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HEMONORTE CONVOCA DOADORES PARA REFORÇAR ESTOQUE DO BANCO DE SANGUE

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Com a proximidade das festas de fim de ano e o consequente aumento da demanda por transfusões, o Hemonorte intensifica as estratégias para conscientizar acerca da baixa nos estoques de sangue. Nas últimas semanas, segundo a direção do Hemocentro, a redução no número de doações atingiu praticamente todos os tipos sanguíneos, com destaque para os fatores O positivo, O negativo e A positivo, que são os mais utilizados no atendimento hospitalar. A queda ocorre em um período historicamente crítico, quando viagens, festividades e a intensificação de acidentes tendem a aumentar a necessidade de bolsas de sangue nas redes pública e privada.

A instituição reforça que a reposição é urgente para evitar prejuízos em cirurgias eletivas, atendimentos de emergência e procedimentos de alta complexidade, todos dependentes de um estoque seguro e regular. Embora a oscilação no fluxo de doadores seja comum em determinados meses do ano, o cenário atual exige atenção redobrada, sobretudo porque os hospitais continuam operando em plena capacidade.

A Diretora de Apoio Técnico do Hemonorte, Miriam Mafra, lembra que a doação é um gesto simples, porém capaz de gerar grande impacto. “Doar sangue é um gesto simples, rápido e que pode salvar até quatro vidas. Ela lembra que pessoas saudáveis, entre 16 e 69 anos, que pesem acima de 50 kg e estejam bem alimentadas podem doar, desde que atendam aos critérios de saúde e intervalo entre doações”.

Miriam reforça que a disponibilidade de sangue depende exclusivamente da colaboração da população e que há diversos pontos de coleta para facilitar o acesso. Ela destaca que, além da sede do Hemonorte, no Barro Vermelho, zona leste de Natal, também é possível doar no Espaço Hemonorte do Partage Norte Shopping, zona norte da cidade. “A gente incentiva que a população procure o posto mais próximo e contribua para manter o atendimento hospitalar funcionando plenamente. A solidariedade dos doadores é fundamental para que possamos continuar salvando vidas”.

Exemplo de Solidariedade
Entre os exemplos que inspiram novos doadores está a história do porteiro Flávio Celestino, de 55 anos, reconhecido como o doador mais antigo do Hemonorte. Ele já realizou 258 doações de sangue ao longo de 34 anos, sendo o maior doador do Rio Grande do Norte e também entre as nove capitais do Nordeste. Sua trajetória começou de forma inesperada, motivada por um pedido divulgado em um programa de rádio.

“Comecei a doar sangue através de uma emissora de rádio aqui do Rio Grande do Norte, muito conhecida na época, a rádio Cabugi, no programa do Duarte Júnior. Ele anunciou na rádio que precisava de um doador de sangue para uma família que tava precisando para um parente e eu fui doar, fui doar a primeira vez e o senhor Jesus Cristo me deu o dom de eu doar até quando eu puder”, recorda. “Hoje eu tenho 55 anos de idade e posso doar até os 65 anos. Enquanto tiver saúde eu vou doar, porque eu sei que todo dia tem um paciente no hospital precisando de uma doação de sangue”, ressalta.

Além das doações regulares de sangue, Flávio também contribui como doador de plaquetas. Ele explica que mantém uma rotina anual intensa para ajudar quem precisa. “Todo ano eu faço 12 doações de plaquetas e seis de plasma. Cada mês eu posso fazer uma doação de plaqueta e a cada dois meses uma doação de massa e plasma. Junto com as plaquetas. Às vezes são até 16 doações no ano, entre bolsas de sangue e plaquetas”, conta.

Pré-requisitos e restrições
Pessoas entre 16 e 69 anos, com peso mínimo de 50 kg e em boas condições de saúde, podem doar sangue, desde que apresentem um documento oficial com foto. Menores de 18 anos precisam de autorização dos responsáveis legais, e a primeira doação deve ser feita até os 60 anos. É importante que o doador esteja alimentado, tenha dormido ao menos seis horas nas últimas 24 horas e esteja hidratado. Também é recomendado evitar alimentos gordurosos nas horas anteriores e não consumir bebidas alcoólicas nas 12 horas antes da coleta.

Algumas situações exigem espera temporária, como febre ou gripe, que requerem um intervalo de sete dias após o desaparecimento dos sintomas. Pessoas que fizeram tatuagem ou maquiagem definitiva devem aguardar pelo menos seis meses. Já o prazo após vacinas varia conforme o tipo recebido, assim como ocorre em cirurgias ou procedimentos odontológicos, avaliados caso a caso.

Certas doenças impedem a doação de forma definitiva, como HIV e hepatites B e C. O uso de alguns medicamentos também pode restringir temporariamente a coleta, informação que é avaliada durante a triagem clínica.


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IBGE MOSTRA QUEDA HISTÓRICA NOS CASAMENTOS E RECUO NOS DIVÓRCIOS

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Em 2024, o Rio Grande do Norte registrou 12.835 casamentos civis, número 111 inferior ao observado em 2023 e que confirma a tendência de queda iniciada em 2019. Em uma década, o recuo acumulado chega a 21,30%, segundo as Estatísticas do Registro Civil 2024, divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume do último ano só não foi menor do que o de 2020, auge da pandemia de Covid-19, quando foram formalizados 10.019 casamentos no estado. Os dados consideram exclusivamente os registros feitos em cartórios de pessoas naturais.

O levantamento revela que a diminuição dos casamentos é mais acentuada entre jovens. Todas as faixas etárias entre 15 e 35 anos apresentaram redução proporcional ao longo da última década.

Em sentido oposto, cresce o peso dos casamentos entre pessoas com 35 anos ou mais, que passaram de 30,37% em 2014 para 46,64% em 2024, indicando uma postergação da formalização da união. Como resultado desse movimento, a taxa de nupcialidade legal no RN foi de 4,6 em 2024, a quinta menor do país. Isso significa que, a cada mil pessoas com 15 anos ou mais, apenas 4,6 se casaram formalmente no período. A média nacional foi de 5,6.

Entre os registros do ano passado, 1,37% corresponderam a casamentos entre pessoas do mesmo sexo, sendo 64 uniões entre mulheres e 111 entre homens. A maioria dos casamentos ocorreu entre pessoas solteiras, 80,02% do total, mas houve aumento proporcional dos recasamentos, quando ao menos um dos cônjuges era divorciado ou viúvo, passando de 7,74% em 2023 para 7,99% em 2024. O levantamento também identificou 84 casamentos entre brasileiros e estrangeiros, além da manutenção de dezembro como o mês mais procurado para oficializar uniões, embora com queda de participação, de 12,75% para 11,83%.

No mesmo período, o número de divórcios também caiu de forma significativa no Rio Grande do Norte. Em 2024, foram registrados 4.616 divórcios de casamentos heterossexuais, redução de 19,23% em relação a 2023, quando houve 5.715 dissoluções. Apesar da queda geral, os divórcios extrajudiciais, realizados diretamente em cartório, tiveram leve alta, passando de 497 para 517 casos. A maioria das separações judiciais ocorreu em casamentos com 26 anos ou mais de duração, seguidos pelos vínculos entre 10 e 14 anos. Uniões com até um ano representaram menos de 5% dos divórcios no estado.

Novo significado para casamento
Para a celebrante de casamentos Rosania Amaral, os números refletem uma mudança profunda no significado do casamento. Segundo ela, a formalização deixou de ser o ponto de partida da vida a dois e passou a representar um momento posterior, quando o relacionamento já está consolidado. “Hoje o casamento é visto como um ponto de chegada. Muitos casais já vivem juntos há anos, alguns já têm filhos, e só depois decidem oficializar”, afirma. Ela observa ainda que a união estável, registrada ou não em cartório, passou a competir diretamente com o casamento civil, reduzindo o público que antes tinha apenas essa opção para formalizar a relação.

Rosania também destaca transformações no perfil das cerimônias e nas motivações dos noivos.

“Vejo cada vez mais casamentos íntimos, com menos pompa e mais significado. Há uma valorização da personalização e uma consciência maior sobre o regime de bens e o planejamento financeiro”, diz. Para ela, o aumento dos casamentos após os 35 anos está ligado à busca por estabilidade econômica e emocional. “As pessoas chegam mais maduras, mais certas do que querem, o que reduz as chances de separação”, avalia, relacionando esse fator à queda nos divórcios.

Mudanças no comportamento à dois
Do ponto de vista comportamental, a psicóloga Keila Oliveira pondera que a redução dos divórcios não deve ser interpretada como um retorno à valorização do modelo conjugal tradicional. “Estamos vendo a consolidação de um novo jeito de viver à dois. A queda recente nos divórcios tem também uma explicação logística: houve uma demanda reprimida durante a pandemia, com cartórios fechados, que explodiu nos anos seguintes. Agora, esse fluxo foi absorvido”, explica. Segundo ela, a estagnação nos casamentos reflete uma tendência de longo prazo, marcada pela priorização da carreira, da autonomia financeira e da felicidade individual.

Keila avalia ainda que o casamento deixou de ser um imperativo social e passou a ser uma escolha tardia. “As pessoas não perderam o interesse em se relacionar, perderam o interesse na formalização precoce. O casamento virou um adicional de bem-estar, não a base da vida”, afirma.

Para a psicóloga, a menor tolerância a relações insatisfatórias e o maior acesso à terapia e à mediação contribuem para uniões mais conscientes, ainda que menos numerosas. “Os dados do IBGE mostram uma transição de valores, em que autonomia e satisfação pessoal pesam mais do que a tradição”, conclui.


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PEQUENOS NEGÓCIOS IMPULSIONAM ECONOMIA DO RIO GRANDE DO NORTE

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O dinamismo dos pequenos negócios marcou a economia do Rio Grande do Norte ao longo de 2025. Entre janeiro e novembro, o estado registrou crescimento contínuo do empreendedorismo, com aumento expressivo na abertura de empresas, saldo positivo em todas as regiões e impacto direto na geração de empregos. Os dados constam no Boletim dos Pequenos Negócios, elaborado pelo Sebrae-RN (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Norte) a partir de informações oficiais da Receita Federal e do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), e confirmam o protagonismo do segmento no desenvolvimento econômico potiguar.

Atualmente, o RN contabiliza 271.634 pequenos negócios ativos, dos quais 209.273 são optantes do Simples Nacional. Esse conjunto formado por microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte responde por 36,6% do Produto Interno Bruto estadual e foi responsável por 96,23% dos empregos formais gerados no estado até outubro, consolidando-se como o principal motor da economia local.

Somente até novembro, foram registradas 51.733 novas empresas, sendo 97% pequenos negócios, o maior índice de participação desde 2020. No mesmo período, 28.633 empresas encerraram atividades, o que garantiu um saldo positivo de 22.351 novos empreendimentos, o melhor resultado dos últimos cinco anos. A Grande Natal concentrou 58,71% das aberturas, com 30.374 registros, mas o avanço se espalhou pelo interior. Regiões como Oeste, Agreste e Seridó apresentaram números expressivos, evidenciando a interiorização do empreendedorismo.

Para o gerente da Agência Sebrae Grande Natal, Thales Medeiros, os números refletem um ambiente cada vez mais favorável a quem decide empreender no estado. “O desempenho dos pequenos negócios em 2025 confirma uma tendência muito positiva no Rio Grande do Norte.

Observamos crescimento expressivo na abertura de novas empresas, saldo positivo em todas as regiões e participação decisiva na geração de empregos. Isso mostra que o potiguar está mais preparado, mais confiante e disposto a transformar ideias em negócios reais”, avalia.

Segundo ele, o volume de novas empresas abertas ao longo do ano reforça o papel estratégico do segmento. “Ter mais de 51 mil empresas abertas apenas entre janeiro e novembro, sendo a grande maioria pequenos negócios, revela que o empreendedorismo continua sendo uma das principais alavancas da economia do estado. Quando vemos que esses empreendimentos representam mais de 36% do PIB [Produto Interno Bruto] e respondem por mais de 96% dos empregos gerados, fica muito claro o protagonismo do setor”, afirma.

O setor de Serviços lidera entre os optantes do Simples Nacional, com 107.618 empresas, seguido pelo Comércio, com 69.902, e pela Indústria, com 18.243. Construção civil e agropecuária também apresentaram crescimento. O perfil das empresas recém-abertas reforça a característica do empreendedorismo local, negócios de pequeno porte, faturamento anual de até R$ 81 mil e até quatro empregados, mas com forte impacto na geração de empregos distribuídos por todo o território potiguar.

Histórias “fora da caixa”
Dentro das estatísticas, ganham destaque histórias de empreendedorismo fora dos modelos tradicionais. A microempreendedora individual Lee Medeiros encontrou no ambiente digital uma oportunidade de unir marketing, turismo e fortalecimento da economia local. Criadora da página @turistepelorn, no Instagram, ela atua divulgando roteiros turísticos, gastronomia e experiências no RN. “Eu escolhi empreender porque o marketing sempre fez parte da minha jornada, mas chegou um momento em que eu queria mais. Queria liberdade de tempo, autonomia e a oportunidade de transformar meu conhecimento em impacto real”, relata.

Segundo Lee, o trabalho também tem foco no fortalecimento de outros negócios, especialmente liderados por mulheres. “Acredito profundamente na força da economia local. Hoje sou embaixadora de uma página voltada ao empreendedorismo feminino e uso minha experiência para ajudar outras mulheres a se posicionarem, divulgarem seus serviços e crescerem com estratégia. Meu compromisso é impulsionar mulheres, fortalecer marcas locais e construir um ecossistema mais colaborativo”, afirma.

Outro exemplo é o de Cris Pink, conhecida nas redes sociais como a “Barbie Potiguar”, que soma quase 35 mil seguidores no Instagram. Influenciadora digital, ela transformou identidade e propósito em negócio. “Empreender não foi uma escolha de um dia para o outro, foi um chamado do coração. Eu queria viver da minha verdade, da minha criatividade e do meu jeito único”, conta.

Para Cris, criar conteúdo é mais do que estética. “É identidade, é propósito, é coragem. Meu negócio nasceu do desejo de transformar, emocionar e conectar pessoas”, resume.

Apoio do Sebrae/RN

Para dar suporte a trajetórias como essas, o Sebrae-RN tem ampliado sua atuação em todo o estado. De acordo com Thales Medeiros, o trabalho começa no acolhimento de quem deseja abrir ou formalizar um negócio e se estende a um conjunto de ações voltadas ao crescimento sustentável. “Atuamos de forma muito próxima aos empreendedores, com capacitações, consultorias, mentorias e ações práticas nas áreas de gestão, inovação, marketing e finanças”, explica.

Em 2025, o Sebrae intensificou o atendimento presencial e online, ampliou programas voltados a setores como comércio, serviços, turismo e construção, e reforçou parcerias com municípios e instituições financeiras. “Nosso objetivo é facilitar o acesso ao crédito, apoiar a digitalização e estimular a competitividade dos negócios locais. Os resultados mostram que esse esforço tem feito diferença para quem empreende no Rio Grande do Norte”, conclui o gerente.


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ROTA NATALINA CELEBRA O NATAL COM A NOVA FROTA DE CAMINHÕES COLETORES

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A Rota Natalina mudou o clima da capital potiguar na noite do último domingo (14). Caminhões coletores de lixo iluminados percorreram importantes vias da cidade valorizando o trabalho diário da limpeza urbana e prestando uma homenagem especial a Natal neste período tão significativo para os natalenses.

A iniciativa da Prefeitura do Natal, por meio da Companhia de Serviços Urbanos (Urbana), ganhou um caráter ainda mais especial neste ano por acontecer logo após a entrega de 35 caminhões coletores novos, realizada no mês de novembro. Do total, 30 são caminhões compactadores e cinco microcompactadores, que ampliam a capacidade operacional da Urbana, especialmente em áreas de difícil acesso e regiões com maior demanda de coleta.

Além dos novos coletores, a Urbana também colocou em funcionamento outros equipamentos importantes, como trituradores de podas, veículos tipo Munck, caçambas, tratores, retroescavadeiras, roçadeiras e carros-pipa, fortalecendo as frentes de limpeza, manutenção urbana e serviços especiais em toda a cidade. O reforço estrutural tem garantido mais eficiência, agilidade e efetividade nas operações diárias da companhia.

O prefeito Paulinho Freire destacou que a ação une cuidado com a cidade, valorização dos serviços públicos e o simbolismo do período natalino. “A Rota Natalina representa o carinho da gestão com Natal. Estamos vivendo um momento especial, com a modernização da frota e a chegada de novos equipamentos, o que reflete diretamente na eficiência dos serviços. Natal é uma cidade única, ainda mais neste período em que celebramos o Natal e também o aniversário da nossa capital”, afirmou.

O presidente da Urbana, Alvamar Vale, ressaltou que a iniciativa também é uma forma de reconhecimento ao trabalho dos profissionais da limpeza urbana. “Essa ação é simbólica, mas carrega um significado muito forte. É uma homenagem à cidade, aos seus moradores e, principalmente, aos trabalhadores e trabalhadoras que cuidam de Natal todos os dias. Com os novos caminhões e equipamentos, seguimos avançando para oferecer um serviço cada vez mais eficiente”, destacou.

O percurso iluminado pelos caminhões coletores se somou às comemorações do período, transformando o trabalho diário da limpeza urbana em um gesto de homenagem à cidade, que completa mais um ano de história. A Rota Natalina saiu da Marquise Ambiental, passou pelo Ginásio Nélio Dias, pela Ponte Newton Navarro, Midway Mall, pelas avenidas Praia de Ponta Negra, Praia de Tibau e Praia de Genipabu, além da Praça da Árvore de Mirassol e da Avenida Senador Salgado Filho.


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JOÃO FELIPE DA TRINDADE LANÇA OBRA SOBRE SÃO GONÇALO DO AMARANTE

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O escritor e pesquisador potiguar João Felipe da Trindade lança nesta quinta-feira (11), às 19h, no Teatro Municipal de São Gonçalo do Amarante, sua nova obra São Gonçalo da Ribeira do Potengi. Autor de títulos dedicados à história e genealogia do Rio Grande do Norte, volta-se agora à origem de uma das principais cidades da região metropolitana de Natal, São Gonçalo do Amarante, reunindo documentos raros, registros coloniais e manuscritos pouco conhecidos pelo grande público.

De acordo com o autor, o livro foi elaborado com o propósito de corrigir equívocos históricos recorrentes sobre a povoação e fundação de São Gonçalo do Amarante, além de apresentar, com mais profundidade, o manuscrito de Manoel Maurício Correa de Sousa, que reúne a descendência dos Mártires de Uruaçu, Antônio Vilela Cid e Estevão Machado de Miranda. Também compõem o volume documentos como a carta do capitão Lopo Curado, o alvará do capitão-mor Manoel de Abreu Soares e a petição de Pascoal Gomes de Lima, apontado em algumas versões como fundador da localidade. O autor destaca ainda registros de batismos do fim do século XVII e início do XVIII, realizados nas capelas de Utinga, Santo Antônio, do Potengi e de São Gonçalo.

João Felipe afirma que a motivação para o livro surgiu a partir de uma provocação do prefeito de São Gonçalo. Segundo ele, persistiam divergências sobre personagens, datas e documentos ligados à origem do município. “Eu escrevi esse livro a partir de um desafio que o prefeito de São Gonçalo fez para mim. Eu tinha dito para ele que existem muitas informações erradas sobre a fundação de São Gonçalo, os personagens e antigos documentos. Como eu tenho documentos raros, resolvi colocar nesse livro para que as pessoas possam reconstituir a história de São Gonçalo”, explica.

A obra também apresenta a transcrição integral de uma genealogia antiga e pouco acessível ao público, produzida por Manoel Maurício e preservada graças ao empréstimo de um colecionador. Trindade destaca a importância do documento, sobretudo por recuperar linhas sucessórias que ajudam a compreender a estrutura familiar das primeiras gerações do Potengi. “Escrevi a genealogia dos Mártires de Uruaçu, Estevão Machado de Miranda e Antônio Vilela Cid, que vai desses dois até o autor do manuscrito. É uma coisa muito rica. O fundamental é isso, a recuperação dessa genealogia, e também algumas coisas sobre o suposto fundador de São Gonçalo do Amarante, Pascoal Gomes de Lima”, afirma.

Onde encontrar o livro
Antes do lançamento, o livro está disponível exclusivamente por meio de contato direto com o autor pelas redes sociais e pagamento via transferência bancária. A edição impressa chegará em breve a livrarias de Natal e da região metropolitana. “Quem tiver interesse é só entrar em contato comigo pelo Facebook, fazer o pagamento pelo pix e enviar o endereço para receber o exemplar no endereço que preferir. Após o lançamento, o livro estará disponível em alguns pontos de venda físicos”, reforça.

Sobre o autor
Natural de Natal, João Felipe da Trindade é professor aposentado do Departamento de Matemática da UFRN. Foi vice-reitor da instituição, além de ter ocupado cargos na administração estadual e municipal, entre eles secretário adjunto de Planejamento e Finanças do Estado, secretário adjunto de Administração e Recursos Humanos e secretário de Planejamento e de Administração da Prefeitura do Natal. Como escritor, dedica-se há décadas à pesquisa de documentos históricos e genealogias do Rio Grande do Norte, com obras como Servatis ex More Servandis, Notícias Genealógica do Rio Grande do Norte e Mais Notícias Genealógicas do Rio Grande do Norte.


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FIM DE ANO AUMENTA DEMANDA POR BUFFETS E IMPULSIONA ECONOMIA LOCAL

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O mercado de buffets personalizados vem ganhando destaque neste fim de ano, impulsionado pelo aumento das confraternizações, do turismo e do calendário de festas que tradicionalmente movimenta o setor de eventos entre novembro e janeiro. Com consumidores em busca de soluções práticas e serviços sob medida, empresas especializadas registram crescimento expressivo na procura por pacotes completos que incluem organização, equipe, estrutura e cardápios adaptados ao perfil de cada comemoração.

A demanda acompanha um comportamento de consumo que privilegia comodidade e experiência, tendência que se intensifica no verão. Para muitos anfitriões, delegar todas as etapas do evento se tornou a alternativa mais viável diante da rotina acelerada e da valorização do tempo de convivência. Como consequência, pequenos empreendedores e negócios locais de alimentação, decoração e produção de eventos veem o faturamento crescer no período, especialmente aqueles que oferecem serviços temáticos ou adaptáveis ao estilo do cliente.

Entre as modalidades mais procuradas dentro desse segmento estão os buffets de churrasco personalizados, que se consolidaram como opção prática e versátil para festas de fim de ano. O churrasco, presente nas celebrações brasileiras ao longo de todo o ano, ganha ainda mais força no fim do ano, quando encontros ao ar livre, confraternizações familiares e eventos corporativos se multiplicam. Em muitos casos, o serviço chega a substituir até a tradicional ceia natalina, acompanhando a preferência de consumidores por soluções mais informais.

Nesse cenário, o empreendedor Alexandre Vieira, fundador do “Magão na Brasa”, atua há 12 anos oferecendo buffets de churrasco montados de acordo com o tipo de evento. Ele explica que a alta na procura nesta época é recorrente. “É natural, fim de ano e verão são períodos em que as pessoas querem celebrar, reunir amigos, curtir as férias e aproveitar mais a vida, por isso a procura cresce bastante, é uma época de festa e o churrasco combina com isso como ninguém”, afirma.

Magão destaca que a praticidade é o principal motivo que leva os clientes a buscarem esse tipo de serviço. “Contratar um buffet profissional virou sinônimo de tranquilidade, especialmente para quem não quer se preocupar com compra, preparo, organização ou limpeza”, diz o empresário.

Segundo ele, essa conveniência se traduz em um formato simples e direto, no qual o anfitrião deixa de ser responsável pela produção e passa a atuar apenas como mais um convidado.“O Magão na Brasa leva ao local escolhido toda a estrutura necessária, da churrasqueira à cutelaria, além de uma equipe completa com churrasqueiros e garçons. A proposta é oferecer a experiência de um rodízio de churrascaria onde o cliente quiser. Oferecemos desde cortes tradicionais até cortes nobres, além de petiscos e até feijoada, quando o cliente deseja”, explica.

Ele reforça que a personalização é uma das marcas do serviço. O cardápio pode ser montado conforme o estilo da festa, o número de convidados e o orçamento disponível, e por isso os valores variam de acordo com as escolhas dos clientes. De acordo com o empreendedor, a busca por buffets sob medida tende a crescer ainda mais nos próximos anos, à medida que consumidores valorizam conveniência e experiências completas.

A marca registrada da empresa, diz ele, é a combinação entre fartura, qualidade das carnes e uma equipe entrosada que garante fluidez ao evento, fatores que fortalecem a fidelização dos clientes e estimulam “o boca a boca”, elemento-chave para negócios gastronômicos.

A advogada Ana Cristina Meireles contratou e aprovou o serviço que, segundo ela, proporcionou aproveitar a festa, sem precisar se preocupar com todos os detalhes que um evento demanda.

“Contratar o serviço do Magão na Brasa é sempre uma das melhores escolhas que faço quando o assunto é churrasco, porque a equipe chega organizada, preparada e com um atendimento que faz toda diferença. Além disso, as carnes são deliciosas, macias e o buffet como um todo é diversificado e bem servido. Todo mundo sempre elogia. E o mais incrível é que consigo aproveitar minha festa sem me preocupar com nada, como se eu fosse convidada”, pontua.

Expectativa para o verão
Com o verão se aproximando, que é considerado um outro período bastante movimentado para o setor de eventos, Alexandre está otimista e projeta manter a agenda cheia até o carnaval, quando aumenta a ocupação nas residências do litoral e viagens típicas da alta estação.

“Nesta época a procura também dispara, porque as pessoas se reúnem mais nas praias e buscam soluções práticas para celebrar. Então, a expectativa é seguir com a agenda lotada durante toda a temporada. E para quem desejar conhecer mais ou contratar os nossos serviços pode nos acompanhar pelo Instagram, no perfil @magaonabrasa, ou entrar em contato pelo WhatsApp 084 998655674”, conclui.


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VEREADORES DISCUTEM REGRAS PARA ATUAÇÃO DE FLANELINHAS EM NATAL

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Um projeto de lei que tramita na Câmara Municipal de Natal prevê regras mais rígidas para coibir cobranças abusivas, práticas de intimidação e obstrução de vias públicas por flanelinhas. A proposta, de autoria do vereador Kleber Fernandes (Republicanos), foi aprovada nesta segunda-feira (8), na Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final da Casa e segue agora para as próximas etapas de tramitação antes de chegar ao plenário. A medida é uma resposta ao aumento de denúncias envolvendo cobranças obrigatórias e condutas irregulares registradas em diferentes pontos da cidade, especialmente no entorno da Árvore de Mirassol, um dos principais cartões-postais do período natalino e destino de milhares de famílias, turistas e visitantes nesta época do ano.

O projeto, registrado sob o número 113/2025, estabelece normas mais rígidas para quem atua como guardador ou lavador de veículos no município. O objetivo, segundo o autor busca proteger motoristas e consumidores, que vêm relatando episódios de constrangimento, ameaças e imposição de tarifas, bem como garantir que a atividade seja exercida dentro de critérios formais, com identificação e fiscalização adequadas.

De maneira detalhada, o texto proíbe a cobrança de valores obrigatórios e impede que guardadores e lavadores estabeleçam preços fixos, determinem tarifas antecipadas ou obriguem motoristas a pagar pelo serviço. A proposta também veda a obstrução de vias públicas com cones ou quaisquer objetos que dificultem a circulação de veículos, além de coibir práticas de intimidação, coação ou pressão para forçar a aceitação do serviço. Outro ponto central é a exigência de que nenhum trabalhador possa exercer a função sem portar identificação oficial.

Pelo projeto, somente poderão atuar como guardadores ou lavadores os profissionais cadastrados e regulamentados pelo Poder Executivo. Para isso, será necessário apresentar documentos pessoais como RG, CPF e comprovante de residência, além de certidão negativa criminal que comprove a idoneidade. O cadastro deverá ser realizado na Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) ou em órgão equivalente, responsável pela fiscalização da atividade. O uso de colete e crachá de identificação, fornecidos pelo município, será obrigatório, assim como a capacitação em atendimento ao público e segurança no trânsito, conforme regulamento a ser definido.

Autor da proposta e presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara, o vereador Kleber Fernandes afirma que a medida é urgente para restabelecer a ordem em áreas de grande circulação e proteger a população de práticas que se tornaram comuns. Segundo ele, o objetivo não é impedir o trabalho de quem depende da atividade, mas pôr fim às situações de constrangimento denunciadas por moradores e turistas.

“A sociedade natalense tem vivido aflita com relação à atuação dos flanelinhas nos mais diversos pontos da cidade do Natal, que têm atuado na grande maioria das vezes com ameaça, coação, extorsão, constrangimento e, consequentemente, também loteando vagas nas vias públicas municipais com cones, correntes e pneus e cobrando por essas vagas”, afirma. “A nossa pretensão é fazer com que haja uma lei municipal que respalde a atividade e que os flanelinhas só possam atuar mediante cadastramento na Prefeitura, onde levem comprovante de residência, certidão de antecedentes criminais, toda a sua documentação”, reforça.

O parlamentar também reforça que a intenção não é extinguir a atividade, mas regularizá-la e impedir que condutores sejam coagidos a pagar valores pré-estabelecidos. Com a futura sanção da lei, o município terá respaldo para aplicar penalidades administrativas aos trabalhadores que descumprirem as normas.

“O flanelinha vai poder atuar desde que o condutor faça doações de maneira voluntária, o valor que quiser, quanto quiser e se achar justo e oportuno fazer essa contribuição, sem cobrança obrigatória, sem constrangimento e sem tabelamento de valores. O condutor vai fazer a contribuição se achar conveniente, é voluntário. Então, que isso fique regulamentado na lei, de maneira que possa haver um controle mais efetivo, a institucionalização dessas infrações administrativas e até mesmo a possibilidade de o município proibir a atuação de flanelinhas que estejam incorrendo nessas ilegalidades”, explica o vereador.

Com a aprovação na Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final, o Projeto de Lei 113/2025 passa agora para análise das demais comissões temáticas, antes de ser levado ao plenário da Câmara.

Texto do Projeto de Lei prevê que apenas os profissionais cadastrados pela Prefeiturade Natal exerçam a atividade devidamente identificados – Foto: Reprodução

Fiscalização em Mirassol
A pedido do vereador Kleber Fernandes, presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Municipal de Natal, uma operação integrada foi realizada na semana passada, no entorno da Árvore de Mirassol, após denúncias de motoristas coagidos a pagar entre R$ 20 e R$ 30 para estacionar em vias públicas. A ação contou com a participação do Procon Natal, Guarda Municipal, STTU e Semurb, que orientaram condutores, registraram irregularidades e recolheram cones usados para bloquear vagas, incluindo materiais oficiais da STTU encontrados com alguns trabalhadores.


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NOVAS REGRAS DO IMPOSTO DE RENDA VÃO BENEFICIAR 150 MIL POTIGUARES

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A lei que eleva para R$ 5 mil o limite mensal de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) foi sancionada pelo governo federal recentemente e começa a valer a partir de 1º de janeiro de 2026. A mudança deve alcançar cerca de 15 milhões de brasileiros, entre eles aproximadamente 150 mil contribuintes do Rio Grande do Norte, segundo dados da Receita Federal de 2023.

Com as novas regras, quem ganha até R$ 5 mil mensais deixa de pagar o imposto, enquanto rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7.350 passam a ter uma redução gradativa na cobrança. Com isso, para evitar que contribuintes que ultrapassem por pouco a faixa de isenção tenham perdas, serão aplicadas deduções automáticas. Atualmente, a isenção contempla apenas quem recebe até R$ 3.036, valor equivalente a dois salários mínimos.

Para o contador Daniel Carvalho, diretor da Rui Cadete Consultores Associados, “a nova lei cria um desconto automático aplicado depois do cálculo normal do IR mensal, ou seja, para quem recebe até R$ 5 mil, o desconto será suficiente para pagar zero de imposto. Já quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350 entra em uma faixa intermediária: quanto mais próxima do topo, menor o desconto. Na prática, o desconto diminui o imposto retido no contracheque, aliviando especialmente os trabalhadores da classe média”, explica.

Com as mudanças, o Ministério da Fazenda estima um impacto fiscal de R$ 31,2 bilhões em 2026.

Apesar disso, estados e municípios não devem perder arrecadação, já que a União compensará eventuais quedas nos repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e dos Municípios (FPM). Para equilibrar as perdas, o governo também criou novos mecanismos de tributação, como explica o Daniel.

“A ampliação da isenção reduz a arrecadação do Imposto de Renda para a União, mas essa queda deve ser compensada pela nova tributação mínima anual de altas rendas. O objetivo é manter o equilíbrio fiscal enquanto se alivia a tributação da classe média. Já para as contas públicas, a compensação criada pela nova lei busca evitar prejuízos ao orçamento federal e às transferências para estados e municípios”, pontua.

Entre as mudanças para esta compensação está a instituição de um imposto mínimo para quem recebe mais de R$ 50 mil por mês (ou R$ 600 mil ao ano). As alíquotas são progressivas e podem chegar a 10% para rendas anuais acima de R$ 1,2 milhão. Segundo Daniel, a nova medida beneficia quem ganha menos, mas não deve impactar significativamente a rotina de quem dispõe de rendas mais altas.

Por outro lado, ele destaca que, enquanto a União deixa de arrecadar, tende a haver uma movimentação na economia, uma vez que os recursos antes destinados ao IR passarão a contar como uma espécie de “renda extra”.

“No novo plano econômico, a medida aumenta a renda disponível das famílias, o que pode estimular o consumo e dinamizar setores do comércio e serviços”, observa.

Um exemplo é o da jornalista Gislaine Azevedo, que comemorou a sanção da nova lei, já que os valores antes retidos no contracheque passarão a integrar o salário a partir de 2026.

“Quando soube da nova faixa de isenção, confesso que senti um alívio. Nos últimos anos, qualquer reajuste no custo de vida tem pesado no orçamento aqui de casa. A sensação era de que o salário rendia cada vez menos. Com a atualização da isenção, o valor a mais no contracheque vai fazer diferença no fim do mês”, relata.

RENDAS QUE FICAM DE FORA
O cálculo levará em conta todos os rendimentos da pessoa física, inclusive lucros e dividendos. Porém, a lei estabelece exceções. Não entram na conta, por exemplo, ganhos de capital obtidos com venda de imóveis (exceto os negociados na Bolsa de Valores), valores recebidos acumuladamente, como ações judiciais ou aluguéis atrasados, rendimentos da poupança e indenizações por acidentes de trabalho, danos morais ou materiais.

“Além disso, investimentos em títulos de fomento à infraestrutura, ao setor imobiliário e à agricultura, como LCI e LCA, também não entram na base de cálculo. O mesmo vale para heranças e doações em adiantamento da legítima. Ou seja, quem receber um valor de herança que eleve temporariamente sua renda anual acima de R$ 600 mil não será tributado a mais por isso”, explica Daniel.

IMPACTOS NO RIO GRANDE DO NORTE
No Rio Grande do Norte, cerca de 150 mil contribuintes devem ser beneficiados. Desses, aproximadamente 98 mil têm renda mensal de até R$ 5 mil e ficarão totalmente isentos. Outros 53 mil, com rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7 mil, passarão a ter reduções graduais no valor do imposto devido, conforme estimativas da Receita Federal.


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HALLELUYA 2025 MOVIMENTA NATAL COM TRÊS DIAS DE FÉ, MÚSICA E INCLUSÃO

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Entre os dias 5 e 7 de dezembro, o Anfiteatro da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) volta a ser palco de um dos eventos mais aguardados do ano: o Festival Halleluya Natal, que chega à sua 13ª edição reunindo grandes nomes da música católica nacional. O cantor Thiago Brado, Adoração e Vida, Rosa de Saron e Missionário Shalom estão entre as atrações confirmadas para esta edição, que promete atrair novamente mais de 100 mil pessoas ao longo dos três dias de festa. O acesso é gratuito, com início das atividades sempre às 17h, a partir da celebração da Santa Missa.

Considerado patrimônio imaterial da capital potiguar, o Halleluya consolidou-se como um dos maiores festivais católicos do Brasil, reunindo milhares de fiéis e visitantes em uma programação que combina espiritualidade, arte e ação social. Além do palco principal, o evento conta com o Halle Street, dedicado especialmente aos jovens, e com o Espaço da Misericórdia, que oferece adoração ao Santíssimo, confissões, oração e aconselhamento.

A edição 2025 também chega com novidades importantes na programação, entre elas, a estreia de William Sanfona e Morelzinho, nomes que vêm ganhando destaque na música católica com estilos que transitam entre o forró e o pagode. Os dois sobem ao palco do Halleluya pela primeira vez, ampliando ainda mais a diversidade musical que caracteriza o festival. O retorno de Rosa de Saron também promete emocionar o público potiguar, reforçando o peso artístico da programação.

Responsável local da Comunidade Shalom em Natal, Wedson Araújo ressalta que a organização preparou uma edição especial para este ano, com mudanças estruturais, ampliação dos serviços e novidades no Halle Street. Segundo ele, o festival busca não apenas oferecer entretenimento, mas proporcionar uma experiência transformadora aos participantes.

“A exemplo dos anos anteriores, esse ano o Hallelujah conta com atrações conhecidas da comunidade, mas com algumas novidades. Vamos ter o Morelzinho com o seu pagode e também o William Sanfona, que é um grande exponencial da música católica no ritmo do forró. Temos o retorno de Rosa de Saron e inovações no Halle Street, espaço dedicado aos jovens. E estamos caminhando para bater o recorde de confissões, já com muitos sacerdotes confirmados. Nos serviços de lanchonete, saímos de três parceiros para sete, então teremos muitas novidades na praça de alimentação. Estamos organizando o evento com muito carinho para oferecermos o melhor ao público”, afirma.

Para participar do festival, não há necessidade de inscrição e todo o acesso é gratuito. No entanto, quem desejar pode contribuir levando 1 kg de alimento não perecível, que será destinado ao GACC-RN e ao Espaço de Paz da Comunidade Shalom. As doações ajudarão cerca de 300 crianças e 120 famílias atendidas pelas instituições.

Acolhimento para famílias atípicas
Uma das maiores inovações desta edição é a criação do Espaço Sensorial, ambiente voltado para acolher pessoas com Transtorno do Espectro Autista e outras neurodivergências. A iniciativa marca um avanço significativo na proposta de inclusão do festival, garantindo que mais famílias possam aproveitar o Halleluya com conforto e segurança. O ambiente contará com piscinas de bolinhas, máquinas de bolhas, tatames, cobertores ponderados e abafadores de ruído, funcionando como uma área de descanso e regulação sensorial.

A coordenadora de acessibilidade do festival, Rejane Ferreira, reforça o objetivo do novo espaço. Ela explica que “o objetivo é oferecer um local seguro, acolhedor e regulatório, onde a criança possa se reorganizar e, assim, conseguir participar do show e das atividades sem estresse, sem sobrecarga e sem precisar ir embora mais cedo”, destaca.

O cadastro para o espaço de acessibilidade está disponível por meio de formulário eletrônico; e dúvidas podem ser tiradas pelo número (84) 9909-2405.

Patrimônio cultural do RN
Em 2025, o Halleluya ganhou um reconhecimento especial. O festival foi declarado Patrimônio Cultural, Religioso e Artístico Imaterial do Rio Grande do Norte por meio da Lei nº 12.542/2025, sancionada pela governadora Fátima Bezerra e publicada no Diário Oficial do Estado, de 01 de dezembro. A proposta foi apresentada pelo deputado estadual Ubaldo Fernandes, reforçando a importância do evento para a cultura e a religiosidade potiguar.

Para Wedson Araújo, o título simboliza o impacto que o festival tem na vida dos milhares de participantes. Segundo ele, “O reconhecimento do Halleluya como Patrimônio Imaterial reafirma seu valor para todo o povo potiguar. O festival promove uma cultura de paz, encontro e transformação, oferecendo uma experiência capaz de renovar a vida e a fé de quem participa. A partir da experiência com o Amor de Deus, o Halleluya é capaz de refazer estruturas interiores e reconstruir a pessoa humana”.

Programação completa
Sexta-feira (05): Profetas do Altíssimo, Yuri Costa, Thiago Brado e Morelzinho; sábado (06): LouvoGod, Banda JP2, DJ Angelus, MSH, William Sanfona e Adoração e Vida; e domingo (07): Fulô de Algodão, Banda Ecoar, Cosme e Rosa de Saron.


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CARNATAL 2025 APOSTA EM TECNOLOGIA, SEGURANÇA E AÇÕES DE IMPACTO SOCIAL

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O Carnatal 2025, considerado a maior micareta do Brasil, chega à 34ª edição entre os dias 5 e 7 de dezembro com a promessa de entregar uma das experiências mais completas e inovadoras de sua história. Realizado no Largo e na Arena das Dunas, o evento é produzido pela Clap Entretenimento, Vybbe e RB Entretenimento, reúne 16 atrações em 36 horas de festa e espera receber mais de 125 mil pessoas durante os três dias.

De acordo com a organização do evento, a edição marca uma virada tecnológica e estrutural, incorporando recursos inéditos de segurança e aprimorando a experiência do público. O acesso ao Camarote Skol passa a ser feito exclusivamente por reconhecimento facial; o monitoramento será ampliado com uso de inteligência artificial; e a revista reversa será implantada para coibir furtos, especialmente de celulares. Além disso, o evento reforça o compromisso socioambiental por meio de políticas de sustentabilidade e inclusão social, já consolidadas na gestão atual.

INOVAÇÕES

Felinto Filho: “Previsibilidade não combina com entretenimento” – Foto: Reprodução

Ao comentar as mudanças implantadas nos últimos anos, o diretor da Clap Entretenimento/Carnatal, Felinto Filho destaca a aposta contínua em inovação para garantir segurança e o encantamento do público.

“A gente todo ano entende que entretenimento precisa ter um olhar, um casamento com o surpreendente. Previsibilidade não combina com entretenimento. Então, ano a ano vamos inserindo novos contextos e estabelecendo novos pontos de encantamento. Esse ano, por exemplo, o camarote [Skol] vai ser todo com reconhecimento facial. Isso dará mais segurança aos foliões, porque as pessoas não vão ter interesse de roubar ou trapacear, porque senão não acessam. Ao mesmo tempo, dá segurança para nós, produtores, que sabemos quem entrou, quando e como, mas sempre com respeito à Lei Geral de Proteção de Dados”, enfatiza.

O diretor também menciona que a tecnologia poderá auxiliar no reconhecimento de pessoas com pendências judiciais.

“No reconhecimento visual, no caso de uma pessoa que tem mandado em aberto, por exemplo, vai ser identificada, vai ser interceptada. Isso dá mais segurança. De cara, você sabe quem entra e oferece automaticamente mais segurança para quem está lá”, ressalta.

Uma das maiores preocupações do público durante a folia é a ocorrência de furtos durante grandes eventos. Para enfrentar o problema, o Carnatal 2025 vai adotar a revista reversa, mecanismo já utilizado em festivais de grande porte no país.

“O folião, ao sair do evento, de forma aleatória, será sorteado e, apresentando o celular, terá que digitar a senha para provar a propriedade. Porque nós sabemos que, muitas vezes, as pessoas ficam num evento tentando aproveitar o fato de outras exagerarem na bebida para furtarem celulares”, explica Felinto Filho.

O diretor também destaca o reforço no monitoramento interno e externo da Cidade Carnatal, combinando recursos humanos e tecnológicos.

“A monitoração de toda a Cidade Carnatal, ano a ano, vem sendo incrementada. Na área externa há um envolvimento da segurança pública como um todo. Na parte interna estamos aumentando o número de câmeras e aplicando inteligência artificial para ter ainda mais estrutura, controle, eficiência e segurança para o folião”, afirma.

SUSTENTABILIDADE E IMPACTO SOCIAL
Outro eixo fundamental do Carnatal 2025 é o fortalecimento das políticas de ESG. Desde o ano passado, a micareta conta com uma estrutura específica para ampliar ações de sustentabilidade, inclusão e responsabilidade social.

“No ano passado, nós criamos um braço de ESG. Assumimos compromissos de energia renovável, compensatória, reaproveitamento das lonas, distribuição de alimentos e inclusão social com o Largo dos Reis, que esse ano vai triplicar de tamanho. Serão três vezes a quantidade de gente que, mediante a doação de dois quilos de alimento, terão acesso à mesma festa que qualquer pessoa em outro ambiente do Carnatal. É um processo irreversível e crescente, com senso de responsabilidade e prestação de serviço para a sociedade”, acrescenta.

EXPERIÊNCIAS INÉDITAS
A edição também aposta em novas ativações e produtos exclusivos dentro da Cidade Carnatal.

“Um outro ponto de encantamento que precisa ser registrado é a qualidade e intensidade das ativações desse ano. A Cidade Carnatal estará ainda mais bonita e intensa. O folião vai curtir vários produtos e experiências inéditas. Por exemplo, a marca nacional Bob’s vai lançar um sanduíche chamado Carnatal. Então, vamos ter muita coisa nova para consagrar o modelo do festival, com nível de encantamento dinâmico e interessante”, conclui o diretor.


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APÓS QUASE UM ANO DE PORTAS FECHADAS MERCADO DA REDINHA SERÁ REABERTO

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Após quase um ano fechado, o Mercado da Redinha, parte do Complexo Turístico da Redinha, será reaberto ao público durante o período da alta estação, entre 22 de dezembro e 22 de fevereiro. O anúncio foi feito na manhã desta quarta-feira, (03), durante coletiva no Salão Nobre do Palácio Felipe Camarão, sede da Prefeitura. A ação é coordenada pela Secretaria Municipal de Concessões, Parcerias, Empreendedorismo e Inovações (Sepae), com apoio da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), da Secretaria Municipal de Turismo (Setur), e da Secretaria Municipal do Trabalho e Assistência Social (Semtas).

A reabertura do Complexo foi anunciada durante coletiva de imprensa que reuniu secretários municipais e representantes da Fecomércio/RN – Foto: Reprodução

Conforme informado pela gestão municipal, o mercado voltará a funcionar sob administração direta da Prefeitura, com apoio do sistema Fecomércio/RN, por meio do Sesc (Serviço Social do Comércio), e do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial). As instituições atuarão tanto na qualificação dos permissionários quanto na oferta de serviços e atividades culturais para o público. Entre as ações já previstas, o Sesc disponibilizará unidades móveis de saúde, biblioteca e oceanário, além de promover apresentações culturais gratuitas ao longo do funcionamento. O Senac será responsável por capacitações em gestão de negócios, segurança alimentar e elaboração de cardápios, reforçando a operação dos comerciantes.

O secretário municipal de Concessões, Parcerias, Empreendedorismo e Inovação, Arthur Dutra, destacou que a reabertura era um compromisso da gestão. “Essa é a boa notícia que a gente queria trazer para a cidade há muito tempo. O prefeito Paulinho Freire vinha já se movimentando e mostrando preocupação com a chegada da alta estação e a gente ter uma possibilidade de abertura do mercado de maneira estruturada, e foi isso que ele buscou, procurou a Fecomércio através do Sesc, o Senac, o presidente Marcelo Queiroz, e chegou a um entendimento que a Prefeitura vai abrir o mercado com a gestão municipal, mas com o apoio do Sesc e do Senac para poder fazer atividades para a população”, explicou.

Arthur Dutra ressaltou ainda as ações de apoio aos permissionários ao longo do período em que o mercado permaneceu fechado e afirmou que a reabertura representa um novo momento. “É claro, a gente sabe que essa não é a situação ideal, a gente reconhece isso, mas houve um esforço por parte da Secretaria de Assistência Social, a Semtas, que construiu uma comissão de assistentes sociais para acompanhá-los nesse período todo. Há um pagamento do auxílio, que será mantido até a conclusão do processo de concessão. A gente reconhece que o contexto não é o ideal, mas, dentro do que é possível, da parte da Prefeitura, tem sido feito esse esforço para manter a relação de confiança entre a gestão municipal e os permissionários”, afirmou.

O secretário acrescentou que o retorno das atividades será acompanhado de ações de qualificação e articulação institucional. “A gente acredita que o projeto apresentado, com Sesc, Senac e Fecomércio, vai contemplar e reparar esse tempo perdido num período de grande movimento, que é a alta estação”, finalizou.

O diretor executivo da Fecomércio, Laumir Barreto, reforçou a importância da parceria.

“Firmamos essa cooperação para valorizar e qualificar os permissionários, oferecendo capacitações técnicas e de gestão no Hotel Barreira Roxa, totalmente sem custos. Além disso, o Mercado da Redinha contará com atividades culturais no Palco Sesc e três unidades móveis, a BiblioSesc, para estimular a leitura, o Oceanário, com foco em educação ambiental e cuidado com as águas, e uma unidade de saúde com mais de 20 especialidades. Tudo isso vai proporcionar entretenimento e serviços à população e aos turistas”, observou.

O secretário municipal de Turismo, Sanclair Solon, reforçou que a Setur já se articula com o trade turístico para que o mercado volte a integrar os roteiros de verão. “Estamos articulando com o trade para incluir o Mercado nos roteiros turísticos do período. A reabertura fortalece o destino Natal, amplia a oferta de atrativos e valoriza ainda mais a região da Redinha, que é um patrimônio afetivo da cidade”, pontuou.

IMPASSES ENVOLVENDO O COMPLEXO
Inaugurado em 26 de dezembro de 2024, pelo prefeito Álvaro Dias, o Complexo Turístico da Redinha foi apresentado como uma das principais apostas para revitalização da orla da zona Norte e fortalecimento do fluxo turístico na região. Com investimento aproximado de 25 milhões de reais, o espaço foi projetado para integrar gastronomia, artesanato, cultura e lazer, atendendo mais de 30 permissionários. Após a temporada de verão de 2025, porém, o equipamento foi fechado em meio a vários impasses administrativos.

Em março deste ano, a Prefeitura lançou edital de Ch


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ARCA DOS GATOS: PROJETO ACOLHE ANIMAIS RESGATADOS E MOBILIZA REDE SOLIDÁRIA

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A causa animal no Rio Grande do Norte tem encontrado, nos últimos anos, força e representação através de iniciativas comunitárias que surgem da dedicação de protetores independentes. Entre elas, destaca-se o trabalho desenvolvido pela EcoAnimal/RN (Associação dos Protetores e Amigos das Causas Animal e do Meio Ambiente do RN). Reconhecida de utilidade pública pela Prefeitura de Parnamirim e Governo do Estado, a entidade reúne cerca de 200 associados e atua com foco no apoio a protetores independentes e no bem-estar animal e na defesa da vida de aproximadamente 5 mil cães e gatos que estão sob os cuidados diretos ou indiretos dos integrantes da rede.

A EcoAnimal/RN não mantém abrigo físico, mas funciona de forma colaborativa, por meio de grupos, encontros e articulações virtuais que permitem troca de informações, experiências e campanhas conjuntas de adoção. A proposta é conectar protetores e fortalecer ações de cuidado, combate a maus-tratos e conscientização da população. Em um cenário no qual desinformações sobre zoonoses ainda provocam medo, abandono e até envenenamentos de animais de rua, a entidade reforça a importância da imprensa e de órgãos públicos no esclarecimento sobre saúde animal e legislações de proteção.

Dentro desse ecossistema solidário, está o projeto social Arca dos Gatos RN, um espaço independente que acolhe felinos resgatados em situação de abandono, risco ou vulnerabilidade. O local abriga atualmente cerca de 120 animais, que convivem em um ambiente organizado, adaptado e mantido integralmente por doações e rifas solidárias. No espaço, os gatos recebem cuidados contínuos, incluindo castração, vacinação, testes de FIV e FeLV (que identificam imunodeficiência e leucemia felina), bem como o acompanhamento permanente de uma médica veterinária.

Responsável pelo projeto Arca dos Gatos RN e também presidente da EcoAnimal/RN, Lia Medeiros dedica-se há 15 anos ao resgate e cuidado de animais em situação de vulnerabilidade. À frente de um dos principais espaços independentes de acolhimento felino do Estado, ela explica que o trabalho é mantido com esforço pessoal e apoio solidário da comunidade. “O meu espaço que eu chamo de Arca dos Gatos RN, não é pessoa jurídica, é um espaço que é mantido, exclusivamente, com recursos de rifas e doações”, relatou a responsável pelo projeto.

Segundo ela, todos os animais que vivem no local foram resgatados das ruas e recebem atenção individualizada. “A veterinária vem aqui, faz as consultas, as medicações. Então, tem o acompanhamento completo” explicou.

Com quase 150 metros quadrados dedicados exclusivamente ao bem-estar dos felinos, o espaço conta com caixas de areia, brinquedos, áreas de descanso e uma rotina monitorada de alimentação e higiene. A administradora do projeto cuida pessoalmente de todos os animais.

“Hoje estão abrigados comigo 120 animais na minha casa, onde eu cuido deles pessoalmente, sozinha”, afirmou. Por falta de estrutura e diante da demanda intensa, os resgates estão temporariamente suspensos. “No momento, nenhum resgate está sendo feito. E também eu estou pretendendo não fazer, a não ser uma coisa fora do normal, porque é muito trabalho”, relatou.

A iniciativa também enfrenta um desafio recorrente nos períodos festivos do ano: devoluções de animais adotados. “Final de ano a gente também tem um outro problema, que são algumas pessoas e que fizeram adoções e que acabam devolvendo os animais, porque vão viajar”, lamentou, reforçando a necessidade de responsabilidade e planejamento antes de adotar um animal.

Apesar das dificuldades, a Arca dos Gatos mantém uma rede de apoio. Parcerias como a do projeto RN Gatinhos oferecem lar temporário para filhotes e gatas prenhas resgatadas, permitindo que o abrigo concentre sua estrutura nos animais adultos. Outra frente de atuação é feita por meio das páginas de adoção administradas pela protetora, criadas para ampliar a visibilidade dos animais que buscam um novo lar e também ajudar outros protetores. “A chance tem que ser para todos eles”, afirmou, ao explicar o funcionamento das páginas Arca dos Gatos RN e Adote Pets RN, utilizadas para divulgar animais de diferentes resgatadores.

AJUDAS SÃO BEM-VINDAS
Quem desejar colaborar com o projeto Arca dos Gatos RN ou com as ações da EcoAnimal/RN pode entrar em contato pelos telefone 84 98170 8187/ 84 9933-1803 ou pelas redes sociais @arcadosgatosrn, @adotepetsrn e @ecoanimalrn.


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NO COMPASSO DA HISTÓRIA, NATALENSES CELEBRAM O DIA NACIONAL DO SAMBA

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O samba nasceu das encruzilhadas culturais do Brasil e virou símbolo de identidade nacional muito antes de ganhar qualquer reconhecimento formal. Curiosamente, o chamado “Dia Nacional do Samba”, celebrado em 2 de dezembro, não é uma data oficial do calendário brasileiro. A origem está na antiga Guanabara, atual município do Rio de Janeiro, onde a Lei nº 554, de 27 de julho de 1964, instituiu a comemoração no âmbito estadual.

Na Bahia, uma proposta semelhante chegou a tramitar em 1963, já prevendo que, naquele ano, as homenagens seriam dedicadas ao compositor Ary Barroso, autor de clássicos como “Aquarela do Brasil”. Foi essa ligação que acabou difundindo, pelo país, a ideia de celebração da data e tributo ao sambista.

Contudo, mesmo não sendo uma data oficial, o Dia do Samba consolidou-se como uma celebração nacional, sustentada pela força do próprio ritmo e por seus inúmeros desdobramentos, do samba rock ao samba-enredo, do pagode ao samba de gafieira. Ao longo de mais de um século, figuras como Pixinguinha, Cartola, Noel Rosa, Clementina de Jesus, Dona Ivone Lara e Beth Carvalho construíram um legado que permeia a cultura brasileira e segue inspirando novas gerações.

Entre os artistas que mantêm essa chama acesa está o potiguar Debinha Ramos, sambista com mais de 40 anos de carreira, que traduz sua relação com o ritmo como algo vital. “Eu vivi a minha vida praticamente dentro do samba e o samba para mim é como se fosse o ar que eu respiro, afirma. Se faltar, eu não sei o que será de mim. Ele é que me dá toda a energia para viver”, ressalta.

Ele conta que foi o samba que o levou a espaços que jamais imaginou alcançar, um caminho que ele reconhece como decisivo para sua trajetória pessoal e artística. “Quando eu reflito, vejo que o samba foi fundamental para que conquistasse tudo que conquistei na minha vida até aqui”, conta.

ROCAS COMO “BERÇO DO SAMBA”

Em Natal, a data é celebrada há mais de 15 anos, através de incentivo da Prefeitura Municipal. E nos últimos anos ganhou um destaque especial, dentro do projeto “Segunda de Vagabundo”, tradicional roda de samba do bairro das Rocas, realizada sempre às segundas-feiras, que este ano foi reconhecida oficialmente como Patrimônio Cultural Imaterial de Natal pela Lei nº 7.815. A comemoração deste ano está prevista para o próximo dia 08 de dezembro.

O encontro acontece no cruzamento das ruas Pereira Simões e Donzelas e, desde seu início, em março de 2022, consolidou-se como um ponto pulsante da cultura potiguar. A roda reúne jovens, adultos e idosos em uma celebração espontânea, gratuita e cada vez mais representativa.

Músicos, compositores e moradores se encontram semanalmente para celebrar não apenas o samba, mas a identidade do bairro.

Para Debinha Ramos, que também é morador das Rocas e um dos fundadores do projeto, o impacto da iniciativa vai muito além da música. “Eu acho importante para a nossa comunidade o projeto Segunda de Vagabundo. Ele dá uma visibilidade boa ao bairro, leva o bairro a um patamar de influenciador cultural, um lugar onde se respira cultura, principalmente o samba”, diz.

Debinha conta que tudo começou de maneira despretensiosa, uma resenha entre músicos e sambistas que, de repente, virou movimento. “As pessoas começaram a gostar do ambiente, da energia da roda, e hoje a Segunda de Vagabundo já é referência nacional. Muita gente conhece, muita gente segue e visita, e isso aumenta a nossa responsabilidade de fazer com que todos saiam felizes de lá, afirma. O sambista também destaca outro efeito importante, o de fortalecer a economia local. Muita gente do bairro, ambulantes, vai para lá vender seus produtos e isso aquece a economia. A Segunda tem essa importância para nós que somos do bairro das Rocas”, comemora.

Essa força cultural também se expressa na trajetória de figuras como Graça Oliveira, nascida e criada no bairro, que aos 59 anos se dedica ao samba há quase cinco décadas. Ela começou aos 14 anos e trilhou um caminho degrau a degrau, como ela mesma conta.

“Comecei como passista, depois comissão de frente, depois fui rainha de bateria e hoje sou presidente da Balanço do Morro com muito orgulho”, diz.

A escola, uma das mais tradicionais do Estado, acumula 28 títulos no Carnaval de Natal e ajuda a manter viva a tradição que marca gerações no bairro.

SAMBA NO TEATRO
O Teatro Sandoval Wanderley, no Alecrim, recebe nesta terça-feira (02) às 19h, a roda de samba “Esquenta Cores”, em celebração à data. Promovido pelo SESC Fecomércio, o evento reúne a cantora e compositora potiguar Valéria Oliveira e convidados, em um repertório que homenageia diversas vertentes do samba e nomes como Clara Nunes, Dona Ivone Lara, Beth Carvalho, Alcione, Arlindo Cruz, entre outros. A entrada é gratuita, mediante doação de 1 kg de alimento não perecível para o projeto Mesa Brasil. Os ingressos são limitados e a retirada antecipada deve ser feita pela plataforma Sympla.


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ALEXANDRIA, SERRINHA E BREJINHO SÃO ALVOS DA PF POR DESVIOS DE EMENDAS

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A investigação da Polícia Federal que apura um grande esquema de desvio de verbas destinadas à pavimentação no Rio Grande do Norte teve novos detalhes revelados pela jornalista Camila Bonfim, da GloboNews. Segundo ela, as cidades de Alexandria, Serrinha dos Pintos e Brejinho estão diretamente envolvidas no suposto desvio de recursos públicos enviados por meio de emendas parlamentares do ano de 2022 e 2023.

A operação, batizada de Fake Road (“rodovia falsa”), foi deflagrada na sexta-feira (28) para apurar irregularidades em contratos do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS). Os recursos haviam sido enviados para obras de pavimentação que, segundo a PF, não foram executadas ou foram entregues de forma fraudulenta.

A apuração conduzida pela jornalista mostrou que nos três municípios potiguares o que deveria ser asfalto se transformou em uma lista de irregularidades. Em Alexandria, os trechos que deveriam estar pavimentados permanecem em terra, sem qualquer sinal de obra real. Em Serrinha dos Pintos as ruas e estradas onde o asfalto deveria existir mostram apenas piçarra ou areia.

Já em Brejinho é onde está o caso mais chocante. A camada de asfalto aplicada é mais fina que uma caneta, segundo o laudo apresentado pela PF, que mostra o comparativa com uma fotografia de uma caneta Bic ao lado do asfalto já em desgaste, e já se desfez completamente.

A Polícia Federal estima que, dos R$ 23 milhões investidos, R$ 11 milhões foram superfaturados, quase metade do valor total. Os investigadores apontam que o prejuízo final aos cofres públicos chega a R$ 22 milhões.

A ação policial cumpriu 11 mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Foram nove em Fortaleza (CE) e dois em Natal (RN). Os alvos são servidores públicos ligados ao DNOCS e representantes de empresas contratadas para executar as obras. A PF também pediu o bloqueio de bens, a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático e a indisponibilidade de imóveis e veículos.

A investigação conta com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).

As obras investigadas foram financiadas por emendas parlamentares entre 2022 e 2023, período em que diversas emendas individuais e de bancada do RN foram direcionadas ao DNOCS para obras de infraestrutura.

Até o momento, a PF não divulgou os nomes dos parlamentares que apresentaram as emendas usadas nos contratos sob suspeita, mas confirmou que os recursos são de origem parlamentar.

Em dezembro de 2024, o ministro do STF Flávio Dino determinou o bloqueio de R$ 4,2 bilhões em emendas com indícios de irregularidades. Em agosto do mesmo ano, Dino ordenou a investigação de 964 emendas individuais do tipo “Pix”, somando R$ 694 milhões.

A operação Fake Road se soma à série de investigações federais que miram o uso político e irregular dessas verbas, especialmente em obras de pavimentação em pequenos municípios.
O Dnocs ainda não se pronunciou sobre o assunto.


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SAÚDE MENTAL MASCULINA ENTRA NO CENTRO DO DEBATE NO NOVEMBRO AZUL

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Um novo olhar começa a se consolidar no Novembro Azul neste ano de 2025. Além da já conhecida e necessária discussão sobre o câncer de próstata, a campanha nacional expande seu foco para um tema urgente e ainda pouco enfrentado: a saúde mental dos homens.

Os números reforçam a gravidade da situação. Em 2021, o Brasil registrou 15.507 mortes por suicídio, sendo 12.072 de homens — o equivalente a 78% dos casos. A taxa de mortalidade masculina por suicídio quase dobrou nos últimos anos, saltando de 6,5 para 11,3 óbitos por 100 mil habitantes, revelando um risco crescente e silencioso.

O movimento de ampliação do Novembro Azul parte do entendimento de que o sofrimento emocional masculino permanece mascarado por normas culturais que associam vulnerabilidade à ideia de fraqueza. Entre as dificuldades mais citadas por especialistas, estão o receio de pedir ajuda, o distanciamento de serviços de saúde mental e o desconhecimento sobre sinais de adoecimento.

A campanha nacional reforça três eixos de alerta: Suicídio e depressão masculina, ainda subestimados; pressões sociais que impedem o pedido de ajuda; transtornos neuropsicológicos subdiagnosticados, como TDAH, alterações executivas e dificuldades de regulação emocional.

Embora pesquisas indiquem uma prevalência de cerca de 4% de depressão entre homens brasileiros, especialistas destacam que esse número pode ser maior, já que muitos não procuram atendimento ou não reconhecem alterações emocionais como um problema de saúde.

Para a neuropsicóloga Tatiana Assunção, romper esse ciclo exige mudança cultural: “Por muito tempo se ensinou aos homens que sentir é fraqueza. Essa lógica afasta muitos deles do cuidado e os expõe a riscos sérios. Buscar ajuda não diminui ninguém — ao contrário, é um passo firme em direção à vida”, afirma.

Além dos transtornos emocionais, condições neuropsicológicas também passam despercebidas, afetando o comportamento, a atenção e o funcionamento cognitivo de muitos homens. A avaliação especializada funciona como uma importante ferramenta para identificar esses quadros e orientar intervenções adequadas.

A ampliação do Novembro Azul chega, portanto, como um convite à reflexão e à ação: saúde masculina não se resume ao corpo físico — também exige cuidado com a mente.


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BRILHA NATAL 2025 PROMETE AQUECER COMÉRCIO DO ALECRIM E CIDADE ALTA

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O Brilha Natal Fecomércio RN 2025 deverá transformar o mês de dezembro em um período de intensa movimentação cultural e comercial no Alecrim e na Cidade Alta. Lançado oficialmente nesta segunda-feira, 24, no Sesc Rio Branco, o projeto chega ao seu terceiro ano consolidado como uma das principais ações de fim de ano da capital. A proposta é integrar festividades, serviços gratuitos e iniciativas de incentivo ao comércio, criando um circuito que fortalece a economia local e valoriza a tradição das ruas mais movimentadas de Natal.

Entre 1º e 31 de dezembro, os dois bairros receberão uma ampla programação que inclui atrações culturais, ações de saúde e beleza, oficinas de gastronomia, atividades para crianças e adultos e uma campanha promocional com sorteio de prêmios para consumidores. A exemplo dos anos anteriores, a “Trupe Brilha Natal” seguirá percorrendo as ruas do comércio, enquanto o Festival Cultural e Gastronômico retorna à Praça Cívica entre 12 e 14 de dezembro, com shows de Flávio José e Giannini Alencar na abertura, além de apresentações de artistas potiguares como Pagode do Coxa, Khystal, Tanda Macedo e Bisteca e Bochechinha.

O espaço ganhará decoração temática, áreas instagramáveis e receberá mais de cem microempreendedores da Feira Garajal. O Senac RN oferecerá cerca de vinte oficinas gastronômicas, e as unidades móveis do Sesc e do Senac farão atendimentos gratuitos ao público.
O presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, destaca que o projeto tem efeito direto na vitalidade econômica da região. “O Brilha Natal nasceu para movimentar nossas ruas no mês mais importante do varejo. Essa é uma iniciativa pensada para gerar fluxo, renda e visibilidade para quem vive do comércio do dia a dia. É resultado de trabalho conjunto, focando para esta região histórica e única da nossa cidade”, afirmou.

A edição 2025 também marca a abertura do Polo Cultural do Alecrim, no Teatro Sesc Sandoval Wanderley, que receberá atividades entre 2 e 21 de dezembro mediante doação de um quilo de alimento ao Mesa Brasil. Somados aos demais polos natalinos, serão mais de 160 horas de programação e mais de 200 profissionais envolvidos.

A agenda solidária inclui o Brilha Solidário, com 600 refeições distribuídas entre 10 e 12 de dezembro, e o Cometa Brilha Natal, que promoverá passeios temáticos e atividades na Praça Cívica, acompanhado por campanha de arrecadação de alimentos.

Consumidores que realizarem compras a partir de 50 reais concorrerão a motos, notebooks, smart TVs e assistentes virtuais. Participam da iniciativa lojas da Associação Viva o Centro e da Aeba, no Alecrim. A Polícia Militar e a Guarda Municipal reforçam a segurança nos bairros.

Comércio projeta crescimento no período
No Alecrim, a expectativa para o período é de forte movimentação. O presidente da Aeba, Matheus Feitosa, destaca que o Brilha Natal já se consolidou como uma ação de estímulo direto às vendas e ao ambiente comercial. Ele afirma que, com as últimas edições, o bairro registrou incremento significativo no faturamento e maior permanência dos consumidores nas ruas. “É uma ação que fomenta o comércio, gera emprego, renda e aumenta a arrecadação. No ano passado tivemos mais de um milhão e meio de reais injetados na economia em comparação a 2023, que foi o primeiro ano da programação. Por causa da programação, os clientes passam mais tempo no bairro, comprando, assistindo às apresentações e registrando esse momento, o que também fortalece a imagem do comércio”, diz.

Na Cidade Alta, o clima também é de otimismo. O presidente da Viva o Centro, Rodrigo Vasconcelos, avalia que a programação do Brilha Natal reforça o movimento natural de fim de ano no comércio e deve ampliar o fluxo de consumidores. “Há sempre uma expectativa muito grande quando chega dezembro. Os lojistas se preparam para o Black Friday e o período natalino, e a campanha do Brilha Natal soma-se a tudo isso. Estamos muito otimistas para este ano”, disse.


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NOSSA SENHORA DA APRESENTAÇÃO: HISTÓRIAS DE FÉ, TRADIÇÃO E DEVOÇÃO

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A festa de Nossa Senhora da Apresentação, padroeira da Arquidiocese e da cidade do Natal, segue até a próxima sexta-feira (21), reunindo milhares de fiéis em torno do tema deste ano, “Mãe da Apresentação, rainha da paz, do amor e do perdão”. Iniciada no dia 11, a programação reforça a tradição religiosa e o valor histórico da devoção, que acompanha Natal desde o século XVII e ganhou ainda mais força após o achado da imagem da Virgem no rio Potengi, em 1753, episódio que marcou definitivamente a fé dos natalenses.

O encerramento da festa começa à meia-noite, na Pedra do Rosário, com a Vigília da Apresentação conduzida pela Comunidade Católica Shalom. A celebração segue até as 5 horas, quando ocorre a primeira missa do dia, presidida pelo Padre Antônio Nunes de Araújo, pároco da Paróquia de São João Batista, em Lagoa Seca. Às 3h30 da madrugada acontece ainda a tradicional procissão fluvial, saindo do Iate Clube com destino à Pedra do Rosário, ponto que marca o achado da imagem.

Após a primeira missa, a imagem será conduzida pelos fiéis até a antiga Catedral, onde, às 7h30, será celebrada a segunda missa do dia, presidida pelo arcebispo emérito Dom Jaime Vieira Rocha. A missa solene está marcada para as 10 horas, na Catedral Metropolitana, sob presidência do arcebispo dom João Santos Cardoso. Ao final, a Câmara Municipal entregará o título de cidadão natalense a dom João e ao Monsenhor Valquimar Nogueira, pároco da Catedral.

Ao comentar o tema deste ano, o Padre Yago Carvalho, vigário paroquial da Catedral Metropolitana, explica que a escolha se inspira no hino da padroeira e busca expressar a relação maternal que os fiéis cultivam com a Virgem. “Neste ano de 2025, escolhemos como tema da festa inspirado no seu hino, é uma forma de retratarmos o amor e carinho de um filho para sua mãe”, afirma. O sacerdote também destaca o significado da Pedra do Rosário como espaço de memória e esperança para os devotos. Segundo ele, “a Pedra do Rosário é o marco histórico, espiritual, mas acima de tudo sinal da esperança de Deus em nosso meio”, um lugar onde os fiéis podem “contemplar o amor e carinho de Deus em nos conceder uma mãe”, ressalta.

A procissão terrestre, ponto alto das festividades, está marcada para as 16h, com saída da Matriz de Nossa Senhora da Apresentação (Antiga Catedral), na Cidade Alta, em direção à Catedral, onde haverá missa presidida por Dom João Cardoso. Para o Padre Yago, a caminhada expressa o compromisso dos fiéis com a paz proposta pelo tema da festa. Ele afirma que “somos necessitados de paz, não como um conceito, mas de forma concreta” e lembra que “o perdão transforma a vida de quem concede e de quem recebe”, ressaltando que a Virgem inspira esse caminho de reconciliação.

RELATOS DE FÉ E MILAGRE
Entre os relatos que marcam a festa está o da jornalista Andrea Lemos, que atribui à padroeira o milagre que salvou a vida do filho Samuel Afonso, hoje com 29 anos. Ela conta que, quando a criança tinha pouco mais de um ano, uma nebulização mal administrada no hospital desencadeou uma crise respiratória grave, que evoluiu para traqueíte aguda. Sem vaga disponível na UTI do Hospital Infantil Varela Santiago, Samuel passou a noite lutando para respirar. “Os médicos chegaram a ‘desenganar’ ele, disseram que, se sobrevivesse, teria sequelas graves, porque o oxigênio não estava chegando no cérebro, pois a passagem do ar tinha a espessura de uma agulha”, lembra.

Diante da angústia, a família recorreu à fé e fez uma promessa à padroeira, durante a procissão de encerramento da festa de 1997: caso Samuel sobrevivesse, caminhariam todos os anos na procissão, descalços e vestidos de branco. “E assim fazemos há quase 30 anos”, afirma Andrea.

“Ele cresceu sem sequelas, fez duas faculdades e uma pós-graduação”, conta emocionada.

O próprio Samuel também relembra a história com gratidão. Segundo ele, participar da procissão anual é um gesto de reconhecimento. “Ela faz parte da minha vida desde muito novo”, afirma.

“Meus pais fizeram uma promessa pedindo pela minha vida. Desde lá participamos da procissão descalços e vestidos de branco, agradecendo pela graça alcançada”, enfatiza.

CONTEXTO HISTÓRICO
A dimensão histórica da devoção é detalhada pelo historiador José Rodrigues, que destaca que a ligação dos natalenses com a padroeira é antiga. “A devoção à Nossa Senhora da Apresentação acompanha a história da cidade desde seus primórdios”, afirma. Ele lembra que documentos do século XVII já apontavam a invocação da santa como protetora da vila de Natal.

Rodrigues ressalta, no entanto, que o achado da imagem no Potengi, em 1753, fortaleceu definitivamente essa conexão. “O episódio do achado da imagem deu ainda mais força ao vínculo entre a Virgem e a capital potiguar”, explica. Para ele, a tradição de que “onde esta imagem parar nenhuma desgraça acontecerá” sintetiza o sentimento de proteção que marca a relação dos fiéis com a santa.

O historiador observa que fé, identidade local e memória coletiva se entrelaçam nessa devoção que atravessa quase três séculos. “É um relato que se mistura com a própria formação da cidade”, resume.


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BLACK FRIDAY MOVIMENTA COMÉRCIO E EXIGE ATENÇÃO DOS CONSUMIDORES

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A “Black Friday”, tradicional data de liquidações que marca o início das compras de Natal, acontece na última sexta-feira de novembro, mas já movimenta o comércio em Natal. O evento, que nasceu nos Estados Unidos e foi incorporado ao calendário brasileiro em 2010, tornou-se uma das datas mais importantes para o setor varejista, tanto físico quanto online. Neste período, os lojistas oferecem descontos expressivos, cupons e promoções que atraem consumidores em busca de boas oportunidades de compra e, ao mesmo tempo, impulsionam o faturamento das empresas.

Na capital potiguar, o clima é de otimismo entre os comerciantes. De acordo com Matheus Feitosa, presidente da Associação dos Empresários do Alecrim (AEBA), as expectativas são altas para este ano, e o bairro já iniciou os preparativos para a chamada “Esquenta Black Friday”. A ação está sendo realizada durante os feriados de novembro, como um aquecimento para a grande data de descontos.

“Nossas expectativas são sempre das melhores. Teremos também a grande Black Friday, uma Black Friday real e não uma ‘Black Fraude’. E já demos início ao nosso esquenta, que acontece durante os feriados de novembro. No dia 15, estivemos com o comércio aberto e diversas lojas já participando; e, agora, nos dias 20 e 21, mais estabelecimentos vão aderir à ação. Estamos fazendo essa entrega como um grande atrativo para que os clientes visitem o Alecrim durante os feriados”, afirmou Feitosa.

O dirigente destaca ainda que o comércio de rua e a tradicional feira livre do Alecrim também participam das promoções, contribuindo para o aumento no fluxo de clientes e no volume de vendas. “A feira livre do Alecrim funciona como uma grande colaboradora, atraindo consumidores e ajudando a gerar movimento. Está tudo pronto para que a Black Friday deste ano seja ainda melhor do que a do ano passado. A expectativa é de um crescimento entre 5% e 10% nas vendas em relação ao ano anterior”, afirmou.

Além do aspecto comercial, Feitosa ressalta que a data também serve como um treino para os lojistas e funcionários, em preparação para o intenso período natalino. “A Black Friday já é uma prévia das vendas de fim de ano e, por isso, uma oportunidade de treinar os comerciários. O Alecrim recebe tanto o público final quanto o cliente do atacado, que vem abastecer seus pontos de revenda. Então, junto com nossos parceiros, estamos planejando ações importantes para este período”, completou.

Consumidores devem ficar atentos para não caírem em pegadinhas, explica especialista

Jeoás Santos: “Desconfie de ofertas boas demais pra ser verdade” – Foto: Reprodução

Com o aumento das ofertas no comércio físico e virtual, no entanto, também crescem as armadilhas e práticas enganosas. O mês de novembro, segundo os órgãos de defesa do consumidor, é o período em que se registram mais reclamações nos Procons de todo o país, principalmente por conta de propagandas falsas e preços que não condizem com o prometido.

Com isso, o advogado especialista em Direito do Consumidor, Jeoás Santos, alerta para os cuidados que o público deve ter antes de efetuar uma compra. “O consumidor se deixa levar pela sensação de urgência e acaba comprando sem checar as condições reais da oferta. É nessa pressa que acontecem os maiores prejuízos”, destaca.

De acordo com especialista, entre as práticas mais comuns estão o aumento artificial de preços antes da Black Friday, a criação de sites falsos que imitam grandes redes varejistas, o uso de estoques inexistentes e anúncios com informações incompletas. Há ainda casos em que as lojas alegam “erro de preço” para cancelar vendas já concluídas.

Ainda segundo o advogado, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) diferencia a propaganda enganosa, que induz o consumidor ao erro, da propaganda abusiva, que se aproveita de situações de vulnerabilidade, como o medo ou o impulso. Ambas proibidas por lei. “O anúncio integra o contrato. Se a oferta for clara e plausível, o consumidor pode exigir o cumprimento do preço anunciado”, explica.

O especialista também lembra que, no caso das compras online, o consumidor tem direito ao arrependimento, garantido pelo artigo 49 do CDC. Isso significa que é possível desistir da compra em até sete dias corridos após o recebimento do produto, com reembolso integral, incluindo o valor do frete. Mesmo em promoções, os direitos de troca e garantia continuam válidos, sendo 30 dias para bens não duráveis e 90 dias para os duráveis.

“Nenhuma loja pode negar reparo ou devolução alegando que o produto estava em liquidação”, reforça Santos. Caso o problema não seja resolvido diretamente com o fornecedor, o consumidor deve reunir provas, como notas fiscais, ‘prints’ e protocolos de atendimento, e procurar o Procon ou o site consumidor.gov.br. Persistindo o impasse, é possível recorrer ao Juizado Especial Cível.

Jeoás conclui reforçando que para aproveitar a Black Friday com segurança, a principal recomendação é desconfiar de ofertas que pareçam boas demais para ser verdade.

“Promoção de verdade informa tudo com transparência e cumpre o que promete. Desconfie de preços milagrosos e registre sempre as condições da oferta”, orienta o advogado.


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RELANÇAMENTO DE “CULTURA DE MASSA EM PROCESSO” CELEBRA LEGADO DE ALEXIS GURGEL

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Nesta quinta-feira (13), às 16h30, a Livraria Manimbu Arte e Cultura, em Petrópolis, zona leste de Natal, será palco do lançamento da segunda edição do livro “Cultura de Massa em Processo”, do jornalista e escritor Alexis Gurgel. O evento também inaugura as atividades do projeto “Gaveta Aberta”, iniciativa contemplada no Edital de Apoio à Economia Criativa do Sebrae/RN (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Norte), que tem como propósito resgatar, valorizar e republicar obras literárias potiguares fora do mercado editorial tradicional, fortalecendo a memória e a produção cultural do Estado.

Em Cultura de Massa em Processo, ensaio escrito, reunindo textos já publicados pouco antes de sua morte, Alexis revela um pensamento à frente de seu tempo. Observa com lucidez o avanço da comunicação, a força dos meios de massa e o que chamava de “a industrialização do espírito”.

Visionário, antecipou questões que hoje moldam a sociedade da informação e o próprio fazer jornalístico. Publicada pela primeira vez em 1986, a obra retorna agora como testemunho da sensibilidade e da inteligência crítica de um autor que deixou uma marca profunda na cultura potiguar.

De acordo com Helena Gurgel, idealizadora do Gaveta Aberta, mais do que um relançamento, o encontro será uma celebração da cultura e da vanguarda potiguar, reunindo nomes fundamentais da cena artística e intelectual. Com entrada gratuita, o evento é aberto à comunidade e voltado especialmente para estudantes, pesquisadores, bibliotecas comunitárias, feiras literárias e o público interessado em literatura, arte e memória cultural.

Helena Gurgel também explica que a proposta do Gaveta Aberta surgiu do desejo de resgatar obras potiguares esquecidas, principalmente aquelas que não possuem mais exemplares disponíveis para venda, e recolocá-las em circulação. Para ela, o relançamento de Cultura de Massa em Processo simboliza o início de uma jornada de valorização da memória literária do Estado.

“Este é apenas o primeiro lançamento do projeto, uma homenagem ao saudoso jornalista Alexis Gurgel, que nos anos 1970 foi um dos nomes mais inquietos do jornalismo e da experimentação estética em Natal”, destaca.

A programação também inclui a exposição do artista visual Falves Silva, cofundador do movimento Poema/Processo, e a roda de conversa Memória em Processo, com a participação de Rejane Cardoso, Rita Machado, Falves Silva e Vicente Serejo. O debate propõe revisitar temas como o Poema/Processo, a comunicação, a literatura e a experimentação estética, ressaltando o legado de Alexis Gurgel e o contexto cultural efervescente dos anos 1970 em Natal.

VIDA E OBRA
Alexis Gurgel nasceu em Caraúbas, em 1945, e viveu intensamente cada linha que escreveu, fosse na editoria policial ou nos debates culturais que movimentavam Natal. Da redação do Diário de Natal às rodas de poesia concreta e poema/processo, Alexis fez da palavra um território de experimentação e de liberdade. O jornalista morreu no ano de 1979, na capital potiguar.

Além de Cultura de Massa em Processo, Alexis também é autor de “Alcateia de Letras – Proseando com a Literatura Potiguar”, lançado em 2021, com prefácio da poeta Maria Maria Gomes, obra que valoriza o material humano e cultural do Rio Grande do Norte.

Entre homenagens à sua trajetória, destaca-se a Rua Jornalista Alexis Gurgel, no bairro de Capim Macio, em Natal. Também cabe mencionar o projeto “Entre matrizes, cordéis, xilos e gravuras”, do pesquisador Alexandre Gurgel, que reúne expressões artísticas nordestinas em diálogo com o universo cultural explorado pelo autor homenageado.


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PROFESSORA DA UFRN DEFENDE PROTAGONISMO DE ESCOLAS E COMUNIDADES NA AÇÃO AMBIENTAL

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A professora Mariana Almeida, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), será uma das representantes do estado na COP 30, a conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que está acontecendo em Belém (PA). Ela leva na bagagem uma trajetória marcada pela inovação e pela crença na educação como caminho para enfrentar a crise climática.

“Sou movida pela inovação e seu poder de transformação, concomitante com a responsabilidade de transformar evidências científicas em ação educacional concreta”, conta Mariana. À frente de iniciativas como o Meninas no Espaço, presente em 19 estados brasileiros, a professora vê na COP 30 uma oportunidade de apresentar resultados, fortalecer redes e ampliar políticas de educação climática baseadas em dados.

Mariana explica que quer aproveitar a conferência para trocar experiências com outros países e aprender novas metodologias que possam ser aplicadas nas escolas e comunidades brasileiras. “Quero aprofundar cooperações internacionais, trocar metodologias de mitigação e adaptação ancoradas em ciência cidadã e tecnologias educacionais, e aprender com soluções de outros países para acelerar a transposição de conhecimento científico para práticas escolares e comunitárias”, diz.

Na COP 30, ela pretende abordar temas como educação climática baseada em evidências, comunicação e letramento científico, equidade de gênero e juventudes na agenda climática e uso pedagógico de dados ambientais. Segundo Mariana, discutir essas pautas é essencial para fortalecer a cultura científica nas escolas e formar uma geração mais preparada para os desafios do clima.

A professora acredita que a participação na conferência pode gerar resultados concretos para o Rio Grande do Norte. “As discussões podem catalisar políticas estaduais de adaptação costeira, combate à desertificação, gestão de eventos extremos e formação continuada de professores”, afirma. Ela pretende transformar os aprendizados em programas estruturantes de educação climática, conectando a UFRN, a Secretaria Estadual de Educação e as comunidades locais.

Mariana chega à COP 30 representando uma rede de colaborações que inclui a Agência Espacial Brasileira (AEB), a rede GLOBE da NASA, secretarias estaduais e grupos de pesquisa da UFRN.

Essas parcerias, segundo ela, garantem rigor científico e diversidade de experiências. “Essas colaborações trazem escala nacional e permitem que os resultados sejam replicados e comparados entre diferentes estados”, explica.

Ela também destaca os desafios que ainda precisam ser enfrentados no campo da educação climática. Entre eles, estão a desinformação, a baixa cultura de dados nas escolas e a pouca integração entre ciência e políticas públicas. “O desafio é tornar a educação climática um eixo curricular e de gestão, e não uma atividade periférica”, afirma.

Depois da conferência, Mariana pretende transformar o que aprender em ações práticas. “Vou traduzir os aprendizados em formações, guias, jogos e protocolos didáticos; ampliar a Rede Nacional de Educação Climática e fomentar projetos escolares de monitoramento ambiental com devolutivas para a comunidade”, diz.

A mensagem que quer levar à COP 30 é direta: “Não há ação climática eficaz sem educação climática robusta, dados abertos e participação social. Meninas, jovens, professoras e comunidades são agentes centrais da transição justa.”

Para ela, o legado que a COP 30 pode deixar é o fortalecimento de políticas de educação climática financiadas e avaliadas, o incentivo a soluções baseadas na natureza e a criação de redes duradouras que transformem dados em decisões. “Espero que o Brasil assuma uma década de compromisso com a justiça climática e a proteção dos biomas”, afirma.

Mariana conta que sua dedicação ao tema nasceu do contato com as escolas e comunidades que já sentem os impactos das mudanças climáticas. “Ver estudantes produzirem dados, interpretarem seu território e liderarem soluções locais consolidou minha vocação para a pesquisa aplicada e a cooperação em rede”, diz.

Com sua participação na COP 30, a professora leva o nome da UFRN e do Rio Grande do Norte ao palco global das discussões sobre o clima e reforça a ideia de que a educação é o elo essencial entre o conhecimento científico e a transformação social.


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