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junho 16, 2026


A FORÇA DA FÉ: O RELATO DE ESPERANÇA DE LUIS HENRIQUE PELA CURA DE HELGA OLIVEIRA

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A rotina vibrante das redações deu lugar, nos últimos dias, a uma vigília silenciosa e movida pela fé. O jornalista e empresário Luis Henrique tem compartilhado, com transparência e emoção, os bastidores da maior batalha que ele e sua esposa, a jornalista Helga Oliveira, já enfrentaram em quase três décadas de união. Luis usa sua voz e sua fé como ferramentas fundamentais no processo de cura de Helga.

Helga Oliveira convive há cinco anos com um quadro de leucemia crônica e uma rotina de tratamento a qual já estavam familiarizados. Mas na última semana, uma gripe evoluiu para uma pneumonia agressiva, condição que a levou à internação. No entanto, os boletins mais recentes trazem notícias que renovam o fôlego da família: o quadro clínico apresenta uma evolução positiva, sinalizando que o corpo tem respondido bem aos cuidados médicos. “Ela está no melhor lugar, que é a Liga, sob os cuidados de médicos abnegados, pessoas incríveis. Ela está se esforçando pra caramba. O quadro clínico dela apresentou uma melhora. Os exames estão melhorando. É um quadro delicado ainda, mas é um quadro de melhora”, contou Luis Henrique em conversa com o Diário do RN na tarde desta segunda-feira (15).

O Poder da Oração
Para Luis Henrique, a medicina e a espiritualidade caminham lado a lado. Ele tem sido o motor de uma robusta corrente de orações que atravessa as redações de Natal, alcança amigos e até mesmo desconhecidos. “A fé é o que nos sustenta”, afirma o jornalista, que vê em cada pequena melhora de Helga um testemunho de que a energia positiva e as preces têm surtido efeito.

“Eu digo a mesma coisa sempre: a ciência está fazendo o trabalho dela, com aqueles profissionais abnegados, extraordinários; a gente está fazendo o nosso papel aqui fora com a fé. Então, a única coisa que eu peço aos amigos para essa mensagem ecoar é que continuem rezando e orando pelo pulmão de Helga. E ela está se esforçando para continuar fazendo a diferença aqui na vida dos que gostam dela e principalmente da família. É fé, ciência e ela fazendo o esforço dela”

Essa mobilização coletiva tem sido um bálsamo para o casal, que é muito querido na comunicação potiguar. A cada postagem ou mensagem de apoio, Luis Henrique reforça que o carinho recebido é um combustível essencial para enfrentar os dias de espera no hospital.

Rotina em Família: Pedro e Caio

No centro dessa jornada estão os filhos do casal, Pedro e Caio. “Caio tem 11 anos, é uma criança autista nível 2 de suporte. Então, é a criança que pergunta pela mãe. A gente diz que ela está dodói, mas que está no hospital e vai voltar. E Pedro, com 16 anos, é um menino super maduro muito crente na fé, já esteve com a mãe, já visitou ela. Ele está consciente e está firme na fé”

A rotina da casa, embora adaptada às necessidades do tratamento de Helga, é mantida com a serenidade de quem confia no amanhã. Luis Henrique destaca o papel dos meninos como fontes de motivação. Para ele, o dia a dia com os filhos é um lembrete constante do que está em jogo: a reconstrução da normalidade e a volta de Helga para o seio do lar. “Sabemos que este é um processo, mas a vitória já está desenhada”, compartilha Luis Henrique.

Luis Henrique e Helga são pais de Pedro e Caio. O jornalista destaca o papel dos filhos como fontes de motivação: “A vitória já está desenhada” – Foto: Reprodução

Olhar para o Futuro
O processo de cura de Helga Oliveira é, acima de tudo, uma lição de resiliência. Enquanto o tratamento segue os protocolos necessários, a corrente de orações permanece ativa.

“O meu clamor é esse, porque eu sei da força, do poder da oração, todos nós sabemos e ela, ela está firme. Eu estou lá duas vezes, três vezes por dia, eu vou lá no ouvidinho dela e converso, converso dizendo tudo que está acontecendo e essa é uma das coisas que eu mais tenho dito quando eu fico de joelho lá e faço as minhas orações: ‘olha tem muita gente aqui torcendo e rezando e orando por você, irmãos espíritas, irmãos evangélicos, irmãos católicos, geral mesmo, geral’. É um conforto saber que tem tanta gente que para um minutinho do seu dia para ler, orar… às vezes, para uma pessoa que nem conhece, mas que com certeza está emanando com a gente”, relata Luis.

A expectativa de amigos, familiares e colegas de profissão é uma só: ver Helga de volta à sua rotina, com a mesma energia e paixão que sempre dedicou a tudo que se propõe a fazer.

Até lá, a família segue unida, sob o comando de um Luis Henrique que hoje escreve — com a vida — uma das matérias mais importantes de sua carreira: a história de uma cura fundamentada no amor e na fé inabalável.

PIONEIRA
Helga Oliveira é uma das grandes pioneiras do jornalismo esportivo no Rio Grande do Norte. Sua importância para a crônica esportiva potiguar se deve principalmente ao fato de ter sido uma das primeiras mulheres a ocupar esse espaço, especialmente na televisão, em uma época em que o ambiente era quase exclusivamente masculino. Helga ajudou a abrir caminhos para as gerações de mulheres que hoje atuam na cobertura de clubes como ABC e América, e em grandes eventos esportivos no estado.

Além da trajetória marcante no esporte, Helga tem uma carreira consolidada e é muito respeitada pela sua atuação na comunicação potiguar. Atualmente, ela também é reconhecida por seu trabalho de conscientização sobre o autismo (com o projeto @papointerior) e por sua paixão por séries turcas (@turquiaemcena).


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OS ERROS QUE PODEM CUSTAR CARO E OS ACERTOS QUE IMPULSIONAM A SUCESSÃO

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Faltando apenas dois meses para o início da campanha eleitoral para as eleições de 2026, a disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte já está em pleno andamento nos bastidores, redes sociais e agendas dos principais pré-candidatos: Allyson Bezerra (União Brasil), Álvaro Dias (PL) e Cadu Xavier (PT). A reta final ainda está distante, porém, já revela estratégias, fortalezas e fragilidades.

Para o jornalista Heitor Gregório, na política, cada momento tem dinâmica própria. Sendo o ex-prefeito de Mossoró, o melhor em presença nas redes sociais, além da agenda que inclui um rodízio pelos municípios do estado e agendas políticas. “Essa combinação tem ampliado sua visibilidade”, acredita.

Com relação a Álvaro Dias, ex-prefeito de Natal, Heitor avalia que o pré-candidato do Partido Liberal, “ainda não encontrou uma estratégia eficiente de comunicação no ambiente digital”.

“Em relação à pré-campanha de Álvaro Dias, percebe-se que a atuação do companheiro de chapa, Babá Pereira, tem sido fundamental na interlocução com prefeitos e lideranças do interior. No entanto, o próprio pré-candidato ainda não encontrou uma estratégia eficiente de comunicação no ambiente digital. Além disso, embora integre a aliança, o senador Styvenson Valentim não mantém uma agenda conjunta frequente com Álvaro, algo que era esperado por muitos aliados e observadores políticos”, considerou.

No que diz respeito ao pré-candidato do Partido dos Trabalhadores, para o jornalista, falta uma integração nas atividades de pré-campanha, de forma que possa melhorar o desempenho do denominado “Time Lula”, formado por Samanda Alves (PT) e Rafael Motta (PDT), ambos pré-candidatos ao Senado, “poderia contribuir para fortalecer essa estratégia, principalmente por Rafael ser um nome conhecido em todo o RN”.

“Mas a campanha ainda vai começar, teremos o horário gratuito de TV, a campanha de rua, dentre outros, que interferem no processo”, pontuou.

Heitor Gregório avalia mudanças: “A campanha ainda vai começar” – Foto: Reprodução

A jornalista e comentarista política Daniela Freire, destaca que a pré-campanha segue “acirrada, adiantada e com fôlego entre os três principais nomes”.

O ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, na avaliação da jornalista, até o momento, foi o pré-candidato que mais errou, tanto na escolha de mirar em Allyson, quanto na condução da pré-campanha por parte da própria equipe. Já com relação a Cadu, ainda de acordo com a jornalista, as pesquisas mostram uma aproximação dos adversários. Sobre Allyson, seu maior problema seria a ausência de palanque nacional.

“Na minha avaliação, quem mais errou até agora foi o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias, não apenas no adversário em que ele tem mirado neste momento a sua munição, que é no pré-candidato Allyson Bezerra, mas na forma como ele próprio e sua equipe têm conduzido as suas falas em entrevistas, o que tem refletindo repercussões negativas, como no caso da UERN, que ele sugeriu a possibilidade de privatizar ou federalizar”, destacou.

Daniela Freire: “Campanha acirrada entre os três principais nomes” – Foto: Reprodução

Com relação ao pré-candidato Cadu Xavier, além de uma aproximação com os adversários, para ela, a grande expectativa será quando “Cadu de Lula” terá a assinatura oficial do presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, e se esse trunfo será capaz de reverter os números das sondagens definitivamente, já que Lula é considerado o maior transferidor de votos do Rio Grande do Norte.

“Sobre Allyson, líder na maior parte das pesquisas, tem também um problema importante, na minha avaliação, a ausência de palanque nacional. Quem é o presidente de Allyson Bezerra?”, avaliou.

O comentarista político Carlos Santos lembra que, embora exista uma data oficial determinada pela Legislação Eleitoral para o início da campanha oficial, sempre há, por outro lado, o que denomina de “jeitinho brasileiro”, para adiantar o período, “onde todos podem tudo, menos pedir explicitamente voto, etc”.

Até o momento, para ele, ainda não existe nenhuma alteração significativa do quadro de pré-disputa que já se desenhava no ano passado. Sobre quem lidera a corrida? Allyson Bezerra, seguido por Álvaro Dias e Cadu Xavier, que segue se arrastando na disputa.

“Enfim, uma hipocrisia permitida e permissiva. Numa avaliação geral, não vejo nenhuma alteração significativa do quadro de pré-disputa que já se desenhava no ano passado. Há um nome na dianteira, Allyson Bezerra, um segundo lugar intocável de Álvaro Dias (o que já ocorria com Rogério Marinho, a quem ele substituiu). Na terceira colocação distante, Cadu Xavier, que mesmo lançado em fevereiro do ano passado, ainda não tracionou. Porém, tudo é cedo e é pré-campanha. Lá adiante saberemos se essas peças terão alteração. Teremos o peso dos programas em rádio e TV no afunilamento e outros fatores que vão determinar o que é mais palatável à massa-gente, ou seja, ao eleitor”, considerou.

Três estratégias diferentes
O maior acerto de Álvaro, conforme a análise de Saulo Spinelly, teria sido a intensificação das viagens e encontros políticos no interior do estado. “Seu principal acerto foi entender que a eleição estadual não se vence apenas na capital. Desde então, passou a intensificar viagens, reuniões regionais e encontros com prefeitos, vereadores e lideranças do interior”, afirmou.

Sobre os pontos positivos do caminho adotado por Álvaro até aqui, para ele, seriam o crescimento no interior do estado, um discurso mais definido ideologicamente, além de uma estrutura política em expansão e boa capilaridade junto aos prefeitos.

Com relação aos pontos negativos, Spinelly destacou que o pré-candidato “ainda carrega uma imagem de um candidato mais velho, precisa transformar apoios políticos em transferência efetiva de votos e tem, também o desafio de não ficar excessivamente dependente da polarização nacional.

“Hoje, a estratégia de Álvaro parece ser a mais tradicional: muito contato presencial, articulação política e fortalecimento de bases municipais”, destacou.

Allyson Bezera, para ele, seria o candidato com maior força digital e alto impacto de imagem.

“Se Álvaro apostou no municipalismo, Allyson apostou na comunicação. Sua pré-campanha tem sido marcada por forte presença digital, vídeos de grande alcance e uma estética de campanha moderna, muito próxima do universo do TikTok e das redes sociais. Foi uma estratégia eficiente para manter seu nome em evidência mesmo antes do período eleitoral”, enfatizou.

Os pontos positivos de Allyson estariam justamente na comunicação eficiente, no conhecimento do alto índice de conhecimento popular, forte identificação com o eleitor mais jovem e na capacidade de pautar o debate político.

Spinelly considera, no entanto, que, apesar da força digital, o ex-prefeito de Mossoró erra no que considera “excesso de centralização na imagem pessoal, dependência elevada das redes sociais, necessidade de ampliar discurso estadual e menor presença física em algumas regiões quando comparado ao ritmo municipalista de Álvaro.

“O principal desafio de Allyson será mostrar que sua candidatura representa mais do que uma comunicação moderna. Em algum momento, precisará aprofundar propostas e consolidar alianças fora do eixo Mossoró-redes sociais”, esclarece.

Sobre Cadu Xavier, Saulo acredita que o ex-secretário da Fazenda ainda busca um protagonismo.

“Entre os três, Cadu foi quem largou mais atrás. Por não possuir histórico eleitoral nem mandato, iniciou a pré-campanha praticamente desconhecido para grande parte do eleitorado. Seu crescimento nos últimos meses, entretanto, mostra que a estratégia do governo começou a surtir efeito. O petista passou a ocupar mais espaço nas redes, intensificou agendas pelo estado e começou a assumir o papel de defensor do legado da governadora”, considerou.

Os pontos positivos de Cadu, para Saulo, estariam no crescimento mostrado nas pesquisas, uma estrutura governista consolidada, o apoio do presidente Lula e da governadora Fátima Bezerra, além do discurso técnico e preparado para debates.

Já os pontos negativos estariam no baixo conhecimento popular em parte do eleitorado, em carregar naturalmente o desgaste do governo estadual e comunicação ainda considerada tímida quando comparada aos adversários.

“A principal mudança observada recentemente foi o aumento do tom político. O Cadu técnico começa a dar lugar ao Cadu candidato, mais disposto ao enfrentamento e ao debate público”, avaliou.

As estratégias podem mudar?

Saulo Spinelly: “Nenhum dos três encontrou ainda sua versão definitiva” – Foto: Reprodução

Spinelly, acredita que não apenas podem. Provavelmente vão: “A pré-campanha é uma fase de posicionamento. A campanha oficial costuma ser outra eleição. É possível que: Álvaro intensifique ainda mais o discurso municipalista e de gestão; Allyson reduza a pirotecnia digital e passe a apresentar mais propostas e conteúdo programático; Cadu assuma postura mais combativa e nacionalize parte do debate com a presença de Lula e do PT. O cenário atual sugere que nenhum dos três encontrou ainda sua versão definitiva de candidato. E é justamente por isso que, apesar das pesquisas e dos movimentos já realizados, a disputa pelo Governo do RN continua aberta. Os próximos meses serão decisivos para saber quem conseguirá transformar visibilidade em voto, estrutura em mobilização e narrativa em liderança eleitoral”, pontuou.

Tendência para os próximos meses
Se a pré-campanha tem sido marcada por movimentos de posicionamento, a


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MARINHO ADMITE DESGASTE DE FLÁVIO APÓS REVELAÇÃO DE ÁUDIOS COM VORCARO

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Coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o senador pelo Rio Grande do Norte, Rogério Marinho, admitiu que o caso “Dark Horse” provocou desgaste político e afetou a trajetória do pré-candidato nas pesquisas de intenção de voto. Em entrevista ao jornal O Globo neste fim de semana, Marinho afirmou que o impacto poderia ter sido menor caso a relação entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro tivesse sido tornada pública anteriormente.

Ao comentar a repercussão do episódio, o senador reconheceu que houve falha na condução política do caso.

“O questionamento feito ao Flávio é que uma relação privada veio a público de uma forma criminalizada. Se ele tivesse tido cuidado de expor isso antes, talvez o impacto não fosse tão grande”, afirmou.

A declaração chama atenção por representar um reconhecimento explícito de que a crise teve consequências eleitorais. Até então, aliados do pré-candidato vinham concentrando esforços em contestar as críticas e minimizar os efeitos da polêmica.

Marinho não negou o desgaste. Pelo contrário, admitiu que o episódio atingiu a campanha.
“Sem dúvida nenhuma, isso deu um abalo na campanha”, declarou.

Apesar disso, procurou relativizar os efeitos de longo prazo e defendeu que o cenário eleitoral ainda está em aberto.

“Uma campanha não é uma corrida de 100 metros, é uma maratona”, disse, ao argumentar que a disputa presidencial será definida ao longo dos próximos meses.

O senador também voltou a defender a legalidade da relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.

Segundo ele, não houve qualquer favorecimento político ou atuação institucional em benefício do empresário.

“Não se trata de contrapartida, de advocacia administrativa nem de apresentação de projetos que vão beneficiar A ou B”, afirmou.

Na mesma resposta da entrevista, Marinho comparou a repercussão do episódio envolvendo Flávio ao tratamento dado a encontros mantidos por Vorcaro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para o senador, houve pesos diferentes na avaliação dos dois casos.

“Ele foi recebido fora da agenda mais de uma vez pelo nosso principal adversário. Não há perplexidade nem indignação”, argumentou.

Questionado sobre a promessa de divulgação da prestação de contas relacionada ao financiamento da cinebiografia de Jair Bolsonaro, Marinho disse esperar que o assunto seja encerrado após a apresentação dos documentos.

“Esperamos que após a prestação de contas, que será feita, as pessoas possam virar essa página e entender que nós temos um Brasil para discutir”, afirmou.

O senador também afastou qualquer possibilidade de substituição de Flávio na disputa presidencial, mesmo diante das turbulências provocadas pelo caso.

“Flávio é o nosso plano A, B, C e F”, resumiu.

A polêmica sobre o caso Dark Horse
A polêmica veio à tona após reportagens da The Intercept Brasil revelarem diálogos e mensagens que expuseram a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As conversas tratavam do financiamento do projeto “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, estimada em mais de R$ 134 milhões. As reportagens levantaram questionamentos sobre a proximidade entre o pré-candidato e o banqueiro e sobre a transparência da captação de recursos para o filme.

A divulgação do material provocou forte repercussão política e ampliou as cobranças por explicações sobre a relação com Vorcaro e a origem dos recursos destinados ao projeto. Desde então, aliados de Flávio sustentam que se trata de uma relação privada, sem contrapartidas ou favorecimentos políticos, enquanto a campanha tenta conter os efeitos do episódio, que acabou refletindo nas pesquisas de intenção de voto.


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MOSSORÓ FESTEJA O SÃO JOÃO E MP PROCESSA PMM POR COLAPSO NA SAÚDE DE CRIANÇAS

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Enquanto milhares de pessoas lotavam as ruas de Mossoró para participar do Pingo da Mei Dia, evento que abriu oficialmente o Mossoró Cidade Junina, uma das maiores festas populares do Rio Grande do Norte, o Ministério Público Estadual levava à Justiça uma denúncia que expõe uma grave crise na saúde pública municipal. A 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde ajuizou uma Ação Civil Pública com pedido de tutela de urgência contra o Município de Mossoró após identificar falhas graves e a interrupção de serviços essenciais no Ambulatório Materno Infantil (AMI), unidade responsável pelo atendimento especializado de crianças, adolescentes, gestantes e mulheres de Mossoró e de municípios da região Oeste.

A ação foi protocolada em 3 de junho de 2026 pelo promotor de Justiça Rodrigo Pessoa de Morais e tem origem no Inquérito Civil nº 04.23.2021.0000066/2026-72, instaurado após denúncia encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público por meio da Manifestação nº 3509324012026-1. Durante a investigação, a equipe técnica do órgão elaborou o Relatório Técnico nº 002/2026, documento que descreve um cenário de “desassistência sistêmica” e “risco iminente de colapso” nos serviços prestados pelo AMI.

Os números indicam que o problema vinha se agravando há meses. Os atendimentos psicológicos realizados pelo AMI caíram de 192 em dezembro de 2025 para 142 em janeiro de 2026 e apenas 71 em fevereiro deste ano. Para o Ministério Público, a redução demonstra o progressivo esvaziamento operacional da unidade até o colapso dos serviços.

Durante inspeção ministerial realizada em 19 de maio de 2026, a própria direção do ambulatório confirmou que os serviços de Psicologia e Psicopedagogia estavam totalmente suspensos desde 15 de abril. A paralisação ocorreu após o encerramento dos contratos temporários dos profissionais que atuavam no local.

Como consequência, mais de 200 crianças com suspeita de transtornos mentais e do neurodesenvolvimento ficaram sem acompanhamento especializado, sem emissão de laudos diagnósticos e sem encaminhamento para serviços de referência, como o CAPS Infantil e o Centro Especializado em Reabilitação. Segundo a Promotoria, a interrupção dos atendimentos pode comprometer o desenvolvimento cognitivo, emocional e social dessas crianças, gerando prejuízos muitas vezes irreversíveis.

Após nova vistoria e análise técnica, entretanto, a Promotoria concluiu que as medidas adotadas não foram suficientes para evitar a interrupção dos serviços. A ação destaca que o Município possuía concurso público vigente e candidatos aprovados em cadastro de reserva, mas não realizou a reposição imediata dos profissionais cujos contratos temporários foram encerrados.

Na ação judicial, o Ministério Público pede que a Justiça determine ao Município o restabelecimento integral dos atendimentos de Psicologia e Psicopedagogia do AMI no prazo máximo de 15 dias, mediante convocação imediata dos aprovados no concurso público ou, alternativamente, por contratação emergencial temporária. Em caso de descumprimento, o órgão requer a aplicação de multa diária de R$ 10 mil ao gestor municipal.

O processo já tramita na Vara da Fazenda Pública de Mossoró. Em despacho assinado em 8 de junho de 2026, o juiz Pedro Cordeiro Júnior decidiu ouvir previamente o Município antes de analisar o pedido de tutela de urgência. O magistrado concedeu prazo de 72 horas para manifestação da Prefeitura e registrou que, diante das peculiaridades do caso, considerava prudente ouvir a parte contrária antes de decidir sobre a liminar. Encerrado o prazo, com ou sem resposta do Município, o processo deverá retornar para apreciação do pedido ministerial.

Até o fechamento desta edição, não havia decisão sobre a concessão da tutela de urgência requerida pelo Ministério Público.

O caso chama atenção pelo contraste entre a realização de um dos maiores eventos festivos do estado e a situação encontrada na principal unidade de atendimento materno-infantil da região. Embora a ação não atribua responsabilidade pessoal ao ex-prefeito Allyson Bezerra, os documentos do Ministério Público mostram que a redução dos atendimentos e a insuficiência de profissionais já vinham sendo registradas antes da suspensão total dos serviços, quadro que culminou na judicialização da questão.

Para a Promotoria, houve esgotamento das tentativas de solução administrativa e a intervenção do Poder Judiciário tornou-se necessária para garantir o direito à saúde de crianças, adolescentes, gestantes e mulheres que dependem do AMI.


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