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MONITORAMENTO APONTA QUASE 4 MIL CASOS DE ESPOROTRICOSE NO RN

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De acordo com monitoramento realizado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), desde 2016, o Estado já acumula quase 4 mil casos de esporotricose, infecção causada por fungos do gênero Sporothrix, que pode afetar humanos e animais, especialmente gatos. A transmissão ocorre principalmente pelo contato com o fungo presente no solo e na vegetação ou por meio de animais infectados, através de arranhões, mordidas ou contato direto com as lesões.

O levantamento aponta que, dos casos notificados, mais de 3 mil foram registrados em animais e quase 900 em humanos, sendo a maior parte em mulheres com idade entre 35 e 65 anos, possivelmente cuidadoras de animais infectados e residentes na capital potiguar, sobretudo nas zonas norte e oeste.

Diante dos números, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap/RN) faz um alerta e reforça que os dados se referem ao acumulado desde o início da série histórica, há quase anos. Segundo a Sucoordenadora de Vigilância Epidemiológica da Sesap, Cíntia Higashi, apesar dos registros, a situação está sob controle, mas é necessário que potiguares mantenham a atenção diante do surgimento de novos casos.

“É importante que a população entenda que esses números não são apenas relativos a 2025, mas ao acumulado desde 2016, quando os estudos começaram a ser realizados. Porém, é importante que a população redobre os cuidados diante do surgimento de novos casos no Estado, principalmente aqui na capital”, alerta.

SINAIS E SINTOMAS
De acordo com a médica veterinária Fabiana Fernandes, os sinais mais comuns da esporotricose são lesões na pele que se espalham pelo sistema linfático, formando nódulos e feridas tanto em animais quanto em humanos. Após o contágio, os sintomas podem incluir febre, dor nas articulações, inchaço, vermelhidão no local da lesão e aumento dos gânglios linfáticos. Em casos mais graves, a infecção pode atingir os pulmões, causando tosse, falta de ar e dor ao respirar, ou ainda afetar ossos e articulações, provocando inchaço e dor.

“Como é uma doença que dá sinais visíveis, é importante que, ao perceber qualquer um desses sinais e sintomas, o animal seja imediatamente isolado do convívio doméstico e encaminhado para atendimento veterinário. No caso dos humanos que tiveram contato com animais infectados, o ideal é procurar atendimento médico para as devidas orientações e tratamentos, se necessário”, orienta a veterinária.

A Subcoordenadora da Sesap/RN, Cíntia Higashi, também destacou a ausência de políticas públicas voltadas ao controle de doenças em animais, especialmente os de rua, e a necessidade de ações integradas para o enfrentamento da esporotricose.

“Ainda não temos, nem no Rio Grande do Norte nem no Brasil, políticas públicas de fato relacionadas à assistência a esses animais. Está em fase de construção no país, junto ao Ministério do Meio Ambiente, algumas políticas que começam a ser implementadas. Aqui no Estado, há alguns meses, temos trabalhado com representantes da sociedade civil, organizações não governamentais e outros órgãos do governo na construção de uma proposta de política pública voltada aos animais. Acreditamos que, a médio e longo prazo, poderemos ter um controle mais efetivo da doença a partir dessas iniciativas”, explicou.

PIONEIRISMO EM PARNAMIRIM
Embora ainda não haja uma política estadual voltada aos animais de rua, o município de Parnamirim se tornou pioneiro no Estado ao oferecer tratamento médico-veterinário gratuito para gatos com esporotricose. A iniciativa integra o Programa Protege Pet, viabilizado por emenda impositiva do vereador Michael Borges (PP), que destinou recursos do orçamento municipal para fortalecer as políticas de proteção e bem-estar animal. Neste primeiro momento, os atendimentos contemplam o tratamento da esporotricose, mas a emenda também prevê o atendimento de cães.

Segundo o vereador, o momento representa um avanço histórico para a causa animal em Parnamirim. “Fizemos um levantamento de quantas pessoas nos procuraram pedindo ajuda para o tratamento dessas doenças, porque muitas vezes não conseguem dar continuidade por falta de recursos. Então, esse projeto será um grande marco na causa animal, onde destinamos recursos à Prefeitura para esse fim. Só neste ano já foram aplicados R$ 100 mil no tratamento da esporotricose e da leishmaniose ”, disse.

Os recursos fazem parte da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025, da Prefeitura de Parnamirim.

“Quando assumi a Prefeitura, o vereador Michael me disse que estaria ao lado da gestão para que eu nunca esquecesse da causa animal. Agradecemos pelas emendas destinadas, pois sabemos o quanto esses recursos fortalecem a concretização de um sonho que hoje se torna realidade”, afirmou a prefeita de Parnamirim, Nilda Cruz.

Com o novo programa, uma média de 120 gatos será atendida por mês, de terça a quinta-feira, mediante agendamento prévio via WhatsApp pelo número (84) 3644-8185. Serão disponibilizadas dez fichas por dia, garantindo atendimento contínuo e gratuito para tutores e protetores que enfrentam dificuldades em custear o tratamento.


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MAIOR CAJUEIRO DO MUNDO É RECONHECIDO COMO PATRIMÔNIO DO RIO GRANDE DO NORTE

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O Cajueiro de Pirangi, uma das principais atrações turísticas e símbolos naturais do Rio Grande do Norte, acaba de ser oficialmente reconhecido como Patrimônio Natural, Paisagístico, Ambiental, Histórico e Turístico Material do Estado. A medida, sancionada pela governadora Fátima Bezerra, foi publicada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (11), marcando um novo capítulo na história do maior cajueiro do mundo.

Localizado na praia de Pirangi do Norte, em Parnamirim, o cajueiro impressiona tanto pela grandiosidade quanto pela simbologia. Segundo a tradição local, ele teria sido plantado em dezembro de 1888 por um pescador chamado Luiz Inácio de Oliveira. Desde então, a árvore, que hoje cobre uma área de aproximadamente 9.500 metros quadrados, ultrapassou em muito a expectativa de vida de um cajueiro comum, estimada em cerca de 50 anos.

Mais do que uma atração turística, o Cajueiro de Pirangi é um verdadeiro ecossistema vivo, abrigando lagartos, timbus, aves migratórias, abelhas gigantes e formigas. A cada ano, entre novembro e janeiro, a árvore centenária produz cerca de 15 mil cajus.

Com o reconhecimento oficial, o Governo Estadual reforça a necessidade de garantir a preservação do espaço, que se tornou um ícone da natureza e da identidade potiguar.

De acordo com o diretor técnico do Idema/RN (Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte), Thales Dantas, o novo status do cajueiro como patrimônio estadual representa um importante avanço na proteção legal da árvore. Ele explica que, apesar da fama mundial, o cajueiro ainda não possuía instrumentos formais de preservação.

“Para além da declaração agora de patrimônio histórico, que foi sancionada pela governadora professora Fátima Bezerra, a gente também está nessa articulação para a criação do monumento natural do Cajueiro de Pirangi”, afirmou.

Thales destacou que o reconhecimento legal traz segurança jurídica e abre caminho para a criação de uma unidade de conservação dedicada à proteção da árvore.

“Infelizmente, o cajueiro tem 137 anos e ainda não possuía nenhum tipo de instrumento jurídico que garantisse sua preservação. Fora o título de maior do mundo, ele não tinha nenhuma proteção formal. Essa lei chega justamente para preencher essa lacuna”, completou.

O técnico também reforça que a iniciativa do governo, por meio do Idema, busca unir preservação ambiental, promoção cultural e valorização turística, transformando o cajueiro em um verdadeiro monumento natural potiguar.

“Essa legislação vem dentro de um cenário de preservação, mas também de promoção cultural, turística e ecológica por parte do governo. É um passo importante para assegurar que o cajueiro continue sendo motivo de orgulho para o povo do Rio Grande do Norte”, disse.

Quem conhece bem o valor simbólico e afetivo do Cajueiro de Pirangi é Inaldo Lucas de Paiva, mais conhecido como Doutor Castanha, personagem cultural que há 14 anos trabalha no local comercializando seus produtos e recebendo turistas de todo o mundo. Ele celebra com entusiasmo o novo reconhecimento.

“Se encontram muito felizes, todos os pirangienses, parnamirinenses, assim como o todo o estado do Rio Grande do Norte, por essa data tão especial, onde o maior cajueiro do mundo é considerado uma árvore cultural, turística, um patrimônio do nosso estado”, comemorou.

Com seu carisma e humor característicos, Doutor Castanha se tornou uma espécie de embaixador informal do cajueiro, sempre convidando visitantes do Brasil e do exterior a conhecer o local.

“A palavra é gratidão. O cajueiro é um símbolo que leva o nome do nosso estado para o Brasil e para o mundo. É uma alegria fazer parte dessa história e continuar mostrando esse patrimônio que encanta tanta gente”, disse, orgulhoso.

PODA E DEBATE AMBIENTAL
Apesar das comemorações, o Cajueiro de Pirangi continua no centro de um debate ambiental e jurídico. A polêmica em torno da poda da árvore ganhou força no segundo semestre deste ano, após decisão da Justiça determinando que o Idema realizasse uma intervenção para conter a expansão dos galhos e garantir a segurança da área.

A medida gerou reações divergentes. Ambientalistas e moradores manifestaram preocupação com possíveis impactos sobre a vitalidade da planta. Durante uma audiência pública realizada em julho, especialistas alertaram que cortes excessivos poderiam comprometer o crescimento do cajueiro e até ameaçar seu título de maior do mundo.

Após análises técnicas, o Idema adiou a poda para fevereiro de 2026, justificando que a intervenção durante o período de floração e frutificação, de novembro a janeiro, poderia prejudicar o ciclo natural da árvore.


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MÚLTIPLOS FATORES INFLUENCIAM NA DIMINUIÇÃO DAS FAMÍLIAS NO RIO GRANDE DO NORTE

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Os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o tamanho das famílias potiguares está diminuindo. De acordo com o Censo Demográfico 2022, o Rio Grande do Norte tinha, naquele ano, 326.264 famílias formadas por apenas duas pessoas, o que corresponde a 35,87% do total de famílias residentes no estado. O percentual representa um aumento de mais de dez pontos percentuais em relação a 2010, quando era de 25,63%. Com essa variação, os lares com dois moradores ultrapassaram os formados por três pessoas, que hoje somam 34,09%, tornando-se o arranjo familiar mais comum no território potiguar.

Os dados consideram apenas famílias únicas e conviventes principais residentes em domicílios particulares. O levantamento também aponta uma queda expressiva na proporção de famílias com quatro pessoas ou mais, que passaram de 43,43% em 2010 para 30,05% em 2022. Essa tendência acompanha o cenário nacional, em que o número médio de integrantes por família vem caindo de forma contínua nas últimas décadas.

Outro recorte que chama atenção é o crescimento do número de pessoas morando sozinhas.

Embora as unidades domésticas unipessoais não sejam consideradas famílias pelo IBGE, o levantamento mostra que elas representam uma parcela cada vez maior dos lares potiguares. Em 2022, 16,1% das unidades domésticas permanentes eram formadas por apenas uma pessoa, contra 9,38% em 2010. Isso significa que mais de 183 mil pessoas viviam sozinhas no estado durante o último Censo.

A maioria dessas pessoas é formada por homens, que representam 54,14% do total. O fenômeno, porém, não é restrito ao Rio Grande do Norte. Em todo o país, 13,6 milhões de unidades domésticas foram classificadas como unipessoais, revelando uma tendência nacional de individualização dos lares.

Entre os potiguares que vivem sozinhos, um terço tem 60 anos ou mais. Ao todo, 71.310 pessoas nessa faixa etária residem em unidades unipessoais, número que reflete o envelhecimento da população e a ampliação da expectativa de vida. O Censo também detalha a distribuição por faixa etária: 38.559 têm entre 50 e 59 anos, 30.044 entre 40 e 49 anos, 23.909 entre 30 e 39 anos, 18.271 entre 20 e 29 anos e 1.369 têm menos de 20 anos. Os dados indicam que morar sozinho é mais comum entre as faixas etárias mais elevadas, embora venha crescendo também entre os mais jovens.

Aos 21 anos, a estudante Maria Clara Trigueiro, que vive sozinha há um ano em Parnamirim, representa o novo perfil de morador que busca independência e autoconhecimento. Ela descreve a experiência como libertadora e transformadora, marcando o rompimento com a dependência familiar e o início da autonomia em todos os aspectos da vida. “É quando a gente mora sozinha que corta o cordão umbilical com a mãe, a dependência extrema”, afirma. Apesar dos desafios da solidão e da necessidade de autocontrole, Maria Clara diz ter aprendido a conviver com o silêncio e valorizar sua própria companhia, dividindo o lar “com três quartos e varanda” apenas com seus dois gatos.

A dona de casa Gil da Silva, moradora do bairro Lagoa Azul, zona norte de Natal, também percebe como as transformações familiares alteraram o cotidiano. Ela recorda com saudade o tempo em que sua casa era mais movimentada. “Cheguei a ter seis pessoas morando aqui comigo”, conta.

Hoje, apenas três ainda vivem na residência, e Gil admite que sente falta da agitação dos tempos passados. “Gosto muito de ter a casa cheia. É bom ter gente por perto, embora seja sempre um desafio, porque cada um pensa de um jeito”, reflete, mostrando que, mesmo diante das mudanças, o valor do convívio familiar continua forte.

As mudanças no tamanho e na composição dos lares brasileiros refletem, não apenas fatores como a redução do número de filhos, o envelhecimento populacional, o aumento da expectativa de vida e a valorização da autonomia individual, mas também aspectos culturais, como o adiamento do casamento e a busca por independência, que impulsionam o crescimento de arranjos menores e unipessoais. Essa nova configuração familiar revela uma sociedade em transformação, em que experiências como as de Maria Clara, que associa morar sozinha à liberdade, e de Gil, que valoriza o convívio e o afeto, mostram a diversidade e a ampliação do conceito de família no Brasil.

SOBRE A PESQUISA
O “Censo Demográfico 2022: Nupcialidade e Família – Resultados preliminares da amostra” apresenta informações detalhadas sobre a estrutura familiar no país. O levantamento reúne dados sobre o número de integrantes, composição familiar, nupcialidade, estado conjugal e natureza das uniões, desagregados por idade, sexo, cor ou raça, religião, nível de instrução e classe de rendimento per capita. Os resultados estão disponíveis para o Brasil, grandes regiões, estados e municípios, oferecendo um retrato atualizado das transformações que moldam as famílias brasileiras.

Em todo o Brasil, o percentual de famílias pequenas, compostas por dois membros, aumentou de 28,19% para 38,98% entre 2010 e 2022. Já os lares com quatro pessoas ou mais, que antes representavam 41,08% das famílias brasileiras, hoje correspondem a apenas 29,46%. Os números refletem mudanças profundas nas dinâmicas sociais, econômicas e demográficas do país, como o envelhecimento populacional, a redução da fecundidade e a crescente independência individual, que vêm alterando o perfil dos lares brasileiros.


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RIO GRANDE DO NORTE SE FIRMA COMO CAPITAL DA INOVAÇÃO COM O GO!RN 2025

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Durante esta sexta-feira e sábado, 7 e 8 de novembro, o Rio Grande do Norte vai respirar inovação, tecnologia e empreendedorismo, período em que a capital potiguar recebe, no Centro de Convenções de Natal, a edição 2025 do Go!RN, considerado o maior evento do setor no Estado.

Realizado pelo Sebrae-RN (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Norte), em parceria com mais de 40 co-realizadores, entre instituições de ensino, governo e entidades de fomento, o encontro se consolida como um dos principais espaços de negócios, conexões e aprendizado do Nordeste, reunindo startups, micro e pequenas empresas, investidores e entusiastas da tecnologia.

Com expectativa de 20 mil participantes, vindo de todas as partes do Estado, o Go!RN 2025 promete uma experiência ainda mais imersiva. Serão 14 palcos, 13 trilhas de conteúdo e mais de 300 atividades, incluindo três palcos 360° e arenas temáticas para workshops e painéis.

Mais de 70 startups estarão em exposição, apresentando soluções inovadoras em áreas como inteligência artificial, sustentabilidade, educação e saúde. Além disso, a tradicional “gamificação” do evento ganha uma nova proposta, totalmente digital e integrada ao aplicativo oficial GO!RN 2025, que permitirá aos participantes acumular pontos e interagir em tempo real com a programação, uma das novidades deste ano.

Entre os destaques da programação estão nomes de peso como Samuel Masini, líder de parcerias de projetos da Microsoft, Max Camargo, sócio da Solo e investidor anjo, Kauan Dias, responsável pelo TikTok LIVE na América Latina, Fábio Pádua, arquiteto de soluções da Microsoft, e Hellym Ribeiro, líder da Zoho for Startups. A agenda também inclui um painel com grandes investidores potiguares, que promete evidenciar a força e o protagonismo do ecossistema de inovação local.

O superintendente do Sebrae no Rio Grande do Norte, Zeca Melo, destaca que o evento representa mais do que uma feira de negócios, trata-se de um espaço de articulação e fortalecimento do ecossistema de inovação potiguar.

“O Go!RN nasceu com o propósito de ser o ponto de encontro entre quem empreende, quem inova e quem investe. Nesta edição, consolidamos o evento como uma das principais plataformas de conexão entre startups, grandes empresas e o ecossistema de inovação do país. Ter a presença de gigantes como Microsoft, Oracle, AWS, TikTok e Zoho, além de fundos e aceleradoras de peso, mostra que o Rio Grande do Norte está definitivamente inserido nesse mapa da inovação”, destacou.

Entre as novidades desta edição também está o espaço GO!RN for Business, voltado ao crescimento escalável de startups e à aproximação com investidores e grandes empresas de tecnologia. Também serão realizadas rodadas de negócios em um espaço central dentro do evento, permitindo que empreendedores apresentem seus projetos diretamente a potenciais parceiros e investidores.

“O nosso objetivo é que cada participante saia do evento com novos contatos, ideias e oportunidades concretas para crescer e transformar seus negócios”, ressalta Zeca Melo.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site: www.gorn.com.br.

Natal sedia o Eli Summit e antecipa o clima de inovação no estado

Entre os palestrantes do Go!RN estão representantes de empresas de renome, como Microsoft e Tik Tok – Foto: Reprodução

O clima de inovação em Natal começou antes mesmo do Go!RN. Entre os dias 4 e 6 de novembro, a cidade sediou o Eli Summit, evento nacional que, após três edições realizadas em Pernambuco, ocorreu pela primeira vez em formato itinerante. Com foco em inovação e desenvolvimento territorial, o encontro reuniu representantes de ecossistemas de todo o país para troca de experiências, capacitação técnica e fortalecimento de redes colaborativas.

O Eli Summit é reconhecido por articular os diversos atores que compõem as chamadas “quádruplas hélices”, governo, empresas, universidades e sociedade civil, estimulando um diálogo direto sobre políticas públicas, investimentos e estratégias de crescimento sustentável por meio da inovação.

A programação do evento reuniu palestras, painéis, oficinas, workshops, matchmaking e visitas técnicas voltadas à discussão sobre o papel da tecnologia e do empreendedorismo no desenvolvimento regional. Entre os participantes estiveram nomes de destaque nacional e internacional, como Jesper Rhode, Betina Zaneti, Alessandra Fu Vivian e Jean Tromme, além de lideranças empresariais, gestores públicos, investidores, universidades e agentes de fomento, que juntos promoveram uma imersão no futuro dos negócios e das cidades inteligentes.

NATAL CAPITAL DA INOVAÇÃO
Com a realização quase simultânea dos dois eventos, Natal se consolida como uma das capitais da inovação no Brasil, atraindo olhares de todo o país para o potencial criativo e empreendedor potiguar. Mais do que receber grandes nomes e empresas, o estado se posiciona como um polo de transformação, capaz de conectar ideias, pessoas e oportunidades que impulsionam o desenvolvimento econômico e tecnológico da região.


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“MUNDO ZIRA” CONVIDA O PÚBLICO A MERGULHAR NO UNIVERSO DE ZIRALDO MULTIARTISTA ZIRALDO

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Natal recebe a partir desta quinta-feira, 06, a exposição imersiva “Mundo Zira”, que celebra o legado de Ziraldo (1932–2024), um dos maiores nomes da cultura brasileira. A mostra, que combina arte, literatura e tecnologia, chega ao Complexo Cultural Rampa, em Santos Reis, com entrada gratuita e retirada antecipada de ingressos por meio digital ou físico, conforme disponibilidade e capacidade do espaço. A exposição fica aberta até 26 de abril de 2026, de terça a domingo.

Com curadoria de Adriana Lins e Daniela Thomas, respectivamente sobrinha e filha do artista, a exposição convida o público a se tornar parte das criações de Ziraldo, autor de clássicos como O Menino Maluquinho, A Turma do Pererê e Flicts. A experiência promete encantar pessoas de todas as idades com instalações interativas, projeções, sons e atividades lúdicas inspiradas nas obras do multiartista.

“A obra dele, em sua essência, já sugere um compartilhamento com o mundo. Ele sempre tinha algo mais a falar depois que as histórias terminavam, ousando, provocando e fazendo com que as pessoas pensassem. Desta maneira, podemos dizer que a obra dele é, por si só, interativa, justamente por estabelecer esse diálogo com o público”, explica Adriana Lins, diretora do Instituto Ziraldo e curadora artística de Mundo Zira.

A mostra já passou por cidades como Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo, reunindo cerca de 400 mil visitantes. Agora, Natal será a primeira cidade do Nordeste a receber o projeto. Os ingressos podem ser retirados pela internet, através da plataforma Sympla (www.sympla.com.br) ou diretamente na bilheteria do espaço, conforme a capacidade da sala.

Para a secretária de Estado da Cultura, Mary Land Brito, a chegada da exposição representa uma oportunidade rara de aproximação com o universo criativo de Ziraldo. “É uma oportunidade única para se conhecer a magnitude desse multiartista, cuja obra dialoga com pessoas de todas as idades, trazendo a essência do nosso país com tanto talento e criatividade, e ainda contando com toda essa tecnologia que aproxima o público da obra de forma lúdica e interativa”, comemora.

A governadora Fátima Bezerra destaca o simbolismo da mostra para o Rio Grande do Norte: “Mundo Zira celebra a genialidade e a sensibilidade de Ziraldo, um artista que atravessou gerações com sua obra e com sua visão humanista, criativa e profundamente brasileira. Trazer essa mostra para Natal, primeira cidade do Nordeste a recebê-la, é motivo de orgulho e reflete o compromisso do nosso Governo em democratizar o acesso à arte e à cultura, valorizando espaços como o Complexo Cultural Rampa e fortalecendo a economia criativa do nosso estado”, afirma.

UM PASSEIO PELO “MUNDO ZIRA”
Entre os espaços mais marcantes da mostra está uma projeção inspirada no livro Flicts (1969).

Nela, o visitante vive uma experiência sinestésica, podendo “reger” as cores que dançam nas páginas, embaladas pela trilha composta por Sérgio Ricardo, em 1972. Considerado o primeiro livro infantil de Ziraldo, Flicts narra a trajetória de uma cor que não encontra seu lugar no mundo e conquistou o público e a crítica, inclusive uma crônica elogiosa de Carlos Drummond de Andrade.

Outro destaque é a área dedicada à O Menino Maluquinho (1980). Em painéis sensíveis ao toque, o público pode misturar cabeças, troncos e pernas dos personagens, criando novas combinações.

Já em O Menino Quadradinho (1989), a brincadeira é colar balões de fala nas páginas ampliadas nas paredes, explorando o humor e a inventividade gráfica que marcam o universo do artista.

O espaço ainda oferece interações sonoras, onde passos no chão ativam ruídos típicos das histórias em quadrinhos, e uma área de pintura virtual, que permite colorir digitalmente ilustrações do autor. A Turma do Pererê, primeira HQ genuinamente brasileira, ganha destaque em projeções de esconde-esconde que celebram a diversidade cultural e a riqueza da fauna e flora nacionais, temas recorrentes na obra de Ziraldo.

HOMENAGEM A UM ARTISTA PLURAL
Idealizada e produzida pela Lumen Produções, Mundo Zira é uma homenagem à genialidade e à sensibilidade de Ziraldo, que deixou um acervo de mais de 200 títulos literários, 25 mil desenhos e pelo menos 30 universos de propriedade intelectual.

O projeto conta com patrocínio oficial da BB Asset, realização do Ministério da Cultura e Governo Federal, por meio da Lei de Incentivo à Cultura Rouanet, além do apoio do Instituto Ziraldo e das parcerias locais com o Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e Fundação José Augusto (FJA).

“Como a maior gestora de fundos de investimento do país, sabemos que nosso papel vai além da excelência financeira. Para nós, o apoio à cultura é uma forma concreta de contribuir com a sociedade, transformando e melhorando a vida das pessoas”, afirma Gustavo Pacheco, CEO da BB Asset.


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ENEM: APOIO DA FAMÍLIA É ESSENCIAL NA RETA FINAL PARA O INÍCIO DAS PROVAS

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Às vésperas das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que serão aplicadas nos dois próximos domingos, dias 9 e 16 de novembro, cresce a tensão entre os estudantes. Nesse momento decisivo, o papel da família torna-se ainda mais importante. Especialistas destacam que, além da preparação acadêmica, o apoio emocional e a postura dos pais podem influenciar diretamente o desempenho dos filhos durante a prova.

A estudante Hisabelle Silva, de 18 anos, aluna do terceiro ano ensino médio, vai prestar o Enem pela primeira vez. Tranquila e confiante, ela diz ter se preparado ao longo do ano e reconhece a importância da presença da família nesse processo.

“Acho que o que poderia ser feito já foi feito, não só este ano, mas também nos anteriores. E o apoio da minha minha família foi primordial, tanto na tranquilidade quanto na rotina. Acredito que não estaria tão calma para a prova se não fosse por eles. Agora, é confiar que tudo acontecerá no tempo certo, porque uma prova não define nossa trajetória”, afirma.

O funcionário público Wigner Fernandes compartilha da mesma visão. Pai de Maria Luísa, também estudante do terceiro ano, ele acredita que o diálogo e o incentivo contínuo são fundamentais para preparar os jovens para o exame.

“Desde que ela entrou no ensino médio, conversamos sobre a importância de ter uma rotina de estudos. Sempre incentivei a leitura, o treino de redação e aulas extras nas matérias em que ela tem mais dificuldade. Também oriento a ter paciência e equilíbrio emocional, rezando e confiando em Deus. Digo sempre que estamos juntos nessa batalha e que ela é capaz. Esse amor e apoio incondicional fazem toda a diferença”, conta.

APOIO PRÉ-PROVAS
Para ajudar famílias e estudantes na reta final, o Colégio Porto, instituição privada da capital potiguar, reuniu orientações práticas da orientadora pedagógica Kennia Ísis e da psicóloga Assucena Guedes, que compartilham estratégias para transformar ansiedade em serenidade e cuidado.

Kennia Ísis, que também é mãe de um estudante do pré-vestibular, destaca que o momento exige empatia e confiança.

“Estou vivendo isso em casa e vejo como é essencial equilibrar o apoio com o respeito ao tempo do meu filho. É uma fase de confiança mútua, dos pais nos filhos e deles em si mesmos”, afirma.

Segundo a orientadora, mais do que revisar conteúdos, os pais devem se preocupar com o bem-estar emocional dos filhos. “Agora não é hora de sobrecarregar o estudante. O descanso e o sono de qualidade são fundamentais para que o cérebro assimile o que foi aprendido. Momentos de lazer ajudam a reduzir a ansiedade e melhoram o foco”, explica.

Ela ressalta ainda que o excesso de cobranças pode gerar mais tensão do que incentivo. “Os pais devem transmitir confiança e serenidade. Comparações com outros estudantes ou exigências de desempenho só aumentam a pressão”, orienta. Kennia também destaca a importância de manter uma rotina leve e uma alimentação equilibrada nos dias que antecedem a prova. “Comidas pesadas e excesso de cafeína devem ser evitados. Um ambiente estável transmite segurança e conforto emocional”, observa.

Por fim, a orientadora reforça que, mais do que gestores da rotina de estudos, os pais devem ser parceiros e apoio emocional. “Um simples ‘estamos com você’ tem um poder enorme. É um momento de confiança, não de controle”, completa.

A psicóloga Assucena Guedes também destaca o papel do acolhimento familiar nessa reta final.

Para ela, escutar o estudante sem julgamentos é uma das atitudes mais importantes. “Muitos jovens têm medo de decepcionar os pais. Por isso, é essencial ouvir sem interromper ou criticar.

Essa escuta acolhedora alivia o peso emocional e fortalece a autoconfiança”, afirma.

Assucena também recomenda que o foco dos pais esteja no esforço, não apenas no resultado. “O Enem é importante, mas não define o futuro. Valorize o empenho, a dedicação e a superação ao longo do ano. Quando o olhar se volta para o aprendizado e não para a nota, o estudante se sente mais seguro”, pontua.

Outro ponto de atenção, segundo a psicóloga, é a ansiedade dos próprios pais. “O nervosismo dos adultos é facilmente percebido pelos filhos. Demonstrar calma e confiança ajuda a manter o equilíbrio emocional em casa”, explica. E no dia da prova, ela recomenda gestos simples, mas significativos. “Acompanhar o filho até o local, garantir uma boa alimentação e oferecer palavras de encorajamento são atitudes que fazem diferença. O importante é que ele sinta que não está sozinho”, conclui.

SOBRE O ENEM
Instituído em 1998, o Enem tem o objetivo de avaliar o desempenho escolar dos estudantes ao final da educação básica e, desde 2009, também funciona como porta de entrada para o ensino superior. As notas do exame podem ser usadas para acesso ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu), ao Programa Universidade para Todos (ProUni) e ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), além de servirem para bolsas em universidades privadas.

Qualquer pessoa que concluiu ou está concluindo o ensino médio pode fazer o Enem. Os que ainda não finalizaram a etapa podem participar como “treineiros”, com resultados válidos apenas para autoavaliação. As provas abrangem quatro áreas de conhecimento, Linguagens, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Matemática, somando 180 questões objetivas, além da redação, que exige a elaboração de um texto dissertativo-argumentativo.


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UERN CELEBRA “NOVEMBRO NEGRO” COM AGENDA CULTURAL EM NATAL

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A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), por meio do Campus de Natal, prepara uma série de atividades em celebração ao “Novembro Negro”, mês dedicado à valorização da cultura afro-brasileira e ao combate ao racismo. Ao longo de novembro, a instituição reunirá estudantes, professores, artistas e a comunidade em uma programação diversa, que inclui exposições, oficinas, rodas de conversa e apresentações culturais.

O ponto alto das celebrações será o Fórum Zumbi de Capoeira – Fundamentos e Ancestralidade, marcado para o dia 20 de novembro, às 9h30, no Complexo Cultural da Uern Natal. O evento é realizado em parceria com a Escola de Extensão da Uern (Educa) e com os grupos Quilombo da Liberdade, Filhos do Gunga e Raça Unida. A proposta é promover o diálogo e valorizar a capoeira como expressão cultural afro-brasileira e patrimônio imaterial do país. A programação do fórum contará com palestras, oficinas práticas e rodas de conversa. A entrada é gratuita, mediante doação de 1 kg de alimento não perecível.

Contudo, as ações começam no dia 5 de novembro, quando o pátio do Complexo Cultural receberá o Culto aos Orixás, atividade organizada pela Diretoria de Assuntos da Diversidade (DIAD). No dia seguinte, 6 de novembro, será aberta a exposição Trevo de Quatro Folhas Negro, da artista Amanda Atiladê, que reflete sobre a invisibilidade de pessoas pretas e pardas com Síndrome de Down. A abertura contará com uma roda de conversa com a própria artista.

Além disso, durante todo o mês, de 4 a 28 de novembro, o público poderá visitar a mostra Pensar Nego, na Biblioteca Setorial da Uern Natal. A exposição reúne obras literárias e acadêmicas do acervo da universidade, todas voltadas à temática da ancestralidade negra e ao pensamento antirracista.

A programação também inclui produções audiovisuais e espetáculos teatrais. No dia 12 de novembro, será exibido o documentário “Quem fica antes da porta? Os não iniciados no mistério”, seguido de uma roda de conversa com seus realizadores. Já no dia 14, a universidade promove a atividade “Enegrecendo o Azul: Pensando a Saúde do Homem Negro”, um espaço de diálogo sobre masculinidades negras, autocuidado e o impacto do racismo estrutural na saúde física e mental.

A musicalidade e o corpo também ganham destaque nas celebrações. No dia 18 de novembro, das 15h às 18h, o Grupo Afoxé Estrela da Manhã conduzirá a Oficina de Ritmos Afro-Poty, convidando o público a vivenciar tradições afro-brasileiras por meio da música e da percussão. Ritmos como afoxé, ijexá, maracatu e coco serão explorados em uma experiência de conexão entre som, corpo e ancestralidade.

Encerrando o mês, o espetáculo teatral “Atotô” será apresentado no dia 28 de novembro, às 19h, na Sala de Artes Gevaldo Cruz. Inspirada nas tradições afro-brasileiras e no Teatro Ritual, a peça oferece um mergulho simbólico na espiritualidade e nas forças da natureza, exaltando a ancestralidade como caminho de cura e resistência.

A Instituição reforça que mais do que um calendário de eventos, o Novembro Negro na Uern busca despertar consciência e fortalecer identidades. A iniciativa reafirma o compromisso da universidade com a pluralidade cultural e com o combate às desigualdades raciais, reforçando o papel do conhecimento como instrumento de emancipação e justiça social.

De acordo com o professor João Bosco Filho, um dos coordenadores da programação, as ações buscam integrar ensino, pesquisa e extensão em torno da luta antirracista. “É um convite à reflexão, à escuta e à valorização dos saberes afro-brasileiros, reforçando o papel da universidade na promoção da diversidade, da cultura e da justiça social”, destacou.

Já a professora Irene van den Berg, diretora da Escola de Extensão (Educa), destaca que a programação se soma às ações da Uern voltadas à inclusão e ao reconhecimento das heranças africanas e afro-brasileiras. “Cada uma dessas atividades é uma forma de reafirmar que a universidade pública é também um espaço de resistência, memória e transformação”, afirmou.

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA
Celebrado em 20 de novembro, o Dia da Consciência Negra marca um momento de reflexão sobre a luta, a cultura e a resistência do povo negro no Brasil. A data homenageia Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares, morto em 20 de novembro de 1695. Mais do que uma lembrança histórica, o dia convida à reflexão sobre o racismo, a desigualdade e a valorização da identidade negra, temas centrais para a construção de uma sociedade mais justa e plural.


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ATIVIDADE FÍSICA É ESSENCIAL PARA A SAÚDE E PREVENÇÃO DE DOENÇAS

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Em um mundo cada vez mais tecnológico e acelerado, o simples ato de se movimentar tem se tornado um desafio. Estimativas apontam que um em cada três adultos e 81% dos adolescentes não fazem atividade física suficiente. De acordo com o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS), esse cenário se agrava à medida que os países se desenvolvem economicamente, quando os níveis de inatividade podem chegar a 70%, impulsionados pelas mudanças nos padrões de transporte, pelo uso crescente de tecnologias e pelo aumento do comportamento sedentário.

O sedentarismo, marcado por longos períodos de inatividade, como ficar sentado assistindo à TV ou no celular, afeta a saúde física e emocional e gera impactos nos sistemas de saúde e na economia. A OMS recomenda ao menos 150 minutos semanais de atividade física moderada ou 75 minutos de exercícios intensos. Segundo o Ministério da Saúde, movimentar-se não precisa ser complicado: caminhar até o trabalho, usar escadas, cuidar do jardim ou brincar com as crianças já faz diferença, o essencial é manter uma rotina ativa e prazerosa.

Para o educador físico Daniel Freire, o sedentarismo tem ganhado cada vez mais espaço como resultado das facilidades da vida moderna. “A tecnologia trouxe conforto, mas também afastou as pessoas do movimento. Isso tem causado um aumento de doenças como obesidade, diabetes, depressão e ansiedade. Para mudar esse quadro, é necessário incentivar a prática de atividades físicas em escolas, praças públicas e academias, promovendo uma transformação no estilo de vida. A prática regular melhora a autoestima e estimula a liberação de hormônios como endorfina e serotonina, que elevam o humor, reduzem o estresse e aliviam sintomas de ansiedade e depressão”, destaca.

Ele explica que manter-se ativo é essencial para quem busca mais saúde e qualidade de vida. “A atividade física é fundamental, pois além de auxiliar na prevenção de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos, também ajuda no controle do peso, fortalece o corpo e faz bem para a mente. E não existe idade mínima para começar, o que muda é o tipo de exercício de acordo com a fase da vida”, alerta.

ORIENTAÇÃO E ACOMPANHAMENTO PROFISSIONAL
Contudo, Daniel lembra que, antes de iniciar uma rotina de exercícios, é essencial buscar orientação médica e acompanhamento profissional. “O primeiro passo é procurar um médico para uma avaliação e identificar possíveis limitações. Em seguida, é importante buscar um bom profissional de Educação Física, verificando se ele tem o CREF [Registro no Conselho Regional de Educação Física] ativo e experiência na área. Esse profissional fará uma avaliação completa, analisando percentuais de gordura e massa muscular, taxa metabólica, gordura visceral, idade metabólica e medidas corporais. Com esses dados, ele pode montar um plano de treinamento seguro e adequado à fase de vida de cada pessoa, garantindo resultados com qualidade e segurança”, explica.

O profissional ressalta ainda que a escolha da modalidade influencia diretamente na constância dos treinos e na motivação. “Ao escolher uma atividade que não traz prazer para o aluno, a probabilidade de desistência aumenta. A falta de tempo vence, o cansaço aparece e tudo acaba virando desculpa. Ter um bom profissional auxiliando amplia as chances de encontrar um exercício que, além de proporcionar prazer, traga resultados e fidelize o aluno a uma prática esportiva”, afirma.

“Compromisso não é com o personal, nem com ninguém, é com você”, diz jornalista

Determinação e constância foram duas palavras que entraram na rotina do jornalista Túlio Lemos nos últimos meses. Depois de tentativas anteriores sem sucesso, ele encontrou no acompanhamento profissional o caminho para uma mudança real e segura.

“A atividade física veio em função não de estética, mas de saúde. Quando você é sedentário e começa a não se sentir bem, a cansar subindo uma escada, quando tem dificuldades básicas como para amarrar um sapato, você vê que tem alguma coisa errada. E aí, junta com a estética, a qualidade de vida, e você faz uma escolha”.

Desde o mês de agosto, Tulio é acompanhado por Daniel e conta que os resultados vieram bem mais rápido, sem lesões que o faziam parar, porque os exercícios são feitos da forma correta.

“Além de ganhar saúde, comecei a ver mudanças nas roupas, na disposição, na autoestima. Saí da calça 44 para a 40. A camisa G que ficava apertada, agora é P. Perdi medidas ruins como a circunferência abdominal, ganhei em pontos positivos como bíceps, tríceps e coxa”, conta o jornalista com entusiasmo.

Os novos hábitos também apresentaram Tulio Lemos ao mundo das corridas. Em outubro ele participou da primeira quase como uma brincadeira. Mas logo veio a segunda, com um tempo melhor, e a motivação para novos desafios já com data marcada. “No próximo dia 15 farei os 5k da Corrida de Nossa Senhora da Apresentação. Hoje, participo de corridas sem medo de lesão, com o corpo fortalecido e preparado. O personal não é luxo, é essencial para quem quer mudar de vida de forma segura e eficiente”, observa Túlio.

O jornalista também ressalta que compreender a importância da constância foi essencial para manter sua rotina de exercícios, deixando de adiar os treinos para tratá-los como prioridade diária.

“Eu deixava de ir para a academia porque sempre aparecia outro compromisso que, na minha cabeça, era mais importante. Hoje, eu não perco a academia porque considero como se fosse uma reunião que marquei, um café com alguém, uma consulta médica. Coloco como compromisso para não faltar, porque a constância faz toda a diferença. Quando você começa a ‘furar’, perde o estímulo, sente dor de novo e volta para o zero. A constância vem do compromisso. Se não dá de manhã, faço à tarde; se não dá à tarde, faço à noite. O importante é fazer. O compromisso não é com o personal, nem com ninguém, é com você”.

Outro ponto importante foi incluir toda família nesse novo estilo de vida. “Frequento a academia com minha esposa, cunhados e sogra. Corro com meus filhos e assim não tem aquela história de família que sabota a disciplina do outro. Pelo contrário, um estimula o outro e todos ganham mais saúde”, conclui Tulio Lemos.


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EXPOSIÇÃO VALORIZA IDENTIDADE E MEMÓRIA DAS ARTES VISUAIS NO RN E OFERECE VISITAÇÃO GUIADA PARA ESCOLAS

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No coração da Cidade Alta, no Palácio Potengi, a Pinacoteca do Estado segue de portas abertas para receber escolas públicas e privadas na exposição “Feito Potiguar: Identidade e Memória das Artes Visuais do RN”. A mostra, em cartaz até 30 de novembro, oferece visitas guiadas com mediadores que conduzem alunos e professores por uma trajetória de descobertas sobre a história e a diversidade das artes visuais produzidas no Rio Grande do Norte. Desde a abertura, em 26 de setembro, mais de 3 mil visitantes já passaram pela exposição, que se tornou um importante espaço de valorização cultural e educativa para a cidade.

Fruto de uma parceria entre o Sebrae/RN (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Norte) e o Conselho Estadual de Cultura, a exposição reúne obras inéditas de 51 artistas potiguares, incluindo pinturas, esculturas e tapeçarias que abrangem mais de um século de criação. “Temos uma equipe de mediação que acompanha as visitas, sejam agendadas ou espontâneas, e promove encontros sensíveis com as obras, estimulando o olhar, a escuta e a troca de experiências. As mediações são pensadas para todos os públicos e incluem jogos lúdicos, podendo ser adaptadas para grupos escolares, universitários e outros, com o objetivo de incrementar a vivência da potência criativa que brota do nosso território”, explica Karen Álvares, coordenadora do setor educativo da exposição.

A mostra está organizada em quatro núcleos temáticos que permitem ao visitante compreender a riqueza e a diversidade da produção artística potiguar. O primeiro módulo, “Poética Fundante”, retrata paisagens do litoral ao sertão, registrando casarios históricos, trabalhadores do campo e da pesca, além de figuras populares, apresentando uma visão poética e detalhada do cotidiano do Rio Grande do Norte. O segundo núcleo, “Cascudo, as Tradições e o Folclore”, celebra festas populares, ritos de fé, devoção e misticismo que permeiam o dia a dia da população, conectando o público com o patrimônio cultural imaterial do estado. O terceiro, “Natureza Viva”, evidencia a exuberância da flora e fauna locais, com destaque para o caju, símbolo maior do RN, mostrando como a natureza potiguar inspira artistas de diferentes gerações. Por fim, o módulo “Feito Feminino” presta um tributo às mulheres que romperam barreiras e deixaram marcas no cenário das artes visuais, evidenciando a contribuição feminina para a identidade artística do Estado.

Entre as obras que mais chamam a atenção do público, o curador Manoel Onofre cita o “Galo Branco”, de Antônio Soares, e sua releitura colorida feita pela artesã Dona Neném; uma tapeçaria inédita de Dorian Gray, com quatro metros de extensão; e obras de Joaquim Fabrício resgatadas com auxílio da inteligência artificial. Segundo Onofre, Fabrício é uma figura essencial na história da arte potiguar, tendo estudado na Academia Imperial de Belas Artes, no Rio de Janeiro, com financiamento de D. Pedro II, e sua obra contribuiu de forma significativa para a formação visual do Estado.

“É um momento oportuno para tornar acessível ao público a produção artística potiguar e permitir que novas gerações conheçam e se apropriem desse legado. Cada núcleo é uma janela para diferentes facetas do nosso imaginário. A exuberância da flora local, com o caju como protagonista, e a exaltação da figura feminina na construção da arte potiguar completam este panorama, tecendo um fio condutor que une passado e presente, tradição e inovação”, observa Onofre.

Para o diretor superintendente do Sebrae-RN, Zeca Melo, a exposição reflete os princípios do Feito Potiguar ao resgatar a autoestima e o orgulho local. “A valorização da arte potiguar é mais uma forma de reconhecer e apreciar o que é intrinsecamente nosso. Por isso, surgiu a ideia de criar uma exposição que traduz a poética visual do projeto, mostrando as obras de quem, de fato, construiu o percurso das artes no Rio Grande do Norte”, afirma.

O acesso à exposição é gratuito, seguindo o horário de funcionamento do Palácio Potengi: de terça a sexta-feira, das 8h às 16h, e aos sábados e domingos, das 9h às 16h. Além disso, a venda de artigos para presente da marca Feito Potiguar, incluindo camisas, bonés, canecas, cadernos e ecobags, reverte parte da renda para a Casa Durval Paiva, reforçando o caráter social do projeto e integrando arte e responsabilidade comunitária.

A iniciativa representa também uma oportunidade de aproximar o público escolar da arte potiguar. A visita guiada com mediadores permite que os alunos não apenas observem as obras, mas interajam com elas por meio de atividades lúdicas e discussões guiadas, estimulando o aprendizado e a reflexão crítica, de acordo com a coordenadora do setor educativo da exposição, Karen Álvares.

“Essas mediações incentivam o olhar sensível e ajudam a formar uma nova geração que compreenda o valor da arte local e a importância de sua preservação”, finaliza.
Para agendamento de visitas escolares, o contato é pelo telefone (84) 99127-2625.


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POTIGUARES JÁ ESTÃO PAGANDO MAIS CARO PELO GARRAFÃO DE ÁGUA MINERAL

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Desde 1º de novembro, o preço da água mineral vem subindo em todo o Rio Grande do Norte. O reajuste contempla as naturais e as adicionadas de sais e pode variar conforme a política de cada indústria envasadora, levando o valor do garrafão de 20 litros a custar entre R$ 9 e R$ 15. O aumento, segundo o Sindicato das Indústrias de Cervejas, Refrigerantes, Águas Minerais e Bebidas em Geral do Rio Grande do Norte (Sicramirn), foi inevitável diante da escalada dos custos de produção, da alta do dólar e da inflação acumulada no último ano.

O presidente do Sicramirn, Joafran Nobre, explica que o reajuste é uma medida necessária para garantir o equilíbrio financeiro das empresas do setor e a manutenção da qualidade do produto entregue ao consumidor. “O aumento reflete um esforço de equilíbrio diante da elevação de custos que impactam cada elo da cadeia produtiva. Nosso compromisso é garantir que o consumidor continue recebendo um produto seguro e de excelência, dentro das normas sanitárias e ambientais exigidas”, afirma.

Segundo o Sindicato, entre os fatores que pressionaram os preços estão a inflação acumulada em torno de 5% nos últimos 12 meses, o reajuste do salário mínimo e o encarecimento de matérias-primas utilizadas na fabricação de tampas, rótulos e lacres. Os custos logísticos também pesaram na decisão. O aumento do preço dos combustíveis, da energia elétrica e de outros insumos afetou diretamente o transporte e o envase das embalagens.

Outro ponto de forte impacto foi a valorização do dólar, que encareceu o preço da resina usada na produção dos vasilhames, tendo em vista que como a matéria-prima é cotada em moeda estrangeira, qualquer variação cambial influencia diretamente o custo final do produto. “Temos acompanhado oscilações expressivas na cotação do dólar e isso repercute imediatamente na nossa produção, especialmente no valor das embalagens”, explica o presidente.

A decisão de reajustar os preços foi tomada após sucessivas tentativas de absorver os aumentos de custos ao longo do ano. Segundo o Sicramirn, o setor vem operando com margens apertadas e o reajuste busca restabelecer o equilíbrio econômico das empresas. “Nosso papel é manter o funcionamento saudável das indústrias, proteger os empregos e assegurar que o consumidor continue tendo acesso a um produto essencial, com a mesma qualidade que sempre caracterizou o setor”, reforça Joafran Nobre. Com os novos valores, coube a cada envasadora definir o percentual de reajuste de acordo com seus custos internos e políticas comerciais.

MERCADO EM EXPANSÃO
Atualmente, o Rio Grande do Norte conta com 35 indústrias envasadoras, responsáveis pela produção de aproximadamente 507 milhões de litros de água por ano. O setor também tem grande relevância econômica e social, gerando cerca de 10 mil empregos diretos e indiretos. De acordo com estimativas do Sicramirn, a produção mensal chega a três ou quatro milhões de garrafões de 20 litros, volume que inclui tanto a água mineral natural quanto a água adicionada de sais.

QUALIDADE E CONTROLE RIGOROSO
O Sicramirn destaca que a diferenciação entre os tipos de água está na origem e no processo de tratamento. As águas minerais naturais possuem composição de sais minerais definida naturalmente desde o subsolo, enquanto as águas adicionadas de sais passam por um processo de purificação e recebem minerais em proporções controladas. Em ambos os casos, o envase é realizado nos mesmos garrafões de 20 litros e segue protocolos físico-químico e bacteriológico para garantir segurança e qualidade para os consumidores potiguares.

Além de ser amplamente consumida, a água envasada no estado segue rígidos padrões de segurança e qualidade. Todas as indústrias operam sob fiscalização do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e da Vigilância Sanitária, obedecendo a normas que vão desde a captação até a distribuição final do produto. No Rio Grande do Norte, o setor adota ainda o Selo de Controle Fiscal, mecanismo que assegura a procedência e a conformidade do produto comercializado.


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CÂNCER DE PRÓSTATA: DIAGNÓSTICO PRECOCE GARANTE ATÉ 90% DE CURA

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De acordo com estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 2025, cerca de 71.730 homens serão diagnosticados com câncer de próstata no Brasil, uma média de 196 casos por dia.

Outro dado importante mostra que, em 2024, 16.160 homens morreram em decorrência da doença, o equivalente a 44 mortes por dia, de acordo Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde. O câncer de próstata é o segundo tipo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não melanoma.

Os números reforçam a necessidade de campanhas permanentes de prevenção e conscientização sobre a saúde masculina, especialmente durante o “Novembro Azul”, instituído no Brasil em 2011. A boa notícia é que, quando diagnosticado precocemente, o câncer de próstata tem mais de 90% de chance de cura. Com esse propósito, a Sociedade Brasileira de Urologia do Rio Grande do Norte (SBU-RN) realiza mais uma edição da campanha, incentivando os homens a cuidarem da própria saúde e manterem o acompanhamento médico regular.

“Os exames de rotina não são só para ‘descobrir doença’. Eles são uma oportunidade de diagnóstico precoce e de prevenção algumas vezes”, destaca o urologista Rafael Pauletti, presidente da SBU-RN.

Segundo o especialista, o câncer de próstata pode evoluir silenciosamente por anos, sem causar sintomas. “Quando o homem sente algo como dor ou sangue na urina, muitas vezes o tumor já está em fase avançada, e o tratamento fica mais complexo e com mais complicações”, alerta.

Entre as estratégias de controle do câncer de próstata, destacam-se o diagnóstico precoce e o rastreamento, que consiste na aplicação sistemática de exames em homens assintomáticos para identificar o câncer em estágio inicial. O acompanhamento anual com o urologista permite identificar alterações no exame de sangue PSA e no toque retal, além de possibilitar a avaliação de outros aspectos da saúde geral, como colesterol, pressão arterial e diabetes. “O check-up não é burocracia: é estratégia de vida”, resume Pauletti.

A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) recomenda o rastreamento em homens entre 50 e 70 anos. Para homens negros ou com histórico familiar da doença, a orientação é iniciar aos 45 anos.

“É um grupo em idade produtiva e com expectativa de vida cada vez maior em nossa sociedade, por isso é tão importante o cuidado preventivo. E quando o pai, irmão ou avô teve câncer de próstata antes dos 60 anos e a obesidade, a atenção deve ser cada vez maior. Outro fator que deve ser observado é a exposição ocupacional a agentes químicos, que representa cerca de 1% dos casos”, explica o urologista.

Quando identificado no início, o câncer de próstata é altamente tratável. “As chances de cura ultrapassam 90%, os tratamentos são menos invasivos e há maior preservação da continência urinária e da função sexual”, tranquiliza o médico.

“Não é um exame de próstata que vai mudar a sua masculinidade”

O representante comercial José Américo de Paiva Filho, de 73 anos, conhece bem a importância do diagnóstico precoce. O histórico familiar sempre o levou a realizar exames anuais.

“Normalmente, todos os anos, fazia todos os exames, inclusive o toque. Meu pai teve câncer de próstata e meu irmão mais velho também. E com isso eu cuidava, sempre estava fazendo os exames e acompanhando”, conta.

Mesmo diante do diagnóstico, José Américo manteve a tranquilidade e a fé. “Fiquei calmo porque meu médico me passou confiança, explicou que era o início da doença. Fiz a cirurgia e, graças a Deus, não precisei de quimioterapia. A recuperação foi ótima. ”

Recuperado, ele faz questão de deixar um conselho: “Valorize a sua vida. Não é um exame de próstata que vai mudar a sua masculinidade. O importante é cuidar, porque é muito bom viver e ter saúde”, alerta.

SINTOMAS E TRATAMENTOS
Na fase inicial, o câncer de próstata geralmente não apresenta sintomas, o que reforça a importância da prevenção. Em estágios mais avançados, podem surgir sangue na urina ou no sêmen, micção frequente ou necessidade de urinar à noite, fluxo urinário fraco ou interrompido, disfunção erétil, dores ósseas e no baixo ventre. Mais do que uma campanha, o Novembro Azul é um lembrete de que cuidar da saúde é um ato de amor-próprio e de responsabilidade com a própria vida.

Os tratamentos do câncer de próstata variam de acordo com o estágio da doença, o tipo histológico, a idade e as condições clínicas do paciente. De acordo com o Ministério da Saúde, entre janeiro de 2019 e agosto de 2024, foram realizadas 18.315 prostatectomias e 28.756 prostatovesiculectomias radicais no país. As opções incluem cirurgia, radioterapia, vigilância ativa, hormonioterapia, quimioterapia e radiofármacos. Em alguns casos, são utilizadas terapias focais e imunoterápicos. “Hoje temos várias opções de tratamento, para cada fase da doença.

Casos iniciais ou avançados são passíveis de tratamento e melhora da qualidade de vida — só basta querer se tratar”, conclui o urologista, Rafael Pauletti.


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DIA DE FINADOS: DATA PODE INTENSIFICAR SENTIMENTO DE VAZIO, SAUDADE OU DESAMPARO

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Com a aproximação do Dia de Finados, celebrado em 2 de novembro, muitas pessoas sentem a saudade se tornar mais intensa. É um momento em que lembranças de quem partiu ganham força e emoções como tristeza, vazio e até ansiedade podem emergir de forma inesperada.

Pensando nisso, projetos de apoio psicológico desenvolvem ações voltadas à ressignificação do luto, como o Núcleo Apego e Perdas, formado pelas psicólogas Millena Câmara, Kátia Bezerra e Marianna Mendes, que destaca a importância do acolhimento e do cuidado emocional diante da perda.

Em alusão à data, a psicóloga Millena Câmara destaca a importância de acolher as emoções que emergem diante da perda e de compreender o luto como parte natural da vida. Segundo ela: “O luto é uma experiência profundamente pessoal e única. Cada pessoa reage de maneira diferente à perda, e datas significativas como o Dia de Finados podem intensificar sentimentos de vazio, saudade ou desamparo. Nosso papel é oferecer escuta, acolhimento e suporte, ajudando que essas emoções sejam vividas e compreendidas de forma saudável”, explica a psicóloga Millena Câmara.

Millena também reforça que o acompanhamento psicológico especializado pode ser decisivo para quem enfrenta o luto. “Entre a dor e a saudade, sentir-se escutado, acolhido e respeitado ajuda a organizar as emoções e fortalece a capacidade de lidar com a perda de maneira mais saudável.

Pequenos gestos de cuidado emocional podem ter impacto profundo na vida de quem sofre”, destaca.

A psicóloga Kátia Bezerra, por sua vez, chama a atenção para as manifestações do luto no cotidiano, especialmente em famílias com crianças. Segundo ela, é fundamental incluir os pequenos nos rituais de lembrança e oferecer espaço para que expressem o que sentem. “É importante incluir a criança nos rituais de saudade, convidando-as a expressar seus sentimentos, visitar um cemitério, ver fotos, ou até fazer algo junto aos familiares para lembrar quem está ausente. Além da tristeza, podem surgir sentimentos de irritabilidade, apatia, agressividade, desatenção, e tudo isso faz parte do repertório emocional da criança diante de seu luto.

Reconhecer essas emoções, acolhê-las e permitir sua expressão é parte essencial de uma vivência saudável do seu sofrimento”.

Já para Marianna Mendes, o diálogo é um dos pilares do enfrentamento saudável da perda. “O luto nos acompanha de maneiras singulares. Compartilhar o que se sente nesse momento, seja com alguém de confiança ou com profissionais especializados, ajuda a dar sentido à dor, é um gesto de cuidado diante do que a ausência pode representar e uma forma de acolher as lembranças, especialmente nas datas que despertam saudade”, observa.

SOBRE O NÚCLEO APEGO E PERDAS

Núcleo com 14 anos de atuação acolhe famílias e profissionais no Estado – Foto: Reprodução

O Núcleo Apego e Perdas é referência no cuidado com pessoas enlutadas em toda a região Nordeste. Formado pelas psicólogas Millena Câmara, Kátia Bezerra e Marianna Mendes, que realizam atendimentos especializados com diferentes enfoques complementares na área, o núcleo contabiliza 14 anos de atuação em Natal/RN.

O Núcleo atua diretamente com atendimento especializado em luto, tanto individual quanto em grupo, oferecendo suporte emocional e proporcionando um espaço propício para ressignificar a ausência e as memórias afetivas de quem partiu. Além disso, o grupo realiza capacitações e formações voltadas a profissionais das áreas de saúde, educação e setor funerário, promovendo práticas de acolhimento e humanização no cuidado com pessoas enlutadas, promovendo atenção, acolhimento e compreensão do luto em todas as esferas.

Com uma trajetória marcada pelo compromisso com o cuidado emocional e o acolhimento, a psicóloga Izabel Lima já participou de formações promovidas pelo Núcleo Apego e Perdas. Em uma dessas experiências, ela compartilha o quanto o curso sobre Luto contribuiu para seu desenvolvimento pessoal e profissional, ampliando sua compreensão sobre o sentido da presença e da escuta diante da dor:

“Participar do curso de Luto no Núcleo Apego e Perdas foi uma experiência profundamente transformadora. A capacitação agregou muito à minha trajetória profissional e também à minha vida pessoal, trazendo novas perspectivas sobre o viver e o morrer. As reflexões que o curso me proporcionou ampliaram meu olhar sobre o cuidado, a escuta e o sentido da presença diante da dor. Foi uma experiência indescritível”, descreve.

Mais informações podem ser obtidas através do site: www.apegoeperdas.com


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LAÇO ROSADO: PROJETO VOLUNTÁRIO DEVOLVE AUTOESTIMA APÓS MASTECTOMIA

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O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que o Brasil deve registrar 73.610 novos casos de câncer de mama em 2025. Apesar da alta incidência, há sinais de esperança, já que o levantamento aponta tendência de redução na mortalidade entre mulheres de 40 a 49 anos, resultado do acesso mais amplo ao diagnóstico precoce e dos avanços nos tratamentos.

Embora o Rio Grande do Norte não esteja entre as regiões com maior taxa de incidência de casos e mortalidade, concentradas no Sul e Sudeste do país, o cenário é de alerta. O desafio local ainda é garantir o cuidado integral, inclusive após o tratamento, quando as mulheres entram em processo de remissão e recomeço.

É nesse contexto que surgem iniciativas como o Laço Rosado, projeto idealizado pela enfermeira oncologista, dermopigmentadora e esteta potiguar Aline Costa, que oferece micropigmentação areolar gratuita a mulheres mastectomizadas. Mais do que um gesto estético, o projeto busca reconstruir a autoestima e devolver às pacientes o sentimento de pertencimento e feminilidade.

O Laço Rosado nasceu de uma história de amor, dor e propósito. Criado por Aline em homenagem à sua mãe, dona Ludeni, que morreu em decorrência do câncer de mama e não teve a oportunidade de reconstruir a aréola perdida durante o tratamento, o projeto transformou uma perda pessoal em uma missão de acolhimento, como explica a idealizadora do projeto.

“Movida por essa ausência e pelo desejo de transformar a dor em propósito, decidi fazer pelas outras mulheres o que não pude fazer por minha mãe, devolver-lhes o brilho no olhar, a autoconfiança e a sensação de se reconhecer novamente diante do espelho”, relata Aline.

Embora outubro seja o mês dedicado às ações de conscientização sobre a doença, o projeto atua durante todo o ano. “Aqui no consultório, é rosa o ano todo. Resgatamos não apenas a feminilidade, mas também o amor-próprio, a autoestima e a esperança. Mais do que estética, é sobre amor, cura e pertencimento. No Laço Rosado, cada reconstrução é feita com o mesmo carinho que uma filha teria ao cuidar da mãe. É um ato de recomeço, um símbolo de vida e de força”, afirma.

Uma das mulheres atendidas pela iniciativa é a gestora de projetos Fernanda Costa, de 40 anos, que sobreviveu duas vezes ao câncer de mama e encontrou no trabalho de Aline a chance de se sentir completa novamente.

“No meu segundo diagnóstico, fui surpreendida por uma mastectomia radical devido ao crescimento avançado do nódulo. Passei um ano sem a mama, até conseguir fazer a reconstrução.

Foi depois disso que encontrei a Aline, essa pessoa maravilhosa e humana. Eu jamais imaginei que o resultado ficaria tão perfeito. Ela me devolveu a autoestima. Que ela possa continuar com esse trabalho tão importante por muito, muito tempo. Gratidão é a palavra que me define”, emociona-se Fernanda.

Fernanda, 40 anos, passou pelo procedimento após o segundo diagnóstico – Foto: Reprodução

BASE LEGAL DO PROJETO
Além de atender voluntariamente mulheres potiguares, o projeto também inspirou um importante avanço na legislação brasileira. O Laço Rosado apoia-se na proposição da Lei Maria Ludeni, de autoria da deputada federal Natália Bonavides – PT/RN (Projeto de Lei nº 3.235/2024), que leva o nome da mãe de Aline, e prevê incluir a micropigmentação paramédica como serviço assistencial complementar do Sistema Único de Saúde (SUS) para mulheres em tratamento de câncer de mama.

A proposta reconhece a micropigmentação como parte da reconstrução integral após a mastectomia, não apenas física, mas simbólica, permitindo que mulheres que perderam a aréola possam realizar o procedimento pelo SUS.

“Essa legislação vai tornar visível o direito dessas mulheres de terem acesso a uma reconstrução que vai além da cirurgia. É sobre devolver identidade, dignidade e pertencimento”, explica Aline.

Ela também reforça o sentido maior do projeto: “Por cada mulher que eu atendo, sinto que abraço um pedacinho da história da minha mãe. E é nesse gesto, silencioso e cheio de afeto, que o Laço Rosado continua a pulsar” ressalta.

OUTUBRO ROSA
Outubro é o mês dedicado à prevenção do câncer de mama, com a campanha Outubro Rosa, instituída nacionalmente pela Lei nº 13.733/2018. Embora est


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MORRE O COMUNICADOR CHICO DE PAULA, A VOZ QUE MARCOU GERAÇÕES EM MACAU

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O comunicador e ex-vereador da cidade de Macau, Francisco Bezerra da Silva, conhecido carinhosamente como “Chico de Paula”, faleceu na madrugada desta terça-feira (28), aos 78 anos, no Hospital Municipal Antônio Ferraz, em Macau, onde já se encontrava internado, tratando de uma enfermidade.

Chico iniciou sua trajetória na comunicação em 1965, por ocasião da visita do então candidato a governador Monsenhor Walfredo Gurgel à cidade. O episódio foi relatado por ele próprio em vídeo publicado no YouTube, em 2023, pelo “Canal Cinc5”, do comunicador Fábio Luiz.

“Eu iniciei a minha carreira de comunicador em 1965. Existia aqui em Macau um locutor chamado Piauí, e ele me introduziu no campo da comunicação. Ele foi embora, obteve estudos superiores, e eu assumi. Fiquei definitivamente. Um dia ia chegar em Macau o candidato a governador Monsenhor Walfredo e não tinha quem o anunciasse. Então foram me buscar para eu assumir, e quem fez a apresentação do candidato fui eu. Desde criança eu já tinha essa intuição de trabalhar com locução, então, a partir daí, abracei a profissão que exerço até hoje”, contou Chico de Paula na ocasião.

Desde os tempos de discos de vinil, Chico de Paula tornou-se uma figura inconfundível com sua tradicional “Amplificadora Ideal”, popularmente chamada de “boca de ferro”. A credibilidade era tamanha que a frase “Se a notícia não deu em Chico de Paula, o fato não aconteceu” virou marca registrada na cidade.

Durante décadas, foram milhares de músicas tocadas, anúncios veiculados e comunicados transmitidos – de documentos perdidos a notas de falecimento -, sempre acompanhados pela voz firme e acolhedora que se tornou símbolo da cidade.

ALÉM DA COMUNICAÇÃO

Além de comunicador nato e autodidata, Chico também fez história na política local. Entre 1982 e 1985, exerceu o cargo de vereador pelo PSB (Partido Socialista Brasileiro), após ser convidado a disputar o pleito, no qual obteve a segunda maior votação. Um dos momentos mais marcantes de sua atuação parlamentar foi o pedido que resultou na inclusão de Macau no repasse dos royalties do petróleo, benefício que o município recebe até hoje.

“Encaminhei à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte um ofício pedindo que comunicasse à Petrobras que Macau fosse incluída no repasse dos royalties do petróleo. E, graças a Deus, a Assembleia encaminhou à Petrobras, e até hoje Macau recebe o recurso do petróleo”, recordou na publicação mencionada anteriormente.

O jornalista e diretor do Diário do RN, Túlio Lemos, destacou o pioneirismo e a capacidade de reinvenção do comunicador, mesmo com o avanço das novas mídias.

“Era a informação da cidade, fosse para pedir música, dar algum aviso ou anunciar notas de falecimento. Todas as informações que interessavam à cidade tinham que sair na boca de som de Chico de Paula. Isso durou décadas. As rádios comerciais chegaram, mas mesmo assim Chico se manteve como uma voz de resistência diante da tradição que ele consolidou em Macau”, relembra.

Túlio também lamentou a perda pessoal e profissional: “A morte de Chico deixa uma lacuna muito grande na comunicação da cidade de Macau. E, na minha parte familiar e de amizade, deixa um vazio muito grande. Chico sempre foi um amigo de toda a família. Eu, ainda bem novo, já o via como um amigo dos meus pais, da minha família toda”, disse emocionado.

HOMENAGENS PÓSTUMAS

A Câmara Municipal de Macau manifestou pesar e relembrou a trajetória do ex-vereador e comunicador, que marcou época na cidade:

“A Câmara Municipal de Macau lamenta profundamente o falecimento do ex-vereador e icônico comunicador Francisco Bezerra da Silva, o nosso eterno ‘Chico de Paula’.

Chico de Paula foi vereador desta Casa na 11ª Legislatura (1982–1985), contribuindo para a política local. Mas foi através das ondas sonoras que ele se tornou uma verdadeira instituição macauense” A nota traz ainda que “sua figura se mistura com a própria história da comunicação de Macau, imortalizado pela frase que todo cidadão conhece, ‘Se a notícia não deu em Chico de Paula, o fato não aconteceu’.

Macau perde um pioneiro, uma voz amiga e uma de suas figuras mais autênticas. Neste momento de dor, a Câmara Municipal manifesta as mais sinceras condolências aos familiares e amigos”, declarou a Casa Legislativa.

Já o Instituto Federal do Rio Grande do Norte – Campus Macau (IFRN) também divulgou nota de pesar, ressaltando o legado cultural e afetivo deixado pelo comunicador:

“Sua voz tornou-se parte da memória afetiva e da identidade cultural de Macau, sendo lembrada com respeito e carinho por todos que o ouviram e conviveram com seu trabalho dedicado à comunicação popular.

Neste momento de despedida, o IFRN Campus Macau se solidariza com familiares, amigos e com toda a população macauense, que hoje se despede de um verdadeiro símbolo da cidade”, disse o Instituto em nota.


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CEASA/RN CELEBRA 49 ANOS E REFORÇA COMPROMISSO COM SEU PAPEL SOCIAL

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A Central de Abastecimento do Rio Grande do Norte (Ceasa/RN) completou, no último dia 17 de outubro, 49 anos de fundação, consolidando-se como o maior entreposto de abastecimento de alimentos do Estado e um dos principais do Nordeste. Criada em 1976, a Ceasa tem sido peça fundamental na cadeia de distribuição de hortifrutigranjeiros, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Norte.

Atualmente, a instituição passa por uma fase de modernização e fortalecimento da gestão, com foco em eficiência, transparência e sustentabilidade. Segundo o diretor-presidente da Central, Matheus Galvão, o trabalho realizado pela atual administração busca alinhar a Ceasa aos novos tempos, sem perder de vista sua vocação social.

“A Ceasa é mais do que um centro de abastecimento. É um espaço de oportunidades, que movimenta a economia, apoia pequenos produtores e ajuda a colocar alimentos de qualidade na mesa dos potiguares”, destaca Matheus Galvão. “Nosso compromisso é tornar a Ceasa cada vez mais moderna, organizada e próxima das pessoas”.

Atual gestão investe em modernização, mas preserva identidade

O papel social da instituição é outro ponto relevante para a atual gestão. Desde 2003, o governo do Estado, através da Ceasa, realiza o Programa Cesta Solidária, programa de cunho social com objetivo de combater a fome e o desperdício, proporcionando uma alternativa de melhor aproveitamento dos alimentos. O programa funciona em parceria com a Secretaria de Estado do Trabalho, da Habitação e Assistência Social (SETHAS) e faz a seleção e o tratamento desses alimentos, distribuindo-os para famílias em vulnerabilidade social e cadastradas no Programa, além de instituições filantrópicas e sem fins lucrativos.

“Diariamente, arrecadamos uma média de duas toneladas de alimentos que seriam descartados e hoje se convertem em mais de uma tonelada que serve para alimentar centenas de pessoas. É um trabalho importante, pois temos conseguido sensibilizar e mobilizar empresários e permissionários. Além de estarem cientes de seu papel social como empresas doadoras, esses parceiros têm seus custos de transporte reduzidos para descarte de alimentos não comercializados e também liberação de espaço em suas lojas, o que contribui para a organização e gestão dos negócios”, afirma Matheus Galvão,
A iniciativa arrecada e destina alimentos para mais de 60 instituições filantrópicas em todo o Rio Grande do Norte, beneficiando diariamente centenas de pessoas em situação de vulnerabilidade.

“O Cesta Solidária é motivo de orgulho para todos nós. Representa o lado humano da Ceasa e mostra como o trabalho de quem está aqui dentro pode transformar vidas lá fora”, afirma o diretor-presidente.

Ao completar 49 anos de história, a Ceasa/RN reafirma seu papel estratégico no abastecimento alimentar do Estado e seu compromisso com o desenvolvimento econômico, a responsabilidade social e a sustentabilidade.


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VACINAÇÃO AVANÇA NO RN, MAS DESAFIOS AINDA PREOCUPAM AUTORIDADES DE SAÚDE

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No mês de outubro é celebrado o Dia Nacional da Vacinação, que segue como uma das medidas mais eficazes para proteger a saúde da população e evitar o retorno de doenças já erradicadas no Brasil. Desde 1973, o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, coordena as políticas públicas de imunização, garantindo o acesso gratuito às vacinas por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

O PNI oferece atualmente 47 imunobiológicos, entre vacinas, soros e imunoglobulinas, que protegem a população em geral e grupos com condições clínicas especiais. O calendário nacional inclui 19 vacinas aplicadas rotineiramente, prevenindo doenças como poliomielite, sarampo, rubéola, tétano e coqueluche. O Ministério da Saúde atua em parceria com estados e municípios para ampliar a cobertura vacinal e garantir acesso igualitário em todo o país.

No Rio Grande do Norte, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) tem intensificado ações para recuperar os índices de vacinação. Segundo a coordenadora de Vigilância em Saúde da Sesap, Diana Rego, o Estado apresentou melhora nas coberturas em 2024 e 2025, mas alguns grupos ainda preocupam. “Houve um avanço importante de 2023 para cá, entretanto alguns imunizantes ainda estão abaixo do ideal. Os grupos com maior atraso são os idosos e as gestantes”, afirma.

Diana explica que o Estado tem investido em estratégias locais, como o microplanejamento e o monitoramento presencial nos municípios prioritários, para identificar pessoas não vacinadas. O combate à desinformação também é uma prioridade. “Temos utilizado as redes sociais e a imprensa para divulgar informações corretas. É fundamental o papel da comunicação, e trabalhamos com notas técnicas, vídeos curtos e mensagens simples, para alcançar a população de forma direta”, pontua.

A coordenadora alerta para o risco de reintrodução de doenças como o sarampo e a poliomielite, caso as coberturas permaneçam baixas. “Quando identificamos uma baixa cobertura, isso já representa um risco. Os profissionais de saúde notificam casos suspeitos e, a partir daí a vigilância atua em conjunto com o CIEVS estadual [Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde]”, explica.

Entre os principais desafios, segundo Diana, estão as dificuldades de acesso e as barreiras sociais que impedem parte da população de se vacinar. “Levar a vacina ao braço das pessoas é o maior desafio. Enfrentamos a desinformação, mas também barreiras de acesso que variam conforme cada município. É essencial compreender a realidade das famílias e adaptar as estratégias. Não dá para repetir as ações dos anos 1980, porque as dinâmicas sociais mudaram”, destaca.

Ela cita ainda a resistência em torno da vacina contra o HPV, por exemplo, ainda marcada por estigmas. “Precisamos falar claramente que a vacina protege contra o câncer e não tem relação alguma com sexualização precoce”, reforça.

AVANÇOS EM NATAL
Em Natal, a Secretaria Municipal de Saúde tem registrado melhorias significativas nas coberturas, especialmente após a adoção do sistema “RN Mais Vacina” e do microplanejamento municipal. Segundo dados da Sesap, até 10 de outubro deste ano, 6.463 pessoas haviam recebido a primeira dose da vacina Qdenga, contra a dengue, mas 4.102 ainda não retornaram para completar o esquema vacinal. O público-alvo são crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos.

Em relação à gripe, 176.751 doses da vacina Influenza foram aplicadas na capital potiguar. As coberturas registradas são de 34,64% no total, com 28,41% entre crianças, 35,76% entre idosos e 57,14% entre gestantes.

A chefe do Núcleo de Agravos Imunopreveníveis (NAI) da SMS Natal, Veruska Ramos, explica que o aumento nas coberturas se deve à intensificação das ações nas escolas e à busca ativa de crianças e adolescentes com a caderneta desatualizada. “Essas estratégias têm sido fundamentais. Com o novo sistema, o registro das doses é feito automaticamente e as informações são enviadas à base nacional, evitando perdas e inconsistências”, destaca.

Veruska acrescenta que o microplanejamento, com cada unidade básica atuando em seu território, permite identificar pessoas não vacinadas. “Estamos conseguindo alcançar as populações mais vulneráveis e corrigir falhas de registro. Ainda não atingimos a cobertura ideal de 95%, mas estamos próximos. Esperamos encerrar o ano com resultados expressivos”, diz.

Ela também ressalta o esforço conjunto com organismos internacionais. “O resgate da vacinação contra o HPV tem contado com o apoio de entidades como a OPAS e o Unicef. A busca pelo selo Unicef, inclusive, tem impulsionado as ações e ajudado a aumentar as coberturas, não apenas de crianças, mas também de adolescentes”, acrescenta.

IMPORTÂNCIA DA IMUNIZAÇÃO
Para a imunologista Janeusa Trindade, os avanços recentes indicam um esforço conjunto entre governos, profissionais de saúde e sociedade, mas ainda há muito a ser feito. “É importante ver esse aumento, especialmente com as estratégias de microplanejamento que permitem identificar necessidades locais. No entanto, ainda não atingimos as coberturas ideais. Em 2024, apenas três vacinas infantis alcançaram a meta nacional”, observa.

Ela destaca que o funcionamento pleno das salas de vacina é essencial para garantir o acesso. “É fundamental que todas as unidades básicas mantenham suas salas de vacinação abertas durante o horário de funcionamento. Muitas pessoas só têm o horário de almoço para levar os filhos, e não podem chegar lá e encontrar a sala fechada. É preciso garantir equipes disponíveis e reposição quando houver ausências”, defende.

Janeusa conclui reforçando que a vacinação é uma responsabilidade coletiva e o principal instrumento para evitar a volta de doenças graves. “A imunização salva vidas e fortalece a saúde pública. Garantir o acesso e combater a desinformação são passos essenciais para que o Brasil continue sendo referência mundial em imunização”, afirma.


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O RETORNO DO “MATA SETE”: LIVRO RETRATA A MACAU BOÊMIA QUE INSPIROU GERAÇÕES

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Talvez você nunca tenha ouvido falar no “Mata Sete”, mas trata-se de um beco histórico e boêmio, que já foi o epicentro da vida noturna e da economia salineira de Macau entre as décadas de 50 e 80. Esse cenário vibrante volta à cena na nova obra do jornalista e escritor Tadeu Oliveira – “No Auge do Mata Sete: Vida, Prazer e Desamor na Ilha do Sal”.

Para retratar toda a riqueza cultural do pequeno, mas emblemático, trecho da “capital do sal potiguar”, Tadeu conta com a colaboração de escritores renomados, como Vicente Serejo, Horácio Paiva, Cid Augusto e João Andrade, onde cada um lança seu olhar sobre o lendário Mata Sete, que marcou época na Macau dos tempos áureos.

O livro foi lançado inicialmente durante a Feira Literária de Macau (FLIMA), em setembro, e chega agora a Natal. O lançamento acontece neste sábado (25), das 18h às 20h, na Livraria Nobel, no Praia Shopping, em Ponta Negra, com noite de autógrafos.

Às vésperas do lançamento na capital potiguar, o autor celebra a recepção calorosa em sua cidade natal e destaca a importância de preservar a memória e o legado cultural retratados na obra.

“O livro foi um dos mais procurados e o mais vendido durante a Feira Literária de Macau, o que me deixa imensamente feliz, já que os moradores da cidade têm interesse em saber o que representou a região do Mata Sete. E estamos apenas fazendo um resgate histórico dessa época”, reforçou.

O LIVRO

“No Auge do Mata Sete” reúne crônicas e relatos que resgatam a vida boêmia macauense entre os anos 1950 e 1980. O autor revisita ambientes emblemáticos como o Mata Sete, a Coreia e a Lua, espaços que moldaram a cultura local e foram palco de histórias de prazer, música e desamor.

Além do registro da boemia, a obra analisa a influência da indústria salineira na economia e nos costumes da cidade, revelando como a prosperidade do sal impulsionou um cotidiano de intensa sociabilidade, marcado por cabarés, casas de jogos e música -ao vivo.

Na contracapa, Tadeu descreve o Mata Sete como sinônimo de diversão, mesmo diante dos riscos: “Como um portal da alegria no cruzamento das Quatro Bocas, o beco oferecia atalhos diversos para a satisfação, chegando a ser o epicentro de uma Macau efervescente, marcada por atmosfera única e pulsante. ”

Entre os colaboradores da obra, o jornalista Vicente Serejo observa que “uma cidade tem sempre várias cidades escondidas”. Enquanto o poeta Cid Augusto destaca que há outros “Mata Sete” Brasil afora. Já o sociólogo João Andrade traça um paralelo entre os “quartos pequenos” do beco macauense e a “Picardia” francesa, afirmando que a obra “não trata apenas de cabarés, jogatinas e boemia, mas sintetiza as relações sociais de uma época efervescente da história de Macau”.

O AUTOR
Nascido em Macau, Tadeu Oliveira cresceu observando o trabalho dos cristalizadores de sal e a beleza das espumas levadas pelo vento na Ponta do Aterro, localizada na entrada da cidade.

Jornalista, sociólogo e especialista em opinião pública, com mais de 30 anos de atuação em diversos veículos de comunicação, é também autor de “Água de Grau: Macau que ainda se busca”.

Atualmente, Tadeu desenvolve um novo projeto sobre os 60 anos do Conjunto Sempre Alerta, grupo musical que gravou o primeiro LP do gênero no Rio Grande do Norte e que foi símbolo da cena cultural macauense, entre as décadas de 1960 e 1980.


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EMPREENDEDORES NATALENSES GANHAM NOVO ESPAÇO DE APOIO E CAPACITAÇÃO

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Com o objetivo de fortalecer o empreendedorismo natalense, sobretudo no bairro do Alecrim, principal centro comercial da capital potiguar, a Prefeitura de Natal, em parceria com o Sebrae/RN (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Norte), inaugurou nesta quarta-feira (22) a Sala do Empreendedor.

Localizada no Shopping 10, o novo espaço funcionará como um centro de atendimento e orientação voltado a quem deseja abrir, formalizar ou ampliar o próprio negócio. A Sala oferece um serviço integrado, com acesso a informações, capacitações, consultorias e linhas de crédito destinadas ao desenvolvimento do empreendedorismo local.

O projeto atende à crescente demanda por suporte técnico e operacional aos empreendedores natalenses, ampliando o alcance das ações de inovação e fortalecimento do comércio. A parceria entre a Prefeitura e o Sebrae/RN também prevê a realização de workshops, palestras e cursos voltados à qualificação e à melhoria da gestão empresarial.

O prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), destacou que o novo espaço representa um avanço nas políticas de incentivo ao empreendedorismo na capital potiguar.

“A Sala do Empreendedor é uma ação que facilita a abertura de empresas, amplia a qualificação profissional e fortalece o ambiente de negócios. Queremos que o empreendedor tenha acesso a conhecimento, orientação e suporte técnico gratuito, com profissionais preparados para ajudar quem quer crescer e gerar trabalho e renda na cidade”, afirmou.

Entre os serviços oferecidos estão orientações sobre formalização de empresas, parcelamento de débitos, regularização, emissão de nota fiscal e capacitações em gestão financeira, marketing, inovação e atendimento ao cliente.

O secretário da Sepae, Arthur Dutra, explicou que o espaço foi planejado para aproximar os empreendedores dos serviços que podem impulsionar seus negócios e movimentar a economia local.

“A Sala do Empreendedor é voltada ao microempreendedor, para quem já possui empresa ou deseja formalizar o próprio negócio. Nosso objetivo é que o lojista e o comerciário encontrem, em um único lugar, orientação prática e capacitação de qualidade, com o apoio de instituições parceiras”, afirmou.

Já o diretor de Operações do Sebrae/RN, Marcelo Toscano, ressaltou a importância da parceria para incentivar o empreendedorismo e oferecer suporte técnico acessível.

“A inauguração da Sala do Empreendedor em Natal é um marco importante para fortalecer o ambiente de negócios na capital. Essa parceria com a Prefeitura é mais uma demonstração do nosso compromisso em apoiar quem empreende e quer crescer. A Sala vai facilitar o acesso a orientações aos que desejam formalizar seu negócio e oferecer suporte técnico para que os empreendedores possam se desenvolver com mais segurança e competitividade”, ressaltou Toscano.

COMO ACESSAR
A Sala do Empreendedor está localizada no Shopping 10 – Rua Leonel Leite, 1377, loja 117ª, bairro Alecrim; e vai funcionar de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h.


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114 ANOS DO ALECRIM: O CORAÇÃO PULSANTE DO COMÉRCIO NATALENSE HISTÓRIA, TRADIÇÃO E FORÇA ECONÔMICA

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Um dos bairros mais antigos e simbólicos de Natal, o Alecrim completa, nesta quinta-feira (23), 114 anos de história. Com uma trajetória marcada pela diversidade cultural, pela fé e pelo comércio vibrante, o bairro se consolidou como o coração econômico da capital potiguar, onde convivem, lado a lado, a tradição centenária e o dinamismo do maior centro comercial do Estado.

De acordo com registros históricos, a origem do Alecrim é datada do ano de 1856, quando uma epidemia de cólera levou à criação de um novo cemitério fora da área central da cidade, o atual Cemitério do Alecrim, que abriga restos mortais de diversas personalidades do Estado. Ao redor dele começaram a surgir as primeiras moradias e, com o tempo, o local se transformou em um núcleo urbano efervescente. Ainda segundo os registros e lendas, o nome do bairro, teria surgido do cultivo da erva chamada de mesmo nome nas janelas das casas ou do uso nos velórios, como forma de purificação e perfume no período da epidemia.

Oficialmente fundado em 1911, o Alecrim cresceu de forma acelerada e, atualmente, abriga cerca de 30 mil moradores e um dos maiores fluxos diários de pessoas e veículos de toda a cidade, estima-se que mais de 150 mil pessoas circulem por suas ruas todos os dias, número que ultrapassa 3 milhões por mês.

Para Matheus Feitosa, presidente da Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim (AEBA), o aniversário é motivo de orgulho, mas também de reflexão sobre o futuro. “Temos muito a celebrar por tudo o que já construímos, mas também seguimos na luta por melhorias estruturais essenciais, como o ordenamento público, o estacionamento rotativo e a reforma do camelódromo.

São obras fundamentais para modernizar o Alecrim, atrair mais clientes, gerar mais emprego, renda e desenvolvimento para quem investe aqui”, afirma.

Mais de seis mil empresas formalizadas fazem do Alecrim um impulsionador da economia natalense. Além disso, o bairro concentra mais de mil camelôs e ambulantes, sendo que somente o camelódromo abriga cerca de 400 deles. A movimentação é intensa e calcula-se que o comércio do bairro contribua com mais de R$ 3 milhões por mês em arrecadação, impulsionado pela diversidade de segmentos que se espalham pelas suas principais avenidas.

O tradicional camelódromo abriga cerca de 400 pontos comerciais infrininforma – Foto: Reprodução

O comércio do bairro é setorizado – a Avenida Presidente Quaresma (Av. 1) abriga a tradicional feira livre e setores voltados ao agro, festas e descartáveis. Já a Avenida Presidente Bandeira (Av. 2) concentra clínicas, bancos, lojas de vestuário, joalherias e o famoso relógio do Alecrim. Outras vias se destacam pela especialização, como a Rua José Bento (Av. 3), reduto de eletrônicos e autopeças, a Rua Amaro Barreto, que reúne lojas de móveis e eletrodomésticos, a Av. 8, conhecida como “Vuco Vuco”, referência em produtos usados, e a Av. 10, que abriga o shopping do bairro e diversas lojas de celulares, decoração e tecidos.

“O Alecrim é um polo econômico único. Aqui você encontra desde produtos importados da China e da Europa até itens regionais produzidos por potiguares. É um espaço que conecta o comércio local com o mundo”, destaca Matheus. Ele acrescenta que 37% dos clientes vêm da Zona Norte de Natal, e muitos outros chegam de cidades do interior em busca da variedade e dos preços competitivos. “O Alecrim é democrático. É o bairro onde todos se encontram para comprar, vender e empreender”, observa.

Matheus, ainda lembra que ao longo dos anos, o Alecrim aprendeu a se reinventar. Com isso, muitos lojistas têm investido em tecnologia e vendas digitais, buscando competir com grandes redes e o comércio eletrônico.

“Mesmo com as dificuldades, a gente não desiste. O Alecrim é feito de luta e de alegria. É um bairro que pulsa, que ensina e que acolhe. Celebrar 114 anos é celebrar a nossa história, mas também o nosso futuro”, conclui Matheus.

Além do comércio, o bairro também é lar de instituições e símbolos históricos que fazem parte da memória da cidade, como o Alecrim Futebol Clube, o Instituto dos Cegos, o Instituto Padre Miguelinho, clubes de escoteiros e igrejas centenárias, entre elas, a Igreja de São Pedro, ponto de referência religiosa e cultural. “Tudo isso forma um ecossistema vivo, feito de gente batalhadora, de famílias que passam o bastão de geração em geração. O Alecrim é resistência e renovação”, resume o presidente da AEBA.

Feira do Alecrim é centenária e patrimônio do Rio Grande do Norte

Centenária, a Feira do Alecrim foi reconhecida pela ALRN como patrimônio imaterial do Estado, em 2020 – Foto: Reprodução

Nenhuma história sobre o Alecrim estaria completa sem mencionar a sua feira livre, a maior e mais antiga de Natal. Fundada em 18 de julho de 1920, a Feira do Alecrim acontece todos os sábados, das 6h às 15h, no cruzamento das avenidas Coronel Estevam e Presidente Quaresma.

Em 2020, ano do centenário de fundação, foi reconhecida pela Assembleia Legislativa como Patrimônio Cultural Imaterial do Rio Grande do Norte.

Nos barracões que compõem a feira, é possível encontrar de tudo, desde frutas, verduras, carnes, aves vivas, peixes, grãos a granel e comidas típicas como tapioca, cuscuz, bolo de fubá e pastel com caldo de cana – até mercadorias variadas como roupas, calçados, brinquedos, eletrônicos, utensílios domésticos, artesanato, plantas, doces, remédios naturais e até mesmo literatura de cordel.

Mas, mais do que um ponto de compras, o espaço é um encontro social, onde o diálogo e a negociação fazem parte da cultura. “A feira é a alma do Alecrim. Ela simboliza a nossa força, nossa tradição e a conexão entre gerações de comerciantes e clientes”, comenta Matheus Feitosa.


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MAIS DE 550 MOTOS BARULHENTAS SÃO TIRADAS DE CIRCULAÇÃO NO RN EM 2025

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O barulho excessivo provocado por motocicletas com escapamentos adulterados tem se tornado uma das principais queixas de moradores de Natal e da Grande Natal. Em resposta, o Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE), por meio do Batalhão Rodoviário, tem intensificado as ações da Operação Sossego, que já resultaram na remoção de 554 motocicletas irregulares apenas neste ano de 2025.

As abordagens, realizadas de forma itinerante nas principais vias da capital e de municípios vizinhos, buscam reprimir infrações que causam poluição sonora e colocam em risco a segurança no trânsito. Segundo o comandante do CPRE, Major César Fagundes, o trabalho é constante e envolve equipes motorizadas do Esquadrão Águia.

“A Operação Sossego ocorre de duas a três vezes por semana e é realizada especialmente nas cidades de Natal e Parnamirim, de forma itinerante. À medida que identificamos veículos em desacordo com as normas, eles são interceptados e removidos ao pátio do Detran [Departamento Estadual de Trânsito] para regularização”, explica o oficial.

As infrações mais comuns identificadas pelos agentes incluem ausência de silenciadores, escapamentos furados, falta de filtros e uso de descargas livres, que amplificam o ruído do motor.

“A maior incidência é justamente na Zona Norte e na Zona Oeste de Natal”, completa o comandante.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), conduzir veículo produzindo poluição sonora é infração de natureza grave, sujeita a multa de R$ 195,23 e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Uma vez apreendido, o veículo só é liberado após inspeção feita por empresa credenciada.

Além das motocicletas barulhentas, o CPRE tem atuado contra manobras perigosas e os chamados “rolezinhos”, prática em que condutores se reúnem para realizar exibições irregulares nas ruas. Segundo o comandante do CPRE, recentemente, um jovem de 20 anos foi detido após empinar uma motocicleta em alta velocidade na Avenida Guadalupe, no conjunto Santa Catarina, zona norte de Natal. “Ele não possuía habilitação e já havia sido preso pelo mesmo motivo em 2024. O condutor foi levado à Central de Flagrantes e liberado mediante pagamento de fiança no valor de um salário mínimo, o equivalente a R$ 1.518”, relata Fagundes.

LEGISLAÇÃO E PENALIDADES
O Código de Trânsito Brasileiro também estabelece uma série de infrações específicas para motociclistas. O artigo 230, inciso X, trata da condução de veículos com descarga livre ou silenciador defeituoso, prevendo multa grave e retenção do veículo. Já o artigo 244 é voltado às condutas perigosas, como dirigir sem capacete, transportar criança menor de 10 anos, empinar a moto ou pilotar sem segurar o guidom com ambas as mãos, todas consideradas infrações gravíssimas.

Essas infrações podem resultar em multa de R$ 293,47, sete pontos na CNH e até suspensão do direito de dirigir. Em casos mais extremos, como forçar ultrapassagem ou praticar “racha”, o valor da penalidade pode ser multiplicado por cinco, chegando a R$ 1.467,35.

Para o Major César Fagundes, a atuação policial é essencial para conter comportamentos de risco.

“A fiscalização não tem caráter apenas punitivo. Nosso objetivo é preservar vidas e devolver o sossego à população. Muitos desses veículos circulam de forma irregular e colocam em perigo tanto o condutor quanto terceiros”, afirma.

EDUCAÇÃO E RESPONSABILIDADE NO TRÂNSITO

Além das operações de fiscalização, o CPRE tem apostado em ações educativas, especialmente voltadas para jovens motociclistas. O objetivo é conscientizar sobre a importância da manutenção dos veículos e do respeito às normas de trânsito. “A mudança de comportamento é o principal desafio. A fiscalização é necessária, mas o ideal é que cada condutor compreenda o papel que tem na segurança coletiva”, ressalta o major.

As campanhas de orientação reforçam cuidados básicos, como o uso de capacete com viseira, equipamentos de proteção e a verificação regular do sistema de escapamento. O Detran/RN também alerta que qualquer modificação estrutural em veículos, inclusive nos sistemas de exaustão, deve ser previamente homologada, sob pena de multa e retenção do automóvel.

Com mais de 550 motocicletas removidas apenas em 2025, a Operação Sossego tem surtido efeito visível em alguns bairros da capital potiguar, onde as queixas de barulho noturno diminuíram. No entanto, o CPRE reforça que o trabalho é contínuo e depende também da colaboração da população, que pode denunciar irregularidades por meio dos canais oficiais da Polícia Militar.

“O nome da operação não é por acaso. O que buscamos é justamente devolver o sossego à cidade.

O trânsito deve ser um espaço de convivência, não de perturbação. A meta do CPRE é manter a fiscalização intensificada até o fim do ano, especialmente em áreas com alto índice de reclamações. ”, conclui o Major César.


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