O comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), Carlos de Almeida Baptista Junior, afirmou em entrevista que irá prestar continência caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja eleito presidente no lugar de Jair Bolsonaro (PL).
“Lógico. Nós somos poder do Estado brasileiro. A continência é um símbolo. Quando a gente entra nas Forças Armadas, a gente aprende que ela visa a autoridade. Nós prestaremos continência a qualquer comandante supremo das Forças Armadas, sempre”, afirmou.
Apesar de óbvia a resposta, a pergunta se tornou pertinente após os três anos de governo do capitão reformado do Exército em que os militares se voltaram aos holofotes da política.
O tenente-brigadeiro-do-ar sempre é citado nos meios militares como o mais bolsonarista dos três chefes que ascenderam na ocasião. Ele dá de ombros.
“Não sei de onde saiu isso. Esse clichê me foi colocado uma hora depois da minha indicação”, disse à Folha em entrevista no seu gabinete, na quinta-feira passada, 27.
Após afirmar isso, ele justifica suas postagens nas redes sociais: “Como comandante da FAB, sempre ratifiquei a posição apartidária da Força. Uma coisa é falar de política, outra é de política partidária”, diz.
O ABC reassumiu neste domingo a liderança do primeiro turno do Campeonato Potiguar. O Alvinegro venceu o Santa Cruz de Natal por 3 a 1, com gols de Kelvin, Wallyson e Daniel Porozo.
O jogo foi realizado no Frasqueirão, estádio do ABC, mas com mando do Santa Cruz. O Alvinegro foi comandado mais uma vez pelo auxiliar Altair Coimbra. O técnico Moacir Júnior segue afastado devido à Covid.
O ABC abriu o placar aos 20 minutos. Em cobrança de falta ensaiada, Kelvin chutou de fora da área e marcou um bonito gol. O Santa deixou tudo igual aos 33 minutos, com gol de Gustavinho. No lance seguinte, o Alvinegro marcou o segundo com Wallyson, após passe de Gabriel China.
No segundo tempo, Daniel Porozo marcou o terceiro aos 20 minutos. Aos 27, o Santa ainda teve o lateral-esquerdo Adriel expulso pelo segundo cartão amarelo, após pancada forte em Kelvin.
Confira os gols da partida:
No outro jogo da sexta rodada, o Assu empatou com o Potyguar em 0x0.
A última rodada do turno está marcada para quarta-feira (02), com todos os jogos às 15h.
Confira a classificação do Campeonato Potiguar:
1 – ABC – 15 Pontos 2 – América-RN – 13 Pontos 3 – Força e Luz – 8 Pontos 4 – Potyguar CN – 8 Pontos 5 – Potiguar de Mossoró – 7 Pontos 6 – Assu – 5 Pontos 7 – Santa Cruz de Natal – 5 Pontos 8 – Globo – 5 Pontos
Confira os jogos da última rodada do 1º Turno:
América RN x Potiguar, no Estádio Desembargador José Vasconcelos da Rocha, em Parnamirim
Assu x ABC, no Estádio Edgar Borges Montenegro, em Assu
Potyguar X Globo, no Estádio Coronel José Bezerra, em Currais Novos
Força e Luz x Santa Cruz, no Nazarenão, em Goianinha
A maioria dos estados e de suas capitais já definiu o modelo de retorno das atividades de crianças e adolescentes, prevalecendo no país o retorno presencial.
Segundo levantamento da Agência CNN, 17 capitais e o Distrito Federal definiram que irão retomar ou manter as aulas totalmente presenciais, em alguns casos, há exceções para alunos com comorbidades, que poderão adotar o esquema híbrido.
Somente duas capitais mantiveram, até o momento, o retorno via aulas online, Belém (PA) e Manaus (AM), enquanto Teresina (PI) determinou que as aulas aconteçam sob o esquema híbrido.
Somente Belo Horizonte (MG) expressamente adiou o início das aulas de alguma faixa etária, no caso, para as crianças de 5 a 11 anos, público-alvo da atual campanha de imunização infantil contra a Covid-19.
A justificativa ampara-se no crescimento de casos da variante Ômicron na capital mineira. Apesar disso, a decisão da Prefeitura foi criticada por especialistas.
Confira os estados que adotarão o retorno às aulas presenciais em 2021: Cuiabá (MT) Natal (RN) Rio de Janeiro (RJ) São Paulo (SP) Campo Grande (MS) Florianópolis (SC) Palmas (TO) Porto Alegre (RS) Curitiba (PR) (ainda analisa se também haverá a forma remota) Salvador (BA) Recife (PE) Porto Velho (RO) Vitória (ES) Macapá (AP) Goiânia (GO) Distrito Federal São Luís (MA) Aracaju (SE)
Os estados de São Paulo, Paraíba e Piauí irão exigir o comprovante de vacinação contra a Covid-19 para estudantes.
No caso paulista, a decisão será válida para escolas estaduais a partir do 2º bimestre. Em um primeiro momento, haverá rastreamento e conscientização de pais de crianças e jovens não vacinados.
O médico preso na quinta-feira (27/1) em Cavalcante (GO), na região da Chapada dos Veadeiros, por se negar a dar atendimento prioritário a um delegado da cidade, que estava com Covid-19, desabafou após ser solto.
“Eu acho que qualquer um na minha situação não aceitaria ser preso ilegalmente. Foi um excesso, foi um abuso, foi humilhante”, expressou o médico.
Fábio conta que foi preso no fim da tarde do dia 27 pelo delegado Alex Rodrigues, que queria ser atendido com prioridade após testar positivo para Covid-19. O médico se negou a passá-lo na frente dos demais pacientes, dizendo que seguiria a fila de espera, conforme a gravidade dos casos. A negativa, no entanto, foi o suficiente para gerar uma discussão.
O delegado voltou, mais tarde, ao posto de saúde acompanhado por agentes e deu voz de prisão ao médico. A Polícia Civil de Goiás (PCGO), em nota, alegou que o profissional havia sido preso por exercício ilegal da medicina, desacato e lesão corporal.
Na audiência de custódia realizada um dia após a prisão, o juiz Fernando Oliveira Samuel liberou o médico e afirmou, ainda, que nada justificaria a condução coercitiva dele, no momento em que ele atendia o público. “Ao que parece, [o delegado] pode realmente ter abusado de suas funções públicas”, escreveu o magistrado na decisão.
Fábio revelou ter ficado com vergonha do ocorrido e só pensava, no presídio, em deixar a cidade com a família. “Fiquei com muita vergonha de tudo, não sabia como olhar para o meu povo, para a minha equipe de trabalho. Foi uma situação muito humilhante e constrangedora”, afirma.
O tenista espanhol Rafael Nadal venceu o russo Daniil Medvedev na disputa da final do Aberto da Austrália neste domingo (30). A partida durou mais de 5h horas.
Nadal agora é o maior vencedor de Grand Slams da história do tênis, com 21 títulos. Até então, sérvio Novak Djokovic e o suíço Roger Federer e o espanhol tinham 20 títulos cada.
Nadal agora possui agora 13 títulos de Rollang Garros, 4 em Wimbledon, 2 do US Open e 2 dos Australian Open.
Além disso, coloca-se ao lado do sérvio na prateleira dos únicos tenistas que possuem pelo menos dois títulos de cada um dos Grand Slams.
Após perder os dois primeiros sets, o tenista virou o jogo e ganhou a final do Aberto da Austrália, em Melbourne, por 3 sets a 2, com parciais de 2/6, 6/7 (5/7), 6/4, 6/4 e 7/5.
A pandemia de covid-19 provocou em 2021 uma queda de 57% nas notificações de hanseníase no Brasil. Até o momento, foram registrados no país 12.045 novos casos da doença, informa levantamento preliminar feito pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) com base em dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde.
A pesquisa encerra a programação do Dia Mundial contra a Hanseníase, que é sempre lembrado no último domingo de janeiro.
A médica Araci Pontes Aires, assessora do Departamento de Hanseníase da SBD, informou que houve 28,8 mil notificações da doença em 2019 no Brasil e que, em 2020, ocorreu queda de quase 40%. “Isso é muito preocupante, pelo fato de a hanseníase ser uma doença crônica, que permanece endêmica no nosso país, com média de 28 mil casos nos últimos três anos antes da pandemia [2017, 2018, 2019]”, ressaltou a dermatologista.
Com a pandemia, houve retração nas notificações, que passaram da média de 28 mil casos, em 2019, para 18 mil casos, em 2020. “Mas isso não corresponde à realidade”, afirmou Araci.
Para a médica, este é mais um dos efeitos da pandemia, por conta do lockdown, do medo de comparecer a uma unidade de saúde e contrair a covid-19 e até mesmo pela sobrecarga do sistema de saúde.
Brasil é o segundo país em número de casos de hanseníase, atrás apenas da Índia, destacou a médica, lembrando que a pandemia causou grande impacto no subdiagnóstico. “Pessoas não foram diagnosticadas e permanecem doentes. Não foram sequer diagnosticados para que pudessem ser notificadas.”
A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda que a pessoa procure um posto de saúde se tiver algum sintoma da doença.
Entre os sintomas clássicos que podem alertar as pessoas para a hanseníase, a dermatologista Araci citou o aparecimento de mancha mais clara que a pele, avermelhada ou, às vezes, acastanhada, que não apresente sensibilidade normal; dormência de mãos e pés; orelha mais inchada; aparecimento de caroços pelo corpo; olhos ressecados; feridas, sangramento e ressecamento no nariz; febre e mal-estar geral. “Todos são sinais de alerta para que a pessoa busque uma unidade de saúde para confirmar se é um caso de hanseníase.”
DESLIZAMENTO DE TERRA EM EMBU DAS ARTES. FOTO: DIVULGAÇÃO CORPO DE BOMBEIROS
A prefeitura de São Paulo suspendeu neste sábado (30) a vacinação contra a covid-19 em razão das chuvas que atingem a capital paulista. Nos domingos, a vacinação ocorre tradicionalmente nos parques e em algumas farmácias da avenida Paulista.
Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da prefeitura de São Paulo, as chuvas de janeiro na capital paulista já acumularam 255,2mm, atingindo praticamente os 255,7mm esperados para o mês. Amanhã devem persistir as condições de chuvas alternadas com períodos de sol no decorrer do dia. As precipitações mais intensas, no entanto, seguirão se concentrando entre a tarde e à noite.
As chuvas estão provocando deslizamentos e alagamentos também na Grande São Paulo. Em Embu das Artes, três pessoas de uma mesma família morreram após uma casa ser atingida por um deslizamento de terra, na madrugada deste domingo (30).
O Corpo de Bombeiros está atendendo ocorrências em Francisco Morato, Franco da Rocha e Várzea Paulista.
Mesmo após decisão judicial da última quinta-feira (27) que determinou que Natal siga o estado e determine a exigência de passaporte vacinal para entrada estabelecimentos, os maiores shoppings de Natal continuaram sem cobrar o cartão de vacinação para controle de acesso dos clientes neste sábado (29).
As administrações dos três maiores shoppings da capital disseram que vão aguardar o posicionamento do município para adaptar os protocolos de segurança sanitária para entrada nos estabelecimentos.
Em nota, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte disse que a Procuradoria Geral do Município foi citada para responder à ação e o procurador-geral tomou ciência da decisão na sexta-feira (28). Apesar disso, até a tarde de sábado (29), a comunicação da Prefeitura de Natal informou que não havia notificação da decisão judicial.
Independentemente da notificação, o município informou que vai apresentar recurso à decisão nesta segunda-feira (31).
Ao menos 16 governadores já anunciaram correção na folha de pagamento dos servidores públicos. Destes, nove concederam reajuste para todas as categorias e sete, contemplaram classes separadas. A medida vem impulsionada pelo aumento de receitas e impostos nos estados e os governadores correm contra o tempo para assegurar o esse aumento. Por se tratar de ano eleitoral, o prazo para a cessão de reajuste termina em abril.
Entre as federações que decidiram reajustar o vencimento das carreiras estaduais estão Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Piauí e Tocantins.
Em dezembro de 2021, a Assembleia Legislativa aprovou o reajuste de 15% dos servidores estaduais. Com a aprovação do projeto, o menor salário do serviço público no RN passa a ser de R$ 1.265,00. O reajuste começa a valer a partir de março de 2022.
Entre os contemplados estão servidores de vários órgãos, entre eles, funcionários do Instituto de Previdência dos Servidores Estaduais (Ipern); Gabinete Civil; Fundação José Augusto (FJA); Secretaria de Tributação; Controladoria-geral do Rstado; Procuradoria-geral do Estado; Departamento de Estradas de Rodagem (DER); Emater; Junta Comercial (Jucern); Instituto de Defesa do Meio Ambiente (Idema); Detran; Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e Fundação de Atendimento Socioeducativo (Fundase).
Enquanto isso, outros cinco estados – Amazônia, Paraíba,Rio Grande do Sul, Rondônia e Santa Catarina – tentaram reduzir o impacto fiscal concedendo reajuste que variam entre 3% a 35%.
Dados inéditos mostram que o universo armamentista no Brasil teve um crescimento sem precedentes no último ano. Até novembro de 2021, o Exército concedeu 1.162 novos registros por dia a Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CACs). É mais que o dobro dos 567 contabilizados diariamente no ano anterior.
Para esse público, o mercado tem oferecido cada vez mais serviços como clubes de tiro de luxo com funcionamento 24 horas, treinamento exclusivo para mulheres e até hotel rural com espaços para a prática de “tiroterapia” em família.
O empreendedor Gustavo Pazzini, de 31 anos, entrou na onda armamentista em 2018, quando inaugurou seu primeiro clube de tiro no Campo Belo, em São Paulo. Há dois meses, abriu outra unidade em Moema, voltada para o público A+, com funcionamento em tempo integral. Segundo ele, é o único clube do Brasil que “nunca fecha”. A anuidade para frequentar o estabelecimento, que oferece desde regularização da documentação da arma até loja com vários modelos de armamento e munições, chega a R$ 8 mil.
“Nosso público é predominantemente masculino, de 25 a 45 anos, que tem apreço por arma de fogo e que viu reacender a vontade de adquirir uma no governo atual”, diz Pazzini, proprietário do grupo G16 Universidade do Tiro.
Com a política de flexibilização do acesso a armas, o número de brasileiros com suas carteirinhas ativas de CAC chegou a quase meio milhão no último ano, quase o triplo de 2019. As informações foram obtidas via Lei de Acesso à Informação (LAI), numa parceria do GLOBO com os institutos Igarapé e Sou da Paz.
Com a volta dos trabalhos no Congresso, o Senado deverá retomar a discussão de uma das propostas de alteração na lei com mais potencial de impactar esse público. O PL 3.723/2019, do Executivo, tem a pretensão de alterar o Estatuto do Desarmamento de 2003, que limitou o acesso a armas e munições no Brasil. Desde então, o porte foi proibido para civis, com exceções para poucas categorias profissionais, e a posse — o direito de ter a arma em casa ou no trabalho — passou a ter uma série de restrições.
O presidente Jair Bolsonaro tem apoiado o afrouxamento das regras: em sua gestão foram 14 decretos presidenciais, 14 portarias de órgãos de governo, dois projetos de lei e duas resoluções com esse intuito. Porém, boa parte foi contestada no Superior Tribunal Federal (STF). Sob o argumento da busca de segurança jurídica, os armamentistas apostam agora no PL para consolidar, no texto da lei, algumas regras já alteradas.
Michele dos Ramos, assessora especial do Instituto Igarapé, ressalta os dois pontos que considera mais polêmicos do PL: a extinção da marcação de munições, inclusive para as forças de segurança, “fundamental para esclarecer crimes com violência armada e para investigar melhor as dinâmicas de desvios”; e a autorização do transporte de uma arma de porte municiada e pronta para uso pelos CACs, a “legalização do porte velado”.
“Na prática, o texto libera o porte para essa categoria. Seria praticamente meio milhão de pessoas andando armadas no país. A preocupação do Estado não deve ser atender às demandas de um grupo que quer mais acesso para suas atividades recreativas. Mas evitar que essas armas e munições sejam desviadas e caiam na criminalidade”, pontua Michele.
Articulador de uma trégua na aguda crise institucional entre Jair Bolsonaro (PL) e Alexandre de Moraes em setembro do ano passado, o ex-presidente Michel Temer (MDB) disse a aliados nos últimos dias que não foi chamado a ajudar desta vez e que considera já ter cumprido seu papel em relação à pendenga.
O ministro do STF determinou que Bolsonaro prestasse depoimento presencialmente à Polícia Federal nesta sexta-feira (28), mas o presidente descumpriu a decisão.
Carlos Marun (MDB-MS), ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo de Temer, diz que conversou com o ex-presidente nesta sexta-feira (28) e que o aliado se disse preocupado com a nova crise, mas também afirmou crer “que existe espaço para reencontrar o caminho da serenidade.
Dois dias após Bolsonaro fazer ataques ao STF em eventos relacionados ao Sete de Setembro, Temer viajou a Brasília para fazer uma ponte entre o presidente e Moraes.
O presidente conversou por telefone com Moraes, em ligação mediada por Temer.
Depois da conversa, Bolsonaro divulgou nota em que dizia que não teve “nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes”. O texto, bem diferente do tom que Bolsonaro vinha adotando, foi redigido com ajuda de Temer.
“Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar”, afirmou o presidente.
Ao desafiar Jair Bolsonaro (PL) a mostrar seus rendimentos em live na sexta-feira (28), Sergio Moro (Podemos) teve atitude bem diferente da que mantinha quando era ministro e aliado do presidente.
Na transmissão, o hoje presidenciável cobrou de Bolsonaro explicações sobre as acusações de rachadinha, a compra de uma mansão por seu filho Flávio e o depósito de cheques do ex-assessor Fabrício Queiroz para a primeira-dama, Michelle.
Em dezembro de 2018, quando o caso Queiroz veio à tona, Moro, já nomeado ministro da Justiça, disse que “sobre o relatório do Coaf sobre movimentação financeira atípica do senhor Queiroz, o senhor presidente eleito já esclareceu a parte que lhe cabe no episódio.”
“O restante dos fatos deve ser esclarecido pelas demais pessoas envolvidas, especialmente pelo ex-assessor, ou por apuração”, completou o então ministro.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contou neste sábado (29/1) que assistiu ao Jornal Nacional após arquivamento do caso triplex do Guarujá na esperança de que o telejornal o considerasse inocente.
“Fiquei esperando o Jornal Nacional dizer que fui absolvido”, disse o petista, em cerimônia de posse de Moisés Selerges no comando do Sindicato dos Metalúrgicos no ABC.
Na sexta-feira (28), a 12ª Vara Federal Criminal de Brasília, determinou o arquivamento do processo contra o ex-presidente. A anulação do caso foi decorrente de decisão do Supremo Tribunal Federal de considerar suspeitos todos os atos praticados pelo então juiz federal Sergio Moro.
O Jornal Nacional, no entanto, não atendeu aos anseios do ex-mandatário. Informou sobre o arquivamento e ressaltou que não haveria mais possibilidade de punir o ex-presidente.
“Achei que ia ser bonito dizer que finalmente o Lula foi absolvido”, insistiu. Para o petista, houve um acordo na comunicação: “eu minto para você, você mente para o povo, o povo acredita e o público que se ferre”.
Lula afirmou que não foi condenado porque não tinha crime.
“Fui condenado porque o Moro mentiu, porque o Ministério Público mentiu, e a Globo, as TVs e os jornais compraram a mentira”, assinalou.
O ex-presidente pontuou ainda que “eles não têm coragem de reconhecer, ‘nós erramos, fomos enganados por Moro, pelo MP e por grande parte da imprensa brasileira”.
O Ministro Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, General Augusto Heleno, reprovou a forma como Jair Bolsonaro agiu nos últimos dias, recorrendo a Alexandre de Moraes para não ir depor à Polícia Federal.
Heleno considera a atitude de Alexandre de Moraes “descabida”. Na avaliação de Heleno, todo o inquérito é descabido, uma vez que, como defende a Advocacia-Geral da União, o documento já não estava mais sigiloso quando foi divulgado por Bolsonaro. Recorrer judicialmente foi, portanto, legitimar algo que não teria legitimidade.
Esta foi mais uma derrota recente de Heleno e de outros ministros que preferem Bolsonaro inflamado, como Luiz Eduardo Ramos (Secretaria Geral), Damares Alves (Mulher e Direitos Humanos) e Anderson Torres (Justiça).
Walter Braga Netto, da Defesa, consultado por Bolsonaro mesmo em férias, também defendeu que Bolsonaro deveria expor publicamente seu incômodo, o que o presidente ainda não fez.
A primeira-dama Michelle Bolsonaro mudou o visual nessa sexta-feira (28), em Brasília, e fez um vídeo do antes e depois, que foi publicado nas redes sociais.
Ela se despediu dos cabelos na altura dos ombros e adotou um corte mais curto. O trabalho foi feito pelo visagista e especialista em corte Thiago Ximenes. O cabeleireiro agradeceu pela oportunidade nas redes sociais.
Vale destacar a semelhança com a ex-esposa de Bolsonaro, Ana Cristina Valle. Na imagem abaixo, Ana Cristina tinha 34 anos.
FOTO: REPRODUÇÃO
Mas não é só com o cabelo curto que a semelhança entre a primeira dama e a ex-esposa do presidente é percebida. Na imagem abaixo as duas aparecem juntas com Bolsonaro.
BOLSONARO, MICHELLE E ANA CRISTINA EM 2018
Veja agora como ficou o corte de cabelo de Michelle Bolsonaro:
A vacina da AstraZeneca, fabricada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com todos os insumos produzidos no Brasil, está em fase final de desenvolvimento. A previsão da Fiocruz é que os primeiros lotes sejam entregues ainda em fevereiro ao Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19.
O imunizante é resultado de contrato de transferência tecnológica entre a Fiocruz e o consórcio formado pela Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca. Os primeiros lotes produzidos no Brasil pela fundação usaram ingrediente farmacêutico ativo (IFA) enviado pela China.
O contrato previa que as equipes da Fiocruz adquirissem o conhecimento necessário para produzir no Brasil o IFA, principal insumo da vacina. A fundação montou as estruturas de produção e realizou testes até iniciar a produção do IFA. Após atrasos no cronograma, a Fiocruz está concluindo o processo de desenvolvimento da vacina totalmente nacional.
Feito o controle de qualidade e atestada a garantia da segurança e eficácia, conforme o previsto e autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os frascos recebem rótulos, são embalados e enviados ao Ministério da Saúde, que faz a distribuição em acordo com as secretarias estaduais e municipais de Saúde.
A médica infectologista Roberta Lacerda, através de sua assessoria jurídica, rebateu informações divulgadas pelo portal Saiba Mais.
De acordo com o texto, a médica teria “ido às ruas de Natal nesta terça-feira, 4, para se colocar contra a vacinação para crianças de 5 a 11 por covid-19. Em vídeos divulgados nas redes sociais, a médica fala em um carro de som próximo ao Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), onde atua, e chama a vacina de ‘experimental’”.
De acordo com a assessoria jurídica da médica informou que “não esteve no veículo e não fez o protesto no dia 4 de janeiro de 2022, entretanto, convocou as pessoas para que defendessem todas as questões relacionadas à liberdade, a queda do passaporte sanitário para todos os brasileiros, e o respeito a dignidade humana na pesquisa e ética clínica”.
Segundo a infectologista, o convite à população não foi feito em protesto à vacinação de crianças, “mas sim, defendendo todas as questões relacionadas à liberdade, a queda do passaporte sanitário para todos os brasileiros, e o respeito a dignidade humana na pesquisa e ética clínica”, reitera.
Roberta Lacerda defende o uso de Ivermectina no tratamento contra a covid-19, medicamento que a Organização Mundial de Saúde já informou não ter eficácia comprovada para tratar da doença.
Em 2021, foram registrados 140 assassinatos de pessoas trans no Brasil. Deste total, 135 tiveram como vítimas travestis e mulheres transexuais e cinco vitimaram homens trans e pessoas transmasculinas.
O número foi menor do que o do ano anterior, quando foram registrados 175 assassinatos de pessoas trans. Mas foi superior ao de 2019, no período pré-pandemia, quando foram contabilizados 124 óbitos. O número de 2021 está acima da média desde 2008, de 123,8 homicídios anuais de pessoas pertencentes a esse segmento.
Os dados estão no Dossiê Assassinatos e Violências Contra Travestis e Transexuais Brasileiras em 2021. O estudo foi realizado pela da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) com apoio de universidades como a Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Federal de São Paulo (Unifesp) e Federal de Minas Gerais (UFMG).
O Brasil foi, pelo 13º ano consecutivo, o país onde mais pessoas trans foram assassinadas. Em relação à distribuição geográfica, São Paulo foi o estado com mais homicídios (25), seguido por Bahia (13), Rio de Janeiro (12) e Ceará e Pernambuco (11). Além dos casos no Brasil, foram identificados dois assassinatos de brasileiras trans em outros países, um na França e outro em Portugal.
As principais vítimas foram as profissionais do sexo – 78% das pessoas mortas identificadas na pesquisa. Segundo a autora, esse perfil majoritário das vítimas indica pessoas “empurradas para a prostituição compulsoriamente pela falta de oportunidades, onde muitas se encontram em alta vulnerabilidade social e expostas aos maiores índices de violência, a toda a sorte de agressões físicas e psicológicas.”
O texto cita também a violência contra políticas eleitas trans. Foram registradas no ano passado ameaças de morte contra a vereadora de Niterói Benny Briolly (Psol/RJ), levando-a a deixar o país.
A vereadora de Belo Horizonte Duda Salabert (PDT/MG) também virou alvo de ameaças de morte na capital mineira. A vereadora Érika Hilton (Psol/SP) teve o gabinete invadido e passou a ter que circular com seguranças para coibir ataques.
Nas eleições de 2020, cidade de Carnaúba dos Dantas, localizada no Seridó potiguar, elegeu a primeira mulher trans vereadora no Rio Grande do Norte. Thabatta Pimenta (PROS) teve 267 votos e garantiu uma das nove vagas na Câmara de Vereadores da cidade.
o presidente Jair Bolsonaro (PL) irá visitar a cidade de Campos dos Goytacazes e o Porto de Açu, no Rio de Janeiro, na próxima segunda-feira (31) para anunciar uma série de investimentos na região.
A passagem de Bolsonaro pelo norte fluminense atrairá a presença de uma série de políticos visando garantir material de campanha para concorrerem na esteira do bolsonarismo. Um desses políticos é o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho.
A família Garotinho exerce forte influência sobre a região norte do estado. O filho de Garotinho, Wladimir Garotinho (PSD), é prefeito de Campos dos Goytacazes, e a região é considerada base eleitoral da família, que marcará presença na visita de Bolsonaro.
A intenção dessa aproximação com o presidente acontece devido ao interesse do União Brasil, partido que nascerá da fusão entre DEM e PSL, de lançar Anthony Garotinho e sua filha, a deputada federal Clarissa Garotinho (PROS-RJ), como candidatos a vagas na Câmara dos Deputados.
O partido enxerga no ex-governador um forte potencial para atuar como puxador de votos para a legenda no Rio de Janeiro. Anthony Garotinho foi governador do estado entre 1999 e 2002, ano em que também concorreu à Presidência da República pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB).
Os chamados anos de chumbo da ditadura militar no Brasil é retomado em Mordaça – Histórias de Música e Censura em Tempos Autoritários, livro dos jornalistas e escritores João Pimentel e Zé McGill, que acaba de ser lançado pela editora Sonora.
Os autores pretendem fazer uma ponte entre o presente e o passado, na abordagem de fatos ligados à música, naquele período de obscurantismo, aos quais em Vai passar, clássico de sua obra, Chico Buarque de Holanda chamou de “Página infeliz de nossa história”.
Mordaça reúne em 335 páginas casos emblemáticos sobre o embate entre a música e a censura, a arte e o autoritarismo no Brasil. Recheado de histórias marcantes, surpreendentes, dramáticas e até engraçadas, mas narradas com uma linguagem leve, demonstram como os artistas foram perseguidos, mas também o que fizeram para burlar esses absurdos. “A história nos mostra que o maior inimigo de um governo autoritário é o pensamento. Por isso, os artistas, os verdadeiros artistas, são tão perseguidos conforme vemos neste livro”, observa Zé McGill. “Acredito, no entanto, como nos disse Gilberto Gil, que a seta do tempo aponta para a frente, apesar dos ‘guardas de fronteira'”, acrescenta.
Segundo os autores, foram necessários 3 anos para conseguir depoimentos dos autores das canções, pois tiveram que parar os trabalhos durante a pandemia.
Artistas como Chico Buarque, Geraldo Azevedo, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Paulinho da Viola tem suas canções retratadas no livro
Para ilustrar a capa do livro, foi escolhida a imagem de um cartaz empunhado por um jovem, que usava mordaça, durante manifestação em 1968, contra a censura. “Quando vimos a foto, na hora identificamos o desenho como sendo do Ziraldo, por seu traço inconfundível. O Antônio Pinto, filho do mestre, confirmou a autoria e, juntamente com as irmãs Daniela Thomas e Fabrizia Alves Pinto, cederam a imagem para a capa”, destaca João Pimentel.