Início » Arquivos para 7 de maio de 2026, 15:00h

maio 7, 2026


CAMPANHA MAIO AMARELO REFORÇA MENSAGEM DE EMPATIA NO TRÂNSITO

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Nesta quinta-feira (07), a Prefeitura do Natal, através da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU), lança a campanha Maio Amarelo 2026. O objetivo é conscientizar a população para a redução de acidentes e óbitos no trânsito da capital.

Neste ano, o movimento adota o tema “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”, incentivando motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres a refletirem e adotarem comportamentos mais conscientes e focados no coletivo nos ambientes urbanos.

Durante o evento de lançamento do Maio Amarelo, a secretaria vai detalhar uma série de iniciativas que serão realizadas ao longo do mês. Ações educativas como blitze de conscientização e intervenções urbanas, com foco na valorização da vida e na construção de um trânsito mais seguro.

ESTATISTICAS
Também nesta quinta-feira, a secretaria deve divulgar números atualizados sobre os acidentes de trânsito em Natal. Os números disponíveis até o momento referem-se a ocorrências registradas até agosto do ano passado quando, de janeiro a agosto, ocorreram 889 acidentes. O aumento é de mais de 12% se comparado aos 792 registrados no mesmo período de 2024.

Essa semana, o Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS) divulgou números extraídos do relatório do Observatório de vigilância sobre violência no trânsito, uma nova funcionalidade incorporada ao sistema Protocolo Eletrônico do Paciente (PEP Mais RN).

O cenário é de alerta para a segurança viária no Rio Grande do Norte, especialmente em Natal. O Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, o maior e mais importante do estado para atendimento de traumas, atende uma vítima de acidente de moto a cada três horas.

Os dados são monitorados desde janeiro de 2025, registrando pico de internações em dezembro de 2025, quando alcançou 304 casos no mês. Por outro lado, o menor número de internações foi registrado em abril deste ano, com 211 ocorrências.

Segundo os pesquisadores do LAIS, os números de acidentados trazem uma sobrecarga ao sistema de atendimento, apontando para um cenário crítico de sua capacidade, com uma média semanal de 58 atendimentos. “Na prática, o hospital recebe um novo trauma de motos a cada três horas, ininterruptamente. Qualquer variação acima, sobrecarrega as salas de cirurgias e as equipes de ortopedia”, argumentou o pesquisador Ricardo Valentim.

SOBRE O MAIO AMARELO
A campanha Maio Amarelo é um movimento global de conscientização para a redução de acidentes e mortes no trânsito, buscando colocar o tema em pauta com engajamento de toda a sociedade: órgãos governamentais, empresas, entidades de classe, associações e cidadãos, sempre colocando a preservação da vida em primeiro lugar.

A cor amarela simboliza atenção e advertência, e a escolha do mês de maio refere-se à criação da Década de Ação para Segurança no Trânsito. Juntas, a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceram a meta de reduzir em pelo menos 50% o número de mortes e lesões no trânsito até o ano de 2030.

Em Natal, o lançamento oficial do Maio Amarelo acontece no Auditório do Parque da Cidade, a partir das 9h, reunindo representantes do poder público, instituições parceiras e sociedade civil.

A iniciativa visa reforçar o compromisso da gestão municipal com políticas públicas voltadas à segurança viária e à mobilidade urbana responsável.


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MAGISTRADA POTIGUAR DETALHA DESAFIOS DA MATERNIDADE E CARREIRA PROFISSIONAL

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A rotina da mãe moderna, durante a criação dos filhos ao longo da vida, exige muitos compromissos. Não são raras as vezes em que parece uma missão impossível conciliar todos esses papéis, principalmente quando a profissão envolve julgar situações delicadas, como violência doméstica, ações de guarda, alimentos, visitas e dissolução conjugal. Pelo menos é esse o caso de quem trabalha no Poder Judiciário, sobretudo nas Varas de Família.

Uma dessas pessoas é a juíza Fátima Soares, que acumula 32 anos de magistratura, dos quais 17 foram dedicados à Vara de Família, na Comarca de Natal – uma área extremamente sensível e humana, que exige não apenas conhecimento jurídico, mas também equilíbrio, escuta e sensibilidade social.

Ao longo da trajetória, ela sempre entendeu que ser mãe e magistrada são dois propósitos profundamente ligados ao cuidado, à responsabilidade e ao compromisso humano.

Evidentemente, surgiram desafios, sobretudo na administração do tempo e das emoções, mas Fátima procurou viver ambas as funções com dedicação, equilíbrio e amor. “A magistratura exige firmeza; a maternidade, acolhimento. Aprendi que é possível exercer ambas com harmonia”, disse.

Fátima lembra que sempre incentivou seus filhos a estudarem, buscarem independência e realizarem-se profissionalmente naquilo que os fizessem felizes. Naturalmente, por conviverem em um ambiente jurídico, o filho mais velho teve proximidade com a área do Direito. Contudo, frisou a magistrada, nunca houve imposição. “Entendo que cada pessoa deve encontrar sua própria vocação”.

O primogênito, Isaac, foi o único a seguir a carreira da mãe. Inicialmente, exerceu por quatro anos, o cargo de Juiz de Direito em Goiás. Depois, fez concurso para a magistratura em Sergipe e por lá permaneceu por quase 11 anos. Atualmente, é Juiz de Direito em Caicó, titular da 3ª Vara.

Já o filho do meio, Felipe, trilhou os passos do pai e do avô materno. Tornou-se bacharel em Contabilidade, mas desempenha as atividades de empresário, no ramo de medicamentos. Quanto à caçula, Sara Isabella, é bacharel em Publicidade, Gastronomia e Especialista em Gestão de Empresas e Negócios pela USP/SP. Atualmente, executa a profissão de empresária, no ramo de consultoria internacional.

Mesmo sendo uma mãe presente e dedicada, a administração do tempo nunca foi simples para Fátima. “A magistratura exige muito, especialmente em Varas de Família, onde lidamos, diariamente, com conflitos emocionais intensos. Procurei, contudo, estabelecer prioridades, reservar momentos de qualidade para a família e compreender que presença afetiva muitas vezes vale mais que quantidade de tempo. Organização, apoio familiar e equilíbrio emocional foram fundamentais”, relatou a juíza.

Sensibilidade como mãe também ajudaram no exercício da magistratura – Foto: Reprodução

Desafios da carreira
Diante das nuances da conciliação do papel de mãe com a carreira no Poder Judiciário potiguar, a juíza Fátima Soares destaca não só a responsabilidade com ambas, mas também sensibilidade e as exigências peculiares.

Atualmente, as Varas de Família enfrentam desafios muito complexos. São conflitos cada vez mais judicializados, relações familiares fragilizadas e, muitas vezes, profundas desigualdades econômicas e emocionais entre as partes. Segundo a magistrada, as mulheres ainda enfrentam dificuldades significativas, especialmente em questões relacionadas à sobrecarga materna, violência psicológica, dependência financeira e descumprimento de obrigações alimentares. Para ela, o grande desafio do Judiciário é assegurar proteção integral sem perder de vista a imparcialidade e o melhor interesse das crianças e adolescentes.

De acordo com Fátima, situações de ocultação patrimonial e inadimplência alimentar ainda são relativamente frequentes nas Varas de Família. Em muitos casos, frisou, percebe-se que tais condutas ultrapassam a mera questão financeira e acabam funcionando como formas de manutenção de poder, controle emocional ou retaliação após o término da relação. “O Judiciário tem buscado mecanismos mais eficazes para coibir essas práticas e garantir a efetividade das decisões judiciais”.

Outro tema extremamente delicado e que exige análise cuidadosa caso a caso é a alienação parental. Para a magistrada, é importante evitar generalizações. “Existem situações reais de alienação parental, assim como também há casos em que alegações são utilizadas de forma estratégica em disputas familiares. Por isso, o magistrado precisa atuar com extrema cautela, ouvindo equipes interdisciplinares, analisando provas e priorizando sempre a proteção integral da criança e do adolescente”, explicou.

Muitas vezes, as mulheres enfrentam revitimização nos tribunais, onde estereótipos de gênero influenciam decisões, ignorando o contexto de desigualdade. Nesse sentido, a magistrada potiguar reconhece essa realidade como sendo uma preocupação legítima e que precisa ser constantemente enfrentada pelo sistema de justiça. Apesar do Poder Judiciário brasileiro estar evoluindo nesse debate, especialmente com maior conscientização acerca dos estereótipos de gênero, Fátima observa que, ainda assim, é necessário permanente capacitação e sensibilidade institucional. Quanto aos movimentos contemporâneos, que reforçam discursos de intolerância ou de antagonismo entre homens e mulheres, a juíza entende que o caminho mais saudável continua sendo o diálogo, o respeito mútuo e a construção de relações baseadas na dignidade humana e na igualdade de direitos.

Frequentemente, mulheres que possuem medidas protetivas também buscam no Juízo de Família soluções relacionadas aos filhos e à reorganização familiar. Na percepção de Fátima, trata-se de uma realidade presente em diversos estados brasileiros, inclusive no Rio Grande do Norte. “Isso demonstra como violência doméstica e conflitos familiares muitas vezes caminham interligados, exigindo atuação articulada e humanizada do sistema de justiça”.


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PREFEITA DE MACAU, FLÁVIA VERAS, É DENUNCIADA CRIMINALMENTE PELO MINISTÉRIO PÚBLICO DENUNCIA CRIMINALMENTE

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A prefeita de Macau, Flávia Veras, passou à condição de denunciada na Justiça após o Ministério Público do Rio Grande do Norte formalizar acusação criminal por usurpação de função pública.

A denúncia foi apresentada no âmbito do processo nº 0800672-80.2025.8.20.5105, que tramita no Juizado Especial da Comarca de Macau, e tem como base um episódio ocorrido ainda antes da posse da gestora.

De acordo com o Ministério Público, no dia 17 de outubro de 2024, a então prefeita eleita, ainda sem qualquer investidura legal no cargo e expediu o ofício nº 03/2024 à empresa responsável por uma obra pública no município, determinando a paralisação imediata dos serviços e a suspensão dos pagamentos.

A intervenção atingiu diretamente a reforma da Praça das Mães, uma obra em andamento sob responsabilidade da iniciativa privada em parceria com o município.

Na denúncia, o Ministério Público é categórico ao afirmar que houve exercício indevido de função pública.

Segundo a promotora do caso Isabel de Siqueira Menezes, a denunciada “praticou ato próprio da função pública […] simulando possuir autoridade e competência que ainda não lhe eram conferidas.”

O órgão vai além e sustenta que não houve equívoco ou interpretação errada da situação, mas sim consciência da ilegalidade “O dolo está evidenciado na consciência da denunciada de que não havia tomado posse e, ainda assim, assumiu indevidamente atribuições de agente pública.”

Na prática, o MP afirma que a prefeita eleita sabia que não podia agir e mesmo assim interferiu diretamente em contrato administrativo e o fez em nome do Município

DA PROPOSTA DE ACORDO À DENÚNCIA
O caso teve início como um Termo Circunstanciado de Ocorrência, procedimento destinado a infrações de menor potencial ofensivo.

Inicialmente, o Ministério Público ofereceu uma proposta de transação penal, que permitiria encerrar o caso sem ação judicial, mediante prestação de serviços comunitários ou pagamento de multa equivalente a dois salários mínimos. A proposta, no entanto, foi recusada pela investigada.

A decisão teve efeito imediato, e o que poderia ser resolvido com acordo, evoluiu para denúncia criminal formal. Com isso, o Ministério Público requereu o recebimento da denúncia, a citação da acusada e a abertura de processo penal

Caso a Justiça aceite a denúncia, a prefeita Flávia Veras passará oficialmente à condição de ré.

Poder e herança judicial
A denúncia criminal contra Flávia Patrícia Tavares Veras Vieira não é apenas um episódio isolado, ela acende um alerta sobre o padrão que pode marcar a nova gestão em Macau.

Filha do ex-prefeito Flávio Veras, a prefeita eleita chega ao poder sob a sombra de um político que, ao longo dos anos, se habituou a dividir espaço entre a administração pública e os corredores das cadeias e do Judiciário.

Agora, o enredo ganha um novo capítulo e de forma precoce, antes mesmo da posse, Flávia já enfrenta uma denúncia criminal por, segundo o Ministério Público, ter ultrapassado os limites legais ao agir como prefeita sem estar investida no cargo. A acusação não trata de falha burocrática, mas de atuação consciente, conforme sustenta a promotoria.

A recusa em encerrar o caso por meio de acordo reforça a disposição de levar o embate até o fim, transferindo para a Justiça a definição sobre um episódio que poderia ter sido resolvido de forma mais discreta.

O resultado é um início de trajetória marcado não por agenda administrativa, mas por enfrentamento judicial.

E, em Macau, isso não é exatamente novidade.

Usurpação de função pública (art. 328 do Código Penal)
O crime ocorre quando alguém exerce função pública sem autorização ou pratica atos típicos de um cargo sem estar investido nele e a pena pode incluir detenção e multa


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OURO BRANCO: EXPLOSÃO NA FOLHA E R$ 1,5 MILHÃO DE GASTOS EM COMBUSTÍVEL

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Em Ouro Branco Os números não mentem, escancaram um cenário preocupante nas contas públicas do município. Em apenas 90 dias de 2026, a Prefeitura já torrou R$ 3.078.432,95 com folha de pagamento, superando o mesmo período de 2025, quando o gasto foi de R$ 2.946.080,63.

O que mais chama atenção é o avanço dos cargos comissionados, que saltaram de R$ 266.465,03 para R$ 309.722,94. Um crescimento que levanta suspeitas sobre possível inchaço da máquina pública, prática recorrente em anos eleitorais.

Portal da Transparência aponta valores da folha de pagamento do funcionalismo no ano de 2025 – Foto: Reprodução
Documento mostra que o comparativo entre 2025 e 2026 houve um aumento considerável nos valores – Foto: Reprodução

ROMBO NO TANQUE: R$ 1,5 MILHÃO EM COMBUSTÍVEL
Se a folha já preocupa, os gastos com combustível beiram o absurdo. Somente em 2025, a gestão municipal despejou R$ 970.697,05 em um único posto localizado em Santa Luzia, na Paraíba.

Agora, em 2026, o ritmo segue acelerado: R$ 478.404,73 já foram consumidos em poucos meses.

No acumulado, a conta ultrapassa R$ 1,5 milhão, um valor que exige explicações urgentes sobre controle, fiscalização e necessidade real dessas despesas.

FROTA CARA E SEM FREIO
Como se não bastasse, os gastos com manutenção de veículos também disparam. Em 2025, foram R$ 960.070,03. Em 2026, já são R$ 199.718,32 liquidados, mantendo a frota municipal como um dos principais focos de drenagem de recursos públicos.

ANO ELEITORAL E MÁQUINA INCHADA
O cenário segue um roteiro conhecido: ano eleitoral, aumento da folha, crescimento de comissionados e despesas operacionais fora da curva. O problema é que quem paga essa conta é o contribuinte.

Dados extraídos do Portal da Transparência mostram que o município começa a despertar a atenção de órgãos fiscalizadores e de controle, diante de cifras que fogem da normalidade para um período tão curto do ano.

Com despesas em alta e sem sinais de contenção, a gestão de Ouro Branco passa a operar sob forte pressão. A pergunta que fica é direta: há planejamento ou descontrole nas contas públicas?
Se os números continuarem nesse ritmo, o que hoje é alerta pode, em breve, se transformar em alvo de investigação.


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CADU DIZ QUE ALLYSON É “ILUSIONISTA” E “GRANDE MAQUIADOR DE MOSSORÓ”

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O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte pelo PT, Cadu Xavier, elevou o tom das críticas ao também pré-candidato Allyson Bezerra, do União Brasil, ao classificar a gestão do mossoroense como “maquiada” e baseada em estratégias de marketing. Em entrevista ao Diário do RN, Cadu afirmou que pretende confrontar o adversário diretamente durante a campanha, sustentando que há uma discrepância entre a imagem divulgada nas redes sociais e a realidade administrativa.

“A vida real versus a vida de rede social. De uma gestão maquiada, de uma gestão baseada em marketing, em rede social”, disse, ao comentar o comparativo que Allyson tem proposto entre administrações. Segundo ele, o grupo governista está preparado para o embate. “A gente tem muita tranquilidade, muita segurança de fazer o debate com qualquer um. Eu estou cada vez mais ansioso para esse debate”, completou.

Ao situar a disputa em um cenário político mais amplo, Cadu também associou os principais adversários a diferentes campos nacionais e alianças locais. “Eu diria que hoje nós temos Cadu de Lula, Álvaro de Bolsonaro e Allyson de Robinson Faria, José Agripino. É isso que a gente vai falar pro povo”, afirmou.

Mais além, ao intensificar as críticas ao adversário, Cadu Xavier afirmou que a imagem construída pela gestão de Mossoró não deve se sustentar ao longo da campanha. “Allyson foi o grande maquiador de Mossoró e essa maquiagem vai ser desmanchada na campanha. O Ministério Público já vem investigando essa maquiagem. É só olhar as contestações do MP na gestão da saúde, da educação”, declarou. Acho que o mundo real está começando a se impor para o ilusionista de Mossoró”, declarou, associando o oponente a uma narrativa que, segundo ele, será desfeita ao longo da campanha.


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PREFEITURA AFIRMA QUE SITUAÇÃO DAS CRIANÇAS ESTÁ SENDO RESOLVIDA

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A Prefeitura de Mossoró se manifestou após a publicação de reportagem na edição da terça-feira (05) do Diário do RN, que aborda decisões judiciais relacionadas ao atendimento de crianças e adolescentes em unidades de acolhimento no município. A matéria, baseada em documentos oficiais da Justiça e do Ministério Público do Rio Grande do Norte, apresentou determinações recentes que apontam fragilidades no sistema. Em resposta, a gestão municipal destacou ações já implementadas para corrigir os problemas.

Segundo a reportagem, decisões judiciais determinaram que o Município apresente um plano emergencial para reorganizar e garantir o funcionamento adequado dos serviços. As medidas têm como base relatórios técnicos produzidos ao longo de vários anos por órgãos de controle, com registros que remontam a 2021 a 2025, ainda na gestão do então prefeito Allyson Bezerra.

Um dos trechos dos documentos do Ministério Público aponta que “em muitos casos, a própria criança acolhida se vê obrigada a pagar suas despesas de tratamento médico e de reforço escolar, fazendo uso de seu Benefício de Prestação Continuada (BPC), de pensão previdenciária, de pensão alimentícia ou de outros recursos próprios”, afirma o documento. Ao se posicionar, a Prefeitura argumenta que esses problemas são antigos e que não refletem integralmente a situação atual da rede de atendimento, afirmando que “as questões apontadas já foram resolvidas ou já receberam encaminhamentos efetivos”, diz a nota.

Entre os pontos ressaltados pelo Município está a área da educação. A gestão afirma que crianças e adolescentes acolhidos têm prioridade na matrícula escolar e acesso facilitado a unidades próximas às casas de acolhimento. Segundo a Prefeitura, “as crianças e adolescentes acolhidos têm prioridade na matrícula e no acesso a escolas próximas às unidades de acolhimento”, afirma o Município, destacando que a medida contribui para a permanência e o acompanhamento adequado dos estudantes.

Na saúde, a Prefeitura também destaca que esse público possui prioridade no atendimento, tanto na atenção básica quanto em serviços especializados e exames. O Município acrescenta que “os acolhidos também têm prioridade de atendimento nas UBSs, UPAs, consultas com especialistas e realização de exames”, informa, e que fornece gratuitamente todos os medicamentos previstos na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais, ressaltando que “medicamentos de alta complexidade são de competência do Governo do Estado e Governo Federal”, complementa.

A questão estrutural das unidades também foi abordada. A reportagem menciona problemas identificados em equipamentos como o NIAC Pinguinho de Gente. Sobre isso, a Prefeitura informa que “um novo prédio para o NIAC está em processo de contratação, com o objetivo de melhorar o atendimento aos acolhidos”, diz.

Apesar das críticas apontadas nas decisões judiciais, a gestão municipal afirma que mantém um trabalho contínuo de avaliação e aprimoramento das políticas públicas voltadas à infância e adolescência. De acordo com a nota, o Município “vem adotando medidas contínuas para fortalecer o atendimento às crianças e adolescentes acolhidos”, afirma, e diz que segue trabalhando de forma permanente para aprimorar os serviços.

As decisões da Justiça também determinam a apresentação de um plano estruturado, com metas, cronograma e definição de responsáveis, o que reforça a necessidade de ajustes na rede de atendimento. A Prefeitura, por sua vez, reiterou o compromisso com a melhoria contínua do sistema e afirmou que segue adotando medidas para fortalecer o acolhimento no município.


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