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MARIANNA ALMEIDA TRANSFORMA PAU DOS FERROS NA TERRA DA BENZETACIL

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A Prefeitura de Pau dos Ferros, sob a gestão Marianna Almeida (PSD), destinou R$ 62.415.591,75 para a área da saúde em 2025, conforme dados oficiais da execução do portal da transparência municipal. Dentro desse volume de recursos, contratos para aquisição de medicamentos passaram a chamar atenção, especialmente o firmado com a empresa Dismed, alvo da Operação Mederi, que investiga possíveis irregularidades no fornecimento de medicamentos ao poder público.

Somente em 2025, a Dismed faturou R$ 376.210,70 da Prefeitura de Pau dos Ferros, valor referente ao fornecimento de medicamentos à rede municipal de saúde. O contrato foi firmado por meio de adesão à Ata de Registro de Preços do Pregão/Adesão nº 1/2025, procedimento encerrado com valor global estimado em R$ 592.639,00, segundo o Portal da Transparência do município. A contratação ocorreu pela Secretaria Municipal de Saúde, com recursos de transferências federais do Sistema Único de Saúde (SUS), destinadas à manutenção das ações e serviços públicos de saúde.

Os dados disponíveis indicam que a adesão à ata teve como objetivo a aquisição de medicamentos injetáveis para atender as Unidades Básicas de Saúde de Pau dos Ferros. A ata utilizada foi originalmente gerenciada pela Prefeitura de Mossoró, modelo que passou a ser conhecido regionalmente como a chamada “matemática de Mossoró”, em referência a contratações com volumes e valores considerados elevados quando comparados à realidade dos municípios aderentes, além da suposta cobrança de propina pelo prefeito Allyson Bezerra (UB), investigada pela Polícia Federal.

Somente em 2025, a Dismed faturou R$ 376.210,70 da Prefeitura de Pau dos Ferros, valor referente ao fornecimento de medicamentos à rede municipal de saúde.

As quantidades descritas em notas fiscais vinculadas ao contrato, no entanto, destoam da realidade do município, que possui cerca de 30 mil habitantes. Entre os itens adquiridos constam 29 mil ampolas de Benzetacil 1.200.000 UI, ao custo de R$ 152 mil, além de 45 mil ampolas de Dexametasona.

Quando os números são distribuídos ao longo do ano, a desproporção se torna ainda mais evidente. O volume de Benzetacil registrado nas notas fiscais corresponderia, em média, a 2.416 ampolas por mês ou aproximadamente 80 ampolas por dia. Já no caso da Dexametasona, a média seria de 3.750 ampolas mensais ou cerca de 123 ampolas por dia.

O medicamento aparece ainda com preços distintos observada em outras compras públicas. Conforme registros do Portal da Transparência, o município adquiriu o medicamento ao custo unitário de R$ 9,19 em 2023 na mesma empresa.

Dois anos depois, em 2025, o mesmo medicamento foi comprado, através de ata de registro de preços da Prefeitura de Mossoró, ao valor unitário de R$ 5,25, resultando em uma redução de quase 100% no valor adquirido. No âmbito da Operação Maderi, foi constatado, pela Polícia Federal, que empresas fornecedoras descumpriram contratos, deixando de entregar as medicações adquiridas pelo poder público, a disparidade dos preços no intervalo de dois anos chama a atenção. A questão não era o valor, mas o volume da compra e a ausência da entrega do medicamento. A Prefeitura de Pau dos Ferros não é ainda alvo de investigação da PF.

A situação ganha ainda mais relevância diante do papel da Benzetacil. No SUS, o medicamento é considerado o tratamento padrão ouro para a sífilis, sendo amplamente utilizado na rede pública, inclusive no combate à sífilis congênita, em gestantes e seus parceiros.

O caso chama atenção também pelo fato de a Dismed integrar o rol de empresas investigadas na Operação Mederi, o que reforça a necessidade de acompanhamento e apuração por parte dos órgãos de controle, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas. As diferenças de preços, os volumes contratados e a origem da ata de registro de preços reacendem o debate sobre transparência, planejamento e uso racional dos recursos públicos destinados à saúde no município de Pau dos Ferros.

Ata de Registro de Preço da Prefeitura de Mossoró, que Pau dos Ferros aderiu para comprar os injetáveis – Foto: Reprodução
Uma das notas de empenho, mostra compra de 10 mil ampolas de Benzetacil e 15 mil ampolas de Dexametasona – Foto: Reprodução

Allyson Bezerra segue investigado pela PF

Allyson foi alvo de mandado de busca e apreensão em sua residência no dia da operação. – Foto: Reprodução

A Operação Mederi, deflagrada pela Polícia Federal no dia 27 de janeiro, revelou um esquema estruturado de fraudes em licitações, pagamento sistemático de propinas e desvio de recursos públicos na área da Saúde em Mossoró e outros municípios do Rio Grande do Norte. No centro das investigações está o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), que foi alvo de mandado de busca e apreensão cumprido em sua residência no dia da operação. Segundo a PF, o esquema envolve empresários do setor farmacêutico, servidores públicos e integrantes do alto escalão da gestão municipal.

De acordo com as investigações, diálogos interceptados entre empresários detalham o funcionamento do esquema e apontam Allyson Bezerra como beneficiário direto de percentuais fixos sobre contratos públicos. Em uma das conversas, o empresário Oseas Monthalggan, sócio da distribuidora de medicamentos DISMED, descreve a divisão de um contrato de R$ 400 mil, afirmando que parte do valor seria desviada como propina. “Ele pega trinta por cento. Sessenta.

Aqui ele comeu sessenta mil”, diz Oseas, em referência ao prefeito, segundo a PF. Em outro trecho, citado na decisão judicial, o empresário detalha que “dos 130 nós temos que pagar 100 mil a Allyson e a Fátima”, estabelecendo percentuais de 15% para o prefeito e 10% para a pessoa identificada como “Fátima”.

A Polícia Federal sustenta que não há ambiguidade quanto à identidade do destinatário das vantagens indevidas. Para os investigadores, expressões como “o homem” ou menções indiretas nas conversas eram formas veladas de se referir a Allyson Bezerra. Em escutas ambientais realizadas na sede da DISMED, o nome do prefeito é citado de forma direta e até associado a práticas criminosas, reforçando, segundo a PF, a existência de um acordo prévio de pagamento de propina. A Controladoria-Geral da União (CGU) corroborou essa leitura ao afirmar que as práticas ilícitas teriam sido “encabeçadas pelo alto escalão das gestões municipais”, apontando o prefeito e o vice-prefeito Marcos Bezerra (PSD) como operadores do topo do esquema.

A DISMED, empresa apontada como pivô da operação, firmou contratos que somam R$ 6,39 milhões com a Prefeitura de Mossoró entre 2024 e 2026, mas, considerando pagamentos desde 2022, o montante chega a R$ 14,87 milhões. Com base no percentual de 15% citado nas conversas, a PF estima que Allyson Bezerra possa ter recebido mais de R$ 2,2 milhões em propina, valor que pode ultrapassar R$ 3,7 milhões ao incluir os repasses atribuídos a “Fátima”. A Operação Mederi cumpriu 35 mandados de busca e apreensão, investiga 15 servidores públicos em cinco municípios e apura prejuízo estimado em R$ 13 milhões. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o prefeito negou qualquer envolvimento no esquema.


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PRÉ-CANDIDATOS AO GOVERNO DO RN UTILIZAM CARNAVAL COMO VITRINE POLÍTICA

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Enquanto o Carnaval tomava conta das ruas do Rio Grande do Norte, os bastidores da política também entraram no ritmo da folia. Entre os nomes mais presentes estiveram o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos) e o secretário estadual da Fazenda Cadu Xavier (PT), ambos pré-candidatos ao Governo do Estado. Em contraste, chamou atenção a ausência do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, único nome lançado para a disputa estadual que não apareceu em eventos públicos nem fez postagens relacionadas ao Carnaval.

A governadora Fátima Bezerra (PT) e Cadu Xavier aproveitaram o período carnavalesco para intensificar agendas políticas. Em Caicó, ambos participaram do Carnaval da cidade e tiveram encontros com o deputado estadual Nelter Queiroz, fora da base governista, sob o olhar do líder do Governo na Assembleia Legislativa, Francisco do PT.

Em Apodi, a dupla se reuniu com o deputado Neilton Diógenes, também fora da base do Governo.

Nos bastidores, essas aproximações são vistas como parte do esforço para ampliar alianças, especialmente diante da possibilidade de uma eleição indireta para o Governo, caso Fátima deixe o cargo para disputar o Senado.

No domingo de Carnaval, Fátima e Cadu estiveram em Areia Branca e Macau. Em Areia Branca, participaram do tradicional arrastão na praia de Upanema, ao lado do prefeito Souza Neto (UB).

Já em Macau, a governadora foi recebida pela prefeita Flavinha Veras e acompanhou a programação na Praça da Conceição.

Antes disso, Fátima Bezerra e Cadu Xavier também acompanharam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no desfile do Galo da Madrugada, em Recife, reforçando a conexão direta com o Palácio do Planalto em um dos maiores eventos populares do país.

Do lado da oposição, Álvaro Dias aproveitou o Carnaval para circular por diferentes regiões, fortalecendo laços políticos e ampliando sua presença como pré-candidato ao Governo. Ele integra o grupo liderado pelo senador Rogério Marinho e mantém articulação direta com o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira de Souza.

Um dos encontros mais simbólicos do período ocorreu na Praia de Pirangi, onde o deputado Tomba Farias reuniu nomes de peso da oposição. Estiveram presentes o prefeito de Natal Paulinho Freire, a vereadora Nina Souza, o vereador Aldo Clemente, além de Ezequiel Ferreira.

Também chamou atenção a presença do ex-vice-governador Fábio Dantas, acompanhado da deputada Cristiane Dantas. O encontro reforçou especulações sobre o nome de Fábio como possível alternativa em cenários de rearranjo político, incluindo a hipótese de um governo tampão.

O Carnaval de Caicó voltou a se consolidar como um dos principais palcos políticos do Estado. No sábado, circularam pela cidade a senadora Zenaide Maia, o deputado federal João Maia e os deputados estaduais Nelter Queiroz e Terezinha Maia. Todos prestigiaram o evento estiveram com o prefeito Dr. Tadeu, elogiando a organização da festa.

Em meio a tantas aparições e registros nas redes sociais, a ausência de Allyson Bezerra foi notada. O prefeito de Mossoró não participou de eventos carnavalescos nem publicou conteúdos relacionados à folia. Nos bastidores, o silêncio do evangélico foi interpretado como uma escolha estratégica, contrastando com a exposição adotada por outros pré-candidatos.


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NATÁLIA BONAVIDES É ACUSADA DE MENTIR SOBRE ASSISTÊNCIA SOCIAL A DESABRIGADOS

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Uma troca pública de acusações nas redes sociais colocou em lados opostos a deputada federal Natália Bonavides (PT) e o comunicador Gustavo Braga, após versões divergentes sobre a distribuição de alimentação a famílias desabrigadas pelas enchentes que atingiram a comunidade de Jardim Primavera, na Zona Norte de Natal, na semana passada. O debate teve início após o transbordamento da lagoa de captação da região, que deixou moradores desalojados. Uma escola municipal passou a funcionar como ponto de apoio para a distribuição de refeições. Em vídeo publicado no Instagram, Natália Bonavides afirmou que o serviço teria sido interrompido após a visita do prefeito Paulinho Freire (UB).

“O que aconteceu depois? A escola foi fechada, o jantar foi cancelado. E o café, o almoço e a janta que iam ter amanhã também estão cancelados. A população ficou, inclusive, sem saber como é que ia se alimentar”, afirmou a deputada.

No mesmo vídeo, Natália classificou a situação como uma retaliação da gestão municipal ao protesto da comunidade e afirmou que foi necessária uma mobilização emergencial para garantir a alimentação das famílias. “A gente conseguiu esse jantar hoje, mas amanhã está totalmente aberto como é que essas pessoas vão se alimentar. A gente espera que a prefeitura retome o serviço, porque é o direito dessas pessoas”, declarou.

A versão apresentada pela deputada foi contestada por Gustavo Braga, que repercutiu o caso em suas redes sociais e, posteriormente, explicou sua posição ao Diário do RN. Segundo o comunicador, não houve fechamento por retaliação, mas cumprimento de horários previamente estabelecidos.

“Natália fez um vídeo dizendo que, após o prefeito ser vaiado, ele mandou fechar a escola em retaliação, o que não é verdade. Os voluntários disseram que ficariam na escola todos os dias até as 17h, então foram servidas três refeições: café às 7h, almoço às 12h e jantar às 17h. A escola abriu sim no outro dia, como no dia anterior, e com os mesmos horários. Ela serviu um jantar às 19h, ótimo, parabéns, mas às 17h a prefeitura também serviu”, disse.

Braga citou ainda a visita da advogada Brenda Martins à escola, que gravou um vídeo no local contestando a versão divulgada pela deputada. Ele tratou sobre a presença e as impressões da advogada, que, segundo ele, tem posicionamento político progressista.

“Ela conversou com funcionários e com a população, que afirmaram que o jantar foi servido sim no dia anterior. Inclusive, ela almoçou lá uma feijoada”, relatou o comunicador.

Após a repercussão, Natália Bonavides passou a comentar publicamente as postagens de Gustavo Braga no Instagram, negando que tenha divulgado informações falsas. Em resposta, o comunicador gravou um novo vídeo e publicou uma carta aberta direcionada à deputada, elevando o tom do embate.

“Não compactuo com informação falsa. Dizer que uma escola foi fechada em represália e deixou o povo com fome é muito grave. Não estou defendendo direita nem esquerda, estou defendendo o que é certo. Eu continuo progressista, continuo votando em Lula, continuo do lado de Fátima. Mas não posso concordar quando se diz algo que não aconteceu”, escreveu.


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HERMANO CRITICA EM FÁTIMA MESMO INVESTIMENTO FEITO POR ALLYSON BEZERRA

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O deputado estadual Hermano Morais (PV) usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, tão logo fechou parceria com o oposicionista Allyson Bezerra (UB), para criticar o baixo volume de investimentos realizados pelo Governo do Estado. Segundo o parlamentar, é “inadmissível” que um ente federativo do porte do RN destine apenas cerca de 3% das Receitas Correntes Líquidas para investimentos.

A crítica, no entanto, acabou expondo uma contradição dentro do mais novo grupo político do deputado. Dados oficiais do Relatório Resumido de Execução Orçamentária, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN), referentes ao 6º bimestre e ao encerramento do exercício financeiro de 2025, mostram que a Prefeitura de Mossoró, administrada pelo prefeito Allyson Bezerra, hoje aliado político de Hermano, apresentou exatamente o mesmo percentual de investimento.

Hermano, que integrava a base aliada da governadora Fátima Bezerra (PT), deverá se o candidato a vice-governador em chapa encabeçada por Allyson em outubro próximo.

De acordo com o TCE, o Estado do Rio Grande do Norte registrou, em 2025, uma Receita Corrente Líquida de R$ 19.513.846.659,98. Desse total, foram liquidados R$ 605.189.839,80 em investimentos, o que representa 3,1% da RCL, índice classificado pelo parlamentar como insuficiente.

Já o município de Mossoró contabilizou Receita Corrente Líquida de R$ 1.251.153.067,46 no mesmo período. Conforme os dados oficiais do TCE, R$ 39.191.279,55 foram aplicados em investimentos, também correspondendo a 3,1% da receita, percentual idêntico ao criticado por Hermano quando se referiu ao governo estadual.

A comparação chama atenção porque Hermano Morais foi enfático ao classificar o índice estadual como inadmissível, mas não mencionou o desempenho da gestão municipal de Mossoró, que seguiu o mesmo padrão proporcional de investimento em relação à sua capacidade arrecadatória.

Embora Mossoró apresente uma situação fiscal mais equilibrada que a do Estado, os números objetivos dos relatórios fiscais revelam que o esforço percentual destinado a investimentos foi equivalente entre os dois entes federativos em 2025, o que coloca o Estado em um patamar de esforço maior nos investimentos em relação ao aliado.

O deputado estadual anunciou a migração do PV, que integra a Federação Brasil da Esperança junto com o PT de Fátima e PCdoB, para o MDB de Walter Alves, após o rompimento do vice-governador com a governadora. A decisão de Hermano foi reforçada após acordo para ser indicado vice do pré-candidato de Mossoró.


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CADU XAVIER ACUSA ALLYSON BEZERRA: “SIM, ELE MENTE! ELE É DESONESTO”

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A resposta do secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT), às críticas feitas pelo prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB), foi o primeiro embate da disputa eleitoral de 2026 entre os dois pré-candidatos ao Governo do RN. Em reação às declarações do prefeito durante a mensagem anual na Câmara Municipal de Mossoró, nesta quarta-feira (11), Cadu afirmou que Allyson “mente” e usa uma estratégia recorrente de criar “cortina de fumaça” para fugir de explicações sobre investigações que envolvem sua gestão.

Em entrevista ao Diário do RN, Cadu foi direto ao classificar a postura do prefeito como uma tentativa de deslocar o debate público. “Como sempre, ele buscando cortina de fumaça. Me parece que essa declaração dele é uma tentativa de criar cortina de fumaça para mais uma vez não explicar os processos que ele está respondendo. A gente fala muito desse processo da operação da Policia Federal, mas bom dizer que tem outra investigação, que é do Ministério Público Estadual”, lembrou.

O secretário se refere às investigações em curso, tanto da Polícia Federal quanto do Ministério Público Estadual, que apura cobrança de propina em licitações de obras, já publicada pelo Diário do RN. Cadu ironizou: “Se tiver mais uma pública, ele pode pedir música no Fantástico”.

Cadu considera a mentira uma prática recorrente do prefeito. “Sim, ele mente! E diria mais: ele tem essa tática de quando surge um problema para ele enfrentar, ao invés de enfrentar o problema, ele vai para outra linha de debate para tentar desvirtuar o debate, tirar o debate do centro do que está posto agora, que é a explicação que ele precisa dar para os escândalos na prefeitura que ele é o gestor”, disse.

Cadu também abordou o assunto em vídeo nas redes sociais, no qual ele confronta diretamente a narrativa de “abandono” adotada por Allyson. “Honestidade. Você conhece bem essa palavra, né?

Mas o prefeito de Mossoró parece que não. O prefeito também é desonesto com as palavras”, declarou, antes de listar ações do Governo do Estado no município.

Segundo ele, a gestão estadual investiu cerca de R$ 200 milhões na construção e funcionamento do Hospital da Mulher, ampliou de 14 para 54 os leitos de UTI da rede pública, aplicou R$ 6 milhões na reforma de escolas e reduziu em 60% os homicídios em Mossoró entre 2019 e 2025.

Cadu também rebateu críticas na área da educação, afirmando que o governo só não avançou mais porque a prefeitura não cedeu terreno para a construção do Instituto Estadual de Educação Profissional (IERN), o que obrigou o Estado a adquirir a área.

Citou ainda investimentos de R$ 90 milhões na adutora Apodi-Mossoró, a recuperação de rodovias estaduais e a articulação da governadora Fátima Bezerra junto ao Governo Federal para viabilizar a duplicação da BR-304. “Isso é trabalho, é honestidade, é vida real, não é TikTok”, afirmou.

No vídeo, o secretário compara as posturas dos dois campos. “O nosso governo está em Mossoró cuidando da vida das pessoas, sem desespero para querer aparecer, sem Ministério Público e Polícia Federal na cola”, finalizou.

As declarações de Cadu Xavier são uma resposta direta ao discurso de Allyson Bezerra durante a abertura dos trabalhos legislativos de 2026 na Câmara Municipal de Mossoró. Na ocasião, o prefeito afirmou que a cidade foi “abandonada, sabotada e alvo de todo tipo de maldade” pelo Governo do Estado.


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DE 80 PARA 1: GESTÃO PAULINHO REDUZ LAGOAS CRÍTICAS DE NATAL EM 14 MESES

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A secretária municipal de Trabalho e Assistência Social de Natal, Nina Souza, afirmou que a capital reduziu de mais de 80 para apenas uma o número de lagoas com problemas críticos em pouco mais de um ano da gestão do prefeito Paulinho Freire. Em entrevista ao programa 12 em Ponto, da 98 FM, ela detalhou as ações emergenciais durante as chuvas, rebateu críticas da oposição e defendeu a realização de eventos como estratégia para fortalecer a economia.

Sobre os alagamentos no Jardim Primavera, Nina destacou a dimensão da cidade e a mobilização das equipes. “Natal tem quase 900 mil pessoas, cada região com seus próprios desafios. Desde o início das chuvas estamos acompanhando tudo de perto. Já atendemos cerca de 301 famílias”, afirmou. Segundo ela, a Prefeitura estruturou pontos de apoio com triagem no CMEI José de Andrade Frazão, cadastro social, encaminhamento para programas e oferta de alimentação diária. “As famílias chegam, a gente faz a captação das informações, inclui nos programas e garante cesta básica e refeições”, disse.

Ela ressaltou o esforço das equipes. “São mais de 250 servidores envolvidos, mais de 80 só da Semtas. Chegamos por volta das 7h e saímos às 20h. No sábado, atravessamos a madrugada. Estamos fazendo tudo o que está ao nosso alcance para minimizar a situação”, declarou. Também houve atendimento em saúde e apoio logístico para mudanças.

Ao rebater críticas sobre a repetição de problemas no período chuvoso, foi enfática. “Não são os mesmos problemas nem as mesmas pessoas”, afirmou. Segundo a secretária, a cidade tinha mais de 80 lagoas em situação crítica e hoje apenas uma enfrenta esse cenário. “Hoje, apenas uma está nessa condição”, disse. Ela citou a retirada de 38 mil toneladas de resíduos, a limpeza de 412 quilômetros de rede de drenagem, mais de 3 mil bocas de lobo e 550 poços de visita. “Foi um trabalho forte de prevenção”, pontuou.

Nina também atribuiu parte dos entraves à falta de saneamento, especialmente na Zona Norte.

“Só 3% da Zona Norte é saneada. Isso tem tudo a ver com as lagoas. Quando chove, a água já encontra resíduos e dejetos acumulados. A lagoa não consegue secar e transborda”, explicou. Ela também cobrou da CAERN (Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte), a conclusão da Estação de Tratamento de Esgoto de Jaguaribe. “A maior ajuda que o Governo pode dar é concluir essa estação”, disse.

A secretária anunciou ainda um pacote de obras estruturantes para a Zona Norte, com recursos do Finisa e do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). “A Zona Norte vai se transformar no maior canteiro de obras de Natal a partir de março. Vamos terminar o ano sem nenhuma lagoa com problema”, projetou.

Sobre as críticas da oposição, afirmou que as intervenções dependem de recursos. “Ninguém faz nada sem dinheiro. Essas obras estão sendo feitas com financiamento e com emendas de quem ajuda a cidade”, declarou. E questionou: “É muito fácil ir lá apontar o problema. O que foi destinado para resolver?”, rebateu.

Ao tratar dos investimentos em eventos, reforçou que não há conflito com obras de infraestrutura. “São recursos distintos. O dinheiro de evento não é o mesmo da obra estruturante”, frisou. Para ela, as festas movimentam a economia e ampliam a arrecadação.

“Somos uma cidade turística. A rede hoteleira lota, o comércio vende mais, o motorista de aplicativo ganha mais. Isso gera receita para pagar as contas.”

Com base em estimativa da Fecomércio, Nina afirmou que o Carnaval deve injetar R$ 455 milhões na economia do Estado, sendo R$ 184 milhões apenas em Natal. “A Prefeitura investe cinco ou seis milhões. Se não fizermos, esse dinheiro vai para outra cidade. É essa roda girando que nos permite investir e resolver a dor do povo”, concluiu.

Bastidores e articulações políticas para 2026
No campo político, Nina classificou como “natural” o processo de formação da nominata do PL e disse que a chapa está “bem equacionada”. Sobre uma possível saída do União Brasil, afirmou que trata o tema com tranquilidade. “Se eu decidir migrar, estou pronta para as consequências”, declarou, reconhecendo que pode até perder o mandato, mas defendendo a liberdade de escolha.

Ela reafirmou apoio a pré-candidatura de Álvaro Dias ao Governo do Estado e elogiou a escolha de Babá Pereira como vice na chapa. Também afirmou que o partido trabalha com a meta de eleger de três a quatro deputados federais. Para a segunda vaga ao Senado na composição encabeçada por Álvaro, declarou preferência pessoal pelo nome de Ezequiel Ferreira, ressaltando, no entanto, que acompanhará a decisão coletiva do grupo.

Por fim, ao comentar a pré-candidatura do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil, partido no qual ainda está filiada), ao Governo do Estado, afirmou que não há oposição pessoal ao nome dele, mas destacou que mantém compromisso político com aliados do seu grupo.

“Primeiro, deixar bem claro que nós não temos absolutamente nada contra a pré-candidatura de Allyson. Ocorre que, ao longo desse processo político, nós temos aliados que chamamos de aliados de primeira hora. Desde a nossa pré-candidatura, da pré-candidatura de Paulinho, Álvaro estava com a gente.


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CHAPA DA DIREITA TEM HISTÓRICO DE CONTAS REPROVADAS PELO TCE

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A chapa formada pelo ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos) e pelo ex-prefeito de São Tomé, Babá Ferreira (PL), lançada como pré-candidatura da direita ao Governo do Estado, carrega um passivo comum: um histórico contínuo de pareceres técnicos do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE/RN) pela desaprovação de suas contas de gestão.

Levantamento feito pelo Diário do RN, a partir dos relatórios de auditoria e manifestações do Ministério Público de Contas mostra que, de 2017 a 2024, os dois gestores tiveram exercícios sucessivos marcados por inconsistências contábeis, descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, falhas na prestação de contas e, em alguns casos, déficit financeiro e orçamentário formalmente apontado.

No caso de Álvaro Dias, os relatórios técnicos do TCE/RN apontam problemas estruturais nas contas do Município do Natal ao longo de praticamente toda a gestão, entre 2018 e 2024.

Nas contas de 2019, o Ministério Público de Contas apontou déficit financeiro e insuficiência de disponibilidade de caixa, ressaltando que o município encerrou o exercício sem recursos suficientes para cobrir as obrigações assumidas, motivo pelo qual opinou pela reprovação.

No exercício de 2020, por exemplo, a auditoria registra “não remessa, no prazo legal, de documentos que compõem a Prestação de Contas Anual”, além de “inconsistência das informações contábeis”, com divergências entre o Balanço Orçamentário, Financeiro e Patrimonial. O relatório é explícito ao afirmar que “a irregularidade deve ser mantida”, mesmo após as alegações da defesa.

Ainda segundo o TCE, foram identificadas fontes de recursos com saldo negativo, falhas na apuração do resultado financeiro e problemas na gestão dos Restos a Pagar, indicando execução de despesas sem cobertura financeira suficiente.

Em 2021, 2022 e 2023, os relatórios reiteram o mesmo padrão. Os técnicos destacam reincidência de inconsistências contábeis, fragilidade no controle das obrigações financeiras e desequilíbrio fiscal persistente, levando à emissão de relatórios sucessivos pela desaprovação das contas.

O histórico de Babá Ferreira, ex-prefeito de São Tomé, segue trajetória semelhante. Logo no exercício de 2017, o TCE/RN emitiu relatório de auditoria pela desaprovação das contas, apontando que a prestação foi “incompleta”, com ausência de peças essenciais.

O documento registra que “a documentação encaminhada não preenchia de forma completa o rol de documentos exigidos”, citando ausência de notas explicativas, demonstrativos da dívida, restos a pagar e demonstrativos previdenciários, além de envio intempestivo da LDO e da LOA.

Entre 2018 e 2020, relatórios consolidam a persistência das impropriedades, com falhas na formalização das contas, inconsistências contábeis e fragilidade na execução orçamentária, sem que houvesse correção efetiva dos problemas apontados em exercícios anteriores.

Nos exercícios de 2021 e 2022, a auditoria do TCE/RN voltou a identificar descumprimento de limites constitucionais e legais, especialmente na área da educação. O relatório aponta “descumprimento do limite mínimo de 70% dos recursos do FUNDEB na remuneração dos profissionais da educação básica”, além de irregularidades na aplicação da complementação VAAT e repasse ao Legislativo acima do limite constitucional em 2022.

Em 2023, o quadro se agrava: o Tribunal registra de forma expressa a “apuração de déficit orçamentário”, evidenciando desequilíbrio entre receitas e despesas, além de novas inconsistências contábeis e falhas na prestação de contas anual.

Embora os casos envolvam municípios distintos, os relatórios do TCE/RN revelam a reincidência de irregularidades, fragilidade na transparência das contas, descumprimento de normas fiscais e, em momentos-chave, desequilíbrio financeiro ou orçamentário, como pontos de convergência entre Álvaro Dias e Babá Ferreira.

Os pareceres ainda precisam ser julgados pelo colegiado do órgão. Mesmo assim, o relatório não configura condenação. O julgamento político final cabe às Câmaras Municipais. Ainda assim, os documentos técnicos funcionam como alertas qualificados sobre a gestão dos recursos públicos.

Ao se apresentarem como alternativa de governo, Álvaro e Babá formam uma chapa politicamente viável, mas tecnicamente marcada por um histórico de reprovações, que agora passa a integrar o debate público sobre capacidade de gestão e responsabilidade fiscal.


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ALLYSON ACUSA GOVERNO DE “ABANDONO” A MOSSORÓ E FAZ CRÍTICAS A FÁTIMA BEZERRA

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Durante a abertura dos trabalhos legislativos de 2026, na Câmara Municipal de Mossoró (CMM), nesta quarta-feira (11), o prefeito Allyson Bezerra (UB) incluiu o discurso contra o Governo do Estado e afirmou que Mossoró foi “abandonada, sabotada e alvo de todo tipo de maldade” pela gestão estadual. As declarações mais fortes foram dadas em entrevista após a leitura da mensagem anual do Executivo, mas o conteúdo do discurso no plenário também trouxe críticas indiretas à governadora Fátima Bezerra (PT).

Na conversa com a imprensa, o pré-candidato ao Governo marcou posição no confronto e sinalizou disposição para disputar o novo espaço político. Segundo ele, a postura do Governo do Estado teria prejudicado o desenvolvimento do município ao longo dos últimos anos.

“Vou renunciar ao cargo, vou renunciar ao meu direito de ser prefeito. Nós vamos entrar numa missão, porque se eu tiver condição, se porventura vontade de Deus ou do povo, eu estarei próximo a Marcos [Medeiros] para fazer o que o governo do Estado não fez por Mossoró há muitos anos, o Governo do Estado abandonou, sabotou e fez todo tipo de maldade com a cidade de Mossoró”, afirmou.

O prefeito também disse que não pretende se omitir diante do que classificou como um “clamor popular”, indicando que sua renúncia ao cargo, anunciada para maio, faz parte de um projeto maior. Allyson confirmou que deixará a Prefeitura para que o vice-prefeito Marcos Medeiros assuma o comando do Executivo municipal.

Embora tenha reservado as acusações mais diretas à entrevista, a mensagem lida no púlpito da Câmara trouxe recados claros ao Governo do Estado. Ao destacar resultados da gestão municipal, Allyson fez comparações explícitas entre Mossoró e a administração estadual, especialmente nas áreas fiscal e educacional.

Ao falar sobre equilíbrio financeiro, ressaltou que o município mantém há mais de 60 meses o salário dos servidores rigorosamente em dia e lembrou que Mossoró conquistou a Capag A do Tesouro Nacional, índice que mede a capacidade de pagamento dos entes públicos.

“Só para comparar: o Estado é nota C, e Mossoró conquistou nota A de organização financeira”, afirmou, em referência direta ao Rio Grande do Norte.

Na educação, o contraste foi ainda mais incisivo. Allyson exaltou o programa Mossoró Cidade Educação, classificado por ele como “a maior revolução educacional da história do município”, e comparou a realidade da rede municipal com a das escolas estaduais.

“A gente colocou na rede pública coisas que antes só se via em escola particular, como fardamento completo e ar-condicionado. Isso é um contraste com o que vivem outras crianças Brasil afora, Rio Grande do Norte afora, ou mesmo as escolas estaduais, que vivem um completo caos aqui em Mossoró”, apontou.

Apesar de estar no sexto ano de gestão, o discurso teve tom de despedida. Allyson falou em “sonhos que viraram entregas” e em um “legado que atravessou a cidade”. Durante a sessão, cumprimentou apenas vereadores da bancada governista e apresentou oficialmente Marcos Medeiros como futuro prefeito, confirmando que deixará o cargo em março.

“Ouvindo o clamor do povo, eu resolvi assumir uma nova missão. Eu sei o tamanho do desafio, mas quando o povo fala, o homem do povo não pode deixar de ouvir”, declarou.


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KÁTIA PIRES DESMORALIZA JOSÉ AGRIPINO E ANUNCIA APOIO A ÁLVARO DIAS E BABÁ

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A vice-prefeita de Parnamirim, Kátia Pires, fechou acordo e vai apoiar a pré-candidatura de Álvaro Dias ao Governo do Rio Grande do Norte. Em foto na sede da Federação dos Municípios do RN (Femurn), Kátia aparece ao lado do ex-prefeito de Natal e de seu companheiro de chapa, Babá Pereira, sinalizando alinhamento político.

A aliança chama atenção porque Kátia é filiada e presidente municipal do União Brasil, partido que tem como pré-candidato oficial ao Governo do Estado o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, lançado recentemente em evento partidário realizado em Natal, com a presença da cúpula estadual da legenda, além de outros líderes de partidos aliados. O movimento da vice-prefeita de Parnamirim, portanto, contraria frontalmente a estratégia estadual da legenda.

Nos bastidores, fontes ligadas ao União Brasil avaliam que a decisão de Kátia escancara um novo capítulo de tensão interna e enfraquece o discurso de unidade defendido pelo presidente estadual da sigla, o ex-senador José Agripino Maia. Até o momento, Agripino não se manifestou publicamente sobre o episódio, mas interlocutores próximos admitem desconforto e classificam o gesto como “deslealdade política”.

Kátia Pires também não apresentou explicações públicas sobre os motivos que a levaram a preterir Allyson Bezerra em favor de Álvaro Dias. A ausência de justificativa reforça a leitura de que a escolha tem mais relação com acordos locais e reposicionamento estratégico pessoal do que com alinhamento partidário ou programático.

A postura adotada pela vice-prefeita não chega a surpreender aliados mais atentos. Nas eleições municipais de 2024, Kátia já havia imposto uma derrota política a José Agripino ao rejeitar a indicação do União Brasil pelo nome do comunicador Salatiel de Souza. À época, ela levou o partido para a chapa de oposição, tornando-se vice da Professora Nilda, numa articulação decisiva para o resultado final da eleição em Parnamirim, vencida por margem apertada, cerca de dois mil votos, no terceiro maior colégio eleitoral do estado.

Na época, Agripino optou por manter fidelidade a Kátia Pires. Demitiu Salatiel de Sousa da Tv Tropical e concedeu à Kátia autonomia total como presidente do União Brasil no município. A decisão, no entanto, teve um custo político: provocou um racha interno, com parte do partido permanecendo alinhada a Salatiel de Souza, então candidato pelo PL, e outra parte seguindo a vice-prefeita.

Agora, ao anunciar apoio a Álvaro Dias, Kátia volta a expor a fragilidade do controle de José Agripino sobre a legenda e reforça a percepção de que o União Brasil no RN opera de forma descentralizada, com lideranças locais tomando decisões à revelia do comando estadual. O movimento também pode ter impacto direto na construção da candidatura de Allyson Bezerra, que tenta se consolidar como nome competitivo ao governo e depende de demonstrações claras de coesão partidária, mas tem a presidente de um diretório municipal de seu próprio partido anunciando apoio a outro pré-candidato.

A adesão de Kátia Pires a Álvaro Dias, portanto, vai além de um simples apoio político: evidencia disputas internas, antecipa realinhamentos para 2026.


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FÁTIMA BEZERRA AFIRMA QUE DEIXA O GOVERNO DO RN COM “MÃOS LIMPAS”

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A governadora Fátima Bezerra voltou à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, na manhã desta terça-feira (10), para a última leitura anual da mensagem à frente do Executivo estadual.

Em um plenário com presença da base aliada, parlamentares da oposição e lideranças políticas, Fátima adotou um tom político em seu pronunciamento, reafirmou sua trajetória pública e deixou claro que seguirá no debate eleitoral.

Logo no início, ela relembrou o cenário que encontrou ao assumir o governo, mas rapidamente conduziu a fala para o campo da política e da ética pública. “Me sinto muito à vontade para falar isso aqui nesta Casa, porque os senhores sabem como estava o Rio Grande do Norte quando nós chegamos, de ladeira abaixo”, afirmou, ao contextualizar sua gestão.

Ao longo do discurso, Fátima reforçou que nunca se moveu por interesses pessoais e que sempre colocou o interesse coletivo acima de projetos individuais. “Nunca me movi por projetos individuais. O interesse público sempre esteve e sempre estará como farol a iluminar os meus passos”, declarou, sob aplausos de aliados.

Ao tratar de fake news, ataques e preconceito durante vida pública, a governadora criticou setores da elite potiguar e disse que sua trajetória é marcada pela ética. “Uma parte da elite desse estado nunca aceitou nem aceita ter uma professora de origem humilde no comando do Rio Grande do Norte. E com a trajetória e uma história de vida de mãos limpas, pautada pela ética, pelo zelo. E termino dizendo: a história fará seu julgamento. Mas a vida das pessoas do Rio Grande do Norte já conta essa história!”, afirmou, encerrando a fala sob forte reação do plenário.

Na entrevista coletiva após a sessão, Fátima foi ainda mais direta ao tratar do cenário político.

Confirmou que segue como pré-candidata ao Senado e que o projeto do grupo governista está avançando. “A nossa pré-candidatura ao Senado permanece, assim como a candidatura de Cadu ao governo do Estado. Isso é uma prioridade para o presidente Lula e para o PT nacional e estamos fazendo campanha”, disse.

Eleição indireta
Questionada sobre a eleição indireta para o governo do estado, Fátima afirmou que o grupo se articula politicamente para viabilizar um nome alinhado ao projeto vitorioso nas urnas. “Nenhum grupo hoje tem maioria na Casa, isso é fato. Portanto, essa questão está em aberto e nós estamos trabalhando firmemente para viabilizar a eleição indireta com um nome que tenha compromisso fiel com o projeto vitorioso em 2018 e 2022. Nós estamos, inclusive, em campanha”, afirmou.

Governadora destaca avanços em diversas áreas da gestão

Na parte administrativa da mensagem, a governadora também apresentou dados e obras que, segundo ela, demonstram a reconstrução do Rio Grande do Norte. Um dos principais entraves apontados foi a antiga política de incentivos fiscais. “Havia uma política que foi importante no passado, mas que não funcionava mais. O Estado tinha perdido competitividade e as empresas estavam indo embora”, disse. A modernização do modelo resultou no Proedi.

Fátima dividiu os méritos com a equipe e com o Legislativo. “Por dever de justiça, cabe destacar o papel competente de Cadu Xavier à frente da Fazenda, liderando esse debate. E agradecer a esta Casa, que depois de um intenso e longo debate aprovou por unanimidade uma nova política com a participação do setor produtivo, principalmente por meio da FIERN.”

Na saúde, a governadora destacou a ampliação dos leitos de UTI. “Leitos de UTI, quantos existiam antes? Eram cerca de 170. Hoje nós temos mais de 330, chegamos a 335. Isso aqui não é discurso, não. Isso aqui é vida.” E completou: “Fizeram um hospital, entregaram o prédio, mas nunca entregaram UTI. Quem levou os leitos para lá foi o nosso governo.”

Entre as obras estruturantes, citou a duplicação da BR-304 e a transposição do Rio São Francisco.

“São lutas antigas do povo do RN que hoje são realidade. Máquinas na pista, obras avançando, e o ramal Apodi-Mossoró deve ser entregue até junho.”

A sessão contou com a presença de deputados da base aliada, como Divaneide Basílio, Francisco do PT e Isolda Dantas, além da deputada federal Natália Bonavides e da vereadora de Natal Thabatta Pimenta. Também acompanharam o pronunciamento parlamentares da oposição, como a deputada Terezinha Maia (PL.

Após a sessão, aliados reforçaram o discurso. O secretário da Fazenda, Cadu Xavier, afirmou: “Em todos os segmentos nós temos avanços consideráveis. A governadora faz uma prestação de contas desses anos de mandato com resultados na segurança, na recuperação de rodovias, na saúde e na agricultura familiar.”

O líder do governo, deputado Francisco do PT, disse que a mensagem foi baseada em fatos. “O RN de hoje é muito melhor do que o RN herdado pela governadora. Isso não é retórica, é baseado em fatos reais.”

Já a deputada Divaneide Basílio avaliou: “A governadora transformou o Estado em todas as áreas.

É uma verdadeira revolução hídrica, com obras estruturantes, ações na segurança, cultura e economia. Foi uma fala que presta contas e mostra que estamos no rumo certo.”


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EZEQUIEL FERREIRA: “A GOVERNADORA TEM DE MIM TODO O RESPEITO E ADMIRAÇÃO”

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Os rumores de um possível distanciamento entre o presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira, e o grupo político da governadora Fátima Bezerra perderam força nesta terça-feira (10). Durante a leitura anual da mensagem do Executivo estadual no plenário da Casa, Ezequiel fez um discurso público de elogios à chefe do Executivo, sinalizando apoio e reforçando o respeito institucional entre os Poderes.

Diante de deputados da base aliada, parlamentares da oposição e lideranças presentes à sessão, o presidente da Assembleia afirmou que a governadora tem não apenas seu respeito, mas também sua admiração. “A governadora é a comandante do Executivo e tem de mim todo o respeito e até a admiração”, declarou.

A fala foi interpretada nos bastidores como um sinal explícito de alinhamento político com o governo. Ela veio justamente em um momento de especulações sobre um possível esfriamento da relação entre Ezequiel e a governadora, mas teve efeito contrário, reforçando que o diálogo político e institucional entre a Assembleia e o Executivo segue aberto, preservado e em pleno funcionamento.

O presidente do Legislativo também destacou o caráter simbólico da leitura da mensagem governamental, que marca oficialmente o início dos trabalhos legislativos do ano. Segundo ele, o pronunciamento da governadora era aguardado pela Casa exatamente para dar início aos debates internos. “Ela fez um relato dos avanços do Estado, da dedicação e da luta pelo Rio Grande do Norte, que a Casa Legislativa estava aguardando exatamente para que a gente pudesse começar os debates”, afirmou.

No discurso, Ezequiel ressaltou ainda os principais pontos do balanço apresentado por Fátima, como a duplicação da BR-304, o incremento dos leitos de UTI e os investimentos na agricultura.

Para ele, a governadora apresentou uma radiografia do que foi feito ao longo dos anos de mandato, com foco em áreas estratégicas para o desenvolvimento do Estado.

Na sequência, Ezequiel ampliou o tom de reconhecimento e fez um elogio pessoal e político à trajetória de Fátima Bezerra. “A história ainda pode lhe trazer de volta para comandar este Estado, pela idade, pela capacidade, pela competência. Parabéns pelo pronunciamento, carregado de serviço prestado ao Rio Grande do Norte, mas também de emoção, traduzida nas suas vitórias e conquistas na vida e na política. As pessoas podem até discordar, ter posições antagônicas, mas ninguém pode subestimar alguém que tudo o que foi na vida conquistou pelo voto livre e democrático do povo do Rio Grande do Norte”, finalizou.

possível Eleição indireta
Além do gesto diplomático, Ezequiel reforçou o papel institucional da Assembleia no debate sobre uma eventual eleição indireta para o governo do Estado, em caso de dupla vacância, cenário que poderia ocorrer se a governadora renunciar para concorrer ao Senado e o vice-governador Walter Alves optar por não assumir o cargo. Segundo ele, a Casa está se preparando para cumprir o rito legal. “A Assembleia estará pronta para que, se houver a dupla vacância, possa-se ter a eleição o mais rápido possível”, disse.

O presidente também destacou que deu celeridade ao projeto de lei que regulamenta esse processo. A proposta, segundo ele, já passou pela reunião de líderes e deverá ser levada ao plenário em breve para votação. Após isso, seguirá para sanção da governadora.

Alinhamento com Walter e futuro político
Apesar do foco institucional, Ezequiel também falou sobre o cenário político mais amplo e sobre sua relação com o vice-governador Walter Alves, que recentemente anunciou posicionamento próprio. O presidente da Assembleia evitou tom de confronto e destacou que divergências políticas não significam rompimento pessoal. “A minha amizade com Walter existe independentemente das posições políticas. Divergir não quer dizer romper”, afirmou.

Questionado sobre seu futuro político, Ezequiel foi cauteloso e disse que, por enquanto, segue como deputado estadual. “Ezequiel é candidato hoje a deputado estadual”, declarou, indicando que qualquer definição sobre 2026 será tratada no tempo adequado.

A fala do presidente da Assembleia foi recebida como um gesto relevante no tabuleiro político potiguar, especialmente por ocorrer em um momento em que se intensificam as discussões sobre sucessão, alianças e o papel das principais lideranças do Estado.


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ALLYSON SE RECUSA A COOPERAR COM A PF E NÃO FORNECE SENHAS DE CELULARES

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Alvo da Operação Mederi, que apura um esquema de fraudes na área da saúde em cinco municípios do Rio Grande do Norte, o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, se recusou a fornecer à Polícia Federal as senhas dos aparelhos eletrônicos apreendidos em sua residência durante diligência realizada no mês de janeiro. A negativa foi registrada formalmente no auto de apreensão.

De acordo com documentos obtidos pelo Blog do Dina, do jornalista Dinarte Assunção, os agentes solicitaram o desbloqueio de dois iPhones e de um MacBook Air recolhidos no local, mas o prefeito não autorizou o acesso aos dispositivos e se recusou a fornecer as senhas para desbloqueio. A postura contrasta com o discurso público adotado por Allyson após a deflagração da operação.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o prefeito afirmou que não tinha nada a esconder e que estava colaborando com a Polícia Federal. Disse ainda que apenas um telefone celular, um notebook e dois HDs haviam sido apreendidos. O auto da PF, no entanto, aponta um volume maior de materiais: três aparelhos telefônicos, incluindo dois iPhones e um celular da marca Positivo, sem acesso à internet e classificado como “descartável”, além de um MacBook Air, dois HDs externos, um pen drive e um cartão de memória.

Nos bastidores da política, a recusa em fornecer as senhas à Polícia Federal é interpretada como um gesto suspeito, por levantar a hipótese de que os aparelhos possam conter conversas comprometedoras por texto ou áudio, além de registros de ligações com outros investigados na operação.

A Operação Mederi foi deflagrada pela Polícia Federal em parceria com a Controladoria-Geral da União para investigar irregularidades em contratos de fornecimento de insumos para a rede pública de saúde. As apurações indicam indícios de superfaturamento, não entrega de materiais e falhas na execução contratual.

Segundo a PF, empresas sediadas no Rio Grande do Norte atuavam junto a administrações municipais de diferentes regiões do país. Ao todo, foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão, com recolhimento de dinheiro em espécie, veículos, celulares, computadores, mídias digitais e documentos.

No caso de Mossoró, os investigadores passaram a tratar Allyson Bezerra como figura central no esquema sob suspeita. Além da residência do prefeito, a Polícia Federal também cumpriu mandado em um apartamento localizado em Ponta Negra, na zona Sul de Natal, apontado como vinculado a ele. Embora não tenham sido apreendidos materiais no endereço, o relatório da diligência registra a presença de objetos pessoais e indícios de uso recente do imóvel pela família do gestor.

IMPRENSA NACIONAL: Conta em nome de laranja
De acordo com apuração do jornal “O Estado de São Paulo” (Estadão), a Polícia Federal afirma ter identificado movimentações bancárias em conta de uma estudante menor de idade como peça-chave para ocultar o dinheiro do esquema. Segundo a investigação, a conta, em nome da filha dos empresários ligados à Dismed e à Drogaria Mais Saúde, foi usada para armazenar e redistribuir recursos de origem ilícita. Apenas em um ano, o esquema teria movimentado R$ 13,5 milhões em contratos públicos, dos quais parte teria sido lavada por meio dessa conta “laranja”.

De acordo com a PF, a conta da menor, sem compatibilidade com sua capacidade econômica, recebeu R$ 427 mil em um ano após contratos firmados com o município de Serra do Mel, o que caracteriza, para os investigadores, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. As apurações alcançam municípios como Mossoró, Serra do Mel, Paraú, São Miguel, José da Penha e Tibau, onde empresas teriam simulado concorrência e distribuído propinas.

Medo de usar tornozeleira
Enquanto a operação avançava no campo policial, a movimentação no Judiciário também ganhou destaque. A defesa de Allyson entrou com pedido emergencial no Tribunal Regional Federal da 5ª Região para saber se havia solicitação da Polícia Federal para aplicação de medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.

O desembargador federal Rogério Fialho Moreira, no entanto, negou o pedido. Na decisão, o magistrado afirmou que o investigado não tem direito de ser informado previamente sobre eventuais medidas cautelares e que esse tipo de antecipação poderia comprometer a eficácia das investigações.

“O Código de Processo Penal não assegura ao investigado o direito de saber previamente se e quais medidas cautelares serão decretadas contra ele”, escreveu o desembargador. Segundo Fialho, a lei permite que essas medidas sejam impostas sem a oitiva da parte contrária quando há risco de ineficácia da diligência.

Allyson Bezerra apressa lançamento de pré-candidatura ao Governo do Estado

Ao lado de Alves e Maia, Allyson lança chapa que terá Hermano como vice – Foto: Reprodução

Mesmo sendo alvo da Operação Mederi, Allyson Bezerra lançou, no último sábado (07), sua pré-candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte. O anúncio foi feito durante evento político, na capital potiguar, que reuniu lideranças políticas de diversos partidos, entre elas o vice-governador Walter Alves (MDB) e a prefeita de Pau dos Ferros, Marianna Almeida que já havia sido conta para vaga de vice na chapa de Cadu Xavier, apoiada pela governadora Fátima Bezerra.

Durante coletiva, o prefeito afirmou que seu projeto político tem foco em soluções para o estado.

“Esse é um projeto para falar de solução, para falar de entrega e para falar de sonho. A gente não aguenta mais apenas a classe política discutindo o problema. A gente quer discutir solução para o Rio Grande do Norte”, declarou.

Na mesma ocasião, Allyson explicou que, por exigência legal do calendário eleitoral, terá de deixar o cargo para disputar o pleito, mas afirmou que isso não representará abandono da cidade.

“Nós teremos que, sim, renunciar à Prefeitura Municipal de Mossoró. Mas não será uma renúncia de trabalho nem da cidade. Será apenas uma renúncia formal do ponto de vista do cargo”, disse.


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THABATTA PIMENTA TRABALHA PARA SER A CANDIDATA DE LULA AO SENADO NO RN

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A vereadora de Natal Thabatta Pimenta está decidida a tentar uma vaga no Senado nas eleições de 2026. Em entrevista ao Diário do RN, ela afirmou que a possibilidade deixou de ser apenas uma hipótese e passou a integrar, de forma concreta, seu projeto político, desde que esteja inserida em um movimento mais amplo de união da esquerda no Rio Grande do Norte.

“Eu só iria se fosse uma união da esquerda por essa candidatura, entendeu? ”, afirmou. Segundo Thabatta, seu nome ganhou força dentro do PSOL e entre lideranças nacionais após articulações que envolvem uma possível frente de mulheres para o Senado. “Eles pediram, inclusive, se eu poderia sentar com Manuela d’Ávila e com Marina Silva, que estão nessa possível articulação para uma pré-candidatura ampla de mulheres no Senado. Isso abriu uma luzinha na cabeça deles”, contou.

A vereadora disse que o entusiasmo dentro do partido foi imediato. “Os senadores se animaram”, relatou, acrescentando que a possibilidade de sua candidatura ao Senado também dialoga com o desejo do PSOL de mantê-la na legenda. “Há a chance de me manter dentro do partido, e isso pesa. Mas eu fui muito incisiva: só fico se for nessa conjuntura, para ser a candidata da esquerda ao Senado”, reforçou.

Thabatta reforça que não quer entrar em disputa interna nem provocar rachas no campo progressista. “Eu não quero conflito. A minha saída do PSOL, se acontecer, é para ter união da própria esquerda. Todo mundo num chapão, para não desperdiçar votos. A gente precisa estar todo mundo num canto para não haver uma divisão e que ganhem os melhores”, avaliou.

O cenário, segundo ela, passa diretamente pela posição da governadora Fátima Bezerra e da deputada federal Natália Bonavides, ambas do PT, em relação ao Senado. Para Thabatta, o ideal é que o campo progressista chegue a um consenso. “Se não houver nenhum entendimento nem de Fátima nem de Natália, eu me coloco no sentido de uma união dos partidos de esquerda por alguém que tenha chances reais. Eu peitaria se fosse nesse sentido”, disse. Ela ainda foi direta ao falar sobre o peso de um apoio nacional. “A candidata de Lula ao Senado, se fosse real, eu agarrava”, disse.

Thabatta disse ainda que sua postura tem sido de transparência. “Eu vou fortalecer isso real, não estou dizendo da boca para fora. Se realmente nem Fátima quiser e nem Natália, eu me proponho sim. Mas só se for para ser cabeça. Para divisão eu não vou.”

A vereadora também revelou que pretende intensificar o diálogo com as principais lideranças do Estado e da cúpula nacional do PSOL. “Depois do carnaval eu vou para São Paulo para a gente se reunir. Eles também vão começar a dialogar dentro do PT, com o Lula, com os outros presidentes do partido, para saber se há essa possibilidade mesmo”, contou.

Enquanto articula, Thabatta também mantém aberta a possibilidade de seguir outro caminho caso a candidatura ao Senado não se consolide. “ Ai eu vou para Federal, pela Federação, pelo PV”, explicou, deixando claro que seu projeto de ingressar no Congresso Nacional está garantido de uma forma ou de outra.


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CHAPA DA DIREITA GANHA FORMA, MAS AINDA FALTA A PEÇA EZEQUIEL FERREIRA

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A definição do nome de Babá Pereira (PL) como candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos) representa um avanço na organização de uma das duas forças de oposição no Rio Grande do Norte para as eleições de 2026. O grupo é liderado politicamente pelo senador Rogério Marinho e reúne partidos e lideranças do campo da direita e do bolsonarismo no estado.

Babá Pereira, ex-prefeito de São Tomé e atual presidente da Federação dos Municípios do RN (Femurn), foi anunciado como vice nesta quarta-feira (04) após articulações envolvendo dirigentes partidários e parlamentares da aliança em Brasília. A escolha atende a um critério de equilíbrio regional e busca ampliar o diálogo da chapa com prefeitos e gestores municipais.

Com a indicação do vice, o grupo começa a fechar o desenho do palanque majoritário. Agora cresce nos bastidores a possibilidade de que a segunda vaga ao Senado seja ocupada pelo Coronel Hélio (PL). Caso confirmada, a composição reforça a presença do nome ligado ao campo bolsonarista e consolida a identidade política clara da aliança.

A movimentação também indica um esforço de acomodação das principais lideranças que orbitam o bloco oposicionista, liderada por Rogério Marinho (PL), ao lado de Álvaro Dias (Republicanos), Styvenson Valentim (PSDB), Paulinho Freire (UB).

Com as vagas principais praticamente encaminhadas, a indefinição recai sobre o espaço a ser ocupado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), que recentemente passou a integrar o campo de alianças do grupo.

Ainda sem confirmação oficial do próprio Ezequiel, lideranças do PL garantem que ele já desembarcou no grupo da direita. A decisão teria sido tomada após a reviravolta nos projetos eleitorais que ele tinha com Walter Alves (MDB). Após rompimento de Walter com o Governo Fátima, e aliança com Allyson Bezerra, o presidente da Assembleia Legislativa agora orbita entre a base da esquerda, onde continua integrado oficialmente, e a transição para o lado oposto ao lado do bolsonarista PL.

Ezequiel, no entanto, ainda não encontrou um lugar que garanta sua presença em um cargo eletivo. Informações apontam que ele deve assumir a presidência do Republicanos e que já estaria formando nominata do partido.

Nos bastidores, a suplência do senador Styvenson Valentim é apontada como uma das alternativas em discussão.

A avaliação interna é de que a suplência não teria apenas caráter protocolar. Caso Styvenson venha a disputar o Governo do Estado em um próximo ciclo eleitoral, cenário considerado plausível por aliados, o suplente poderia assumir o mandato no Senado por um período mais longo, o que daria projeção política e institucional ao indicado. A análise é da jornalista Laurita Arruda.

O conjunto dessas movimentações aponta que a chapa busca estruturar não apenas a disputa de 2026, mas também criar um arranjo político que preserve a coesão do grupo, vinda de 2024, e organize suas lideranças para as próximas eleições.


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POR UNANIMIDADE, JUSTIÇA CONSIDERA SERIEDADE DA PESQUISA DATAVERO

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O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) negou, por unanimidade, um pedido do diretório estadual do Progressistas (PP) para suspender a divulgação de pesquisa eleitoral das empresas Datavero Pesquisa e Consultoria Ltda e TL Comunicação e Marketing Ltda, responsáveis pela pesquisa nº RN-08578/2026. A decisão é do juiz Marcello Rocha Lopes, relator do caso no TRE-RN. A decisão confirma o entendimento prévio da Corte, que já havia indeferido o pedido de liminar para suspender a divulgação dos dados.

A decisão confirmou o entendimento já adotado em sede liminar e afastou qualquer restrição à divulgação da pesquisa, encerrando o processo no âmbito da Justiça Eleitoral potiguar. O julgamento ocorreu em consonância com o parecer da Procuradoria Regional Eleitoral e acompanhou integralmente o voto do relator, juiz Marcello Rocha Lopes.

O cerne da controvérsia girava em torno do registro de pesquisa realizada entre os dias 10 e 11 de janeiro de 2026. O partido representante alegava irregularidades formais e questionava a relação entre a empresa contratante e o instituto, tese que foi integralmente rechaçada pela defesa e pelo Ministério Público Eleitoral.

O Tribunal, à unanimidade, acatou os argumentos do Relator, Dr. Juiz Marcello Rocha Lopes, que já havia sinalizado a fragilidade da acusação ao negar o pedido de liminar. Ao analisar o pedido, o magistrado reafirmou que o registro da pesquisa cumpriu rigorosamente os requisitos legais, não havendo espaço para intervenções judiciais baseadas em meras suposições políticas ou empresariais. O voto do relator, agora ratificado pelo Pleno, serviu como baliza para evitar que meras conjecturas políticas interferissem na liberdade de informação e no trabalho estatístico.

De acordo com o advogado responsável pela defesa das empresas, Dr. Raffael Campelo, o desfecho do caso trouxe à tona uma preocupação crescente na justiça especializada: a tentativa de transformar os tribunais em ferramentas de controle editorial e político. Durante o processo, ficou evidente que a ação não buscava apenas corrigir eventuais falhas técnicas, mas sim instrumentalizar o Poder Judiciário para cercear levantamentos que não agradam a determinados grupos.

O tribunal entendeu que ações desse tipo representam uma banalização do processo eleitoral. O advogado complementa que, além disso, a análise do caso revelou que, por ter sido proposta meses antes do início oficial do período de campanha, a demanda carregava um forte componente de espetacularização. Segundo o jurista, o Judiciário potiguar enviou um recado claro contra a judicialização predatória.

“A decisão do TRE-RN é um marco de proteção à atividade técnica de pesquisa e ao direito à informação. O Tribunal, sob a condução técnica e precisa do Juiz Marcello Rocha Lopes, não permitiu que a Justiça Eleitoral fosse utilizada como palco para espetáculos midiáticos desprovidos de base legal. Como afirmamos desde o início, a pesquisa cumpriu todos os ritos legais. Esta improcedência reafirma que o debate eleitoral deve ser pautado em fatos e dados, não em tentativas de silenciar institutos por meio de lides temerárias”, declarou Campelo.

Com a decisão, fica mantida a validade do registro da pesquisa eleitoral RN-08578/2026 e liberada, de forma definitiva, sua divulgação, sem qualquer impedimento judicial.

O julgamento contou com a participação dos juízes Maria de Lourdes Medeiros de Azevedo, Marcello Rocha Lopes, Daniel Cabral Mariz Maia, Eduardo Bezerra de Medeiros Pinheiro, Hallison Rego Bezerra, João Afonso Morais Pordeus e Ricardo Procópio Bandeira de Melo, além da manifestação do Procurador Regional Eleitoral, Fernando Rocha de Andrade.


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GRUPO DE ROGÉRIO CONFIRMA BABÁ PEREIRA COMO VICE NA CHAPA DE ÁLVARO DIAS AO GOVERNO

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Uma reunião realizada nesta quarta-feira (04), em Brasília, confirmou a escolha do ex-prefeito de São Tomé e atual presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), Babá Pereira, para compor a chapa majoritária como candidato a vice-governador, ao lado do ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, pré-candidato ao Governo do Estado.

Participaram do encontro o prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), o ex-prefeito da capital Álvaro Dias (Republicanos) e os senadores Rogério Marinho (PL) e Styvenson Valentim (PSDB), reforçando a unidade do grupo político que articula uma candidatura de oposição no Rio Grande do Norte.

A definição do nome de Babá Pereira é vista como estratégica dentro do projeto político liderado por Álvaro Dias. À frente da Femurn, Babá construiu forte relação com os municípios potiguares, destacando-se pela defesa do municipalismo e pela articulação junto aos prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e lideranças locais em todas as regiões do estado.

A notícia foi confirmada com exclusividade pelo portal Grande Ponto no final da tarde desta quarta-feira (05).

Ainda segundo a apuração do PGP, a confirmação da chapa vem sendo recebida com entusiasmo, especialmente no interior, onde Babá Pereira possui ampla capilaridade política. A expectativa é de que o anúncio fortaleça a presença da pré-candidatura nos municípios e amplie o diálogo com as bases locais.

Com a consolidação do nome de Babá Pereira como vice, o grupo sinaliza coesão política e avança na construção de uma chapa considerada competitiva para a disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte.

De acordo com interlocutores do grupo, a chapa completa deverá ser anunciada no início do mês de março, período que coincide com a abertura da janela partidária, momento decisivo para definições partidárias e rearranjos políticos visando as eleições deste ano.

Mais cedo, em entrevista à rádio 98 FM, o Coronel Hélio revelou compromisso do senador Rogério Marinho para que ele seja o segundo nome ao Senado na chapa majoritária do grupo político liderado pelo parlamentar.

Durante a entrevista, Coronel Hélio relatou que o próprio Rogério Marinho o definiu como “candidato favorito” do PL para a segunda vaga ao Senado, explicando que os anúncios estão sendo feitos de forma gradual para valorizar cada etapa da formação da chapa; assim, primeiro foi priorizado o lançamento da candidatura ao Governo e a definição do vice, para só depois ocorrer o evento de lançamento de sua pré-campanha ao Senado, evitando a sobreposição de anúncios.

“Então, tudo que nós combinamos lá atrás, o senador Rogério Marinho tem cumprido e a gente tem, de alguma maneira, entendido e confiado que a liderança dele tem dado certo para essas situações que a gente entende que são situações um pouquinho mais delicadas”, disse.


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GUILHERME SALDANHA PODE SER O PONTO DE EQUILÍBRIO PARA A ELEIÇÃO INDIRETA

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Em meio à incerteza sobre a realização de eleição indireta para o governo do Rio Grande do Norte entre abril e maio, crescem as conjecturas sobre qual nome pode despertar o consenso na Assembleia Legislativa, e que não represente ameaça direta para um dos lados durante a campanha eleitoral para a eleição de outubro. Caso a governadora Fátima Bezerra (PT) realmente renuncie para disputar o Senado, o PT defende que o partido mantenha a cadeira no Executivo até o final do ano, conforme escolha do eleitorado, que conferiu mais quatro anos de mandato à sigla quando reelegeu Fátima em 2022. Já a direita defende “um nome técnico”.

Na edição desta quarta-feira (04), o Diário do RN trouxe fala do deputado Tomba Farias (PL) com a sugestão dos nomes do superintendente do Sebrae, Zeca Melo, ou do presidente da Fiern, Roberto Serquiz. Além deles, uma nova possibilidade começa a surgir nos bastidores, o nome de Guilherme Saldanha (PSDB), secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Pesca do RN. Na coluna “Conversa Livre”, do jornalista Bosco Afonso, publicada nesta quarta-feira no Diário do RN, ele aborda o tema, cita o perfil agregador de Guilherme Saldanha e a articulação política que pode levar o secretário de Agricultura a ser governador-tampão do RN.

Indicação de Ezequiel Ferreira (PSDB), interlocutores próximos a Saldanha informam ao jornal que ele “topa” o desafio. Embora tenha afirmado publicamente, como integrante do governo estadual, que defende o nome de Cadu Xavier, o secretário de Agricultura admite que, em caso do governismo não conseguir emplacar o secretário da Fazenda entre os parlamentares estaduais, que serão os eleitores do pleito indireto, e caso seu nome seja colocado por Ezequiel, ele está disposto à candidatura.

A chance do integrante da equipe do governo ter um consenso entre os deputados está justamente em Ezequiel, a peça-chave desta articulação. O presidente da Assembleia Legislativa e do PSDB vem estreitando relações com o grupo de Rogério Marinho (PL). Os deputados do PL, que hoje possui uma bancada com sete parlamentares, já o tem como certo em aliança com a direita para o pleito de outubro. Nos bastidores, apesar de incerto, se fala que Ezequiel deve se aliar à direita, mas manter o voto em Fátima ao Senado.

Esse trânsito entre os dois extremos seria o responsável pela aceitação de Guilherme Saldanha entre os nomes da direita e da esquerda, além do centro. Em conversa com o Diário do RN, um deputado que não quis se identificar confirmou que a bancada aceita o nome de Saldanha como indicação do presidente, e novo aliado, Ezequiel.

Entra na conta também o bom relacionamento do engenheiro agrônomo com segmentos diversos, como a indústria agrícola, agricultores familiares, entidades representativas rurais e representativas econômicas. Guilherme Saldanha é herança do governo Robinson Faria e permanece desde o começo da gestão Fátima. Hoje, mantem a confiança do grupo governista e do campo conservador.

No mandato-tampão, seu nome pode representar a gestão técnica que a direita deseja e pacífica que a esquerda precisa para enfrentar, sem ameaças, a campanha eleitoral que decidirá o governador para os próximos quatro anos. Se Saldanha for o nome, a governadora poderá desfazer as dúvidas entre renúncia e não renúncia nesse momento de reviravolta eleitoral.


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SARGENTO GONÇALVES RECEBEU ATÉ AUXÍLIO NATALINO, MAS É CONTRA GÁS PARA POBRE

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O deputado federal Sargento Gonçalves (PL) foi o único representante do Rio Grande do Norte a votar contra a medida provisória que garante botijão de gás gratuito a famílias em situação de vulnerabilidade social. A proposta, aprovada pela Câmara dos Deputados por ampla maioria, beneficia famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) com renda per capita de até meio salário mínimo e segue agora para análise do Senado.

Gonçalves integrou o grupo minoritário de 29 votos contrários ao texto, 19 deles do PL, em um plenário que registrou 415 votos favoráveis, além de duas abstenções e 66 ausências. Nem mesmo o colega de partido no RN, General Girão (PL), acompanhou o voto contrário. Também votaram a favor da proposta os deputados Benes Leocádio (União Brasil), Carla Dickson (União Brasil), Fernando Mineiro (PT), João Maia (PP) e Robinson Faria (PP). A deputada Natália Bonavides (PT), favorável à matéria, esteve ausente da sessão.

Após a votação, Sargento Gonçalves justificou a posição em publicação nas redes sociais. “É claro que votei contra o programa gás do povo. Só se for o povo de Lula”, escreveu. O parlamentar classificou a iniciativa como “programa de compra de votos legalizada” e afirmou que “não existe almoço grátis”. Segundo ele, a conta acabaria sendo paga pelo contribuinte que “acorda 5h da manhã pra trabalhar no busão lotado e retorna às 7h da noite”, enquanto “uma parte significativa da população vive de bolsas e auxílios”. Apesar de dizer que não é contra benefícios sociais, afirmou ser contrário aos “excessos e ao modelo aplicado”.

A posição do deputado, no entanto, contrasta com o fato de que ele próprio recebe benefícios pagos com recursos públicos no exercício do cargo, conforme apuração do Diário do RN. Em dezembro de 2025, Gonçalves recebeu R$ 23.183,10 de gratificação natalina. Em dezembro de 2023, a Câmara dos Deputados pagou R$ 3.800 de auxílio-moradia ao parlamentar, benefício do qual ele abriu mão posteriormente, em 2025. No mesmo mês de 2023, houve ainda ressarcimento de R$ 50,18 referente à conta de energia elétrica. Além disso, o deputado recebe aposentadoria da Polícia Militar, no valor de R$ 4.733,12, conforme dados do Portal da Transparência do Estado, também referentes a dezembro de 2025. Valor que ele acrescenta ao salário de deputado federal.

O projeto rejeitado por Gonçalves mantém o modelo atual de transferência de recursos para a compra do gás e cria uma nova modalidade: a gratuidade direta do botijão de GLP em revendas credenciadas, permitindo que a família receba o produto sem desembolso. A proposta busca enfrentar um dos principais itens do orçamento doméstico das famílias de baixa renda, especialmente em um cenário de inflação persistente nos custos de energia.

Com a aprovação na Câmara, a medida provisória segue agora para o Senado Federal, onde precisa ser votada até 11 de fevereiro. Como o texto sofreu alterações, a proposta ainda dependerá de sanção do presidente Lula (PT) para entrar em vigor. Enquanto isso, o voto isolado de Sargento Gonçalves no RN reforça o contraste entre o discurso contra políticas de assistência e a manutenção de benefícios previstos para o exercício do mandato parlamentar.


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TENSÃO: DEPUTADO REAGE A PUBLICAÇÃO DA LOA SEM EMENDAS IMPOSITIVAS

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A relação entre o Governo do Rio Grande do Norte e a Assembleia Legislativa (ALRN) gerou tensão entre oposição e governo na abertura dos trabalhos legislativos de 2026, nesta terça-feira (03). O estopim foi a publicação da Lei Orçamentária Anual (LOA) no Diário Oficial, ignorando o caráter impositivo das emendas parlamentares. O episódio, classificado pelo Centro Administrativo como um “erro técnico”, surge num momento desfavorável para a governadora Fátima Bezerra (PT), que precisa de estabilidade para negociar pautas estruturantes e a própria sucessão via eleição indireta.

No plenário, o tom de indignação foi protagonizado pelo deputado José Dias (PL). Para o parlamentar, a ausência das emendas no projeto fere a Constituição Federal e Estadual.

“O orçamento foi publicado com as emendas impositivas como emendas não impositivas. Isso é a falência mental desse povo, porque isso é uma imbecilidade total. É uma determinação constitucional. Se houvesse tempo, daria para pedir intervenção federal, impeachment da governadora e prisão, por um atentado grave ao exercício do poder”, disparou José Dias.

O deputado ainda ironizou a justificativa de erro apresentada pelo líder do governo: “Passou pela minha cabeça que tinha sido coisa comum no governo, que é o erro crasso, o erro imbecil de não examinar coisas fundamentais. O erro desse governo é o padrão”.

A falha técnica reverbera diretamente nas articulações políticas de 2026. Com o último ano da gestão Fátima e o debate sobre a eleição indireta, caso a governadora se afaste para disputar o Senado, o Executivo se arrisca em confrontar a oposição e até membros da base aliada.

O deputado Tomba Farias (PSDB), que foi o relator da LOA, confirmou que a Casa já se mobilizou para cobrar a retificação imediata. Em entrevista à imprensa, ele destacou o risco de uma ruptura definitiva.

“As emendas dos deputados são todas impositivas. Já mandei chamar o pessoal do orçamento e eles disseram que foi um erro, mas tem que fazer a republicação. Isso é um crime. A governadora não vai querer começar brigando com todos os deputados de oposição e situação”, alertou Tomba, sinalizando que a Casa está pronta para “colocar alguém que pondere as coisas” em futuros diálogos sucessórios.

Apontado como um dos nomes do governo para a sucessão estadual, o Secretário de Fazenda, Cadu Xavier (PT), ao Diário do RN, Xavier garantiu a correção.

“Houve um erro no arquivo enviado pela ALRN. Vai ser corrigido no DOE de amanhã”, resumiu o secretário.


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FÁTIMA QUER CADU XAVIER GOVERNADOR; JÁ OPOSIÇÃO PREFERE SERQUIZ OU ZECA

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A possibilidade de a governadora Fátima Bezerra (PT) renunciar ao cargo para disputar uma vaga no Senado Federal, em 2026, coloca a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte em alerta na reabertura dos trabalhos legislativos. Na sessão solene de abertura do ano legislativo, nesta terça-feira (03), os deputados estaduais colocaram a possível eleição indireta para governador de um mandato-tampão até dezembro como um dos principais temas deste ano na Casa. A discussão ainda é incerta, mas as articulações já acontecem nos bastidores.

O pano de fundo da discussão é claro. Caso Fátima deixe o cargo, o primeiro da linha sucessória é o vice-governador Walter Alves (MDB). Se ele assumir, a crise política se encerra. No entanto, Walter já sinalizou publicamente que não pretende exercer o mandato, inclusive rompendo com o governo do PT. A partir daí, só haveria eleição indireta se também se configurasse a vacância do vice, caracterizando o que a Constituição define como “dupla vacância”.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), buscou esfriar o debate, lembrando que, juridicamente, nada está definido. “A eleição indireta só existe se houver vacância. Não houve vacância. Nem ninguém tem a certeza que haverá”, afirmou.

Segundo ele, caso ocorra, o processo já tem a primeira regra definida: será uma eleição aberta.

Ezequiel explicou que, diante dessa possibilidade, a Assembleia já começou a se preparar do ponto de vista legal. “Durante o mês de janeiro, eu já me debrucei sobre esse assunto com a nossa procuradoria. Isso será feito um projeto de lei que será encaminhado para o governo. O governo sanciona esse projeto e aí tem as diretrizes desta eleição, se isso vier a acontecer”, detalhou, sobre a regulamentação do processo eleitoral indireto.

De acordo com o presidente da Casa, a eleição indireta seria realizada no plenário da Assembleia Legislativa, com voto aberto dos 24 deputados estaduais.

“Poderia ser candidato qualquer cidadão filiado a um partido, com mais de 35 anos de idade e conduta ilibada. Seria uma chapa de governador e vice, já que estaríamos diante de uma vacância dupla”, explicou.

Sobre a possibilidade de ele próprio assumir o governo para conduzir o processo, Ezequiel foi não descartou, mas evitou o assunto: “Ou assumo eu para fazer a eleição, ou assume o presidente do Tribunal de Justiça. Mas tudo isso ainda são conjecturas”.

Enquanto o campo governista trabalha para garantir a continuidade do Partido dos Trabalhadores no comando do Executivo estadual, a oposição articula um discurso completamente distinto. Para líderes da direita, o momento exigiria um nome “técnico”, sem ambições eleitorais, capaz de tomar decisões duras para ajustar as contas do Estado.

O deputado Tomba Farias (PL) defendeu abertamente essa tese. “A unanimidade dentro do partido é que seja uma pessoa de consenso, que seja um técnico, uma pessoa de credibilidade para tomar as mudanças. A política não funciona para tomar medidas amargas, porque quem é político pensa na eleição”, afirmou.

Segundo ele, nomes como o presidente da Federação das Indústrias do RN (Fiern), Roberto Serquiz, e o superintendente do Sebrae-RN, Zeca Melo, surgem como referências nesse debate.

“Um pessoal que tenha responsabilidade com as medidas que sejam necessárias”, disse.

Tomba também ressaltou que todo o cenário depende, essencialmente, da decisão da governadora e do vice. “Se a governadora ficar, acaba o problema da eleição. Se ela sair e Walter assumir, também está extinto esse processo. Só haverá eleição indireta se Walter não assumir. A verdade é que tudo vai girar em torno disso”, avaliou, sem descartar qualquer possibilidade.

Do lado do PT, o discurso é de unidade e antecipação. O partido insiste no nome colocado tanto para o eventual mandato-tampão quanto para a disputa de 2026: o secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT), pré-candidato ao Governo para o pleito regular de outubro.

“Nós temos um nome apresentado, que é o do nosso companheiro Cadu Xavier, tanto para o mandato-tampão, evidentemente se houver eleição, como também para uma candidatura a governador em 2026. A base de tudo isso é o diálogo”, afirmou o deputado Francisco do PT, destacando que o governo tem conversado com deputados da base e também não descarta diálogo com a oposição.

O próprio Cadu Xavier, que esteve na solenidade representando a governadora Fátima Bezerra (PT), reforçou a tese da continuidade política e partidária.

“A posição do governo é muito clara. A gente não abre mão de um nome que seja do nosso partido, do Partido dos Trabalhadores. A governadora foi eleita para quatro anos, junto com o vice. Ela vai sair para disputar a eleição, o vice não vai assumir, ele já colocou isso publicamente. Então seria natural que o nome do Partido dos Trabalhadores encerrasse o mandato que o povo concedeu nas eleições”, concluiu.


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