ABUSOS INFANTOJUVENIS CRESCEM E DESAFIAM AUTORIDADES NO RN

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O número de prisões por crimes de violência sexual e outras violações contra crianças e adolescentes segue em alta no Rio Grande do Norte. Dados das Delegacias de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCAs), localizadas em Natal, Parnamirim e Mossoró, apontam que 63 pessoas foram presas em 2024 por envolvimento nesses tipos de crime. Em 2025, até o mês de novembro, o número chegava a 64 prisões, ultrapassando o ano anterior e revelando a gravidade do problema.

De acordo com a Polícia Civil, as denúncias anônimas têm desempenhado papel decisivo nas investigações. Em Parnamirim, um dos casos mais recentes partiu de uma informação encaminhada de forma sigilosa e levou à identificação de mais de dez vítimas de um mesmo suspeito de exploração sexual.

“A Polícia Civil do Rio Grande do Norte vem intensificando as ações de investigação e enfrentamento aos crimes de violência sexual e outras violações de direitos contra crianças e adolescentes em todo o estado”, afirma a delegada Ana Gadelha.

Outro caso emblemático também começou com uma denúncia feita pelo Disque 100. A apuração resultou na responsabilização de um homem por abuso sexual contra uma criança, com a comprovação do crime por meio de imagens encaminhadas ao próprio canal.

“Essas denúncias são fundamentais para que possamos agir rapidamente, interromper os ciclos de abuso e garantir que os autores sejam punidos”, acrescenta a delegada.

O aumento das prisões e das investigações reflete um cenário alarmante, em que muitos abusos acontecem dentro do próprio lar. Segundo especialistas, cerca de 70% dos casos de abuso infantil são cometidos por pessoas conhecidas da vítima, como padrastos, pais, avós, tios ou vizinhos. Um caso ocorrido no ano passado ganhou repercussão nas redes sociais, em que um padrasto foi flagrado observando a enteada tomar banho, reacendeu o alerta sobre a vulnerabilidade das crianças dentro do ambiente familiar.

Para a advogada Sâmoa Martins, presidente da Comissão da Infância e Juventude da OAB/RN, a gravidade dessas situações vai muito além do ato em si. “Essa notícia em que o padrasto bisbilhota a enteada demonstra claramente que estamos vivendo um momento gravíssimo, onde a dignidade, a intimidade e a integridade das crianças estão sendo violadas. O Estatuto da Criança e do Adolescente é claro ao assegurar que toda criança deve ter seus direitos garantidos, principalmente o direito à sua intimidade sexual. Uma criança não deve ser exposta a qualquer forma de sexualização precoce”, alerta.

Sâmoa ressalta que o abuso sexual infantil deixa marcas que ultrapassam a infância. “Quando uma criança percebe que está sendo violentada, isso gera consequências profundas não apenas naquele momento, mas também na vida adulta. São danos emocionais, psicológicos e sociais que, muitas vezes, se estendem por toda a vida”, lembra.

A advogada também destaca que o enfrentamento à violência sexual não deve se restringir ao campo jurídico, mas envolver toda a sociedade. “O Estatuto da Criança e do Adolescente é muito claro ao dizer que é dever do Estado, da família e de toda a sociedade assegurar a proteção integral à criança. Isso significa também salvá-las de todo e qualquer ato desumano, violento ou que cause vexame. A violação sexual e a importunação são crimes graves e têm sanções previstas no Código Penal”, explica.

Um dos principais desafios, segundo Sâmoa, é o silêncio. “A pedofilia e o abuso sexual acontecem, em sua maioria, dentro das casas, por padrastos, pais, tios, avôs ou até vizinhos conhecidos da família. E onde estão os outros membros da família que não percebem? Será que há medo de denunciar? Enquanto o silêncio prevalecer, nossas crianças continuarão sendo violentadas. É dever de todos observar, acolher e denunciar”, enfatiza.

MONINOTAMENTO VIRTUAL
A Polícia Civil tem reforçado também o combate aos crimes sexuais cibernéticos, com o uso de técnicas investigativas especializadas e medidas judiciais cautelares. Essas ações têm permitido identificar autores, interromper a circulação de conteúdos ilícitos e preservar a identidade das vítimas no ambiente virtual. “A Polícia Civil também atua com rigor nesses casos para garantir proteção à integridade física e psicológica das crianças e adolescentes”, reforça a delegada Ana Gadelha.

Como denunciar
Para garantir a eficácia das ações e ampliar a rede de proteção, a Polícia Civil orienta que a população utilize os canais oficiais de denúncia, que funcionam de forma segura e sigilosa. As denúncias podem ser feitas pelo Disque 100, canal nacional de direitos humanos; pelo Disque 181, da Polícia Civil; na Delegacia Virtual (www.policiacivil.rn.gov.br); ou diretamente nas Delegacias Especializadas de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCAs) em todo o estado.

“A denúncia é um ato fundamental de proteção e pode salvar vidas. Cada ligação pode interromper um ciclo de violência e devolver a uma criança o direito de viver com segurança e dignidade”, conclui a delegada Ana Gadelha.


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PL FORTALECIDO PASSA A FORMAR MAIOR BANCADA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

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O Partido Liberal (PL) anunciou, durante coletiva realizada nesta quarta-feira em Natal, novas filiações e avanços na montagem das nominatas para as eleições de 2026 no Rio Grande do Norte, consolidando o partido como uma das principais forças da oposição no estado. O principal destaque foi a confirmação da filiação da vereadora Nina Souza, tratada pela direção partidária como peça-chave para a chapa à Câmara Federal.

Presidente estadual do PL, o senador Rogério Marinho confirmou que Nina Souza já assegurou sua ida para o partido e destacou o peso eleitoral do seu nome. Segundo ele, Nina passa a integrar uma nominata que o partido considera “a mais forte e a mais consistente”, com potencial para eleger no mínimo três e possivelmente quatro deputados federais, repetindo ou superando o desempenho da eleição anterior.

A filiação de Nina, no entanto, envolve riscos políticos. De acordo com a deputada federal Carla Dickson, a vereadora pode perder o mandato em Natal ao deixar o União Brasil, já que o partido possui decisão nacional que não libera vereadores para concorrerem por outra legenda fora das hipóteses de justa causa previstas na legislação eleitoral. Ainda assim, o PL avalia que o capital político de Nina compensa o custo institucional da mudança.

Na disputa pela Câmara Federal, o PL já trabalha com uma nominata formada por General Girão, Carla Dickson, Sargento Gonçalves, Major Brilhante, Ludmila Oliveira, de Mossoró, Nina Souza, Pedro Filho, vereador de Assú, o ex-prefeito Daniel Marinho e o empresário Juninho Saia Rodada.

Internamente, a avaliação é de que a combinação de parlamentares de mandato, lideranças regionais e nomes de forte apelo popular amplia a competitividade da chapa.

No plano estadual, a coletiva também marcou a filiação do deputado Luiz Eduardo ao PL, fortalecendo ainda mais a bancada na Assembleia Legislativa. Com isso, o partido passa a reunir deputados de mandato como Coronel Azevedo, Dr. Kerginaldo, José Dias, Tomba Farias, Gustavo Carvalho, Terezinha Maia e Luiz Eduardo, além da expectativa da chegada, durante a janela partidária, de Adjuto Dias, filho do ex-prefeito de Natal Álvaro Dias, anunciado como candidato do grupo ao Governo do Estado.

Segundo dirigentes do partido, o PL passa a contar com a maior bancada da Assembleia Legislativa, somando sete deputados estaduais vinculados à legenda, mesmo com o deputado José Dias já tendo anunciado que não disputará a reeleição. Além dos parlamentares de mandato, a nominata estadual em formação inclui nomes como Jorge do Rosário, presidente do PL em Mossoró, e outros pré-candidatos que seguem em fase de articulação.

Para os líderes do partido, as novas filiações confirmam o crescimento do PL no Rio Grande do Norte e reforçam o discurso de protagonismo tanto na disputa proporcional quanto na majoritária, com chapas robustas e capacidade de influenciar decisivamente o cenário eleitoral de 2026.

Direita e esquerda passam a direcionar atenção para eleição indireta ao Governo

Cadu Xavier é o nome posto pelo sistema governista para mandato tampão. Direita ainda discutirá nomes – Foto: Reprodução

A possibilidade de eleições indiretas para o mandato tampão no Governo do Rio Grande do Norte, entre março e abril, começa as articulações políticas nos dois campos ideológicos. O cenário se abre caso a governadora Fátima Bezerra (PT) renuncie ao cargo para disputar uma vaga no Senado e o vice-governador Walter Alves (MDB), como já sinalizou publicamente, confirme que não assumirá o Executivo. Diante desse desenho atípico, direita e esquerda se movimentam nos bastidores da Assembleia Legislativa, onde a escolha do governador do RN será decidida pelos 24 deputados estaduais.

Na direita, as articulações começam após a definição pelo nome escolhido para a disputa de 4 de outubro. Agora, o foco se volta para o nome a ser apresentado para o mandato tampão. Pelo lado da oposição, o discurso público ainda é de cautela. O ex-prefeito de Natal e pré-candidato ao governo em 2026, Álvaro Dias (Republicanos), tem reiterado que seu projeto político está voltado exclusivamente para a eleição direta.

O senador Rogério Marinho (PL), líder da oposição no Senado, também evita antecipar definições, mas admite que o tema está no radar do grupo. Segundo ele, tudo depende da concretização das duas condições centrais: a renúncia de Fátima e a recusa formal de Walter Alves em assumir o governo.

Caso isso ocorra, Rogério afirma que o PL e aliados irão dialogar para avaliar a construção de uma maioria na Assembleia. Hoje, o partido conta com sete deputados estaduais e trabalha para ampliar essa bancada. “Com a conversa que estamos criando com o deputado Ezequiel, eu acho que temos todas as condições, inclusive, se isso for o desejo do grupo, de elegermos um governador de transição para fazer justamente as ações necessárias para preparar o Estado para o próximo governo”, declarou, em crítica direta à atual gestão.

Dentro do PL, a linha predominante é de que um eventual nome para o mandato tampão deveria ter perfil técnico e de transição. O deputado estadual Coronel Azevedo (PL) ressaltou que, até o momento, não há nomes colocados pela oposição. “Tem que acontecer duas coisas: a atual governadora anunciar a renúncia e o vice-governador não assumir. Se isso se concretizar, aí sim podemos falar e debater sobre o mandato tampão. No momento, não há nenhum nome ventilado”, afirmou.

PT
Do lado governista, com a saída de Walter Alves da linha sucessória, o PT passa a conversar sobre a eleição indireta na Assembleia. Caso Ezequiel também decline de assumir o governo, como segundo na linha de sucessão, a avaliação interna é de que o sistema governista deverá apresentar um nome próprio para o mandato tampão.

Entre as opções discutidas estão o secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier, que já é pré-candidato do grupo, prioritário para este projeto. Há também a possibilidade do deputado estadual Francisco do PT, apontado pelos pares na Casa como um nome de perfil mais conciliador entre os parlamentares.

Nos bastidores, Fátima Bezerra é descrita como disposta a apostar alto para manter o controle do Executivo até o fim do mandato. Aliados reconhecem que uma eventual derrota na eleição indireta teria impacto direto sobre sua própria estratégia eleitoral para o Senado.

Fator Ezequiel Ferreira
No centro desse tabuleiro está o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB).

Ele será o responsável por conduzir o processo de eleição indireta, caso o cenário se confirme.

Esse papel estratégico fez com que Ezequiel passasse a ser intensamente cortejado pelos dois lados.

Na avaliação da direita, Ezequiel já é tratado como um aliado em potencial. Rogério Marinho admite conversas e aposta na possibilidade de caminhar junto com o presidente da Casa.

“Com a conversa que estamos criando com o deputado Ezequiel eu acho que temos todas as condições, inclusive, se isso for o desejo do grupo, de elegermos um governador de transição”, afirmou Marinho durante coletiva, nesta quarta-feira (21).

Já no campo governista, o discurso é outro. Integrantes da esquerda afirmam que, enquanto não houver um rompimento formal, Ezequiel segue sendo considerado parte da base. “Ele participa do governo, então até prova em contrário, ele é aliado”, resume um nome próximo ao PT.

Nos bastidores, há relatos de que ele já abriu diálogo com a oposição, inclusive com Rogério Marinho. Ao mesmo tempo, tem reunião marcada para a próxima semana, com o dia a definir, com a governadora.


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DIREITA OFICIALIZA ÁLVARO DIAS PRÉ-CANDIDATO AO GOVERNO DO RN

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O Partido Liberal no Rio Grande do Norte oficializou, nesta semana, o lançamento da pré-candidatura do ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos) ao Governo do Estado nas eleições de 2026. O anúncio foi feito em coletiva com o encontro político que reuniu lideranças regionais e estaduais, marcando a consolidação do nome de Álvaro como o escolhido pelo grupo da direita para a disputa majoritária. Diferente do que se aguardava, os nomes do candidato a vice-governador e da segunda vaga ao Senado não foram anunciados.

Em publicação nas redes sociais, o PL-RN destacou que o apoio à pré-candidatura ocorre “sob a liderança do senador Rogério Marinho”, ressaltando o crescimento e a união do partido no cenário político potiguar. “Seguimos firmes, construindo um projeto forte, plural e preparado para transformar o Rio Grande do Norte”, afirmou a legenda.

Em entrevista ao Diário do RN, Álvaro Dias disse acreditar que a opção do Nordeste pelo PT é um “estigma” político e que não dificulta candidaturas de direita. “Eu não acredito que exista esse estigma com relação ao Nordeste. Acho que existe a avaliação de gestão, de administração, seja ela municipal, estadual ou federal, e a partir dessa análise é que se define o voto e a escolha dos cidadãos norte-rio-grandenses, como na região Nordeste também”, afirmou.

Na coletiva que marcou o pré-lançamento, Álvaro reforçou o discurso de mudança administrativa no Estado. “Sabemos das dificuldades, sabemos dos obstáculos, sabemos da necessidade premente e urgente de que sejam implementadas essas mudanças. Nós estamos aqui ao lado desse grande time, o melhor grupo, para disputar, vencer as eleições e mudar o estado do Rio Grande do Norte”, declarou.

Questionado sobre sua permanência no Republicanos ou eventual migração para o PL, o ex-prefeito afirmou que a definição ainda será discutida internamente. A mudança partidária dependerá das escolhas dos demais nomes que comporão as chapas majoritárias e acomodações de legendas do arco de alianças.

“Nós vamos discutir essas questões. Não está tudo definido ainda. Falta a indicação do vice-governador, do outro senador, faltam outras questões que vão ser abordadas pelo nosso grupo político, mas todas vão ser resolvidas no momento oportuno”, disse.

O senador Rogério Marinho, presidente do PL-RN e secretário-geral do partido, confirmou, durante coletiva, que se dedicará à coordenação nacional do partido e à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Segundo ele, a decisão atende a um convite direto do núcleo político do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Para mim, isso é uma convocação”, afirmou, ao relatar conversas recentes sobre sua permanência na função de secretário-geral do PL e o papel na organização do partido para 2026.

Ainda durante a coletiva, Marinho confirmou a filiação da pré-candidata Nina Souza ao PL. “Ela já nos assegurou que irá. Isso foi colocado pelo próprio marido dela, o Paulinho Freire. Ela estará conosco integrando a nossa nominata de deputado federal”, declarou, projetando a eleição de ao menos três deputados federais pelo partido no próximo pleito.

Durante o evento, também foi celebrada a filiação do deputado estadual Luiz Eduardo ao PL, reforçando a nominata e a estrutura partidária para o próximo pleito.

Sobre o presidente da Assembleia Legislativa, Rogério Marinho afirmou que o diálogo está em curso. Para Marinho, o nome de Ezequiel Ferreira (PSDB) é um nome certo no grupo, incluindo as articulações ao mandato tampão.

“Ele já esteve conosco na nossa candidatura ao Senado, e eu acredito que nós marcharemos juntos nessa candidatura ao governo do Estado, com esse grupo que está sendo formado”, disse, referindo-se a Ezequiel Ferreira.

De acordo com a direção estadual, o partido se consolida como protagonista na oposição ao atual governo estadual.


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HERMANO CONFIRMA CONVITE PARA SER VICE EM CHAPA LIDERADA POR ALLYSON

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Os movimentos mais recentes do deputado estadual Hermano Morais indicam uma mudança clara de rumo na sua trajetória política. Depois de oito mandatos construídos no Legislativo, ele agora se coloca publicamente à disposição para integrar o Executivo estadual. Em entrevista à Rádio 98 FM, Hermano confirmou que foi convidado para ser vice na chapa majoritária do grupo liderado pelo prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, do União Brasil, que ainda não oficializou a pré-candidatura ao Governo do Estado, mas já tem o nome colocado no cenário eleitoral.

Ao ser perguntado sobre os rumos da sua pré-candidatura e a conversa com o MDB, o deputado afirmou que já existe um entendimento em torno da pré-candidatura a vice. “Eu confirmo a informação. Nós tínhamos conversado há alguns meses sobre a possibilidade de retornar ao MDB, que é o meu partido de origem, pelo qual eu me elegi no maior número de mandatos”, disse o deputado. Na mesma fala, ele resgatou sua trajetória política dentro da sigla. “São oito mandatos.

Quatro como vereador e quatro como deputado estadual. Então, esse retorno ao MDB já vinha sendo amadurecido”, enfatizou.

Segundo Hermano, a conversa decisiva aconteceu com o presidente estadual do MDB e vice-governador Walter Alves. “Nós aceitamos o convite do Walter Alves. Durante a conversa que tivemos, que concluímos na última segunda-feira, me foi feito o convite para compor a chapa majoritária, já que o MDB já se definiu pelo apoio à candidatura”, relatou.

Ao explicar por que decidiu dar esse passo, o deputado fez questão de situar o momento político e pessoal. “Eu acho que dei a minha contribuição no Legislativo Estadual e agora quero dar a minha contribuição também no Executivo. Então, eu coloquei o meu nome, já que fui consultado, para compor a chapa”, afirmou. Porém, ele ponderou que ainda há etapas a cumprir, principalmente o anúncio oficial de Allyson como pré-candidato. “Antes disso, haverá o pronunciamento do prefeito Allyson Bezerra como pré-candidato ao Governo do Estado. Vamos aguardar o cumprimento dessas etapas. Mas eu diria que já temos um entendimento nesse sentido”, finalizou.

Mudança partidária
A sinalização pública veio acompanhada da mudança partidária que consolida o reposicionamento. Nesta quarta-feira (21), Hermano divulgou nota confirmando a desfiliação do Partido Verde (PV) e o retorno ao MDB. No texto, ele explicou que a decisão foi tomada com base em uma leitura do cenário político e no desejo de ampliar sua contribuição ao Estado.

“Em respeito à opinião pública e à capacidade de diálogo que sempre pautaram minha trajetória pessoal e política, comunico ao povo potiguar a decisão de me desfiliar do Partido Verde para retornar ao MDB. Esta decisão é fruto de uma análise política conjuntural serena e transparente, fundamentada na vontade de melhor contribuir para o futuro do RN”, escreveu.

Na mesma nota, o deputado destacou o papel de Walter Alves na nova etapa. “Com muita honra, aceitei o convite feito pelo presidente estadual do MDB e atual vice-governador para contribuir na construção de um novo projeto de desenvolvimento econômico e social para o nosso Estado”, afirmou. Hermano também fez questão de agradecer ao PV. “Registro meu agradecimento ao Partido Verde, em especial ao presidente estadual Rivaldo Fernandes, que compreendeu a decisão tomada em uma conversa respeitosa, republicana e democrática”, ressaltou.

Para Hermano, a eventual ida para o Executivo representa mais do que uma troca de função. É, segundo ele, uma continuidade da vida pública em outro espaço de atuação. “Reitero o compromisso de bem representar o MDB na missão que me for confiada nas próximas eleições, sempre com o propósito de defender os mais legítimos interesses do povo potiguar”, escreveu na nota.


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IMPORTUNAÇÃO SEXUAL EM REDE NACIONAL REACENDE DEBATE PÚBLICO

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Um episódio recente envolvendo duas pessoas em um programa de TV de grande audiência trouxe ao centro do debate um problema antigo e recorrente na sociedade brasileira, a banalização da importunação sexual. Situações em que o corpo e a vontade da mulher são desrespeitados ainda costumam ser minimizadas, tratadas como “mal-entendidos” ou “excessos”, quando, na verdade, configuram crime. O caso reacende discussões sobre consentimento, cultura machista e os limites que não podem ser ultrapassados, nem nas relações privadas, nem em espaços públicos ou de visibilidade nacional.

Em um programa acompanhado por milhões de brasileiros e cercado por câmeras 24 horas por dia, a suspeita de uma abordagem sem consentimento expôs, mais uma vez, como a importunação sexual é uma realidade presente tanto em ambientes privados quanto públicos, gerando repercussão ampla e imediata. Para especialistas, o caso ajuda a esclarecer o que a lei considera crime e por que atitudes que muitos tentam minimizar são, na verdade, violações graves.

A advogada Amanda Brasil explica que o ponto central é o consentimento, ou a falta dele, e lembra que a prática é crime previsto em lei. “Esse episódio gerou uma repercussão enorme e com razão, porque beijo não é algo que se toma, beijo é algo que se recebe com consentimento.

Quando existe uma tentativa de contato íntimo, aproximação forçada ou insistência física sem autorização, isso pode configurar crime. A Lei nº 13.718, de 2018, incluiu no Código Penal o artigo 215-A, que define como importunação sexual praticar, contra alguém e sem sua anuência, ato libidinoso para satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro”, explica.

Segundo ela, o chamado ato libidinoso é qualquer conduta com conotação sexual. “Como tentar beijar, beijar à força, passar a mão, encostar de forma íntima ou invadir o corpo da pessoa de maneira sexual sem a sua permissão. E é importante deixar claro: consentimento não é silêncio, não é ausência de reação. Ele precisa ser claro, livre e inequívoco”, afirma. “Se a pessoa se afasta, vira o rosto, empurra ou demonstra desconforto, isso já é um não”, reforça.

Amanda também chama atenção para o contexto em que o episódio ocorreu. “Tudo isso acontecendo no maior reality do Brasil, num ambiente cercado por câmeras, onde literalmente todo o país está assistindo. E mesmo assim, esse tipo de comportamento ainda acontece. Isso mostra como a violência e a invasão dos corpos femininos são reflexos de uma cultura machista, em que muitos homens ainda se sentem no direito de ultrapassar limites, como se o ‘não’ de toda mulher fosse negociável. Mas não é”, pontua.

A advogada lembra ainda que a importunação sexual não exige relação sexual nem violência extrema para ser caracterizada. “Basta o ato sem consentimento. Basta a tentativa de beijo, como aconteceu no reality show. A pena prevista é de um a cinco anos de reclusão”, observa.

A delegada Victoria Lisboa, da Delegacia de Atendimento à Mulher da Zona Oeste e Leste e Natal, explica que muitas vítimas só percebem depois que passaram por uma violência. “Os sinais aparecem quando você se sente invadida na sua privacidade e percebe que a pessoa agiu com intuito libidinoso e sem a sua anuência”, afirma. Segundo ela, o medo, a vergonha e a sensação de culpa ainda silenciam muitas mulheres, mas denunciar é fundamental para interromper o ciclo.

“Importunação sexual é crime e precisa ser tratada como tal, ressalta.”

Relato fora das telas
A realidade fora das telas mostra que esse tipo de violência é comum. Uma mulher que prefere não se identificar relata que começou a ser importunada em via pública por um desconhecido durante o trajeto diário para levar o filho à escola. “A gente se cruzava quase sempre no mesmo horário, no mesmo caminho. Ele me chamava de linda, princesa e fazia elogios com um tom asqueroso. Eu me sentia constrangida e com medo, porque era algo insistente”, conta.

Em uma das situações, ela percebeu que o homem usava o uniforme de uma empresa e decidiu procurar o setor de recursos humanos para relatar o ocorrido. O relato ilustra como a importunação pode ocorrer de forma repetida e, muitas vezes, à luz do dia, em espaços onde a vítima deveria se sentir segura.

Em resumo, o combate a esse tipo de crime passa por informação, responsabilização dos agressores e apoio às vítimas. “Não é exagero, não é frescura. É violência”, conclui Amanda Brasil.

Canais de denúncia
A delegada Victoria Lisboa reforça que existem canais para buscar ajuda. “As vítimas podem ligar para o 180, que é a Central de Atendimento à Mulher, ou para o 190, em situações de emergência”, orienta. Segundo ela, registrar ocorrência é um passo importante para que o agressor seja identificado e para que outras pessoas não passem pelo mesmo.

Sebrae destaca força da cadeia de laticínios e da produção artesanal no Rio Grande do Norte

Queijos artesanais produzidos no RN têm conquistado reconhecimento em diversos concursos pelo Brasil – Foto: Daísa Alves/ASN

Na data em que se comemora o Dia Mundial do Queijo, 20 de janeiro, o Sebrae no Rio Grande do Norte promoveu, na Agência Sebrae Grande Natal, um dia de atividades voltado à valorização da produção artesanal de queijos no estado. A programação reuniu queijos artesanais potiguares de referência e incluiu demonstração ao vivo da confecção do tradicional queijo manteiga, oficina de harmonização com alimentos regionais, além de exposição e comercialização de produtos, destacando a qualidade e a diversidade da produção local.

A produção potiguar de queijos e laticínios tem conquistado destaque crescente em concursos nacionais. Somente em 2025, produtores do estado somaram 56 medalhas em três importantes competições do setor: Enel, Expo Queijo e Prêmio Queijo Brasil. As premiações contemplaram diferentes categorias, incluindo queijos, manteigas e outros derivados lácteos, reforçando o reconhecimento da produção artesanal potiguar.

Para o produtor Lucenildo Firmino, de Tenente Laurentino, conhecido como Galego da Serra, o aumento das premiações reflete um movimento consistente de valorização do setor. “As conquistas têm se intensificado ao longo dos anos, o que resulta em mais visibilidade para as produções e maior reconhecimento por parte da sociedade”.

Já Marcelo Paiva, proprietário do Laticínio Capril Buxada, destacou o potencial do queijo de cabra, ainda pouco difundido no Nordeste. Segundo ele, a aceitação do produto tem crescido gradualmente, impulsionada pelas premiações e pelo apoio de instituições como o Sebrae.

“O processo de mudança cultural e a introdução de novos produtos são desafiadores, mas o trabalho contínuo tem aberto caminhos. Atualmente, temos mais de 28 produtos, entre queijos, iogurtes e doces, muitos deles comercializados em estabelecimentos de destaque, como em Pipa e São Miguel do Gostoso, além de lojas que integram o movimento Feito Potiguar”, relatou.

CADEIA DE LATICÍNIOS FORTALECIDA
Atualmente, o Rio Grande do Norte conta com 165 empresas ativas na cadeia de laticínios – de acordo com levantamento feito pelo Sebrae-RN com dados da Receita Federal. A maior concentração está no Seridó Ocidental, com 70 empresas, o equivalente a 42% do total estadual.

Em seguida aparecem a Região Metropolitana de Natal, com 32 empresas (19%), e o Seridó Oriental, com 16 (10%). Regiões como Vale do Açu, Alto Oeste, Oeste, Trairí e Agreste também integram o mapa produtivo, evidenciando a capilaridade da atividade no estado.

De acordo com Luis Felipe, gestor do Programa Leite e Genética do Sebrae-RN, um dos fatores determinantes para o fortalecimento do setor queijeiro tem sido o avanço contínuo na qualidade do leite, que impacta diretamente o sabor e o padrão dos produtos.

“O fortalecimento dessa cadeia produtiva contou com o apoio do Projeto Leite e Genética. Em 2025, a iniciativa consolidou mais um ciclo de atuação, alcançando 60 municípios potiguares, com maior presença na Região Metropolitana de Natal, no Seridó Ocidental e no Alto Oeste. Ao longo do ano, mais de 300 produtores foram atendidos por ações voltadas ao melhoramento genético dos rebanhos e ao aumento da produtividade, tanto na pecuária leiteira quanto na de corte”, destaca.

Dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PAM), do IBGE, apontam crescimento consistente da produção de leite no Rio Grande do Norte nos últimos anos, acompanhado por expressiva valorização econômica. Em 2017, o estado produziu 242,7 milhões de litros de leite, movimentando R$ 411 milhões. Já em 2024, a produção alcançou 394,5 milhões de litros, com valor de R$ 981 milhões.

Outro dado relevante é a concentração regional da produção: 10,4% de todo o leite produzido no estado tem origem em Caicó, no Seridó potiguar, região historicamente ligada à atividade leiteira e à produção de queijos artesanais.

Essa qualidade se refletiu no refinamento e na diversidade de sabores dos produtos potiguares. Para Jonatã Canela, chef de cozinha do Restaurante Navarro e embaixador do movimento Feito Potiguar, a principal mensagem é valorizar o que é produzido localmente.

“A ideia é mostrar o queijo além do óbvio e reforçar que existe valor no que é f


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ALLYSON BEZERRA FAZ ACORDÃO COM OLIGARQUIAS E SE UNE A ALVES E MAIA

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“A notícia no Rio Grande do Norte é o fechamento da chapa, Alves, Maia e Rosados. É mais um acordão com o objetivo de eleger seus filhos, seus sobrinhos e de reeleger os seus apadrinhados políticos. Eles não fazem política nem para mim, nem para você. Não fazem política para o povo do Rio Grande do Norte. Fazem exclusivamente para suas famílias e para os seus grupos políticos. Eu me chamo Allyson Bezerra e não estou no lado das oligarquias. Não estou do lado de quem discute o futuro do nosso estado a portas fechadas. Eu estou do lado de quem acredita em mudança. (…) E você, de que lado está?”

Por mais incrível que possa parecer, o trecho transcrito acima pertence ao então neófito na política, em 2018, o candidato a deputado estadual Allyson Bezerra, servidor da Ufersa, presidente do Sindicato dos Técnicos da Universidade, em um dos seus primeiros vídeos virais.

Foi assim que ele entrou na política: abominando as oligarquias que detinham o poder no RN há décadas.

Cortando para 2026, oito anos depois, o político “independente” mudou totalmente os princípios e agora faz parte do acordão que ele tanto criticava: uniu os tradicionais Alves e Maia em torno do seu nome. Após a nota divulgada nesta segunda-feira (20) por José Agripino Maia (UB), João Maia (PP) e Zenaide Maia (PSD), em boas-vindas a Walter Alves (MDB), em torno do projeto de pré-candidatura de Allyson Bezerra ao Governo do Estado, a fala do prefeito de Mossoró deveria ser: “Eu me chamo Allyson Bezerra e estou no lado das oligarquias!”.

A aliança política que deverá unir as famílias outrora opostas no mesmo palanque de Allyson foi todo feito a portas fechadas, da forma como ele antes desprezava. Fora as notas oficiais divulgadas no começo da semana pela Federação União Progressistas e por Walter Alves, nenhuma das partes fez qualquer declaração oficial ou concedeu entrevista sobre as conversas que ocorrem há meses para definir o futuro do Rio Grande do Norte.

A consolidação desse bloco político representa uma inflexão simbólica na trajetória de Allyson Bezerra. No início da carreira, o prefeito de Mossoró construiu discursos de enfrentamento às oligarquias tradicionais da política potiguar. Agora, realiza um movimento que busca ampliar sua competitividade eleitoral e garantir musculatura política para a disputa estadual.

“Eles não fazem política nem para mim, nem para você. Não fazem política para o povo do Rio Grande do Norte. Fazem exclusivamente para suas famílias e para os seus grupos políticos”, citava Allyson, que não rejeita mais a política familiar que ele nominalmente criticou. Mais além, pretende colocar sua própria família na carreira política. Sua esposa, Cínthia Pinheiro (PSD), já foi lançada por ele pré-candidata a deputada estadual, como uma forma de ampliar seus braços de poder também na Assembleia Legislativa.

Segundo a vereadora de Mossoró, Marleide Cunha (PT), para o prefeito, não importam princípios e valores, mas só o desejo de poder. Para isso, ele ressuscitou nomes que já estavam enterrados.

“Primeiro foi eleito deputado combatendo as oligarquias. Aí agora ele se junta com o que tem de maior oligarquia no Estado, que estava enterrada e ele está ressuscitando, que são Agripino Maia e Walter Alves, os Maias e os Alves. Ou seja, Allyson Bezerra vai destruindo todo o discurso com que ele se elegeu, mostrando que para ele não importa princípios, coerências, para ele importa simplesmente o desejo do poder”, afirmou ao Diário do RN.

A parlamentar entende que o comportamento pode ser prejudicial ao povo porque não se importa com o interesse público, mas só preza pelo particular. Marleide relembra que o prefeito age não de forma institucional, mas tratando os opositores como inimigo e prejudicando a população.

“O acordão que ele está fazendo agora vai ter um prejuízo de ter numa gestão pessoas, principalmente ele, que não tem espírito público, que é do tipo que trata qualquer adversário político como inimigo. Aqui em Mossoró hoje, por exemplo, não tem um IERN, porque o prefeito não doou um terreno, enquanto todos os municípios, 11, já tem IERN. É uma briga danada nessa questão do estádio de futebol e o Município só vem se pronunciar para fazer um confronto com o Governo do Estado. Ele só destravou o concurso da educação de Mossoró depois que a governadora convocou 1.607 convocados”, pontuou.
Para a vereadora, o acordão envolvendo Agripino Alves, Walter Maia, Zenaide Maia, João Maia e Allyson Bezerra pode ter os dias contados. “Eu só quero ver agora quem é que vai trair primeiro. Eu acho que é Alisson que vai dar depois uma rasteira em toda essa classe política que está dando a ele um suporte para ser candidato”, concluiu Marleide Cunha.


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ÁLVARO DIAS DEVERÁ SER ANUNCIADO HOJE CANDIDATO DA DIREITA AO GOVERNO PELO PL

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Os anúncios que o senador Rogério Marinho (PL) deve fazer em coletiva nesta quarta-feira (21), logo mais, na sede do partido em Natal, devem confirmar a mudança na estratégia da direita para as eleições de 2026 no Rio Grande do Norte. Informações obtidas pelo Diário do RN nos bastidores indicam que o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos), deverá ser anunciado como o candidato ao Governo do Estado, encabeçando a chapa de oposição. Para a candidatura o ex-prefeito de Natal deverá trocar o Republicanos pelo PL.

De acordo com fontes do partido, em conversa com o Diário do RN, houve resistência interna ao nome do senador Styvenson Valentim (PSDB) para disputar o Executivo estadual. O assunto foi conversado durante a reunião do partido que aconteceu nesta segunda-feira à noite, na casa do deputado Tomba Farias (PL), em Pirangi. Parlamentares do PL chegaram a questionar a previsibilidade política de Styvenson, sendo o deputado General Girão (PL) um dos que mais verbalizaram desconfiança em relação ao perfil do senador. O entendimento não avançou para a consolidação do nome de Styvenson ao Governo.

“Se não mudarem daqui para amanhã”, resumiu uma fonte ouvida pelo Diário do RN, Álvaro Dias será o escolhido para a disputa majoritária. Nesse desenho, Styvenson Valentim permanece como o nome do grupo para a corrida ao Senado Federal.

A decisão ocorre no momento em que Rogério Marinho decidiu deixar a condição de pré-candidato ao Governo do Estado. O senador foi chamado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para coordenar a campanha do filho Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, o que inviabilizaria uma candidatura própria no RN. O movimento deve ser formalizado no pronunciamento desta quarta-feira.

Nesse caso, Rogério atende a pedido da família cuja confiança é determinante para Marinho, que busca, a partir de agora, trabalhar também na ampliação de nomes do partido e de aliados no Senado Federal, visando a candidatura à presidência da Casa. Rogério é também secretário-geral do PL.

Nos bastidores, o grupo político de Marinho chegou a tentar convencer Styvenson a assumir a cabeça de chapa para enfrentar o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), visto internamente como o principal adversário da direita na disputa estadual. A avaliação predominante era de que Styvenson seria o único nome com densidade eleitoral suficiente para rivalizar com Allyson. A resistência do senador, no entanto, abriu espaço para a consolidação de Álvaro Dias como alternativa.

A configuração que deve ser apresentada na coletiva inclui, além de Álvaro Dias ao Governo e Styvenson Valentim ao Senado, o segundo nome do grupo. Além disso, a permanência do prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), e de Ezequiel Ferreira no grupo, reforçando a articulação entre PL e aliados no campo oposicionista.

A filiação de Álvaro Dias ao PL resolveria um impasse interno: sem Rogério Marinho como candidato ao Governo, a nominata do partido para deputado estadual ficaria fragilizada, já que, tradicionalmente, parlamentares buscam legendas que tenham candidatura majoritária competitiva. A entrada de Álvaro no PL preservaria a coerência da chapa e daria musculatura ao partido.

Ainda segundo informações de bastidores, Álvaro Dias deve levar consigo o deputado Adjuto Dias, seu filho, fortalecendo a nominata proporcional do PL para a Assembleia Legislativa.

No campo do Senado, além de Styvenson Valentim, surgem novamente como possibilidades os nomes do presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), Babá Pereira, e do Coronel Hélio, liderança do bolsonarismo no Estado, ampliando o leque de opções da direita para a disputa.


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EZEQUIEL DEVE DISPUTAR REELEIÇÃO AO LADO DO PL DE ROGÉRIO MARINHO

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O rearranjo das forças políticas no Rio Grande do Norte, provocado pelo rompimento do vice-governador Walter Alves (MDB) com o governo estadual, colocou o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), diante de uma encruzilhada estratégica. Sem se manifestar publicamente, ele passou a buscar novo caminho nas articulações que redesenham a disputa de 2026.

O chefe do Legislativo ainda não se pronunciou publicamente, mas, nos bastidores, seu afastamento do parceiro político sinaliza desconforto com as últimas ações de Waltinho. Os dois tinham um caminho pavimentado: migração de Ezequiel para o MDB, partido que presidiria no RN, levaria consigo os deputados do PSDB e montaria uma superchapa à estadual e uma chapa competitiva à federal. Com Walter na cadeira do Executivo estadual, o projeto seria viabilizado muito mais facilmente. Fazer o novo presidente da Assembleia também estava nos planos.

Nesse novo cenário, informações de bastidores indicam que Ezequiel Ferreira abriu diálogo com o campo oposicionista. O presidente da Assembleia vem mantendo conversas com o senador Rogério Marinho (PL), principal liderança da direita potiguar. Em meio às articulações, Ezequiel teria defendido a candidatura do senador Styvenson Valentim (PSDB) ao Governo do Estado, mesmo com a vantagem expressiva que o parlamentar apresenta nas pesquisas para o Senado.

O argumento, segundo interlocutores, é estratégico: Styvenson seria o único nome da direita com viabilidade eleitoral suficiente para enfrentar Allyson Bezerra em condições reais de disputa. A leitura é de que, diante da fragmentação do campo oposicionista, apenas uma candidatura com forte apelo popular e recall eleitoral poderia equilibrar o jogo em 2026.

Paralelamente, no campo governista, a governadora Fátima Bezerra (PT) passou a priorizar a engenharia política em torno da eleição indireta e do mandato tampão que deve se abrir com a desistência de Walter Alves de ocupar o cargo. A movimentação visa preservar influência institucional e manter o controle da sucessão no curto prazo.

Ainda segundo informações de bastidores, Fátima teria buscado diálogo com Ezequiel Ferreira para que ele, segundo na linha de sucessão, assumisse o Governo do Estado e permanecesse na base aliada. A estratégia, no entanto, não teria prosperado. Pessoas próximas ao presidente da Assembleia afirmam que Ezequiel estaria fechado com o grupo político liderado por Rogério Marinho, sinalizando um afastamento definitivo do núcleo governista.

Sem declarações públicas até o momento, Ezequiel Ferreira mantém a postura cautelosa que o caracteriza, mas seus movimentos indicam que o futuro político do presidente da Assembleia passa, cada vez mais, pela consolidação de uma nova aliança no campo oposicionista.


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SISU 2026 ABRE INSCRIÇÕES COM NOVAS REGRAS NA MAIOR EDIÇÃO DA HISTÓRIA

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As inscrições para a edição de 2026 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) começaram nesta segunda-feira (19) e seguem abertas até as 23h59 da sexta-feira (23), no horário de Brasília. O processo seletivo é a principal porta de entrada para cursos de graduação gratuitos em instituições públicas de ensino superior em todo o país e, neste ano, chega com mudanças importantes nas regras de participação.

O Sisu é o sistema do Ministério da Educação (MEC) que utiliza as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para selecionar estudantes para universidades e institutos federais. As inscrições são gratuitas e feitas exclusivamente pela internet, no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Cada candidato pode escolher até duas opções de curso, por ordem de preferência, e precisa preencher também o cadastro socioeconômico.

A edição de 2026 é a maior da história do Sisu. São mais de 274,8 mil vagas em 7.388 cursos, oferecidos por 136 instituições em 587 municípios brasileiros. Desse total, mais de 73 mil vagas são destinadas a cursos de licenciatura presenciais. Estudantes que optarem por essa área poderão se inscrever no programa Pé-de-Meia Licenciaturas, que garante um incentivo financeiro mensal de R$ 1.050.

O sistema também mantém as ações afirmativas previstas na Lei de Cotas. No momento da inscrição, candidatos que estudaram integralmente em escola pública, são de baixa renda, pretos, pardos, indígenas, quilombolas ou pessoas com deficiência devem indicar a modalidade de concorrência correspondente ao seu perfil. A distribuição das vagas ocorre após a classificação geral, respeitando as proporções definidas em lei.

Mudanças em 2025
Uma das principais novidades da edição de 2026 é que o sistema passa a considerar automaticamente a melhor nota entre as três últimas edições do Enem, 2023, 2024 e 2025. Isso muda de forma significativa a dinâmica do processo seletivo, especialmente para quem prestou o exame mais de uma vez.

De acordo com o professor Handesson Leão, especialista em assuntos relacionados ao Enem, essa é a alteração mais relevante do ano. “A mudança mais impactante é que, agora, o aluno que fez o Enem entre 2023 e 2025 terá automaticamente considerada a melhor nota entre esses anos. Ou seja, quem realizou o exame nos últimos três anos concorre com seu melhor desempenho. Já quem fez o Enem pela primeira vez em 2025 participa apenas com essa única nota”, explica.

Outra característica importante do Sisu é a chamada nota de corte, que funciona como uma referência para orientar os candidatos durante o período de inscrição. Segundo Handesson, o sistema permite acompanhar diariamente a posição do estudante em relação às vagas disponíveis. “A primeira nota de corte funciona como uma referência inicial. Se um curso tem 40 vagas, a nota do 40º colocado passa a ser a nota de corte. O estudante compara a sua nota com essa última colocação para se orientar nas escolhas da primeira e da segunda opção”, afirma.

Ele também orienta sobre a estratégia nos primeiros dias. “Nos três primeiros dias, a concorrência é sempre muito alta, porque as pessoas ainda estão testando possibilidades. A partir do terceiro dia, essa média tende a se estabilizar e virar uma referência mais realista. No primeiro dia, muita gente com média 600 coloca Medicina, não tem chance, mas isso infla a concorrência. Depois, o sistema começa a se ajustar”, destaca.

Impacto para os estudantes

Sophya tirou 940 na redação e vai escolher TI como 1ª opção de curso – Foto: Reprodução

Entre os estudantes que participam do processo está Sophya Maria Afonso, que escolheu Tecnologia da Informação (TI) como primeira opção na UFRN. “O curso que eu gostaria de fazer é TI, e o que pesou na minha decisão foi o futuro do mundo em relação à inteligência artificial. Eu sempre tive muito interesse por tecnologia, principalmente pela área de cibersegurança, que é o ramo que eu pretendo seguir”, conta.

Sobre as mudanças na avaliação do Enem 2025, Sophya observa que isso impactou muitos estudantes. Segundo ela, parte dos candidatos se sentiu prejudicada com o novo cenário. “Muita gente teve dificuldade para atingir as notas mínimas exigidas por várias faculdades, principalmente em Matemática e em Ciências da Natureza. Além disso, a anulação de duas questões de Natureza e uma de Matemática acabou prejudicando muita gente. Mesmo quem tinha acertado essas questões não teve a pontuação ajustada, o que pareceu injusto para muitos candidatos, inclusive para mim”, relatou.

Ela, que tirou nota 940 na redação, também avalia que a correção da redação foi mais rigorosa neste ano. “A sensação geral é de que a redação foi corrigida de forma mais rígida. Pelos relatos que circularam na internet, a maioria das pessoas tirou menos de 900 pontos, e as notas mais altas foram raras. Muita gente sentiu que a pontuação caiu em relação aos outros anos”, completou a estudante.

O resultado da chamada regular do Sisu 2026 será divulgado no dia 29 de janeiro. Os selecionados deverão realizar a matrícula a partir de 2 de fevereiro. Quem não for aprovado nessa primeira etapa poderá manifestar interesse em participar da lista de espera entre os dias 29 de janeiro e 2 de fevereiro, também pelo Portal Único.


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CARLOS EDUARDO LIDERA DISPUTA E PROVOCA EMPATE NO 2º COLOCADO

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A pesquisa do Instituto Datavero, realizada nos dias 10 e 11 de janeiro de 2026, em Natal, revela um cenário fragmentado e altamente competitivo na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. O levantamento ouviu 800 eleitores, com margem de erro de 3,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, e testou diferentes cenários de intenção de voto estimulada.

No Cenário 1, que reúne os principais nomes cotados para a disputa, o ex-prefeito Carlos Eduardo (PSD) aparece na liderança, com 21,75% das intenções de voto. Em seguida, surgem Rogério Marinho (PL), com 17,38%, Álvaro Dias (Republicanos), com 16,75%, e Allyson Bezerra (UB), com 16,38%, configurando um empate técnico entre os três. O pré-candidato Cadu Xavier (PT) registra 5,38%. A opção “Nenhum” soma 18,25%, enquanto 4,13% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

No Cenário 2, Carlos Eduardo amplia a vantagem e alcança 30,25%, seguido por Rogério Marinho, com 22,63% e Allyson Bezerra, com 20,75%. O índice de eleitores que afirmam não votar em nenhum dos nomes apresentados permanece elevado, com 22,25%, e os indecisos somam 4,13%.

Já no Cenário 3, a liderança muda de mãos. Rogério Marinho aparece à frente, com 29,88%, enquanto Allyson Bezerra registra 24,63%. Cadu Xavier marca 6,50%. Neste cenário, chama atenção o alto percentual da opção “Nenhum”, que atinge 32,63%, além de 6,38% de NS/NR, evidenciando forte resistência do eleitorado aos nomes apresentados.

No Cenário 4, Carlos Eduardo volta a liderar, com 28,25% das intenções de voto. Logo atrás, Allyson Bezerra (21,38%) e Álvaro Dias (21,25%) aparecem praticamente empatados em Natal. A opção “Nenhum” alcança 24,75%, e 4,38% dos entrevistados permanecem indecisos.

No Cenário 5, o prefeito de Natal, Álvaro Dias, assume a liderança, com 29%. Allyson Bezerra surge em segundo lugar, com 23,63%, enquanto Cadu Xavier registra 6,75%. Mais uma vez, o percentual de eleitores que rejeitam todos os nomes é expressivo: 33,88% afirmam votar em “Nenhum”, e 6,75% não souberam ou não responderam.

Rejeição
Além da intenção de voto, a pesquisa Datavero também aferiu a rejeição dos pré-candidatos. O maior índice é de Rogério Marinho, com 29,38%, seguido por Cadu Xavier (21,88%). Carlos Eduardo aparece com 13,38% de rejeição, enquanto Álvaro Dias registra 7,13% e Allyson Bezerra, 3,63%, o menor percentual entre os nomes testados. Outros 11,63% afirmaram não votar em nenhum candidato, 7,88% não responderam, e 5,13% disseram que votariam em todos.

Os dados apontam para uma disputa aberta de acordo com eleitores da capital potiguar. Allyson Bezerra vê o favoritismo marcado nas demais regiões do Estado se perder.

A pesquisa foi registrada no TRE/RN (Tribunal Regional Eleitoral), sob o número RN-08578/2026.

Styvenson lidera 1º voto ao Senado, com Carlos Eduardo, Fátima e Álvaro empatados

A disputa pelas duas vagas ao Senado pelo Rio Grande do Norte já apresenta configurações distintas entre o primeiro e o segundo votos do eleitor. Pesquisa do Instituto Datavero, realizada nos dias 10 e 11 de janeiro de 2026 em Natal, aponta o senador Styvenson Valentim, candidato à reeleição, na liderança isolada das intenções de voto para a primeira escolha, enquanto o segundo voto se mostra mais fragmentado entre os nomes testados. O levantamento ouviu 800 eleitores, possui margem de erro de 3,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Primeiro voto
No cenário do primeiro voto, Styvenson aparece com 29,0% das intenções, abrindo larga vantagem sobre os demais concorrentes. Na segunda colocação está o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo, com 14,75%, seguido de perto pela governadora Fátima Bezerra, que soma 14,13%.

Logo depois vem outro ex-prefeito da capital, Álvaro Dias, com 11,63%, e a senadora Zenaide Maia, com 8,75%.

Mais atrás aparecem Coronel Hélio, com 2,63%, Jean Paul Prates, com 1,50%, e o deputado estadual Ezequiel Ferreira, com 1,00%. Babá registra 0,38% e Luizinho Cavalcante, 0,25%, fechando a lista dos nomes testados. O levantamento também aponta que 5,88% dos entrevistados não souberam ou não responderam, enquanto 10,13% afirmaram que não votariam em nenhum dos nomes apresentados.

Segundo voto
Já no cenário do segundo voto, a disputa é mais equilibrada. Álvaro Dias aparece na liderança com 15,63% das intenções, seguido por Carlos Eduardo, que soma 14,63%. Na terceira posição está Styvenson Valentim, com 11,75%, tecnicamente empatado com a senadora Zenaide Maia, que registra 11,00%.

Na sequência surgem a governadora Fátima Bezerra, com 6,88%, e Coronel Hélio, com 5,38%.

Jean Paul Prates aparece com 2,13%, Ezequiel Ferreira com 1,75%, Babá com 1,00% e Luizinho Cavalcante com 0,25%.

O percentual de eleitores indecisos ou que não responderam é ainda maior no segundo voto, chegando a 11,75%. Já 17,88% afirmaram que não votariam em nenhum dos nomes apresentados para essa segunda escolha.

A pesquisa foi registrada no TRE/RN (Tribunal Regional Eleitoral), sob o número RN-08578/2026.


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WALTER ROMPE COM O GOVERNO, PT CRITICA POSIÇÃO E CADU XAVIER REAGE

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A decisão do vice-governador Walter Alves (MDB) de não assumir o Governo do Rio Grande do Norte, em caso de renúncia da governadora Fátima Bezerra (PT), marcou um ponto de inflexão no cenário político estadual e confirmou, de forma oficial, um movimento que já vinha sendo dado como certo nos bastidores e acompanhado de perto pelo Diário do RN. Ao comunicar pessoalmente sua posição à governadora e anunciar o alinhamento do MDB ao projeto político liderado pela Federação União Progressista (União Brasil–PP), com a participação do PSD, Walter reposiciona seu partido, rompe com o campo governista e contribui para a consolidação de uma frente de oposição que tem como principal aposta o nome do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB), ainda não lançado oficialmente como candidato ao governo.

Em nota divulgada à imprensa nesta segunda-feira (19), Walter Alves informou: “Estive reunido com a governadora Fátima Bezerra (PT) na manhã desta segunda-feira, dia 19 de janeiro.

Comuniquei que não assumirei o cargo de governador, com a possível renúncia dela. Também adiantei que sou pré-candidato a deputado estadual”.

No mesmo texto, o vice-governador reafirmou o alinhamento nacional do MDB com o campo governista federal: “Ainda sobre as Eleições 2026, ratifiquei o posicionamento já alinhado com o presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi, e com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, de apoiar a reeleição do presidente Lula (PT).”

Sobre a sucessão estadual, Walter informou o novo posicionamento do partido: “Cientifiquei a governadora que a posição do MDB-RN é de caminhar com os partidos da Federação União Progressista (União Brasil e PP) e PSD. Decisão tomada após consulta aos correligionários”.

A reação dos novos aliados foi imediata. Em nota conjunta, União Brasil, Progressistas e PSD celebraram publicamente a chegada do MDB ao bloco político. O texto afirma: “O União Brasil, Progressistas e PSD recebem com alegria o anúncio oficial do vice-governador Walter Alves e, do seu partido, o MDB, de apoio ao projeto que trabalhamos para uma gestão moderna e responsável do RN. Sejam bem-vindos! Há muito a ser feito, muito faremos.”

Coube ao ex-senador José Agripino Maia, presidente estadual do União Brasil, traduzir o significado político do movimento. Em conversa com o Diário do RN, ele afirmou que a adesão de Walter encerra qualquer dúvida sobre o desenho da aliança. “Com o Walter, está resolvido. Ali é uma aliança selada”.

Questionado se o MDB poderá indicar o candidato a vice-governador na chapa majoritária, Agripino ponderou que a definição ainda será objeto de diálogo entre os partidos: “É provável.

Isso aí é uma segunda etapa. Essa vai ser uma conversa que vai ser seguida pelos partidos, o PSD, União Brasil, o PP e agora o MDB. São partidos que estão se manifestando com relação a isso, e esses partidos vão fazer a conversa para a escolha da chapa, a confluência da chapa”.

Sobre o fato de Allyson Bezerra ainda não ter anunciado oficialmente sua pré-candidatura ao governo, Agripino classificou a situação como estratégica e natural. “É uma questão de estratégia.

Ele é prefeito ainda. Ele é juiz do momento da oportunidade e deve declarar se é ou não o candidato”.

Ainda nesta segunda-feira, José Agripino também se reuniu com o prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil). O encontro ganhou relevância diante do fato de Paulinho manter acordo político com Rogério Marinho (PL), Álvaro Dias (Republicanos) e Styvenson Valentim (PSDB), que tendem a compor um palanque adversário ao projeto liderado pelo União Brasil. Apesar das especulações sobre uma possível saída do prefeito do partido e sobre uma eventual negativa de Agripino à desfiliação da vereadora Nina Souza, esposa de Paulinho e atual secretária municipal de Assistência Social, o ex-senador buscou minimizar qualquer leitura de conflito. “A conversa que eu tive com o Paulinho Freire foi uma conversa confluente”.

No campo governista, a decisão de Walter Alves provocou reação imediata. Em nota pública, o PT-RN afirmou: “O Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Norte foi oficialmente comunicado, nesta segunda-feira (19 de janeiro), pelo vice-governador Walter Alves, de sua decisão de romper com o projeto político que reorganizou o Estado e melhorou a vida do povo potiguar”.

O texto prossegue destacando o rompimento: “O vice também confirmou que passará a integrar um grupo político de oposição ao governo do qual fez parte nos últimos três anos”.

Diante da desistência de Walter de assumir o Executivo, o PT anunciou candidatura própria ao governo no processo de eleição indireta: “O PT apresentará candidatura ao Governo do Estado para o mandato de abril a dezembro, no processo de eleição indireta que deverá ocorrer na Assembleia Legislativa”.

A legenda concluiu reafirmando seu projeto político: “Seguiremos firmes, com Lula presidente, Cadu Xavier governador e Fátima Bezerra senadora. A luta será grande, mas sairemos vitoriosos”.

Ainda nesta segunda-feira, o atual secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier, usou as redes sociais para se colocar como pronto para assumir o projeto do partido.

“Em oito anos, coragem nunca nos faltou. E não vai ser agora que isso vai mudar”, afirma o pré-candidato enquanto narra feitos do Governo Estadual como a recuperação de rodovias, reforço na segurança e ampliação nos serviços de saúde.


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PESQUISA DATAVERO/DIÁRIO DO RN NATAL: SOMENTE PAULINHO FREIRE É APROVADO

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Levantamento do Instituto Datavero, realizado nos dias 10 e 11 de janeiro de 2026, revela cenários contrastantes na avaliação das gestões municipal, estadual e federal junto aos eleitores de Natal.

No recorte municipal, o prefeito Paulinho Freire (UB) aparece com avaliação majoritariamente positiva. De acordo com os dados, 48,75% dos entrevistados aprovam a gestão, enquanto 32,88% desaprovam. Outros 18,38% disseram não saber ou não responderam. O resultado indica um saldo favorável ao prefeito, com a aprovação superando a desaprovação em quase 16 pontos percentuais.

Já no cenário estadual, a governadora Fátima Bezerra enfrenta um quadro mais adverso na capital. A pesquisa mostra que 67,75% dos natalenses desaprovam a gestão, contra 24,25% que aprovam. O índice de não respondeu ficou em 8%. O dado evidencia um desgaste significativo da administração estadual entre os eleitores da cidade.

No plano federal, a avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece mais equilibrada em Natal. Segundo o levantamento, 47,75% aprovam a gestão, enquanto 44,38% desaprovam. Outros 7,88% não souberam ou preferiram não responder. O resultado aponta um cenário de divisão quase igual entre aprovação e desaprovação na capital potiguar.

A pesquisa ouviu 800 pessoas, tem margem de erro de 3,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.


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31ª EDIÇÃO DA FIART REFORÇA PAPEL DO ARTESANATO NA ECONOMIA POTIGUAR

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O lançamento da 31ª edição da Feira Internacional de Artesanato, a FIART, aconteceu na manhã desta quinta-feira (15), no espaço Neuma Leão, no bairro de Morro Branco, zona Sul de Natal.

Reconhecida como Patrimônio Cultural e Imaterial do Rio Grande do Norte, a feira volta a ocupar o Centro de Convenções de Natal, entre os dias 23 de janeiro e 1º de fevereiro de 2026, reafirmando seu papel como um dos principais eventos de cultura, economia criativa e turismo do Estado.

Consolidada ao longo de três décadas, a FIART vai além da venda de produtos. É um espaço de encontro entre saberes, cores e histórias feitas à mão, reunindo artesãos do Rio Grande do Norte, de diversas regiões do Brasil e também do exterior. Neste ano, o público encontrará uma grande diversidade de peças em fios, tecidos, cerâmica, madeira e fibras naturais, além de itens utilitários, moda autoral e objetos de decoração que traduzem a identidade cultural de diferentes territórios.

A programação inclui ainda o Festival FIART Cultural, com shows musicais, apresentações de dança, literatura e manifestações folclóricas, além de uma praça de alimentação dedicada à culinária regional. Outro destaque é o Salão dos Mestres, espaço onde artesãos produzem suas peças ao vivo, permitindo ao visitante acompanhar o processo criativo e compreender o valor do trabalho manual. A feira se consolida, assim, como vitrine da economia criativa e importante instrumento de fortalecimento do turismo e da geração de emprego e renda.

Durante o lançamento, o idealizador e coordenador da FIART, Neiwaldo Guedes, destacou o crescimento do evento e o desafio de mantê-lo em expansão. “A feira tem 30 anos. No ano passado, tivemos um investimento de aproximadamente 2 milhões de reais. Este ano, foi necessário buscar mais 2 milhões. A responsabilidade aumentou, mas novos parceiros chegaram, parceiros importantes para o artesanato e para a economia do Nordeste”, afirmou.

Entre os apoiadores, Neiwaldo ressaltou a presença do Banco do Nordeste e da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). “O banco vai estar na feira mostrando que não está distante do artesão, que existe crédito com condições diferenciadas.

Muitas vezes as pessoas passam na frente do banco e não entram. Lá, o artesão vai entender como funciona. E a Apex vem para mostrar que exportar não é só para grandes empresas. O artesão pode exportar, a cultura pode ser exportada”, explicou.

A programação cultural também foi destacada pelo coordenador, que anunciou homenagens e novidades. “A FIART é o momento de mostrar o que nós temos de melhor na nossa cultura. Vamos fazer uma homenagem a Titina Medeiros, e quantas homenagens fizermos ainda serão poucas.

Além do palco principal, teremos os cortejos que lembram muito os carnavais, criando um clima de festa dentro da feira”, disse, convidando o público a visitar todos os espaços do evento.

O superintendente do Banco do Nordeste no Rio Grande do Norte, Jeová Lins, por sua vez, apresentou dados que demonstram o impacto do crédito na vida dos artesãos. “Este ano, realizamos quase 200 mil operações de crédito no Estado, a maioria de pequenos valores, em torno de 3 a 4 mil reais. Esse crédito chega principalmente às mulheres, que representam cerca de 67% desse público, artesãs, trabalhadoras, empreendedoras e mães de família. Para nós, é uma imensa satisfação, porque o banco não faz apenas crédito, faz cultura”, destacou.

Já o diretor técnico do Sebrae, João Hélio Cavalcanti, ressaltou o papel da FIART no desenvolvimento do artesanato. “É um evento que faz com que o nosso artesanato evolua e fortalece a integração do Nordeste. Estaremos presentes em todas as atividades, desde a loja conceito até a programação cultural. Hoje, o Sebrae está praticamente inserido em toda a feira, contribuindo em diversas áreas”, afirmou.

Representando o Governo do Estado, a secretária Iris Oliveira, da Secretaria de Estado do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social, reafirmou o compromisso da gestão estadual com o setor. “Para o governo da professora Fátima Bezerra, é uma alegria muito grande apoiar a FIART e reafirmar o compromisso com o artesanato. Hoje, o Rio Grande do Norte conta com quase 13 mil artesãos cadastrados no Programa do Artesanato Potiguar. Isso significa dar visibilidade, dignidade e respeito”, afirmou. Ela também destacou a realização de ações formativas durante a feira, como seminários e espaços de troca de experiências, voltados tanto para artesãos participantes quanto para aqueles que desejam se qualificar.

Fiart reúne grandes parcerias como Sebrae, Banco do Nordeste, Governo do RN e Prefeitura de Natal – Foto: Reprodução

Números do Natal em Natal confirmam importância do apoio ao artesão

Ainda durante a solenidade de lançamento da 31ª Fiart, o diretor do Departamento de Desenvolvimento e Apoio ao Artesanato da Semtas, Rodrigo Loureiro, representando o prefeito Paulinho Freire, destacou o fortalecimento do artesanato natalense como política pública e vetor de desenvolvimento. “Viemos de um Natal em Natal, com polos estruturados que geram renda real. Os polos de Mirassol e Ponta Negra faturaram juntos mais de meio milhão de reais apenas no período do Natal, com artesanato genuinamente feito à mão”, afirmou. Ele explicou que o polo de Mirassol funciona como a loja Natal Original, espaço dedicado exclusivamente à valorização da produção local.

Segundo Loureiro, o investimento em infraestrutura tem garantido mais dignidade aos artesãos. “Em Mirassol, construímos um belíssimo pavilhão, que dá melhores condições para quem expõe e permite que o espaço funcione como um centro de eventos. E a proposta é que ele esteja aberto o ano inteiro, com loja colaborativa e programação contínua”, disse. Atualmente, mais de 50 artesãos participam diretamente das atividades no local.

Além desses espaços, a Prefeitura avança na criação do polo de comercialização do artesanato na Redinha, integrado ao processo de requalificação da área. “A Redinha passa a ser mais um ponto estratégico, conectando artesanato, cultura e turismo. É uma forma de descentralizar, ampliar a visibilidade e criar novas oportunidades de renda para os artesãos de Natal”, pontuou.

Loureiro também destacou o alcance turístico da FIART. “Pesquisas mostram que quase 50% do público da feira no ano passado era formado por turistas. Isso demonstra a importância de termos um espaço estruturado para mostrar o artesanato de Natal para o mundo”, afirmou. “Para a Prefeitura de Natal, é um orgulho participar da FIART e mostrar que o artesanato de Natal e do Rio Grande do Norte tem qualidade que não deixa a desejar a nenhum estado do país”, concluiu.


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PV APOSTA EM “SUPERCHAPA” PARA AMPLIAR PROTAGONISMO NA FEDERAÇÃO

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O Partido Verde (PV) no Rio Grande do Norte acelera articulações para ampliar seu espaço político e chegar às eleições de outubro com influência na Federação Brasil da Esperança (PT-PV-PCdoB) tanto na disputa proporcional quanto no debate majoritário. A estratégia passa pela montagem de uma nominata robusta para a Câmara Federal, pelo fortalecimento da chapa estadual e pela defesa de um projeto que auxilie a chapa majoritária no projeto do sistema governista.

O redesenho do tabuleiro político após a confirmação da governadora Fátima Bezerra (PT) como pré-candidata ao Senado e de Cadu Xavier (PT) ao Governo do Estado acirrou o trabalho interno por protagonismo dentro da federação. Nesse contexto, o PV tenta se posicionar como um dos pilares do bloco governista, apostando no crescimento eleitoral como instrumento de barganha política. Segundo o presidente estadual do partido, Rivaldo Fernandes, a avaliação interna é de que o PV entra em 2026 em condições de sair fortalecido.

“O PV enquanto partido sairá vitorioso com o deputado Dr. Bernardo Amorim e a vereadora Thabatta Pimenta”, afirmou ao Diário do RN, se referindo aos candidatos a deputado federal. Na leitura do dirigente, esses nomes ampliam o potencial da federação como um todo.

“Com esses nomes, a federação deverá eleger quatro deputados federais, pois conta, além de Natália Bonavides e Mineiro, com Rafael Motta, no PCdoB. Assim, seria reforçada a possibilidade de sermos a nominata mais robusta para a Câmara Federal”, completou, antecipando, inclusive, articulação entre o ex-deputado do PSB sobre seu destino partidário.

A aposta na proporcional é vista nos bastidores como uma forma de “blindar” o projeto da federação diante das incertezas do cenário majoritário e, ao mesmo tempo, de elevar o poder de influência do PV nas decisões estratégicas. A filiação do deputado estadual Dr. Bernardo Amorim ao partido e a pré-candidatura da vereadora Thabatta Pimenta são tratadas como movimentos-chave nessa engenharia eleitoral.

Além da Câmara Federal, o PV também trabalha para consolidar sua presença na Assembleia Legislativa. Rivaldo Fernandes confirmou que o partido aposta na reeleição de Hermano Morais e Eudiane Macedo e destacou que o ex-presidente da legenda e ex-vereador Milklei Leite figura entre os nomes com perspectiva de eleição. “O PV está conversando com vários pretendentes à Assembleia Legislativa que podem reforçar sua chapa estadual”, disse.

O crescimento projetado na proporcional alimenta outro debate sensível dentro da federação: o espaço na disputa majoritária, especialmente para o Senado. Com a primeira vaga encaminhada para Fátima Bezerra, o PV mira a segunda cadeira.

“Para a segunda vaga para o Senado temos o nome do professor Rivaldo Fernandes, presidente do PV, que tem feito um grande trabalho de articulação juntamente com Samanda”, declarou Rivaldo, tratando do próprio nome.

Na corrida pelo Governo do Estado, o partido afirma que sua prioridade não é apenas a definição de nomes, mas a apresentação de um projeto claro para o Rio Grande do Norte. O discurso busca se diferenciar pela ênfase no desenvolvimento econômico e na industrialização.

“Para a disputa para o governo, o PV pretende apresentar uma proposta de desenvolvimento para o RN no rumo de fortalecer as cadeias produtivas do Estado, tendo como motor um amplo programa de industrialização”, afirmou Rivaldo.

Segundo ele, a legenda defende que o debate eleitoral seja menos personalista e mais programático. A proposta envolve industrializar setores estratégicos da economia potiguar.

“Entendemos que o principal papel de um candidato é apresentar um projeto, como forma de desformalização do debate e de centrar no rumo de fazer o RN superar os gargalos econômicos.

Nossa fruticultura, nosso pescado, nossas salinas, a cajucultura, as eólicas, e caminhar para uma transição energética que possa puxar nossa industrialização”, enumerou.

O diálogo com o pré-candidato do PT ao governo já está em curso. “Já conversamos com o pré-candidato Cadu e vamos apresentar até março a nossa contribuição para debater com o RN. Mais importante para nós é ter projeto”, concluiu o presidente do PV.


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“NÃO FALTARÁ CORAGEM”, AFIRMA CADU XAVIER SOBRE ASSUMIR MANDATO-TAMPÃO

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Cotado pelo sistema governista para assumir o mandato-tampão, o secretário estadual da Fazenda e pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT), afirmou que não lhe falta coragem para assumir um eventual mandato-tampão no Executivo estadual, quando se concretizar a vacância do cargo, com a renúncia da governadora, Fátima Bezerra (PT) e do vice-governador Walter Alves (MDB). Segundo ele, qualquer definição dependerá da configuração política na Assembleia Legislativa, mas o PT tem posição clara sobre o tema.

“Isso depende da configuração na Assembleia Legislativa. O interesse do partido é que cumpramos o mandato que foi concedido pelo povo do Rio Grande do Norte, ou seja, que, no caso da vacância do cargo, seja um nome do PT a governar o nosso Estado”, declarou Cadu.
Questionado se a atual situação financeira do Rio Grande do Norte poderia intimidar um gestor que venha a assumir o comando do Executivo, Cadu foi enfático ao negar qualquer temor.

“Depende. A situação que nós pegamos o Estado era infinitamente pior e não nos faltou coragem.

Com certeza, não. Não faltará coragem”, afirmou, se referindo indiretamente à Walter Alves, vice-governador, que rompeu acordo feito em 2022 quando recuou do seu papel de primeiro na linha de sucessão e não vai assumir o posto. Sua decisão e a também negativa de Ezequiel Ferreira (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa, tornarão necessária uma eleição indireta no Estado.

Na avaliação do secretário, o discurso de “caos” ou “terra arrasada” propagado por setores da oposição não corresponde à realidade. “A situação do Estado passa longe de caos ou terra arrasada, como a oposição quer vender. O que existe é uma oposição que quer desqualificar o trabalho do governo da professora Fátima para justamente sentar na cadeira que ela está sentada hoje”, disse.

Sobre a dívida do Estado, Cadu Xavier apontou o crescimento em relação aos precatórios.

Segundo ele, o aumento do endividamento não foi provocado pela atual gestão.

“O crescimento dessa dívida se deu em razão do crescimento do estoque de precatórios e não foi gerada pelo governo atual, mas sim por inúmeras ações judiciais motivadas pelo descumprimento de direitos dos servidores em governos anteriores”, explicou.

De acordo com os dados apresentados por ele, em 2022 os empréstimos representavam 16% da Receita Corrente Líquida (RCL) e os precatórios, 15%. Já em 2025, os empréstimos passaram a representar 14% da RCL, enquanto os precatórios chegaram a 35%. O secretário ressaltou que o pagamento dessa dívida seguirá as regras da Emenda Constitucional nº 136, promulgada em setembro de 2025. “O Estado do RN vem cumprindo com o pagamento do plano de precatórios anual, concluiu integralmente o pagamento do plano de 2025 e tem plenas condições de cumprir o pagamento do exercício corrente”, afirmou.

Ao defender o legado do governo Fátima Bezerra, Cadu destacou a regularidade no pagamento dos servidores como um dos principais avanços da gestão petista. “A gente finalizou mais um ano honrando os pagamentos dos servidores, finalizamos agora o pagamento do 13º. Desde o início do governo da professora Fátima, os salários são pagos rigorosamente em dia, com o 13º sempre finalizado no início de janeiro. Em 2025 foi do mesmo jeito”, ressaltou.

Ele comparou o cenário atual com a realidade encontrada no início da gestão. “É um cenário bem diferente de quando a gente recebeu alguns servidores com até quatro folhas em atraso. Hoje, as demonstrações contábeis do Estado dizem a verdade sobre os números. É uma situação completamente diferente do que a gente vivia antes”, disse.

Cadu também enumerou investimentos realizados nos últimos anos, rebatendo novamente o discurso oposicionista. “O Estado hoje consegue investir. Tem feito o maior plano de recuperação de rodovias da história do Rio Grande do Norte, tem 10 IERNs na educação entregues à população ou em fase de entrega, mais de 100 escolas reformadas e um incremento muito relevante no número de leitos. Hoje, a gente tem muito mais leitos de UTI do que antes do governo da professora Fátima”, afirmou.

O pré-candidato apontou como caminhos de uma eventual gestão Cadu Xavier a continuidade e o aprofundamento das políticas públicas que, segundo ele, vêm dando resultados positivos. “É seguir avançando nas políticas públicas que deram certo, como na segurança pública, e apostar na retomada da trajetória de reequilíbrio fiscal do Estado para ampliar a capacidade de investimentos”, disse.

Entre as prioridades, ele citou investimentos em infraestrutura e logística para potencializar oportunidades econômicas. “Principalmente para maximizar as oportunidades que se apresentam ao RN, como a ampliação dos investimentos em energias renováveis, a expansão da mineração e a retomada da indústria do petróleo no Estado, com o início da exploração da margem equatorial”, afirmou, acrescentando ainda a “continuidade do crescimento do turismo, retomado no governo Fátima”, como eixo estratégico para o desenvolvimento potiguar.


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CRESCIMENTO DA DÍVIDA DO ESTADO É ATRELADO À INFLAÇÃO E FOLHA DE PESSOAL

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Enquanto o atual secretário da Fazenda, Cadu Xavier (PT), pré-candidato ao Governo do RN, insiste em afirmar que a situação do Governo não é de caos, o vice-governador Walter Alves (MDB), que esteve ao lado de Fátima Bezerra (PT) nos últimos três anos de gestão, decidiu não assumir a cadeira do Executivo alegando a situação fiscal do Estado. A decisão de Waltinho, porém, não acontece em um cenário tão diferente do que existia no RN em 2022, quando ele aceitou o convite para ser vice-governador e, como primeiro na linha de sucessão, assumiria o governo quando Fátima, reeleita, renunciasse para a disputa ao Senado. O acordo previa também Walter disputando a reeleição como parte do projeto governista.

Os dados oficiais dos Relatórios de Gestão Fiscal do Executivo estadual mostram que o endividamento do Rio Grande do Norte passou por momentos distintos durante as gestões Fátima Bezerra. O crescimento do endividamento em 2025 aparece em um contexto econômico influenciado pela inflação acumulada no período, dívidas com precatórios e o crescimento da folha de pessoal.

O economista Ricardo Valério, superintendente do Conselho Regional de Economia (Corecon), analisa quais os principais pontos que comprometeram as finanças estaduais, mesmo sob o recorde de arrecadação.

“Embora as receitas do Estado venham batendo recorde de arrecadação em 2024, graças a equalização dos 18% para os 20% do ICMS ocorridos a partir de abril de 2024, além da melhoria da logística operacional da máquina tributária mais eficaz da Sefaz, o que subiu significativamente a arrecadação, mas o que ocorre na realidade, é que as despesas de pessoal têm seus crescimentos vegetativos e incrementados de alguns ajustes conquistados por algumas categorias que estavam sem aumento há diversos anos, e conseguiram já reposições e isto sem falar, notadamente, pelos sucessivos aumentos dos pisos salariais de 2022 para cá, que vêm comprometendo e pressionando as despesas com pessoal, acima do limite prudencial, deixando a posição fiscal do Estado comprometida e com baixa capacidade de investimentos”, avaliou.

No encerramento de 2018, a dívida consolidada bruta do Rio Grande do Norte somava cerca de R$ 4,44 bilhões. Em 2022, quando aconteceu a eleição que reconduziu Fátima ao posto de governadora e o vice-governador Antenor Roberto (PCdoB) foi substituído por Walter Alves, mesmo com a melhora da posição financeira e a redução da dívida líquida, a dívida consolidada bruta não recuou. Ao contrário, encerrou o exercício em aproximadamente R$ 4,87 bilhões, valor superior ao registrado em 2018. Já em 2025, até outubro, a dívida consolidada bruta alcançou cerca de R$ 6,29 bilhões, o maior patamar da série analisada.

A análise do avanço da dívida bruta entre 2022 e 2025 deve considerar, como aponta Valério, o efeito da inflação acumulada no período, que ficou próxima de 15%. Parte do crescimento da dívida reflete a correção monetária dos contratos e a própria perda do poder de compra da moeda. Sob essa ótica, o aumento real da dívida bruta é menor do que o observado em valores nominais, embora ainda assim relevante.

“Ademais, o Governo Fátima Bezerra, além da herança das quatro folhas em atraso, recebeu uma Previdência Social do IPERN altíssima, que mensalmente custa mais de 150 milhões ou 1,8 bilhão de reais nos orçamentos anuais. Desta forma, os ganhos de arrecadação mais acréscimo da inflação, não causam nenhum conforto fiscal para o ano findo de 2025 e nem projetam um orçamento tranquilo para 2026”, reforça o economista.

Os dados são públicos e o vice-governador Walter Alves tinha conhecimento da situação quando aceitou o convite do PT, numa articulação direta das direções nacionais dos dois partidos, que já previa as movimentações eleitorais para quatro anos depois.


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USO DE FARDAMENTO NAZISTA REACENDE O DEBATE SOBRE EDUCAÇÃO E LIMITES

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O caso do adolescente de 13 anos que apareceu vestindo uma fantasia associada ao regime nazista durante um baile de formatura, em Mossoró, no Oeste potiguar, chamou a atenção do país e levantou uma série de reflexões que vão além da esfera policial. As imagens, registradas durante a festa e compartilhadas nas redes sociais, provocaram indignação, mobilizaram autoridades e reacenderam o debate sobre intolerância, responsabilidade familiar e o uso consciente da internet por crianças e adolescentes.

O episódio ocorreu no último fim de semana, durante um baile de formatura do curso de Medicina da Facene. Fotos e vídeos mostram o adolescente usando um uniforme inspirado na Wehrmacht, o exército criado por Adolf Hitler, além de reproduzir gestos ligados à ideologia nazista. A divulgação inicial foi feita pelo Blog do Barreto e, em poucas horas, o conteúdo se espalhou pelas redes, despertando questionamentos sobre os limites entre fantasia e apologia a um regime marcado por violência, perseguições e milhões de mortes.

Com a repercussão, o Ministério Público do Rio Grande do Norte confirmou a abertura de um procedimento extrajudicial, conduzido pela 10ª Promotoria de Justiça de Mossoró, para reunir informações, identificar os envolvidos e analisar as circunstâncias do caso; e destacou que a apuração ocorre em segredo de justiça, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A Polícia Civil também instaurou investigação por meio da Delegacia Especializada de Atendimento ao Adolescente (DEA), que segue realizando diligências.

Diante da exposição, o adolescente publicou um vídeo pedindo desculpas. Na gravação, afirmou não ter tido a intenção de fazer apologia ao nazismo, reconheceu o erro e disse não ter imaginado a dimensão que o caso tomaria. Ele também pediu uma nova chance e declarou contar com o apoio da família. Após a repercussão, o perfil do garoto em uma rede social foi apagado. Antes disso, o espaço trazia a frase em alemão “Ein Volk, ein Reich, ein Führer”, um dos slogans mais conhecidos do regime nazista.

Além do pedido de desculpas, apurações jornalísticas levantaram informações sobre o contexto familiar do adolescente. Segundo o Blog do Barreto, há registros de comentários de familiares elogiando o uniforme utilizado e de publicações antigas que indicariam estímulo a ideias de cunho extremista. As informações apontam ainda que familiares teriam facilitado a troca de roupa durante o evento e incentivado registros em fotos e vídeos, o que ampliou o debate sobre a responsabilidade dos adultos na orientação ética de crianças e adolescentes.

Para além da investigação e das possíveis consequências legais, o caso chama a atenção para os impactos emocionais e sociais desse tipo de exposição na adolescência. A psicóloga Débora Sampaio, especialista no atendimento a crianças e adolescentes, explica que essa é uma fase marcada por intensas transformações. “Aos 13 anos, o adolescente ainda está em pleno desenvolvimento emocional, cognitivo e moral. As áreas do cérebro responsáveis por julgamento crítico, empatia e avaliação das consequências ainda não estão amadurecidas”, afirma.

Segundo a especialista, comportamentos inadequados podem surgir por diferentes motivações.

“Muitas vezes, atitudes assim aparecem por imitação, provocação, desejo de chamar atenção, para chocar ou por busca de pertencimento a grupos, especialmente quando símbolos extremistas circulam na internet de forma banalizada ou romantizada”, explica. Débora destaca que muitos adolescentes não compreendem plenamente o peso histórico e humano de símbolos como o nazismo. “Isso não diminui a gravidade do ato, mas ajuda a entender o contexto em que ele acontece.”

A psicóloga também ressalta o papel da família e do meio social. “A família é uma referência fundamental na formação de valores, limites e noções éticas, especialmente na infância. Na adolescência, porém, os grupos passam a exercer forte influência, porque o jovem busca aceitação, reconhecimento e identidade fora do núcleo familiar”, observa. De acordo com ela, esse desejo de pertencimento pode levar o adolescente a reproduzir comportamentos inadequados como forma de se sentir aceito.

Outro ponto destacado por Débora Sampaio é o impacto da exposição pública. “A exposição intensa pode gerar efeitos profundos e duradouros. O adolescente está em fase de construção da identidade, da autoestima e do senso de pertencimento social”, alerta. Entre as possíveis consequências estão sentimentos de vergonha excessiva, ansiedade, isolamento e estigmatização.

A especialista também chama atenção para as chamadas pegadas digitais. “O que um adolescente publica na internet não desaparece. Esses registros podem ser recuperados e gerar consequências reais no futuro, inclusive em ambientes acadêmicos, profissionais e sociais”, afirma. Por isso, reforça a importância de orientação constante sobre responsabilidade digital.

Para Débora, é fundamental que a resposta social ao caso seja equilibrada. “É essencial diferenciar responsabilização de destruição. O adolescente precisa responder pelos seus atos, mas também precisa ser orientado, acompanhado e educado para compreender a gravidade do que fez e seguir em um processo de amadurecimento”, conclui.


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DEMANDAS ESCOLARES EXIGEM ATENÇÃO AO ORÇAMENTO E À LEGISLAÇÃO

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Ano letivo prestes a começar e, com ele, um novo ciclo de despesas concentradas já nos primeiros meses. Rematrículas, compra de material escolar, livros didáticos, uniformes e, em muitos casos, serviços adicionais como colônia de férias e período integral acabam pressionando o orçamento doméstico. Nesse cenário, além do planejamento financeiro, pais e responsáveis precisam estar atentos aos seus direitos para evitar práticas abusivas por parte das instituições de ensino, condutas que ferem o Código de Defesa do Consumidor (CDC).

De acordo com a diretora-geral do Procon Natal, Dina Pérez, é recorrente, neste período do ano, o aumento de denúncias relacionadas à chamada venda casada, quando a escola condiciona a matrícula ou a renovação à aquisição de produtos ou serviços específicos. “A matrícula escolar é uma relação de consumo e deve ser tratada com atenção. Os pais precisam observar se a escola está condicionando a matrícula ou a renovação à compra de materiais, uniformes, livros ou serviços em um fornecedor específico. Essa prática configura venda casada e é proibida pelo Código de Defesa do Consumidor”, alerta.

Dina explica que há apenas uma exceção prevista em lei. “A escola pode indicar apostilas ou material didático próprio, desde que isso esteja claramente previsto no contrato, mas não pode impor local de compra, marca específica ou exigir itens que não sejam de uso individual do aluno”, afirma. Ela também chama atenção para as listas de material escolar, que frequentemente incluem itens indevidos. “Itens de uso coletivo, de higiene, limpeza ou administrativo não podem ser repassados às famílias. Transparência contratual é palavra-chave. Tudo deve estar por escrito, com valores claros, regras de reajuste, condições de desistência e sem cláusulas abusivas.”

Para enfrentar esse cenário, o Procon Natal intensificou, neste início de ano, a atuação preventiva e educativa junto às instituições de ensino e aos consumidores. O órgão tem orientado escolas sobre os limites legais nas cobranças de matrícula e na exigência de materiais, além de reforçar ações de fiscalização. “O foco é coibir práticas abusivas, especialmente vendas casadas, listas irregulares e cláusulas contratuais que coloquem o consumidor em desvantagem excessiva.

Estamos analisando contratos, recebendo denúncias, promovendo fiscalizações e deixando claro que a educação é um serviço essencial, que deve respeitar o Código de Defesa do Consumidor.

Orientar para prevenir, mas fiscalizar e autuar quando houver descumprimento da lei”, destaca Dina Pérez.

Qualquer indício de irregularidade deve ser denunciado ao Procon Natal. As denúncias podem ser feitas por e-mail, pelo endereço procon.natal@natal.rn.gov.br, pelos telefones e WhatsApp (84) 3232-6189 ou (84) 3232-9050, ou presencialmente na sede do órgão, localizada na Avenida Ulisses Caldas, nº 181, no Centro. “A orientação é que pais e responsáveis guardem contratos, listas de material escolar, comprovantes de pagamento, mensagens e qualquer documento que comprove a exigência abusiva, o que facilita a atuação do órgão”, ressalta Dina Pérez.


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“EU NÃO DISCUTIRIA O QUE É MELHOR, O QUE É PIOR. EU CUMPRIRIA O MEU DEVER”

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Ex-deputado federal e nome histórico do MDB, Henrique Eduardo Alves fez duras críticas à decisão de Walter Alves (MDB) de não assumir o Governo do Rio Grande do Norte como primeiro na linha de sucessão, classificando a postura como “constrangedora”. Sem se referir ao primo Walter diretamente pelo nome, mas como “ele”, Henrique diz que “não vai enfrentar, está com medo, vai se esconder”.

Em entrevista ao Diário do RN, o ex-presidente da Câmara, afirmou que não lhe faltaria coragem para assumir a gestão, mesmo diante de dificuldades financeiras, e defendeu que governar em momentos difíceis faz parte do dever de quem ocupa um cargo público. “O MDB da antiga geração, Aluízio, Agnelo e Garibaldi, todos os três tinham perfeitamente consciência e esse sentimento da luta que não poderia fugir, da luta que teriam que enfrentar em plena ditadura militar. Eu não teria esse comportamento”, disse.

Henrique avaliou que a decisão tem gerado forte repercussão negativa, enfraquece a imagem do MDB no Estado e no cenário nacional, frustra a militância e rompe com a tradição histórica do partido, marcado pela luta, pela coragem e pelo enfrentamento de desafios, inclusive durante a ditadura militar.

“Garibaldi não merece passar por isso. Ele sempre foi o líder de todos nós. Tenho certeza de que ele não teria essa atitude se fosse o caso”, lamentou.

O ex-deputado contou, ainda, que diante da situação, Ezequiel Ferreira não irá mais para a MDB. Leia a entrevista na íntegra:

Diário do RN – Deputado Henrique Alves, como é que vê essa situação do MDB nesse momento, não assumindo o governo e toda essa dificuldade até de formar uma nominata competitiva para a eleição?
Henrique Alves – Olha, primeiramente, o respeito que eu tenho pela decisão de cada um. Cada um assuma a sua responsabilidade. Eu só espero que tenha profunda consciência do que está fazendo hoje e pelo exemplo que deixará para amanhã.

Diário do RN – E aí, dito isto, eu faço a pergunta: se Henrique estivesse no lugar de Walter, assumiria o governo?
Henrique Alves – Olha, eu acho que quem é MDB de anteontem, de ontem, de hoje, não pode nunca ter esquecido ou esquecer um discurso que motivou o Rio Grande do Norte: ‘Aos que me dizem que a luta é difícil, mais uma razão para dar o primeiro passo’.
E, na hora que este passo corretamente for dado, ele tem que ser feito embasado em outra frase histórica: ‘Lutar sem ódio e sem medo, porque o ódio escraviza, seja lá em que direção for, e o medo acovarda’.

Diário do RN – O MDB que lutou contra a ditadura agora tem medo de assumir o governo?
Henrique Alves – O MDB da antiga geração, Aluízio, Agnelo e Garibaldi, todos os três tinham perfeitamente consciência e esse sentimento da luta que não poderia fugir, da luta que teriam que enfrentar em plena ditadura militar.

Eu tinha 21 anos de idade. Eu estudava Direito na Universidade do Rio de Janeiro e fui convocado para ser candidato a deputado federal, com tão pouco conhecimento do Rio Grande do Norte, e topei numa hora também mais difícil desse país. E cheguei onde pude chegar porque essas três lições eu aprendi da minha vida.

Então, agora, o MDB, quando aceitou ser vice, eu aqui quero lembrar: Renan Calheiros me ligou porque o único estado do Nordeste que não estava ainda apoiando Lula era o Rio Grande do Norte.

E eu disse a ele, com muita tranquilidade: “Renan, nisto eu não posso ajudar, porque o MDB que eu sou tem uma candidata correta, competente, ética, exemplar, que é a senadora Simone Tebet, pelo mesmo MDB nacional. Como é que eu vou chegar no Rio Grande do Norte? Eu não vou recebê-la? Eu não vou me esconder dela. Não posso fazer isso, Renan”. Ele disse: “Ah, tá bom, então vou ver outro caminho”. Quando eu sou surpreendido com Lula aqui no Rio Grande do Norte, onde foi tratado e negociado politicamente um lugar de vice que, de fato, acho que ela (Fátima) nem queria ele, em troca do apoio a Lula.

Então, na hora que assume uma posição dessa, na hora que você pede esse desafio, você está pronto para o que der e vier. E agora chegou a hora do vier: é assumir a governadoria do Rio Grande do Norte. E, conhecendo como conhece os seus problemas, melhor ainda, porque já deve estar preparado para enfrentá-los, com a colaboração de todos, ter a capacidade de dialogar, de discutir.

Eu acho que o MDB deveria, sim, assumir o governo do Estado e fazer, sim, do MDB um MDB vigoroso, forte, corajoso, exemplar.

O MDB hoje vai lutar desesperadamente para eleger um deputado estadual. Que MDB é esse? O MDB teve deputado estadual, teve federais, teve senador, teve ministro, teve presidente do Senado, teve presidente da Câmara, teve governador. E aí, de repente, não pode assumir uma vice porque quer eleger um deputado estadual nas 24 cadeiras? Mas, como eu disse no começo, é o direito. E, mais que o direito, é a responsabilidade de cada um. Eu não teria esse comportamento.

“O político não é só para as horas boas. O político é para todas as horas”

Henrique Alves relembra tradição do MDB marcado pela luta, pela coragem e pelo enfrentamento de desafios, inclusive durante a ditadura – Foto: Reprodução

Diário do RN – Esse comportamento tem sido classificado por alguns como covardia. O senhor concorda?
Henrique Alves – Não, eu não vou fazer essa análise desse comentário, até por uma questão de respeito ao próprio vice-governador Walter e, ainda, a Garibaldi Filho, que sempre foi o melhor de todos nós, sempre foi o meu líder, e que eu imagino que deve estar sofrendo nesse momento, porque ele sabe que o político não é só para as horas boas. O político é para todas as horas, que ele tem condição de enfrentar, de perder ou de ganhar. Ele não está falando só para dentro dele, ele está falando para a multidão de eleitores que está olhando para ele.

É constrangedor, porque eu acho que, ao contrário, poderia fazer um grande governo nesses oito meses, já preparado, com conhecimento de vice-governador. Eu sei que há desafios. O MDB atravessa momentos difíceis, mas não é a dificuldade, não é o medo, que devem fazer a história do político, muito menos do MDB que eu vivi e que eu aprendi com Ulysses Guimarães, com meu pai, é o MDB da luta. Você caiu? Está difícil? Se levanta, caminha, se erga. Então, quem viveu isso, eu acho que esta hora tinha, sim, que aceitar o desafio, porque está sendo muito ruim para a imagem do nosso MDB, esse tipo de atitude, não topar uma luta maior.

Diário do RN – A repercussão tem sido negativa?
Henrique Alves – Tem, profundamente negativa. Porque é o único estado do Brasil em que você elegeu um vice, mas que já tinha como se fosse uma data para sair, e não a necessidade de quando sair, que era o final do mandato.

É natural que a governadora Fátima tenha o direito de cumprir o período dela e disputar o Senado. É natural essa aspiração dela. E é natural também de quem quis ser vice-governador por três anos que, nesta hora, diga: “Estou aqui, pronto para a luta, vamos em frente”.

Então, isso acho que não está tendo uma boa repercussão para a história do MDB do Brasil e para a história do MDB do Rio Grande do Norte. É uma situação inédita. Inédita aqui e no Brasil. Você pode ver os estados todos, não tem um caso desse.

Diário do RN – Se o senhor fosse vice-governador, assumiria mesmo com dificuldades financeiras?
Henrique Alves – Era meu dever assumir. Eu não discutiria o que é melhor, o que é pior, o que é agradável ou desagradável. Eu cumpriria o meu dever de MDB, de ter preenchido o cargo de vice-governador por três anos. E, na hora em que o Estado mais necessita, de repente fugir, sair, se esconder? Eu não faria isso. Cada um tem as suas razões. Só que a razão de quem é homem público, de quem é político, muitas vezes as razões pessoais têm que ficar abaixo daquelas que são compromisso com o seu Estado, com a sua gente e até com o seu partido.

Eu imagino Garibaldi como está agora constrangido. E a informação que se tem aí é que vai ter dificuldade de formar nominata.

Diário do RN – Por que ia formar nominata com o partido presidido pelo governador agora vai tomar uma nominata com o partido presidido por um ex sem mandato?
Henrique Alves – Ezequiel, que era alma gêmea, iria ao MDB, levaria cinco deputados estaduais, poderia até assumir a presidência do MDB e agora Ezequiel está fora desse jogo, não vai mais para o MDB, outros deputados que iam também não estão indo mais.

Diário do RN – É certeza Ezequiel não ir mais?
Henrique Alves – É, certeza. Não vai não. Ezequiel não vem mais para a MDB. MDB, quem te viu e quem te vê. Outra coisa, Garibaldi não merece passar por isso, Garibaldi sempre foi de todos nós o líder. Eu tenho certeza que ele não teria uma atitude dessa se fosse o caso, porque ele não é só um vice que se improvisou, ele é um líder que se impôs.

Diário do RN – Ezequiel vai para onde?
Henrique Alves – Não sei.

Diário do RN – Então os dois romperam?
Henrique Alves – Não, não romperam porque são amigos, mas não estão mais como estavam antes no mesmo projeto.

Diário do RN – A parceria política, então, acabou?
Henrique Alves – Momentaneamente. Vamos ver o que vai acontecer porque essa política do Rio Grande do Norte está surpreendendo a todos. É como se cada um olhasse para o seu umbigo, mas não é o seu umbigo, é o seu coração, é a sua alma, é o seu corpo é o seu caminhar, é o seu olhar.

Diário do RN – O senhor falou agora há pouco da questão dos desejos pessoais que se sobrepõem e que, na verdade, é para ser o contrário: a questão coletiva do Estado se sobrepõe aos desejos pessoais, aos interesses pessoais. Nesse caso, está o inverso?
Henrique Alves – É, porque a expectativa das pessoas que são MDB no Rio Grande do Norte, nesses municípios todos, tantos anos, devem estar aguardando com expectativa: “Oba, o MDB vai assumir o governo, vamos ter por oito meses o governador do MDB”. E está tendo o que? A frustração, não vai enfrentar, está com medo, vai se esconder. Quer dizer, isso não é um bom exemplo para um simples eleitor do MDB.

Diário do RN – Além desse medo, o que eu soube agora é que o vice-governador está conversando com o Allyson Bezerra e está praticamente definido o apoio a ele. E além disso, ainda teria que carregar a pecha de traidor?
Henrique Alves – Vamos aguardar os acontecimentos. Eu só estou na arquibancada. Eu sou torcedor da arquibancada. Com a mesma bandeirinha verde, sentado lá, torcendo por aquilo que eu quero, gosto e para que jogue melhor. E jogando assim não está joga


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ÁLVARO DIAS PODE SER O CANDIDATO DA DIREITA EM POSSÍVEL ELEIÇÃO INDIRETA

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Com a reviravolta na política potiguar dada como certa nos bastidores, a sucessão no Governo do Rio Grande do Norte por meio de uma eleição indireta começa a sair do terreno das especulações e ganha ações concretas nos bastidores. A renúncia da governadora Fátima Bezerra (PT), para disputar o Senado, e a decisão do vice-governador Walter Alves (MDB) de não assumir o cargo estão colocadas, abrindo caminho para a escolha de um governador tampão pela Assembleia Legislativa entre os meses de abril e maio. Nesse cenário, o nome do ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos), passa a ser tratado como uma possibilidade real dentro do campo da direita.

Ex-prefeito da capital por seis anos e pré-candidato ao Governo do Estado na eleição direta de outubro, Álvaro Dias tem seu nome citado em articulações que já ocorrem nos gabinetes de deputados estaduais, especialmente entre parlamentares ligados ao grupo do senador Rogério Marinho (PL), grupo ao qual Álvaro Dias integra e que possui pelo menos seis deputados estaduais. A mobilização envolve a construção de uma maioria entre os deputados, que serão os responsáveis pela escolha do governador no pleito indireto.

Em conversa com o Diário do RN, Álvaro Dias afirmou que se considera preparado para assumir o Governo do Estado, destacando os números de aprovação ao final de sua gestão em Natal.

“Olha, a nossa gestão em Natal fala por isso. Está uma demonstração inequívoca de que quem realizou uma boa gestão em Natal deverá fazer também uma boa gestão pelo Rio Grande do Norte. A gente encerrou a nossa gestão em Natal com 65% de aprovação. Isso é realmente um atestado indiscutível de competência e de que uma boa gestão à frente da capital depois de dois mandatos foi realizada. Então, eu acho que sobre isso aí, não tem nenhuma dúvida de que a gente se considera preparado para disputar o governo do Estado”, disse.

Apesar de se declarar preparado para o cargo, Álvaro adota cautela em relação à eleição indireta.

Em férias familiares no exterior, ele ressaltou que qualquer definição será tomada de forma coletiva, após diálogo com as principais lideranças do grupo político ao qual está vinculado.

“Para tomar essa decisão eu preciso conversar com Rogério, Styvenson e Paulinho”, declarou, citando o senador Rogério Marinho (PL), o senador Styvenson Valentim (PSDB) e o prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil).

Questionado se estaria disponível para disputar especificamente o mandato tampão, Álvaro classificou o debate como antecipado. “Isso aí é falar sobre hipótese. Porque ninguém sabe ainda se a governadora Fátima sai, se fica, se o vice assume ou não assume. Então é algo assim que está sendo falado com muita antecipação e eu terei uma opinião formada sobre isso aí, mas apenas depois que eu falar com o Rogério, com o Styvenson e com o Paulinho para tomar uma posição em grupo, já que eu faço parte de um grupo. Eu preciso tomar uma decisão em conjunto com eles”, afirmou.

Segundo informações apuradas pela reportagem, a definição depende, neste momento, do levantamento de votos entre os deputados estaduais, que são os eleitores da eleição indireta. O foco das articulações é verificar se há número suficiente de parlamentares dispostos a apoiar o nome que venha a ser apresentado pelo grupo político. Até agora, nenhum dos três candidatos ao Governo, Rogério Marinho (PL), Allyson Bezerra (UB) e Cadu Xavier (PT), sabe, ao certo, o número de deputados de quem terão apoio, já que alguns tomam posições administrativas e políticas diversas.


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