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FAMÍLIAS ATÍPICAS VIVEM DRAMA NAS DUAS MAIORES CIDADES DO ESTADO

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Após três meses de Comissão Especial de Investigação (CEI) instalada na Câmara Municipal de Natal, depois de meses de mobilização das famílias atípicas, a CEI dos Planos de Saúde da Câmara Municipal de Natal avançou em uma medida concreta para diminuir o drama das mães e pais que enfrentam negativas de cobertura em tratamentos para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Os vereadores homologaram o Termo de Cooperação firmado entre o Procon Municipal e a operadora Hapvida, no âmbito do programa Procon Saúde, que estabelece um prazo máximo de 30 dias para a solução das demandas apresentadas pelos consumidores.

As denúncias iam desde descredenciamento de clínicas, negativas de autorização de tratamentos, entre outras afrontas e desrespeito às mães, pais e crianças que deveriam ter o tratamento garantido pelos planos de saúde.

O presidente da CEI, vereador Kleber Fernandes (Republicanos), destacou o caráter prático do encaminhamento com a Hapvida. “Estamos transformando as denúncias em soluções. Esse acordo vai trazer mais celeridade, menos desgaste e mais segurança jurídica para as famílias. A resolutividade no âmbito administrativo do Procon estanca o problema sem impedir que quem quiser continue buscando reparação na Justiça”, afirmou.

Além da celeridade, o acordo prevê penalidades em caso de descumprimento, como multas, suspensão da venda de novos planos e até cassação do alvará de funcionamento das operadoras, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor.

No encontro mais recente com a CEI, a operadora também se comprometeu a ampliar a unidade do bairro Lagoa Nova, duplicando as salas de atendimento, e abrir uma nova clínica na Zona Norte até dezembro, dobrando a capacidade de acolhimento na região.

As operadoras Unimed Natal e Humana Saúde, também investigadas pelos vereadores, serão convidadas a aderir ao mesmo termo de cooperação, garantindo tratamento igualitário para todas as famílias atendidas pelos planos. O acordo homologado será anexado ao relatório final da CEI, instalada em junho para apurar negativas de cobertura de terapias essenciais a crianças e adolescentes com TEA.

A Hapvida foi uma das empresas que precisou de condução coercitiva para colaborar com a Comissão, além da Humana Saúde. Antes da instalação da CEI, a Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Municipal realizou uma audiência pública para discutir as negativas de cobertura para pessoas com TEA por parte das operadoras. Apesar de devidamente convidadas, nenhuma das empresas compareceu ao debate, o que gerou forte repercussão entre os parlamentares e levou à criação da CEI.

Para Kleber Fernandes, o saldo até aqui mostra que a comissão, instalada em 11 de junho, tem cumprido seu papel de ouvir a sociedade e buscar encaminhamentos efetivos. “A CEI tem cumprido seu papel de dar voz às famílias, de cobrar transparência das operadoras e de construir soluções concretas. Recebemos dezenas de denúncias, ouvimos representantes da sociedade civil, pais e representantes das crianças e jovens com TEA, da OAB e dos próprios planos de saúde. O mais importante é que estamos transformando essas discussões em encaminhamentos práticos, como a homologação do termo de cooperação do Procon Saúde, que garante mais celeridade e segurança jurídica para os consumidores”, concluiu.

Com a assinatura do termo, o acordo será anexado ao relatório final da comissão.

Em Mossoró, mães atípicas acumulam protestos contra a gestão Allyson Bezerra

Depois de movimento no Palácio da Resitência, mães atípicas de Mossoró protestam mais uma vez, agora no Centro Administrativo da Prefeitura – Foto: Reprodução

Já em Mossoró, o drama das mães atípicas se dá com o descaso na rede pública municipal e tem menos perspectivas de solução. As mães estão acumulando protestos contra a gestão do prefeito Allyson Bezerra (UB). Depois de uma mobilização em frente ao Palácio da Resistência, sede do Município de Mossoró, no Centro, no mês de julho passado, o movimento mais recente foi realizado no Centro Administrativo da Prefeitura de Mossoró, no bairro Aeroporto, na zona sul da cidade, já no início de setembro, reunindo um grande número de mães que “invadiram” a Secretaria Municipal de Saúde.

De acordo com as mães, a agonia com a falta de atendimento especializado pra crianças e adolescentes com deficiência se arrasta há anos, e o número de pessoas desassistidas só cresce.

Mãe de uma criança de 12 anos diagnosticada com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e Transtorno do espectro autista (TEA), Márcia Queiroz, relata que os protestos são motivados por várias razões. “Falta de profissionais de saúde mental, falta de terapias e de vagas para atendimento psiquiátrico para crianças e adolescentes com deficiência atendidos no CAPS infantil e no CER”, elenca.

Márcia conta que o filho começou a ser atendido no CAPS Infantil desde 2021, mas nunca teve acesso a todas as terapias necessárias. “Tem crianças que estão esperando por terapias e vagas há mais de três anos. E quando aparece vaga, não tem as terapias que são necessárias”, lamenta.

A mãe atípica critica a postura de Allyson Bezerra nas redes sociais. “O prefeito (Allyson) vai para as redes sociais da prefeitura e dele e faz propaganda enganosa sobre a inclusão e a saúde de Mossoró. Ilusão. Não existe inclusão em Mossoró, saúde, educação, só propaganda.”, afirma Márcia.

“Já fomos à Câmara Municipal pedir ajuda, mas ele (Allyson) não faz nada! Fomos à Secretaria de Saúde e nada. O CAPS Infantil é abandonado. Os profissionais de lá fazem o que pode pra ajudar, mas o prefeito só liga pra ele mesmo.”, acrescenta Márcia Queiroz.

O vereador de Mossoró, Cabo Deyvison, acompanhou as mães no protesto e relatou nas redes sociais que encontrou. “Infelizmente, o que encontramos foi um cenário de descaso. Muitas dessas mães estão esperando há mais de cinco anos, sem qualquer resposta. Não podemos aceitar que essas crianças fiquem sem o apoio que precisam para seu desenvolvimento.”, publicou.

Márcia Queiroz informou que havia uma reunião agendada com a secretária municipal de Saúde, Morgana Dantas, para essa quinta-feira (11), mas ela não compareceu. “A secretária dela (Morgana) atendeu a gente e pegou todas as demandas”, complementou.

O Diário do RN entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde de Mossoró, mas não recebeu resposta até o fechamento desta edição.


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LUCIANO: “AÇÃO CONTRA OS É COLOCARO INTERESSE POLÍTICO ACIMA DO POVO”

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O vereador Luciano Nascimento (PSD), vice-presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Natal, deu declarações otimistas sobre os recentes resultados da gestão de saúde na capital, especialmente nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), após visitas realizadas pelo colegiado.

Segundo Luciano Nascimento, durante visita à UPA da Cidade da Esperança, realizada na última segunda-feira (08) foram constatadas melhorias significativas no fluxo de atendimento. O vereador ressaltou que o sistema de prontuário eletrônico otimiza o processo de triagem e classificação de risco, reduzindo o tumulto e longas esperas, um problema comum no passado, segundo ele, quando pacientes ficavam longos períodos sem saber o destino do atendimento.

“Não tem mais aquele corredor lotado na UPA, sem as pessoas saberem para onde vão com a guia na mão”, destacou. O vereador lembrou que o tempo de espera para resultados de exames de sangue, que chegava a duas horas no sistema público, agora é comparável ao observado em hospitais privados, entre uma hora e uma hora e meia.

Além disso, Nascimento destacou ajustes nos plantões noturnos: na UPA Esperança, por exemplo, o médico da “sala amarela” passou de plantões de 6 horas para 12 horas. Ele ainda elogiou as empresas contratadas, a Justiz e a Proseg, de terceirização de serviços médicos, pelas mudanças percebidas no atendimento. E destacou que, mesmo aguardando a implantação das Organizações Sociais (OS) no modelo de gestão, vê com otimismo essa alternativa para dar continuidade às melhorias.

“Tudo que venha melhorar, modernizar, trazer agilidade e benefícios para o cidadão, nós queremos que dê certo. E que funcione em Natal, no Estado e no Brasil”, afirmou.

A avaliação positiva do vereador surge em meio a uma polêmica jurídica. A Justiça suspendeu a contratação emergencial de médicos pela Prefeitura de Natal, cujos contratos ultrapassavam R$ 271 milhões, atendendo a um pedido da Cooperativa Médica do RN (Coopmed). A cooperativa, que foi vencida pelas duas últimas empresas, questionou os novos contratos e pediu suspensão. A suspensão foi revertida dias depois pelo Tribunal de Justiça do RN, permitindo a continuidade do procedimento.

As OS também passam por questionamento jurídico e Luciano Nascimento fez críticas contundentes aos parlamentares Daniel Valença (PT) e à deputada federal Natália Bonavides (PT), autores da ação judicial que resultou na suspensão do modelo de gestão adotado.

“A oposição faz uma oposição ainda em cima do palanque e sem baixar as bandeiras. Natália não aceita a derrota nas urnas e tenta fazer uma política do quanto pior, melhor”, disparou em conversa com o Diário do RN.

Ele comparou Natal com outras cidades governadas pelo PT onde o modelo de OS está em vigor e funciona bem, sugerindo incoerência no posicionamento dos petistas:

“Em outras cidades administradas pelo PT há sistemas de OS e ninguém reclama. Então eu acho que [essa ação] de Natália e Daniel é mais para tumultuar. Eles colocam os interesses políticos acima dos interesses da população. A gente sente isso, porque as pessoas que têm um mínimo de boa-fé, que forem nas UPAs, ainda não está 100%, nunca vai ficar 100%, é difícil, no privado tem problemas, mas que teve melhores significativas com essas novas empresas, com essas mudanças”, complementa.

Apesar dos avanços, o vereador reconhece que há margem para aprimoramentos e reforça a importância da atenção primária na redução da superlotação nos prontos atendimentos. Ele lembrou dos esforços do prefeito para obter recursos em Brasília a fim de revitalizar as Unidades Básicas de Saúde (UBS), fortalecendo a estrutura física e evitando sobrecarga nas UPAs.

“O prefeito está em busca de recursos em Brasília para fazer um grande mutirão de revitalização, de reforma de modernidade nas UBS. A gente precisa fortalecer essa atenção primária para que cada vez mais os prontos-atendimentos não superlotem, mas a gente precisa ter uma oposição responsável, não com interesses políticos acima do público”, afirmou.


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GRUPO REVIVER COMPLETA 12 ANOS AMPLIANDO ACESSO A MAMOGRAFIAS

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Fundado em 2012, o Grupo Reviver Natal nasceu do desejo de mulheres que venceram o câncer de mama de ajudar outras a terem acesso ao diagnóstico precoce da doença. Uma das fundadoras, Idaísa Cavalcanti, relembra que a ideia surgiu da dificuldade de conseguir realizar exames, mesmo para quem tinha convênio ou podia pagar. “Imagine então para quem dependia exclusivamente do SUS. Foi nesse cenário que entendemos a urgência de criar um projeto que levasse mamografia a quem mais precisava”, destacou.

A missão inicial foi clara: facilitar o acesso ao exame de mamografia, sobretudo para mulheres de baixa renda e de cidades do interior do Rio Grande do Norte, onde quase não há mamógrafos disponíveis. Para viabilizar os primeiros atendimentos, o grupo chegou a alugar, em 2015, uma unidade móvel vinda da Bahia, financiada por doações e campanhas. “Vendíamos camisetas, fazíamos bingos, pedíamos ajuda. Foi dessa forma que conseguimos começar”, contou Idaísa.

O grande marco veio em 2019, quando, após sete anos de mobilização, o Grupo Reviver conquistou sua própria unidade móvel, a Unidade Savana Galvão, doada por empresários da Bahia. O veículo foi equipado com mamógrafo adquirido pela instituição e, a partir daí, começou a atender de forma permanente pelo SUS em Natal. “Desde então, passamos a realizar 70 mamografias por dia, de segunda a sexta-feira. Foi uma verdadeira revolução no nosso trabalho”, afirmou a fundadora.

Hoje, a instituição responde por cerca de 50% das mamografias feitas em Natal e já ultrapassou a marca de 90 mil exames realizados. Segundo Idaísa, a detecção precoce tem sido fundamental para salvar vidas. “O câncer de mama ainda é o tipo que mais acomete mulheres no Brasil, mas a mortalidade vem diminuindo graças ao diagnóstico precoce. Descobrir cedo significa chance real de cura”, reforçou.

Atualmente, o grupo consegue atender até 80 mulheres por dia, com uma estrutura que inclui motoristas, técnicos, recepcionistas e médicos responsáveis pela emissão dos laudos. A logística também é planejada para funcionar em parceria com Unidades Básicas de Saúde, facilitando o acesso a exames complementares e tratamentos quando necessário.

Além da capital, o Grupo Reviver leva sua unidade a municípios do interior, por meio de contratos com prefeituras, Assembleia Legislativa e parcerias privadas, como o Instituto Riachuelo. Em Assú, por exemplo, a ação já se tornou parte do calendário anual. “Nosso sonho agora é conquistar uma segunda unidade móvel para ampliar esse alcance e ajudar ainda mais mulheres do Rio Grande do Norte”, declarou Idaísa.

O financiamento das atividades vem de múltiplas fontes, entre elas o SUS, emendas parlamentares e a contribuição de associados. Idaísa ressalta a importância da imprensa nesse processo. “Sem a imprensa, não faríamos metade do que realizamos. São jornalistas, rádios e TVs que divulgam onde estamos e ajudam a salvar vidas com informação”, reconheceu.

O grupo também atua com palestras e ações educativas, especialmente durante o Outubro Rosa, quando leva informação para escolas, fábricas, comércios e até canteiros de obras. Há ainda um trabalho de acolhimento para mulheres em tratamento contra o câncer, realizado por voluntárias que já enfrentaram a doença. “Nós sabemos o quanto é doloroso passar por isso, e queremos ser um apoio para quem está nessa caminhada”, afirmou.

Apesar das conquistas, os desafios permanecem. Entre eles, a falta de sede própria e a busca por mais apoio financeiro. “Nossa meta até 2026 é ter um espaço definitivo e adquirir uma segunda unidade móvel. Para isso, precisamos da sensibilidade da classe política e da sociedade”, reforçou Idaísa.

Para quem precisa do serviço, o acesso é simples: mulheres de 40 a 75 anos com cartão SUS de Natal podem procurar a unidade do Grupo Reviver, conforme o calendário divulgado no site e no Instagram da instituição. “É demanda espontânea. Basta levar documentos, fazer o exame e voltar em até 30 dias para receber o resultado. Diagnóstico precoce é vida, é cura”, concluiu.

“O câncer de mama ainda é o tipo que mais acomete mulheres no Brasil, mas a mortalidade vem diminuindo graças ao diagnóstico precoce. Descobrir cedo significa chance real de cura”

Idaísa Cavalcanti
Fundadora


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MUNICÍPIOS DE TODO O PAÍS APOSTAM EM “PEC DA SUSTENTABILIDADE” PARA ALIVIAR SUAS FINANÇAS

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Municípios de todo o Brasil, incluindo os potiguares, estão com esperanças renovadas, com a entrada em vigor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 66/2023. É a chamada PEC da Sustentabilidade Fiscal, promulgada pelo Congresso Nacional nesta terça-feira (9) e formulada para aliviar os cofres municipais, principalmente seus regimes de Previdência, em até R$ 1,5 trilhão, conforme estimativa da Confederação Nacional de Municípios (CNM).

No Rio Grande do Norte, dezenas de prefeituras estão em dificuldades com suas carteiras de Previdência. Semana passada, o Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN) revelou que 16 municípios potiguares acumulam dívida de R$ 33 milhões com seus Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), somente com contribuições e parcelamentos não honrados em 2024.

O advogado Sinval Salomão, especializado em Direito Público, aponta que a PEC da Sustentabilidade Fiscal desponta como uma verdadeira tábua de salvação para estas e outras prefeituras com dificuldades em fechar suas contas. Ele explica que as medidas previstas redundarão em vantagens para os municípios na área previdenciária, de precatórios e na flexibilização das receitas e superávits de fundos municipais.

Como principais efeitos, a PEC retira os precatórios federais dos limites de despesas primárias do Executivo a partir do próximo ano, limita o pagamento de precatórios por Estados e Municípios e refinancia dívidas previdenciárias dos entes federativos com a União.


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“CONSEGUIMOS DESTRAVAR ESSA AÇÃO”, COMEMORA GOVERNADORA SOBRE PRECATÓRIOS DO FUNDEF

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O Governo do Rio Grande do Norte anunciou que o pagamento de parte dos precatórios do Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério) será realizado no próximo dia 30 de setembro. O valor total a ser recebido pelo Estado, nesse momento, é de R$ 293 milhões.

Desse total, 60% (equivalente a R$ 176 milhões) serão repassados diretamente aos profissionais do magistério da rede estadual, conforme determina a Legislação. Os outros 40% (R$ 117 milhões) permanecerão com o Governo do Estado, destinados a investimentos na infraestrutura das escolas públicas estaduais.

A ação judicial que trata dos repasses do Fundef tramita desde 2003. Segundo a governadora Fátima Bezerra, a liberação dos recursos representa o fim de um processo iniciado há mais de duas décadas. “Foram anos de luta e, como professora e governadora, me enche de alegria ver que conseguimos destravar essa ação que tramitava desde 2003”, declarou a governadora em clima de comemoração em uma postagem na rede social Instagram.

O recurso é parte da indenização devida ao Rio Grande do Norte em razão de repasses feitos a menor durante a vigência do Fundef, de 1998 a 2006. No último dia 2 de setembro, a União transferiu ao Estado R$ 293,5 milhões, correspondentes a 40% do total da dívida, estimada em mais de R$ 590 milhões.

A secretária de Educação do RN, professora Socorro Batista, destacou que o pagamento representa valorização concreta da categoria. “É um momento de justiça e reconhecimento. Cada centavo deste recurso que pertence aos professores vai chegar a eles de forma transparente, ao mesmo tempo em que parte do precatório permitirá avançarmos na melhoria da infraestrutura escolar em todo o estado”, afirmou a titular da SEEC.

Como será feito o pagamento
Do valor recebido, 60% será destinado exclusivamente aos profissionais do magistério, conforme determina a lei e o acordo firmado entre o Governo do Estado e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte-RN), homologado judicialmente na ação civil pública nº 0836859-50.2021.8.20.5001 e no acordo cível originário nº 700.

A comissão responsável pelo rateio, composta por representantes do Governo do Estado, do Sinte-RN, da PGE, do IPERN e das secretarias de Educação e Administração, será convocada nos próximos dias para definir os procedimentos de pagamento.

O primeiro rateio foi feito em outubro de 2022. Com o acordo celebrado no STF, o rateio será feito em três parcelas, seguindo o cronograma dos repasses da União:
• 2025: 40% do total (primeira parcela)
• 2026: 30% do total (segunda parcela)
• 2027: 30% do total (terceira parcela)

Quem tem direito
Terão direito ao rateio dos recursos do FUNDEF os profissionais do magistério da Educação Básica da Rede Estadual que atuaram em sala de aula entre 1998 e 2006, incluindo aposentados, pensionistas e herdeiros. O pagamento será realizado na conta bancária onde os beneficiários recebem salário ou proventos. No caso dos herdeiros, o procedimento seguirá via judicial.

O valor individual será calculado proporcionalmente à jornada de trabalho e ao tempo de serviço no período. Professores com duas matrículas receberão pelos dois vínculos.

O QUE É O FUNDEF?
O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) foi criado em 1996 e implementado em 1998, com o objetivo de garantir financiamento adequado para a educação básica no Brasil. A maior inovação do FUNDEF consistiu na mudança da estrutura de financiamento do Ensino Fundamental (1ª a 8ª séries do antigo 1º grau), ao subvincular uma parcela dos recursos a esse nível de ensino. Além disso, introduziu novos critérios de distribuição e utilização dos recursos correspondentes, promovendo a partilha de recursos entre o Governo Estadual e os Governos Municipais de acordo com o número de alunos atendidos em cada rede de ensino.

Em 2006, o Fundef foi substituído pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), com uma estrutura mais abrangente.

Os precatórios Fundef surgiram devido a erros no repasse dos recursos destinados à educação, prejudicando estados e municípios. Diversas ações judiciais garantiram que esses valores fossem corrigidos e pagos.

Segundo a Procuradoria-Geral do Estado do Rio Grande do Norte (PGE-RN), o Estado foi o primeiro do país a iniciar o recebimento das parcelas dos precatórios, em virtude da atuação da própria PGE.

O Estado, por meio da PGE, propôs a Ação Cível Originária nº 700/RN (ACO 700), perante o Supremo Tribunal Federal. Na ação, obteve êxito na cobrança de valores que foram repassados a menor pela União Federal, por aluno, referente ao extinto FUNDEF.

O total dos valores controvertidos a serem recebidos pelo Estado do Rio Grande do Norte soma aproximadamente R$ 635 milhões.


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ESCRITOR ALFREDO NEVES LANÇA “A ILHA ESQUECIDA” NA FEIRA LITERÁRIA DE MACAU

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Semanalmente, Alfredo R. Neves está nas páginas do Diário do RN trazendo o mundo das artes e dos artistas. Além de colunista no impresso, Alfredo é poeta, cronista, e tem uma sólida trajetória como artista visual.

Mineiro radicado no RN desde os anos 1970, Alfredo R. Neves marca um novo capítulo em sua carreira literária com o lançamento do livro “A ilha esquecida”. Com linguagem lírica e forte ligação com a cultura macauense, o livro aborda memórias, silêncios e conflitos humanos em uma trama densa e poética. A obra tem capa assinada pela artista Goreth Caldas, e será vendida a R$ 50,00.

O lançamento de “A ilha esquecida” ocorre neste sábado (06), às 17 horas, na Praça da Conceição, e é parte da programação da Feira Literária de Macau (Flima 2025) que começa nesta sexta e reúne escritores, editores, jornalistas e artistas potiguares em uma grande celebração da cultura, tudo idealizado pela produtora cultural e curadora literária Dorotea Dantas.

Após Macau, o lançamento seguirá para Natal, em evento na Livraria Manimbu, no dia 26 de setembro.


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JUÍZA POTIGUAR KEITY SABOYA LANÇA O LIVRO NE BIS IN IDEM, EM BRASÍLIA

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Magistrada do TJRN e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Keity Saboya, lança a obra Ne bis in idem (em tradução do latim para o português, Não faça a mesma coisa duas vezes). A publicação integra a coleção de referência da prestigiada editora Marcial Pons, reconhecida por sua excelência em obras jurídicas.

O livro analisa, em profundidade, o princípio jurídico – e de lógica – que veda mais de um processo ou persecução e a duplicidade sancionatória pelos mesmos fatos e fundamentos. Com rigor acadêmico, a autora oferece uma visão crítica e comparada sobre o tema.

Já considerada uma contribuição indispensável para o debate jurídico contemporâneo, a obra destina-se a magistrados, advogados, acadêmicos e estudiosos do Direito.

O lançamento ocorrerá em 17 de setembro, durante evento do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais – IBCCRIM – e do Supremo Tribunal Federal – STF -, na Sala de Sessões da 2ª Turma, Anexo II – B, 2o andar, na sede do STF, em Brasília.

Sobre a autora
Keity Saboya é doutora em Direito Penal, professora do curso de Direito da UFRN e estudiosa da Tecnologia da Informação. E abril desde ano, foi designada pelo Ministro Dias Toffoli para integrar o Grupo de Trabalho do CNJ que vai elaborar estudos e propostas da política de acesso às bases de dados processuais dos tribunais.

Além da juíza do TJRN, a Comissão conta com o apoio do Departamento de Tecnologia de Informação do CNJ e é composta também por Conselheiro do CNJ, Ministro do STJ, Desembargadores do TRT e do TRF – 3ª Região, Juízes Auxiliares da Presidência do CNJ e do TSE, Juízes do TJSP e do TJPE.


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FESTA DO SAL: MACAU CELEBRA 150 ANOS COM FEIRA LITERÁRIA E OUTROS EVENTOS

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O município de Macau, localizado na Região da Costa Branca, a cerca de 180 km de Natal, completa 150 anos de emancipação política na próxima terça-feira, 9 de setembro. Em mais uma oportunidade, o município reafirma sua importância política no cenário estadual e celebra com a Festa do Sal. Socialmente, a celebração reforça os laços comunitários ao integrar diferentes segmentos da sociedade em uma série de eventos cívicos, religiosos e esportivos que convidam toda a população a revisitar suas memórias e construir um futuro. Economicamente, o tradicional evento movimenta o comércio, turismo e fortalece a economia baseada na extração do sal, pesca e eventos festivos.

Programação especial conta com shows, cultura e esportes
A celebração, iniciada em 1º de setembro, se estende até 9 de setembro, e inclui a programação da Semana da Pátria, contemplando atividades cívicas como o hasteamento das bandeiras e desfile cívico-escolar, além de eventos culturais e religiosos que evocam tradição e fé. A Festa do Sal, na Praça da Conceição, terá atrações como a “Feira Literária de Macau (FLIMA)”, “Festa do Reencontro” com presença da Deusa do Forró, arrastões e o tradicional Moto Fest, um evento que já se tornou marca da cidade.

Festa do Reencontro Macauense
Criada em 2007, a Festa do Reencontro chega agora ao seu 18º ano de realização e será marcada por música, encontros e homenagens no período em que a cidade também comemora um século e meio de emancipação política.

Mais do que um evento musical, a festa é um momento de encontro entre macauenses que vivem em diversas partes do Brasil e retornam para rever amigos e familiares. “É uma festa muito falada, que todo ano dá muita gente. É quando realmente se encontram os macauenses que moram em Natal, Rio, São Paulo, Santos e em várias regiões do país. É um reencontro de histórias e de laços que unem todos nós”, reforçou Fernando Lopes

De acordo com Fernando Lopes, organizador da festa, a programação está confirmada para o dia 6 de setembro, a partir das 20h, com a Banda Filarmônica da cidade abrindo o evento. “A festa do reencontro foi iniciada em 2007. Nós estamos com 18 anos de festa e hoje ela é um sucesso.

Começa às 8 horas da noite, depois vem Laércio Banda Mix, em seguida a Deusa do Forró, e de madrugada a Trap Dance. A festa vai até 5 da manhã, no encerramento”, detalhou.

Feira Literária de Macau (FLIMA)
O aniversário de 150 anos de emancipação política de Macau também será marcado pela realização da FLIMA (Feira Literária de Macau), nos dias 5 e 6 de setembro, na Praça da Conceição. Idealizada pela produtora cultural e curadora literária Doroteia, a programação reunirá escritores, editores, jornalistas e artistas potiguares em uma grande celebração da cultura. “O que eu posso falar sobre o aniversário de Macau é que eu estou presenteando a minha cidade com a FLIMA. Estou trazendo os maiores escritores, editores e jornalistas do Rio Grande do Norte”, afirmou Doroteia.

Entre os convidados confirmados estão nomes de destaque como Vicente Serejo, Ciro Pedrosa, Tadeu Oliveira, Abimael Di Sebo, Luísa Azevedo, além de Conte Han, Silvia Ione e Dona Regiane Cardoso. A proposta é aproximar a população da literatura potiguar e abrir espaço para debates, lançamentos e rodas de conversa. “É um presente para Macau e um momento de encontro com a nossa própria identidade cultural, valorizando quem faz literatura e arte no estado”, completou a curadora.

Mata Sete
Durante a FLIMA, o jornalista e sociólogo potiguar Tadeu Oliveira lança seu mais novo trabalho intitulado “No Auge do Mata Sete: Vida, Prazer e Desamor na Ilha do Sal”, no MMarias Café, na Praça da Conceição. A obra chega ao público justamente no período em que o município celebra seus 150 anos de emancipação política, reunindo memórias de um tempo em que a cidade respirava a efervescência cultural, social e econômica da região salineira.

Segundo o autor, o livro é fruto de um processo de pesquisa e memória. “O livro é um trabalho que a gente tem desenvolvido. Já em Macau, acho que é o terceiro da série que eu chamo de ‘O selo de grau’, da minha editora mesmo. Neste livro, estou falando de uma história, um momento muito rico de Macau, que são os anos 60 e 70, que na realidade começou em 58, por aí. Foram três décadas muito fortes que marcaram a cidade e que eu fui buscar compreender como jornalista e sociólogo”, explica Oliveira.

A obra resgata a atmosfera do lendário bairro Mata Sete, cenário de encontros, diversão e também desigualdades sociais. “O livro responde bem a uma pergunta que me fazia: o que era o Mata Sete? Ele foi muito além do que a literatura policial mostrava. Era um ambiente de construção, de jogos, de entretenimento, que reunia gente de todo lugar. A classe popular ficava no Mata Sete, a classe média na Coreia e a elite na Lua. Era um espaço de grande circulação de pessoas, marcado pela força da produção salineira”, detalha o autor.

Para Oliveira, revisitar essa memória é também refletir sobre a identidade de Macau. “O Mata Sete é muito além de um ponto de boemia. Ele traduz um período em que Macau pulsava com intensidade, onde corria muito dinheiro e as pessoas se encontravam para viver, beber, conversar e sonhar. É uma dessas memórias que devemos preservar, porque revelam muito da cidade e do seu povo”, conclui.

Prestes Exclusivo
Também na programação da FLIMA, no MMarias Café, o jornalista e historiador Vicente Serejo lança “Prestes Exclusivo”, que reúne a íntegra de uma entrevista concedida pelo líder comunista Luiz Carlos Prestes, em 1987, quando Serejo atuava como diretor de redação do antigo Diário de Natal. “Foi a primeira entrevista que fiz com Prestes. Uma conversa longa, de mais de uma hora e meia, em que ele mesmo, no final, disse: ‘acho que terminamos, não é?’”, relembra o autor.

A entrevista, publicada originalmente em três páginas de O Poti no dia 25 de outubro de 1987, ficou esquecida por décadas até ser resgatada pelo editor Ciro Pedroza. Para Serejo, a decisão de publicar a íntegra do material à época foi corajosa. “Quando voltei à redação e revelei o furo ao diretor Luiz Maria Alves, ele me disse: ‘Não vou vetar a entrevista de um homem que tem a biografia quase do tamanho do século XX’. E assim foi publicada na íntegra”, contou o jornalista em entrevista ao Diário do RN.


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DE NÚMEROS A PINCÉIS: MANU IMPRIME SUA ARTE EM VIDRO E PORCELANA CRIANDO PEÇAS ÚNICAS

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A artesã potiguar Emanuela Carla de Melo, mais conhecida como Manu, transformou sua vida ao trocar o mundo dos números pela delicadeza da pintura em vidro e porcelana. Natural de Assú, mas vivendo e trabalhando em Parnamirim, Manu deixou para trás a rotina no setor financeiro de empresas para se dedicar integralmente à arte. O que começou como uma curiosidade incentivada por uma colega de trabalho, tornou-se um ofício que hoje encanta clientes e marca presença em momentos especiais.

“Eu nunca acreditei que poderia trabalhar para mim mesma. Comecei pedindo às colegas de trabalho que trouxessem peças de casa para eu treinar. Nunca fiz curso na área, mas sempre me dediquei muito a aprender”, relembra. Essa transição ganhou força durante um período de demissão em massa na empresa em que atuava, mas Manu já sabia o caminho a seguir. “Antes de ser demitida, a pintura já tinha se tornado minha principal renda. Quando aconteceu, entendi como uma resposta de Deus sobre o que eu deveria seguir”, conta.

Com traços delicados e atenção aos detalhes, Manu descobriu na pintura não apenas um meio de sobrevivência, mas uma forma de expressão e terapia. “Posso dizer que antes de ser um trabalho, a pintura é terapia. Claro que existe a responsabilidade com prazos e resultados, mas cada peça exige calma e entrega. Eu cuido de todo o processo, desde o atendimento até a embalagem final. A empresa sou eu mesma”, explica.

A personalização é a essência do seu trabalho. Cada encomenda nasce a partir da inspiração do cliente, mas sempre com o olhar artístico da artesã. “Quase sempre o cliente traz uma ideia e pede a minha opinião também. No final, tudo se transforma em uma peça única, feita para alguém especial. Esse é o diferencial”, afirma. O prazo médio de produção é de três dias, tempo necessário para que o objeto comum se converta em obra de arte.

Entre as criações que mais marcaram sua trajetória, Manu destaca peças carregadas de memória e emoção. “Os pratos com fotos de famílias sempre me emocionam. Também já fiz peças com lembranças de pessoas que já partiram, e essas são muito especiais”, recorda. A versatilidade da artista vai além de pratos e taças: ela já se aventurou a pintar filtros de barro e até paredes. Mas há um sonho particular: “Quero personalizar a foto do meu futuro netinho ou netinha. Ainda não tenho, mas é um desejo que vou realizar”.

Em tempos de crescente digitalização, Manu defende a importância de manter viva a arte feita à mão. “Eu acredito que daqui a alguns anos o artesanal será ainda mais valorizado, porque poucas pessoas vão se dedicar ao trabalho manual”, projeta. A cultura potiguar também é fonte de inspiração em sua jornada criativa. “Sou assuense, a terra dos poetas. Não sou poeta, mas me vejo artista. Desde a infância, tive incentivo da minha tia Irene para trabalhos manuais. O cuidado dela sempre foi inspiração para mim”, relembra.

Cada traço, segundo a artesã, é pensado no olhar de quem vai receber a peça. “Trato tudo com muita dedicação. Muitas pessoas já conseguem reconhecer meu traço de longe e saber que determinada peça foi pintada por mim. Isso é muito gratificante”, comemora. A emoção transmitida em seus trabalhos é o que dá sentido à sua trajetória. “A pintura é livre, a arte é sua, é única. A dica mais importante é: não desista antes de terminar”, aconselha aos que desejam iniciar na área.

Além de criar arte, Manu busca motivar outras pessoas a acreditarem nos próprios sonhos. “Eu acredito que tudo na vida tem um propósito. Faça a sua parte com zelo e confie no processo. Com dedicação, você vai conseguir”, reforça. Para conhecer mais sobre suas peças e acompanhar seu processo criativo, basta acessar o perfil @emanuelameloatelie no Instagram ou entrar em contato pelo telefone (84) 99958-7031


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COM MAIS DE 70 TONELADAS DE ALIMENTOS DISTRIBUÍDOS, NATAL AMPLIA COMBATE À FOME

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Recentemente, Natal ganhou o Banco de Alimentos da Secretaria Municipal do Trabalho e Assistência Social (Semtas) e nos sete primeiros meses de 2025, o programa arrecadou e distribuiu 72 toneladas de alimentos a 79 instituições socioassistenciais, beneficiando milhares de famílias em situação de vulnerabilidade. A iniciativa transforma excedentes e doações em refeições complementares seguras, evitando o desperdício e garantindo dignidade a quem mais precisa.

O programa nasceu do compromisso do município com a Segurança Alimentar e Nutricional, alinhado à LOSAN e ao SISAN. “A iniciativa foi redesenhada na atual gestão para integrar captação responsável, logística eficiente e acompanhamento técnico das instituições parceiras. Isso qualificou fluxos, fortaleceu a rede e ampliou o alcance, sem perder o foco na educação alimentar e nas boas práticas higiênico-sanitárias”, destaca Elaine Medeiros, assistente social e coordenadora do Programa Banco de Alimentos.

Segundo Elaine, um dos diferenciais do projeto está na visão da secretária municipal de Assistência Social, Nina Souza, que conectou a ação a parcerias com empresas e produtores de eventos. Dessa forma, a cidade passou a associar cultura e responsabilidade social, garantindo contrapartidas em forma de alimentos. “É uma estratégia que transforma o alimento que seria perdido em cuidado, dignidade e cidadania”, pontua.

A secretária Nina Souza reforça o caráter coletivo da iniciativa: “Estamos falando de milhares de pessoas com acesso garantido à alimentação por meio de um esforço conjunto entre poder público, sociedade civil e setor privado. Esse é um compromisso que Natal assume com seriedade: enfrentar a fome com eficiência e humanidade”.

O impacto da ação é perceptível não apenas nos números de arrecadação, mas também nas instituições beneficiadas. Em julho de 2025, o programa registrou um recorde histórico, distribuindo mais de 24 toneladas em apenas um mês. “Cada resultado reflete a solidariedade organizada de equipes, parceiros e voluntários. O Banco de Alimentos mostra que quando cada um faz sua parte, o impacto coletivo transforma realidades”, afirma Marlene Ramalho, diretora do Departamento de Segurança Alimentar.

Em julho, programa registrou recorde histórico, com mais de 24 toneladas – Foto: Reprodução

Atualmente, uma equipe com 10 profissionais atua integralmente na operação, cuidando de todas as etapas: captação, seleção, armazenamento e distribuição. O processo conta ainda com nutricionistas que orientam as instituições sobre o uso adequado dos alimentos, garantindo qualidade nutricional e otimização do aproveitamento.

Entre as entidades atendidas está a Humanização e Apoio ao Transplantado de Medula Óssea do Rio Grande do Norte (HATMO). A presidente da instituição, Rosali Cortez, ressalta a relevância da parceria: “O impacto dessas doações é muito positivo, elas salvam vidas. Recebemos 150 cestas que foram repassadas para uma média de 150 famílias assistidas na HATMO. Espero que continuem nos enviando porque isso nos ajuda muito a manter o projeto. ”

Além de reduzir o desperdício, o Banco de Alimentos tem como objetivos complementar, de forma regular e monitorada, as refeições servidas por instituições socioassistenciais; promover educação alimentar e nutricional; e ampliar parcerias sustentáveis que garantam previsibilidade de oferta. A tendência é de crescimento contínuo, com foco em ampliar o alcance territorial e fidelizar doadores.

“O futuro passa por intensificar parcerias com empresas, produtores e organizadores de eventos, expandindo o volume arrecadado e garantindo maior previsibilidade no abastecimento. Tudo isso acompanhado de transparência ativa e acompanhamento técnico permanente”, concluiu Elaine Medeiros.


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MP INVESTIGA QUANTIDADE DE CONTRATAÇÕES TEMPORÁRIAS E COMISSIONADAS EM TIBAU

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A gestão da prefeita Lidiane Marques está sendo alvo de investigação do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) por suposta elevada quantidade de contratações temporárias e comissionadas pela Prefeitura de Tibau.

A princípio, o 19° Promotor de Justiça Substituto, Fábio de Weimar Thé, instaurou Notícia de Fato para colher informações iniciais sobre a ausência de concurso público no município de Tibau e o número de contratações temporárias e comissionadas.

No entanto, depois de expirado o prazo e diante da negativa da gestão Lidiane de prestar esclarecimentos sobre as informações solicitadas, a 19ª Promotoria de Justiça da Comarca de Mossoró avançou para Procedimento Preparatório de Inquérito Civil número 03.23.2039.0000090/2025-47.

O MP estipulou novo prazo de 10 dias para a Prefeitura de Tibau apresentar documentação comprobatória sobre quando ocorreu o último concurso no município; a quantidade exata e atual (junho de 2025) de servidores efetivos, comissionados e temporários, devendo encaminhar, no caso dos comissionados e temporários, as funções exercidas e lotações; a demanda do município quanto aos temporários; entre outras informações. O Promotor também agendou audiência ministerial com Lidiane Marques para o dia 25 de setembro, às 11h.

Entre os principais argumentos dos parlamentares estão: a Prefeitura não realiza concurso público há mais de 25 anos; e o município conta, atualmente, com apenas 140 servidores efetivos, enquanto os demais são comissionados ou terceirizados. “Essa discrepância indica uma possível dependência excessiva de contratações temporárias e cargos comissionados, o que pode afetar a continuidade e a qualidade dos serviços públicos prestados. ”, justificam.

De acordo com dados do Portal da Transparência, Somente em seis meses de 2025, a Prefeitura de Tibau pagou mais de R$ 3 milhões em contratos temporários. Foram mais de R$ 10 milhões, em 2024, e quase R$ 9 milhões, em 2023.

O vereador Mirim relata a falta de transparência da gestão Lidiane Marques. “Só eu já encaminhei mais de 50 pedidos de informações à gestão, mas até o momento nada de resposta.”, crítica.

A prefeita Lidiane Marques e a assessoria de imprensa da Prefeitura de Tibau não responderam ao contato do Diário do RN.


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THABATTA PIMENTA REAGE À NEGATIVA DE TÍTULO DE CIDADÃO NATALENSE PARA PABLLO VITTAR

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A decisão da Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final da Câmara Municipal de Natal de rejeitar a concessão do título de cidadão natalense à cantora Pablo Vittar gerou reação da autora da proposta, a vereadora Thabatta Pimenta (PSol). Para ela, a postura da maioria dos vereadores demonstra incoerência, já que a Casa Legislativa aprovou honrarias a figuras nacionais sem vínculo direto com Natal, como o deputado Nicolas Ferreira e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Segundo Thabatta, a negativa à Pablo Vittar “escancara” a seletividade da Câmara. “Na época de Bolsonaro, a alegação da maioria dos vereadores era de que o título de cidadão é um direito do vereador. Era muito nesse sentido. Então eu disse: vamos testar. Fiz para Pablo e também para Alexandre de Morais. Para mim, isso mostra claramente como eles agem em relação a esses títulos: aprovam apenas o que querem”, afirma.

A parlamentar destaca ainda que a decisão de barrar o projeto já na comissão não é comum. “No caso de Bolsonaro, o projeto foi para o plenário, onde cada um pôde se posicionar. Já agora, no caso de Pabllo, foi barrado de imediato na comissão. Isso não deveria acontecer, o sim ou não deveria ficar para o plenário”, criticou Thabatta acrescentando que vai recorrer da decisão.

“Houve voto divergente da vereadora Brisa Bracchi, que se posicionou a favor. Por isso, podemos entrar com recurso para que o projeto seja encaminhado ao plenário. Vamos fazer isso e quero ver se terão coragem de se posicionar publicamente, como fizeram no caso de Bolsonaro”, reforça.

A vereadora também levanta a possibilidade do preconceito influenciar na decisão. “No caso de Pabllo Vittar, eu senti um cheiro de transfobia, porque eles recusaram já no início. Poderiam ter deixado chegar no plenário. Mas, como Pabllo não é uma mulher trans, é um homem gay que se apresenta como drag queen, pode ser que o debate esteja mais ligado a homofobia. De todo modo, quero levar o projeto ao plenário para ver qual será a defesa deles”.

Para Thabatta, além do simbolismo, Pablo Vittar traz impacto econômico e social sempre que se apresenta em Natal. “Toda vez que ela vem, faz girar a economia, principalmente com o chamado ‘Pink Money’, que é o poder de consumo da comunidade LGBT. Essas pessoas se programam, gastam mais e já vemos isso acontecer na cidade antes mesmo da chegada dela.”, explica.

Ela também ressalta o caráter comparativo da proposta.“Não se trata apenas do título em si, mas do que ele representa. Se deram o título a Nicolas Ferreira, que nunca veio a Natal, e aprovaram para Michelle Bolsonaro, por que não reconhecer Pablo, que tem presença na cidade e simboliza tanto para a comunidade LGBT?”, questiona.

Thabatta revela que a própria cantora já tinha conhecimento da proposta. “Ela sabe que apresentei o título. A entrega seria na festa dela, em novembro, quando estará em Natal”.

Por fim, a vereadora lembra que a Câmara tem dado passos importantes no reconhecimento de pessoas LGBTQIA+, mas o caso Pabllo Vittar evidencia que ainda há resistências. “Estamos concedendo comendas a pessoas LGBTs e trans que nunca tiveram oportunidade antes. Esse título seria mais um passo nesse processo. Mas vemos que, para algumas figuras, há boa vontade, e para outras, não. É isso que precisamos escancarar”, concluiu.


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MUNICÍPIOS DO OESTE POTIGUAR DESCUMPREM INVESTIMENTO MÍNIMO EM EDUCAÇÃO, APONTA TCE

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Um levantamento do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE-RN) revelou que os municípios do Oeste potiguar não cumpriram o percentual mínimo de 25% em investimentos na educação durante o primeiro semestre de 2025, como determina a Constituição Federal.

Os dados foram extraídos do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) e constam no Painel Fiscal do TCE-RN. O índice de 25% corresponde à parcela da receita proveniente de impostos, incluindo transferências constitucionais, que deve ser aplicada obrigatoriamente em ações de manutenção e desenvolvimento do ensino.

Entre as cidades analisadas, nenhuma conseguiu alcançar integralmente a meta legal. Os municípios que mais se aproximaram do limite constitucional foram Apodi (24,35%), Governador Dix-Sept Rosado (24,08%) e Rodolfo Fernandes (23,64%). Já os piores índices ficaram com Luís Gomes (16,91%), Alexandria (17,53%) e Martins (18,99%).

Confira o ranking dos percentuais de aplicação em educação no semestre:

  1. Apodi – 24,35%
  2. Governador Dix-Sept Rosado – 24,08%
  3. Rodolfo Fernandes – 23,64%
  4. Marcelino Vieira – 21,63%
  5. Campo Grande – 20,89%
  6. Upanema – 20,71%
  7. Caraúbas – 19,31%
  8. Martins – 18,99%
  9. Alexandria – 17,53%
  10. Luís Gomes – 16,91%

O descumprimento da obrigação constitucional pode resultar em sanções administrativas, apontamentos nas prestações de contas e até responsabilizações judiciais. O TCE informou que os gestores municipais deverão ser notificados e terão de apresentar justificativas ou adotar medidas corretivas.

Segundo o Tribunal, os prefeitos precisam intensificar os investimentos no segundo semestre para garantir que o percentual mínimo seja atingido até o encerramento do exercício financeiro de 2025, sob pena de penalidades mais severas.

Outro ponto destacado pelo relatório é a subutilização de recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) em alguns municípios. Parte das prefeituras não aplicou integralmente os valores recebidos, em desacordo


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AREIA BRANCA GASTA 7 MILHÕES EM SHOWS, MAS APLICA MENOS DO QUE DIZ A LEI NA SAÚDE

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A Prefeitura de Areia Branca já investiu R$ 7.199.782,90 em festas populares neste ano, incluindo a Festa de Nossa Senhora dos Navegantes, enquanto descumpre a aplicação mínima obrigatória de recursos na saúde.

Entre os shows, o grupo Sorriso Maroto recebeu R$ 550 mil por duas horas de apresentação. O cantor Felipe Amorim teve cachê de R$ 400 mil, enquanto Padre Fábio de Melo custou R$ 224 mil.

A artista Taty Girl e a Banda Fernandina receberam, respectivamente, R$ 175 mil e R$ 136 mil.

Os gastos detalhados mostram que, de janeiro a julho, a prefeitura aplicou R$ 5.257.806,71 em eventos. Somente em agosto, com a festa de padroeira, foram gastos R$ 1.941.976,19, quase R$ 2 milhões, totalizando R$ 7.199.782,90.

Segundo o Painel Fiscal do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN), no primeiro semestre de 2025, a Prefeitura aplicou apenas 12,64% das receitas de impostos na saúde, abaixo do mínimo constitucional de 15%.

A dotação orçamentária para a saúde em 2025 é de R$ 40.597.941,19, mas, nos sete primeiros meses do ano, a prefeitura aplicou R$ 21.278.962,79, ou cerca de 52,4% do orçamento previsto para o período, mostrando execução proporcional abaixo do esperado.

O contraste entre os gastos com entretenimento e a falta de investimentos em serviços essenciais tem gerado críticas de profissionais da saúde e moradores, que relatam precariedade nos atendimentos, falta de insumos e estrutura insuficiente em hospitais e postos de saúde.

O TCE-RN alerta que a aplicação mínima em saúde é uma obrigação constitucional, e que recursos públicos devem ter prioridade em áreas essenciais à população.


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DIÁRIO DO RN: 3 ANOS DE COMPROMISSO COM A INTELIGÊNCIA DO LEITOR

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Do projeto na cabeça até a primeira edição do Diário do RN ganhar as ruas, cerca de seis meses se passaram. Depois de formada a equipe, outro grande desafio foi estabelecer toda a logística de impressão e distribuição dos exemplares .

“A ideia era fazer um jornal vespertino porque já existiam dois matutinos em Natal e o vespertino que nos inspirou foi o Jornal de Hoje. Um jornal que marcou época, muito forte, independente, sem vínculos e era um jornal que tinha esse desafio de fazer a notícia do dia. Isso acontece hoje no online, chega na hora! Mas como jornal impresso, isso foi um desafio que o professor Marcos Aurélio (proprietário do Jornal de Hoje) conseguiu durante muitos anos. Precisávamos, então, imprimir o jornal com o tempo muito curto entre o fechamento, a impressão e estar nas ruas. O Jornal de Hoje tinha sua gráfica dentro do prédio próprio. Era redação e parque gráfico lado a lado, fazendo e imprimindo. Para o Diário, a gente não tinha condição disso, então, da inviabilidade de fazer um jornal para imprimir no horário que ele chegasse como vespertino e não como noturno, a gente desistiu e buscou a alternativa de fazer o matutino”, relembra Tulio Lemos, diretor e sócio fundador do jornal ao lado do também diretor e sócio fundador Bosco Afonso.

De lá pra cá, os dois dividem desafios diários. “O desafio maior é manter o jornal. Manter o jornal vivo nos desafios econômicos, mas ele está vivo de qualquer forma por conta do seu conteúdo”, afirma Bosco Afonso, destacando também a seleção criteriosa dos temas abordados. “É preciso ir dosando, tendo o cuidado nos temas de cada edição, que ele possa sair num formato de revista para que não perca a validade, ele está sempre em evidência”.

A edição número um revelou ao leitor o DNA de um veículo ousado e destemido. “Caramba, Tulio é corajoso “, lembra a jornalista Daniela Freire sobre sua reação ao se deparar com a primeira página. Ela ainda acrescenta que “a chegada, há três anos, do Diário do RN no cenário da comunicação potiguar elevou o nível do debate público, garantiu uma maior pluralidade da informação e estabeleceu mais uma trincheira no combate à desinformação. O projeto corajoso e apaixonado dos amigos jornalistas Túlio Lemos e Bosco Afonso chegou gerando um impacto absolutamente positivo do ponto de vista da responsabilidade com a notícia. Parabenizo o Diário do RN pelo começo brilhante e desejo um longo futuro com muita informação!”

Conseguir manter esse DNA “é uma maratona”, destaca Tulio, lembrando que essa “é outra barreira que a gente transpôs, porque se manteve, mesmo com a saúde financeira sempre instável, a gente conseguiu se manter, porque para ser independente é preciso ter coragem de fazer algo que desagrada o seu próprio anunciante, e nós fizemos isso”.

JORNALISMO VERDADE
O jornalismo investigativo e documental é uma marca do Diário do RN desde a primeira edição.

Em algumas situações, são dias, até mesmo semanas de apuração até ser publicada a matéria.

Um trabalho minucioso que reflete na credibilidade da notícia e na ausência de qualquer condenação ou desmentido.

“Muitas vezes os citados em reportagens não gostam do que leem, mas não podem dizer que é mentira. Discordar é uma coisa, desmentir é outra. Isso é jornalismo, é assim que cumprimos nosso papel social”, afirma Bosco Afonso.

O direito ao contraditório também está presente nas páginas do Diário, um jornal independente que há três anos dá voz a diferentes grupos políticos e espectros ideológicos, seja em forma de entrevistas e reportagens, na veiculação de artigos ou através de seus colunistas.

“Ainda durante o estágio do curso de jornalismo, tive a oportunidade de escrever uma coluna no DRN e ser parte da produção deste conteúdo jornalístico tão emblemático da minha vida. Pautado na pluralidade de ideias e aberto para todas as vozes, o Diário do RN me deu mais que reativar uma memória afetiva; me tornou coparticipante de um momento histórico para os leitores potiguares. Mais um bom registro no meu histórico afetivo e profissional jornalístico”, relembra o jornalista Rodrigo Maker, que por quase dois anos assinou a coluna Contraponto, no DRN.

PLURAL
“O pluralismo é a essência da democracia. Se você admite que o jornal vai ter um lado, ele está tolhendo a liberdade, a democracia, a expressão do outro lado. Então quando o jornal se pauta no pluralismo, principalmente na esfera política, ele está cumprindo seu verdadeiro papel. E aí o leitor é que faz o julgamento a respeito do que foi dito, quem está certo, quem está errado e faz sua própria avaliação”, declara o jornalista Tulio Lemos.

Na disputa municipal de 2024, a pluralidade de ideias teve espaço através de matérias e entrevistas especiais com todos os candidatos.

“Demos destaque a todos os candidatos, inclusive aqueles que não têm destaque nos demais veículos por serem considerados pequenos diante da disputa eleitoral e política dos maiores candidatos. No Diário, Nando Poeta, que as urnas mostraram que ele teve uma votação bem pequena, teve o mesmo espaço que os três candidatos que supostamente estavam disputando o segundo turno, como os dois que foram para o segundo turno. Assim também aconteceu em 2022”, relembra Bosco Afonso.

Pluralismo que também se faz presente na cobertura de outras áreas como esporte, saúde, educação, lazer, comportamento, empreendedorismo… dando voz a personagens muitas vezes desconhecidos do grande público. “Por exemplo, a gente tem dado um espaço que nenhum outro veículo dá ao esporte amador, sem esquecer o principal, que é o futebol. E o futebol, a gente dá também dos principais, da primeira divisão do Estado, mas dá também do matutão, dá do futebol do interior e tudo. Então, essa cobertura do esporte é muito completa, realmente”.

PRINCIPAIS COBERTURAS
Tratando-se de um jornal essencialmente político, as eleições de 2022 e 2024 são destaques na trajetória do DRN. “Eu acho que as eleições sempre são o momento mais importante para quem acompanha política. É onde os políticos estão com os nervos à flor da pele, onde eles não admitem nada negativo que possa lhe tirar voto. Só querem manchete e matéria positiva, e a gente não trabalha como assessoria de imprensa de candidato nenhum, a gente pega as coisas positivas, sim, mas negativas também”, afirma Tulio.

Bosco ainda complementa que “político nenhum gosta de nada negativo na imprensa. Isso gera conflito. O candidato que tem acesso a gente não entende que possamos fazer uma matéria positiva e amanhã fazer uma negativa, ele já vai ficar chateado”.

Tulio traz ainda o que chama de boicote ao conteúdo produzido pelo DRN: “Quando a gente vem com algo que interessa muito à esquerda, a direita boicota. Finge que não saiu, por mais que tenha sido uma matéria muito forte, uma declaração, um documento ou uma decisão judicial forte, qualquer coisa muito forte, o outro lado, dentro dessa polarização, finge que não aconteceu, que é exatamente para não ter a obrigação de valorizar, nem de repercutir quando vem a situação contrária. Então, fingem que nem viram o jornal, que a matéria não aconteceu. Então, esse boicote é um desafio para a gente vencer. Mas o boicote cada vez mais está ficando preso às lideranças públicas e não aos leitores. Os leitores simpatizantes dos dois lados, eles não boicotam, eles repercutem, comentam, criticam, mas a classe política radical dos dois lados continua fazendo esse boicote, apesar de ser numa frequência menor ou num peso menor, mas ainda acontece. E esse é um grande desafio”.

UM NOVO MOMENTO
Segundo Bosco Afonso, “o Diário do RN está consolidado como um jornal impresso, ele tem o seu público, a gente sabe que aí já é um público mais limitado, é um público que gosta de pegar no papel, que gosta de sentir, mas a pretensão é que a gente possa também caminhar em passos mais largos na hora de uma divulgação ampla nas redes sociais”.

Nesse sentido, o momento também é de crescimento. Nos últimos meses, o portal e as redes sociais do DRN tem ampliado seu público, alcançando cada vez mais números positivos. Nesta quinta-feira, o Instagram do Diário bateu mais de meio milhão de contas alcançadas: “Isso é fruto de um trabalho contínuo de monitoramento de notícias e análise de público. Nossa pretensão é bater mais de um milhão de contas até o final do ano”, declara otimista Anna Beatryz Fernandes, responsável pelo portal e redes sociais do Diário do RN.

A partir deste mês de agosto, o Diário também ampliou sua cobertura em outras partes do Estado, com a contratação do repórter Magno Alves, que passou a atuar em Mossoró e nas cidades vizinhas, e semanalmente o repórter Jairton Medeiros traz as notícias dos munícipios em todas as regiões do Estado, com destaque para atuação do MP e da Justiça em casos suspeitos de corrupção.

O pluralismo é a essência da democracia. Então quando o jornal se pauta no pluralismo, principalmente na esfera política, ele está cumprindo seu verdadeiro papel”

Tulio Lemos
Diretor

“Muitas vezes os citados em reportagens não gostam do que leem, mas não podem dizer que é mentira. Discordar é uma coisa, desmentir é outra. Assim que cumprimos nosso papel social”

Bosco Afonso
Diretor


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INSTITUTO PENSAR PROMOVE PALESTRA SOBRE ECONOMIA AZUL NESTA SEXTA

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“O Instituto Pensar é um grupo de funcionários liberais, estudantes, professores e gestores públicos que querem pensar o Rio Grande do Norte, querem pensar uma proposta alternativa de desenvolvimento de longo prazo”, afirmou Rivaldo Fernandes, professor, analista de dados, ambientalista e representante da instituição, ao destacar a motivação da entidade, criada em 2024.

Segundo ele, o objetivo é construir debates estratégicos que ultrapassem os limites dos planos de governo apresentados a cada eleição. “A nossa ideia é ir além das peças publicitárias que servem apenas para atrair o eleitorado. Queremos levantar os gargalos do desenvolvimento do Estado e, ao mesmo tempo, mapear as potencialidades capazes de tornar o Rio Grande do Norte avançado, como já acontece com o Ceará e a Paraíba”, explicou.

Dentro dessa proposta, o Instituto Pensar promove encontros mensais para discutir alternativas de crescimento sustentável para o RN. “Já estamos no terceiro evento e nesta sexta será a vez de abordar o potencial das nossas águas. É uma iniciativa voluntária, gratuita e aberta a todos os interessados”, reforçou Rivaldo, convidando a população.

A palestra será realizada nesta sexta-feira (29), às 15h, na Escola Hipócrates Zona Sul, em Candelária. O convidado é o professor da UFRN e sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do RN (IHGRN), Antonio-Alberto Cortez, que vai abordar o tema “Economia Azul, a Riqueza das Águas”.

“Fui convidado para falar sobre um tema muito importante, que é a economia azul. Ele tem tudo a ver com o Rio Grande do Norte, um estado banhado pelo Oceano Atlântico e repleto de coleções de água em seu território continental”, destacou Cortez. “Vamos tratar das potencialidades da pesca industrial e artesanal, da aquicultura e, principalmente, do cultivo de algas como alternativa para reduzir a dependência do Brasil do potássio importado.”

O professor ressalta a importância estratégica desse debate. “Hoje o Brasil gasta bilhões de dólares com importação de potássio de países como Rússia, Belarus, Alemanha, Israel e Canadá.

No entanto, temos uma alternativa limpa e inclusiva com o cultivo da de algas, cuja experiência já começou em Macau. Isso pode representar uma revolução econômica e ambiental para o Estado e para o país”, explicou.

Além da algicultura, Cortez abordará a importância da manutenção da frota pesqueira potiguar e da geração de empregos nesse setor. “Imagine uma cidade com centenas de embarcações sem oficina para reparos. Até pouco tempo, muitos barcos tinham que viajar dois mil quilômetros para manutenção. Hoje temos estaleiros em Natal que evitam esse deslocamento, movimentam a economia local e fortalecem o comércio. Esse é um exemplo de potencial que saiu do papel e se concretizou”, disse.

O professor acredita que o evento será uma oportunidade única para aproximar conhecimento técnico, acadêmico e sociedade. “As pessoas vão perceber que falar em economia azul não é apenas falar de potencial, mas de caminhos viáveis e sustentáveis, que podem ser aplicados já. É pensar o desenvolvimento de forma inovadora e estratégica”, reforçou.

Para Rivaldo Fernandes, a palestra de Antonio-Alberto Cortez cumpre a missão do Instituto Pensar. “Queremos oferecer ideias concretas ao governo e à sociedade, mostrando que existem alternativas sólidas para o futuro do Estado, baseadas em nossas riquezas naturais, como o sol, a água e o mar”, comentou.

O evento é gratuito, aberto a todos os públicos e terá espaço para debate ao final da exposição.

“Está todo mundo convidado. Basta chegar às 15h, na Escola Hipócrates Zona Sul. Será um momento de aprendizado, reflexão e troca de ideias. Queremos pensar juntos o Rio Grande do Norte”, concluiu Rivaldo.


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NATAL LANÇA NOVO PLANO DE REDUÇÃO DE RISCOS E MAPEIA 88 ÁREAS VULNERÁVEIS

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Natal acaba de ganhar um novo Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), documento elaborado após 17 anos e que passa a orientar as políticas públicas para prevenir desastres na cidade. O plano foi desenvolvido ao longo de 18 meses, com participação da Prefeitura, UFRN, governo federal e, sobretudo, da própria comunidade.

De acordo com o técnico da Defesa Civil de Natal, Stênio Oliveira, a atualização foi possível graças a uma iniciativa da Secretaria Nacional de Periferias, vinculada ao Ministério das Cidades, que selecionou 20 cidades brasileiras para receber o projeto. “Natal foi uma das contempladas, e isso é um avanço para nossa capacidade de identificar e agir sobre riscos de desastres”, explicou.

O objetivo central do PMRR é mapear as áreas mais vulneráveis a alagamentos, inundações e deslizamentos de encosta, oferecendo um diagnóstico preciso e propondo soluções. “Esses setores de risco são o que a gente chama de poligonagem. São recortes específicos dentro de um terreno, analisados com rigor técnico para apontar exatamente o nível de risco, seja ele moderado, alto ou muito alto”, destacou Oliveira.

No total, 88 setores de risco foram identificados em Natal. Destes, cerca de 70% estão classificados como R3 (risco alto) ou R4 (risco muito alto). “Esse dado mostra a urgência de ações.

O documento não se limita ao diagnóstico, ele também apresenta propostas de soluções, priorizando medidas sustentáveis e, sempre que possível, que não exijam a remoção das famílias”, afirmou.

Entre as 13 localidades mapeadas com maior atenção estão Lagoa do Sarney, Lagoa do Soledade, Jardim Primavera, Cidade Nova, Passo da Pátria e Manoel Sátiro Jacó. Segundo Oliveira, a escolha foi feita por critérios técnicos e sociais: “Priorizamos áreas de periferia vulnerável, especialmente regiões próximas às lagoas de captação da Zona Norte, que são mais críticas em períodos de chuva”.

O levantamento mostrou que o problema mais frequente em Natal é o acúmulo de água, que leva a alagamentos e inundações. “Esse é o risco mais recorrente no município, embora também haja registros de movimentos de solo. No entanto, as situações relacionadas à água são predominantes”, pontuou o técnico.

O documento traz uma série de medidas estruturais e sustentáveis. Oliveira explica que a prioridade está nas chamadas soluções baseadas na natureza: “São ações como jardins de chuva, corredores ecológicos e implantação de vegetação em encostas. Mas também temos soluções de engenharia, como melhorias na drenagem e reforço em tubulações. O mais importante é buscar alternativas que mantenham as pessoas em suas casas, sem precisar removê-las”.

O impacto social esperado é significativo. Estima-se que mais de 30 mil pessoas vivem hoje em áreas de risco em Natal, segundo o técnico. “Quando conseguimos reduzir o transbordamento de lagoas ou minimizar riscos de deslizamento, a qualidade de vida melhora de imediato. As pessoas deixam de ter suas casas atingidas pela água e vivem sem medo, o que por si só já representa um ganho enorme”, disse.

A construção do plano também contou com participação popular em audiências públicas e consultas comunitárias. “A comunidade esteve presente desde o início. Essa participação é essencial, porque as pessoas que vivem nessas áreas sabem da realidade e das dificuldades que enfrentam”, afirmou Oliveira.

Em caso de emergência, a Defesa Civil de Natal pode ser acionada pelo número 190 (Ciosp Emergência), que direciona os chamados. Também é possível registrar ocorrências pelo aplicativo Natal Digital, com envio de fotos e informações para que uma equipe técnica vá até o local. O documento completo está disponível em pmrr.natal.gov.br, com detalhes sobre diagnósticos, projetos e orçamentos.

O lançamento oficial do PMRR acontece nesta quinta-feira (28), das 8h30 às 11h, no Auditório A do Centro de Ciências Exatas e da Terra (CCET/UFRN).

“É um momento para comemorar a finalização desse trabalho realizado em colaboração com o governo federal, a UFRN, a prefeitura de Natal e, sobretudo, as comunidades em risco da cidade”, afirma Lutiane Almeida, especialista em redução de riscos de desastres. O professor é coordenador do Grupo de Pesquisa Georisco e do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas sobre Desastres (Nuped), que liderou a elaboração do PMRR de Natal.


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HATMO: VOLUNTARIADO OFERECE APOIO INTEGRAL A TRANSPLANTADOS DE MEDULA

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A Humanização e Apoio ao Transplantado de Medula Óssea (HATMO) nasceu em 2008, quando ajudou o primeiro paciente, Wyllen Chrysti, a realizar o transplante em Recife (PE). Na época, em Natal só eram feitos transplantes autólogo, usando as células-tronco da própria pessoa, ou alogênico, as células-tronco vêm de um doador cujo tipo de tecido é muito parecido com o seu, mas como Wyllen não tinha doador na família, precisou contar com a compatibilidade encontrada no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME). “Fizemos o enxoval dele para o transplante e ajudamos em todas as necessidades do nosso primeiro paciente”, recorda Rosali Cortez, fundadora da instituição.

O que começou com um gesto solidário cresceu e se tornou missão. Hoje, a HATMO atende a mais de 500 pacientes, oferecendo apoio em diferentes áreas: campanhas para captação de doadores de sangue, plaquetas e medula óssea; fornecimento de suplementos, leite, cestas básicas e produtos de higiene; além de suporte psicológico, jurídico e eventos comemorativos. “Porque através da humanização salvamos vidas”, destaca Rosali.

A história da entidade também foi marcada por perdas que se transformaram em força para continuar. Uma das inspirações foi Valclécia, paciente que não resistiu à espera de um doador compatível. “Ela nos deixou a missão da HATMO. Antes de partir, pediu que buscássemos doadores para os amiguinhos dela. Foi esse pedido que nos fez lutar ainda mais por cada vida”, emociona-se Rosali.

Desde então, a organização se multiplicou em ações educativas e campanhas de conscientização em Natal e cidades do interior. Essa mobilização contribuiu para aumentar o número de doadores voluntários e ampliar as chances de cura de muitos pacientes. “Amar concretamente é fazer a diferença. Esse amor que salva vidas é transformador”, resume a fundadora.

Além do suporte material, a HATMO acolhe pacientes e acompanhantes em casas de apoio. Em 2019, inaugurou a Casa da HATMO (CDH) e, em 2025, ampliou o trabalho com a reabertura da Casa Vida. Nessas estruturas, chamadas de “casas de amor”, são oferecidos hospedagem, cestas básicas, leite em pó, suplementos como Ensure e itens de limpeza. “É maravilhoso poder dizer aos pacientes que eles não estão sozinhos nessa luta. Logo eles se sentem em família e muitos passam a me chamar de mãe ou tia do coração”, conta Rosali.

VOLUNTARIADO E DOAÇÕES

Trabalho se sustenta através de voluntários que passam por treinamentos para integrar os projetos da instituição e auxiliar pacientes – Foto: Reprodução

O trabalho também se sustenta na formação de voluntários. Novos colaboradores passam por treinamentos e se integram a projetos que valorizam o espírito de família dentro da instituição. “Sem as pessoas voluntárias e doadoras, a HATMO não conseguiria fazer a diferença num momento tão delicado da vida de cada paciente”, ressalta Rosali.

Para manter toda essa rede de apoio, a entidade depende de doações e do trabalho voluntário. Duas lojinhas solidárias, localizadas no hall do Hospital Rio Grande e na sede da HATMO, ajudam a arrecadar fundos revertidos diretamente para os custos de manutenção e auxílio aos pacientes. Ainda assim, a demanda é crescente. “Precisamos de muita ajuda para manter nossas duas casas de apoio funcionando e continuar entregando os insumos que nossos guerreiros precisam”, reforça a fundadora.

Os resultados, porém, mostram que o esforço vale a pena. A cada ano, mais pacientes alcançam a cura completa após o transplante de medula óssea, o que reforça o impacto do trabalho realizado. “Ver a vitória de cada guerreiro nos enche de esperança e nos mostra que estamos no caminho certo”, afirma Rosali Cortez.

Rosali também explica que qualquer pessoa pode participar como voluntário ou contribuir com doações presenciais e via Pix (CNPJ: 12.559.336.0001-78). Outras informações podem ser obtidas pelo WhatsApp (84) 98805-8496 ou através do Instagram da instituição. “Nosso compromisso é fazer o possível e o impossível para apoiar nossos guerreiros. Porque juntos, com amor, podemos salvar vidas”, conclui Rosali.


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ALLYSON GASTA EM MONTAGENS DE EVENTOS RECURSOS PARA 3.700 CIRURGIAS

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Enquanto ignora mais de mil mulheres que estão numa fila de espera por cirurgias ginecológicas, o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, esbanja recursos públicos com a realização de seguidos eventos. Somente a uma empresa que trabalha com montagem de estrutura para eventos, Allyson pagou mais de R$ 10 milhões apenas nos sete primeiros meses do ano de 2025.

De acordo com dados do Portal da Transparência da Prefeitura de Mossoró, entre janeiro e julho deste ano, a empresa Samucka Primeiro Mundo EIRELI recebeu R$ 10.079.098,48, de um total de R$ 16.672.018,00 empenhados no período, recursos mais que suficientes para realizar milhares de cirurgias e zerar a fila de espera composta por mulheres de todas as idades.

Conforme dados do Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS (SIGTAP), o Ministério da Saúde paga por R$ 907,93 por uma histerectomia total, a histerectomia subtotal sai por R$ 781,93 e a colpoperineoplastia anterior e posterior por R$ 472,43.

Pela tabela do Sistema Único de Saúde, o volume de recursos seria suficiente para fazer 11.101 cirurgias de histerectomia total, 12.890 cirurgias de histerectomia subtotal ou 21.334 cirurgias de colpoperineoplastia anterior e posterior.

No entanto, o Jornal Diário do RN apurou junto a um hospital particular de Mossoró que o Ministério da Saúde pode conceder um plus que triplica o valor pago por esses procedimentos cirúrgicos, como forma de incentivo aos hospitais. Mesmo assim, os mais de R$ 10 milhões pagos por Allyson seriam o bastante para 3.700 cirurgias de histerectomia total, 4.296 histerectomia subtotal ou 7.111 colpoperineoplastia anterior e posterior, com valores por procedimentos elevados pelo gatilho a R$ 2723,79, R$ 2345,94 e R$ 1417,29, respectivamente.

Nos 55 meses da gestão Allyson Bezerra, a empresa Samucka Primeiro Mundo EIRELI recebeu mais de R$ 42 milhões dos cofres públicos de Mossoró. E tem muito mais a receber.

De acordo com dados do Portal da Transparência da Prefeitura de Mossoró, a empresa conta com o valor de R$ 53.385.264,05 empenhado. Deste montante, R$ 46.285.216,55 foram liquidados, R$ 4.108.023,60 retidos e R$ 42.158.507,70 repassados pela Prefeitura de Mossoró. Em média, a Samucka Primeiro Mundo EIRELI empenhou quase R$ 1 milhão e recebeu mais de R$ 750 mil por mês em 56 meses incompletos da gestão Allyson Bezerra. E não vai parar por ai.

Na segunda-feira (18), foi publicado no Diário Oficial de Mossoró (DOM) a prorrogação de um dos muitos contratos da Samucka Primeiro Mundo EIRELI com a Prefeitura de Mossoró. Neste caso, um contrato de R$ 5.811.730,00 com a Secretaria Municipal de Cultura por um prazo de 12 meses.

Esse contrato foi assinado pela primeira vez em 19/07/2023 com o valor de R$ 4.695.980,00.

Antes de completar o primeiro ano, o contrato ganhou um aditivo de valor de 23,76%, em 13/06/2024, no valor de R$ 1.115.750,00, saltando para o valor total de R$ 5.811.730,00. Já com o montante de R$ 5.811.730,00, o contrato foi prorrogado pela primeira vez em 19/07/2024 e novamente na última segunda-feira (18).

Somente neste mês de agosto, a empresa empenhou mais de R$ 2 milhões de um contrato com a Secretaria Municipal de Agricultura e Desenvolvimento Rural, sendo R$ 1.611.467,00 pela “contratação de serviços de montagem e desmontagem de estruturas, com fornecimento de equipe de apoio, incluindo instalação, manutenção e operação de som e iluminação de palcos para realização e promoção de eventos para a 23° Festa do Bode” e R$ 598.400,00 pela “locação diária de pavilhão em estrutura de box truss Q30”.

Secretaria Municipal de Saúde dá resposta inconsistente e Ministério Público cobra informações mais detalhadas

…e mais de R$ 42 milhões em toda a gestão do prefeito Allyson Bezerra – Foto: Reprodução

A esperada e atrasada resposta da Secretaria Municipal de Saúde de Mossoró ao Ministério Público do Rio Grande do Norte no procedimento de Notícia de Fato instaurado para apurar a suspensão de cirurgias ginecológicas não respondeu nada.

A princípio, a secretária municipal de Saúde, Morgana Dantas, afirma que não houve suspensão dos procedimentos. “Ressaltamos que as demandas não foram suspensas, e estão sendo realizadas por um prestador SUS, devidamente credenciado. ”, disse, sem informar o prestador.

No entanto, na conclusão da resposta, a mesma Morgana informa que “Secretaria Municipal de Saúde sofreu modificações relevantes, de forma a retomar o compromisso de negociação com os prestadores SUS, incluindo a APAMIM, para a retomada dos procedimentos em questão”.

Diante da inconsistência da resposta, o Promotor de Justiça da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Mossoró/RN, Rodrigo Pessoa de Morais, emitiu um novo despacho, na última segunda-feira (18), com prazo improrrogável de 72 horas, para a Secretaria Municipal de Saúde informar a relação completa dos pacientes que se encontram na fila de espera para a realização de cirurgias eletivas e ginecológicas a Unidade Hospitalar responsável e a quantidade e o tipo de procedimentos cirúrgicos que são ofertados diariamente para cada especialidade mencionada.


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GOVERNO DO RN LANÇA EDIÇÃO 2025 DO PROGRAMA CNH POPULAR NESTA SEGUNDA

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A governadora Fátima Bezerra lança, nesta segunda-feira (25), às 11h30, a edição 2025 do Programa CNH Popular. A iniciativa garante a gratuidade completa para obtenção da primeira habilitação (categorias A ou B) ou mudança para categorias C, D ou E, incluindo exames, taxas e cursos teóricos e práticos.

O programa é voltado para pessoas de baixa renda inscritas no CadÚnico e em outros programas assistenciais, assegurando acesso integral ao processo de habilitação. Neste ano, serão disponibilizadas mil vagas, com investimento de R$ 1,67 milhão. As inscrições serão abertas no dia 26 de agosto, pelo site do Detran e pelo Portal de Serviços do Governo.

O lançamento acontece na Sala de Reuniões da Governadora, com participação da equipe do Detran e secretarias parceiras. A edição 2023 do programa registrou mais de 71 mil inscritos.


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