Início » Arquivos para 15 de setembro de 2026, 11:00h

setembro 15, 2026


UNIFACEX APOSTA EM EDUCAÇÃO HUMANIZADA E CONECTADA AO FUTURO

  • por
Compartilhe esse post

transformações da sociedade. A instituição, fundada pelo economista José Maria Barreto de Figueiredo, consolidou-se ao longo das décadas com atuação na educação básica e no ensino superior.

Hoje, a condução desse legado está nas mãos da reitora do UNIFACEX e diretora pedagógica do Colégio Facex, Candysse Figueiredo e de Oswaldo Figueiredo, Diretor Financeiro. Ela começou a trabalhar na instituição aos 18 anos e passou por diferentes setores antes de assumir funções de gestão. Ele iniciou a ajudar ao pai aos 15 anos no departamento financeiro.

“Comecei a trabalhar aqui muito nova e me apaixonei por educação. Hoje, a educação é a minha vida”, afirma.

Segundo Candysse, a trajetória da instituição é marcada pela busca por qualidade e por uma relação próxima com os estudantes.

“O aluno aqui não é um número. Ele é uma pessoa. Ele tem acesso aos coordenadores, ele tem acesso à reitoria. Eu faço reunião com eles, quando necessário, porque gosto de sentir a instituição através do aluno, pelos olhos do aluno. A gente aprende muito com eles”, destaca.

Direito mais próximo do mercado
Uma das áreas que passa por um processo de modernização é o curso de Direito. Neste ano, o advogado e professor Sebastião Leite assumiu a coordenação da graduação e passou a desenvolver iniciativas voltadas à aproximação entre universidade, mercado e órgãos do sistema de Justiça.

Candysse explica que a escolha pelo professor ocorreu pela identificação de seu perfil com a proposta de modernização do curso.

“Ele é uma pessoa de muito network, uma pessoa antenada com o mercado e realmente está agregando muito ao curso”, afirma.

A aproximação com o mercado levou a instituição a visitar órgãos como Tribunal de Justiça, Tribunal Regional do Trabalho, Tribunal de Contas, Procuradoria do Estado, Ministério Público e escritórios de advocacia. “Além das visitas as instituições estamos firmando convênios com alguns desses órgãos para estágio de nossos alunos. A intenção é compreender as transformações do mercado jurídico e avaliar possíveis adequações na formação dos estudantes.”, afirma o Prof. Sebastiao Leite.

Para os estudantes, a experiência também aparece nos resultados acadêmicos. Milena Monteiro, que está no décimo período e cursa sua segunda graduação, atribui à combinação entre experiência pessoal, dedicação e qualidade dos professores a aprovação de primeira no Exame da OAB.

“Eu comecei a estudar Direito à medida que as matérias iam sendo dadas. Não deixei acumular. A Unifacex me ajudou muito, porque o corpo docente é muito bom, os professores são muito preparados e têm uma didática muito boa, focada também na prova da OAB”, relata.

André Felipe Godeiro destaca a integração entre teoria e prática e a proximidade da coordenação com os estudantes. Ele foi aprovado na OAB ainda no oitavo período.

“A coordenação sempre caminha praticamente lado a lado com os alunos, atendendo aos pleitos.

E, academicamente, a faculdade promove ações de extensão, projetos, aulas integradas, aulas fora do campo universitário e atividades práticas. Essa mistura da teoria com a prática, que é muito importante no ramo do Direito, contribuiu muito para a minha formação e para que eu passasse de primeira na OAB”, acrescenta.

Leitura e tecnologia a serviço da formação
Ao assumir a coordenação do curso de Direito, Sebastião Leite identificou um desafio relacionado ao hábito de leitura entre os estudantes.

Em uma das primeiras atividades em sala, perguntou quantos alunos estavam lendo livros.

Apenas seis dos 59 estudantes presentes responderam afirmativamente.

A situação levou o professor a criar o Clube do Livro que esta levando os alunos ao saudável hábito de leitura e permitindo discussões sobre os mais variados temas.

“Eu disse a eles: você contrataria um advogado que não lê? Você se sentiria à vontade de ser julgado por um juiz que não lê e que não acompanha a jurisprudência? E eles disseram que não.

Eu disse: aqui eu não vejo mais estudantes de Direito. Eu vejo futuros promotores, advogados, procuradores, juízes e professores”, relata.

Outra ferramenta criada pelo coordenador foi o QR Code do Saber. Códigos espalhados pelas salas levam os estudantes a conteúdos curtos, como palestras e falas de filósofos, psicólogos e especialistas.

“Esta tecnologia de o aluno chegar, passar no celular, clicar no QR Code e ver um filósofo falando, ver um psicólogo palestrando, ver o Prêmio Nobel de Matemática dizendo como foi que ele chegou ali, é uma forma de usar a tecnologia a nosso favor e oferecer aos nossos alunos um conteúdo de qualidade.”, explica Sebastião.

Inteligência artificial e o futuro do Direito
A inteligência artificial também entrou no debate sobre o futuro da formação jurídica. Para Candysse, o avanço tecnológico não representa o fim da profissão, mas exige adaptação.

“Existe muito esse mito de que o curso de Direito vai se acabar. E a gente vê que não. O que o profissional precisa é se adequar a essa nova realidade. A inteligência artificial vem para somar como um recurso. Mas esse contato humano não vai se acabar”, afirma.

Inclusão e atenção
Outro eixo que ganhou espaço na instituição é a inclusão. Candysse destaca que o UNIFACEX busca preparar professores e equipes para lidar com diferentes perfis de estudantes.

Neste semestre, a instituição promoveu uma formação voltada aos professores sobre neurodivergência, em parceria com o curso de Psicologia.

“Esse aluno que está chegando é um aluno que é autista, mas ele não só tem autismo. Ele vem às vezes com TDAH, com uma questão de transtorno de ansiedade. Então, tudo isso, o nosso professor tem que estar realmente preparado para receber e acolher esse aluno”, explica.

Teoria e prática no curso de Direito
O professor e vice-coordenador do curso de Direito, Thiago Rufino, destaca que a graduação busca aproximar a teoria da realidade profissional.

Um dos principais instrumentos é o Núcleo de Práticas Jurídicas, que presta atendimento gratuito à população, especialmente a cidadãos hipossuficientes de Natal e Parnamirim. O espaço oferece orientação jurídica e encaminhamento de ações, com acompanhamento de advogado-orientador.

“Possui uma estrutura física e equipamentos que possibilitam simulações de audiências, bem como um auditório próprio que permite a realização de palestras com profissionais dos diversos ramos do Direito. Essa prática também está atrelada à atividades de extensão realizadas em associações comunitárias, sindicatos e outros entes de cunho social”, afirmou o professor.

Na área de pesquisa, os estudantes podem participar de atividades de iniciação científica e publicar trabalhos na revista própria do curso.

O curso também mantém convênios com órgãos da área jurídica no RN e parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil no Estado, tendo iniciado uma parceria com o Lions Clube e passará a participar do Projeto Justiça na Praça em parceria com o TJRN, levando alunos e professores para atenderem as comunidades assistidas pelo Projeto.

A formação inclui preparação para o Exame da OAB, com simulados e aulas de revisão. Os estudantes também têm contato com empreendedorismo por meio da empresa Júnior Jurisconsulto, na qual prestam serviços de orientação a pequenos empreendedores.

A iniciativa amplia a experiência prática e apresenta aos estudantes diferentes possibilidades de atuação profissional.

Candysse Figueiredo, o fundador José Maria e o professor Sebastião Leite – Foto: Reprodução

Uma história construída em 55 anos
A trajetória do UNIFACEX está diretamente ligada à história de seu fundador, José Maria Barreto de Figueiredo. Economista e empresário, ele iniciou sua trajetória profissional ainda jovem e transformou a experiência empresarial em um projeto educacional.

A instituição começou com cursos profissionalizantes e, posteriormente, ampliou sua atuação para a educação básica e o ensino superior.

A expansão ocorreu de forma gradual, acompanhando as transformações de Natal e as demandas do mercado.

Para José Maria, a educação sempre esteve ligada à preparação das pessoas para um mundo em transformação. Essa visão ajudou a orientar a criação de diferentes cursos e a construção do complexo educacional.

Hoje, a combinação entre tradição e inovação aparece como uma das principais características do projeto educacional do UNIFACEX.

De um lado, está uma instituição construída ao longo de 55 anos, com uma história familiar e presença no ensino básico e superior do Rio Grande do Norte. De outro, estão os desafios de uma nova geração de estudantes, marcada pela tecnologia, pelas mudanças no mercado de trabalho e por uma diversidade maior de necessidades educacionais.

Para Candysse, o papel da instituição é fazer essa ponte. “Educação transforma. A gente quer transformar essas pessoas. É esse o nosso propósito”, conclui.


Compartilhe esse post

BENES AMPLIA BASES E SE FORTALECE NA DISPUTA POR VAGA NA CÂMARA FEDERAL

  • por
Compartilhe esse post

A cerca de 20 dias da eleição, Benes Leocádio (União Brasil) chega à reta final da campanha pela reeleição entre os nomes competitivos para a Câmara dos Deputados. Com 46 prefeitos em sua base e destaque nas pesquisas, o parlamentar atribui o crescimento à ampliação de sua presença no interior e ao trabalho desenvolvido nos últimos oito anos.

Em entrevista ao Diário do RN, Benes afirmou que os levantamentos recentes reforçam a expectativa de conquistar o terceiro mandato. “Graças a Deus, pelo que sentimos desses dados que temos de pesquisas que vieram ao conhecimento há pouco, nos posicionam numa disputa com chances reais de chegarmos ao pódio mais uma vez. Naturalmente, como já falei, é o reconhecimento, a avaliação de um trabalho que o Estado inteiro já conhece”, afirmou.

Na pesquisa DataVero/Diário do RN divulgada na última quinta-feira (10), Benes aparece com 2,58% das citações espontâneas para deputado federal, sendo o nome mais citado entre os candidatos ligados ao grupo político de Allyson Bezerra (União Brasil).

O deputado também aponta a ampliação das bases como um dos principais sinais do crescimento. Segundo ele, eram cinco prefeitos em sua primeira eleição para a Câmara, em 2018. Em 2022, chegou a 22 e, neste ano, contabiliza 46 dos 167 gestores municipais.

“Iniciamos nossa trajetória em 2018 com apenas cinco prefeitos apoiando o nosso projeto. Em 22, chegamos a 22 e hoje já contamos com 46 dos 167. Acredito eu que seja a maior base de apoio de uma candidatura a deputado federal de toda a história do Rio Grande do Norte, nunca conheci outra”, afirmou.

Benes diz ainda que o mandato chegou a quase uma centena de municípios, com ações em áreas como saúde, educação e geração de emprego e renda. Ele cita construção de escolas, creches, quadras e unidades básicas de saúde, manutenção de hospitais, aquisição de equipamentos e ambulâncias, além de galpões para oficinas de costura. Segundo o parlamentar, quase 40 municípios foram contemplados nesse último segmento, com mais de mil empregos gerados.

“Isso muito me encoraja para continuar nessa luta, sabendo que não tem sido fácil. Muito me alegra saber que aonde chegamos tem alguma ação do mandato do deputado Benes. Eu entendo isso como retribuição pelos dois mandatos que o povo potiguar já nos deu e não é nenhum favor, é obrigação nossa, até porque foi para isso que nos colocamos como opção”, disse.

União na nominata e aposta em três vagas
Ao lado de João Maia e Robinson Faria, Benes forma o trio mais forte da Federação União Progressista na disputa pela Câmara. Apesar da concorrência direta pelos votos, o deputado defende a união da nominata e acredita que os três podem alcançar votações expressivas.

“Entendo essa disputa como salutar, respeitosa. São três grandes nomes com perfis parecidos da entrega que fazemos através dos nossos mandatos”, afirmou. “Os colegas que estão na nossa nominata também têm boas bases transferidoras de votos e espero que todos nós tenhamos excelentes votações, naturalmente sonhando e desejando que uma das vagas a serem conquistadas seja através do nosso mandato”, disse.

Benes estima que as três candidaturas podem superar, juntas, 400 mil votos e não descarta a conquista de três cadeiras pela Federação. “Eu entendo que só essas três candidaturas deverão somar mais de 400 mil votos. Vai surpreender muita gente, os cientistas e analistas políticos, a capacidade de votos de cada um”, projetou.

Para ele, o desempenho dos demais integrantes será decisivo. “Eleição proporcional é eleição de conjunto, de grupo. Eu sou daqueles que torço que todos sejam muito bem votados, porque ninguém se elege sozinho”, reforçou.

Benes aposta em vitória Allyson no primeiro turno
Na disputa pelo Governo, Benes também demonstra confiança em Allyson Bezerra e acredita na possibilidade de vitória já no primeiro turno.

“Eu não só acredito, como desejo que essa vitória já possa chegar no primeiro turno”, afirmou.

Segundo o deputado, o fortalecimento da candidatura não ocorre apenas pelas adesões políticas.

“A candidatura de Allyson está sendo a cada dia mais fortalecida, não por apoiadores, não por lideranças que resolveram seguir com ele, mas pela opinião pública, pelo voto espontâneo, popular que a gente tem encontrado”, disse.


Compartilhe esse post

SAMANDA CONFRONTA STYVENSON E DISPARA: “MORALISTA SEM MORAL”

  • por
Compartilhe esse post

A candidata ao Senado Samanda de Lula (PT) usou declarações do próprio Styvenson Valentim (Podemos) para confrontar o senador após a Operação Sem Lastro, deflagrada nesta segunda-feira (14) pela Polícia Federal. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ela responde aos questionamentos feitos por Styvenson sobre os R$ 1,5 milhão apreendidos e o chama de “moralista sem moral”.

A publicação começa com um trecho do vídeo em que Styvenson, ainda sem saber quem estaria relacionado ao dinheiro, pergunta: “Quem será, hein? Pra quem foi esse saque de um milhão e meio que a Polícia Federal pegou hoje pela manhã?”.

Samanda responde diretamente ao senador. “Então eu vou te contar, senador. Esse dinheiro, um milhão e meio de reais, segundo a imprensa, pertence ao deputado Luiz Eduardo, do PL, que está indo para a reeleição, seu aliado político”.

Na sequência, a candidata recupera outra declaração de Styvenson, na qual ele afirma: “Um milhão e meio para Caixa 2, viu?”. A partir daí, Samanda destaca as ligações partidárias entre o senador e Luiz Eduardo. “Do partido do seu candidato ao governo, do partido do seu candidato a presidente, do partido do seu companheiro de chapa ao Senado Federal”.

Ao final, a petista concentra as críticas diretamente em Styvenson e questiona se ele manterá o mesmo discurso após o nome do aliado aparecer relacionado ao caso. “Vai chamar o seu aliado deputado de ladrão? Vai explicar de onde é que veio o dinheiro, o Caixa 2, um milhão e meio de dinheiro vivo para compra de voto? Ou vai continuar por trás do seu celular, dando uma de moralista sem moral?”, disparou.

Relação com Luiz Eduardo
Para reforçar a proximidade política entre os dois, Samanda também incluiu no vídeo declarações anteriores de Luiz Eduardo. Em uma delas, o deputado manifesta apoio à candidatura do senador: “E meu candidato a senador é Styvenson e Coronel Hélio”.

A candidata também resgatou a relação entre os dois em torno da destinação de recursos. “E agora, senador, o que o senhor vai fazer com essa informação? Vai pedir de volta ao deputado os mais de R$ 4 milhões que destinou para ele? Inclusive, ele foi ao seu gabinete agradecer”, questionou.

Na montagem publicada por Samanda, aparece em seguida uma declaração anterior de Styvenson sobre os recursos destinados: “Tá nas mãos dele, tá recebido”.

Luiz Eduardo nega caixa dois
Após a operação, Luiz Eduardo divulgou nota negando a prática de Caixa 2 e afirmando que os valores apreendidos têm origem lícita e comprovável. Segundo o deputado, o dinheiro é resultado de saques realizados em suas próprias contas bancárias.

“A investigação tem por base saques realizados em contas bancárias do próprio deputado. Movimentação lícita, declarada e de origem plenamente comprovada, cuja documentação será apresentada às autoridades competentes”, afirmou a nota.

O valor chama atenção diante da declaração de bens apresentada pelo candidato à Justiça Eleitoral. Luiz Eduardo declarou cerca de R$ 700 mil em recursos próprios em aplicações previdenciárias e contas correntes, enquanto sustenta que os aproximadamente R$ 1,5 milhão apreendidos pela PF também pertencem a ele e têm origem lícita.

Segundo o parlamentar, o dinheiro permanecia guardado em sua residência e não havia sido utilizado na campanha. “Não há Caixa 2 sem recurso arrecadado à margem da prestação de contas ou aplicação de despesas de campanha. Em nenhuma dessas hipóteses ocorreu gasto de dinheiro”, declarou.

Operação apreendeu R$ 1,5 milhão
Deflagrada nesta segunda-feira (14), em Natal, a Operação Sem Lastro investiga indícios de falsidade ideológica eleitoral e possível utilização de recursos não declarados em atividades de campanha, o chamado Caixa 2.

De acordo com a Polícia Federal, a investigação identificou saques em espécie realizados por um servidor público do Rio Grande do Norte. As movimentações levantaram suspeitas de incompatibilidade entre os valores movimentados e o patrimônio declarado à Justiça Eleitoral.

Durante a operação, foram apreendidos mais de R$ 1,5 milhão em dinheiro vivo.


Compartilhe esse post

STYVENSON CHAMA ALVO DA PF DE LADRÃO ANTES DE SABER QUE ERA UM ALIADO DELE

  • por
Compartilhe esse post

ral, o senador Styvenson Valentim (Podemos) publicou um vídeo nas redes sociais em tom duro contra o responsável pelo dinheiro apreendido. Chamou o suspeito de “safado”, “bandido” e “ladrão” e levantou suspeitas de compra de votos. Mais tarde, o deputado estadual Luiz Eduardo (PL), aliado de palanque do senador, informou que a investigação tem como base saques realizados em contas bancárias de sua titularidade.

A publicação foi feita após a Polícia Federal apreender, nesta segunda-feira (14), mais de R$ 1,5 milhão em espécie durante uma operação que investiga a utilização de recursos financeiros não declarados em atividades de campanha eleitoral no Rio Grande do Norte, prática conhecida como “Caixa 2”. A PF não divulgou oficialmente o nome do agente político investigado.

“Quem será, hein? Para quem foi esse saque de um milhão e meio que a Polícia Federal pegou hoje pela manhã, hein? Um milhão e meio para ‘Caixa 2’, viu?”, questionou Styvenson no início do vídeo.

Ao longo da gravação, o senador aumentou o tom e associou o dinheiro apreendido à possibilidade de compra de votos. “Para quem era esse dinheiro, viu? Você ia comprar voto de quem, homi?”, disse. Em outro momento, acrescentou: “Está aí, pega lá a pacoteira de um milhão e meio para comprar voto. Desse jeito fica fácil ser eleito”.

Styvenson também pediu aos seguidores que compartilhassem a publicação para descobrir quem estaria relacionado à apreensão. “Espalha o vídeo que eu estou doido para saber de quem foi esse safado aí, esse bandido que está comprando voto”, afirmou.

A declaração mais contundente veio na sequência. “Toma, bando de ladrão. Rouba dinheiro do povo para comprar voto, bando de safado”, disse o senador, antes de relacionar as críticas à atuação que afirma desenvolver na fiscalização de recursos públicos.

“Por isso que eu fiscalizo o dinheiro público, por isso que eu vou atrás de cada centavo, por isso que tem alguns prefeitos que não me toleram, não gostam de mim, alguns políticos aí que não me toleram, não gostam de mim, porque eu fico atrás”, declarou.

No encerramento, Styvenson afirmou que não responde a processos e se apresentou como “mão limpa”. “Eu sim tenho mão limpa, viu? Já denunciei um monte de gente, agora denunciado, tem não, viu? Prova”, afirmou. E encerrou: “Só tem ladrão”.

Caso chega a colega de palanque
Depois das declarações de Styvenson, Luiz Eduardo se pronunciou em nota e informou que a investigação tem como base movimentações financeiras de sua titularidade. O deputado é filiado ao PL e integra o mesmo campo político do senador na atual eleição.

A informação levou internautas a cobrarem de Styvenson uma nova manifestação, desta vez após o nome do aliado vir à tona. “E agora, capitão, foi do coleguinha do PL”, escreveu um internauta.

Outro comentou: “O deputado é do seu próprio partido que você apoia”.

Também houve cobrança para que o senador mantivesse o mesmo tom adotado no primeiro vídeo. “Cadê seu comentário depois que você já sabe quem é o candidato, senador? Seja homem, rapaz, e fale contra a corrupção, ou só é corrupto um lado! Aguardando sua manifestação”, escreveu outro internauta.

A Polícia Federal, no entanto, não divulgou oficialmente o nome do agente político investigado. A existência dos saques, por si só, não comprova compra de votos, desvio de dinheiro público ou as demais acusações feitas por Styvenson no vídeo.

Até o fechamento desta edição, Styvenson não havia se pronunciado sobre o caso após a manifestação de Luiz Eduardo e a repercussão nas redes sociais. O senador, porém, alterou a legenda da publicação: o vídeo, inicialmente acompanhado da expressão “Ahhh ladrão”, passou a trazer a frase “Quem for podre que se quebre”.

Styvenson sinaliza R$ 3 milhões para deputado

Visita em gabinete e liberação de emendas mostram proximidade – Foto: Reprodução

A relação entre Styvenson e Luiz Eduardo vai além da composição no mesmo campo político nesta eleição. Os dois mantêm diálogo e articulação política, inclusive em torno da destinação de recursos para obras. Em abril deste ano, o deputado esteve com o senador em Brasília para solicitar uma emenda de R$ 3 milhões destinada à pavimentação de 26 ruas na Zona Norte de Natal.

Na ocasião, Styvenson sinalizou apoio ao pedido, em um episódio que evidencia a proximidade política entre os dois meses antes da atual campanha eleitoral.


Compartilhe esse post