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outubro 2026


DATAVERO DIVULGA NESTE SÁBADO ÚLTIMA PESQUISA ANTES DO SEGUNDO TURNO NO RN

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O Instituto DataVero, em parceria com o Diário do RN, divulga neste sábado (24) a última pesquisa de intenção de voto antes do segundo turno das eleições de 2026. O levantamento apresentará os números da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte, entre Cadu de Lula (PT) e Allyson Bezerra (União Brasil), e da corrida à Presidência da República, entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

A pesquisa está sendo realizada entre os dias 22 e 24 de outubro, com 1.500 eleitores entrevistados em 50 municípios potiguares. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 18 de outubro, sob os números RN-00914/2026 e BR-02009/2026.

O estudo apresentará o cenário estimulado das duas disputas, modalidade em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados. Os resultados permitirão conhecer as intenções de voto dos eleitores potiguares na reta final da campanha, às vésperas da votação que definirá os próximos ocupantes do Governo do Estado e da Presidência da República.

No Rio Grande do Norte, a expectativa gira em torno do confronto entre Cadu e Allyson, que chegaram ao segundo turno após uma disputa apertada nas urnas. Na primeira votação, Allyson obteve 36,94% dos votos válidos, enquanto Cadu alcançou 36,16%, uma diferença de apenas 0,78 ponto percentual, equivalente a 15.509 votos.

Na primeira pesquisa DataVero/Diário do RN realizada após o primeiro turno, divulgada em 16 de outubro, Cadu apareceu numericamente à frente, com 50,53% dos votos válidos, contra 49,47% de Allyson. A diferença de 1,06 ponto percentual configurou empate técnico, considerando a margem de erro de 2,53 pontos percentuais daquele levantamento.

Agora, a nova rodada permitirá observar se o equilíbrio identificado anteriormente permanece ou se houve alterações nas preferências declaradas pelos eleitores durante os últimos dias de campanha.

Na disputa pela Presidência da República, o novo levantamento também mostrará o comportamento do eleitorado potiguar na reta final do segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Na pesquisa anterior do Instituto DataVero, realizada em parceria com o Diário do RN e divulgada em 16 de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apareceu com 65,26% dos votos válidos no Rio Grande do Norte, contra 34,74% do senador Flávio Bolsonaro.

A vantagem do petista foi de 30,52 pontos percentuais. Os números que serão divulgados neste sábado permitirão avaliar se essa diferença foi mantida, ampliada ou reduzida nos últimos dias de campanha.

DataVero foi o mais próximo do resultado das urnas
A divulgação ocorre após o desempenho do Instituto DataVero na reta final do primeiro turno.

Entre oito pesquisas comparadas com o resultado oficial da eleição para governador, o levantamento DataVero/Diário do RN foi o que mais se aproximou do resultado das urnas entre Allyson Bezerra e Cadu de Lula.

Publicada em 2 de outubro, a última pesquisa do instituto antes da votação apontou Allyson com 35,82%, Cadu com 32,46% e Álvaro Dias (PL) com 20,54%, no cenário estimulado com apoios políticos.

Na comparação com o resultado oficial, o DataVero apresentou o menor erro médio absoluto entre os oito levantamentos analisados, de 3,7 pontos percentuais, contra 5,7 pontos do segundo instituto mais próximo.


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ENTRE MUITO TALENTO E DESAFIOS, MÚSICA AUTORAL POTIGUAR BUSCA NOVOS PÚBLICOS

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A música autoral produzida no Rio Grande do Norte vive um momento de transformação, impulsionado pelas novas possibilidades digitais, mas ainda enfrenta desafios relacionados à valorização cultural, formação profissional e acesso a espaços de circulação. Esse cenário será discutido durante a III Semana Cultural da Música Potiguar, que acontece de 27 a 30 de outubro, na Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (EMUFRN).

Promovido pela Rede Potiguar de Música (RPM), o evento reúne artistas, produtores, profissionais e integrantes da cadeia produtiva musical do estado em uma programação com palestras, minicursos, encontros e apresentações voltadas à criação, produção, circulação e valorização da música potiguar.

Para Pollyana Guimarães, produtora cultural e integrante do Caninga Selos Musicais, o momento atual abre novas possibilidades para artistas independentes, mas também revela dificuldades na sustentabilidade da carreira musical.

“Estamos vivendo uma época de algumas facilidades digitais, que permitem que os compositores e intérpretes consigam chegar num lugar de divulgação do trabalho bem mais amplo do que há alguns anos atrás, quando a gente não tinha plataformas de streaming e era muito difícil conseguir uma gravadora”, comentou Pollyana.

Segundo ela, apesar das novas ferramentas, ainda existe a necessidade de fortalecer o consumo da produção local. “O que falta para o potiguar é o orgulho de consumir o som potiguar, a própria cultura, e a gente acaba muito preso numa bolha. Os próprios músicos consomem suas músicas e a gente quer que toda a comunidade escute, toda a comunidade valorize, como acontece nos estados vizinhos”, explicou.

Entre os principais desafios apontados pela produtora está a valorização dos artistas potiguares em grandes eventos e a criação de condições para que a música autoral consiga alcançar novos públicos.

“Primeiro desafio, acho que essa barreira cultural do potiguar ter orgulho e querer ouvir, querer conhecer os artistas daqui”, afirmou Pollyana.

Ela também destacou a necessidade de ampliar políticas e projetos voltados para gravação, divulgação e circulação da produção musical. “Falta suporte financeiro e logístico para desenvolver um mercado com pessoas mais capazes, mais antenadas, usando os recursos que se tem para usar”, comentou.

A presença nas plataformas digitais também será tema da programação da Semana Cultural. Para Pollyana, estar em serviços de streaming é importante para participar do mercado atual, mas não representa, sozinho, uma garantia de reconhecimento ou retorno financeiro.

“É uma ilusão pensar que estar numa plataforma de streaming vai resolver a carreira ou vai tornar aquele músico reconhecido ou muito menos vai gerar alguma renda”, explicou.

De acordo com a produtora, o desenvolvimento de uma carreira musical depende de planejamento, produção e estratégias além da publicação de uma música na internet.

“Não é só colocar no streaming, é todo um pensamento de carreira em volta disso, de planejamento artístico, de visão para tentar envolver a música num produto que as pessoas queiram consumir”, esclareceu.

A proposta da III Semana Cultural é justamente ampliar o acesso à informação e contribuir para a profissionalização do mercado musical potiguar. A programação formativa inclui o CriProCó Musical (Criação, Produção e Comunicação Musical), com palestras e minicursos sobre distribuição digital, direitos autorais, produção de vinhetas e criação artística.

O projeto é uma iniciativa da Rede Potiguar de Música, com apoio do Caninga Selos Musicais, projeto de extensão da Escola de Música da UFRN, e do Comitê de Cultura do Ministério da Cultura no Rio Grande do Norte.

“A semana é uma ideia da Rede Potiguar de Música e, a partir dessa ideia, a Escola de Música deu o suporte de somar junto e, através da existência do nosso selo, que se chama Caninga Selos, resolvemos promover a semana cultural com essa parceria”, explicou Pollyana.

Programação reúne palestras, oficinas e apresentação musical
A programação começa na terça-feira (27), às 14h, com o bate-papo “Panorama da Música Potiguar: Educação, Acervo e Memória”, com Esso Alencar, da RPM. Na quarta-feira (28), serão realizadas as palestras “Distribuição e Lançamento Digital”, com Polly Guimarães, e “Direito Autoral na Era Digital”, com Giselle Luz, gerente regional do ECAD Nordeste.

Na quinta-feira (29), acontecem os minicursos “Vinhetas Sonoras para Rádio, TV e Publicidade”, com Ciro Pedroza, e “Criação e Produção Artística”, conduzido por Polly Guimarães. O encerramento será na sexta-feira (30), às 17h, com o Caninga Jams – Música no Estacionamento, reunindo músicos da Rede Potiguar de Música e participantes do evento.

Para Pollyana, incentivar a música autoral significa preservar a identidade cultural do estado.

“A música autoral diz muito sobre a cultura local, sobre como as pessoas compartilham o mesmo clima, as mesmas influências, as mesmas paisagens. É muito importante que a gente tenha esse registro e essa valorização do próprio trabalho musical que é cultura local”, afirmou.

As inscrições para participar da Semana Cultural serão abertas no dia 22 de outubro e seguem até o primeiro dia do evento. A participação é gratuita e os participantes recebem certificado.


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POSICIONAMENTO POLÍTICO NAS REDES EXPÕE CHRYSTIAN DE SABOYA A ATAQUES

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ciais se consolidaram como um dos principais espaços do debate político no Brasil. Ao mesmo tempo em que ampliaram a participação de diferentes vozes, também abriram espaço para discursos de ódio, ataques pessoais e campanhas de cancelamento direcionadas a quem manifesta opiniões públicas.

O jornalista, produtor de eventos, colunista social e criativo Chrystian de Saboya tem sentido esse cenário de forma mais intensa nos últimos meses, à medida que passou a publicar com maior frequência reflexões sobre política, democracia e justiça social.

Em uma das postagens em sua conta pessoal na rede social Instagram, intitulada “As Asas da Dignidade”, Saboya declara que não é filiado ao PT nem se considera comunista, mas explica que apoia pautas ligadas ao combate à desigualdade social, à defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), das instituições democráticas e dos programas sociais.

A publicação provocou reações imediatas. Entre elas, comentários de seguidores informando que deixariam de acompanhá-lo por discordarem de seu posicionamento político. Em alguns casos, Saboya respondeu de forma irônica às críticas.

Ao Diário do RN, Saboya comentou que a intensificação dos ataques coincidiu com o período em que passou a se posicionar mais frequentemente sobre política. Usuários da rede social também deixaram de segui-lo após as postagens com conteúdos políticos.

“Eu sou muito bem resolvido na minha vida. Nunca estive ao lado dos cafonas. Desde muito menino eu sempre preferi defender aqueles que menos têm. São para essas pessoas que o meu abraço é mais necessário”, afirmou.

Segundo ele, as mensagens ofensivas não alteram sua postura.

“Todas essas mensagens não afetam o meu campo magnético. Primeiro porque eu me divirto, segundo porque a resposta está sempre na ponta da língua e terceiro porque eu não dou credibilidade à gente oca, medíocre, estúpida”, comentou.

“Você fica horroroso de vermelho”
A repercussão das publicações políticas de Chrystian de Saboya se reflete diariamente na caixa de comentários de suas redes sociais. Entre manifestações de apoio, também aparecem críticas, ofensas e anúncios de que seguidores deixarão de acompanhar seu perfil.

Uma das mensagens dizia:
“Estou deixando de seguir você porque você fica horroroso de vermelho. Um homem tão bonito e inteligente fazer fotos no meio de uma ‘mundissa’ é uma vergonha”, escreveu uma seguidora.

Em tom irônico, Chrystian respondeu:
“Bom dia! Sobre deixar de me seguir, você faz muito bem. Eu só queria entender por que vocês, 22, escrevem sempre tão errado; mas entendo: quem não lê, se transforma nisso. Sobre ser bonito e inteligente eu não posso dizer o mesmo com você. Aliás, se não for pedir muito, troque a sua foto do perfil. Eu olhei de relance e pensei que era um hipopótamo com febre amarela. Mais um erro de português: mundiça é com Ç. Vá pra baixa de égua”, respondeu.

Em outra publicação, uma seguidora comentou:
“Que pena! Eu não sigo petista…”, escreveu.

A resposta do jornalista foi direta.

“Pois vaze daqui! Faço nenhuma questão!”, respondeu.

Na sequência, outro seguidor saiu em defesa de Saboya.

“Tô com pena de você. Perdeu a oportunidade de seguir alguém decente e evoluído”, comentou.

Saboya diz que o apoio recebido de outros seguidores acaba superando os ataques.

“Outro fator muito importante que chancela esse meu comportamento são as mensagens profundamente carinhosas e respeitosas que eu recebo. A maldade não deve se antepor à alegria, à decência, àqueles que têm a alma limpa, o caráter às claras”, afirmou.

O produtor de eventos também destaca que nunca escondeu suas convicções.

“Eu sempre deixei a minha vida muito clara para as pessoas. Eu não sou de meias verdades, eu não sou de meias vontades, eu não preciso me esconder por esse ou por aquele motivo. Cada um luta com as armas que tem: as minhas são embasadas na verdade, na justiça social, no sonho de um mundo melhor para todos nós”, disse.

Além das críticas, Saboya relata que também recebeu ameaças em decorrência de suas manifestações políticas.

Questionado se precisou procurar as autoridades, respondeu que sim.

“Já chegaram ameaças, sim. Mas como essa gente, além de cafona, é muito covarde, eu exponho, exijo respeito, presto queixa. Todos correm. Quem não tem argumentos, não tem asas”, afirmou.

Na avaliação do jornalista, o crescimento dos discursos de ódio evidencia a necessidade de estabelecer limites para o ambiente digital.

“Mesmo que a extrema direita não queira limites, porque limites são caminhos que eles não identificam como grandeza, se faz necessária, urgentemente, a regulamentação das redes sociais.

As pessoas precisam entender que respeito é um caminho inerente ao ser humano”, defendeu.

Mensagens de apoio destacam importância do posicionamento de Saboya

Apesar das críticas, Saboya afirma que também recebeu manifestações de solidariedade e reconhecimento.

Uma seguidora relatou que acompanha seu trabalho e destacou a importância do posicionamento público do jornalista.

“Constatei algo muito interessante nos últimos tempos: você é o único profissional que trabalha com luxo no Rio Grande do Norte que está ao lado da classe trabalhadora, da justiça social e da democracia. Não vejo ninguém com a sua coragem, o seu posicionamento e as suas verdades”, escreveu.

Na mesma mensagem, ela contou que enfrenta depressão desde a perda de dois filhos para a Covid-19 e afirmou que as publicações do jornalista têm contribuído para seu bem-estar.

“O seu Instagram me faz bem, me faz sorrir e me faz uma pessoa melhor. Receba o meu abraço cheio de gratidão”, declarou.

Outro depoimento veio do professor Phillipe Castro, que enviou um áudio agradecendo o posicionamento político de Saboya.

“Hoje a neutralidade não é mais possível. Hoje a gente tem que descer do muro e dar a cara a tapa, e é isso que você vem fazendo. Muito obrigado por fazer esse trabalho e por se comprometer”, afirmou.

Para Saboya, essas demonstrações reforçam que vale a pena manter o espaço aberto para o diálogo, mesmo diante das críticas.

“Talvez essa seja a melhor herança e a mais importante que eu possa deixar para os meus filhos”, concluiu.


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MUNICÍPIOS DIVERGEM SOBRE IMPACTO DO FIM DA ESCALA 6×1 NOS COFRES PÚBLICOS

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da escala 6×1 abriu uma discussão sobre os efeitos da mudança nas contas das prefeituras do Rio Grande do Norte. Enquanto a Confederação Nacional de Municípios (CNM) e a Federação dos Municípios do Estado (Femurn) alertam para um possível aumento expressivo das despesas com contratações diretas e terceirizadas, prefeitos começam a questionar se as estimativas refletem a realidade do serviço público municipal.

Em entrevista ao Diário do RN, o prefeito de Pedra Grande, Pedro Henrique (PSDB), afirmou que considera prematuro atribuir aos municípios um impacto financeiro de centenas de milhões de reais. Para ele, a maior parte das prefeituras já trabalha com jornadas diferentes da escala 6×1 e diversas categorias possuem cargas horárias próprias previstas em lei.

“Eu acho que está muito cedo para se fazer essa análise ainda. Porque até então o que a gente sabe é que a grande maioria dos municípios, se não todos, já trabalham num sistema de escala 5×2”, afirmou.

Pedro Henrique citou como exemplo profissionais que já possuem jornadas inferiores às 40 horas semanais. “A enfermagem tem a carga horária de 30 horas. Professores, mesma coisa, são 30 horas semanais. E os expedientes no serviço público são de segunda a sexta-feira”, pontuou.

Segundo o prefeito, mesmo os serviços municipais que funcionam aos fins de semana, principalmente unidades de saúde, urgência, emergência e hospitais, já utilizam escalas que não ultrapassam a jornada máxima prevista.

“Então, não estou enxergando, até mesmo com a contratação terceirizada, onde seria esse impacto”, declarou.

Para Pedro Henrique, é necessário aguardar dados mais precisos antes de dimensionar o efeito da mudança. “Eu estou discordando, a princípio, sem dados, mas, a olho nu, a gente não consegue enxergar qual é o prejuízo causado aos municípios com o fim da escala 6×1”, afirmou.

O prefeito também considerou elevado o valor projetado para o Rio Grande do Norte. “Não estou desmentindo a Femurn e a CNM, mas estou discordando a princípio porque não enxergo esse prejuízo aos municípios, nem para os servidores contratados de forma direta e nem também com os servidores contratados via terceirizado”, disse.

Pedro Henrique também defendeu cautela para que o debate não seja contaminado por interesses políticos. “Eu acho que é preciso ter cautela para que a gente não venha cair numa ‘casca de banana’ e que a nossa instituição preserve sempre as pautas municipalistas, sem interesses políticos nem partidários. É isso que eu sempre discuti, que eu sempre pautei”, declarou.

Estimativa de R$ 811 milhões
A posição do prefeito ocorre diante de um alerta das entidades municipalistas. A CNM estima que a redução da jornada represente um custo adicional de R$ 6,6 bilhões por ano para os municípios brasileiros. Desse total, R$ 1,49 bilhão estaria relacionado a contratações diretas e R$ 5,14 bilhões ao aumento dos custos com trabalhadores terceirizados.

No Rio Grande do Norte, a Femurn trabalha inicialmente com uma estimativa de R$ 811 milhões anuais. Segundo o presidente da entidade, José Augusto Rêgo, prefeito de Portalegre, entre 80% e 90% desse impacto estaria relacionado às terceirizações, enquanto o restante corresponderia às contratações diretas.

José Augusto ressalta, porém, que o número ainda é preliminar. A área técnica da federação está realizando um levantamento junto às prefeituras para chegar a uma estimativa específica do Estado.

“Vamos ter um aumento das despesas com pessoal, principalmente em relação aos terceirizados, que em sua maioria são ligados a serviços essenciais como, por exemplo, saúde, vigilância, educação e manutenção”, afirmou.

A pesquisa utilizada pela CNM identificou 59 municípios potiguares com contratos de prestação de serviços terceirizados, sendo que 23 informaram possuir mais de 100 postos ativos.

O Diário do RN procurou a Femurn para obter mais detalhes sobre a estimativa dos impactos, mas foi informado de que a Federação mantém, por enquanto, o posicionamento já divulgado e que o levantamento técnico sobre o impacto nos municípios potiguares ainda está em andamento.

O que muda para os trabalhadores
A mudança foi estabelecida pela Emenda Constitucional 141/2026, que reduziu a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas e passou a assegurar dois dias de descanso por semana, preferencialmente um deles aos domingos, sem redução salarial.

A nova regra alcança trabalhadores da iniciativa privada e também servidores públicos estatutários, observadas as regras constitucionais e de transição.

Pedro Henrique, contudo, defende que o impacto tende a ser maior sobre as empresas privadas. “Até porque o alcance maior do fim da escala 6×1 são para os trabalhadores CLT, de empresas privadas”, concluiu.

Portalegre aumenta despesa com pessoal antes do fim da escala 6×1

José Augusto Rego, prefeito de Portalegre, é o atual presidente da Federação dos Municípios do RN – Foto: Reprodução

O posicionamento da Femurn sobre o impacto do fim da escala 6×1 ganha outra dimensão quando confrontado com as despesas da Prefeitura de Portalegre, administrada pelo presidente da entidade, José Augusto Rêgo.

Dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) mostram que a despesa bruta com pessoal passou de R$ 25,88 milhões em 2024 para R$ 28,84 milhões em 2025, um aumento de R$ 2,96 milhões, equivalente a 11,44% em um ano.

Portalegre, no Alto Oeste potiguar, tinha 7.661 habitantes no Censo 2022. O crescimento da despesa ocorreu antes da alteração da jornada de trabalho que pôs fim à escala 6×1 e, portanto, não tem relação com os custos projetados para a nova regra.

O dado ajuda a colocar em perspectiva o alerta da própria Femurn, que estima em R$ 811 milhões o impacto anual do fim da escala 6×1 nas contas dos municípios potiguares. A entidade aponta principalmente o aumento dos custos com terceirizações e contratações para a manutenção dos serviços públicos.

Na Prefeitura comandada por José Augusto, entretanto, a despesa com pessoal já havia crescido 11,44% entre 2024 e 2025, antes mesmo da mudança na jornada. A comparação não permite atribuir o aumento a uma causa específica, mas mostra que a pressão sobre as despesas municipais já estava presente antes dos efeitos financeiros previstos pela nova legislação.


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ALLYSON RECEBEU QUASE R$ 100 MILDA ASSEMBLEIA QUANDO JÁ ERA PREFEITO

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O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União Brasil), recebeu R$ 98.123,71 da Assembleia Legislativa em junho de 2023, aproximadamente dois anos e meio depois de renunciar ao mandato de deputado estadual para assumir a Prefeitura de Mossoró. Na época dos pagamentos, Allyson já estava no terceiro ano à frente da administração municipal. Os valores constam nos registros oficiais do Portal da Transparência do Legislativo estadual, que detalham a execução financeira das duas despesas, desde a emissão dos empenhos até a efetiva transferência dos recursos.

As transferências ocorreram no mesmo dia, 23 de junho de 2023, e tiveram como beneficiário Allyson Leandro Bezerra Silva. O primeiro pagamento foi de R$ 61.722,98, vinculado ao empenho nº 0110105282023. O segundo, de R$ 36.400,73, corresponde ao empenho nº 0110105272023.

Juntos, os valores somaram R$ 98.123,71, quantia recebida pelo então prefeito de Mossoró quando já não integrava a Assembleia Legislativa e exercia uma função pública diferente daquela que ocupava até dezembro de 2020.

Os registros financeiros mostram que as duas despesas foram empenhadas em 19 de junho de 2023. Quatro dias depois, em 23 de junho, os valores foram liquidados e efetivamente pagos. No caso do empenho nº 0110105282023, as três etapas envolveram R$ 61.722,98. Já o empenho nº 0110105272023 correspondeu a R$ 36.400,73, igualmente liquidados e pagos no dia 23. Não houve diferença entre os valores identificados nos empenhos e aqueles efetivamente transferidos ao beneficiário.

A sequência das movimentações financeiras revela que os dois empenhos foram emitidos em uma segunda-feira, enquanto as liquidações e os pagamentos ocorreram na sexta-feira da mesma semana. Dessa forma, em um intervalo de quatro dias corridos, os R$ 98.123,71 passaram pelas etapas de execução da despesa pública e foram integralmente pagos ao ex-parlamentar. Toda a movimentação ocorreu no exercício financeiro de 2023, quando Allyson já administrava a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte.

A trajetória política do atual candidato ao Governo do Estado ajuda a dimensionar o intervalo entre sua saída da Assembleia e o recebimento dos recursos. Eleito deputado estadual em outubro de 2018, Allyson assumiu uma cadeira no Legislativo potiguar em fevereiro de 2019, para um mandato que deveria se estender até o início de 2023. Entretanto, em 2020, disputou a Prefeitura de Mossoró, venceu a eleição municipal e decidiu deixar antecipadamente o Parlamento estadual.

A renúncia ao mandato de deputado ocorreu em dezembro de 2020, antes da conclusão do período de quatro anos para o qual havia sido eleito. Em janeiro de 2021, Allyson assumiu a Prefeitura de Mossoró, iniciando sua gestão no Executivo municipal. A partir daquele momento, deixou de exercer as atribuições de deputado estadual e passou a responder pela administração do município.

O intervalo entre o encerramento antecipado do mandato e a transferência dos valores é um dos principais aspectos revelados pela documentação. Allyson deixou a Assembleia em dezembro de 2020, assumiu a Prefeitura em janeiro de 2021 e recebeu os R$ 98.123,71 somente em junho de 2023. Os registros permitem identificar o beneficiário, os valores individuais, os números dos empenhos e as datas em que cada etapa da execução financeira foi realizada.

Outro aspecto é que os dois pagamentos foram efetuados simultaneamente. Embora vinculados a empenhos distintos, ambos tiveram a mesma data de emissão, liquidação e pagamento. Os R$ 61.722,98 e os R$ 36.400,73 foram registrados separadamente na contabilidade do Legislativo, mas acabaram transferidos ao ex-deputado no mesmo dia.

A documentação também permite estabelecer uma cronologia precisa da movimentação dos recursos. Em 19 de junho de 2023, a Assembleia registrou os dois empenhos. Em 23 de junho, foram concluídas as liquidações e efetuados os pagamentos correspondentes. Naquela data, Allyson já exercia o cargo de prefeito de Mossoró e estava afastado das atividades parlamentares aproximadamente 30 meses depois de renunciar ao mandato de deputado.


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“A ESPERANÇA VENCE O MEDO”, AFIRMA FÁTIMA NA RETA FINAL DA CAMPANHA

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Na reta final do segundo turno, a governadora Fátima Bezerra (PT) avalia que a campanha de Cadu de Lula (PT) chega aos últimos dias marcada pela mobilização popular, pela presença da militância e pela defesa de um projeto de continuidade. Em entrevista ao Diário do RN, ela destacou a participação nas ruas, especialmente em Mossoró, e o envolvimento de jovens e estudantes na campanha.

“Estamos fazendo uma campanha histórica. Uma campanha marcada pela força do povo, pela alegria das ruas e pela esperança de quem acredita que o Rio Grande do Norte e o Brasil podem continuar avançando”, afirmou.

Fátima citou como exemplo a mobilização realizada em Mossoró, nesta terça-feira (20), especialmente a descida do Alto de São Manoel. O ato, que reuniu militantes e apoiadores da candidatura de Cadu, foi descrito pela governadora como uma demonstração de entusiasmo e adesão à campanha nesta fase decisiva da eleição.

“A tradicional descida do Alto de São Manoel, em Mossoró, foi uma das maiores mobilizações populares de que já participei. Uma verdadeira explosão de alegria, energia e confiança, que fortalece nossa caminhada nesta reta final”, declarou.

governadora também destacou a participação de jovens, estudantes e militantes nas atividades políticas. Para Fátima, a presença desses grupos representa não apenas mobilização eleitoral, mas também uma manifestação em defesa dos valores democráticos e da perspectiva de futuro que a chapa afirma defender.

“A juventude, os estudantes e a militância têm dado uma demonstração extraordinária de compromisso com a democracia e com um futuro melhor para o nosso povo”, disse.

Mobilização até o último minuto
Ao tratar da disputa estadual e nacional, Fátima afirmou que considera o segundo turno uma escolha decisiva e voltou a associar as duas candidaturas que defende: Cadu de Lula ao Governo do Estado e Lula à Presidência da República. Na avaliação da governadora, os últimos dias da campanha serão fundamentais para consolidar a mensagem apresentada aos eleitores.

“Esta é uma escolha decisiva. Não vamos permitir que o bolsonarismo ameace o nosso sonho de viver em um país livre, democrático, soberano, justo e fraterno”, afirmou.

A governadora transformou os últimos dias da campanha em um chamado à mobilização permanente, defendendo a presença da militância nas ruas, nos bairros, nas cidades e também nas redes sociais até o encerramento da votação.

“E agora, mais do que nunca, a palavra de ordem é vigilância e mobilização permanente”, afirmou.

Fátima reforçou que cada iniciativa pode contribuir para a reta final da disputa. “Não podemos baixar a guarda. Cada conversa e cada gesto de participação são importantes nesta reta final”, acrescentou.

A governadora encerrou a manifestação reafirmando a defesa do projeto político apresentado pela chapa e associando a candidatura de Cadu à continuidade de políticas de desenvolvimento, inclusão social e justiça.

“Vamos seguir com determinação, defendendo nosso projeto de desenvolvimento, inclusão social e justiça, para que o Rio Grande do Norte e o Brasil continuem avançando com Cadu de Lula governador e Lula presidente”, afirmou.

Ao resumir a mensagem para os últimos dias de campanha, Fátima reforçou: “A esperança vence! Até o último minuto, é mobilização, vigilância e compromisso com a democracia!”, concluiu.


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COM “PÍLULAS DE AMOR SENTIMENTAIS”, FOTÓGRAFA AJUDA A RESGATAR AUTOESTIMA

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No estúdio da fotógrafa Ana Galvão, o câncer deixa de ocupar o centro da história por algumas horas. Entre luzes, sorrisos e conversas, mulheres que já enfrentaram a doença encontraram um espaço para enxergar além do diagnóstico. A fotografia passa a registrar não apenas um momento, mas um reencontro com a autoestima, a feminilidade e as próprias lembranças.

A iniciativa nasceu há cerca de nove anos como um projeto social. Ana decidiu oferecer ensaios fotográficos gratuitos para mulheres em tratamento contra o câncer, com o objetivo de presenteá-las com imagens capazes de resgatar a forma como se viam. Desde então, a fotógrafa passou a desenvolver outras ações solidárias, sempre utilizando a fotografia como ferramenta de transformação.

“O ensaio fotográfico, na minha opinião, serve como um trabalho que mexe com as memórias afetivas das pessoas. O que eu percebo é que durante o ensaio fotográfico elas esquecem completamente a dor do que estão vivendo, do diagnóstico. A gente reforça a beleza, reforça a autoestima delas e não tem nenhum momento durante o ensaio fotográfico que elas citem sobre o diagnóstico e sobre o que elas estão vivendo. Então eu percebo que é uma entrega tão grande em relação à autoestima que o diagnóstico passa despercebido”, explicou Ana Galvão.

Ao longo dos anos, a fotógrafa acumulou histórias que marcaram sua trajetória profissional e pessoal. Muitas mulheres chegam ao estúdio sem nunca terem vivido a experiência de um ensaio fotográfico.

“As histórias mais lindas que eu tenho desses ensaios são mulheres que nunca tinham feito um ensaio fotográfico. Muitas delas nunca tinham se maquiado, nunca tinham se arrumado pelo corre-corre da vida, às vezes por fatores até financeiros. Algumas relatam para mim: ‘Era o sonho da minha vida fazer um ensaio fotográfico e eu nunca pude’. Elas se deslumbram até em ver o ambiente e isso me emociona muito”, comentou.

Entre tantas lembranças, uma permanece especialmente viva em sua memória. Era uma senhora que chegou ao estúdio tímida, dizendo que nunca havia se sentido bonita e que, naquele momento da doença, não fazia sentido posar para fotografias.

“Ela dizia que era velha, feia e estava com câncer. A gente começou a brincar, ela foi se soltando e, no fim, fez uma foto de blazer, sem sutiã, mostrando a pele, rindo, olhando para cima, com um sorriso largo. Inclusive, essa fotografia foi para uma exposição. Foi uma das coisas mais marcantes que eu vivi”, afirmou.

Outra história emocionante envolveu uma paciente que perdeu o marido enquanto ambos enfrentavam o câncer. Durante o ensaio, Ana entregou uma flor à mulher e pediu que ela a mantivesse erguida em algumas fotografias. Somente ao final revelou o significado daquele gesto.

“Na minha cabeça, a flor significava o marido dela. O sorriso, o toque na flor e esse gesto para o alto eram como se ela estivesse oferecendo aquela flor para ele. Quando expliquei isso, ela caiu em lágrimas, eu também me emocionei. Eu procuro fazer os ensaios com essas pílulas de amor sentimentais, porque é isso que marca”, disse a fotógrafa.

Apesar da carga emocional das histórias, Ana admite que nem sempre é fácil manter o equilíbrio diante de tantos relatos.

“Já me emocionei várias vezes durante os ensaios. Me emociono quando elas contam sobre as famílias, principalmente quando são mães de crianças pequenas. Como também sou mãe, isso mexe muito comigo. Fico imaginando essas crianças sem suas mães. Essa é uma das maiores dificuldades que tenho de fotografar”, relatou.

Para que cada mulher se sinta confortável, a fotógrafa também adapta o ambiente do estúdio. Ela utiliza uma iluminação mais simples, evita excesso de equipamentos e mostra as imagens na televisão durante o próprio ensaio, permitindo que as pacientes acompanhem o resultado em tempo real.

“Você percebe nitidamente, durante a sessão, a construção da autoestima e da autoconfiança dessas mulheres. Se o ensaio durar uma hora, as melhores fotografias normalmente acontecem depois dos 40 minutos”, explicou Ana.

Ao apresentar as primeiras imagens, ela costuma repetir uma frase que se tornou sua marca registrada: “Você também é aquele mulherão”.

“A fotografia, para mim, é um objeto de transformação das mulheres. Quando elas chegam aqui e se veem bonitas, elas entendem que também podem ser aquele mulherão que admiram nas revistas ou nas redes sociais. Ver essas mulheres esquecerem as dores e se transformarem durante o ensaio não tem preço. A fotografia foi um objeto transformador na minha vida e eu tento deixar um pouco dessa transformação na vida de cada pessoa que passa pelo meu estúdio”, concluiu Ana Galvão.


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SETOR DO CAMARÃO APOSTA EM PROCESSAMENTO E NOVOS MERCADOS PARA AMPLIAR NEGÓCIOS NO PAÍS

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tiva de que a produção brasileira de camarão cultivado alcance 240 mil toneladas em 2026 vêm ganhando destaque diante do momento de expansão vivido pela carcinicultura nacional. Esse cenário será evidenciado durante a 22ª Feira Nacional do Camarão (FENACAM’26), que será realizada de 17 a 20 de novembro, no Centro de Convenções de Natal, reunindo produtores, pesquisadores, empresas, fornecedores, compradores e representantes do poder público para discutir inovação, tecnologia e oportunidades de negócios na aquicultura.

Com mais de 100 empresas expositoras, 200 estandes e 8 mil metros quadrados de área, a feira concentra uma programação técnica composta pelo XXII Simpósio Internacional de Carcinicultura, XIX Simpósio Internacional de Aquicultura e pelas XXII Sessões Técnicas e Científicas de Carcinicultura e Aquicultura. Ao todo, participam 48 palestrantes, sendo 20 internacionais, além da apresentação de aproximadamente 240 trabalhos técnico-científicos.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC), Itamar Rocha, o crescimento da produção nacional é sustentado principalmente pelo aumento do consumo interno.

“Na verdade, o continuado crescimento da produção brasileira de camarão marinho cultivado vem se amparando no apetite do mercado interno, que, de forma inesperada, vem crescendo de 0,4 quilo per capita em 2016 para 1,1 quilo per capita em 2025, inclusive com preços competitivos em relação aos praticados pelo mercado internacional”, explicou.

Para o dirigente, a demanda do mercado brasileiro tem dado sustentação ao avanço da atividade e garantido competitividade ao produto nacional.

RN aposta na interiorização para retomar liderança

RN continua ocupando posição estratégica na carcinicultura brasileira. Foram 43 mil toneladas em 2025 – Foto: Reprodução

Embora tenha perdido a liderança nacional para o Ceará, o Rio Grande do Norte continua ocupando posição estratégica na carcinicultura brasileira. Em 2025, o Estado produziu 43 mil toneladas de camarão cultivado, enquanto o Ceará alcançou 125 mil toneladas.

Na avaliação de Itamar Rocha, a nova legislação que incentiva a interiorização da atividade poderá recolocar o Estado na liderança nacional.

“Embora o RN tenha perdido sua condição de liderança nacional na produção de camarão cultivado para o Ceará, a carcinicultura potiguar, que ocupa o segundo lugar da produção de camarão cultivado do Brasil, com a Nova Lei da Interiorização da Carcinicultura Potiguar, detém destacadas condições de abundantes recursos hídricos, de águas de uso insignificante, estuários e recursos marinhos, associados a uma razoável rede de infraestrutura básica e energias renováveis, para competir pelo retorno dessa liderança”, afirmou.

Segundo ele, a expansão para o interior do Estado também amplia as oportunidades para pequenos e médios produtores.

“Sem dúvida alguma, notadamente pelo fato de que a interiorização da carcinicultura irá afastar a atividade do litoral e seu entorno, favorecendo centenas de propriedades no interior do Estado, atraídas pelos benefícios da atividade, que não depende de chuvas e não tem ciclos de produção definidos”, comentou.

Tecnologia e conhecimento prometem movimentar a FENACAM

Apesar da expansão, a carcinicultura brasileira ainda tem dificuldades para ampliar o mercado internacional – Foto: Reprodução

Além da feira de negócios, a FENACAM promove uma programação voltada à atualização técnica de produtores, pesquisadores e profissionais do setor. Para Itamar Rocha, a troca de conhecimento é uma das principais contribuições do evento.

“O principal papel e contribuição da FENACAM’26 será, sem dúvida, a atração e disseminação dos avanços tecnológicos nacionais e mundiais, tanto para o camarão quanto para os peixes e moluscos cultivados”, afirmou.

Segundo ele, a presença de especialistas brasileiros e estrangeiros fortalece a difusão de novas tecnologias e práticas para toda a cadeia produtiva.

Entre as estratégias discutidas durante a feira está a ampliação do processamento do camarão brasileiro. O objetivo é reduzir a comercialização do produto fresco e ampliar a oferta de produtos industrializados, aumentando o tempo de conservação e permitindo alcançar novos mercados consumidores.

“A FENACAM’26, no tocante à comercialização de camarão, tem como objetivo prioritário incentivar a redução da relação de 75% de camarão fresco e 25% de camarão processado para uma divisão de 50% e 50%, visando o aumento da vida de prateleira e da interiorização do consumo”, explicou.

Segundo o presidente da ABCC, cerca de 5.250 municípios brasileiros, com população inferior a 100 mil habitantes, ainda não são atendidos regularmente por produtos frescos, o que representa um mercado com grande potencial de crescimento.

Apesar da expansão da produção, a carcinicultura brasileira ainda encontra dificuldades para ampliar sua participação no mercado internacional.

“Sem dúvida alguma, o principal obstáculo é a falta de apoio financeiro para o custeio operacional e de indústrias habilitadas para processar e exportar o camarão cultivado do Brasil”, esclareceu.

Mesmo assim, Itamar Rocha destaca que o produto brasileiro possui reconhecimento internacional pela qualidade.

“O quesito qualidade do camarão cultivado, que envolve desde as boas práticas de manejo, o respeito ao meio ambiente e ao bem-estar dos trabalhadores e dos camarões despescados, sempre foi uma preocupação e prioridade da ABCC”, afirmou.

Segundo ele, o diferencial competitivo do Brasil está na produção de camarões de pequeno e médio porte.

“O diferencial do camarão cultivado do Brasil será, sem dúvida, o camarão pequeno e médio, exatamente para atender a base consumidora mundial de camarão. É nesse segmento que o camarão cultivado do Brasil é altamente competitivo”, concluiu.


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LARISSA DIZ QUE MOSSORÓ JÁ CONHECE “QUEM REALMENTE” É ALLYSON BEZERRA

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A candidata a vice-governadora na chapa de Cadu de Lula (PT), Larissa Rosado (PSB), voltou a criticar a administração de Allyson Bezerra (União Brasil) e afirmou que a população de Mossoró, sua principal base política, já não se deixa convencer apenas pelo discurso apresentado pelo prefeito nas redes sociais. Em entrevista ao Diário do RN, ela relacionou a votação do candidato no primeiro turno à percepção dos moradores sobre problemas enfrentados no cotidiano da cidade.

“Com certeza a população de Mossoró já entendeu quem é Allyson, já sabe da farsa que ele apresenta nas redes sociais, mesmo porque essas pessoas vivem o dia a dia de Mossoró”, afirmou.

A avaliação não é nova. Ao longo da gestão de Allyson, Larissa já havia feito críticas à administração municipal, especialmente em relação aos serviços públicos e às condições oferecidas à população. Agora, diante da disputa pelo Governo do Estado, ela afirma que esses problemas passaram a pesar também na avaliação eleitoral do ex-prefeito.

“Falta de medicamentos, consultórios odontológicos foram lacrados, buracos nas ruas. Então, acredito que a votação dele reflete esse sentimento das pessoas que estão acordando de quem realmente ele é”, declarou.

Para Larissa, a percepção negativa também alcança os servidores municipais. Ela citou as denúncias sobre profissionais que teriam salário-base inferior ao salário mínimo e classificou a situação como “um total absurdo”.

“Pelo que a gente acompanha no dia a dia dos servidores, é uma gestão que tem massacrado e não tem respeitado os direitos dos servidores públicos municipais”, afirmou.

“Se esse é o comportamento, certamente se reproduz”
A crítica de Larissa ganha dimensão estadual por ela integrar a chapa que disputa o Governo. Na avaliação da candidata, a experiência dos servidores de Mossoró deve servir de alerta ao funcionalismo estadual diante da possibilidade de Allyson assumir o Executivo potiguar.

“Eu acredito que, se o servidor público estadual conversar com o servidor público municipal de Mossoró, vai ficar muito espantado e vai ter receio de que ele seja eleito”, disse.

Segundo ela, o problema não estaria apenas na ausência de atendimento às reivindicações da categoria, mas na própria relação estabelecida pela gestão com os servidores.

“Com certeza, foi uma gestão em Mossoró que não respeitou e cuidou, ou muito menos ouviu o servidor público municipal”, afirmou.

Larissa considera que esse padrão poderia ultrapassar os limites do município. “Se esse é o comportamento dele, certamente se reproduz”, pontuou.

A candidata também atribui aos problemas acumulados na cidade parte da diferença entre a imagem política de Allyson e a percepção dos moradores. Para ela, quem vive diariamente as dificuldades de saúde, infraestrutura e atendimento público tem uma avaliação diferente daquela apresentada nas redes sociais.

“Então, acredito que a votação dele reflete esse sentimento das pessoas que estão acordando de quem realmente ele é”, reforçou.

Após o resultado do primeiro turno, que levou Allyson Bezerra e Cadu de Lula ao segundo turno, com 733.809 e 718.300 votos, respectivamente, Larissa segue na disputa ao lado do candidato petista. Com sua principal base política em Mossoró, a candidata a vice-governadora mantém atuação estratégica na campanha nesta etapa decisiva da eleição.


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WALTER É ABANDONADO POR ALLYSON, SÓ TEM 600 VOTOS EM MOSSORÓ E FICA FORA

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fechou para o vice-governador. Depois de deixar o governo, romper com a governadora Fátima Bezerra (PT) e apostar na aliança com Allyson Bezerra (União Brasil), Walter terminou a eleição como suplente, com 44.217 votos. O único eleito da nominata do MDB foi Bibiano (ex-prefeito de Serra do Mel), com 49.038 votos, uma diferença de 4.821 votos.

O resultado ganha peso quando se olha para Mossoró, principal reduto eleitoral de Allyson. Walter recebeu apenas 627 votos na cidade, enquanto Bibiano alcançou 14.292. A diferença entre os dois foi de 13.665 votos, quase três vezes os 4.821 votos que separaram Walter da eleição em todo o Estado.

A votação também chama atenção quando comparada ao desempenho de Allyson no município.

O candidato ao Governo recebeu mais de 82 mil votos em Mossoró no primeiro turno, enquanto Walter, seu aliado e candidato do MDB, não chegou sequer a mil votos. A diferença entre as votações evidencia a dificuldade de transferência de votos entre as duas candidaturas.

A promessa que não chegou às urnas
Nos bastidores, a avaliação é de que Allyson havia assumido o compromisso de ajudar a candidatura de Walter em Mossoró. Segundo informações apuradas pelo Diário do RN, a expectativa era de aproximadamente 12 mil votos para o vice-governador na cidade.

O resultado ficou muito distante da projeção. Os 627 votos recebidos por Walter representam pouco mais de 5% dos votos que, segundo os relatos de bastidores, teriam sido prometidos pelo grupo de Allyson.

O episódio guarda semelhança com o desempenho de Zenaide Maia (PSD), outra aliada de Allyson. Em Mossoró, a senadora recebeu 41.437 votos, enquanto Allyson alcançou 82.286, uma diferença de 40.849 votos. No resultado estadual, Zenaide terminou a disputa pelo Senado a menos de seis mil votos de Samanda de Lula (PT), que ficou com a segunda vaga.

Assim como no caso de Zenaide, a diferença entre o que foi acordado e o que foi recebido foi determinante para a derrota de Walter. Ele precisava de 4.821 votos para alcançar a cadeira conquistada por Bibiano. Só em Mossoró, a distância entre os dois candidatos chegou a 13.665 votos.

Desempenho da aliada de Zenaide também ficou muito longe do esperado, com pouco mais de 40 mil votos – Foto: Reprodução

Aposta política malsucedida
A derrota de Walter também é resultado de uma escolha feita no início do ano. Ele decidiu não assumir o Governo do Estado com a saída de Fátima Bezerra, rompeu politicamente com a governadora e passou a apoiar Allyson. Em seguida, mudou o projeto eleitoral e optou por disputar uma vaga na Assembleia Legislativa.

A aposta fazia parte de uma estratégia mais ampla do MDB. No início da campanha, a legenda projetava eleger três ou quatro deputados estaduais e apostava em nomes como Walter Alves, Bibiano, Antônio Jácome (ex-governador e ex-deputado estadual e federal) e Ivan Júnior (ex-prefeito de Assu). Ao final, apenas Bibiano conquistou uma cadeira.

Walter terminou como suplente, com uma votação inferior à do companheiro de partido e sem alcançar o resultado esperado em Mossoró, justamente o município onde Allyson construiu sua principal força eleitoral.

O resultado coloca em evidência o peso da transferência de votos nas alianças políticas. Walter tomou decisões importantes para permanecer ao lado de Allyson, mas os números das urnas mostram que a parceria não se traduziu, em Mossoró, na votação que os bastidores apontavam como necessária para garantir sua eleição.

A situação se soma a outros episódios envolvendo antigos aliados de Allyson, como o senador Rogério Marinho e o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo, e reforça uma marca que vem acompanhando a construção política do candidato ao Governo: alianças que, em diferentes momentos, foram revistas ou perderam força à medida que seu projeto eleitoral avançou.


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CADU AMPLIA APOIOS EM GEORGINO AVELINO E PARNAMIRIM NA RETA FINAL

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A candidatura de Cadu de Lula (PT) ganhou novas adesões nesta terça-feira (20), ampliando o arco de apoio ao candidato na reta final do segundo turno. Em Georgino Avelino, o prefeito Antônio Freire, cinco vereadores e lideranças políticas do município anunciaram apoio ao petista. Em Parnamirim, a vereadora Rhalessa (Solidariedade), que recebeu mais de dois mil votos na eleição municipal de 2024, também declarou adesão à candidatura.

A articulação em Georgino Avelino foi apresentada pela deputada Cristiane Dantas (PSDB) e pelo presidente da Federação PSDB-Cidadania, Fábio Dantas, que destacou a entrada do prefeito no projeto e a atuação da bancada tucana na ampliação das bases de Cadu.

“O prefeito Antônio Freire chega para somar ao projeto Cadu em prol do que é melhor para o Estado. É um prefeito que tem mais de 80% de aprovação e foi candidato único na eleição de 2024, que se uniu ao projeto”, afirmou Fábio.

O dirigente também destacou a votação obtida pela deputada estadual Cristiane Dantas no município e vinculou a adesão à articulação do PSDB em torno de Cadu.

“Cristiane foi votada na cidade com mais de 50% dos votos para deputado. E essa adesão também faz parte do compromisso da bancada do PSDB, junto ao presidente Ezequiel, de trazer as bases para apoiar o projeto de Cadu”, declarou.

No primeiro turno, Antônio Freire havia apoiado Álvaro Dias. Na votação para o Governo em Georgino Avelino, Cadu recebeu 487 votos, enquanto Allyson Bezerra teve 1.409 e Álvaro, 931. Para Fábio Dantas, a mudança de posição do prefeito tende a ampliar a votação de Cadu no município. “Com esse apoio, com certeza vai ampliar a votação”, afirmou.

Além do prefeito, cinco vereadores e diversas lideranças do município anunciaram apoio ao candidato petista. Ao registrar as novas adesões nas redes sociais, Cadu destacou a composição política formada no município.

“Senador Georgino Avelino tá fechado com Cadu! Ao lado da deputada estadual Cristiane Dantas recebemos o apoio do prefeito Antônio Freire, dos vereadores Kedo, Lika, Diego do Peixe, Cosme e Odélio, além das lideranças Wendel, Deco, Stela, Joãozinho Patrício, Chico Cereais e Cácia Vale”, escreveu o candidato.

Adesão em Parnamirim
Em Parnamirim, a vereadora Rhalessa, do Solidariedade, também anunciou apoio a Cadu. Eleita em 2024 com mais de dois mil votos, ela afirmou que a decisão foi tomada pensando no futuro do município.

“Esse é o melhor momento para unirmos força pelo progresso e principalmente pelo desenvolvimento da nossa cidade. Essa é a nossa escolha pensada no futuro, pensando assim que podemos nos fortalecer cada vez mais, sempre pensando no nosso povo. É com você e com Lula que caminharemos”, declarou a vereadora, ao lado do candidato.

A vereadora encerrou o anúncio convocando os eleitores para o segundo turno: “No dia 25 é 13.”
Cadu respondeu reforçando a associação entre sua candidatura e a do presidente Lula: “Cadu Parnamirim, dia 25 é 13 duas vezes. É Lula presidente, Cadu governador”, reforçou.


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MENOPAUSA: MÉDICA LANÇA MANUAL PARA DESMISTIFICAR FASES DA MULHER

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A menopausa ainda é cercada por dúvidas, mitos e falta de informação. Para ampliar o acesso ao conhecimento sobre essa etapa da vida feminina, a ginecologista e obstetra Iaponira Vidal, especialista em climatério e menopausa, lançou o “Manual da Menopausa: Menopausa sem dor: vivendo o melhor dessa fase”, com orientações sobre sintomas, cuidados e possibilidades de tratamento.

A médica explica que a iniciativa nasceu da percepção, ao longo dos anos de atendimento, da necessidade de uma comunicação mais acessível sobre o tema. Desde 2015, quando retomou o ambulatório de climatério na Maternidade Escola, Iaponira acompanha mulheres em diferentes fases da transição menopausal e percebeu que muitas chegam ao consultório sem compreender as mudanças que estão acontecendo no próprio corpo.

“Já faz um tempo que eu trabalho no climatério, desde 2015, quando eu reabri o ambulatório lá na Maternidade Escola, e percebi o quanto as pessoas precisam entender melhor sobre essa fase”, explicou a especialista.

Segundo ela, o manual busca levar informação em uma linguagem simples e acessível, seguindo uma tendência observada em outros países, que utilizam redes sociais e diferentes plataformas para ampliar o acesso da população ao conhecimento sobre saúde.

Climatério não é sinônimo apenas de ondas de calor
Um dos principais desafios, segundo a médica, é desconstruir a ideia de que a menopausa está relacionada apenas às ondas de calor ou ao envelhecimento. O climatério corresponde a todo o período de transição, geralmente iniciado por volta dos 40 anos e que pode se estender até os 65 anos. Já a menopausa é definida como a última menstruação, após 12 meses sem novos ciclos.

“A partir dos 35 ou 40 anos, a gente já começa a perceber algumas alterações. E, ao contrário do que muitos pensam, as principais alterações não são relacionadas às ondas de calor. As principais alterações, as mais prevalentes, são as alterações do ciclo menstrual”, esclareceu Iaponira Vidal.

A especialista destaca que a transição menopausal pode envolver uma série de manifestações, incluindo alterações no sono, memória, energia, desejo sexual e humor. Segundo ela, existem mais de 200 sintomas que podem aparecer nessa fase.

Para Iaponira, muitas mulheres passam anos convivendo com sintomas sem procurar ajuda por acreditarem que as mudanças fazem parte apenas do envelhecimento.

“A principal medida para mudar essa perspectiva é justamente fornecer a informação, provocar discussões em grupos, pelas mídias, pelo jornal, pela TV. A mulher precisa ter mais esclarecimentos sobre as alterações que podem acontecer”, afirmou a médica.

Ela explica que o atendimento durante o climatério precisa considerar não apenas exames laboratoriais, mas também as queixas apresentadas pela paciente e o impacto dos sintomas na rotina.

Além disso, a médica alerta que alguns cuidados iniciados ainda durante a transição menopausal podem contribuir para uma melhor qualidade de vida no futuro, incluindo atenção aos níveis de colesterol, glicemia e outros fatores de risco.

Quando os sintomas interferem na rotina, existem diferentes possibilidades terapêuticas. A especialista destaca que o tratamento deve considerar as características de cada mulher, incluindo histórico de saúde, preferências e avaliação médica.

“Existem muitos tratamentos, como a terapia cognitivo-comportamental e outras abordagens na psicologia, alguns tratamentos psiquiátricos, medidas alimentares, exercícios físicos e a própria terapia hormonal, que é o padrão ouro”, explicou Iaponira Vidal.

Ela ressalta, porém, que nem todas as mulheres podem ou desejam utilizar terapia hormonal. Por isso, a decisão deve ser construída junto ao médico, após uma avaliação completa.

“A mamografia é um dos principais exames que não pode deixar de ser feito. Mas a história clínica, a história da família da pessoa é muito importante ser bem exposta, ser bem comunicada para o profissional que vai assisti-la”, esclareceu a especialista.

Menopausa também envolve autoestima e saúde emocional

Além dos sintomas físicos, a menopausa pode trazer impactos emocionais. Segundo Iaponira, ansiedade, alterações de humor e quadros depressivos podem surgir, especialmente em mulheres que já possuem histórico dessas condições.

Para ela, o acolhimento da família e dos parceiros também tem papel importante. A comunicação é apontada como uma ferramenta essencial para que a mulher não enfrente essa fase sozinha.

“Conversando, procurando entender o que está a acontecer. A comunicação efetiva é a comunicação afetiva, aquela em que a gente olha para o outro e é capaz de escutar a dor dele, a dúvida dele, a necessidade dele e acolher da melhor forma possível”, afirmou a médica.
A especialista destaca que a mulher pode se preparar para essa fase adotando hábitos de vida mais saudáveis e buscando autoconhecimento.

“A preparação de uma vida com mais comunicação, com mais qualidade, procurando se alimentar melhor, procurando fazer exercício, entender melhor sobre si, sobre o que quer e o que é, eu acho que essa é a principal preparação”, comentou Iaponira Vidal.

O “Manual da Menopausa: Menopausa sem dor: vivendo o melhor dessa fase” ficará disponível gratuitamente no Instagram da ginecologista, no perfil @iaponiravidal_ginecologista.


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TRABALHADORES CELEBRAM FIM DA 6×1: “É DESUMANO NÃO TER TEMPO PARA SI”

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erspectiva do fim da escala 6×1, modelo de jornada em que o trabalhador atua durante seis dias para ter apenas um de descanso, tem sido recebida com entusiasmo por profissionais de diferentes setores. Para quem convive com a rotina de trabalho exaustiva, a mudança representa mais do que uma alteração na legislação trabalhista: significa a possibilidade de recuperar o tempo dedicado à família, ao lazer, à saúde e à própria vida.

A discussão ganhou força com o avanço da proposta de redução da jornada de trabalho no Brasil, mobilizando trabalhadores que enxergam na medida uma conquista histórica. Entre os principais relatos estão o desgaste físico e psicológico, as dificuldades de conciliar compromissos pessoais e a sensação de que a vida se resume ao trabalho.

Funcionário de uma rede de supermercados atacadistas há dois anos e quatro meses, Rian Edson conhece de perto os impactos da escala 6×1. Para ele, a mudança representa uma vitória de quem enfrenta diariamente jornadas desgastantes.

“Eu, como trabalhador, estou muito feliz de ver que a 6×1 caiu. Já estou nesse regime há dois anos e quatro meses e não entendia mais como o pessoal que veio antes de mim suportava continuar nessa escala. É desumano, você não tem tempo nem para si próprio”, relata.

Rian também critica os questionamentos sobre o que os trabalhadores fariam com um dia adicional de descanso. “A gente descansa, a gente arruma outro trabalho. Isso vai da escolha da pessoa”, afirma. Apesar da comemoração, ele demonstra preocupação com possíveis retrocessos políticos e defende a continuidade da mobilização popular.

“É uma vitória da classe trabalhadora. Espero que o nosso povo continue lutando pelos direitos dele, porque é a gente que está fazendo esse país”, acrescenta.

Entre o trabalho e o transporte, o descanso desaparece
Atualmente desempregado, Júlio Cesar Ribeiro já trabalhou como auxiliar de professor e vendedor, acumulando experiências nas escalas 6×1 e 5×2. Segundo ele, a diferença entre os dois modelos é perceptível na qualidade de vida. “Não é só o período que você passa trabalhando. Você ainda tem o período no transporte público, que interfere muito na sua vida. Com a 6×1, a gente não consegue descansar”, explica.

Para Júlio, a jornada 5×2 proporciona uma recuperação física e mental significativamente maior.

Ele também participou de manifestações pelo fim da 6×1, motivado pela situação de trabalhadores que sequer conseguem comparecer aos protestos. “A gente luta pelos nossos direitos, mas também pelos outros, inclusive por pessoas que não conseguiram ir porque estavam trabalhando na 6×1. O único dia de folga delas precisava ser usado para resolver tudo o que não conseguiram durante a semana”, afirma.

A ausência de convivência familiar também aparece no relato de Romão Ceuta, atualmente estagiário e ex-entregador de compras online. “Eu já passei duas semanas sem ver meu pai, mesmo morando debaixo do mesmo teto. Isso é bizarro e desumano”, conta.

Segundo Romão, a combinação entre expediente e deslocamento pode fazer com que trabalhadores saiam de casa às cinco ou seis da manhã e retornem apenas à noite. “Conheço uma mulher que trabalha na 6×1 e, no dia de folga, dorme o dia todo de exaustão. Ter direito a dois dias de descanso é um pequeno passo na vitória do trabalhador brasileiro”, avalia.

A chefe de cozinha Alessandra Castro compartilha a percepção de que o descanso pode melhorar tanto o bem-estar quanto o desempenho profissional.

“É uma grande conquista para nós, trabalhadores. Cada dia de descanso proporciona maior produtividade, e o trabalhador se sente até mais feliz em desempenhar sua função. É um direito muito merecido”, destaca.

Disputa pelo tempo e desigualdades sociais

Condorelli:“Fim da escala 6×1 representa uma conquista social gigantesca” – Foto: Reprodução

Para o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e doutor em Ciências Sociais Antonino Condorelli, o fim da escala 6×1 representa uma transformação que ultrapassa as relações trabalhistas.

“O fim da escala 6×1 representa uma conquista histórica, uma conquista social gigantesca do ponto de vista da efetivação de direitos sociais previstos na Constituição Federal de 1988”, afirma.

Segundo o pesquisador, a redução da jornada integra uma disputa histórica entre capital e trabalho pelo controle do tempo. Ele relaciona a discussão ao conceito de “sociedade do cansaço”, desenvolvido pelo filósofo Byung-Chul Han, marcado pela intensificação da exploração e pela dificuldade de separar trabalho e vida pessoal.

Condorelli destaca que a conquista de mais tempo livre também representa uma forma de enfrentamento das desigualdades.

“A desigualdade não é somente socioeconômica, mas diz respeito também a quem tem a condição estrutural de dispor de forma livre e autônoma do tempo e quem não tem”, explica.

O especialista considera que os benefícios podem ser especialmente relevantes para mulheres de baixa renda, mães solo e trabalhadoras periféricas, frequentemente submetidas à dupla jornada de trabalho remunerado e cuidados domésticos.

“Essa é uma grande conquista da classe trabalhadora, mas especialmente das trabalhadoras de baixa renda, periféricas, racializadas e das mães solo”, ressalta.

Sobre os argumentos de que a redução da jornada prejudicaria a economia, Condorelli contesta a associação automática entre menos horas trabalhadas e menor produtividade.

“Trabalhadoras e trabalhadores mais motivados, mais saudáveis, mais descansados, com maior disposição tendem a produzir mais”, afirma, recorrendo a discussões históricas sobre a redução das jornadas industriais.

O professor ressalta, entretanto, que a efetividade da mudança dependerá da atuação do poder público e dos mecanismos de fiscalização.

“Será preciso um investimento maciço em políticas públicas, numa ação efetiva do Ministério do Trabalho, articulada com o Ministério Público do Trabalho, para que esse direito conquistado no papel seja efetivado nas relações de produção reais”, defende.

Para os trabalhadores entrevistados, a expectativa é que o avanço legislativo se traduza em mudanças concretas no cotidiano. Mais do que um dia adicional de folga, a reivindicação é pelo direito de viver para além do expediente.


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DA MISÉRIA À UNIVERSIDADE: JORNALISTA RELEMBRA TRANSFORMAÇÃO DE QUEIMADAS

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A experiência de conhecer de perto uma comunidade marcada pela extrema pobreza mudou a forma como a jornalista Juliana Celli enxerga desigualdade, oportunidades e políticas públicas.

Em vídeo publicado nas redes sociais recentemente, ela relembrou a visita, em 2005, ao distrito rural de Queimadas, em Taipu, no interior potiguar, e a transformação que acompanhou ao longo dos anos.

Na época, Juliana já era jornalista e havia saído de uma realidade que ela própria define como uma “bolha de privilégios”. A comunidade não tinha energia elétrica e, segundo seu relato, era dividida entre dois municípios, permanecendo esquecida pelo poder público.

“Era 2005 e eu já era jornalista. E me deparei com aquela miséria extrema. Sem energia, a comunidade pertencia metade a um município, metade a outro. Esquecida totalmente. Imagina aquelas cenas da África, de extrema pobreza. Assim era Queimadas”, relembrou.

O impacto foi pessoal. “Queimadas mudou a minha vida e a forma como eu penso sobre o mundo.

Eu voltei para casa me sentindo super mal. Não conseguia entender por que algumas pessoas têm tanto e outras nada. Que meritocracia é essa? O que eu fiz para merecer e o que eles fizeram para não merecer?”, questionou.

Anos depois, a jornalista voltou à comunidade diante de uma mudança que, para ela, simbolizava muito mais do que a chegada da eletricidade. Era o acesso a novas possibilidades.

“Recebi a notícia que chegaria ‘Luz para Todos’ em Queimadas. E eu fui lá ver os primeiros bocais chegando. Eu vi de perto aquelas famílias que não tinham acesso à TV, a nada, que viviam da luz da lamparina, recebendo não só energia, mas acesso à informação e dignidade”, observou.

A transformação, segundo Juliana, não eliminou a pobreza, mas alterou profundamente as condições de vida da comunidade.

“Hoje, Queimadas é outra. A pobreza existe, sim, mas aquela miséria não. Hoje, em Queimadas, tem gente na faculdade. Você tem ideia dessa mudança, gente na universidade? Assim como eu”, pontuou.

Políticas que mudam vidas
A experiência levou Juliana a questionar discursos que tratam a desigualdade apenas como resultado de esforço individual. Para ela, quem observa a realidade de longe não consegue dimensionar o impacto de políticas públicas sobre famílias que vivem em situação de vulnerabilidade.

“Então, não vem você, direto de uma sala com ar-condicionado, dizer que a miséria e a fome não acabaram no Brasil. Só quem conhece a realidade de perto, quem sentiu na pele, sabe o que políticas públicas como Fome Zero, Luz para Todos contribuíram para melhorar a vida de quem vivia à margem da sociedade”, afirmou.

Juliana, que já declarou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defende políticas de inclusão social e de ampliação do acesso a direitos e oportunidades. Nas redes sociais, a jornalista também vem manifestando publicamente seu apoio à candidatura do presidente neste segundo turno.

A jornalista afirma que a experiência também mudou sua percepção sobre privilégio. “Eu nunca achei que sou superior a alguém porque estudei, ou pelo poder aquisitivo que tenho, ou pelo que conquistei. Eu sempre achei que, por eu ter mais oportunidades, eu cheguei muito mais longe que essas pessoas”, avaliou.

A defesa da inclusão, para Juliana, também está ligada aos valores que carrega. “Como cristã, foi o que aprendi com Jesus. Dividir o pão, ajudar órfãos, viúvas, excluídos, os mais pobres”, destacou.

A jornalista também relaciona a defesa das políticas sociais à preservação de direitos. “Como mulher, eu não quero perder direitos. Não quero retroceder. E como jornalista, não quero perder o direito de me posicionar, de criticar, de ter liberdade de expressão”, afirmou.

Ao falar sobre sua atuação pública e profissional, Juliana rejeita a ideia de silenciar diante de posições políticas que considera ameaçadoras. “Eu não tenho medo de perder seguidores por me posicionar. Eu tenho medo de contribuir com o meu silêncio para um retrocesso sem precedentes”, declarou.

Para ela, a lembrança de Queimadas permanece como uma referência concreta de que políticas públicas podem alterar trajetórias individuais e coletivas. A comunidade que encontrou em 2005 continua enfrentando dificuldades, mas, na sua avaliação, deixou para trás a situação de extrema pobreza que um dia marcou sua experiência. “Eu quero isso para todos”, concluiu.


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“ALLYSON É O MAIOR PERSEGUIDOR DE SERVIDORES QUE JÁ EXISTIU EM MOSSORÓ”

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A relação de Allyson Bezerra (União Brasil) com os servidores públicos de Mossoró é um dos principais pontos de crítica da vereadora Marleide Cunha (PT), que acompanha a categoria também como professora e dirigente sindical. Em entrevista ao Diário do RN, ela acusou o prefeito de retirar direitos, impor jornadas exaustivas e transformar o ambiente de trabalho em um espaço de medo e perseguição. A vereadora afirmou ainda temer que esse modelo seja levado para o Governo do Estado.

“Allyson Bezerra é o maior tirano, o maior perseguidor de servidores públicos que já existiu na Prefeitura Municipal de Mossoró. Ele retirou direitos fundamentais dos servidores”, afirmou.

Entre as medidas citadas, Marleide apontou o fim da data-base, a redução da licença para tratamento de saúde e o fim do recesso dos professores readaptados. “Ele retirou, acabou com a data-base no serviço público, com a data de reajuste de servidor. Ele diminuiu licença para tratamento de saúde. Ele acabou com o recesso dos professores readaptados. Ele põe jornadas exaustivas nos servidores públicos”, declarou.

A vereadora também chamou atenção para a situação dos servidores recém-concursados. Segundo ela, alguns profissionais têm salário-base inferior ao salário mínimo por ainda não possuírem adicionais ou progressões de carreira.

“Os servidores hoje têm salário base menor do que o salário mínimo. Em Mossoró existem servidores recebendo menos do que o salário mínimo. Inclusive, já tem ações na Justiça sobre isso”, declarou, citando como exemplos técnicos de Segurança do Trabalho e profissionais de nível médio da saúde.

Medo e adoecimento
Para Marleide, o impacto das medidas ultrapassa questões salariais e administrativas. Ela afirma que o ambiente criado pela gestão tem provocado adoecimento entre os servidores. “Essa realidade, além do profundo adoecimento no serviço público, o medo, a perseguição é uma coisa que não existiu em Mossoró”, disse. Em seguida, reforçou a crítica: “Não existiu em Mossoró outro gestor público ou um prefeito que se compare ao padrão, ao nível de perseguição, de adoecimento, de trabalhar com o medo, de intimidação, de estresse, de adoecimento, como aconteceu na gestão do ex-prefeito de Mossoró”, afirmou.

A relação com o magistério também foi citada. Marleide afirmou que a gestão não cumpriu, segundo sua avaliação, os direitos relacionados à carreira docente e destacou a situação dos supervisores escolares.

“Não cumpriu, por exemplo, o piso salarial dos professores. E não é só não cumprir o piso. Ele, por exemplo, acabou, tirou da carreira da profissão docente, do plano do magistério, os supervisores de escolas. Os supervisores escolares não estão mais no plano do magistério”, declarou.

“O povo acordou”
A vereadora avalia que o tratamento dispensado aos servidores já teria repercutido eleitoralmente em Mossoró. “O povo acordou. E os servidores públicos têm uma contribuição muito forte nessa perda de votos de Allyson. As pessoas reconhecem e sabem o sofrimento que os servidores de Mossoró enfrentam nessa gestão”, afirmou.

Para ela, a consequência alcança toda a população porque o servidor está na linha de frente dos serviços municipais. “Se você não trata bem o servidor público, que é quem está na linha de frente, que atende a população, você acaba desrespeitando a população também. Porque um servidor adoecido, um servidor desvalorizado, um servidor que é o tempo todo forçado a viver um ambiente de trabalho insalubre é um servidor que não tem condição de atender bem a população”, pontuou.

É nesse ponto que Marleide projeta sua principal preocupação com a disputa estadual. “Nós temos uma preocupação muito grande que esse mal, essa crueldade, possa se estender ao Rio Grande do Norte, ao Estado inteiro”, afirmou.

Na avaliação dela, a mudança de escala de poder agravaria o problema que aponta em Mossoró.

“Porque com o poder na mão, ele ainda fortalece mais a tirania que ele exerce, no caso, exerceu aqui em Mossoró e vai querer exercer no Estado”, declarou.

Marleide encerrou reforçando sua disposição de manter a oposição ao candidato. “Eu sou muito convicta da nossa missão de impedir que esse tirano chegue ao cargo de governar esse Estado.

Vamos fazer o que tiver ao nosso alcance para mostrar a verdade e abrir os olhos do povo do Rio Grande do Norte”, concluiu.


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CADU DE LULA GANHA REFORÇO DO PSDB E ALLYSON AVANÇA SOBRE BASES MUNICIPAIS

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A reta final do segundo turno no Rio Grande do Norte vem sendo marcada por uma corrida por adesões entre Cadu de Lula (PT) e Allyson Bezerra (União Brasil). A movimentação ganhou novo peso no domingo (18), quando o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), anunciou apoio a Cadu e levou consigo os demais deputados estaduais da bancada tucana: Cristiane Dantas, Gustavo Soares e Taveira Júnior. Juntos, os quatro parlamentares somaram quase 200 mil votos na eleição.

Em entrevista ao Diário do RN, Cadu classificou a adesão como um reforço importante na reta final e destacou a trajetória política de Ezequiel e sua relação com a gestão da governadora Fátima Bezerra.

“A chegada do presidente Ezequiel ao nosso projeto é um grande momento para a nossa campanha, especialmente neste momento decisivo. Teremos ao nosso lado um grande líder político com trabalho prestado e reconhecido em todo o estado”, afirmou Cadu.

O candidato também destacou a capacidade de articulação do grupo tucano em diferentes regiões. “Ele é um parceiro de muito tempo do governo da professora Fátima, ajudou a construir dias melhores para o nosso Rio Grande do Norte, e nos ajudará a manter o RN na rota do desenvolvimento”, declarou.

A adesão ocorreu uma semana antes do segundo turno e amplia o arco político reunido em torno de Cadu. O grupo de Ezequiel pretende mobilizar prefeitos, vice-prefeitos e vereadores de municípios do Seridó, Vale do Açu, Agreste e Grande Natal.

Cadu também associou a nova aliança à disputa sobre os rumos do Estado. “Ezequiel fortalece a nossa missão de não deixar que o Estado seja entregue a um personagem que tenta enganar o povo potiguar. Nós não vamos deixar o RN retroceder. Vamos trabalhar juntos para todos, especialmente os que mais precisam”, afirmou.

Ezequiel, por sua vez, ao oficializar a adesão, resumiu a posição do grupo: “Estamos juntos nessa disputa pelo melhor para o Rio Grande do Norte”, declarou.

O apoio de Ezequiel a Cadu já era esperado e vinha sendo desenhado nas semanas seguintes ao primeiro turno. O presidente da Assembleia passou o período em uma série de reuniões com aliados e integrantes de sua base política, avaliando o cenário e discutindo os rumos do grupo antes de formalizar a adesão.

Allyson amplia apoios municipais
Do outro lado, Allyson vem ampliando alianças com prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e grupos políticos em diferentes regiões do Estado. No Seridó, recebeu o apoio do prefeito de Florânia, Galo (PSDB), que havia apoiado Álvaro Dias no primeiro turno, além de lideranças de Currais Novos, Carnaúba dos Dantas, Timbaúba dos Batistas e Equador.

No Vale do Açu, aderiu o grupo político de Pendências, liderado pela prefeita Dra. Lays Helena e pelo vice-prefeito Gilberto Fonseca, com participação do ex-prefeito Flaudivan Martins, vereador e integrantes da administração municipal.

Na região do Agreste, Allyson também ampliou sua base em Vera Cruz, com o presidente municipal do União Brasil, Deinho Lopes, e o vereador Cleonaldo Júnior, e em Serra de São Bento, onde recebeu o apoio do grupo de oposição liderado por Sérgio e pelos vereadores Dedé e Joelson.

Em Frutuoso Gomes, a vice-prefeita Zilna e o ex-prefeito Lucídio, que estavam com Cadu no primeiro turno, também migraram para a candidatura de Allyson.

Na região Potengi, o movimento ganhou novas adesões nesta segunda-feira (19), com o apoio do prefeito de São Paulo do Potengi, Pacelli Souto, do vice-prefeito Lucas Macedo e de cinco vereadores: Nego Aleixo, Cida da Saúde, Neilson Azevedo, Rhanderson de Telma e Kekel de Titico.

O grupo também havia apoiado Álvaro Dias no primeiro turno.


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SUPERMERCADOS DO RN AVALIAM FIM DA ESCALA 6×1: “A GENTE NUNCA FOI CONTRA”

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A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que encerra a escala de trabalho 6×1 — modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e tem apenas um dia de descanso — abre um novo debate entre empresas e trabalhadores sobre os impactos da mudança na rotina dos setores produtivos.

No Rio Grande do Norte, o segmento supermercadista acompanha a transição com atenção. O presidente da Associação dos Supermercados do Rio Grande do Norte (Assurn), Gilvan Mikelyson, afirma que o setor nunca se posicionou contra a alteração da escala, mas defende que os efeitos da medida sejam avaliados considerando os diferentes perfis de empresas.

“A gente, do setor supermercadista do Rio Grande do Norte e do Brasil, nunca foi contra a mudança da escala 6×1. O que a gente pleiteava, sempre pleiteou, é que fossem enxergados os impactos”, afirmou Gilvan Mikelyson.

Segundo o presidente da entidade, grandes redes possuem maior capacidade de adaptação, enquanto pequenos estabelecimentos podem enfrentar dificuldades para reorganizar equipes e custos.

“Uma empresa maior absorve essas situações numa boa, ela se adapta rápido, inclusive. Se precisar absorver, ela absorve, se precisar repassar, ela repassa. Mas empresas menores, setores que têm uma parte de imparcialidade, precisam entender quais os impactos que vão causar”, explicou.

Para Gilvan, um dos desafios do setor atualmente é justamente a atração e retenção de trabalhadores. Ele avalia que a modernização das relações de trabalho pode contribuir para tornar as vagas mais atrativas, desde que a implementação seja planejada.

“Nós temos uma dificuldade hoje, por exemplo, de ser atrativos a empregos, as pessoas a virem trabalhar no nosso setor. Pelo que eu já sabia, inclusive, dos modelos trabalhistas que nós temos.

Nós temos que modernizar esses modelos”, comentou.

Antes mesmo da aprovação da PEC, algumas empresas do setor já começaram a testar modelos alternativos de jornada. Em agosto, o Favorito Supermercados iniciou a implantação gradual da escala 5×2 em três unidades no Rio Grande do Norte.

O modelo prevê cinco dias de trabalho e dois dias consecutivos de descanso. Segundo a empresa, a mudança busca melhorar as condições de trabalho e contribuir para a permanência dos profissionais.

O diretor comercial da rede, Vinicius Gama, afirmou, à época, que a decisão não está relacionada diretamente ao debate político sobre redução da jornada, mas a uma iniciativa interna voltada aos trabalhadores.

Para Gilvan Mikelyson, experiências como essa ajudam o setor a compreender os impactos antes de uma mudança definitiva.

“Já temos muitos pilotos, inclusive, nós temos um piloto aqui no estado, que já está nos passando. Está dando feedback no que está dando certo e qual é a dificuldade, qual é o impacto que está causando”, esclareceu.

Efeitos positivos da PEC incluem qualidade de vida e produtividade

Assurn avalia que, com planejamento, uma melhor distribuição da jornada pode refletir na produtividade – Foto: Reprodução

Na avaliação do presidente da Assurn, a mudança pode trazer efeitos positivos principalmente para a saúde e qualidade de vida dos trabalhadores. Ele considera, porém, que a reorganização das equipes precisa levar em conta os períodos de maior movimento dos supermercados.

“Os impactos positivos, primeiro, a saúde, qualidade de vida, a saúde do trabalhador”, disse.

Gilvan também avalia que uma melhor distribuição da jornada pode refletir na produtividade, desde que as empresas façam um planejamento adequado.

“Se for feito da forma correta, a gente tem que muito bem estudar dias de movimento, horários de movimento”, afirmou.

Ele destacou que o setor supermercadista funciona em uma dinâmica contínua, com necessidade de trabalhadores em diferentes horários e dias da semana.

“A atividade não pode parar. Alguém vai estar em casa descansando e alguém vai estar trabalhando. Nós temos que ter pessoas para trabalhar. Então, talvez, modernizando esses modelos de relação trabalhista, as coisas melhorem”, explicou.

Gilvan também acredita que a mudança na escala pode ajudar a ampliar o interesse dos trabalhadores pelo setor supermercadista, que já oferece oportunidades de crescimento profissional.

“Com esse aumento da escala, voltamos a ser atrativos, porque já temos muitos benefícios no nosso setor para os trabalhadores”, comentou.

Segundo ele, as empresas supermercadistas oferecem planos de carreira e possibilidade de crescimento para profissionais que permanecem no segmento.

“Hoje, quem se dedica dentro da sua profissão cresce e cresce rápido, porque as lojas estão crescendo, ampliando”, afirmou.

O presidente da Assurn ressaltou ainda que o mercado brasileiro possui características diferentes de outros países, com grande diversidade de empresas e forte concorrência.

“No Brasil, nós temos vários modelos e tamanhos diferentes de empresas. Uma coisa é uma empresa nacional, que tem milhares de empregos e consegue se adaptar facilmente. Outra coisa é uma empresa pequena, familiar, que trabalha ali a família que já tem cinco pessoas e tem cinco funcionários, e vai ter que contratar mais dois”, explicou.

Para o representante do setor, a próxima etapa será acompanhar a aplicação prática da nova regra e buscar equilíbrio entre as necessidades do


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ROGÉRIO MARINHO DÁ SINAIS SOBRE REAIS INTENÇÕES DE FLÁVIO SOBRE ESCALA 6×1

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O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, não registrou presença na sessão do Senado desta quarta-feira (14) que aprovou, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 que acaba com a escala 6×1. O texto recebeu 75 votos favoráveis e apenas um contrário, do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

A ausência de Marinho ocorre depois de meses de posicionamento contrário ao formato aprovado. Desde maio, o senador vinha defendendo uma alternativa à proposta que estabelece a jornada de cinco dias de trabalho por dois de descanso. Em 28 de maio, apresentou a PEC 12/2026, construída como contraproposta ao texto aprovado pela Câmara.

A proposta de Rogério Marinho prevê maior flexibilidade na organização da jornada, permitindo que trabalhadores e empregadores definam o regime por meio de acordos individuais ou coletivos, com remuneração vinculada às horas trabalhadas. O senador apresentou a iniciativa como uma forma de ampliar a liberdade do trabalhador para escolher sua jornada.

Nos bastidores, porém, a posição de Marinho diante da votação desta quarta-feira ganhou outra leitura. A ausência do coordenador da campanha de Flávio é vista como uma saída intermediária: o senador não votou favoravelmente à proposta, mas também não registrou um voto contrário em uma matéria que teve apoio praticamente unânime do Senado. Além disso, o gesto reforça a tese de que o voto favorável ao fim da 6×1 não passa de uma jogada eleitoreira do candidato que também estaria trabalhando junto ao empresariado com a promessa de revogar a PEC caso eleito.
Segundo apuração da jornalista Laurita Arruda, do Blog Território Livre, o senador teria compartilhado com aliados que não conseguiria votar a favor do texto aprovado pelo governo, justamente por já ter apresentado uma proposta que considera mais adequada.

Ao mesmo tempo, o voto contrário poderia produzir um custo político para o grupo de oposição no segundo turno presidencial. A avaliação nos bastidores seria de que assumir uma posição frontalmente contrária ao fim da 6×1 poderia ser explorado eleitoralmente contra Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência.

O que muda para os trabalhadores com o fim da 6×1

A PEC 221/2019, aprovada em dois turnos pelo Senado, reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial, e estabelece dois dias de descanso remunerado por semana.

A mudança será implantada de forma gradual. Dois meses após a promulgação, a jornada passa para 42 horas semanais e, um ano depois, chega às 40 horas.

A regra mantém a possibilidade de negociação coletiva para organização das folgas, desde que sejam preservados os dois dias de descanso semanal. A proposta segue agora para promulgação pelo Congresso Nacional.

A aprovação ocorreu em um momento particularmente sensível da eleição presidencial. Flávio Bolsonaro, que também não estava fisicamente no plenário, registrou voto favorável à PEC de forma remota. A diferença entre os dois integrantes da campanha é justamente o registro: enquanto o candidato votou a favor, seu coordenador optou por não participar da votação.

O Diário do RN procurou o senador para esclarecer sua ausência e sua posição sobre a matéria, mas não recebeu retorno até o fechamento desta edição.


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CADU DE LULA VIRA SOBRE ALLYSON E CHEGA A 50,53% DOS VOTOS VÁLIDOS, CONTRA 49,47%

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u de Lula (PT) virou numericamente a disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte e aparece à frente de Allyson Bezerra (União Brasil) na primeira pesquisa DataVero/Diário do RN após o primeiro turno, divulgada nesta sexta-feira (16). O petista, que terminou a votação de 4 de outubro em segundo lugar, agora registra 50,53% dos votos válidos, contra 49,47% de Allyson. A diferença de 1,06 ponto percentual coloca Cadu na dianteira do levantamento, embora a disputa permaneça em empate técnico, considerando a margem de erro de 2,53 pontos percentuais.

No primeiro turno, Allyson conquistou 36,94% dos votos válidos, enquanto Cadu recebeu 36,16%.

A vantagem do candidato foi de 0,78 ponto percentual, equivalente a 15.509 votos. Agora, na primeira sondagem realizada após a definição do segundo turno e o início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão, o petista aparece numericamente à frente.

No cenário estimulado, que considera também os eleitores sem preferência definida, Cadu registra 46,71% das intenções de voto, contra 45,73% de Allyson. Outros 4,32% afirmam não votar em nenhum dos candidatos, enquanto 3,24% não sabem responder. A diferença entre os concorrentes é de apenas 0,98 ponto percentual, dentro da margem de erro de 2,53 pontos percentuais.

A pesquisa foi realizada entre 13 e 15 de outubro, com 1.500 entrevistados em 50 municípios potiguares e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números RN-01514/2026 e BR-02367/2026.

Eleitores de Cadu são mais fiéis que os de Allyson
Um dos dados mais relevantes da pesquisa aparece no cruzamento com o voto declarado no primeiro turno. Cadu apresenta maior retenção de eleitores: 94,78% dos entrevistados que afirmaram ter votado nele em 4 de outubro mantêm a preferência pelo petista. Apenas 3,33% declaram intenção de votar em Allyson.

Entre os eleitores que disseram ter votado no candidato do União Brasil, a retenção é de 78,86%.

Outros 18,43% afirmam que agora preferem Cadu.

A diferença de 15,92 pontos percentuais entre os índices de fidelidade declarada ajuda a contextualizar a mudança observada na pesquisa geral. Enquanto Cadu preserva quase integralmente sua base de eleitores, Allyson registra uma proporção maior de eleitores que manifestam preferência pelo adversário.

O cruzamento também revela que Cadu atrai eleitores que escolheram Álvaro Dias (PL) no primeiro turno, apesar de o candidato representar um campo político identificado com a direita.

Entre os entrevistados que declararam voto em Álvaro, 12,92% afirmam que agora preferem Cadu, enquanto 76,91% escolhem Allyson. Outros 5,85% indicam branco ou nulo e 4,32% permanecem indecisos.

O dado chama atenção diante do alinhamento de Allyson com setores do bolsonarismo no segundo turno. Embora o candidato concentre a maior parcela das preferências entre os eleitores declarados de Álvaro, o levantamento identifica uma parcela desse grupo que manifesta intenção de votar no candidato petista.

Contudo, os percentuais correspondem a cada grupo de eleitores entrevistados, não ao eleitorado total, e representam preferências declaradas, sem comprovar transferência definitiva de votos.

DataVero foi o mais próximo das urnas
A nova pesquisa chega após o desempenho da DataVero/Diário do RN na reta final do primeiro turno. Entre oito levantamentos comparados com o resultado oficial, o instituto apresentou o menor erro médio considerando os três principais candidatos ao Governo.

Divulgada em 2 de outubro, a última pesquisa apontou Allyson com 35,82%, Cadu com 32,46% e Álvaro com 20,54%, no cenário estimulado com apoios políticos. Foi a única, entre as oito analisadas, a colocar Allyson e Cadu nas duas primeiras posições.

Na comparação com as urnas, o erro médio absoluto ficou em 3,7 pontos percentuais, contra 5,7 pontos do segundo levantamento mais próximo.


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DATAVERO: LULA AMPLIA VANTAGEM NO RN E CHEGA A 65,2% DOS VOTOS VÁLIDOS

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 65,26% dos votos válidos na disputa pelo segundo turno da Presidência da República no Rio Grande do Norte, segundo pesquisa do Instituto DataVero realizada em parceria com o Diário do RN e divulgada nesta sexta-feira (16). O senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 34,74%.

O resultado representa uma vantagem de 30,52 pontos percentuais para o petista entre os eleitores que já definiram o voto, considerando o cálculo que exclui brancos, nulos e indecisos.

A pesquisa é a primeira divulgada pelo DataVero após o primeiro turno das eleições de 2026 e ocorre após Lula confirmar a liderança nas urnas potiguares. No primeiro turno, o presidente venceu no Rio Grande do Norte com 59,70% dos votos válidos, o equivalente a 1.237.963 votos. O senador Flávio Bolsonaro (PL) terminou a primeira etapa da disputa com 34,77%, correspondente a 720.493 votos no estado.

Com a nova rodada do levantamento, Lula apresenta uma oscilação positiva de 5,56 pontos percentuais no percentual de votos válidos em relação ao resultado obtido nas urnas no primeiro turno. Já Flávio Bolsonaro mantém um percentual próximo ao registrado na votação inicial.

Intenção de voto
No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Lula aparece com 62,48% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma 33,26%. A diferença entre os dois candidatos é de 29,22 pontos percentuais.

Outros 2,80% dos eleitores afirmaram que não votariam em nenhum dos candidatos. Já 1,47% disseram não saber ou preferiram não responder.

Metodologia
A pesquisa DataVero/Diário do RN foi realizada entre os dias 13 e 15 de outubro de 2026, com 1.500 entrevistas distribuídas em 50 municípios de todas as regiões do Rio Grande do Norte.

A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança.

O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-02367/2026 e RN-01514/2026.


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