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ARCA DOS GATOS: PROJETO ACOLHE ANIMAIS RESGATADOS E MOBILIZA REDE SOLIDÁRIA

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A causa animal no Rio Grande do Norte tem encontrado, nos últimos anos, força e representação através de iniciativas comunitárias que surgem da dedicação de protetores independentes. Entre elas, destaca-se o trabalho desenvolvido pela EcoAnimal/RN (Associação dos Protetores e Amigos das Causas Animal e do Meio Ambiente do RN). Reconhecida de utilidade pública pela Prefeitura de Parnamirim e Governo do Estado, a entidade reúne cerca de 200 associados e atua com foco no apoio a protetores independentes e no bem-estar animal e na defesa da vida de aproximadamente 5 mil cães e gatos que estão sob os cuidados diretos ou indiretos dos integrantes da rede.

A EcoAnimal/RN não mantém abrigo físico, mas funciona de forma colaborativa, por meio de grupos, encontros e articulações virtuais que permitem troca de informações, experiências e campanhas conjuntas de adoção. A proposta é conectar protetores e fortalecer ações de cuidado, combate a maus-tratos e conscientização da população. Em um cenário no qual desinformações sobre zoonoses ainda provocam medo, abandono e até envenenamentos de animais de rua, a entidade reforça a importância da imprensa e de órgãos públicos no esclarecimento sobre saúde animal e legislações de proteção.

Dentro desse ecossistema solidário, está o projeto social Arca dos Gatos RN, um espaço independente que acolhe felinos resgatados em situação de abandono, risco ou vulnerabilidade. O local abriga atualmente cerca de 120 animais, que convivem em um ambiente organizado, adaptado e mantido integralmente por doações e rifas solidárias. No espaço, os gatos recebem cuidados contínuos, incluindo castração, vacinação, testes de FIV e FeLV (que identificam imunodeficiência e leucemia felina), bem como o acompanhamento permanente de uma médica veterinária.

Responsável pelo projeto Arca dos Gatos RN e também presidente da EcoAnimal/RN, Lia Medeiros dedica-se há 15 anos ao resgate e cuidado de animais em situação de vulnerabilidade. À frente de um dos principais espaços independentes de acolhimento felino do Estado, ela explica que o trabalho é mantido com esforço pessoal e apoio solidário da comunidade. “O meu espaço que eu chamo de Arca dos Gatos RN, não é pessoa jurídica, é um espaço que é mantido, exclusivamente, com recursos de rifas e doações”, relatou a responsável pelo projeto.

Segundo ela, todos os animais que vivem no local foram resgatados das ruas e recebem atenção individualizada. “A veterinária vem aqui, faz as consultas, as medicações. Então, tem o acompanhamento completo” explicou.

Com quase 150 metros quadrados dedicados exclusivamente ao bem-estar dos felinos, o espaço conta com caixas de areia, brinquedos, áreas de descanso e uma rotina monitorada de alimentação e higiene. A administradora do projeto cuida pessoalmente de todos os animais.

“Hoje estão abrigados comigo 120 animais na minha casa, onde eu cuido deles pessoalmente, sozinha”, afirmou. Por falta de estrutura e diante da demanda intensa, os resgates estão temporariamente suspensos. “No momento, nenhum resgate está sendo feito. E também eu estou pretendendo não fazer, a não ser uma coisa fora do normal, porque é muito trabalho”, relatou.

A iniciativa também enfrenta um desafio recorrente nos períodos festivos do ano: devoluções de animais adotados. “Final de ano a gente também tem um outro problema, que são algumas pessoas e que fizeram adoções e que acabam devolvendo os animais, porque vão viajar”, lamentou, reforçando a necessidade de responsabilidade e planejamento antes de adotar um animal.

Apesar das dificuldades, a Arca dos Gatos mantém uma rede de apoio. Parcerias como a do projeto RN Gatinhos oferecem lar temporário para filhotes e gatas prenhas resgatadas, permitindo que o abrigo concentre sua estrutura nos animais adultos. Outra frente de atuação é feita por meio das páginas de adoção administradas pela protetora, criadas para ampliar a visibilidade dos animais que buscam um novo lar e também ajudar outros protetores. “A chance tem que ser para todos eles”, afirmou, ao explicar o funcionamento das páginas Arca dos Gatos RN e Adote Pets RN, utilizadas para divulgar animais de diferentes resgatadores.

AJUDAS SÃO BEM-VINDAS
Quem desejar colaborar com o projeto Arca dos Gatos RN ou com as ações da EcoAnimal/RN pode entrar em contato pelos telefone 84 98170 8187/ 84 9933-1803 ou pelas redes sociais @arcadosgatosrn, @adotepetsrn e @ecoanimalrn.


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NO COMPASSO DA HISTÓRIA, NATALENSES CELEBRAM O DIA NACIONAL DO SAMBA

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O samba nasceu das encruzilhadas culturais do Brasil e virou símbolo de identidade nacional muito antes de ganhar qualquer reconhecimento formal. Curiosamente, o chamado “Dia Nacional do Samba”, celebrado em 2 de dezembro, não é uma data oficial do calendário brasileiro. A origem está na antiga Guanabara, atual município do Rio de Janeiro, onde a Lei nº 554, de 27 de julho de 1964, instituiu a comemoração no âmbito estadual.

Na Bahia, uma proposta semelhante chegou a tramitar em 1963, já prevendo que, naquele ano, as homenagens seriam dedicadas ao compositor Ary Barroso, autor de clássicos como “Aquarela do Brasil”. Foi essa ligação que acabou difundindo, pelo país, a ideia de celebração da data e tributo ao sambista.

Contudo, mesmo não sendo uma data oficial, o Dia do Samba consolidou-se como uma celebração nacional, sustentada pela força do próprio ritmo e por seus inúmeros desdobramentos, do samba rock ao samba-enredo, do pagode ao samba de gafieira. Ao longo de mais de um século, figuras como Pixinguinha, Cartola, Noel Rosa, Clementina de Jesus, Dona Ivone Lara e Beth Carvalho construíram um legado que permeia a cultura brasileira e segue inspirando novas gerações.

Entre os artistas que mantêm essa chama acesa está o potiguar Debinha Ramos, sambista com mais de 40 anos de carreira, que traduz sua relação com o ritmo como algo vital. “Eu vivi a minha vida praticamente dentro do samba e o samba para mim é como se fosse o ar que eu respiro, afirma. Se faltar, eu não sei o que será de mim. Ele é que me dá toda a energia para viver”, ressalta.

Ele conta que foi o samba que o levou a espaços que jamais imaginou alcançar, um caminho que ele reconhece como decisivo para sua trajetória pessoal e artística. “Quando eu reflito, vejo que o samba foi fundamental para que conquistasse tudo que conquistei na minha vida até aqui”, conta.

ROCAS COMO “BERÇO DO SAMBA”

Em Natal, a data é celebrada há mais de 15 anos, através de incentivo da Prefeitura Municipal. E nos últimos anos ganhou um destaque especial, dentro do projeto “Segunda de Vagabundo”, tradicional roda de samba do bairro das Rocas, realizada sempre às segundas-feiras, que este ano foi reconhecida oficialmente como Patrimônio Cultural Imaterial de Natal pela Lei nº 7.815. A comemoração deste ano está prevista para o próximo dia 08 de dezembro.

O encontro acontece no cruzamento das ruas Pereira Simões e Donzelas e, desde seu início, em março de 2022, consolidou-se como um ponto pulsante da cultura potiguar. A roda reúne jovens, adultos e idosos em uma celebração espontânea, gratuita e cada vez mais representativa.

Músicos, compositores e moradores se encontram semanalmente para celebrar não apenas o samba, mas a identidade do bairro.

Para Debinha Ramos, que também é morador das Rocas e um dos fundadores do projeto, o impacto da iniciativa vai muito além da música. “Eu acho importante para a nossa comunidade o projeto Segunda de Vagabundo. Ele dá uma visibilidade boa ao bairro, leva o bairro a um patamar de influenciador cultural, um lugar onde se respira cultura, principalmente o samba”, diz.

Debinha conta que tudo começou de maneira despretensiosa, uma resenha entre músicos e sambistas que, de repente, virou movimento. “As pessoas começaram a gostar do ambiente, da energia da roda, e hoje a Segunda de Vagabundo já é referência nacional. Muita gente conhece, muita gente segue e visita, e isso aumenta a nossa responsabilidade de fazer com que todos saiam felizes de lá, afirma. O sambista também destaca outro efeito importante, o de fortalecer a economia local. Muita gente do bairro, ambulantes, vai para lá vender seus produtos e isso aquece a economia. A Segunda tem essa importância para nós que somos do bairro das Rocas”, comemora.

Essa força cultural também se expressa na trajetória de figuras como Graça Oliveira, nascida e criada no bairro, que aos 59 anos se dedica ao samba há quase cinco décadas. Ela começou aos 14 anos e trilhou um caminho degrau a degrau, como ela mesma conta.

“Comecei como passista, depois comissão de frente, depois fui rainha de bateria e hoje sou presidente da Balanço do Morro com muito orgulho”, diz.

A escola, uma das mais tradicionais do Estado, acumula 28 títulos no Carnaval de Natal e ajuda a manter viva a tradição que marca gerações no bairro.

SAMBA NO TEATRO
O Teatro Sandoval Wanderley, no Alecrim, recebe nesta terça-feira (02) às 19h, a roda de samba “Esquenta Cores”, em celebração à data. Promovido pelo SESC Fecomércio, o evento reúne a cantora e compositora potiguar Valéria Oliveira e convidados, em um repertório que homenageia diversas vertentes do samba e nomes como Clara Nunes, Dona Ivone Lara, Beth Carvalho, Alcione, Arlindo Cruz, entre outros. A entrada é gratuita, mediante doação de 1 kg de alimento não perecível para o projeto Mesa Brasil. Os ingressos são limitados e a retirada antecipada deve ser feita pela plataforma Sympla.


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ALEXANDRIA, SERRINHA E BREJINHO SÃO ALVOS DA PF POR DESVIOS DE EMENDAS

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A investigação da Polícia Federal que apura um grande esquema de desvio de verbas destinadas à pavimentação no Rio Grande do Norte teve novos detalhes revelados pela jornalista Camila Bonfim, da GloboNews. Segundo ela, as cidades de Alexandria, Serrinha dos Pintos e Brejinho estão diretamente envolvidas no suposto desvio de recursos públicos enviados por meio de emendas parlamentares do ano de 2022 e 2023.

A operação, batizada de Fake Road (“rodovia falsa”), foi deflagrada na sexta-feira (28) para apurar irregularidades em contratos do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS). Os recursos haviam sido enviados para obras de pavimentação que, segundo a PF, não foram executadas ou foram entregues de forma fraudulenta.

A apuração conduzida pela jornalista mostrou que nos três municípios potiguares o que deveria ser asfalto se transformou em uma lista de irregularidades. Em Alexandria, os trechos que deveriam estar pavimentados permanecem em terra, sem qualquer sinal de obra real. Em Serrinha dos Pintos as ruas e estradas onde o asfalto deveria existir mostram apenas piçarra ou areia.

Já em Brejinho é onde está o caso mais chocante. A camada de asfalto aplicada é mais fina que uma caneta, segundo o laudo apresentado pela PF, que mostra o comparativa com uma fotografia de uma caneta Bic ao lado do asfalto já em desgaste, e já se desfez completamente.

A Polícia Federal estima que, dos R$ 23 milhões investidos, R$ 11 milhões foram superfaturados, quase metade do valor total. Os investigadores apontam que o prejuízo final aos cofres públicos chega a R$ 22 milhões.

A ação policial cumpriu 11 mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Foram nove em Fortaleza (CE) e dois em Natal (RN). Os alvos são servidores públicos ligados ao DNOCS e representantes de empresas contratadas para executar as obras. A PF também pediu o bloqueio de bens, a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático e a indisponibilidade de imóveis e veículos.

A investigação conta com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).

As obras investigadas foram financiadas por emendas parlamentares entre 2022 e 2023, período em que diversas emendas individuais e de bancada do RN foram direcionadas ao DNOCS para obras de infraestrutura.

Até o momento, a PF não divulgou os nomes dos parlamentares que apresentaram as emendas usadas nos contratos sob suspeita, mas confirmou que os recursos são de origem parlamentar.

Em dezembro de 2024, o ministro do STF Flávio Dino determinou o bloqueio de R$ 4,2 bilhões em emendas com indícios de irregularidades. Em agosto do mesmo ano, Dino ordenou a investigação de 964 emendas individuais do tipo “Pix”, somando R$ 694 milhões.

A operação Fake Road se soma à série de investigações federais que miram o uso político e irregular dessas verbas, especialmente em obras de pavimentação em pequenos municípios.
O Dnocs ainda não se pronunciou sobre o assunto.


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SAÚDE MENTAL MASCULINA ENTRA NO CENTRO DO DEBATE NO NOVEMBRO AZUL

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Um novo olhar começa a se consolidar no Novembro Azul neste ano de 2025. Além da já conhecida e necessária discussão sobre o câncer de próstata, a campanha nacional expande seu foco para um tema urgente e ainda pouco enfrentado: a saúde mental dos homens.

Os números reforçam a gravidade da situação. Em 2021, o Brasil registrou 15.507 mortes por suicídio, sendo 12.072 de homens — o equivalente a 78% dos casos. A taxa de mortalidade masculina por suicídio quase dobrou nos últimos anos, saltando de 6,5 para 11,3 óbitos por 100 mil habitantes, revelando um risco crescente e silencioso.

O movimento de ampliação do Novembro Azul parte do entendimento de que o sofrimento emocional masculino permanece mascarado por normas culturais que associam vulnerabilidade à ideia de fraqueza. Entre as dificuldades mais citadas por especialistas, estão o receio de pedir ajuda, o distanciamento de serviços de saúde mental e o desconhecimento sobre sinais de adoecimento.

A campanha nacional reforça três eixos de alerta: Suicídio e depressão masculina, ainda subestimados; pressões sociais que impedem o pedido de ajuda; transtornos neuropsicológicos subdiagnosticados, como TDAH, alterações executivas e dificuldades de regulação emocional.

Embora pesquisas indiquem uma prevalência de cerca de 4% de depressão entre homens brasileiros, especialistas destacam que esse número pode ser maior, já que muitos não procuram atendimento ou não reconhecem alterações emocionais como um problema de saúde.

Para a neuropsicóloga Tatiana Assunção, romper esse ciclo exige mudança cultural: “Por muito tempo se ensinou aos homens que sentir é fraqueza. Essa lógica afasta muitos deles do cuidado e os expõe a riscos sérios. Buscar ajuda não diminui ninguém — ao contrário, é um passo firme em direção à vida”, afirma.

Além dos transtornos emocionais, condições neuropsicológicas também passam despercebidas, afetando o comportamento, a atenção e o funcionamento cognitivo de muitos homens. A avaliação especializada funciona como uma importante ferramenta para identificar esses quadros e orientar intervenções adequadas.

A ampliação do Novembro Azul chega, portanto, como um convite à reflexão e à ação: saúde masculina não se resume ao corpo físico — também exige cuidado com a mente.


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BRILHA NATAL 2025 PROMETE AQUECER COMÉRCIO DO ALECRIM E CIDADE ALTA

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O Brilha Natal Fecomércio RN 2025 deverá transformar o mês de dezembro em um período de intensa movimentação cultural e comercial no Alecrim e na Cidade Alta. Lançado oficialmente nesta segunda-feira, 24, no Sesc Rio Branco, o projeto chega ao seu terceiro ano consolidado como uma das principais ações de fim de ano da capital. A proposta é integrar festividades, serviços gratuitos e iniciativas de incentivo ao comércio, criando um circuito que fortalece a economia local e valoriza a tradição das ruas mais movimentadas de Natal.

Entre 1º e 31 de dezembro, os dois bairros receberão uma ampla programação que inclui atrações culturais, ações de saúde e beleza, oficinas de gastronomia, atividades para crianças e adultos e uma campanha promocional com sorteio de prêmios para consumidores. A exemplo dos anos anteriores, a “Trupe Brilha Natal” seguirá percorrendo as ruas do comércio, enquanto o Festival Cultural e Gastronômico retorna à Praça Cívica entre 12 e 14 de dezembro, com shows de Flávio José e Giannini Alencar na abertura, além de apresentações de artistas potiguares como Pagode do Coxa, Khystal, Tanda Macedo e Bisteca e Bochechinha.

O espaço ganhará decoração temática, áreas instagramáveis e receberá mais de cem microempreendedores da Feira Garajal. O Senac RN oferecerá cerca de vinte oficinas gastronômicas, e as unidades móveis do Sesc e do Senac farão atendimentos gratuitos ao público.
O presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, destaca que o projeto tem efeito direto na vitalidade econômica da região. “O Brilha Natal nasceu para movimentar nossas ruas no mês mais importante do varejo. Essa é uma iniciativa pensada para gerar fluxo, renda e visibilidade para quem vive do comércio do dia a dia. É resultado de trabalho conjunto, focando para esta região histórica e única da nossa cidade”, afirmou.

A edição 2025 também marca a abertura do Polo Cultural do Alecrim, no Teatro Sesc Sandoval Wanderley, que receberá atividades entre 2 e 21 de dezembro mediante doação de um quilo de alimento ao Mesa Brasil. Somados aos demais polos natalinos, serão mais de 160 horas de programação e mais de 200 profissionais envolvidos.

A agenda solidária inclui o Brilha Solidário, com 600 refeições distribuídas entre 10 e 12 de dezembro, e o Cometa Brilha Natal, que promoverá passeios temáticos e atividades na Praça Cívica, acompanhado por campanha de arrecadação de alimentos.

Consumidores que realizarem compras a partir de 50 reais concorrerão a motos, notebooks, smart TVs e assistentes virtuais. Participam da iniciativa lojas da Associação Viva o Centro e da Aeba, no Alecrim. A Polícia Militar e a Guarda Municipal reforçam a segurança nos bairros.

Comércio projeta crescimento no período
No Alecrim, a expectativa para o período é de forte movimentação. O presidente da Aeba, Matheus Feitosa, destaca que o Brilha Natal já se consolidou como uma ação de estímulo direto às vendas e ao ambiente comercial. Ele afirma que, com as últimas edições, o bairro registrou incremento significativo no faturamento e maior permanência dos consumidores nas ruas. “É uma ação que fomenta o comércio, gera emprego, renda e aumenta a arrecadação. No ano passado tivemos mais de um milhão e meio de reais injetados na economia em comparação a 2023, que foi o primeiro ano da programação. Por causa da programação, os clientes passam mais tempo no bairro, comprando, assistindo às apresentações e registrando esse momento, o que também fortalece a imagem do comércio”, diz.

Na Cidade Alta, o clima também é de otimismo. O presidente da Viva o Centro, Rodrigo Vasconcelos, avalia que a programação do Brilha Natal reforça o movimento natural de fim de ano no comércio e deve ampliar o fluxo de consumidores. “Há sempre uma expectativa muito grande quando chega dezembro. Os lojistas se preparam para o Black Friday e o período natalino, e a campanha do Brilha Natal soma-se a tudo isso. Estamos muito otimistas para este ano”, disse.


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NOSSA SENHORA DA APRESENTAÇÃO: HISTÓRIAS DE FÉ, TRADIÇÃO E DEVOÇÃO

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A festa de Nossa Senhora da Apresentação, padroeira da Arquidiocese e da cidade do Natal, segue até a próxima sexta-feira (21), reunindo milhares de fiéis em torno do tema deste ano, “Mãe da Apresentação, rainha da paz, do amor e do perdão”. Iniciada no dia 11, a programação reforça a tradição religiosa e o valor histórico da devoção, que acompanha Natal desde o século XVII e ganhou ainda mais força após o achado da imagem da Virgem no rio Potengi, em 1753, episódio que marcou definitivamente a fé dos natalenses.

O encerramento da festa começa à meia-noite, na Pedra do Rosário, com a Vigília da Apresentação conduzida pela Comunidade Católica Shalom. A celebração segue até as 5 horas, quando ocorre a primeira missa do dia, presidida pelo Padre Antônio Nunes de Araújo, pároco da Paróquia de São João Batista, em Lagoa Seca. Às 3h30 da madrugada acontece ainda a tradicional procissão fluvial, saindo do Iate Clube com destino à Pedra do Rosário, ponto que marca o achado da imagem.

Após a primeira missa, a imagem será conduzida pelos fiéis até a antiga Catedral, onde, às 7h30, será celebrada a segunda missa do dia, presidida pelo arcebispo emérito Dom Jaime Vieira Rocha. A missa solene está marcada para as 10 horas, na Catedral Metropolitana, sob presidência do arcebispo dom João Santos Cardoso. Ao final, a Câmara Municipal entregará o título de cidadão natalense a dom João e ao Monsenhor Valquimar Nogueira, pároco da Catedral.

Ao comentar o tema deste ano, o Padre Yago Carvalho, vigário paroquial da Catedral Metropolitana, explica que a escolha se inspira no hino da padroeira e busca expressar a relação maternal que os fiéis cultivam com a Virgem. “Neste ano de 2025, escolhemos como tema da festa inspirado no seu hino, é uma forma de retratarmos o amor e carinho de um filho para sua mãe”, afirma. O sacerdote também destaca o significado da Pedra do Rosário como espaço de memória e esperança para os devotos. Segundo ele, “a Pedra do Rosário é o marco histórico, espiritual, mas acima de tudo sinal da esperança de Deus em nosso meio”, um lugar onde os fiéis podem “contemplar o amor e carinho de Deus em nos conceder uma mãe”, ressalta.

A procissão terrestre, ponto alto das festividades, está marcada para as 16h, com saída da Matriz de Nossa Senhora da Apresentação (Antiga Catedral), na Cidade Alta, em direção à Catedral, onde haverá missa presidida por Dom João Cardoso. Para o Padre Yago, a caminhada expressa o compromisso dos fiéis com a paz proposta pelo tema da festa. Ele afirma que “somos necessitados de paz, não como um conceito, mas de forma concreta” e lembra que “o perdão transforma a vida de quem concede e de quem recebe”, ressaltando que a Virgem inspira esse caminho de reconciliação.

RELATOS DE FÉ E MILAGRE
Entre os relatos que marcam a festa está o da jornalista Andrea Lemos, que atribui à padroeira o milagre que salvou a vida do filho Samuel Afonso, hoje com 29 anos. Ela conta que, quando a criança tinha pouco mais de um ano, uma nebulização mal administrada no hospital desencadeou uma crise respiratória grave, que evoluiu para traqueíte aguda. Sem vaga disponível na UTI do Hospital Infantil Varela Santiago, Samuel passou a noite lutando para respirar. “Os médicos chegaram a ‘desenganar’ ele, disseram que, se sobrevivesse, teria sequelas graves, porque o oxigênio não estava chegando no cérebro, pois a passagem do ar tinha a espessura de uma agulha”, lembra.

Diante da angústia, a família recorreu à fé e fez uma promessa à padroeira, durante a procissão de encerramento da festa de 1997: caso Samuel sobrevivesse, caminhariam todos os anos na procissão, descalços e vestidos de branco. “E assim fazemos há quase 30 anos”, afirma Andrea.

“Ele cresceu sem sequelas, fez duas faculdades e uma pós-graduação”, conta emocionada.

O próprio Samuel também relembra a história com gratidão. Segundo ele, participar da procissão anual é um gesto de reconhecimento. “Ela faz parte da minha vida desde muito novo”, afirma.

“Meus pais fizeram uma promessa pedindo pela minha vida. Desde lá participamos da procissão descalços e vestidos de branco, agradecendo pela graça alcançada”, enfatiza.

CONTEXTO HISTÓRICO
A dimensão histórica da devoção é detalhada pelo historiador José Rodrigues, que destaca que a ligação dos natalenses com a padroeira é antiga. “A devoção à Nossa Senhora da Apresentação acompanha a história da cidade desde seus primórdios”, afirma. Ele lembra que documentos do século XVII já apontavam a invocação da santa como protetora da vila de Natal.

Rodrigues ressalta, no entanto, que o achado da imagem no Potengi, em 1753, fortaleceu definitivamente essa conexão. “O episódio do achado da imagem deu ainda mais força ao vínculo entre a Virgem e a capital potiguar”, explica. Para ele, a tradição de que “onde esta imagem parar nenhuma desgraça acontecerá” sintetiza o sentimento de proteção que marca a relação dos fiéis com a santa.

O historiador observa que fé, identidade local e memória coletiva se entrelaçam nessa devoção que atravessa quase três séculos. “É um relato que se mistura com a própria formação da cidade”, resume.


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BLACK FRIDAY MOVIMENTA COMÉRCIO E EXIGE ATENÇÃO DOS CONSUMIDORES

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A “Black Friday”, tradicional data de liquidações que marca o início das compras de Natal, acontece na última sexta-feira de novembro, mas já movimenta o comércio em Natal. O evento, que nasceu nos Estados Unidos e foi incorporado ao calendário brasileiro em 2010, tornou-se uma das datas mais importantes para o setor varejista, tanto físico quanto online. Neste período, os lojistas oferecem descontos expressivos, cupons e promoções que atraem consumidores em busca de boas oportunidades de compra e, ao mesmo tempo, impulsionam o faturamento das empresas.

Na capital potiguar, o clima é de otimismo entre os comerciantes. De acordo com Matheus Feitosa, presidente da Associação dos Empresários do Alecrim (AEBA), as expectativas são altas para este ano, e o bairro já iniciou os preparativos para a chamada “Esquenta Black Friday”. A ação está sendo realizada durante os feriados de novembro, como um aquecimento para a grande data de descontos.

“Nossas expectativas são sempre das melhores. Teremos também a grande Black Friday, uma Black Friday real e não uma ‘Black Fraude’. E já demos início ao nosso esquenta, que acontece durante os feriados de novembro. No dia 15, estivemos com o comércio aberto e diversas lojas já participando; e, agora, nos dias 20 e 21, mais estabelecimentos vão aderir à ação. Estamos fazendo essa entrega como um grande atrativo para que os clientes visitem o Alecrim durante os feriados”, afirmou Feitosa.

O dirigente destaca ainda que o comércio de rua e a tradicional feira livre do Alecrim também participam das promoções, contribuindo para o aumento no fluxo de clientes e no volume de vendas. “A feira livre do Alecrim funciona como uma grande colaboradora, atraindo consumidores e ajudando a gerar movimento. Está tudo pronto para que a Black Friday deste ano seja ainda melhor do que a do ano passado. A expectativa é de um crescimento entre 5% e 10% nas vendas em relação ao ano anterior”, afirmou.

Além do aspecto comercial, Feitosa ressalta que a data também serve como um treino para os lojistas e funcionários, em preparação para o intenso período natalino. “A Black Friday já é uma prévia das vendas de fim de ano e, por isso, uma oportunidade de treinar os comerciários. O Alecrim recebe tanto o público final quanto o cliente do atacado, que vem abastecer seus pontos de revenda. Então, junto com nossos parceiros, estamos planejando ações importantes para este período”, completou.

Consumidores devem ficar atentos para não caírem em pegadinhas, explica especialista

Jeoás Santos: “Desconfie de ofertas boas demais pra ser verdade” – Foto: Reprodução

Com o aumento das ofertas no comércio físico e virtual, no entanto, também crescem as armadilhas e práticas enganosas. O mês de novembro, segundo os órgãos de defesa do consumidor, é o período em que se registram mais reclamações nos Procons de todo o país, principalmente por conta de propagandas falsas e preços que não condizem com o prometido.

Com isso, o advogado especialista em Direito do Consumidor, Jeoás Santos, alerta para os cuidados que o público deve ter antes de efetuar uma compra. “O consumidor se deixa levar pela sensação de urgência e acaba comprando sem checar as condições reais da oferta. É nessa pressa que acontecem os maiores prejuízos”, destaca.

De acordo com especialista, entre as práticas mais comuns estão o aumento artificial de preços antes da Black Friday, a criação de sites falsos que imitam grandes redes varejistas, o uso de estoques inexistentes e anúncios com informações incompletas. Há ainda casos em que as lojas alegam “erro de preço” para cancelar vendas já concluídas.

Ainda segundo o advogado, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) diferencia a propaganda enganosa, que induz o consumidor ao erro, da propaganda abusiva, que se aproveita de situações de vulnerabilidade, como o medo ou o impulso. Ambas proibidas por lei. “O anúncio integra o contrato. Se a oferta for clara e plausível, o consumidor pode exigir o cumprimento do preço anunciado”, explica.

O especialista também lembra que, no caso das compras online, o consumidor tem direito ao arrependimento, garantido pelo artigo 49 do CDC. Isso significa que é possível desistir da compra em até sete dias corridos após o recebimento do produto, com reembolso integral, incluindo o valor do frete. Mesmo em promoções, os direitos de troca e garantia continuam válidos, sendo 30 dias para bens não duráveis e 90 dias para os duráveis.

“Nenhuma loja pode negar reparo ou devolução alegando que o produto estava em liquidação”, reforça Santos. Caso o problema não seja resolvido diretamente com o fornecedor, o consumidor deve reunir provas, como notas fiscais, ‘prints’ e protocolos de atendimento, e procurar o Procon ou o site consumidor.gov.br. Persistindo o impasse, é possível recorrer ao Juizado Especial Cível.

Jeoás conclui reforçando que para aproveitar a Black Friday com segurança, a principal recomendação é desconfiar de ofertas que pareçam boas demais para ser verdade.

“Promoção de verdade informa tudo com transparência e cumpre o que promete. Desconfie de preços milagrosos e registre sempre as condições da oferta”, orienta o advogado.


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RELANÇAMENTO DE “CULTURA DE MASSA EM PROCESSO” CELEBRA LEGADO DE ALEXIS GURGEL

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Nesta quinta-feira (13), às 16h30, a Livraria Manimbu Arte e Cultura, em Petrópolis, zona leste de Natal, será palco do lançamento da segunda edição do livro “Cultura de Massa em Processo”, do jornalista e escritor Alexis Gurgel. O evento também inaugura as atividades do projeto “Gaveta Aberta”, iniciativa contemplada no Edital de Apoio à Economia Criativa do Sebrae/RN (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Norte), que tem como propósito resgatar, valorizar e republicar obras literárias potiguares fora do mercado editorial tradicional, fortalecendo a memória e a produção cultural do Estado.

Em Cultura de Massa em Processo, ensaio escrito, reunindo textos já publicados pouco antes de sua morte, Alexis revela um pensamento à frente de seu tempo. Observa com lucidez o avanço da comunicação, a força dos meios de massa e o que chamava de “a industrialização do espírito”.

Visionário, antecipou questões que hoje moldam a sociedade da informação e o próprio fazer jornalístico. Publicada pela primeira vez em 1986, a obra retorna agora como testemunho da sensibilidade e da inteligência crítica de um autor que deixou uma marca profunda na cultura potiguar.

De acordo com Helena Gurgel, idealizadora do Gaveta Aberta, mais do que um relançamento, o encontro será uma celebração da cultura e da vanguarda potiguar, reunindo nomes fundamentais da cena artística e intelectual. Com entrada gratuita, o evento é aberto à comunidade e voltado especialmente para estudantes, pesquisadores, bibliotecas comunitárias, feiras literárias e o público interessado em literatura, arte e memória cultural.

Helena Gurgel também explica que a proposta do Gaveta Aberta surgiu do desejo de resgatar obras potiguares esquecidas, principalmente aquelas que não possuem mais exemplares disponíveis para venda, e recolocá-las em circulação. Para ela, o relançamento de Cultura de Massa em Processo simboliza o início de uma jornada de valorização da memória literária do Estado.

“Este é apenas o primeiro lançamento do projeto, uma homenagem ao saudoso jornalista Alexis Gurgel, que nos anos 1970 foi um dos nomes mais inquietos do jornalismo e da experimentação estética em Natal”, destaca.

A programação também inclui a exposição do artista visual Falves Silva, cofundador do movimento Poema/Processo, e a roda de conversa Memória em Processo, com a participação de Rejane Cardoso, Rita Machado, Falves Silva e Vicente Serejo. O debate propõe revisitar temas como o Poema/Processo, a comunicação, a literatura e a experimentação estética, ressaltando o legado de Alexis Gurgel e o contexto cultural efervescente dos anos 1970 em Natal.

VIDA E OBRA
Alexis Gurgel nasceu em Caraúbas, em 1945, e viveu intensamente cada linha que escreveu, fosse na editoria policial ou nos debates culturais que movimentavam Natal. Da redação do Diário de Natal às rodas de poesia concreta e poema/processo, Alexis fez da palavra um território de experimentação e de liberdade. O jornalista morreu no ano de 1979, na capital potiguar.

Além de Cultura de Massa em Processo, Alexis também é autor de “Alcateia de Letras – Proseando com a Literatura Potiguar”, lançado em 2021, com prefácio da poeta Maria Maria Gomes, obra que valoriza o material humano e cultural do Rio Grande do Norte.

Entre homenagens à sua trajetória, destaca-se a Rua Jornalista Alexis Gurgel, no bairro de Capim Macio, em Natal. Também cabe mencionar o projeto “Entre matrizes, cordéis, xilos e gravuras”, do pesquisador Alexandre Gurgel, que reúne expressões artísticas nordestinas em diálogo com o universo cultural explorado pelo autor homenageado.


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PROFESSORA DA UFRN DEFENDE PROTAGONISMO DE ESCOLAS E COMUNIDADES NA AÇÃO AMBIENTAL

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A professora Mariana Almeida, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), será uma das representantes do estado na COP 30, a conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que está acontecendo em Belém (PA). Ela leva na bagagem uma trajetória marcada pela inovação e pela crença na educação como caminho para enfrentar a crise climática.

“Sou movida pela inovação e seu poder de transformação, concomitante com a responsabilidade de transformar evidências científicas em ação educacional concreta”, conta Mariana. À frente de iniciativas como o Meninas no Espaço, presente em 19 estados brasileiros, a professora vê na COP 30 uma oportunidade de apresentar resultados, fortalecer redes e ampliar políticas de educação climática baseadas em dados.

Mariana explica que quer aproveitar a conferência para trocar experiências com outros países e aprender novas metodologias que possam ser aplicadas nas escolas e comunidades brasileiras. “Quero aprofundar cooperações internacionais, trocar metodologias de mitigação e adaptação ancoradas em ciência cidadã e tecnologias educacionais, e aprender com soluções de outros países para acelerar a transposição de conhecimento científico para práticas escolares e comunitárias”, diz.

Na COP 30, ela pretende abordar temas como educação climática baseada em evidências, comunicação e letramento científico, equidade de gênero e juventudes na agenda climática e uso pedagógico de dados ambientais. Segundo Mariana, discutir essas pautas é essencial para fortalecer a cultura científica nas escolas e formar uma geração mais preparada para os desafios do clima.

A professora acredita que a participação na conferência pode gerar resultados concretos para o Rio Grande do Norte. “As discussões podem catalisar políticas estaduais de adaptação costeira, combate à desertificação, gestão de eventos extremos e formação continuada de professores”, afirma. Ela pretende transformar os aprendizados em programas estruturantes de educação climática, conectando a UFRN, a Secretaria Estadual de Educação e as comunidades locais.

Mariana chega à COP 30 representando uma rede de colaborações que inclui a Agência Espacial Brasileira (AEB), a rede GLOBE da NASA, secretarias estaduais e grupos de pesquisa da UFRN.

Essas parcerias, segundo ela, garantem rigor científico e diversidade de experiências. “Essas colaborações trazem escala nacional e permitem que os resultados sejam replicados e comparados entre diferentes estados”, explica.

Ela também destaca os desafios que ainda precisam ser enfrentados no campo da educação climática. Entre eles, estão a desinformação, a baixa cultura de dados nas escolas e a pouca integração entre ciência e políticas públicas. “O desafio é tornar a educação climática um eixo curricular e de gestão, e não uma atividade periférica”, afirma.

Depois da conferência, Mariana pretende transformar o que aprender em ações práticas. “Vou traduzir os aprendizados em formações, guias, jogos e protocolos didáticos; ampliar a Rede Nacional de Educação Climática e fomentar projetos escolares de monitoramento ambiental com devolutivas para a comunidade”, diz.

A mensagem que quer levar à COP 30 é direta: “Não há ação climática eficaz sem educação climática robusta, dados abertos e participação social. Meninas, jovens, professoras e comunidades são agentes centrais da transição justa.”

Para ela, o legado que a COP 30 pode deixar é o fortalecimento de políticas de educação climática financiadas e avaliadas, o incentivo a soluções baseadas na natureza e a criação de redes duradouras que transformem dados em decisões. “Espero que o Brasil assuma uma década de compromisso com a justiça climática e a proteção dos biomas”, afirma.

Mariana conta que sua dedicação ao tema nasceu do contato com as escolas e comunidades que já sentem os impactos das mudanças climáticas. “Ver estudantes produzirem dados, interpretarem seu território e liderarem soluções locais consolidou minha vocação para a pesquisa aplicada e a cooperação em rede”, diz.

Com sua participação na COP 30, a professora leva o nome da UFRN e do Rio Grande do Norte ao palco global das discussões sobre o clima e reforça a ideia de que a educação é o elo essencial entre o conhecimento científico e a transformação social.


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MONITORAMENTO APONTA QUASE 4 MIL CASOS DE ESPOROTRICOSE NO RN

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De acordo com monitoramento realizado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), desde 2016, o Estado já acumula quase 4 mil casos de esporotricose, infecção causada por fungos do gênero Sporothrix, que pode afetar humanos e animais, especialmente gatos. A transmissão ocorre principalmente pelo contato com o fungo presente no solo e na vegetação ou por meio de animais infectados, através de arranhões, mordidas ou contato direto com as lesões.

O levantamento aponta que, dos casos notificados, mais de 3 mil foram registrados em animais e quase 900 em humanos, sendo a maior parte em mulheres com idade entre 35 e 65 anos, possivelmente cuidadoras de animais infectados e residentes na capital potiguar, sobretudo nas zonas norte e oeste.

Diante dos números, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap/RN) faz um alerta e reforça que os dados se referem ao acumulado desde o início da série histórica, há quase anos. Segundo a Sucoordenadora de Vigilância Epidemiológica da Sesap, Cíntia Higashi, apesar dos registros, a situação está sob controle, mas é necessário que potiguares mantenham a atenção diante do surgimento de novos casos.

“É importante que a população entenda que esses números não são apenas relativos a 2025, mas ao acumulado desde 2016, quando os estudos começaram a ser realizados. Porém, é importante que a população redobre os cuidados diante do surgimento de novos casos no Estado, principalmente aqui na capital”, alerta.

SINAIS E SINTOMAS
De acordo com a médica veterinária Fabiana Fernandes, os sinais mais comuns da esporotricose são lesões na pele que se espalham pelo sistema linfático, formando nódulos e feridas tanto em animais quanto em humanos. Após o contágio, os sintomas podem incluir febre, dor nas articulações, inchaço, vermelhidão no local da lesão e aumento dos gânglios linfáticos. Em casos mais graves, a infecção pode atingir os pulmões, causando tosse, falta de ar e dor ao respirar, ou ainda afetar ossos e articulações, provocando inchaço e dor.

“Como é uma doença que dá sinais visíveis, é importante que, ao perceber qualquer um desses sinais e sintomas, o animal seja imediatamente isolado do convívio doméstico e encaminhado para atendimento veterinário. No caso dos humanos que tiveram contato com animais infectados, o ideal é procurar atendimento médico para as devidas orientações e tratamentos, se necessário”, orienta a veterinária.

A Subcoordenadora da Sesap/RN, Cíntia Higashi, também destacou a ausência de políticas públicas voltadas ao controle de doenças em animais, especialmente os de rua, e a necessidade de ações integradas para o enfrentamento da esporotricose.

“Ainda não temos, nem no Rio Grande do Norte nem no Brasil, políticas públicas de fato relacionadas à assistência a esses animais. Está em fase de construção no país, junto ao Ministério do Meio Ambiente, algumas políticas que começam a ser implementadas. Aqui no Estado, há alguns meses, temos trabalhado com representantes da sociedade civil, organizações não governamentais e outros órgãos do governo na construção de uma proposta de política pública voltada aos animais. Acreditamos que, a médio e longo prazo, poderemos ter um controle mais efetivo da doença a partir dessas iniciativas”, explicou.

PIONEIRISMO EM PARNAMIRIM
Embora ainda não haja uma política estadual voltada aos animais de rua, o município de Parnamirim se tornou pioneiro no Estado ao oferecer tratamento médico-veterinário gratuito para gatos com esporotricose. A iniciativa integra o Programa Protege Pet, viabilizado por emenda impositiva do vereador Michael Borges (PP), que destinou recursos do orçamento municipal para fortalecer as políticas de proteção e bem-estar animal. Neste primeiro momento, os atendimentos contemplam o tratamento da esporotricose, mas a emenda também prevê o atendimento de cães.

Segundo o vereador, o momento representa um avanço histórico para a causa animal em Parnamirim. “Fizemos um levantamento de quantas pessoas nos procuraram pedindo ajuda para o tratamento dessas doenças, porque muitas vezes não conseguem dar continuidade por falta de recursos. Então, esse projeto será um grande marco na causa animal, onde destinamos recursos à Prefeitura para esse fim. Só neste ano já foram aplicados R$ 100 mil no tratamento da esporotricose e da leishmaniose ”, disse.

Os recursos fazem parte da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025, da Prefeitura de Parnamirim.

“Quando assumi a Prefeitura, o vereador Michael me disse que estaria ao lado da gestão para que eu nunca esquecesse da causa animal. Agradecemos pelas emendas destinadas, pois sabemos o quanto esses recursos fortalecem a concretização de um sonho que hoje se torna realidade”, afirmou a prefeita de Parnamirim, Nilda Cruz.

Com o novo programa, uma média de 120 gatos será atendida por mês, de terça a quinta-feira, mediante agendamento prévio via WhatsApp pelo número (84) 3644-8185. Serão disponibilizadas dez fichas por dia, garantindo atendimento contínuo e gratuito para tutores e protetores que enfrentam dificuldades em custear o tratamento.


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MAIOR CAJUEIRO DO MUNDO É RECONHECIDO COMO PATRIMÔNIO DO RIO GRANDE DO NORTE

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O Cajueiro de Pirangi, uma das principais atrações turísticas e símbolos naturais do Rio Grande do Norte, acaba de ser oficialmente reconhecido como Patrimônio Natural, Paisagístico, Ambiental, Histórico e Turístico Material do Estado. A medida, sancionada pela governadora Fátima Bezerra, foi publicada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (11), marcando um novo capítulo na história do maior cajueiro do mundo.

Localizado na praia de Pirangi do Norte, em Parnamirim, o cajueiro impressiona tanto pela grandiosidade quanto pela simbologia. Segundo a tradição local, ele teria sido plantado em dezembro de 1888 por um pescador chamado Luiz Inácio de Oliveira. Desde então, a árvore, que hoje cobre uma área de aproximadamente 9.500 metros quadrados, ultrapassou em muito a expectativa de vida de um cajueiro comum, estimada em cerca de 50 anos.

Mais do que uma atração turística, o Cajueiro de Pirangi é um verdadeiro ecossistema vivo, abrigando lagartos, timbus, aves migratórias, abelhas gigantes e formigas. A cada ano, entre novembro e janeiro, a árvore centenária produz cerca de 15 mil cajus.

Com o reconhecimento oficial, o Governo Estadual reforça a necessidade de garantir a preservação do espaço, que se tornou um ícone da natureza e da identidade potiguar.

De acordo com o diretor técnico do Idema/RN (Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte), Thales Dantas, o novo status do cajueiro como patrimônio estadual representa um importante avanço na proteção legal da árvore. Ele explica que, apesar da fama mundial, o cajueiro ainda não possuía instrumentos formais de preservação.

“Para além da declaração agora de patrimônio histórico, que foi sancionada pela governadora professora Fátima Bezerra, a gente também está nessa articulação para a criação do monumento natural do Cajueiro de Pirangi”, afirmou.

Thales destacou que o reconhecimento legal traz segurança jurídica e abre caminho para a criação de uma unidade de conservação dedicada à proteção da árvore.

“Infelizmente, o cajueiro tem 137 anos e ainda não possuía nenhum tipo de instrumento jurídico que garantisse sua preservação. Fora o título de maior do mundo, ele não tinha nenhuma proteção formal. Essa lei chega justamente para preencher essa lacuna”, completou.

O técnico também reforça que a iniciativa do governo, por meio do Idema, busca unir preservação ambiental, promoção cultural e valorização turística, transformando o cajueiro em um verdadeiro monumento natural potiguar.

“Essa legislação vem dentro de um cenário de preservação, mas também de promoção cultural, turística e ecológica por parte do governo. É um passo importante para assegurar que o cajueiro continue sendo motivo de orgulho para o povo do Rio Grande do Norte”, disse.

Quem conhece bem o valor simbólico e afetivo do Cajueiro de Pirangi é Inaldo Lucas de Paiva, mais conhecido como Doutor Castanha, personagem cultural que há 14 anos trabalha no local comercializando seus produtos e recebendo turistas de todo o mundo. Ele celebra com entusiasmo o novo reconhecimento.

“Se encontram muito felizes, todos os pirangienses, parnamirinenses, assim como o todo o estado do Rio Grande do Norte, por essa data tão especial, onde o maior cajueiro do mundo é considerado uma árvore cultural, turística, um patrimônio do nosso estado”, comemorou.

Com seu carisma e humor característicos, Doutor Castanha se tornou uma espécie de embaixador informal do cajueiro, sempre convidando visitantes do Brasil e do exterior a conhecer o local.

“A palavra é gratidão. O cajueiro é um símbolo que leva o nome do nosso estado para o Brasil e para o mundo. É uma alegria fazer parte dessa história e continuar mostrando esse patrimônio que encanta tanta gente”, disse, orgulhoso.

PODA E DEBATE AMBIENTAL
Apesar das comemorações, o Cajueiro de Pirangi continua no centro de um debate ambiental e jurídico. A polêmica em torno da poda da árvore ganhou força no segundo semestre deste ano, após decisão da Justiça determinando que o Idema realizasse uma intervenção para conter a expansão dos galhos e garantir a segurança da área.

A medida gerou reações divergentes. Ambientalistas e moradores manifestaram preocupação com possíveis impactos sobre a vitalidade da planta. Durante uma audiência pública realizada em julho, especialistas alertaram que cortes excessivos poderiam comprometer o crescimento do cajueiro e até ameaçar seu título de maior do mundo.

Após análises técnicas, o Idema adiou a poda para fevereiro de 2026, justificando que a intervenção durante o período de floração e frutificação, de novembro a janeiro, poderia prejudicar o ciclo natural da árvore.


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MÚLTIPLOS FATORES INFLUENCIAM NA DIMINUIÇÃO DAS FAMÍLIAS NO RIO GRANDE DO NORTE

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Os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o tamanho das famílias potiguares está diminuindo. De acordo com o Censo Demográfico 2022, o Rio Grande do Norte tinha, naquele ano, 326.264 famílias formadas por apenas duas pessoas, o que corresponde a 35,87% do total de famílias residentes no estado. O percentual representa um aumento de mais de dez pontos percentuais em relação a 2010, quando era de 25,63%. Com essa variação, os lares com dois moradores ultrapassaram os formados por três pessoas, que hoje somam 34,09%, tornando-se o arranjo familiar mais comum no território potiguar.

Os dados consideram apenas famílias únicas e conviventes principais residentes em domicílios particulares. O levantamento também aponta uma queda expressiva na proporção de famílias com quatro pessoas ou mais, que passaram de 43,43% em 2010 para 30,05% em 2022. Essa tendência acompanha o cenário nacional, em que o número médio de integrantes por família vem caindo de forma contínua nas últimas décadas.

Outro recorte que chama atenção é o crescimento do número de pessoas morando sozinhas.

Embora as unidades domésticas unipessoais não sejam consideradas famílias pelo IBGE, o levantamento mostra que elas representam uma parcela cada vez maior dos lares potiguares. Em 2022, 16,1% das unidades domésticas permanentes eram formadas por apenas uma pessoa, contra 9,38% em 2010. Isso significa que mais de 183 mil pessoas viviam sozinhas no estado durante o último Censo.

A maioria dessas pessoas é formada por homens, que representam 54,14% do total. O fenômeno, porém, não é restrito ao Rio Grande do Norte. Em todo o país, 13,6 milhões de unidades domésticas foram classificadas como unipessoais, revelando uma tendência nacional de individualização dos lares.

Entre os potiguares que vivem sozinhos, um terço tem 60 anos ou mais. Ao todo, 71.310 pessoas nessa faixa etária residem em unidades unipessoais, número que reflete o envelhecimento da população e a ampliação da expectativa de vida. O Censo também detalha a distribuição por faixa etária: 38.559 têm entre 50 e 59 anos, 30.044 entre 40 e 49 anos, 23.909 entre 30 e 39 anos, 18.271 entre 20 e 29 anos e 1.369 têm menos de 20 anos. Os dados indicam que morar sozinho é mais comum entre as faixas etárias mais elevadas, embora venha crescendo também entre os mais jovens.

Aos 21 anos, a estudante Maria Clara Trigueiro, que vive sozinha há um ano em Parnamirim, representa o novo perfil de morador que busca independência e autoconhecimento. Ela descreve a experiência como libertadora e transformadora, marcando o rompimento com a dependência familiar e o início da autonomia em todos os aspectos da vida. “É quando a gente mora sozinha que corta o cordão umbilical com a mãe, a dependência extrema”, afirma. Apesar dos desafios da solidão e da necessidade de autocontrole, Maria Clara diz ter aprendido a conviver com o silêncio e valorizar sua própria companhia, dividindo o lar “com três quartos e varanda” apenas com seus dois gatos.

A dona de casa Gil da Silva, moradora do bairro Lagoa Azul, zona norte de Natal, também percebe como as transformações familiares alteraram o cotidiano. Ela recorda com saudade o tempo em que sua casa era mais movimentada. “Cheguei a ter seis pessoas morando aqui comigo”, conta.

Hoje, apenas três ainda vivem na residência, e Gil admite que sente falta da agitação dos tempos passados. “Gosto muito de ter a casa cheia. É bom ter gente por perto, embora seja sempre um desafio, porque cada um pensa de um jeito”, reflete, mostrando que, mesmo diante das mudanças, o valor do convívio familiar continua forte.

As mudanças no tamanho e na composição dos lares brasileiros refletem, não apenas fatores como a redução do número de filhos, o envelhecimento populacional, o aumento da expectativa de vida e a valorização da autonomia individual, mas também aspectos culturais, como o adiamento do casamento e a busca por independência, que impulsionam o crescimento de arranjos menores e unipessoais. Essa nova configuração familiar revela uma sociedade em transformação, em que experiências como as de Maria Clara, que associa morar sozinha à liberdade, e de Gil, que valoriza o convívio e o afeto, mostram a diversidade e a ampliação do conceito de família no Brasil.

SOBRE A PESQUISA
O “Censo Demográfico 2022: Nupcialidade e Família – Resultados preliminares da amostra” apresenta informações detalhadas sobre a estrutura familiar no país. O levantamento reúne dados sobre o número de integrantes, composição familiar, nupcialidade, estado conjugal e natureza das uniões, desagregados por idade, sexo, cor ou raça, religião, nível de instrução e classe de rendimento per capita. Os resultados estão disponíveis para o Brasil, grandes regiões, estados e municípios, oferecendo um retrato atualizado das transformações que moldam as famílias brasileiras.

Em todo o Brasil, o percentual de famílias pequenas, compostas por dois membros, aumentou de 28,19% para 38,98% entre 2010 e 2022. Já os lares com quatro pessoas ou mais, que antes representavam 41,08% das famílias brasileiras, hoje correspondem a apenas 29,46%. Os números refletem mudanças profundas nas dinâmicas sociais, econômicas e demográficas do país, como o envelhecimento populacional, a redução da fecundidade e a crescente independência individual, que vêm alterando o perfil dos lares brasileiros.


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RIO GRANDE DO NORTE SE FIRMA COMO CAPITAL DA INOVAÇÃO COM O GO!RN 2025

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Durante esta sexta-feira e sábado, 7 e 8 de novembro, o Rio Grande do Norte vai respirar inovação, tecnologia e empreendedorismo, período em que a capital potiguar recebe, no Centro de Convenções de Natal, a edição 2025 do Go!RN, considerado o maior evento do setor no Estado.

Realizado pelo Sebrae-RN (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Norte), em parceria com mais de 40 co-realizadores, entre instituições de ensino, governo e entidades de fomento, o encontro se consolida como um dos principais espaços de negócios, conexões e aprendizado do Nordeste, reunindo startups, micro e pequenas empresas, investidores e entusiastas da tecnologia.

Com expectativa de 20 mil participantes, vindo de todas as partes do Estado, o Go!RN 2025 promete uma experiência ainda mais imersiva. Serão 14 palcos, 13 trilhas de conteúdo e mais de 300 atividades, incluindo três palcos 360° e arenas temáticas para workshops e painéis.

Mais de 70 startups estarão em exposição, apresentando soluções inovadoras em áreas como inteligência artificial, sustentabilidade, educação e saúde. Além disso, a tradicional “gamificação” do evento ganha uma nova proposta, totalmente digital e integrada ao aplicativo oficial GO!RN 2025, que permitirá aos participantes acumular pontos e interagir em tempo real com a programação, uma das novidades deste ano.

Entre os destaques da programação estão nomes de peso como Samuel Masini, líder de parcerias de projetos da Microsoft, Max Camargo, sócio da Solo e investidor anjo, Kauan Dias, responsável pelo TikTok LIVE na América Latina, Fábio Pádua, arquiteto de soluções da Microsoft, e Hellym Ribeiro, líder da Zoho for Startups. A agenda também inclui um painel com grandes investidores potiguares, que promete evidenciar a força e o protagonismo do ecossistema de inovação local.

O superintendente do Sebrae no Rio Grande do Norte, Zeca Melo, destaca que o evento representa mais do que uma feira de negócios, trata-se de um espaço de articulação e fortalecimento do ecossistema de inovação potiguar.

“O Go!RN nasceu com o propósito de ser o ponto de encontro entre quem empreende, quem inova e quem investe. Nesta edição, consolidamos o evento como uma das principais plataformas de conexão entre startups, grandes empresas e o ecossistema de inovação do país. Ter a presença de gigantes como Microsoft, Oracle, AWS, TikTok e Zoho, além de fundos e aceleradoras de peso, mostra que o Rio Grande do Norte está definitivamente inserido nesse mapa da inovação”, destacou.

Entre as novidades desta edição também está o espaço GO!RN for Business, voltado ao crescimento escalável de startups e à aproximação com investidores e grandes empresas de tecnologia. Também serão realizadas rodadas de negócios em um espaço central dentro do evento, permitindo que empreendedores apresentem seus projetos diretamente a potenciais parceiros e investidores.

“O nosso objetivo é que cada participante saia do evento com novos contatos, ideias e oportunidades concretas para crescer e transformar seus negócios”, ressalta Zeca Melo.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site: www.gorn.com.br.

Natal sedia o Eli Summit e antecipa o clima de inovação no estado

Entre os palestrantes do Go!RN estão representantes de empresas de renome, como Microsoft e Tik Tok – Foto: Reprodução

O clima de inovação em Natal começou antes mesmo do Go!RN. Entre os dias 4 e 6 de novembro, a cidade sediou o Eli Summit, evento nacional que, após três edições realizadas em Pernambuco, ocorreu pela primeira vez em formato itinerante. Com foco em inovação e desenvolvimento territorial, o encontro reuniu representantes de ecossistemas de todo o país para troca de experiências, capacitação técnica e fortalecimento de redes colaborativas.

O Eli Summit é reconhecido por articular os diversos atores que compõem as chamadas “quádruplas hélices”, governo, empresas, universidades e sociedade civil, estimulando um diálogo direto sobre políticas públicas, investimentos e estratégias de crescimento sustentável por meio da inovação.

A programação do evento reuniu palestras, painéis, oficinas, workshops, matchmaking e visitas técnicas voltadas à discussão sobre o papel da tecnologia e do empreendedorismo no desenvolvimento regional. Entre os participantes estiveram nomes de destaque nacional e internacional, como Jesper Rhode, Betina Zaneti, Alessandra Fu Vivian e Jean Tromme, além de lideranças empresariais, gestores públicos, investidores, universidades e agentes de fomento, que juntos promoveram uma imersão no futuro dos negócios e das cidades inteligentes.

NATAL CAPITAL DA INOVAÇÃO
Com a realização quase simultânea dos dois eventos, Natal se consolida como uma das capitais da inovação no Brasil, atraindo olhares de todo o país para o potencial criativo e empreendedor potiguar. Mais do que receber grandes nomes e empresas, o estado se posiciona como um polo de transformação, capaz de conectar ideias, pessoas e oportunidades que impulsionam o desenvolvimento econômico e tecnológico da região.


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“MUNDO ZIRA” CONVIDA O PÚBLICO A MERGULHAR NO UNIVERSO DE ZIRALDO MULTIARTISTA ZIRALDO

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Natal recebe a partir desta quinta-feira, 06, a exposição imersiva “Mundo Zira”, que celebra o legado de Ziraldo (1932–2024), um dos maiores nomes da cultura brasileira. A mostra, que combina arte, literatura e tecnologia, chega ao Complexo Cultural Rampa, em Santos Reis, com entrada gratuita e retirada antecipada de ingressos por meio digital ou físico, conforme disponibilidade e capacidade do espaço. A exposição fica aberta até 26 de abril de 2026, de terça a domingo.

Com curadoria de Adriana Lins e Daniela Thomas, respectivamente sobrinha e filha do artista, a exposição convida o público a se tornar parte das criações de Ziraldo, autor de clássicos como O Menino Maluquinho, A Turma do Pererê e Flicts. A experiência promete encantar pessoas de todas as idades com instalações interativas, projeções, sons e atividades lúdicas inspiradas nas obras do multiartista.

“A obra dele, em sua essência, já sugere um compartilhamento com o mundo. Ele sempre tinha algo mais a falar depois que as histórias terminavam, ousando, provocando e fazendo com que as pessoas pensassem. Desta maneira, podemos dizer que a obra dele é, por si só, interativa, justamente por estabelecer esse diálogo com o público”, explica Adriana Lins, diretora do Instituto Ziraldo e curadora artística de Mundo Zira.

A mostra já passou por cidades como Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo, reunindo cerca de 400 mil visitantes. Agora, Natal será a primeira cidade do Nordeste a receber o projeto. Os ingressos podem ser retirados pela internet, através da plataforma Sympla (www.sympla.com.br) ou diretamente na bilheteria do espaço, conforme a capacidade da sala.

Para a secretária de Estado da Cultura, Mary Land Brito, a chegada da exposição representa uma oportunidade rara de aproximação com o universo criativo de Ziraldo. “É uma oportunidade única para se conhecer a magnitude desse multiartista, cuja obra dialoga com pessoas de todas as idades, trazendo a essência do nosso país com tanto talento e criatividade, e ainda contando com toda essa tecnologia que aproxima o público da obra de forma lúdica e interativa”, comemora.

A governadora Fátima Bezerra destaca o simbolismo da mostra para o Rio Grande do Norte: “Mundo Zira celebra a genialidade e a sensibilidade de Ziraldo, um artista que atravessou gerações com sua obra e com sua visão humanista, criativa e profundamente brasileira. Trazer essa mostra para Natal, primeira cidade do Nordeste a recebê-la, é motivo de orgulho e reflete o compromisso do nosso Governo em democratizar o acesso à arte e à cultura, valorizando espaços como o Complexo Cultural Rampa e fortalecendo a economia criativa do nosso estado”, afirma.

UM PASSEIO PELO “MUNDO ZIRA”
Entre os espaços mais marcantes da mostra está uma projeção inspirada no livro Flicts (1969).

Nela, o visitante vive uma experiência sinestésica, podendo “reger” as cores que dançam nas páginas, embaladas pela trilha composta por Sérgio Ricardo, em 1972. Considerado o primeiro livro infantil de Ziraldo, Flicts narra a trajetória de uma cor que não encontra seu lugar no mundo e conquistou o público e a crítica, inclusive uma crônica elogiosa de Carlos Drummond de Andrade.

Outro destaque é a área dedicada à O Menino Maluquinho (1980). Em painéis sensíveis ao toque, o público pode misturar cabeças, troncos e pernas dos personagens, criando novas combinações.

Já em O Menino Quadradinho (1989), a brincadeira é colar balões de fala nas páginas ampliadas nas paredes, explorando o humor e a inventividade gráfica que marcam o universo do artista.

O espaço ainda oferece interações sonoras, onde passos no chão ativam ruídos típicos das histórias em quadrinhos, e uma área de pintura virtual, que permite colorir digitalmente ilustrações do autor. A Turma do Pererê, primeira HQ genuinamente brasileira, ganha destaque em projeções de esconde-esconde que celebram a diversidade cultural e a riqueza da fauna e flora nacionais, temas recorrentes na obra de Ziraldo.

HOMENAGEM A UM ARTISTA PLURAL
Idealizada e produzida pela Lumen Produções, Mundo Zira é uma homenagem à genialidade e à sensibilidade de Ziraldo, que deixou um acervo de mais de 200 títulos literários, 25 mil desenhos e pelo menos 30 universos de propriedade intelectual.

O projeto conta com patrocínio oficial da BB Asset, realização do Ministério da Cultura e Governo Federal, por meio da Lei de Incentivo à Cultura Rouanet, além do apoio do Instituto Ziraldo e das parcerias locais com o Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e Fundação José Augusto (FJA).

“Como a maior gestora de fundos de investimento do país, sabemos que nosso papel vai além da excelência financeira. Para nós, o apoio à cultura é uma forma concreta de contribuir com a sociedade, transformando e melhorando a vida das pessoas”, afirma Gustavo Pacheco, CEO da BB Asset.


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ENEM: APOIO DA FAMÍLIA É ESSENCIAL NA RETA FINAL PARA O INÍCIO DAS PROVAS

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Às vésperas das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que serão aplicadas nos dois próximos domingos, dias 9 e 16 de novembro, cresce a tensão entre os estudantes. Nesse momento decisivo, o papel da família torna-se ainda mais importante. Especialistas destacam que, além da preparação acadêmica, o apoio emocional e a postura dos pais podem influenciar diretamente o desempenho dos filhos durante a prova.

A estudante Hisabelle Silva, de 18 anos, aluna do terceiro ano ensino médio, vai prestar o Enem pela primeira vez. Tranquila e confiante, ela diz ter se preparado ao longo do ano e reconhece a importância da presença da família nesse processo.

“Acho que o que poderia ser feito já foi feito, não só este ano, mas também nos anteriores. E o apoio da minha minha família foi primordial, tanto na tranquilidade quanto na rotina. Acredito que não estaria tão calma para a prova se não fosse por eles. Agora, é confiar que tudo acontecerá no tempo certo, porque uma prova não define nossa trajetória”, afirma.

O funcionário público Wigner Fernandes compartilha da mesma visão. Pai de Maria Luísa, também estudante do terceiro ano, ele acredita que o diálogo e o incentivo contínuo são fundamentais para preparar os jovens para o exame.

“Desde que ela entrou no ensino médio, conversamos sobre a importância de ter uma rotina de estudos. Sempre incentivei a leitura, o treino de redação e aulas extras nas matérias em que ela tem mais dificuldade. Também oriento a ter paciência e equilíbrio emocional, rezando e confiando em Deus. Digo sempre que estamos juntos nessa batalha e que ela é capaz. Esse amor e apoio incondicional fazem toda a diferença”, conta.

APOIO PRÉ-PROVAS
Para ajudar famílias e estudantes na reta final, o Colégio Porto, instituição privada da capital potiguar, reuniu orientações práticas da orientadora pedagógica Kennia Ísis e da psicóloga Assucena Guedes, que compartilham estratégias para transformar ansiedade em serenidade e cuidado.

Kennia Ísis, que também é mãe de um estudante do pré-vestibular, destaca que o momento exige empatia e confiança.

“Estou vivendo isso em casa e vejo como é essencial equilibrar o apoio com o respeito ao tempo do meu filho. É uma fase de confiança mútua, dos pais nos filhos e deles em si mesmos”, afirma.

Segundo a orientadora, mais do que revisar conteúdos, os pais devem se preocupar com o bem-estar emocional dos filhos. “Agora não é hora de sobrecarregar o estudante. O descanso e o sono de qualidade são fundamentais para que o cérebro assimile o que foi aprendido. Momentos de lazer ajudam a reduzir a ansiedade e melhoram o foco”, explica.

Ela ressalta ainda que o excesso de cobranças pode gerar mais tensão do que incentivo. “Os pais devem transmitir confiança e serenidade. Comparações com outros estudantes ou exigências de desempenho só aumentam a pressão”, orienta. Kennia também destaca a importância de manter uma rotina leve e uma alimentação equilibrada nos dias que antecedem a prova. “Comidas pesadas e excesso de cafeína devem ser evitados. Um ambiente estável transmite segurança e conforto emocional”, observa.

Por fim, a orientadora reforça que, mais do que gestores da rotina de estudos, os pais devem ser parceiros e apoio emocional. “Um simples ‘estamos com você’ tem um poder enorme. É um momento de confiança, não de controle”, completa.

A psicóloga Assucena Guedes também destaca o papel do acolhimento familiar nessa reta final.

Para ela, escutar o estudante sem julgamentos é uma das atitudes mais importantes. “Muitos jovens têm medo de decepcionar os pais. Por isso, é essencial ouvir sem interromper ou criticar.

Essa escuta acolhedora alivia o peso emocional e fortalece a autoconfiança”, afirma.

Assucena também recomenda que o foco dos pais esteja no esforço, não apenas no resultado. “O Enem é importante, mas não define o futuro. Valorize o empenho, a dedicação e a superação ao longo do ano. Quando o olhar se volta para o aprendizado e não para a nota, o estudante se sente mais seguro”, pontua.

Outro ponto de atenção, segundo a psicóloga, é a ansiedade dos próprios pais. “O nervosismo dos adultos é facilmente percebido pelos filhos. Demonstrar calma e confiança ajuda a manter o equilíbrio emocional em casa”, explica. E no dia da prova, ela recomenda gestos simples, mas significativos. “Acompanhar o filho até o local, garantir uma boa alimentação e oferecer palavras de encorajamento são atitudes que fazem diferença. O importante é que ele sinta que não está sozinho”, conclui.

SOBRE O ENEM
Instituído em 1998, o Enem tem o objetivo de avaliar o desempenho escolar dos estudantes ao final da educação básica e, desde 2009, também funciona como porta de entrada para o ensino superior. As notas do exame podem ser usadas para acesso ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu), ao Programa Universidade para Todos (ProUni) e ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), além de servirem para bolsas em universidades privadas.

Qualquer pessoa que concluiu ou está concluindo o ensino médio pode fazer o Enem. Os que ainda não finalizaram a etapa podem participar como “treineiros”, com resultados válidos apenas para autoavaliação. As provas abrangem quatro áreas de conhecimento, Linguagens, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Matemática, somando 180 questões objetivas, além da redação, que exige a elaboração de um texto dissertativo-argumentativo.


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UERN CELEBRA “NOVEMBRO NEGRO” COM AGENDA CULTURAL EM NATAL

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A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), por meio do Campus de Natal, prepara uma série de atividades em celebração ao “Novembro Negro”, mês dedicado à valorização da cultura afro-brasileira e ao combate ao racismo. Ao longo de novembro, a instituição reunirá estudantes, professores, artistas e a comunidade em uma programação diversa, que inclui exposições, oficinas, rodas de conversa e apresentações culturais.

O ponto alto das celebrações será o Fórum Zumbi de Capoeira – Fundamentos e Ancestralidade, marcado para o dia 20 de novembro, às 9h30, no Complexo Cultural da Uern Natal. O evento é realizado em parceria com a Escola de Extensão da Uern (Educa) e com os grupos Quilombo da Liberdade, Filhos do Gunga e Raça Unida. A proposta é promover o diálogo e valorizar a capoeira como expressão cultural afro-brasileira e patrimônio imaterial do país. A programação do fórum contará com palestras, oficinas práticas e rodas de conversa. A entrada é gratuita, mediante doação de 1 kg de alimento não perecível.

Contudo, as ações começam no dia 5 de novembro, quando o pátio do Complexo Cultural receberá o Culto aos Orixás, atividade organizada pela Diretoria de Assuntos da Diversidade (DIAD). No dia seguinte, 6 de novembro, será aberta a exposição Trevo de Quatro Folhas Negro, da artista Amanda Atiladê, que reflete sobre a invisibilidade de pessoas pretas e pardas com Síndrome de Down. A abertura contará com uma roda de conversa com a própria artista.

Além disso, durante todo o mês, de 4 a 28 de novembro, o público poderá visitar a mostra Pensar Nego, na Biblioteca Setorial da Uern Natal. A exposição reúne obras literárias e acadêmicas do acervo da universidade, todas voltadas à temática da ancestralidade negra e ao pensamento antirracista.

A programação também inclui produções audiovisuais e espetáculos teatrais. No dia 12 de novembro, será exibido o documentário “Quem fica antes da porta? Os não iniciados no mistério”, seguido de uma roda de conversa com seus realizadores. Já no dia 14, a universidade promove a atividade “Enegrecendo o Azul: Pensando a Saúde do Homem Negro”, um espaço de diálogo sobre masculinidades negras, autocuidado e o impacto do racismo estrutural na saúde física e mental.

A musicalidade e o corpo também ganham destaque nas celebrações. No dia 18 de novembro, das 15h às 18h, o Grupo Afoxé Estrela da Manhã conduzirá a Oficina de Ritmos Afro-Poty, convidando o público a vivenciar tradições afro-brasileiras por meio da música e da percussão. Ritmos como afoxé, ijexá, maracatu e coco serão explorados em uma experiência de conexão entre som, corpo e ancestralidade.

Encerrando o mês, o espetáculo teatral “Atotô” será apresentado no dia 28 de novembro, às 19h, na Sala de Artes Gevaldo Cruz. Inspirada nas tradições afro-brasileiras e no Teatro Ritual, a peça oferece um mergulho simbólico na espiritualidade e nas forças da natureza, exaltando a ancestralidade como caminho de cura e resistência.

A Instituição reforça que mais do que um calendário de eventos, o Novembro Negro na Uern busca despertar consciência e fortalecer identidades. A iniciativa reafirma o compromisso da universidade com a pluralidade cultural e com o combate às desigualdades raciais, reforçando o papel do conhecimento como instrumento de emancipação e justiça social.

De acordo com o professor João Bosco Filho, um dos coordenadores da programação, as ações buscam integrar ensino, pesquisa e extensão em torno da luta antirracista. “É um convite à reflexão, à escuta e à valorização dos saberes afro-brasileiros, reforçando o papel da universidade na promoção da diversidade, da cultura e da justiça social”, destacou.

Já a professora Irene van den Berg, diretora da Escola de Extensão (Educa), destaca que a programação se soma às ações da Uern voltadas à inclusão e ao reconhecimento das heranças africanas e afro-brasileiras. “Cada uma dessas atividades é uma forma de reafirmar que a universidade pública é também um espaço de resistência, memória e transformação”, afirmou.

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA
Celebrado em 20 de novembro, o Dia da Consciência Negra marca um momento de reflexão sobre a luta, a cultura e a resistência do povo negro no Brasil. A data homenageia Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares, morto em 20 de novembro de 1695. Mais do que uma lembrança histórica, o dia convida à reflexão sobre o racismo, a desigualdade e a valorização da identidade negra, temas centrais para a construção de uma sociedade mais justa e plural.


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ATIVIDADE FÍSICA É ESSENCIAL PARA A SAÚDE E PREVENÇÃO DE DOENÇAS

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Em um mundo cada vez mais tecnológico e acelerado, o simples ato de se movimentar tem se tornado um desafio. Estimativas apontam que um em cada três adultos e 81% dos adolescentes não fazem atividade física suficiente. De acordo com o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS), esse cenário se agrava à medida que os países se desenvolvem economicamente, quando os níveis de inatividade podem chegar a 70%, impulsionados pelas mudanças nos padrões de transporte, pelo uso crescente de tecnologias e pelo aumento do comportamento sedentário.

O sedentarismo, marcado por longos períodos de inatividade, como ficar sentado assistindo à TV ou no celular, afeta a saúde física e emocional e gera impactos nos sistemas de saúde e na economia. A OMS recomenda ao menos 150 minutos semanais de atividade física moderada ou 75 minutos de exercícios intensos. Segundo o Ministério da Saúde, movimentar-se não precisa ser complicado: caminhar até o trabalho, usar escadas, cuidar do jardim ou brincar com as crianças já faz diferença, o essencial é manter uma rotina ativa e prazerosa.

Para o educador físico Daniel Freire, o sedentarismo tem ganhado cada vez mais espaço como resultado das facilidades da vida moderna. “A tecnologia trouxe conforto, mas também afastou as pessoas do movimento. Isso tem causado um aumento de doenças como obesidade, diabetes, depressão e ansiedade. Para mudar esse quadro, é necessário incentivar a prática de atividades físicas em escolas, praças públicas e academias, promovendo uma transformação no estilo de vida. A prática regular melhora a autoestima e estimula a liberação de hormônios como endorfina e serotonina, que elevam o humor, reduzem o estresse e aliviam sintomas de ansiedade e depressão”, destaca.

Ele explica que manter-se ativo é essencial para quem busca mais saúde e qualidade de vida. “A atividade física é fundamental, pois além de auxiliar na prevenção de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos, também ajuda no controle do peso, fortalece o corpo e faz bem para a mente. E não existe idade mínima para começar, o que muda é o tipo de exercício de acordo com a fase da vida”, alerta.

ORIENTAÇÃO E ACOMPANHAMENTO PROFISSIONAL
Contudo, Daniel lembra que, antes de iniciar uma rotina de exercícios, é essencial buscar orientação médica e acompanhamento profissional. “O primeiro passo é procurar um médico para uma avaliação e identificar possíveis limitações. Em seguida, é importante buscar um bom profissional de Educação Física, verificando se ele tem o CREF [Registro no Conselho Regional de Educação Física] ativo e experiência na área. Esse profissional fará uma avaliação completa, analisando percentuais de gordura e massa muscular, taxa metabólica, gordura visceral, idade metabólica e medidas corporais. Com esses dados, ele pode montar um plano de treinamento seguro e adequado à fase de vida de cada pessoa, garantindo resultados com qualidade e segurança”, explica.

O profissional ressalta ainda que a escolha da modalidade influencia diretamente na constância dos treinos e na motivação. “Ao escolher uma atividade que não traz prazer para o aluno, a probabilidade de desistência aumenta. A falta de tempo vence, o cansaço aparece e tudo acaba virando desculpa. Ter um bom profissional auxiliando amplia as chances de encontrar um exercício que, além de proporcionar prazer, traga resultados e fidelize o aluno a uma prática esportiva”, afirma.

“Compromisso não é com o personal, nem com ninguém, é com você”, diz jornalista

Determinação e constância foram duas palavras que entraram na rotina do jornalista Túlio Lemos nos últimos meses. Depois de tentativas anteriores sem sucesso, ele encontrou no acompanhamento profissional o caminho para uma mudança real e segura.

“A atividade física veio em função não de estética, mas de saúde. Quando você é sedentário e começa a não se sentir bem, a cansar subindo uma escada, quando tem dificuldades básicas como para amarrar um sapato, você vê que tem alguma coisa errada. E aí, junta com a estética, a qualidade de vida, e você faz uma escolha”.

Desde o mês de agosto, Tulio é acompanhado por Daniel e conta que os resultados vieram bem mais rápido, sem lesões que o faziam parar, porque os exercícios são feitos da forma correta.

“Além de ganhar saúde, comecei a ver mudanças nas roupas, na disposição, na autoestima. Saí da calça 44 para a 40. A camisa G que ficava apertada, agora é P. Perdi medidas ruins como a circunferência abdominal, ganhei em pontos positivos como bíceps, tríceps e coxa”, conta o jornalista com entusiasmo.

Os novos hábitos também apresentaram Tulio Lemos ao mundo das corridas. Em outubro ele participou da primeira quase como uma brincadeira. Mas logo veio a segunda, com um tempo melhor, e a motivação para novos desafios já com data marcada. “No próximo dia 15 farei os 5k da Corrida de Nossa Senhora da Apresentação. Hoje, participo de corridas sem medo de lesão, com o corpo fortalecido e preparado. O personal não é luxo, é essencial para quem quer mudar de vida de forma segura e eficiente”, observa Túlio.

O jornalista também ressalta que compreender a importância da constância foi essencial para manter sua rotina de exercícios, deixando de adiar os treinos para tratá-los como prioridade diária.

“Eu deixava de ir para a academia porque sempre aparecia outro compromisso que, na minha cabeça, era mais importante. Hoje, eu não perco a academia porque considero como se fosse uma reunião que marquei, um café com alguém, uma consulta médica. Coloco como compromisso para não faltar, porque a constância faz toda a diferença. Quando você começa a ‘furar’, perde o estímulo, sente dor de novo e volta para o zero. A constância vem do compromisso. Se não dá de manhã, faço à tarde; se não dá à tarde, faço à noite. O importante é fazer. O compromisso não é com o personal, nem com ninguém, é com você”.

Outro ponto importante foi incluir toda família nesse novo estilo de vida. “Frequento a academia com minha esposa, cunhados e sogra. Corro com meus filhos e assim não tem aquela história de família que sabota a disciplina do outro. Pelo contrário, um estimula o outro e todos ganham mais saúde”, conclui Tulio Lemos.


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EXPOSIÇÃO VALORIZA IDENTIDADE E MEMÓRIA DAS ARTES VISUAIS NO RN E OFERECE VISITAÇÃO GUIADA PARA ESCOLAS

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No coração da Cidade Alta, no Palácio Potengi, a Pinacoteca do Estado segue de portas abertas para receber escolas públicas e privadas na exposição “Feito Potiguar: Identidade e Memória das Artes Visuais do RN”. A mostra, em cartaz até 30 de novembro, oferece visitas guiadas com mediadores que conduzem alunos e professores por uma trajetória de descobertas sobre a história e a diversidade das artes visuais produzidas no Rio Grande do Norte. Desde a abertura, em 26 de setembro, mais de 3 mil visitantes já passaram pela exposição, que se tornou um importante espaço de valorização cultural e educativa para a cidade.

Fruto de uma parceria entre o Sebrae/RN (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Norte) e o Conselho Estadual de Cultura, a exposição reúne obras inéditas de 51 artistas potiguares, incluindo pinturas, esculturas e tapeçarias que abrangem mais de um século de criação. “Temos uma equipe de mediação que acompanha as visitas, sejam agendadas ou espontâneas, e promove encontros sensíveis com as obras, estimulando o olhar, a escuta e a troca de experiências. As mediações são pensadas para todos os públicos e incluem jogos lúdicos, podendo ser adaptadas para grupos escolares, universitários e outros, com o objetivo de incrementar a vivência da potência criativa que brota do nosso território”, explica Karen Álvares, coordenadora do setor educativo da exposição.

A mostra está organizada em quatro núcleos temáticos que permitem ao visitante compreender a riqueza e a diversidade da produção artística potiguar. O primeiro módulo, “Poética Fundante”, retrata paisagens do litoral ao sertão, registrando casarios históricos, trabalhadores do campo e da pesca, além de figuras populares, apresentando uma visão poética e detalhada do cotidiano do Rio Grande do Norte. O segundo núcleo, “Cascudo, as Tradições e o Folclore”, celebra festas populares, ritos de fé, devoção e misticismo que permeiam o dia a dia da população, conectando o público com o patrimônio cultural imaterial do estado. O terceiro, “Natureza Viva”, evidencia a exuberância da flora e fauna locais, com destaque para o caju, símbolo maior do RN, mostrando como a natureza potiguar inspira artistas de diferentes gerações. Por fim, o módulo “Feito Feminino” presta um tributo às mulheres que romperam barreiras e deixaram marcas no cenário das artes visuais, evidenciando a contribuição feminina para a identidade artística do Estado.

Entre as obras que mais chamam a atenção do público, o curador Manoel Onofre cita o “Galo Branco”, de Antônio Soares, e sua releitura colorida feita pela artesã Dona Neném; uma tapeçaria inédita de Dorian Gray, com quatro metros de extensão; e obras de Joaquim Fabrício resgatadas com auxílio da inteligência artificial. Segundo Onofre, Fabrício é uma figura essencial na história da arte potiguar, tendo estudado na Academia Imperial de Belas Artes, no Rio de Janeiro, com financiamento de D. Pedro II, e sua obra contribuiu de forma significativa para a formação visual do Estado.

“É um momento oportuno para tornar acessível ao público a produção artística potiguar e permitir que novas gerações conheçam e se apropriem desse legado. Cada núcleo é uma janela para diferentes facetas do nosso imaginário. A exuberância da flora local, com o caju como protagonista, e a exaltação da figura feminina na construção da arte potiguar completam este panorama, tecendo um fio condutor que une passado e presente, tradição e inovação”, observa Onofre.

Para o diretor superintendente do Sebrae-RN, Zeca Melo, a exposição reflete os princípios do Feito Potiguar ao resgatar a autoestima e o orgulho local. “A valorização da arte potiguar é mais uma forma de reconhecer e apreciar o que é intrinsecamente nosso. Por isso, surgiu a ideia de criar uma exposição que traduz a poética visual do projeto, mostrando as obras de quem, de fato, construiu o percurso das artes no Rio Grande do Norte”, afirma.

O acesso à exposição é gratuito, seguindo o horário de funcionamento do Palácio Potengi: de terça a sexta-feira, das 8h às 16h, e aos sábados e domingos, das 9h às 16h. Além disso, a venda de artigos para presente da marca Feito Potiguar, incluindo camisas, bonés, canecas, cadernos e ecobags, reverte parte da renda para a Casa Durval Paiva, reforçando o caráter social do projeto e integrando arte e responsabilidade comunitária.

A iniciativa representa também uma oportunidade de aproximar o público escolar da arte potiguar. A visita guiada com mediadores permite que os alunos não apenas observem as obras, mas interajam com elas por meio de atividades lúdicas e discussões guiadas, estimulando o aprendizado e a reflexão crítica, de acordo com a coordenadora do setor educativo da exposição, Karen Álvares.

“Essas mediações incentivam o olhar sensível e ajudam a formar uma nova geração que compreenda o valor da arte local e a importância de sua preservação”, finaliza.
Para agendamento de visitas escolares, o contato é pelo telefone (84) 99127-2625.


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POTIGUARES JÁ ESTÃO PAGANDO MAIS CARO PELO GARRAFÃO DE ÁGUA MINERAL

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Desde 1º de novembro, o preço da água mineral vem subindo em todo o Rio Grande do Norte. O reajuste contempla as naturais e as adicionadas de sais e pode variar conforme a política de cada indústria envasadora, levando o valor do garrafão de 20 litros a custar entre R$ 9 e R$ 15. O aumento, segundo o Sindicato das Indústrias de Cervejas, Refrigerantes, Águas Minerais e Bebidas em Geral do Rio Grande do Norte (Sicramirn), foi inevitável diante da escalada dos custos de produção, da alta do dólar e da inflação acumulada no último ano.

O presidente do Sicramirn, Joafran Nobre, explica que o reajuste é uma medida necessária para garantir o equilíbrio financeiro das empresas do setor e a manutenção da qualidade do produto entregue ao consumidor. “O aumento reflete um esforço de equilíbrio diante da elevação de custos que impactam cada elo da cadeia produtiva. Nosso compromisso é garantir que o consumidor continue recebendo um produto seguro e de excelência, dentro das normas sanitárias e ambientais exigidas”, afirma.

Segundo o Sindicato, entre os fatores que pressionaram os preços estão a inflação acumulada em torno de 5% nos últimos 12 meses, o reajuste do salário mínimo e o encarecimento de matérias-primas utilizadas na fabricação de tampas, rótulos e lacres. Os custos logísticos também pesaram na decisão. O aumento do preço dos combustíveis, da energia elétrica e de outros insumos afetou diretamente o transporte e o envase das embalagens.

Outro ponto de forte impacto foi a valorização do dólar, que encareceu o preço da resina usada na produção dos vasilhames, tendo em vista que como a matéria-prima é cotada em moeda estrangeira, qualquer variação cambial influencia diretamente o custo final do produto. “Temos acompanhado oscilações expressivas na cotação do dólar e isso repercute imediatamente na nossa produção, especialmente no valor das embalagens”, explica o presidente.

A decisão de reajustar os preços foi tomada após sucessivas tentativas de absorver os aumentos de custos ao longo do ano. Segundo o Sicramirn, o setor vem operando com margens apertadas e o reajuste busca restabelecer o equilíbrio econômico das empresas. “Nosso papel é manter o funcionamento saudável das indústrias, proteger os empregos e assegurar que o consumidor continue tendo acesso a um produto essencial, com a mesma qualidade que sempre caracterizou o setor”, reforça Joafran Nobre. Com os novos valores, coube a cada envasadora definir o percentual de reajuste de acordo com seus custos internos e políticas comerciais.

MERCADO EM EXPANSÃO
Atualmente, o Rio Grande do Norte conta com 35 indústrias envasadoras, responsáveis pela produção de aproximadamente 507 milhões de litros de água por ano. O setor também tem grande relevância econômica e social, gerando cerca de 10 mil empregos diretos e indiretos. De acordo com estimativas do Sicramirn, a produção mensal chega a três ou quatro milhões de garrafões de 20 litros, volume que inclui tanto a água mineral natural quanto a água adicionada de sais.

QUALIDADE E CONTROLE RIGOROSO
O Sicramirn destaca que a diferenciação entre os tipos de água está na origem e no processo de tratamento. As águas minerais naturais possuem composição de sais minerais definida naturalmente desde o subsolo, enquanto as águas adicionadas de sais passam por um processo de purificação e recebem minerais em proporções controladas. Em ambos os casos, o envase é realizado nos mesmos garrafões de 20 litros e segue protocolos físico-químico e bacteriológico para garantir segurança e qualidade para os consumidores potiguares.

Além de ser amplamente consumida, a água envasada no estado segue rígidos padrões de segurança e qualidade. Todas as indústrias operam sob fiscalização do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e da Vigilância Sanitária, obedecendo a normas que vão desde a captação até a distribuição final do produto. No Rio Grande do Norte, o setor adota ainda o Selo de Controle Fiscal, mecanismo que assegura a procedência e a conformidade do produto comercializado.


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CÂNCER DE PRÓSTATA: DIAGNÓSTICO PRECOCE GARANTE ATÉ 90% DE CURA

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De acordo com estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 2025, cerca de 71.730 homens serão diagnosticados com câncer de próstata no Brasil, uma média de 196 casos por dia.

Outro dado importante mostra que, em 2024, 16.160 homens morreram em decorrência da doença, o equivalente a 44 mortes por dia, de acordo Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde. O câncer de próstata é o segundo tipo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não melanoma.

Os números reforçam a necessidade de campanhas permanentes de prevenção e conscientização sobre a saúde masculina, especialmente durante o “Novembro Azul”, instituído no Brasil em 2011. A boa notícia é que, quando diagnosticado precocemente, o câncer de próstata tem mais de 90% de chance de cura. Com esse propósito, a Sociedade Brasileira de Urologia do Rio Grande do Norte (SBU-RN) realiza mais uma edição da campanha, incentivando os homens a cuidarem da própria saúde e manterem o acompanhamento médico regular.

“Os exames de rotina não são só para ‘descobrir doença’. Eles são uma oportunidade de diagnóstico precoce e de prevenção algumas vezes”, destaca o urologista Rafael Pauletti, presidente da SBU-RN.

Segundo o especialista, o câncer de próstata pode evoluir silenciosamente por anos, sem causar sintomas. “Quando o homem sente algo como dor ou sangue na urina, muitas vezes o tumor já está em fase avançada, e o tratamento fica mais complexo e com mais complicações”, alerta.

Entre as estratégias de controle do câncer de próstata, destacam-se o diagnóstico precoce e o rastreamento, que consiste na aplicação sistemática de exames em homens assintomáticos para identificar o câncer em estágio inicial. O acompanhamento anual com o urologista permite identificar alterações no exame de sangue PSA e no toque retal, além de possibilitar a avaliação de outros aspectos da saúde geral, como colesterol, pressão arterial e diabetes. “O check-up não é burocracia: é estratégia de vida”, resume Pauletti.

A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) recomenda o rastreamento em homens entre 50 e 70 anos. Para homens negros ou com histórico familiar da doença, a orientação é iniciar aos 45 anos.

“É um grupo em idade produtiva e com expectativa de vida cada vez maior em nossa sociedade, por isso é tão importante o cuidado preventivo. E quando o pai, irmão ou avô teve câncer de próstata antes dos 60 anos e a obesidade, a atenção deve ser cada vez maior. Outro fator que deve ser observado é a exposição ocupacional a agentes químicos, que representa cerca de 1% dos casos”, explica o urologista.

Quando identificado no início, o câncer de próstata é altamente tratável. “As chances de cura ultrapassam 90%, os tratamentos são menos invasivos e há maior preservação da continência urinária e da função sexual”, tranquiliza o médico.

“Não é um exame de próstata que vai mudar a sua masculinidade”

O representante comercial José Américo de Paiva Filho, de 73 anos, conhece bem a importância do diagnóstico precoce. O histórico familiar sempre o levou a realizar exames anuais.

“Normalmente, todos os anos, fazia todos os exames, inclusive o toque. Meu pai teve câncer de próstata e meu irmão mais velho também. E com isso eu cuidava, sempre estava fazendo os exames e acompanhando”, conta.

Mesmo diante do diagnóstico, José Américo manteve a tranquilidade e a fé. “Fiquei calmo porque meu médico me passou confiança, explicou que era o início da doença. Fiz a cirurgia e, graças a Deus, não precisei de quimioterapia. A recuperação foi ótima. ”

Recuperado, ele faz questão de deixar um conselho: “Valorize a sua vida. Não é um exame de próstata que vai mudar a sua masculinidade. O importante é cuidar, porque é muito bom viver e ter saúde”, alerta.

SINTOMAS E TRATAMENTOS
Na fase inicial, o câncer de próstata geralmente não apresenta sintomas, o que reforça a importância da prevenção. Em estágios mais avançados, podem surgir sangue na urina ou no sêmen, micção frequente ou necessidade de urinar à noite, fluxo urinário fraco ou interrompido, disfunção erétil, dores ósseas e no baixo ventre. Mais do que uma campanha, o Novembro Azul é um lembrete de que cuidar da saúde é um ato de amor-próprio e de responsabilidade com a própria vida.

Os tratamentos do câncer de próstata variam de acordo com o estágio da doença, o tipo histológico, a idade e as condições clínicas do paciente. De acordo com o Ministério da Saúde, entre janeiro de 2019 e agosto de 2024, foram realizadas 18.315 prostatectomias e 28.756 prostatovesiculectomias radicais no país. As opções incluem cirurgia, radioterapia, vigilância ativa, hormonioterapia, quimioterapia e radiofármacos. Em alguns casos, são utilizadas terapias focais e imunoterápicos. “Hoje temos várias opções de tratamento, para cada fase da doença.

Casos iniciais ou avançados são passíveis de tratamento e melhora da qualidade de vida — só basta querer se tratar”, conclui o urologista, Rafael Pauletti.


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