“ALLYSON É O MAIOR PERSEGUIDOR DE SERVIDORES QUE JÁ EXISTIU EM MOSSORÓ”

A relação de Allyson Bezerra (União Brasil) com os servidores públicos de Mossoró é um dos principais pontos de crítica da vereadora Marleide Cunha (PT), que acompanha a categoria também como professora e dirigente sindical. Em entrevista ao Diário do RN, ela acusou o prefeito de retirar direitos, impor jornadas exaustivas e transformar o ambiente de trabalho em um espaço de medo e perseguição. A vereadora afirmou ainda temer que esse modelo seja levado para o Governo do Estado.
“Allyson Bezerra é o maior tirano, o maior perseguidor de servidores públicos que já existiu na Prefeitura Municipal de Mossoró. Ele retirou direitos fundamentais dos servidores”, afirmou.
Entre as medidas citadas, Marleide apontou o fim da data-base, a redução da licença para tratamento de saúde e o fim do recesso dos professores readaptados. “Ele retirou, acabou com a data-base no serviço público, com a data de reajuste de servidor. Ele diminuiu licença para tratamento de saúde. Ele acabou com o recesso dos professores readaptados. Ele põe jornadas exaustivas nos servidores públicos”, declarou.
A vereadora também chamou atenção para a situação dos servidores recém-concursados. Segundo ela, alguns profissionais têm salário-base inferior ao salário mínimo por ainda não possuírem adicionais ou progressões de carreira.
“Os servidores hoje têm salário base menor do que o salário mínimo. Em Mossoró existem servidores recebendo menos do que o salário mínimo. Inclusive, já tem ações na Justiça sobre isso”, declarou, citando como exemplos técnicos de Segurança do Trabalho e profissionais de nível médio da saúde.
Medo e adoecimento
Para Marleide, o impacto das medidas ultrapassa questões salariais e administrativas. Ela afirma que o ambiente criado pela gestão tem provocado adoecimento entre os servidores. “Essa realidade, além do profundo adoecimento no serviço público, o medo, a perseguição é uma coisa que não existiu em Mossoró”, disse. Em seguida, reforçou a crítica: “Não existiu em Mossoró outro gestor público ou um prefeito que se compare ao padrão, ao nível de perseguição, de adoecimento, de trabalhar com o medo, de intimidação, de estresse, de adoecimento, como aconteceu na gestão do ex-prefeito de Mossoró”, afirmou.
A relação com o magistério também foi citada. Marleide afirmou que a gestão não cumpriu, segundo sua avaliação, os direitos relacionados à carreira docente e destacou a situação dos supervisores escolares.
“Não cumpriu, por exemplo, o piso salarial dos professores. E não é só não cumprir o piso. Ele, por exemplo, acabou, tirou da carreira da profissão docente, do plano do magistério, os supervisores de escolas. Os supervisores escolares não estão mais no plano do magistério”, declarou.
“O povo acordou”
A vereadora avalia que o tratamento dispensado aos servidores já teria repercutido eleitoralmente em Mossoró. “O povo acordou. E os servidores públicos têm uma contribuição muito forte nessa perda de votos de Allyson. As pessoas reconhecem e sabem o sofrimento que os servidores de Mossoró enfrentam nessa gestão”, afirmou.
Para ela, a consequência alcança toda a população porque o servidor está na linha de frente dos serviços municipais. “Se você não trata bem o servidor público, que é quem está na linha de frente, que atende a população, você acaba desrespeitando a população também. Porque um servidor adoecido, um servidor desvalorizado, um servidor que é o tempo todo forçado a viver um ambiente de trabalho insalubre é um servidor que não tem condição de atender bem a população”, pontuou.
É nesse ponto que Marleide projeta sua principal preocupação com a disputa estadual. “Nós temos uma preocupação muito grande que esse mal, essa crueldade, possa se estender ao Rio Grande do Norte, ao Estado inteiro”, afirmou.
Na avaliação dela, a mudança de escala de poder agravaria o problema que aponta em Mossoró.
“Porque com o poder na mão, ele ainda fortalece mais a tirania que ele exerce, no caso, exerceu aqui em Mossoró e vai querer exercer no Estado”, declarou.
Marleide encerrou reforçando sua disposição de manter a oposição ao candidato. “Eu sou muito convicta da nossa missão de impedir que esse tirano chegue ao cargo de governar esse Estado.
Vamos fazer o que tiver ao nosso alcance para mostrar a verdade e abrir os olhos do povo do Rio Grande do Norte”, concluiu.
