Início » Arquivos para 9 de outubro de 2026, 05:00h

outubro 9, 2026


EZEQUIEL DEVE ANUNCIAR APOIO A CADU DE LULA NA PRÓXIMA SEMANA

  • por
Compartilhe esse post

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB), ainda não anunciou apoio a Cadu de Lula (PT) ou Allyson Bezerra (União Brasil) no segundo turno da disputa pelo Governo do Estado. Depois de apoiar Álvaro Dias (PL) no primeiro turno, o deputado iniciou conversas com seu grupo político antes de definir o caminho que seguirá na nova etapa da eleição.

A decisão ocorre em um cenário diferente daquele do primeiro turno. Em julho, Ezequiel oficializou o apoio a Álvaro depois de uma decisão majoritária do PSDB e de seu grupo político. Na ocasião, porém, fez questão de preservar a relação institucional com a governadora Fátima Bezerra (PT), deixando claro que a divergência eleitoral não significava rompimento administrativo.

A manutenção dessa relação, inclusive com espaços ocupados por aliados de Ezequiel na estrutura do Governo, foi interpretada nos bastidores como uma porta aberta para uma eventual reaproximação política com o campo governista após a saída de Álvaro da disputa.

Agora, com Cadu e Allyson no segundo turno, essa possibilidade volta a ganhar peso. Ezequiel deverá ouvir as lideranças que participaram de sua campanha antes de tomar uma decisão. O movimento já foi confirmado publicamente: o presidente da Assembleia pretende reunir seu grupo para discutir o posicionamento.

Relação com Fátima foi preservada
A relação entre Ezequiel e Fátima tem uma trajetória que antecede a eleição de 2026. Durante os dois mandatos da governadora, o presidente da Assembleia manteve uma relação política e institucional próxima ao governo estadual, mesmo quando passou a integrar movimentos de oposição.

Em 2022, Ezequiel chegou a ser procurado por setores da oposição para disputar o Governo contra Fátima, mas optou por permanecer no campo político da governadora e contribuir para sua reeleição.

O rompimento ocorreu apenas no contexto da eleição de 2026, quando Ezequiel e o PSDB decidiram apoiar Álvaro. A própria comunicação feita à época ressaltava que os caminhos seriam diferentes “na parte política”, mas que a relação em defesa dos interesses do Estado permaneceria.

Essa separação entre a escolha eleitoral e a relação administrativa acabou preservando uma ponte entre os dois grupos. Agora, com Álvaro fora da disputa, a definição de Ezequiel volta a ser acompanhada tanto pelo grupo de Cadu quanto pelo de Allyson.

Dois caminhos no segundo turno
Ezequiel chega à nova etapa da eleição com força política ampliada. O presidente da Assembleia foi reeleito para o cargo de deputado estadual com 73.217 votos, a segunda maior votação para a Assembleia Legislativa.

O peso de sua decisão, porém, não está apenas na votação individual. Ezequiel lidera um grupo com prefeitos, vereadores, deputados e outras lideranças espalhadas pelo Estado, cuja posição pode influenciar diferentes municípios.

Durante o primeiro turno, o tucano chegou a participar de agendas ao lado de Allyson em municípios onde seus aliados apoiavam o candidato do União Brasil, mas manteve formalmente o apoio a Álvaro. A situação evidenciou a autonomia existente dentro de sua base e agora deverá ser considerada na definição do segundo turno.

Com a disputa entre Allyson e Cadu definida por uma diferença de 15.509 votos no resultado final, os dois candidatos passaram a buscar os grupos que ficaram fora da segunda etapa. O TSE registrou 733.809 votos para Allyson, contra 718.300 para Cadu.

Nesse cenário, o silêncio de Ezequiel não representa ainda uma escolha por nenhum dos dois lados. A decisão dependerá das conversas com sua base, mantendo em aberto uma definição que poderá reorganizar parte das alianças construídas no primeiro turno.


Compartilhe esse post