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junho 10, 2026


CGU APONTA FRAUDE EM EVENTO DO SESI NO RN COM PRODUTORA DO FILME DE BOLSONARO

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Uma reportagem publicada recentemente pelo Intercept Brasil trouxe novamente ao centro do debate nacional o Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade ligada à produção do documentário “Dark Horse” e citada em investigações envolvendo recursos do Sistema S. O que poucos lembram é que a instituição já havia sido alvo de uma ampla auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU), que apontou sobrepreços, superfaturamento e falhas na aplicação de recursos destinados a eventos realizados no Rio Grande do Norte.

Os apontamentos constam no Relatório de Auditoria nº 996973, elaborado pela Controladoria Regional da União no Rio Grande do Norte. O documento integrou uma fiscalização nacional promovida pela CGU para analisar a regularidade de patrocínios concedidos pelo Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria (SESI). Os resultados foram consolidados no Relatório de Avaliação nº 1178459, concluído em 17 de agosto de 2022.

A investigação analisou contratos executados nos exercícios de 2017 e 2018. No Rio Grande do Norte, os auditores examinaram três projetos realizados pelo Instituto Conhecer Brasil durante o ano de 2018: o 3º SESI Futuro – Redescobrindo o Brasil, realizado em Mossoró, além da 8ª Feira da Cidadania e da 10ª Feira da Cidadania, que percorreram municípios do interior potiguar.

Juntos, os três eventos receberam R$ 2,3 milhões em recursos do SESI Nacional.

SOBREPREÇOS E SUPERFATURAMENTO

Planilhas da auditoria da CGU mostram superfaturamento de equipamentos contratados para os eventos – Foto: Reprodução

Segundo a CGU, foram encontradas irregularidades desde a aprovação dos projetos até a prestação de contas dos recursos recebidos.

No projeto 3º SESI Futuro – Redescobrindo o Brasil, os auditores identificaram sobrepreço de R$ 594.422,26 e superfaturamento de R$ 373.186,00.

Na 8ª Feira da Cidadania, o relatório apontou sobrepreço de R$ 450.025,32. O evento foi realizado nos municípios de Campo Grande, Umarizal, Bom Jesus e Jardim do Seridó.

Já na 10ª Feira da Cidadania, os auditores calcularam sobrepreço de R$ 430.131,20. A programação ocorreu em Acari, Caicó, João Câmara e São Miguel do Gostoso.

Somados, os valores de sobrepreço identificados ultrapassam R$ 1,47 milhão apenas nos projetos executados no Rio Grande do Norte. O relatório também registra divergências entre documentos fiscais e registros contábeis que totalizaram R$ 70.594,87.

FALHAS NA APROVAÇÃO E FISCALIZAÇÃO
Além dos indícios de sobrepreço e superfaturamento, a CGU identificou uma série de falhas na condução dos projetos.

Entre elas estão a aprovação acelerada das propostas, ausência de análise detalhada dos custos apresentados, deficiência na comprovação da capacidade técnica da entidade executora, início de atividades antes da formalização contratual e fiscalização considerada insuficiente por parte do SESI.

No caso do 3º SESI Futuro, a auditoria afirma que a execução do projeto deixou de observar condições básicas de regularidade e boa gestão dos recursos. Segundo os auditores, a fragilidade dos controles internos possibilitou situações classificadas como potencial desvio de finalidade e má aplicação dos recursos destinados ao evento.

Outro ponto destacado foi a deficiência do acompanhamento realizado pelo SESI Nacional. De acordo com a CGU, em diversos momentos a fiscalização ficou restrita à análise documental apresentada pelas entidades responsáveis, sem mecanismos efetivos para verificar a execução das atividades financiadas.

EVENTOS MENORES DO QUE O PREVISTO
A investigação nacional também concluiu que diversos eventos patrocinados pelo SESI foram realizados em dimensões inferiores às previstas nos projetos originais.

Segundo a CGU, houve situações em que as contrapartidas prometidas pelas entidades executoras foram cumpridas apenas parcialmente, apesar da liberação integral dos recursos previstos nos contratos.

O relatório aponta ainda que prestações de contas acabaram sendo aprovadas mesmo diante de inconsistências posteriormente identificadas pela equipe de auditoria.

CGU RECOMENDOU RESSARCIMENTO E APURAÇÃO
Ao final dos trabalhos, a Controladoria recomendou ao SESI Nacional a adoção de medidas para aperfeiçoar seus mecanismos de controle e avaliar a viabilidade jurídica de instaurar procedimentos voltados ao ressarcimento dos valores considerados irregulares.

A CGU também sugeriu a apuração de responsabilidades dos agentes envolvidos nos processos de aprovação, fiscalização e prestação de contas dos contratos auditados.

A repercussão do caso ganhou novo fôlego após a reportagem do Intercept Brasil revelar detalhes sobre contratos envolvendo o Instituto Conhecer Brasil. Embora os fatos analisados pela Controladoria sejam referentes aos anos de 2017 e 2018, os documentos mostram que a entidade já era alvo de questionamentos dos órgãos de controle há vários anos, especialmente em projetos financiados com recursos públicos e parafiscais.

Posicionamento da FIERN
O Diário do RN entrou em contato com a Fiern (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte) que afirmou estar aguardando informações d


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APOIO A STYVENSON VALENTIM AFASTA JÚLIA ALMEIDA DA CHAPA AO GOVERNO COM CADU

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Cotada nos bastidores como um dos nomes do PSDB para compor a chapa governista encabeçada por Cadu Xavier (PT) em 2026, a médica Júlia Almeida, primeira-dama de Parelhas e pré-candidata a deputada estadual, passou a enfrentar resistência crescente dentro do campo aliado ao Governo do Estado. O motivo são as recentes demonstrações públicas de alinhamento político com o senador Styvenson Valentim (Podemos), uma das principais lideranças da oposição potiguar.

O Diário do RN revelou recentemente que Júlia aparecia entre os nomes observados para ocupar a vaga de vice-governadora na chapa governista. A escolha de uma mulher é defendida pelo próprio Cadu Xavier, que já declarou ao jornal enxergar na composição feminina um caminho natural para a construção da aliança. Além disso, informações de bastidores apontam que a vaga deverá ficar com o PSDB, partido presidido no Estado pelo deputado estadual Ezequiel Ferreira.

Nos últimos dias, porém, declarações da própria Júlia e movimentações do prefeito de Parelhas, Dr. Tiago Almeida, passaram a alimentar dúvidas sobre a viabilidade política de seu nome para integrar um projeto liderado pelo PT.

Em entrevista à 95 FM, a médica declarou voto em Styvenson Valentim para o Senado Federal, destacando os investimentos destinados pelo parlamentar ao município.

“Eu sou uma pessoa ponderada, eu voto em pessoas que acreditam que fazem o bem para a nossa população. Então, assim, o Styvenson investiu muito na saúde de Parelhas, colocou emendas para a gente ter a reforma de uma escola. Quem faz o bem merece o nosso voto. O meu primeiro voto é em Styvenson Valentim, o segundo ainda não tenho”, afirmou declarando o apoio ao senador e deixando a preferência pela segunda vaga em aberto.

A declaração repercutiu nos bastidores políticos justamente porque Styvenson é identificado como uma das principais lideranças do campo conservador e oposicionista no Estado. Embora a médica não tenha feito qualquer referência à disputa pelo Governo do Estado, a fala foi interpretada por interlocutores da base governista como um sinal político relevante.

A situação ganhou novos capítulos na semana com a circulação de registros e postagens do prefeito Dr. Tiago Almeida em colaboração com senador. Em uma publicação sobre o avanço das obras da Central de Imagens de Parelhas, o gestor atribuiu diretamente ao parlamentar a viabilização do projeto.

“Essa conquista só está sendo possível graças à parceria com o senador Styvenson Valentim. Tenho a certeza de que, em 2026, estaremos aqui celebrando a entrega de um equipamento que fará a diferença na vida de milhares de pessoas”, escreveu.

A postagem reforçou a percepção de proximidade entre o grupo político de Parelhas e o senador.

Embora a relação institucional entre prefeitos e parlamentares seja comum, o momento em que ela ocorre chamou atenção, especialmente diante das discussões sobre a composição da chapa governista.

Nos bastidores, a avaliação é que as manifestações públicas de apoio a Styvenson diminuem as chances de Júlia ser escolhida para ocupar a vice de Cadu Xavier. Isso porque a estratégia do grupo governista passa pela construção de um discurso de unidade política em torno da sucessão estadual.

A mudança de cenário ocorre apesar de Júlia ter sido vista recentemente ao lado da governadora Fátima Bezerra e do próprio Cadu Xavier em agendas políticas, o que havia reforçado especulações sobre sua inclusão no projeto governista.

Caso a primeira-dama de Parelhas realmente deixe de ser considerada para a composição majoritária, outros nomes do PSDB passam a ganhar força nas conversas. Entre os mais citados estão a vice-prefeita de Currais Novos, Milena Galvão, irmã de Ezequiel Ferreira, e a deputada estadual Cristiane Dantas, esposa do ex-vice-governador Fábio Dantas.


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BENES CRITICA KELPS E AFIRMA QUE BASES REJEITARAM APOIAR O EX-DEPUTADO

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As declarações do ex-deputado Kelps Lima (União Brasil), que apontou os deputados federais Benes Leocádio, João Maia e Robinson Faria como seus principais adversários na disputa por uma vaga na Câmara Federal em 2026, provocaram reação dentro da própria Federação União Progressista. Em entrevista ao Diário do RN, Benes Leocádio rebateu a tese de concorrência interna, negou qualquer tipo de traição ao correligionário e defendeu que o fortalecimento coletivo da nominata é o caminho para ampliar o número de eleitos.

Para Benes, a postura adotada por Kelps acabou criando dificuldades dentro da própria Federação ao direcionar sua estratégia eleitoral contra os atuais parlamentares do grupo.

“A dificuldade que ele criou é exatamente querendo derrotar os parceiros que poderiam ajudá-lo”, afirmou.

O deputado também rejeitou a narrativa de que os atuais detentores de mandato tenham descumprido compromissos com Kelps. Segundo ele, houve tentativas de construção de apoios, mas a resistência das próprias bases eleitorais inviabilizou avanços.

“Houve conversas. Ele solicitou que os deputados que já tinham mandato e que fossem permanecer na nominata abrissem mão de alguns apoios, mas a resistência de todos os apoiadores consultados foi muito grande”, explicou.

De acordo com Benes, alguns parlamentares chegaram a consultar lideranças e bases eleitorais sobre a possibilidade de redirecionamento de apoios, mas encontraram forte rejeição.

“Houve tentativas de alguns, mas uma resistência incontornável. Não podemos fazer nada. Teve colega que consultou dezenas e dezenas de apoiadores, e a resposta era a mesma”, relatou.

Benes rejeitou a tese de que a Federação tenha descumprido compromissos com Kelps Lima. “De forma nenhuma houve traição. De forma nenhuma”, declarou.

A principal divergência entre os dois está justamente na leitura sobre a disputa proporcional. Enquanto Kelps afirmou que um dos atuais deputados federais da Federação precisaria ficar de fora para que ele conquistasse uma vaga, Benes sustenta que a lógica eleitoral funciona de forma diferente.

“Eu não vejo essa questão de concorrência interna, não. Para mim, quanto mais votos os colegas tiverem, mais chance temos de eleger mais gente”, afirmou ao Diário do RN.

O parlamentar argumenta que, em eleições proporcionais, o crescimento da nominata beneficia todos os integrantes da chapa.

“Se a gente entende de eleição proporcional, quanto mais votos a nominata tiver, mais chance alguém tem de ser eleito. “A Federação disputa bem duas vagas e mais uma. Há chance real de eleger três deputados federais”, ressaltou.

Na avaliação do deputado, o foco deveria estar na construção coletiva da nominata. “Se você quer buscar voto para somar no conjunto, na nominata, eu tenho que pensar em agregar e não desagregar”, disse.

Mesmo diante das críticas feitas por Kelps, Benes afirmou não guardar ressentimentos e declarou que continua torcendo pelo sucesso eleitoral de todos os integrantes da federação.

“Eu desejo muito boa sorte a ele, que tenha muitos votos e que possa ser um dos eleitos no número que a nominata conquistar”, afirmou.

Declaração de Kelps gera repercussão
O posicionamento de Benes surge após reportagem publicada na edição anterior do Diário do RN mostrar que Kelps Lima considera seus principais adversários justamente os deputados federais da FederaçãoUnião Progressista. Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-deputado chegou a afirmar que “um deles vai ter que sair para a gente poder entrar”, ao citar nominalmente Benes Leocádio, João Maia e Robinson Faria.


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“JÁ PARARAM PARA PENSAR POR QUE ALLYSON PULA TANTO EM SEUS EVENTOS?”

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As críticas da Sesap (Secretaria de Estado da Saúde Pública) ao equipamento de saúde inaugurado pelo ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (União Brasil), ganharam um novo capítulo nesta segunda-feira (09). Em vídeo divulgado nas redes sociais, o secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, voltou a questionar a estrutura e o funcionamento da unidade municipal, classificando-a como uma policlínica e não como um hospital, além de associar a estratégia de divulgação do equipamento ao que chamou de “jogo das aparências”.

Na gravação, Motta também direciona críticas pessoais ao pré-candidato ao Governo do Estado, fazendo referência aos frequentes saltos realizados por Allyson em eventos públicos e vídeos publicados nas redes sociais.

“Vocês já pararam para pensar por que o candidato Allyson pula tanto em todos os seus eventos? Afinal, ele não é candidato a saltimbanco, mas a governador do Estado”, afirmou o secretário.

Saltimbanco é o nome dado a artistas populares que costumam se apresentar em ruas, praças e feiras realizando acrobacias e performances. Para Motta, a imagem construída pelo ex-prefeito estaria relacionada a uma estratégia de valorização da aparência em detrimento do conteúdo administrativo.

“A razão está no jogo das aparências. E é mesmo porque ele insiste em chamar a policlínica que inaugurou em Mossoró de hospital”, declarou.

O secretário voltou a sustentar que a unidade municipal não reúne características compatíveis com um hospital de maior porte. Segundo ele, o equipamento realiza exames e cirurgias eletivas de baixo risco, sem estrutura para atender casos mais complexos.

“A policlínica realiza exames eletivos e também cirurgias eletivas de baixo risco em pacientes selecionados com baixo potencial de complicação”, afirmou.

Na sequência, Motta reforçou que pacientes com quadros mais delicados são encaminhados para outras unidades da rede de saúde.

“Os pacientes com maior potencial de complicação são direcionados à Apamim [Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e Infância de Mossoró]. E os pacientes que eventualmente complicam são direcionados ao Hospital Tarcísio Maia, como já aconteceu em dois casos”, disse.

As declarações reforçam críticas feitas anteriormente pelo próprio secretário em entrevista ao Diário do RN. Na ocasião, ele já havia afirmado que a unidade não possui leitos de UTI, não atende urgência e emergência de forma permanente e não funciona durante a noite nem aos finais de semana.

“Lá também não dispõe de atendimento noturno, nem de fim de semana, nem de UTI”, reiterou.

Para o titular da Sesap, embora os serviços ofertados pela unidade tenham importância para a população, eles não seriam suficientes para enfrentar os principais gargalos da saúde pública na região Oeste.

“As ações da policlínica são importantes, mas não são determinantes para mudar o rumo da saúde em Mossoró nem na região hoje”, avaliou.

Segundo ele, o principal problema continua sendo a falta de leitos de retaguarda, fator que contribui para a sobrecarga do Hospital Regional Tarcísio Maia e das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do município.

“Tarcísio Maia vive sobrecarregado, apesar de contar com 219 leitos de internamento. E as UPAs de Mossoró também. A razão é a mesma: faltam leitos de retaguarda na região”, afirmou.

Motta defendeu que a implantação de uma estrutura hospitalar com maior capacidade assistencial teria impacto mais significativo na rede pública de saúde.

“A presença de um hospital de fato aliviaria o Tarcísio, as UPAs e a saúde como um todo sairia beneficiada”, declarou.

Ao concluir a crítica, o secretário voltou a associar a discussão à postura política de Allyson Bezerra.

“Faltou pé no chão para o prefeito candidato quando escolheu pular o óbvio em razão das aparências, mais uma vez”, concluiu.


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