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SE O ANO SÓ COMEÇA APÓS O CARNAVAL, ESTÁ NA HORA DE TIRAR AS METAS DO PAPEL

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Embora o calendário do ano civil tenha início em 1º de janeiro, para muita gente ele só parece ganhar força depois do Carnaval. A frase, repetida com naturalidade em conversas informais e até em ambientes profissionais, diz mais sobre comportamento e emoção do que sobre datas oficiais, de acordo com especialistas.

O mês de janeiro carrega uma atmosfera de transição. É mês de férias escolares, de viagens em família, de temperaturas elevadas e de uma rotina que ainda pulsa em ritmo desacelerado. Muitas empresas operam com equipes reduzidas, projetos estruturais são adiados e decisões estratégicas aguardam um momento considerado mais oportuno. Soma-se a isso o fato de o Carnaval, uma das maiores festas populares do mundo, ter data móvel, podendo ocorrer em fevereiro ou março. Forma-se, assim, um período de expectativa para as festividades carnavalescas.

Do ponto de vista econômico e político, o movimento também tende a ser mais lento. Setores como comércio e marketing concentram campanhas e investimentos nas vendas de verão e na própria folia. No serviço público, é comum que o ritmo pleno de votações e atividades só se consolide após o Carnaval. Esse cenário reforça a sensação de que o país ainda está aquecendo os motores.

Mas a explicação mais profunda talvez esteja na esfera subjetiva. O ciclo festivo iniciado no Natal e atravessado pelo Réveillon encontra no Carnaval um encerramento simbólico. Para muitos, trata-se da última oportunidade de extravasar antes de mergulhar nas responsabilidades que o novo ano promete. Planos de iniciar a academia, retomar os estudos, mudar de emprego ou reorganizar a vida financeira ficam suspensos, à espera do pós-folia.

A psicóloga Maria Beatriz Lago observa que a expressão revela um movimento quase ritualizado.

“De fato, estamos no Brasil, o país do carnaval. Após as festas de final de ano, férias escolares, iniciamos um novo ciclo na primeira marcha, prontos para um novo freio quando da chegada das festividades carnavalescas”, afirma.

Segundo ela, o adiamento frequente das metas pode funcionar como uma fuga disfarçada. “Os planos de começar uma academia, uma dieta, se candidatar a um emprego, estudar para um concurso vão ficando para um depois que parece só chegar após a quarta-feira de cinzas”, diz.

A realidade prática, porém, não acompanha essa pausa simbólica. “O ano, porém, já começou: o IPVA e o IPTU já chegaram, o corpo já cobra os exageros das festividades, os prazos e datas permanecem intactos”, lembra a psicóloga. A diferença entre o calendário interno e o externo pode gerar frustração, sobretudo quando as expectativas criadas no fim do ano não se concretizam nas primeiras semanas.

Para Maria Beatriz, no entanto, nem tudo se resume à procrastinação. Há também uma necessidade legítima de reorganização emocional. “Alguns planos, de fato, exigem maior cuidado, atenção, foco e continuidade. Isso quer dizer que, para que se dê início às metas de ano novo, há a necessidade de, inicialmente, realizar uma curadoria daquilo que é realmente factível e pelo que vale a pena o empenho”, explica.

Ao mencionar o filósofo contemporâneo Byung-Chul Han, conhecido por suas reflexões sobre a sociedade do cansaço, a psicóloga reforça a importância do repouso. Para ela, sair do modo automático e do estado permanente de urgência é condição para escolhas mais conscientes.

“Balancear lazer e responsabilidades é saudável e necessário; no entanto, dedicar uma maior energia a determinados objetivos requer uma continuidade que, frequentemente, só é possível após a grande ilusão do carnaval”, afirma.

A cultura popular, ela lembra, também traduz essa tensão entre trabalho e celebração. “A gente trabalha o ano inteiro por um momento de sonho para fazer a fantasia, como diria a grande compositor Tom Jobim”, diz. A frase sintetiza o imaginário coletivo de esforço prolongado recompensado por um breve período de encantamento.

No fim das contas, a pergunta talvez não seja quando o ano começa, mas como cada indivíduo decide atravessá-lo. Entre a pausa necessária e a procrastinação confortável, existe uma linha tênue. “Mente sã, corpo são, então, antes de partir para o fazer, cuide do ser. Viva os momentos que permitem união, relaxamento, leveza para, então, realizar o esforço necessário para conquistar as metas que merecem sair do papel”, conclui a psicóloga.


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PREFEITURA DE NATAL ANUNCIA ABERTURA PERMANENTE DO MERCADO DA REDINHA

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A abertura permanente do Mercado da Redinha foi anunciada nesta segunda-feira (23) pelo prefeito de Natal, Paulinho Freire, durante a leitura da mensagem anual na sessão que marcou o início dos trabalhos legislativos de 2026 na Câmara Municipal. A decisão altera o plano divulgado em dezembro passado, quando o complexo havia sido reaberto apenas para funcionar durante a alta estação, entre 22 de dezembro e 22 de fevereiro.

Ao incluir o tema entre as ações estratégicas para este ano, o prefeito destacou que o equipamento permanecerá em atividade de forma contínua, mesmo com o processo de concessão em andamento.

“Realizamos a ativação econômica e a qualificação do mercado com ações de capacitação com o sistema Fecomércio, através do Sesc e do Senac, integrando desenvolvimento econômico, inclusão produtiva e valorização do espaço público. Ao longo da alta estação, o mercado em funcionamento mostrou que é possível fortalecer a região e vamos manter o Mercado da Redinha aberto enquanto a licitação segue com os trâmites necessários. E aqui eu quero fazer um adendo parabenizando o Governo do Estado que se sensibilizou e abriu a concessão para que empresas privadas possam operar equipamentos públicos. É assim que podemos avançar com parceria entre os setores público e privado”, afirmou.

Em conversa com a imprensa antes do início da sessão, Paulinho Freire detalhou como se dará o funcionamento do complexo. Segundo ele, a autorização para continuidade das atividades já foi concedida.

“Já foi autorizado, ele vai continuar aberto. Isso não impede de estarmos trabalhando a concessão e a PPP [Parcerias Público-Privada], mas ele vai continuar aberto, sim. É um mercado de um porte muito bonito para a nossa cidade, turístico, e a gente não poderia fechar. O que houve anteriormente foi que estávamos terminando a obra. Ainda faltam poucas coisas para fazer, mas mesmo com essas poucas pendências dá para continuar aberto e tranquilizar de uma vez por todas os permissionários”, declarou.

O secretário municipal de Concessões, Parcerias, Empreendedorismo e Inovação, Arthur Dutra, afirmou que o processo de concessão definitiva do mercado continua em curso e aguarda apenas o cumprimento de etapas formais para publicação do edital.

“A concessão do Mercado da Redinha continua sendo trabalhada pela Prefeitura. Estamos aguardando a entrega, pelas comunidades tradicionais, da proposta de protocolo para cumprimento da decisão judicial que determinou que a licitação só fosse feita após essa consulta.

Pactuamos com as comunidades para que esse protocolo fosse entregue hoje, dia 23, e estamos no aguardo. Enquanto isso, a concessão está nos ajustes finais na Procuradoria Geral do Município e, uma vez concluída essa fase de consulta, vamos publicar o edital de licitação nos termos autorizados pela lei”, explicou.

Abertura no verão

Após quase um ano fechado, o Mercado da Redinha, que integra o Complexo Turístico da Redinha, foi reaberto ao público no último verão sob administração direta do Município. O anúncio ocorreu no início de dezembro, em coletiva realizada no Palácio Felipe Camarão.

Na ocasião, a gestão municipal informou que o funcionamento seria temporário, restrito ao período de maior fluxo turístico, enquanto o processo de concessão definitiva seguia em tramitação. A iniciativa contou com apoio do sistema Fecomércio RN, por meio do Sesc e do Senac.

Durante a alta estação, o Sesc ofertou unidades móveis de saúde, biblioteca e oceanário, além de promover apresentações culturais gratuitas. O Senac realizou capacitações voltadas à gestão de negócios, segurança alimentar e elaboração de cardápios, reforçando a qualificação dos mais de 30 permissionários instalados no espaço.

A Secretaria Municipal do Trabalho e Assistência Social (Semtas) acompanhou os comerciantes e assegurou o pagamento de auxílio financeiro até a conclusão da licitação. Já a Secretaria Municipal de Turismo articulou a inclusão do mercado nos roteiros de verão, como estratégia para valorizar a Redinha e fortalecer os atrativos da zona Norte.

Impasses e concessão
Inaugurado em 26 de dezembro de 2024 pelo então prefeito Álvaro Dias, o complexo foi apresentado como uma das principais apostas para revitalizar a orla da região. Com investimento aproximado de 25 milhões de reais, o espaço foi projetado para integrar gastronomia, artesanato, cultura e lazer.

Após a temporada de verão de 2025, o equipamento foi novamente fechado em meio a impasses administrativos e questionamentos relacionados ao modelo de concessão. Em março do ano passado, a Prefeitura lançou edital de chamamento público para selecionar empresas responsáveis pelos estudos técnicos, financeiros, jurídicos e ambientais que vão subsidiar o processo de Parceria Público Privada.

A decisão judicial que condicionou a licitação à consulta prévia às comunidades tradicionais também impactou o cronograma. Segundo a gestão municipal, a pactuação do protocolo de consulta é etapa essencial para dar segurança jurídica ao processo.

Parque inovador na Redinha

Dentro da agenda de fortalecimento da zona Norte, o prefeito também anunciou a implantação de um parque inovador na Redinha, classificado por ele como uma obra estruturante para ampliar o potencial econômico e turístico do bairro.

“Também vamos em busca de um parque inovador na Redinha, algo ainda não visto na região Nordeste, que reforça nosso compromisso de continuar desenvolvendo o bairro como importante polo turístico e na geração de emprego e renda”, afirmou.


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SEM CRIMES LETAIS: CARNAVAL DO RN É UM DOS MAIS SEGUROS EM 8 ANOS

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O Rio Grande do Norte encerrou o Carnaval 2026 com um balanço considerado histórico pelas forças de segurança. O período momesco foi apontado como um dos mais seguros dos últimos oito anos, sem registros de feminicídios, homicídios ou latrocínios em todo o estado durante os dias oficiais de festa. Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (19), e reforçam a avaliação positiva da Operação Carnaval 2026, que mobilizou mais de 8 mil agentes e contou com investimento superior a R$ 10 milhões em diárias operacionais.

Além da ausência de crimes letais intencionais, o estado também registrou redução nos principais índices de criminalidade, incluindo crimes contra o patrimônio e casos de violência interpessoal. Nas áreas oficiais de festa, não houve registro de homicídios, resultado atribuído ao planejamento estratégico e à atuação integrada das forças de segurança pública.

Ao todo, a Polícia Civil contabilizou 850 ocorrências durante o período carnavalesco, com 120 autos de prisão em flagrante, 61 Termos Circunstanciados de Ocorrência e o cumprimento de 34 mandados de prisão. Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), os números evidenciam a presença ostensiva e a pronta resposta das equipes em todas as regiões do estado.

Durante coletiva de imprensa, a governadora Fátima Bezerra destacou o caráter histórico dos resultados e associou o desempenho ao trabalho articulado entre as instituições. “É um dos mais seguros desses últimos oito anos. E com detalhe para a gente celebrar. Nenhum caso de feminicídio e nenhum homicídio, nem latrocínio, durante exatamente o período de carnaval”, afirmou. Segundo ela, o resultado “reflete o trabalho integrado que nós temos feito, com muito planejamento estratégico”.

A chefe do Executivo também ressaltou as ações voltadas à proteção de grupos vulneráveis, com participação da Secretaria de Estado das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (Semjidh). Durante a operação, a Delegacia de Plantão de Atendimento a Grupos Vulneráveis registrou 71 boletins de ocorrência e 77 solicitações de medidas protetivas, dentro da estratégia de enfrentamento à violência contra mulheres, proteção da população LGBTQIAPN+ e combate à exploração sexual de crianças e adolescentes.

Para a governadora, mais do que estatísticas, o balanço representa vidas preservadas. “O mais importante é a gente estar aqui celebrando isso, um dos carnavais mais no Rio Grande do Norte.

Mostrando o quanto o Rio Grande do Norte está preparado e, portanto, pronto para sediar grandes eventos, num clima de paz e de muita tranquilidade. Ou seja, quem ganhou foi o povo, porque quando a gente diz nenhum feminicídio, nenhum homicídio, o que está por trás disso?

Vidas. Vidas que estão sendo preservadas”, declarou.

O secretário de Segurança Pública, coronel Francisco Araújo, destacou o empenho dos profissionais que atuaram na operação e agradeceu o trabalho integrado das forças. “O dia de hoje é para agradecer a todos os integrantes do Sistema de Segurança Pública do Estado. Os policiais civis, os policiais militares, os bombeiros militares, os integrantes da Polícia Científica e também os policiais penais. Todos esses agentes trabalharam durante a Operação Verão e durante o Carnaval”, afirmou

RN é o estado mais seguro do Nordeste e o 4º do Brasil
O bom desempenho registrado no Carnaval ocorre em um contexto mais amplo de avanço na segurança pública do Rio Grande do Norte. O Estado conquistou o primeiro lugar em Segurança Pública entre os estados do Nordeste no Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública, CLP, e alcançou a quarta colocação no cenário nacional, subindo duas posições em relação ao ano anterior.

O pilar de Segurança Pública representa 12,6% da composição do ranking e avalia indicadores como atuação do sistema de justiça criminal, déficit de vagas no sistema prisional, mortes a esclarecer, mortalidade no trânsito, segurança pessoal e patrimonial, violência sexual e feminicídio.

A governadora atribuiu o resultado aos investimentos contínuos na área. “Com investimentos contínuos que a gente vem fazendo exatamente na segurança pública, consolidando exatamente o nosso Estado, o quanto tem avançado nessa área, como o estado mais seguro do Nordeste, o quarto em todo o país. Portanto, aqui, meu agradecimento às nossas forças de segurança, a todos os agentes que durante esse período atuaram de forma muito dedicada, trazendo segurança e tranquilidade para o nosso povo”, afirmou.

Ainda segundo a chefe do Executivo Estadual, o reconhecimento confirma a prioridade dada ao setor e é resultado de planejamento, investimento, integração das forças de segurança e valorização profissional, representando mais proteção e qualidade de vida para a população.


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MORADIA DIGNA: ARQUIDIOCESE LANÇA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2026

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A Arquidiocese de Natal lançou, nesta quarta-feira (18), a Campanha da Fraternidade 2026 durante a missa da Quarta-feira de Cinzas, celebrada na Catedral Metropolitana e presidida pelo arcebispo metropolitano, Dom João Santos Cardoso. Com o tema “Fraternidade e Moradia” e o lema bíblico “Ele veio morar entre nós”, extraído do Evangelho de João (João 1:14), a Igreja Católica propõe, neste ano, uma reflexão sobre a realidade habitacional do país e os impactos da falta de moradia digna na vida das pessoas.

Ao abrir oficialmente a campanha na capital potiguar, Dom João destacou que a discussão vai além de aspectos econômicos ou sociológicos. Segundo ele, trata-se de uma questão que toca a própria dignidade humana. “É um tema que nos questiona profundamente, não apenas pelos seus aspectos econômicos e sociológicos, em um país onde milhares de pessoas vivem em condição de rua ou em moradias precárias, mas pelo seu sentido mais profundo”, afirmou.

O arcebispo ressaltou que o lema escolhido expressa a dimensão teológica da proposta. “O lema é muito feliz ao mostrar que Deus veio morar entre nós, assumiu a nossa condição humana e quis morar, para que também tivéssemos uma moradia abençoada”, disse. Para ele, a casa é mais do que um espaço físico. “Moradia é o lugar da nossa realização, é da nossa identidade. A casa expressa quem somos. Quando falta moradia digna, o ser humano é ferido na sua dignidade”, enfatizou.

Dom João também destacou que a Campanha da Fraternidade integra o espírito quaresmal de conversão. Ele lembrou que o período convida os cristãos a uma mudança interior que se traduza em atitudes concretas. “Não se trata de algo estranho ao tempo da Quaresma, mas de um apelo que nos chama a rasgar o coração, não apenas as vestes”, pontuou.

Coordenador da campanha na Arquidiocese de Natal, o padre Rodrigo Paiva detalhou como a Igreja local pretende desenvolver as atividades ao longo das próximas semanas. Ele reforçou que o tema dialoga com a vivência espiritual da Quaresma e com o compromisso social da comunidade cristã.

“Começamos mais uma edição da Campanha da Fraternidade com um tema que nos convida a cuidar da casa das pessoas, tanto no sentido familiar, do abraço e do cuidado, quanto no sentido social, da moradia e da habitação de tantos que não têm esse direito assegurado”, afirmou.

Segundo o sacerdote, dados nacionais indicam que milhões de brasileiros ainda enfrentam a falta de moradia ou vivem em condições inadequadas. Diante desse cenário, a Arquidiocese pretende investir, inicialmente, na conscientização. “Vamos nos empenhar principalmente na formação, para que as pessoas compreendam a dimensão do problema. A partir das paróquias, dos zonais, de podcasts e de um simpósio arquidiocesano com entidades envolvidas na temática, queremos oferecer à sociedade um espaço de reflexão e debate”, explicou.

Além da formação, a proposta inclui facilitar o acesso da população às políticas habitacionais existentes. “Queremos aproximar as pessoas dos programas de habitação, especialmente aquelas que padecem da ausência total desse direito”, acrescentou o padre Rodrigo.

Sobre a campanha da fraternidade
A Campanha da Fraternidade é promovida anualmente pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) durante a Quaresma. Criada em 1962, no contexto do Concílio Vaticano II, a iniciativa busca despertar a solidariedade dos fiéis diante de desafios sociais e humanitários. A cada ano, um tema orienta debates, celebrações e ações pastorais em todo o país.

Como gesto concreto, a campanha realiza a Coleta Nacional da Solidariedade no Domingo de Ramos, destinando os recursos ao Fundo Nacional de Solidariedade e a projetos sociais em diferentes regiões. Em 2026, ao colocar a moradia no centro da reflexão, a Igreja pretende ampliar o debate sobre inclusão social e reforçar o compromisso cristão com a promoção da dignidade humana.

Para a Igreja Católica, a moradia digna é condição básica para o acesso a outros direitos fundamentais, como saúde, educação, segurança e trabalho. Sem um lar adequado, segundo a Instituição, não há garantia plena de cidadania nem de desenvolvimento humano.


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CARNAVAL DE NATAL REÚNE 1 MILHÃO DE PESSOAS E SE CONSOLIDA NO NORDESTE

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O Carnaval de Natal 2026 entrou para a história como o maior já realizado na capital potiguar. Ao longo de mais de dez dias de programação, incluindo as prévias na Avenida da Alegria, na Redinha, e os quatro dias oficiais de festa nos polos espalhados pela cidade, o evento reuniu aproximadamente 1,065 milhão de pessoas. Apenas nos polos de Ponta Negra e no Ginásio Nélio Dias, a média foi de 70 mil foliões por noite, consolidando a festa como um dos principais eventos populares do calendário local.

Na Avenida da Alegria, que concentrou tanto as prévias quanto os dias oficiais de folia, o público chegou a cerca de 500 mil pessoas ao longo do período. A programação reuniu artistas de renome nacional e atrações locais, fortalecendo a cultura e impulsionando a economia criativa do município. Para a gestão municipal, os números confirmam o crescimento e a consolidação do Carnaval de Natal no cenário nacional.

O prefeito Paulinho Freire fez um balanço positivo do evento e destacou que o resultado superou as expectativas da organização. “Avaliamos que o Carnaval de Natal neste ano superou todas as expectativas que tínhamos, até as mais altas. Nos mais de 10 dias de programação que a Prefeitura realizou, desde as prévias na Avenida da Alegria, na Redinha, passando por todos os polos, de quinta passada até esta terça e encerrando com os blocos tradicionais, também Redinha, conseguimos levar mais de 1 milhão de pessoas ao nosso evento”, afirmou.

O prefeito ressaltou ainda que a programação cultural segue no próximo fim de semana, com o desfile das escolas de samba e das tribos indígenas. “Ainda temos o desfile das nossas escolas de samba e das tribos indígenas, uma tradição cultural que a cidade deve prestigiar. Isso comprova todo o sucesso do Carnaval de Natal e gera nos natalenses a certeza de que a nossa festa caminha para se incorporar ao grupo dos maiores carnavais do Brasil”, declarou.

A secretária municipal de Cultura, Iracy Azevedo, também avaliou que a festa alcançou um novo patamar. Para ela, o Carnaval de Natal está consolidado. “As prévias começaram com uma adesão fantástica da população, em torno de 200 mil pessoas em dois dias. Isso é extremamente significativo para uma cidade de praticamente 900 mil habitantes. Significa que deu certo”, pontuou.

Iracy destacou ainda a consolidação dos principais polos. “A Avenida da Alegria se consolidou como um polo festivo, aberto. O Nélio Dias se consolidou. Ponta Negra, mesmo com a mudança do palco da Praça do Gringos para a beira da praia, também se consolidou. O Carnaval de Natal é uma realidade”, disse. Segundo ela, ajustes pontuais poderão ser feitos nas próximas edições, mas o saldo é amplamente positivo, inclusive para a economia. A expectativa da Prefeitura é que, após o encerramento oficial da programação, em até 20 dias sejam divulgados relatórios com a movimentação financeira gerada pelo evento.

Segurança nos Polos
Na área da segurança pública, o resultado também foi considerado um marco. A secretária municipal de Segurança Pública e Defesa Social, Samara Trigueiro, confirmou que não houve registro de ocorrências graves durante a festa. “Não registramos nenhuma ocorrência grave. Ou seja, não tivemos nenhum caso envolvendo violência ou grave ameaça. Diante da multidão que levamos às ruas e aos polos, isso é uma grande vitória para a segurança pública”, afirmou.

Segundo ela, a atuação integrada da Guarda Municipal com outros órgãos e o reforço da segurança privada foram fundamentais para garantir tranquilidade aos foliões. “Foi um carnaval extremamente seguro, tanto para o natalense quanto para o turista”, destacou. Samara também ressaltou a implantação de um protocolo operacional padrão voltado ao atendimento de mulheres, crianças, idosos, pessoas com deficiência e vítimas de violência. Nos polos do Nélio Dias, Avenida da Alegria e Ponta Negra, foram instaladas salas de acolhimento com equipes especializadas.

Transporte gratuito e mobilidade
A mobilidade urbana também teve papel fundamental na organização do Carnaval. A STTU (Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana) colocou em operação seis linhas especiais do Transporte Folião, com 34 veículos circulando por dia. Ao longo dos quatro dias principais de festa, foram realizadas 572 viagens, com capacidade para atender até 5.500 passageiros.

De acordo com a secretária Jódia Melo, a experiência do ano anterior contribuiu para o aprimoramento do planejamento. “Fizemos algumas mudanças em relação a 2025, que foi o primeiro ano e tudo era muito novo. Este ano já aprimoramos a operação. As seis linhas saíam para todas as regiões da cidade”, afirmou.

Entre as novidades, destacou-se a criação do Expresso Nélio Dias, conectando a Avenida da Alegria ao polo da zona Norte com intervalos de 15 minutos. “Essa linha foi criada este ano e foi inovadora. Mais de mil pessoas por dia saíram direto para o Nélio Dias”, ressaltou.

No entorno dos polos, a STTU cadastrou 859 moradores com veículos em áreas com controle de acesso, assegurando o direito de circulação durante as interdições. Atendendo a uma demanda dos comerciantes da Avenida do Caju, o bloqueio da via passou a ocorrer somente a partir das 14h, permitindo o fluxo de clientes durante a manhã.


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CARNAVAL EM NATAL MOVIMENTA ATELIÊS E FORTALECE ECONOMIA CRIATIVA

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Plumas e paetês, brilho e muito luxo. A alegria do carnaval abre alas para um mundo de cores e adereços. No ateliê do artista plástico Carlos Sérgio Borges, tudo se traduz em arte com um olhar atento ao gosto do seu público. “Todas querem brilho. As mulheres já brilham por si próprias, mas com mais um adereço que eu faço, elas ficam mais arrasantes, mais belas. Então, nesse ponto eu uso muito brilho, porque elas querem luxo e glamour”

Para produzir a coleção disponível para o Carnaval 2026, o trabalho começou em agosto, pesquisando, desenhando, indo para São Paulo trazer todo o material. “O meu trabalho é em cima da matemática. Não é só colar ou pregar uma pena. É todo um desenho com estética, dentro da geometria, das cores, dos traços, do formato do rosto. É uma pesquisa, é um estudo que desde agosto que eu estou desenhando, riscando, como eu faço todos os anos, para ter um trabalho de qualidade e que deixa as pessoas impactadas, muitas emocionadas”.

Esse ano, as orquídeas ganharam destaque nos adereços em composição com plumas de todas as espécies, incluindo rabo de galo, asa de avestruz, pluma de avestruz, de ganso, de cisne.

Autoditada, com décadas de experiência como artista plástico, cenógrafo, figurinista e escritor, Carlos Sérgio Borges também busca com seu talento enriquecer a cultura popular. “ Meu trabalho também tem tudo a ver com o folclore do Rio Grande do Norte, tem adereço dos galantes do Boi calemba e tem alguns cocares que lembram os caboclinhos”

Mesmo com a folia batendo na porta, ele conta que ainda tem peças exclusivas disponíveis em seu ateliê. O espaço funciona na rua Santo Antônio, 704, vizinho à Igreja do Galo, no Centro Histórico Natal. É aberto das 9h às 16h, ou mediante agendamento. Também é possível conhecer e acompanhar seus trabalhos pelo instagram @carlossergio.borges.

sustentabilidade e economia criativa

Suerda Medeiros comemora aumento do faturamento no período festivo – Foto: Reprodução

Para a artesã Suerda Medeiros, o carnaval é vitrine cultural e também uma oportunidade de fortalecer a sustentabilidade e a economia criativa. Ela destaca que o reaproveitamento de materiais se tornou parte essencial do processo produtivo, agregando valor às peças e reduzindo custos, sem perder o impacto visual.

“Sobretudo esse momento, o carnaval está na porta e a gente sabe que é um momento cultural a nível de mundo. E como a gente vem falando muito sobre a questão da sustentabilidade, reaproveitar tudo que pode encher os olhos é algo gigante para nós, porque a gente também está deixando o outro feliz, confortável e à altura de muitos momentos que vai realizar agora nesse carnaval”, observa.

Ela também reforça que criatividade vale mais do que preço e pode ampliar o faturamento.

“O luxo do carnaval hoje não está no preço do material que a gente quer tanto consumir. Mas na criatividade de como você representa. Com isso, sem sombra de dúvida, você consegue adquirir um faturamento incrivelmente além do que você imaginava. Então, somando todas essas ideias, o que você vai entregar para o público, pensando sempre no melhor, na questão da sustentabilidade, você tem um produto cultural e incrivelmente belíssimo para apresentar”, diz.

Segundo a artesã, como a produção é iniciada meses antes, a renda cresce significativamente no período momesco.

“Então posso dizer que a minha renda aumenta consideravelmente nesse período, tendo em vista que a gente começa já a produzir, eu no caso em outubro. Porque como nós temos muitos bloquinhos, nós divulgamos intensamente nas redes sociais e as pessoas conhecem a qualidade do nosso produto, a tendência de se vender nesse período triplica para a gente que é artesão, conclui.

O trabalho de Suerda Medeiros também pode ser acompanhado nas redes sociais. No Instagram, ela divulga as coleções, os bastidores da produção e as novidades para o carnaval por meio do perfil @suerdaitala, onde apresenta peças autorais que unem criatividade, brilho e sustentabilidade.


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PAULINHO NA LINHA DE FRENTE: “TEMOS QUE TIRAR A POPULAÇÃO DESSA SITUAÇÃO”

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Nos 11 primeiros dias de fevereiro, o volume de chuvas em Natal já ultrapassou 140 milímetros, índice superior à média prevista para todo o mês, de 100mm. O acumulado tem provocado transtornos em diversos pontos da capital, mas a situação mais crítica é registrada no loteamento Jardim Primavera, no bairro Nossa Senhora da Apresentação, zona Norte da cidade, após o transbordamento da lagoa de captação da comunidade. Das 82 lagoas existentes no município, apenas a do Jardim Primavera apresentou complicações, em razão da obra em andamento em via próxima, responsável pelo escoamento.

Diante do cenário, o prefeito Paulinho Freire anunciou, nesta quarta-feira (11), a isenção do IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana) para os moradores atingidos até a conclusão da obra em andamento e determinou uma força-tarefa com todas as secretarias municipais.

“Em dezembro a obra começou, só que é uma obra de seis meses. E a população que já vem sofrendo isso ano a ano tem toda razão de reclamar. A culpa é da prefeitura, não adianta dizer que não é. A culpa é da prefeitura. Nós realmente temos obrigação de fazer a obra, de tirar a população dessa situação”, declarou o prefeito em entrevista à Intertv.

Segundo ele, nos próximos dias, será encaminhado à Câmara Municipal, um projeto de lei garantindo que as pessoas afetadas pelo transbordamento tenham a isenção do IPTU até a entrega definitiva da intervenção. “As pessoas que forem atingidas nesse perímetro, até a obra ficar pronta, não vão pagar IPTU, certo? Vão ter toda a assistência da prefeitura”, afirmou.

A obra a qual o prefeito se refere está em andamento na Rua José Luiz da Silva e tem previsão de conclusão para abril. A gestão municipal trabalha para acelerar o cronograma, com equipes atuando no período noturno durante a estiagem.

“A previsão de entrega é em abril. Inclusive nós estamos trabalhando para que, quando não estiver chovendo, tenha equipe trabalhando até na parte da noite, para que a gente possa apressar e entregar o mais urgente possível essa obra à população e acabar de uma vez por todas”, reforçou Paulinho.

Prefeitura notificou empresa responsável pela falta de combustível em uma das bombas da lagoa – Foto: Bnews

Durante a entrevista, Paulinho também afirmou que notificou a empresa responsável pelo aluguel dos geradores após a falta de combustível em uma das bombas instaladas na lagoa, que deveria ter evitado o aumento do nível da água. “Aquilo que faltou combustível é verdade. Eu notifiquei a empresa, disse que não tinha cabimento numa situação dessa faltar combustível numa bomba.

Num momento como esse, as pessoas numa situação difícil, isso não pode acontecer”, destacou.

Prefeitura notificou empresa responsável pela falta de combustível em uma das bombas da lagoa – Foto: Reprodução

Força-tarefa e ações emergenciais
A Prefeitura montou uma estrutura de atendimento e triagem no CMEI José de Andrade Frazão, onde as equipes iniciaram os atendimentos na manhã de quarta-feira. O espaço tem capacidade para atender até 160 famílias desalojadas. No local, também é oferecida alimentação só no almoço foram entregues 500 refeições. Até o momento, 160 cestas básicas foram distribuídas, com nova entrega prevista para as famílias que ainda não receberam.

A secretária adjunta da Secretaria Municipal do Trabalho e Assistência Social (Semtas), Auricéa Xavier, explicou que o atendimento está concentrado na unidade. “O atendimento de calamidade está sendo realizado na escola Frazão. As famílias afetadas podem se dirigir ao espaço, onde nossas equipes realizam o cadastro, o atendimento social e a entrega de refeições prontas. Estamos acolhendo e encaminhando cada situação”, afirmou.

Além do suporte social, uma sala de atendimento em saúde foi montada no CMEI, com médico clínico e psicóloga. O prefeito determinou a presença permanente das equipes no território.

“Transferi para lá, inclusive, a Secretaria de Saúde, com médicos e psicólogos”, disse.

Para os casos que demandam acolhimento temporário, foi disponibilizado abrigo na Escola Municipal Nossa Senhora da Apresentação. Até agora, duas famílias optaram por utilizar o espaço. Cinco caminhões da Prefeitura estão auxiliando na mudança de moradores que precisaram deixar suas residências.

Na área de segurança e monitoramento, a Defesa Civil atua em conjunto com o Corpo de Bombeiros no acompanhamento do perímetro afetado. “As equipes estão percorrendo toda a área atingida e acionamos o Corpo de Bombeiros para auxiliar na retirada das famílias que estão com água nas residências e sem condições de sair por conta própria”, informou a secretária de Segurança Pública e Defesa Social, Samara Trigueiro.

A Urbana também intensificou os serviços preventivos e realizou a limpeza de 196 bocas de lobo nas quatro regiões da cidade, mantendo equipes em regime de plantão.

Doações de alimentos e outros itens devem ser direcionadas ao Departamento de Segurança Alimentar (DSA), na Ribeira. A Prefeitura também recebeu doação de ração para animais, que será distribuída às famílias afetadas que possuem pets.

Enquanto as equipes seguem mobilizadas para minimizar os impactos das chuvas, o compromisso da gestão é acelerar a conclusão da obra e restabelecer a normalidade na comunidade. “Se Deus quiser, em abril isso vai estar pronto, sanando de uma vez por todas esse problema seríssimo. A população não pode estar passando por isso”, concluiu o prefeito.


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VOLTA ÀS AULAS REFORÇA ALERTA SOBRE SAÚDE EMOCIONAL DE ADOLESCENTES

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O fim das férias e a retomada do calendário escolar marcam um período de transição para milhões de estudantes em todo o país. Para adolescentes do Ensino Médio, especialmente aqueles que estão iniciando ou concluindo essa etapa, a volta às aulas costuma vir acompanhada de expectativas elevadas, cobranças e incertezas que extrapolam o conteúdo pedagógico. Nesse contexto, a saúde emocional dos jovens exige atenção da equipe e escolar e dos familiares.

A adaptação à rotina escolar, a pressão por desempenho e as decisões relacionadas ao futuro acadêmico e profissional tornam esse período particularmente sensível. Ansiedade, alterações de comportamento e dificuldades de concentração aparecem com frequência e, muitas vezes, passam despercebidas nos primeiros meses do ano letivo. Especialistas alertam que o acolhimento inicial pode ser decisivo para reduzir impactos emocionais ao longo do ano.

“É muito comum o aluno apresentar manifestações comportamentais de insegurança nessa etapa. Cabe aos professores e à equipe pedagógica estabelecer processos de acolhimento para que ele chegue ao espaço escolar com um maior sentimento de segurança e consiga se desenvolver da melhor maneira possível”, afirma Hilton Gomes, psicólogo responsável pelo acompanhamento da turma da terceira série do Ensino Médio do Colégio Ágora, na zona Sul de Natal.

Segundo ele, a forma como o estudante é recebido no início do ano influencia diretamente sua relação com a escola. Ambientes que favorecem a escuta e o diálogo tendem a reduzir a tensão, fortalecer vínculos e facilitar a adaptação, especialmente entre alunos que enfrentam a pressão de exames decisivos, como o Enem.

Na tentativa de minimizar esse impacto, algumas escolas têm apostado em estratégias simples, mas eficazes. No Colégio Ágora, alunos da turma de Pré-Enem participaram de uma roda de conversa nos primeiros dias de aula. A iniciativa buscou criar um espaço de fala para que os estudantes compartilhassem expectativas, receios e experiências acumuladas ao longo das férias.

“Nessa roda de conversa, a gente buscou fornecer um espaço seguro para que eles pudessem compartilhar suas experiências, anseios e reduzir a tensão, de forma que o corpo docente pudesse compreender como cada um estava se sentindo”, relata o psicólogo.

Além do contato direto com os alunos, a escola também promoveu um encontro com as famílias, com o objetivo de apresentar a nova rotina e alinhar expectativas para o ano letivo. A proposta é fortalecer a rede de apoio ao estudante e facilitar a identificação de possíveis sinais de alerta fora do ambiente escolar.

Para a diretora do Colégio Ágora, Monique Guedes, o cuidado com o aspecto emocional reflete diretamente no desenvolvimento dos alunos. “Por isso, é um dos nossos pilares manter a escola como um ambiente seguro, de diálogo e apoio emocional para que o aluno consiga aprender, se relacionar e enfrentar as demandas do ano letivo com mais confiança”, afirma.

A preocupação encontra respaldo em dados nacionais. Pesquisa realizada pelo Instituto Ayrton Senna, em um estado de cada região do país, aponta que 79% dos alunos entrevistados apresentam ao menos um sintoma relacionado à depressão ou à ansiedade. Do total, 20,4% afirmam se sentir bastante ou totalmente infelizes ou deprimidos, enquanto 38,9% relatam sensação intensa de esgotamento ou pressão. A dificuldade para dormir devido a preocupações aparece em 33,9% das respostas.

O levantamento também revela impactos significativos na autoestima e na capacidade de concentração. Cerca de 22,1% dos estudantes dizem ter perdido bastante ou totalmente a confiança em si mesmos, e 22% afirmam se sentir incapazes de superar dificuldades. Outros 7,9% relatam não conseguir se concentrar nas tarefas escolares, o que pode comprometer o aprendizado e o rendimento ao longo do ano.

Diante desse cenário, especialistas defendem que o cuidado com a saúde mental não se restrinja a ações pontuais no início do calendário escolar. O acompanhamento psicológico e emocional precisa ser contínuo. “Particularmente, eu tenho um horário semanal para entrar em sala para debater um pouco sobre autoconhecimento e desenvolvimento pessoal. A gente fala um pouco sobre bases neurológicas da aprendizagem para compreender como se aprende melhor, e depois seguimos toda uma programação para que esse aluno tenha assistência o ano inteiro para lidar com quaisquer questões que surjam, como dificuldade de aprendizado, integração social, entre outros”, explica Hilton Gomes.

O envolvimento da família é apontado como parte essencial desse processo. Especialistas recomendam que pais e responsáveis estejam atentos a mudanças de comportamento, incentivem hábitos saudáveis, como a prática de atividades físicas e momentos de lazer, e mantenham canais abertos de diálogo. “É fundamental que os pais exerçam uma escuta ativa e validem os sentimentos desses jovens. Quando família e escola caminham juntas, conseguimos identificar sinais de alerta mais cedo e oferecer o suporte necessário para que o aluno enfrente os desafios do ano letivo de forma mais saudável”, conclui o psicólogo.


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SEBASTIÃO LEITE: UM OLHAR EXPERIENTE PARA O ENSINO JURÍDICO DE EXCELÊNCIA

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O advogado e professor Sebastião Leite é o novo coordenador do curso de Direito do Centro Universitário Facex (UNIFACEX) Sebastião Leite traz consigo uma vasta experiência como advogado e professor, além de uma longa trajetória no universo jurídico que lhe confere uma visão aprofundada do sistema judiciário e dos desafios enfrentados pela advocacia no Brasil. Sua chegada à UNIFACEX reflete uma mudança de perspectiva que visa integrar ainda mais o ensino jurídico à realidade do mercado de trabalho e à sociedade, algo que, segundo ele, é imprescindível para a formação de bons profissionais.

“A universidade precisa dialogar com a sociedade e preparar o aluno para os desafios reais da profissão”, afirmou o novo coordenador, enfatizando a importância de um ensino mais conectado com as necessidades atuais da advocacia e com os problemas enfrentados pela população.

Inovação e aproximação com o mercado de trabalho
A UNIFACEX já ostenta conceito 4 na avaliação do Ministério da Educação (MEC) e um expressivo índice de aprovação no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), agora se prepara para um movimento de transformação, buscando estreitar ainda mais a relação entre teoria, prática e a sociedade.

Sob a liderança de Sebastião Leite, a instituição pretende criar uma rede de parcerias estratégicas com diversas instituições do Poder Judiciário, Ministério Público e Procuradorias, com o intuito de estreitar os laços entre o ambiente acadêmico e a prática jurídica. A ideia é que os alunos possam não apenas aprender a teoria, mas vivenciar a rotina profissional desde os primeiros anos de graduação.

“Já estive no Tribunal de Justiça, onde fui recebido pelo desembargador-presidente junto com a reitora da Unifacex, e vamos firmar um convênio para que os alunos possam estudar, estagiar gratuitamente no Tribunal e em outras áreas do Poder Judiciário. Esse tipo de aproximação beneficia todos os envolvidos: os alunos, a universidade, e, claro, a sociedade como um todo”, disse Leite, destacando a importância da interação entre o ensino superior e as instituições jurídicas.

Fortalecimento do Núcleo de Prática Jurídica (NPJ)
Outro grande foco da nova coordenação será o fortalecimento do Núcleo de Prática Jurídica (NPJ), que oferece atendimentos gratuitos à população de baixa renda. Com essa iniciativa, a UNIFACEX reafirma seu compromisso social, garantindo que aqueles que não têm condições financeiras de contratar um advogado possam ter acesso a serviços jurídicos de qualidade.

Atualmente, o NPJ realiza atendimentos em áreas como divórcio, pensão alimentícia, guarda de filhos, partilha de bens e mediação de conflitos. Esses serviços, que ocorrem nas segundas-feiras, em dois turnos, nas dependências da universidade, são fundamentais para democratizar o acesso à justiça.

“É muito importante que a universidade, como um centro de ensino, também desempenhe um papel social. O nosso núcleo de atendimento jurídico oferece uma alternativa para as pessoas que não têm condições de contratar um advogado. Elas podem recorrer à UNIFACEX, onde garantimos a mesma qualidade de um trabalho profissional de excelência”, comentou Leite.

Avanços no compromisso social e na qualidade acadêmica
Com uma proposta de ampliar a atuação do NPJ e diversificar os atendimentos, a UNIFACEX busca não apenas formar advogados tecnicamente capacitados, mas também cidadãos conscientes de seu papel no processo de transformação social. O novo coordenador promete reforçar a relevância do curso de Direito na comunidade, criando um ambiente acadêmico mais dinâmico e aberto à inovação.

Além disso, a proposta de parceria com o Poder Judiciário visa proporcionar aos alunos a oportunidade de estagiar em um dos ambientes mais desafiadores e formadores do universo jurídico, aumentando a empregabilidade e aprimorando a formação prática.

Sebastião Leite se apresenta como uma peça chave para a evolução do curso de Direito da UNIFACEX, prometendo uma gestão que alia tradição acadêmica com um olhar inovador e humanitário, sempre em busca de melhorias para a formação dos futuros profissionais do Direito.


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SEMANA DO CINEMA TEM INGRESSOS A PARTIR DE R$ 10 EM SALAS DE NATAL

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Com ingressos a preços populares e uma programação voltada a diferentes perfis de público, o cinema ganha destaque como uma das principais opções de lazer e cultura em Natal durante a Semana do Cinema. A ação segue até 11 de fevereiro e integra uma mobilização nacional que oferece valores promocionais para ampliar o acesso da população às salas e estimular o hábito de frequentar o cinema como espaço de convivência, entretenimento e formação cultural.

A iniciativa acontece simultaneamente em várias cidades brasileiras e reúne redes exibidoras de diferentes portes. Organizada pela Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas (Feneec), com apoio da Abraplex, Ingresso.com e Grupo Consciência, a Semana do Cinema tem como foco democratizar o acesso à sétima arte e fortalecer o vínculo do público com as salas após o período de retração provocado pela pandemia da Covid-19.

Em Natal, o Moviecom do Praia Shopping participa da ação com ingressos a R$ 10 para sessões até as 17h e R$ 12 após esse horário. A política de preços reduzidos tem como objetivo transformar o cinema em uma alternativa viável para o fim de semana, especialmente para famílias que buscam opções culturais de baixo custo. A campanha amplia o alcance da experiência cinematográfica e favorece a inclusão de públicos que, muitas vezes, deixam de frequentar as salas por questões econômicas.

A programação reúne títulos de diferentes gêneros, o que reforça o caráter plural da iniciativa.

Estão em cartaz produções de grande apelo popular, como Avatar: Fogo e Cinzas, Zootopia 2, Bob Esponja: Em Busca da Calça Quadrada e Anaconda, além de filmes que transitam entre suspense, drama e aventura, como A Empregada, Alerta Apocalipse, Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno, O Menino e o Panda, Davi – Nasce um Rei e O Diário de Pilar na Amazônia.

A seleção inclui ainda O Agente Secreto, título indicado ao Oscar e que conta com a participação de artistas potiguares no elenco, entre eles Tânia Maria e Alice Carvalho. A presença de produções nacionais e internacionais amplia as possibilidades de escolha e estimula a presença de diferentes gerações nas salas.

Para a gerente geral do Praia Shopping, Danielle Leal, a Semana do Cinema cumpre um papel que vai além da promoção comercial. Segundo ela, a ação contribui para fortalecer o lazer urbano e o acesso à cultura. “A Semana do Cinema atrai um grande público e amplia o acesso da população às salas. Muitas famílias aproveitam esse período para incluir o cinema na programação do fim de semana, fortalecendo o hábito cultural e vivendo momentos de convivência e entretenimento”, afirma.

Danielle Leal acrescenta que o cinema, inserido em um espaço que reúne serviços, gastronomia e lazer, oferece ao público um ambiente confortável e seguro. “Além do valor do ingresso, a experiência conta muito. O cinema no shopping permite que as pessoas passem mais tempo juntas, aproveitem outros serviços e vejam o espaço como um programa completo, não apenas como uma sessão de filme”, diz.

Para tornar o programa ainda mais acessível, o Moviecom também oferece o Combo da Semana, com pipoca média e refrigerante de 500 ml por R$ 15. A combinação de ingresso promocional e consumo com preço reduzido contribui para que o passeio seja mais viável para diferentes perfis de público.

Regulamento
A promoção é válida de 5 a 11 de fevereiro de 2026 para filmes em exibição nos complexos Moviecom, exceto venda antecipada, pré-estreias, shows e espaço VIP. A oferta não é cumulativa e o regulamento pode ser consultado em: moviecom.com.br.


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PADRE YAGO CARVALHO TOMA POSSE DA PARÓQUIA DE GOIANINHA NESTA QUINTA

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Aos 32 anos, o padre Yago Carvalho de Souza inicia uma nova etapa no ministério sacerdotal.

Após quatro anos como vigário paroquial da Catedral Metropolitana de Nossa Senhora da Apresentação, em Natal, ele assume nesta quinta-feira (05) a Paróquia de Nossa Senhora dos Prazeres, em Goianinha, a segunda mais antiga do Rio Grande do Norte e a mais antiga do interior do Estado. A nomeação foi anunciada em dezembro pela Arquidiocese de Natal, por indicação do arcebispo metropolitano, dom João Cardoso. A mudança representa um novo desafio na trajetória do sacerdote, marcada pela atuação no principal templo católico da capital potiguar.

Ordenado em fevereiro de 2022, padre Yago construiu sua primeira experiência pastoral na Catedral Metropolitana. “Desde a minha ordenação, eu estive na Paróquia da Catedral de Nossa Senhora da Apresentação. Foram quatro anos inteiros ali, que marcaram profundamente o meu início de sacerdócio”, afirma. Segundo ele, a vivência no principal templo da Arquidiocese foi, antes de tudo, uma escola de misericórdia. “Muitas pessoas procuram a Catedral para a confissão, para serem orientadas e acolhidas. Em cada atendimento, eu via gente chegar abatida e sair fortalecida, revigorada e cheia de esperança”, relata.

No capital potiguar, o sacerdote também teve contato direto com realidades duras. “Pude experimentar muitos dramas humanos e tantas situações que são perceptíveis ali, pessoas em extrema pobreza, outras com dificuldades na família, com problemas psicológicos, de ansiedade e depressão. Através do acompanhamento e da convivência com essas pessoas, eu pude ser sinal de esperança”, afirma. Para ele, esse aprendizado moldou não apenas o padre, mas também o homem.

A ação sacramental, especialmente a celebração da Eucaristia, foi outro pilar desse período. “O mais importante foi a ação sacramental, as celebrações das missas na Catedral. Ela é como uma grande ilha de misericórdia, mas também de vivência da Eucaristia”, diz. Casamentos, batizados, missas e homilias marcaram o cotidiano de um padre que começou ali seus primeiros passos no sacerdócio, sob o olhar de Nossa Senhora da Apresentação. “O povo tem muita devoção. Não há momento em que a imagem esteja sozinha, sempre há um fiel rezando, levando alguma súplica”, observa.

Durante sua passagem pela Catedral, padre Yago viveu também um tempo de transformações estruturais. Ele acompanhou a despedida de dom Jaime e a chegada de dom João Cardoso como arcebispo, além do processo de revitalização do templo. “Fizemos todo o processo de revitalização da Catedral, que custou mais de 7 milhões, com a ajuda do povo e algumas emendas parlamentares. Colocamos o maior vitral do Rio Grande do Norte, a Via-Sacra feita por Ambrósio, de Acari, e todo um projeto de estruturação de som e do espaço. Fui muito feliz na Catedral porque é um centro de fé, de evangelização e de alegria”, conta.

Missão em Goianinha
Agora, Padre Yago Carvalho deixa a capital e segue para Goianinha, município da região metropolitana do estado, onde a Paróquia de Nossa Senhora dos Prazeres carrega séculos de história. Ao falar da nova missão, o tom é de gratidão e responsabilidade. Em mensagem recente à comunidade local, ele afirmou receber o encargo “com alegria e espírito de serviço”, e destacou que já mantém a paróquia em oração. “Peço o apoio dos fiéis neste novo capítulo da evangelização no município”, disse.

Padre Yago chega a uma paróquia marcada pela memória de grandes sacerdotes, entre eles o monsenhor Armando de Paiva. “Foi um grande pároco, que evangelizou na humildade, na caridade, com seu jeito sereno e alegre de conduzir o povo de Deus. Espero dar continuidade a todos os paroquiatos, tanto do monsenhor Armando quanto de tantos outros padres que por aqui passaram”, afirma.

Para o novo pároco, o caminho a seguir passa por três eixos centrais. “Meu paroquiato aqui em Goianinha será marcado pela Eucaristia como centralidade de toda a fé, de toda a celebração e de toda ação pastoral, dividida em três pontos: missão, espiritualidade e formação”, explica. A missão, segundo ele, se traduz em visitas às famílias, aos enfermos e aos idosos; a espiritualidade é a base que sustenta a esperança e a alegria; e a formação, diz ele, é a direção que permite conduzir bem a vida comunitária. “A gente precisa estar formado para conduzir as coisas da melhor maneira. Por isso, a formação deve ser sempre o norte de uma paróquia”, ressalta.

Entre a memória afetiva da Catedral e o desafio histórico de Goianinha, padre Yago leva consigo a experiência de quem aprendeu a ouvir, acolher e celebrar. “Espero, assim, fazer um bom paroquiato aqui em Goianinha”, conclui o pároco.


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EX-PREFEITO DE MACAU DESRESPEITA A JUSTIÇA DO RN E VOLTA À CENA DO CRIME

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Denúncias apontam que o ex-prefeito de Macau, Flávio Vieira Veras, estaria descumprindo medidas cautelares impostas pela Justiça do Rio Grande do Norte, ao continuar exercendo influência direta e cotidiana na administração municipal, mesmo sem ocupar cargo público formal.

Flávio Veras foi preso em 2016 no âmbito das operações Máscara Negra e Maresia, que investigaram desvios de recursos públicos, fraudes em contratos e irregularidades administrativas no município. Posteriormente, ele obteve liberdade por decisão judicial, passando a responder aos processos mediante imposição de medidas cautelares, que restringiam sua atuação política e administrativa.

Flávio Veras, quando foi preso pela Polícia por uma série de denúncias de corrupção durante sua gestão – Foto: Divulgação

Conforme acórdão de 2022, Flávio Veras foi condenado a dois anos e seis meses de prisão, em decisão de 2016, pelo crime de uso de documento falso para obtenção do Habeas Corpus na operação. Como já havia permanecido um ano e dois dias preso, esse período foi abatido da pena, restando um ano, cinco meses e 28 dias a cumprir. O regime inicial fixado pela Justiça foi o aberto, além de multa.

O magistrado negou a substituição da pena por medidas alternativas, como prestação de serviços à comunidade, e também rejeitou a suspensão da pena. Na decisão, o juiz destacou a gravidade da conduta, a tentativa de enganar o Poder Judiciário e as circunstâncias do crime como fatores que impediram a concessão desses benefícios.

A prisão preventiva foi revogada e substituída por medidas cautelares. Entre as restrições impostas, estão a proibição de contratar com o Município de Macau, de ocupar cargo ou função pública na cidade e de frequentar repartições públicas municipais.

Apesar disso, segundo os relatos, o ex-prefeito segue atuando de forma ostensiva dentro da estrutura da Prefeitura, utilizando a atual gestão municipal, comandada por sua filha, Flávia Veras, como extensão de sua influência política. As denúncias indicam que ele participa do acompanhamento de obras públicas, recebe secretários municipais, interfere em decisões administrativas e chega a realizar medições técnicas e matemáticas de obras, funções típicas de quem exerce comando administrativo.

Além dos fatos mais recentes, Flávio Veras acumula um histórico de investigações, ações e processos judiciais nas esferas tributária, penal, de improbidade administrativa e eleitoral, o que reforça a gravidade das denúncias atuais. Mesmo diante desse histórico e das restrições impostas pelo Judiciário, ele continua reaparecendo no cenário político local, o que levanta questionamentos sobre a efetividade das decisões judiciais e da fiscalização institucional.

O descumprimento de medidas cautelares pode levar à revogação dos benefícios concedidos, inclusive com a possibilidade de restabelecimento da prisão preventiva, caso fique comprovado que o investigado voltou a exercer influência indevida sobre a administração pública.

Fontes repassadas à redação, é de que o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MP-RN), já está de posse de provas, como fotos e áudios, e vai apurar eventual desob


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QUASE 10% DA POPULAÇÃO DO RN TEM ALGUM TIPO DE DEFICIÊNCIA VISUAL

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Segundo a International Agency for the Prevention of Blindness (IAPB), mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo convivem com algum grau de deficiência visual que poderia ter sido evitada ou tratada.

No Brasil, os números também preocupam. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados entre 2022 e 2023, cerca de 500 mil pessoas são cegas e outras 6 milhões têm baixa visão. Estimativas mais recentes do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) indicam que o número de pessoas cegas pode ultrapassar 1,5 milhão.

No Rio Grande do Norte, o cenário segue a mesma tendência – mais de 285,3 mil pessoas convivem com algum tipo de deficiência visual, o que representa 8,8% da população do estado. Os dados recentes, do IBGE, acendem um alerta sobre a importância do cuidado com os olhos e da ampliação do acesso aos serviços oftalmológicos.

A Classificação Internacional de Doenças (CID-10) define quatro níveis de função visual: visão normal, deficiência visual moderada, deficiência visual grave e cegueira. Essa avaliação considera a acuidade visual, que é a capacidade de enxergar objetos a uma certa distância e o campo de visão, que representa a amplitude do que conseguimos enxergar.

O jornalista e radialista Ronaldo Tavares foi diagnosticado com problemas de visão devido a complicações do sarampo e, há mais de 40 anos, dedica sua vida às causas sociais voltadas às pessoas com deficiência visual, através de programas jornalísticos focados na inclusão e à frente da presidência da Sociedade dos Cegos do Rio Grande do Norte (Socern).

“Fiquei com deficiência aos três anos e, ao longo da vida, fui perdendo totalmente a visão. Hoje, não enxergo absolutamente nada. Eu não sou uma pessoa com deficiência visual, eu sou realmente cego, não tenho nenhuma porcentagem de acuidade visual. Mesmo assim, não me fechei diante da minha condição. Concluí o curso de jornalismo através do sistema Braille [meio de leitura e escrita para cegos, através do tato], e a deficiência é apenas uma barreira, mas que não é intransponível, desde que a gente tenha disposição, gana, força e garra para vencer as adversidades que a vida nos impõe”, relata.

A visão é responsável por cerca de 80% das informações que recebemos do ambiente, segundo o Ministério da Saúde. Por isso, preservar a saúde ocular vai além da boa visão: é garantir qualidade de vida, autonomia e segurança. A recomendação é adotar hábitos simples de prevenção, como consultas regulares com o oftalmologista, uso de óculos com proteção UV, controle de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, e atenção aos primeiros sinais de desconforto visual.

O oftalmologista Anderson Martins, ressalta que a prevenção ainda é a forma mais eficaz de proteger a visão. “Manter a saúde ocular em dia é essencial para preservar uma boa qualidade de vida. Pequenos cuidados no dia a dia fazem toda a diferença. É importante proteger os olhos da exposição solar, utilizando sempre óculos com lentes com proteção UV, mesmo em dias nublados”, destaca.

Segundo o especialista, muitas doenças oculares podem evoluir de forma silenciosa. “Glaucoma e catarata são exemplos de problemas que podem causar danos irreversíveis quando não detectados a tempo. O diagnóstico precoce é o que garante o melhor resultado no tratamento”, explica Anderson Martins.

O uso de lentes de contato também requer atenção especial. “É indispensável seguir corretamente as orientações de higiene e tempo de uso. Dormir com as lentes, lavar com água comum ou reutilizar o mesmo líquido são hábitos que podem causar infecções graves e comprometer a visão”, alerta o médico.

SINAIS E ALERTAS
Entre os principais sinais de alerta estão visão embaçada, ardência, dor nos olhos, sensibilidade à luz, coceira, vermelhidão e inchaço nas pálpebras. O Ministério da Saúde orienta procurar atendimento oftalmológico diante de qualquer um desses sintomas, especialmente quando persistem por mais de 24 horas. O acompanhamento regular é essencial inclusive para quem não apresenta queixas aparentes, uma vez que diversas doenças oculares são assintomáticas em seus estágios iniciais.

O oftalmologista reforça que manter a atenção à saúde dos olhos é um gesto de cuidado que deve ser um hábito constante. “Cuidar da visão é cuidar da forma como enxergamos o mundo, com segurança, conforto e clareza. A conscientização precisa ser constante, porque enxergar bem é viver melhor”, conclui.


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CASOS DE MAUS-TRATOS A ANIMAIS SOBEM9% NO RN E MOBILIZAM AUTORIDADES

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A violência contra animais deixou de ser um problema invisível e passou a ocupar espaço central no debate público. No Rio Grande do Norte e em todo o país, casos de crueldade vêm sendo investigados, julgados e punidos com mais rigor, impulsionados por leis mais severas, atuação das forças de segurança e maior consciência da população. O tema ganhou ainda mais destaque após episódios recentes que provocaram indignação nacional e mobilizaram protestos em defesa da vida animal.

A Constituição Federal veda práticas que submetam os animais à crueldade, mas é na legislação infraconstitucional que estão os detalhes sobre o crime de maus-tratos. A advogada Juliana Rocha, presidente da Comissão de Direito Animal da OAB/RN, explica que o conceito vai muito além da agressão física. “A gente tem que buscar na Lei de Crimes Ambientais e também em resoluções, como a do Conselho Federal de Medicina Veterinária, para compreender que maus-tratos não são só pancadas. Abandono, manter o animal acorrentado sem proteção do sol e da chuva, não oferecer água e alimentação, tudo isso é crueldade”, afirma.

Segundo ela, o desconhecimento ainda é grande e está ligado a uma herança cultural. “Por muito tempo o animal foi tratado como coisa. Hoje a ciência reconhece que eles têm emoções e consciência. Então precisamos de uma desconstrução cultural para que as pessoas entendam que o sofrimento psicológico também é maus-tratos”, ressalta Juliana.

A advogada lembra que, desde 2020, a Lei 14.064 endureceu as penas para crimes contra cães e gatos. “Quem maltrata cães e gatos pode pegar de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e perda da guarda do animal”, explica. “Essa perda da guarda é uma das penas mais sérias, porque protege o animal de voltar para quem já o maltratou”, completa.

No Brasil, a pena para o crime de maus-tratos pode variar de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e perda da guarda do animal – Foto: Reprodução

No RN, a Justiça começou o ano com uma decisão que chamou a atenção pelo rigor da pena. Um morador de Encanto, no Alto Oeste, foi condenado por manter 13 cães e seis gatos amarrados, magros, doentes e com feridas pelo corpo. A 3ª Vara da Comarca de Pau dos Ferros fixou a pena em dois anos, sete meses e 15 dias de reclusão, em regime semiaberto. Na sentença, o juiz destacou que o réu violou o dever legal de guarda e proteção dos animais, enquadrando-se no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais.

Outro caso que marcou o debate foi o do cão comunitário Orelha, torturado na Praia Brava, em Florianópolis (SC), e que morreu em decorrência dos ferimentos. A brutalidade do crime gerou manifestações em várias cidades do país, durante o último fim de semana. Em Natal, ativistas se reuniram próximo à Árvore de Mirassol pedindo justiça e o fim da violência contra animais.

Para Juliana Rocha, a evolução das leis acompanha um clamor social. “Hoje há mais animais nos lares brasileiros do que crianças. Isso faz com que a sociedade pressione por mais proteção”, observa. “O poder legislativo tem apresentado inúmeros projetos em todas as esferas, tentando atender a esse anseio”, acrescenta. Ela ressalta, no entanto, que ainda há desigualdade nas penas.

“Para outras espécies, como aves e animais de grande porte, a punição ainda é muito branda, o que gera sensação de impunidade”, avalia.

Atuação da PC/RN
Na linha de frente do combate aos maus-tratos, a Polícia Civil do RN atua por meio da DEMAATUR, a Delegacia Especializada de Defesa ao Meio Ambiente e Assistência ao Turista.

Dados da corporação mostram que os registros passaram de 494 casos em 2024 para 540 em 2025. As denúncias gerais de maus-tratos contra animais subiram de 244 para 343. Já os registros específicos contra cães e gatos caíram de 150 para 119, assim como os casos que resultaram na morte do animal, de 99 para 75. Em contrapartida, aumentaram as ocorrências ligadas a experiências dolorosas ou cruéis em animais vivos para fins didáticos ou científicos, que passaram de um para três casos.

A delegada titular da DEMAATUR, Danielle Filgueira, afirma que o número de crimes não necessariamente aumentou, mas sim a disposição das pessoas em denunciar. “O que observamos é que as pessoas têm mais consciência sobre o que caracteriza maus-tratos e estão mais dispostas a denunciar”, explica. “As redes sociais também ajudam a dar visibilidade aos casos mais graves”, acrescenta.

Segundo a delegada, os casos mais comuns são abandono e manutenção dos animais em condições precárias. “Ambiente sujo, animal preso em cordas curtas e sem acesso a água e alimentação são situações que se repetem muito”, afirma. “A agressão física direta é mais rara, mas quando ocorre, costuma ser grave”, pontua.

As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 181. “O ideal é que a pessoa tenha fotos ou vídeos como indícios mínimos”, recomenda. “A forma mais eficaz é ir à delegacia e registrar um boletim de ocorrência, podendo inclusive ser testemunha do crime, orienta. “Mas de denunciar, é preciso responsabilidade. Denúncia falsa também é crime e prejudica a apuração dos casos verdadeiros”, adverte a delegada.


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CARNAVAL EXIGE ATENÇÃO REDOBRADA NA LOCAÇÃO DE IMÓVEIS DE TEMPORADA

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Com a aproximação do Carnaval, a procura por casas e apartamentos no litoral potiguar aumenta de forma significativa. O feriado prolongado, marcado por festas e grande circulação de pessoas, também concentra um aumento nos riscos de conflitos entre locadores e inquilinos, além da incidência de golpes e prejuízos financeiros. Diante desse cenário, é essencial que quem pretende alugar um imóvel de praia adote uma postura preventiva e busque informações antes de fechar qualquer negócio.

A advogada Mychelle Maciel, especialista em direito imobiliário, alerta que o principal erro cometido por quem aluga por curto período é agir por impulso. “No aluguel de temporada, especialmente no verão e no Carnaval, as pessoas se deixam levar pelo entusiasmo e acabam não tomando cuidados mínimos”, afirma. Segundo ela, o primeiro passo para uma locação segura é exigir um contrato por escrito, que estabeleça claramente direitos e deveres de ambas as partes.

Para os proprietários, um dos pontos mais importantes do contrato é a caução. De acordo com Mychelle, a exigência é totalmente legal e recomendável. “O proprietário pode e deve exigir a caução, porque é a principal garantia do contrato. Em contratos de curta temporada, ela funciona como uma forma de ressarcir danos causados ao imóvel, que são muito comuns nesse período por causa do número de pessoas e das festas nos imóveis. A caução também pode ser usada para cobrir despesas deixadas em aberto, como contas de água, energia e condomínio, desde que isso esteja previsto no acordo”, explica.

Para o inquilino, os cuidados começam ainda na fase de negociação. A advogada reforça que não se deve fechar acordos apenas por mensagens. “Nada de combinado só por WhatsApp. É fundamental ter um contrato formal que realmente garanta a relação.” Outro cuidado essencial é confirmar com quem se está tratando. “Hoje existem golpes cada vez mais sofisticados. Você pode estar falando com alguém que se diz proprietário sem realmente ser.” Sempre que possível, ela recomenda contato presencial ou por meio de representante e a visita ao imóvel antes de qualquer pagamento.

A visita é indispensável para evitar surpresas. “É preciso conferir se o que está nas fotos corresponde à realidade e se o imóvel existe de fato”, diz. Mychelle também orienta que o locatário verifique o que está incluído no valor do aluguel. “Muitas pessoas acham que, por ser aluguel de temporada, tudo está incluso, mas isso só vale se estiver expresso no contrato. Caso contrário, podem surgir cobranças inesperadas”, orienta.

Em caso de imóveis condominiais, conhecer as regras internas é outro passo importante. A especialista destaca que o inquilino deve se informar sobre limite de pessoas, horários para som e se animais de estimação são permitidos. “Isso evita constrangimentos e problemas durante a estadia”, afirma.

Quando o imóvel é mobiliado, os riscos são maiores para o proprietário, mas também exigem atenção do inquilino. “Danos a móveis e utensílios são comuns”, diz Mychelle. Por isso, ela defende a realização de vistoria e inventário detalhado. “O proprietário deve listar tudo o que existe no imóvel, fotografar, documentar e anexar ao contrato.” A vistoria também protege o locatário. “Quando ele registra o estado do imóvel na entrada, evita ser responsabilizado por problemas que já existiam”.

A desocupação do imóvel é outro ponto sensível. Segundo a advogada, não existe tolerância automática. “O imóvel deve ser desocupado na data prevista no contrato. Qualquer tolerância só existe se estiver expressamente prevista. ” Ela lembra que contratos verbais aumentam o risco de conflito e judicialização.

Em caso de atraso no pagamento, é possível cobrar multa, juros e correção monetária, desde que isso esteja previsto no contrato. “A multa de até 10% é razoável, os juros são de 1% ao mês e pode haver correção por índice”, explica.

Mychelle Maciel: “O contrato de locação por escrito deve conter os direitos e deveres de ambas as partes” – Foto: Reprodução

Manutenção dos imóveis é essencial para previnir acidentes no carnaval

Além dos cuidados jurídicos, a locação de imóveis durante o Carnaval também depende da boa conservação das construções. Principalmente no litoral, muitos desses imóveis ficam fechados por longos períodos e voltam a ser ocupados justamente no auge da temporada, quando recebem um grande número de pessoas. Nesse cenário, cresce a preocupação com a segurança dos espaços.

A combinação entre maresia, umidade e sol acelera o desgaste das estruturas e dos sistemas elétrico e hidráulico. Por isso, especialistas defendem a realização de manutenção preventiva e vistorias técnicas antes do feriadão, como forma de reduzir riscos e evitar transtornos.

Segundo o engenheiro civil Júlio Cesar Nobre, conselheiro da Câmara de Engenharia Civil do Crea-RN, a vistoria é fundamental para prevenir problemas. “A principal importância da vistoria é garantir que não ocorram falhas estruturais, elétricas, hidráulicas e sanitárias”, afirma. Ele explica que a maresia provoca corrosão em partes metálicas e que a umidade favorece o surgimento de mofo e fungos, sobretudo em imóveis que passam muito tempo fechados.

Nobre acrescenta que, no Carnaval, o uso intenso das casas e apartamentos exige atenção redobrada. Ele orienta a revisão de pilares, vigas, armadores de redes, coberturas e das redes elétrica e sanitária. “Essas verificações ajudam a evitar desabamentos, entupimentos, vazamentos, quedas de energia e outros problemas que podem comprometer a segurança e o conforto dos ocupantes”, conclui.


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PAULINHO CONSOLIDA FIM DE FILAS NAS CRECHES E AMPLIA A REDE DE ENSINO

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A Prefeitura do Natal anunciou, em fevereiro de 2025, o fim da fila de espera por vagas nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). Pela primeira vez, não houve sorteio para creches, e todas as famílias que procuraram matrícula dentro do prazo tiveram o acesso garantido. Um ano depois, com a ampliação da rede e a abertura de novas vagas, a gestão municipal confirma que a fila permanece zerada também para 2026.

Em entrevista recente ao Diário do RN, o prefeito Paulinho Freire destacou que erradicar a fila das creches e acabar com os sorteios de vagas em 2025 foi apenas o início de uma política mais ampla para fortalecer a rede municipal de ensino. O gestor ainda apontou essa como a maior entrega para a população de Natal em seu primeiro ano de mandato. “Zerar a fila das creches e acabar com os sorteios foi muito importante, mas não ficamos só nisso. Melhoramos a qualidade da merenda, entregamos o fardamento, estamos climatizando as salas de aula e firmamos parceria com o Instituto Ayrton Senna”, pontuou.

O prefeito ressaltou ainda os investimentos em estrutura e na valorização dos profissionais, afirmando que a ampliação de vagas e a melhoria das condições de trabalho fazem parte do compromisso da gestão com a educação. “Também realizamos concurso público e já nomeamos mais de 700 professores, além de estarmos enviando à Câmara Municipal um projeto para convocar mais 300. Assinamos a Ordem de Serviço para a repactuação de sete CMEIs, que juntos vão garantir mais de 1.500 vagas. Além disso, concedemos o aumento do piso dos professores.

São muitas entregas, porque a educação é realmente uma prioridade na nossa gestão”, ressaltou.

Sem filas em mais um início de ano letivo, o secretário municipal de Educação, Aldo Fernandes, destaca que, após zerar a fila das creches, a gestão passou a assegurar o direto à matricula às crianças e famílias. “Após zerar a fila das creches, a gestão municipal passou a tratar a vaga na Educação Infantil como um direito assegurado. Para isso, estamos trabalhando com planejamento, investimentos permanentes e controle da oferta em cada território da cidade”, afirmou.

Segundo ele, o fim do sorteio obrigou a Secretaria a mudar a lógica de funcionamento da rede.

“Quando você deixa de sortear vaga, precisa garantir que a estrutura acompanhe a demanda.

Hoje, acompanhamos bairro por bairro, escola por escola, o número de crianças que procuram matrícula. Isso permite ajustar a oferta, evitar superlotação e dar mais previsibilidade às famílias”, disse.

A ampliação de vagas ocorreu por diferentes frentes. Além da entrega e retomada de obras, houve reorganização interna de espaços e parcerias com instituições privadas. Para Aldo Fernandes, o papel da Secretaria é assegurar que o padrão pedagógico seja o mesmo em toda a rede. “Mesmo nas unidades conveniadas, o ensino continua sendo público. Todas usam o currículo da rede municipal, participam das formações e são acompanhadas pelas nossas equipes técnicas. A fiscalização é constante para que a qualidade não seja desigual”, destacou.

Outro ponto enfatizado pelo secretário foi a expansão das matrículas para 2026. Segundo ele, a abertura de quase 14 mil vagas exigiu planejamento antecipado. “As inscrições foram realizadas pelo portal Matrícula Natal e contemplaram da creche à EJA. A distribuição não foi aleatória, foi pensada a partir da demanda real dos bairros, especialmente nas regiões Norte e Oeste, que historicamente concentram maior número de estudantes”, explicou.

Aldo Fernandes acrescentou que o critério central foi garantir acesso com menor impacto para as famílias. “O principal objetivo é que a criança estude perto de casa. Isso reduz deslocamentos, facilita a rotina dos pais e melhora a permanência do aluno na escola. Educação também é organização da vida das famílias”, afirmou.

Ao falar dos próximos passos, o secretário disse que a prioridade agora é avançar na qualidade do ensino. “Não basta garantir vaga, é preciso garantir que essa vaga tenha sentido pedagógico.

Estamos investindo na formação dos professores, na melhoria das estruturas físicas das unidades e nos materiais que chegam às salas de aula. A primeira infância é uma fase decisiva, é ali que se constroem as bases da aprendizagem”, avaliou.

Incremento da rede municipal de ensino

Além da ampliação de vagas, a Prefeitura retomou obras paradas e autorizou novos empreendimentos na área educacional. Em dezembro do ano passado, foram assinadas as ordens de serviço para a repactuação de sete CMEIs vinculados ao FNDE, com investimento de R$ 21,8 milhões. As unidades estão distribuídas pelas zonas Norte, Sul e Oeste e terão capacidade para atender até 1.504 crianças.

Também em dezembro, foi autorizada a construção de uma nova escola municipal no bairro Guarapes, com investimento de R$ 7,22 milhões. A unidade seguirá o padrão do FNDE, com cinco salas de aula, quadra coberta e ambientes pedagógicos e administrativos. A previsão é que a escola seja concluída no segundo semestre de 2026.

Sobre as obras mencionadas, Aldo Fernandes afirmou que elas fazem parte de um plano de médio prazo. “A construção de novas unidades não é apenas expansão física, é reorganização da rede. Permite reduzir pressão sobre escolas antigas, melhorar o atendimento e planejar melhor o crescimento da cidade”, disse.


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CASA DURVAL PAIVA ARRECADA MATERIAL ESCOLAR PARA ALUNOS EM TRATAMENTO DE CÂNCER

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A Casa Durval Paiva de Apoio à Criança com Câncer lançou a Campanha de Arrecadação de Material Escolar 2026 com a proposta de garantir que crianças e adolescentes em tratamento oncológico consigam manter a rotina de estudos ao longo do ano letivo. A ação prevê a montagem de kits que serão entregues no início de 2026 a estudantes da Educação Básica atendidos pela instituição, muitos deles afastados da escola em razão do tratamento.

Os pontos de arrecadação funcionam até o dia 31 de janeiro no Queiroz Atacadão, localizado na Avenida dos Xavantes, nº 1513, no bairro Pitimbú, e no Supermercado Nordestão, na unidade da Avenida Salgado Filho. As doações também podem ser feitas diretamente na sede da Casa Durval Paiva até meados de fevereiro. Em caso de grandes volumes, é possível solicitar a retirada pelo telefone 4006.1600.

Segundo o presidente da Casa Durval Paiva, Rilder Campos, a campanha tem impacto direto na rotina dos pacientes. “Muitos desses alunos passam longos períodos afastados da escola. O material escolar ajuda a manter o vínculo com o aprendizado e com a ideia de futuro”, afirma.

Para ele, cada doação representa mais do que um item escolar, representa a possibilidade de continuidade dos estudos em meio ao tratamento.

Em 2025, o setor educacional da Casa atendeu 249 estudantes. Desse total, 50 receberam acompanhamento pedagógico hospitalar ou domiciliar, com aulas individuais, por estarem impossibilitados de frequentar a escola regularmente. O serviço garante que crianças e adolescentes não percam o ano letivo enquanto enfrentam o câncer. Entre os alunos atendidos, 23 também apresentavam condições como Transtorno do Espectro Autista ou Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.

A instituição é credenciada como escola pela Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer (SEEC) e atua em parceria com a rede regular de ensino. Com base na legislação estadual, mantém classes instaladas em unidades de saúde como a Liga Norte-riograndense Contra o Câncer e a Policlínica, onde os estudantes seguem o currículo oficial, adaptado à realidade clínica de cada paciente.

Os kits escolares montados com as doações incluem mochila, cadernos, lápis, borracha, estojo, lápis de cor, giz de cera, massinha, tesoura, tinta guache, régua, cola, canetas e corretivo. Além de viabilizar o estudo, os materiais contribuem para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas e fortalecem a autonomia dos alunos.

Além das aulas, o setor educacional desenvolve atividades complementares como oficinas de desenho, projetos de leitura, educação alimentar e passeios terapêuticos, que ampliam o repertório cultural e social das crianças e adolescentes durante o tratamento.

Atuação da Durval Paiva
Com 31 anos de atuação, a Casa Durval Paiva se consolidou como uma das principais referências no apoio a crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer e doenças hematológicas crônicas no Rio Grande do Norte. Mantida integralmente por doações, a instituição atende não apenas os pacientes, mas também suas famílias, oferecendo suporte que vai da saúde à educação, passando pela assistência social e pela geração de renda.

Em 2025, a Casa realizou 15.778 atendimentos. Desse total, 10.927 foram nas áreas de saúde e assistência social, envolvendo acompanhamento psicológico, nutricional, social e apoio às famílias durante o tratamento. Na área educacional, as classes hospitalares e domiciliares somaram 2.888 atendimentos, garantindo que crianças e adolescentes não interrompessem a escolarização mesmo afastados da escola. Outros 1.963 atendimentos foram realizados na Casa dos Ofícios, espaço voltado à capacitação profissional e ao incentivo ao empreendedorismo entre familiares e usuários.

Até dezembro de 2025, 409 crianças e adolescentes estavam em acompanhamento ativo pela instituição, sendo 256 em tratamento oncológico e 150 em tratamento hematológico, além de três casos em investigação. Os pacientes atendidos vieram de 195 municípios de diferentes estados brasileiros, o que evidencia o alcance regional da Casa Durval Paiva e seu papel como rede de apoio para famílias que precisam se deslocar em busca de tratamento.


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VOLTA ÀS AULAS EXIGE PLANEJAMENTO E ATENÇÃO CONTRA PRÁTICAS ABUSIVAS

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Com o ano letivo iniciando, muitas famílias ainda vivem a corrida contra o tempo, e contra o orçamento. Rematrículas, material escolar, livros didáticos, uniformes e, em muitos casos, serviços extras como colônia de férias e período integral concentram gastos logo nos primeiros meses do ano. Diante desse cenário, o planejamento financeiro virou regra dentro de casa, e a criatividade passou a ser aliada para garantir economia sem comprometer a rotina das crianças.

Nos lares brasileiros, essa organização já começa bem antes de janeiro, como na família da gestora ambiental Shirliana Freitas, mãe de Laura, de 4 anos, e Lívia, de 2. Ela conta que o ajuste no orçamento passa a ser uma preocupação ainda no segundo semestre do ano anterior.

“Realmente, é um desafio grande. Para esse início de ano, inclusive, a gente já vem se organizando desde outubro, porque a gente já fica meio que preocupada. Vai começar janeiro e a gente já começa a pensar no material escolar, porque é uma despesa alta”, relata.

Além da matrícula, outros custos se acumulam nesse período, segundo ela. “Fora nesse período de janeiro que a gente tem que pagar mais, porque tem a colônia de férias. Para quem trabalha e não tem uma rede de apoio, a gente depende da escola para isso também. Então, além da matrícula, tem essa despesa. Hoje, as duas ficam em período integral, aí tem lanche, material de higiene e roupa”, enumera.

Para conseguir equilibrar as contas, Shirliana diz que mudou a forma de encarar a compra do material escolar ao longo dos anos. “Nos primeiros anos das crianças, eu meio que sofri, porque sempre pensei em comprar tudo novo. Mãe de primeira viagem, a gente sempre pensa assim. Mas hoje a gente já começa a fazer uma lista, vendo o que de fato é necessário comprar e o que dá para reaproveitar do ano passado”, afirma. Entre os itens reaproveitados, segundo ela, estão toalhas e outros materiais identificados que continuam em bom estado.

A pesquisa de preços também se tornou uma regra na rotina da família. “Eu faço pesquisa, tanto na internet quanto nas lojas físicas. Já percebi que tem itens que valem a pena comprar pela internet e outros que não valem de jeito nenhum, porque acabam ficando mais caros”, conta.

Outra estratégia adotada foi a personalização do material escolar, que ajuda a reduzir os gastos e ainda agrada às crianças. “A Laura adora Ladybug e a Lívia gosta da Peppa Pig. Então, criei imagens personalizadas, mandei fazer adesivos e colei em cadernos simples, que custam em média 12 reais, enquanto um com personagem pronto sai por 30 ou 35, e elas adoram”, conclui.

Procon alerta para práticas abusivas
Além do planejamento financeiro, pais e responsáveis precisam estar atentos aos seus direitos para evitar práticas abusivas por parte das instituições de ensino. De acordo com a diretora-geral do Procon Natal, Dina Pérez, é recorrente, neste período do ano, o aumento de denúncias relacionadas à chamada venda casada, quando a escola condiciona a matrícula ou a renovação à aquisição de produtos ou serviços específicos.

“A matrícula escolar é uma relação de consumo e deve ser tratada com atenção. Os pais precisam observar se a escola está condicionando a matrícula ou a renovação à compra de materiais, uniformes, livros ou serviços em um fornecedor específico. Essa prática configura venda casada e é proibida pelo Código de Defesa do Consumidor”, alerta.

Canais de denúncia
Qualquer indício de irregularidade deve ser denunciado ao Procon Natal. As denúncias podem ser feitas por e-mail, pelo endereço procon.natal@natal.rn.gov.br, pelos telefones e WhatsApp (84) 3232-6189 ou (84) 3232-9050, ou presencialmente na sede do órgão, localizada na Avenida Ulisses Caldas, nº 181, no Centro.


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RN DIVULGA LISTA OFICIAL QUE APONTA 172 ESPÉCIES AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO

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O Rio Grande do Norte passou a contar, oficialmente, com a sua primeira lista de espécies da fauna ameaçadas de extinção. O documento, elaborado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), aponta que 172 espécies de animais estão sob risco no estado e foi publicado nesta quarta-feira (28) no Diário Oficial do Estado (DOE). A iniciativa marca um passo importante para orientar políticas públicas, ações de fiscalização e processos de licenciamento ambiental.

De acordo com o diretor-geral do Idema, Werner Farkatt, a lista consolida, pela primeira vez, informações científicas sistematizadas sobre a situação da fauna potiguar. “Estamos falando de 172 espécies da nossa fauna, que vivem em ambientes terrestres, aquáticos, costeiros e marinhos, e que agora passam a ter prioridade nas ações de proteção, no licenciamento ambiental, na fiscalização e nas políticas públicas do estado”, afirmou.

As espécies incluídas pertencem à fauna silvestre nativa do Rio Grande do Norte, tanto residentes quanto migratórias. Elas estão distribuídas em diferentes ambientes, que vão desde áreas terrestres e águas continentais até zonas costeiras e o mar territorial adjacente à faixa litorânea do estado.

A avaliação seguiu critérios compatíveis com os da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), com ajustes para refletir as particularidades ecológicas, territoriais e socioambientais do RN. As espécies foram enquadradas em três categorias: Criticamente em Perigo (CR), Em Perigo (EN) e Vulnerável (VU).

O Idema informou que a lista será revisada e atualizada periodicamente, a cada quatro anos, ou antes disso caso novos dados científicos relevantes justifiquem alterações.

Espécies em risco
Entre os animais marinhos classificados como “Criticamente em Perigo” estão o peixe-serra (Pristis pectinata), o tubarão-martelo (Sphyrna lewini), o mero (Epinephelus itajara), a tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) e o peixe-boi-marinho (Trichechus manatus). Essas espécies sofrem com impactos como a pesca predatória, a degradação de habitats e a poluição dos oceanos. Já na fauna terrestre e continental, aparecem espécies emblemáticas como a ararajuba (Primolius maracana), o gavião-de-pescoço-curto (Leptodon forbesi), a jacucaca (Penelope jacucaca), a ema (Rhea americana) e a perereca-da-caatinga (Pseudopaludicola jaredi). Elas enfrentam, sobretudo, a perda e fragmentação de habitats, além da caça e do tráfico de animais silvestres. A lista completa pode ser acessada no site do Idema (https://www.idema.rn.gov.br).

Diretrizes para proteção e conservação
A portaria publicada no DOE também estabelece diretrizes para proteção, conservação, manejo e recuperação da fauna silvestre. Segundo o órgão, os objetivos são subsidiar o licenciamento ambiental, apoiar ações de fiscalização e controle, fomentar pesquisas científicas, fortalecer a educação ambiental e embasar políticas públicas voltadas à conservação da biodiversidade.

Com a nova norma, as espécies classificadas nas categorias de ameaça passam a ser consideradas prioritárias para ações de preservação no Estado. O documento prevê ainda restrições à captura, perseguição, transporte, comercialização e destruição de habitats, salvo em casos autorizados pelo órgão ambiental competente, como pesquisas científicas, ações de manejo, programas de reprodução e atividades de educação ambiental.

Parceria com universidades
Para elaborar a lista, o Idema contou com a colaboração de pesquisadores da UFRN, UERN, UFERSA e outras instituições, que analisaram diferentes grupos de animais silvestres, como insetos (libélulas e borboletas), peixes de ambientes continentais, estuarinos e marinhos, crustáceos, anfíbios, répteis, incluindo tartarugas marinhas, aves e mamíferos marinhos.

A análise considerou critérios científicos reconhecidos, levando em conta a distribuição geográfica das espécies, o Estado de conservação, as ameaças existentes e a disponibilidade de informações técnicas específicas para o RN.

Segundo o coordenador de Fauna do Idema, Marcelo da Silva, o levantamento representa um marco para a pesquisa e a gestão ambiental. “Para quem trabalha com pesquisa, é o primeiro passo para definirmos outras ações. Ter essa catalogação é importante para subsidiar tomadas de decisão, ampliar o conhecimento acadêmico sobre conservação e biodiversidade e apoiar pesquisadores em vários campos de atuação”, destacou.

Impacto no licenciamento ambiental
A partir de agora, a lista passa a ser obrigatoriamente considerada nos processos de licenciamento ambiental conduzidos pelo Idema. A identificação de espécies ameaçadas em áreas de empreendimentos poderá resultar na exigência de estudos ambientais específicos, na adoção de medidas que reduzam ou compensem impactos, na imposição de condicionantes ou até no indeferimento do pedido.

Para o Órgão, a iniciativa fortalece a atuação do estado na proteção da fauna e passa a orientar decisões sobre uso do território e atividades econômicas. Com a divulgação oficial dos dados, o RN passa a contar com uma base pública sobre espécies ameaçadas, que deve apoiar ações de conservação e planejamento ambiental no estado.


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PERÍODO DE DEFESO DO CARANGUEJO-UÇÁ NO RN MOBILIZA ÓRGÃOS DE PROTEÇÃO AMBIENTAL

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O caranguejo-uçá voltou a entrar no período de defeso no Rio Grande do Norte, fase em que ficam proibidas a captura, o transporte, o armazenamento e a comercialização do crustáceo. A medida, definida por portaria interministerial dos ministérios da Pesca e Aquicultura e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, coincide com a chamada andada reprodutiva, quando machos e fêmeas deixam as tocas no mangue para acasalar e liberar os ovos. Proteger esse momento é essencial para garantir a renovação da espécie e a preservação dos manguezais.

No Rio Grande do Norte, o defeso ocorre de forma intercalada entre janeiro e abril. Durante essas datas, qualquer atividade relacionada ao caranguejo-uçá é considerada ilegal, com exceção apenas de estoques declarados previamente aos órgãos ambientais. A orientação vale para pescadores, marisqueiros e comerciantes, além de bares, restaurantes e demais estabelecimentos comerciais que trabalham com o produto.

Para o diretor-técnico do Idema/RN, Thales Dantas, o defeso é uma das principais ferramentas de conservação da espécie e de equilíbrio ambiental. “A portaria federal estabelece uma vedação de 18 de janeiro a 23 de abril, com semanas alternadas. Esse intervalo corresponde exatamente ao período de andada, quando o caranguejo se reproduz. Respeitar esse tempo é garantir que a população da espécie continue existindo nos manguezais”, explica.

Ele ressalta que o caranguejo-uçá tem um papel essencial no funcionamento do ecossistema. “É uma espécie que ajuda a manter o solo do mangue oxigenado, participa da ciclagem de nutrientes e contribui para o equilíbrio ambiental. Proteger o caranguejo é proteger o próprio manguezal”, afirma.

Thales também reforça que o consumo só é permitido quando há comprovação de origem legal.

“O comerciante precisa apresentar a declaração de estoque. Sem esse documento, a venda é irregular e deve ser denunciada aos órgãos ambientais”, orienta.

Fiscalização integrada
A fiscalização é feita em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que intensifica as ações durante o período. O superintendente do Ibama no RN, Rivaldo Fernandes, lembra que o defeso protege não apenas o presente, mas o futuro da espécie. “Precisamos proteger o caranguejo-uçá agora para que ele continue existindo amanhã. Reforçamos que nesse período, não é permitida a captura, o transporte, o beneficiamento, a industrialização nem a comercialização. A medida coincide com a saída em massa dos animais para o acasalamento e garante a renovação natural da espécie”, afirma.

Rivaldo destaca que as equipes do Ibama, junto com a Polícia Ambiental, vêm realizando operações em áreas de mangue, rodovias, feiras livres, bares e restaurantes. “Quem for flagrado desrespeitando o defeso responde por crime ambiental, com multa, apreensão de material e, em caso de flagrante, até prisão”, alerta.

As penalidades variam conforme a gravidade da infração e a quantidade de caranguejos apreendidos. De acordo com a legislação ambiental, as multas têm valor Inicial de R$ 700 e podem chegar a R$ 100 mil. Além disso, todo o material utilizado na atividade ilegal também pode ser recolhido.

Calendário do defeso
Neste ano, o calendário do defeso do caranguejo-uçá no Rio Grande do Norte é dividido em seis etapas alternadas. A primeira ocorreu de 18 a 23 de janeiro; a segunda, de 1º a 6 de fevereiro; a terceira, de 17 a 22 de fevereiro; a quarta, de 3 a 8 de março; a quinta, de 18 a 23 de março; e a sexta, de 17 a 22 de abril, caso a temporada de andadas reprodutivas continue.


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