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junho 12, 2026


JORNALISTA POTIGUAR VIVE BASTIDORES DA SELEÇÃO BRASILIERA NA COPA 2026

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Enquanto muitos potiguares se preparam para torcer pela Seleção Brasileira diante das telas, uma mossoroense está vivendo o sonho do hexacampeonato de um ângulo privilegiado. Atalija Lima, gerente de redes sociais da Uber para a América Latina, uma das empresas patrocinadoras da CBF, ganhou os gramados norte-americanos para coordenar a estratégia digital da marca, acompanhar influenciadores e produzir conteúdo exclusivo diretamente dos bastidores.

Para Atalija, estar em Nova York para o primeiro jogo da Seleção tem um significado que mistura o sucesso profissional com uma realização pessoal antiga. “Eu vivi a Copa de 2014 no Brasil, fui a dois jogos em Natal, mas não cheguei a ver a Seleção Brasileira. Essa vai ser a primeira vez que vou conseguir ver o Brasil jogando em uma Copa. É muito especial combinar o lado profissional com essa paixão pessoal”, revelou a jornalista em conversa com o Diário do RN.

Acesso aos ídolos
A rotina nos Estados Unidos tem sido intensa e gratificante. Durante a fase final de treinamentos nesta semana, Atalija teve acesso direto aos craques que buscam o título mundial. “Foi uma experiência surreal. Eu jamais imaginei que estaria em um lugar com poucas pessoas, tendo acesso a ídolos como Vini Júnior, Neymar, Endrick e ao próprio técnico Ancelotti. Ver o planejamento tático e depois poder interagir com eles foi algo que só o meu trabalho poderia proporcionar”, conta a jornalista.

Ela também revela que essa proximidade com a seleção tem feito o coração de torcedora bater diferente.

“Confesso que alguns meses atrás eu não estava com expectativa muito grande, mas não tem como você não se contagiar estando aqui, vendo a seleção, vendo a empolgação dos torcedores brasileiros. Então agora eu estou muito confiante. Eu não sei se o Hexa vem, mas eu tenho certeza já que a gente chega bem longe”.

Nova York dividida: Futebol vs. NBA
Apesar da presença brasileira, Atalija observa que o clima de “Copa do Mundo” nos Estados Unidos ainda é diferente da efervescência vivida no Brasil. Segundo ela, o foco dos nova-iorquinos no momento está dividido.

“O pessoal aqui de Nova York ainda não entrou totalmente no clima, principalmente porque os New York Knicks estão nas finais da NBA. A Copa acaba sendo um assunto secundário para eles agora, mas nada que a chegada em massa dos brasileiros na cidade não resolva”, diverte-se.

Um papo de cinema: o encontro com Spike Lee

Entre os lances táticos e a produção de conteúdo, Atalija Lima viveu um momento que ela define como “completamente surreal”: um encontro descontraído com o lendário cineasta norte-americano Spike Lee.

Conhecido por ser um fervoroso torcedor e fã da cultura brasileira, Spike Lee estava acompanhando o treino da Seleção quando Atalija se aproximou. “Ele estava sendo super solícito. Cheguei para pedir uma foto e dizer que era fã, e ele simplesmente disse: ‘não, senta aqui do meu lado, vamos bater um papo’”, relata a potiguar.

O diálogo, que durou alguns minutos, teve até espaço para geografia e elogios. “Ele perguntou de onde eu era. Quando eu disse Brasil, ele quis saber o local exato, pois o país é muito grande. Expliquei que era de Natal, no Nordeste. Ele ainda elogiou meu cabelo e me perguntou se eu iria ver o jogo dos Knicks”, conta Atalija, impressionada com a simplicidade do diretor. “Ele foi adorável e estava genuinamente interessado no que eu tinha para falar. Agradeço muito à Seleção por essa oportunidade”, finaliza


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GUAMARÉ PERDE MAIS DE R$ 45 MILHÕES DE ARRECADAÇÃO EM APENAS DOIS ANOS

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Guamaré vem registrando uma expressiva redução em seus cofres públicos. Os dados fiscais mostram que a arrecadação municipal caiu mais de R$ 45 milhões entre 2024 e 2025 e segue em trajetória de queda nos primeiros meses de 2026.

De acordo com os números dos Relatórios Resumidos de Execução Orçamentária (RREO), a arrecadação total de Guamaré alcançou R$ 279.705.774,36 em 2024. No ano seguinte, o montante recuou para R$ 234.380.352,02, representando uma perda de R$ 45.325.422,34 em apenas um ano, o equivalente a uma redução de aproximadamente 16,2%.

A queda foi impulsionada principalmente pela redução das receitas de ICMS e ISS, duas das principais fontes de arrecadação do município. Os repasses de ICMS passaram de R$ 135.816.908,32 em 2024 para R$ 108.850.517,29 em 2025, uma diminuição de R$ 26.966.391,03, correspondente a quase 20%.

Já a arrecadação de ISS caiu de R$ 29.649.394,94 para R$ 22.193.004,11, uma perda de R$ 7.456.390,83, equivalente a 25,1%.

Na contramão da tendência de queda, o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) apresentou crescimento. Os repasses federais passaram de R$ 30.461.556,62 em 2024 para R$ 33.717.341,83 em 2025, um aumento de R$ 3.255.785,21, ou 10,7%. Apesar disso, o incremento não foi suficiente para compensar as perdas registradas nas receitas ligadas à atividade econômica local.

A tendência de retração também é observada nos dados mais recentes. No primeiro bimestre de 2024, o município arrecadou R$ 106.782.397,21. Em 2025, no mesmo período, as receitas somaram R$ 76.244.854,01. Já em 2026, a arrecadação caiu para R$ 66.581.488,14.

A comparação entre os primeiros bimestres de 2024 e 2026 revela uma redução de R$ 40,2 milhões, correspondente a uma queda de 37,6%. Em relação ao primeiro bimestre de 2025, a perda foi de R$ 9,66 milhões, ou 12,7%.

Os números evidenciam uma crescente frustração de receitas em um município historicamente beneficiado por elevados repasses provenientes da atividade industrial e petrolífera. Embora Guamaré continue entre as cidades com maior capacidade de arrecadação do Estado, a diminuição dos recursos disponíveis reduz a margem financeira da administração municipal para investimentos, obras e ampliação de serviços públicos.

O cenário exige atenção da gestão municipal, uma vez que a manutenção da tendência de queda poderá impor desafios cada vez maiores ao equilíbrio fiscal e à execução de políticas públicas. A evolução da arrecadação nos próximos meses será determinante para avaliar se o município conseguirá recuperar parte das perdas registradas desde 2024 ou se enfrentará mais um ano de retração nas receitas.

Os dados também demonstram que, apesar da relevância econômica do setor petrolífero para Guamaré, a forte dependência dessas receitas torna o município mais vulnerável às oscilações do mercado, da produção e dos repasses tributários. Com menos recursos entrando nos cofres públicos, cresce a necessidade de planejamento e de uma gestão cada vez mais eficiente dos gastos municipais.


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PLACA DE OBRA E DOCUMENTOS REVELAM QUE ALLYSON NÃO CONSTRUIU HOSPITAL

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A polêmica em torno do Hospital Municipal Francisca Gonçalves da Silva, em Mossoró, ganhou um novo desdobramento após documentos obtidos pelo Diário do RN revelarem que a unidade foi originalmente licitada, contratada e construída como uma policlínica. A informação reforça questionamentos já levantados pelo secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, que tem contestado a classificação da estrutura como hospital em razão das limitações de funcionamento e atendimento.

O extrato do Contrato nº 09/2024, firmado entre a Prefeitura de Mossoró e a Construtora Proel LTDA., não deixa dúvidas quanto ao objeto da obra. O documento registra expressamente a “Construção da Policlínica”, localizada na Avenida Francisco Mota, no bairro Alto de São Manoel. Inicialmente orçada em R$ 5,3 milhões, a obra teve sucessivos aditivos contratuais e superou os R$ 10 milhões em investimentos até sua conclusão.

Documentos oficiais também confirmam as informações sobre a obra – Foto: Reprodução

A mesma nomenclatura aparece na placa oficial afixada durante a execução da obra, conforme mostrou reportagem do Blog Carol Ribeiro. Na placa exposta no canteiro de obras, a Prefeitura apresenta o empreendimento como “Construção de Policlínica”, repetindo a descrição constante no processo licitatório e no contrato firmado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura.

Segundo a reportagem, o projeto apresentado à Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa) para obtenção da área também previa a implantação de uma policlínica. A mesma nomenclatura foi utilizada pelo então prefeito Allyson Bezerra em vídeo publicado nas redes sociais em 2024, no início das obras.

Ainda de acordo com a publicação do blog, a mudança para Hospital Municipal ocorreu apenas nas etapas finais da construção, já próximo da inauguração e do início da movimentação pré-eleitoral.

Concidentemente, o Hospital Municipal de Mossoró deixou de ser apresentado pela gestão de Allyson Bezerra como Policlínica e passou a ser denominado de hospital no mesmo período em que a governadora Fátima Bezerra anunciava a implantação do Hospital Metropolitano do Rio Grande do Norte, localizado em Parnamirim, e após o então prefeito de Natal, Álvaro Dias, entregar a primeira etapa do Hospital Municipal de Natal.

A coincidência temporal passou a ser observada como motivação para a mudança de nomenclatura, já que não houve mudança no projeto da obra e nem estava prevista nenhuma alteração substancial para o funcionamento da unidade, que foi planejada, projetada e executada para ser Policlínica. Somente depois é que ‘virou’ hospital.


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AGRIPINO E ALLYSON SILENCIAM SOBRE CRISE ENTRE KELPS, JOÃO, BENES E ROBINSON

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A escalada da disputa interna na Federação União Progressista tem produzido declarações públicas, trocas de críticas e divergências estratégicas sobre a eleição proporcional de 2026. Em meio ao embate, porém, chama atenção o silêncio das duas principais lideranças do União Brasil no Rio Grande do Norte: o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, pré-candidato ao Governo do Estado, e o ex-senador José Agripino Maia, presidente estadual da legenda.

Mesmo após dias de repercussão envolvendo integrantes da própria Federação, nenhum dos dois se manifestou publicamente sobre o conflito. O silêncio ganha relevância porque tanto Allyson quanto Agripino ocupam posições centrais na construção política do grupo para as eleições deste ano e são considerados peças-chave nas articulações da oposição no Estado.

Nos bastidores, a avaliação é que uma manifestação de qualquer um dos dois poderia ser interpretada como apoio a um dos lados da disputa, ampliando ainda mais o desgaste interno em um momento em que a Federação tenta construir unidade para a sucessão estadual e para as disputas proporcionais.

O silêncio chama atenção especialmente no caso de Allyson Bezerra. Além de ser apontado como principal liderança eleitoral do União Brasil no Rio Grande do Norte, o ex-prefeito foi citado pelo próprio Kelps Lima como uma das razões para sua filiação ao partido.

“Eu fui para o União Brasil porque Allyson está lá. Em todas as campanhas eu estive ao lado de Allyson.

Allyson é meu amigo e eu acredito no projeto dele”, afirmou o ex-deputado em vídeo divulgado nesta semana.

Já José Agripino, além de presidir o União Brasil no Estado, participa diretamente das articulações políticas da Federação e tem atuado na construção das nominatas para 2026, o que torna sua ausência no debate ainda mais observada por lideranças e aliados.

O Diário do RN procurou Allyson Bezerra e José Agripino Maia para comentar a crise envolvendo integrantes da Federação União Progressista e informar se pretendem atuar como mediadores do conflito. Até o fechamento desta edição, porém, não houve retorno por parte de nenhuma das lideranças.

Impasses na União Progressista
A crise interna ganhou força após Kelps Lima afirmar, em vídeo publicado no último fim de semana, que seus principais adversários na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados são justamente os deputados federais Benes Leocádio, João Maia e Robinson Faria, todos integrantes da Federação União Progressista.

Nesta quarta-feira (10), o ex-deputado voltou às redes sociais e elevou o tom das críticas.

“Benes não é meu amigo, João Maia não é meu amigo, Robinson não é meu amigo. Eles três, além de serem meus adversários legítimos, eu sou adversário deles e eles são adversários entre si”, declarou.

Em seguida, Kelps reforçou o discurso de renovação da bancada federal e fez críticas diretas aos parlamentares.

“Não acho que sejam bons políticos. Acho que são três políticos retrógrados e que pelo menos um a gente precisa tirar”, afirmou.

Algumas das declarações provocaram reação imediata do deputado federal Benes Leocádio, que, em entrevista recente ao Diário do RN, negou qualquer tipo de traição ao correligionário e criticou a estratégia de confronto adotada pelo ex-deputado.

Segundo Benes, a lógica da eleição proporcional é baseada na soma de votos da nominata, e não na eliminação de aliados. O parlamentar também revelou que tentativas de transferência de bases eleitorais para fortalecer a pré-candidatura de Kelps encontraram forte resistência dos próprios apoiadores consultados.

Para Benes, o fortalecimento coletivo da Federação é o caminho para ampliar o número de vagas conquistadas pelo grupo em 2026, enquanto a estratégia de confronto interno tende a dificultar a construção da nominata.


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