancara a natureza da relação entre eles, marcada por desavenças e pela disputa por influência política, mesmo dentro do núcleo familiar.
“A novidade – para quem sabe do que essa família é capaz – é apenas o fato de ter sido dado publicidade ao esgoto onde essa turma habita”, completou o deputado.
Para além do aspecto pessoal, Mineiro ressalta que os áudios revelam algo mais grave: um padrão de conduta que ele classifica como “crime de lesa pátria”.
“Ficou escancarado que se preocupam apenas com seus interesses familiares. Cometem de forma contínua o crime de lesa pátria para tentar se livrar do julgamento. Tomara chegue logo o dia 2 de setembro e comece o julgamento dessa quadrilha. Quando condenados, paguem por seus crimes na forma da lei”, salientou.
A expressão “lesa pátria” é usada para caracterizar ações que atentam contra os interesses do país. No entendimento do petista, os diálogos mostram Jair Bolsonaro e seus aliados tentando negociar apoio político e até estrangeiro para evitar condenações, sem se importar com a instabilidade que isso poderia gerar no Brasil. Essa visão é reforçada pelas gravações em que aliados falam em criar caos no país caso o ex-presidente não fosse protegido, o que, segundo Mineiro, comprova que o grupo age em benefício próprio e em detrimento do interesse nacional.
Já a deputada Natália Bonavides também reforçou esse aspecto, mas associou, ainda, o comportamento da família Bolsonaro a práticas típicas de milicianos.
“Os áudios revelados pela investigação da Polícia Federal deixam evidente: a família Bolsonaro agiu como os milicianos que são e fez do Brasil refém para tentar se salvar. Ameaçam caos com apoio estrangeiro se Jair Bolsonaro não for protegido. Um absurdo”, avalia a parlamentar federal.
As declarações de Natália se referem aos trechos das escutas que revelam articulações do ex-presidente e de Malafaia para pressionar instituições brasileiras, chegando a cogitar recorrer a apoios externos. Para a deputada, essa lógica repete o método de grupos milicianos: usar a intimidação, a chantagem e o medo para assegurar os próprios interesses.
Outro ponto destacado pela deputada foi a participação do pastor Silas Malafaia nas articulações.
Para Natália, isso mostra que Malafaia não era apenas um apoiador, mas um ator central nas tentativas de Bolsonaro escapar da Justiça: “A investigação também mostrou a cumplicidade de Malafaia em todo esse esquema. Ele figura como parte importante da trama”, disse Natália.
As escutas revelaram que Malafaia aconselhava Jair Bolsonaro a descumprir ordens judiciais, a manter um discurso de enfrentamento e ainda atacava Eduardo Bolsonaro, chamando-o de “idiota” e “babaca”. Ao mesmo tempo, ele aparecia como conselheiro próximo do ex-presidente, atuando na estratégia de radicalização e se apresentando como articulador político.
Natália Bonavides também criticou a ideia de que Jair Bolsonaro possa ser alvo apenas de medidas cautelares brandas, como prisão domiciliar.
“Os traidores do Brasil não podem ficar impunes. Prisão domiciliar não basta”, acrescentou.
As escutas da PF trouxeram à tona diálogos em que Eduardo Bolsonaro discutia de forma ríspida com o pai, chegando ao xingamento, e mostraram a influência de Malafaia nos bastidores, orientando estratégias radicais e atacando até mesmo aliados internos. Além disso, as gravações sugerem que a família Bolsonaro buscava apoio político e internacional para evitar condenações, cogitando criar instabilidade caso não fossem protegidos.
General Girão questiona “seletividade” da Justiça brasileira
O deputado federal General Girão (PL) se manifestou sobre as escutas telefônicas envolvendo a família Bolsonaro, classificando a divulgação como um “vazamento esdrúxulo” e levantando questionamentos sobre a seletividade e a imparcialidade do Judiciário brasileiro.
Segundo Girão, o inquérito que resultou nas escutas “nem merecia comentários”, por não apresentar, em sua avaliação, materialidade suficiente para justificar a quebra de sigilo telefônico da família Bolsonaro. Ele ressaltou que, enquanto este tipo de investigação é amplamente divulgada, outras situações de grande gravidade não receberam o mesmo tratamento.
“Um inquérito como esse nem merecia comentários. Um vazamento esdrúxulo que não possui nenhuma materialidade para o caso em questão. Fico me perguntando por que não quebraram, por exemplo, o sigilo do Adélio Bispo durante as investigações da tentativa de assassinato de Bolsonaro em 2018. Ao mesmo tempo, por que não houve quebra de sigilo dos advogados caríssimos que foram contratados para defendê-lo?”, questiona.
Girão argumenta que a divulgação seletiva das conversas familiares contribui para uma percepção de injustiça e fragiliza a confiança nas instituições: “No Brasil, infelizmente, temos uma justiça atravessada e uma democracia nula. Mais um fato triste para a história do nosso país”, disse o parlamentar”.
Apesar da taxação de 50% imposta pelos Estados Unidos a alguns produtos brasileiros, o setor garante que a expectativa é de crescimento das exportações de frutas potiguares, ao final de 2025; ainda maior que o recorde alcançado em 2024. Jorge de Souza, diretor técnico da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), fez uma análise sobre o setor, em entrevista ao Diário do RN, durante participação na Feira Internacional da Fruticultura Tropical Irrigada – Expofruit 2025, nesta quinta-feira (21), em Mossoró. Segundo Jorge, “não tem nenhum container cancelado” dos pedidos dos Estados Unidos, porque o empresário brasileiro e o empresário americano estão sabendo usar a inteligência estratégica para não prejudicar os interesses da sociedade.
“Estamos mandando fruta lá com 50% de tarifa, porque os setores privados colocaram os interesses da sociedade em consumir um produto que ela não tem numa época do ano, e no caso da nossa, de gerar recursos, de gerar riqueza para o nosso país, e nos acertamos. Eu acho que esse tem que ser o espírito. Gostar do Brasil é gostar do Brasil como um todo. A urna de 2026 fica para depois. A urna, você trabalha no palanque, não trabalhe a urna na economia que não vai dar certo. Essa é a visão da Abrafrutas”, afirmou.
É nesse sentido que ele aborda a expectativa com os investimentos no Porto de Natal, anunciados pelo poder público na ordem de R$ 130 milhões, com as ações que visam modernizar o terminal, aumentar a segurança e expandir a capacidade operacional do porto.
“Seria fundamental o Porto do Natal ter uma estrutura melhorada e isso vale para o Brasil, não é só o Rio Grande do Norte. Os portos brasileiros estão muito defasados. Não é possível o celeiro do mundo, que é o Brasil, que tem um agrocompetitivo ao extremo, a gente exporta alimentos para o mundo inteiro e não tem uma infraestrutura logística que a gente merece. E isso não é só ação governamental. É ação do setor privado também, de buscar alternativas, buscar parcerias, trazer parceiros que queiram investir nos nossos portos. A gente perde competitividade. E os nossos concorrentes fazem isso muito bem”, alerta Jorge.
O diretor da Associação ressalta que é necessário, neste momento do país, manter a parceria entre setor privado e setor público sem interferência das preferências políticas.
“Tem que estar afinado, independentemente de ideologia política, independentemente se você está mais ou menos satisfeito com os governantes atuais, tem que sempre buscar esse foco no resultado. Qual é o resultado que o Estado quer? A exportação é boa para o Estado? É. Ela promove o desenvolvimento regional? Promove. Se o Rio Grande do Norte for eficiente na exportação, ele vai ser um Estado mais rico? Vai. Então, gente, vamos botar a mão na massa, todo mundo trabalhar junto, e lá na urna, lá cada um expressa a sua vontade política”, ressaltou.
Jorge de Souza utilizou um exemplo prático para descrever o raciocínio de convocação das classes produtivas: “A China é um país assumidamente comunista. Você olha os negócios da China, não tem nada de comunismo. É um capitalismo ferrenho, todo mundo trabalhando, todo mundo ganhando dinheiro, gerando emprego, é uma coisa… A China encontrou o seu modelo de governo. Nós temos que encontrar o nosso, independentemente de qual seja”.
O representante da Abrafrutas aponta os resultados positivos das exportações potiguares nos últimos anos para ressaltar a necessidade do empresariado utilizar inovação, tecnologia e inteligência estratégica para ampliar os negócios.
“Em 2024 o RN exportou U$ 1,3 bilhão, com volume de 1,7 milhão de toneladas de frutas. Nós batemos o nosso recorde, foi o número mais expressivo em todos os anos da exportação de frutas brasileiras. Esse ano, só no primeiro semestre, em comparação com o ano passado, nós crescemos 12% em valor e 27% em volume. Ou seja, estamos exportando muito mais. E apesar da questão da taxação, nós não temos dúvidas que chegaremos ao final do ano com um novo recorde nas exportações. Então o setor está indo bem”, comemorou.
Marcira Jara Oliveira, de 40 anos, transformou uma dificuldade de saúde em um negócio que une talento, sensibilidade e propósito. Natural de Currais Novos, no Seridó Potiguar, e morando em Natal há 17 anos, ela descobriu no universo dos cosméticos naturais, da aromaterapia e da fitoterapia não apenas a solução para alergias causadas por produtos industrializados, mas também uma paixão que se tornaria marca registrada: criar sabonetes, perfumes e outros itens capazes de cuidar da pele, despertar emoções e respeitar o meio ambiente. “Tudo que passamos na pele, o corpo absorve, e isso também impacta nossa saúde. Por isso, cada produto é pensado para ser consciente e benéfico”, explica.
Assim nasceu a MD Essências, um ateliê sensorial que mistura ciência, natureza e arte. Nos sabonetes fitoterápicos, Marcira combina extratos como gérmen de trigo, babosa, camomila, lavanda e alecrim, criando fórmulas que vão muito além da limpeza: “Eles nutrem, tratam e equilibram, respeitando a natureza da pele”. Com o tempo, vieram novos desafios criativos, perfumes inspirados na sofisticação francesa e na intensidade vibracional da perfumaria árabe, águas de lençóis, sprays energéticos e até escalda-pés com óleos essenciais para relaxar corpo e mente, velas aromáticas.
A inspiração, conta ela, vem de grandes nomes da perfumaria mundial, como Olivier Polge e Francis Kurkdjian, e também da ancestralidade egípcia. “Cada aroma nasce de um diálogo entre técnica, emoção e história”, define. Sua mais nova criação é uma linha de perfumes egípcios, com notas resinosas, florais e amadeiradas, pensada para trabalhar emoções e até questões como autoestima, libido e reconexão com o eu interior. Nesses casos, Marcira faz um trabalho individualizado, criando fragrâncias sob medida para cada cliente.
Mesmo sem espaço comercial, a produção é feita em casa, seguindo padrões de higiene e segurança, a empreendedora mantém uma clientela fiel, conquistada pelo cuidado e pela experiência que seus produtos proporcionam. “Não vendo apenas um perfume ou sabonete, vendo um momento de bem-estar, algo que toque a vida da pessoa”, resume. Ela também se preocupa com a sustentabilidade, produzindo itens livres de chumbo e parabenos, e sempre que possível usando ingredientes de baixo impacto ambiental.
Atualmente supervisora em uma loja, formada em RH e estudante de Pedagogia, Marcira sonha em expandir a MD Essências para um espaço próprio, acolhedor e inspirador. “Quero que cada cliente se sinta único e que encontre algo que eleve sua identidade e autoestima”, afirma. Para quem deseja experimentar suas criações, o contato pode ser feito pelo Instagram @mdessencias_ ou pelo WhatsApp (84) 99704-2625. Afinal, como ela mesma gosta de dizer, “cada fragrância é um convite para viver o poder transformador da natureza em sua forma mais pura”.
As doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte no mundo, de acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). No Brasil, os números seguem preocupantes, mas especialistas reforçam que hábitos de vida saudáveis e acompanhamento médico podem reduzir os riscos.
“O primeiro ponto é entender que as doenças vasculares se dividem em dois grandes territórios: o arterial e o venoso”, explica o cirurgião vascular Márcio Villar, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional Rio Grande do Norte (SBACV-RN). “Nas artérias, os principais problemas são os aneurismas, a aterosclerose periférica e a estenose das carótidas, que pode levar ao AVC. Já nas veias, lidamos com varizes e trombose venosa profunda.”.
Segundo a OPAS, mais de três quartos das mortes por doenças cardiovasculares ocorrem em países de baixa e média renda, onde os fatores de risco como tabagismo, má alimentação, sedentarismo e consumo abusivo de álcool estão mais presentes. Villar reforça que a prevenção passa por escolhas simples. “Uma dieta equilibrada, com menos gordura, sal e açúcar, associada à prática regular de atividade física, é a chave para controlar pressão, colesterol e diabetes”, destaca.
Outro ponto de alerta é o tromboembolismo venoso, resultado da formação de coágulos, especialmente nos membros inferiores. “Quando surge um inchaço súbito em uma das pernas, sem explicação aparente, é sinal de perigo. Esse quadro precisa ser avaliado imediatamente por um angiologista ou cirurgião vascular”, alerta Villar.
Para identificar riscos antes que evoluam, exames de imagem são fundamentais. “O principal exame no consultório é a ultrassonografia dúplex. Pacientes acima dos 40 anos, principalmente após os 50, devem realizar ultrassonografia de carótidas, membros inferiores e aorta”, recomenda o especialista. “Esses exames são inofensivos e permitem diagnosticar precocemente doenças que podem levar a complicações graves.”
Entre essas complicações está o aneurisma de aorta, que, muitas vezes, não apresenta sintomas até a ruptura. “O aneurisma é uma dilatação silenciosa da artéria principal do corpo. Quando rompe, na maioria das vezes o paciente vai a óbito. Por isso, a prevenção é identificar precocemente e, se necessário, indicar a cirurgia antes da ruptura”, reforça Villar.
A OPAS também ressalta a importância de medidas coletivas, como políticas públicas de redução do sal em alimentos industrializados, promoção da atividade física e acesso facilitado a serviços de saúde. Villar afirma: “O check-up vascular deve ser rotina, assim como consultas de rotina em outras especialidades. Avaliar a circulação é vital para prevenir doenças e salvar vidas.”
Para o especialista, a mensagem final é clara: cuidar do coração e dos vasos não é apenas tratar quando o problema aparece, mas prevenir ao longo da vida. “É ter uma vida equilibrada. Dormir bem, controlar o estresse, manter o peso adequado, não fumar e procurar o médico regularmente. Prevenir é sempre o melhor caminho”, conclui Villar
A vereadora Anne Lagartixa (PL), vai presidir a Comissão Processante da Câmara Municipal de Natal que analisará o pedido de cassação do mandato da vereadora Brisa Bracchi (PT). Em entrevista concedida à rádio 98FM, a vereadora, que compõe a base governista, destacou que encara a função como uma grande responsabilidade e garantiu que a condução do processo será feita de forma imparcial e dentro do regimento da Casa.
“Mas que responsabilidade, meus amigos. Eu nem esperava. A comissão não foi criada para condenar, ela foi criada para fazer uma apuração séria, com compromisso com a verdade, porque é isso que a sociedade espera daquela Casa. Nós vereadores temos o papel de legislar, de fiscalizar, mas também de julgar, principalmente quando se trata de dinheiro público”, afirmou.
A Comissão Processante foi instalada após aprovação do requerimento em plenário. O pedido de cassação foi motivado pela destinação de emendas parlamentares para o evento “Rolê Vermelho” que teria tido conotação político-partidária, em favor do PT e contra Bolsonaro. Como o Diário do RN noticiou na última terça-feira (19), Brisa afirma que sofre perseguição política, enquanto vereadores como Matheus Faustino (PSOL), que fez o argumentam que a apuração deve ocorrer de forma transparente, sem caráter persecutório.
Anne Lagartixa explicou como serão os primeiros passos da comissão, que conta ainda com os vereadores Fulvio Saulo (relator) e Daniel Valença (membro). “Hoje foi feita a minuta, a documentação. A intimação será enviada para a vereadora denunciada. Ela terá um prazo de 10 dias para apresentar sua defesa. Tudo por escrito. Depois, o relator terá 5 dias para analisar e dar o parecer inicial. Só a partir daí será montado um cronograma para as audiências. A vereadora denunciada precisa ser notificada 72 horas antes da primeira audiência. É um processo que pode durar até 120 dias”, explicou.
Questionada sobre a pressão política em torno do caso, Anne reforçou que não pretende transformar o processo em uma disputa ideológica. “Eu não posso tratar, como presidente da Comissão Processante, essa situação como uma forma partidária. Eu preciso garantir que o processo seja conduzido de forma imparcial e legal. Eu não posso tomar partido de um lado ou de outro. Eu preciso agir conforme o regimento pede que eu aja, com responsabilidade, transparência e compromisso”, declarou.
O processo contra Brisa envolve cerca de R$ 18 mil em emendas destinadas a um evento cultural.
Parte do valor, segundo a própria vereadora e a ex-vereadora Ana Paula Araújo, que destinou outros R$ 31 mil ao mesmo evento, teria sido posteriormente cancelado após a repercussão negativa. Ainda assim, Anne destacou que a devolução não anula a análise da denúncia: “O fato de o dinheiro não ter sido usado ou devolvido não vai anular a eventual ilicitude do processo.
Nosso dever é ver se houve essa irregularidade ou não”, disse.
A expectativa é que o andamento do processo avance a partir da apresentação da defesa de Brisa Bracchi. Até lá, a comissão permanece em fase de tramitação inicial, sob acompanhamento jurídico da Procuradoria da Câmara e sem julgamento político ideológico, defende ela.
Processo de cassação de Brisa chega à imprensa nacional
A abertura do processo de cassação de Brisa Bracchi (PT) na Câmara Municipal de Natal, que tem sido destaque nos últimos três dias, se tornou pauta também na imprensa nacional.
Em reels no Instagram, o Uol evidenciou o caso. O jornalista Carlos Madero explicou a situação e ressaltou que o pedido foi feito pelo vereador Matheus Faustino , que “acusa a colega de usar recursos públicos para organizar um evento para comemorar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)”.
“À coluna de Carlos Madeiro, a vereadora disse que a festa já estava marcada, mas que a prisão ‘acabou também fazendo parte, porque o decreto ocorreu na mesma semana’. O Uol teve acesso aos ofícios enviados à Funcarte sobre as emendas, datados de 22 e 23 de julho, antes da prisão”, acrescenta ele.
Foi a partir do que chamou de “dimensão” da Federação União Progressista, oficializada nesta terça-feira (19), que José Agripino, presidente do União Brasil no RN, defendeu que “um partido com essa expressão tem o direito de criar expectativa de conquistar o Governo do Estado”. Ele conversou sobre o assunto com o Diário do RN. Segundo o ex-senador, o partido tem três deputados e uma expectativa positiva no pleito ao Governo do Estado: “O partido tem expressão suficiente para eleger o governador do Estado”, destacou.
Apesar disso, evitou citar nomes e disse que “o tempo vai definir” o candidato que provavelmente o centro apresentará. “É muito provável. Mas tudo ao seu tempo, com sensatez e racionalidade”, afirmou.
José Agripino evitar nominar o candidato, mas o único nome com viabilidade eleitoral do centro ao Governo do RN é parte da nova Federação União Progressista. Allyson Bezerra, prefeito de Mossoró, é filiado ao União Brasil e, embora não tenha oficializado sua pré-candidatura, é o favorito nas pesquisas eleitorais feitas até agora.
O prefeito de Mossoró, por sua vez, ratificou a improbabilidade de rompimento da sua parceria com Zenaide Maia em evento realizado pelo PSD, partido presidido no estado pela senadora, no último final de semana. Na presença de cerca de 50 prefeitos, Allyson reafirmou o apoio incondicional à reeleição de Zenaide, apesar da direita potiguar já ter deixado claro, através principalmente de Rogério Marinho (PL), que não quer Zenaide no palanque da oposição por questão de coerência ideológica.
Para Agripino, a relação de Allyson com Zenaide nada tem a ver com o União Brasil, e não significa qualquer recado ou sinalização ao PL e demais partidos aliados.
“Eu não tenho relação com a Zenaide. A relação é dele, que é prefeito e recebeu benefícios para o município através dela. O União Brasil não deu recado nenhum, Allyson que tem que dar as razões da relação dele com Zenaide. Não é da federação com Zenaide”, esclarece.
O presidente do União Brasil no RN continua mantendo a ideia de união da oposição: “O partido vai sempre procurar fazer a união dos que puder se unir”. Entretanto, ratifica que a união da oposição será feita entre centro e direita, mais precisamente com a direita se agregando ao centro, assim como aconteceu na eleição de 2024, em Natal, com a candidatura de Paulinho Freire (UB).
“A direita se agregará ao centro. É uma união do centro com a direita. Não foi assim com a prefeitura de Natal? O centro não se elegeu com o apoio da direita? Vai ser a mesma coisa, o centro e a direita têm pensamento ideológicos muito assemelhados”, ressaltou.
Agripino nega recado, mas sua teoria da direita se agregando ao centro deixa clara a ideia de que em 2026 ele pode repetir o que conseguiu com a candidatura de Paulinho Freire, mantendo o PL e as demais siglas à direita submetidos ao projeto do União Brasil. Neste caso, com a candidatura de Allyson Bezerra – o nome viável do centro – com o senador Rogério Marinho (PL) e Álvaro Dias (Republicanos) submetidos ao projeto de José Agripino.
Por outro lado, entretanto, o ex-senador mantém a ponderação e evitar oficializar a imposição desta ideia sobre os aliados, que já lançaram o pré-candidato ao governo Rogério Marinho (PL) e seguem em pré-campanha: “Cada dia é um dia, os fatos vão acontecendo, e a gente vai absorvendo, tentando superar divergências, absorvendo fatos novos e superando divergências com paciência. É isso que se impõe nessa relação do centro com a direita. Não é o centro com o apoio da direita. É o centro e a direita somados”.
Federação União Progressista “A reunião da federação foi o maior movimento da oposição desse país até hoje. Nesse encontro estiveram presentes dez governadores, como o de São Paulo, que estava lá para estabelecer a fundação de um partido – a federação é um partido – com 110 deputados e 15 senadores. Então, é a única força que reuniu a oposição com essa dimensão até agora. É um marco na política do Brasil como instrumento de oposição”, avaliou, ainda, à reportagem, José Agripino sobre a federação oficializada nesta terça-feira (19).
A aliança vai reunir a maior bancada da Câmara, com 109 deputados federais, e uma das maiores do Senado, com 15 senadores. A Federação União Progressista (UPb) também registrou nas urnas 12.398 vereadores, 1.335 prefeitos, 186 deputados estaduais e quatro distritais. Conta, ainda, com seis governadores, quatro vice-governadores e 1.183 vice-prefeitos.
A “superfederação” terá direito a receber a maior fatia, entre os 29 partidos registrados pelo TSE, do fundo público de financiamento de campanhas. São R$ 953,8 milhões em fundo eleitoral; e R$ 197,6 milhões em fundo partidário (números de 2024).
O dirigente do partido ressalta, ainda, a estrutura do partido no Rio Grande do Norte: “A federação significa, nesse momento, que temos três deputados federais: Carla Dickson, Benes Leocádio e João Maia. Paulinho Freire deixou o mandato, mas temos três deputados. E existe uma expectativa de conquista do Governo muito expressiva. Ainda não tem candidato lançado, mas um partido com essa expressão tem o direito de criar expectativa de conquistar o Governo do Estado”.
O deputado estadual José Dias (PSDB) afirmou, em entrevista ao Diário do RN, que não acredita na candidatura do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB), ao Governo do Estado em 2026. Para o parlamentar, o nome da oposição será o senador Rogério Marinho (PL), e Allyson pode perfeitamente apoiar sua candidatura, mesmo mantendo proximidade com a senadora Zenaide Maia (PSD), que buscará a reeleição.
“Não acredito não, apesar de achar que ele vai ter um futuro muito grande na política do Rio Grande do Norte. Ele é muito novo, tem um capital que eu gostaria de ter: a idade. O meu capital é a experiência. Agora, veja: ele vai deixar uma prefeitura, o segundo maior município do Estado, para enfrentar uma situação que considero extremamente difícil. O Rogério já tem um nome firmado, tem experiência. Tem muita coisa a favor da candidatura dele e o menino tem o futuro, mas não casa com a candidatura dele agora. Porque se ele não for candidato, o futuro dele permanece. Se ele for candidato, aí coloca em jogo. É isso que vai acontecer. Mas ele não sendo candidato, mantém a imagem dele preservada para o futuro”, avaliou.
Na visão do deputado, Rogério é quem reúne as condições políticas para liderar a oposição contra a governadora Fátima Bezerra (PT). “Eu acho que é Rogério, até porque Rogério tem disposição, está preparado pra isso, indiscutivelmente muito mais experiente que o menino. Nem se compara. Tem um relacionamento na política nacional que o menino não tem. Pra mim, a minha opção é ideológica, mas é também de capacidade. Eu não quero administrar um estado como o nosso, que está muito difícil, sem experiência”, reafirmou Dias.
José Dias também disse não ver impedimento em uma composição em que Allyson apoie tanto Rogério quanto Zenaide, que atualmente compõe a base da esquerda.
“Eu acho que não há veto não. O que existe é preferência, que é diferente de veto. Nós temos uma exigência de votar com coerência ideológica, tanto pra governador quanto pro Congresso Nacional. Nosso voto é ideológico, voto de direita para o Congresso. Agora, isso não impede que outras pessoas tenham. Eu tenho pessoas que me apoiam e que votam em Zenaide, pelo menos até agora. Eu não posso proibir. Mas como é que pode ter um palanque de esquerda e de direita? É impossibilidade. Não há proibição dele ir para o palanque de Rogério, isso não há”, disse.
As declarações de José Dias acontecem em meio à intensificação das movimentações da oposição para 2026. Como o Diário do RN publicou na última terça-feira (19), Zenaide Maia reuniu cerca de 50 prefeitos em Natal, consolidando sua pré-candidatura ao Senado. Paralelamente, Rogério Marinho articula para se firmar como candidato único ao governo, buscando evitar divisões no bloco oposicionista.
No meio desse tabuleiro, Allyson Bezerra mantém o silêncio. No evento priorizou promover a candidatura de Zenaide e não a sua própria ao Executivo estadual. Embora seja lembrado como potencial nome ao Governo, segue priorizando a gestão em Mossoró e a pré-candidatura da esposa, Cínthia Pinheiro, à Assembleia Legislativa.
Para José Dias, a prudência é o melhor caminho: “Se ele não for candidato, o futuro dele permanece. Se for, coloca em jogo. Ao não se candidatar, ele preserva a imagem para o futuro”.
Eugênio Bezerra é exemplo de transformação pessoal e da força que a educação tem para mudar trajetórias. Jornalista de formação desde o início dos anos 2000, iniciou sua carreira ainda na faculdade, atuando em assessorias de imprensa. Logo depois, passou por emissoras de televisão como repórter e apresentador, trabalhou em rádio e também em instituições públicas e empresas privadas. Sempre atuando na área da comunicação, construiu uma carreira sólida. No entanto, foi durante a pandemia que sua história tomou um novo rumo.
Com o isolamento social, vieram o tempo e o espaço para repensar a própria caminhada. Foi aí que ele decidiu voltar aos estudos, decisão que mudaria completamente sua perspectiva.
Concluiu o curso de Direito, foi aprovado no exame da OAB e, nesse processo, descobriu uma nova versão de si: disciplinado, determinado e com uma capacidade de foco que antes não explorava plenamente. O que antes era apenas desempenho escolar regular se transformou em um método de estudo consistente e focado.
Essa mudança de postura o levou ao universo dos concursos públicos. Há três anos, Eugênio mergulhou nessa jornada, encarando os desafios iniciais com frustração, mas sem desistir.
Aprendeu com os erros, aprimorou técnicas, adaptou rotinas e desenvolveu uma estratégia eficiente baseada na constância dos estudos, revisões inteligentes e resolução de muitas questões, mais de 20 mil, apenas no aplicativo do QConcursos. “Concurso é resistência. É melhor estudar um pouco todos os dias do que muito em um único dia e nunca mais retomar aquele conteúdo”, reflete.
A dedicação trouxe resultados. Após algumas aprovações em cadastro de reserva e boas colocações, em 2025, Eugênio conquistou o 1º lugar para o cargo de Jornalista na sede da EBSERH, em Brasília. Um marco de superação que exigiu renúncias: menos festas, menos vida social e muito foco.
A história de Eugênio Bezerra é uma lição de resiliência, planejamento e fé no poder da transformação pessoal. Num país onde a estabilidade no serviço público é um sonho de milhões, sua trajetória mostra que, mais do que talento, é preciso método, constância e coragem para não desistir. “Quem não desiste, passa”, diz o concurseiro aprovado.
Aprovação em concursos
EBSERH (DF) – Jornalista – 1º lugar
MPU (2025) – Analista em Comunicação Social –
CNU 2024 – Aprovado em 14 cargos distintos
TJRN 2023 – Técnico Judiciário
TRF5, TRE Unificado, TRT Ceará, TRT2-SP, STM, Sesap, entre outros. Até o final de 2025, ainda prestará o Concurso Nacional Unificado de 2025 – Bloco 5 e o TJPE, encerrando esse ciclo com esperança de estar convocado e empossado em um dos cargos já conquistados.
A licitação do sistema de transporte público de Natal ganhou outra etapa após reunião realizada em Brasília, na semana passada, entre a equipe da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU), o prefeito Paulinho Freire e representantes da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), responsável pela elaboração do edital. Em entrevista ao Diário do RN, o secretário adjunto da STTU, Newton Filho, destacou que o encontro teve como objetivo assegurar “segurança jurídica e viabilidade ao processo”, evitando falhas que comprometeram tentativas anteriores.
De acordo com Newton Filho, a expectativa é concluir todas as etapas até o fim deste semestre, embora ainda não haja uma data exata para publicação do edital. “O processo envolve ajustes finais junto à equipe técnica e às recomendações dos órgãos de controle. A prioridade é lançar um documento sólido, capaz de atrair empresas interessadas e oferecer qualidade ao usuário”, afirmou.
Um dos pontos debatidos foi a adequação às recomendações do Tribunal de Contas do Estado, especialmente na modelagem econômico-financeira. Segundo o secretário, as mudanças visam “equilibrar sustentabilidade para as empresas operadoras e acessibilidade para a população, sem onerar desnecessariamente o sistema”. Ele ressaltou ainda que a concorrência será em nível nacional, buscando ampliar o alcance e a atratividade do processo.
Testes mostraram viabilidade para implantação dos elétricos, havendo infraestrutura para recarga e manutenção – Foto: Reprodução
O edital prevê aumento no número de linhas e viagens, redução do intervalo máximo para 30 minutos no entrepico e frota com idade máxima de 12 anos. Além disso, os veículos deverão ser equipados com ar-condicionado, câmeras de segurança e, de forma gradual, incluir opções sustentáveis, como ônibus elétricos. “O período de testes mostrou que a implantação é viável, desde que haja infraestrutura adequada, como pontos de recarga e manutenção especializada”, explicou Newton Filho.
Para garantir o cumprimento das exigências, a STTU vai adotar mecanismos de fiscalização mais rigorosos, que incluem vistoria dos veículos e penalidades contratuais em caso de descumprimento. “Nenhum ônibus acima da idade permitida será autorizado a operar. E caso as metas de frequência não sejam cumpridas, haverá impacto direto na remuneração das empresas”, detalhou.
Mesmo diante de experiências anteriores frustradas, quando não houve propostas em 2016 e 2017, o secretário se mostrou confiante desta vez. “A nova modelagem corrige distorções do passado e oferece maior transparência. Nosso objetivo é garantir um transporte público mais moderno, eficiente e compatível com a realidade da população de Natal”, concluiu.
O deputado federal general Girão (PL) comentou a movimentação do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), que no último final de semana participou de evento político da senadora Zenaide Maia (PSD), ato visto como possível distanciamento do grupo político do senador Rogério Marinho (PL). Mas, segundo Girão, a política não deve ser tratada como definitiva. “Na política a gente não pode e não deve empregar a palavra nunca”, afirmou em entrevista ao Diário do RN.
Para o parlamentar, o posicionamento de Allyson faz parte de uma avaliação pessoal do momento político e não significa um racha no grupo que vem sendo articulado pela oposição. “Acredito que esse momento que o prefeito Allyson está vivendo com a determinação dele de ser candidato ao governo do Estado é o momento que ele avaliou como sendo importante e pode até no futuro merecer uma reavaliação”, disse o parlamentar, sinalizando que espera uma desistência de Allyson da disputa eleitoral em 2026.
Apesar do aparente afastamento, Girão avalia que o prefeito pode voltar a dialogar com o grupo de Rogério Marinho. “Se isto acontecer e o objetivo tiver que incluir conversas com pessoas do nosso grupo político, ele é inteligente o suficiente para entender isto”, declarou o parlamentar.
Ainda durante a entrevista, Girão reforçou que segue alinhado ao senador Rogério Marinho como nome para disputar o Governo em 2026. “Enquanto ele for candidato, estarei com ele. Caso o nome de Rogério saia do cenário ao governo, estarei com Álvaro”, afirmou, citando também o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos). Na lista de preferência em relação a candidatura ao governo, o deputado General Girão não citou o nome do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra.
O deputado acredita que manter a união é possível porque o foco segue sendo a oposição às gestões petistas no Estado e no país. “Por enquanto nós continuamos trabalhando em prol do Estado, trabalhando em prol dos municípios, lutando contra o desgoverno do PT no Rio Grande do Norte e o desgoverno do PT no Brasil. Qualquer coisa diferente disso, eu só lamento”, concluiu.
“Isso aqui é história”, afirmou com alegria a Governadora Fátima Bezerra durante o marco da chegada das águas do Rio São Francisco ao Rio Grande do Norte, em evento realizado na cidade de Jardim de Piranhas, que também contou com a presença do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes.
Fátima Bezerra relembrou sua origem no Seridó Paraibano, em Nova Palmeira, a convivência com a seca e afirmou que o momento representa a realização de um sonho histórico para o povo potiguar. “A chegada das águas do São Francisco em 19 de agosto de 2025, no chão da querida cidade de Jardim de Piranhas, significa uma luta de gerações e gerações, significa a resistência de um povo que nunca deixou de lutar. Mas por dever de justiça, significa que para esse sonho ter sido realizado, teve o papel de alguém de uma forma decisiva, que foi exatamente o presidente Lula.”
A governadora relembrou que a obra da transposição atravessou diferentes governos, sendo retomada na atual gestão. “Essa obra começou há mais de uma década, quando Lula e Dilma deixaram o governo entregar essa obra, do ponto de vista físico, 95% em construção. Vieram governos subsequentes, não concluíram. E o Lula volta exatamente para que hoje nós possamos estar aqui dizendo que a dor, que o sofrimento que os nossos antepassados passaram em função da escassez hídrica daquela seca braba, isso é página virada.”
O ministro Waldez Góes destacou a importância do momento para o estado e para o Nordeste. “É hora de festejar, festejar um sonho de um povo e um compromisso realizado pelo presidente Lula, junto com a presidente Dilma, nossa querida governadora Fátima. Por definitivo, as águas do São Francisco chegam no Rio Grande do Norte. E isto é muito significativo, porque nós não estamos falando só de água para o consumo humano. Nós estamos falando de água para o desenvolvimento, para a melhoria da qualidade de vida, para o processo de fortalecimento da economia no sertão nordestino, no sertão do Rio Grande do Norte, no Seridó. ”
Durante o discurso, Góes também ressaltou os investimentos recentes do governo federal para garantir a chegada da transposição ao estado. “O presidente Lula ganha a eleição em 2022 e se depara com o orçamento que foi mandado ao Congresso Nacional com zero de recursos para as obras de segurança hídrica do Rio Grande do Norte e do Nordeste Ele articulou com o Congresso Nacional ainda antes de tomar posse e aprovou a PEC da transição e alocou recursos já para 2023 para todas as obras, inclusive para a Oiticica, o sistema adutor do Seridó, para o ramal do Apodi, se falando de Rio Grande do Norte. As bombas do eixo norte da estação de bombeamento 3 estavam quebradas, paralisadas. O presidente Lula me determinou que fizesse a manutenção e que botasse para funcionar e, agora esse ano, ele alocou mais 500 milhões de reais, meio bilhão de reais, para dobrar o bombeamento”
Segundo o ministro, novos investimentos preveem ainda a instalação de mais dois conjuntos de bombas em cada subestação aumentando a capacidade de 25 para 50 metros cúbicos por segundo no eixo norte da transposição do São Francisco, além de projetos de revitalização, duplicação da capacidade de bombeamento e continuação das obras de barragem, de adutoras e de canais, a exemplo do sistema do Seridó e também do Apodi. “Lula voltando, voltou a cuidar do São Francisco, a cuidar da infraestrutura. Então até meados do ano que vem, basicamente o Rio Grande do Norte vai estar com isso concluído, garantindo assim a integralidade de atendimento com a transposição de São Francisco.”
O prefeito de Jardim de Piranhas, Rogério Soares, destacou o impacto direto para a economia local e para os pequenos agricultores. “É com grande emoção que a gente recebe a vinda das águas do Rio São Francisco. Sabemos a importância dessa conquista não só para Jardim, mas para todo o Seridó e até para a Paraíba, que tem cidades vizinhas que dependem dessa água.
Jardim de Piranhas é um polo da indústria têxtil e já enfrentava dificuldades. Agora, o pequeno agricultor, que antes não tinha condições de plantar seus alimentos, pode cultivar frutas e verduras e vender para as prefeituras, gerando emprego e renda para o nosso município”, afirmou.
O prefeito de Currais Novos, Lucas Galvão, também destacou a transformação que se inicia. “Eu lembro do tempo em que, como secretário de agricultura, colocávamos carro-pipa e chafarizes para atender nossa população. Hoje, ver as águas do São Francisco chegando ao Seridó é um sonho realizado”, afirmou.
SOBRE O PISF O Projeto de Integração de Águas do Rio São Francisco (PISF) é a maior obra de infraestrutura hídrica do Brasil. São 477 quilômetros em dois eixos (Leste e Norte), e beneficiará 12 milhões de pessoas em 390 municípios dos estados do Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba e Ceará. O Eixo Norte, que atende a região Seridó, traz água de Cabrobó (PE), passando por PB e CE até chegar ao RN. O volume do fluxo inicial das águas é de 2,95 m³/s com prioridade para abastecimento humano e agricultura familiar.
As águas do São Francisco começaram a chegar ao RN às 23 horas e 53 minutos da última quarta-feira (13), vindas das barragens Caiçara, Engenheiro Ávidos e São Gonçalo, na Paraíba, sendo o destino final a barragem Oiticica, no município de Jucurutu, que tem capacidade para 742 milhões de metros cúbicos e Armando Ribeiro, localizada entre os municípios de Assu, Itajá e São Rafael, com capacidade para 2,4 bilhões de metros cúbicos.
A Câmara Municipal de Natal aprovou, nesta terça-feira (19), o recebimento do pedido de cassação da vereadora Brisa Bracchi (PT). A decisão foi tomada em sessão ordinária com 23 votos favoráveis à abertura do processo, que seguirá o rito previsto na Lei Orgânica do Município. Na ocasião, foi sorteada a comissão que irá conduzir o processo, formada por Anne Lagartixa (Solidariedade), como presidente, Fúlvio Saulo (Solidariedade), relator, e Daniel Valença (PT), como membro.
Em entrevista ao jornal Diário do RN, Brisa destacou que respeita o rito democrático e garantiu que irá se defender durante o processo. “A gente vai seguir firme na defesa do mandato, na defesa da cultura, no trabalho que o mandato exerce aqui em Natal, que foi aprovado hoje apenas a abertura do processo, que pode levar até 120 dias com ampla defesa, e a gente segue tendo a certeza que não há irregularidades no que foi apresentado”, afirmou.
A denúncia foi apresentada pelo vereador Matheus Faustino (União Brasil), que também protocolou representação no Ministério Público. Ele acusa Brisa de falta de decoro parlamentar por supostamente utilizar recursos públicos para financiar o evento “Rolê Vermelho”, realizado no dia 9 de agosto, que, segundo o parlamentar, teria caráter político-partidário ao celebrar a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
No pedido, Matheus Faustino alega violação da Constituição e possível prática de improbidade administrativa. O vereador sustenta que Brisa destinou recursos de emenda impositiva para o evento, realizado na “Casa Vermelha”, espaço ligado ao Partido dos Trabalhadores. Para ele, a iniciativa fere os princípios da moralidade administrativa, já que teria ocorrido com finalidade partidária.
Brisa rebate acusações Após repercussão do caso, a vereadora Brisa Bracchi veio a público, nesta terça-feira (19) afirmar que não houve uso irregular de verba pública e que os artistas Khrystal, Skarimbó e DJ Augusto, que se apresentaram no evento, abriram mão do cachê, descaracterizando a denúncia de mau uso de recursos. Brisa classifica o processo como uma tentativa de perseguição política com o objetivo de fragilizar o trabalho dos parlamentares petistas em Natal.
A vereadora ainda frisou que o principal objeto da denúncia perdeu força, já que não houve pagamento de cachê aos artistas. “Inclusive, o principal objeto da denúncia, que era a utilização de recurso público para o evento cultural, já não existe mais, porque os próprios artistas declinaram, pediram para não receber o cachê e as suas apresentações seriam uma doação. Para isso, a gente respeita imensamente o rito da Casa, o processo democrático e vamos contribuir para que todas as dúvidas sejam sanadas”, acrescentou.
Entenda o processo pelo Regimento Interno da Câmara
O Regimento Interno da Câmara de Natal estabelece que prefeitos, vice-prefeitos e vereadores podem perder o mandato caso sejam considerados responsáveis por infrações político-administrativas. A denúncia pode ser apresentada por qualquer eleitor e, uma vez recebida, precisa ser aprovada pela maioria simples do plenário. Em seguida, é formada uma comissão processante, composta por três vereadores sorteados, que é responsável por conduzir todo o processo.
O acusado é notificado e tem até 10 dias para apresentar sua defesa prévia e indicar testemunhas. Após esse prazo, a comissão tem 5 dias para decidir se o processo deve prosseguir ou ser arquivado. Se for adiante, começa a fase de instrução, na qual são ouvidos o denunciado e as testemunhas, sempre com direito à ampla defesa. Concluída essa etapa, o parlamentar tem mais 5 dias para apresentar suas razões finais.
Na fase de julgamento, o processo é lido integralmente em plenário e o acusado pode se defender oralmente por até 2 horas. A cassação só ocorre se dois terços dos vereadores votarem favoravelmente. Todo o trâmite precisa ser concluído em até 120 dias a partir da notificação inicial, caso esse prazo se esgote sem julgamento, o processo é arquivado, mas pode ser reaberto posteriormente, até mesmo com base nos mesmos fatos.
Com a voz de quem já se vê na disputa ao Senado, o coronel Hélio Oliveira, presidente do PL Natal, recebeu neste sábado (16) a notícia de que seu nome está oficializado pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, como pré-candidato ao Senado pelo Rio Grande do Norte. Valdemar esteve em Natal para o encerramento do programa Rota 22. Ao Diário do RN, Coronel Helio definiu o gesto como resultado de uma trajetória construída nas ruas do Estado e refletida nas pesquisas de intenção de voto.
“Recebo com muita satisfação e também com muita responsabilidade. Em 2026 teremos a eleição mais importante do mundo. Segundo a pesquisa da Quest, as eleições serão polarizadas e, nesse contexto, o eleitor deverá ter muito cuidado e terá que escolher os candidatos que terão compromisso com a Democracia Plena e com o Estado Democrático de Direito. O eleitor deverá escolher os candidatos que não tenham rabo preso, pois medidas amargas terão que ser tomadas”, afirmou sem detalhar a que medidas se referiu.
O coronel destacou que a lembrança de seu nome por Valdemar é fruto de sua caminhada política recente: “A citação de meu nome pelo presidente nacional do PL é um reconhecimento ao esforço na busca da viabilidade eleitoral através das caminhadas em quase 70 municípios. O trabalho também tem sido reconhecido pelo povo, o que está refletindo nas pesquisas eleitorais”, declarou.
O presidente do PL municipal se refere a pesquisas recentes que incluem seu nome no debate eleitoral. Levantamento do Instituto Exatus em Natal apontou que o pré-candidato aparece com 12,45% no segundo voto para o Senado em 2026, ficando atrás apenas do senador Styvenson Valentim (PSDB), que lidera com 13,8%.
Hélio ressaltou o aval dado pelo secretário nacional do PL, senador Rogério Marinho, presidente estadual da sigla, que o autorizou a articular sua pré-candidatura.
“O senador Rogério Marinho me autorizou a caminhar e buscar a viabilidade para uma vaga ao Senado, já que deixei muito claro que não tenho interesse em nenhuma outra candidatura eletiva.
Ele também deixou claro que ao final desse ano faria uma pesquisa para analisar o cenário.
Acredito que possa ter sido um dos motivos que o presidente Valdemar tenha se pronunciado”, disse.
A oficialização foi feita por Valdemar da Costa Neto nas redes sociais, após o encerramento do seminário Rota 22, na zona Sul de Natal. O evento contou com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, com um discurso duro contra o presidente Lula, e foi marcado pelo entusiasmo da militância bolsonarista, que aplaudiu o nome do coronel.
“Tivemos a honra de contar com a presença do senador e secretário-geral do PL, Rogério Marinho, um craque, que tem sido uma voz firme em defesa do nosso partido e dos valores que acreditamos, ao lado ainda, do nosso pré-candidato a senador pelo RN, Coronel Hélio Oliveira”, declarou Valdemar, que ainda citou Rogério como “o homem que manda no PL”, como secretário-geral, e cumprimentou o suplente de senador Flávio Azevedo, porque “Rogério vai ser governador do Estado”.
Na capital potiguar, o presidente do PL também projetou os próximos passos da legenda: espera conquistar maioria no Senado, na Câmara dos Deputados e lançar novamente um projeto presidencial em 2026. Valdemar ainda saiu em defesa de Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar, destacando seu “respaldo internacional”, e exaltou a atuação de Michelle Bolsonaro à frente do PL Mulher como peça-chave para ampliar a adesão feminina ao partido.
A primeira pesquisa Datavero com cenário eleitoral para 2026 no Rio Grande do Norte mostra um retrato do cenário político potiguar a pouco mais de um ano das eleições de 2026. O levantamento ouviu 1.500 eleitores entre os dias 9 e 11 de agosto, tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.
Governadora Fátima Bezerra é considerada como a que fez mais pelo RN, segundo a pesquisa DataVero – Foto: Reprodução
Antes das simulações de voto, a pesquisa perguntou: “Na sua opinião, qual destes políticos já fez mais pelo Rio Grande do Norte?”. A governadora Fátima Bezerra (PT) aparece na frente com 23,05%, seguida por “não sabe/não respondeu” (15,32%) e “nenhum” (14,80%). O senador Styvenson Valentim (PSDB) surge em seguida com 14,67%. O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB), marca 7,60%, enquanto o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos), tem 7,07%.
Outros nomes lembrados foram Rogério Marinho (5,37%), Rosalba Ciarlini (4,32%), Robinson Faria (3,34%), Zenaide Maia (3,08%) e Fábio Faria (1,38%).
Na intenção de voto para governador, na pergunta espontânea, quando o eleitor responde sem lista de candidatos, a maioria não sabe em quem votar (66,67%) ou diz que não votaria em nenhum (11,07%). Entre os nomes citados, Allyson Bezerra lidera com 10,09%, seguido de Styvenson Valentim (3,41%), Fátima Bezerra (3,14%), Rogério Marinho (2,82%), Cadu Xavier (1,31%), Álvaro Dias (0,72%) e Natalia Bonavides (0,26%). Outros nomes somaram menos de 0,2%.
Na pesquisa estimulada, com lista de candidatos, o prefeito mossoroense Allyson Bezerra assume a dianteira com 31,76%. O ex-ministro Rogério Marinho (PL), apoiado por Jair Bolsonaro, aparece em segundo com 18,93%. Em seguida, vem Cadu Xavier (PT), apoiado por Lula e Fátima Bezerra, com 14,08%. Álvaro Dias tem 9,43%, Thabatta Pimenta (PSOL) soma 5,70%, enquanto “nenhum” atinge 12,97% e “não sabe” 7,14%.
No recorte de simulação direta, Allyson chega a 36,61%, contra 22,92% de Rogério Marinho e 15,78% de Cadu Xavier. Os que não sabem são 7,07%, enquanto “nenhum” chega a 17,62%.
Rejeição No índice de rejeição entre os candidatos ao Governo do RN, Rogério Marinho lidera com 29,34%, seguido por Cadu Xavier (19,58%) e Thabatta Pimenta (14,01%). Já Álvaro Dias registra 4,91%, enquanto Allyson Bezerra tem 2,95% de rejeição.
Styvenson e Fátima lideram para o Senado; Lula vence para presidente
Styvenson e Fátima lideram intenção de voto para as vagas do Senado – Foto: Reprodução
Na sondagem espontânea ao Senado Federal, a maioria dos potiguares ainda não sabe em quem votar (82,12%). O senador Styvenson Valentim aparece com 10,02%, seguido de Fátima Bezerra (3,08%) e Zenaide Maia (1,38%). Álvaro Dias, Rogério Marinho, Coronel Hélio, Francisco do PT, Getúlio, Júlio César, Rafael Motta e Babá aparecem com menos de 0,5%.
Já na pesquisa estimulada, Styvenson lidera as intenções de primeiro voto com 36,15%, seguido de Fátima Bezerra (21,74%) e Zenaide Maia (10,81%). Álvaro Dias soma 9,63%, Coronel Hélio tem 2,82%, enquanto 12,25% não votariam em nenhum.
Quando perguntados sobre o segundo voto para senador, Styvenson também lidera (16,63%), seguido de Zenaide Maia (15,72%), Álvaro Dias (14,93%) e Fátima Bezerra (11,33%). Coronel Hélio marca 7,27%, e o índice de “nenhum” chega a 22,79%.
Cenário presidencial
Na pesquisa espontânea à presidência da República, mais da metade dos potiguares ainda não sabe em quem votar (54,81%). Entre os nomes citados, Lula lidera com 25,67%, seguido por Jair Bolsonaro (12,12%). “Nenhum” soma 5,30%, enquanto Ciro Gomes (0,72%) e Tarcísio de Freitas (0,59%) aparecem em seguida. Outros nomes, como Michelle Bolsonaro, Nikolas e Pablo Marçal, não chegaram a 0,3%.
Na estimulada, com lista de candidatos, Lula abre larga vantagem com 44,66% das intenções de voto. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 17,81%, seguida de Tarcísio de Freitas (6,48%) e Pablo Marçal (2,95%). “Nenhum” marca 17,68%, enquanto “não sabe/não respondeu” soma 7,07%.
Lula tem aprovação do potiguar e Fátima é desaprovada no RN
Na avaliação do Governo Federal, a gestão do presidente Lula tem aprovação de pouco mais da metade dos norte-riograndenses. São 50,82% os que responderam que aprovam a gestão federal.
A desaprovação é de 41,26%. Outros 7,92% não souberam responder.
Já a governadora Fátima Bezerra tem avaliação mais negativa: 35,30% aprovam sua gestão, enquanto 56,32% desaprovam. Não souberam ou não responderam: 8,38%.
Lula é aprovado por pouco mais de 50% do eleitorado – Foto: ReproduçãoFátima tem desaprovação de 56% e aprovação de 35% – Foto: Reprodução
O evento promovido neste sábado pela senadora Zenaide Maia (PSD) em Natal, foi discreto mas com alta representatividade política. Apesar do PSD de Zenaide ter em seus quadros 20 prefeitos, o evento reuniu mais de 50 gestores municipais de diferentes regiões e ideologias presentes, além de deputados estaduais e lideranças locais, revelando que Zenaide está consolidando articulação ao lado do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB), pré-candidato favorito ao Governo do Estado.
No discurso, Allyson expôs sua estratégia: reforçou seu compromisso com Zenaide e sinalizou publicamente que a primeira cadeira ao Senado em 2026 será da senadora. “Eu caminho ao lado de quem eu sei reconhecer. Para quem acha que ela vai disputar a segunda cadeira, eu quero dizer: a primeira cadeira será de Zenaide, senadora do Rio Grande do Norte”, afirmou.
A declaração indica que a senadora buscará consolidará sua reeleição, mas confirmando que poderá fazê-lo fora da aliança tradicional com a governadora Fátima Bezerra (PT).
Fátima Bezerra já havia convidado Zenaide para compor a chapa ao Senado, reforçando a unidade da base petista no Estado. Entretanto, a aproximação com Allyson Bezerra, crítico da gestão da governadora e da base petista, coloca Zenaide em rota de colisão com o PT local. O fato de Allyson não aceitar alianças com o PT aumenta a probabilidade de ruptura da senadora com a esquerda, gerando espaço para uma terceira via eleitoral que desafia tanto o governo estadual quanto a oposição tradicional.
Apesar de tratativas nos bastidores de nomes da base governista com Allyson Bezerra em busca de uma solução para não afastar Zenaide e ao mesmo tempo trazer o favorito para a chapa governistas, o PT também tem se mostrado crítico ao prefeito mossoroense, por deputados e vereadores. O pré-candidato ao governo pelo sistema governista Cadu Xavier (PT), já descartou o nome de Zenaide caso ela siga parceria com Allyson.
A oposição de direita enfrenta, por sua vez, um dilema. As lideranças da ala, principalmente Rogério Marinho (PL) rejeitam Zenaide por sua proximidade com o governo Lula, mas reconhecem a importância de Allyson como candidato viável ao Governo. O apoio público e frequente de Zenaide a Allyson abre a possibilidade de ambos construírem uma frente eleitoral independente, que pode atrair eleitores descontentes com a polarização entre PT e oposição tradicional
Se mantida a parceria, Zenaide e Allyson calculam que Zenaide poderá manter capital político mesmo quebrando vínculos com a base estadual do PT, enquanto Allyson, como favorito ao Governo do Estado, atrai prefeitos e lideranças regionais, consolidando apoio territorial, enquanto se mantém fora da chapa petista.
É nesse contexto que Zenaide Maia já sinaliza por uma atuação política pragmática, consolidando-se junto a Allyson Bezerra, capitalizando recursos e emendas para prefeitos aliados e fortalecendo sua imagem de senadora atuante. Para o cenário eleitoral, isso abre a perspectiva de uma disputa multipartidária no RN, com uma terceira via apostando em disputar espaço entre a governadora Fátima Bezerra e a oposição tradicional, aumentando a imprevisibilidade dos resultados.
A destinação de R$ 18 mil em emendas parlamentares da vereadora Brisa Bracchi (PT) para o evento “Rolê Vermelho”, realizado em 9 de agosto na Casa Vermelha, gerou uma forte reação de seus opositores na Câmara Municipal de Natal. Parlamentares acusam a petista de usar recursos públicos para financiar uma festa com caráter político-partidário, enquanto Brisa se defende alegando transparência e perseguição política.
O caso se intensificou nesta segunda-feira (18), quando o vereador Matheus Faustino (UB) protocolou pedido de cassação do mandato da parlamentar. A denúncia sustenta que, apesar da formalidade cultural nos documentos, a natureza do evento foi político-partidária, mencionando inclusive vídeos de divulgação em que Brisa e a deputada estadual Isolda Dantas (PT) convidavam o público para a comemoração, apresentada como uma festa de “Bolsonaro na Cadeia”. Segundo o pedido, houve violação à Constituição, ato de improbidade administrativa e quebra de decoro parlamentar.
“Não podemos admitir que dinheiro público seja usado para festas político-partidárias. É desvio de finalidade e falta de decoro”, afirmou Faustino através de nota. O caso será analisado pela Comissão de Ética da Câmara.
Ao Diário do RN, o vereador Subtenente Eliabe (PL) classificou como “grave” o uso da verba: “A princípio, no mínimo, houve um desvio de finalidade. Usaram o recurso público pra uma atividade que não estava prevista na solicitação enviada à Prefeitura. Pois no documento de solicitação fazia referência a evento de cunho cultural. Estamos preparando a resposta adequada.
Mas antecipo que é grave!”, declarou.
Já o vereador Léo Souza (UB), que também conversou com o Diário do RN sobre o assunto, reconheceu a prerrogativa de cada parlamentar no uso das emendas, mas disse ser contra o direcionamento para esse tipo de iniciativa.
“Legalmente, acredito que esse é um caso que tem que ser apurado pela Câmara e pelos órgãos de controle, onde ela terá o direito de justificar, se for o caso. Moralmente, nosso mandato é contrário ao uso de dinheiro público para custear esse tipo de evento, que não traz nada de relevante para a sociedade. Mas isso ela teria que justificar aos eleitores dela. (…) Há um desafio cultural na nossa cidade, no que diz respeito ao uso de dinheiro, seja de emendas, ou de qualquer outra natureza, em algo que gere legado pra todo mundo”, reconheceu.
A defesa de Brisa: “As denúncias não têm embasamento jurídico” Procurada pelo Diário do RN, a vereadora Brisa Bracchi disse rapidamente que “as denúncias não têm embasamento jurídico” e que o processo de destinação das emendas foi feito “com total transparência”.
Em nota enviada por sua assessoria, a petista reforçou que o evento foi de caráter cultural e não político-partidário.
“Nosso mandato sempre apoiou a cultura de Natal, incentivando iniciativas em todas as zonas da cidade, nas diversas linguagens artísticas, valorizando artistas locais e fortalecendo espaços culturais da cidade. Há uma tentativa de se distorcer a verdade, afirmando que o orçamento teria sido direcionado para ação de caráter partidário do Partido dos Trabalhadores, e veiculando um valor que não corresponde ao que fora destinado pelo mandato”, afirmou.
A vereadora relacionou as críticas e denúncias que tem recebido com perseguição política à sua atuação enquanto parlamentar.
“A tentativa de instaurar um processo de cassação do nosso mandato comprova como querem se utilizar dos fatos já elucidados para promover perseguição política à nossa atuação dentro da Câmara e na cidade. Não nos silenciarão”, ressaltou ela.
A assessoria acrescentou que, ao longo do mandato, Brisa já destinou mais de R$ 1 milhão para iniciativas culturais em Natal.
De acordo com o Diário Oficial do Município de Natal, edição nº 5823, de 08 de agosto de 2025, o “Rolê Vermelho” contou com contratações via inexigibilidade de licitação, assinadas pela diretora do Departamento de Programas, Projetos e Eventos da Funcarte, Danielle Cristina Vasconcelos de Brito.
Com emendas de Brisa Bracchi, foram destinados R$ 500 para o DJ Augusto; R$ 15 mil para a cantora Khrystal e banda; e R$ 2.500 para a banda Skarimbó.
Além disso, outra emenda parlamentar, da ex-vereadora Ana Paula Araújo, também foi usada para o evento, garantindo R$ 31 mil para a apresentação da cantora Tanda Macedo e banda.