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CADU REBATE ALLYSON E CITA PRISÃO DE ALIADO COM DINHEIRO E CORRUPÇÃO

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Cadu de Lula (PT) reagiu às declarações de Allyson Bezerra (União Brasil) após o primeiro turno e rebateu a acusação de uso da máquina pública para chegar ao segundo turno. O petista citou a prisão em flagrante do ex-prefeito de Baraúna Aldivon Simão do Nascimento, com dinheiro e material de campanha, caso que levou a uma representação do então candidato ao Governo Álvaro Dias contra Allyson e Hermano Morais no TRE-RN.

“Ontem, vendo os vídeos do discurso do meu adversário, ele dizendo que nós usamos a máquina para chegar ao segundo turno. Ele sempre fala das práticas que ele mesmo comete, dizendo que são os outros”, afirmou Cadu.

Na sequência, o candidato relacionou diretamente o episódio de Baraúna à disputa eleitoral.

“Foram apoiadores dele que foram pegos com dinheiro e bottons da campanha dele, não foram nossos. Ele é suspeito de corrupção, não nós. Ele é suspeito de comprar voto, não nós. É assim que a gente vai vencer as eleições, juntos com o presidente Lula”, declarou.

A referência é ao flagrante ocorrido no domingo (4), em Baraúna, quando Aldivon foi detido com cédulas de R$ 20 e R$ 50 presas a materiais de campanha. Segundo a representação apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte, foram identificados pelo menos 14 conjuntos, totalizando R$ 430, além de santinhos da chapa de Allyson e Hermano e materiais com o número 44. A ação pede a cassação do registro ou diploma dos dois candidatos.

O TRE-RN recebeu a representação e determinou diligências para aprofundar a apuração. O recebimento do processo, porém, não representa condenação nem confirma, neste momento, a participação de Allyson ou Hermano no episódio.

Outro episódio envolve pedido de votos em Mossoró

Além do caso de Baraúna, outro episódio envolvendo integrante do grupo político de Allyson havia sido noticiado pelo Diário do RN durante a campanha. Em setembro, o prefeito de Mossoró, Marcos Medeiros, apareceu em vídeo pedindo votos para Allyson e para Cinthia de Allyson durante uma reunião com moradores da comunidade rural Puxa-Boi.

“A gente está andando aqui para pedir voto para o nosso governador. Pedindo voto para Allyson, para a nossa deputada estadual, Cinthia de Allyson. A gente precisa reunir o máximo possível de votos para apoiar o candidato”, afirmou o prefeito na ocasião.

A reunião havia sido realizada para tratar de reivindicações dos moradores relacionadas principalmente ao abastecimento de água e à falta de atendimento regular de saúde na comunidade. Durante o encontro, Marcos apresentou uma proposta de transporte de moradores para atendimento médico e odontológico em outra localidade e, no mesmo contexto, pediu apoio eleitoral.

O episódio passou a integrar o conjunto de questionamentos feitos pela oposição sobre a utilização da estrutura pública e a atuação de aliados de Allyson durante a campanha.

A resposta de Cadu ocorre no início de uma nova etapa da disputa. Os dois terminaram o primeiro turno praticamente empatados, com Allyson em primeiro, com 36,75% dos votos, e Cadu com 36,28%. A diferença de apenas 0,47 ponto percentual deixa o segundo turno aberto e coloca acusações, alianças e episódios da campanha anterior novamente no centro do debate.

Nos bastidores, a tendência é que os dois candidatos ampliem, nesta nova fase, a discussão sobre suas propostas e também sobre os fatos que marcaram a campanha. Cadu já sinalizou que pretende manter a associação com o presidente Lula como um dos eixos de sua candidatura, enquanto Allyson deverá sustentar o discurso de mudança utilizado no primeiro turno.


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