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Política


ALLYSON TENTA ESCONDER ABRAÃO DO INSS, MAS PRESERVA ALIANÇA NOS BASTIDORES

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O ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (União Brasil), parece ter adotado uma nova estratégia em relação a um dos aliados mais controversos de sua pré-campanha.

Embora mantenha o apoio político de Abraão Lincoln nos bastidores, interlocutores afirmam que Allyson passou a evitar aparições públicas ao lado do dirigente, um dos principais investigados pela Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que apura um esquema bilionário de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.

Segundo publicação do Blog do BG, o movimento ficou evidente no último fim de semana, durante agenda em São Bento do Norte. Abraão teria organizado um evento político para receber Allyson, mas acabou sendo orientado a não comparecer ao encontro. A avaliação de integrantes da pré-campanha é de que a presença do dirigente poderia provocar desgaste à imagem do ex-prefeito justamente em um momento de intensificação das agendas pelo interior do Estado.

Nos bastidores, a leitura é de que Allyson tenta equilibrar dois interesses. De um lado, preservar o apoio político e a capacidade de articulação de Abraão em diversas regiões do Rio Grande do Norte. De outro, impedir que sua imagem fique diretamente associada a um personagem que passou a ocupar o centro de uma das maiores investigações envolvendo descontos ilegais em aposentadorias do país.

Abraão Lincoln é apontado como um dos principais investigados da Operação Sem Desconto, que apura um esquema estimado em mais de R$ 220 milhões em descontos indevidos sobre benefícios previdenciários, através da CBPA (Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura), da qual foi dirigente. O caso ganhou repercussão nacional e colocou dirigentes de entidades associativas sob investigação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União.

Apesar do desgaste provocado pela investigação, Abraão continua exercendo influência política em diversas regiões do Estado e teve papel importante na aproximação com Allyson Bezerra. Foi dele, inclusive, a articulação que permitiu ao hoje pré-candidato assumir o comando do Republicanos em Mossoró. Posteriormente, a estrutura partidária passou para Marcos Medeiros, aliado do ex-prefeito, consolidando um dos primeiros movimentos de fortalecimento político do grupo mossoroense.

Mesmo com o aparente distanciamento público, a relação entre os dois não foi rompida. Pelo contrário. Integrantes da pré-campanha admitem reservadamente que Abraão continua colaborando politicamente, sobretudo na mobilização de lideranças do interior.

O desafio, porém, passou a ser administrar o custo político dessa proximidade.

A cautela de Allyson contrasta com episódios recentes envolvendo integrantes de seu grupo. No início deste mês, durante agenda em Caiçara do Norte, na região da Costa Branca, a ex-primeira-dama de Mossoró, Cinthia Pinheiro, participou de compromissos ao lado de Abraão Lincoln. Na mesma ocasião, outros aliados também registraram encontros com o dirigente, evidenciando que a interlocução permanecia ativa.

O próprio Abraão também apareceu recentemente ao lado do ex-deputado Kelps Lima, pré-candidato a deputado federal pelo União Brasil, em uma agenda política na mesma região. A aproximação gerou repercussão negativa entre adversários, especialmente pelo histórico do dirigente nas investigações da Operação Sem Desconto.

Agora, a estratégia parece ter mudado. A ordem, segundo interlocutores, é reduzir a exposição pública sem abrir mão da articulação política construída ao longo dos últimos anos.

Na prática, a avaliação de aliados é que Allyson tenta evitar que um dos principais passivos de imagem de sua pré-campanha seja explorado pelos adversáriosEStado durante a disputa pelo Governo do Estado. Afinal, embora o apoio de Abraão seja considerado importante em determinadas regiões, a associação direta ao investigado pode representar um custo político elevado em uma campanha que busca ampliar sua presença junto ao eleitorado potiguar.


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JUSTIÇA REJEITA CENSURA DE GENERAL GIRÃO CONTRA A IMPRENSA POTIGUAR

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A Justiça do Rio Grande do Norte julgou improcedente a ação (0857927-51.2024.8.20.5001) movida pelo deputado federal General Girão (PL) contra o Diário do RN e o Blog do Barreto, na qual o parlamentar pedia a retirada de reportagens publicadas em julho de 2024 sobre o uso da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) e o pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 5 mil.

A sentença foi proferida pela juíza Karyne Chagas de Mendonça Brandão, da 11ª Vara Cível da Comarca de Natal, que concluiu que o veículo de comunicação atuou dentro dos limites da liberdade de imprensa ao divulgar informações de interesse público baseadas em documentos oficiais.

Ao analisar o mérito da ação, a magistrada entendeu que não houve abuso no exercício da atividade jornalística. “Não se vislumbra intuito injurioso, difamatório ou calunioso”, registrou a juíza ao concluir que as publicações não extrapolaram os limites do direito de informar.

Na ação, General Girão alegou que a reportagem intitulada “Girão come carne, bebe cachaça e o contribuinte paga a conta do deputado” continha informações falsas e ofensivas à sua honra. Segundo o parlamentar, embora tenha utilizado a verba parlamentar para custear despesas com alimentação, o valor referente à bebida alcoólica constante da nota fiscal não foi incluído no pedido de ressarcimento apresentado à Câmara dos Deputados. O deputado também afirmou que o reembolso solicitado foi de R$ 82,40, enquanto a nota fiscal totalizava R$ 124,19.

O parlamentar sustentou ainda que os recursos gráficos utilizados pelo Diário do RN extrapolaram o direito de crítica e tiveram caráter vexatório, motivo pelo qual pediu a retirada definitiva das reportagens e a condenação do jornal ao pagamento de indenização por danos morais.

A defesa do Diário do RN argumentou que a reportagem foi produzida com base em informações públicas disponíveis no Portal da Transparência da Câmara dos Deputados, que detalham os pedidos de ressarcimento apresentados pelos parlamentares. O jornal sustentou que apenas exerceu seu dever constitucional de informar sobre assunto de evidente interesse público, relacionado ao uso de recursos públicos por um agente político.

O veículo também afirmou que figuras públicas estão sujeitas ao escrutínio da sociedade e que a crítica jornalística, ainda que contundente, é protegida pela Constituição quando baseada em fatos verídicos ou verossímeis. Segundo a defesa, a utilização de linguagem crítica, ironia e recursos gráficos integra o exercício da liberdade de imprensa.

Ao fundamentar a decisão, a juíza destacou que a liberdade de expressão e de imprensa não é absoluta, mas ressaltou que eventual responsabilização depende da comprovação de divulgação de informações falsas ou da intenção de ofender.

Após analisar os documentos anexados ao processo, a magistrada concluiu que ficou comprovado que o deputado utilizou recursos da CEAP para custear despesas em restaurante, fato que constituiu o núcleo da reportagem. Em relação à controvérsia sobre a bebida alcoólica, entendeu que não ficou demonstrado que o Diário do RN tenha criado fato inexistente ou agido com desprezo consciente pela verdade, uma vez que a publicação foi construída a partir de documentos públicos.

A sentença também examinou as imagens e montagens utilizadas pelo jornal. Embora as tenha classificado como de “gosto discutível”, a magistrada concluiu que elas estavam inseridas no contexto da crítica política dirigida a um parlamentar sobre o uso de recursos públicos, sem configurar imputação de crime ou ofensa desvinculada do debate de interesse coletivo.

Na decisão, a juíza citou precedentes do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça que asseguram ampla proteção à liberdade de imprensa, especialmente quando as publicações tratam da atuação de agentes públicos e de temas relacionados ao uso de recursos públicos.

Ao final, a magistrada julgou improcedentes todos os pedidos formulados por General Girão, manteve as reportagens publicadas pelo Diário do RN e condenou o deputado ao pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios, fixados em 10% sobre o valor atualizado da causa.


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KLEBER: “NOMINATA MONTADA PARA FAZERMOS TRÊS FEDERAIS E SETE ESTADUAIS”

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Depois de períodos marcados por ruídos internos, ataques entre aliados e pela reacomodação de candidaturas, a federação União Progressista tenta virar a página e entra em uma nova fase da pré-campanha com discurso de unidade e projeções otimistas. A cerca de duas semanas do início das convenções, a expectativa do grupo liderado pelo ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), é eleger até sete deputados estaduais e três federais, consolidando uma das maiores bancadas do Estado.

Um dos principais articuladores políticos do grupo, o deputado estadual Kleber Rodrigues (PP) afirma que a nominata chega fortalecida e acredita que a federação pode ampliar sua representação na Assembleia Legislativa.

“Estou muito confiante. A chegada de Carlos Eduardo contribui para o fortalecimento da nominata da nossa federação. Nós já tínhamos praticamente a sexta vaga garantida e isso credencia a possibilidade de conquistarmos sete deputados estaduais”, afirmou.

Segundo o parlamentar, a composição também chega competitiva para a disputa da Câmara dos Deputados.

“A nominata de deputado federal está bem montada para fazer três deputados. Temos quatro nomes com potencial elevado de votação e outros candidatos, como Leila Maia, que contribuem muito para o conjunto”, destacou.

A avaliação positiva ocorre após mudanças importantes na composição da federação. Inicialmente cotado para disputar uma vaga ao Senado, o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves acabou direcionado para a disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa depois que o União Brasil não viabilizou a estrutura financeira necessária para sua candidatura majoritária. Agora, sua entrada na chapa proporcional é apontada pelos articuladores como um dos fatores que fortalecem a nominata para a disputa estadual.

Para Kleber, as divergências que marcaram as últimas semanas também ficaram para trás.

“Já está superado. Isso é questão de eleição. A temperatura sobe, é chato, mas é normal”, resumiu.

Questionado se os embates internos poderiam ter prejudicado o projeto estadual de Allyson Bezerra, o deputado minimizou o impacto e saiu em defesa do aliado Kelps Lima.

“Kelps gosta muito de Allyson, tem uma admiração muito grande por ele. Ele não faria nada que pudesse prejudicá-lo”, afirmou.

Segunda vaga em aberto
Embora o ambiente interno seja tratado como pacificado, a composição da chapa majoritária ainda não está completamente fechada. A segunda vaga ao Senado permanece em aberto e, nos últimos dias, surgiram especulações sobre uma possível candidatura do vereador de Natal Robson Carvalho (União Brasil).

Kleber, no entanto, disse desconhecer qualquer definição nesse sentido.

“Essa informação não chegou para mim. É uma decisão pessoal de Robson. Eu praticamente não acredito, porque ele tem um grande potencial para ser eleito deputado estadual e sempre demonstrou que esse é um projeto de vida”, afirmou.

Segundo o parlamentar, até o momento não existe qualquer deliberação oficial dentro da federação sobre o assunto.

“Que eu, Kleber, esteja participando ou sabendo, não. Pode ser que exista alguma conversa, mas eu não tenho conhecimento”, declarou.

O deputado também evitou antecipar discussões sobre a sucessão da presidência da Assembleia Legislativa, tema que voltou aos bastidores após a chegada de Carlos Eduardo ao grupo, visto que o ex-prefeito de Natal sinalizou um possível apoio ao deputado.

“Primeiro é preciso ser eleito. Depois a gente discute o segundo passo. A gente não ainda sabe nem quem serão os vinte e quatro eleitos, então não seria prudente tratar de presidência da Assembleia antes da eleição.”, ponderou.


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MENTIROSA? STYVENSON ACUSA NATÁLIA BONAVIDES DE ESPALHAR FAKE NEWS

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O senador e pré-candidato à reeleição, Styvenson Valentim, acionou o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) acusando a deputada federal e pré-candidata à reeleição, Natália Bonavides, de divulgar informações falsas em publicações nas redes sociais para desgastar sua imagem durante o período de pré-campanha.

Na Representação nº 0600222-44.2026.6.20.0000, Styvenson sustenta que Natália associou, de forma inverídica, sua assinatura à PEC nº 12/2026 à criação de uma suposta escala de trabalho “7×0”, ao aumento da jornada semanal para mais de 50 horas e à retirada de direitos trabalhistas, como férias, 13º salário e FGTS. Segundo o parlamentar, as publicações foram feitas em seus perfis no Instagram e no YouTube e difundem informações falsas sobre o conteúdo da proposta, caracterizando desinformação e propaganda eleitoral antecipada negativa.

De acordo com a ação, Styvenson afirma que a conduta da deputada ultrapassa os limites da crítica política e do direito à liberdade de expressão, sustentando que houve divulgação intencional de fake news com o objetivo de macular sua imagem e sua honra perante o eleitorado durante a pré-campanha.

Em razão disso, pediu à Justiça Eleitoral a concessão de tutela de urgência para determinar a remoção imediata das postagens das plataformas digitais, além da proibição de novas publicações com o mesmo teor.

Antes de analisar o pedido de liminar, porém, a relatora do caso, a juíza Sulamita Bezerra Pacheco, levantou uma questão processual que pode impedir o prosseguimento da ação.

Na decisão, a magistrada observou que a representação foi proposta por Styvenson na condição de pessoa física e pré-candidato, hipótese que, em princípio, não está prevista entre os legitimados para ajuizar esse tipo de representação eleitoral.

“A presente demanda foi proposta por pessoa física, pré-candidato ao cargo de Senador da República, o qual não figura, a priori, dentre os legitimados ativos elencados no art. 96 da Lei nº 9.504/1997 para fins de propositura desse tipo de demanda na Justiça Eleitoral”, registrou.

A relatora também citou precedentes do próprio TRE-RN e de outros tribunais eleitorais que consolidaram o entendimento de que pré-candidatos, atuando isoladamente como pessoas físicas, não possuem legitimidade para propor representações por propaganda eleitoral antecipada. Entre os precedentes mencionados estão uma decisão recente do próprio TRE-RN, de relatoria da juíza Francimar Dias, além de julgamentos dos Tribunais Regionais Eleitorais de Minas Gerais e da Paraíba no mesmo sentido.

Diante desse entendimento preliminar, a juíza determinou a intimação de Styvenson Valentim para que, por meio de seus advogados, apresente manifestação no prazo de um dia sobre a possível ilegitimidade ativa.

Somente após essa manifestação o TRE-RN decidirá se a representação poderá prosseguir e se analisará o pedido para retirada das publicações questionadas.

O despacho não aprecia o mérito das acusações feitas pelo senador nem conclui se houve divulgação de notícias falsas ou propaganda eleitoral antecipada negativa. A decisão limita-se à análise da legitimidade processual do autor da ação, deixando para um momento posterior eventual exame sobre o conteúdo das publicações atribuídas à deputada e sobre os pedidos de remoção das postagens e proibição de novas divulgações.


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SEM LIMITES: ALLYSON BEZERRA TENTA DESMORALIZAR JUSTIÇA ELEITORAL DO RN

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O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) concedeu liminar na Representação Eleitoral nº 0600218-07.2026.6.20.0000, proposta pelo Diretório Estadual do Partido Novo, determinando a retirada de uma publicação vinculada ao prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Leandro Bezerra Silva, por entender que existem indícios de propaganda eleitoral antecipada.

A decisão foi proferida pelo juiz relator Eduardo Bezerra de Medeiros Pinheiro, que concluiu, em análise preliminar, que a postagem extrapola os limites permitidos pela legislação para o período de pré-campanha.

Na decisão, o magistrado afirma que “analisando-se a prova dos autos, entendo que a postagem veiculada ultrapassa a mera menção a uma pré-candidatura ou a divulgação de um posicionamento político”, afastando, neste momento processual, a tese de que a publicação representaria apenas manifestação política ou exaltação de qualidades pessoais.

O relator também destacou que as expressões “É tempo de Allyson”, “O povo quer #AllysonGovernador” e “Chegou a hora Rio Grande do Norte” podem configurar pedido implícito de voto. Segundo ele, “as frases utilizadas na publicação (…) podem ser interpretadas como palavras mágicas capazes de influenciar a vontade do eleitor, restando configurada a probabilidade do direito invocado”.

Outro fundamento da decisão foi o alcance da postagem nas redes sociais. O juiz registrou que o conteúdo já acumulava mais de mil curtidas, 94 comentários, 181 republicações e 58 compartilhamentos, concluindo que “a manutenção do conteúdo nas redes tem potencial capacidade de violar a paridade de armas e gerar dano ao equilíbrio do pleito vindouro”.

A liminar determina que a Meta retire a publicação em até 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 5 mil. Também proíbe Allyson Bezerra de voltar a divulgar o mesmo conteúdo, direta ou indiretamente, fixando multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.

Na mesma decisão, o magistrado determinou que a plataforma informe, no prazo de cinco dias, os dados cadastrais dos responsáveis pelos perfis @rncomallyson, @timeallyson, @allyson_humorado, @allysondopovo e @allysonarrochado, além de identificar outras páginas que tenham replicado a publicação. O juiz justificou a medida afirmando que “os cinco perfis da rede social Instagram aqui indicados estão pendentes de identificação acerca de seus responsáveis legais”, ressaltando a vedação constitucional ao anonimato na internet.

A decisão é de natureza liminar e ainda será analisada pelo plenário do processo após a apresentação da defesa, manifestação do Ministério Público Eleitoral e julgamento do mérito da Representação Eleitoral nº 0600218-07.2026.6.20.0000. Se confirmada, poderá resultar na aplicação da multa prevista no artigo 36 da Lei nº 9.504/97 por propaganda eleitoral antecipada.


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JANJA PARTICIPA DE ATO EM NATAL PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES

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A primeira-dama do Brasil, Janja da Silva, participou nesta quinta-feira (25), em Natal, do encontro “Mulheres do Time de Lula pelo Fim da Violência”, realizado no Espaço Bossa Nova, na Arena das Dunas, em uma programação que reuniu lideranças políticas, movimentos sociais, juventudes e militantes em defesa dos direitos das mulheres.

O evento teve como foco o enfrentamento à violência de gênero e o fortalecimento de políticas públicas de proteção, acolhimento e garantia de direitos. Ao longo da atividade, a primeira-dama participou de momentos de diálogo e mobilização ao lado de representantes de diferentes segmentos da sociedade civil.

Com o tema “Mulheres com Lula, unidas pelo fim da violência”, o ato buscou ampliar o debate sobre o enfrentamento às diversas formas de violência contra as mulheres, além de reafirmar compromissos com igualdade, respeito e autonomia feminina. A ideia dos organizadores foi reunir mulheres de diferentes gerações e territórios em um espaço de articulação política e troca de experiências.

Na oportunidade, a presidente estadual do PT, Samanda Alves, destacou a importância da presença de Janja na mobilização e o simbolismo político da agenda para o Estado.

“Janja representa uma voz importante na defesa dos direitos das mulheres brasileiras. Sua presença fortalece uma mobilização ampla, que reúne diferentes gerações e movimentos em torno de uma pauta urgente: enfrentar a violência e construir uma sociedade mais justa, igualitária e livre de discriminação”, afirmou.

A fala reforçou o tom do evento, que combinou mobilização social com articulação política, em um momento em que o campo progressista busca fortalecer agendas voltadas às mulheres no estado e no país.

Além da participação no ato de ontem, Janja também cumpre agenda no Rio Grande do Norte nesta sexta-feira (27), ao lado da governadora Fátima Bezerra. A programação do segundo dia reforça a aproximação com lideranças locais e a agenda política do campo governista no Estado.

Nos bastidores, a presença da primeira-dama também é vista como um reforço simbólico à pré-campanha de nomes do PT e aliados no RN, incluindo a chapa majoritária formada por Cadu Xavier ao governo e Samanda Alves e Rafael Motta na disputa pelo Senado.

Relação de Janja com o Rio Grande do Norte
A passagem de Janja por Natal também remete a uma relação já construída com o estado ao longo dos últimos anos. Em 2024, ela esteve em um comício na Zona Norte da capital potiguar em apoio à então candidata Natália Bonavides, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, destacou a importância das políticas públicas voltadas às mulheres, especialmente nas áreas de educação, saúde e assistência social.

Já em 2022, Janja esteve em Timbaúba dos Batistas, onde conheceu artesãs responsáveis pelos bordados de seu vestido de noiva. Na época, o encontro com as bordadeiras chamou atenção para o cooperativismo e para a necessidade de políticas de incentivo ao setor artesanal, incluindo acesso a crédito e participação em feiras.

As bordadeiras potiguares também estiveram presentes em outro momento marcante da trajetória da primeira-dama, na posse presidencial, quando peças confeccionadas no Rio Grande do Norte, usadas por Janja, ganharam destaque nacional.

Madrinha Política de Ivan baron
A presença de Janja no estado também dialoga com novas articulações políticas no campo progressista potiguar. Entre os nomes próximos a essa rede de interlocução está o ativista Ivan Baron, que ganhou projeção nacional após participar da posse presidencial em 2023, quando subiu a rampa do Palácio do Planalto ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nos bastidores políticos, Ivan tem mantido uma relação de proximidade com a primeira-dama Janja da Silva, que, segundo aliados, teria estimulado sua aproximação com o Partido dos Trabalhadores (PT) e incentivado o processo de filiação ao partido, em meio às articulações que envolvem sua atuação no cenário político nacional e local.


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KELPS LEVA PUXÃO DE ORELHAS, RECUA E SE DECLARA: “EU AMO MUITO ALLYSON”

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O ex-deputado estadual e pré-candidato a deputado federal Kelps Lima (União Brasil) decidiu baixar o tom dos ataques que vinha fazendo dentro da Federação União Progressista. Após semanas de críticas direcionadas aos deputados Benes Leocádio (União Brasil), João Maia (PP) e Robinson Faria (PP), companheiros seus de nominata e aliados do pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (União Brasil), Kelps agora afirma que não fará qualquer movimento que possa prejudicar o projeto político do aliado.

A mudança de postura ocorre após um período de forte desgaste interno. Segundo apuração do Diário do RN, os ataques de Kelps passaram a incomodar os integrantes da Federação que pressionaram Allyson Bezerra a se posicionar diante das críticas, já vistas como prejudiciais ao projeto político do ex-prefeito de Mossoró. Nos bastidores, a avaliação é de que os embates passaram a afetar diretamente essa construção, levando a um freio no discurso do ex-deputado, que passou a adotar uma defesa pública do aliado.

A nova posição foi externada em entrevista à Rádio 95 FM de Mossoró. Logo no início da conversa, Kelps tratou de reforçar sua relação com Allyson e sinalizar um recuo nos embates que vinham causando desconforto entre aliados do ex-prefeito.

“Eu tô com Allyson desde o início, desde quando Allyson andava num golzinho. Allyson é meu amigo e eu amo muito Allyson. Não há nenhuma chance de eu fazer movimento para prejudicar Allyson”, afirmou.

O gesto ocorre após semanas de desgaste provocadas por declarações do próprio Kelps contra integrantes da Federação. Em um primeiro momento, o ex-deputado chamou Robinson Faria, João Maia e Benes Leocádio de “traidores”. Depois, manteve o foco dos ataques em Robinson, um dos principais aliados de Allyson na construção da pré-candidatura ao Governo do Estado.

Ao longo de sucessivas entrevistas e publicações, Kelps chegou a classificar Robinson como “o pior governador dos últimos 40 anos”, relembrando os atrasos salariais registrados ao final de sua gestão. As declarações repercutiram negativamente nos bastidores por atingirem diretamente um dos integrantes mais importantes do grupo político que hoje dá sustentação ao projeto do ex-prefeito de Mossoró.

Por este motivo e após pressão de Allyson, ainda segundo apurou o Diário do RN, Kelps recalculou a rota e mudou o discurso, reconhecendo que suas declarações podem acabar sendo utilizadas por adversários para desgastar o projeto estadual de Allyson e afirmou que pretende evitar esse cenário.

“Allyson é meu irmão e eu vou parar o tom por causa de Allyson. Se tentarem me usar para prejudicar Allyson, claro que sim, eu paro”, declarou na entrevista à radio de Mossoró.

Ainda durante a entrevista, o ex-deputado transformou a defesa do aliado em uma demonstração pública de lealdade política.

“Allyson é meu aliado, é meu amigo, é meu irmão. Eu brigo por Allyson. Se chegar no canto de Allyson e estiver brigando, primeiro eu entro na briga e depois pergunto por que foi a briga”, afirmou.

Kelps também relembrou que acredita no potencial político de Allyson desde os primeiros passos de sua trajetória.

“Quando Allyson foi eleito, eu disse a Hermano Morais: aquele cara vai ser governador. Eu acredito em Allyson. Eu sei o que Allyson pode transformar no Rio Grande do Norte”, ressaltou.

O trecho mais emblemático da conversa veio quando o pré-candidato admitiu que sua própria disputa por uma vaga na Câmara Federal ocupa posição secundária diante da candidatura de Allyson ao Governo.

“Não há chance de eu fazer movimento para prejudicar Allyson. A candidatura de Allyson é muito mais importante que a minha. Muito. Porque ele vai ter instrumentos para modificar a vida de quem veio de baixo, como eu e ele”, afirmou.

A declaração encerra, ao menos temporariamente, um capítulo de tensão dentro da Federação União Progressista. Após semanas de embates com deputados da própria aliança, Kelps sinaliza que a prioridade passa a ser preservar o projeto estadual do ex-prefeito de Mossoró, mesmo que isso signifique reduzir o tom das críticas aos colegas de Federação.


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ÁLVARO: “O ENDIREITA RN É MAIS QUE UM ENCONTRO POLÍTICO, É UMA NOVA DIREÇÃO”

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O pré-candidato ao Governo do Estado, Álvaro Dias (PL), dá início nesta semana a uma nova etapa de sua pré-campanha com o lançamento do projeto “Endireita RN”, iniciativa que pretende percorrer todas as regiões do estado promovendo encontros com lideranças políticas, representantes da sociedade civil e apoiadores para discutir demandas locais e construir propostas para o Rio Grande do Norte.

Em entrevista ao Diário do RN, o pré-candidato afirmou que o projeto nasce com o objetivo de ouvir a população e construir uma agenda voltada para os principais desafios enfrentados pelo estado.

“O Endireita RN nasce com um propósito muito claro: ouvir a população, reunir lideranças e construir um projeto capaz de endireitar o Rio Grande do Norte”, declarou.

Álvaro destacou que os encontros serão realizados em todas as regiões do estado e terão como foco a escuta das demandas locais e a formulação de propostas voltadas para o desenvolvimento regional.

“Estamos percorrendo todas as regiões do estado para dialogar com quem produz, trabalha e acredita que o RN pode voltar a crescer”, ressaltou.

O ex-prefeito de Natal também afirmou que a iniciativa pretende reunir diferentes segmentos que defendem mudanças na condução administrativa do estado.

“Queremos unir todos aqueles que não concordam com o modelo de gestão que hoje governa o estado e que defendem um caminho baseado em desenvolvimento, segurança, oportunidades e eficiência na administração pública”, declarou.
A primeira edição acontece nesta quinta-feira (25), em Santa Cruz, no Trairi, com o tema “A Nova Rota do Trairi e Agreste”. O encontro será realizado às 19h30, na quadra do Instituto Cônego Monte, reunindo lideranças políticas e representantes de diversos municípios da região.

Além de Álvaro, a programação contará com a participação dos senadores Rogério Marinho e Styvenson Valentim, do pré-candidato a vice-governador Babá Pereira e do pré-candidato ao Senado Coronel Hélio, além de prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, ex-prefeitos e lideranças regionais.

A iniciativa integra a estratégia de interiorização da pré-campanha de Álvaro Dias e busca fortalecer sua presença política fora da capital, ampliando o diálogo com diferentes setores da sociedade e consolidando uma rede de apoio para a disputa de 2026.

A programação terá continuidade já no dia seguinte. Na sexta-feira (26), o projeto chega ao município de São Tomé, com um encontro voltado para a região Potengi. Já no sábado (27), será a vez de Caicó sediar o evento destinado ao Seridó, encerrando a primeira rodada de mobilizações.

Com a agenda desta semana, a pré-campanha de Álvaro Dias busca ganhar capilaridade no interior e ampliar sua articulação política em regiões consideradas estratégicas para a disputa estadual de 2026.

A expectativa da organização é reunir lideranças de dezenas de municípios e transformar os encontros em espaços permanentes de debate político e formulação de propostas para o estado.

Para Álvaro Dias, o projeto vai além da mobilização eleitoral e pretende servir como instrumento de construção coletiva para um eventual plano de governo.

“O Endireita RN é mais do que um encontro político; é um movimento de construção de uma nova direção para o nosso estado, mas de forma responsável, sem aventuras”, afirmou.


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EX-PREFEITO DE MOSSORÓ SOFRE DERROTA NA JUSTIÇA AO TENTAR CALAR A IMPRENSA

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O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) decidiu através da 2ª Câmara Cível por unanimidade dos votos, cassar decisão de primeira instância que havia determinado a retirada de uma matéria jornalística envolvendo o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, pré-candidato a governador.

O processo de origem, de nº 0809230-38.2025.8.20.5106, foi protocolado em 6 de maio de 2025 pelo então prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, contra os comunicadores Manoel Nivaldo de Oliveira, Márcio Alexandre da Conceição e Francisco Ugmar Nogueira, responsáveis pelo blog “Na Boca da Noite”. A ação buscava retirar de circulação uma reportagem que fazia questionamentos sobre gastos públicos e a relação da gestão municipal com veículos de comunicação locais. Incomodado com o conteúdo, Allyson recorreu ao Judiciário mossoroense, alegando ofensa à honra e à imagem e conseguiu, em primeira instância, uma liminar que determinou a exclusão da matéria do site e das redes sociais dos responsáveis pela publicação, sob pena de multa diária.

A decisão, porém, não resistiu à análise do Tribunal de Justiça. Ao julgar o recurso, a Segunda Câmara Cível do TJRN concluiu que a medida favorecida ao ex-prefeito representava risco de censura prévia e atingia diretamente a liberdade de imprensa. Os desembargadores destacaram que a reportagem abordava temas ligados à gestão de recursos públicos e ao exercício do poder político, matérias que possuem inequívoco interesse coletivo. Na avaliação do colegiado, não havia prova suficiente para justificar a retirada imediata da publicação, prevalecendo o entendimento de que críticas dirigidas a agentes públicos devem ser enfrentadas no campo democrático e, quando cabível, discutidas posteriormente na esfera judicial, sem supressão antecipada da informação.

O acórdão destaca que a Constituição Federal assegura a liberdade de expressão e veda qualquer forma de censura, conforme os artigos 5º, IV e IX, e 220. O Tribunal também reforçou o entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF 130, segundo o qual eventuais excessos no exercício da atividade jornalística devem ser apurados posteriormente, por meio de responsabilização civil ou direito de resposta.

Em trecho central da decisão, os desembargadores registram que “a matéria jornalística versa sobre gastos públicos e relação entre gestão municipal e veículos de comunicação, inserindo-se no âmbito do animus criticandi e do interesse coletivo relacionado à fiscalização do poder público”.

Outro ponto destacado no voto é que a condição de agente político amplia o grau de exposição pública e o nível de tolerância à crítica: “titulares de mandato eletivo submetem-se, por imperativo democrático, a escrutínio mais intenso por parte da imprensa e da sociedade”, registra o acórdão.

O Tribunal também afirmou que não foram apresentados elementos que demonstrassem falsidade deliberada ou abuso manifesto capaz de justificar a remoção imediata do conteúdo. Nesse sentido, prevaleceu o entendimento de que o periculum in mora, neste caso, está ligado à liberdade de imprensa e ao direito coletivo à informação.

Com a decisão, o TJRN conheceu parcialmente do recurso e, na parte conhecida, deu provimento ao agravo para cassar a tutela de urgência concedida em primeiro grau, restabelecendo a publicação anteriormente retirada.

Apesar da decisão, o processo principal segue em tramitação na 1ª Vara Cível de Mossoró (nº 0809230-38.2025.8.20.5106), ainda sem julgamento de mérito definitivo sobre eventual dano moral ou responsabilidade civil.

O caso mantém em aberto o embate entre liberdade de imprensa e proteção à honra de agentes públicos, um dos temas mais recorrentes no Judiciário potiguar em disputas envolvendo comunicação política e gestão municipal.

Primeiro Grau sob pressão
Decisões liminares que determinam a retirada imediata de conteúdos jornalísticos têm se tornado alvo de questionamentos no próprio Judiciário potiguar, especialmente quando envolvem temas ligados à gestão pública e agentes políticos. No caso envolvendo o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Leandro Bezerra Silva, uma ordem de primeira instância chegou a impor a remoção de uma matéria sob pena de multa, medida posteriormente derrubada pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte.

Para o TJRN, esse tipo de intervenção antecipada, quando não sustentada por prova robusta de abuso, pode configurar restrição indevida ao fluxo de informações de interesse coletivo. O entendimento reforça a necessidade de cautela redobrada no primeiro grau ao apreciar pedidos de tutela de urgência que envolvam conteúdo jornalístico, sobretudo em ambientes digitais.

O Tribunal destacou que a Constituição Federal veda a censura prévia e que o controle de eventuais excessos deve ocorrer, em regra, de forma posterior, por meio de responsabilização civil. Na prática, decisões que suspendem publicações antes do julgamento final podem produzir efeito imediato de supressão de informação, com impacto direto no debate público.

O caso reacende a discussão sobre o papel do Judiciário na contenção de conteúdos críticos à administração pública e o risco de que decisões liminares acabem, ainda que de forma provisória, restringindo o acesso da sociedade a temas sensíveis da gestão governamental.


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ZENAIDE MAIA SE ANTECIPA E REFORÇA APOIO AO FIM DA ESCALA 6×1 NO SENADO

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A proximidade da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6×1 e reduz a jornada semanal de trabalho segue em pauta no Senado Federal. No Rio Grande do Norte, a senadora Zenaide Maia voltou a defender publicamente a proposta, que já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e aguarda análise dos senadores, com expectativa de ocorrer antes do recesso legislativo, previsto para meados de julho.

Em nota enviada ao Diário do RN por meio do PSD, a parlamentar reafirmou a coerência de sua trajetória política e destacou sua atuação alinhada às pautas sociais e trabalhistas.

“A senadora Zenaide Maia sempre manteve coerência com suas posições políticas e com sua atuação parlamentar”, afirma o texto. A nota lembra que a parlamentar votou contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, permanece como vice-líder do governo de Luiz Inácio Lula da Silva no Senado e já declarou apoio à reeleição do presidente.

O comunicado também ressalta a atuação da senadora em favor do Rio Grande do Norte. “Ao longo de sua trajetória, Zenaide sempre foi parceira do Rio Grande do Norte, destinando recursos, defendendo pautas de interesse da população e exercendo o mandato com independência e compromisso social”, registra a nota.

O documento ainda faz referência ao cenário político estadual e à relação da parlamentar com o grupo governista. Segundo o PSD, “apesar disso, foi sendo afastada pela governadora Fátima Bezerra das construções políticas do grupo, não sendo contemplada no arranjo político liderado pela governadora, que optou por priorizar outras composições”.

Defesa da mudança
A posição favorável ao fim da escala 6×1 já havia sido manifestada anteriormente por Zenaide. Em declarações recentes, a senadora argumentou que a proposta representa um avanço na qualidade de vida dos trabalhadores, especialmente das mulheres.

Ao defender a mudança, a parlamentar destacou os impactos da jornada atual na convivência familiar. “Você imagina uma mãe de família que trabalha de segunda a sábado e só tem um dia de folga para olhar os filhos, muitas vezes porque passa a semana quase sem vê-los”, observou.

Para Zenaide, a alteração da jornada não representa prejuízo para o setor produtivo. “Não vai quebrar ninguém, nenhuma empresa. E vai melhorar a qualidade do trabalho, vai melhorar a vida psicológica das pessoas”, disse.

A senadora reconheceu que há resistência de setores empresariais, mas argumentou que a medida também pode gerar ganhos para empregadores. “Eu sei que tem uma resistência justamente do comércio e da indústria, mas eles vão ganhar com isso. Dois dias de descanso é o mínimo”, concluiu.

Entenda a proposta
A PEC que trata do fim da escala 6×1 prevê a substituição do atual modelo por uma jornada máxima de 40 horas semanais, distribuídas preferencialmente em cinco dias de trabalho e dois de descanso. O texto também proíbe qualquer redução salarial em decorrência da mudança.

A proposta estabelece ainda um período de transição para adaptação das empresas e busca ampliar a garantia de descanso semanal dos trabalhadores. Após aprovação em dois turnos na Câmara dos Deputados, no mês passado, a matéria agora aguarda votação no Senado Federal, etapa decisiva para que a mudança possa entrar em vigor.


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JANJA DA SILVA DESEMBARCA EM NATAL E MOBILIZA O “TIME DE LULA” NO RN

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A visita da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, ao Rio Grande do Norte nesta semana deverá marcar um dos principais movimentos políticos do campo governista neste período de pré-campanha.

Em entrevista ao Diário do RN, a pré-candidata ao Senado pelo PT, Samanda Alves, detalhou a programação da primeira-dama em Natal, destacou a articulação do chamado “time de Lula” no Estado e falou sobre a construção da chapa governista para 2026.

Segundo Samanda, Janja cumprirá uma agenda voltada principalmente para o público feminino e para representantes de movimentos sociais. A programação começa na quinta-feira (26), no fim da tarde, em Natal.

“Ela faz uma agenda com mulheres dos movimentos sociais, com a juventude, os movimentos de mulheres e também com as mulheres dos partidos que compõem o time de Lula”, afirmou.

De acordo com a petista, o encontro servirá para apresentar ações desenvolvidas pelo Governo Federal voltadas às mulheres e discutir políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero.

“Ela fala das ações que estão em curso no governo do presidente Lula relacionadas à violência contra as mulheres. O governo trouxe de volta o Ministério das Mulheres, que havia sido extinto, e também garantiu orçamento para políticas públicas voltadas para as mulheres”, ressaltou.

Na sexta-feira (27), Janja participará de compromissos ao lado da governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra.

Time de Lula reunido
Samanda explicou que a agenda também terá caráter político ao reunir lideranças dos partidos aliados que integram a base de sustentação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Estado.

“Vai envolver os partidos aliados. É uma agenda voltada para as mulheres, mas é importante que os homens que compõem o nosso time também estejam presentes. Nós temos pré-candidato ao Governo e pré-candidato ao Senado, e eles estarão lá para ouvir e aprender mais sobre essa pauta”, declarou.

A petista avalia que a presença de Janja ajuda a fortalecer o campo político ligado ao presidente Lula e evidencia o protagonismo feminino dentro do grupo governista potiguar.

“A importância da visita é mostrar a organização do nosso campo político e o protagonismo das mulheres. Nós temos aqui um time feminino muito forte, muito organizado e que foi fundamental nas campanhas do presidente Lula”, afirmou.

Sobre uma possível visita do presidente ao Rio Grande do Norte ainda neste ano, Samanda disse que a expectativa permanece.

“Estamos na expectativa da vinda dele. Uma das possibilidades é que ele venha para anunciar a ordem de serviço do Hospital Universitário do Seridó”, revelou.

Apoio incondicional de Fátima
Outro ponto abordado pela pré-candidata foi o envolvimento direto da governadora Fátima Bezerra em sua campanha ao Senado. Nos últimos dias, a chefe do Executivo estadual voltou a gravar vídeos declarando apoio ao nome de Samanda.

“Sem dúvida ela está envolvida. Fátima foi retirada desse processo eleitoral e colocou o nosso nome para seguir essa construção. Ela entende a importância da disputa pelo Senado e estará do nosso lado durante esse processo”, afirmou.

Segundo Samanda, a relação política construída ao longo dos anos torna natural a participação da governadora em sua pré-campanha.

“Samanda é Fátima e Fátima é Samanda. Tenho uma trajetória ao lado dela e aprendi muito com ela na política”, acrescentou.

Vice de Cadu pode vir do PSOL
Samanda também confirmou que o PT pretende intensificar o diálogo com o PSOL nos próximos dias.

Segundo ela, as conversas não se limitam a uma eventual aliança política e incluem a possibilidade de participação do partido na composição majoritária, inclusive na vaga de vice da chapa encabeçada pelo pré-candidato ao Governo, Cadu Xavier.

“Nós formalizamos o convite para o diálogo e entendemos que há espaço para o PSOL na nossa composição. Respeitamos a autonomia do partido, mas queremos construir essa conversa”, explicou.

De acordo com a petista, uma reunião formal entre as direções das duas legendas deverá ocorrer até a próxima semana, quando os entendimentos poderão avançar em torno da formação da chapa governista para 2026.

Federação fecha definições em julho
Em relação à nominata da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), Samanda afirmou que as negociações estão avançadas e que a expectativa é concluir todas as definições até a primeira quinzena de julho.

“É uma discussão muito tranquila. Temos companheiros valorosos se colocando à disposição porque entendem a importância de ampliar nossa representação. Até a primeira quinzena de julho devemos concluir toda a composição da chapa majoritária e proporcional”, afirmou.


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KELPS JOGA ROBINSON FARIA NO COLO DE ALLYSON: “O PIOR GOVERNADOR DO RN”

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O mais recente episódio da novela envolvendo a Federação União Progressista teve, mais uma vez, como protagonista o ex-deputado Kelps Lima, aliado declarado do ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (União Brasil). Ao intensificar ataques ao deputado federal Robinson Faria (PP), Kelps acabou criando uma situação desconfortável para o próprio projeto político que afirma defender.

Na prática, o ex-deputado termina jogado o “pior governador dos últimos 40 anos”, como ele próprio classifica Robinson, diretamente no colo de Allyson. O problema é que Robinson não é apenas mais um integrante da Federação União Progressista. Trata-se de um dos principais aliados do ex-prefeito de Mossoró e peça importante na construção do projeto político que busca levar Allyson à disputa pelo Governo do Estado em 2026.

A situação ganha desdobramentos ainda mais delicados porque o próprio Kelps já declarou, em outras ocasiões, que sua permanência no União Brasil está diretamente ligada à relação política e pessoal que mantém com Allyson. Ainda assim, as críticas dirigidas ao ex-governador acabam atingindo um dos nomes mais próximos do grupo aliado ao ex-prefeito mossoroense.

Durante agenda no Oeste potiguar no último fim de semana, em entrevista à TCM, Kelps voltou a disparar contra Robinson, seu adversário direto na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados. O tom adotado chamou atenção pela dureza das críticas e pela associação direta ao período em que Robinson governou o Rio Grande do Norte.

“É preciso dizer à população do Rio Grande do Norte que eu concorro com o pior governador dos últimos 40 anos aqui”, afirmou.

Ao justificar a declaração, o ex-deputado relembrou os atrasos salariais registrados no fim da gestão Robinson. “O deputado cheio de gente que ficou com o salário atrasado. Aí ninguém vai dizer isso. Eu vou”, declarou.

As críticas prosseguiram. Kelps afirmou que foi líder da oposição durante a administração do ex-governador e procurou marcar distância política do parlamentar.

“Essas verdades precisam ser ditas, porque senão vão pensar que eu sou igual a ele. E eu não sou igual a Robinson Faria. Eu sou muito diferente e fui líder da oposição no governo desastrado de Robinson”, disse.

O próprio Kelps reconheceu o paradoxo da convivência dentro da mesma federação ao comentar a relação entre os dois grupos.

“A conjuntura política, por causa da minha amizade e relação com Allyson, faz com que a gente esteja na mesma federação. Mas Robinson Faria joga um jogo antigo, velho, ultrapassado. Eu jogo outro jogo”, afirmou.

A ofensiva não ficou restrita à entrevista. Em outra publicação que repercutiu nas redes sociais, Kelps voltou a ironizar o legado administrativo do ex-governador ao fazer referência às quatro folhas salariais deixadas em atraso ao final de 2018.

“Esse rapaz deixou bem pouquinha gente com salário atrasado no Rio Grande do Norte”, disse, em tom irônico, ao ver Robinson se aproximar no mesmo evento que participava. Em seguida, completou: “Mas esse ano quem vai deixar ele sem salário somos nós. Vá por mim. Quando o povo quer, não tem quem segure, completou”.

Aliança polêmica com Abraão Lincoln
A polêmica, porém, não se limita às declarações contra Robinson Faria. Outro fator que tem chamado atenção nos bastidores é a aproximação de Kelps Lima com Abraão Lincoln, citado nas investigações da chamada “farra do INSS”, que apura mais de R$ 200 milhões em descontos indevidos de aposentados e pensionistas.

Abraão, que chegou a ser preso em novembro do ano passado, apareceu ao lado de Kelps em agenda política realizada em Caiçara do Norte, no mês de maio. A imagem repercutiu entre adversários e acrescentou um novo foco de desgaste à Federação União Progressista, já pressionada pelas declarações do ex-deputado contra Robinson Faria.

O Diário do RN procurou ouvir o deputado Robinson Faria sobre as declarações de Kelps, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. A reportagem também buscou contato com o presidente estadual do União Brasil, José Agripino Maia, e com o ex-prefeito Allyson Bezerra. Ambos mantiveram silêncio, repetindo a postura adotada em episódios anteriores envolvendo os atritos internos da Federação.


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ENQUETE DE MILENA SINALIZA INDEFINIÇÃO DO PSDB PARA ESCOLHA AO GOVERNO DO ESTADO

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A indefinição do PSDB sobre a disputa pelo Governo do Estado em 2026 ganhou um novo desdobramento neste fim de semana. A vice-prefeita de Currais Novos, Milena Galvão (PSDB), irmã do presidente estadual da legenda, Ezequiel Ferreira, lançou uma enquete nas redes sociais sobre a preferência dos eleitores entre os principais pré-candidatos ao Executivo. Nos bastidores, o movimento reforçou a percepção de que a decisão do partido continua em aberto para este ano.

Em vídeo publicado no Instagram, Milena questionou os internautas sobre a corrida eleitoral. “Se a eleição para governador do Rio Grande do Norte fosse hoje, para quem seria sua torcida? Hoje nós temos três pré-candidatos a governador: Allyson Bezerra, Cadu Xavier e Álvaro Dias. E eu quero saber qual seria sua preferência hoje. Para quem você torceria? Eu quero saber. Coloque aqui nos comentários”, disse.

A publicação rapidamente ganhou repercussão e acumulou quase cinco mil comentários. As manifestações revelaram um eleitorado dividido entre os principais nomes colocados até o momento na disputa estadual.

Entre os comentários, alguns internautas demonstraram preferência pelo ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL). “Álvaro Dias com certeza é o mais experiente, testado e aprovado”, escreveu uma seguidora.

Outros defenderam o secretário estadual da Fazenda e pré-candidato governista, Cadu Xavier (PT).

“Cadu é o mais preparado”, comentou outro participante da enquete.

Também houve manifestações favoráveis ao ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil). “Eu e minha família votamos com Allyson Bezerra”, registrou um internauta.

A movimentação chamou atenção ainda por abrir espaço para uma quarta alternativa. Alguns seguidores passaram a defender que a própria Milena Galvão dispute o Governo do Estado. “Votaria em Milena sendo governadora”, escreveu uma participante da discussão.

Nos bastidores, a enquete foi recebida como mais um indicativo de que o PSDB continua avaliando cenários e não definiu seu posicionamento para a eleição estadual. A leitura predominante é de que, se a decisão estivesse consolidada, não haveria necessidade de estimular um debate público sobre as preferências do eleitorado.

Indefinição se arrasta há meses
A situação do partido vem sendo acompanhada de perto desde o início das articulações para 2026.

Desde o início da pré-campanha, o PSDB tem sido cortejado por diferentes grupos políticos. Nos últimos meses, lideranças tucanas participaram de encontros com representantes de mais de um campo político, alimentando especulações sobre qual será o destino da legenda.

A cautela adotada pela sigla, inclusive, já havia sido externada em reuniões anteriores. Lideranças do partido deixaram claro que a definição sobre a disputa majoritária deverá ocorrer até julho, quando o cenário eleitoral estará mais consolidado. Até lá, a orientação é manter o diálogo aberto com diferentes grupos políticos e evitar antecipar uma decisão.

Outra sinalização dada pelo PSDB é a de que prefeitos, vice-prefeitos e demais lideranças municipais terão liberdade para manifestar apoio aos pré-candidatos de sua preferência. Paralelamente, a bancada tucana na Assembleia Legislativa trabalha para construir uma posição consensual, buscando unificar o partido em torno de um único nome quando chegar o momento da definição oficial.

Ao mesmo tempo, o nome de Milena Galvão segue citado em conversas relacionadas à composição de chapas majoritárias. Ela é apontada por setores do governismo como uma possível opção para ocupar a vaga de vice em uma eventual chapa encabeçada por Cadu Xavier.

A ausência de uma definição formal tem mantido o PSDB em posição estratégica nas negociações para 2026. Com forte presença em municípios do interior e influência política acumulada ao longo dos últimos anos, a legenda continua sendo vista como uma peça importante para qualquer projeto eleitoral competitivo.


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RN CONQUISTA 2º LUGAR NACIONAL EM QUALIDADE FISCAL E CONTÁBIL PELA STN

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O Rio Grande do Norte alcançou um resultado histórico na gestão das finanças públicas ao conquistar o segundo lugar no Prêmio Qualidade da Informação Contábil e Fiscal, promovido pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN). O resultado foi anunciado nesta segunda-feira (22), durante cerimônia realizada em Brasília (DF), e reconhece os estados e municípios que mais se destacam pela qualidade, consistência e transparência das informações contábeis e fiscais encaminhadas ao Governo Federal.

A conquista representa um salto expressivo para o Estado. Em 2018, o Rio Grande do Norte ocupava a última colocação no ranking nacional. Desde então, iniciou um processo de reestruturação da Contabilidade Geral do Estado que resultou em avanços sucessivos. Em 2025, o RN alcançou a quinta posição e, agora, chegou ao segundo lugar no país, ficando entre os estados mais bem avaliados pela Secretaria do Tesouro Nacional.

De acordo com o Governo do Estado, o reconhecimento reforça o compromisso da gestão estadual com a responsabilidade fiscal, a transparência das contas públicas e o aperfeiçoamento dos mecanismos de controle e prestação de informações à sociedade.

Para o secretário estadual da Fazenda, Álvaro Bezerra, o resultado demonstra uma mudança consistente na qualidade da gestão fiscal potiguar ao longo dos últimos anos.

“O Rio Grande do Norte recebeu o prêmio da STN como o segundo melhor estado do Brasil na qualidade da informação contábil e fiscal. É um grande avanço, o Estado vem crescendo ano após ano”, destacou.

O secretário lembrou a trajetória percorrida pelo Rio Grande do Norte desde o início do processo de reorganização dos sistemas contábeis e fiscais.

“Em 2018, o Estado era o último nesse mesmo ranking. No ano passado, nós éramos o quinto. E agora estamos no topo três, como o segundo melhor do Brasil”, afirmou.

Segundo Álvaro Bezerra, o reconhecimento nacional é resultado de investimentos voltados para a qualificação dos processos internos e para a melhoria da transparência pública.

“Isso é uma alegria e uma forma de demonstrar como o Governo investiu e valoriza a qualidade da informação, com transparência e respeito à gestão fiscal”, ressaltou.

A avaliação positiva da STN também fortalece a credibilidade das informações produzidas pelo Estado e utilizadas por órgãos de controle, instituições financeiras, investidores e pela própria sociedade para acompanhar a execução das políticas públicas e a situação fiscal do Rio Grande do Norte.

Como funciona o prêmio
Criado pela Secretaria do Tesouro Nacional, o Prêmio Qualidade da Informação Contábil e Fiscal tem como objetivo incentivar a transparência, a responsabilidade fiscal e o aprimoramento da gestão financeira nos estados e municípios brasileiros. A iniciativa busca reconhecer boas práticas na produção e envio de informações contábeis e fiscais ao longo do país.

O resultado é definido com base no Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal, elaborado pela própria STN a partir dos dados encaminhados ao Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi). Para isso, o Tesouro Nacional realiza mais de 160 verificações cruzadas em documentos como a Matriz de Saldos Contábeis (MSC), a Declaração de Contas Anual (DCA), o Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO) e o Relatório de Gestão Fiscal (RGF).

São avaliados critérios como consistência e conformidade dos dados, coerência entre os demonstrativos e cumprimento dos prazos legais de envio.


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ALLYSON ENTRA NA MIRA DO TRE APÓS POSTAGEM OFENSIVA CONTRA ÁLVARO DIAS

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A pré-campanha ao Governo do Rio Grande do Norte ganhou contornos ainda mais explosivos nesta segunda-feira (22), após o Tribunal Regional Eleitoral do RN enquadrar como caso de Justiça Eleitoral uma postagem ofensiva contra o pré-candidato Álvaro Dias e colocar o nome de Allyson Leandro Bezerra Silva no centro de uma representação que agora avança com ordem de remoção do conteúdo, multa e quebra do anonimato do perfil que espalhou a peça. Na decisão proferida no processo nº 0600209-45.2026.6.20.0000, a juíza Sulamita Pacheco, do TRE-RN, determinou que a Meta/Instagram remova em 24 horas a publicação feita no perfil @rncomallyson que trazia a imagem de Álvaro Dias associada à frase “ÁLVARO DIAS CALOTEIRO” e a uma falsa manchete com os dizeres “Beto Barbosa denuncia calote de Álvaro Dias por show em Natal”. Além de mandar retirar o material do ar, a magistrada ordenou que a plataforma informe, no prazo de cinco dias, os dados cadastrais do responsável pelo perfil “@rncomallyson” e as URLs das contas que replicaram o conteúdo, transformando a disputa digital em uma frente formal de apuração eleitoral.

A publicação em questão se refere ao ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, como caloteiro em razão da falta de pagamento de cachê ao artista Beto Barbosa – Foto: Reprodução

O caso atinge diretamente Allyson Bezerra, citado expressamente como representado na ação eleitoral que questiona a postagem publicada no perfil @rncomallyson. Na própria decisão, a juíza registra que a representação foi proposta ‘em face do ex-prefeito de Mossoró’, ao lado do responsável pela administração do perfil @rncomallyson”. Embora a juíza ainda não atribua formalmente a autoria da conta ao ex-prefeito de Mossoró, o caso passa a girar diretamente em torno de um perfil que usa seu nome político e que foi acionado por divulgar uma peça que a própria Justiça classificou, em análise inicial, como ofensiva e abusiva. No despacho, Sulamita Pacheco foi dura ao afirmar que, ao examinar a publicação, “constata-se, a priori, o seu conteúdo ofensivo e ultrajante, com grande potencial de atingir a honra e a imagem do candidato”. Em outro trecho, reforçou que a postagem apresenta “claro intuito de ferir a honra e a imagem de pré-candidato”, ultrapassando, segundo ela, os limites da liberdade de manifestação política na internet.

O despacho do TRE pesou sobre o conteúdo divulgado no perfil ligado nominalmente a Allyson. Sulamita Pacheco destacou que, em uma análise preliminar própria da fase de urgência, a postagem extrapola a crítica política e invade o terreno da ofensa à honra, da propaganda eleitoral negativa e do ataque à imagem de um pré-candidato. Ao fundamentar a decisão, a relatora citou o artigo 27 da Resolução nº 23.610 do TSE, segundo o qual a livre manifestação na internet só pode ser limitada quando houver ofensa à honra ou à imagem de candidatos, partidos, federações ou coligações, além do artigo 22, inciso X, da mesma resolução, que veda propaganda que calunie, difame ou injurie qualquer pessoa. A juíza também lembrou que a Corte potiguar já tem precedentes em casos semelhantes, citando o REI nº 060003058, de Riachuelo, e o REI nº 0600300-50.2024.6.20.0051, de São Gonçalo do Amarante, ambos usados como referência para admitir a configuração de propaganda antecipada negativa quando há desqualificação de pré-candidato com ofensa à honra e à imagem.

Na prática, a decisão do processo nº 0600209-45.2026.6.20.0000 impõe três efeitos imediatos. O primeiro é a retirada do ar, em 24 horas, da postagem hospedada na URL https://www.instagram.com/p/DXg4MSAAMFs/, sob pena de multa diária de R$ 10 mil à plataforma caso descumpra a ordem. O segundo é a obrigação de a Meta entregar, em cinco dias, os dados do responsável pelo perfil @rncomallyson e das contas que replicaram o conteúdo, o que abre caminho para rastrear a origem e a cadeia de circulação da publicação. O terceiro é a imposição de uma ordem ao representado para que não republique o material, sob pena de multa diária de R$ 1 mil. Com isso, o que começou como uma postagem de rede social com ataque direto a um adversário se transformou em um caso com potencial de desgaste político e consequências judiciais no coração da corrida eleitoral de 2026.

A decisão ainda fez um ajuste no polo passivo da ação ao retirar formalmente o Facebook Serviços Online do Brasil Ltda. da condição de representado. A juíza observou que a plataforma não foi acusada de produzir a propaganda, mas apenas incluída para cumprir eventual ordem de remoção e fornecer dados do perfil investigado. Por isso, determinou sua exclusão do polo passivo, sem afastar a obrigação de a empresa atender às determinações judiciais. Com isso, o núcleo da representação permanece concentrado em Allyson Leandro Bezerra Silva e no responsável pela administração do @rncomallyson, perfil que agora passa a ser alvo de identificação formal por ordem do TRE.

O despacho também deixa claro o motivo da pressa da Justiça Eleitoral. Para a magistrada, o risco da demora é evidente porque “esse tipo de conteúdo ofensivo, quando propagado por meio de redes sociais, possui grande poder de alcance e disseminação”, razão pela qual seria necessária a rápida atuação do Judiciário para cessar seus “efeitos ilegítimos”. O recado político e jurídico é direto: em plena fase de pré-campanha, a guerra digital passou a ser tratada pelo Tribunal como matéria de alta sensibilidade eleitoral, sobretudo quando envolve perfis anônimos ou de autoria ainda não esclarecida, conteúdo potencialmente difamatório e a tentativa de colar em um adversário a pecha de “caloteiro” com linguagem de ataque e estética de manchete.

Agora, o caso entra em uma fase ainda mais delicada. Depois do cumprimento da ordem pela Meta, a parte representada deverá ser citada para apresentar defesa em dois dias, e os autos seguirão para parecer da Procuradoria Regional Eleitoral. Até lá, a decisão já produz um efeito político imediato: coloca Allyson no epicentro de uma representação eleitoral que envolve um perfil batizado com seu nome, uma postagem que o TRE classificou como ofensiva e ultrajante, e uma determinação expressa para que a plataforma revele quem está por trás da conta. Em vez de apenas apagar um post, o tribunal abriu uma trilha oficial para chegar à identidade de quem operou o ataque e à rede que ajudou a espalhá-lo.


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CABO DEYVISON NÃO DESCARTA HAVER MOTIVAÇÃO POLÍTICA EM SEU ATENTADO

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Na primeira entrevista concedida à imprensa após sobreviver ao atentado que matou seu assessor Alyson Dyego de Oliveira, o vereador de Mossoró e pré-candidato a deputado federal Cabo Deyvison (PL) afirmou ao Diário do RN que não pretende mudar sua atuação política. Pelo contrário: promete intensificar o combate às facções criminosas, continuar denunciando irregularidades administrativas e honrar a memória do companheiro morto no ataque.

Ferido a tiros durante uma transmissão ao vivo em frente à UPA do Alto de São Manoel, no último dia 15, Deyvison segue em recuperação. Ao Diário do RN, ele disse acompanhar o andamento das investigações e acredita que a principal linha adotada pela Polícia Civil aponta para uma retaliação das facções à atuação de seu mandato.

“A principal linha de investigação, de acordo com o Doutor Caio [titular da DHPP de Mossoró], foi uma retaliação à nossa atuação como parlamentar em defesa do povo da periferia que está sofrendo com a opressão das facções”, afirmou.

Segundo ele, as denúncias vinham expondo situações graves em bairros da cidade. “Conselheiros tutelares impedidos de entrar em territórios controlados por facções, comerciantes sendo extorquidos, famílias inteiras sendo expulsas de suas casas, mães chorando porque seus filhos foram sequestrados, escolas pichadas com símbolos de facção. Eu vinha denunciando tudo isso”, declarou.

Apesar de considerar a hipótese das facções como a mais consistente neste momento, Deyvison ressaltou que outras linhas de investigação também devem ser consideradas.

“Essa é a principal linha de investigação. Mas isso não quer dizer que outras linhas serão descartadas”, disse.

Entre as possibilidades que, segundo ele, ainda merecem apuração, estão denúncias relacionadas à gestão municipal de Mossoró. Deyvison afirmou que seu mandato vinha fiscalizando contratos públicos e apontando supostas irregularidades na administração local.

O vereador citou o caso da empresa Dismed, investigada pela Polícia Federal na Operação Mederi. “Na gestão do prefeito Allyson Bezerra, a Prefeitura de Mossoró repassou mais de R$ 14 milhões da saúde para a empresa Dismed, alvo da Operação Mederi. Esse foi um dos casos que nosso mandato vinha denunciando”, declarou.

Deyvison também mencionou outras denúncias feitas pelo seu mandato envolvendo gastos da administração municipal. “Eu já vinha denunciando atos de corrupção na gestão Allyson, como os enfeites natalinos deste ano e o gabinete institucional em Natal ao custo de R$ 10.700 por mês, em um contrato anual de R$ 127 mil para uma sala que se encontra fechada”, afirmou.

Mesmo após o atentado e a perda do assessor, Deyvison garante que seguirá atuando da mesma forma.

“Para honrar o nome do meu assessor e amigo Alyson Diego, eu não posso recuar. Eu continuarei trabalhando. Vou usar o nosso mandato até o último dia para representar as pessoas que confiaram no nosso trabalho”, afirmou.

Avanço do crime organizado
Ao Diário do RN, o vereador voltou a alertar para o avanço das organizações criminosas em Mossoró e na região Oeste. Segundo ele, a cidade vive uma escalada da violência que já havia sido alertada por seu mandato.

“Desde o ano passado eu venho dizendo que Mossoró ‘poderia chorar sangue’. E está acontecendo.

Estamos com mais de 70 homicídios somente esse ano”, declarou.

Para o parlamentar, as facções já exercem influência sobre territórios inteiros e representam uma ameaça não apenas à segurança pública, mas também à própria democracia.

“Facções criminosas estão controlando territórios inteiros para financiar campanhas ou impedir que adversários políticos peçam votos e apresentem projetos. Isso compromete o sufrágio universal e a democracia”, afirmou.

Deyvison também fez críticas à estrutura de segurança pública disponível em Mossoró. Sobre o Governo do Estado, cobrou reforço do efetivo policial e novas convocações de aprovados em concursos públicos.

Já em relação ao município, foi mais enfático: “O município é omisso porque não adota políticas públicas para a segurança pública. A Guarda Civil Municipal tem um efetivo reduzidíssimo e há muitos anos não recebe reforço por concurso”, declarou.

Na avaliação do vereador, o resultado é um cenário em que “o Estado recua e as facções avançam”.

“Hoje as periferias sofrem com a opressão das facções, com o terror das facções e com a omissão do poder público”, afirmou.

Agradecimentos à Polícia e profissionais de saúde
Ainda durante a entrevista, o vereador agradeceu às forças policiais do Rio Grande do Norte e do Ceará que atuaram na investigação.

“Quero agradecer aos guerreiros da Polícia Civil, Polícia Militar, e todos que estiveram em campo se dedicando para encontrar os autores desse ato”, afirmou.

Cabo Deyvison também reservou espaço para agradecer às equipes que participaram de seu atendimento após o atentado.

“Quero agradecer aos profissionais da saúde que estiveram comigo, cuidando da minha saúde”, disse, citando servidores da UPA do Alto de São Manoel, do Hospital Regional Tarcísio Maia e do Hospital da Polícia Militar, finalizou.


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PRÉ-CANDIDATOS ESTÃO OTIMISTAS PARA O HEXA E APOSTAM EM GOLEADA HOJE

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A segunda partida da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, nesta sexta-feira (19), contra o Haiti, na Filadélfia (EUA), também mobiliza os pré-candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte. Em conversa com o Diário do RN, os três principais nomes já postos na disputa estadual disseram acreditar em uma ampla vitória e mantêm a confiança de que o Brasil pode finalmente conquistar o tão aguardado hexacampeonato, aguardado desde a Copa de 2006.

O ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL), aposta na força da tradição brasileira e na qualidade do elenco para superar o tropeço da estreia e iniciar uma trajetória de crescimento na competição. “Estou muito confiante na Seleção Brasileira. Temos um grupo qualificado, jogadores de alto nível e uma camisa que sempre pesa em Copa do Mundo. Acredito que o Brasil vai fazer um grande jogo contra o Haiti, vencer por 3 a 0 e ganhar ainda mais confiança para a sequência da competição. Copa se ganha passo a passo, e vejo o Brasil com plenas condições de chegar forte na disputa pelo título e brigar pelo hexa campeonato”, afirmou, avaliando que uma atuação segura diante do Haiti pode servir como ponto de virada para uma campanha mais consistente nas próximas fases do Mundial.

Já o ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato do União Brasil, Allyson Bezerra, de forma sucinta, não escondeu o otimismo. Além de prever uma goleada, associou o sucesso da Seleção ao momento político que espera viver no Rio Grande do Norte em 2026. Além disso, o pré-candidato arriscou um placar ainda mais amplo: “Brasil campeão da Copa e o RN vai mudar no mesmo ano. 4×0”, declarou, reforçando tanto no desempenho brasileiro quanto no cenário eleitoral que começa a se desenhar para as eleições deste ano.

Pelo lado governista, o ex-secretário estadual da Fazenda e pré-candidato do PT, Cadu Xavier, assim como Allyson, aposta em uma vitória larga, por 4×0. Para ele, o confronto desta sexta-feira pode representar o início da caminhada rumo ao sexto título mundial. “Estamos muito otimistas. O Brasil vai fazer um grande jogo, vai ter uma grande vitória e vai dar o primeiro passo rumo ao hexa campeonato.

O Brasil vai ganhar de 4 a 0”, projetou na expectativa que o resultado devolva tranquilidade à equipe e fortaleça a confiança dos torcedores para o restante da competição.

Apesar das divergências políticas, os três pré-candidatos convergem para um mesmo sentimento: de uma vitória confortável, que pode levar a Seleção a reagir e confirmar o favoritismo diante do Haiti, alcançando posição favorável no grupo em que está inserida.

Estreia apertada
A confiança dos pré-candidatos vem após uma estreia abaixo das expectativas. No último sábado, em Nova York, o Brasil empatou por 1 a 1 com o Marrocos, resultado que aumentou a importância do duelo desta sexta-feira, visto que uma vitória não apenas encaminha o Brasil para a classificação, mas também pode representar o impulso que a Seleção precisa para caminhar rumo ao hexa.


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AZEVEDO ELOGIA POLÍCIA DO CEARÁ E CRITICA GOVERNO DO RN NA SEGURANÇA

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Após a repercussão negativa de uma entrevista concedida ao programa Show de Notícias, da rádio 97 FM, sobre a prisão dos suspeitos de participação no atentado contra o vereador Cabo Deyvison (PL), em Mossoró, o Diário do RN procurou o deputado estadual Coronel Azevedo (PL) para esclarecer uma declaração que chamou atenção pela forma como tratou a atuação das forças de segurança do Rio Grande do Norte.

Ao comentar a prisão de José Antônio da Costa e Vinicius Gabriel da Silva Freitas, detidos em um trecho da CE-040, no município de Beberibe, no Ceará, o parlamentar parabenizou a atuação da polícia do Ceará e classificou a participação da PM do RN como “interação”.

“A polícia do Ceará prendeu, mas imagino eu que tenha havido algum tipo de interação com a polícia do Rio Grande do Norte. Então, nossos guerreiros, os policiais cearenses recebam nossos parabéns”.

A declaração gerou questionamentos sobre o reconhecimento à atuação das forças de segurança potiguares na operação. Procurado pela reportagem para esclarecer se os elogios não deveriam se estender também à polícia do Rio Grande do Norte, Azevedo respondeu, por meio da assessoria, que os cumprimentos eram destinados às corporações dos dois estados.

A resposta veio acompanhada de uma nota na qual o deputado ampliou as críticas ao Governo do Estado e ao Partido dos Trabalhadores.

“Após o vereador Cabo Deyvison ser baleado e o cinegrafista Allyson ser assassinado, as polícias do Rio Grande do Norte e do Ceará trabalharam conjuntamente para prender os faccionados autores do atentado terrorista”, afirmou.

Na sequência, Azevedo atribuiu a rapidez da operação exclusivamente ao trabalho das corporações policiais.

“As prisões aconteceram rapidamente, mas muito pelo mérito das polícias dos dois estados e, talvez, porque não tenha dado tempo de os ideólogos do PT tentarem influenciar as ações policiais”, declarou.

O trecho mais contundente da nota veio logo em seguida, quando o parlamentar afirmou acreditar que integrantes do PT tentariam interferir na captura dos suspeitos.

“Tenho certeza absoluta de que, se algum elemento ideológico do Governo do PT (desses que chegaram ao poder com os votos dos bandidos) tivesse tido tempo para influenciar as decisões de captura, a influência teria sido no sentido de preservar a integridade física e os direitos humanos dos assassinos”, escreveu.

“Governo Fátima é uma tragédia”
Questionado pelo Diário do RN se os elogios pela prisão dos suspeitos também deveriam alcançar o Governo do Estado, Coronel Azevedo descartou qualquer reconhecimento à gestão estadual.

“O Governo Fátima é uma tragédia e não é digno de elogios na questão das facções. Não merece parabéns porque, até agora, não atendeu ao nosso requerimento para pedir a Lula que trate as facções como grupos terroristas”, afirmou o deputado.

A declaração reforça uma estratégia recorrente do parlamentar de dissociar o trabalho das forças policiais da atuação do Governo do Estado. Enquanto reconhece o mérito das corporações de segurança pelo resultado da operação, Azevedo direciona as críticas à administração estadual e ao PT.

Azevedo e a negociação com PCC durante Rebelião em Alcaçuz
As declarações de Coronel Azevedo sobre o tratamento dado a criminosos também remetem a um episódio de sua atuação na segurança pública. Em 2017, durante a crise provocada pela rebelião no presídio de Alcaçuz, quando era comandante-geral da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, Azevedo foi fotografado conversando com um detento em meio às tentativas de controle do conflito.

À época, a imprensa local e nacional, classificou a imagem como uma “negociação” de Azevedo com um membro de facção.

O episódio volta a ser lembrado no momento em que Azevedo adota um discurso de forte enfrentamento às facções criminosas.


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THABATTA PIMENTA: “VAMOS DAR UMA RESPOSTA AOS PRECONCEITUOSOS”

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A pré-candidata a deputada federal Thabatta Pimenta (PV) afirma que a crescente aceitação popular ao seu nome tem provocado incômodo em setores tradicionais da política potiguar. Em entrevista ao Diário do RN, a vereadora de Natal disse perceber resistência justamente entre lideranças que há décadas dominam os espaços de poder no Estado e afirmou que a disputa de 2026 pode representar uma mudança de perfil na representação do Rio Grande do Norte em Brasília.

“Às vezes eu sinto isso quando estou em ambientes com outros políticos da velha política. Existe aquele olhar de desdém, de quem tenta entender o que está acontecendo”, afirmou ao Diário do RN. Em seguida, afirmou que está pronta para a disputa e elevou o tom ao comentar o cenário eleitoral: “Eles não estão preparados”. Questionada sobre quem seriam esses adversários, respondeu sem hesitar: “A velha política”.

A declaração ocorre em um momento em que Thabatta tem ampliado agendas pelo interior e pela capital e relata estar vivendo uma receptividade diferente daquela observada em campanhas anteriores.

Segundo a vereadora, a aceitação popular vai além das pautas identitárias e está ligada à identificação de eleitores com sua trajetória pessoal e política.

“Estou conseguindo sentir algo muito diferente nessa pré-campanha, algo que eu nunca vivenciei nos outros anos”, afirmou relembrando as eleições de 2020, 2022 e 2024. Para ela, sua atuação parlamentar ajudou a desconstruir preconceitos que historicamente marcaram a visão de parte da sociedade sobre pessoas trans.

“As pessoas estão entendendo que a minha luta é muito para além de partidos e cores. É sobre gente”, disse.

Durante a entrevista, Thabatta destacou que essa mudança de percepção não envolve apenas sua condição de mulher trans, mas também outras bandeiras que carrega. Nordestina, filha do interior e mãe atípica, ela afirma representar experiências frequentemente ausentes dos espaços de poder.

“Quando digo que desconstruo preconceitos, não é só em relação ao meu corpo enquanto pessoa LGBT.

É também sobre maternidade atípica, sobre xenofobia, sobre ser uma menina do interior que leva seu sotaque e sua realidade para todos os lugares”, declarou.

A vereadora avalia que esse conjunto de vivências tem ampliado seu alcance junto a públicos diversos.

Segundo ela, apoios têm surgido de segmentos que normalmente não seriam associados às pautas que defende.

“O que eu mais recebo é apoio de senhorinhas, de famílias inteiras e até de pessoas que muitos imaginariam estar distantes da minha realidade”, afirmou.

Para Thabatta, o Rio Grande do Norte pode viver um momento histórico em 2026. Caso eleita, ela se tornará a primeira nordestina trans a ocupar uma cadeira na Câmara Federal.

“O Rio Grande do Norte pode fazer história este ano. Ser a primeira nordestina trans e mãe atípica naquele lugar é trazer um novo olhar para a política. Vamos dar uma resposta aos preconceituosos”, afirmou.

CRESCIMENTO DA FEDERAÇÃO
Dentro da Federação Brasil da Esperança, a expectativa é de ampliação da bancada federal. Thabatta acredita que o grupo reúne condições para dobrar as atuais duas vagas na Câmara. “A Federação tem potencial para fazer quatro deputados federais. A aceitação que estamos vendo nas ruas mostra que esse é um cenário possível.”, declarou.

Apoio a Cadu, segundo turno e voto em Ivan Baron
Aliada do pré-candidato ao Governo do Estado Cadu Xavier (PT), Thabatta demonstrou confiança no crescimento da candidatura governista ao longo da campanha.

“Quem está no dia a dia está vendo que existe uma força muito grande, principalmente dos prefeitos que estão com ele”, disse ao Diário do RN. Para ela, a disputa chegará ao segundo turno. “Eu consigo perceber que a gente vai sim para o segundo turno com o nosso muso Cadu Xavier”, afirmou.

Já para a Assembleia Legislativa, a vereadora reafirmou apoio ao ativista Ivan Baron. “O voto da pessoa Thabatta é Ivan. Isso eu não abro mão”, declarou. Apesar da preferência pessoal, ela ressaltou que sua campanha deverá construir alianças com diferentes candidaturas estaduais ao longo do processo eleitoral. “Minha candidatura é sobre muitas amizades e vou dobrar com muita gente em vários lugares”, afirmou.

Sobre uma possível candidatura do irmão, Ryan Pimenta, para uma vaga na Assembleia Legislativa, a vereadora ressalta que ele desistiu do projeto. “Ryan abriu mão da candidatura por saber que é importante ter uma pré-candidatura como a minha defendendo as pautas que nós defendemos. Dividir nesse momento não seria o certo”, explicou Thabatta.


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MP PEDE REPROVAÇÃO DAS CONTAS TRÊS VEZES E ALLYSON JÁ PODE PEDIR MÚSICA

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O Ministério Público de Contas do Rio Grande do Norte (MPC-RN) recomendou ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) a desaprovação das contas de governo de 2021 da Prefeitura de Mossoró, referentes ao primeiro ano da gestão do prefeito Allyson Bezerra. A manifestação ministerial nº 0252/2026, assinada em 9 de junho pela procuradora Luciana Ribeiro Campos, concluiu que as irregularidades identificadas comprometem a regularidade das contas e justificam a emissão de parecer prévio desfavorável.

O parecer, juntado ao Processo nº 000628/2023-TC, acompanhou as conclusões da auditoria da Diretoria de Controle de Contas de Governo e Gestão Fiscal (DCC) e apontou uma série de falhas na condução orçamentária e administrativa do município.

Entre os principais achados estão a não remessa, dentro do prazo legal, dos documentos que compõem a Prestação de Contas Anual (PCA), o descumprimento do prazo para envio da Lei Orçamentária Anual (LOA), a abertura de créditos suplementares acima do limite autorizado pela legislação municipal e a ausência de autorização para abertura de crédito especial.

Ao analisar os autos, a procuradora destacou que o município extrapolou o limite legal para abertura de créditos suplementares. Segundo o parecer, a Lei Orçamentária Anual de 2021 autorizava suplementações de até 25% das despesas fixadas, mas o limite foi ultrapassado durante a execução do orçamento. O documento ressalta ainda que a ausência de cópias dos decretos de abertura desses créditos impediu uma verificação mais ampla da extensão das alterações promovidas pela gestão.

As inconsistências não se limitaram às alterações orçamentárias. A auditoria identificou fragilidades no próprio planejamento fiscal do município. Em 2021, a Prefeitura estimou arrecadar R$ 689,1 milhões, mas encerrou o exercício com arrecadação efetiva de R$ 930,3 milhões, uma diferença de R$ 241,2 milhões. Já as despesas foram fixadas em R$ 1,022 bilhão, embora apenas R$ 825 milhões tenham sido empenhados, gerando uma distância superior a R$ 197 milhões entre o previsto e o efetivamente executado.

Para a procuradora Luciana Ribeiro Campos, o cenário demonstra a “necessidade de reavaliação das técnicas de formulação de orçamento do Município de Mossoró”. O parecer acrescenta que “os procedimentos adotados pelo gestor para o planejamento orçamentário do Município podem ser classificados como ineficientes”.

A manifestação ministerial também afasta a tese de que os problemas seriam meramente burocráticos.

Ao tratar das falhas no envio de informações obrigatórias ao Tribunal de Contas, a procuradora registrou que o “descumprimento desses deveres evidencia falha na governança fiscal e desorganização administrativa, não podendo ser tratado como mera impropriedade formal”.

Na conclusão do documento, o MPC é categórico ao afirmar que a gravidade das irregularidades compromete a aprovação das contas. “A irregularidade constatada, diante de sua materialidade e relevância, mostra-se suficiente para macular as contas em exame, ensejando a emissão de parecer desfavorável à sua aprovação”, escreveu Luciana Ribeiro Campos.

Problemas se repetem ao longo da gestão
O parecer sobre 2021 reforça uma sequência de apontamentos feitos pelos órgãos de controle durante o primeiro mandato de Allyson Bezerra.

Nas contas de 2022, o Ministério Público de Contas também opinou pela desaprovação após apontar a abertura de aproximadamente R$ 660,2 milhões em créditos suplementares, o equivalente a 77,55% do orçamento municipal, apesar de a autorização legislativa prever limite de 25%. O órgão ainda registrou falhas na prestação de informações obrigatórias.

Em 2023, o MPC voltou a recomendar a rejeição das contas, destacando excesso na abertura de créditos suplementares, atrasos expressivos no envio de demonstrativos fiscais e inconsistências contábeis. O parecer ministerial chegou a mencionar que os fatos poderiam configurar, em tese, atos de improbidade administrativa.

Já em relação ao exercício de 2024, ainda não há parecer definitivo do Ministério Público de Contas. No entanto, o relatório técnico da Diretoria de Controle de Contas de Governo e Gestão Fiscal identificou novos achados relevantes, entre eles o envio inadequado de documentos obrigatórios da prestação de contas, atrasos na remessa da LDO e da LOA, abertura de R$ 683,4 milhões em créditos suplementares, cerca de 60% do orçamento inicial, apesar do limite legal de 25%, além da contratação de R$ 120,5 milhões em operações de crédito sem que os auditores tenham identificado autorização legislativa específica.

O relatório também apontou divergências contábeis expressivas, incluindo uma diferença patrimonial de R$ 2,5 bilhões, considerada pelos auditores capaz de comprometer a análise da real situação patrimonial do município.

Julgamento ainda será realizado
Os pareceres do Ministério Público de Contas possuem caráter opinativo e não representam decisão definitiva. Caberá ao Pleno do Tribunal de Contas do Estado emitir o parecer prévio sobre cada exercício. Posteriormente, o julgamento político das contas será realizado pela Câmara Municipal de Mossoró.

Ainda assim, a repetição dos apontamentos chama atenção. Caso o TCE acompanhe os entendimentos do Ministério Público de Contas, Allyson Bezerra poderá acumular pareceres ministeriais pela desaprovação das contas de 2021, 2022 e 2023, enquanto as contas de 2024 já chegam à fase de instrução marcadas por novos achados relevantes.

Mais do que episódios isolados, os relatórios dos órgãos de controle sugerem um padrão de fragilidades no planejamento orçamentário, na execução fiscal, na transparência das informações e na consistência das demonstrações contábeis ao longo do primeiro mandato da atual gestão municipal.


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