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outubro 2, 2026


COMÉRCIO DEVE MOVIMENTAR MAIS R$ 300 MILHÕES NO DIA DAS CRIANÇAS NO RN

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O Dia das Crianças deve movimentar R$ 322,87 milhões no Rio Grande do Norte em 2026, segundo projeção do Instituto Fecomércio RN (IFC). O montante representa crescimento nominal de 9,2% e, com os descontos da inflação, é de cerca de 4,8%. A estimativa considera o potencial de consumo com presentes e passeios ou comemorações relacionadas à data.

Nas três cidades pesquisadas diretamente pelo Instituto, Natal, Mossoró e, pela primeira vez, Parnamirim, a movimentação potencial soma R$ 194,59 milhões. Na capital, a projeção alcança R$ 125,88 milhões, alta nominal de 9,3% e real de 4,9% sobre 2025. Mossoró deve movimentar R$ 35,55 milhões, crescimento nominal de 8,7% e real de 4,3%. Já Parnamirim estreia no levantamento com expectativa de R$ 33,17 milhões.

O presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, destacou que “os números reforçam a expectativa de maior circulação de pessoas, movimentando o comércio e os serviços durante a data e contribuindo para a economia do estado. Ao mesmo tempo, o Dia das Crianças preserva seu caráter simbólico, como uma celebração que reúne as famílias e fortalece os momentos de convivência”.

Intenção de compras atinge recorde em Natal e Mossoró
Um dos motivos que impulsiona o crescimento da movimentação econômica durante a data é o aumento dos consumidores que pretendem presentear filhos, sobrinhos e entes na faixa etária infantil. Em Natal, a intenção avançou de 69,8% para 72,7%, um crescimento de 2,9% entre os anos, representando o maior índice da série histórica, iniciada em 2022. Já em Mossoró, o índice passou de 57,8% para 60,5%, também o maior da série.

A análise técnica do IFC aponta que a expansão da movimentação econômica está sendo sustentada principalmente pela entrada de mais compradores no mercado. Em Natal e Mossoró, cerca de 85% do ganho real estimado com presentes decorre do aumento da intenção de compra, e não de uma expansão expressiva do gasto real individual.

O gasto médio com presentes deve chegar a R$ 165,31 em Natal, alta nominal de 5% sobre 2025.

Em Mossoró, a média prevista é de R$ 150,36, também cerca de 5% superior ao ano passado, enquanto Parnamirim registra R$ 154,12. Descontada a inflação, o crescimento do tíquete médio de Natal e Mossoró fica próximo de 0,7%.

Ao mesmo tempo, os consumidores planejam comprar mais unidades. O número médio de presentes chegou a 2,14 em Natal e 2,30 em Mossoró, recordes nas duas séries históricas. Em Parnamirim, a média é de 2,18 itens.

Promoções orientam escolha, enquanto brinquedos lideram
Os brinquedos permanecem como principal opção para o Dia das Crianças nas três cidades. Eles aparecem em 59% das intenções de compra em Natal, 54,8% em Mossoró e 54,3% em Parnamirim. O vestuário também ocupa posição relevante, especialmente em Mossoró e Parnamirim, enquanto os jogos educativos ganharam espaço no mercado mossoroense, passando de 4,9% para 12,8% das intenções.

O preço continua decisivo. Ofertas e promoções são o principal fator para a escolha dos presentes nas três praças: representam 58,8% das respostas em Natal, 63% em Mossoró e 66,6% em Parnamirim.

Passeios também ampliam potencial de consumo
Além dos presentes, os passeios e comemorações ajudam a movimentar o setor de Serviços. O gasto médio previsto para essas atividades chegou a R$ 191,48 em Natal, R$ 170,21 em Mossoró e R$ 173,65 em Parnamirim. Em termos reais, o gasto com passeios cresceu 1,7% na capital e 2,8% em Mossoró na comparação com 2025.

A Pesquisa de Intenções de Compras para o Dia das Crianças 2026 ouviu 1.618 consumidores, sendo 611 em Natal, 506 em Mossoró e 501 em Parnamirim, entre os dias 3 e 12 de setembro. O levantamento possui nível de confiança de 95% e margem de erro aproximada de quatro pontos percentuais.


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OS CAMINHOS DE ALLYSON, CADU DE LULA E ÁLVARO NA DISPUTA PELO GOVERNO DO RN

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A disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte chega aos últimos dias antes do primeiro turno com três candidaturas que nasceram de circunstâncias políticas bastante diferentes. Allyson Bezerra (União Brasil) construiu seu projeto a partir da força eleitoral acumulada em Mossoró; Álvaro Dias (PL) entrou na corrida após a desistência de Rogério Marinho; e Cadu Xavier (PT) tornou-se a alternativa governista em meio à ruptura com o vice-governador Walter Alves (MDB).

As trajetórias também foram diferentes durante a campanha. Allyson precisou administrar o impacto da Operação Mederi, Álvaro enfrentou o distanciamento de Rogério, enquanto Cadu buscou superar o baixo conhecimento inicial e terminou a campanha em um patamar superior ao registrado no começo da corrida eleitoral.

Allyson: de Mossoró para a disputa estadual
A candidatura de Allyson começou a ser construída muito antes de 2026. Em 2020, ainda deputado estadual, ele derrotou Rosalba Ciarlini na disputa pela Prefeitura de Mossoró. Quatro anos depois, foi reeleito com 113.121 votos, equivalentes a 78,02% dos votos válidos, consolidando uma base eleitoral que o projetou para a disputa estadual.

A avaliação de sua administração também alcançou índices superiores a 80% em levantamentos realizados no município. Com esse capital político, Allyson passou de uma liderança do Oeste a pré-candidato competitivo ao Governo.

Ao longo de 2026, manteve-se entre os primeiros colocados nas pesquisas, mas enfrentou seu momento mais delicado com as repercussões da Operação Mederi, investigação da Polícia Federal sobre suspeitas envolvendo contratos de fornecimento de medicamentos. O candidato negou as irregularidades.

Na reta final, passou a concentrar ataques dos adversários, mas continuou aparecendo numericamente à frente nos levantamentos recentes. Sua campanha buscou preservar a identidade estadual e municipal construída a partir de Mossoró, sem se vincular de forma central à polarização presidencial.

Álvaro: uma candidatura que nasceu da desistência de Rogério
Álvaro Dias percorreu caminho diferente. O projeto do PL para o Governo inicialmente tinha Rogério Marinho como candidato. Em janeiro, porém, o senador desistiu da disputa para assumir a coordenação nacional da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.

A saída abriu espaço para Álvaro. Então no Republicanos, o ex-prefeito de Natal deixou a legenda e ingressou no PL para assumir o projeto eleitoral do grupo.

O apoio de Rogério foi determinante na origem da candidatura, mas a relação ganhou outro contorno durante a campanha. Com o senador dedicado à eleição presidencial, Álvaro enfrentou um período de menor participação de seu principal articulador estadual justamente quando precisava ampliar sua presença no interior.

Na reta final, a candidatura buscou reforço diretamente no palanque nacional. Flávio Bolsonaro gravou mensagens de apoio e esteve em Natal, onde participou de mobilizações ao lado de Álvaro e pediu votos para o candidato do PL. A estratégia passou a explorar de maneira mais direta a identificação com o eleitorado bolsonarista.

Cadu: de desconhecido à segunda colocação
Cadu Xavier chegou à disputa em meio a uma reorganização do grupo governista. O desenho inicial previa que Fátima Bezerra deixasse o Governo para disputar o Senado e que Walter Alves assumisse o Executivo. O vice-governador, porém, decidiu não assumir o cargo e rompeu politicamente com o grupo petista. Fátima permaneceu no Governo, e Cadu, então secretário estadual da Fazenda, tornou-se o nome do PT para a sucessão.

O principal desafio era o baixo conhecimento eleitoral. Em levantamento DataVero/Diário do RN de outubro de 2025, Cadu aparecia com 4,11%. Durante a campanha, o PT passou a apresentá-lo como “Cadu de Lula”, associando diretamente sua candidatura ao presidente da República e à governadora.

A campanha também conviveu com uma participação menos destacada de Natália Bonavides em Natal, justamente onde a deputada havia chegado ao segundo turno da eleição municipal de 2024. Em contrapartida, Cadu contou com participação direta de Fátima e com o apoio público de Lula, que sempre apareceu como líder na corrida presidencial em todas as pesquisas.

Essa associação acompanhou seu crescimento nas pesquisas. Na rodada DataVero/Diário do RN de 10 de setembro, Cadu alcançou 28,28% no cenário com apoios, contra 4,11% no levantamento de outubro de 2025. Na mesma rodada, Allyson registrou 35,18% e Álvaro, 23,11%.

Assim, os três chegam aos últimos dias por caminhos distintos: Allyson tentando preservar a posição construída desde Mossoró diante do desgaste provocado pelas investigações; Álvaro apostando na vinculação com Flávio Bolsonaro para reforçar a mobilização; e Cadu buscando transformar o crescimento registrado ao longo da campanha em votos importantes na reta final.


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CADU RECEBE ADESÃO DE ROBÉRIO: “DÁ MAIS FORÇA AINDA PARA A GENTE VENCER”

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A candidatura de Cadu de Lula (PT) ganhou o apoio do PSOL na reta final da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. O partido decidiu retirar Robério Paulino da corrida pelo Governo e apoiar o candidato petista a quatro dias do primeiro turno, marcado para este domingo (4). A decisão foi tomada pelo Diretório Estadual do PSOL na noite desta quarta-feira (30) e anunciada nesta quinta-feira (1º).

Em entrevista ao Diário do RN, Cadu classificou a adesão como um reforço para sua candidatura e destacou a aproximação com o palanque nacional de Lula.

“Muito importante a decisão do PSOL, aderir à nossa candidatura, que dá mais força ainda para a gente vencer essas eleições. A gente tem muita convicção de que já nesse primeiro turno a gente vai ter um resultado muito, muito, muito importante”, afirmou.

Cadu também destacou o simbolismo da nova composição na reta final e o fortalecimento do palanque de Lula.

“Tem também um simbolismo muito grande, porque a gente reproduz aqui no Rio Grande do Norte o mesmo palanque que vai reeleger o presidente Lula. Nessa reta final a gente está indo de casa em casa, em Natal, ao Seridó, fomos a Macau para a gente confirmar a nossa participação no segundo turno e, a partir daí, fazer uma virada histórica para a gente manter o Rio Grande do Norte no rumo certo”, declarou.

Robério explica decisão
Ao Diário do RN, Robério afirmou que a retirada foi uma decisão difícil e que o PSOL levou em consideração principalmente o cenário nacional. Segundo ele, o objetivo foi evitar que a disputa estadual contribuísse para a formação de um palanque de Flávio Bolsonaro no Rio Grande do Norte.

“Foi uma decisão muito difícil. Nós estamos levando em conta, antes do Rio Grande do Norte, o gravíssimo quadro nacional”, afirmou.

Robério explicou que, na avaliação do partido, a disputa pela segunda colocação poderia ser definida por uma diferença pequena e que os votos do PSOL poderiam ter peso nesse resultado.

“Nós estamos vendo que há praticamente um empate no segundo lugar aqui no Rio Grande do Norte entre Cadu de Lula e Álvaro Dias. A ida de Álvaro Dias para um segundo turno, com a diferença muito pequena, que pode ser inclusive a nossa votação, pode fazer essa pequena diferença, significa dar um palanque aqui no Rio Grande do Norte para Flávio Bolsonaro”, declarou.

O ex-candidato afirmou que a proposta de retirada partiu dele e foi levada ao diretório estadual.

“Eu fui o primeiro a propor essa retirada, e o Diretório Estadual convocou a reunião de emergência por minha solicitação e aceitou a minha proposta, e da minha corrente política, de retirar em função não do nosso interesse”, disse.

Robério também afirmou que a decisão foi tomada diante do que considera estar em jogo no cenário nacional.

“O interesse pessoal tem que ser subordinado aos interesses do país, dos trabalhadores, da população, da democracia do país. Então, nós tomamos essa decisão com muita tristeza. Não ficamos felizes com isso, mas é necessário”, afirmou.

Com a decisão, o PSOL retira as candidaturas de Robério ao Governo e de Lenny Grilo à vice-governadoria. A mudança, porém, não alcança a disputa para o Senado. Sandro Pimentel e Sônia Godeiro serão mantidos como candidatos do partido.


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DATAVERO E DIÁRIO DO RN DIVULGAM ÚLTIMA PESQUISA ANTES DO 1º TURNO

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O Portal Diário do RN divulga na noite desta sexta-feira (2) a quarta e última rodada da pesquisa DataVero/Diário do RN antes do primeiro turno das Eleições 2026. O levantamento vai apresentar o retrato mais recente das intenções de voto para governador, senador, deputado federal e deputado estadual no Rio Grande do Norte, a apenas dois dias da abertura das urnas.

A pesquisa está sendo realizada nos dias 30 de setembro, 1º e 2 de outubro, com 1.500 entrevistas distribuídas por 50 municípios de todas as regiões do Estado. A margem de erro é de 2,53%, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-07844/2026 e RN-05240/2026.

Mais do que apresentar uma fotografia da reta final, a nova rodada completa uma série de quatro levantamentos realizados pelo Instituto DataVero em parceria com o Diário do RN durante o período eleitoral. A sequência permite acompanhar, pesquisa após pesquisa, a evolução das intenções de voto e as variações registradas pelas candidaturas ao longo da campanha.

Quarta rodada fecha série eleitoral
A divulgação desta sexta-feira ganha relevância justamente por encerrar esse acompanhamento às vésperas do primeiro turno. Com a comparação entre as quatro rodadas, será possível observar numericamente quais candidaturas apresentaram crescimento, queda ou estabilidade ao longo do período pesquisado, sempre levando em consideração a margem de erro de cada levantamento.

Na disputa pelo Governo do Estado, a nova pesquisa mostrará o cenário encontrado pelo DataVero nos últimos dias de campanha. Além dos percentuais atuais, a série histórica permitirá visualizar como as intenções de voto se movimentaram durante o período eleitoral.

Para o Senado, a pesquisa também traz um retrato importante de uma eleição com duas vagas disponíveis neste ano. Em 2026, o eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes para senador, já que serão renovados dois terços das 81 cadeiras da Casa.

O levantamento também medirá as preferências para deputado federal e deputado estadual. No Rio Grande do Norte, o eleitorado participa da escolha dos representantes do Estado na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa. A pesquisa permitirá observar como as citações estão distribuídas entre os candidatos e o tamanho da parcela que ainda não indica espontaneamente um nome para esses cargos.

A abrangência territorial é outro ponto da rodada. As 1.500 entrevistas alcançam 50 municípios e contemplam todas as regiões do Rio Grande do Norte, compondo a amostra utilizada pelo instituto para medir as preferências do eleitorado potiguar neste momento final da campanha.

O primeiro turno acontece neste domingo, 4 de outubro. A pesquisa divulgada na sexta-feira retratará as respostas coletadas entre 30 de setembro e 2 de outubro e, como todo levantamento eleitoral, representa uma fotografia das preferências declaradas no período das entrevistas, e não uma previsão do resultado das urnas.


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