Nas eleições de 2026, cada eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes para o Senado Federal. Apesar da regra valer sempre que são renovadas duas das três cadeiras de cada estado, o procedimento ainda é desconhecido por parte do eleitorado e costuma provocar um elevado número de votos brancos e nulos para o cargo.
Para ampliar a informação sobre o tema, o Instituto Update lançou a campanha “Voto pro Senado”, iniciativa cívica e apartidária que busca explicar como funciona a votação e reduzir o chamado abandono do voto para senador.
Em 2026, estarão em disputa 54 das 81 cadeiras do Senado, o equivalente a dois terços da Casa.
Cada estado e o Distrito Federal elegem dois senadores, que cumprirão mandato de oito anos.
Segundo a diretora de Estratégia do Instituto Update, Dany Fioravanti, a campanha surgiu após a constatação de que milhões de brasileiros deixam de exercer plenamente o direito ao voto por falta de informação.
“A gente percebeu que precisava levar essa informação para a população, de que esse ano a gente tem dois votos para o Senado, que esses votos não podem ser repetidos. A gente precisa escolher duas pessoas diferentes e chegar na urna sabendo como funciona a votação”, afirmou.
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que, em 2018, última eleição em que duas vagas ao Senado estavam em disputa, foram registrados 63,3 milhões de votos brancos e nulos para o cargo. Em 2022, quando cada eleitor escolheu apenas um senador, esse número caiu para 23 milhões.
Repetir o número anula o segundo voto A campanha destaca que o eleitor deve escolher dois candidatos diferentes ao Senado. Caso repita o número do mesmo candidato nas duas votações, apenas o primeiro voto será considerado válido.
“São dois votos para o Senado, para pessoas, candidaturas diferentes. Se a gente repete o número, esse segundo voto é anulado”, explicou Dany Fioravanti.
Entre os erros mais frequentes apontados pela campanha estão deixar de registrar o segundo voto, votar em branco por não ter uma segunda opção definida ou repetir o número do primeiro candidato. A orientação é que o eleitor leve uma “colinha” com os números dos candidatos, já que o uso do celular é proibido na cabine de votação.
Senado influencia decisões nacionais Além de aprovar leis junto com a Câmara dos Deputados, o Senado exerce funções exclusivas, como analisar indicações para o Supremo Tribunal Federal (STF), Banco Central, Procuradoria-Geral da República e embaixadas, além de julgar autoridades em processos de impeachment.
Para a diretora do Instituto Update, o eleitor deve dar atenção ao cargo devido ao impacto das decisões tomadas pelos senadores.
“O Senado tem uma influência muito grande nas decisões que impactam a nossa vida, como segurança pública, saúde, transporte e economia. Além disso, exerce a função de fiscalizar o Poder Executivo e analisar indicações para cargos importantes”, afirmou.
A campanha “Voto pro Senado” está sendo divulgada nas redes sociais, em rádio, mídia exterior e no site oficial da iniciativa, com o objetivo de reforçar que, nas eleições deste ano, cada eleitor deve escolher dois candidatos diferentes para o Senado Federal.
O Instituto Update é uma organização sem fins lucrativos que atua como uma plataforma de inovação e imaginação política no Sul Global.
O bullying e o cyberbullying deixaram de ser tratados apenas como “brincadeira de criança” para ocupar espaço entre os principais desafios enfrentados por famílias, escolas e profissionais de saúde. Além dos impactos emocionais que podem acompanhar crianças e adolescentes por muitos anos, a intimidação sistemática passou a contar com previsão específica no Código Penal e exige uma atuação conjunta de pais, educadores, profissionais de saúde e do sistema de Justiça.
O debate ganha força em meio ao crescimento das notificações. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública registrou 5.226 ocorrências de bullying e cyberbullying envolvendo crianças e adolescentes em 2025, contra 3.161 no ano anterior, alta de 67,3%.
Na esfera estadual, em 24 de outubro de 2025, o Governo do RN instituiu a Lei Nº 12.486/2025, que trata de notificação compulsória de casos de bullying e cyberbullying cometidos contra menores em instituições de ensino, abrangendo episódios ocorridos tanto no ambiente presencial quanto no digital. Pela nova norma, a direção da escola deve comunicar obrigatoriamente o Conselho Tutelar em até 24 horas após a confirmação da intimidação sistemática, informando dados de identificação do possível autor e da vítima com base nos critérios do artigo 146-A do Código Penal. Após receber o relato, cabe ao Conselho Tutelar encaminhar o caso às autoridades competentes com apoio no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), enquanto as escolas ficam autorizadas a afixar cartazes e comunicados em áreas de uso comum para conscientizar e incentivar a comunidade escolar a denunciar tais práticas.
Para o médico psiquiatra Adriano Araújo, entretanto, esse aumento não significa necessariamente que a violência tenha crescido na mesma proporção. Na avaliação do especialista, a criminalização do bullying e do cyberbullying pela Lei nº 14.811/2024, que inclui os crimes de bullying e cyberbullying no Código Penal, contribuiu para ampliar o reconhecimento das situações de violência e estimular as denúncias.
“Minha leitura é que esse crescimento provavelmente reflete, em grande medida, maior reconhecimento, conscientização e registro. E é possível que os números continuem aumentando nos próximos anos justamente porque estamos aprendendo a identificar melhor algo que durante décadas foi naturalizado como ‘brincadeira de criança’”, afirmou Adriano Araújo.
Muito além de uma brincadeira. Situação pode provocar sofrimento emocional Segundo o psiquiatra, a principal diferença entre uma brincadeira e o bullying está no sofrimento provocado à vítima.
“Existe uma diferença fundamental: em uma brincadeira, todos deveriam estar se divertindo. Se uma criança se diverte enquanto a outra sente medo, vergonha, humilhação ou sofrimento, precisamos parar de chamar aquilo de brincadeira”, explicou Adriano Araújo.
O especialista ressalta que infância e adolescência representam fases decisivas para a construção da autoestima e da identidade. Quando uma criança é submetida repetidamente a humilhações, esses episódios podem alterar a forma como ela passa a enxergar a si mesma.
“Quando uma criança ou adolescente é sistematicamente humilhado justamente nessa fase, aquelas agressões podem começar a fazer parte da maneira como ele se percebe. Ele deixa apenas de ouvir ‘você é feio’, ‘você é estranho’ ou ‘ninguém gosta de você’ e pode começar a pensar: ‘eu sou assim’”, afirmou.
Embora o bullying possa ocorrer em diferentes ambientes, o cyberbullying ampliou significativamente o alcance das agressões.
“O cyberbullying é a extensão dessa violência para os ambientes digitais. Pode ocorrer por redes sociais, aplicativos de mensagens, grupos, jogos on-line, publicação ou compartilhamento de fotografias e vídeos, montagens, criação de perfis falsos e diversas outras formas de exposição ou perseguição”, explicou Adriano Araújo.
Segundo ele, a principal diferença está na impossibilidade de a vítima encontrar um espaço de proteção.
“Antigamente, uma criança que sofria bullying na escola podia encontrar algum refúgio ao chegar em casa. Hoje, muitas vezes, o agressor vai junto no bolso. A agressão chega pelo celular ao quarto, à mesa do jantar e até à madrugada”, destacou.
Essa exposição contínua pode provocar ansiedade, alterações do sono, isolamento social, queda no rendimento escolar e até quadros de depressão.
“A vítima pode começar a viver em estado permanente de alerta. Uma notificação deixa de ser apenas uma notificação. Pode ser uma nova mensagem, uma nova postagem, alguém compartilhando uma fotografia ou fazendo um comentário”, alertou o psiquiatra.
Na prática clínica, Adriano Araújo afirma que muitos pacientes não chegam ao consultório relatando diretamente que sofrem bullying.
“Muitas vezes ele chega por ansiedade, sintomas depressivos, alterações do sono, queda no rendimento escolar, isolamento, recusa em ir à escola ou perda de autoestima. Quando começamos a compreender melhor o contexto, aparecem episódios de humilhação, exclusão de grupos, comentários sobre aparência, exposição de fotografias ou perseguição no ambiente digital”, comentou.
O psiquiatra alerta que o bullying pode funcionar como fator de risco para transtornos mentais e destaca a associação com automutilação e comportamento suicida.
“Existe uma consequência que precisamos levar muito a sério: a associação com automutilação, ideação suicida e comportamento suicida”, afirmou.
Lei prevê punição para bullying e cyberbullying Além das consequências para a saúde mental, o bullying passou a ter consequências jurídicas.
O advogado criminalista Jackson Ribeiro explica que a legislação diferencia o bullying presencial do cyberbullying, que recebe tratamento mais rigoroso devido ao potencial de disseminação das agressões.
“Bullying é a intimidação sistemática: agressão física ou psicológica, feita de propósito e de forma repetida, sem motivo aparente, por uma pessoa ou por um grupo, para humilhar, amedrontar ou excluir alguém. O cyberbullying é a mesma conduta levada para o ambiente digital”, esclareceu Jackson Ribeiro.
Segundo ele, enquanto o bullying presencial prevê pena de multa, quando não houver crime mais grave, o cyberbullying pode resultar em reclusão de dois a quatro anos, além de multa.
“É uma diferença grande, e ela é intencional: o legislador entendeu que o dano causado no ambiente virtual é mais amplo e mais duradouro”, afirmou.
Jackson Ribeiro ressalta ainda que adolescentes menores de 18 anos não respondem criminalmente como adultos, mas podem cumprir medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente.
Já na esfera civil, os pais podem responder pelos danos causados pelos filhos menores.
“Os pais podem ser condenados a pagar indenização por danos morais e materiais à vítima. A escola, pública ou particular, também pode ser responsabilizada quando o bullying acontece sob a guarda dela”, explicou o advogado.
O especialista alerta ainda que compartilhar ou republicar conteúdos ofensivos também pode gerar responsabilização.
“Quem compartilha ou republica conteúdo ofensivo ajuda a espalhar o dano e pode responder junto, tanto criminalmente quanto no dever de indenizar. O recado é simples: na internet, quem espalha também agride”, destacou Jackson Ribeiro.
Combate depende de prevenção e acolhimento Para Adriano Araújo, o enfrentamento ao bullying depende de uma mudança de comportamento de toda a sociedade. O psiquiatra orienta que pais e educadores estejam atentos às mudanças de comportamento de crianças e adolescentes e acolham os relatos sem minimizar o sofrimento.
“Às vezes, nossa reação é dizer ‘não ligue’, ‘isso passa’, ‘você precisa aprender a se defender’. Para um adulto, determinado comentário pode parecer pequeno. Para um adolescente que está construindo sua identidade e tentando encontrar seu lugar no grupo, aquilo pode assumir uma dimensão completamente diferente”, afirmou.
O especialista também deixou um recado aos adolescentes.
“Pedir ajuda não é fraqueza e denunciar não é exagero. Ninguém precisa suportar violência para provar que é forte”, concluiu Adriano Araújo.
Durante a campanha eleitoral de 2026, o nome do empresário Oséas Monthalggan, vem sendo levado aos debates pelo então candidato Álvaro Dias, que questiona o ex-prefeito Allyson Bezerra sobre quem é o empresário e qual era sua relação com a gestão municipal. As provocações ocorreram enquanto a Dismed Distribuidora de Medicamentos, da qual Oséas é sócio-administrador, acumulava milhões de reais em contratos com a Prefeitura de Mossoró. Naquele momento, o nome ainda era pouco conhecido do público. Hoje, Oséas aparece nas investigações da Operação Mederi, da Polícia Federal, em gravações nas quais são mencionados percentuais atribuídos a Allyson Bezerra e sua ex-assessora Fátima Dantas.
O empresário Oséas Monthalggan Fernandes Costa passou a ocupar posição central no cenário eleitoral de 2026. O nome dele aparece nas investigações da Operação Mederi, da Polícia Federal, em gravações ambientais nas quais ele detalha uma suposta divisão de valores envolvendo contratos de medicamentos em Mossoró e menciona percentuais atribuídos a Allyson Bezerra e sua ex-assessora Maria de Fátima Dantas dos Santos.
Antes de aparecer nas gravações analisadas pela PF, Oséas já tinha sido alvo de uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa envolvendo a Drogaria Mais Saúde Sociedade Empresária Ltda. O processo tramitou na Vara Única da Comarca de Santana do Matos e teve como autor o Ministério Público do Rio Grande do Norte. Figuram como réus Oséas, Roberta Ferreira Praxedes Costa, Mônica Maria Damasceno e a empresa.
O caso terminou com um Acordo de Não Persecução Civil firmado entre o Ministério Público e os envolvidos. A Justiça homologou o acordo, que estabeleceu, entre outras condições, o ressarcimento do dano e o pagamento de multa civil. A homologação judicial ocorreu em dezembro de 2023, com determinação para cumprimento das obrigações pactuadas. A partir da Operação Mederi, a Polícia Federal passou a analisar a atuação de Oséas dentro do grupo empresarial ligado à distribuição de medicamentos. Segundo o relatório policial, ele é sócio da Dismed Distribuidora de Medicamentos Ltda e aparece como um dos principais integrantes do núcleo investigado. A PF também registrou que a empresa mantinha relação comercial com diversos municípios potiguares.
Trecho de documento do MPRN, após acordo de “Não percecursão cível” em favor de Oséas Monthalggan – Foto: Reprodução
No caso de Mossoró, a investigação passou a olhar os contratos firmados entre a Dismed e a Prefeitura durante a gestão do prefeito Allyson Bezerra. Dados Dde despesas públicas do município apontam que a empresa acumulou R$ 17.035.297,10 em valores empenhados. Desse montante, R$ 14.218.661,89 foram liquidados e R$ 13.616.217,29 foram pagos pelos cofres públicos municipais.
Os pagamentos envolvem principalmente áreas ligadas à saúde pública, mas também registros em diferentes unidades administrativas da Prefeitura de Mossoró, incluindo Fundo Municipal de Saúde, Fundo Municipal de Assistência Social e outras secretarias municipais.
A “matemática de Mossoró”
Imagens da Operação Mederi mostram o empresário na sede da Dismed – Foto: Reprodução
O ponto mais sensível da investigação está em uma gravação ambiental feita pela Polícia Federal dentro da sede da Dismed. No diálogo entre Oséas e o também sócio José Moabe Zacarias Soares, o empresário apresenta uma conta que chama de “matemática de Mossoró”.
Segundo a transcrição da PF, Oséas fala sobre uma ordem de compra de R$ 400 mil e afirma que, após os cálculos, “dos cento e trinta nós temos que pagar cem mil a Allyson e a Fátima”, mencionando “dez por cento de Fátima e quinze por cento de Allysson”.
Em outro trecho analisado pelos investigadores, a PF registra que Oséas teria explicado anteriormente uma divisão de percentuais, falando em 15% como “a parte do homem” e 10% como “a parte disso aí”. Segundo o relatório policial, somente depois das conversas posteriores teria sido possível associar os percentuais aos nomes mencionados pelos interlocutores.
A Polícia Federal afirma no relatório que considera “muito provável” que a referência ao nome “Allyson” corresponda ao prefeito de Mossoró, Allyson Leandro Bezerra Silva.
Crescimento empresarial O relatório da PF também destaca a evolução da Dismed após a entrada de Oséas no quadro societário. Segundo o documento, ele passou a integrar a empresa em fevereiro de 2021. A investigação registra que o faturamento da empresa cresceu no período analisado, chegando a mais de R$ 11 milhões em 2023.
Oséas também tem trajetória política. A PF registra que ele exerceu mandato de vereador entre 2017 e 2020 e disputou a Prefeitura de Upanema nas eleições de 2024.
Além dos contratos e das gravações, a investigação analisou movimentações financeiras relacionadas às empresas. O relatório cita saques em espécie e operações consideradas suspeitas pelos investigadores, incluindo retiradas associadas ao núcleo empresarial comandado por Oséas.
A governadora Fátima Bezerra (PT) entra nos últimos dias da campanha intensificando a participação nas agendas de Cadu de Lula (PT) e confiante na presença do candidato no segundo turno da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. Em entrevista ao Diário do RN, Fátima afirmou que a mobilização foi ampliada nesta reta final e apostou na força eleitoral do presidente Lula como um fator que pode impulsionar a candidatura petista no Estado.
“Tenho participado ativamente da campanha, estamos muito mobilizados, entusiasmados e confiantes nesta reta final. A eleição aqui no Rio Grande do Norte será definida em dois turnos.
Cadu de Lula estará no segundo turno e sairemos vitoriosos”, afirmou a governadora.
Segundo Fátima, a reta final será marcada pela intensificação da presença nas ruas e pela mobilização do grupo político ligado ao presidente. Para ela, a associação entre Cadu e Lula pode ampliar o desempenho do candidato petista entre os eleitores potiguares.
“Vale lembrar que Lula será eleito, e isso deve ampliar a votação aqui no Estado e beneficiar ainda mais a eleição de Cadu”, declarou.
A estratégia de aproximar as duas candidaturas também tem sido reforçada pelo próprio presidente. Em um vídeo recente, Lula voltou a pedir votos para o candidato petista e destacou a vinculação entre os dois projetos eleitorais.
“Para governador, vote Cadu de Lula. Quem vota Lula, presidente treze, vota Cadu, governador treze”, afirmou o presidente.
Não é a primeira vez nesta campanha que Lula grava material de apoio a Cadu no Rio Grande do Norte. O presidente já havia participado de vídeos e agendas ao lado do candidato, reforçando a estratégia da campanha de associar o voto estadual ao projeto nacional do PT.
A confiança da governadora acompanha o crescimento apresentado por Cadu ao longo da pré-campanha e da campanha. O petista saiu de um patamar de 4,11% das intenções de voto em outubro de 2025 para assumir a segunda colocação na rodada mais recente da DataVero/Diário do RN.
De 4,11% à segunda colocação Em outubro do ano passado, quando o cenário eleitoral ainda reunia outros nomes, Cadu aparecia com 4,11%. Na primeira pesquisa DataVero/Diário do RN após o início oficial da campanha, divulgada em 14 de agosto, já alcançava 22,66%.
O crescimento ocorreu justamente em um período no qual a campanha passou a explorar de forma mais intensa a associação com Lula e Fátima. O próprio nome eleitoral “Cadu de Lula” passou a reforçar essa vinculação, enquanto a governadora ampliou sua participação nas agendas pelo Estado.
Na rodada seguinte da DataVero/Diário do RN, divulgada em 28 de agosto, Cadu chegou a 23,21%.
O salto mais significativo veio no levantamento de setembro: com 28,28%, ultrapassou Álvaro Dias (PL), que registrou 23,11%, e assumiu a segunda colocação. Allyson Bezerra (União Brasil) aparecia na liderança, com 35,18%.
Entre outubro de 2025 e setembro deste ano, portanto, Cadu saiu de 4,11% para 28,28%, crescimento de mais de 24 pontos percentuais. A evolução também mudou a configuração da disputa, com o petista passando da condição de candidato ainda pouco conhecido do eleitorado para a segunda posição no levantamento mais recente do instituto.
É sobre esse avanço que Fátima sustenta a confiança para os últimos dias. A governadora avalia que a mobilização em torno de Lula pode produzir reflexos adicionais na eleição estadual e ampliar o espaço de Cadu entre os eleitores que apoiam o presidente, levando o petista ao segundo turno da disputa.
Na reta final da campanha, Álvaro Dias (PL) intensificou nesta quarta-feira (30) a agenda política entre Natal e Mossoró, em uma mobilização voltada a reforçar a estrutura do grupo e ampliar a presença do candidato nos dois principais polos eleitorais do Estado. Na capital, o candidato ao Governo percorreu bairros da Zona Oeste ao lado do prefeito Paulinho Freire (União Brasil), da vice-prefeita Joana Guerra (PL) e de vereadores aliados.
A agenda passou por bairros como Bom Pastor, Cidade da Esperança e Dix-Sept Rosado, com caminhadas e contato direto com eleitores. A presença de integrantes do grupo político que sustenta a candidatura buscou dar corpo à mobilização nos últimos dias antes da votação.
Enquanto Álvaro concentrava esforços em Natal, o candidato a vice-governador, Babá Pereira (PL), participava de uma motocarreata em Mossoró. A movimentação no Oeste também recebeu reforço político de Flávio Bolsonaro e do senador Rogério Marinho, que divulgaram um vídeo convocando apoiadores para a “Motocarreata da Liberdade”, marcada para a tarde desta quarta-feira.
“Você do Rio Grande do Norte, Flávio Bolsonaro aqui, quero agradecer a todos vocês, organizando essas motocarreatas, paredão pelas ruas do Rio Grande do Norte, até mesmo sem a minha presença. Então fico muito feliz de ver esse movimento no Rio Grande do Norte, que está acontecendo também, graças a Deus, em todo o Brasil”, afirmou Flávio.
Na sequência, Rogério Marinho reforçou o chamado para a mobilização em Mossoró.
“O Rio Grande do Norte e o Nordeste do Brasil acordou e está fazendo a sua parte. Alegria está contagiando todo o Estado do Rio Grande do Norte. Dezenas de carreatas, motocarreatas, motossíatas, adesivaços espontaneamente estão acontecendo por todo o Estado”, declarou.
A concentração da “Motocarreata da Liberdade”, segundo os organizadores, teve início às 16h22, na Avenida Rio Branco, principal via da cidade, seguida de percurso por bairros e avenidas de Mossoró.
Motocarreata em Mosssoró se concentrou na Avenida Rio Branco, principal via da cidade – Foto: Reprodução
Reforço na reta final A mobilização ocorre em um momento em que Álvaro tenta recuperar espaço na disputa pelo Governo. Na pesquisa mais recente DataVero/Diário do RN, divulgada em 10 de setembro, o candidato registrou 23,11% no cenário em que os principais apoios políticos foram apresentados aos eleitores. Cadu de Lula (PT) apareceu com 28,28% e Allyson Bezerra (União Brasil), com 35,18%.
O levantamento mostrou uma disputa mais acirrada pela segunda colocação. Na rodada anterior do mesmo instituto, Álvaro tinha 25,85%, enquanto Cadu aparecia com 23,21%. No cenário com os apoios, porém, o petista avançou para 28,28%, enquanto Álvaro recuou para 23,11%.
A ofensiva dos últimos dias combina agendas próprias do candidato com a presença de prefeitos, vereadores e lideranças do PL, além da mobilização vinculada à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Em Natal, Álvaro buscou ampliar a presença no eleitorado da capital. Em Mossoró, o grupo apostou na estrutura política local e na mobilização de apoiadores.
A concentração de atividades nas duas cidades ocorre justamente na última semana antes da votação, quando a campanha tenta transformar a estrutura política reunida em torno de Álvaro em mobilização eleitoral e captação de resultados.