
Na reta final da campanha, a candidata a vice-governadora Larissa Rosado (PSB) concentra sua atuação no Oeste, enquanto o líder da chapa, Cadu de Lula (PT), intensifica as agendas em outras regiões do Estado. A estratégia busca ampliar o corpo a corpo nos últimos dias antes da votação.
Em entrevista ao Diário do RN, Larissa demonstrou confiança no avanço da candidatura e afirmou que o trabalho tem sido redobrado na região de Mossoró, principal base política de Allyson Bezerra (União Brasil).
“Estou muito animada. Nós vamos para o segundo turno. Durante essa última semana, nós redobramos o nosso trabalho. Eu fiquei muito localizada aqui na cidade de Mossoró e na nossa região, e Cadu fazendo outras visitas. E, se Deus quiser, dia 4 de outubro vamos comemorar essa nossa passagem para o segundo turno”, afirmou.
Na principal base eleitoral de Allyson Bezerra (União Brasil), Larissa acusa o grupo adversário de utilizar o peso da estrutura municipal na disputa. Segundo ela, a estratégia da chapa de Cadu tem sido enfrentar esse cenário com presença nas ruas e contato direto com os eleitores.
“Mossoró é uma cidade livre, mas nós sabemos da força que a Prefeitura de Mossoró tem, do abuso de poder econômico que acontece diariamente numa campanha. Nós estamos, mesmo com tudo isso, visitando o nosso eleitor, conversando olho no olho, dialogando, mostrando que Cadu é o melhor, que Cadu é o governador que faz parte do time de Lula”, declarou.
Ao tratar das suspeitas de uso da máquina, Larissa fez uma comparação com a eleição municipal de 2012 e pediu que a população fiscalize e denuncie eventuais irregularidades.
“Nós já assistimos a um filme parecido com esse, de uso de poder econômico, no ano de 2012, aqui em Mossoró. Aquela campanha foi marcada pelo uso da máquina da Prefeitura e terminou em pelo menos 13 cassações da prefeita que foi eleita à época. Nós estamos assistindo novamente isso. Estamos, inclusive, pedindo às pessoas que fiscalizem, que nos avisem, que façam denúncia, porque o voto é livre, o voto do eleitor é secreto. O voto não pode ser tomado por uma moeda de troca”, afirmou.
“É tudo muito sério”
Outro ponto explorado por Larissa é a Operação Mederi. Allyson está entre os investigados no caso, que apura suspeitas relacionadas a contratos para aquisição de medicamentos. Ao comentar os desdobramentos da investigação, a candidata a vice classificou o cenário como grave e disse aguardar novas fases da apuração.
“É tudo muito sério o que está acontecendo no nosso Estado. O ex-prefeito ser citado como mentor intelectual, como uma das principais figuras de um escândalo de corrupção no nosso Estado. E vamos aguardar os próximos capítulos, as próximas fases dessa operação”, declarou.
Expectativa x Realidade
Para Larissa, os episódios relacionados à investigação se somam a problemas enfrentados pelos moradores e estariam mudando a percepção de parte da população sobre o ex-prefeito.
“Muitas pessoas já o veem de maneira diferente. Além dessa questão do escândalo da Operação Mederi, nós temos fatos de uma gestão que não atende aos anseios da população. Nos bairros mais afastados, são ruas esburacadas, problemas em construções mal feitas pelo município, medicamentos que não se encontram nos postos de saúde, uma série de problemas que mostram, para quem mora em Mossoró e sabe o que vive, que o atendimento não está chegando”, afirmou.
É nesse cenário que Larissa avalia que a imagem construída em torno da administração municipal começa a perder força e que problemas enfrentados pela população têm contribuído para mudar a percepção sobre Allyson. “Com certeza, a maquiagem está começando a cair. É uma maquiagem que vem sendo desfeita, porque, quando o nosso povo precisa, não encontra o cuidado básico vindo da Prefeitura de Mossoró”, afirmou.