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DIA DE FINADOS: DATA PODE INTENSIFICAR SENTIMENTO DE VAZIO, SAUDADE OU DESAMPARO

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Com a aproximação do Dia de Finados, celebrado em 2 de novembro, muitas pessoas sentem a saudade se tornar mais intensa. É um momento em que lembranças de quem partiu ganham força e emoções como tristeza, vazio e até ansiedade podem emergir de forma inesperada.

Pensando nisso, projetos de apoio psicológico desenvolvem ações voltadas à ressignificação do luto, como o Núcleo Apego e Perdas, formado pelas psicólogas Millena Câmara, Kátia Bezerra e Marianna Mendes, que destaca a importância do acolhimento e do cuidado emocional diante da perda.

Em alusão à data, a psicóloga Millena Câmara destaca a importância de acolher as emoções que emergem diante da perda e de compreender o luto como parte natural da vida. Segundo ela: “O luto é uma experiência profundamente pessoal e única. Cada pessoa reage de maneira diferente à perda, e datas significativas como o Dia de Finados podem intensificar sentimentos de vazio, saudade ou desamparo. Nosso papel é oferecer escuta, acolhimento e suporte, ajudando que essas emoções sejam vividas e compreendidas de forma saudável”, explica a psicóloga Millena Câmara.

Millena também reforça que o acompanhamento psicológico especializado pode ser decisivo para quem enfrenta o luto. “Entre a dor e a saudade, sentir-se escutado, acolhido e respeitado ajuda a organizar as emoções e fortalece a capacidade de lidar com a perda de maneira mais saudável.

Pequenos gestos de cuidado emocional podem ter impacto profundo na vida de quem sofre”, destaca.

A psicóloga Kátia Bezerra, por sua vez, chama a atenção para as manifestações do luto no cotidiano, especialmente em famílias com crianças. Segundo ela, é fundamental incluir os pequenos nos rituais de lembrança e oferecer espaço para que expressem o que sentem. “É importante incluir a criança nos rituais de saudade, convidando-as a expressar seus sentimentos, visitar um cemitério, ver fotos, ou até fazer algo junto aos familiares para lembrar quem está ausente. Além da tristeza, podem surgir sentimentos de irritabilidade, apatia, agressividade, desatenção, e tudo isso faz parte do repertório emocional da criança diante de seu luto.

Reconhecer essas emoções, acolhê-las e permitir sua expressão é parte essencial de uma vivência saudável do seu sofrimento”.

Já para Marianna Mendes, o diálogo é um dos pilares do enfrentamento saudável da perda. “O luto nos acompanha de maneiras singulares. Compartilhar o que se sente nesse momento, seja com alguém de confiança ou com profissionais especializados, ajuda a dar sentido à dor, é um gesto de cuidado diante do que a ausência pode representar e uma forma de acolher as lembranças, especialmente nas datas que despertam saudade”, observa.

SOBRE O NÚCLEO APEGO E PERDAS

Núcleo com 14 anos de atuação acolhe famílias e profissionais no Estado – Foto: Reprodução

O Núcleo Apego e Perdas é referência no cuidado com pessoas enlutadas em toda a região Nordeste. Formado pelas psicólogas Millena Câmara, Kátia Bezerra e Marianna Mendes, que realizam atendimentos especializados com diferentes enfoques complementares na área, o núcleo contabiliza 14 anos de atuação em Natal/RN.

O Núcleo atua diretamente com atendimento especializado em luto, tanto individual quanto em grupo, oferecendo suporte emocional e proporcionando um espaço propício para ressignificar a ausência e as memórias afetivas de quem partiu. Além disso, o grupo realiza capacitações e formações voltadas a profissionais das áreas de saúde, educação e setor funerário, promovendo práticas de acolhimento e humanização no cuidado com pessoas enlutadas, promovendo atenção, acolhimento e compreensão do luto em todas as esferas.

Com uma trajetória marcada pelo compromisso com o cuidado emocional e o acolhimento, a psicóloga Izabel Lima já participou de formações promovidas pelo Núcleo Apego e Perdas. Em uma dessas experiências, ela compartilha o quanto o curso sobre Luto contribuiu para seu desenvolvimento pessoal e profissional, ampliando sua compreensão sobre o sentido da presença e da escuta diante da dor:

“Participar do curso de Luto no Núcleo Apego e Perdas foi uma experiência profundamente transformadora. A capacitação agregou muito à minha trajetória profissional e também à minha vida pessoal, trazendo novas perspectivas sobre o viver e o morrer. As reflexões que o curso me proporcionou ampliaram meu olhar sobre o cuidado, a escuta e o sentido da presença diante da dor. Foi uma experiência indescritível”, descreve.

Mais informações podem ser obtidas através do site: www.apegoeperdas.com


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LAÇO ROSADO: PROJETO VOLUNTÁRIO DEVOLVE AUTOESTIMA APÓS MASTECTOMIA

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O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que o Brasil deve registrar 73.610 novos casos de câncer de mama em 2025. Apesar da alta incidência, há sinais de esperança, já que o levantamento aponta tendência de redução na mortalidade entre mulheres de 40 a 49 anos, resultado do acesso mais amplo ao diagnóstico precoce e dos avanços nos tratamentos.

Embora o Rio Grande do Norte não esteja entre as regiões com maior taxa de incidência de casos e mortalidade, concentradas no Sul e Sudeste do país, o cenário é de alerta. O desafio local ainda é garantir o cuidado integral, inclusive após o tratamento, quando as mulheres entram em processo de remissão e recomeço.

É nesse contexto que surgem iniciativas como o Laço Rosado, projeto idealizado pela enfermeira oncologista, dermopigmentadora e esteta potiguar Aline Costa, que oferece micropigmentação areolar gratuita a mulheres mastectomizadas. Mais do que um gesto estético, o projeto busca reconstruir a autoestima e devolver às pacientes o sentimento de pertencimento e feminilidade.

O Laço Rosado nasceu de uma história de amor, dor e propósito. Criado por Aline em homenagem à sua mãe, dona Ludeni, que morreu em decorrência do câncer de mama e não teve a oportunidade de reconstruir a aréola perdida durante o tratamento, o projeto transformou uma perda pessoal em uma missão de acolhimento, como explica a idealizadora do projeto.

“Movida por essa ausência e pelo desejo de transformar a dor em propósito, decidi fazer pelas outras mulheres o que não pude fazer por minha mãe, devolver-lhes o brilho no olhar, a autoconfiança e a sensação de se reconhecer novamente diante do espelho”, relata Aline.

Embora outubro seja o mês dedicado às ações de conscientização sobre a doença, o projeto atua durante todo o ano. “Aqui no consultório, é rosa o ano todo. Resgatamos não apenas a feminilidade, mas também o amor-próprio, a autoestima e a esperança. Mais do que estética, é sobre amor, cura e pertencimento. No Laço Rosado, cada reconstrução é feita com o mesmo carinho que uma filha teria ao cuidar da mãe. É um ato de recomeço, um símbolo de vida e de força”, afirma.

Uma das mulheres atendidas pela iniciativa é a gestora de projetos Fernanda Costa, de 40 anos, que sobreviveu duas vezes ao câncer de mama e encontrou no trabalho de Aline a chance de se sentir completa novamente.

“No meu segundo diagnóstico, fui surpreendida por uma mastectomia radical devido ao crescimento avançado do nódulo. Passei um ano sem a mama, até conseguir fazer a reconstrução.

Foi depois disso que encontrei a Aline, essa pessoa maravilhosa e humana. Eu jamais imaginei que o resultado ficaria tão perfeito. Ela me devolveu a autoestima. Que ela possa continuar com esse trabalho tão importante por muito, muito tempo. Gratidão é a palavra que me define”, emociona-se Fernanda.

Fernanda, 40 anos, passou pelo procedimento após o segundo diagnóstico – Foto: Reprodução

BASE LEGAL DO PROJETO
Além de atender voluntariamente mulheres potiguares, o projeto também inspirou um importante avanço na legislação brasileira. O Laço Rosado apoia-se na proposição da Lei Maria Ludeni, de autoria da deputada federal Natália Bonavides – PT/RN (Projeto de Lei nº 3.235/2024), que leva o nome da mãe de Aline, e prevê incluir a micropigmentação paramédica como serviço assistencial complementar do Sistema Único de Saúde (SUS) para mulheres em tratamento de câncer de mama.

A proposta reconhece a micropigmentação como parte da reconstrução integral após a mastectomia, não apenas física, mas simbólica, permitindo que mulheres que perderam a aréola possam realizar o procedimento pelo SUS.

“Essa legislação vai tornar visível o direito dessas mulheres de terem acesso a uma reconstrução que vai além da cirurgia. É sobre devolver identidade, dignidade e pertencimento”, explica Aline.

Ela também reforça o sentido maior do projeto: “Por cada mulher que eu atendo, sinto que abraço um pedacinho da história da minha mãe. E é nesse gesto, silencioso e cheio de afeto, que o Laço Rosado continua a pulsar” ressalta.

OUTUBRO ROSA
Outubro é o mês dedicado à prevenção do câncer de mama, com a campanha Outubro Rosa, instituída nacionalmente pela Lei nº 13.733/2018. Embora est


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MORRE O COMUNICADOR CHICO DE PAULA, A VOZ QUE MARCOU GERAÇÕES EM MACAU

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O comunicador e ex-vereador da cidade de Macau, Francisco Bezerra da Silva, conhecido carinhosamente como “Chico de Paula”, faleceu na madrugada desta terça-feira (28), aos 78 anos, no Hospital Municipal Antônio Ferraz, em Macau, onde já se encontrava internado, tratando de uma enfermidade.

Chico iniciou sua trajetória na comunicação em 1965, por ocasião da visita do então candidato a governador Monsenhor Walfredo Gurgel à cidade. O episódio foi relatado por ele próprio em vídeo publicado no YouTube, em 2023, pelo “Canal Cinc5”, do comunicador Fábio Luiz.

“Eu iniciei a minha carreira de comunicador em 1965. Existia aqui em Macau um locutor chamado Piauí, e ele me introduziu no campo da comunicação. Ele foi embora, obteve estudos superiores, e eu assumi. Fiquei definitivamente. Um dia ia chegar em Macau o candidato a governador Monsenhor Walfredo e não tinha quem o anunciasse. Então foram me buscar para eu assumir, e quem fez a apresentação do candidato fui eu. Desde criança eu já tinha essa intuição de trabalhar com locução, então, a partir daí, abracei a profissão que exerço até hoje”, contou Chico de Paula na ocasião.

Desde os tempos de discos de vinil, Chico de Paula tornou-se uma figura inconfundível com sua tradicional “Amplificadora Ideal”, popularmente chamada de “boca de ferro”. A credibilidade era tamanha que a frase “Se a notícia não deu em Chico de Paula, o fato não aconteceu” virou marca registrada na cidade.

Durante décadas, foram milhares de músicas tocadas, anúncios veiculados e comunicados transmitidos – de documentos perdidos a notas de falecimento -, sempre acompanhados pela voz firme e acolhedora que se tornou símbolo da cidade.

ALÉM DA COMUNICAÇÃO

Além de comunicador nato e autodidata, Chico também fez história na política local. Entre 1982 e 1985, exerceu o cargo de vereador pelo PSB (Partido Socialista Brasileiro), após ser convidado a disputar o pleito, no qual obteve a segunda maior votação. Um dos momentos mais marcantes de sua atuação parlamentar foi o pedido que resultou na inclusão de Macau no repasse dos royalties do petróleo, benefício que o município recebe até hoje.

“Encaminhei à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte um ofício pedindo que comunicasse à Petrobras que Macau fosse incluída no repasse dos royalties do petróleo. E, graças a Deus, a Assembleia encaminhou à Petrobras, e até hoje Macau recebe o recurso do petróleo”, recordou na publicação mencionada anteriormente.

O jornalista e diretor do Diário do RN, Túlio Lemos, destacou o pioneirismo e a capacidade de reinvenção do comunicador, mesmo com o avanço das novas mídias.

“Era a informação da cidade, fosse para pedir música, dar algum aviso ou anunciar notas de falecimento. Todas as informações que interessavam à cidade tinham que sair na boca de som de Chico de Paula. Isso durou décadas. As rádios comerciais chegaram, mas mesmo assim Chico se manteve como uma voz de resistência diante da tradição que ele consolidou em Macau”, relembra.

Túlio também lamentou a perda pessoal e profissional: “A morte de Chico deixa uma lacuna muito grande na comunicação da cidade de Macau. E, na minha parte familiar e de amizade, deixa um vazio muito grande. Chico sempre foi um amigo de toda a família. Eu, ainda bem novo, já o via como um amigo dos meus pais, da minha família toda”, disse emocionado.

HOMENAGENS PÓSTUMAS

A Câmara Municipal de Macau manifestou pesar e relembrou a trajetória do ex-vereador e comunicador, que marcou época na cidade:

“A Câmara Municipal de Macau lamenta profundamente o falecimento do ex-vereador e icônico comunicador Francisco Bezerra da Silva, o nosso eterno ‘Chico de Paula’.

Chico de Paula foi vereador desta Casa na 11ª Legislatura (1982–1985), contribuindo para a política local. Mas foi através das ondas sonoras que ele se tornou uma verdadeira instituição macauense” A nota traz ainda que “sua figura se mistura com a própria história da comunicação de Macau, imortalizado pela frase que todo cidadão conhece, ‘Se a notícia não deu em Chico de Paula, o fato não aconteceu’.

Macau perde um pioneiro, uma voz amiga e uma de suas figuras mais autênticas. Neste momento de dor, a Câmara Municipal manifesta as mais sinceras condolências aos familiares e amigos”, declarou a Casa Legislativa.

Já o Instituto Federal do Rio Grande do Norte – Campus Macau (IFRN) também divulgou nota de pesar, ressaltando o legado cultural e afetivo deixado pelo comunicador:

“Sua voz tornou-se parte da memória afetiva e da identidade cultural de Macau, sendo lembrada com respeito e carinho por todos que o ouviram e conviveram com seu trabalho dedicado à comunicação popular.

Neste momento de despedida, o IFRN Campus Macau se solidariza com familiares, amigos e com toda a população macauense, que hoje se despede de um verdadeiro símbolo da cidade”, disse o Instituto em nota.


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CEASA/RN CELEBRA 49 ANOS E REFORÇA COMPROMISSO COM SEU PAPEL SOCIAL

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A Central de Abastecimento do Rio Grande do Norte (Ceasa/RN) completou, no último dia 17 de outubro, 49 anos de fundação, consolidando-se como o maior entreposto de abastecimento de alimentos do Estado e um dos principais do Nordeste. Criada em 1976, a Ceasa tem sido peça fundamental na cadeia de distribuição de hortifrutigranjeiros, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Norte.

Atualmente, a instituição passa por uma fase de modernização e fortalecimento da gestão, com foco em eficiência, transparência e sustentabilidade. Segundo o diretor-presidente da Central, Matheus Galvão, o trabalho realizado pela atual administração busca alinhar a Ceasa aos novos tempos, sem perder de vista sua vocação social.

“A Ceasa é mais do que um centro de abastecimento. É um espaço de oportunidades, que movimenta a economia, apoia pequenos produtores e ajuda a colocar alimentos de qualidade na mesa dos potiguares”, destaca Matheus Galvão. “Nosso compromisso é tornar a Ceasa cada vez mais moderna, organizada e próxima das pessoas”.

Atual gestão investe em modernização, mas preserva identidade

O papel social da instituição é outro ponto relevante para a atual gestão. Desde 2003, o governo do Estado, através da Ceasa, realiza o Programa Cesta Solidária, programa de cunho social com objetivo de combater a fome e o desperdício, proporcionando uma alternativa de melhor aproveitamento dos alimentos. O programa funciona em parceria com a Secretaria de Estado do Trabalho, da Habitação e Assistência Social (SETHAS) e faz a seleção e o tratamento desses alimentos, distribuindo-os para famílias em vulnerabilidade social e cadastradas no Programa, além de instituições filantrópicas e sem fins lucrativos.

“Diariamente, arrecadamos uma média de duas toneladas de alimentos que seriam descartados e hoje se convertem em mais de uma tonelada que serve para alimentar centenas de pessoas. É um trabalho importante, pois temos conseguido sensibilizar e mobilizar empresários e permissionários. Além de estarem cientes de seu papel social como empresas doadoras, esses parceiros têm seus custos de transporte reduzidos para descarte de alimentos não comercializados e também liberação de espaço em suas lojas, o que contribui para a organização e gestão dos negócios”, afirma Matheus Galvão,
A iniciativa arrecada e destina alimentos para mais de 60 instituições filantrópicas em todo o Rio Grande do Norte, beneficiando diariamente centenas de pessoas em situação de vulnerabilidade.

“O Cesta Solidária é motivo de orgulho para todos nós. Representa o lado humano da Ceasa e mostra como o trabalho de quem está aqui dentro pode transformar vidas lá fora”, afirma o diretor-presidente.

Ao completar 49 anos de história, a Ceasa/RN reafirma seu papel estratégico no abastecimento alimentar do Estado e seu compromisso com o desenvolvimento econômico, a responsabilidade social e a sustentabilidade.


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VACINAÇÃO AVANÇA NO RN, MAS DESAFIOS AINDA PREOCUPAM AUTORIDADES DE SAÚDE

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No mês de outubro é celebrado o Dia Nacional da Vacinação, que segue como uma das medidas mais eficazes para proteger a saúde da população e evitar o retorno de doenças já erradicadas no Brasil. Desde 1973, o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, coordena as políticas públicas de imunização, garantindo o acesso gratuito às vacinas por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

O PNI oferece atualmente 47 imunobiológicos, entre vacinas, soros e imunoglobulinas, que protegem a população em geral e grupos com condições clínicas especiais. O calendário nacional inclui 19 vacinas aplicadas rotineiramente, prevenindo doenças como poliomielite, sarampo, rubéola, tétano e coqueluche. O Ministério da Saúde atua em parceria com estados e municípios para ampliar a cobertura vacinal e garantir acesso igualitário em todo o país.

No Rio Grande do Norte, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) tem intensificado ações para recuperar os índices de vacinação. Segundo a coordenadora de Vigilância em Saúde da Sesap, Diana Rego, o Estado apresentou melhora nas coberturas em 2024 e 2025, mas alguns grupos ainda preocupam. “Houve um avanço importante de 2023 para cá, entretanto alguns imunizantes ainda estão abaixo do ideal. Os grupos com maior atraso são os idosos e as gestantes”, afirma.

Diana explica que o Estado tem investido em estratégias locais, como o microplanejamento e o monitoramento presencial nos municípios prioritários, para identificar pessoas não vacinadas. O combate à desinformação também é uma prioridade. “Temos utilizado as redes sociais e a imprensa para divulgar informações corretas. É fundamental o papel da comunicação, e trabalhamos com notas técnicas, vídeos curtos e mensagens simples, para alcançar a população de forma direta”, pontua.

A coordenadora alerta para o risco de reintrodução de doenças como o sarampo e a poliomielite, caso as coberturas permaneçam baixas. “Quando identificamos uma baixa cobertura, isso já representa um risco. Os profissionais de saúde notificam casos suspeitos e, a partir daí a vigilância atua em conjunto com o CIEVS estadual [Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde]”, explica.

Entre os principais desafios, segundo Diana, estão as dificuldades de acesso e as barreiras sociais que impedem parte da população de se vacinar. “Levar a vacina ao braço das pessoas é o maior desafio. Enfrentamos a desinformação, mas também barreiras de acesso que variam conforme cada município. É essencial compreender a realidade das famílias e adaptar as estratégias. Não dá para repetir as ações dos anos 1980, porque as dinâmicas sociais mudaram”, destaca.

Ela cita ainda a resistência em torno da vacina contra o HPV, por exemplo, ainda marcada por estigmas. “Precisamos falar claramente que a vacina protege contra o câncer e não tem relação alguma com sexualização precoce”, reforça.

AVANÇOS EM NATAL
Em Natal, a Secretaria Municipal de Saúde tem registrado melhorias significativas nas coberturas, especialmente após a adoção do sistema “RN Mais Vacina” e do microplanejamento municipal. Segundo dados da Sesap, até 10 de outubro deste ano, 6.463 pessoas haviam recebido a primeira dose da vacina Qdenga, contra a dengue, mas 4.102 ainda não retornaram para completar o esquema vacinal. O público-alvo são crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos.

Em relação à gripe, 176.751 doses da vacina Influenza foram aplicadas na capital potiguar. As coberturas registradas são de 34,64% no total, com 28,41% entre crianças, 35,76% entre idosos e 57,14% entre gestantes.

A chefe do Núcleo de Agravos Imunopreveníveis (NAI) da SMS Natal, Veruska Ramos, explica que o aumento nas coberturas se deve à intensificação das ações nas escolas e à busca ativa de crianças e adolescentes com a caderneta desatualizada. “Essas estratégias têm sido fundamentais. Com o novo sistema, o registro das doses é feito automaticamente e as informações são enviadas à base nacional, evitando perdas e inconsistências”, destaca.

Veruska acrescenta que o microplanejamento, com cada unidade básica atuando em seu território, permite identificar pessoas não vacinadas. “Estamos conseguindo alcançar as populações mais vulneráveis e corrigir falhas de registro. Ainda não atingimos a cobertura ideal de 95%, mas estamos próximos. Esperamos encerrar o ano com resultados expressivos”, diz.

Ela também ressalta o esforço conjunto com organismos internacionais. “O resgate da vacinação contra o HPV tem contado com o apoio de entidades como a OPAS e o Unicef. A busca pelo selo Unicef, inclusive, tem impulsionado as ações e ajudado a aumentar as coberturas, não apenas de crianças, mas também de adolescentes”, acrescenta.

IMPORTÂNCIA DA IMUNIZAÇÃO
Para a imunologista Janeusa Trindade, os avanços recentes indicam um esforço conjunto entre governos, profissionais de saúde e sociedade, mas ainda há muito a ser feito. “É importante ver esse aumento, especialmente com as estratégias de microplanejamento que permitem identificar necessidades locais. No entanto, ainda não atingimos as coberturas ideais. Em 2024, apenas três vacinas infantis alcançaram a meta nacional”, observa.

Ela destaca que o funcionamento pleno das salas de vacina é essencial para garantir o acesso. “É fundamental que todas as unidades básicas mantenham suas salas de vacinação abertas durante o horário de funcionamento. Muitas pessoas só têm o horário de almoço para levar os filhos, e não podem chegar lá e encontrar a sala fechada. É preciso garantir equipes disponíveis e reposição quando houver ausências”, defende.

Janeusa conclui reforçando que a vacinação é uma responsabilidade coletiva e o principal instrumento para evitar a volta de doenças graves. “A imunização salva vidas e fortalece a saúde pública. Garantir o acesso e combater a desinformação são passos essenciais para que o Brasil continue sendo referência mundial em imunização”, afirma.


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O RETORNO DO “MATA SETE”: LIVRO RETRATA A MACAU BOÊMIA QUE INSPIROU GERAÇÕES

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Talvez você nunca tenha ouvido falar no “Mata Sete”, mas trata-se de um beco histórico e boêmio, que já foi o epicentro da vida noturna e da economia salineira de Macau entre as décadas de 50 e 80. Esse cenário vibrante volta à cena na nova obra do jornalista e escritor Tadeu Oliveira – “No Auge do Mata Sete: Vida, Prazer e Desamor na Ilha do Sal”.

Para retratar toda a riqueza cultural do pequeno, mas emblemático, trecho da “capital do sal potiguar”, Tadeu conta com a colaboração de escritores renomados, como Vicente Serejo, Horácio Paiva, Cid Augusto e João Andrade, onde cada um lança seu olhar sobre o lendário Mata Sete, que marcou época na Macau dos tempos áureos.

O livro foi lançado inicialmente durante a Feira Literária de Macau (FLIMA), em setembro, e chega agora a Natal. O lançamento acontece neste sábado (25), das 18h às 20h, na Livraria Nobel, no Praia Shopping, em Ponta Negra, com noite de autógrafos.

Às vésperas do lançamento na capital potiguar, o autor celebra a recepção calorosa em sua cidade natal e destaca a importância de preservar a memória e o legado cultural retratados na obra.

“O livro foi um dos mais procurados e o mais vendido durante a Feira Literária de Macau, o que me deixa imensamente feliz, já que os moradores da cidade têm interesse em saber o que representou a região do Mata Sete. E estamos apenas fazendo um resgate histórico dessa época”, reforçou.

O LIVRO

“No Auge do Mata Sete” reúne crônicas e relatos que resgatam a vida boêmia macauense entre os anos 1950 e 1980. O autor revisita ambientes emblemáticos como o Mata Sete, a Coreia e a Lua, espaços que moldaram a cultura local e foram palco de histórias de prazer, música e desamor.

Além do registro da boemia, a obra analisa a influência da indústria salineira na economia e nos costumes da cidade, revelando como a prosperidade do sal impulsionou um cotidiano de intensa sociabilidade, marcado por cabarés, casas de jogos e música -ao vivo.

Na contracapa, Tadeu descreve o Mata Sete como sinônimo de diversão, mesmo diante dos riscos: “Como um portal da alegria no cruzamento das Quatro Bocas, o beco oferecia atalhos diversos para a satisfação, chegando a ser o epicentro de uma Macau efervescente, marcada por atmosfera única e pulsante. ”

Entre os colaboradores da obra, o jornalista Vicente Serejo observa que “uma cidade tem sempre várias cidades escondidas”. Enquanto o poeta Cid Augusto destaca que há outros “Mata Sete” Brasil afora. Já o sociólogo João Andrade traça um paralelo entre os “quartos pequenos” do beco macauense e a “Picardia” francesa, afirmando que a obra “não trata apenas de cabarés, jogatinas e boemia, mas sintetiza as relações sociais de uma época efervescente da história de Macau”.

O AUTOR
Nascido em Macau, Tadeu Oliveira cresceu observando o trabalho dos cristalizadores de sal e a beleza das espumas levadas pelo vento na Ponta do Aterro, localizada na entrada da cidade.

Jornalista, sociólogo e especialista em opinião pública, com mais de 30 anos de atuação em diversos veículos de comunicação, é também autor de “Água de Grau: Macau que ainda se busca”.

Atualmente, Tadeu desenvolve um novo projeto sobre os 60 anos do Conjunto Sempre Alerta, grupo musical que gravou o primeiro LP do gênero no Rio Grande do Norte e que foi símbolo da cena cultural macauense, entre as décadas de 1960 e 1980.


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EMPREENDEDORES NATALENSES GANHAM NOVO ESPAÇO DE APOIO E CAPACITAÇÃO

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Com o objetivo de fortalecer o empreendedorismo natalense, sobretudo no bairro do Alecrim, principal centro comercial da capital potiguar, a Prefeitura de Natal, em parceria com o Sebrae/RN (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Norte), inaugurou nesta quarta-feira (22) a Sala do Empreendedor.

Localizada no Shopping 10, o novo espaço funcionará como um centro de atendimento e orientação voltado a quem deseja abrir, formalizar ou ampliar o próprio negócio. A Sala oferece um serviço integrado, com acesso a informações, capacitações, consultorias e linhas de crédito destinadas ao desenvolvimento do empreendedorismo local.

O projeto atende à crescente demanda por suporte técnico e operacional aos empreendedores natalenses, ampliando o alcance das ações de inovação e fortalecimento do comércio. A parceria entre a Prefeitura e o Sebrae/RN também prevê a realização de workshops, palestras e cursos voltados à qualificação e à melhoria da gestão empresarial.

O prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), destacou que o novo espaço representa um avanço nas políticas de incentivo ao empreendedorismo na capital potiguar.

“A Sala do Empreendedor é uma ação que facilita a abertura de empresas, amplia a qualificação profissional e fortalece o ambiente de negócios. Queremos que o empreendedor tenha acesso a conhecimento, orientação e suporte técnico gratuito, com profissionais preparados para ajudar quem quer crescer e gerar trabalho e renda na cidade”, afirmou.

Entre os serviços oferecidos estão orientações sobre formalização de empresas, parcelamento de débitos, regularização, emissão de nota fiscal e capacitações em gestão financeira, marketing, inovação e atendimento ao cliente.

O secretário da Sepae, Arthur Dutra, explicou que o espaço foi planejado para aproximar os empreendedores dos serviços que podem impulsionar seus negócios e movimentar a economia local.

“A Sala do Empreendedor é voltada ao microempreendedor, para quem já possui empresa ou deseja formalizar o próprio negócio. Nosso objetivo é que o lojista e o comerciário encontrem, em um único lugar, orientação prática e capacitação de qualidade, com o apoio de instituições parceiras”, afirmou.

Já o diretor de Operações do Sebrae/RN, Marcelo Toscano, ressaltou a importância da parceria para incentivar o empreendedorismo e oferecer suporte técnico acessível.

“A inauguração da Sala do Empreendedor em Natal é um marco importante para fortalecer o ambiente de negócios na capital. Essa parceria com a Prefeitura é mais uma demonstração do nosso compromisso em apoiar quem empreende e quer crescer. A Sala vai facilitar o acesso a orientações aos que desejam formalizar seu negócio e oferecer suporte técnico para que os empreendedores possam se desenvolver com mais segurança e competitividade”, ressaltou Toscano.

COMO ACESSAR
A Sala do Empreendedor está localizada no Shopping 10 – Rua Leonel Leite, 1377, loja 117ª, bairro Alecrim; e vai funcionar de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h.


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114 ANOS DO ALECRIM: O CORAÇÃO PULSANTE DO COMÉRCIO NATALENSE HISTÓRIA, TRADIÇÃO E FORÇA ECONÔMICA

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Um dos bairros mais antigos e simbólicos de Natal, o Alecrim completa, nesta quinta-feira (23), 114 anos de história. Com uma trajetória marcada pela diversidade cultural, pela fé e pelo comércio vibrante, o bairro se consolidou como o coração econômico da capital potiguar, onde convivem, lado a lado, a tradição centenária e o dinamismo do maior centro comercial do Estado.

De acordo com registros históricos, a origem do Alecrim é datada do ano de 1856, quando uma epidemia de cólera levou à criação de um novo cemitério fora da área central da cidade, o atual Cemitério do Alecrim, que abriga restos mortais de diversas personalidades do Estado. Ao redor dele começaram a surgir as primeiras moradias e, com o tempo, o local se transformou em um núcleo urbano efervescente. Ainda segundo os registros e lendas, o nome do bairro, teria surgido do cultivo da erva chamada de mesmo nome nas janelas das casas ou do uso nos velórios, como forma de purificação e perfume no período da epidemia.

Oficialmente fundado em 1911, o Alecrim cresceu de forma acelerada e, atualmente, abriga cerca de 30 mil moradores e um dos maiores fluxos diários de pessoas e veículos de toda a cidade, estima-se que mais de 150 mil pessoas circulem por suas ruas todos os dias, número que ultrapassa 3 milhões por mês.

Para Matheus Feitosa, presidente da Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim (AEBA), o aniversário é motivo de orgulho, mas também de reflexão sobre o futuro. “Temos muito a celebrar por tudo o que já construímos, mas também seguimos na luta por melhorias estruturais essenciais, como o ordenamento público, o estacionamento rotativo e a reforma do camelódromo.

São obras fundamentais para modernizar o Alecrim, atrair mais clientes, gerar mais emprego, renda e desenvolvimento para quem investe aqui”, afirma.

Mais de seis mil empresas formalizadas fazem do Alecrim um impulsionador da economia natalense. Além disso, o bairro concentra mais de mil camelôs e ambulantes, sendo que somente o camelódromo abriga cerca de 400 deles. A movimentação é intensa e calcula-se que o comércio do bairro contribua com mais de R$ 3 milhões por mês em arrecadação, impulsionado pela diversidade de segmentos que se espalham pelas suas principais avenidas.

O tradicional camelódromo abriga cerca de 400 pontos comerciais infrininforma – Foto: Reprodução

O comércio do bairro é setorizado – a Avenida Presidente Quaresma (Av. 1) abriga a tradicional feira livre e setores voltados ao agro, festas e descartáveis. Já a Avenida Presidente Bandeira (Av. 2) concentra clínicas, bancos, lojas de vestuário, joalherias e o famoso relógio do Alecrim. Outras vias se destacam pela especialização, como a Rua José Bento (Av. 3), reduto de eletrônicos e autopeças, a Rua Amaro Barreto, que reúne lojas de móveis e eletrodomésticos, a Av. 8, conhecida como “Vuco Vuco”, referência em produtos usados, e a Av. 10, que abriga o shopping do bairro e diversas lojas de celulares, decoração e tecidos.

“O Alecrim é um polo econômico único. Aqui você encontra desde produtos importados da China e da Europa até itens regionais produzidos por potiguares. É um espaço que conecta o comércio local com o mundo”, destaca Matheus. Ele acrescenta que 37% dos clientes vêm da Zona Norte de Natal, e muitos outros chegam de cidades do interior em busca da variedade e dos preços competitivos. “O Alecrim é democrático. É o bairro onde todos se encontram para comprar, vender e empreender”, observa.

Matheus, ainda lembra que ao longo dos anos, o Alecrim aprendeu a se reinventar. Com isso, muitos lojistas têm investido em tecnologia e vendas digitais, buscando competir com grandes redes e o comércio eletrônico.

“Mesmo com as dificuldades, a gente não desiste. O Alecrim é feito de luta e de alegria. É um bairro que pulsa, que ensina e que acolhe. Celebrar 114 anos é celebrar a nossa história, mas também o nosso futuro”, conclui Matheus.

Além do comércio, o bairro também é lar de instituições e símbolos históricos que fazem parte da memória da cidade, como o Alecrim Futebol Clube, o Instituto dos Cegos, o Instituto Padre Miguelinho, clubes de escoteiros e igrejas centenárias, entre elas, a Igreja de São Pedro, ponto de referência religiosa e cultural. “Tudo isso forma um ecossistema vivo, feito de gente batalhadora, de famílias que passam o bastão de geração em geração. O Alecrim é resistência e renovação”, resume o presidente da AEBA.

Feira do Alecrim é centenária e patrimônio do Rio Grande do Norte

Centenária, a Feira do Alecrim foi reconhecida pela ALRN como patrimônio imaterial do Estado, em 2020 – Foto: Reprodução

Nenhuma história sobre o Alecrim estaria completa sem mencionar a sua feira livre, a maior e mais antiga de Natal. Fundada em 18 de julho de 1920, a Feira do Alecrim acontece todos os sábados, das 6h às 15h, no cruzamento das avenidas Coronel Estevam e Presidente Quaresma.

Em 2020, ano do centenário de fundação, foi reconhecida pela Assembleia Legislativa como Patrimônio Cultural Imaterial do Rio Grande do Norte.

Nos barracões que compõem a feira, é possível encontrar de tudo, desde frutas, verduras, carnes, aves vivas, peixes, grãos a granel e comidas típicas como tapioca, cuscuz, bolo de fubá e pastel com caldo de cana – até mercadorias variadas como roupas, calçados, brinquedos, eletrônicos, utensílios domésticos, artesanato, plantas, doces, remédios naturais e até mesmo literatura de cordel.

Mas, mais do que um ponto de compras, o espaço é um encontro social, onde o diálogo e a negociação fazem parte da cultura. “A feira é a alma do Alecrim. Ela simboliza a nossa força, nossa tradição e a conexão entre gerações de comerciantes e clientes”, comenta Matheus Feitosa.


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MAIS DE 550 MOTOS BARULHENTAS SÃO TIRADAS DE CIRCULAÇÃO NO RN EM 2025

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O barulho excessivo provocado por motocicletas com escapamentos adulterados tem se tornado uma das principais queixas de moradores de Natal e da Grande Natal. Em resposta, o Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE), por meio do Batalhão Rodoviário, tem intensificado as ações da Operação Sossego, que já resultaram na remoção de 554 motocicletas irregulares apenas neste ano de 2025.

As abordagens, realizadas de forma itinerante nas principais vias da capital e de municípios vizinhos, buscam reprimir infrações que causam poluição sonora e colocam em risco a segurança no trânsito. Segundo o comandante do CPRE, Major César Fagundes, o trabalho é constante e envolve equipes motorizadas do Esquadrão Águia.

“A Operação Sossego ocorre de duas a três vezes por semana e é realizada especialmente nas cidades de Natal e Parnamirim, de forma itinerante. À medida que identificamos veículos em desacordo com as normas, eles são interceptados e removidos ao pátio do Detran [Departamento Estadual de Trânsito] para regularização”, explica o oficial.

As infrações mais comuns identificadas pelos agentes incluem ausência de silenciadores, escapamentos furados, falta de filtros e uso de descargas livres, que amplificam o ruído do motor.

“A maior incidência é justamente na Zona Norte e na Zona Oeste de Natal”, completa o comandante.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), conduzir veículo produzindo poluição sonora é infração de natureza grave, sujeita a multa de R$ 195,23 e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Uma vez apreendido, o veículo só é liberado após inspeção feita por empresa credenciada.

Além das motocicletas barulhentas, o CPRE tem atuado contra manobras perigosas e os chamados “rolezinhos”, prática em que condutores se reúnem para realizar exibições irregulares nas ruas. Segundo o comandante do CPRE, recentemente, um jovem de 20 anos foi detido após empinar uma motocicleta em alta velocidade na Avenida Guadalupe, no conjunto Santa Catarina, zona norte de Natal. “Ele não possuía habilitação e já havia sido preso pelo mesmo motivo em 2024. O condutor foi levado à Central de Flagrantes e liberado mediante pagamento de fiança no valor de um salário mínimo, o equivalente a R$ 1.518”, relata Fagundes.

LEGISLAÇÃO E PENALIDADES
O Código de Trânsito Brasileiro também estabelece uma série de infrações específicas para motociclistas. O artigo 230, inciso X, trata da condução de veículos com descarga livre ou silenciador defeituoso, prevendo multa grave e retenção do veículo. Já o artigo 244 é voltado às condutas perigosas, como dirigir sem capacete, transportar criança menor de 10 anos, empinar a moto ou pilotar sem segurar o guidom com ambas as mãos, todas consideradas infrações gravíssimas.

Essas infrações podem resultar em multa de R$ 293,47, sete pontos na CNH e até suspensão do direito de dirigir. Em casos mais extremos, como forçar ultrapassagem ou praticar “racha”, o valor da penalidade pode ser multiplicado por cinco, chegando a R$ 1.467,35.

Para o Major César Fagundes, a atuação policial é essencial para conter comportamentos de risco.

“A fiscalização não tem caráter apenas punitivo. Nosso objetivo é preservar vidas e devolver o sossego à população. Muitos desses veículos circulam de forma irregular e colocam em perigo tanto o condutor quanto terceiros”, afirma.

EDUCAÇÃO E RESPONSABILIDADE NO TRÂNSITO

Além das operações de fiscalização, o CPRE tem apostado em ações educativas, especialmente voltadas para jovens motociclistas. O objetivo é conscientizar sobre a importância da manutenção dos veículos e do respeito às normas de trânsito. “A mudança de comportamento é o principal desafio. A fiscalização é necessária, mas o ideal é que cada condutor compreenda o papel que tem na segurança coletiva”, ressalta o major.

As campanhas de orientação reforçam cuidados básicos, como o uso de capacete com viseira, equipamentos de proteção e a verificação regular do sistema de escapamento. O Detran/RN também alerta que qualquer modificação estrutural em veículos, inclusive nos sistemas de exaustão, deve ser previamente homologada, sob pena de multa e retenção do automóvel.

Com mais de 550 motocicletas removidas apenas em 2025, a Operação Sossego tem surtido efeito visível em alguns bairros da capital potiguar, onde as queixas de barulho noturno diminuíram. No entanto, o CPRE reforça que o trabalho é contínuo e depende também da colaboração da população, que pode denunciar irregularidades por meio dos canais oficiais da Polícia Militar.

“O nome da operação não é por acaso. O que buscamos é justamente devolver o sossego à cidade.

O trânsito deve ser um espaço de convivência, não de perturbação. A meta do CPRE é manter a fiscalização intensificada até o fim do ano, especialmente em áreas com alto índice de reclamações. ”, conclui o Major César.


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CAMINHO DOS SANTOS MÁRTIRES: ROTA POTIGUAR É CASE DE SUCESSO NACIONAL

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Desde sua concepção, o Caminho dos Santos Mártires tem se afirmado como um roteiro de peregrinação singular no Nordeste brasileiro, unindo fé, história e natureza em aproximadamente 300 km que cruzam diversos municípios do Rio Grande do Norte.

Origens e idealização

Elaboração e formatação do roteiro foram assinadas pelo turismólogo Sidnésio Moura e primeiras peregrinações ocorreram ainda em meio à pandemia – Foto: Reprodução

O projeto se consolidou em 2021, com o anúncio de que o RN ganhará um roteiro de fé que resgata a memória dos Santos Mártires padres André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro, do leigo Mateus Moreira e seus vinte e sete companheiros, martirizados em 1645 nos massacres de Cunhaú e Uruaçu. Esse percurso foi pensado para ser mais do que uma trilha religiosa: é um itinerário de experiência, contemplação e identidade, projetado para quem busca caminhar, pedalar ou visitar de forma guiada, ou até mesmo vir em grupo através de agências de turismo.

A elaboração e formatação do roteiro foram assinadas pelo turismólogo Sidnésio Moura, coordenador e idealizador do Fórum Nacional de Turismo Religioso, vice-presidente da Associação Brasileira de Turismo Religioso, presidente do Instituto Caminho dos Santos Mártires e referência nacional no segmento.

Divulgação e reconhecimento na mídia
O Caminho dos Santos Mártires veio ganhando visibilidade em veículos nacionais e internacionais. A revista Qual Viagem publicou reportagens destacando o potencial turístico-religioso da rota e sua combinação de fé, natureza e cultura. O Diário do Turismo define o Caminho dos Santos Mártires como um roteiro que une fé, cultura e história, modernizado com mapa interativo e QR Codes, oferecendo ao visitante uma experiência de peregrinação e reflexão pelos locais sagrados de Cunhaú e Uruaçu. O Vatican News também dedicou matérias ao roteiro, apontando a sua missão espiritual e o cuidado com o meio ambiente.

Além disso, sites especializados como Viagens de Fé e Guia do Turismo Brasil têm abordado a proposta de unir devoção e experiência nas etapas do caminho. Esses reconhecimentos na imprensa consolidam o roteiro como produto turístico emergente e reforçam sua credibilidade junto ao turista e ao público peregrino.

Trilha dos municípios e marcos inclusos
Originalmente, o roteiro integrava municípios como Canguaretama, Arez, São José de Mipibu, Nísia Floresta, Parnamirim, Natal, Extremoz e São Gonçalo do Amarante.

Com a entrada mais recente, Espírito Santo (RN) passa a fazer parte oficialmente da rota, reforçando a proposta de interiorização e expansão do turismo de fé no estado.

Atualmente, a rota é apontada como percorrendo 11 municípios no total.

Entre os marcos presentes no trajeto estão capelas históricas, ruínas de engenhos, igrejas centenárias e o Santuário dos Mártires em Uruaçu. Também se destaca o Santuário dos Ciganos, em Extremoz, incluído como parte simbólica da proposta de acolhida plural.

Sinalização e reconhecimento institucional
Neste ano de 2025,a coordenação do roteiro iniciou conversas a convite do IDEMA para começar a implantação da sinalização oficial nos municípios de Canguaretama e Espírito Santo (RN), especificamente nas APA Piquiri Una e também no trajeto entre as duas cidades, sendo as mesmas destinos pilotos da trilha de longo curso. Esse passo é considerado crucial para preparar a rota para integração ao Rede Trilhas, iniciativa federal que reconhece trilhas nacionais e promove apoio técnico, visibilidade e padronização.

A inclusão no Rede Trilhas abrirá portas para campanhas nacionais e aporte de políticas públicas que valorizem regiões atravessadas pela rota.

Paralelamente, em 2025 foi formalizado o Instituto Caminho dos Santos Mártires, criado para gerir, estruturar e promover o roteiro, consolidando sua governança técnica e institucional.

Diferenciais: devoção, natureza e experiência
O Caminho se diferencia por aliar espiritualidade e turismo de experiência. Percursos com vistas para praias, lagoas, dunas, mata atlântica remanescente e cenários culturais agregam riqueza ao trajeto.

Além disso, possui mapa interativo com QR Code, que foi elaborado no ano de 2021 com o apoio do Governo do Estado através da Secretaria Estadual de Turismo, para orientação dos turistas e peregrinos, facilitando a navegação entre as etapas.

A narrativa da rota inicia pela história dos mártires: no Engenho Cunhaú (Canguaretama), onde ocorreu o massacre inicial na capela de Nossa Senhora das Candeias, e em Uruaçu, no atual município de São Gonçalo do Amarante, onde aconteceu o segundo episódio de perseguição religiosa, com profundos símbolos de fé e resistência.

Desafios e futuros horizontes
O grande desafio para os próximos anos é avançar com a sinalização completa, infraestrutura de apoio — como pontos de descanso, hospedagem adequada e serviços de saúde nas etapas — e promoção conjunta entre municípios. A integração na Rede Trilhas exige também conformidade normativa e qualidade nos trajetos.

A expansão da rota além dos limites do RN, inclusive com rotas de conexão interestadual, é uma meta em estudo, especialmente para fortalecer o turismo religioso no Nordeste. O Instituto e as lideranças locais já articulam parcerias e eventos voltados a ampliar o alcance da rota.

Importância para o turismo religioso e social
O Caminho dos Santos Mártires não é apenas um produto turístico, mas um instrumento de memória e identidade, resgatando narrativas históricas pouco abordadas. Ele funciona como vetor de desenvolvimento: gera renda local, fortalece a economia criativa, qualifica o turismo de base e estimula o diálogo entre fé e comunidade.

Para o estado do RN, representa possibilidade de interiorização do turismo religioso e consolidação de um segmento que costuma ser visto como sazonal. Com o novo destino Espírito Santo e a sinalização oficial, o roteiro ganha substância como rota contínua, independente de festividades.

Conclusão
O Caminho dos Santos Mártires caminha rumo à maturidade institucional e turística. Com cronologia bem definida — da concepção à sinalização em curso —, agregando destinos e consolidando instituições aguardadas, a rota se projeta como um marco no turismo religioso nacional. Sob o comando técnico de Sidnésio Moura, o roteiro fortalece a esperança de que fé, história e natureza possam impulsionar o desenvolvimento territorial potiguar e colocar o Rio Grande do Norte como polo de peregrinação do Brasil.

Para conhecer mais e acompanhar as ações é possível ter acesso a todas as informações através do perfil no Instagram: @caminhodosmartiresoficial


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OUTUBRO ROSA: QUEDA DE CABELO AINDA DESAFIA TRATAMENTO ONCOLÓGICO

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A queda de cabelo continua sendo um dos efeitos colaterais mais marcantes e temidos entre pacientes em tratamento contra o câncer, especialmente entre as mulheres diagnosticadas com câncer de mama. Durante o Outubro Rosa, campanha mundial de conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce da doença, o tema ganha destaque por envolver não apenas aspectos clínicos, mas também emocionais e de autoestima.

Segundo especialistas, a quimioterapia e a radioterapia, principais armas contra o câncer, têm como objetivo eliminar células que se multiplicam rapidamente. Esse processo, porém, atinge também células saudáveis, como as responsáveis pela formação dos fios de cabelo. A quimioterapia afeta as células da matriz capilar, provocando queda parcial ou total dos fios. Já a radioterapia, quando aplicada no couro cabeludo, pode danificar os folículos e causar alopecia permanente.

O grau de queda varia de acordo com o tipo de quimioterápico utilizado, a dose administrada e as condições de saúde da paciente. Em alguns casos, ocorre a alopecia total; em outros, apenas o afinamento e a rarefação dos fios.

A médica tricologista Cátia de França, especialista em saúde capilar, explica como as substâncias agem no organismo e afetam os cabelos.

“Os medicamentos quimioterápicos circulam no sangue e atingem células que se renovam constantemente, como as da matriz capilar. Isso faz com que o cabelo pare de crescer e caia de forma abrupta. Porém, na maioria dos casos, após o tratamento, o cabelo volta a crescer, embora possa apresentar mudanças na textura, espessura ou cor”, explica.

No pós-tratamento, o acompanhamento com especialistas é importante para avaliar a saúde do couro cabeludo e estimular o crescimento dos fios. Em muitos casos, o cabelo volta a crescer espontaneamente, mas pode apresentar alterações de textura ou coloração.

“Há pacientes que veem o cabelo nascer diferente, mais fino, mais cacheado ou até despigmentado. Isso ocorre porque as células da matriz capilar foram afetadas durante o processo, o que representa uma alteração comum no pós-tratamento oncológico”, complementa a tricologista.

Mais do que uma questão estética, a perda dos cabelos durante o tratamento representa uma mudança profunda na autoimagem e no emocional. Para muitas mulheres, o momento da queda marca simbolicamente o início da luta contra a doença.

“O cabelo tem um papel simbólico muito forte na identidade feminina. Quando ele cai, a paciente sente que perdeu um pedaço de si e que um novo ciclo se inicia. Recuperar os fios é também uma forma de retomar a confiança e o senso de normalidade”, observa Cátia.

A assistente social Amélia de Farias, de 57 anos, foi diagnosticada com câncer de mama em 2023.

Nesse período, passou por cirurgia e se submeteu a tratamentos oncológicos. Foi então que percebeu mudanças drásticas na saúde dos fios.

“De lá para cá, meu cabelo nunca mais foi o mesmo. Não existe mais brilho, a fibra mudou muito e a queda aparece sempre que cresce alguns centímetros. Cheguei a fazer algumas sessões de terapia capilar, mas sem muito êxito. Optei por mantê-lo sempre curto, assim fico mais tranquila com a perda dos fios”, relata.

REDUÇÃO DE IMPACTOS
Embora nem sempre seja possível evitar a queda, alguns métodos podem minimizar os efeitos e favorecer uma recuperação mais rápida. Um dos recursos disponíveis em alguns centros de oncologia é a touca de resfriamento, conhecida como scalp cooling.

“O resfriamento do couro cabeludo durante a quimioterapia causa uma vasoconstrição, que consiste no estreitamento dos vasos sanguíneos que reduz o fluxo de medicamentos até os folículos. Isso pode diminuir a queda em até 80%, dependendo do tipo de droga utilizada”, explica Cátia.

O método, no entanto, não é indicado para todos os pacientes, pois pode causar desconforto, dores de cabeça e ainda não está disponível em todas as clínicas.

Durante a quimioterapia, especialistas recomendam evitar procedimentos químicos agressivos, como tinturas, alisamentos e escovas progressivas. Manter o couro cabeludo limpo, hidratado e protegido do sol são cuidados simples, mas essenciais.

Após o término do tratamento, a reposição de vitaminas e minerais, como ferro, zinco e vitamina D, deve ser feita com acompanhamento médico, pois esses nutrientes são fundamentais para o fortalecimento capilar.

“O mais importante é entender que o cabelo vai se recuperar no tempo do corpo. A paciência, o cuidado e o apoio emocional fazem toda a diferença na retomada da autoestima”, finaliza a especialista.


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QUINTA CULTURAL DEBATE OS 90 ANOS DA INSURREIÇÃO COMUNISTA NO RN

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O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) realiza neste dia 16 de outubro, às 16h, mais uma edição da Quinta Cultural. Desta vez, com o lançamento do livro “Prestes Exclusivo”, de Vicente Serejo, e ainda uma mesa redonda conduzida por José Antônio Spineli, com a participação do próprio autor e também do jornalista Ciro Pedroza. O evento marca a abertura da programação do IHGRN pelos 90 anos da Insurreição Comunista no RN, também conhecido como Intentona Comunista de 1935.

A obra de Serejo traz a última entrevista concedida pelo líder comunista Luís Carlos Prestes e publicada no jornal O Poti, que circulou em Natal de 1954 a 2012.

Em entrevista recente ao Diário do RN, o jornalista e historiador Vicente Serejo relembrou aquele momento, em 1987, quando atuava como diretor de redação do antigo Diário de Natal. “Foi a primeira entrevista que fiz com Prestes. Uma conversa longa, de mais de uma hora e meia, em que ele mesmo, no final, disse: ‘acho que terminamos, não é?’ Quando voltei à redação e revelei o furo ao diretor Luiz Maria Alves, ele me disse: ‘Não vou vetar a entrevista de um homem que tem a biografia quase do tamanho do século XX’. E assim foi publicada na íntegra”.

O material foi publicado, originalmente, em três páginas de O Poti no dia 25 de outubro de 1987, e ficou esquecido por décadas até ser resgatado pelo jornalista e editor Ciro Pedroza.

Lançado em setembro de 2025, o livro inclui notas explicativas, prefácio de Mariana Prestes e posfácio de Cláudio Oliveira. A mesa redonda que segue o lançamento fala sobre os impactos do movimento na vida política brasileira e potiguar.

O evento é gratuito e será realizado no Salão Nobre do IHGRN, com capacidade para 50 pessoas.

No local estarão disponíveis para aquisição a Revista do IHGRN, a nova edição do livro “Responsabilidade Civil do Estado”, de Amaro Cavalcanti, além de outras publicações.


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NATAL ADOTA NOVO MÉTODO PARA COMBATER O MOSQUITO DA DENGUE

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O Rio Grande do Norte registrou, entre janeiro e setembro de 2025, 3. 197 novos casos de dengue; 878 de chikungunya; e 120 de zyka, de acordo com o mais recente Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), divulgado 2 de outubro deste ano.

Para conter o avanço dos casos de arboviroses, sobretudo na capital potiguar, Natal passa a contar, a partir desta quinta-feira, 16 de outubro, com um novo método de combate ao Aedes aegypti – uma biofábrica do Método Wolbachia, financiada pelo Ministério da Saúde, será inaugurada no bairro Felipe Camarão, e iniciará a liberação dos primeiros “Wolbitos” na cidade, que são “mosquitos aliados” e servem para controlar a transmissão das doenças através do inseto transmissor.

A Wolbachia impede que o mosquito transmita vírus como os da dengue, zika e chikungunya, oferecendo uma forma segura e sustentável de controle. O microrganismo, presente naturalmente em várias espécies de insetos, não representa risco à saúde ou ao meio ambiente.

Ao se reproduzirem, os mosquitos com Wolbachia passam o microrganismo para as gerações seguintes, reduzindo a propagação das doenças.

O método será implantado pelo World Mosquito Program (WMP), da Fiocruz, em parceria com a Prefeitura de Natal e o Governo do Estado. A biofábrica, localizada no bairro Felipe Camarão, possui 400 metros quadrados e abriga salas de triagem, larvas, tubos, lavagem e estoque. No local, equipes técnicas serão responsáveis por todas as etapas da produção, desde a eclosão dos ovos até a soltura dos mosquitos.

De acordo com a gestora de implementação do Método Wolbachia no WMP-Fiocruz, Ana Carolina Rabelo, as liberações ocorrerão de forma planejada e gradual, cobrindo grande parte da cidade.

“As liberações dos Wolbitos em Natal devem acontecer ao longo de cerca de 20 semanas, em 33 bairros da capital. É importante que a população conheça e entenda essa tecnologia, que vem para reforçar o combate à dengue, zika e chikungunya”, destaca.

Segundo ela, os resultados do método costumam ser observados cerca de dois anos após o término das liberações. O objetivo é alcançar uma alta taxa de mosquitos com Wolbachia no ambiente, o que garante o efeito duradouro do controle.

Para o secretário municipal de Saúde, Geraldo Pinho, a chegada do projeto representa um marco para o sistema de vigilância em saúde de Natal. “O Método Wolbachia contribui para aliviar a pressão sobre o sistema de saúde e para a melhoria da qualidade de vida da população”, afirma.

Ele reforça, contudo, que as ações tradicionais continuarão. “O município seguirá com visitas porta a porta, bloqueios de criadouros, mobilizações sociais e outras ações”, pontua.

A escolha de Natal para receber o Método Wolbachia foi feita pelo Ministério da Saúde, com base em critérios técnicos. Entre eles, estão a população superior a 100 mil habitantes, a alta incidência de arboviroses, o histórico de casos nos últimos dez anos, além de fatores climáticos e logísticos, como a presença de aeroporto.

Bairros contemplados na capital e engajamento com a comunidade

Método será aplicado em 33 bairros, nas quatro regiões de Natal – Foto: Reprodução

O método será aplicado em 33 bairros da capital potiguar, entre eles Alecrim, Areia Preta, Barro Vermelho, Bom Pastor, Candelária, Capim Macio, Cidade Alta, Cidade da Esperança, Dix-Sept Rosado, Felipe Camarão, Guarapes, Igapó, Lagoa Azul, Lagoa Nova, Lagoa Seca, Mãe Luíza, Nossa Senhora da Apresentação, Nazaré, Neópolis, Nova Descoberta, Pajuçara, Pitimbu, Planalto, Ponta Negra, Potengi, Praia do Meio, Quintas, Redinha, Ribeira, Rocas, Salinas, Santos Reis e Tirol.

Antes da liberação dos mosquitos, o WMP Brasil desenvolveu um amplo trabalho de engajamento comunitário e comunicação. A equipe realizou ações em escolas, associações e espaços públicos para apresentar a tecnologia e garantir o apoio da população. Em Natal, foram mais de 1.850 atividades, alcançando mais de 540 mil pessoas.

Resultados positivos em outras cidades do Brasil e do Mundo

Programa está presente em 15 países e com resultados consistentes – Foto: Reprodução

O World Mosquito Program é uma iniciativa internacional sem fins lucrativos que atua desde 2011 para proteger comunidades de doenças transmitidas por mosquitos. O primeiro local de aplicação foi no norte da Austrália. Hoje, o programa está presente em 15 países e tem apresentado resultados consistentes.

No Brasil, o método começou a ser utilizado em 2012, com o apoio da Fiocruz. Niterói, no Rio de Janeiro, foi o primeiro município a ter todo o território coberto pelo projeto. Em 2024, registrou-se uma redução de 89% no número de casos de dengue em comparação ao período de 2007 a 2016.

O resultado é expressivo, especialmente considerando que, no mesmo ano, o Brasil enfrentou a maior epidemia de dengue de sua história, com 6,6 milhões de casos e 6.200 mortes. Enquanto o país registrou uma média de 3.157 casos por 100 mil habitantes, e o estado do Rio de Janeiro, 1.884, Niterói contabilizou apenas 374.


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QUEIJO POTIGUAR ARTESANAL GANHA DESTAQUE NA FESTA DO BOI 2025

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A produção de queijos artesanais do Rio Grande do Norte está em destaque na 63ª edição da Festa do Boi, que acontece até 18 de outubro, no Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim. A Associação de Empreendedores do Leite (Empreleite) está com um espaço colaborativo montado dentro do evento, reunindo associados e convidados para expor e comercializar a produção do Estado. Ao todo, estão expostos produtos de 16 empreendedores, com expectativa de movimentar mais de R$ 200 mil em negócios durante o evento.

Fundada em 2022, a Empreleite surgiu para apoiar produtores que encontraram no queijo uma alternativa viável para aumentar a lucratividade diante da baixa rentabilidade do leite “in natura”.

Segundo o presidente da associação, Marinho de Sousa, a organização nasceu da necessidade de unir forças no fortalecimento da produção de queijo artesanal no território potiguar.

“A luta da Empreleite é para que cada município possa construir sua própria legislação e avançar na regulamentação das queijeiras artesanais. Entendemos que o produtor precisa de caminhos viáveis para trabalhar dentro da legalidade, e isso só será possível quando os municípios tiverem autonomia para adaptar as normas à sua realidade”, explica.

Para isso, a associação estabelece critérios ainda mais rigorosos do que a legislação estadual para a produção artesanal. Enquanto a Lei nº 10.230/17 permite até 2 mil litros de leite por dia e a compra de leite de terceiros, os associados da mpreleite só podem produzir com até 500 litros de leite cru provenientes de rebanho próprio.

“Exigimos que o leite seja do próprio rebanho porque só assim o produtor consegue ter controle total da qualidade e da sanidade do produto. A lei até permite comprar de outros produtores, mas acreditamos que o artesanal de verdade precisa começar no próprio leite, desde a ordenha até a maturação do queijo”, reforça o presidente.

O espaço colaborativo reúne produtos de seis expositores associados à Empreleite e de 10 convidados – Foto: Reprodução

A Empreleite também acompanha os produtores em todas as etapas da instalação da queijeira artesanal, oferecendo suporte técnico e gerencial. O processo inclui elaboração do projeto, aprovação junto aos órgãos competentes, construção da unidade, registro da queijeira e dos produtos. Paralelamente, o rebanho passa por certificação, com exames semestrais para tuberculose e brucelose.

“Pegamos na mão do produtor e caminhamos com ele em todas as etapas. Orientamos desde o projeto, ajudamos na legalização, mostramos como organizar a produção e até acompanhamos a validação dos produtos”, detalha Marinho.

O incentivo à diversificação, além dos queijos coalho e manteiga tradicionais, tem levado os produtores a desenvolverem queijos únicos, já reconhecidos em premiações nacionais. É o caso da produtora Micarla Fernandes, da Fazenda Lima, em São Pedro, região do Potengi, que conquistou o título de Superouro no último Encontro Nordestino do Setor de Leite e Derivados (ENEL) com um queijo maturado no café Jaçanã, também potiguar.

“Hoje trabalhamos com uma produção ainda pequena, de cerca de 110 litros de leite por dia.

Entre 70% e 80% desse volume vai para queijos maturados, e apenas 30% para o queijo coalho.

Essa mudança de foco, apostando na maturação, foi decisiva para o crescimento da Fazenda Lima, porque trouxe inovação para além dos queijos tradicionais e ampliou a procura pelos nossos produtos”, conta Micarla.

Outro exemplo é a Fazenda Barreiras, de Encanto, comandada por Manacés Leite, que precisou se reinventar, empreendendo no segmento de queijos artesanais e já conquistou medalhas com seus produtos.

“Após a pandemia e com a perda do meu pai, precisei me reinventar. Eu trabalhava com obras, mas foi nesse momento que decidi assumir a propriedade da família e mergulhar na produção de leite. Vi que era uma forma de garantir um ganho diário, e aos poucos fui descobrindo um novo caminho. Deus me guiou para o universo dos queijos, e posso dizer que isso mudou a minha vida.

Há cinco anos comecei com 14 litros de leite, e hoje produzimos 400 litros, sempre com nosso próprio rebanho. Nosso queijo foi premiado em todos os concursos em que participou, e a Empreleite tem sido fundamental para nos fortalecer ainda mais”, comemora.

VITRINE ABERTA AO PÚBLICO

Além dos queijos, geléias, biscoitos e café do RN estão expostos – Foto: Reprodução

Todos esses produtos poderão ser conferidos pelos potiguares e visitantes na loja colaborativa da Empreleite durante a Festa do Boi, até a próxima sexta-feira, 18 de outubro, no Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim, das 12h às 22h.

Além dos queijos, os visitantes também poderão encontrar uma variedade de produtos genuinamente potiguares, como café, geleias e biscoitos artesanais.


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AÇÕES INCENTIVAM O DESCARTE CONSCIENTE DE ELETRÔNICOS EM NATAL

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No dia 14 de outubro é celebrado o Dia Mundial do Lixo Eletrônico. Nesse sentido, a cidade de Natal se mobiliza com diferentes ações voltadas à conscientização ambiental. A data, criada para alertar sobre o impacto do descarte incorreto de equipamentos e o desperdício de materiais recicláveis, inspira mutirões e campanhas educativas em vários pontos da cidade. O objetivo é chamar a atenção da população para a importância de dar o destino correto a eletroeletrônicos e estimular práticas sustentáveis baseadas na economia circular.

De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil gera cerca de 2,4 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos por ano, e apenas 3% desse volume é reciclado adequadamente. A maioria ainda tem como destino o lixo comum, o que representa risco de contaminação e perda de recursos valiosos como alumínio, ouro, vidro e plástico.

E para minimizar este impacto, uma das principais iniciativas temáticas é o mutirão promovido pela Natal Reciclagem, em parceria com a Prefeitura de Natal e a empresa de logística reversa Circular Brain. A ação integra a campanha “Natal Limpa e Sustentável”, que busca fortalecer a educação ambiental e o descarte correto por meio de 16 pontos de coleta espalhados pela cidade.

O ponto principal da ação será o Eco Trailer, instalado na Praia de Ponta Negra, ao lado da Feira de Artesanato, das 8h às 12h. No local, a população poderá descartar eletrônicos de diferentes tipos, desde celulares, cabos e carregadores até televisores, geladeiras e máquinas de lavar.

“Estamos numa luta contra o tempo com o nosso planeta. Não há mais desculpas para não fazermos o descarte correto, com tantas possibilidades. A mensagem da conscientização é urgente”, destaca Lívia Santarelli, gerente de campanhas ambientais da Circular Brain.

Jurandir Nunes, responsável pelas operações da Natal Reciclagem, referência em recolhimento de lixo eletrônico em Natal, também reforça a importância da participação da população.

“Nosso convite é para que a população participe conosco desta causa, para que juntos possamos construir um futuro mais sustentável. Neste Dia Mundial do Lixo Eletrônico, queremos mostrar que reciclar é um gesto simples, mas que faz uma grande diferença para o meio ambiente”, reforça Jurandir.

O mutirão também conta com o apoio do Sistema de Logística Reversa da Circulare, que mantém mais de 17 mil pontos de coleta espalhados por todo o país e oferece serviço de retirada domiciliar para equipamentos acima de 30 quilos. O agendamento e a localização dos pontos de coleta podem ser feitos pelo site circulare.com.br.

Outra ação importante é promovida pela Recinfo, maior empresa de logística reversa de eletrônicos do Rio Grande do Norte, vinculada ao Sindicato das Indústrias de Reciclagem do Estado (SindRecicla/FIERN). Durante todo o mês de outubro, a empresa realiza uma campanha de arrecadação de equipamentos quebrados ou em desuso, vindos de residências, escolas e empresas. O foco é conscientizar sobre o descarte responsável e evitar que resíduos contaminem o solo e a água.

“Nosso trabalho é transformar o descarte em oportunidade. Quando uma pessoa entrega um eletrônico em um de nossos ecopontos, ela está contribuindo diretamente para um futuro mais sustentável e para a preservação do meio ambiente”, explica Larissa Magalhães, coordenadora de projetos ambientais da Recinfo.

A empresa mantém uma rede de pontos de coleta instalados em locais parceiros e devidamente licenciados, entre eles a sede da FIERN (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte). Todo o material arrecadado passa por triagem e segue o fluxo adequado de reciclagem.

Neste mês, a Recinfo também está disponibilizando gratuitamente novos ecopontos para empresas, escolas e instituições interessadas em promover suas próprias campanhas de coleta.

“Estamos ampliando a nossa campanha e convidando escolas, condomínios e outras instituições que queiram receber nossos ecopontos, que são as caixas coletoras desse material, de forma gratuita, para que esse lixo tenha o descarte adequado”, reforçou a coordenadora.

Pioneira na logística reversa de eletrônicos no estado, a Recinfo reforça o compromisso com o desenvolvimento sustentável e a economia circular, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente o que trata do consumo e da produção responsáveis.

SOBRE A DATA
Criado em 2018 pelo WEEE Fórum, o Dia Mundial do Lixo Eletrônico tem o propósito de conscientizar cidadãos em todo o mundo sobre a importância de retirar de circulação equipamentos quebrados ou sem uso e encaminhá-los corretamente para reciclagem. A data é um convite para repensar hábitos e contribuir, de forma prática, com a preservação do meio ambiente.


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CÍCERO DUARTE LANÇA NOVO LIVRO: “DIFERENTE DE TUDO QUE JÁ ESCREVI”

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Autor de grandes obras nos campos jurídico, filosófico e teológico, como Igrejas na Mira da Lei e Direito para Igrejas: Aspectos Doutrinários e Práticos, o renomado escritor carioca Cícero Duarte estreia no segmento de ficção com o livro Ouricuri, que será lançado nesta terça-feira, 14 de outubro, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. A obra tem como principal intuito proporcionar uma leitura instigante, convidando os leitores à reflexão sobre suas próprias realidades.

“Ouricuri é diferente de tudo que já escrevi até hoje. Não é um livro técnico, nem um comentário bíblico ou filosófico; tampouco um ensaio. Sua principal finalidade é permitir que vivamos, através da leitura, as experiências e os sentimentos daqueles personagens em nossas próprias vidas. Foi, portanto, muito prazeroso escrevê-lo e estar em Natal, a convite do amigo Egídio Duarte, para o lançamento dessa minha nova obra”, ressalta o escritor.

O autor detalha que a obra foi inspirada e é ambientada na cidade de Ouricuri, no interior de Pernambuco, município de 65 mil habitantes, de acordo com o censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2022.

“O livro se chama ‘Oricuri’ porque a história começa na cidade de Oricuri, no Cariri Pernambucano. A trama acompanha uma pessoa e seus dois filhos que migram para São Paulo nos anos 1970, mas um dos filhos se perde durante a viagem. A narrativa se desloca então para Jacobina, na Bahia, onde o filho perdido busca suas origens, passando ainda por São Paulo e pelo sul da França, no começo do século XVIII. Espero que os leitores se identifiquem com a história e aproveitem a leitura”, explica o escritor.

SOBRE O LANÇAMENTO
O lançamento do livro contará com manhã de autógrafos, a partir das 11h, na Livraria Cooperativa Cultural, localizada no Centro de Convivência da UFRN.

SOBRE CÍCERO DUARTE
Natural do Rio de Janeiro, Cícero Duarte vive atualmente na França, onde reside há seis anos. Nesse período, vem ampliando sua carreira e desenvolvendo uma visão multicultural do Direito e da sociedade. Sua trajetória acadêmica e profissional é marcada por dedicação ao estudo, à pesquisa e à produção de obras que se tornaram referência no campo jurídico voltado às instituições religiosas.

Entre suas publicações destacam-se “Igrejas na Mira da Lei”, lançada pela Editora Bom Pastor em fevereiro de 2003, e “Direito para Igrejas: Aspectos Doutrinários e Práticos”, livros que tratam com profundidade os desafios legais enfrentados por igrejas e comunidades de fé diante das exigências do Estado e da sociedade moderna.

Formado em Direito pela Faculdade de Direito de Guarulhos, turma de 1989, Cícero Duarte construiu uma formação ampla e diversificada, com especializações e extensões acadêmicas em diferentes áreas. É pós-graduado em Filosofia pela Faculdade de Educação, Ciências e Letras Dom Domênico (2006–2008), curso que lhe proporcionou uma base reflexiva sólida para interpretar as questões humanas e sociais.

Em 1996, concluiu o curso de Visão Moderna da Teoria Geral do Processo pela PUC-SP, ampliando sua compreensão sobre os mecanismos processuais.

Com sólida experiência prática e formação acadêmica consistente, Cícero Duarte vem conciliando o diálogo entre os campos jurídico, filosófico e teológico, consolidando-se como um dos nomes mais respeitados no debate contemporâneo sobre a relação entre religião e Estado.


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FESTA DO BOI 2025 DEVE MOVIMENTAR MAIS DE R$ 85 MILHÕES EM NEGÓCIOS

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A 63ª edição da Festa do Boi, maior feira de negócios do setor agropecuário do Norte e Nordeste, será realizada de 10 a 18 de outubro desde ano, no Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim. Reconhecida como um dos principais palcos de projeção do agronegócio potiguar, a feira reunirá cerca de 600 expositores, público estimado em mais de 500 mil visitantes e deve movimentar cerca de R$ 85 milhões em negócios, superando os números registrados no ano passado.

Promovida pela Associação Norte-Riograndense de Criadores (ANORC), em parceria com o Governo do Estado e diversas instituições do setor produtivo, a Festa do Boi reafirma seu papel estratégico para a economia e o desenvolvimento rural do Rio Grande do Norte. Este ano, o evento traz novidades estruturais, ampliação de espaços temáticos e uma programação diversificada que valoriza o produtor e o público em geral.

O presidente da ANORC, Matheus França, destacou o crescimento contínuo da feira e o otimismo do setor.

“Mais uma Festa do Boi, mais uma edição, essa já é a 63ª, e as expectativas estão sempre altas. A cada ano, nossa expectativa fica mais forte, principalmente diante das parcerias com bancos e instituições financeiras que acreditam na força do agronegócio potiguar. Para se ter uma ideia da dimensão, só o Banco do Nordeste, por exemplo, tem previsão de movimentar cerca de R$ 50 milhões em financiamentos dentro do nosso evento, além de outras linhas de crédito abertas por instituições parceiras”, comemorou.

O dirigente ressaltou ainda o caráter de inovação e as oportunidades criadas para produtores e investidores.

“O Sicoob Potiguar é outra instituição financeira que estará em destaque e que traz uma linha diferenciada para quem quer investir nos leilões deste ano, fruto de uma parceria inédita com a ANORC. Todas essas ações fortalecem o ambiente de negócios, geram confiança e garantem resultados positivos. A nossa expectativa é movimentar em torno de R$ 85 milhões em negociações dentro do Parque Aristófanes Fernandes. Isso reforça a solidez da festa e da pecuária do Rio Grande do Norte durante todo o ano, vitrine essencial para o produtor rural mostrar seus animais, produtos e tecnologias”, explicou França.

Durante os nove dias de evento, a programação contemplará leilões, julgamentos e shoppings de animais, palestras voltadas ao agronegócio, atrações culturais, exposições, espaços gastronômicos e rodadas de negócios. Para abrigar toda a programação, a estrutura do parque também recebeu melhorias, como a modernização dos pavilhões, reforma dos currais e readequação do estacionamento, garantindo mais conforto e segurança para expositores e visitantes.

O secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Pesca, Guilherme Saldanha, ressalta a importância da feira para o setor produtivo potiguar.

“Em todas as edições da Festa do Boi há uma movimentação intensa, reunindo produtores rurais do mundo todo. A produção de animais se mantém forte, especialmente a produção de leite, e o produtor tem aproveitado as políticas públicas implantadas para garantir crescimento”, afirmou.

Além do agronegócio, tem diversão e programação cultural para todos os públicos

Crianças contarão com programação especial no domingo, 12 – Foto: Reprodução

Além do volume expressivo de negócios, a Festa do Boi é reconhecida por ser um evento que ultrapassa os limites do agronegócio e se consolida como uma experiência completa para toda a família. Entre os dias 10 e 18 de outubro, o público poderá desfrutar de shows musicais, parque de diversões, feira gastronômica, artesanato, cultura e exposições de animais, tudo dentro do Parque Aristófanes Fernandes.

Na programação musical, as noites serão animadas por grandes nomes da música potiguar, como Giannini Alencar, Edyr Vaqueiro e Armandinho Netto, entre outros artistas locais.

“Escolhemos artistas da terra para valorizar o talento potiguar e oferecer, durante os nove dias de Festa, shows para todos os públicos”, reforçou Matheus França.

A programação infantil também será um dos destaques. No Domingo, dia 12, a Festa do Boi celebrará o Dia das Crianças com apresentações do grupo “As Guerreiras do K-Pop” e o musical da companhia “Era uma Vez”, prometendo diversão e encantamento para o público mirim.

Entre as novidades deste ano, está o espetáculo de humor “Pegando Pesado”, com Mução, Zé Fabiano e Renan da Resenha, que acontece na segunda-feira, 13, no tradicional Tattersal – espaço onde acontece os leilões. O show terá ingresso vendido separadamente, disponível no site outgo.com.br.

Os ingressos gerais para a Festa do Boi 2025 estão disponíveis online e também na bilheteria do parque. Com a entrada, o visitante tem acesso a todas as áreas do evento, incluindo exposições agropecuárias, mostras de produtos regionais, gastronomia, espaços de convivência e shows musicais, que são gratuitos para o público pagante.

Toda a programação detalhada, incluindo agenda de leilões, atrações musicais e eventos técnicos, pode ser consultada no Instagram oficial @festadoboianorc.

SOBRE A FESTA DO BOI
A primeira edição da Festa do Boi foi realizada em 1962, a partir da parceria entre os agropecuaristas Olavo Montenegro, Luciano Veras e Aristófanes Fernandes – que dá nome ao espaço onde o evento acontece atualmente. Desde então, a feira se consolidou como o maior evento agropecuário do Rio Grande do Norte, atraindo um grande público para uma programação diversificada que já atravessa mais de seis décadas.

A Festa do Boi 2025 é uma realização da ANORC, em parceria com o Governo do Estado do Rio Grande do Norte, SEBRAE-RN, Sistema FAERN/SENAR, Prefeitura de Parnamirim, Banco do Nordeste, Banco do Brasil, IDIARN, Agência Desenvolve RN (AGN) e a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando. O evento também conta com o apoio da ABCZ, ANQM, ANCOC e dos diversos núcleos de criadores potiguares, que garantem a diversidade genética e a representatividade das principais raças do país.


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FERNANDO FREIRE AGRADECE APOIO RECEBIDO APÓS ACIDENTE EM NATAL

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O ex-governador do Rio Grande do Norte, Fernando Freire, de 71 anos, conversou com a reportagem do Diário do RN, manifestando agradecimento a todas as pessoas que enviaram mensagens de apoio e orações, durante o período em que se recupera de uma queda da própria altura, na última segunda-feira, 6 de outubro.

“Agradecer de coração ao gesto cristão de todos esses amigos. Recebi muitas mensagens e manifestações de carinho e solidariedade, e estou imensamente grato. Cada demonstração de apoio ajudou muito na minha recuperação e me emocionou profundamente”, declarou Freire.

Acidente e atendimento médico
Segundo ex-governador, o acidente ocorreu enquanto estava em um restaurante e se levantava para ir ao banheiro. “Perdi a consciência e caí. Tentei proteger a cabeça, mas infelizmente não consegui proteger a coxa e o fêmur direito”, relatou, acrescentando que o mal-estar foi ocasionado, provavelmente, por efeito de medicação que está tomando. Mas, apesar da queda, permaneceu consciente durante todo o atendimento médico.

Fernando Freire contou ainda que foi prontamente socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), recebendo toda a assistência necessária. Encaminhado ao Hospital Walfredo Gurgel, passou por avaliação neurológica e cardíaca, e teve constatada fratura no colo do fêmur direito durante o atendimento que classificou como rápido e de alta qualidade. “Eu fui muito bem atendido por toda a equipe, melhor atendimento possível, irretocável, tudo perfeito. Faço questão de deixar registrado essa qualidade no atendimento que recebi” elogiou.

Ainda na segunda-feira, o ex-governador foi transferido para o Hospital Memorial, onde recebeu “assistência completa de uma equipe médica altamente qualificada, extraordinária”, segundo descreveu. “É muito importante a gente sempre deixar registrado o atendimento de qualidade, de excelência, que é fornecido pelo SUS”, observou.

Na terça-feira (07), Freire passou por cirurgia considerada bem-sucedida, e atualmente se encontra em fase de recuperação, acompanhando as orientações médicas. A previsão é que receba alta ainda nesta semana.

Fernando Freire mede 1,97m de altura e pesa 110 quilos, o que poderia ser crucial para o agravamento do quadro, visto que o ex-governador sofreu uma queda da própria altura.

Breve histórico político
Fernando Freire iniciou sua trajetória política em 1990, ao ser eleito deputado federal pelo Partido da Frente Liberal (PFL). Em 1994, foi eleito vice-governador ao lado de Garibaldi Alves Filho, pelo Partido Progressista Reformador (PPR), e reeleito no pleito seguinte.

Freire assumiu o governo do Rio Grande do Norte em 5 de abril de 2002, após a renúncia de Garibaldi para concorrer ao Senado. No mesmo ano, tentou a reeleição pelo Partido Progressista Brasileiro (PPB), mas foi derrotado por Wilma de Faria, do Partido Socialista Brasileiro (PSB).

“Melhor atendimento possível, irretocável, tudo perfeito. Faço questão de deixar registrado essa qualidade no atendimento que recebi”


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QUEIMADAS E INCÊNDIOS AVANÇAM NO RN E MOBILIZAM BOMBEIROS E SAÚDE

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Com a chegada do período mais seco do ano, o Rio Grande do Norte enfrenta o aumento de focos de queimadas e incêndios florestais, especialmente nas regiões Oeste e Seridó. De janeiro a setembro deste ano, o Corpo de Bombeiros Militar do RN (CBM/RN) registrou 869 chamados, número que tende a crescer até dezembro, período mais crítico para esse tipo de ocorrência.

Tendo em vista o aumento nos números, uma operação especial de combate, denominada “Abraço Meio Ambiente” (AMA), é coordenada pelo Corpo de Bombeiros e mobiliza equipes, viaturas especializadas e equipamentos de apoio. Embora a ação seja iniciada, formalmente, no segundo semestre, o trabalho dos militares é permanente, atuando no combate às chamas durante todo o ano, segundo destaca o coronel Marcos Miranda, diretor do Comando Operacional do CBM/RN.

O oficial detalha que os batalhões de Mossoró e Caicó concentram a maioria dos casos. “Mossoró contabiliza 580 ocorrências atendidas, com o apoio de 18 militares diários e cinco viaturas, contemplando também as cidades de Apodi, Assu e Pau dos Ferros. Já o batalhão de Caicó registrou 289 casos no período. Na Região Metropolitana de Natal, o número de ocorrências é bem menor. As chuvas mais constantes têm contribuído para reduzir a incidência de incêndios florestais, restringindo o trabalho dos bombeiros a incêndios urbanos e em terrenos baldios”, observou.

O diretor do Comando Operacional também explica que as principais causas das queimadas continuam sendo de origem humana.

“O uso do fogo para limpeza de terrenos, a queima de lixo, o descarte inadequado de cigarros acesos e o uso imprudente de fogueiras em áreas de vegetação. Além disso, fatores naturais, como altas temperaturas, baixa umidade e ventos intensos favorecem a propagação das chamas, principalmente em regiões do interior”, explicou.

Sesap alerta sobre riscos dos incêndios para Saúde
Enquanto os bombeiros intensificam a resposta operacional, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) atua na vigilância dos impactos à saúde e na qualidade do ar. Por meio da Subcoordenadoria de Vigilância Ambiental (Suvam), a Sesap monitora os efeitos das queimadas e elabora boletins mensais com dados sobre poluição atmosférica, apoiando as ações dos Núcleos Regionais de Vigilância em Saúde (NUREVS) e dos municípios.

A coordenadora de Vigilância em Saúde da Sesap, Diana Rego, alerta que o período de setembro a dezembro é, de fato, o mais preocupante.

“Este período é tido como um dos mais críticos com relação às queimadas, o que acende um alerta necessário para monitorar a situação. Assim, a Secretaria acompanha os dados referentes às queimadas, áreas afetadas e elabora boletins mensais para monitorar a qualidade do ar e os riscos à saúde”, explicou.

Segundo a coordenadora, os danos vão muito além do desconforto respiratório causado pela fumaça.

“Um risco com queimadas é o agravamento ou surgimento de doenças devido à inalação de partículas finas e gases presentes na fumaça, que podem causar irritação, inflamações e agravar condições de doenças respiratórias e cardiovasculares. Os grupos mais vulneráveis são crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças pré-existentes, em especial cardiovasculares e respiratórias”, completo Diana Rego.

Nesse sentido, a Sesap recomenda cuidados essenciais, como manter-se hidratado, evitar atividades físicas ao ar livre em dias de má qualidade do ar e usar máscaras adequadas (N95, PFF2 ou P100) em casos de exposição intensa à fumaça. A secretaria também reforça medidas básicas de prevenção ambiental, como não queimar lixo, não soltar balões, não acender fogueiras e não jogar cigarros ou fósforos acesos em áreas de vegetação.

Canal oficial do Corpo de Bombeiros
Em casos de incêndios, o Corpo de Bombeiros recomenda a população a registrar a ocorrência, através do canal oficial com a corporação, para combate adequado do foco de incêndio.

“A primeira medida a ser tomada é ligar imediatamente para o número 193, canal de comunicação para acionar nossas equipes, que estão preparadas para combater os focos com segurança. Não é recomendável que civis tentem combater o fogo por conta própria, visto que somente o Corpo de Bombeiros dispõe de equipamentos adequados e treinamento especializado para lidar com incêndios, seja de pequena, média ou grande proporção”, finaliza o diretor do Comando Operacional do CBM/RN, Marcos Miranda.


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“OUTUBRO ROSA” BUSCA CONSCIENTIZAÇÃO DE MULHERES SOBRE CÂNCER DE MAMA

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Outubro é o mês dedicado à prevenção do câncer de mama, através da campanha “Outubro Rosa” consolidada nacionalmente a partir da Lei nº 13.733/2018. Mas, embora exista um mês temático, os cuidados devem existir durante o ano inteiro, diante do aumento dos casos da doença no Brasil e, consequentemente, no Rio Grande do Norte. Um levantamento do Instituto Nacional de Câncer (INCA), divulgado em 2022, aponta que o Estado liderava o ranking do Nordeste com a maior taxa bruta de incidência do câncer de mama, com cerca de 50 mulheres diagnosticadas por ano para cada 100 mil habitantes.

Por outro lado, dados mais recentes, de 2023, indicam que o Rio Grande do Norte ficou fora da faixa com maior incidência de óbitos, que concentra 20 mil casos, principalmente nas regiões Sul e Sudeste. De acordo com a Sesap, entre 2023 e 2024, foram registradas 9.315 mortes femininas por câncer no Estado, sendo os tumores de mama responsáveis por cerca de 8% desses óbitos no Rio Grande do Norte.

Embora seja um dos tipos mais comuns de câncer entre as mulheres, o câncer de mama também apresenta altas chances de cura, cerca de 95%, quando diagnosticado precocemente, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Além disso, os tratamentos podem ser menos agressivos e apresentarem menos efeitos colaterais, como explica a médica ginecologista Rossana Rebelo.

“O diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura e reduzir a mortalidade.

Quando identificado nas fases iniciais, o câncer de mama tem tratamento mais eficaz e menos agressivo. Por isso, é essencial que as mulheres realizem o autoexame regularmente, mantenham consultas médicas de rotina e, principalmente, façam a mamografia, conforme a recomendação médica, especialmente a partir dos 40 anos ou antes, em casos de alto risco, ocasionados por fatores genéticos, por exemplo, alerta Rossana”

A especialista alerta ainda para fatores que exigem atenção médica imediata: nódulo na mama (geralmente indolor), alterações na pele como vermelhidão, inchaço, retração (aspecto de casca de laranja), inversão do mamilo, saída de líquido anormal, nódulos nas axilas ou pescoço e, em alguns casos, dor.

“Ao perceber qualquer desses sinais ou sintomas, um acompanhamento médico deve ser buscado, imediatamente”, conclui.

Exemplo de superação

Gestora comercial Raianne Gomes recebeu o diagnóstico aos 25 anos – Foto: Reprodução

A gestora comercial Raianne Gomes, atualmente com 30 anos, é cadeirante e enfrenta um câncer de mama diagnosticado aos 25. Ela relata que percebeu o nódulo por conta própria, durante um autoexame e buscou uma segunda opinião após um diagnóstico inicial equivocado.

“O primeiro médico disse que não era nada, mas eu sentia que algo estava diferente. Procurei outra médica e, no dia 22 de janeiro de 2020, recebi o diagnóstico. Foi um baque, mas entreguei tudo nas mãos de Deus e senti que Ele já tinha me curado ali mesmo”, conta Raianne.

Ela também conta que o câncer era do tipo hormonal, e o tratamento incluiu seis sessões de quimioterapia, 15 de radioterapia, além da retirada e reconstrução da mama. Durante o processo, Raianne enfrentou os efeitos das medicações e as limitações físicas da cadeira de rodas, mas manteve fé e serenidade.

“Eu não me apropriei da doença. O Senhor usa a medicina, os médicos e as medicações para nos abençoar. Encarei cada etapa com fé e gratidão. Hoje estou em remissão e acredito que 80% da cura vem da forma como encaramos o diagnóstico”, afirma.

Ela realiza exames semestrais e toma tamoxifeno diariamente, comemorando cada resultado positivo, enquanto alimenta o sonho de ser mãe.

“Tudo é no tempo do Senhor”, diz, confiante.

Apoio e acolhimento
Para apoiar mulheres em situações semelhantes, diversos grupos atuam no Rio Grande do Norte, entre eles o Instituto Bonitas, fundado há 10 anos por Adilza Holanda. O instituto funciona na Rua Sandoval Capistrano, 948, no bairro, Lagoa Nova, zona sul de Natal, e oferece acolhimento emocional, suporte psicológico, terapias integrativas, informações sobre direitos e um ambiente seguro de afeto e motivação.

Além disso, o grupo realiza anualmente uma exposição fotográfica, sempre em outubro, retratando, através das lentes da fotógrafa Ana Galvão, a coragem, a esperança e a beleza da vida das mulheres, mesmo diante das dificuldades.

“O Instituto Bonitas nasceu com a missão de acolher, apoiar e transformar vidas. Funcionamos como uma ‘mão estendida’ que sustenta a pessoa em todos os aspectos da vida. Cada iniciativa, cada conversa e cada exposição fotográfica é um convite para olhar além da doença, enxergando o ser humano em sua essência e celebrando a coragem e a esperança mesmo nos momentos mais difíceis”, afirma Adilza Holanda, fundadora e presidente do instituto.

Estimativa nacional
O INCA prevê que o Brasil deve registrar 73.610 novos casos de câncer de mama em 2025. O levantamento também aponta tendência de redução da mortalidade, principalmente, entre mulheres de 40 a 49 anos.


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