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outubro 20, 2026


“ALLYSON É O MAIOR PERSEGUIDOR DE SERVIDORES QUE JÁ EXISTIU EM MOSSORÓ”

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A relação de Allyson Bezerra (União Brasil) com os servidores públicos de Mossoró é um dos principais pontos de crítica da vereadora Marleide Cunha (PT), que acompanha a categoria também como professora e dirigente sindical. Em entrevista ao Diário do RN, ela acusou o prefeito de retirar direitos, impor jornadas exaustivas e transformar o ambiente de trabalho em um espaço de medo e perseguição. A vereadora afirmou ainda temer que esse modelo seja levado para o Governo do Estado.

“Allyson Bezerra é o maior tirano, o maior perseguidor de servidores públicos que já existiu na Prefeitura Municipal de Mossoró. Ele retirou direitos fundamentais dos servidores”, afirmou.

Entre as medidas citadas, Marleide apontou o fim da data-base, a redução da licença para tratamento de saúde e o fim do recesso dos professores readaptados. “Ele retirou, acabou com a data-base no serviço público, com a data de reajuste de servidor. Ele diminuiu licença para tratamento de saúde. Ele acabou com o recesso dos professores readaptados. Ele põe jornadas exaustivas nos servidores públicos”, declarou.

A vereadora também chamou atenção para a situação dos servidores recém-concursados. Segundo ela, alguns profissionais têm salário-base inferior ao salário mínimo por ainda não possuírem adicionais ou progressões de carreira.

“Os servidores hoje têm salário base menor do que o salário mínimo. Em Mossoró existem servidores recebendo menos do que o salário mínimo. Inclusive, já tem ações na Justiça sobre isso”, declarou, citando como exemplos técnicos de Segurança do Trabalho e profissionais de nível médio da saúde.

Medo e adoecimento
Para Marleide, o impacto das medidas ultrapassa questões salariais e administrativas. Ela afirma que o ambiente criado pela gestão tem provocado adoecimento entre os servidores. “Essa realidade, além do profundo adoecimento no serviço público, o medo, a perseguição é uma coisa que não existiu em Mossoró”, disse. Em seguida, reforçou a crítica: “Não existiu em Mossoró outro gestor público ou um prefeito que se compare ao padrão, ao nível de perseguição, de adoecimento, de trabalhar com o medo, de intimidação, de estresse, de adoecimento, como aconteceu na gestão do ex-prefeito de Mossoró”, afirmou.

A relação com o magistério também foi citada. Marleide afirmou que a gestão não cumpriu, segundo sua avaliação, os direitos relacionados à carreira docente e destacou a situação dos supervisores escolares.

“Não cumpriu, por exemplo, o piso salarial dos professores. E não é só não cumprir o piso. Ele, por exemplo, acabou, tirou da carreira da profissão docente, do plano do magistério, os supervisores de escolas. Os supervisores escolares não estão mais no plano do magistério”, declarou.

“O povo acordou”
A vereadora avalia que o tratamento dispensado aos servidores já teria repercutido eleitoralmente em Mossoró. “O povo acordou. E os servidores públicos têm uma contribuição muito forte nessa perda de votos de Allyson. As pessoas reconhecem e sabem o sofrimento que os servidores de Mossoró enfrentam nessa gestão”, afirmou.

Para ela, a consequência alcança toda a população porque o servidor está na linha de frente dos serviços municipais. “Se você não trata bem o servidor público, que é quem está na linha de frente, que atende a população, você acaba desrespeitando a população também. Porque um servidor adoecido, um servidor desvalorizado, um servidor que é o tempo todo forçado a viver um ambiente de trabalho insalubre é um servidor que não tem condição de atender bem a população”, pontuou.

É nesse ponto que Marleide projeta sua principal preocupação com a disputa estadual. “Nós temos uma preocupação muito grande que esse mal, essa crueldade, possa se estender ao Rio Grande do Norte, ao Estado inteiro”, afirmou.

Na avaliação dela, a mudança de escala de poder agravaria o problema que aponta em Mossoró.

“Porque com o poder na mão, ele ainda fortalece mais a tirania que ele exerce, no caso, exerceu aqui em Mossoró e vai querer exercer no Estado”, declarou.

Marleide encerrou reforçando sua disposição de manter a oposição ao candidato. “Eu sou muito convicta da nossa missão de impedir que esse tirano chegue ao cargo de governar esse Estado.

Vamos fazer o que tiver ao nosso alcance para mostrar a verdade e abrir os olhos do povo do Rio Grande do Norte”, concluiu.


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CADU DE LULA GANHA REFORÇO DO PSDB E ALLYSON AVANÇA SOBRE BASES MUNICIPAIS

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A reta final do segundo turno no Rio Grande do Norte vem sendo marcada por uma corrida por adesões entre Cadu de Lula (PT) e Allyson Bezerra (União Brasil). A movimentação ganhou novo peso no domingo (18), quando o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), anunciou apoio a Cadu e levou consigo os demais deputados estaduais da bancada tucana: Cristiane Dantas, Gustavo Soares e Taveira Júnior. Juntos, os quatro parlamentares somaram quase 200 mil votos na eleição.

Em entrevista ao Diário do RN, Cadu classificou a adesão como um reforço importante na reta final e destacou a trajetória política de Ezequiel e sua relação com a gestão da governadora Fátima Bezerra.

“A chegada do presidente Ezequiel ao nosso projeto é um grande momento para a nossa campanha, especialmente neste momento decisivo. Teremos ao nosso lado um grande líder político com trabalho prestado e reconhecido em todo o estado”, afirmou Cadu.

O candidato também destacou a capacidade de articulação do grupo tucano em diferentes regiões. “Ele é um parceiro de muito tempo do governo da professora Fátima, ajudou a construir dias melhores para o nosso Rio Grande do Norte, e nos ajudará a manter o RN na rota do desenvolvimento”, declarou.

A adesão ocorreu uma semana antes do segundo turno e amplia o arco político reunido em torno de Cadu. O grupo de Ezequiel pretende mobilizar prefeitos, vice-prefeitos e vereadores de municípios do Seridó, Vale do Açu, Agreste e Grande Natal.

Cadu também associou a nova aliança à disputa sobre os rumos do Estado. “Ezequiel fortalece a nossa missão de não deixar que o Estado seja entregue a um personagem que tenta enganar o povo potiguar. Nós não vamos deixar o RN retroceder. Vamos trabalhar juntos para todos, especialmente os que mais precisam”, afirmou.

Ezequiel, por sua vez, ao oficializar a adesão, resumiu a posição do grupo: “Estamos juntos nessa disputa pelo melhor para o Rio Grande do Norte”, declarou.

O apoio de Ezequiel a Cadu já era esperado e vinha sendo desenhado nas semanas seguintes ao primeiro turno. O presidente da Assembleia passou o período em uma série de reuniões com aliados e integrantes de sua base política, avaliando o cenário e discutindo os rumos do grupo antes de formalizar a adesão.

Allyson amplia apoios municipais
Do outro lado, Allyson vem ampliando alianças com prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e grupos políticos em diferentes regiões do Estado. No Seridó, recebeu o apoio do prefeito de Florânia, Galo (PSDB), que havia apoiado Álvaro Dias no primeiro turno, além de lideranças de Currais Novos, Carnaúba dos Dantas, Timbaúba dos Batistas e Equador.

No Vale do Açu, aderiu o grupo político de Pendências, liderado pela prefeita Dra. Lays Helena e pelo vice-prefeito Gilberto Fonseca, com participação do ex-prefeito Flaudivan Martins, vereador e integrantes da administração municipal.

Na região do Agreste, Allyson também ampliou sua base em Vera Cruz, com o presidente municipal do União Brasil, Deinho Lopes, e o vereador Cleonaldo Júnior, e em Serra de São Bento, onde recebeu o apoio do grupo de oposição liderado por Sérgio e pelos vereadores Dedé e Joelson.

Em Frutuoso Gomes, a vice-prefeita Zilna e o ex-prefeito Lucídio, que estavam com Cadu no primeiro turno, também migraram para a candidatura de Allyson.

Na região Potengi, o movimento ganhou novas adesões nesta segunda-feira (19), com o apoio do prefeito de São Paulo do Potengi, Pacelli Souto, do vice-prefeito Lucas Macedo e de cinco vereadores: Nego Aleixo, Cida da Saúde, Neilson Azevedo, Rhanderson de Telma e Kekel de Titico.

O grupo também havia apoiado Álvaro Dias no primeiro turno.


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