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ALLYSON E CADU PROJETAM CONFRONTO NO 2º TURNO APÓS EMPATE NAS URNAS

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Cadu de Lula (PT) e Allyson Bezerra (União Brasil) encerraram o primeiro turno praticamente empatados e já projetam uma nova disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. Allyson terminou a apuração com 36,94% dos votos, enquanto Cadu alcançou 36,16%, diferença de menos de meio ponto percentual. Com a definição das duas candidaturas, os dois passaram a direcionar os discursos para a construção do segundo turno, que terá novas alianças e uma disputa mais direta sobre os projetos para o Estado.

Após o resultado, Cadu destacou o crescimento da candidatura na reta final e afirmou que pretende ampliar o diálogo político para a segunda etapa. O petista também citou a governadora Fátima Bezerra e outros aliados e sinalizou que buscará incorporar novos apoios.

“Nos últimos dias, a campanha pegou força. A gente terminou empatado, porque o povo, cada vez mais, está se conectando com o nosso projeto. Está encontrando verdade, está encontrando brilho no olho, está encontrando compromisso. E eu tenho certeza que, no segundo turno, isso vai florescer ainda mais no povo do Rio Grande do Norte. A gente vai ganhar essa eleição. Eu tenho convicção disso”, afirmou.

Cadu disse que pretende trabalhar para ampliar o grupo que sustentou sua candidatura no primeiro turno e buscar novas conversas políticas antes da votação decisiva.

“Eu vou trabalhar muito nesse time todo, porque eu conto demais com a governadora, com Natália, com a Divaneide, com o Mineiro, com todo o nosso time, os parlamentares que foram reeleitos agora e eleitos na nossa coligação. A gente vai ampliar também, a gente vai conversar com todo mundo, porque é uma decisão muito importante para o nosso Estado”, declarou.

O petista afirmou ainda que pretende apresentar a segunda etapa da eleição como uma escolha entre diferentes concepções de atuação política.

“Eu quero fazer esse debate com a sociedade. O Rio Grande do Norte não pode entrar numa aventura, voltar a um tempo de aventura, de ilusão. A gente precisa fazer esse plebiscito entre quem tem compromisso com o nosso Estado, quem usa a política para mudar a vida do povo ou quem usa a política para melhorar a sua própria vida”, disse.

Allyson aposta na mudança
Do outro lado, Allyson afirmou que o resultado do primeiro turno representa, na avaliação dele, uma manifestação do eleitorado por mudança. O candidato destacou que pretende utilizar os próximos dias para apresentar de forma mais detalhada as propostas que pretende levar ao Governo.

“Mais de 60% do Rio Grande do Norte disse que quer mudar. Mais de 60% do Estado disse que não aceita a forma que o Estado vai ser administrado. Então, essa resposta que o Estado deu hoje foi muito clara. Essa resposta está nas ruas agora”, afirmou.

Allyson disse que a segunda etapa permitirá uma comparação direta entre os dois projetos que chegaram à disputa final.

“O que nós vamos fazer agora, de forma muito clara, é apresentar as propostas com mais clareza.

Agora, o Rio Grande do Norte vai poder preparar dois projetos: um projeto de continuidade, continuando da forma que está, e outro projeto de mudança, que eu defendo, que nós defendemos”, declarou.

Allyson agradeceu aos eleitores e destacou o desempenho obtido em sua primeira disputa majoritária estadual, ressaltando que chegou ao segundo turno sem a mesma estrutura dos adversários.

“Eu estou muito feliz porque a minha primeira campanha estadual majoritária foi tudo muito novo. Uma campanha sem as estruturas que nós enfrentamos. Não é fácil. Não é simples. Então a gente teve muito amor e muitos amigos espalhados em todo o Rio Grande do Norte para vencer essas eleições”, afirmou.

Com a diferença de apenas 0,47 ponto percentual entre os dois candidatos, o segundo turno parte de um cenário de equilíbrio. Cadu chega à nova etapa com o apoio do grupo liderado por Fátima e Lula e deverá buscar ampliar essa frente. Allyson, por sua vez, pretende transformar a defesa da mudança em eixo central da campanha e ampliar o arco de apoios construído no primeiro turno.

Álvaro Dias (PL), que terminou a disputa em terceiro lugar, com 26,71%, não havia se pronunciado até o fechamento desta edição. O posicionamento do ex-prefeito será acompanhado pelos dois grupos diante da possibilidade de novas alianças para o segundo turno.


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DR. BERNARDO E KALINE SÃO ELEITOS E AMPLIAM LISTA DE CASAIS NA POLÍTICA DO RN

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As eleições deste domingo (4) elegeram mais um casal para ocupar espaços simultâneos na política do Rio Grande do Norte. Dr. Bernardo (PV) foi eleito deputado federal, enquanto sua esposa, Kaline de Dr. Bernardo (PV), conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado.

Com atuação política na região do Baixo Oeste potiguar, o casal construiu uma base eleitoral conjunta e, a partir de 2027, passará a representar o estado em Brasília e no Legislativo estadual.

A eleição de Dr. Bernardo e Kaline amplia uma lista de casais que dividiram protagonismo político no Rio Grande do Norte ao longo dos anos.

Entre os exemplos está o casal Albert Dickson e Carla Dickson. Médicos, os dois construíram trajetória política com atuação em Natal e no cenário estadual. Albert foi vereador, presidente da Câmara Municipal e deputado estadual, enquanto Carla exerceu mandato de vereadora e deputada federal.

Na capital potiguar, Nina Souza e Paulinho Freire também se consolidaram como uma das principais parcerias políticas. Paulinho acumulou mandatos como vereador, deputado estadual e deputado federal antes de ser eleito prefeito de Natal. Nina segue com atuação na Câmara Municipal.

Outro casal de destaque na história política potiguar foi formado por Wilma de Faria e Lavoisier Maia, que governaram o Rio Grande do Norte em períodos diferentes e ocuparam cargos de relevância no Executivo e no Legislativo.


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DE AZARÃO A PROTAGONISTA, A VIRADA DE CADU DE LULA NO PRIMEIRO TURNO NO RN

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Cadu de Lula (PT) transformou uma candidatura que começou desacreditada em uma das principais forças da eleição para o Governo do Rio Grande do Norte. O petista terminou o primeiro turno com 36,16% dos votos, em segundo lugar, e vai disputar o segundo turno contra Allyson Bezerra (União Brasil), que ficou com 36,94%. Álvaro Dias (PL), que durante boa parte da campanha apareceu como um dos nomes mais fortes, terminou em terceiro, com 26,71%.

A virada de Cadu foi construída ao longo de meses e começou muito distante do cenário que terminou por colocá-lo na disputa direta pelo Governo. Em outubro de 2025, quando ainda era pouco conhecido do eleitorado e sua candidatura sequer ocupava o centro das articulações políticas, Cadu aparecia com pouco mais de 4% das intenções de voto.

O nome surgiu para ocupar um espaço que, até então, não estava destinado a ele. A campanha começou enfrentando desconfiança dentro e fora do grupo político, mas o candidato passou a ampliar a presença nas ruas, intensificou o corpo a corpo e transformou a associação com o presidente Lula e a governadora Fátima Bezerra em uma das principais marcas de sua candidatura.

O crescimento foi acompanhado pelas pesquisas DataVero/Diário do RN. Em agosto, Cadu já aparecia acima dos 20%, depois de partir de um patamar de 4,11%. Na rodada de 28 de agosto, chegou a 23,21%. Em setembro, alcançou 28,28% e ultrapassou Álvaro Dias, assumindo pela primeira vez a segunda colocação no levantamento.

Na última rodada da DataVero/Diário do RN antes da votação, divulgada na sexta-feira, o cenário já apontava para uma disputa apertada entre Cadu e Allyson. Considerando os principais apoios políticos, o petista apareceu com 32,46%, contra 35,82% de Allyson. A diferença de 3,36 pontos estava dentro da margem de erro de 2,53 pontos, configurando empate técnico.

A virada nas urnas
A transformação das pesquisas em resultado eleitoral consolidou Cadu como um dos protagonistas da noite deste domingo. Logo nas primeiras parciais, o petista apareceu entre os dois primeiros colocados. Com pouco mais de 3% das urnas totalizadas, chegou a assumir a liderança da apuração e permaneceu na frente durante boa parte da contagem.

Allyson conseguiu abrir uma pequena vantagem ao longo da apuração, mas a distância permaneceu estreita. Próximo dos 90% das urnas apuradas, os dois candidatos continuavam praticamente empatados, confirmando nas urnas o cenário de proximidade que já havia aparecido na última pesquisa DataVero.

O resultado também alterou a expectativa existente dentro do grupo de Allyson. Havia, nos bastidores da campanha, a perspectiva de uma vitória ainda no primeiro turno, sustentada pela liderança mantida durante boa parte da corrida e pela estrutura política reunida em torno do candidato. As urnas, porém, mostraram outra realidade: a eleição ficou aberta e o candidato do União Brasil terá de enfrentar Cadu em uma nova disputa.

Para chegar ao segundo turno, Cadu contou com a participação direta de Fátima e com sucessivas manifestações de apoio de Lula. O presidente veio ao Rio Grande do Norte e gravou diversos materiais pedindo votos para o candidato e reforçando a associação que marcou a campanha.

A trajetória também foi marcada pela expansão territorial. Cadu intensificou agendas pelo interior, ampliou o corpo a corpo na Região Metropolitana e passou a ocupar cada vez mais espaço nos debates e na propaganda eleitoral.

O que começou como uma candidatura destinada a preencher um espaço dentro do grupo governista terminou como uma das duas forças que decidirão a sucessão de Fátima Bezerra. De pouco mais de 4% nas primeiras sondagens ao empate no primeiro turno, Cadu chega à segunda etapa como o principal exemplo de virada da eleição potiguar.


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LULA CONFIRMA NÚMEROS DO DATAVERO E VENCE NO RN COM MAIS DE 59% DOS VOTOS

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residente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou o favoritismo no Rio Grande do Norte e venceu a disputa presidencial no Estado neste domingo (4). Do início ao fim da apuração, o petista manteve a liderança sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), encerrando a votação com 59,75% dos votos válidos, enquanto o candidato do PL obteve 34,77%

O resultado consolida o desempenho de Lula no eleitorado potiguar e confirma o cenário apontado pelas pesquisas divulgadas durante a campanha. Na última rodada do Instituto DataVero, realizada em parceria com o Diário do RN e publicada na última sexta-feira (2), o presidente aparecia com 61,52% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registrava 26,34%.

Ao longo da apuração realizada pela Justiça Eleitoral, Lula permaneceu na primeira colocação em todas as atualizações dos boletins, sem ser ultrapassado em nenhum momento da totalização dos votos.

Com o resultado, o Rio Grande do Norte mantém o histórico recente de preferência pelo Partido dos Trabalhadores nas eleições presidenciais. Além da disputa pela Presidência da República, os eleitores potiguares escolheram governador, dois senadores, deputados federais e deputados estaduais.

Resultado no RN
Lula (PT): 59,75% — 1.237.963 votos
Flávio Bolsonaro (PL): 34,77% — 720.495 votos
Escritor Augusto Cury (Avante): 2,77%
Renan Santos (Missão): 1,70%
Ronaldo Caiado (PSD): 0,79%.
O resultado estadual, no entanto, não define a eleição presidencial. A escolha do presidente da República depende da totalização nacional dos votos válidos divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Eleição segue para o segundo turno no Brasil
A eleição presidencial será definida apenas no segundo turno no Brasil. Até o final do domingo, Flávio Bolsonaro somava 47,03%, enquanto o presidente Lula ficou com 45,16%.

O 2º turno das Eleições 2026 está programado para ocorrer no domingo (25) de outubro.


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CADU RECEBE ADESÃO DE ROBÉRIO: “DÁ MAIS FORÇA AINDA PARA A GENTE VENCER”

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A candidatura de Cadu de Lula (PT) ganhou o apoio do PSOL na reta final da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. O partido decidiu retirar Robério Paulino da corrida pelo Governo e apoiar o candidato petista a quatro dias do primeiro turno, marcado para este domingo (4). A decisão foi tomada pelo Diretório Estadual do PSOL na noite desta quarta-feira (30) e anunciada nesta quinta-feira (1º).

Em entrevista ao Diário do RN, Cadu classificou a adesão como um reforço para sua candidatura e destacou a aproximação com o palanque nacional de Lula.

“Muito importante a decisão do PSOL, aderir à nossa candidatura, que dá mais força ainda para a gente vencer essas eleições. A gente tem muita convicção de que já nesse primeiro turno a gente vai ter um resultado muito, muito, muito importante”, afirmou.

Cadu também destacou o simbolismo da nova composição na reta final e o fortalecimento do palanque de Lula.

“Tem também um simbolismo muito grande, porque a gente reproduz aqui no Rio Grande do Norte o mesmo palanque que vai reeleger o presidente Lula. Nessa reta final a gente está indo de casa em casa, em Natal, ao Seridó, fomos a Macau para a gente confirmar a nossa participação no segundo turno e, a partir daí, fazer uma virada histórica para a gente manter o Rio Grande do Norte no rumo certo”, declarou.

Robério explica decisão
Ao Diário do RN, Robério afirmou que a retirada foi uma decisão difícil e que o PSOL levou em consideração principalmente o cenário nacional. Segundo ele, o objetivo foi evitar que a disputa estadual contribuísse para a formação de um palanque de Flávio Bolsonaro no Rio Grande do Norte.

“Foi uma decisão muito difícil. Nós estamos levando em conta, antes do Rio Grande do Norte, o gravíssimo quadro nacional”, afirmou.

Robério explicou que, na avaliação do partido, a disputa pela segunda colocação poderia ser definida por uma diferença pequena e que os votos do PSOL poderiam ter peso nesse resultado.

“Nós estamos vendo que há praticamente um empate no segundo lugar aqui no Rio Grande do Norte entre Cadu de Lula e Álvaro Dias. A ida de Álvaro Dias para um segundo turno, com a diferença muito pequena, que pode ser inclusive a nossa votação, pode fazer essa pequena diferença, significa dar um palanque aqui no Rio Grande do Norte para Flávio Bolsonaro”, declarou.

O ex-candidato afirmou que a proposta de retirada partiu dele e foi levada ao diretório estadual.

“Eu fui o primeiro a propor essa retirada, e o Diretório Estadual convocou a reunião de emergência por minha solicitação e aceitou a minha proposta, e da minha corrente política, de retirar em função não do nosso interesse”, disse.

Robério também afirmou que a decisão foi tomada diante do que considera estar em jogo no cenário nacional.

“O interesse pessoal tem que ser subordinado aos interesses do país, dos trabalhadores, da população, da democracia do país. Então, nós tomamos essa decisão com muita tristeza. Não ficamos felizes com isso, mas é necessário”, afirmou.

Com a decisão, o PSOL retira as candidaturas de Robério ao Governo e de Lenny Grilo à vice-governadoria. A mudança, porém, não alcança a disputa para o Senado. Sandro Pimentel e Sônia Godeiro serão mantidos como candidatos do partido.


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OS CAMINHOS DE ALLYSON, CADU DE LULA E ÁLVARO NA DISPUTA PELO GOVERNO DO RN

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A disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte chega aos últimos dias antes do primeiro turno com três candidaturas que nasceram de circunstâncias políticas bastante diferentes. Allyson Bezerra (União Brasil) construiu seu projeto a partir da força eleitoral acumulada em Mossoró; Álvaro Dias (PL) entrou na corrida após a desistência de Rogério Marinho; e Cadu Xavier (PT) tornou-se a alternativa governista em meio à ruptura com o vice-governador Walter Alves (MDB).

As trajetórias também foram diferentes durante a campanha. Allyson precisou administrar o impacto da Operação Mederi, Álvaro enfrentou o distanciamento de Rogério, enquanto Cadu buscou superar o baixo conhecimento inicial e terminou a campanha em um patamar superior ao registrado no começo da corrida eleitoral.

Allyson: de Mossoró para a disputa estadual
A candidatura de Allyson começou a ser construída muito antes de 2026. Em 2020, ainda deputado estadual, ele derrotou Rosalba Ciarlini na disputa pela Prefeitura de Mossoró. Quatro anos depois, foi reeleito com 113.121 votos, equivalentes a 78,02% dos votos válidos, consolidando uma base eleitoral que o projetou para a disputa estadual.

A avaliação de sua administração também alcançou índices superiores a 80% em levantamentos realizados no município. Com esse capital político, Allyson passou de uma liderança do Oeste a pré-candidato competitivo ao Governo.

Ao longo de 2026, manteve-se entre os primeiros colocados nas pesquisas, mas enfrentou seu momento mais delicado com as repercussões da Operação Mederi, investigação da Polícia Federal sobre suspeitas envolvendo contratos de fornecimento de medicamentos. O candidato negou as irregularidades.

Na reta final, passou a concentrar ataques dos adversários, mas continuou aparecendo numericamente à frente nos levantamentos recentes. Sua campanha buscou preservar a identidade estadual e municipal construída a partir de Mossoró, sem se vincular de forma central à polarização presidencial.

Álvaro: uma candidatura que nasceu da desistência de Rogério
Álvaro Dias percorreu caminho diferente. O projeto do PL para o Governo inicialmente tinha Rogério Marinho como candidato. Em janeiro, porém, o senador desistiu da disputa para assumir a coordenação nacional da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.

A saída abriu espaço para Álvaro. Então no Republicanos, o ex-prefeito de Natal deixou a legenda e ingressou no PL para assumir o projeto eleitoral do grupo.

O apoio de Rogério foi determinante na origem da candidatura, mas a relação ganhou outro contorno durante a campanha. Com o senador dedicado à eleição presidencial, Álvaro enfrentou um período de menor participação de seu principal articulador estadual justamente quando precisava ampliar sua presença no interior.

Na reta final, a candidatura buscou reforço diretamente no palanque nacional. Flávio Bolsonaro gravou mensagens de apoio e esteve em Natal, onde participou de mobilizações ao lado de Álvaro e pediu votos para o candidato do PL. A estratégia passou a explorar de maneira mais direta a identificação com o eleitorado bolsonarista.

Cadu: de desconhecido à segunda colocação
Cadu Xavier chegou à disputa em meio a uma reorganização do grupo governista. O desenho inicial previa que Fátima Bezerra deixasse o Governo para disputar o Senado e que Walter Alves assumisse o Executivo. O vice-governador, porém, decidiu não assumir o cargo e rompeu politicamente com o grupo petista. Fátima permaneceu no Governo, e Cadu, então secretário estadual da Fazenda, tornou-se o nome do PT para a sucessão.

O principal desafio era o baixo conhecimento eleitoral. Em levantamento DataVero/Diário do RN de outubro de 2025, Cadu aparecia com 4,11%. Durante a campanha, o PT passou a apresentá-lo como “Cadu de Lula”, associando diretamente sua candidatura ao presidente da República e à governadora.

A campanha também conviveu com uma participação menos destacada de Natália Bonavides em Natal, justamente onde a deputada havia chegado ao segundo turno da eleição municipal de 2024. Em contrapartida, Cadu contou com participação direta de Fátima e com o apoio público de Lula, que sempre apareceu como líder na corrida presidencial em todas as pesquisas.

Essa associação acompanhou seu crescimento nas pesquisas. Na rodada DataVero/Diário do RN de 10 de setembro, Cadu alcançou 28,28% no cenário com apoios, contra 4,11% no levantamento de outubro de 2025. Na mesma rodada, Allyson registrou 35,18% e Álvaro, 23,11%.

Assim, os três chegam aos últimos dias por caminhos distintos: Allyson tentando preservar a posição construída desde Mossoró diante do desgaste provocado pelas investigações; Álvaro apostando na vinculação com Flávio Bolsonaro para reforçar a mobilização; e Cadu buscando transformar o crescimento registrado ao longo da campanha em votos importantes na reta final.


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DATAVERO E DIÁRIO DO RN DIVULGAM ÚLTIMA PESQUISA ANTES DO 1º TURNO

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O Portal Diário do RN divulga na noite desta sexta-feira (2) a quarta e última rodada da pesquisa DataVero/Diário do RN antes do primeiro turno das Eleições 2026. O levantamento vai apresentar o retrato mais recente das intenções de voto para governador, senador, deputado federal e deputado estadual no Rio Grande do Norte, a apenas dois dias da abertura das urnas.

A pesquisa está sendo realizada nos dias 30 de setembro, 1º e 2 de outubro, com 1.500 entrevistas distribuídas por 50 municípios de todas as regiões do Estado. A margem de erro é de 2,53%, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-07844/2026 e RN-05240/2026.

Mais do que apresentar uma fotografia da reta final, a nova rodada completa uma série de quatro levantamentos realizados pelo Instituto DataVero em parceria com o Diário do RN durante o período eleitoral. A sequência permite acompanhar, pesquisa após pesquisa, a evolução das intenções de voto e as variações registradas pelas candidaturas ao longo da campanha.

Quarta rodada fecha série eleitoral
A divulgação desta sexta-feira ganha relevância justamente por encerrar esse acompanhamento às vésperas do primeiro turno. Com a comparação entre as quatro rodadas, será possível observar numericamente quais candidaturas apresentaram crescimento, queda ou estabilidade ao longo do período pesquisado, sempre levando em consideração a margem de erro de cada levantamento.

Na disputa pelo Governo do Estado, a nova pesquisa mostrará o cenário encontrado pelo DataVero nos últimos dias de campanha. Além dos percentuais atuais, a série histórica permitirá visualizar como as intenções de voto se movimentaram durante o período eleitoral.

Para o Senado, a pesquisa também traz um retrato importante de uma eleição com duas vagas disponíveis neste ano. Em 2026, o eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes para senador, já que serão renovados dois terços das 81 cadeiras da Casa.

O levantamento também medirá as preferências para deputado federal e deputado estadual. No Rio Grande do Norte, o eleitorado participa da escolha dos representantes do Estado na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa. A pesquisa permitirá observar como as citações estão distribuídas entre os candidatos e o tamanho da parcela que ainda não indica espontaneamente um nome para esses cargos.

A abrangência territorial é outro ponto da rodada. As 1.500 entrevistas alcançam 50 municípios e contemplam todas as regiões do Rio Grande do Norte, compondo a amostra utilizada pelo instituto para medir as preferências do eleitorado potiguar neste momento final da campanha.

O primeiro turno acontece neste domingo, 4 de outubro. A pesquisa divulgada na sexta-feira retratará as respostas coletadas entre 30 de setembro e 2 de outubro e, como todo levantamento eleitoral, representa uma fotografia das preferências declaradas no período das entrevistas, e não uma previsão do resultado das urnas.


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ELEIÇÃO PARA O SENADO TERÁ DOIS VOTOS E PODE CONFUNDIR ELEITOR NA URNA EM 2026

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Nas eleições de 2026, cada eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes para o Senado Federal. Apesar da regra valer sempre que são renovadas duas das três cadeiras de cada estado, o procedimento ainda é desconhecido por parte do eleitorado e costuma provocar um elevado número de votos brancos e nulos para o cargo.

Para ampliar a informação sobre o tema, o Instituto Update lançou a campanha “Voto pro Senado”, iniciativa cívica e apartidária que busca explicar como funciona a votação e reduzir o chamado abandono do voto para senador.

Em 2026, estarão em disputa 54 das 81 cadeiras do Senado, o equivalente a dois terços da Casa.

Cada estado e o Distrito Federal elegem dois senadores, que cumprirão mandato de oito anos.

Segundo a diretora de Estratégia do Instituto Update, Dany Fioravanti, a campanha surgiu após a constatação de que milhões de brasileiros deixam de exercer plenamente o direito ao voto por falta de informação.

“A gente percebeu que precisava levar essa informação para a população, de que esse ano a gente tem dois votos para o Senado, que esses votos não podem ser repetidos. A gente precisa escolher duas pessoas diferentes e chegar na urna sabendo como funciona a votação”, afirmou.

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que, em 2018, última eleição em que duas vagas ao Senado estavam em disputa, foram registrados 63,3 milhões de votos brancos e nulos para o cargo. Em 2022, quando cada eleitor escolheu apenas um senador, esse número caiu para 23 milhões.

Repetir o número anula o segundo voto
A campanha destaca que o eleitor deve escolher dois candidatos diferentes ao Senado. Caso repita o número do mesmo candidato nas duas votações, apenas o primeiro voto será considerado válido.

“São dois votos para o Senado, para pessoas, candidaturas diferentes. Se a gente repete o número, esse segundo voto é anulado”, explicou Dany Fioravanti.

Entre os erros mais frequentes apontados pela campanha estão deixar de registrar o segundo voto, votar em branco por não ter uma segunda opção definida ou repetir o número do primeiro candidato. A orientação é que o eleitor leve uma “colinha” com os números dos candidatos, já que o uso do celular é proibido na cabine de votação.

Senado influencia decisões nacionais
Além de aprovar leis junto com a Câmara dos Deputados, o Senado exerce funções exclusivas, como analisar indicações para o Supremo Tribunal Federal (STF), Banco Central, Procuradoria-Geral da República e embaixadas, além de julgar autoridades em processos de impeachment.

Para a diretora do Instituto Update, o eleitor deve dar atenção ao cargo devido ao impacto das decisões tomadas pelos senadores.

“O Senado tem uma influência muito grande nas decisões que impactam a nossa vida, como segurança pública, saúde, transporte e economia. Além disso, exerce a função de fiscalizar o Poder Executivo e analisar indicações para cargos importantes”, afirmou.

A campanha “Voto pro Senado” está sendo divulgada nas redes sociais, em rádio, mídia exterior e no site oficial da iniciativa, com o objetivo de reforçar que, nas eleições deste ano, cada eleitor deve escolher dois candidatos diferentes para o Senado Federal.

O Instituto Update é uma organização sem fins lucrativos que atua como uma plataforma de inovação e imaginação política no Sul Global.


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QUEM É OSÉAS MONTHALGGAN, QUE APARECE NO VÍDEO DA PROPINA DE ALLYSON

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Durante a campanha eleitoral de 2026, o nome do empresário Oséas Monthalggan, vem sendo levado aos debates pelo então candidato Álvaro Dias, que questiona o ex-prefeito Allyson Bezerra sobre quem é o empresário e qual era sua relação com a gestão municipal. As provocações ocorreram enquanto a Dismed Distribuidora de Medicamentos, da qual Oséas é sócio-administrador, acumulava milhões de reais em contratos com a Prefeitura de Mossoró. Naquele momento, o nome ainda era pouco conhecido do público. Hoje, Oséas aparece nas investigações da Operação Mederi, da Polícia Federal, em gravações nas quais são mencionados percentuais atribuídos a Allyson Bezerra e sua ex-assessora Fátima Dantas.

O empresário Oséas Monthalggan Fernandes Costa passou a ocupar posição central no cenário eleitoral de 2026. O nome dele aparece nas investigações da Operação Mederi, da Polícia Federal, em gravações ambientais nas quais ele detalha uma suposta divisão de valores envolvendo contratos de medicamentos em Mossoró e menciona percentuais atribuídos a Allyson Bezerra e sua ex-assessora Maria de Fátima Dantas dos Santos.

Antes de aparecer nas gravações analisadas pela PF, Oséas já tinha sido alvo de uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa envolvendo a Drogaria Mais Saúde Sociedade Empresária Ltda. O processo tramitou na Vara Única da Comarca de Santana do Matos e teve como autor o Ministério Público do Rio Grande do Norte. Figuram como réus Oséas, Roberta Ferreira Praxedes Costa, Mônica Maria Damasceno e a empresa.

O caso terminou com um Acordo de Não Persecução Civil firmado entre o Ministério Público e os envolvidos. A Justiça homologou o acordo, que estabeleceu, entre outras condições, o ressarcimento do dano e o pagamento de multa civil. A homologação judicial ocorreu em dezembro de 2023, com determinação para cumprimento das obrigações pactuadas. A partir da Operação Mederi, a Polícia Federal passou a analisar a atuação de Oséas dentro do grupo empresarial ligado à distribuição de medicamentos. Segundo o relatório policial, ele é sócio da Dismed Distribuidora de Medicamentos Ltda e aparece como um dos principais integrantes do núcleo investigado. A PF também registrou que a empresa mantinha relação comercial com diversos municípios potiguares.

Trecho de documento do MPRN, após acordo de “Não percecursão cível” em favor de Oséas Monthalggan – Foto: Reprodução

No caso de Mossoró, a investigação passou a olhar os contratos firmados entre a Dismed e a Prefeitura durante a gestão do prefeito Allyson Bezerra. Dados Dde despesas públicas do município apontam que a empresa acumulou R$ 17.035.297,10 em valores empenhados. Desse montante, R$ 14.218.661,89 foram liquidados e R$ 13.616.217,29 foram pagos pelos cofres públicos municipais.

Os pagamentos envolvem principalmente áreas ligadas à saúde pública, mas também registros em diferentes unidades administrativas da Prefeitura de Mossoró, incluindo Fundo Municipal de Saúde, Fundo Municipal de Assistência Social e outras secretarias municipais.

A “matemática de Mossoró”

Imagens da Operação Mederi mostram o empresário na sede da Dismed – Foto: Reprodução

O ponto mais sensível da investigação está em uma gravação ambiental feita pela Polícia Federal dentro da sede da Dismed. No diálogo entre Oséas e o também sócio José Moabe Zacarias Soares, o empresário apresenta uma conta que chama de “matemática de Mossoró”.

Segundo a transcrição da PF, Oséas fala sobre uma ordem de compra de R$ 400 mil e afirma que, após os cálculos, “dos cento e trinta nós temos que pagar cem mil a Allyson e a Fátima”, mencionando “dez por cento de Fátima e quinze por cento de Allysson”.

Em outro trecho analisado pelos investigadores, a PF registra que Oséas teria explicado anteriormente uma divisão de percentuais, falando em 15% como “a parte do homem” e 10% como “a parte disso aí”. Segundo o relatório policial, somente depois das conversas posteriores teria sido possível associar os percentuais aos nomes mencionados pelos interlocutores.

A Polícia Federal afirma no relatório que considera “muito provável” que a referência ao nome “Allyson” corresponda ao prefeito de Mossoró, Allyson Leandro Bezerra Silva.

Crescimento empresarial
O relatório da PF também destaca a evolução da Dismed após a entrada de Oséas no quadro societário. Segundo o documento, ele passou a integrar a empresa em fevereiro de 2021. A investigação registra que o faturamento da empresa cresceu no período analisado, chegando a mais de R$ 11 milhões em 2023.

Oséas também tem trajetória política. A PF registra que ele exerceu mandato de vereador entre 2017 e 2020 e disputou a Prefeitura de Upanema nas eleições de 2024.

Além dos contratos e das gravações, a investigação analisou movimentações financeiras relacionadas às empresas. O relatório cita saques em espécie e operações consideradas suspeitas pelos investigadores, incluindo retiradas associadas ao núcleo empresarial comandado por Oséas.


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FÁTIMA APOSTA EM CADU NO 2º TURNOE REFORÇA PESO DE LULA NA RETA FINAL

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A governadora Fátima Bezerra (PT) entra nos últimos dias da campanha intensificando a participação nas agendas de Cadu de Lula (PT) e confiante na presença do candidato no segundo turno da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. Em entrevista ao Diário do RN, Fátima afirmou que a mobilização foi ampliada nesta reta final e apostou na força eleitoral do presidente Lula como um fator que pode impulsionar a candidatura petista no Estado.

“Tenho participado ativamente da campanha, estamos muito mobilizados, entusiasmados e confiantes nesta reta final. A eleição aqui no Rio Grande do Norte será definida em dois turnos.

Cadu de Lula estará no segundo turno e sairemos vitoriosos”, afirmou a governadora.

Segundo Fátima, a reta final será marcada pela intensificação da presença nas ruas e pela mobilização do grupo político ligado ao presidente. Para ela, a associação entre Cadu e Lula pode ampliar o desempenho do candidato petista entre os eleitores potiguares.

“Vale lembrar que Lula será eleito, e isso deve ampliar a votação aqui no Estado e beneficiar ainda mais a eleição de Cadu”, declarou.

A estratégia de aproximar as duas candidaturas também tem sido reforçada pelo próprio presidente. Em um vídeo recente, Lula voltou a pedir votos para o candidato petista e destacou a vinculação entre os dois projetos eleitorais.

“Para governador, vote Cadu de Lula. Quem vota Lula, presidente treze, vota Cadu, governador treze”, afirmou o presidente.

Não é a primeira vez nesta campanha que Lula grava material de apoio a Cadu no Rio Grande do Norte. O presidente já havia participado de vídeos e agendas ao lado do candidato, reforçando a estratégia da campanha de associar o voto estadual ao projeto nacional do PT.

A confiança da governadora acompanha o crescimento apresentado por Cadu ao longo da pré-campanha e da campanha. O petista saiu de um patamar de 4,11% das intenções de voto em outubro de 2025 para assumir a segunda colocação na rodada mais recente da DataVero/Diário do RN.

De 4,11% à segunda colocação
Em outubro do ano passado, quando o cenário eleitoral ainda reunia outros nomes, Cadu aparecia com 4,11%. Na primeira pesquisa DataVero/Diário do RN após o início oficial da campanha, divulgada em 14 de agosto, já alcançava 22,66%.

O crescimento ocorreu justamente em um período no qual a campanha passou a explorar de forma mais intensa a associação com Lula e Fátima. O próprio nome eleitoral “Cadu de Lula” passou a reforçar essa vinculação, enquanto a governadora ampliou sua participação nas agendas pelo Estado.

Na rodada seguinte da DataVero/Diário do RN, divulgada em 28 de agosto, Cadu chegou a 23,21%.

O salto mais significativo veio no levantamento de setembro: com 28,28%, ultrapassou Álvaro Dias (PL), que registrou 23,11%, e assumiu a segunda colocação. Allyson Bezerra (União Brasil) aparecia na liderança, com 35,18%.

Entre outubro de 2025 e setembro deste ano, portanto, Cadu saiu de 4,11% para 28,28%, crescimento de mais de 24 pontos percentuais. A evolução também mudou a configuração da disputa, com o petista passando da condição de candidato ainda pouco conhecido do eleitorado para a segunda posição no levantamento mais recente do instituto.

É sobre esse avanço que Fátima sustenta a confiança para os últimos dias. A governadora avalia que a mobilização em torno de Lula pode produzir reflexos adicionais na eleição estadual e ampliar o espaço de Cadu entre os eleitores que apoiam o presidente, levando o petista ao segundo turno da disputa.


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ÁLVARO INTENSIFICA AGENDA ENTRE NATAL E MOSSORÓ NA RETA FINAL DA CAMPANHA

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Na reta final da campanha, Álvaro Dias (PL) intensificou nesta quarta-feira (30) a agenda política entre Natal e Mossoró, em uma mobilização voltada a reforçar a estrutura do grupo e ampliar a presença do candidato nos dois principais polos eleitorais do Estado. Na capital, o candidato ao Governo percorreu bairros da Zona Oeste ao lado do prefeito Paulinho Freire (União Brasil), da vice-prefeita Joana Guerra (PL) e de vereadores aliados.

A agenda passou por bairros como Bom Pastor, Cidade da Esperança e Dix-Sept Rosado, com caminhadas e contato direto com eleitores. A presença de integrantes do grupo político que sustenta a candidatura buscou dar corpo à mobilização nos últimos dias antes da votação.

Enquanto Álvaro concentrava esforços em Natal, o candidato a vice-governador, Babá Pereira (PL), participava de uma motocarreata em Mossoró. A movimentação no Oeste também recebeu reforço político de Flávio Bolsonaro e do senador Rogério Marinho, que divulgaram um vídeo convocando apoiadores para a “Motocarreata da Liberdade”, marcada para a tarde desta quarta-feira.

“Você do Rio Grande do Norte, Flávio Bolsonaro aqui, quero agradecer a todos vocês, organizando essas motocarreatas, paredão pelas ruas do Rio Grande do Norte, até mesmo sem a minha presença. Então fico muito feliz de ver esse movimento no Rio Grande do Norte, que está acontecendo também, graças a Deus, em todo o Brasil”, afirmou Flávio.

Na sequência, Rogério Marinho reforçou o chamado para a mobilização em Mossoró.

“O Rio Grande do Norte e o Nordeste do Brasil acordou e está fazendo a sua parte. Alegria está contagiando todo o Estado do Rio Grande do Norte. Dezenas de carreatas, motocarreatas, motossíatas, adesivaços espontaneamente estão acontecendo por todo o Estado”, declarou.

A concentração da “Motocarreata da Liberdade”, segundo os organizadores, teve início às 16h22, na Avenida Rio Branco, principal via da cidade, seguida de percurso por bairros e avenidas de Mossoró.

Motocarreata em Mosssoró se concentrou na Avenida Rio Branco, principal via da cidade – Foto: Reprodução

Reforço na reta final
A mobilização ocorre em um momento em que Álvaro tenta recuperar espaço na disputa pelo Governo. Na pesquisa mais recente DataVero/Diário do RN, divulgada em 10 de setembro, o candidato registrou 23,11% no cenário em que os principais apoios políticos foram apresentados aos eleitores. Cadu de Lula (PT) apareceu com 28,28% e Allyson Bezerra (União Brasil), com 35,18%.

O levantamento mostrou uma disputa mais acirrada pela segunda colocação. Na rodada anterior do mesmo instituto, Álvaro tinha 25,85%, enquanto Cadu aparecia com 23,21%. No cenário com os apoios, porém, o petista avançou para 28,28%, enquanto Álvaro recuou para 23,11%.

A ofensiva dos últimos dias combina agendas próprias do candidato com a presença de prefeitos, vereadores e lideranças do PL, além da mobilização vinculada à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Em Natal, Álvaro buscou ampliar a presença no eleitorado da capital. Em Mossoró, o grupo apostou na estrutura política local e na mobilização de apoiadores.

A concentração de atividades nas duas cidades ocorre justamente na última semana antes da votação, quando a campanha tenta transformar a estrutura política reunida em torno de Álvaro em mobilização eleitoral e captação de resultados.


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ESCRITÓRIO DE CONDENADO TEM CONTRATO DE R$ 50 MIL COM CAMPANHA DE ALLYSON

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A condenação definitiva pela Justiça Federal não encerrou a relação política e profissional entre o advogado Kadson Eduardo de Freitas Alexandre e Allyson Bezerra (União Brasil). Ex-secretário da gestão de Allyson em Mossoró, Kadson permaneceu no primeiro escalão após o trânsito em julgado, deixou a Prefeitura em abril de 2024 e, nas eleições de 2026, voltou a aparecer formalmente na estrutura do candidato ao Governo do Rio Grande do Norte.

Além de atuar como encarregado de dados da candidatura, seu escritório consta na prestação de contas parcial como contratado por R$ 50 mil para “assessoria jurídica de campanha”.

A relação entre os dois atravessa diferentes momentos da trajetória política de Allyson. Kadson integrava a administração desde o primeiro mandato e, em 6 de janeiro de 2023, foi nomeado secretário municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão. A nomeação foi assinada pelo então prefeito.

Posteriormente, tornou-se definitiva uma condenação por uso de documento falso, crime previsto no artigo 304 do Código Penal. A imprensa local registrou que a pena aplicada foi de dois anos, substituída por prestação de serviços, além de multa.

Mesmo depois da condenação, Kadson continuou no primeiro escalão. Em setembro de 2023, por exemplo, ato oficial ainda o identificava como secretário de Planejamento. Em fevereiro de 2024, Allyson ampliou suas atribuições e o designou para responder interinamente também pela Secretaria Municipal de Cultura, acumulando as duas funções.

Exoneração “a pedido”
A saída ocorreu somente em 19 de abril de 2024. A Portaria nº 222, assinada por Allyson, determinou a exoneração de Kadson do cargo de secretário de Planejamento e registrou expressamente que ela ocorreu “a pedido”.

A permanência de Kadson na Prefeitura depois da condenação chegou ao Ministério Público do Rio Grande do Norte. O Procedimento Preparatório nº 03.23.2039.0000062/2024-30 tinha como objeto justamente apurar “suposta irregularidade na permanência” do então secretário após condenação pelo crime previsto no artigo 304 do Código Penal. O procedimento acabou arquivado pelo Ministério Público em 2024.

Escritório foi aberto em 2025
Menos de um ano depois da exoneração, Kadson constituiu sua própria sociedade de advocacia. A Kadson Freitas Sociedade Individual de Advocacia, CNPJ 59.252.167/0001-92, foi aberta em 24 de janeiro de 2025, em Mossoró. O cadastro aponta Kadson como titular, capital social de R$ 25 mil e serviços advocatícios como atividade principal.

Em 2026, o advogado reaparece na estrutura oficial de Allyson. Conforme os registros eleitorais apresentados à Justiça Eleitoral, Kadson figura como encarregado de dados da candidatura.

Paralelamente, a prestação parcial de contas registra seu escritório entre os fornecedores da campanha, com contratação de R$ 50 mil para serviços jurídicos.

Prestação parcial de contas registra escritório de Kadson entre os fornecedores da campanha, com contratação de R$ 50 mil para serviços jurídicos – Foto: Reprodução

A contratação eleitoral, por si só, não demonstra irregularidade. O conjunto dos registros, entretanto, documenta a continuidade da relação profissional entre Kadson e Allyson: da participação no primeiro escalão da Prefeitura à estrutura da campanha estadual. Mesmo após a condenação definitiva, a investigação posteriormente arquivada pelo Ministério Público, Kadson voltou a ocupar uma função formal na campanha, enquanto seu escritório, constituído em janeiro de 2025, passou a prestar serviços jurídicos à candidatura.


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LARISSA DIZ QUE “MAQUIAGEM DE ALLYSON VEM SENDO DESFEITA” EM MOSSORÓ

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Na reta final da campanha, a candidata a vice-governadora Larissa Rosado (PSB) concentra sua atuação no Oeste, enquanto o líder da chapa, Cadu de Lula (PT), intensifica as agendas em outras regiões do Estado. A estratégia busca ampliar o corpo a corpo nos últimos dias antes da votação.

Em entrevista ao Diário do RN, Larissa demonstrou confiança no avanço da candidatura e afirmou que o trabalho tem sido redobrado na região de Mossoró, principal base política de Allyson Bezerra (União Brasil).

“Estou muito animada. Nós vamos para o segundo turno. Durante essa última semana, nós redobramos o nosso trabalho. Eu fiquei muito localizada aqui na cidade de Mossoró e na nossa região, e Cadu fazendo outras visitas. E, se Deus quiser, dia 4 de outubro vamos comemorar essa nossa passagem para o segundo turno”, afirmou.

Na principal base eleitoral de Allyson Bezerra (União Brasil), Larissa acusa o grupo adversário de utilizar o peso da estrutura municipal na disputa. Segundo ela, a estratégia da chapa de Cadu tem sido enfrentar esse cenário com presença nas ruas e contato direto com os eleitores.

“Mossoró é uma cidade livre, mas nós sabemos da força que a Prefeitura de Mossoró tem, do abuso de poder econômico que acontece diariamente numa campanha. Nós estamos, mesmo com tudo isso, visitando o nosso eleitor, conversando olho no olho, dialogando, mostrando que Cadu é o melhor, que Cadu é o governador que faz parte do time de Lula”, declarou.

Ao tratar das suspeitas de uso da máquina, Larissa fez uma comparação com a eleição municipal de 2012 e pediu que a população fiscalize e denuncie eventuais irregularidades.

“Nós já assistimos a um filme parecido com esse, de uso de poder econômico, no ano de 2012, aqui em Mossoró. Aquela campanha foi marcada pelo uso da máquina da Prefeitura e terminou em pelo menos 13 cassações da prefeita que foi eleita à época. Nós estamos assistindo novamente isso. Estamos, inclusive, pedindo às pessoas que fiscalizem, que nos avisem, que façam denúncia, porque o voto é livre, o voto do eleitor é secreto. O voto não pode ser tomado por uma moeda de troca”, afirmou.

“É tudo muito sério”
Outro ponto explorado por Larissa é a Operação Mederi. Allyson está entre os investigados no caso, que apura suspeitas relacionadas a contratos para aquisição de medicamentos. Ao comentar os desdobramentos da investigação, a candidata a vice classificou o cenário como grave e disse aguardar novas fases da apuração.

“É tudo muito sério o que está acontecendo no nosso Estado. O ex-prefeito ser citado como mentor intelectual, como uma das principais figuras de um escândalo de corrupção no nosso Estado. E vamos aguardar os próximos capítulos, as próximas fases dessa operação”, declarou.

Expectativa x Realidade
Para Larissa, os episódios relacionados à investigação se somam a problemas enfrentados pelos moradores e estariam mudando a percepção de parte da população sobre o ex-prefeito.

“Muitas pessoas já o veem de maneira diferente. Além dessa questão do escândalo da Operação Mederi, nós temos fatos de uma gestão que não atende aos anseios da população. Nos bairros mais afastados, são ruas esburacadas, problemas em construções mal feitas pelo município, medicamentos que não se encontram nos postos de saúde, uma série de problemas que mostram, para quem mora em Mossoró e sabe o que vive, que o atendimento não está chegando”, afirmou.

É nesse cenário que Larissa avalia que a imagem construída em torno da administração municipal começa a perder força e que problemas enfrentados pela população têm contribuído para mudar a percepção sobre Allyson. “Com certeza, a maquiagem está começando a cair. É uma maquiagem que vem sendo desfeita, porque, quando o nosso povo precisa, não encontra o cuidado básico vindo da Prefeitura de Mossoró”, afirmou.


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APÓS SER ESCANTEADO EM 2026, CARLOS GANHA ELOGIOS DE ALLYSON E MIRA 2028

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Depois de perder espaço em diferentes momentos da articulação eleitoral de 2026, Carlos Eduardo Alves (União Brasil) recebeu de Allyson Bezerra (União Brasil) um reconhecimento público na reta final da campanha. Ao lado do ex-prefeito, o candidato ao Governo destacou as obras realizadas por Carlos em Natal, reconheceu sua força política na capital e classificou como “fundamental” a participação do aliado em sua campanha.

“O ex-prefeito dessa cidade, que fez inúmeras obras, e que me impressiona a capacidade que ele teve de executar tantas escolas, Unidades Básicas de Saúde, UPAs, pavimentações, tantas entregas. O prefeito Carlos Eduardo, muito obrigado, meu amigo. Seu apoio foi fundamental nessa caminhada”, afirmou Allyson.

O discurso contrasta com o caminho percorrido por Carlos Eduardo ao longo deste ano. Ele deixou o PSD e se filiou ao União Brasil quando ainda buscava viabilizar uma candidatura ao Senado. A possibilidade, porém, não avançou por falta de apoio. Allyson manteve Zenaide Maia (PSD) como prioridade para a casa e Carlos acabou fora da disputa.

Em seguida, o ex-prefeito passou a trabalhar uma candidatura a deputado estadual. O projeto também não chegou às urnas. Carlos desistiu da disputa proporcional para assumir a coordenação da campanha de Allyson em Natal.

Mesmo na nova função, enfrentou resistência dentro do próprio grupo para ser reconhecido como o principal coordenador político da campanha na capital. Mas o que despertou a atenção nos bastidores é que, agora, Allyson reconhece justamente a capacidade do ex-prefeito de mobilizar o eleitor natalense.

“Eu ouvi de muitas pessoas que a sua disposição de estar nas ruas todos os dias parecia que era até mais forte do que você tinha tido até nas próprias campanhas. E eu lhe agradeço. Eu lhe agradeço porque você vestiu essa camisa, pegou na minha mão, me abraçou e foi especialmente naqueles locais que você ia realizar para pedir o voto”, disse.

O elogio ganha peso porque Allyson foi além de agradecer pelo apoio. O candidato reconheceu Carlos como uma liderança respeitada em Natal e destacou sua influência junto ao eleitorado da capital.

“Desde o primeiro dia, 16 de agosto, no Bar das Rocas, quando nós começamos aquela caminhada, domingo pela manhã, eu cheguei e ouvi de muitas pessoas que lhe tem como líder, e que lhe escuta, lhe respeita, e que sabe ficar atento ao seu pedido. E naquele momento até hoje, foi isso que eu escutei na cidade de Natal, que lhe respeita. Muito obrigado”, declarou.

O reconhecimento de Allyson contrasta, no entanto, com o resultado da última disputa municipal, quando Carlos Eduardo iniciou a campanha de 2024 como favorito, mas terminou em terceiro lugar, com 23,95% dos votos válidos, e não avançou ao segundo turno. Paulinho Freire ficou em primeiro, com 44,08%, votação quase duas vezes maior que a alcançada pelo ex-prefeito. Natália Bonavides (PT) obteve 28,45% e ficou com a segunda vaga.

Reconhecimento já aponta para 2028
De acordo com interlocutores, a manifestação foi interpretada nos bastidores como uma sinalização de Allyson para uma eventual candidatura de Carlos Eduardo à Prefeitura de Natal em 2028. Caso entre novamente na disputa, será a quinta eleição municipal de Carlos como candidato a prefeito da capital.

Outra leitura que circula nos bastidores é de que o reconhecimento público funcionaria como uma espécie de “prêmio de consolação” depois dos episódios de desprestígio político enfrentados pelo ex-prefeito em 2026: chegou ao União Brasil mirando o Senado, ficou fora da chapa majoritária, tentou construir uma candidatura à Assembleia e terminou a eleição trabalhando pela candidatura de Allyson.


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JUSTIÇA MANTÉM PROPAGANDA DE CADU SOBRE VÍDEO DE PROPINA PARA ALLYSON

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O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) rejeitou os pedidos apresentados pelo candidato ao Governo do Estado Allyson Bezerra (União Brasil) e pela Coligação Esperança e Trabalho para obter direito de resposta e suspender uma propaganda eleitoral da campanha de Cadu Xavier (PT) e da Coligação Time Que Cuida. A decisão mantém a veiculação da peça no horário eleitoral gratuito do rádio e da televisão.

O pedido de Allyson questionava uma inserção exibida em 23 de setembro, que fazia referência à investigação da Polícia Federal no âmbito da Operação Mederi. A campanha de Cadu afirmou que “Allyson é investigado pela Polícia Federal por ficar com 15% do dinheiro em contratos que somam cerca de R$ 14 milhões” e, na sequência, exibiu um trecho de um programa da CNN com a declaração: “É pegar o dinheiro público e fazer o quê? Roubar”.

Ao analisar o caso, o desembargador eleitoral Fábio Luiz de Oliveira Bezerra entendeu que a propaganda não apresentava uma condenação contra o candidato e considerou que a referência à investigação possui respaldo nos elementos apresentados no processo.

Ao fundamentar a decisão no processo nº 0601147-40.2026.6.20.0000, o desembargador afirmou que a existência de investigação envolvendo Allyson Bezerra na Operação Mederi está amparada pelos documentos apresentados no processo: “A existência de investigação envolvendo o primeiro requerente no âmbito da Operação Mederi encontra suporte nos documentos juntados”, registrou o relator.

O magistrado também avaliou que as referências ao percentual de 15% e ao montante aproximado de R$ 14 milhões citados na propaganda possuem respaldo em informações divulgadas anteriormente.

Segundo a decisão, “a cobertura jornalística utilizada como fonte apresentava elementos relacionados ao percentual mencionado e aos valores dos contratos investigados”.

Com base nesses elementos, o relator concluiu que a afirmação exibida pela campanha de Cadu não poderia ser considerada uma informação inverídica.

“A afirmação de que ‘Allyson é investigado pela Polícia Federal por ficar com 15% do dinheiro em contratos que somam cerca de R$ 14 milhões’ não se mostra sabidamente inverídica”, afirmou o desembargador.

Ao rejeitar o argumento de divulgação irregular de informação, o relator afirmou que a propaganda utilizou elementos baseados em fontes públicas: “foram indicadas fontes jornalísticas anteriores à propaganda e convergentes quanto aos elementos centrais da informação divulgada”.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) também se manifestou pela improcedência dos pedidos apresentados pela defesa de Allyson Bezerra.

Na decisão, o relator avaliou que a propaganda eleitoral informou a existência de uma investigação e, a partir dela, formulou uma crítica política, sem apresentar responsabilidade criminal como fato definitivo.

Ao tratar dos limites do direito de resposta, o desembargador afirmou:
“O direito de resposta não se destina a equilibrar versões políticas nem a moderar o tom da crítica eleitoral. Sua concessão exige a configuração das hipóteses previstas no art. 58 da Lei nº 9.504/1997, o que não ocorre no caso”.

Com a decisão, a propaganda permanece autorizada para veiculação no horário eleitoral gratuito.

Diário do RN revelou conteúdo de vídeo que integra investigação da PF sobre pagamento de propina a Allyson

Imagens mostram sócios da DISMED conversando sobre divisão de valores relacionados a um contrato público – Foto: Reprodução

O Diário do RN divulgou, na última quinta-feira (24), um vídeo que integra o material da Operação Mederi, investigação da Polícia Federal que apura supostas irregularidades em contratos da área da saúde durante a gestão do então prefeito de Mossoró e atual candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (União Brasil).

As imagens mostram dois sócios da DISMED Distribuidora, empresa fornecedora de medicamentos para a Prefeitura de Mossoró, conversando sobre a divisão de valores relacionados a um contrato público. Durante o diálogo, os empresários mencionam supostos repasses destinados a Allyson Bezerra e a uma mulher identificada na gravação como “Fátima”. Ainda conforme o relatório da Polícia Federal, a mulher citada na gravação seria Maria de Fátima Dantas dos Santos, empresária do ramo de eventos.

Conforme dados do portal da transparência da Prefeitura de Mossoró, Maria de Fátima ocupa o cargo de coordenadora de Cerimônias da Secretaria Municipal de Cultura de Mossoró atualmente.

O vídeo faz parte de uma escuta ambiental realizada pela Polícia Federal na sede da empresa e foi incorporado ao conjunto de provas reunidas na Operação Mederi.

De acordo com o relatório da Polícia Federal, os homens que aparecem na gravação foram identificados como os sócios da DISMED Distribuidora Oseas Monthalggan Fernandes Costa e José Moabe Zacarias Soares.

Durante a conversa, um dos empresários utiliza uma ordem de compra no valor de R$ 400 mil como exemplo e explica o que chama de “matemática de Mossoró”, detalhando uma suposta divisão de valores entre envolvidos no contrato.

“Como é a matemática de Mossoró: Mossoró tem uma ordem de compra de R$ 400 mil, desses R$ 400, ele entrega R$ 200, tudo a preço de custo. Dos R$ 200, ele pega 30%, então aqui ele comeu R$ 60, fica R$ 140 para ele entregar 100%. Dos R$ 140, ele ganha R$ 70. R$ 70 com R$ 60, é meu, R$ 130; só que dos R$ 130, nós temos que pagar R$ 100 mil a Allyson e a Fátima. É 10% de Fátima e 15% de Allyson; só ficou R$ 30 mil para a empresa. ‘Tá’ aí o problema. Antigamente, a gente vendia R$ 400, nós ‘estava’ ganhando R$ 200; que é 100%. Dava os R$ 100 de Fátima e ficava os R$ 100 da empresa”, afirma um dos sócios na gravação.

O material passou a integrar a investigação conduzida pela Polícia Federal, que apura possíveis irregularidades em contratos firmados pela Prefeitura de Mossoró na área da saúde.


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SAMANDA DE LULA CHEGA À RETA FINAL CONFIANTE EM SER ELEITA SENADORA

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A candidata ao Senado Samanda de Lula (PT) chega à última semana de campanha confiante na conquista de uma das duas vagas em disputa no Rio Grande do Norte. Em entrevista ao Diário do RN, ela afirma que o crescimento registrado em pesquisas recentes acompanha um movimento que também tem percebido nas ruas.

“Nós já nos colocamos em segundo lugar. A gente segue crescendo. Acho que a gente tem andado por todos os cantos e tem percebido o sentimento. Além de mais gente chegando junto, é também uma vontade, um brilho no olhar, de querer construir e fazer parte da vitória do time de Lula”, afirmou.

Samanda cita levantamentos nacionais recentes em que aparece na segunda colocação. Para a candidata, mais do que os números isoladamente, a reta final mostra uma ampliação da mobilização em torno de seu nome e da participação de lideranças e apoiadores na campanha.

A petista chega aos últimos dias contabilizando o apoio de 45 prefeitos, além de vice-prefeitos, vereadores e lideranças municipais. Segundo ela, a estrutura vai além das alianças partidárias e alcança todo o território potiguar por meio de apoiadores e movimentos sociais.

“A gente tem movimentos organizados em todos os municípios do Estado. Então, é uma campanha que foi crescendo, que foi chegando aos lugares, com mais gente pegando junto. E agora, nessa reta final, é intensificar esse trabalho, intensificar a caminhada e conversar ainda mais com as pessoas”, declarou.

“Nossa agenda tem sido corpo a corpo”
Apesar do crescimento que aponta, Samanda diz que não pretende alterar o formato adotado ao longo da disputa. A reta final terá mais caminhadas e contato direto com o eleitor, inclusive na Região Metropolitana, além das agendas realizadas ao lado dos demais candidatos do grupo.

“A nossa agenda tem sido corpo a corpo desde o início. A gente tem as agendas conjuntas com o time, sim, mas são agendas muito nesse formato de pé no chão. É continuar fazendo isso e, agora, intensificando a caminhada nessa reta final”, explicou.

A candidata também pretende concentrar esforços na busca pelo segundo voto. Neste ano, o eleitor potiguar poderá escolher dois nomes para o Senado, e Samanda avalia que ainda existe espaço para conquistar quem definiu apenas uma das opções.

“São dois votos para o Senado. É importante que as pessoas tenham essa compreensão e olhem para as candidaturas, porque estamos falando de um mandato de oito anos. É uma escolha que vai representar o Rio Grande do Norte por muito tempo”, destacou.

Samanda também chama atenção para a composição completa das chapas. Para ela, a análise do eleitor não deve se limitar ao candidato titular.

“É muito comum ter um suplente que assuma. Então, a gente tem que ter mais atenção para que as pessoas percebam quem são os suplentes em cada candidatura. O que eles representam e se têm condições de assumir, se houver necessidade”, afirmou.

“Uma senadora para enfrentar as bets”
Entre as pautas que pretende levar ao Congresso, Samanda coloca o enfrentamento às plataformas de apostas online entre suas prioridades. A candidata defende que o Senado tenha uma atuação mais firme sobre o tema e pretende explorar essa bandeira nos últimos dias de campanha.

“As bets estão adoecendo as famílias, estão destruindo lares, tirando dinheiro de dentro de casa, da comida das crianças. A gente precisa ter coragem para enfrentar esse problema, e eu quero ser uma senadora que vai fazer esse enfrentamento”, afirmou Samanda.


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CADU DE LULA CRITICA ALLYSON BEZERRA: “CADA UM TEM A FÁTIMA QUE MERECE”

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O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Cadu de Lula (PT), repercutiu o vídeo divulgado pelo Diário do RN na quinta-feira (24), que integra o conjunto de provas da Operação Mederi, da Polícia Federal. A gravação faz referência a uma mulher identificada como “Fátima”, apontada pela investigação como Maria de Fátima Dantas dos Santos.

O vídeo foi obtido a partir de uma escuta ambiental realizada por agentes federais no escritório da DISMED Distribuidora e integra o material reunido pela Polícia Federal na investigação que apura supostas irregularidades em contratos de fornecimento de medicamentos para a Prefeitura de Mossoró durante a gestão do então prefeito e atual candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (União Brasil).

Maria de Fátima Dantas dos Santos exerce o cargo de coordenadora de Cerimônias da Secretaria Municipal de Cultura de Mossoró.

Ao comentar a menção ao nome “Fátima” na gravação, Cadu de Lula fez referência à governadora Fátima Bezerra (PT) e afirmou que a divulgação do vídeo permite que os eleitores acompanhem os fatos investigados.

“Era a grande questão que se perguntava, né, porque ele sempre me chama de Cadu de Fátima, mas todo mundo sabe quem é Fátima Bezerra: uma mulher honesta. A dele (a Fátima dele) está se revelando agora: é suspeita de ter recebido propina, está sendo investigada, assim como ele. Cada um tem a Fátima que merece, né?”, disse Cadu de Lula.

O candidato afirmou que a divulgação das informações ajuda a ampliar o conhecimento da população sobre os envolvidos na disputa eleitoral.

“Mas é bom que os fatos estão se tornando públicos, o povo do Rio Grande do Norte, cada vez mais, tendo consciência de quem é cada candidato, de em que eles estão envolvidos. Eu tenho muito orgulho de não ter nenhum envolvimento em processos desses, dessa natureza. E é importante que esses fatos venham à tona agora, antes do processo eleitoral, para que o povo conheça cada vez mais os candidatos e saiba o que está em risco nessa eleição do dia 4 de outubro”, afirmou.

Cadu de Lula também criticou possíveis prejuízos causados por desvios de recursos públicos e afirmou que a população é a principal afetada.

“Que o eleitor faça uma reflexão do que está em jogo: a honestidade é, sim, fundamental, porque a corrupção tira recurso público que deveria ser investido em segurança, saúde, educação e o desvio desse recurso acaba prejudicando diretamente a população. O principal prejudicado em desvios de corrupção é o povo. E o recurso, ao invés de ir para a saúde, está indo para o mundo político corrupto”, concluiu o candidato.

Vídeo integra investigação da Operação Mederi
O nome de “Fátima” aparece em um vídeo analisado pela Polícia Federal no qual os sócios da DISMED Distribuidora, Oseas Monthalggan Fernandes Costa e José Moabe Zacarias Soares, conversam sobre uma suposta divisão de valores relacionada a contratos de fornecimento de medicamentos ao município.

Na gravação, um dos empresários apresenta uma espécie de cálculo sobre a distribuição dos valores de uma ordem de compra de R$ 400 mil e menciona supostos repasses destinados a Allyson Bezerra e à mulher identificada como “Fátima”.

“Como é a matemática de Mossoró: Mossoró tem uma ordem de compra de R$ 400 mil, desses R$ 400, ele entrega R$ 200, tudo a preço de custo. Dos R$ 200, ele pega 30%, então aqui ele comeu R$ 60, fica R$ 140 para ele entregar 100%. Dos R$ 140, ele ganha R$ 70. R$ 70 com R$ 60, é meu, R$ 130; só que dos R$ 130, nós temos que pagar R$ 100 mil a Allyson e a Fátima. É 10% de Fátima e 15% de Allyson; só ficou R$ 30 mil para a empresa. ‘Tá’ aí o problema. Antigamente, a gente vendia R$ 400, nós ‘estava’ ganhando R$ 200; que é 100%. Dava os R$ 100 de Fátima e ficava os R$ 100 da empresa”, afirma um dos sócios na gravação.

Allyson Bezerra silencia
Enquanto o vídeo divulgado pelo Diário do RN repercutia no cenário político estadual, Allyson Bezerra optou por não se manifestar sobre o caso.

Nas redes sociais, o candidato publicou outros conteúdos ao longo do dia, mas não fez nenhuma postagem relacionada à divulgação da gravação ou às investigações conduzidas pela Polícia Federal.

O Diário do RN procurou a assessoria de imprensa de Allyson Bezerra, por meio do assessor Vonúvio Praxedes, e abriu espaço para que o candidato apresentasse seu posicionamento. Até o fechamento desta reportagem, a assessoria não havia encaminhado resposta.

A Operação Mederi segue em andamento e apura supostas irregularidades em contratos da área da saúde firmados durante a gestão de Allyson em Mossoró.


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ÁLVARO SOBRE ALLYSON: “COMO AINDA TEM CORAGEM DE PEDIR VOTO DO RN?”

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s candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias (PL) e Robério Paulino (Psol), comentaram o vídeo que integra o conjunto de provas da Operação Mederi, da Polícia Federal, divulgado pelo Diário do RN na quinta-feira (23). Nas imagens, dois sócios da DISMED Distribuidora, empresa fornecedora de medicamentos para a Prefeitura de Mossoró, mencionam supostos repasses destinados ao então prefeito de Mossoró e atual candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (União Brasil), durante uma conversa sobre a divisão de valores de um contrato público da saúde.

O material faz parte da investigação da Polícia Federal que apura supostas irregularidades em contratos da saúde durante a gestão de Allyson Bezerra à frente da Prefeitura de Mossoró. O vídeo foi obtido a partir de uma escuta ambiental realizada pelos agentes federais no escritório da DISMED e integra o conjunto de provas reunidas na Operação Mederi.

Álvaro Dias: “A máscara de Allyson caiu”

“A máscara de Allyson caiu. Estamos falando de dinheiro que deveria comprar medicamentos” – Foto: Reprodução

O candidato ao Governo do RN Álvaro Dias (PL) afirmou que o vídeo divulgado pelo Diário do RN representa um momento de esclarecimento sobre as investigações envolvendo Allyson Bezerra.

“A máscara de Allyson caiu. O candidato Tik Tok que passou a campanha inteira fugindo das perguntas sobre a Operação Mederi. Agora a gente entende a razão. As gravações feitas pela Polícia Federal mostram empresários falando claramente em 15% para Allyson na divisão do dinheiro de contratos superfaturados da saúde de Mossoró. É isso que está nos autos da investigação. Estamos falando de dinheiro que deveria comprar medicamentos e cuidar da saúde do povo. A investigação aponta um esquema milionário e traz o nome de Allyson associado a esse percentual. Isso é gravíssimo. Ele deve explicações ao Rio Grande do Norte. Como um camarada desse ainda tem coragem de pedir voto para ser governador do RN? A população espera agora o levantamento do sigilo de toda essa operação. O Rio Grande do Norte merece respostas”, afirmou Álvaro Dias.

Robério Paulino:
“Polícia Federal deve ter indícios muito sérios sobre essas acusações”
O candidato do PSOL ao Governo do RN, professor Robério Paulino, afirmou que é necessário respeitar o princípio da presunção de inocência, mas avaliou que a permanência da investigação indica a existência de elementos analisados pela Justiça.

“Nós temos que partir do princípio da presunção da inocência, agora, se ele pediu o fechamento do processo e a Polícia Federal e a Justiça Federal não aceitaram, é porque a Justiça Federal e a Polícia Federal devem ter indícios muito sérios sobre essas acusações”, argumentou Robério Paulino.

A repercussão do vídeo da Operação Mederi segue ampliando o debate político em torno da investigação da Polícia Federal, que segue em andamento. processo.


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VÍDEO SOBRE SUPOSTA PROPINA GERA ONDA DE CRÍTICAS A ALLYSON NAS REDES

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O vídeo que integra o conjunto de provas da Operação Mederi, da Polícia Federal, e que foi divulgado pelo Diário do RN na última quinta-feira (23), provocou forte repercussão nas redes sociais. Nas imagens, dois sócios da DISMED Distribuidora, empresa fornecedora de medicamentos para a Prefeitura de Mossoró, mencionam supostos repasses destinados ao então prefeito de Mossoró e atual candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (União Brasil), durante uma conversa sobre a divisão de valores de um contrato público da saúde.

Após a publicação da reportagem pelo Diário do RN, dezenas de internautas utilizaram as redes sociais para comentar o conteúdo do vídeo. A maior parte das manifestações demonstrou indignação diante das acusações investigadas pela Polícia Federal.

“Já disse e vou falar novamente, quem rouba dinheiro da saúde não era nem pra ser candidato”, “O menino do chapéu adora dinheiro”, “É isso que o RN quer para o Estado?”, “Agora é a PF prender o papangu e colocar ordem na casa”, “Já pode tirar o chapéu e raspar o cabelo!”, foram alguns dos comentários sobre o vídeo nas redes sociais.


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IDENTIDADE DE “FÁTIMA DE ALLYSON” É REVELADA EM RELATÓRIO DA POLÍCIA FEDERAL FEDERAL

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A mulher citada como “Fátima” em uma conversa gravada entre sócios da DISMED Distribuidora, empresa fornecedora de medicamentos para a Prefeitura de Mossoró, é apontada pela Polícia Federal como Maria de Fátima Dantas dos Santos. A informação consta em relatório da investigação da Operação Mederi, que apura suspeitas de irregularidades em contratos públicos da área da saúde durante a gestão do então prefeito de Mossoró e atual candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (União Brasil).

Cadu de Lula para Allyson: “Quem é a ‘sua Fátima’? Responda, enfrente essa questão”
O nome da “Fátima”, citado na gravação também foi mencionado pelo candidato ao Governo do RN, Cadu de Lula (PT), na última segunda-feira (21) durante o debate com os candidatos promovido pela TV Tropical.

Durante o debate, Cadu chegou a questionar Allyson sobre quem seria “Fátima”.

“Eu nunca tive a Polícia Federal na minha casa. Eu queria dar mais uma oportunidade para ele (Allyson), de explicar para o povo do Rio Grande do Norte, ele que diz que tem coragem, que diz que tem “mãos limpas”, quem é a personagem “Fátima”, citada nos áudios, e inclusive agora vídeos que estão vazando por aí, que é citada no suposto escândalo de corrupção da Operação Mederi, em Mossoró? Ele me chama de Cadu de Fátima, de Fátima Bezerra, eu não tenho problema nenhum com isso. Tem vídeos de gente dizendo, de empresários dizendo que ele é ladrão. Quem é a sua “Fátima”? Responda, enfrente essa questão”, questiona.

Durante os dois minutos concedidos para a resposta, Allyson não respondeu quem seria “Fátima”, acusou Cadu de Lula de “baixar o nível” e manteve o discurso de que tem “as mãos limpas”, embora siga como investigado na Operação Mederi.

Quem é Maria de Fátima Dantas dos Santos?
Allyson não respondeu no debate quem seria ‘a Fátima’, no entanto, o documento da Polícia Federal revela que trata-se de Maria de Fátima Dantas dos Santos. O documento ao qual o Diário do RN teve acesso revela ainda divisões de lucros e mencionam que a ausência de repasses ilícitos poderia impedir a realização de um show do cantor Gustavo Lima em Mossoró. A investigação identifica Maria de Fátima Dantas dos Santos como a provável destinatária dos valores, ligando sua empresa de eventos às negociações suspeitas. O relatório ressalta que o grupo utilizava licitações públicas para camuflar o pagamento de comissões indevidas a terceiros. Por fim, as autoridades indicam a necessidade de novas diligências para confirmar a participação exata de todos os envolvidos no suposto crime.

“Há nos arquivos da escuta ambiental várias referências feitas ao nome “FÁTIMA” como sendo destinatária de valores pagos pelos sócios da DISMED a título de supostas propinas ou comissões.

Em consultas ao Portal da Prefeitura de Mossoró/RN e em fontes abertas foi possível identificar a pessoa de nome MARIA DE FÁTIMA DANTAS DOS SANTOS, CPF:904.474.684-72, titular da empresa com razão social Maria de Fatima Dantas dos Santos, CNPJ 46.927.710/0001-62, com endereço declarado à Rua Vicente Leite, 420 – Planalto Treze de Maio, em Mossoró/RN. Sua atividade principal é de Serviços de organização de feiras, congressos, exposições e festas, de acordo com o código CNAE N-8230-0/01. Referida empresa tem como data de abertura registrada em 27/06/2022. Consubstanciado no teor dos referidos áudios, sobretudo no exato momento em que há referência direta ao nome do cantor GUSTAVO LIMA que, segundo os interlocutores, não cantaria no evento em MOSSORÓ caso os valores acertados nas licitações da DISMED a título de comissões/propinas não fossem repassados, há indicativos aqui de que a FÁTIMA destinatária desses valores provavelmente seja a empresária MARIA DE FÁTIMA DANTAS DOS SANTOS.

Entretanto, essa confirmação demandará a realização de novas diligências para tal”, mostra o documento.

Ainda segundo o relatório da Polícia Federal, posteriormente aos fatos, Maria de Fátima Dantas dos Santos foi nomeada para um cargo comissionado na Prefeitura de Mossoró, onde atuou como Assessora de Comunicação, vinculada à Secretaria Municipal de Comunicação Social, ligada diretamente ao gabinete do prefeito.

O nome de “Fátima” aparece em um vídeo analisado pela PF, no qual os sócios da DISMED, Oseas Monthalggan Fernandes Costa e José Moabe Zacarias Soares, conversam sobre uma suposta divisão de valores relacionada a contratos de fornecimento de medicamentos ao município.

Na gravação, um dos empresários apresenta uma espécie de cálculo sobre a distribuição de valores e menciona supostos repasses destinados a Allyson Bezerra e à mulher identificada como “Fátima”.

“Como é a matemática de Mossoró: Mossoró tem uma ordem de compra de R$ 400 mil, desses R$ 400, ele entrega R$ 200, tudo a preço de custo. Dos R$ 200, ele pega 30%, então aqui ele comeu R$ 60, fica R$ 140 para ele entregar 100%. Dos R$ 140, ele ganha R$ 70. R$ 70 com R$ 60, é meu, R$ 130; só que dos R$ 130, nós temos que pagar R$ 100 mil a Allyson e a Fátima. É 10% de Fátima e 15% de Allyson; só ficou R$ 30 mil para a empresa. ‘Tá’ aí o problema. Antigamente, a gente vendia R$ 400, nós ‘estava’ ganhando R$ 200; que é 100%. Dava os R$ 100 de Fátima e ficava os R$ 100 da empresa”, afirma um dos sócios na gravação.

Investigação da Operação Mederi
O vídeo integra o conjunto de elementos reunidos pela Operação Mederi, conduzida pela Polícia Federal, que investiga suspeitas de favorecimento em contratos públicos na área da saúde durante a administração municipal de Allyson Bezerra.

A operação analisa contratos firmados entre a Prefeitura de Mossoró e empresas fornecedoras de medicamentos, incluindo a DISMED Distribuidora.

O relatório da PF relaciona a identificação de “Fátima” a partir dos elementos reunidos na investigação, incluindo informações sobre pessoas que tiveram vínculo com a administração municipal.


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